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LIVRO I

LEGISLAÇÃO DE
ADMINISTRAÇÃO DE
RECURSOS HUMANOS
1. LEI FEDERAL Nº. 11.473, DE 10 DE MAIO DE 2007. no 10.201, de 14 de fevereiro de 2001, e, excepcionalmente, à
conta de dotação orçamentária da União.
Dispõe sobre cooperação federativa no
âmbito da segurança pública e revoga a Lei Art. 7º - O servidor civil ou militar vitimado durante as
no 10.277, de 10 de setembro de 2001. atividades de cooperação federativa de que trata esta Lei, bem
como o Policial Federal, o Policial Rodoviário Federal, o
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Faço saber que Policial Civil e o Policial Militar, em ação operacional conjunta
o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: com a Força Nacional de Segurança Pública, farão jus, no caso
de invalidez incapacitante para o trabalho, à indenização no
Art. 1º - A União poderá firmar convênio com os Estados e o valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais), e seus dependentes, ao
Distrito Federal para executar atividades e serviços mesmo valor, no caso de morte.
imprescindíveis à preservação da ordem pública e da Parágrafo único - A indenização de que trata o caput deste
incolumidade das pessoas e do patrimônio. artigo correrá à conta do Fundo Nacional de Segurança Pública.

Art. 2º - A cooperação federativa de que trata o art. 1o desta Art. 8º - As indenizações previstas nesta Lei não excluem outros
Lei, para fins desta Lei, compreende operações conjuntas, direitos e vantagens previstos em legislação específica.
transferências de recursos e desenvolvimento de atividades de
capacitação e qualificação de profissionais, no âmbito da Força Art. 9º - Ficam criados, no âmbito do Poder Executivo Federal,
Nacional de Segurança Pública. para atender às necessidades do Programa da Força Nacional de
Parágrafo único - As atividades de cooperação federativa têm Segurança Pública, 9 (nove) cargos em comissão do Grupo
caráter consensual e serão desenvolvidas sob a coordenação Direção e Assessoramento Superiores DAS, sendo 1 (um) DAS-
conjunta da União e do Ente convenente. 5, 3 (três) DAS-4 e 5 (cinco) DAS-3.

Art. 3º - Consideram-se atividades e serviços imprescindíveis à Art. 10 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e
do patrimônio, para os fins desta Lei: Art. 11 - Fica revogada a Lei no 10.277, de 10 de setembro de
I - o policiamento ostensivo; 2001.
II - o cumprimento de mandados de prisão;
III - o cumprimento de alvarás de soltura; Brasília, 10 de maio de 2007; 186º da Independência e 119º da
IV - a guarda, a vigilância e a custódia de presos; República
V - os serviços técnico-periciais, qualquer que seja sua
modalidade;
VI - o registro de ocorrências policiais. 2. LEI FEDERAL Nº. 11.788, DE 25 DE SETEMBRO DE
2008.
Art. 4º - Os ajustes celebrados na forma do art. 1o desta Lei
deverão conter, essencialmente: Dispõe sobre o estágio de estudantes; altera
I - identificação do objeto; a redação do art. 428 da Consolidação das
II - identificação de metas; Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo
III - definição das etapas ou fases de execução; Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de
IV - plano de aplicação dos recursos financeiros; 1943, e a Lei no 9.394, de 20 de dezembro
V - cronograma de desembolso; de 1996; revoga as Leis nos 6.494, de 7 de
VI - previsão de início e fim da execução do objeto; e dezembro de 1977, e 8.859, de 23 de março
VII - especificação do aporte de recursos, quando for o caso. de 1994, o parágrafo único do art. 82 da Lei
Parágrafo único - A União, por intermédio do Ministério da no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e o
Justiça, poderá colocar à disposição dos Estados e do Distrito art. 6o da Medida Provisória no 2.164-41,
Federal, em caráter emergencial e provisório, servidores de 24 de agosto de 2001; e dá outras
públicos federais, ocupantes de cargos congêneres e de providências.
formação técnica compatível, para execução do convênio de
cooperação federativa de que trata esta Lei, sem ônus. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Faço saber que
o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 5º - As atividades de cooperação federativa, no âmbito da
Força Nacional de Segurança Pública, serão desempenhadas por CAPÍTULO I
militares e servidores civis dos entes federados que celebrarem DA DEFINIÇÃO, CLASSIFICAÇÃO E
convênio, na forma do art. 1o desta Lei. RELAÇÕES DE ESTÁGIO

Art. 6º - Os servidores civis e militares dos Estados e do Distrito Art. 1º - Estágio é ato educativo escolar supervisionado,
Federal que participarem de atividades desenvolvidas em desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa à preparação
decorrência de convênio de cooperação de que trata esta Lei para o trabalho produtivo de educandos que estejam
farão jus ao recebimento de diária a ser paga na forma prevista freqüentando o ensino regular em instituições de educação
no art. 4o da Lei no 8.162, de 8 de janeiro de 1991. superior, de educação profissional, de ensino médio, da
§ 1º - A diária de que trata o caput deste artigo será concedida educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na
aos servidores enquanto mobilizados no âmbito do programa da modalidade profissional da educação de jovens e adultos.
Força Nacional de Segurança Pública em razão de deslocamento § 1º - O estágio faz parte do projeto pedagógico do curso, além
da sede em caráter eventual ou transitório para outro ponto do de integrar o itinerário formativo do educando.
território nacional e não será computada para efeito de adicional § 2º - O estágio visa ao aprendizado de competências próprias
de férias e do 13o (décimo terceiro) salário, nem integrará os da atividade profissional e à contextualização curricular,
salários, remunerações, subsídios, proventos ou pensões, objetivando o desenvolvimento do educando para a vida cidadã
inclusive alimentícias. e para o trabalho.
§ 2º - A diária de que trata o caput deste artigo será custeada
pelo Fundo Nacional de Segurança Pública, instituído pela Lei
Art. 2º - O estágio poderá ser obrigatório ou não-obrigatório, Art. 6º - O local de estágio pode ser selecionado a partir de
conforme determinação das diretrizes curriculares da etapa, cadastro de partes cedentes, organizado pelas instituições de
modalidade e área de ensino e do projeto pedagógico do curso. ensino ou pelos agentes de integração.
§ 1º - Estágio obrigatório é aquele definido como tal no projeto
do curso, cuja carga horária é requisito para aprovação e CAPÍTULO II
obtenção de diploma. DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO
§ 2º - Estágio não-obrigatório é aquele desenvolvido como
atividade opcional, acrescida à carga horária regular e Art. 7º - São obrigações das instituições de ensino, em relação
obrigatória. aos estágios de seus educandos:
§ 3º - As atividades de extensão, de monitorias e de iniciação I - celebrar termo de compromisso com o educando ou com seu
científica na educação superior, desenvolvidas pelo estudante, representante ou assistente legal, quando ele for absoluta ou
somente poderão ser equiparadas ao estágio em caso de previsão relativamente incapaz, e com a parte concedente, indicando as
no projeto pedagógico do curso. condições de adequação do estágio à proposta pedagógica do
curso, à etapa e modalidade da formação escolar do estudante e
Art. 3º - O estágio, tanto na hipótese do § 1o do art. 2o desta Lei ao horário e calendário escolar;
quanto na prevista no § 2o do mesmo dispositivo, não cria II - avaliar as instalações da parte concedente do estágio e sua
vínculo empregatício de qualquer natureza, observados os adequação à formação cultural e profissional do educando;
seguintes requisitos: III - indicar professor orientador, da área a ser desenvolvida no
I - matrícula e freqüência regular do educando em curso de estágio, como responsável pelo acompanhamento e avaliação
educação superior, de educação profissional, de ensino médio, das atividades do estagiário;
da educação especial e nos anos finais do ensino fundamental, IV - exigir do educando a apresentação periódica, em prazo não
na modalidade profissional da educação de jovens e adultos e superior a 6 (seis) meses, de relatório das atividades;
atestados pela instituição de ensino; V - zelar pelo cumprimento do termo de compromisso,
II - celebração de termo de compromisso entre o educando, a reorientando o estagiário para outro local em caso de
parte concedente do estágio e a instituição de ensino; descumprimento de suas normas;
III - compatibilidade entre as atividades desenvolvidas no VI - elaborar normas complementares e instrumentos de
estágio e aquelas previstas no termo de compromisso. avaliação dos estágios de seus educandos;
§ 1º - O estágio, como ato educativo escolar supervisionado, VII - comunicar à parte concedente do estágio, no início do
deverá ter acompanhamento efetivo pelo professor orientador da período letivo, as datas de realização de avaliações escolares ou
instituição de ensino e por supervisor da parte concedente, acadêmicas.
comprovado por vistos nos relatórios referidos no inciso IV do Parágrafo único - O plano de atividades do estagiário,
caput do art. 7o desta Lei e por menção de aprovação final. elaborado em acordo das 3 (três) partes a que se refere o inciso
§ 2º - O descumprimento de qualquer dos incisos deste artigo ou II do caput do art. 3o desta Lei, será incorporado ao termo de
de qualquer obrigação contida no termo de compromisso compromisso por meio de aditivos à medida que for avaliado,
caracteriza vínculo de emprego do educando com a parte progressivamente, o desempenho do estudante.
concedente do estágio para todos os fins da legislação trabalhista
e previdenciária. Art. 8º - É facultado às instituições de ensino celebrar com entes
públicos e privados convênio de concessão de estágio, nos quais
Art. 4º - A realização de estágios, nos termos desta Lei, aplica- se explicitem o processo educativo compreendido nas atividades
se aos estudantes estrangeiros regularmente matriculados em programadas para seus educandos e as condições de que tratam
cursos superiores no País, autorizados ou reconhecidos, os arts. 6o a 14 desta Lei.
observado o prazo do visto temporário de estudante, na forma da Parágrafo único - A celebração de convênio de concessão de
legislação aplicável. estágio entre a instituição de ensino e a parte concedente não
dispensa a celebração do termo de compromisso de que trata o
Art. 5º - As instituições de ensino e as partes cedentes de inciso II do caput do art. 3o desta Lei.
estágio podem, a seu critério, recorrer a serviços de agentes de
integração públicos e privados, mediante condições acordadas CAPÍTULO III
em instrumento jurídico apropriado, devendo ser observada, no DA PARTE CONCEDENTE
caso de contratação com recursos públicos, a legislação que
estabelece as normas gerais de licitação. Art. 9º - As pessoas jurídicas de direito privado e os órgãos da
§ 1º - Cabe aos agentes de integração, como auxiliares no administração pública direta, autárquica e fundacional de
processo de aperfeiçoamento do instituto do estágio: qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal
I - identificar oportunidades de estágio; e dos Municípios, bem como profissionais liberais de nível
II - ajustar suas condições de realização; superior devidamente registrados em seus respectivos conselhos
III - fazer o acompanhamento administrativo; de fiscalização profissional, podem oferecer estágio, observadas
IV - encaminhar negociação de seguros contra acidentes as seguintes obrigações:
pessoais; I - celebrar termo de compromisso com a instituição de ensino e
V - cadastrar os estudantes. o educando, zelando por seu cumprimento;
§ 2º - É vedada a cobrança de qualquer valor dos estudantes, a II - ofertar instalações que tenham condições de proporcionar ao
título de remuneração pelos serviços referidos nos incisos deste educando atividades de aprendizagem social, profissional e
artigo. cultural;
§ 3º - Os agentes de integração serão responsabilizados III - indicar funcionário de seu quadro de pessoal, com
civilmente se indicarem estagiários para a realização de formação ou experiência profissional na área de conhecimento
atividades não compatíveis com a programação curricular desenvolvida no curso do estagiário, para orientar e
estabelecida para cada curso, assim como estagiários supervisionar até 10 (dez) estagiários simultaneamente;
matriculados em cursos ou instituições para as quais não há IV - contratar em favor do estagiário seguro contra acidentes
previsão de estágio curricular. pessoais, cuja apólice seja compatível com valores de mercado,
conforme fique estabelecido no termo de compromisso;

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V - por ocasião do desligamento do estagiário, entregar termo de CAPÍTULO V
realização do estágio com indicação resumida das atividades DA FISCALIZAÇÃO
desenvolvidas, dos períodos e da avaliação de desempenho;
VI - manter à disposição da fiscalização documentos que Art. 15 - A manutenção de estagiários em desconformidade com
comprovem a relação de estágio; esta Lei caracteriza vínculo de emprego do educando com a
VII - enviar à instituição de ensino, com periodicidade mínima parte concedente do estágio para todos os fins da legislação
de 6 (seis) meses, relatório de atividades, com vista obrigatória trabalhista e previdenciária.
ao estagiário. § 1º - A instituição privada ou pública que reincidir na
Parágrafo único - No caso de estágio obrigatório, a irregularidade de que trata este artigo ficará impedida de receber
responsabilidade pela contratação do seguro de que trata o inciso estagiários por 2 (dois) anos, contados da data da decisão
IV do caput deste artigo poderá, alternativamente, ser assumida definitiva do processo administrativo correspondente.
pela instituição de ensino. § 2º - A penalidade de que trata o § 1o deste artigo limita-se à
filial ou agência em que for cometida a irregularidade.
CAPÍTULO IV
DO ESTAGIÁRIO CAPÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 10 - A jornada de atividade em estágio será definida de
comum acordo entre a instituição de ensino, a parte concedente Art. 16 - O termo de compromisso deverá ser firmado pelo
e o aluno estagiário ou seu representante legal, devendo constar estagiário ou com seu representante ou assistente legal e pelos
do termo de compromisso ser compatível com as atividades representantes legais da parte concedente e da instituição de
escolares e não ultrapassar: ensino, vedada a atuação dos agentes de integração a que se
I - 4 (quatro) horas diárias e 20 (vinte) horas semanais, no caso refere o art. 5o desta Lei como representante de qualquer das
de estudantes de educação especial e dos anos finais do ensino partes.
fundamental, na modalidade profissional de educação de jovens
e adultos; Art. 17 - O número máximo de estagiários em relação ao
II - 6 (seis) horas diárias e 30 (trinta) horas semanais, no caso de quadro de pessoal das entidades concedentes de estágio deverá
estudantes do ensino superior, da educação profissional de nível atender às seguintes proporções:
médio e do ensino médio regular. I - de 1 (um) a 5 (cinco) empregados: 1 (um) estagiário;
§ 1º - O estágio relativo a cursos que alternam teoria e prática, II - de 6 (seis) a 10 (dez) empregados: até 2 (dois) estagiários;
nos períodos em que não estão programadas aulas presenciais, III - de 11 (onze) a 25 (vinte e cinco) empregados: até 5 (cinco)
poderá ter jornada de até 40 (quarenta) horas semanais, desde estagiários;
que isso esteja previsto no projeto pedagógico do curso e da IV - acima de 25 (vinte e cinco) empregados: até 20% (vinte por
instituição de ensino. cento) de estagiários.
§ 2º - Se a instituição de ensino adotar verificações de § 1º - Para efeito desta Lei, considera-se quadro de pessoal o
aprendizagem periódicas ou finais, nos períodos de avaliação, a conjunto de trabalhadores empregados existentes no
carga horária do estágio será reduzida pelo menos à metade, estabelecimento do estágio.
segundo estipulado no termo de compromisso, para garantir o § 2º - Na hipótese de a parte concedente contar com várias filiais
bom desempenho do estudante. ou estabelecimentos, os quantitativos previstos nos incisos deste
artigo serão aplicados a cada um deles.
Art. 11 - A duração do estágio, na mesma parte concedente, não § 3º - Quando o cálculo do percentual disposto no inciso IV do
poderá exceder 2 (dois) anos, exceto quando se tratar de caput deste artigo resultar em fração, poderá ser arredondado
estagiário portador de deficiência. para o número inteiro imediatamente superior.
§ 4º - Não se aplica o disposto no caput deste artigo aos estágios
Art. 12 - O estagiário poderá receber bolsa ou outra forma de de nível superior e de nível médio profissional.
contraprestação que venha a ser acordada, sendo compulsória a § 5º - Fica assegurado às pessoas portadoras de deficiência o
sua concessão, bem como a do auxílio-transporte, na hipótese de percentual de 10% (dez por cento) das vagas oferecidas pela
estágio não obrigatório. parte concedente do estágio.
§ 1º - A eventual concessão de benefícios relacionados a
transporte, alimentação e saúde, entre outros, não caracteriza Art. 18 - A prorrogação dos estágios contratados antes do início
vínculo empregatício. da vigência desta Lei apenas poderá ocorrer se ajustada às suas
§ 2º - Poderá o educando inscrever-se e contribuir como disposições.
segurado facultativo do Regime Geral de Previdência Social.
Art. 19 - O art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho –
Art. 13 - É assegurado ao estagiário, sempre que o estágio tenha CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de
duração igual ou superior a 1 (um) ano, período de recesso de 30 1943, passa a vigorar com as seguintes alterações:
(trinta) dias, a ser gozado preferencialmente durante suas férias
escolares. “Art. 428. ......................................................................
§ 1º - O recesso de que trata este artigo deverá ser remunerado § 1o A validade do contrato de aprendizagem pressupõe
quando o estagiário receber bolsa ou outra forma de anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social, matrícula
contraprestação. e freqüência do aprendiz na escola, caso não haja concluído o
§ 2º - Os dias de recesso previstos neste artigo serão concedidos ensino médio, e inscrição em programa de aprendizagem
de maneira proporcional, nos casos de o estágio ter duração desenvolvido sob orientação de entidade qualificada em
inferior a 1 (um) ano. formação técnico-profissional metódica.
......................................................................
Art. 14 - Aplica-se ao estagiário a legislação relacionada à § 3o O contrato de aprendizagem não poderá ser estipulado por
saúde e segurança no trabalho, sendo sua implementação de mais de 2 (dois) anos, exceto quando se tratar de aprendiz
responsabilidade da parte concedente do estágio. portador de deficiência.
......................................................................

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§ 7o Nas localidades onde não houver oferta de ensino médio h) Assunção de cargo, função ou comissão - É o ato pelo qual o
para o cumprimento do disposto no § 1o deste artigo, a Policial Militar fica investido na capacidade legal para exercer
contratação do aprendiz poderá ocorrer sem a freqüência à as atribuições que respectivamente lhe correspondam.
escola, desde que ele já tenha concluído o ensino fundamental.”
(NR) TÍTULO II
DO POLICIAL MILITAR EM ATIVIDADE
Art. 20 - O art. 82 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996,
passa a vigorar com a seguinte redação: CAPÍTULO I
“Art. 82. Os sistemas de ensino estabelecerão as normas de DOS VENCIMENTOS
realização de estágio em sua jurisdição, observada a lei federal
sobre a matéria. Art. 3º - Vencimento é a retribuição devido ao Policial Militar
Parágrafo único. (Revogado).” (NR) em serviço ativo e se denomina soldo.

Art. 21 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 4º - O soldo correspondente ao posto ou graduação do
Policial Militar da ativa e a este atribuído de acordo com a tabela
Art. 22 - Revogam-se as Leis nos 6.494, de 7 de dezembro de em vigor.
1977, e 8.859, de 23 de março de 1994, o parágrafo único do art. Parágrafo único - O soldo do Policial Militar é irredutível, não
82 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e o art. 6o da está sujeito a penhora, seqüestro ou arresto, senão nos casos e
Medida Provisória no 2.164-41, de 24 de agosto de 2001. pela forma regulada neste Código, bem como nos termos do
Código Civil Brasileiro.
Brasília, 25 de setembro de 2008; 187o da Independência
e 120o da República. Art. 5º - O direito ao soldo começa a partir da data:
a) do decreto de promoção, ato de nomeação ou de convocação
ao serviço ativo para oficial;
3. LEI Nº. 6.196, DE 15 DE JANEIRO DE 1971. b) do ato de declaração para o Aspirante a Oficial;
c) do ato de promoção para Subtenentes;
Estabelece o Código de Vencimentos da d) do ato de promoção ou de classificação para os graduados da
Brigada Militar do Estado. Brigada Militar;
e) do ato de inclusão para os soldados PM;
WALTER PERACCHI BARCELLOS, f) do ato de matrícula para os alunos do Curso de Formação de
Governador do Estado do Rio Grande do Sul. Faço saber, em Oficiais e dos Cursos de Formação de Sargentos.
comprimento ao disposto no artigo 66, inciso IV, da
Constituição do Estado que a Assembléia Legislativa decretou e Art. 6º - Cessa o direito ao soldo na data:
eu sanciono e promulgo a Lei seguinte: a) do óbito;
b) em que deixe efetivamente o exercício da atividade por:
CÓDIGO DE VENCIMENTOS DO PESSOAL 1) desconvocação, baixa, demissão voluntária, ou por ter aceito
DA BRIGADA MILITAR função incompatível de conformidade com a legislação vigente;
2) exclusão, expulsão ou perda de posto ou patente.
TÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 7º - Cessa temporariamente o direito ao soldo quando:
a) em gozo de licença para tratar de interesses particulares;
Art. 1º - Este Código regula os vencimentos, proventos, b) em licença para o exercício de atividade técnica de sua
indenizações e dispõe sobre outros direitos do pessoal da especialidade, em organização civil;
Brigada Militar do Estado. c) em licença para exercer função ou atividade estranha ao
serviço Policial Militar;
Art. 2º - Para os efeitos deste Código são adotadas as seguintes d) no período de deserção.
conceituações: Parágrafo único - Excetuam-se nos itens "b" e "c" deste artigo,
a) Comandante - É o título genérico dado ao Policial Militar, os casos em que a atividade for exercida por interesse público
correspondente ao de Diretor, Chefe, ou outra denominação que em atividades governamentais, empresas públicas ou empresas
tenha ou venha a ter aquele que, investido de autoridade de economia mista e expressamente declarada por ato do
decorrente de leis e regulamentos, for responsável pela governo do Estado.
administração, instrução e disciplina de uma organização de
Polícia Militar; Art. 8º - Perceberá o soldo o Policial Militar:
b) Organização Policial Militar - OPM - é a denominação a) no cumprimento de pena, cuja sentença passada em julgado,
genérica dada a Corpo de Tropa, repartição, estabelecimentos, para oficial, decorrer de crime que não prive do posto e patente
serviço ou qualquer unidade administrativa ou de operações de e, para a praça, resultante de crime que não implique na
Polícia Militar; exclusão ou expulsão da Brigada Militar;
c) Sede - É a área territorial sob jurisdição de um órgão da b) quando em licença, por período superior a seis (6) meses para
Polícia Militar; tratamento de saúde de pessoa da família;
d) Serviço ativo - É a situação do Policial Militar capacitado c) quando preso ou detido em conseqüência de inquérito,
legalmente para o exercício do cargo, comissão, função ou processo, com prejuízo do serviço, ou quando agregar sujeito a
encargo; processo no Foro Militar ou à disposição da Justiça Civil;
e) Cargo - Função ou Comissão - É o conjunto de atribuições d) quando excedidos os prazos legais ou regulamentares de
definidas por lei, regulamento ou ato governamental e cometidas afastamento do serviço;
em caráter permanente ou não ao Policial Militar; e) quando afastado das funções por incompatibilidade
f) Encargo - É a comissão ou atribuição de serviço cometida a profissional ou moral, nos termos do Estatuto da Brigada
um Policial Militar; Militar;
g) Missão, Tarefa ou Atividade - É o dever emergente de uma f) no período de ausência não justificada;
ordem específica de comando, direção ou Chefia;
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g) quando em licença para aperfeiçoar seus conhecimentos SEÇÃO I
técnico-profissionais ou realizar estudos por conta própria, a DAS GRATIFICAÇÕES POR TEMPO DE SERVIÇO
critério do Governador do Estado.
Art. 15 - As gratificações por tempo de serviço são devidas ao
Art. 9º - O soldo do Policial Militar considerado desaparecido Policial Militar por qüinqüênios de efetivos serviços prestados e
ou extraviado em caso de calamidade pública ou no desempenho por adicionais de 15% e 25%, respectivamente.
de qualquer serviço, será pago aos herdeiros que teriam direito a Parágrafo único - As gratificações de que trata este artigo serão
sua pensão policial militar. incorporadas definitivamente aos vencimentos do Policial
§ 1º - No caso previsto neste artigo, ao final de seis (6) meses Militar, por ocasião de sua transferência para a reserva ou
far-se-á a habilitação dos herdeiros na forma da lei, cessando o reforma, nos termos da legislação vigente.
pagamento do soldo.
§ 2º - Na hipótese de reaparecimento do Policial Militar, após o Art. 16 - Por qüinqüênios de serviço público estadual, os
prazo de seis (6) meses, caber-lhe-á o pagamento da diferença Policiais Militares farão jus à gratificação de cinco por cento
entre o soldo e a pensão recebida pelos herdeiros, como se (5%) sobre o soldo de seus postos ou graduações até o máximo
tivesse permanecido em serviço a partir do dia imediato ao de seis (6) qüinqüênios.
término daquele prazo. § 1º - Para efeito dos cálculos dos qüinqüênios será computado
exclusivamente o tempo de serviço público estadual
Art. 10 - O Policial Militar no desempenho de cargo, comissão anteriormente prestado pelo Policial Militar, nos termos deste
ou função, atribuída privativamente a posto ou graduação Código.
superior a sua, perceberá o soldo correspondente a este posto ou § 2º - O direito à percepção do qüinqüênio começa no dia
graduação. imediato àquele em que o Policial Militar completar o
§ 1º - Quando da substituição prevista neste artigo, o cargo, qüinqüênio considerado e reconhecido mediante ato do
função ou comissão for atribuído a mais de um posto ou Comandante Geral a Brigada Militar ou outra autoridade
graduação, caberá ao substituto o soldo correspondente ao administrativa a qual for delegada competência.
menor dos mesmos.
§ 2º - Para os efeitos deste artigo, prevalecerão os postos e Art. 17 - Os Policiais Militares perceberão a gratificação
graduações correspondentes aos cargos, funções ou comissões adicional de 15% ou 25% sobre o soldo correspondente, a partir
estabelecidos em leis, regulamentos, regimentos e, na falta da data em que completarem 15 ou 25 anos, respectivamente, de
destes, nos quadros de efetivo ou lotação. serviço público estadual.
§ 3º - O disposto neste artigo não se aplica às substituições por § 1º - A concessão da gratificação de 25% faz cessar a
motivos de férias, galas, nojos, e outras dispensas, desde que não percepção de 15% anteriormente concedida.
ultrapasse o período de trinta (30) dias. § 2º - Considera-se para os efeitos deste artigo, como soldo do
Policial Militar, a tabela básica acrescida dos qüinqüênios
Art. 11 - O Policial Militar continuará com direito ao soldo do correspondentes.
seu posto ou graduação, em todos os casos não previstos nos
artigos 6 e 7 deste Código. SEÇÃO II
DAS GRATIFICAÇÕES ESPECIAIS
CAPÍTULO II
DAS GRATIFICAÇÕES Art. 18 - As gratificações especiais são atribuídas ao Policial
Militar em decorrência do exercício de funções ou cargos, bem
Art. 12 - Gratificações são vantagens atribuídas aos Policiais como de situações especiais a que estão sujeitos os componentes
Militares em decorrência da natureza e das condições com que da Corporação, nos casos previstos neste Código.
se desobriga das suas atividades profissionais, bem como do § 1º - As gratificações especiais a que se refere este artigo são:
tempo de efetivo serviço por ele prestado. a) Gratificação de Representação;
b) Gratificação de risco de vida.
Art. 13 - O Policial Militar, pelo efetivo exercício de suas § 2º - Fazem jus as gratificações seguintes, nos termos da
funções, fará jus às seguintes gratificações: legislação estadual e deste Código, os Policiais Militares no
I - gratificações por tempo de serviço; efetivo exercício das funções de tesoureiro e professores:
II - gratificações especiais. a) Auxílio para diferença de caixa;
b) Gratificação para professores.
Art. 14 - Para fins de concessão das gratificações tomar-se-á por
base o valor do soldo do posto ou graduação, que efetivamente Art. 19 - Os comandantes e os titulares de Departamentos,
possua o Policial Militar, ressalvado o caso previsto no artigo 10 Chefias e Subchefias de Serviços ou Estabelecimentos Policiais
deste Código, quando será considerado o valor do soldo do Militares, de Seções ou Comissão de Compras, e os
posto ou graduação, correspondente ao cargo, comissão ou Subcomandantes de Unidades, Comandantes de Companhia ou
função eventualmente desempenhados. Esquadrão, e de Destacamento até o nível de Sargento, farão jus
§ 1º - Não terão direito às gratificações os Policiais Militares a uma gratificação destinada a indenizar os gastos de
enquadrados nos artigos 6 e 7 deste Código. representação, decorrentes do exercício das funções de seus
§ 2º - O Policial Militar, enquadrado no artigo 8 fará jus às cargos.
gratificações que lhe tenham sido asseguradas em caráter § 1º - A gratificação de que trata este artigo é devida a partir do
permanente; dia em que o Policial Militar assumir o cargo, função ou
§ 3º - O Policial Militar enquadrado no artigo 11 continuará comissão, cessando seus efeitos na data de seu afastamento.
percebendo as gratificações a que vinha fazendo jus; § 2º - O Policial Militar que substituir o detentor efetivo do
§ 4º - O Policial Militar que por sentença passada em julgado, cargo, função ou comissão, por período superior a quarenta e
for declarado livre de culpa, em crime que lhe tenha sido cinco (45) dias, fará jus a indenização correspondente a partir
imputado, terá direito às gratificações que deixou de receber no deste limite, perdendo aquele o direito a mesma.
período de prisão ou detenção. § 3º - A gratificação constante deste artigo será calculada sobre
§ 5º - O direito de que trata o § 4º, não será reconhecido nos o valor do soldo nos seguintes termos:
casos de indulto, perdão ou livramento condicional.

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a) Setenta e cinco por cento (75%) ao Comandante Geral de b) diárias de policiamento.
Brigada Militar;
b) Cinqüenta por cento (50%) ao Chefe do Estado Maior Geral, Art. 28 - A diária de viagem é a indenização destinada a atender
Diretores de Departamento, Comandante de Academia de as despesas de hospedagem e alimentação dos Policiais
Polícia Militar e Comandante de Guarnição onde exista mais de Militares, quando afastados de sua sede, a serviço do Estado, da
uma unidade aquartelada; Corporação ou atendendo chamamento da Justiça Civil ou
c) Trinta por cento (30%) ao Subchefe do EMG, Comandantes Militar.
de Unidades, Chefe de Gabinete do Comandante Geral, § 1º - Para o pagamento da diária inclui-se o dia da partida e o
Ajudante Geral, Chefes de Serviço, Diretores de dia da chegada do Policial Militar a sua sede.
Estabelecimento, Chefes de Seções do EMG e Chefe da § 2º - O valor das diárias de viagem será fixado em decreto do
Comissão de Compras da Brigada Militar; Poder Executivo e será reajustada sempre que o forem as diárias
d) Vinte e cinco por cento (25%) ao Subcomandante de referentes ao pessoal civil do Estado, obedecida a tabela
Unidade, Subdiretor de Departamento, Subchefe de Serviço, ou especificada para a Corporação.
Estabelecimentos Policiais Militares, Comandante de Esquadrão
e Companhia, quando isolados ou Destacamentos até o nível de Art. 29 - Não serão abonadas as diárias de viagem ao Policial
sargento. Militar:
a) nos dias de viagem, quando no custo da passagem estiver
Art. 20 - A gratificação de risco de vida é atribuída aos Policiais compreendida a alimentação e o alojamento ou o pagamento das
Militares, nos termos da Constituição do Estado e corresponderá despesas correr por conta do Estado;
a 25% do respectivo soldo. b) quando for chamado para responder em Foro Civil ou Militar
por crime não funcional ou militar, ainda que venha a ser
Art. 21 - O auxílio para diferença de caixa será pago aos absolvido;
Oficiais no exercício das funções de tesoureiro, nas diversas c) quando em deslocamento conjunto de sua Unidade, em
Organizações Policiais Militares da Força, na forma da Lei. operações de instrução ou ação conjunta de manutenção da
ordem em outro município;
Art. 22 - A gratificação de professores é devida, por aula dada, d) quando estiver em diligência em localidade de Município ou
aos Oficiais e civis que exerçam o magistério na Brigada Estado, limítrofes ou não, cuja distância de sua sede seja inferior
Militar, nos termos abaixo especificados: a 50 Km e possua meios acessíveis de transporte interurbano;
a) Professores da Academia de Polícia Militar 1/40 avos do e) durante seu afastamento da sede de sua Unidade, por período
vencimento básico do posto de Major PM; inferior a 8 (oito) horas consecutivas.
b) Professores dos Cursos de Formação e Aperfeiçoamento de
Graduados 1/40 avos do vencimento básico do posto de Capitão Art. 30 - A diária de policiamento é a indenização devida ao
PM; Policial Militar, nos termos da lei em vigor e do respectivo
c) Professores do Curso de Formação de Cabos 1/40 avos do regulamento.
vencimento básico do posto de 1º Tenente PM.
Parágrafo único - A gratificação de que trata este artigo é Art. 31 - A diária de policiamento a que se refere o artigo
assegurada, nos períodos de férias dos respectivos cursos, aos anterior, será paga exclusivamente aos Policiais Militares,
Professores que tenham exercido as suas funções por seis (6) quando em serviço de policiamento na Capital e Interior do
meses consecutivos, no mínimo, durante o ano letivo, sendo o Estado.
valor correspondente à média aritmética da gratificação mensal
recebida durante este ano. Art. 32 - São considerados serviços de policiamento, para os
efeitos do artigo anterior, os que seguem:
CAPÍTULO IV - Patrulhamento urbano, rural, fluvial e marítimo;
DAS INDENIZAÇÕES - Segurança de prédios públicos;
- Segurança e vigilância de penitenciárias, cadeias civis e outros
Art. 23 - Indenização é o valor em dinheiro, isento de órgãos de recuperação de apenados;
tributação, devido ao Policial Militar para ressarcimento de - Controle e repressão de distúrbios civis;
despesas decorrentes do exercício de suas atribuições. - Combate ao fogo, proteção e salvamento;
- Guarda e proteção de instalações vitais.
Art. 24 - As indenizações compreendem:
a) diárias; Art. 33 - Para o saque das diárias de policiamento, somente
b) ajuda de custo; serão considerados os serviços de que trata o artigo anterior,
c) transporte; com a duração mínima de seis (6) horas.
d) moradia.
Art. 34 - Não farão jus às diárias de policiamento, os Policiais
Art. 25 - Para fins de cálculo das indenizações, tomar-se-á o Militares que perceberem outra vantagem legal, decorrente da
valor do soldo do posto ou graduação do Policial Militar, na execução do mesmo serviço, tais como: diárias de viagem ou
forma do artigo 14 deste Código. gratificações de representação.

SEÇÃO I SEÇÃO II
DAS DIÁRIAS DA AJUDA DE CUSTO

Art. 26 - Diárias são indenizações destinadas a atender as Art. 35 - A ajuda de custo e a indenização para o Policial Militar
despesas extraordinárias de alimentação e pousada, a que estão custear as despesas de viagem, mudança e instalação, exceto as
sujeitos os Policiais Militares no desempenho da atividade de transporte, quando, por conveniência do serviço, for
Policial Militar. nomeado, designado, classificado, transferido, matriculado em
escolas, centros de instrução, mandado servir ou estagiar em
Art. 27 - As diárias compreendem: nova comissão, e ainda quando deslocado com a Unidade,
a) diárias de viagem; Serviço ou Estabelecimento que tenha sido transferido.

11
Parágrafo único - A indenização de que trata este artigo, será § 2º - Quando o transporte não for realizado sob a
paga antecipadamente pela Unidade a que pertence o Policial responsabilidade do Estado, o Policial Militar será indenizado da
Militar, no momento do seu embarque. quantia correspondente às despesas decorrentes dos direitos a
que se refere este artigo e seu parágrafo 1º.
Art. 36 - O Policial Militar terá ajuda de custo sempre que for § 3º - A indenização referida no parágrafo anterior, será em
designado para comissão cujo desempenho importe na mudança espécie e o seu valor corresponderá ao que a lei estabelecer para
obrigatória de domicílio, concomitantemente com seu cada posto ou graduação.
afastamento da sede da Organização onde exercia sua
atribuições, missões, tarefas ou atividades Policiais Militares, Art. 43 - O Policial Militar da ativa terá direito ainda a
obedecidas as prescrições do artigo 38. transporte por conta do Estado quando tiver de efetuar
deslocamento para fora de sua sede nos seguintes casos:
Art. 37 - O valor da ajuda de custo ao Policial Militar e a) deslocamento no interesse da justiça ou de disciplina;
correspondente a: b) concurso para ingresso em escolas, cursos ou centros de
1 - Um mês de soldo do posto ou graduação, quando não possuir formação, especialização, aperfeiçoamento ou atualização de
dependentes; interesses da Corporação;
2 - Dois meses de soldo do posto ou graduação, quando possuir c) outros deslocamentos em objeto de serviço, decorrentes de
dependentes. desempenho da função policial-militar;
Parágrafo único - Os valores da ajuda de custo de que trata este d) baixa em organização hospitalar ou alta desta em virtude de
artigo, serão reduzidos de 50% por cento quando o prescrição médica competente, ou ainda, realização de inspeção
deslocamento do Policial Militar for para Município situado a de saúde.
menos de 100 Km de sua sede de origem.
Art. 44 - O disposto nos artigos 42 e 43 deste Código, aplica-se
Art. 38 - Não terá ajuda de custo o Policial Militar que: ao Policial Militar da reserva quando convocado para o serviço
1 - Movimentar-se por interesse próprio, operações de ativo ou nomeado para exercer funções na atividade.
manutenção da ordem pública ou mobilização de guerra;
2 - For desligado do curso ou escola por falta de aproveitamento Art. 45 - A praça licenciada no serviço ativo e o convocado
ou trancamento voluntário da matrícula, ainda que preencha os julgado incapaz fisicamente, terão direito ao fornecimento de
requisitos do artigo 35 deste Código. passagem dentro do território do Estado, para a localidade onde
forem residir, após sua liberação do serviço.
Art. 39 - Restituirá a ajuda de custo o Policial Militar que a
houver recebido nas formas e circunstâncias seguintes: Art. 46 - A família do Policial Militar falecido em serviço ativo
1 - Integralmente e de uma vez só quando deixar de seguir terá direito, dentro de seis (6) meses após o óbito, ao transporte
destino; para a localidade do Estado em que fixar residência.
2 - Pela metade do valor recebido e de uma vez só, quando até
seis (6) meses após ter seguido para a nova comissão, e, desta SEÇÃO V
for a pedido dispensado, licenciado ou exonerado; DA MORADIA
3 - Pela metade do valor mediante desconto pela décima parte
do soldo quando não seguir para a nova comissão, por motivo Art. 47 - O Policial Militar em atividade faz jus a uma
independente de sua vontade. indenização mensal para a moradia, cujo valor é fixado nos
§ 1º - Não se enquadra nas disposições do item 2 deste artigo a seguintes termos:
licença para tratamento da própria saúde. a) Em vinte por cento (20%) do respectivo soldo quando o
§ 2º - O Policial Militar que estiver sujeito a desconto para Policial Militar possuir encargo de família, definitivo em
restituição de ajuda de custo, ao adquirir direito a nova, liquidará regulamento.
integralmente no ato do recebimento desta, o débito do anterior. b) Em dez por cento (10%) do respectivo soldo quando o
Policial Militar não possuir encargo de família.
Art. 40 - Na concessão da ajuda de custo para efeito de cálculo Parágrafo único - Quando o Policial Militar ocupar imóvel da
de seu valor, determinação do exercício financeiro, situação de Brigada Militar pagará aluguel mensal fixado pela Força.
dependentes e tabela em vigor, tomar-se á como base a data do
ajuste de contas. Art. 48 - Suspende-se temporariamente o direito do Policial
Parágrafo único - Se o Policial Militar for promovido contando Militar à indenização para a moradia, quando o mesmo
antigüidade na data anterior a do pagamento da ajuda de custo, encontra-se em uma das situações previstas no artigo 7º deste
fará jus a diferença entre o valor desta e aquela a que teria Código.
direito no posto ou graduação atingida pela promoção.
CAPÍTULO V
Art. 41 - A ajuda de custo não será restituída pelo Policial OUTRAS VANTAGENS
Militar ou seus herdeiros quando:
1 - Após ter seguido destino for mandado regressar. SEÇÃO I
2 - Ocorrer seu falecimento, mesmo antes de seguir destino. DO ABONO FAMILIAR

SEÇÃO III Art. 49 - O abono familiar é o auxílio em dinheiro, pago ao


DO TRANSPORTE Policial Militar na forma da lei, para custear, em parte, a
educação e assistência a seus filhos e outros dependentes.
Art. 42 - O Policial Militar nas movimentações em objeto de
serviço, tem direito a transporte de domicílio a domicílio por SEÇÃO II
conta do Estado e nele compreendidas as passagens e a DO AUXÍLIO FUNERAL
respectiva bagagem.
§ 1º - Se as movimentações importarem na mudança de sede do Art. 50 - O Estado assegurará sepultamento condigno ao
Policial Militar, com seus dependentes a estes se estendem o Policial Militar.
mesmo direito deste artigo.

12
Art. 51 - O auxílio funeral destina-se a custear as despesas com Parágrafo único - Ao Comandante do Policial Militar
o sepultamento do Policial Militar. prejudicado, por comunicação deste, cabe providenciar
sindicância e determinar, se for o caso, a reposição das peças
Art. 52 - O Auxílio funeral eqüivale a duas vezes o valor do perdidas ou a concessão do seu respectivo valor em forma de
soldo do Policial Militar falecido, não podendo ser inferior a auxílio, respeitados os limites deste artigo.
duas vezes o valor do soldo do Cabo PM.
Art. 58 - O Soldado PM, ao ser incluído nas fileiras da Brigada
Art. 53 - Ocorrendo o falecimento do Policial Militar as Militar, faz jus a um auxílio para compra de seu uniforme no
seguintes providências devem ser tomadas para fins de valor de seu respectivo soldo.
concessão do auxílio funeral: Parágrafo único - O auxílio a que se refere este artigo destina-
1 - Antes da realização do sepultamento, o auxílio funeral será se à aquisição do uniforme de trânsito e, sempre que possível,
pago a quem de direito pela organização policial militar, será pago em espécie pelo Serviço de Intendência da
independente de qualquer formalidade, exceto, a apresentação Corporação.
do Atestado de óbito;
2 - Após a realização do sepultamento, não se tendo verificado SEÇÃO IV
caso do item anterior, deverá a pessoa que o custeou, mediante a DA ALIMENTAÇÃO
apresentação do Atestado de óbito, solicitar o reembolso das
despesas, comprovando-as com o recibo em seu nome, dentro de Art. 59 - Em princípio, toda a organização Policial Militar terá
trinta dias, sendo-lhe em seguida reconhecido o crédito e paga a rancho próprio, organizado racionalmente em condições de
importância correspondente ao recibo, até o valor limite proporcionar alimentação a seus integrantes.
estabelecido no artigo 54 deste código;
3 - Caso a despesa com o sepultamento, paga de acordo com o Art. 60 - Todo o Soldado PM, sem encargo de família, que
item anterior, seja inferior ao valor do auxílio funeral servir em Organização Policial Militar em que haja rancho, será
estabelecido, a diferença será paga aos herdeiros habilitados obrigatoriamente arranchado, devendo para tanto, descontar
legalmente, mediante petição à autoridade competente; mensalmente o valor da respectiva etapa, que não poderá
4 - Decorrido o prazo do item 2 deste artigo, sem reclamação do exceder a 1/3 (um terço) do respectivo soldo.
auxílio funeral por quem haja custeado o sepultamento do Parágrafo único - Os praças em geral, bem como os Soldados
Policial Militar este será pago aos herdeiros legalmente PM engajados, poderão arranchar, se assim o desejarem,
habilitados, mediante petição à autoridade competente. devendo, neste caso, sujeitarem-se ao desconto da etapa prevista
Parágrafo único - O direito à percepção do auxílio funeral, por neste artigo.
parte dos herdeiros legalmente habilitados, prescreve após o
período de doze (12) meses, contados a partir do dia do
falecimento do Policial Militar, sendo a importância Art. 61 - As praças arranchadas que baixaram ao hospital ou
correspondente recolhida ao Tesouro do Estado. viajarem em objetivo de serviço, desarrancham
automaticamente, a partir do dia seguinte àquele do seu
Art. 54 - Em casos especiais e a critério do Comandante Geral afastamento da sede da Unidade.
da Brigada Militar, poderá o Estado custear diretamente o
sepultamento do Policial Militar. Art. 62 - Os Alunos Oficiais e os alunos dos cursos de formação
§1º - Verificando-se a hipótese de que trata este artigo não será de graduados, serão obrigatoriamente arranchados, aplicando-se
sacado o auxílio funeral. aos mesmos o contido nos artigos 60 e seu parágrafo único e 61.
§2º - Cabe ao Estado transladar o corpo do Policial Militar para
a sua localidade de origem, quando, por motivos devidamente Art. 63 - Tem direito à alimentação por conta do Estado:
justificados, for solicitado pela família. - O Policial Militar quando em campanha, manobra ou
exercício;
SEÇÃO III - O Policial Militar quando em prontidão na sua Unidade;
DO FARDAMENTO - O preso civil, quando recolhido a uma Organização Policial
Militar;
Art. 55 - O aluno oficial, aluno de curso de formação de - O Policial Militar quando em serviço interno de duração não
graduados e praças de graduação inferior a terceiro sargento tem inferior a vinte e quatro (24) horas.
direito ao fardamento por conta do Estado, de acordo com a §1º - A alimentação a que se refere este artigo, será paga sempre
tabela de distribuição estabelecida pelo Estado Maior Geral da em espécies pelas Unidades possuidoras de rancho, e o saque
Brigada Militar. correspondente será feito mediante relação nominal de todos os
elementos enquadrados nos itens deste artigo pela respectiva
Art. 56 - O Policial Militar, ao ser declarado Aspirante a Oficial, Organização.
promovido a terceiro sargento ou promovido a cabo por §2º - Não se enquadram nos temos deste artigo, os Policiais
conclusão de curso, faz jus a um auxílio para aquisição de Militares de que tratam os artigos 60 e 62 deste Código, visto
uniforme no valor de duas vezes o soldo de seu novo posto ou serem necessariamente arranchados, salvo quando convocados
graduação. de férias regulamentares.
Parágrafo único - Idêntico direito assiste aos nomeados oficiais §3º - Excepcionalmente a alimentação será paga em dinheiro,
ou sargentos mediante habilitação em concurso. quando a Unidade do Policial Militar não possuir rancho e desde
que outra organização das proximidades do local do serviço não
Art. 57 - O Policial Militar que perder seus uniformes em possa fornecer a alimentação necessária.
qualquer sinistro havido em sua Organização ou em viagem a
serviço, receberá um auxílio correspondente ao valor de até três Art. 64 - O valor da etapa de alimentação a que se refere o
vezes o soldo de seu posto ou graduação. artigo 63 será fixado em 1/30 avos do soldo do Soldado PM.

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SEÇÃO V Parágrafo único - São extensivos ao Policial Militar na
DOS SERVIÇOS REEMBOLSÁVEIS inatividade remunerada, no que for aplicável, os direitos
constantes dos artigos 51 e 54 e 65 e 66 deste Código.
Art. 65 - A Brigada Militar assegurará serviços reembolsáveis
para o atendimento das necessidades em gênero de alimentação, CAPÍTULO II
vestuário, utensílios, confecção e serviços diversos, que se DOS PROVENTOS
relacionem com a assistência doméstica do Policial Militar e
seus dependentes, quando for julgado de conveniência para seus Art. 72 - Proventos são os estipêndios que o Policial Militar
integrantes. percebe na inatividade, quer na reserva remunerada, quer na
situação de reformado, constituídos pelas seguintes parcelas:
Art. 66 - Os órgãos responsáveis pela execução dos serviços 1 - Soldo ou quotas de soldo;
tratados no artigo anterior, serão os de Subsistência e 2 - Gratificações incorporáveis.
Intendência, os quais deverão ser estruturados da forma mais
conveniente no sentido de atingirem a máxima eficiência no Art. 73 - Os proventos serão revistos sempre que, por motivo de
alcance de suas finalidades. alteração do poder aquisitivo da moeda, forem modificados os
Parágrafo único - A forma de execução e atendimento de que vencimentos dos Policiais Militares em serviço ativo.
trata o presente artigo constarão de regulamentos próprios dos
Serviços de Subsistência e Intendência. SEÇÃO I
DO DIREITO À PERCEPÇÃO
TÍTULO III DOS PROVENTOS
DO POLICIAL MILITAR EM ATIVIDADE DE
CAMPANHA Art. 74 - Os proventos são devidos ao Policial Militar na
inatividade remunerada, quando ocorrer:
Art. 67 - Ao Policial Militar em campanha aplicam-se, no que 1 - Transferência para a reserva remunerada;
couber, as disposições dos artigos 1 a 66 deste Código, 2 - Reforma;
observadas ainda as disposições deste título. 3 - Dispensa do cargo, comissão ou função, para que tenha sido
convocado, quando se encontrava já na reserva remunerada.
Art. 68 - O Policial Militar será considerado em campanha, para Parágrafo único - O Policial Militar de que trata este artigo
os efeitos deste título, nos seguintes casos: continuará a perceber os vencimentos até a publicação de seu
1 - quando a Corporação estiver convocada para operações desligamento no Boletim de sua Organização Policial Militar, o
bélicas, nos termos da Constituição da República e legislação que não poderá exceder de quarenta e cinco (45) dias, da data de
federal específica; publicação oficial do respectivo ato de transferência para a
2 - quando estiver a Corporação ou frações dela em ações reserva remunerada, reforma ou dispensa.
conjuntas de debelação de movimentos sediciosos ou de
subversão da ordem no território do Estado. Art. 75 - Suspende-se temporariamente o direito do Policial
Militar à percepção dos proventos na data da sua apresentação à
Art. 69 - O Policial Militar enquadrado no item 1 do artigo Organização Policial Militar competente, quando, na forma da
anterior, fará jus às mesmas vantagens de que trata o Código de legislação em vigor reverter ao serviço ativo como convocado
Vencimentos dos Militares em seu título específico. ou for designado para o desempenho de cargo comissão ou
função na Brigada Militar.
Art. 70 - O Policial Militar, quando enquadrado no item 1 do
artigo 68, fará jus, além dos seus vencimentos normais, a uma Art. 76 - Cessa o direito à percepção dos proventos na data:
gratificação de campanha de valor igual a 1/3 do respectivo 1 - Do óbito;
soldo. 2 - Da sentença passada em julgado para o oficial por crime que
§1º - A gratificação de que trata este artigo, em nenhuma o prive do posto e patente, e, para a praça, por crime que
hipótese, será considerada para efeito de pensão por morte ou implique na sua exclusão ou expulsão da Brigada Militar.
reforma;
§2º - Somente fará jus a esta gratificação o Policial Militar que SEÇÃO II
participar efetivamente das operações policiais militares de DO SOLDO E DAS QUOTAS DO SOLDO
debelação de movimentos sediciosos ou de subversão da ordem
pública. Art. 77 - O soldo constitui parcela básica dos proventos que faz
§3º - O Policial Militar que baixar ao hospital, por motivo de jus o Policial Militar em inatividade, sendo o seu valor igual ao
ferimentos recebidos quando em ação, continuará percebendo a estabelecido para o soldo do Policial Militar da ativa de mesmo
gratificação de que trata este artigo, enquanto esta estiver sendo posto ou graduação.
abonada à guarnição de que participava. Parágrafo único - Para efeito de cálculo, o soldo dividir-se-á
§4º - Quando a ação de que trata este artigo tiver duração em quotas correspondentes, cada uma, a um trigésimo de seu
inferior a trinta (30) dias, seu quantitativo será calculado por valor.
frações diárias de 1/30 de seu respectivo valor mensal.
Art. 78 - Por ocasião de sua passagem para a inatividade, o
TÍTULO IV Policial Militar tem direito a tantas quotas de soldo quantos
DO POLICIAL MILITAR EM INATIVIDADE forem os anos de serviço computáveis para esse fim, até o
máximo de trinta (30) anos.
CAPÍTULO I Parágrafo único - Para efeito da contagem destas quotas, a
DA REMUNERAÇÃO fração de tempo igual ou superior a cento e oitenta (180) dias,
será considerada um (1) ano.
Art. 71 - O Policial Militar na inatividade remunerada,
satisfeitas as condições estabelecidas neste Código, faz jus: SEÇÃO III
1 - Aos proventos; DAS GRATIFICAÇÕES NÃO INCORPORÁVEIS
2 - Ao auxílio invalidez.

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Art. 79 - São consideradas gratificações não incorporáveis para mediante encontro de contas, das quantias que tenham sido
efeito deste Código, as gratificações especiais contidas nas pagas à família, a título de pensão.
alíneas "a" e "b" do artigo 18.
Art. 85 - Aplicam-se as disposições deste título ao Policial
SEÇÃO IV Militar da reserva não remunerada que, convocado para o
DOS INCAPACITADOS serviço ativo, for reformado em conseqüência dos motivos
constantes no artigo 82 deste Código.
Art. 80 - O Policial Militar incapacitado terá seus proventos
referidos ao soldo integral do posto ou graduação em que foi TÍTULO IV
reformado na forma da legislação em vigor, bem como às DOS DESCONTOS EM FOLHA DE PAGAMENTO
gratificações incorporáveis a que fizer jus nos seguintes casos:
1 - ferimento recebido em campanha, na manutenção da ordem Art. 86 - Desconto em folha é o abatimento que, na forma deste
pública ou por enfermidade contraída nestas situações ou que Título, pode o Policial Militar sofrer em seus vencimentos ou
nelas tenham sua causa geradora; proventos para cumprimento de obrigações assumidas ou
2 - acidentes em serviço; impostas em virtude de disposições de lei ou regulamento.
3 - moléstia adquirida em tempo de paz, que tenha relação de
causa e efeito com o serviço; Art. 87 - Para os efeitos de descontos em folha de pagamento do
4 - moléstia que embora sem relação de causa e efeito com o Policial Militar, são considerados os seguintes denominadores e
serviço, torne o Policial Militar total e permanente inválido para bases para descontos:
qualquer trabalho. 1 - Contribuições:
Parágrafo único - Não se aplicam as disposições do presente a) para a pensão policial militar;
artigo ao Policial Militar que, já inativado, adquira uma das b) para a Fazenda Estadual, nos termos da legislação vigente;
doenças referidas no item 4, a não ser que fique comprovada, 2 - Indenizações:
por junta Médica da Brigada Militar, relação de causa e efeito a) para a Fazenda Estadual, decorrente de dívidas;
entre a moléstia e o exercício de suas funções, enquanto esteve b) para o fundo de economias administrativas da Brigada
no serviço ativo. Militar, em decorrência de ocupação de imóvel de sua
propriedade, nos termos do artigo 48 deste Código;
Art. 81 - O Policial Militar reformado por incapacidade c) para a respectiva Unidade, nos termos da seção V, Capítulo
decorrente de acidente ou enfermidade sem relação de causa e V, Título II deste Código;
efeito com o serviço, ressalvados os casos do item 4 do artigo 3 - Consignações:
80, perceberá os proventos nos limites impostos pelo tempo de a) para pagamento de transações comerciais feitas através dos
serviço computáveis para a inatividade, observadas as condições reembolsáveis da Brigada Militar;
estabelecidas nos artigos 72 e 79. b) para pagamento de mensalidades sociais, pecúlios,
Parágrafo único - O Policial Militar de que trata este artigo, se empréstimos, seguros ou pensão a favor de entidades
oficial ou graduado, não pode perceber, como proventos, quantia consideradas consignatárias, na forma estabelecida neste
inferior ao soldo do posto ou graduação no qual se inativou; se Código;
soldado PM não poderá receber como proventos quantia inferior c) para terceiros em decorrência de sentença judiciária, nos
ao salário mínimo vigente no Estado. termos do Código Civil Brasileiro;
d) para ressarcimento de despesas efetuadas nos Serviços de
Art. 82 - O Policial Militar da reserva remunerada que, na forma Saúde e Assistência Social da Corporação;
da legislação em vigor, reverter ao serviço ativo como e) para pagamento de aluguel de casa para residência do
convocado ou for designado para o desempenho do cargo, consignante;
comissão ou função da Brigada Militar, perceberá os f) outros fins, desde que devidamente autorizados por ato do
vencimentos do seu posto ou graduação a contar da data da Comandante Geral da Brigada Militar.
apresentação na Organização competente, perdendo, a partir
desta data, o direito à percepção dos proventos. Art. 88 - Os descontos em folha descritos no artigo anterior são
§1º - Por ocasião da apresentação ao serviço ativo, o Policial ainda:
Militar terá direito a um auxílio, para compras de uniformes, 1 - OBRIGATÓRIOS - os constantes dos itens 1 e 2 e letras "c' e
correspondente ao valor de seu soldo do posto ou graduação. "d' do item 3 do artigo anterior;
§2º - O Policial Militar de que trata este artigo, ao retornar à 2 - AUTORIZADOS - os demais descontos mencionados no
inatividade, terá seus proventos recalculados em função de novo item 3 do artigo anterior.
cômputo de tempo de serviço e das novas situações alcançadas
pelas atividades que exerceu de acordo com a legislação em CAPÍTULO I
vigor. DOS CONSIGNANTES

Art. 83 - O Policial Militar que reverter ao serviço ativo e for Art. 89 - Podem ser consignantes todos os Policiais Militares e
reincluído ou reabilitado, faz jus aos vencimentos na forma funcionários civis da Brigada Militar.
estipulada por este Código, para as situações equivalentes, na Parágrafo único - Para o caso dos funcionários civis de que
conformidade do que for estabelecido no ato da reversão, trata este artigo, deverá ser respeitada a legislação competente
reinclusão ou reabilitação, de acordo com a lei. que reger seu vínculo empregatício com a Brigada Militar.
Parágrafo único - Se o Policial Militar fizer jus a pagamentos
relativos a períodos anteriores à data da reversão, reinclusão ou CAPÍTULO II
reabilitação receberá a diferença entre a importância apurada no DOS LIMITES
ato do ajuste de contas e a recebida dos cofres públicos a título
de vencimentos, proventos, pensão, remuneração, salário ou Art. 90 - Para os descontos em folha a que se refere este Título,
vantagem, nos mesmos períodos. são estabelecidos os seguintes limites relativos as "bases para
descontos", definidas no artigo 88:
Art. 84 - No caso de reversão ou reinclusão com ressarcimento 1 - quando determinadas por lei ou regulamento quantias
pecuniário, o Policial Militar indenizará aos cofres públicos, estipuladas nos respectivos atos;

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2 - setenta por cento (70%): para os descontos do item "a" do 5 - pessoa que viva sob exclusiva dependência econômica, no
artigo 88; mínimo há cinco anos, comprovados mediante justificação
3 - Até trinta por cento (30%): para os demais casos não judicial.
enquadrados no item anterior.
Art. 98 - Os vencimentos ou proventos devidos ao Policial
Art. 91 - Em nenhuma hipótese o consignante poderá receber Militar falecido serão calculados até o dia do óbito, inclusive, e
em folha de pagamento a quantia líquida inferior a trinta por pagos às pessoas constantes da declaração de herdeiros
cento (30%) das bases estabelecidas no artigo 88, mesmo nos habilitados.
casos de privação das gratificações. Parágrafo único - Para fins de calculo do valor do auxílio
§ 1º - A importância devida à Fazenda Estadual ou à pensão funeral devido aos elementos da reserva ou reformados, será
judicial, posteriores a averbações já existentes, será considerado como posto ou graduação do Policial Militar, na
obrigatoriamente descontada, dentro dos limites estabelecidos inatividade, o correspondente ao soldo que serviu de referência
nos artigos 90 e 91 deste Código. para o cálculo de seus proventos.
§ 2º - Nas reduções dos descontos autorizados que se fizerem
necessários para garantir a dedução integral dos descontos Art. 99 - Revogam-se as disposições em contrário,
referidos neste artigo serão assegurados aos consignatários, os especialmente o Decreto-Lei nº 848, de 31 de julho de 1945.
juros e demais taxas vigentes decorrentes da dilatação dos
prazos estipulados nos respectivos contratos, quando for o caso. Art. 100 - Este Código entra em vigor a partir da data de sua
§ 3º - Verificada a hipótese do parágrafo anterior, só será publicação.
permitido novo desconto autorizado, quando este estiver dentro
dos limites fixados neste Capítulo. PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 15 de janeiro de 1971.

Art. 92 - O desconto originado de crime previsto no Código


Penal Militar, não impede que, por decisão judicial, a autoridade 4. LEI Nº. 9.823, DE 22 DE JANEIRO DE 1993.
competente proceda a buscas, apreensões legais, confisco de
bens e seqüestros no sentido de abreviar o prazo de indenização Dispõe sobre cessão de passagens a
a Fazenda Estadual. policiais militares no sistema de transporte
coletivo intermunicipal de passageiros.
Art. 93 - A dívida para com a Fazenda Estadual, no caso do
Policial Militar demitido excluído, transferido para a reserva não
remunerada ou expulso, será obrigatoriamente cobrada, Deputado CEZAR SCHIRMER, Presidente da
preferencialmente por meios amigáveis e, na impossibilidade Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.
desses, pelo recurso ao processo de cobrança executiva, na Faço saber, em cumprimento ao disposto no § 7º do artigo 66 da
forma da legislação vigente. Constituição do Estado, que a Assembléia Legislativa aprovou e
eu promulgo a seguinte lei:
CAPÍTULO III
DOS CONSIGNATÁRIOS Art. 1º - As empresas de ônibus permissionárias de linhas
intermunicipais de transporte coletivo de passageiros junto ao
Art. 94 - São considerados consignatários, as entidades de Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem - DAER-RS,
direito público ou privado e as pessoas físicas e jurídicas que por deverão ceder, gratuitamente, duas (2) passagens, por coletivo a
ato do Comandante Geral da Brigada Militar, forem designadas policiais militares.
nos termos do que preceitua o item 3 do artigo 87 deste Código.
Art. 2º - Para usufruir do benefício referido no artigo anterior, o
TÍTULO VI policial militar deverá estar devidamente fardado, além de
apresentar ao motorista do ônibus ou funcionário responsável da
CAPÍTULO I empresa a competente Carteira de Identidade Funcional,
DISPOSIÇÕES GERAIS fornecida pela Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul.

Art. 95 - O valor do soldo será fixado, para cada posto ou Art. 3º - Caso não haja assentos disponíveis, no ônibus, os
gratificação, com base no soldo do posto de Coronel de Polícia policiais militares, poderão viajar em pé.
Militar.
Art. 4º - O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem -
Art. 96 - Qualquer que seja o mês considerado, o cálculo de DAER-RS, no prazo máximo de trinta (30) dias da vigência
parcelas de vencimentos e indenizações terá o divisor igual a desta lei, editará as normas complementares à execução do
trinta (30). contido neste diploma legal.
Parágrafo único - O abono familiar será sempre pago
integralmente. Art. 5º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 97 - São considerados dependentes do Policial Militar, para Art. 6º - Revogam-se as disposições em contrário.
os efeitos deste Código, desde que vivam às suas expensas, sob
o mesmo teto e quando expressamente declarados na sua Assembléia Legislativa, em Porto Alegre, 22 de janeiro de 1993.
respectiva Organização:
1 - esposa;
2 - viúva de Policial Militar, enquanto permanecer neste estado; 5. LEI Nº. 10.098, DE 03 DE FEVEREIRO DE 1994.
3 - filha e enteada solteira; (atualizada até a Lei Complementar n.º 13.925, de 17 de janeiro de 2012)
4 - filho e enteado menores de 24 anos, desde que não tenham
meios de subsistência e comprovem sua situação de estudante Dispõe sobre o estatuto e regime jurídico
regularmente matriculados em estabelecimento de ensino oficial único dos servidores públicos civis do
ou particular; Estado do Rio Grande do Sul.

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TÍTULO I Art. 8º - Precederá sempre, ao ingresso no serviço público
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES estadual, a inspeção médica realizada pelo órgão de perícia
oficial.
Art. 1º - Esta lei dispõe sobre o estatuto e o regime jurídico dos § 1º - Poderão ser exigidos exames suplementares de acordo
servidores públicos civis do Estado do Rio Grande do Sul, com a natureza de cada cargo, nos termos da lei.
excetuadas as categorias que, por disposição constitucional, § 2º - Os candidatos julgados temporariamente inaptos poderão
devam reger-se por estatuto próprio. requerer nova inspeção médica, no prazo de 30 (trinta) dias, a
Art. 2º - Para os efeitos desta lei, servidor público é a pessoa contar da data que dela tiverem ciência.
legalmente investida em cargo público.
Art. 9º - Integrará a inspeção médica de que trata o artigo
Art. 3º - Cargo público é o criado por lei, em número certo, com anterior, o exame psicológico, que terá caráter informativo.
denominação própria, consistindo em conjunto de atribuições e (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia
responsabilidades cometidas a um servidor, mediante retribuição Legislativa, conforme DOE n.º 66, de 08/04/94)
pecuniária paga pelos cofres públicos.
TÍTULO II
Art. 4º - Os cargos públicos estaduais, acessíveis a todos os DO PROVIMENTO, PROMOÇÃO, VACÂNCIA,
brasileiros que preencham os requisitos legais para a investidura REMOÇÃO E REDISTRIBUIÇÃO
e aos estrangeiros na forma da Lei Complementar, são de
provimento efetivo e em comissão. (Redação dada pela Lei CAPÍTULO I
Complementar n.º 13.763/11) DO PROVIMENTO
§ 1º - Os cargos em comissão, de livre nomeação e exoneração,
não serão organizados em carreira. Art. 10 - São formas de provimento de cargo público:
§ 2º - Os cargos em comissão, preferencialmente, e as funções I - nomeação;
gratificadas, com atribuições definidas de chefia, assistência e II - readaptação;
assessoramento, serão exercidos por servidores do quadro III - reintegração;
permanente, ocupantes de cargos técnicos ou profissionais, nos IV - reversão;
casos e condições previstos em lei. V - aproveitamento;
VI - recondução.
Art. 5º - Os cargos de provimento efetivo serão organizados em CAPÍTULO II
carreira, com promoções de grau a grau, mediante aplicação de DO RECRUTAMENTO E SELEÇÃO
critérios alternados de merecimento e antigüidade.
Parágrafo único - Poderão ser criados cargos isolados quando o SEÇÃO I
número não comportar a organização em carreira. DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 6º - A investidura em cargo público de provimento efetivo Art. 11 - O recrutamento é geral e destina-se a selecionar
dependerá de aprovação prévia em concurso público de provas candidatos, através de concurso público para preenchimento de
ou de provas e títulos. vagas existentes no quadro de lotação de cargos dos órgãos
Parágrafo único - A investidura de que trata este artigo integrantes da estrutura organizacional do Estado.
ocorrerá com a posse. (Vetado pelo Governador e mantido pela
Assembleia Legislativa, conforme DOE n.º 66, de 08/04/94) SEÇÃO II
DO CONCURSO PÚBLICO
Art. 7º - São requisitos para ingresso no serviço público:
I - possuir a nacionalidade brasileira; Art. 12 - O concurso público tem como objetivo selecionar
II - estar quite com as obrigações militares e eleitorais; candidatos à nomeação em cargos de provimento efetivo,
III - ter idade mínima de dezoito anos; podendo ser de provas ou de provas e títulos, na forma do
IV - possuir aptidão física e mental; regulamento.
V - estar em gozo dos direitos políticos; § 1º - As condições para a realização do concurso serão fixadas
VI - ter atendido às condições prescritas para o cargo. em edital, que será publicado no Diário Oficial do Estado e em
§ 1º - De acordo com as atribuições peculiares do cargo, poderão jornal de grande circulação.
ser exigidos outros requisitos a serem estabelecidos em lei. § 2º - Não ficarão sujeitos a limite de idade os ocupantes de
§ 2º - A comprovação de preenchimento dos requisitos cargos públicos estaduais de provimento efetivo. (Vetado pelo
mencionados no “caput” dar-se-á por ocasião da posse. (Vetado Governador e mantido pela Assembleia Legislativa, conforme
pelo Governador e mantido pela Assembleia Legislativa, DOE n.º 66, de 08/04/94)
conforme DOE n.º 66, de 08/04/94) § 3º - As provas deverão aferir, com caráter eliminatório, os
§ 3º - Para efeitos do disposto no inciso IV do “caput” deste conhecimentos específicos exigidos para o exercício do cargo.
artigo será permitido o ingresso no serviço público estadual de § 4º - Serão considerados como títulos somente os cursos ou
candidatos portadores das doenças referidas no § 1º, do artigo atividades desempenhadas pelos candidatos, se tiverem relação
158 desta Lei, desde que: (Incluído pela Lei Complementar n.º direta com as atribuições do cargo pleiteado, sendo que os
11.836/02) pontos a eles correspondentes não poderão somar mais de vinte
I - apresentem capacidade para o exercício da função pública e cinco por cento do total dos pontos do concurso.
para a qual foram selecionados, no momento da avaliação § 5º - Os componentes da banca examinadora deverão ter
médico-pericial; (Incluído pela Lei Complementar n.º qualificação, no mínimo, igual à exigida dos candidatos, e sua
11.836/02) composição deverá ser publicada no Diário Oficial do Estado.
II - comprovem, por ocasião da avaliação para ingresso e no
curso do estágio probatório, acompanhamento clínico e adesão Art. 13 - O desempate entre candidatos aprovados no concurso
ao tratamento apropriado nos padrões de indicação científica em igualdade de condições, obedecerá aos seguintes critérios:
aprovados pelas autoridades de saúde. (Incluído pela Lei I - maior nota nas provas de caráter eliminatório, considerando o
Complementar n.º 11.836/02) peso respectivo;

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II - maior nota nas provas de caráter classificatório, se houver, Art. 19 - A autoridade a quem couber dar posse verificará, sob
prevalecendo a que tiver maior peso; pena de responsabilidade, se foram cumpridas as formalidades
III - sorteio público, que será divulgado através de edital legais prescritas para o provimento do cargo.
publicado na imprensa, com antecedência mínima de 3 (três)
dias úteis da sua realização. Art. 20 - Se a posse não se der no prazo referido no artigo 18,
será tornada sem efeito a nomeação.
Art. 14 - O prazo de validade do concurso será de até 2 (dois)
anos, podendo ser prorrogado, uma única vez, por igual período, Art. 21 - São competentes para dar posse:
no interesse da Administração. I - o Governador do Estado, aos titulares de cargos de sua
Parágrafo único - Enquanto houver candidatos aprovados em imediata confiança;
concurso público com prazo de validade não expirado, em II - os Secretários de Estado e os dirigentes de órgão
condições de serem nomeados, não será aberto novo concurso diretamente ligados ao chefe do Poder Executivo, aos seus
para o mesmo cargo. (Vetado pelo Governador e mantido pela subordinados hierárquicos.
Assembleia Legislativa, conforme DOE n.º 66, de 08/04/94)
CAPÍTULO VI
Art. 15 - Às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o DO EXERCÍCIO
direito de concorrer nos concursos públicos para provimento de
cargos, cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de Art. 22 - Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do
que são portadoras. cargo e dar-se-á no prazo de até 30 (trinta) dias contados da data
Parágrafo único - A lei reservará percentual de cargos e da posse.
definirá critérios de admissão das pessoas nas condições deste § 1º - Será tornada sem efeito a nomeação do servidor que não
artigo. entrar em exercício no prazo estabelecido neste artigo.
§ 2º - Compete à chefia imediata da unidade administrativa onde
CAPÍTULO III for lotado o servidor, dar-lhe exercício e providenciar nos
DA NOMEAÇÃO elementos necessários à complementação de seus assentamentos
individuais.
Art. 16 - A nomeação far-se-á: § 3º - A readaptação e a recondução, bem como a nomeação em
I - em caráter efetivo, quando se tratar de candidato aprovado outro cargo, com a conseqüente exoneração do anterior, não
em concurso público para provimento em cargo efetivo de interrompem o exercício.
carreira ou isolado; § 4º - O prazo de que trata este artigo, para os casos de
II - em comissão, quando se tratar de cargo de confiança de livre reintegração, reversão e aproveitamento, será contado a partir da
exoneração. publicação do ato no Diário Oficial do Estado.
Parágrafo único - A nomeação em caráter efetivo obedecerá
rigorosamente à ordem de classificação dos aprovados, Art. 23 - O servidor removido ou redistribuído “ex-officio”, que
ressalvada a hipótese de opção do candidato por última deva ter exercício em outra localidade, terá 15 (quinze) dias para
chamada. entrar em exercício, incluído neste prazo, o tempo necessário ao
deslocamento para a nova sede.
CAPÍTULO IV Parágrafo único - Na hipótese de o servidor encontrar-se
DA LOTAÇÃO afastado do exercício do cargo, o prazo a que se refere este
artigo será contado a partir do término do afastamento.
Art. 17 - Lotação é a força de trabalho qualitativa e quantitativa
de cargos nos órgãos em que, efetivamente, devam ter exercício Art. 24 - A efetividade do servidor será comunicada ao órgão
os servidores, observados os limites fixados para cada repartição competente mensalmente, por escrito, na forma do regulamento.
ou unidade de trabalho. Parágrafo único - A aferição da freqüência do servidor, para
§ 1º - A indicação do órgão, sempre que possível, observará a todos os efeitos, será apurada através do ponto, nos termos do
relação entre as atribuições do cargo, as atividades específicas regulamento.
da repartição e as características individuais apresentadas pelo
servidor. Art. 25 - O servidor poderá afastar-se do exercício das
§ 2º - Tanto a lotação como a relotação poderão ser efetivadas a atribuições do seu cargo no serviço público estadual, mediante
pedido ou “ex-officio”, atendendo ao interesse da autorização do Governador, nos seguintes casos:
Administração. I - colocação à disposição;
§ 3º - Nos casos de nomeação para cargos em comissão ou II - estudo ou missão científica, cultural ou artística;
designação para funções gratificadas, a lotação será III - estudo ou missão especial de interesse do Estado.
compreendida no próprio ato. § 1º - O servidor somente poderá ser posto à disposição de
outros órgãos da administração direta, autarquias ou fundações
CAPÍTULO V de direito público do Estado, para exercer função de confiança.
DA POSSE § 2º - O servidor somente poderá ser posto à disposição de
outras entidades da administração indireta do Estado ou de
Art. 18 - Posse é a aceitação expressa do cargo, formalizada outras esferas governamentais, para o exercício de cargo ou
com a assinatura do termo no prazo de 15 (quinze) dias, a contar função de confiança.
da nomeação, prorrogável por igual período a pedido do § 3º - Ficam dispensados da exigência do exercício de cargo ou
interessado. função de confiança, prevista nos parágrafos anteriores:
§ 1º - Quando se tratar de servidor legalmente afastado do (Incluído pela Lei Complementar n.° 10.727/96)
exercício do cargo, o prazo para a posse começará a fluir a partir I - os afastamentos de servidores para o Sistema Único de
do término do afastamento. Saúde; (Incluído pela Lei Complementar n.° 10.727/96)
§ 2º - A posse poderá dar-se mediante procuração específica. II - os afastamentos nos casos em que haja necessidade
§ 3º - No ato da posse, o servidor deverá apresentar declaração comprovada e inadiável do serviço, para o exercício de funções
quanto ao exercício ou não de outro cargo, emprego ou função correlatas às atribuições do cargo, desde que haja previsão em
pública. convênio. (Incluído pela Lei Complementar n.° 10.727/96)

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§ 4º - Do pedido de afastamento do servidor deverá constar Art. 31 - O servidor público estável só perderá o cargo em
expressamente o objeto do mesmo, o prazo de sua duração e, virtude de sentença judicial transitada em julgado, ou mediante
conforme o caso, se é com ou sem ônus para a origem. processo administrativo em que lhe tenha sido assegurada ampla
(Renumerado pela Lei Complementar n.º 10.727/96) defesa.

Art. 26 - Salvo nos casos previstos nesta lei, o servidor que CAPÍTULO IX
interromper o exercício por mais de 30 (trinta) dias consecutivos DO REGIME DE TRABALHO
será demitido por abandono de cargo, com base em resultado
apurado em inquérito administrativo. Art. 32 - O Governador do Estado determinará, quando não
discriminado em lei ou regulamento, o horário de trabalho dos
Art. 27 - O servidor preso para perquirição de sua órgãos públicos estaduais.
responsabilidade em crime comum ou funcional será
considerado afastado do exercício do cargo, observado o Art. 33 - Por necessidade imperiosa de serviço, o servidor
disposto no inciso IV do artigo 80. poderá ser convocado para cumprir serviço extraordinário, desde
§ 1º - Absolvido, terá considerado este tempo como de efetivo que devidamente autorizado pelo Governador. (Vide Lei
exercício, sendo-lhe ressarcidas as diferenças pecuniárias a que Complementar n.° 11.649/01)
fizer jus. § 1º - Consideram-se extraordinárias as horas de trabalho
§ 2º - No caso de condenação, e se esta não for de natureza que realizadas além das normais estabelecidas por jornada diária
determine a demissão, continuará afastado até o cumprimento para o respectivo cargo.
total da pena. § 2º - O horário extraordinário de que trata este artigo não
poderá exceder a 25% (vinte e cinco por cento) da carga horária
CAPÍTULO VII diária a que estiver sujeito o servidor.
DO ESTÁGIO PROBATÓRIO § 3º - Pelo serviço prestado em horário extraordinário, o
servidor terá direito a remuneração, facultada a opção em
Art. 28 - Estágio probatório é o período de 2 (dois) anos em que pecúnia ou folga, nos termos da lei.
o servidor, nomeado em caráter efetivo, ficará em observação e
durante o qual será verificada a conveniência ou não de sua Art. 34 - Considera-se serviço noturno o realizado entre as 22
confirmação no cargo, mediante a apuração dos seguintes (vinte e duas) horas de um dia e as 5 (cinco) horas do dia
requisitos: (Vide art. 6.º da Emenda Constitucional Federal n.º seguinte, observado o previsto no artigo 113.
19/98) Parágrafo único - A hora de trabalho noturno será computada
I - disciplina; como de cinqüenta e dois minutos e trinta segundos.
II - eficiência;
III - responsabilidade; CAPÍTULO X
IV - produtividade; DA PROMOÇÃO
V - assiduidade.
Parágrafo único - Os requisitos estabelecidos neste artigo, os Art. 35 - Promoção é a passagem do servidor de um grau para o
quais poderão ser desdobrados em outros, serão apurados na imediatamente superior, dentro da respectiva categoria
forma do regulamento. funcional.

Art. 29 - A aferição dos requisitos do estágio probatório Art. 36 - As promoções de grau a grau, nos cargos organizados
processar-se-á no período máximo de até 20 (vinte) meses, a em carreira, obedecerão aos critérios de merecimento e
qual será submetida à avaliação da autoridade competente, antigüidade, alternadamente, na forma da lei, que deverá
servindo o período restante para aferição final, nos termos do assegurar critérios objetivos na avaliação do merecimento.
regulamento.
§ 1º - O servidor que apresente resultado insatisfatório será Art. 37 - Somente poderá concorrer à promoção o servidor que:
exonerado ou, se estável, reconduzido ao cargo anteriormente I - preencher os requisitos estabelecidos em lei;
ocupado, observado o disposto no parágrafo único do artigo 54. II - não tiver sido punido nos últimos 12 (doze) meses com pena
(Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia de suspensão, convertida, ou não em multa.
Legislativa, conforme DOE n.º 66, de 08/04/94)
§ 2º - Antes da formalização dos atos de que trata o § 1º, será Art. 38 - Será anulado, em benefício do servidor a quem cabia
dada ao servidor vista do processo correspondente, pelo prazo de por direito, o ato que formalizou indevidamente a promoção.
5 (cinco) dias, para, querendo, apresentar sua defesa, que será Parágrafo único - O servidor a quem cabia a promoção
submetida, em igual prazo, à apreciação do órgão competente. receberá a diferença de retribuição a que tiver direito.
(Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia
Legislativa, conforme DOE n.º 66, de 08/04/94) CAPÍTULO XI
§ 3º - Em caso de recusa do servidor em ser cientificado, a DA READAPTAÇÃO
autoridade poderá valer-se de testemunhas do próprio local de
trabalho ou, em caso de inassiduidade, a cientificação poderá ser Art. 39 - Readaptação é a forma de investidura do servidor
por correspondência registrada. (Vetado pelo Governador e estável em cargo de atribuições e responsabilidades mais
mantido pela Assembleia Legislativa, conforme DOE n.º 66, de compatíveis com sua vocação ou com as limitações que tenha
08/04/94) sofrido em sua capacidade física ou mental, podendo ser
processada a pedido ou “ex officio”.
CAPÍTULO VIII § 1º - A readaptação será efetivada, sempre que possível, em
DA ESTABILIDADE cargo compatível com a aptidão do servidor, observada a
habilitação e a carga horária exigidas para o novo cargo.
Art. 30 - O servidor nomeado em virtude de concurso, na forma § 2º - A verificação de que o servidor tornou-se inapto para o
do artigo 12, adquire estabilidade no serviço público, após dois exercício do cargo ocupado, em virtude de modificações em sua
anos de efetivo exercício, cumprido o estágio probatório. (Vide aptidão vocacional ou no seu estado físico ou psíquico, será
art. 6.º da Emenda Constitucional Federal n.º 19/98) realizada pelo órgão central de recursos humanos do Estado que

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à vista de laudo médico, estudo social e psicológico, indicará o Art. 47 - O servidor que reverter não poderá ser aposentado
cargo em que julgar possível a readaptação. antes de decorridos 5 (cinco) anos de efetivo exercício, salvo se
§ 3º - Definido o cargo, serão cometidas as respectivas sobrevier outra moléstia que o incapacite definitivamente ou for
atribuições ao servidor em estágio experimental, pelo órgão invalidado em conseqüência de acidente ou de agressão não-
competente, por prazo não inferior a 90 (noventa) dias, o que provocada no exercício de suas atribuições.
poderá ser realizado na mesma repartição ou em outra, Parágrafo único - Para efeito deste artigo, não será computado
atendendo, sempre que possível, às peculiaridades do caso, o tempo em que o servidor, após a reversão, tenha se licenciado
mediante acompanhamento sistemático. em razão da mesma moléstia.
§ 4º - No caso de inexistência de vaga, serão cometidas ao
servidor as atribuições do cargo indicado, até que se disponha Art. 48 - O tempo em que o servidor esteve aposentado será
deste para o regular provimento. computado, na hipótese de reversão, exclusivamente para fins de
nova aposentadoria.
Art. 40 - Se o resultado da inspeção médica concluir pela
incapacidade para o serviço público, será determinada a CAPÍTULO XIV
aposentadoria do readaptando. DA DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO

Art. 41 - Em nenhuma hipótese poderá a readaptação acarretar SEÇÃO I


aumento ou diminuição da remuneração do servidor, exceto DA DISPONIBILIDADE
quando se tratar da percepção de vantagens cuja natureza é
inerente ao exercício do novo cargo. Art. 49 - A disponibilidade decorrerá da extinção do cargo ou da
Parágrafo único - Realizando-se a readaptação em cargo de declaração da sua desnecessidade.
padrão de vencimento inferior, ficará assegurada ao servidor a Parágrafo único - O servidor estável ficará em disponibilidade
remuneração correspondente à do cargo que ocupava até seu aproveitamento em outro cargo.
anteriormente.
Art. 50 - O provento da disponibilidade será igual ao
Art. 42 - Verificada a adaptabilidade do servidor no cargo e vencimento do cargo, acrescido das vantagens permanentes.
comprovada sua habilitação será formalizada sua readaptação, Parágrafo único - O servidor em disponibilidade será
por ato de autoridade competente. aposentado se, submetido à inspeção médica, for declarado
Parágrafo único - O órgão competente poderá indicar a inválido para o serviço público.
delimitação de atribuições no novo cargo ou no cargo anterior,
apontando aquelas que não podem ser exercidas pelo servidor e, SEÇÃO II
se necessário, a mudança de local de trabalho. DO APROVEITAMENTO

CAPÍTULO XII Art. 51 - Aproveitamento é o retorno à atividade do servidor em


DA REINTEGRAÇÃO disponibilidade e farse-á, obrigatoriamente, em cargo de
atribuições e vencimentos compatíveis com o anteriormente
Art. 43 - Reintegração é o retorno do servidor demitido ao cargo ocupado.
anteriormente ocupado, ou ao resultante de sua transformação,
em conseqüência de decisão administrativa ou judicial, com Art. 52 - O órgão central de recursos humanos poderá indicar o
ressarcimento de prejuízos decorrentes do afastamento. aproveitamento do servidor em disponibilidade, em vaga que
§ 1º - Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante vier a ocorrer nos órgãos ou entidades da Administração Pública
será reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, estadual, na forma do regulamento.
aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade.
§ 2º - Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará Art. 53 - Salvo doença comprovada por junta médica oficial,
em disponibilidade, observado o disposto nos artigos 51 a 53. será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a
§ 3º - O servidor reintegrado será submetido à inspeção médica disponibilidade, se o servidor não entrar em exercício no prazo
e, verificada a incapacidade para o serviço público, será de 30 (trinta) dias.
aposentado.
CAPÍTULO XV
CAPÍTULO XIII DA RECONDUÇÃO
DA REVERSÃO
Art. 54 - Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo
Art. 44 - Reversão é o retorno à atividade do servidor anteriormente ocupado e decorrerá de:
aposentado por invalidez, quando verificada, por junta médica I - obtenção de resultado insatisfatório em estágio probatório
oficial, a insubsistência dos motivos determinantes da relativo a outro cargo;
aposentadoria. II - reintegração do anterior ocupante do cargo.
§ 1º - O servidor que reverter terá assegurada a retribuição Parágrafo único - Encontrando-se provido o cargo de origem, o
correspondente à situação funcional que detinha anteriormente à servidor será aproveitado em outro, com a natureza e
aposentadoria. vencimento compatíveis com o que ocupara, observado o
§ 2º - Ao servidor que reverter, aplicam-se as disposições dos disposto no artigo 52. (Vetado pelo Governador e mantido pela
artigos 18 e 22, relativas à posse e ao exercício, Assembleia Legislativa, conforme DOE n.º 66, de 08/04/94)
respectivamente.
CAPÍTULO XVI
Art. 45 - A reversão far-se-á, a pedido ou “ex-officio”, no DA VACÂNCIA
mesmo cargo ou no resultante de sua transformação.
Art. 55 - A vacância do cargo decorrerá de:
Art. 46 - O servidor com mais de 60 (sessenta) anos não poderá I - exoneração;
ter processada a sua reversão. II - demissão;
III - readaptação;

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IV - aposentadoria; Parágrafo único - O substituto fará jus ao vencimento do cargo
V - recondução; ou função na proporção dos dias de efetiva substituição iguais
VI - falecimento. ou superiores a 10 (dez) dias consecutivos, computáveis para os
Parágrafo único - A abertura da vaga ocorrerá na data da efeitos dos artigos 102 e 103 desta lei.
publicação da lei que criar o cargo ou do ato que formalizar
qualquer das hipóteses previstas neste artigo. TÍTULO III
DOS DIREITOS E VANTAGENS
Art. 56 - A exoneração dar-se-á:
I - a pedido do servidor; CAPÍTULO I
II - “ex-officio”, quando: DO TEMPO DE SERVIÇO
a) se tratar de cargo em comissão, a critério da autoridade
competente; Art. 62 - A apuração do tempo de serviço será feita em dias, os
b) não forem satisfeitas as condições do estágio probatório. quais serão convertidos em anos, considerados estes como
período de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias.
Art. 57 - A demissão decorrerá de aplicação de pena disciplinar
na forma prevista em lei. Art. 63 - Os dias de efetivo exercício serão computados à vista
dos comprovantes de pagamento, ou dos registros funcionais.
CAPÍTULO XVII
DA REMOÇÃO E DA REDISTRIBUIÇÃO Art. 64 - São considerados de efetivo exercício os afastamentos
do serviço em virtude de:
SEÇÃO I I - férias;
DA REMOÇÃO II - casamento, até 8 (oito) dias consecutivos;
III - falecimento de cônjuge, ascendente, descendente, sogros,
Art. 58 - Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou irmãos, companheiro ou companheira, madrasta ou padrasto,
“ex-officio”, com ou sem mudança de sede: enteado e menor sob guarda ou tutela, até 8 (oito) dias;
I - de uma repartição para outra; IV - doação de sangue, 1 (um) dia por mês, mediante
II - de uma unidade de trabalho para outra, dentro da mesma comprovação;
repartição. V - exercício pelo servidor efetivo, de outro cargo, de
§ 1º - Deverá ser sempre comprovada por junta médica, a provimento em comissão, exceto para efeito de promoção por
remoção, a pedido, por motivo de saúde do servidor, do cônjuge merecimento;
deste ou dependente, mediante prévia verificação da existência VI - júri e outros serviços obrigatórios por lei;
de vaga. VII - desempenho de mandato eletivo federal, estadual ou
§ 2º - Sendo o servidor removido da sede, dar-se-á, sempre que municipal, exceto para promoção por merecimento;
possível, a remoção do cônjuge, que for também servidor VIII - missão ou estudo noutros pontos do território nacional ou
estadual; não sendo possível, observar-se-á o disposto no artigo no exterior, quando o afastamento houver sido expressamente
147. autorizado pelo Governador do Estado e sem prejuízo da
retribuição pecuniária;
Art. 59 - A remoção por permuta será processada a pedido de IX - deslocamento para nova sede na forma do artigo 58;
ambos os interessados, ouvidas, previamente, as chefias X - realização de provas, na forma do artigo 123;
envolvidas. XI - assistência a filho excepcional, na forma do artigo 127;
XII - prestação de prova em concurso público;
SEÇÃO II XIII - participação em programas de treinamento regularmente
DA REDISTRIBUIÇÃO instituído, correlacionado às atribuições do cargo;
XIV - licença:
Art. 60 - Redistribuição é o deslocamento do servidor com o a) à gestante, à adotante e à paternidade;
respectivo cargo, de um quadro de pessoal ou entidade para b) para tratamento da própria saúde ou de pessoa da família,
outro do mesmo Poder, cujos planos de cargos e vencimentos com remuneração;
sejam idênticos. (Vide Leis n.ºs 11.407/00 e 13.422/10) c) prêmio por assiduidade;
§ 1º - Dar-se-á, exclusivamente, a redistribuição, para d) por motivo de acidente em serviço, agressão não-provocada
ajustamento de quadros de pessoal às necessidades dos serviços, ou doença profissional;
inclusive nos casos de reorganização, extinção ou criação de e) para concorrer a mandato eletivo federal, estadual ou
órgão ou entidade, na forma da lei. municipal;
§ 2º - Nos casos de extinção de órgão ou entidade, os servidores f) para desempenho de mandato classista, exceto para efeito de
estáveis que não puderem ser redistribuídos, nos termos deste promoção por merecimento;
artigo, serão colocados em disponibilidade, até seu g) para participar de cursos, congressos e similares, sem prejuízo
aproveitamento na forma do artigo 51. da retribuição;
§ 3º - O disposto neste artigo não se aplica aos cargos definidos XV - moléstia, devidamente comprovada por atestado médico,
em lei como de lotação privativa. (Vetado pelo Governador e até 3 (três) dias por mês, mediante pronta comunicação à chefia
mantido pela Assembleia Legislativa, conforme DOE n.º 66, de imediata;
08/04/94) XVI - participação de assembléias e atividades sindicais.
Parágrafo único - Constitui tempo de serviço, para todos os
CAPÍTULO XVIII efeitos legais, o anteriormente prestado ao Estado pelo servidor
DA SUBSTITUIÇÃO que tenha ingressado sob a forma de contratação, admissão,
nomeação, ou qualquer outra, desde que comprovado o vínculo
Art. 61 - Os servidores investidos em cargos em comissão ou regular.
funções gratificadas terão substitutos, durante seus afastamentos
ou impedimentos eventuais, previamente designados pela Art. 65 - Computar-se-á integralmente, para efeito de
autoridade competente. aposentadoria e disponibilidade o tempo:

21
I - de serviço prestado pelo servidor em função ou cargo público Art. 74 - O servidor exonerado fará jus ao pagamento da
federal, estadual ou municipal; remuneração de férias proporcionalmente aos meses de efetivo
II - de serviço ativo nas forças armadas e auxiliares prestado exercício, descontadas eventuais parcelas já fruídas.
durante a paz, computando-se em dobro o tempo em operação Parágrafo único - O pagamento de que trata este artigo
de guerra, na forma da lei; corresponderá a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que fizer
III - correspondente ao desempenho de mandato eletivo federal, jus o servidor na forma prevista no artigo 69, desta lei, relativa
estadual ou municipal, anterior ao ingresso no serviço público ao mês em que a exoneração for efetivada.
estadual;
IV - de serviço prestado em atividade privada, vinculada à Art. 75 - O servidor que tiver gozado mais de 30 (trinta) dias de
previdência social, observada a compensação financeira entre os licença para tratar de interesses particulares ou para acompanhar
diversos sistemas previdenciários segundo os critérios o cônjuge, somente após um ano de efetivo exercício contado da
estabelecidos em lei; data da apresentação fará jus a férias.
V - em que o servidor:
a) esteve em disponibilidade; Art. 76 - Perderá o direito às férias o servidor que, no ano
b) já esteve aposentado, quando se tratar de reversão. antecedente àquele em que deveria gozá-las, tiver mais de 30
(trinta) dias de faltas não justificadas ao serviço.
Art. 66 - É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço
prestado Art. 77 - O servidor readaptado, relotado, removido ou
concomitantemente em mais de um cargo ou função em órgão reconduzido, quando em gozo de férias, não é obrigado a
ou entidade dos Poderes da União, estados, municípios, apresentar-se antes de concluí-las.
autarquias, fundações, sociedades de economia mista e empresas
públicas. CAPÍTULO III
DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO
CAPÍTULO II
DAS FÉRIAS Art. 78 - Vencimento é a retribuição pecuniária devida ao
servidor pelo efetivo exercício do cargo, correspondente ao
Art. 67 - O servidor gozará, anualmente, 30 (trinta) dias de padrão fixado em lei.
férias. Parágrafo único - Nenhum servidor receberá, a título de
§ 1º - Para o primeiro período aquisitivo de férias serão exigidos vencimento básico, importância inferior ao salário mínimo.
12 (doze) meses de exercício. (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia
§ 2º - É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço. Legislativa, conforme DOE n.º 66, de 08/04/94)
§ 3º - É facultado o gozo de férias em dois períodos, não
inferiores a 10 (dez) dias consecutivos. Art. 79 - Remuneração é o vencimento do cargo acrescido das
vantagens pecuniárias estabelecidas em lei.
Art. 68 - Será pago ao servidor, por ocasião das férias, § 1º - O vencimento do cargo efetivo, acrescido das vantagens
independentemente de solicitação, o acréscimo constitucional de de caráter permanente, é irredutível, sendo vedada vinculação ou
1/3 (um terço) da remuneração do período de férias, pago equiparação para efeitos de remuneração de pessoal.
antecipadamente. § 2º - (REVOGADO pela Lei Complementar n.º 10.727/96)
§ 1º - O pagamento da remuneração de férias será efetuado
antecipadamente ao servidor que o requerer, juntamente com o Art. 80 - O servidor perderá:
acréscimo constitucional de 1/3 (um terço), antes do início do I - a remuneração relativa aos dias em que faltar ao serviço;
referido período. II - a parcela da remuneração diária, proporcional aos atrasos,
§ 2º - Na hipótese de férias parceladas poderá o servidor indicar ausências e saídas antecipadas, iguais ou superiores a 60
em qual dos períodos utilizará a faculdade de que trata este (sessenta) minutos;
artigo. III - a metade da remuneração, na hipótese de conversão da
pena de suspensão em multa;
Art. 69 - Durante as férias, o servidor terá direito a todas as IV - um terço de sua remuneração durante o afastamento do
vantagens inerentes ao cargo como se estivesse em exercício. exercício do cargo, nas hipóteses previstas no artigo 27.
Parágrafo único - No caso de faltas sucessivas, serão
Art. 70 - O servidor que opere direta e permanentemente com computados para efeito de desconto os períodos de repouso
Raios X ou substâncias radioativas, próximas a fontes de intercalados.
irradiação, terá direito, quando no efetivo exercício de suas
atribuições, a 20 (vinte) dias consecutivos de férias por Art. 81 - Salvo por imposição legal, ou mandado judicial,
semestre, não acumuláveis e intransferíveis. nenhum desconto incidirá sobre a remuneração ou provento.
Parágrafo único - Mediante autorização do servidor, poderá
Art. 71 - Por absoluta necessidade de serviço e ressalvadas as haver consignação em folha de pagamento a favor de terceiros, a
hipóteses em que haja legislação específica, as férias poderão ser critério da administração e com reposição de custos, na forma
acumuladas até o máximo de dois períodos anuais. definida em regulamento.

Art. 72 - As férias somente poderão ser interrompidas por Art. 82 - As reposições e indenizações ao erário serão
motivos de calamidade pública, comoção interna, convocação descontadas em parcelas mensais não excedentes à quinta parte
para júri, serviço militar ou eleitoral ou por superior interesse da remuneração ou provento.
público.
Art. 83 - Terá o prazo de 60 (sessenta) dias para quitar eventuais
Art. 73 - Se o servidor vier a falecer, quando já implementado o débitos com o erário, o servidor que for demitido ou exonerado.
período de um ano, que lhe assegure o direito a férias, a Parágrafo único - A não-quitação do débito no prazo previsto
retribuição relativa ao período, descontadas eventuais parcelas implicará sua inscrição na dívida ativa.
correspondentes à antecipação, será paga aos dependentes
legalmente constituídos.

22
Art. 84 - O vencimento, a remuneração e o provento não serão exceder a importância correspondente a 3 (três) meses de
objeto de arresto, seqüestro ou penhora, exceto nos casos de remuneração.
prestação de alimentos resultantes de decisão judicial.
Art. 92 - Não será concedida ajuda de custo ao servidor que se
CAPÍTULO IV afastar do cargo, ou reassumi-lo, em virtude de mandato eletivo.
DAS VANTAGENS
Art. 93 - Será concedida ajuda de custo ao servidor efetivo do
Art. 85 - Além do vencimento, poderão ser pagas ao servidor as Estado que for nomeado para cargo em comissão ou designado
seguintes vantagens: para função gratificada, com mudança de domicílio.
I - indenizações; Parágrafo único - No afastamento para exercício de cargo em
II - avanços; comissão, em outro órgão ou entidade da União, do Distrito
III - gratificações e adicionais; Federal, dos estados ou dos municípios, o servidor não receberá
IV - honorários e jetons. ajuda de custo do Estado.

Art. 86 - As vantagens pecuniárias não serão computadas, nem Art. 94 - O servidor ficará obrigado a restituir a ajuda de custo
acumuladas, para efeito de concessão de quaisquer outros quando,
acréscimos pecuniários ulteriores, sob o mesmo título ou injustificadamente, não se apresentar na nova sede, no prazo de
idêntico fundamento. 30 (trinta) dias.

Art. 87 - Salvo os casos previstos nesta lei, o servidor não SUBSEÇÃO II


poderá receber a qualquer título, seja qual for o motivo ou a DAS DIÁRIAS
forma de pagamento, nenhuma outra vantagem pecuniária dos
órgãos da Administração Direta ou Indireta, ou outras Art. 95 - O servidor que se afastar temporariamente da sede, em
organizações públicas, em razão de seu cargo, nas quais tenha objeto de serviço, fará jus, além das passagens de transporte,
sido mandado servir. também a diárias destinadas à indenização das despesas de
alimentação e pousada.
Art. 88 - As vantagens de que trata o artigo 85 não são § 1º - Entende-se por sede a localidade onde o servidor estiver
incorporadas ao vencimento, em atividade, excetuando-se os em exercício em caráter permanente.
avanços, o adicional por tempo de serviço, a gratificação por § 2º - A diária será concedida por dia de afastamento, sendo
exercício de função, a gratificação de representação e a devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite
gratificação de permanência em serviço, nos termos da lei. fora da sede.
(Redação dada pela Lei Complementar n.° 10.530/95) § 3º - Não serão devidas diárias nos casos de remoção a pedido,
§ 1º - A gratificação de representação por exercício de função nem nas hipóteses em que o deslocamento da sede se constituir
integra o valor desta para os efeitos de incorporação aos em exigência permanente do serviço.
vencimentos em atividade, de incorporação aos proventos de
aposentadoria e para cálculo de vantagens decorrentes do tempo Art. 96 - O servidor que receber diárias e, por qualquer motivo
de serviço. (Redação dada pela Lei Complementar n.° não se afastar da sede, fica obrigado a restituí-las integralmente,
10.530/95) no prazo de 5 (cinco) dias.
§ 2º - Aos titulares de cargos de confiança optantes por Parágrafo único - Na hipótese de o servidor retornar à sede, em
gratificação por exercício de função já incorporadas nos termos prazo menor do que o previsto para o seu afastamento, deverá
da lei, é facultada a opção pela percepção da gratificação de restituir as diárias recebidas em excesso, no período previsto no
representação correspondente às atribuições da função titulada. “caput”.
(Redação dada pela Lei Complementar n.° 10.530/95)
§ 3º - Os servidores que incorporaram gratificação por exercício Art. 97 - As diárias, que deverão ser pagas antes do
de função em atividade e os servidores inativos terão seus deslocamento, serão calculadas sobre o valor básico fixado em
vencimentos e proventos revistos na forma estabelecida neste lei e serão percebidas pelo servidor que a elas fizer jus, na forma
artigo. (Redação dada pela Lei Complementar n.° 10.530/95) do regulamento. (Redação dada pela Lei Complementar n.º
10.530/95)
SEÇÃO I
DAS INDENIZAÇÕES SUBSEÇÃO III
DA INDENIZAÇÃO DE TRANSPORTE
Art. 89 - Constituem indenizações ao servidor:
I - ajuda de custo; Art. 98 - Será concedida indenização de transporte ao servidor
II - diárias; que realizar despesas com a utilização de meio próprio de
III - transporte. locomoção, para execução de serviços externos, por força das
atribuições próprias do cargo, conforme previsto em
SUBSEÇÃO I regulamento.
DA AJUDA DE CUSTO
SEÇÃO II
Art. 90 - A ajuda de custo destina-se a compensar as despesas DOS AVANÇOS
de instalações do servidor que, no interesse do serviço, passe a
ter exercício em nova sede, com mudança de domicílio em Art. 99 - Por triênio de efetivo exercício no serviço público, o
caráter permanente. servidor terá concedido automaticamente um acréscimo de 5%
Parágrafo único - Correm por conta da Administração as (cinco por cento), denominado avanço, calculado na forma da
despesas de transporte do servidor e de sua família, lei. (Vide Lei Complementar n.º 10.795/96)
compreendendo passagens, bagagens e bens pessoais. § 1º - O servidor fará jus a tantos avanços quanto for o tempo de
serviço público em que permanecer em atividade, computado na
Art. 91 - A ajuda de custo é calculada sobre a remuneração do forma dos artigos 116 e 117. (Renumerado pela Lei
servidor, conforme se dispuser em regulamento, não podendo Complementar n.º 10.530/95)

23
§ 2º - O disposto no “caput” e no parágrafo anterior não se § 4º - O servidor efetivo que contar com dezoito (18) anos de
aplica ao servidor cuja primeira investidura no serviço público tempo computável à aposentadoria e que houver exercido cargo
estadual ocorra após 30 de junho de 1995, hipótese em que será em comissão, inclusive sob a forma de função gratificada, por
observado o disposto no parágrafo seguinte. (Incluído pela Lei dois (02) anos completos, terá incorporada ao vencimento do
Complementar n.º 10.530/95) cargo, como vantagem pessoal, a importância equivalente a 20%
§ 3º - Por triênio de efetivo exercício no serviço público, ao (vinte por cento) do valor da função gratificada. (Incluído pela
servidor será concedido automaticamente um acréscimo de 3% Lei Complementar n.° 10.530/95)
(três por cento), denominado avanço, calculado, na forma da lei. I - Quando mais de uma função gratificada ou cargo em
(Incluído pela Lei Complementar n.° 10.530/95) comissão houver sido exercido no período, será incorporado
aquele de maior valor, desde que desempenhado, no mínimo,
SEÇÃO III por dois (02) anos, ou quando não ocorrer tal hipótese, o valor
DAS GRATIFICAÇÕES E ADICIONAIS da função que tenha desempenhado por mais tempo; (Incluído
pela Lei Complementar n.° 10.530/95)
Art. 100 - Serão deferidos ao servidor as seguintes gratificações II - O servidor que tenha exercido o cargo de Secretário de
e adicionais por tempo de serviço e outras por condições Estado fará jus à incorporação do valor equivalente à
especiais de trabalho: gratificação de representação correspondente, nas condições
I - gratificação por exercício de função; estabelecidas neste artigo; (Incluído pela Lei Complementar n.°
II - gratificação natalina; 10.530/95)
III - gratificação por regime especial de trabalho, na forma da III - A cada dois (02) anos completos de exercício de função
lei; gratificada, que excederem a dois iniciais, corresponderá novo
IV - gratificação por exercício de atividades insalubres, penosas acréscimo de 20% (vinte por cento) até o limite de 100% (cem
ou perigosas; por cento), observada a seguinte correspondência com o tempo
V - gratificação por exercício de serviço extraordinário; computável à aposentadoria: (Incluído pela Lei Complementar
VI - gratificação de representação, na forma da lei; n.° 10.530/95)
VII - gratificação por serviço noturno; a) 20 anos, máximo de 40% (quarenta por cento) do valor;
VIII - adicional por tempo de serviço; (Incluído pela Lei Complementar n.° 10.530/95)
IX - gratificação de permanência em serviço; b) 22 anos, máximo de 60% (sessenta por cento) do valor;
X - abono familiar; (Incluído pela Lei Complementar n.° 10.530/95)
XI - outras gratificações, relativas ao local ou à natureza do c) 24 anos, máximo de 80% (oitenta por cento) do valor;
trabalho, na forma da lei. (Incluído pela Lei Complementar n.° 10.530/95)
d) 26 anos, 100% (cem por cento) do valor. (Incluído pela Lei
SUBSEÇÃO I Complementar n.° 10.530/95)
DA GRATIFICAÇÃO POR EXERCÍCIO DE FUNÇÃO IV - A vantagem de que trata o “caput” deste parágrafo, bem
como os seus incisos anteriores, somente será paga a partir da
Art. 101 - A função gratificada será percebida pelo exercício de data em que o funcionário retornar ao exercício de cargo de
chefia, assistência ou assessoramento, cumulativamente ao provimento efetivo ou, permanecendo no cargo em comissão ou
vencimento do cargo de provimento efetivo. função gratificada, optar pelos vencimentos e vantagens do
cargo de provimento efetivo, ou ainda, for inativado. (Incluído
Art. 102 - O servidor efetivo que contar com 18 (dezoito) anos pela Lei Complementar n.° 10.530/95)
de tempo de serviço computável à aposentadoria, se do sexo V - O funcionário no gozo da vantagem pessoal de que trata esta
masculino ou 15 (quinze) anos, se do sexo feminino, e que Lei, investido em cargo em comissão ou função gratificada,
houver exercido cargo em comissão, inclusive sob a forma de perderá a vantagem enquanto durar a investidura, salvo se optar
função gratificada, por 2 (dois) anos completos, terá pelas vantagens do cargo efetivo; (Incluído pela Lei
incorporada, ao vencimento do cargo, como vantagem pessoal, a Complementar n.° 10.530/95)
importância equivalente a 20% (vinte por cento) do valor da VI - Na hipótese do inciso anterior, ocorra ou não a percepção
função gratificada, a cada 2 (dois) anos, até o limite máximo de da vantagem, terá continuidade o cômputo dos anos de serviço
100% (cem por cento), na forma da lei. (Vetado pelo para efeito de percepção dos vinte por cento a que se refere este
Governador e mantido pela Assembleia Legislativa, conforme parágrafo; (Incluído pela Lei Complementar n.° 10.530/95)
DOE n.º 66, de 08/04/94) (Vide Leis Complementares n.ºs VII - O cálculo da vantagem pessoal de que trata este parágrafo
10.530/95 e 10.845/96) terá sempre em conta os valores atualizados dos vencimentos e
§ 1º - Quando mais de uma função gratificada ou cargo em as gratificações adicionais e, se for o caso, os avanços trienais e
comissão houver sido exercido no período, será incorporado qüinqüenais; (Incluído pela Lei Complementar n.° 10.530/95)
aquele de maior valor, desde que desempenhado, no mínimo, VIII - O disposto neste parágrafo aplica-se, igualmente, às
por 1 (um) ano, ou quando não ocorrer tal hipótese, o valor da gratificações previstas no artigo 3º da Lei Complementar nº
função que tenha desempenhado por mais tempo. (Vide Lei 10.248, de 30 de agosto de 1994, atribuídas a servidores efetivos
Complementar n.° 10.248/94) ou estáveis. (Incluído pela Lei Complementar n.° 10.530/95)
§ 2º - O funcionário que tenha exercido o cargo de Secretário de
Estado, fará jus à incorporação do valor equivalente à Art. 103 - A função gratificada será incorporada integralmente
gratificação de representação correspondente, na proporção ao provento do servidor que a tiver exercido, mesmo sob forma
estabelecida pelo “caput”, ressalvado o período mínimo de que de cargo em comissão, por um período mínimo de 5 (cinco) anos
trata o parágrafo anterior, que será de 2 (dois) anos para esta consecutivos ou 10 (dez) intercalados, anteriormente à
situação. (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia aposentadoria, observado o disposto no § 1º do artigo anterior.
Legislativa, conforme DOE n.º 66, de 08/04/94) (Vide Lei (Vide Lei Complementar n.° 10.248/94)
Complementar n.º 10.257/94)
§ 3º - O disposto no “caput” e nos parágrafos anteriores não se SUBSEÇÃO II
aplica ao servidor que não houver exercido cargo em comissão, DA GRATIFICAÇÃO NATALINA
inclusive sob a forma de função gratificada, até 30 de junho de
1995, hipótese em que será observado o disposto no parágrafo
seguinte. (Incluído pela Lei Complementar n.º 10.530/95)

24
Art. 104 - Será concedida ao servidor que esteja no desempenho Parágrafo único - Os servidores a que se refere este artigo
de suas funções uma gratificação natalina correspondente a sua serão submetidos a exames médicos a cada 6 (seis) meses de
remuneração integral devida no mês de dezembro. exercício.
§ 1º - A gratificação de que trata este artigo corresponderá a
1/12 (um doze avos) da remuneração a que fizer jus o servidor, SUBSEÇÃO IV
no mês de dezembro, por mês de efetivo exercício, DA GRATIFICAÇÃO POR EXERCÍCIO DE SERVIÇO
considerando-se as frações iguais ou superiores a 15 (quinze) EXTRAORDINÁRIO
dias como mês integral.
§ 2º - O pagamento da gratificação natalina será efetuado até o Art. 110 - O serviço extraordinário será remunerado com
dia 20 (vinte) do mês de dezembro de cada exercício. acréscimo de 50% (cinqüenta por cento) em relação à hora
§ 3º - A gratificação natalina é devida ao servidor afastado de normal de trabalho.
suas funções, sem prejuízo da remuneração e demais vantagens.
§ 4º - O Estado indenizará o servidor pelo eventual Art. 111 - A gratificação de que trata o artigo anterior somente
descumprimento do prazo de pagamento das obrigações será atribuída ao servidor para atender às situações excepcionais
pecuniárias relativas à gratificação natalina, cuja base de cálculo e temporárias, respeitado o limite máximo previsto no § 2º do
será o valor desta, deduzidos os descontos legais. (Incluído pela artigo 33.
Lei Complementar n.° 12.021/03) (Vide Leis Complementares
n.ºs 12.176/04, 12.392/05, 12.665/06 e 12.860/07) Art. 112 - O valor da hora de serviço extraordinário, prestado
§ 5º - A indenização de que trata o parágrafo anterior será em horário noturno, será acrescido de mais 20% (vinte por
calculada com base na variação da Letra Financeira do Tesouro cento).
– LFT –, acrescida de 0,6123% (seis mil cento e vinte e três
décimos de milésimo de um inteiro por cento) ao mês, “pro-rata SUBSEÇÃO V
die”, e paga juntamente com o valor total ou parcial da referida DA GRATIFICAÇÃO POR SERVIÇO NOTURNO
gratificação. (Redação dada pela Lei Complementar n.º
12.860/07) (Vide Leis Complementares n.ºs 12.021/03 e Art. 113 - O serviço noturno terá o valor-hora acrescido de 20%
12.860/07) (vinte por cento), observado o disposto no artigo 34.
Parágrafo único - As disposições deste artigo não se aplicam
Art. 105 - O servidor exonerado terá direito à gratificação quando o serviço noturno corresponder ao horário normal de
natalina, proporcionalmente aos meses de exercício, calculada trabalho.
na forma do § 1º do artigo anterior, sobre a remuneração do mês
da exoneração. SUBSEÇÃO VI
DA GRATIFICAÇÃO DE PERMANÊNCIA EM SERVIÇO
Art. 106 - É extensiva aos inativos a percepção da gratificação
natalina, cujo cálculo incidirá sobre as parcelas que compõem Art. 114 Ao servidor que adquirir direito à aposentadoria
seu provento. voluntária com proventos integrais e cuja permanência no
desempenho de suas funções for julgada conveniente e oportuna
SUBSEÇÃO III para o serviço público estadual poderá ser deferida, por ato do
DA GRATIFICAÇÃO POR EXERCÍCIO DE Governador, uma gratificação de permanência em serviço de
ATIVIDADES INSALUBRES, PERIGOSAS OU PENOSAS valor correspondente a 50% (cinquenta por cento) do seu
vencimento básico. (Redação dada pela Lei Complementar n.º
Art. 107 - Os servidores que exerçam suas atribuições com 13.925/12)
habitualidade em locais insalubres ou em contato com § 1º - Fica assegurado o valor correspondente ao do vencimento
substâncias tóxicas radioativas ou com risco de vida, fazem jus a básico do Padrão 16 do Quadro Geral dos Funcionários Públicos
uma gratificação sobre o vencimento do respectivo cargo na do Estado, proporcional à carga horária, quando a aplicação do
classe correspondente, nos termos da lei. (Vetado pelo disposto no “caput” deste artigo resultar em um valor de
Governador e mantido pela Assembleia Legislativa, conforme gratificação inferior ao desse vencimento básico. (Redação dada
DOE n.º 66, de 08/04/94) pela Lei Complementar n.º 13.925/12)
§ 1º - O servidor que fizer jus às gratificações de insalubridade, § 2º - A gratificação de que trata este artigo tem natureza
periculosidade ou penosidade deverá optar por uma delas nas precária e transitória e não servirá de base de cálculo para
condições previstas na lei. nenhuma vantagem, nem será incorporada aos vencimentos ou
§ 2º - O direito às gratificações previstas neste artigo cessa com proventos da inatividade. (Redação dada pela Lei Complementar
a eliminação das condições ou dos riscos que deram causa a sua n.º 13.925/12)
concessão. § 3º - A gratificação de que trata este artigo será deferida por um
período máximo de dois anos, sendo admitidas renovações por
Art. 108 - Haverá permanente controle da atividade de igual período, mediante iniciativa da chefia imediata do
servidores em operações ou locais considerados penosos, servidor, ratificada pelo Titular da Pasta a que estiver vinculado
insalubres ou perigosos. o órgão ou entidade, e juízo de conveniência e oportunidade do
Parágrafo único - A servidora gestante ou lactante será Governador. (Redação dada pela Lei Complementar n.º
afastada, enquanto durarem a gestação e a lactação, das 13.925/12)
operações e locais previstos neste artigo, passando a exercer § 4º - O servidor, a quem for deferida a gratificação de que trata
suas atividades em local salubre e em serviço compatível com o “caput” deste artigo, poderá ser chamado a prestar serviço em
suas condições. local diverso de sua lotação durante o período da concessão da
gratificação de permanência em serviço. (Redação dada pela Lei
Art. 109 - Os locais de trabalho e os servidores que operem com Complementar n.º 13.925/12)
Raios X ou substâncias radioativas serão mantidos sob controle
permanente, de modo que as doses de radiação ionizante não SUBSEÇÃO VII
ultrapassem o nível máximo previsto na legislação própria. DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO

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Art. 115 - O servidor, ao completar 15 (quinze) e 25 (vinte e Parágrafo único - As alterações que resultem em exclusão de
cinco) anos de serviço público, contados na forma desta lei, abono deverão ser comunicadas no prazo de 15 (quinze) dias da
passará a perceber, respectivamente, o adicional de 15% (quinze data da ocorrência.
por cento) ou 25% (vinte e cinco por cento) calculados na forma SEÇÃO IV
da lei. (Vide Lei Complementar n.º 10.795/96) DOS HONORÁRIOS E JETONS
§ 1º - A concessão do adicional de 25% (vinte e cinco por cento)
fará cessar o de 15% (quinze por cento), anteriormente Art. 121 - O servidor fará jus a honorários quando designado
concedido. (Renumerado pela Lei Complementar n.º 10.795/96) para exercer, fora do horário do expediente a que estiver sujeito,
§ 2º - A vantagem de que trata este artigo não será mais as funções de:
concedida a partir da data de vigência desta Lei, nos percentuais I - membro de banca de concurso;
de 15% ou de 25%, exceto aos que tenham implementado, até a II - gerência, planejamento, execução ou atividade auxiliar de
referida data, as condições de percepção. (Incluído pela Lei concurso;
Complementar n.º 10.795/96) III - treinamento de pessoal;
§ 3° - A gratificação adicional, a partir da data referida no IV - professor, em cursos legalmente instituídos.
parágrafo anterior, será concedida em percentual igual ao tempo
de serviço em anos, à razão de 1% ao ano, computados até a Art. 122 - O servidor, no desempenho do encargo de membro de
data de vigência desta Lei, cabendo o pagamento somente ao órgão de deliberação coletiva legalmente instituído, receberá
implemento de 15 ou de 25 anos de tempo de serviço, jeton, a título de representação na forma da lei.
respectivamente, considerando-se quando for o caso, para
efeitos de percentual de concessão, fração superior a seis meses CAPÍTULO V
como um ano completo. (Incluído pela Lei Complementar n.° DAS CONCESSÕES
10.795/96)
SEÇÃO I
Art. 116 - Para efeito de concessão dos adicionais será DAS VANTAGENS AO SERVIDOR ESTUDANTE OU
computado o tempo de serviço federal, estadual ou municipal, PARTICIPANTE DE CURSOS, CONGRESSOS E
prestado à administração direta, autarquias e fundações de SIMILARES
direito público.
Parágrafo único - Compreende-se, também, como serviço Art. 123 - É assegurado o afastamento do servidor efetivo, sem
estadual o tempo em que o servidor tiver exercido serviços prejuízo de sua remuneração, nos seguintes casos:
transferidos para o Estado. I - durante os dias de provas finais do ano ou semestre letivo,
para os estudantes de ensino superior, 1º e 2º graus;
Art. 117 - Na acumulação remunerada, será considerado, para II - durante os dias de provas em exames supletivos e de
efeito de adicional, o tempo de serviço prestado a cada cargo habilitação a curso superior.
isoladamente. Parágrafo único - O servidor, sob pena de ser considerado
faltoso ao serviço, deverá comprovar perante a chefia imediata
SUBSEÇÃO VIII as datas em que se realizarão as diversas provas e seu
DO ABONO FAMILIAR comparecimento.

Art. 118 - Ao servidor ativo ou ao inativo será concedido abono Art. 124 - O servidor somente será indicado para participar de
familiar na razão de 10% (dez por cento) do menor vencimento cursos de especialização ou capacitação técnica profissional no
básico inicial do Estado, pelos seguintes dependentes: Estado, no País ou no exterior, com ônus para o Estado, quando
I - filho menor de 18 (dezoito) anos; houver correlação direta e imediata entre o conteúdo
II - filho inválido ou excepcional de qualquer idade, que seja programático de tais cursos e as atribuições do cargo ou função
comprovadamente incapaz; exercidos.
III - filho estudante, desde que não exerça atividade
remunerada, até a idade de 24 (vinte e quatro) anos; Art. 125 - Ao servidor poderá ser concedida licença para
IV - cônjuge inválido, comprovadamente incapaz, que não freqüência a cursos, seminários, congressos, encontros e
perceba remuneração. similares, inclusive fora do Estado e no exterior, sem prejuízo da
§ 1º - Quando se tratar de dependente inválido ou excepcional, o remuneração e demais vantagens, desde que o conteúdo
abono será pago pelo triplo. programático esteja correlacionado às atribuições do cargo que
§ 2º - Estendem-se os benefícios deste artigo aos enteados, aos ocupar, na forma a ser regulamentada.
tutelados e aos menores que, mediante autorização judicial, Parágrafo único - Fica vedada a concessão de exoneração ou
estejam submetidos a sua guarda. licença para tratamento de interesses particulares ao servidor
§ 3º - São condições para percepção do abono familiar que: beneficiado pelo disposto neste artigo, ressalvada a hipótese de
I - os dependentes relacionados neste artigo vivam efetivamente ressarcimento da despesa havida antes de decorrido período
às expensas do servidor ou inativo; igual ao do afastamento.
II - a invalidez de que tratam os incisos II e IV do “caput” deste
artigo seja comprovada mediante inspeção médica, pelo órgão Art. 126 - Ao servidor estudante que mudar de sede no interesse
competente do Estado. da Administração, é assegurada, na localidade da nova
§ 4º - No caso de ambos os cônjuges serem servidores públicos, residência ou mais próxima, matrícula em instituição congênere
o direito de um não exclui o do outro. do Estado, em qualquer época, independentemente de vaga.
Parágrafo único - O disposto neste artigo estende-se ao
Art. 119 - Por cargo exercido em acúmulo no Estado, não será cônjuge, aos filhos ou enteados do servidor, que vivam na sua
devido o abono familiar. companhia, bem como aos menores sob sua guarda, com
autorização judicial.
Art. 120 - A concessão do abono terá por base as declarações do
servidor, sob as penas da lei. SEÇÃO II
DA ASSISTÊNCIA A FILHO EXCEPCIONAL

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Art. 127 - O servidor, pai, mãe ou responsável por excepcional, considerado faltoso, salvo prorrogação ou determinação
físico ou mental, em tratamento, fica autorizado a se afastar do constante do laudo.
exercício do cargo, quando necessário, por período de até 50% Parágrafo único - A infringência ao disposto neste artigo
(cinqüenta por cento) de sua carga horária normal cotidiana, na implicará perda da remuneração, sujeitando o servidor à
forma da lei. demissão, se a ausência exceder a 30 (trinta) dias, observado o
disposto no artigo 26.
CAPÍTULO VI
DAS LICENÇAS Art. 132 - Nas licenças por períodos prolongados, antes de se
completarem 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias, deverá o
SEÇÃO I órgão de perícia médica pronunciar-se sobre a natureza da
DISPOSIÇÕES GERAIS doença, indicando se o caso é de:
I - concessão de nova licença ou de prorrogação;
Art. 128 - Será concedida, ao servidor, licença: II - retorno ao exercício do cargo, com ou sem limitação de
I - para tratamento de saúde; tarefas;
II - por acidente em serviço; III - readaptação, com ou sem limitação de tarefas.
III - por motivo de doença em pessoa da família; Parágrafo único - As licenças, pela mesma moléstia, com
IV - à gestante, à adotante e à paternidade; intervalos inferiores a 30 (trinta) dias, serão consideradas como
V - para prestação de serviço militar; prorrogação.
VI - para tratar de interesses particulares;
VII - para acompanhar o cônjuge; Art. 133 - O atestado e o laudo da junta médica não se referirão
VIII - para o desempenho de mandato classista; ao nome ou à natureza da doença, devendo, porém, esta ser
IX - prêmio por assiduidade; especificada através do respectivo código (CID).
X - para concorrer a mandato público eletivo; Parágrafo único - Para a concessão de licença a servidor
XI - para o exercício de mandato eletivo; acometido de moléstia profissional, o laudo médico deverá
XII - especial, para fins de aposentadoria. estabelecer sua rigorosa caracterização.
§ 1º - O servidor não poderá permanecer em licença por prazo
superior a 24 (vinte e quatro) meses, salvo nos casos dos incisos Art. 134 - O servidor em licença para tratamento de saúde
VII, VIII e XI deste artigo. deverá abster-se do exercício de atividade remunerada ou
§ 2º - Ao servidor nomeado em comissão somente será incompatível com seu estado, sob pena de imediata suspensão da
concedida licença para tratamento de saúde, desde que haja sido mesma.
submetido à inspeção médica para ingresso e julgado apto e nos
casos dos incisos II, III, IV, IX e XII. SEÇÃO III
DA LICENÇA POR ACIDENTE EM SERVIÇO
Art. 129 - A inspeção será feita por médicos do órgão
competente, nas hipóteses de licença para tratamento de saúde, Art. 135 - O servidor acidentado em serviço será licenciado com
por motivo de doença em pessoa da família e à gestante, e por remuneração integral até seu total restabelecimento.
junta oficial, constituída de 3 (três) médicos nos demais casos.
Art. 136 - Configura-se acidente em serviço o dano físico ou
SEÇÃO II mental sofrido pelo servidor, desde que relacionado, mediata ou
DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE imediatamente, com as atribuições do cargo.
Parágrafo único - Equipara-se a acidente em serviço o dano:
Art. 130 - Será concedida, ao servidor, licença para tratamento I - decorrente de agressão sofrida e não-provocada pelo servidor
de saúde, a pedido ou “ex-officio”, precedida de inspeção no exercício das atribuições do cargo;
médica realizada pelo órgão de perícia oficial do Estado, sediada II - sofrido no percurso da residência para o trabalho e vice-
na Capital ou no interior, sem prejuízo da remuneração a que versa.
fizer jus.
§ 1º - Sempre que necessário, a inspeção médica poderá ser Art. 137 - O servidor acidentado em serviço terá tratamento
realizada na residência do servidor ou no estabelecimento integral custeado pelo Estado.
hospitalar onde se encontrar internado.
§ 2º - Poderá, excepcionalmente, ser admitido atestado médico Art. 138 - Para concessão de licença e tratamento ao servidor,
particular, quando ficar comprovada a impossibilidade absoluta em razão de acidente em serviço ou agressão não-provocada no
de realização de exame por órgão oficial da localidade. exercício de suas atribuições, é indispensável a comprovação
§ 3º - O atestado referido no parágrafo anterior somente surtirá detalhada do fato, no prazo de 10 (dez) dias da ocorrência,
efeito após devidamente examinado e validado pelo órgão de mediante processo “ex officio”.
perícia médica competente. Parágrafo único - O tratamento recomendado por junta médica
§ 4º - O servidor não poderá recusar-se à inspeção médica, sob não oficial constitui medida de exceção e somente será
pena de ser sustado o pagamento de sua remuneração até que admissível quando inexistirem meios e recursos necessários
seja cumprida essa formalidade. adequados, em instituições públicas ou por ela conveniadas.
§ 5º - No caso de o laudo registrar pareceres contrários à
concessão da licença, as faltas ao serviço correrão sob a SEÇÃO IV
responsabilidade exclusiva do servidor. DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA
§ 6º - O resultado da inspeção será comunicado imediatamente DA FAMÍLIA
ao servidor, logo após a sua realização, salvo se houver
necessidade de exames complementares, quando, então, ficará à Art. 139 - O servidor poderá obter licença por motivo de doença
disposição do órgão de perícia médica. do cônjuge, de ascendente, descendente, enteado e colateral
consangüíneo, até o 2º grau, desde que comprove ser
Art. 131 - Findo o período de licença, o servidor deverá indispensável a sua assistência e esta não possa ser prestada,
reassumir imediatamente o exercício do cargo, sob pena de ser simultaneamente, com o exercício do cargo.

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Parágrafo único - A doença será comprovada através de Art. 146 - Ao servidor detentor de cargo de provimento efetivo,
inspeção de saúde, a ser procedida pelo órgão de perícia médica estável, poderá ser concedida licença para tratar de interesses
competente. particulares, pelo prazo de até 2 (dois) anos consecutivos, sem
remuneração.
Art. 140 - A licença de que trata o artigo anterior será § 1º - A licença poderá ser negada, quando o afastamento for
concedida: inconveniente ao interesse do serviço.
I - com a remuneração total até 90 (noventa) dias; § 2º - O servidor deverá aguardar em exercício a concessão da
II - com 2/3 (dois terços) da remuneração, no período que licença, salvo hipótese de imperiosa necessidade, devidamente
exceder a 90 (noventa) e não ultrapassar 180 (cento e oitenta) comprovada à autoridade a que estiver subordinado,
dias; considerando-se como faltas os dias de ausência ao serviço, caso
III - com 1/3 (um terço) da remuneração, no período que a licença seja negada.
exceder a 180 (cento e oitenta) e não ultrapassar a 365 (trezentos § 3º - O servidor poderá, a qualquer tempo, reassumir o
e sessenta e cinco) dias; exercício do cargo.
IV - sem remuneração, no período que exceder a 365 (trezentos § 4º - Não se concederá nova licença antes de decorridos 2
e sessenta e cinco) até o máximo de 730 (setecentos e trinta) (dois) anos do término da anterior, contados desde a data em que
dias. tenha reassumido o exercício do cargo.
Parágrafo único - Para os efeitos deste artigo, as licenças, pela
mesma moléstia, com intervalos inferiores a 30 (trinta) dias, SEÇÃO VIII
serão consideradas como prorrogação. DA LICENÇA PARA ACOMPANHAR O CÔNJUGE

SEÇÃO V Art. 147 - O servidor detentor de cargo de provimento efetivo,


DA LICENÇA À GESTANTE, À ADOTANTE E À estável, terá direito à licença, sem remuneração, para
PATERNIDADE acompanhar o cônjuge, quando este for transferido,
independentemente de solicitação própria, para outro ponto do
Art. 141 - À servidora gestante será concedida, mediante Estado ou do Território Nacional, para o exterior ou para o
inspeção médica, licença de 180 (cento e oitenta) dias, sem exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e
prejuízo da remuneração. (Redação dada pela Lei n.º 13.117/09) Legislativo
Parágrafo único - No caso de natimorto, decorridos 30 (trinta) Federal, estadual ou municipal.
dias do evento, a servidora será submetida a inspeção médica e, § 1º - A licença será concedida mediante pedido do servidor,
se julgada apta, reassumirá o exercício do cargo. devidamente instruído, devendo ser renovada a cada 2 (dois)
anos.
Art. 142 - (REVOGADO pela Lei n.º 13.117/09) § 2º - O período de licença, de que trata este artigo, não será
computável como tempo de serviço para qualquer efeito.
Art. 143 - À servidora adotante será concedida licença a partir § 3º - À mesma licença terá direito o servidor removido que
da concessão do termo de guarda ou da adoção, proporcional à preferir permanecer no domicílio do cônjuge.
idade do adotado:
I - de zero a dois anos, 180 (cento e oitenta) dias; (Redação dada Art. 148 - O servidor poderá ser lotado, provisoriamente, na
pela Lei n.º 13.117/09) hipótese da transferência de que trata o artigo anterior, em
II - de mais de dois até quatro anos, 150 (cento e cinqüenta) repartição da Administração Estadual Direta, Autárquica ou
dias; (Redação dada pela Lei n.º 13.117/09) Fundacional, desde que para o exercício de atividade compatível
III - de mais de quatro até seis anos, 120 (cento e vinte) dias; com seu cargo.
(Redação dada pela Lei n.º 13.117/09)
IV - de mais de seis anos, desde que menor, 90 (noventa) dias. SEÇÃO IX
(Redação dada pela Lei nº 13.117/09) DA LICENÇA PARA O DESEMPENHO DE MANDATO
CLASSISTA
Art. 144 - Pelo nascimento ou adoção de filho, o servidor terá
direito à licença paternidade de 15 (quinze) dias consecutivos. Art. 149 - É assegurado ao servidor o direito à licença para o
(Redação dada pela Lei n.º 13.117/09) desempenho de mandato classista em central sindical, em
confederação, federação, sindicato, núcleos ou delegacias,
SEÇÃO VI associação de classe ou entidade fiscalizadora da profissão, de
DA LICENÇA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO âmbito estadual ou nacional, com
MILITAR a remuneração do cargo efetivo, observado o disposto no artigo
64, inciso XIV, alínea “f”.
Art. 145 - Ao servidor convocado para a prestação de serviço Parágrafo único - A licença de que trata este artigo será
militar será concedida licença, nos termos da legislação concedida nos termos da lei.
específica.
§ 1º - Concluído o serviço militar, o servidor reassumirá SEÇÃO X
imediatamente, sob pena da perda de vencimento e, se a DA LICENÇA-PRÊMIO POR ASSIDUIDADE
ausência exceder a 30 (trinta) dias, de demissão por abandono
do cargo, observado o disposto no artigo 26. Art. 150 - O servidor que, por um qüinqüênio ininterrupto, não
§ 2º - Quando a desincorporação se verificar em lugar diverso se houver afastado do exercício de suas funções terá direito à
do da sede, o prazo para apresentação será de 10 (dez) dias. concessão automática de 3 (três) meses de licença-prêmio por
assiduidade, com todas as vantagens do cargo, como se nele
SEÇÃO VII estivesse em exercício.
DA LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES § 1º - Para os efeitos deste artigo, não serão considerados
PARTICULARES interrupção da prestação de serviço os afastamentos previstos no
artigo 64, incisos I a XV, desta lei.

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§ 2º - Nos casos dos afastamentos previstos nos incisos XIV, do exercício de suas atividades, salvo se antes tiver sido
alínea “b”, e XV do artigo 64, somente serão computados, como cientificado do indeferimento do pedido.
de efetivo exercício, para os efeitos deste artigo, um período § 1º - O pedido de aposentadoria de que trata este artigo somente
máximo de 4 (quatro) meses, para tratamento de saúde do será considerado após terem sido averbados todos os tempos
servidor, de 2 (dois) meses, por motivo de doença em pessoa de computáveis para esse fim.
sua família e de 20 (vinte) dias, no caso de moléstia do servidor, § 2º - O período de duração desta licença será considerado como
tudo por qüinqüênio de serviço público prestado ao Estado. tempo de efetivo exercício para todos os efeitos legais.
(Redação dada pela Lei Complementar n.º 10.248/94)
§ 3º - O servidor que à data de vigência desta Lei Complementar CAPÍTULO VII
detinha a condição de estatutário há, no mínimo, 1095 (um mil e DA APOSENTADORIA
noventa e cinco) dias, terá desconsideradas, como interrupção do
tempo de serviço público prestado ao Estado, até 3 (três) faltas Art. 158 - O servidor será aposentado:
não justificadas verificadas no período aquisitivo limitado a 31 I - por invalidez permanente, sendo os proventos integrais,
de dezembro de 1993. (Incluído pela Lei Complementar n.º quando decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional
10.248/94) ou doença grave, contagiosa ou incurável,
especificadas em lei, e proporcionais nos demais casos;
Art. 151 - A pedido do servidor, a licença-prêmio poderá ser: II - compulsoriamente, aos 70 (setenta) anos de idade, com
I - gozada, no todo ou em parcelas não inferiores a 1 (um) mês, proventos proporcionais ao tempo de serviço;
com a aprovação da chefia, considerada a necessidade do III - voluntariamente:
serviço; a) aos 35 (trinta e cinco) anos de serviço, se homem, e aos 30
II - contada em dobro, como tempo de serviço para os efeitos de (trinta), se mulher, com proventos integrais;
aposentadoria, avanços e adicionais, vedada a desconversão. b) aos 30 (trinta) anos de efetivo exercício em funções de
Parágrafo único - Ao entrar em gozo de licença-prêmio, o magistério, se professor, e 25 (vinte e cinco), se professora, com
servidor terá direito, a pedido, a receber a sua remuneração do proventos integrais;
mês de fruição antecipadamente. c) aos 30 (trinta) anos de serviço, se homem, e aos 25 (vinte e
cinco), se mulher, com proventos proporcionais a esse tempo;
Art. 152 - A apuração do tempo de serviço normal, para efeito d) aos 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem e aos 60
da formação do qüinqüênio, gerador do direito da licença- (sessenta), se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de
prêmio, será feita na forma do artigo 62 desta lei. serviço.
§ 1º - Consideram-se doenças graves, contagiosas ou incuráveis,
Art. 153 - O número de servidores em gozo simultâneo de a que se refere o inciso I deste artigo, se incapacitantes para o
licença-prêmio não poderá ser superior a 1/3 (um terço) da exercício da função pública, tuberculose ativa, alienação mental,
lotação da respectiva unidade administrativa de trabalho. esclerose múltipla, neoplasia maligna, cegueira posterior ao
ingresso no serviço público, hanseníase, cardiopatia grave,
SEÇÃO XI doença de Parkison, paralisia irreversível e incapacitante,
DA LICENÇA PARA CONCORRER A MANDATO espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, estados
PÚBLICO ELETIVO E EXERCÊ-LO avançados do mal de Paget (osteíte deformante), Síndrome de
Imunodeficiência Adquirida – AIDS, e outros que a lei indicar,
Art. 154 - O servidor que concorrer a mandato público eletivo com base na medicina especializada.
será licenciado na forma da legislação eleitoral. § 2º - Ao servidor aposentado em decorrência de qualquer das
moléstias tipificadas no parágrafo anterior, fica vedado o
Art. 155 - Eleito, o servidor ficará afastado do exercício do exercício de outra atividade pública remunerada, sob pena de
cargo a partir da posse. cassação de sua aposentadoria.
§ 3º - Nos casos de exercício de atividades previstas no artigo
Art. 156 - Ao servidor investido em mandato eletivo, aplicam-se 107, a aposentadoria de que trata o inciso III, alíneas “a” e “c”,
as seguintes disposições: observará o disposto em lei específica.
I - tratando-se de mandato federal, estadual ou distrital, ficará § 4º - Se o servidor for aposentado com menos de 25 (vinte e
afastado do cargo; cinco) anos de serviço e menos de 60 (sessenta) anos de idade, a
II - investido no mandato de prefeito, será afastado do cargo, aposentadoria estará sujeita a confirmação mediante nova
sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração; inspeção de saúde, após o decurso de 24 (vinte e quatro) meses
III - investido no mandato de vereador: contados da data do ato de
a) havendo compatibilidade de horário perceberá as vantagens aposentadoria.
do seu cargo, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo;
b) não havendo compatibilidade de horário, será afastado do Art. 159 - A aposentadoria de que trata o inciso II do artigo
cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. anterior, será automática e declarada por ato, com vigência a
§ 1º - No caso de afastamento do cargo, o servidor continuará partir do dia em que o servidor atingir a idade limite de
contribuindo para o órgão da previdência e assistência do permanência no serviço ativo.
Estado, como se em exercício estivesse.
§ 2º - O servidor investido em mandato eletivo ou classista não Art. 160 - A aposentadoria voluntária ou por invalidez vigorará
poderá ser removido ou redistribuído “ex-officio” para a partir da data da publicação do respectivo ato.
localidade diversa daquela onde exerce o mandato. § 1º - A aposentadoria por invalidez será precedida por licença
para tratamento de saúde, num período não superior a 24 (vinte e
SEÇÃO XII quatro) meses.
DA LICENÇA ESPECIAL PARA FINS DE § 2º - Expirado o período de licença e não estando em condições
APOSENTADORIA de reassumir o exercício do cargo, ou de se proceder à sua
readaptação, será o servidor aposentado.
Art. 157 - Decorridos 30 (trinta) dias da data em que tiver sido § 3º - O lapso de tempo compreendido entre o término da
protocolado o requerimento da aposentadoria, o servidor será licença e a publicação do ato da aposentadoria será considerado
considerado em licença especial remunerada, podendo afastar-se como de prorrogação da licença.

29
Art. 161 - O provento da aposentadoria será revisto na mesma Art. 170 - Caberá recurso, como última instância administrativa,
proporção e na mesma data em que se modificar a remuneração do indeferimento do pedido de reconsideração.
dos servidores em atividade. § 1º - O recurso será dirigido à autoridade que tiver proferido a
Parágrafo único - São estendidos aos inativos quaisquer decisão ou expedido o ato.
benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos § 2º - O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade
servidores em atividade, inclusive quando decorrente da a que estiver imediatamente subordinado o requerente.
transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se § 3º - Terá caráter de recurso, o pedido de reconsideração,
deu a aposentadoria. quando o prolator do despacho, decisão ou ato, houver sido o
Governador.
Art. 162 - O servidor aposentado com provento proporcional ao § 4º - A decisão sobre qualquer recurso será dada no prazo
tempo de serviço, se acometido de qualquer das moléstias máximo de 60 (sessenta) dias.
especificadas no § 1º do artigo 158, passará a perceber provento
integral. Art. 171 - O prazo para interposição de pedido de
reconsideração ou de recurso é de 30 (trinta) dias, contados a
Art. 163 - Com prevalência do que conferir maior vantagem, partir da data da publicação da decisão recorrida ou da data da
quando proporcional ao tempo de serviço, o provento não será ciência, pelo interessado, quando o despacho não for publicado.
inferior: Parágrafo único - Em caso de provimento de pedido de
I - ao salário mínimo, observada a redução da jornada de reconsideração ou de recurso, o efeito da decisão retroagirá à
trabalho a que estava sujeito o servidor; data do ato impugnado.
II - a 1/3 (um terço) da remuneração da atividade nos demais
casos. Art. 172 - O direito de requerer prescreve em:
I - 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e cassação de
Art. 164 - O servidor em estágio probatório somente terá direito aposentadoria ou de disponibilidade, ou que afetem interesses
à aposentadoria quando invalidado por acidente em serviço, patrimoniais e créditos resultantes das relações de trabalho;
agressão não-provocada no exercício de suas atribuições, II - 120 (cento e vinte) dias nos demais casos, salvo quando, por
acometido de moléstia profissional ou nos casos especificados prescrição legal, for fixado outro prazo.
no § 1º do artigo 158 desta lei. § 1º - O prazo de prescrição será contado da data da publicação
do ato impugnado ou da data da ciência pelo interessado,
Art. 165 - As disposições relativas à aposentadoria aplicam-se quando o ato não for publicado.
ao servidor nomeado em comissão, o qual contar com mais de 5 § 2º - O pedido de reconsideração e o de recurso, quando
(cinco) anos de efetivo e ininterrupto exercício em cargos de cabíveis, interrompem a prescrição administrativa.
provimento dessa natureza.
Parágrafo único - Aplicam-se as disposições deste artigo, Art. 173 - A prescrição é de ordem pública, não podendo ser
independentemente de tempo de serviço, ao servidor provido em relevada pela Administração.
comissão, quer titular de cargo de provimento efetivo, quer não,
quando invalidado em conseqüência das moléstias enumeradas Art. 174 - A representação será dirigida ao chefe imediato do
no § 1º do artigo 158, desde que tenha se submetido, antes do servidor que, se a solução não for de sua alçada, a encaminhará a
seu ingresso ou retorno ao serviço público, à inspeção médica quem de direito.
prevista nesta lei, para provimento de cargos públicos em geral. § 1º - Se não for dado andamento à representação, dentro do
prazo de 5 (cinco) dias, poderá o servidor dirigi-la direta e
Art. 166 - O servidor, vinculado à previdência social federal, sucessivamente às chefias superiores.
que não tiver nesta feito jus ao benefício da aposentadoria, será § 2º - A representação está isenta de pagamento de taxa de
aposentado pelo Estado, na forma garantida por esta lei, expediente.
permanecendo como segurado obrigatório daquele órgão
previdenciário, até a implementação das condições de Art. 175 - Para o exercício do direito de petição é assegurada
aposentadoria, caso em que caberá ao Estado pagar somente a vista do processo ou documento, na repartição, ao servidor ou a
diferença, se houver. procurador por ele constituído.

CAPÍTULO VIII Art. 176 - São fatais e improrrogáveis os prazos estabelecidos


DO DIREITO DE PETIÇÃO neste capítulo, salvo motivo de força maior, devidamente
comprovado.
Art. 167 - É assegurado ao servidor o direito de requerer, pedir Parágrafo único - Entende-se por força maior, para efeitos do
reconsideração, recorrer e de representar, em defesa de direito artigo, a ocorrência de fatos impeditivos da vontade do
ou legítimo interesse próprio. interessado ou da autoridade competente para decidir.

Art. 168 - O requerimento será dirigido à autoridade competente TÍTULO IV


para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a que DO REGIME DISCIPLINAR
estiver imediatamente subordinado o requerente.
CAPÍTULO I
Art. 169 - Cabe pedido de reconsideração, que não poderá ser DOS DEVERES DO SERVIDOR
renovado, à autoridade que houver prolatado o despacho,
proferido a primeira decisão ou praticado o ato. Art. 177 - São deveres do servidor:
§ 1º - O pedido de reconsideração deverá conter novos I - ser assíduo e pontual ao serviço;
argumentos ou provas suscetíveis de reformar o despacho, a II - tratar com urbanidade as partes, atendendo-as sem
decisão ou o ato. preferências pessoais;
§ 2º - O pedido de reconsideração deverá ser decidido dentro de III - desempenhar com zelo e presteza os encargos que lhe
30 (trinta) dias. forem incumbidos, dentro de suas atribuições;
IV - ser leal às instituições a que servir;
V - observar as normas legais e regulamentares;

30
VI - cumprir as ordens superiores, exceto quando XII - participar de gerência ou administração de empresa
manifestamente ilegais; privada, de sociedade civil ou exercer comércio, exceto na
VII - manter conduta compatível com a moralidade qualidade de acionista, cotista ou comanditário, salvo quando se
administrativa; tratar de função de confiança de empresa, da qual participe o
VIII - atender com presteza: Estado, caso em que o servidor será considerado como
a) o público em geral, prestando as informações requeridas que exercendo cargo em comissão;
estiverem a seu alcance, ressalvadas as protegidas por sigilo; XIII - exercer, mesmo fora do horário de expediente, emprego
b) à expedição de certidões requeridas, para defesa de direito ou ou função em empresa, estabelecimento ou instituição que tenha
esclarecimento de situações de interesse pessoal; relações industriais com o Estado em matéria que se relacione
c) às requisições para defesa da Fazenda Pública; com a finalidade da repartição em que esteja lotado;
IX - representar ou levar ao conhecimento da autoridade XIV - manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de
superior as irregularidades de que tiver conhecimento, no órgão confiança, cônjuge ou parente até o segundo grau civil,
em que servir, em razão das atribuições do seu cargo; ressalvado o disposto no artigo 267;
X - zelar pela economia do material que lhe for confiado e pela XV - cometer, a pessoas estranhas à repartição, fora dos casos
conservação do patrimônio público; previstos em lei, o desempenho de encargos que competirem a si
XI - observar as normas de segurança e medicina do trabalho ou a seus subordinados;
estabelecidas, bem como o uso obrigatório dos equipamentos de XVI - coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se à
proteção individual (EPI) que lhe forem confiados; associação profissional ou sindical, ou com objetivos político-
XII - providenciar para que esteja sempre em dia no seu partidários;
assentamento individual, seu endereço residencial e sua XVII - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em
declaração de família; atividades particulares ou políticas;
XIII - manter espírito de cooperação com os colegas de XVIII - praticar usura, sob qualquer das suas formas;
trabalho; XIX - aceitar representação, comissão, emprego ou pensão de
XIV - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de país estrangeiro;
poder. XX - valer-se do cargo ou função para lograr proveito pessoal
§ 1º - A representação de que trata o inciso XIV será ou de outrem, em detrimento da dignidade do serviço público;
encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade XXI - atuar, como procurador, ou intermediário junto a
superior àquela contra a qual é formulada, assegurando-se ao repartição pública, salvo quando se tratar de benefícios
representando ampla defesa. previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau e
§ 2º - Será considerado como co-autor o superior hierárquico do cônjuge;
que, recebendo denúncia ou representação a respeito de XXII - receber propinas, comissões, presentes ou vantagens de
irregularidades no serviço ou de falta cometida por servidor, seu qualquer espécie, em razão de suas atribuições;
subordinado, deixar de tomar as providências necessárias a sua XXIII - valer-se da condição de servidor para desempenhar
apuração. atividades estranhas às suas funções ou para lograr, direta ou
indiretamente, qualquer proveito;
CAPÍTULO II XXIV - proceder de forma desidiosa;
DAS PROIBIÇÕES XXV - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis
com o exercício do cargo ou função e com o horário de trabalho.
Art. 178 - Ao servidor é proibido: § 1º - Não está compreendida na proibição dos incisos XII e XIII
I - referir-se, de modo depreciativo, em informação, parecer ou deste artigo a participação do servidor na presidência de
despacho, às autoridades e a atos da administração pública associação, na direção ou gerência de cooperativas e entidades
estadual, podendo, porém, em trabalho assinado, criticá-los do de classe, ou como sócio.
ponto de vista doutrinário ou da organização do serviço; § 2º - Na hipótese de violação do disposto no inciso IV, por
II - retirar, modificar ou substituir, sem prévia permissão da comprovado motivo de dependência, o servidor deverá,
autoridade competente, qualquer documento ou objeto existente obrigatoriamente, ser encaminhado a tratamento médico
na repartição; especializado.
III - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia
autorização do chefe imediato; CAPÍTULO III
IV - ingerir bebidas alcoólicas durante o horário de trabalho ou DA ACUMULAÇÃO
drogar-se, bem como apresentar-se em estado de embriaguez ou
drogado ao serviço; Art. 179 - É vedada a acumulação remunerada de cargos
V - atender pessoas na repartição para tratar de interesses públicos, excetuadas as hipóteses previstas em dispositivo
particulares, em prejuízo de suas atividades; constitucional.
VI - participar de atos de sabotagem contra o serviço público;
VII - entregar-se a atividades político-partidárias nas horas e Art. 180 - A proibição de acumular estende-se a empregos e
locais de trabalho; funções e abrange autarquias, empresas públicas, sociedades de
VIII - opor resistência injustificada ao andamento de documento economia mista e fundações mantidas pelo Poder Público.
e processo ou execução de serviço;
IX - promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto Art. 181 - O servidor detentor de cargo de provimento efetivo
da repartição; quando investido em cargo em comissão ficará afastado do
X - exercer ou permitir que subordinado seu exerça atribuições cargo efetivo, observado o disposto no artigo anterior.
diferentes das definidas em lei ou regulamento como próprias do (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia
cargo ou função, ressalvados os encargos de chefia e as Legislativa, conforme DOE n.º 66, de 08/04/94)
comissões legais;
XI - celebrar contrato de natureza comercial, industrial ou civil Art. 182 - Verificada a acumulação indevida, o servidor será
de caráter oneroso, com o Estado, por si ou como representante cientificado para optar por uma das posições ocupadas. (Vetado
de outrem; pelo Governador e mantido pela Assembleia Legislativa,
conforme DOE n.º 66, de 08/04/94)

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Parágrafo único - Transcorrido o prazo de 30 (trinta) dias, sem VI - que se recusar, sem justo motivo, à prestação de serviço
a manifestação optativa do servidor, a Administração sustará o extraordinário;
pagamento da posição de última investidura ou admissão. VII - responsável pelo retardamento em processo sumário;
(Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia VIII - que deixar de atender notificação para prestar depoimento
Legislativa, conforme DOE n.º 66, de 08/04/94) em processo disciplinar;
IX - que, injustificadamente, se recusar a ser submetido à
CAPÍTULO IV inspeção médica determinada pela autoridade competente,
DAS RESPONSABILIDADES cessando os efeitos da penalidade uma vez cumprida a
determinação.
Art. 183 - Pelo exercício irregular de suas atribuições, o § 1º - A suspensão não será aplicada enquanto o servidor estiver
servidor responde civil, penal e administrativamente. afastado por motivo de gozo de férias regulamentares ou em
licença por qualquer dos motivos previstos no artigo 128.
Art. 184 - A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou § 2º - Quando houver conveniência para o serviço, a pena de
comissivo, doloso ou culposo, que importe em prejuízo à suspensão poderá ser convertida em multa na base de 50%
Fazenda Estadual ou a terceiros. (cinqüenta por cento) por dia de remuneração, obrigando-se o
§ 1º - A indenização de prejuízo causado ao erário somente será servidor a permanecer em exercício durante o cumprimento da
liquidada na forma prevista no artigo 82, na falta de outros bens pena.
que assegurem a execução do débito pela via judicial. § 3º - Os efeitos da conversão da suspensão em multa não serão
§ 2º - Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o alterados, mesmo que ao servidor seja assegurado afastamento
servidor perante a Fazenda Pública, em ação regressiva. legal remunerado durante o respectivo período.
§ 3º - A responsabilidade penal abrange os crimes e § 4º - A multa não acarretará prejuízo na contagem do tempo de
contravenções imputadas ao servidor nesta qualidade. serviço, exceto para fins de concessão de avanços, gratificações
adicionais de 15% (quinze por cento) e 25% (vinte e cinco por
Art. 185 - A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato cento) e licença-prêmio.
omissivo ou comissivo praticado no desempenho do cargo ou
função. Art. 190 - Os registros funcionais de advertência, repreensão,
suspensão e multa serão automaticamente cancelados após 10
Art. 186 - As sanções civis, penais e administrativas poderão (dez) anos, desde que, neste período, o servidor não tenha
acumular-se, sendo umas e outras independentes entre si, assim praticado nenhuma nova infração.
como as instâncias civil, penal e administrativa. Parágrafo único - O cancelamento do registro, na forma deste
artigo, não gerará nenhum direito para fins de concessão ou
CAPÍTULO V revisão de vantagens.
DAS PENALIDADES
Art. 191 - O servidor será punido com pena de demissão nas
Art. 187 - São penas disciplinares: (Vide Lei Complementar n.º hipóteses de: (Vide Lei Complementar n.º 10.981/97)
11.487/00) I - ineficiência ou falta de aptidão para o serviço, quando
I - repreensão; verificada a impossibilidade de readaptação;
II - suspensão; (Redação dada pela Lei Complementar n.º II - indisciplina ou insubordinação grave ou reiterada;
11.928/03) III - ofensa física contra qualquer pessoa, cometida em serviço,
III - demissão; salvo em legítima defesa própria ou de terceiros;
IV - cassação de disponibilidade; IV - abandono de cargo em decorrência de mais de 30 (trinta)
V - cassação de aposentadoria; faltas consecutivas;
VI - multa. (Incluído pela Lei Complementar n.º 11.928/03) V - ausências excessivas ao serviço em número superior a 60
§ 1º - Na aplicação das penas disciplinares, serão consideradas a (sessenta) dias, intercalados, durante um ano;
natureza e a gravidade da infração e os danos delas resultantes VI - improbidade administrativa;
para o serviço público, as circunstâncias agravantes ou VII - transgressão de quaisquer proibições dos incisos XVII a
atenuantes e os antecedentes funcionais. XXIV do artigo 178, considerada a sua gravidade, efeito ou
§ 2º - Quando se tratar de falta funcional que, por sua natureza e reincidência;
reduzida gravidade, não demande aplicação das penas previstas VIII - falta de exação no desempenho das atribuições, de tal
neste artigo, será o servidor advertido particular e verbalmente. gravidade que resulte em lesões pessoais ou danos de monta;
IX - incontinência pública e conduta escandalosa na repartição;
Art. 188 - A repreensão será aplicada por escrito, na falta do X - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;
cumprimento do dever funcional ou quando ocorrer XI - aplicação irregular de dinheiro público;
procedimento público inconveniente. XII - reincidência na transgressão prevista no inciso V do artigo
189;
Art. 189 - A suspensão, que não poderá exceder a 90 (noventa) XIII - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio
dias, implicará a perda de todas as vantagens e direitos estadual;
decorrentes do exercício do cargo e aplicar-se-á ao servidor: XIV - revelação de segredo, do qual se apropriou em razão do
I - na violação das proibições consignadas nesta lei; cargo, ou de fato ou informação de natureza sigilosa de que
II - nos casos de reincidência em infração já punida com tenha conhecimento, salvo quando se tratar de depoimento em
repreensão; processo judicial, policial ou administrativo-disciplinar;
III - quando a infração for intencional ou se revestir de XV - corrupção passiva nos termos da lei penal;
gravidade; XVI - exercer advocacia administrativa;
IV - como gradação de penalidade mais grave, tendo em vista XVII - prática de outros crimes contra a administração pública.
circunstância atenuante; Parágrafo único - A demissão será aplicada, também, ao
V - que atestar falsamente a prestação de serviço, bem como servidor que, condenado por decisão judicial transitada em
propuser, permitir, ou receber a retribuição correspondente a julgado, incorrer na perda da função pública na forma da lei
trabalho não realizado; penal.

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Art. 192 - O ato que demitir o servidor mencionará sempre o § 5º - Fica suspenso o curso da prescrição: (Redação dada pela
dispositivo legal em que se fundamentar. Lei Complementar n.º 11.928/03)
I - enquanto não resolvida, em outro processo de qualquer
Art. 193 - Atendendo à gravidade da falta, a demissão poderá natureza, questão prejudicial da qual decorra o reconhecimento
ser aplicada com a nota “a bem do serviço público”, a qual de relação jurídica, da materialidade de fato ou de sua autoria;
constará sempre no ato de demissão fundamentado nos incisos X (Redação dada pela Lei Complementar n.º 11.928/03)
a XIV do artigo 191. II - a contar da emissão do relatório de sindicância, quando este
recomendar aplicação de penalidade, até a decisão final da
Art. 194 - Uma vez submetido a inquérito administrativo, o autoridade competente; (Redação dada pela Lei Complementar
servidor só poderá ser exonerado, a pedido, ou aposentado n.º 11.928/03)
voluntariamente, depois da conclusão do processo, no qual tenha III - a contar da emissão, pela autoridade processante de que
sido reconhecida sua inocência. trata o § 4º do artigo 206, do relatório previsto no artigo 245, até
Parágrafo único - Excetua-se do disposto neste artigo o a decisão final da autoridade competente. (Redação dada pela
servidor estável processado por abandono de cargo ou por Lei Complementar n.º 11.928/03)
ausências excessivas ao serviço.
TÍTULO V
Art. 195 - Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade do DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR
servidor que:
I - houver praticado, na atividade, falta punível com a pena de CAPÍTULO I
demissão; DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
II - infringir a vedação prevista no § 2º do artigo 158;
III - incorrer na hipótese do artigo 53. Art. 198 - A autoridade que tiver ciência de irregularidade no
Parágrafo único - Consideradas as circunstâncias previstas no § serviço público estadual ou prática de infração funcional é
1º do artigo 187, a pena de cassação de aposentadoria poderá ser obrigada a promover sua apuração imediata, mediante meios
convertida em multa, na base de 50% (cinqüenta por cento) por sumários ou processo administrativo disciplinar, no prazo de 10
dia de provento, até o máximo de 90 (noventa) dias-multa. (dez) dias, sob pena de se tornar co-responsável, assegurada
(Incluído pela Lei Complementar n.º 11.928/03) ampla defesa ao acusado.

Art. 196 - Para a aplicação das penas disciplinares são Art. 199 - As denúncias sobre irregularidades serão objeto de
competentes: averiguação, desde que contenham a identidade do denunciante
I - o Governador do Estado em qualquer caso; e sejam formuladas por escrito, para fins de confirmação da
II - os Secretários de Estado, dirigentes de autarquias e de autenticidade.
fundações de direito público e os titulares de órgãos diretamente Parágrafo único - Quando o fato narrado não configurar
subordinados ao Governador, até a de suspensão e multa evidente infração disciplinar ou ilícito penal, a denúncia deverá
limitada ao máximo de 30 (trinta) dias; ser arquivada por falta de objeto material passível de ensejar
III - os titulares de órgãos diretamente subordinados aos qualquer punição consignada nesta lei.
Secretários de Estado, dirigentes de autarquias e de fundações de
direito público até suspensão por 10 (dez) dias; Art. 200 - As irregularidades e as infrações funcionais serão
IV - os titulares de órgãos em nível de supervisão e apuradas por meio de:
coordenação, até suspensão por 5 (cinco) dias; I - sindicância, quando os dados forem insuficientes para sua
V - as demais chefias, em caso de repreensão. determinação ou para apontar o servidor faltoso ou, sendo este
determinado, não for a falta confessada, documentalmente
Art. 197 - A aplicação das penas referidas no artigo 187 provada ou manifestamente evidente;
prescreve nos seguintes prazos: (Redação dada pela Lei II - inquérito administrativo, quando a gravidade da ação ou
Complementar n.º 11.928/03) omissão torne o autor passível das penas disciplinares de
I - em 6 (seis) meses, a de repreensão; (Redação dada pela Lei suspensão por mais de 30 (trinta) dias, demissão, cassação de
Complementar n.º 11.928/03) aposentadoria ou de disponibilidade, ou ainda, quando na
II - em 12 (doze) meses, as de suspensão e de multa; (Redação sindicância ficar comprovada a ocorrência de irregularidades ou
dada pela Lei Complementar n.º 11.928/03) falta funcional grave, mesmo sem indicação de autoria.
III - em 18 (dezoito) meses, as penas por abandono de cargo ou
ausências não justificadas ao serviço em número superior a 60 CAPÍTULO II
(sessenta) dias, intercalados, durante um ano; (Redação dada DA SINDICÂNCIA
pela Lei Complementar n.º 11.928/03)
IV - em 24 (vinte e quatro) meses, a de demissão, a de cassação Art. 201 - Toda autoridade estadual é competente para, no
de aposentadoria e a de disponibilidade. (Redação dada pela Lei âmbito da jurisdição do órgão sob sua chefia, determinar a
Complementar n.º 11.928/03) realização de sindicância, de forma sumária, a qual deverá ser
§ 1º - O prazo de prescrição começa a fluir a partir da data do concluída no prazo máximo de 30 (trinta) dias úteis, podendo ser
conhecimento do fato, por superior hierárquico. (Redação dada prorrogado por até igual período.
pela Lei Complementar n.º 11.928/03) § 1º - A sindicância será sempre cometida a servidor de
§ 2º - Para o abandono de cargo e para a inassiduidade, o prazo hierarquia igual ou superior à do implicado, se houver.
de prescrição começa a fluir a partir da data em que o servidor § 2º - O sindicante desenvolverá o encargo em tempo integral,
reassumir as suas funções ou cessarem as faltas ao serviço. ficando dispensado de suas atribuições normais até a
(Redação dada pela Lei Complementar n.º 11.928/03) apresentação do relatório final, no prazo estabelecido neste
§ 3º - Quando as faltas constituírem, também, crime ou artigo.
contravenção, a prescrição será regulada pela lei penal.
(Redação dada pela Lei Complementar n.º 11.928/03) Art. 202 - O sindicante efetuará diligências necessárias ao
§ 4º - A prescrição interrompe-se pela instauração do processo esclarecimento da ocorrência e indicação do responsável,
administrativo disciplinar. (Redação dada pela Lei ouvido, preliminarmente, o autor da representação e o servidor
Complementar n.º 11.928/03) implicado, se houver.

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§ 1º - Reunidos os elementos coletados, o sindicante traduzirá do procedimento. (Incluído pela Lei Complementar n.º
no relatório as suas conclusões gerais, indicando, se possível, o 10.902/96)
provável culpado, qual a irregularidade ou transgressão § 5º - Na hipótese anterior, será coletivo o parecer previsto no
praticada e o seu enquadramento nas disposições da lei inciso IV do artigo 115 da Constituição Estadual, que deverá ser
reguladora da matéria. emitido também nos casos em que o processo for encaminhado à
§ 2º - Somente poderá ser sugerida a instauração de inquérito decisão final de dirigente máximo de autarquia ou fundação
administrativo quando, comprovadamente, os fatos apurados na pública. (Incluído pela Lei Complementar n.º 10.902/96)
sindicância a tal conduzirem, na forma do inciso II do artigo
200. Art. 207 - A comissão exercerá suas atividades com
§ 3º - Se a sindicância concluir pela culpabilidade do servidor, independência e imparcialidade, assegurando o sigilo absoluto e
será este notificado para apresentar defesa, querendo, no prazo necessário à elucidação do fato, ou exigido pelo interesse da
de 3 (três) dias úteis. Administração.
Parágrafo único - As reuniões e as audiências das comissões
Art. 203 - A autoridade, de posse do relatório do sindicante, terão caráter reservado.
acompanhado dos elementos que instruírem o processo, decidirá
pelo arquivamento do processo, pela aplicação da penalidade Art. 208 - O servidor poderá fazer parte, simultaneamente, de
cabível de sua competência, ou pela instauração de inquérito mais de uma comissão, podendo esta ser incumbida de mais de
administrativo, se estiver na sua alçada. um processo disciplinar.
Parágrafo único - Quando a aplicação da penalidade ou a
instauração de inquérito for de autoridade de outra alçada ou Art. 209 - O membro da comissão ou o servidor designado para
competência, a esta deverá ser encaminhada a sindicância para secretariá-la não poderá fazer parte do processo na qualidade de
apreciação das medidas propostas. testemunha, tanto da acusação como da defesa.

CAPÍTULO III Art. 210 - A comissão somente poderá deliberar com a presença
DO AFASTAMENTO PREVENTIVO absoluta de todos os seus membros.
Parágrafo único - A ausência, sem motivo justificado, por mais
Art. 204 - Como medida cautelar e a fim de que o servidor não de duas sessões, de qualquer dos membros da comissão ou de
venha a influir na apuração da irregularidade ou infração seu secretário, determinará, de imediato, a substituição do
funcional, a autoridade instauradora do processo administrativo faltoso, sem prejuízo de ser passível de punição disciplinar por
disciplinar poderá determinar o afastamento preventivo do falta de cumprimento do dever funcional.
exercício das atividades do seu cargo, pelo prazo de até 60
(sessenta) dias, sem prejuízo da remuneração. Art. 211 - O processo administrativo disciplinar se
Parágrafo único - O afastamento poderá ser prorrogado por desenvolverá, necessariamente, nas seguintes fases:
igual período, findo o qual cessarão definitivamente os seus I - instauração, ocorrendo a partir do ato que constituir a
efeitos, mesmo que o processo administrativo disciplinar ainda comissão;
não tenha sido concluído. II - processo administrativo disciplinar, propriamente dito,
compreendendo a instrução, defesa e relatório;
CAPÍTULO IV III - julgamento.
DO PROCESSO ADM DISCIPLINAR EM ESPÉCIE
Art. 212 - O prazo para a conclusão do processo administrativo
Art. 205 - O processo administrativo disciplinar é o instrumento disciplinar não poderá exceder a 60 (sessenta) dias, contados da
utilizado no Estado para apurar responsabilidade de servidor por data da publicação do ato que constituir a comissão, admitida a
irregularidade ou infração praticada no exercício de suas sua prorrogação por igual período, quando as circunstâncias de
atribuições, ou que tenha relação direta com o exercício do cunho excepcional assim o exigirem.
cargo em que se encontre efetivamente investido. § 1º - Sempre que necessário, a comissão desenvolverá seus
trabalhos em tempo integral, ficando seus membros e respectivo
Art. 206 - O processo administrativo disciplinar será conduzido secretário, dispensados de suas atividades normais, até a entrega
por comissão composta de 3 (três) servidores estáveis, com do relatório final.
formação superior, sendo pelo menos um com titulação em § 2º - As reuniões da comissão serão registradas em atas,
Ciências Jurídicas e Sociais, designados pela autoridade detalhando as deliberações adotadas.
competente, que indicará, dentre eles, o seu presidente.
§ 1º - O presidente da comissão designará, para secretariá-la, um Art. 213 - O processo administrativo disciplinar, instaurado pela
servidor que não poderá ser escolhido entre os componentes da autoridade competente para aplicar a pena disciplinar, deverá ser
mesma. iniciado no prazo de 5 (cinco) dias úteis, contados da data em
§ 2º - Os membros da comissão não deverão ser de hierarquia que for publicada a designação dos membros da comissão.
inferior à do indiciado, nem estarem ligados ao mesmo por
qualquer vínculo de subordinação. (Vetado pelo Governador e Art. 214 - Todos os termos lavrados pelo secretário da
mantido pela Assembleia Legislativa, conforme DOE n.º 66, de comissão, tais como, autuação, juntada, intimação, conclusão,
08/04/94) data, vista, recebimento de certidões, compromissos, terão
§ 3º - Não poderá integrar a comissão, nem exercer a função de formas processuais, resumindo-se tanto quanto possível.
secretário, o servidor que tenha feito a denúncia de que resultar
o processo disciplinar, bem como o cônjuge ou parente do Art. 215 - Será feita por ordem cronológica de apresentação
acusado, consangüíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até 3º toda e qualquer juntada aos autos, devendo o presidente rubricar
grau. as folhas acrescidas.
§ 4º - Nos casos em que a decisão final for da alçada exclusiva
do Governador do Estado ou de dirigente máximo de autarquia Art. 216 - Figurará sempre, nos autos do processo, a folha de
ou fundação pública, o processo administrativo disciplinar será antecedentes do indiciado.
conduzido por Procurador do Estado, na condição de Autoridade
Processante, observando-se, no que couber, as demais normas

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Art. 217 - No processo administrativo disciplinar, poderá ser Art. 226 - Na fase do inquérito, a comissão promoverá a tomada
argüida suspeição, que se regerá pelas normas da legislação de depoimentos, acareações, investigações e diligências
comum. cabíveis, objetivando a coleta de provas, recorrendo, quando
necessário, a técnicos e peritos, de modo a permitir a completa
Art. 218 - Quando ao servidor se imputar crime praticado na elucidação dos fatos.
esfera administrativa, a autoridade que determinar a instauração § 1º - A designação dos peritos deverá obedecer ao critério da
do processo administrativo disciplinar providenciará para que se capacidade técnica especializada, observadas as provas de
instaure, simultaneamente, o inquérito policial. habilitação estabelecidas em lei, e só poderá recair em pessoas
Parágrafo único - Idêntico procedimento compete à autoridade estranhas ao serviço público estadual, na falta de servidores
policial quando se tratar de crime praticado fora da esfera aptos a prestarem assessoramento técnico.
administrativa. § 2º - Para os exames de laboratório, porventura necessários,
recorrer-se-á aos estabelecimentos particulares somente quando
Art. 219 - As autoridades administrativas e policiais se inexistirem oficiais ou quando os laudos forem insatisfatórios ou
auxiliarão, mutuamente, para que ambos os inquéritos se incompletos.
concluam dentro dos prazos fixados nesta lei.
Art. 227 - É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o
Art. 220 - A absolvição do processo crime, a que for submetido processo pessoalmente ou por intermédio de procurador
o servidor, não implicará na permanência ou retorno do mesmo habilitado, arrolar e reinquirir testemunhas, produzir provas e
ao serviço público se, em processo administrativo disciplinar contraprovas e formular quesitos, quando se tratar de provas
regular, tiver sido demitido em virtude de prática de atos que o periciais.
inabilitem moralmente para aquele serviço. § 1º - Só será admitida a intervenção de procurador, no processo
disciplinar, após a apresentação do respectivo mandato,
Art. 221 - Acarretarão a nulidade do processo: revestido das formalidades legais.
a) a determinação de instauração por autoridade incompetente; § 2º - O presidente da comissão poderá denegar pedidos
b) a falta de citação ou notificação, na forma determinada nesta lei; considerados impertinentes, meramente protelatórios, ou de
c) qualquer restrição à defesa do indiciado; nenhum interesse para os esclarecimentos dos fatos.
d) a recusa injustificada de promover a realização de perícias ou § 3º - Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a
quaisquer outras diligências convenientes ao esclarecimento do comprovação do fato independer de conhecimentos
processo; especializados de peritos.
e) os atos da comissão praticados apenas por um dos seus
membros; SEÇÃO II
f) acréscimos ao processo depois de elaborado o relatório da DOS ATOS E TERMOS PROCESSUAIS
comissão sem nova vista ao indiciado;
g) rasuras e emendas não ressalvadas em parte substancial do Art. 228 - O presidente da comissão, ao instalar os trabalhos,
processo. autuará portaria e demais peças existentes e designará dia, hora e
local para a audiência inicial, citando o indiciado, se houver,
Art. 222 - As irregularidades processuais que não constituírem para interrogatório e acompanhamento do processo.
vícios substanciais insanáveis, suscetíveis de influírem na § 1º - A citação do indiciado será feita, pessoalmente ou por via
apuração da verdade ou decisão do processo, não determinarão a postal, com antecedência mínima de 5 (cinco) dias úteis da data
sua nulidade. marcada para audiência, e conterá dia, hora, local, sua
qualificação e a tipificação da infração que lhe é imputada.
Art. 223 - A nulidade poderá ser argüida durante ou após a § 2º - Caso o indiciado se recuse a receber a citação, deverá o
formação da culpa, devendo fundar-se a sua argüição em texto fato ser certificado, à vista de, no mínimo, 2 (duas) testemunhas.
legal, sob pena de ser considerada inexistente. § 3º - Achando-se o indiciado em lugar incerto e não sabido, a
citação será feita por edital, publicada no órgão oficial por 3
CAPÍTULO V (três) vezes, com prazo de 15 (quinze) dias úteis, contados a
DO INQUÉRITO ADMINISTRATIVO partir da primeira publicação, juntando-se comprovante ao
processo.
SEÇÃO I § 4º - Quando houver fundada suspeita de ocultação do
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS indiciado, proceder-se-á à citação por hora certa, na forma dos
arts. 227 a 229 do Código de Processo Civil.
Art. 224 - O inquérito administrativo obedecerá ao princípio do § 5º - Estando o indiciado afastado do seu domicílio e conhecido
contraditório, assegurada ao acusado ampla defesa, com a o seu endereço em outra localidade, a citação será feita por via
utilização de todos os meios de prova em direito admitidos, postal, em carta registrada, juntando-se ao processo o
podendo as mesmas serem produzidas “ex-officio”, pelo comprovante do registro e o aviso de recebimento.
denunciante ou pelo acusado, se houver, ou a requerimento da § 6º - A citação pessoal, as intimações e as notificações serão
parte com legitimidade para tanto. feitas pelo secretário da comissão, apresentando ao destinatário
o instrumento correspondente em duas vias para que, retendo
Art. 225 - Quando o inquérito administrativo for precedido de uma delas, passe recibo devidamente datado na outra.
sindicância, o relatório desta integrará a instrução do processo § 7º - Quando o indiciado comparecer voluntariamente junto à
como peça informativa. comissão, será dado como citado.
Parágrafo único - Na hipótese de o relatório da sindicância § 8º - Não havendo indiciado, a comissão intimará as pessoas,
concluir que a infração praticada consta capitulada como ilícito servidores, ou não, que, presumivelmente, possam esclarecer a
penal, a autoridade competente providenciará no ocorrência, objeto do inquérito.
encaminhamento de cópias dos autos ao Ministério Público,
independentemente da imediata instauração do processo Art. 229 - Na hipótese de a comissão entender que os elementos
disciplinar. do processo são insuficientes para bem caracterizar a ocorrência,
poderá ouvir previamente a vítima ou o denunciante da
irregularidade ou infração funcional.

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Art. 230 - Feita a citação e não comparecendo o indiciado, o dia, hora e local previamente ajustados entre o presidente da
processo prosseguirá à revelia, com defensor dativo designado comissão e a autoridade.
pelo presidente da comissão, procedendo-se da mesma forma § 2º - Os servidores estaduais arrolados como testemunhas serão
com relação ao que se encontre em lugar incerto e não sabido ou requisitados junto às respectivas chefias e, os federais e os
afastado da localidade de seu domicílio. municipais, bem como os militares, serão notificados por
intermédio das repartições ou unidades a que servirem.
Art. 231 - O indiciado tem o direito, pessoalmente ou por § 3º - No caso em que as pessoas estranhas ao serviço público se
intermédio de defensor, a assistir aos atos probatórios que se recusem a depor perante a comissão, o presidente poderá
realizarem perante a comissão, requerendo medidas que julgar solicitar à autoridade policial competente, providências no
convenientes. sentido de serem elas ouvidas na polícia, encaminhando, para
Parágrafo único - O indiciado poderá requerer ao presidente da tanto, àquela autoridade, a matéria reduzida a itens, sobre a qual
comissão a designação de defensor dativo, caso não o possuir. devam ser ouvidas.

Art. 232 - O indiciado, dentro do prazo de 5 (cinco) dias úteis Art. 239 - Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do
após o interrogatório, poderá requerer diligência, produzir prova acusado, a comissão proporá à autoridade competente que ele
documental e arrolar testemunhas, até o máximo de 8 (oito). seja submetido a exame por junta médica oficial, da qual
§ 1º - Se as testemunhas de defesa não forem encontradas e o participe, pelo menos, um médico psiquiatra.
indiciado, dentro do prazo de 3 (três) dias úteis, não indicar Parágrafo único - O incidente de sanidade mental será
outras em substituição, prosseguir-se-á nos demais termos do processado em autos apartados e apensos ao processo principal,
processo. após expedição do laudo pericial.
§ 2º - No caso de mais de um indiciado, cada um deles será
ouvido separadamente, podendo ser promovida acareação, Art. 240 - O indiciado que mudar de residência fica obrigado a
sempre que divergirem em suas declarações. comunicar à comissão o local onde será encontrado.

Art. 233 - As testemunhas serão intimadas a depor mediante Art. 241 - Durante o curso do processo, a comissão promoverá
mandado expedido pelo presidente da comissão, devendo apor as diligências que se fizerem necessárias à elucidação do objeto
seus cientes na segunda via, a qual será anexada ao processo. do inquérito, podendo, inclusive, recorrer a técnicos e peritos.
Parágrafo único - Se a testemunha for servidor público, a Parágrafo único - Os órgãos estaduais atenderão com
expedição do mandado será remetida ao chefe da repartição prioridade às solicitações da comissão.
onde servir, com a indicação do dia, hora e local em que
procederá à inquirição. Art. 242 - Compete à comissão tomar conhecimento de novas
imputações que surgirem, durante o curso do processo, contra o
Art. 234 - Serão assegurados transporte e diárias: indiciado, caso em que este poderá produzir novas provas
I - ao servidor convocado para prestar depoimento, fora da sede objetivando sua defesa.
de sua repartição, na condição de denunciante, indiciado ou
testemunha; Art. 243 - Na formação material do processo, todos os termos
II - aos membros da comissão e ao secretário da mesma, quando lavrados pelo secretário terão forma sucinta e, quando possível,
obrigados a se deslocarem da sede dos trabalhos para a padronizada.
realização de missão essencial ao esclarecimento dos fatos. § 1º - A juntada de documentos será feita pela ordem
cronológica de apresentação mediante despacho do presidente
Art. 235 - O depoimento será prestado oralmente e reduzido a da comissão.
termo, não sendo lícito à testemunha trazê-lo por escrito, sendo- § 2º - A cópia da ficha funcional deverá integrar o processo
lhe, porém, facultada breve consulta a apontamentos. desde a indiciação do servidor, bem como, após despacho do
§ 1º - As testemunhas serão inquiridas separadamente, se presidente, o mandato, revestido das formalidades legais que
possível no mesmo dia, ouvindo-se previamente, as apresentadas permita a intervenção de procurador, se for o caso.
pelo denunciante; a seguir, as indicadas pela comissão e, por
último, as arroladas pelo indiciado. Art. 244 - Ultimada a instrução do processo, intimar-se-á o
§ 2º - Na hipótese de depoimentos contraditórios ou divergentes indiciado, ou seu defensor legalmente constituído, para, no
entre si, proceder-se-á à acareação dos depoentes. prazo de 10 (dez) dias, contados da data da intimação, apresentar
§ 3º - Antes de depor, a testemunha será qualificada, declarando defesa por escrito, sendo-lhe facultada vista aos autos na forma
o nome, estado civil, profissão, se é parente, e em que grau, de da lei.
alguma das partes, ou quais suas relações com qualquer delas. § 1º - Havendo 2 (dois) ou mais indiciados, o prazo será comum
e de 20 (vinte) dias.
Art. 236 - Ao ser inquirida uma testemunha, as demais não § 2º - O prazo de defesa, excepcionalmente, poderá ser
poderão estar presentes, a fim de evitar-se que uma ouça o suprimido, a critério da comissão, quando esta a julgar
depoimento da outra. desnecessária, face à inconteste comprovação da inocência do
indiciado.
Art. 237 - O procurador do acusado poderá assistir ao
interrogatório, bem como à inquirição das testemunhas, sendo- Art. 245 - Esgotado o prazo de defesa, a comissão apresentará,
lhe vedado interferir nas perguntas e respostas, facultando-se- dentro de 10 (dez) dias, minucioso relatório, resumindo as peças
lhe, porém, reinquiri-las, por intermédio do presidente da essenciais dos autos e mencionando as provas principais em que
comissão. se baseou para formular sua convicção.
§ 1º - O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou
Art. 238 - A testemunha somente poderá eximir-se de depor nos à responsabilidade do sindicado.
casos previstos em lei penal. § 2º - Se a defesa tiver sido dispensada ou apresentada antes da
§ 1º - Se arrolados como testemunha, o Governador do Estado, fluência do prazo, contar-se-á o destinado à feitura do relatório a
os Secretários, os dirigentes máximos de autarquias, bem como partir do dia seguinte ao da dispensa da apresentação.
outras autoridades federais, estaduais ou municipais de níveis
hierárquicos a eles assemelhados, o depoimento será colhido em

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§ 3º - No relatório, a comissão apreciará em relação a cada § 4º - É facultado ao indiciado, por abandono de cargo ou por
indiciado, separadamente, as irregularidades, objeto de ausências excessivas ao serviço, no decurso do correspondente
acusação, as provas que instruírem o processo e as razões de processo administrativo disciplinar, requerer sua exoneração, a
defesa, propondo, justificadamente, a absolvição ou a punição, juízo da autoridade competente.
sugerindo, nesse caso, a pena que couber.
§ 4º - Deverá, também, a comissão, em seu relatório, sugerir CAPÍTULO VII
providências tendentes a evitar a reprodução de fatos DA REVISÃO DO PROCESSO
semelhantes ao que originou o processo, bem como quaisquer
outras que lhe pareçam de interesse do serviço público estadual. Art. 249 - O processo administrativo disciplinar poderá ser
revisto, uma única vez, a qualquer tempo ou “ex-officio”,
Art. 246 - O relatório da comissão será encaminhado à quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de
autoridade que determinou a sua instauração para apreciação justificar a inocência ou inadequação da penalidade aplicada.
final no prazo de 30 (trinta) dias. § 1º - O pedido da revisão não tem efeito suspensivo e nem
§ 1º - Apresentado o relatório, a comissão ficará à disposição da permite agravação da pena.
autoridade que houver instaurado o inquérito para qualquer § 2º - Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do
esclarecimento ou providência julgada necessária. servidor, qualquer pessoa de sua família poderá requerer revisão
§ 2º - Quando não for da alçada da autoridade a aplicação das do processo.
penalidades e das providências indicadas, estas serão propostas a § 3º - No caso de incapacidade mental, a revisão poderá ser
quem de direito competir, no prazo marcado para julgamento. requerida pelo respectivo curador.
§ 3º - Na hipótese do parágrafo anterior, o prazo para
julgamento final será de 20 (vinte) dias. Art. 250 - No processo revisional, o ônus da prova cabe ao
§ 4º - A autoridade julgadora promoverá a publicação em órgão requerente.
oficial, no prazo de 8 (oito) dias, da decisão que proferir,
expedirá os atos decorrentes do julgamento e determinará as Art. 251 - O requerimento de revisão do processo será dirigido
providências necessárias a sua execução. ao Secretário de Estado ou autoridade equivalente que, se a
§ 5º - Cumprido o disposto no parágrafo anterior, dar-se-á autorizar, encaminhará o pedido ao órgão ou entidade onde se
ciência da solução do processo ao autor da representação e à originou o processo disciplinar.
comissão, procedendo-se, após, ao seu arquivamento.
§ 6º - Se o processo não for encaminhado à autoridade Art. 252 - A comissão revisora terá 60 (sessenta) dias de prazo
competente no prazo de 30 (trinta) dias, ou julgado no prazo para a conclusão dos trabalhos.
determinado no § 3º, o indiciado poderá reassumir,
automaticamente, o exercício do seu cargo, onde aguardará o Art. 253 - O julgamento caberá à autoridade que aplicou a
julgamento. penalidade nos termos do artigo 246, no prazo de 20 (vinte) dias,
contados do recebimento do processo, durante o qual poderá
CAPÍTULO VI determinar as diligências que julgar necessárias.
DO PROCESSO POR ABANDONO DE CARGO OU POR
AUSÊNCIAS EXCESSIVAS AO Art. 254 - Julgada procedente a revisão, será declarada sem
SERVIÇO efeito a penalidade aplicada, restabelecendo-se todos os direitos
do servidor.
Art. 247 - É dever do chefe imediato conhecer os motivos que
levam o servidor a faltar consecutiva e freqüentemente ao TÍTULO VI
serviço. DA PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA AO SERVIDOR
Parágrafo único - Constatadas as primeiras faltas, deverá o
chefe imediato, sob pena de se tornar co-responsável, comunicar Art. 255 - O Estado manterá órgão ou entidade de previdência e
o fato ao órgão de apoio administrativo da repartição que assistência médica, odontológica e hospitalar para seus
promoverá as diligências necessárias à apuração da ocorrência. servidores e dependentes, mediante contribuição, nos termos da
lei.
Art. 248 - Quando o número de faltas não justificadas
ultrapassar a 30 (trinta) consecutivas ou 60 (sessenta) Art. 256 - Caberá, especialmente ao Estado, a concessão dos
intercaladas durante um ano, a repartição onde o servidor estiver seguintes benefícios, na forma prevista nesta lei:
em exercício promoverá sindicância e, à vista do resultado nela I - abono familiar;
colhido, proporá: II - licença para tratamento de saúde;
I - a solução, se ficar provada a existência de força maior, III - licença-gestante, à adotante e licença-paternidade;
coação ilegal ou circunstância ligada ao estado físico ou IV - licença por acidente em serviço;
psíquico do servidor, que contribua para não caracterizar o V - aposentadoria;
abandono do cargo ou que possa determinar a justificabilidade VI - auxílio-funeral;
das faltas; VII - complementação de pensão.
II - a instauração de inquérito administrativo se inexistirem § 1° - Além das concessões de que trata este artigo, será devido
provas das situações mencionadas no inciso anterior, ou o auxílio-transporte, correspondente à necessidade de
existindo, forem julgadas insatisfatórias. deslocamento do servidor em atividade para seu local de
§ 1º - No caso de ser proposta a demissão, o servidor terá o trabalho e vice-versa, nos termos da lei.
prazo de 5 (cinco) dias para apresentar defesa. § 2º - O Estado concederá o auxílio-refeição, na forma da lei.
§ 2º - Para aferição do número de faltas, as horas serão (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia
convertidas em dias, quando o servidor estiver sujeito a regime Legislativa, conforme DOE n.º 66, de 08/04/94)
de plantões. § 3º - A lei regulará o atendimento gratuito de filhos e
§ 3º - Salvo em caso de ficar caracterizada, desde logo, a dependentes de servidores, de zero a seis anos, em creches e pré-
intenção do faltoso em abandonar o cargo, ser-lhe-á permitido escola.
continuar em exercício, a título precário, sem prejuízo da
conclusão do processo.

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Art. 257 - O auxílio-funeral é a importância devida à família do do primeiro dia do mês em que for completado o período de
servidor falecido, ativo ou inativo, em valor equivalente: concessão.
I - a um mês de remuneração ou provento que perceberia na data
do óbito, considerados eventuais acúmulos legais; Art. 265 - Por motivo de crença religiosa ou de convicção
II - ao montante das despesas realizadas, respeitando o limite filosófica ou política, o servidor não poderá ser privado de
fixado no inciso anterior, quando promovido por terceiros. quaisquer dos seus direitos, sofrer discriminação em sua vida
Parágrafo único - O processo de concessão de auxílio-funeral funcional, nem eximir-se do cumprimento de seus deveres.
obedecerá a rito sumário e concluir-se-á no prazo de 48
(quarenta e oito) horas da prova do óbito, subordinando-se o Art. 266 - Do exercício de encargos ou serviços diferentes dos
pagamento à apresentação dos comprovantes da despesa. definidos em lei ou regulamento, como próprio do seu cargo ou
função, não decorre nenhum direito ao servidor, ressalvadas as
Art. 258 - Em caso de falecimento de servidor ocorrido quando comissões legais.
no desempenho de suas funções, fora do local de trabalho,
inclusive em outro Estado ou no exterior, as despesas de Art. 267 - É vedado às chefias manterem sob suas ordens
transporte do corpo correrão à conta de recursos do Estado, cônjuges e parentes até segundo grau, salvo quando se tratar de
autarquia ou fundação de direito público. função de imediata confiança e livre escolha, não podendo,
porém, exceder de dois o número de auxiliares nessas condições.
Art. 259 - Ao cônjuge ou dependente do servidor falecido em
conseqüência de acidente em serviço ou agressão não- Art. 268 - Serão assegurados ao servidor público civil os
provocada, no exercício de suas atribuições, será concedida direitos de associação profissional ou sindical.
complementação da pensão que, somada à que perceber do
órgão de Previdência do Estado, perfaça a totalidade da Art. 269 - Consideram-se da família do servidor, além do
remuneração percebida pelo servidor, quando em atividade. cônjuge e filhos, quaisquer pessoas que vivam às suas expensas
e constem no seu assentamento individual.
Art. 260 - Caberá ao Instituto de Previdência do Estado do Rio Parágrafo único - Equipara-se ao cônjuge, a companheira ou
Grande do Sul a concessão de benefícios e serviços, na forma companheiro que comprove união estável como entidade
prevista em lei específica. familiar.
Parágrafo único - Todo servidor abrangido por esta lei deverá,
obrigatoriamente, ser contribuinte do órgão previdenciário de Art. 270 - A atribuição de qualquer direito e vantagem, cuja
que trata este artigo. (Vide Lei Complementar n.° 10.776/96) concessão dependa de ato ou portaria do Governador do Estado,
ou de outra autoridade com competência para tal, somente
TÍTULO VII produzirá efeito a partir da data da publicação no órgão oficial.
DA CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA DE
EXCEPCIONAL INTERESSE PÚBLICO Art. 271 - Os servidores estaduais, no exercício de suas
atribuições, não estão sujeitos a sanções disciplinares por crítica
Art. 261 - Para atender necessidade temporária de excepcional irrogada em quaisquer escritos de natureza administrativa.
interesse público, a Administração estadual poderá efetuar Parágrafo único - A requerimento do interessado, poderá a
contratações de pessoal, por prazo determinado, na forma da lei. autoridade suprimir as críticas irrogadas.
Parágrafo único - Para os fins previstos neste artigo,
consideram-se como necessidade temporária de excepcional Art. 272 - O servidor que esteja sujeito à fiscalização de órgão
interesse público as contratações destinadas a: profissional e for suspenso do exercício da profissão, enquanto
I - combater surtos epidêmicos; durar a medida, não poderá desempenhar atividade que envolva
II - atender situações de calamidade pública; responsabilidade técnico-profissional.
III - atender a outras situações de urgência que vierem a ser
definidas em lei. Art. 273 - O Poder Executivo regulará as condições necessárias
à perfeita execução desta lei, observados os princípios gerais
TÍTULO VIII nela consignados.
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS, TRANSITÓRIAS E FINAIS
Art. 274 - O disposto nesta lei é extensivo às autarquias e às
CAPÍTULO I fundações de direito público, respeitada, quanto à prática de atos
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS administrativos, a competência dos respectivos titulares.

Art. 262 - O dia 28 de outubro é consagrado ao servidor público Art. 275 - Os dirigentes máximos das autarquias e fundações de
estadual. direito público poderão praticar atos administrativos de
competência do Governador, salvo os indelegáveis, nas áreas de
Art. 263 - Poderão ser conferidos, no âmbito da administração suas respectivas atuações.
estadual, autarquia e fundações de direito público, prêmios pela
apresentação de idéias, inventos ou trabalhos que possibilitem o CAPÍTULO II
aumento da produtividade e a redução de custos operacionais, DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS
bem como concessão de medalhas, diploma de honra ao mérito,
condecoração e louvor, na forma do regulamento. Art. 276 - Ficam submetidos ao regime jurídico instituído por
esta lei, na qualidade de servidores públicos, os servidores
Art. 264 - Os prazos previstos nesta lei serão contados em dias estatutários da Administração Direta, das autarquias e das
corridos, excluindo-se o dia do começo e incluindo-se o do fundações de direito público, inclusive os interinos e
vencimento, ficando prorrogado, para o primeiro dia útil extranumerários, bem como os servidores estabilizados
seguinte, o prazo vencido em dia em que não haja expediente. vinculados à Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo
Parágrafo único - Os avanços e os adicionais de 15% (quinze Decreto-Lei nº 5452, de 1º de maio de 1943.
por cento) e 25% (vinte e cinco por cento) serão pagos a partir

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(Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia Complementar, terá assegurado o cômputo desse período para
Legislativa, conforme DOE n.º 66, de 08/04/94) (Vide Lei n.° fins de concessão de licença-prêmio, inclusive para os efeitos do
11.129/98 e Lei Complementar n.º 10.248/94) inciso I do artigo 151 da mesmaLei. (Incluído pela Lei
§ 1º - Os servidores celetistas de que trata o “caput” deverão Complementar n.º 10.248/94)
manifestar, formalmente, no prazo de 90 (noventa) dias após a
promulgação desta lei, a opção de não integrarem o regime Art. 278 - Os saldos das contas vinculadas do Fundo de
jurídico por esta estabelecido. (Vetado pelo Governador e Garantia do Tempo de Serviço, dos servidores celetistas que
mantido pela Assembleia Legislativa, conforme DOE n.º 66, de passarem a integrar o regime jurídico na forma do artigo 276,
08/04/94) desta lei, poderão ser sacados nas hipóteses previstas pela
§ 2º - Os cargos ocupados pelos nomeados interinamente e as legislação federal vigente sobre a matéria. (Vetado pelo
funções correspondentes aos extranumerários e contratados de Governador e mantido pela Assembleia Legislativa, conforme
que trata este artigo, ficam transformados em cargos de DOE n.º 66, de 08/04/94)
provimento efetivo, em classe inicial, em número certo, Parágrafo único - O saldo da conta individualizada de
operando-se automaticamente a transposição dos seus servidores não optantes pelo FGTS reverterá em favor do Estado
ocupantes, observada a identidade de denominação e ou da entidade depositante. (Vetado pelo Governador e mantido
equivalência das atribuições com cargos correspondentes dos pela Assembleia Legislativa, conforme DOE n.º 66, de
respectivos quadros de pessoal. (Vetado pelo Governador e 08/04/94)
mantido pela Assembleia Legislativa, conforme DOE n.º 66, de
08/04/94) Art. 279 - Aplicam-se as disposições desta lei aos integrantes do
§ 3º - Nos órgãos em que já exista sistema de promoção para Plano de Carreira do Magistério Público Estadual, na forma
servidores celetistas, a transformação da respectiva função será prevista no art. 154 da Lei nº 6.672, de 22 de abril de 1974.
para o cargo de provimento efetivo em classe correspondente.
(Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia Art. 280 - As disposições da Lei nº 7.366, de 29 de março de
Legislativa, conforme DOE n.º 66, de 08/04/94) 1980, que não conflitarem com os princípios estabelecidos por
§ 4º - Os cargos de provimento efetivo resultantes das esta lei, permanecerão em vigor até a edição de lei
disposições deste artigo, excetuados os providos na forma do complementar, prevista no art. 134 da Constituição do Estado do
artigo 6º, terão carreira de promoção própria, extinguindo-se à Rio Grande do Sul.
medida que vagarem, ressalvados os Quadros próprios, criados
por lei, cujos cargos são providos no sistema de carreira, Art. 281 - A exceção de que trata o artigo 1º se estende aos
indistintamente, por servidores celetistas e estatutários. empregados portuários e hidroviários, vinculados à entidade
(Redação dada pela Lei Complementar n.º 10.248/94) responsável pela administração de portos de qualquer natureza,
§ 5º - Para efeitos de aplicação deste artigo, não serão hidrovias e obras de proteção e regularização, que continuarão a
consideradas as situações de fato em desvio de função. (Vetado adotar o regime da Lei nº 4.860/65, a legislação trabalhista, a
pelo Governador e mantido pela Assembleia Legislativa, legislação portuária federal e a política nacional de salários,
conforme DOE n.º 66, de 08/04/94) observado o quadro de pessoal próprio.
§ 6º - Os contratados por prazo determinado terão seus contratos
extintos, após o vencimento do prazo de vigência. (Vetado pelo Art. 282 - A diferença de proventos, instituída pelo Decreto-Lei
Governador e mantido pela Assembleia Legislativa, conforme nº 1.145/46, estendida às autarquias pela Lei nº 1.851/52 e Ato
DOE n.º 66, de 08/04/94) 206/76 – DEPREC, aplica-se ao pessoal contratado diretamente
§ 7º - Excepcionada a situação prevista no parágrafo 3º deste sob regime jurídico trabalhista do Departamento Estadual de
artigo, fica assegurada ao servidor, a título de vantagem pessoal, Portos, Rios e Canais,
como parcela autônoma, nominalmente identificável, a diferença vinculado à Previdência Social Federal. (Vetado pelo
resultante entre a remuneração básica da função anteriormente Governador e mantido pela Assembleia Legislativa, conforme
desempenhada sob o regime da Consolidação das Leis do DOE n.º 66, de 08/04/94)
Trabalho e a do cargo da classe inicial da categoria funcional Parágrafo único - A diferença de proventos será concedida
para a qual foi transposto. (Incluído pela Lei Complementar n.º somente quando o empregado satisfizer os requisitos da
10.248/94) aposentadoria pela legislação estadual em vigor e que sejam
estáveis no serviço público, a teor do art. 19 do Ato das
Art. 277 - São considerados extintos os contratos individuais de Disposições Transitórias da Constituição Federal. (Vetado pelo
trabalho dos servidores que passarem a integrar o regime Governador e mantido pela Assembleia Legislativa, conforme
jurídico na forma do artigo 276, desta lei, ficando-lhes DOE n.º 66, de 08/04/94)
assegurada a contagem do tempo anterior de serviço público
estadual para todos os efeitos, exceto para os fins previstos no Art. 283 - Os graus relativos aos cargos organizados em carreira
inciso I do artigo 151, na forma da lei. (Vetado pelo Governador a que se refere esta lei, enquanto não editada a lei complementar
e mantido pela Assembleia Legislativa, conforme DOE n.º 66, de que trata o art. 31 da Constituição do Estado, correspondem
de 08/04/94) as atuais classes. (Vetado pelo Governador e mantido pela
§ 1º - O servidor que houver implementado o período aquisitivo Assembleia Legislativa, conforme DOE n.º 66, de 08/04/94)
que lhe assegure o direito a férias no regime anterior, será
obrigado a gozá-las, imediatamente, aplicando-se ao período Art. 284 - Ao servidor público civil é assegurado, nos termos da
restante o disposto no § 2º deste artigo. (Vetado pelo Constituição Federal e da Constituição Estadual, o direito à livre
Governador e mantido pela Assembleia Legislativa, conforme organização sindical e os seguintes direitos, entre outros, dela
DOE n.º 66, de 08/04/94) decorrentes: (Vetado pelo Governador e mantido pela
§ 2º - Para integralizar o período aquisitivo de férias Assembleia Legislativa, conforme DOE n.º 66, de 08/04/94)
regulamentares de que trata o § 1º do artigo 67, será computado a) de ser representado pelo sindicato, inclusive como substituto
1/12 (um doze avos) por mês de efetivo exercício no regime processual; (Vetado pelo Governador e mantido pela
anterior. (Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia Assembleia Legislativa, conforme DOE n.º 66, de 08/04/94)
Legislativa, conforme DOE n.º 66, de 08/04/94) b) de inamovibilidade do dirigente sindical, até 01 (um) ano
§ 3º - O servidor que, até 31 de dezembro de 1993, não tenha após o final do mandato, exceto se a pedido;
completado o qüinqüênio de que trata o artigo 150 desta Lei

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(Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia Executivo, mediante ato individual, a gratificação de
Legislativa, conforme DOE n.º 66, de 08/04/94) representação percebida em razão do exercício de função de
c) de descontar em folha, sem ônus para a entidade sindical a confiança, no Gabinete do Governador, poderá ser fixada em
que for filiado, o valor das mensalidades e contribuições percentual diverso da correspondência estabelecida no Anexo
definidas em assembléia geral da categoria. (Vetado pelo Único desta Lei, limitada em 75% (setenta e cinco por cento).
Governador e mantido pela Assembleia Legislativa, conforme § 2º - As disposições deste artigo não se aplicam às funções de
DOE n.º 66, de 08/04/94) confiança próprias da Polícia Civil e Brigada Militar, exceto ao
dirigente máximo da Brigada Militar que será atribuída de
Art. 285 - No prazo de 180 (cento e oitenta) dias, a contar da acordo com o disposto no parágrafo anterior.
data da promulgação desta lei, o Poder Executivo deverá § 3º - As disposições constantes no "caput" aplicam-se às
encaminhar ao Poder Legislativo, projeto de lei que trate do Autarquias estaduais cujos cargos dos quadros de cargos em
quadro de carreira dos funcionários de escola. (Vetado pelo comissão e funções gratificadas têm seus valores fixados com
Governador e mantido pela Assembleia Legislativa, conforme parâmetros nos padrões dos cargos em comissão e funções
DOE n.º 66, de 08/04/94) gratificadas do Quadro Geral dos Funcionários Públicos do
Estado.
Art. 286 - As despesas decorrentes da aplicação desta lei § 4º - Para os cargos de Assessor (Artigo 49 da Lei n.º 4.937/65)
correrão à conta de dotações orçamentárias próprias. previstos na alínea “d” do inciso II do Anexo Único desta Lei, a
gratificação de representação percebida em razão do exercício
Art. 287 - Fica o Executivo autorizado a abrir créditos de função de confiança, em casos especiais, a critério do Chefe
suplementares necessários à cobertura das despesas geradas por do Poder Executivo, mediante ato individual, poderá ser fixada
esta lei. em percentual diverso da correspondência estabelecida no
Anexo Único desta Lei e alterações, limitada em 75% (setenta e
Art. 288 - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, cinco por cento). (Incluído pela Lei n.º 13.671/11) (Vide Lei n.º
produzindo seus efeitos a contar de 1º de janeiro de 1994. 14.013/12)
(Vetado pelo Governador e mantido pela Assembleia
Legislativa, conforme DOE n.º 66, de 08/04/94) Art. 4º - São criados, no Quadro de Cargos em Comissão e
Funções Gratificadas da Secretaria da Fazenda, 05 (cinco)
Art. 289 - Ressalvados os direitos adquiridos, o ato jurídico funções gratificadas de Assessor Técnico, Padrão FG-III, e 1
perfeito e a coisa julgada, são revogadas as disposições em (uma) função gratificada de Diretor Adjunto, Padrão FG-VI,
contrário. para terem lotação privativa, respectivamente, na
Superintendência da Administração Tributária e no Gabinete de
PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 3 de fevereiro de 1994. Orçamento e Finanças daquela Secretaria.

Art. 5º - As disposições desta Lei aplicam-se, no que couber,


6. LEI Nº. 10.138, DE 08 DE ABRIL DE 1994. aos servidores contratados, extranumerários, inativos,
(atualizada até a Lei n.º 14.013, de 14 de junho de 2012) pensionistas respectivos e pensões vitalícias.

Dispõe sobre os cargos em comissão e Art. 6º - Os valores resultantes da aplicação desta Lei serão
funções gratificadas de servidores do Poder arredondados para a unidade de cruzeiro real imediatamente
Executivo e de suas Autarquias e dá outras superior, quando necessário.
providências.
Art. 7º - As despesas decorrentes da aplicação desta Lei
Art. 1º - Passam a integrar a base de cálculo dos avanços correrão à conta de dotações orçamentárias próprias.
trienais e qüinqüenais, a gratificação prevista no parágrafo único
do artigo 24 da Lei nº 2.331, de 16 de janeiro de 1954, e no Art. 8º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação,
artigo 5º da Lei nº 6.417, de 22 de setembro de 1972. retroagindo seus efeitos a 1º de março de 1994.

Art. 2º - O parágrafo 1º do artigo 3º da Lei nº 5.786, de 7 de Art. 9º - Revogam-se o artigo 2º e seus parágrafos da Lei nº
julho de 1969, passa a vigorar com a seguinte redação: 9.481, de 24 de dezembro de 1991, e demais disposições em
contrário.
"Art. 3º - .......
§ 1º - Os cargos em comissão ou funções gratificadas, providas PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 08 de abril de 1994.
em regime especial, terão o vencimento ou a gratificação do
respectivo padrão multiplicado por dois." ANEXO ÚNICO

Art. 3º - Os titulares dos cargos ou funções de confiança dos I - No Gabinete do Governador: (Redação dada pela Lei n.º
Quadros do Poder Executivo Estadual, constantes no Anexo 10.717/96)
Único desta Lei, perceberão, conforme nele estabelecido, Representação (%) - Cargo em Comissão ou Função Gratificada
gratificação de representação correspondente a 20% (vinte por (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96)
cento), 30% (trinta por cento), 35% (trinta e cinco por cento), a) Representação de 75%: (Redação dada pela Lei n.º
50% (cinqüenta por cento), 75% (setenta e cinco por cento), a 10.717/96)
ser calculada sobre o valor do padrão do cargo em comissão, - Assessor Especial (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96)
exercido pelo servidor, ainda que provido sob a forma de função - Chefe de Gabinete do Governador (Redação dada pela Lei n.º
gratificada, exceto para o provimento na função de Assessor, 10.717/96)
prevista no artigo 49 da Lei nº. 4.937, de 22 de fevereiro de - Subchefes da Casa Civil (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96)
1965, cuja incidência será sobre o seu valor. - Subchefes da Casa Militar (Redação dada pela Lei n.º
§ 1º - Mantidos todos os atos praticados anteriormente à 10.717/96)
vigência desta Lei para a gratificação de representação de - Chefe da Assessoria de Imprensa (Redação dada pela Lei n.º
gabinete, em casos especiais, a critério do Chefe do Poder 10.717/96)

40
- Procurador-Geral Adjunto (Redação dada pela Lei n.º b) Representação de 50%: (Redação dada pela Lei n.º
10.717/96) 10.717/96)
- Diretor-Geral (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) - Chefe de Divisão (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96)
- Secretário Particular do Governador (Redação dada pela Lei - Vice-Presidente da Junta Comercial (Redação dada pela Lei n.º
n.º 10.717/96) 10.717/96)
- Chefe de Gabinete do Vice-Governador (Redação dada pela - Chefe de Hospital (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96)
Lei n.º 10.717/96) - Coordenador de Conselho (Redação dada pela Lei n.º
- Chefe de Gabinete da Casa Civil (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96)
10.717/96) - Coordenador de Programas (Redação dada pela Lei n.º
- Chefe de Gabinete (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) 10.717/96)
- Coordenador de Assessoria (Redação dada pela Lei n.º - Coordenador de Projetos (Redação dada pela Lei n.º
10.717/96) 10.717/96)
- Coordenador de Procuradoria (Redação dada pela Lei n.º - Delegado Penitenciário Regional (Redação dada pela Lei n.º
10.717/96) 10.717/96)
- Diretor de Departamento (Redação dada pela Lei n.º - Delegado Penitenciário Especial (Redação dada pela Lei n.º
10.717/96) 10.717/96)
- Supervisor (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) - Delegado Regional (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96)
- Diretor de Núcleo (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) - Gestor de Fundos (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96)
b) Representação de 50%: (Redação dada pela Lei n.º - Secretário Geral da Junta Comercial (Redação dada pela Lei
10.717/96) n.º 10.717/96)
- Chefe do Cerimonial (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) - Secretário Geral do Conselho Estadual de Educação (Redação
- Secretário Particular do Vice-Governador (Redação dada pela dada pela Lei n.º 10.717/96)
Lei n.º 10.717/96) - Chefe da Casa de Cultura Mário Quintana (Redação dada pela
- Secretário Particular do Chefe da Casa Civil (Redação dada Lei n.º 10.717/96)
pela Lei n.º 10.717/96) - Corregedor Especial Penitenciário (Redação dada pela Lei n.º
- Coordenador (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) 10.717/96)
- Chefe de Divisão (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) - Corregedor Penitenciário (Redação dada pela Lei n.º
- Secretário do Defensor Público-Geral (Redação dada pela Lei 10.717/96)
n.º 10.717/96) c) Representação de 40%: (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96)
c) Representação de 40%: (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) Administrador-Geral de Estabelecimento Penal (Redação dada
- Chefe de Seção (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) pela Lei n.º 10.717/96)
- Chefe de Seção Regional (Redação dada pela Lei n.º - Administrador de Penitenciária Estadual (Redação dada pela
10.717/96) Lei n.º 10.717/96)
d) Representação de 35%: (Redação dada pela Lei n.º - Administrador-Geral de Presídio Regional (Redação dada pela
10.717/96) Lei n.º 10.717/96)
- Assessor (Artigo 49 da Lei nº 4.937/65) (Redação dada pela - Chefe de Seção (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96)
Lei n.º 10.717/96) - Chefe de Instituição Cultural (Redação dada pela Lei n.º
e) Representação de 20%: (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) 10.717/96)
- Chefe de Setor (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) - Chefe Técnico e Administrativo (Redação dada pela Lei n.º
10.717/96)
II - Nos demais órgãos: (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) - Chefe de Creche (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96)
Representação (%) - Cargo em Comissão ou Função Gratificada - Chefe da Casa Albergue Feminino (Redação dada pela Lei n.º
(Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) 10.717/96)
a) Representação de 75%: (Redação dada pela Lei n.º - Administrador de Presídio Estadual Categoria III (Redação
10.717/96) dada pela Lei n.º 10.717/96)
- Diretor-Geral (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) - Fiscal de Armazéns e Trapiches (Redação dada pela Lei n.º
- Superintendente dos Serviços Penitenciários (Redação dada 10.717/96)
pela Lei n.º 10.717/96) - Fiscal de Leiloeiros (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96)
- Chefe de Gabinete (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) - Fiscal de Tradutores e Agentes (Redação dada pela Lei n.º
- Coordenador de Assessoria (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96)
10.717/96) - Coordenador Regional (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96)
- Coordenador de Auditoria Médica (Redação dada pela Lei n.º - Coordenador de Seccional (Redação dada pela Lei n.º
10.717/96) 10.717/96)
- Diretor de Departamento (Redação dada pela Lei n.º - Coordenador de Auditoria Setorial (Redação dada pela Lei n.º
10.717/96) 10.717/96)
- Diretor de Escola Penitenciária (Redação dada pela Lei n.º d) Representação de 35%: (Redação dada pela Lei n.º
10.717/96) 10.717/96)
- Diretor do Parque de Exposições Assis Brasil (Redação dada - Assessor (Artigo 49 da Lei nº 4.937/65) (Redação dada pela
pela Lei n.º 10.717/96) Lei n.º 10.717/96)
- Presidente da Junta Comercial (Redação dada pela Lei n.º - Assistente Superior (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96)
10.717/96) - Assistente Especial II (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96)
- Corregedor-Geral Penitenciário (Redação dada pela Lei n.º - Assistente Especial I (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96)
10.717/96) - Assistente Administrativo I (Redação dada pela Lei n.º
- Diretor de Instituto (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) 10.717/96)
- Diretor Técnico (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) - Assistente Administrativo II (Redação dada pela Lei n.º
- Contador e Auditor-Geral do Estado (Redação dada pela Lei 10.717/96)
n.º 10.717/96) - Assistente Administrativo (Redação dada pela Lei n.º
- Delegado de Educação (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) 10.717/96)
- Assessor Técnico (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96)

41
- Assistente III (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) Especial de Retorno à Atividade, fixada em lei própria. (Vide
e) Representação de 20%: (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) Lei n.º 10.916/97)
- Administrador de Presídio Estadual Categoria II (Redação
dada pela Lei n.º 10.717/96) Art. 6º - A permanência do servidor militar no CVMI terá a
- Chefe de Setor (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) duração necessária ao cumprimento da atividade que a motivou,
- Chefe de Segurança (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) podendo ser renovada e, a qualquer momento, revogada "ex
- Responsável por Atividade (Redação dada pela Lei n.º officio" pela Administração.
10.717/96) Parágrafo único - O ingresso de servidor militar inativo CVMI
- Administrador de Presídio Estadual categoria I (Redação dada poderá ocorrer até o limite de 65 anos de idade, devendo o
pela Lei n.º 10.717/96) servidor ser dispensado "ex officio" da atividade, ao atingir a
- Chefe de Turma II (Redação dada pela Lei n.º 10.717/96) referida idade. (Redação dada pela Lei n.º 10.916/97)
- Supervisor de Posto Fiscal e/ou Turma Volante (Redação dada
pela Lei n.º 10.717/96) Art. 7º - O ingresso do militar estadual inativo no CVMI não
- Chefe de Posto de Apoio Fiscal (Redação dada pela Lei n.º gera, por si só, qualquer direito.
10.717/96)
- Chefe de Turma e/ou Equipe (Redação dada pela Lei n.º Art. 8º - As despesas decorrentes da presente Lei correrão à
10.717/96) conta de dotações orçamentárias próprias.

Art. 9º - Esta Lei será regulamentada pelo Poder Executivo.


7. LEI Nº. 10.297, DE 16 DE NOVEMBRO DE 1994.
(atualizada até a Lei n.º 13.540, de 29 de novembro de 2010) Art. 10 - Revogam-se as disposições em contrário, em especial a
Lei nº 9.703, de 24 de julho de 1992.
Dispõe sobre o Corpo Voluntário de
Militares Estaduais Inativos da Brigada PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 16 de novembro de
Militar (CVMI), e dá outras providências. 1994.

Art. 1º - Fica criado, na Brigada Militar, o Corpo Voluntário de


Militares Estaduais Inativos (CVMI), com a finalidade de atuar 8. LEI Nº. 10.594, DE 11 DE DEZEMBRO DE 1995.
em situações especiais, suprindo a carência de pessoal técnico-
especializado. Dispõe sobre o conceito de morte de
§ 1º - Entre as situações especiais previstas no “caput” deste policiais civis e militares em acidente de
artigo, inclui-se o policiamento de escolas públicas estaduais e serviço e dá outras providências.
escolas especiais mantidas e/ou administradas pelas entidades
que prestam atendimento e assistência às pessoas portadoras de
deficiência e policiamento de guarda nos prédios do Ministério O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO
Público e do Tribunal de Contas do Estado. (Redação dada pela GRANDE DO SUL. Faço saber, em cumprimento ao disposto
Lei n.º 13.458/10) (Vide arts. 2° e 3º da Lei n.º 13.540/10) no artigo 82, inciso IV, da Constituição do Estado, que a
§ 2º - O Poder Executivo fica autorizado a firmar convênios Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono e promulgo a Lei
visando à implementação do policiamento, cujos instrumentos seguinte:
deverão prever o repasse mensal, à Secretaria da Fazenda, dos
encargos financeiros previstos na Lei nº 10.916, de 3 de janeiro Art. 1º - A morte de policiais civis, em situações previstas pela
de 1997, com base em planilha de custos elaborada pela Brigada LEI Nº 7.366, de 29 de março de 1980 e policiais militares
Militar. (Redação dada pela Lei n.º 12.556/06) regidos pela LEI Nº 7.138, de 30 de janeiro de 1978, será
§ 3º - A critério do proponente, poderão ser previstas considerada como acidente em serviço, quando ocorrida nas
indenizações relativas às peculiaridades da atividade e do local seguintes circunstâncias:
onde as ações serão desenvolvidas. (Incluído pela Lei n.º I - por fato relacionado, mediata ou imediatamente, com as
12.556/06) atribuições do cargo, ainda que ocorrido em horário ou local
§ 4º - O ingresso dos voluntários obedecerá a estrutura da diverso daquele determinado para o exercício de suas funções;
Corporação, no que se refere a módulos, adequando-se o efetivo II - em decorrência de agressão sofrida e não provocada pelo
à proporcionalidade de postos e graduações. (Renumerado pela policial, no exercício de suas atribuições;
Lei n.º 12.556/06) III - por situação ocorrida no percurso da residência para o
trabalho e vice-versa;
Art. 2º - O CVMI ficará administrativamente vinculado à IV - em treinamento;
Diretoria de Pessoal da Brigada Militar, que manterá um V - em represália, por sua condição de policial.
cadastro atualizado dos Militares Estaduais na Inatividade,
dispostos a ingressar no CVMI. Art. 2º - O Estado custeará o sepultamento do policial, morto
em serviço, nas circunstâncias previstas no artigo 1º desta lei.
Art. 3º - O planejamento e a supervisão do emprego do CVMI
far-se-á de acordo com as diretrizes do Comando-Geral da Art. 3º - Para concessão dos direitos decorrentes da morte em
Brigada Militar. acidente de serviço, deverão ser apurados os fatos, com
comprovação documental e testemunhal, mediante processo ex-
Art. 4º - O ingresso de Militares Estaduais Inativos no CVMI ofício, no prazo máximo de 15 (quinze) dias, a contar da
dar-se-á por ato do Governador do Estado, mediante proposta ocorrência da morte.
fundamentada do Comandante-Geral da Brigada Militar. Parágrafo único - VETADO

Art. 5º - Os integrantes do CVMI que, voluntariamente, Art. 4º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
ingressarem no serviço ativo, terão assegurada, enquanto
permanecerem nesta situação, a percepção de Gratificação Art. 5º - Revogam-se as disposições em contrário.

42
PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 11 de dezembro de Art. 1º - Este Estatuto regula a situação, obrigações, deveres,
1995. direitos e prerrogativas dos servidores militares do Estado. (Vide
Leis Complementares nos 11.831/02 e 11.832/02)

9. LEI Nº. 10.916, DE 03 DE JANEIRO DE 1997. Art. 2º - A Brigada Militar, instituída para a preservação da
(atualizada até a Lei n.º 14.043, de 06 de julho de 2012) ordem pública no Estado e considerada Força Auxiliar, reserva
do Exército Brasileiro é instituição permanente e regular,
Dispõe sobre a Gratificação Especial de organizada com base na hierarquia e na disciplina, sob a
Retorno à Atividade, prevista na Lei nº autoridade suprema do Governador do
10.297, de 16 de novembro de 1994. Estado.

Art. 1º - Os integrantes do Corpo Voluntário de Militares Art. 3º - Os integrantes da Brigada Militar do Estado, em razão
Estaduais Inativos – CVMI –, da Brigada Militar, terão da destinação constitucional da Corporação e em decorrência
assegurada, enquanto permanecerem nesta situação, a percepção das leis vigentes, constituem uma categoria especial de
de Gratificação Especial de Retorno à Atividade, fixada em R$ servidores públicos estaduais, sendo denominados servidores
739,73 (setecentos e trinta e nove reais e setenta e três centavos). militares.
(Redação dada pela Lei nº. 14.043/12) § 1º - Os servidores militares encontram-se em uma das
seguintes situações:
Art. 2º - A Gratificação Especial de Retorno à Atividade não I - na ativa:
será base de calculo para quaisquer vantagens, inclusive as a) os servidores militares de carreira;
decorrentes do tempo de serviço, e não será passível de b) os servidores militares temporários;
incorporação. c) os componentes da reserva remunerada, quando convocados;
d) os alunos de órgãos de formação de servidor militar da ativa.
Art. 3º - Os integrantes do Corpo Voluntário de Militares II - na inatividade:
Estaduais Inativos - CVMI, em regime de 40 horas semanais, a) na reserva remunerada, quando pertencem à reserva da
terão direito à percepção de 30 (trinta) vales-refeição mensais, Corporação e percebem remuneração do Estado, porém sujeitos,
proporcionais à carga horária exercida. (Redação dada pela Lei ainda, à prestação de serviço na ativa, mediante convocação;
nº 13.034/08) b) reformados, quando, tendo passado por uma das situações
anteriores, estão dispensados, definitivamente, da prestação de
Art. 4º - O Corpo Voluntário de Militares Estaduais Inativos – serviço na ativa, mas continuam a perceber remuneração do
CVMI poderá contar com um efetivo máximo de 3.038 (três mil Estado;
e trinta e oito) integrantes, que deverão ter atuação no c) na reserva não remunerada, na forma da legislação específica.
policiamento de escolas públicas estaduais e escolas especiais § 2º - Os servidores militares de carreira são os que, no
mantidas e/ou administradas pelas entidades que prestam desempenho voluntário e permanente do serviço policial-militar,
atendimento e assistência às pessoas portadoras de deficiência, têm vitaliciedade assegurada ou presumida.
em atividades próprias do servidor policial militar e, mediante § 3º - Em casos especiais, regulados por lei, os servidores
ressarcimento, no policiamento de guarda dos prédios do Poder militares da reserva remunerada poderão, mediante aceitação
Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública e do voluntária, ser designados para o serviço ativo, em caráter
Tribunal de Contas do Estado. (Redação dada pela Lei nº transitório, por proposta do Comandante-Geral e ato do
13.458/10) Governador do Estado.

Art. 5º - O parágrafo único do artigo 6º da Lei nº 10.297, de 16 Art. 4º - O serviço policial-militar consiste no exercício de
de novembro de 1994, passa a vigorar com a seguinte redação: atividades inerentes à Brigada Militar e compreende todos os
Parágrafo único - O ingresso de servidor militar inativo CVMI encargos previstos na legislação específica e peculiar.
poderá ocorrer até o limite de 65 anos de idade, devendo o
servidor ser dispensado "ex offício" da atividade, ao atingir a Art. 5º - A carreira policial-militar é caracterizada por atividade
referida idade. contínua e inteiramente devotada às finalidades da Brigada
Militar, denominada atividade policial-militar.
Art 6º - As despesas decorrentes desta Lei correrão à conta de Parágrafo único - A carreira policial-militar é privativa do
dotações orçamentárias próprias. pessoal da ativa, iniciando-se com o ingresso na Brigada Militar
e obedecendo à seqüência de graus hierárquicos.
Art. 7º - Está Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 6º - São equivalentes as expressões "na ativa", "da ativa",
Art. 8º - Revogam-se as disposições em contrário, em especial o "em serviço ativo", "em serviço na ativa", "em serviço", "em
parágrafo único do artigo 5º da Lei nº 10.297, de 16 de atividade" ou "em atividade policial-militar" referidas aos
novembro de 1994. servidores militares no desempenho de cargo, comissão,
encargo, incumbência ou missão, serviço ou atividade policial-
PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 03 de janeiro de 1997. militar ou considerada de natureza policial-militar, nas
organizações policiais-militares, bem como, quando previsto em
lei ou regulamento, em outros órgãos do Estado.
10. LEI COMPLEMENTAR Nº. 10.990, DE 11 DE
DEZEMBRO DE 1995. Art. 7º - A condição jurídica dos servidores militares é definida
(atualizada até a Lei Complementar n.º 13.796, de 27 de setembro de 2011) pelos dispositivos constitucionais que lhes forem aplicáveis, por
este Estatuto e pelas leis e regulamentos que lhes outorgam
Dispõe sobre o Estatuto dos Servidores direitos e prerrogativas e lhes impõem deveres e obrigações.
Militares da Brigada Militar do Estado do
Rio Grande do Sul e dá outras providências. Art. 8º - O disposto neste Estatuto aplica-se, no que couber, aos
servidores-militares da reserva remunerada e reformados.

43
Parágrafo único - Os Oficiais nomeados Juízes do Tribunal Carreira Círculo Postos e
Militar do Estado são regidos por legislação própria. Graduações
Coronel
DO PROVIMENTO De Oficiais
Tenente-Coronel
Superiores
Dos Servidores Major
Art. 9º - O ingresso na Brigada Militar é facultado a todos os Militares de Nível De Oficiais
brasileiros, sem distinção de raça, sexo ou de crença religiosa, Capitão
Superior Intermediários
mediante concurso público, observadas as condições prescritas De Oficiais
em lei. Primeiro-Tenente
Subalternos
Dos Servidores Primeiro-Sargento
Art. 10 - São requisitos para o ingresso na Brigada Militar: De Sargentos
Militares de Nível Segundo-Sargento
I - ser brasileiro; Médio De Soldados Soldado
II - possuir ilibada conduta pública e privada;
III - estar quite com as obrigações eleitorais e militares; Em formação
IV - não ter sofrido condenação criminal com pena privativa de Tem acesso
para ingresso
liberdade ou qualquer condenação incompatível com a função Praças ao Círculo de Aluno-
na carreira de
policial militar; Especiais Oficiais Oficial
Nível
V - não estar respondendo processo criminal; Subalternos
Superior
VI - não ter sido isentado do serviço militar por incapacidade
Aluno do
física definitiva; e
Tem acesso Curso
VII - obter aprovação nos exames médico, físico, psicológico e ao Círculo de Técnico de
intelectual, exigidos para inclusão, nomeação ou matrícula. Em formação
Sargentos Segurança
§ 1° - As condições específicas, conforme o quadro ou para ingresso
Praças Pública
qualificação, serão as previstas no regulamento de ingresso. na carreira de
Aluno do
(Renumerado pela Lei Complementar n° 11.831/02) Nível Médio Tem acesso
Curso de
§ 2º - O exame psicológico previsto no inciso VII aplica-se ao Círculo de
Formação de
exclusivamente quando do ingresso na Brigada Militar. Soldados
Soldados
(Incluído pela Lei Complementar n° 11.831/02)
§ 1º - O Posto é o grau hierárquico do Oficial e a Graduação é o
Art. 11 - Para o cômputo do tempo correspondente ao período
grau hierárquico da Praça, ambos conferidos por atos do
probatório será considerado o tempo de serviço do servidor
Governador do Estado. (Redação dada pela Lei Complementar
militar como aluno-oficial.
n° 11.831/02)
Parágrafo único - Executam-se do disposto no "caput" os atuais
§ 2º - Os graus hierárquicos inicial e final dos Quadros e
1º e 2º Tenentes PM e os atuais Aspirantes-a-Oficial.
Classificações são os compreendidos nas carreiras de nível
superior e médio, respectivamente, definidos em lei
DA HIERARQUIA E DA DISCIPLINA
complementar específica.
§ 3º - Sempre que o servidor militar que fizer uso do posto ou
Art. 12 - A hierarquia e a disciplina militares são a base
graduação for da reserva remunerada ou reformado, deverá
institucional da Brigada Militar, sendo que a autoridade e a
mencionar essa situação.
responsabilidade crescem com o grau hierárquico.
§ 4º - Os graus hierárquicos de Subtenente, 3º Sargento e Cabo,
§ 1º - A hierarquia militar é a ordenação da autoridade em níveis
em extinção, freqüentam, os dois primeiros, o Círculo de
diferentes, dentro da estrutura da corporação, sendo que a
Sargentos, e o último, o Círculo de Soldados.
ordenação se faz por postos ou graduações e, dentro de um
mesmo posto ou de uma mesma graduação, se faz pela
Art. 15 - A precedência entre servidores militares da ativa, do
antigüidade no posto ou na graduação, consubstanciada no
mesmo grau hierárquico, é assegurada pela antigüidade no posto
espírito de acatamento à seqüência de autoridade.
ou na graduação, salvo nos casos de precedência funcional do
§ 2º - A disciplina militar é a rigorosa observância e o
Comandante-Geral, do Subcomandante-Geral e do Chefe do
acatamento integral das leis, regulamentos, normas e disposições
Estado-Maior.
que fundamentam o organismo policial-militar e coordenam o
§ 1º - A antigüidade em cada posto ou graduação é contada a
seu funcionamento regular e harmônico, traduzindo-se pelo
partir da data da publicação do ato da respectiva promoção,
cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos seus
nomeação, ou inclusão, salvo quando estiver taxativamente
componentes.
fixada outra data.
§ 3º - A disciplina militar e o respeito à hierarquia devem ser
§ 2º - No caso de igualdade na data referida no parágrafo
mantidos entre servidores militares da ativa, da reserva
anterior, a antigüidade é estabelecida através dos seguintes
remunerada e reformados.
critérios:
I - entre servidores militares do mesmo quadro, pela posição nas
Art. 13 - Círculos hierárquicos são âmbitos de convivência entre
respectivas escalas numéricas ou registro de que trata o artigo
os servidores militares da mesma categoria e tem a finalidade de
17;
desenvolver o espírito de camaradagem em ambiente de estima e
II - nos demais casos, pela antigüidade no posto ou na
confiança, sem prejuízo do respeito mútuo.
graduação anterior e, se, ainda assim, subsistir a igualdade de
Parágrafo único - Os círculos hierárquicos serão disciplinados,
antigüidade, recorrer-se-á, sucessivamente, aos graus
na forma regulamentar, em:
hierárquicos anteriores, à data de inclusão e à data de
I - Círculos de Oficiais;
nascimento, para definir a precedência e, neste último caso, o
II - Círculos de Praças.
mais velho será considerado mais antigo;
III - entre os alunos de um mesmo órgão de formação de
Art. 14 - Os círculos e a escala hierárquica na Brigada Militar
servidores militares, de acordo com o regulamento do respectivo
são os constantes do quadro seguinte:
órgão, se não estiverem especificamente enquadrados nas
disposições dos incisos I e II.

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§ 3º - Em igualdade de posto ou graduação, os servidores § 1º - O servidor militar designado, por período igual ou
militares na ativa têm precedência sobre os na inatividade. superior a 10 (dez) dias, para exercer função de posto ou
§ 4º - Em igualdade de posto ou graduação, a precedência entre graduação superior a sua terá direito ao vencimento e vantagens
os servidores militares na ativa e os na reserva remunerada que correspondentes àquele posto ou graduação, a contar do dia em
estiverem convocados é definida pelo tempo de efetivo serviço que houver assumido tal função.
no posto ou na graduação. § 2º - As substituições temporárias, respeitados os princípios da
§ 5º - Em caso de igualdade de posto, os Oficiais que possuírem antigüidade e da qualificação para o exercício funcional,
o Curso Superior de Polícia Militar terão precedência sobre os somente poderão ocorrer, respectivamente, entre funções
demais. atribuídas a servidores de nível superior ou funções atribuídas a
§ 6º - Excetuados os integrantes do Quadro de Oficiais servidores de nível médio. (Redação dada pela Lei
Especialistas em Saúde - QOES, no exercício de cargo privativo Complementar n° 11.831/02)
de sua especialidade, e respeitadas as restrições do presente
artigo, os demais Oficiais, quando não possuírem Curso DO VALOR POLICIAL-MILITAR
Superior de Polícia Militar, não poderão exercer Comando,
Chefia ou Direção sobre os Oficiais que o possuir. Art. 24 - São manifestações essenciais do valor policial-militar:
I - a dedicação ao serviço policial para preservação da segurança
Art. 16 - A precedência entre as Praças especiais e demais da comunidade e das prerrogativas da cidadania, o permanente
Praças é a regulada por legislação federal específica. zelo ao patrimônio público e às instituições democráticas,
mesmo com o risco da própria vida;
Art. 17 - A Brigada Militar manterá um registro de todos os II - a fé na elevada missão da Brigada Militar;
dados referentes ao seu pessoal da ativa e da reserva III - o espírito de corpo, orgulho do servidor militar pela
remunerada, dentro das respectivas escalas numéricas, segundo organização onde serve;
as instruções baixadas pelo Comandante-Geral da Corporação. IV - o amor à profissão policial-militar e o entusiasmo com que
é exercida; e
DO CARGO E DA FUNÇÃO POLICIAIS-MILITARES V - o aprimoramento técnico profissional.

Art. 18 - O cargo policial-militar é aquele que só pode ser DA ÉTICA POLICIAL-MILITAR


exercido por servidor militar em serviço ativo, correspondendo,
a cada cargo policial-militar um conjunto de atribuições, deveres Art. 25 - O sentimento do dever, a dignidade militar, o brio e o
e responsabilidades que se constituem em obrigações do decoro de classe impõem, a cada um dos integrantes da Brigada
respectivo titular. Militar, conduta moral e profissional irrepreensíveis, com a
Parágrafo único - As obrigações inerentes ao cargo policial- observância dos seguintes preceitos de ética do servidor militar:
militar devem ser compatíveis com o correspondente grau I - amar a verdade e a responsabilidade como fundamento da
hierárquico e definidas em legislação ou regulamentação dignidade pessoal;
específicas, observados os princípios regidos por este Estatuto. II - exercer com autoridade, eficiência e probidade as funções
que lhe couberem em decorrência do cargo;
Art. 19 - Os cargos policiais-militares serão providos com III - respeitar a dignidade da pessoa humana;
pessoal que satisfaça aos requisitos de grau hierárquico e de IV - acatar as autoridades civis;
qualificação exigidos para o seu desempenho. V - cumprir e fazer cumprir as leis, os regulamentos, as
Parágrafo único - O provimento de cargo policial-militar se faz instruções e as ordens das autoridades competentes;
por ato de nomeação ou de designação da autoridade VI - ser justo e imparcial no julgamento dos atos e na apreciação
competente. do mérito dos subordinados;
VII - zelar pelo preparo moral, intelectual e físico, próprio e dos
Art. 20 - O cargo policial-militar é considerado vago: subordinados, tendo em vista o cumprimento da missão comum;
I - a partir de sua criação e até que um servidor militar, VIII - empregar as suas energias em benefício do serviço;
regularmente nomeado ou designado, dele tome posse; IX - praticar a camaradagem e desenvolver permanentemente o
II - desde o momento em que o servidor militar que o ocupa é espírito de cooperação;
exonerado, ou dispensado, ou falece, ou é considerado X - ser discreto em suas atitudes, maneiras e em sua linguagem
extraviado ou desertor, e até que outro servidor militar, escrita e falada;
regularmente nomeado ou designado, ou que tenha recebido XI - abster-se de tratar, fora do âmbito apropriado, de matéria
determinação de autoridade competente, dele tome posse. sigilosa de que tenha conhecimento em virtude do cargo ou da
função;
Art. 21 - A função policial-militar é o exercício das obrigações XII - cumprir seus deveres de cidadão;
inerentes ao cargo policial-militar. XIII - proceder de maneira ilibada na vida pública e na
particular;
Art. 22 - Dentro de uma mesma Organização Policial Militar, a XIV - observar as normas da boa educação;
seqüência de substituições para assumir cargo ou função, bem XV - abster-se de fazer uso do posto ou da graduação para obter
como as normas, atribuições e responsabilidades facilidades pessoais de qualquer natureza ou para encaminhar
correspondentes, são estabelecidas na legislação específica e negócios particulares ou de terceiros;
peculiar, respeitadas a precedência e as qualificações exigidas XVI - conduzir-se, mesmo fora do serviço ou na inatividade, de
para o cargo ou para o exercício da função. modo a que não sejam prejudicados os princípios da disciplina,
do respeito e decoro;
Art. 23 - O servidor militar ocupante de cargo, provido de XVII - zelar pelo bom nome da Brigada Militar e de cada um
acordo com o parágrafo único do artigo 19, faz jus às dos seus integrantes, obedecendo aos preceitos da ética do
gratificações e a outros direitos correspondentes, conforme servidor militar.
previsto em lei.

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Art. 26 - Ao servidor militar da ativa é vedado participar de Art. 33 - A subordinação decorre, exclusivamente, da estrutura
gerência ou administração de empresa privada, de sociedade hierárquica da Brigada Militar e não afeta a dignidade pessoal
civil ou exercer comércio, exceto na qualidade de acionista, do servidor militar.
cotista ou comanditário.
§ 1º - Os servidores-militares na reserva remunerada, quando Art. 34 - Cabe ao servidor militar a responsabilidade integral
convocados, ficam proibidos de tratar, nas organizações pelas decisões que tomar, pelas ordens que emitir e pelos atos
policiais-militares e nas repartições públicas civis, dos interesses que praticar.
de organizações ou empresas privadas de qualquer natureza.
§ 2º - Os servidores-militares da ativa podem exercer, DA VIOLAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES E DOS DEVERES
diretamente, a gestão de seus bens, desde que não infrinjam o
disposto no presente artigo. Art. 35 - A violação das obrigações ou dos deveres policiais-
militares constituirá crime, contravenção ou transgressão
Art. 27 - O Comandante-Geral da Brigada Militar poderá disciplinar, conforme dispuserem a legislação ou
determinar aos servidores militares da ativa que, no interesse da regulamentação específicas.
salvaguarda da sua dignidade, informem sobre a origem e a § 1º - A violação dos preceitos da ética policial-militar é tanto
natureza dos seus bens, sempre que houver razões que mais grave quanto mais elevado for o grau hierárquico de quem
recomendem tal medida. a cometer.
§ 2º - A responsabilidade disciplinar é independente das
Art. 28 - O servidor militar, enquanto em efetivo serviço, não responsabilidades civil e penal.
poderá estar filiado a partido político. § 3º - Não se caracteriza como violação das obrigações e dos
deveres do servidor militar o inadimplemento de obrigações
DOS DEVERES POLICIAIS-MILITARES pecuniárias assumidas na vida privada.

Art. 29 - Os deveres policiais-militares emanam do conjunto de Art. 36 - A inobservância dos deveres especificados nas leis e
vínculos que ligam o servidor militar à sua corporação e ao regulamentos, ou a falta de exação no cumprimento dos
serviço que a mesma presta à comunidade, e compreendem: mesmos, acarreta, para o servidor militar, responsabilidade
I - a dedicação ao serviço policial-militar e a fidelidade à Pátria funcional, pecuniária, disciplinar e penal, consoante legislação
e à comunidade, cuja honra, segurança, instituições e integridade específica.
devem ser defendidas, mesmo com o sacrifício da própria vida; Parágrafo único - A apuração da responsabilidade funcional,
II - o culto aos símbolos nacionais e estaduais; pecuniária, disciplinar ou penal, poderá concluir pela
III - a probidade e a lealdade em todas as circunstâncias; incompatibilidade do servidor militar com o cargo ou pela
IV - a disciplina e o respeito à hierarquia; incapacidade para o exercício das funções policiais-militares a
V - o rigoroso cumprimento das obrigações e das ordens; ele inerentes.
VI - a obrigação de tratar o subordinado dignamente e com
urbanidade. Art. 37 - O servidor militar cuja atuação no serviço revelar-se
incompatível com o cargo ou que demonstrar incapacidade para
DO COMPROMISSO POLICIAL-MILITAR o exercício das funções policiais-militares a ele inerentes será do
mesmo imediatamente afastado, sem prejuízo dos respectivos
Art. 30 - Todo o cidadão, após ingressar na Brigada Militar, vencimentos e vantagens, salvo após decisão final do processo a
prestará compromisso de honra, no qual afirmará a sua aceitação que for submetido, desde que venha a ser condenado.
consciente das obrigações e dos deveres policiais-militares e § 1º - São competentes para determinar o imediato afastamento
manifestará a sua firme disposição de bem os cumprir. do cargo ou o impedimento do exercício da função:
I - O Comandante-Geral da Brigada Militar;
Art. 31 - O compromisso a que se refere o artigo anterior terá II - Os Comandantes, os Chefes e os Diretores, na conformidade
caráter solene e será prestado na presença da tropa, tão logo o da legislação ou regulamentação da Corporação.
servidor militar tenha adquirido um grau de instrução § 2º - O servidor militar afastado do cargo, nas condições
compatível com o perfeito entendimento dos seus deveres como mencionadas neste artigo, ficará privado do exercício de
integrante da Brigada Militar, conforme os seguintes dizeres: qualquer função policial-militar, até a solução final do processo
"Ao ingressar na Brigada Militar do Estado, prometo regular a ou adoção das providências legais que couberem ao caso.
minha conduta pelos preceitos da moral, cumprir rigorosamente
as ordens das autoridades a que estiver subordinado e dedicar- Art. 38 - Ao servidor militar são proibidas a sindicalização e a
me inteiramente ao serviço policial-militar, à manutenção da greve.
ordem pública e à segurança da comunidade, mesmo com o
risco da própria vida”. Art. 39 - São vedadas as manifestações coletivas que impliquem
Parágrafo único - Ao ser promovido ao seu primeiro posto, o no descumprimento do dever ou que atentem contra a disciplina
servidor militar prestará compromisso de Oficial, em solenidade policial-militar.
especialmente programada, de acordo com os seguintes dizeres:
"Perante a Bandeira do Brasil e pela minha honra, prometo DOS CRIMES MILITARES
cumprir os deveres de Oficial da Brigada Militar do Estado e
dedicar-me inteiramente ao seu serviço." Art. 40 - O Código Penal Militar relaciona e classifica os crimes
militares, em tempo de paz e em tempo de guerra, e dispõe sobre
DO COMANDO E DA SUBORDINAÇÃO a aplicação aos servidores militares das penas correspondentes
aos crimes por eles cometidos.
Art. 32 - Comando é a soma de autoridade, deveres e
responsabilidades de que o servidor militar é investido DO CONSELHO DE JUSTIFICAÇÃO
legalmente, quando conduz homens ou dirige uma Organização
Policial Militar, sendo vinculado ao grau hierárquico e Art. 41 - O Oficial só perderá o posto e a patente por decisão do
constituindo prerrogativa impessoal, em cujo exercício o Tribunal Militar do Estado, se declarado indigno do Oficialato
servidor militar se define e se caracteriza como chefe. ou com ele incompatível.

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Art. 42 - O Oficial acusado de ser incapaz de permanecer como DA REMUNERAÇÃO
servidor militar será, nos casos em que a lei determinar,
submetido a Conselho de Justificação. Art. 48 - A remuneração dos servidores militares compreende
vencimentos ou proventos, indenizações e outras vantagens e é
Art. 43 - O processo e julgamento pelo Conselho de Justificação devida em bases estabelecidas em lei.
serão regidos por lei especial, assegurada ampla defesa ao § 1º - Os servidores militares na ativa percebem remuneração
acusado. constituída pelas seguintes parcelas:
I - vencimentos, compreendendo soldo e gratificações;
DO CONSELHO DE DISCIPLINA II - indenizações.
§ 2º - A remuneração percebida pelos servidores militares em
Art. 44 - A Praça com estabilidade será submetida a Conselho inatividade denomina-se proventos.
de Disciplina na forma da legislação específica. § 3º - Os servidores militares da ativa e na inatividade
perceberão abono familiar de conformidade com a lei geral que
Art. 45 - O processo e julgamento pelo conselho de Disciplina rege essa vantagem.
serão regidos por lei especial, assegurada ampla defesa ao § 4º - O servidor militar que exercer o magistério em curso ou
acusado. estágio regularmente instituídos pela Brigada Militar, perceberá
gratificação de magistério, por aula proferida, conforme fixado
DOS DIREITOS DOS SERVIDORES MILITARES em lei.
§ 5º - O servidor militar, ao ser movimentado por necessidade
Art. 46 - São direitos dos servidores militares, nos limites do serviço, desde que implique alteração de seu domicílio,
estabelecidos na legislação específica: perceberá ajuda de custo para atender às despesas de sua
I - a garantia da patente, em toda a sua plenitude, com as instalação, no valor fixado em lei.
vantagens, prerrogativas e deveres a ela inerentes, quando § 6º - O servidor militar fará jus à gratificação pelo exercício,
Oficial; fora do horário do expediente a que estiver sujeito, de encargo
II - o uso das designações hierárquicas; em comissão de concurso público, nos termos da lei.
III - o desempenho de cargos e funções correspondentes ao § 7º - O servidor militar, quando estiver freqüentando curso de
posto e de atribuições correspondentes à graduação; aperfeiçoamento, atualização ou de formação com fins de
IV - a percepção de vencimentos, proventos e outras vantagem promoção na carreira e/ou exercício de função especializada,
pecuniárias, na forma estabelecida no Código de Vencimentos e terá sua remuneração inviolada, não podendo esta ser reduzida.
Vantagens da Brigada Militar; (Incluído pela Lei Complementar n° 11.614/01)
V - o transporte para si e seus dependentes, seus bens pessoais, § 8º - O servidor militar, por necessidade imperiosa de serviço,
inclusive mobília, quando movimentado por necessidade do poderá ser convocado para cumprir serviço extraordinário, desde
serviço; que devidamente autorizado pelo Governador. (Incluído pela Lei
VI - as promoções; Complementar n° 11.650/01)
VII - a transferência para a reserva remunerada ou a reforma; § 9º - Consideram-se extraordinárias as horas de trabalho
VIII - as férias e as licenças; realizadas além das normais e estabelecidas por jornada diária
IX - a demissão voluntária e, ouvido o Comandante-Geral, o para o respectivo posto ou graduação da carreira a que pertencer.
licenciamento voluntário da ativa; (Incluído pela Lei Complementar n° 11.650/01)
X - o porte de arma, em serviço ativo ou inativo, salvo aqueles § 10 - Pelo serviço prestado em horário extraordinário, o
em inatividade por alienação mental na forma do artigo 121 e servidor terá direito à remuneração, facultada a opção em
seus parágrafos ou sentença penal condenatória com trânsito em pecúnia ou folga, nos termos da lei. (Incluído pela Lei
julgado cuja pena não enseja o benefício de sursis; (Redação Complementar n° 11.650/01)
dada pela Lei Complementar n° 11.831/02) § 11 - O serviço extraordinário será remunerado com acréscimo
XI - REVOGADO pela Lei Complementar n° 11.831/02 de 50% (cinqüenta por cento) em relação à hora normal de
XII - a aquisição de uma arma de uso permitido, através da trabalho. (Incluído pela Lei Complementar n° 11.650/01)
Brigada Militar, mediante indenização, na forma regulamentar; § 12 - O Poder Executivo regulamentará o disposto nos
XIII - a assistência judiciária gratuita, quando processado em parágrafos 8º a 12 no prazo de trinta dias, a contar da
razão de atos praticados em objeto de serviço; promulgação desta Lei Complementar, em especial as hipóteses
XIV - a assistência social e médico-hospitalar; de necessidade imperiosa de serviço, a quantidade de horas
XV - a saúde, higiene e segurança do trabalho. extraordinárias e os procedimentos relativos à competência para
fiscalização e controle das convocações de que versa esta Lei
Art. 47 - O servidor militar que se julgar prejudicado ou Complementar. (Incluído pela Lei Complementar n° 11.650/01)
ofendido por qualquer ato administrativo ou disciplinar de
superior hierárquico poderá recorrer, interpor pedido de Art. 49 - Os vencimentos, os proventos e as pensões dos
reconsideração, queixa, representação ou anulação de ato servidores militares e seus beneficiários não serão objeto de
administrativo, segundo legislação disciplinar da Corporação. arresto, seqüestro ou penhora, exceto nos casos previstos em lei
(Redação dada pela Lei Complementar n° 11.831/02) federal.
§ 1º - O direito de recorrer na esfera administrativa prescreverá:
a) em quinze dias úteis, a contar do recebimento de Art. 50 - Os proventos de inatividade serão revistos na mesma
comunicação Oficial, quanto a ato que decorra da composição proporção e na mesma data em que se modificar a remuneração
de Quadro de Acesso; dos servidores militares em atividade, sendo também estendidos
b) em cento e vinte dias corridos, nos demais casos. aos inativos quaisquer benefícios e vantagens posteriormente
§ 2º - O pedido de reconsideração, a queixa e a representação concedidos aos servidores militares em atividade, inclusive
não podem ser feitos coletivamente. quando decorrentes da transformação ou reclassificação do
§ 3º - A decisão sobre qualquer recurso será dada no prazo cargo ou função em que se deu a aposentadoria.
máximo de 60 (sessenta) dias, exceto em matéria disciplinar,
cujo prazo será de 8 (oito) dias.
§ 4º - Aos servidores militares em processo administrativo ou ASSISTÊNCIA MÉDICO-HOSPITALAR
judicial são assegurados o contraditório e a ampla defesa.

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Art. 51 - O Estado proporcionará, ao servidor militar e a seus ocupantes da classificação imediatamente seguinte. (Incluído
dependentes, assistência médico-hospitalar, através do Instituto pela Lei Complementar n° 12.011/03)
de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul - IPERGS e, § 5º - Na avaliação do critério de merecimento não serão
supletivamente, através do Departamento de Saúde da Brigada consideradas condecorações e medalhas, exceto as relativas a
Militar, conforme legislações específicas. tempo de serviço. (Incluído pela Lei Complementar n°
Parágrafo único - O Departamento de Saúde da Brigada Militar 12.011/03)
destina-se a atender o policial-militar e seus dependentes.
Art. 58 - A Praça que contar com mais de 25 (vinte e cinco)
Art. 52 - Nas localidades onde não houver organizações de anos de serviço público militar, ao ser transferida, a pedido, para
saúde da Brigada Militar, os servidores militares nela sediados a reserva remunerada ou ao ser reformada, será promovida ao
poderão ser atendidos por organizações das Forças Armadas ou grau hierárquico superior imediato. (Redação dada pela Lei
civis, mediante acordos previamente estabelecidos entre estas e Complementar n° 12.351/05)
o Departamento de Saúde da Corporação. § 1º - O disposto no "caput" estende-se à Praça que, com mais
de 25 (vinte e cinco) anos de serviço público militar, for
Art. 53 - O servidor militar em serviço ativo faz jus à transferida, "ex officio", para a reserva remunerada, de acordo
hospitalização e tratamento custeado pelo Estado, quando com os incisos I, III e VII do artigo 106 desta Lei
acidentado em serviço ou acometido de doença adquirida em Complementar. (Redação dada pela Lei Complementar n°
serviço ou dela decorrente. 12.351/05)
§ 2.º - Às Praças da carreira de nível médio que já tenham
Art. 54 - A assistência médico-hospitalar ao servidor militar da cumprido as exigências para a inatividade voluntária,
ativa, da reserva remunerada ou reformado, poderá ser prestada ressalvadas as hipóteses que impliquem na transferência “ex
pelas organizações de saúde, dentro das limitações dos recursos officio” para a reserva remunerada, cuja permanência no
orçamentários próprios da Brigada Militar, postos à disposição desempenho de suas funções seja julgada conveniente e
do seu Departamento de Saúde. oportuna para o serviço público militar, e que optaram por
continuar na atividade, poderá ser deferida, por ato do
Art. 55 - As normas e condições de atendimento serão Governador, uma gratificação de incentivo à permanência no
estabelecidas em regulamento próprio, através de ato do Poder serviço ativo de valor equivalente à diferença entre os
Executivo. vencimentos decorrentes da graduação que detenha no ato da
transferência para a reserva remunerada e os proventos inerentes
DA PROMOÇÃO à inativação, adicionado a este valor 80% (oitenta por cento) do
soldo básico da graduação de Primeiro Sargento da Brigada
Art. 56 - O acesso na hierarquia policial-militar é seletivo, Militar. (Redação dada pela Lei Complementar n.° 13.796/11)
gradual e sucessivo e será feito mediante promoções, de § 3º - A gratificação de que trata o § 2º tem natureza precária e
conformidade com o disposto na legislação e regulamentação de transitória e será deferida por um período máximo de dois anos,
promoções de Oficiais e de Praças, de modo a obter-se um fluxo sendo admitidas renovações por igual período, mediante
regular e equilibrado da carreira para os servidores militares a iniciativa do Comandante imediato e juízo de conveniência e
que esses dispositivos se referem. oportunidade do Governador, ficando vedada a incorporação
§ 1º - O planejamento da carreira dos Oficiais e das Praças, desta gratificação ao soldo ou, ainda, a incorporação aos
observadas as disposições da legislação e regulamentação a que proventos quando da passagem do Praça para a reserva
se refere este artigo, é atribuição do Comando-Geral da Brigada remunerada. (Redação dada pela Lei Complementar n°
Militar, ouvido o Secretário de Estado responsável pela área da 12.351/05)
segurança pública. § 4º - Sobre a gratificação de que trata o § 2º deste artigo não
§ 2º - A promoção é ato administrativo e tem como finalidade incidirá nenhuma vantagem. (Redação dada pela Lei
básica a seleção dos servidores militares para o exercício de Complementar n° 12.351/05)
funções pertinentes ao grau hierárquico superior.
Art. 57 - As promoções serão efetuadas pelos critérios de DAS FÉRIAS E OUTROS AFASTAMENTOS
merecimento e de antigüidade, ou, ainda, extraordinariamente. TEMPORÁRIOS DO SERVIÇO
§ 1º - Em casos especiais, haverá promoções em ressarcimento
de preterição. Art. 59 - As férias são afastamentos totais do serviço, anual e
§ 2º - A promoção de servidor militar feita em ressarcimento de obrigatoriamente concedidos aos servidores militares, para
preterição será efetuada segundo os princípios de antigüidade ou descanso.
merecimento, recebendo ele o número que lhe competir na § 1º - As férias serão de trinta dias para todos os servidores-
escala hierárquica, como se houvesse sido promovido na época militares.
devida, observado o princípio aplicável à sua promoção. § 2º - Compete ao Comandante-Geral da Brigada Militar a
§ 3º - A promoção de Oficiais será realizada na seguinte regulamentação da concessão das férias anuais.
proporção: (Redação dada pela Lei Complementar nº 12.413/05) § 3º - Para o primeiro período aquisitivo de férias será exigido
I – de um Oficial promovido no critério de merecimento, para 12 (doze) meses de exercício.
um no de antigüidade para o posto de Major; (Redação dada § 4º - É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço.
pela Lei Complementar nº 12.413/05) § 5º - É facultado o gozo de férias em 2 (dois) períodos, não
II – de três Oficiais promovidos no critério de merecimento, inferiores a 10 (dez) dias consecutivos.
para um no de antigüidade, para os demais postos, observando- § 6º - A concessão de férias não é prejudicada pelo gozo anterior
se a seqüencialidade dos critérios. (Redação dada pela Lei de licença para tratamento de saúde, por punição anterior
Complementar nº 12.413/05) decorrente de transgressão disciplinar, pelo estado de guerra ou
§ 4º - A cada processo de promoção de Oficiais, no critério de para que sejam cumpridos atos de serviço, bem como não anula
merecimento, proceder-se-á a escolha do servidor militar o direito àquelas licenças.
promovido na primeira vaga dentre os três melhores pontuados § 7º - Durante as férias, o servidor militar terá direito a todas as
no Quadro de Acesso respectivo e, para as vagas seguintes, se vantagens inerentes ao cargo, como se estivessem em exercício.
houver, os remanescentes da vaga anterior e mais 2 (dois)

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Art. 60 - Será pago ao servidor militar, por ocasião das férias, computados como tempo de efetivo serviço para todos os efeitos
independentemente de solicitação, o acréscimo constitucional de legais.
1/3 (um terço) da remuneração do período de férias, pago
antecipadamente. DAS LICENÇAS
§ 1º - O pagamento da remuneração de férias será efetuado
antecipadamente ao servidor militar que o requerer, juntamente Art. 69 - Licença é a autorização para afastamento total do
com o acréscimo constitucional de 1/3 (um terço), antes do serviço, em caráter temporário, concedida ao servidor militar,
início do referido período. observadas as disposições legais e regulamentares.
§ 2º - Na hipótese de férias parceladas, poderá o servidor militar § 1º - A licença pode ser:
indicar em qual dos períodos utilizará a faculdade de que trata I - especial;
este artigo. II - para tratar de interesses particulares;
III - para tratamento de saúde própria;
Art. 61 - Por absoluta necessidade de serviço, as férias poderão IV - para tratamento de saúde de pessoa da família;
ser acumuladas até o máximo de 2 (dois) períodos anuais. V - à gestante e à adotante;
VI - à paternidade;
Art. 62 - Somente em casos de interesse da segurança pública, VII - para acompanhar o cônjuge.
de manutenção da ordem, de extrema necessidade do serviço, ou § 2º - A remuneração do servidor militar, quando em qualquer
de transferência para a inatividade, os servidores militares terão das situações de licença constantes do parágrafo anterior, será
interrompido ou deixarão de gozar, na época prevista, o período regulada em legislação própria.
de férias a que tiverem direito, registrando-se o fato em seus § 3º - Compete ao Comandante-Geral da Brigada Militar
assentamentos. conceder as licenças previstas no "caput", bem como a licença
para exercício de mandato classista, observadas as necessidades
Art. 63 - Se o servidor militar vier a falecer, quando já de serviço.
implementado o período de um ano, que lhe assegure o direito a
férias, a retribuição relativa ao período, descontadas eventuais Art. 70 - A licença especial é a autorização para afastamento
parcelas correspondentes à antecipação, será paga aos total do serviço, relativa a cada qüinqüênio de tempo de efetivo
dependentes legalmente constituídos. serviço prestado, concedida ao servidor militar que a requerer,
sem que implique em qualquer restrição para a sua carreira.
Art. 64 - O servidor exonerado fará jus ao pagamento da § 1º - A licença especial tem a duração de três meses.
remuneração de férias proporcionalmente aos meses de efetivo § 2º - O período de licença especial não interrompe a contagem
exercício, descontadas eventuais parcelas já fruídas. de tempo de efetivo serviço.
Parágrafo único - O pagamento de que trata este artigo § 3º - O tempo de licença especial não gozado pelo servidor
corresponderá a 1/12 (um doze avos) da remuneração a que fizer militar será, mediante requerimento, computado em dobro para
jus o servidor militar, na forma prevista no artigo 61. os efeitos da inatividade e de gratificações temporais, vedada a
desconversão.
Art. 65 - O servidor militar que tiver gozado mais de 30 (trinta) § 4º - A licença especial não é prejudicada pelo gozo anterior de
dias para tratar de interesses particulares, somente após um ano qualquer licença para tratamento de saúde e para que sejam
de efetivo exercício contado da data da apresentação, fará jus a cumpridos atos de serviço, bem como não anula o direito
férias. àquelas licenças.
§ 5º - Para os efeitos da concessão da licença especial, não se
Art. 66 - Os servidores militares têm direito, também, aos considerará como interrupção da prestação de serviços ao Estado
períodos de afastamento total do serviço, observadas as os afastamentos previstos nos incisos V e VI do artigo 69, as
disposições legais e regulamentares, por motivo de: licenças para tratamento de saúde própria, de até 4 (quatro)
I - núpcias; meses, e as licenças para tratamento de saúde de pessoa da
II - luto; família, de até 2 (dois) meses.
III - instalação;
IV - trânsito. Art. 71 - Ao servidor militar estável poderá ser concedida
Parágrafo único - O afastamento do serviço por motivo de licença para tratar de interesses particulares, pelo prazo de até 2
núpcias ou luto, por até 8 (oito) dias consecutivos, será (dois) anos consecutivos, sem remuneração e com prejuízo da
concedido, no primeiro caso, se solicitado por antecipação à data contagem do tempo de serviço público.
do evento e, no segundo caso, tão logo a autoridade à qual § 1º - A licença poderá ser negada, quando o afastamento for
estiver subordinado o servidor militar tenha conhecimento do inconveniente ao interesse do serviço.
óbito de seu ascendente, descendente, cônjuge, sogros, irmãos, § 2º - O servidor militar deverá aguardar em exercício a
companheiro ou companheira, padrasto ou madrasta, enteado e concessão da licença, salvo hipótese de imperiosa necessidade,
menor sob guarda ou tutela. devidamente comprovada à autoridade a que estiver
subordinado, considerando-se como faltas os dias de ausência ao
Art. 67 - É assegurado, ainda, o afastamento do servidor militar, serviço, caso a licença seja negada.
sem prejuízo de sua remuneração, durante os dias de provas § 3º - O servidor militar poderá, a qualquer tempo, reassumir o
finais do ano ou semestre letivo, para os estudantes de ensino exercício do cargo.
superior, 1º e 2º graus, e durante os dias de provas em exames § 4º - Não se concederá nova licença, antes de decorridos 2
supletivos e de habilitação a curso superior. (dois) anos do término da anterior, contados desde a data em que
Parágrafo único - O servidor militar, sob pena de ser tenha reassumido o exercício do cargo.
considerado faltoso ao serviço, deverá comprovar perante seu Art. 72 - Será concedida ao servidor militar licença para
superior imediato as datas em que se realizarão as diversas tratamento de saúde própria, a pedido ou "ex-officio", precedida
provas e seu comparecimento. de inspeção médica realizada pelo Departamento de Saúde da
Brigada Militar, na Capital ou no interior, sem prejuízo da
Art. 68 - As férias e os outros afastamentos mencionados são remuneração a que fizer jus.
concedidos com a remuneração prevista na legislação peculiar e

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§ 1º - Sempre que necessário, a inspeção médica poderá ser II - de mais de dois até quatro anos, 150 (cento e cinqüenta)
realizada na residência do servidor, ou no estabelecimento dias; (Redação dada pela Lei nº 13.117/09)
hospitalar em que se encontrar internado. III - de mais de quatro ano até seis anos, 120 (cento e vinte dias)
§ 2º - O servidor militar não poderá recusar-se à inspeção dias; (Redação dada pela Lei nº 13.117/09)
médica. IV - de mais de seis anos, desde que menor, 90 (noventa) dias.
§ 3º - O resultado da inspeção médica será comunicado (Redação dada pela Lei nº 13.117/09)
imediatamente ao servidor militar, logo após a sua realização,
salvo se houver a necessidade de exames complementares, Art. 81 - Pelo nascimento ou adoção de filho, o servidor militar
quando então, ficará o servidor militar à disposição do terá direito à licença paternidade de 15 (quinze) dias
Departamento de Saúde da Brigada Militar. consecutivos. (Redação dada pela Lei nº 13.117/09)

Art. 73 - Findo o período de licença, o servidor militar deverá Art. 81-A - As disposições constantes dos arts. 78, 80 e 81 terão
reassumir imediatamente o exercício do cargo, sob pena de ser seus efeitos retroativos à data de início das licenças em
considerado ausente, salvo prorrogação ou determinação andamento. (Incluído pela Lei nº 13.117/09)
constante em laudo pericial.
Art. 82 - As licenças poderão ser interrompidas a pedido ou nas
Art. 74 - O atestado e o laudo da junta médica não se referirão condições estabelecidas neste artigo.
ao nome ou à natureza da doença, devendo, porém, esta ser § 1º - A interrupção da licença especial e da licença para tratar
especificada através do respectivo código (CID). de interesses particulares poderá ocorrer:
Parágrafo único - Para a concessão de licença a servidor militar I - em caso de mobilização e estado de guerra;
acometido de moléstia profissional, o laudo médico deverá II - em caso de decretação de estado de sítio;
estabelecer a sua rigorosa caracterização. III - em caso de emergente necessidade e segurança pública;
IV - para cumprimento de sentença que importe em restrição da
Art. 75 - O servidor militar em licença para tratamento de saúde liberdade individual;
própria deverá abster-se do exercício de atividades V - para cumprimento de punição disciplinar, conforme
incompatíveis com o seu estado, sob pena de imediata suspensão regulamento da Força;
da mesma. VI - em caso de pronúncia em processo criminal ou indiciação
em Inquérito Policial-Militar, a juízo da autoridade que efetivou
Art. 76 - O servidor militar poderá obter licença por motivo de a pronúncia ou a indiciação.
doença do cônjuge, de ascendente, descendente, enteado e § 2º - A interrupção de licença para tratamento de saúde de
colateral consangüíneo, até o 2º grau, desde que comprove ser pessoa da família e para cumprimento de pena disciplinar que
indispensável a sua assistência e esta não possa ser prestada, importe em restrição da liberdade individual, será regulada em
simultaneamente, com o exercício do cargo. legislação própria.
Parágrafo único - A doença será comprovada através de
inspeção de saúde a ser procedida pelo Departamento de Saúde DA PENSÃO POLICIAL-MILITAR
da Brigada Militar.
Art. 83 - A pensão policial-militar destina-se a amparar os
Art. 77 - A licença de que trata o artigo anterior será concedida: beneficiários do servidor militar falecido ou extraviado e será
I - com a remuneração total, até 90 (noventa) dias; paga conforme o disposto em lei.
II - com 2/3 (dois terços) da remuneração, no período que
exceder a 90 (noventa) e não ultrapassar a 180 (cento e oitenta) Art. 84 - A pensão policial-militar do pessoal do serviço ativo,
dias; da reserva ou reformado será a do Instituto de Previdência do
III - com 1/3 (um terço) da remuneração, no período que Estado, conforme legislação específica, salvo no caso do artigo
exceder a 180 (cento e oitenta) e não ultrapassar a 365 (trezentos seguinte.
e sessenta e cinco) dias.
Parágrafo único - Para os efeitos deste artigo, as licenças, pela Art. 85 - O servidor militar morto em campanha ou em ato de
mesma moléstia, com intervalos inferiores a 30 (trinta) dias, serviço, ou em conseqüência de acidente em serviço, deixará a
serão consideradas como prorrogação. seus dependentes pensão correspondente aos vencimentos
integrais do grau hierárquico imediatamente superior ao que
Art. 78 - À servidora militar é concedido licença maternidade de possuir na ativa.
180 (cento e oitenta) dias, mediante inspeção médica e sem Parágrafo único - O disposto no "caput" sobre o valor da
prejuízo da remuneração. (Redação dada pela Lei nº 13.117/09) pensão não se aplica ao servidor militar que for promovido
Parágrafo único - No caso de natimorto, decorridos 30 (trinta) extraordinariamente.
dias do evento, a servidora-militar será submetida a inspeção DAS PRERROGATIVAS
médica e, se julgada apta, reassumirá o exercício do cargo.
Art. 86 - As prerrogativas dos servidores militares são
Art. 79 - Ao término da licença a que se refere o artigo anterior, constituídas pelas honras, dignidades e distinções devidas aos
é assegurado à servidora-militar lactante, durante o período de 2 graus hierárquicos e cargos.
(dois) meses, o direito de comparecer ao serviço em um turno, Parágrafo único - São prerrogativas dos servidores militares:
quando seu regime de trabalho obedecer a dois turnos, ou a três I - o uso de títulos, uniformes, distintivos, insígnias e emblemas
horas consecutivas por dia, quando seu regime de trabalho policiais-militares da Brigada Militar, correspondentes ao posto
obedecer a turno único. ou à graduação;
II - as honras, tratamento e sinais de respeito que lhes são
Art. 80 - À servidora-militar adotante será concedida licença a assegurados em leis ou regulamentos;
partir da concessão do termo de guarda ou da adoção, III - as penas de prisão, detenção ou reclusão, fixadas em
proporcional à idade do adotado: sentença judicial e os casos de prisão provisória, serão
I - de zero a dois anos, 180 (cento e oitenta) dias; (Redação dada cumpridos em organização policial-militar, cujo Comandante,
pela Lei nº 13.117/09) Chefe ou Diretor tenha precedência hierárquica sobre a pessoa
do preso;

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IV - julgamento em foro especial, nos crimes militares; organizações de qualquer natureza, empregadores, empresas e
V - livre ingresso e trânsito, em objeto de serviço, em qualquer institutos ou departamentos que tenham adotado ou consentido
recinto público ou privado, respeitada a garantia constitucional que sejam usados uniformes ou ostentados distintivos,
da inviolabilidade do domicílio; equipamentos, insígnias ou emblemas que possam ser
VI - prioridade em qualquer serviço de transporte ou confundidos com os adotados na Brigada Militar.
comunicação, público ou privado, no território estadual, quando
em serviço de caráter urgente; DA AGREGAÇÃO
VII - carteira de identidade de acordo com modelo
regulamentar, que consigne os direitos e prerrogativas Art. 92 - A agregação é a situação transitória na qual o servidor
instituídos em lei, para o exercício funcional; militar da ativa deixa de ocupar vaga na escala hierárquica de
VIII - não confinamento em cela no caso de punição seu Quadro, nela permanecendo sem número.
administrativa. § 1º - O servidor militar será agregado quando:
I - exercer cargo ou função não previstos nos quadros de
Art. 87 - Somente em caso de flagrante delito o servidor militar organização da Brigada Militar, criados em lei para provimento
poderá ser preso por autoridade policial civil, ficando esta e desempenho privativos de servidores militares;
obrigada a entregá-lo imediatamente à autoridade policial- II - aguardar transferência "ex-officio" para a reserva
militar mais próxima, só podendo retê-lo na delegacia ou posto remunerada, por ter sido enquadrado em quaisquer dos
policial durante o tempo necessário à lavratura do flagrante. requisitos que a motivam;
§ 1º - Cabe ao Comandante-Geral da Brigada Militar a iniciativa III - for afastado temporariamente do serviço ativo por motivo
de responsabilizar a autoridade policial que não cumprir o de:
disposto neste artigo e que maltratar ou consentir que seja a) ter sido julgado incapaz temporariamente, após um ano
maltratado qualquer preso servidor militar ou não lhe der o contínuo de tratamento;
tratamento devido ao seu posto ou a sua graduação. b) ter sido julgado incapaz definitivamente, enquanto tramita o
§ 2º - Se durante o processo em julgamento no foro civil houver processo de reforma;
perigo de vida para qualquer preso servidor militar, a autoridade c) haver ultrapassado um ano contínuo de licença para
policial-militar da localidade providenciará em entendimentos tratamento de saúde própria;
com a autoridade judiciária, visando à guarda do Foro ou d) ter-lhe sido concedida licença para tratar de interesses
Tribunal por força policial-militar, se for o caso. particulares ou licença para desempenho de mandato em
associação de classe;
DO USO DOS UNIFORMES DA BRIGADA MILITAR e) haver ultrapassado seis meses contínuos de licença para
tratamento de saúde de pessoa da família;
Art. 88 - Os uniformes da Brigada Militar, com seus distintivos, f) ter sido considerado oficialmente extraviado;
insígnias e emblemas são privativos dos servidores militares e g) haver sido esgotado o prazo que caracteriza o crime de
representam o símbolo da autoridade policial-militar, com as deserção previsto no Código Penal Militar, se Oficial ou Praça
prerrogativas que lhe são inerentes. com estabilidade assegurada;
Parágrafo único - Constituem crimes previstos na legislação h) como desertor, ter-se apresentado voluntariamente, ou ter
específica o desrespeito aos uniformes, distintivos, insígnias e sido capturado e reincluído a fim de se ver processar;
emblemas policiais-militares, bem como seu uso por quem a ele i) se ver processar, após ficar exclusivamente à disposição da
não tiver direito. justiça comum ou militar;
j) ter-lhe sido concedida a licença especial de que trata o
Art. 89 - O uso dos uniformes, com seus distintivos, insígnias e parágrafo 1º do art. 102 desta Lei, enquanto aguarda
emblemas, bem como os modelos, descrição, peças, acessórios e transferência para a reserva remunerada;
outras disposições, são estabelecidos na regulamentação da l) ter sido condenado a pena restritiva de liberdade superior a
Brigada Militar. seis meses, com sentença passada em julgado, enquanto durar a
§ 1º - É proibido ao servidor militar o uso de uniforme: execução;
I - em reuniões, propaganda ou qualquer outra manifestação de m) ter passado à disposição de Secretaria do Governo ou de
caráter político-partidário; outro órgão do Estado, da União, dos Estados ou dos Territórios
II - na inatividade, salvo para comparecer a solenidades ou Municípios, para exercer função de natureza civil, salvo se
militares e policiais-militares e, quando autorizado, a cerimônias for do interesse da segurança pública;
cívicas comemorativas das datas nacionais ou a atos sociais n) ter sido, com prévia autorização ou mediante ato do
solenes de caráter particular; Governador do Estado, investido em cargo, função ou emprego
III - no estrangeiro, quando em atividade não relacionada com a público civil temporário, inclusive da administração indireta;
missão de servidor militar, salvo quando expressamente o) ter-se candidatado a cargo eletivo, desde que conte com dez
determinado ou autorizado. ou mais anos de efetivo serviço;
§ 2º - Os servidores militares na inatividade, cuja conduta possa p) ser afastado das funções de acordo com o previsto nesta lei ou
ser considerada como ofensiva à dignidade da classe, poderão condenado a pena de suspensão do exercício do posto,
ser definitivamente proibidos de usar uniformes, por decisão do graduação, cargo ou função prevista em lei;
Comandante-Geral da Brigada Militar. q) haver ultrapassado seis meses contínuos, na situação de
convocado para funcionar como Juiz do Tribunal Militar do
Art. 90 - O servidor militar fardado tem as obrigações Estado;
correspondentes ao uniforme que usa e aos distintivos, r) ter-lhe sido concedida licença para acompanhar o cônjuge, na
emblemas e insígnias que ostenta. forma do artigo 148 desta Lei.
§ 2º - O servidor militar agregado de conformidade com os
Art. 91 - É vedado a qualquer organização ou pessoa civil usar incisos I e II do parágrafo 1º continua a ser considerado, para
uniformes ou ostentar distintivos, equipamentos, insígnias ou todos os efeitos, em serviço ativo.
emblemas iguais aos adotados na Brigada Militar ou que com § 3º - A agregação do servidor militar a que se refere o inciso I e
eles possam ser confundidos. as letras "m" e "n" do inciso III do parágrafo 1º é contada desde
Parágrafo único - Serão responsabilizados pela infração das a posse do novo cargo e até o regresso à Corporação ou
disposições deste artigo os diretores ou chefes de sociedades ou transferência "ex-officio" para a reserva remunerada.

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§ 4º - A agregação do servidor militar a que se refere as letras VI - tendo cessado o motivo que determinou sua reforma por
"a", "c", "d", "e", e "j", do inciso III do parágrafo 1º é contada a incapacidade definitiva, retorna ao respectivo Quadro, estando
partir do primeiro dia após os respectivos prazos e enquanto este com o seu efetivo completo.
durarem o respectivo evento ou situação. § 1º - O servidor militar cuja situação é a de excedente, salvo o
§ 5º - A agregação do servidor militar a que se refere o inciso II indevidamente promovido, ocupa a mesma posição relativa em
e as letras "b", "f", "g", "h", "i", "l", e "p" do inciso III do antigüidade que lhe cabe, na escala hierárquica, com a
parágrafo 1º é contada a partir da data indicada no ato que torna abreviatura "Excd" e receberá o número que lhe competir em
público o respectivo evento. conseqüência da primeira vaga que se verificar.
§ 6º - A agregação do servidor militar a que se refere a letra "o" § 2º - O servidor militar cuja situação é a de excedente é
do inciso III do parágrafo 1º é contada a partir da data do considerado como em efetivo serviço para todos os efeitos e
registro como candidato e até sua diplomação ou seu regresso à concorre, respeitados os requisitos legais, em igualdade de
corporação, se não houver sido eleito. condições e sem nenhuma restrição a qualquer cargo policial-
§ 7º - Ultrapassados dois anos, contínuos ou não, de agregação, militar, bem como à promoção.
nos termos da letra "n" do inciso III do parágrafo 1º, o servidor § 3º - O servidor militar promovido por bravura, sem haver
militar ficará automaticamente transferido para a reserva, nas vaga, ocupará a primeira vaga aberta, deslocando para a vaga
mesmas condições do que houver aceito cargo público seguinte o princípio de promoção que deveria ter sido seguido.
permanente. § 4º - O servidor militar promovido indevidamente só contará
§ 8º - O servidor militar em atividade, com mais de 10 (dez) antigüidade; e receberá o número que lhe competir na escala
anos de serviço, ao candidatar-se a cargo eletivo, será afastado hierárquica, quando a vaga a ser preenchida corresponder ao
temporariamente, do serviço ativo e agregado, e, se eleito e princípio pelo qual deveria ter sido promovido, desde que
diplomado, será transferido para a reserva remunerada, com satisfaça aos requisitos para a promoção.
remuneração proporcional ao seu tempo de serviço.
§ 9º - O servidor militar agregado fica sujeito às obrigações DO AUSENTE
disciplinares concernentes às suas relações com outros
servidores militares e autoridades civis, salvo quando titular do Art. 98 - É considerado ausente o servidor militar que, por mais
cargo que lhe dê precedência funcional sobre outros servidores de vinte e quatro horas consecutivas:
militares mais graduados ou mais antigos. I - deixar de comparecer à sua Organização Policial-Militar, sem
comunicar qualquer motivo de impedimento;
Art. 93 - O servidor militar agregado ficará adido, para efeito de II - ausentar-se, sem licença, da Organização Policial-Militar
alterações e remuneração, à organização policial-militar que lhe onde serve ou do local onde deva permanecer.
for designada, continuando a figurar no respectivo registro, sem Parágrafo único - Decorrido o prazo mencionado neste artigo,
número, no lugar que até então ocupava, com a abreviatura "Ag" serão observadas as formalidades previstas em legislação
e anotações esclarecedoras de sua situação. específica.

Art. 94 - A agregação se faz por ato do Governador do Estado DO DESAPARECIMENTO E DO EXTRAVIO


para os Oficiais e do Comandante-Geral para as Praças.
Art. 99 - É considerado desaparecido o servidor militar da ativa
DA REVERSÃO que, no desempenho de qualquer serviço, em viagem, em
operações policiais-militares ou em caso de calamidade pública,
Art. 95 - Reversão é o ato pelo qual o servidor militar agregado tiver paradeiro ignorado por mais de oito dias.
retorna ao respectivo quadro tão logo cesse o motivo que § 1º - A situação do desaparecido só será considerada quando
determinou a sua agregação, voltando a ocupar o lugar que lhe não houver indício de deserção.
competir na respectiva escala numérica, na primeira vaga que § 2º - O servidor militar da ativa, com estabilidade assegurada,
ocorrer. que permanecer desaparecido por mais de trinta dias, será
Parágrafo único - A qualquer tempo poderá ser determinada a oficialmente considerado extraviado.
reversão do militar agregado, exceto nos casos previstos nas
letras "a", "b", "c", "f", "g", "l", "o", e "p" do inciso III do DO DESLIGAMENTO OU EXCLUSÃO DO SERVIÇO
parágrafo 1º do artigo 92. ATIVO

Art. 96 - A reversão será efetuada mediante ato do Governador Art. 100 - O desligamento ou exclusão do serviço do servidor
do Estado para os Oficiais e do Comandante-Geral para as militar é feito em conseqüência de:
Praças. I - transferência para a reserva remunerada;
II - reforma;
DO EXCEDENTE III - demissão;
IV - perda do posto ou patente;
Art. 97 - Excedente é a situação transitória a que V - licenciamento;
automaticamente passa o servidor militar que: VI - exclusão a bem da disciplina;
I - tendo cessado o motivo que determinou a sua agregação, VII - deserção;
reverte ao respectivo quadro, estando este com seu efetivo VIII - falecimento;
completo; IX - extravio.
II - aguarda a colocação a que faz jus na escala hierárquica, após Parágrafo único - O desligamento do serviço será processado
haver sido transferido de quadro, estando o mesmo com o seu após a expedição de ato do Governador do Estado ou de
efetivo completo; autoridade à qual para tanto tenham sido delegados ou
III - é promovido por bravura, sem haver vaga; concedidos poderes.
IV - é promovido indevidamente;
V - sendo o mais moderno na respectiva escala hierárquica, Art. 101 - A transferência para a reserva remunerada ou a
ultrapassa o efetivo de seu quadro, em virtude de promoção de reforma não isentam o servidor militar de indenização dos
outro servidor militar em ressarcimento de preterição; prejuízos causados à Fazenda Estadual ou a terceiros, nem do
pagamento das pensões decorrentes de sentença judicial.

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Art. 102 - Ao servidor militar da ativa, enquadrado nos incisos I não eletivo, inclusive na Administração Indireta, e permanecer
ou V do artigo 100 ou demissionário a pedido, serão aplicadas as afastado das funções por 2 (dois) anos, contínuos ou não;
disposições constantes nos parágrafos deste artigo, com relação V – for diplomado para desempenho de cargo eletivo;
ao seu desligamento da Organização Policial-Militar em que VI - quando Coronel, for demitido por necessidade de serviço
serve. ou for dispensado da função de Comandante-Geral e não aceitar
§ 1º - Decorridos 30 (trinta) dias da data em que tiver sido nomeação para outro cargo policial-militar;
protocolado, no órgão encarregado da administração do pessoal, VII - for abrangido pela Quota Compulsória.
o requerimento de transferência para a reserva remunerada, na § 1º - A transferência para a reserva remunerada processar-se-á à
forma do inciso I do artigo 100, o servidor militar será medida que o servidor militar for enquadrado em um dos itens
considerado em licença especial, sem prejuízo da remuneração e deste artigo.
da contagem de tempo de serviço, para todos os efeitos, podendo § 2º - Enquanto permanecer no cargo que trata o inciso IV:
afastar-se do serviço, enquanto aguarda o desligamento, salvo a) fica assegurada a opção entre a remuneração do cargo e a do
se, antes, tiver sido cientificado do indeferimento do pedido. posto ou graduação;
§ 2º - Nos demais casos previstos no "caput" deste artigo, o b) somente poderá ser promovido por antigüidade;
desligamento será feito após a publicação do ato correspondente, c) o tempo de serviço será contado apenas para a promoção por
no Diário Oficial e no boletim da organização em que serve o antigüidade e para a transferência à inatividade.
servidor militar, a qual não poderá exceder de trinta dias da
primeira publicação Oficial. Art. 107 - A Quota compulsória que se refere o inciso VII do
artigo 106 assegurará, anualmente, o número fixo de vagas
DA REINCLUSÃO necessárias à renovação, ao equilíbrio, à regularidade de acesso
e à adequação dos efetivos de Oficiais da Brigada Militar.
Art. 103 - A Praça licenciada a pedido ou "ex-officio", neste
último caso desde que não seja a bem da disciplina, poderá ser Art. 108 - O número de vagas previsto no artigo anterior,
reincluída, mediante novo concurso público. observadas as disposições deste artigo e dos seguintes, será
Parágrafo único - Em hipótese alguma a Praça licenciada no fixado nas seguintes proporções:
comportamento "MAU"' poderá ser incluída novamente. I - 1/5 (um quinto) por ano, do efetivo previsto para Coronel
QOEM;
DA TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA II - uma, de dois em dois anos, de Coronel do QOES;
REMUNERADA III - 1/12 (um doze avos), por ano, do efetivo previsto para
Tenente-Coronel do QOEM.
Art. 104 - A passagem do servidor militar à situação de
inatividade, mediante transferência para a reserva remunerada, Art. 109 - As vagas são consideradas abertas na data da
se efetua: assinatura do ato que agregar, inativar, demitir ou reconhecer o
I - a pedido; óbito.
II - "ex-officio". § 1º - O número de Oficiais a serem atingidos pela Quota
Compulsória é calculado, deduzindo-se das proporções fixadas
Art. 105 - A transferência para a reserva remunerada, a pedido, no art. 108 o total de vagas abertas no ano-base, nas situações
será concedida, mediante requerimento, ao servidor militar que previstas no "caput" deste artigo, excetuando-se as decorrentes
conte, no mínimo, com trinta anos de serviço, se homem, e vinte dos incisos I, II e VII do artigo 106.
e cinco anos, se mulher. § 2º - Considera-se ano-base o período de 1º de janeiro a 31 de
Parágrafo único - No caso de o servidor militar haver realizado dezembro, inclusive, do ano imediatamente anterior.
qualquer curso ou estágio por conta do Estado, de duração § 3º - As frações que resultarem da aplicação das proporções
superior a seis meses, sem haver decorrido três anos de seu estabelecidas neste artigo serão adicionadas, cumulativamente,
término, a transferência para a reserva só será concedida aos cálculos correspondentes dos períodos seguintes, até
mediante indenização de todas as despesas correspondentes à completar-se, pelo menos, um inteiro, que, então, será
realização do referido curso ou estágio, inclusive as diferenças computado para a obtenção de uma vaga para a promoção
de vencimentos, na forma regulamentar. obrigatória.
§ 4º - As vagas decorrentes das inativações previstas nos incisos
Art. 106 - A transferência "ex-officio" para a reserva I, II e VII do art. 106 e as resultantes das promoções efetivas nos
remunerada verificar-se-á sempre que o servidor militar incidir diversos postos, em face da aplicação daquele dispositivo, não
em um dos seguintes casos: serão preenchidas por Oficiais excedentes ou desagregados em
I - atingir as seguintes idades limites: virtude de haver cessado as causas da agregação.
a) Oficiais: § 5º - As Quotas Compulsórias só serão aplicadas quando
Coronel - 59 anos; houver, no posto imediatamente inferior, Oficiais que satisfaçam
Tenente-Coronel - 57 anos; as condições de acesso.
Major - 56 anos; § 6º - A indicação dos Oficiais para integrarem a Quota
Capitão - 55 anos; Compulsória obedecerá às seguintes prescrições:
Tenente - 54 anos. I - inicialmente serão apreciados os requerimentos apresentados
b) Praças - 55 anos; até 31 de dezembro do ano-base, pelos Oficiais da ativa que,
II - o Oficial, ao completar 30 (trinta) anos de serviço e: contando mais de 20 (vinte) anos de tempo de efetivo serviço,
a) 6 (seis) anos ou mais de permanência no último posto de seu requererem a sua inclusão na Quota Compulsória, dando-se
Quadro, se for Oficial de nível superior; ou atendimento, por prioridade, aos mais idosos;
b) 35 (trinta e cinco) anos de efetivo exercício, em qualquer II - se o número de Oficiais voluntários, na forma do inciso I,
hipótese; não atingir o total de vagas da quota, esse total será completado
III - ultrapassar 2 (dois) anos contínuos de licença para "ex-officio" entre os Oficiais de maior antigüidade no posto,
tratamento de saúde em pessoa da família; limitados ao número de vagas e desde que contem, no mínimo,
IV - agregar para, com prévia autorização ou mediante ato do com 30 (trinta) anos de serviço, até 31 de dezembro do ano-
Governador do Estado, assumir cargo público civil temporário, base;

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III - deixarão de ser indicados os Oficiais agregados por § 1º - Aos atuais postos de 1º e 2º Tenentes, em extinção, aplica-
extravio ou deserção. se o disposto na alínea "b" do inciso I deste artigo.
§ 2º - O servidor militar reformado na forma dos itens V e VI só
Art. 110 - O órgão competente organizará, até o dia 31 de poderá readquirir a situação de servidor militar anterior,
janeiro de cada ano, a lista dos Oficiais destinados a integrar a respectivamente, por outra sentença do Tribunal Militar do
Quota Compulsória, na forma do § 6º do artigo anterior. Estado e nas condições nela estabelecidas, ou por decisão do
§ 1º - Os Oficiais indicados para integrar a Quota Compulsória Comandante-Geral da Brigada Militar, em processo regular.
anual serão notificados imediatamente pelo Presidente do órgão
competente, e terão, para apresentar recurso contra esta medida, Art. 115 - Anualmente, no mês de fevereiro, o órgão
o prazo previsto no artigo 47, § 1º, alínea "a". responsável pelo pessoal da Corporação organizará a relação dos
§ 2º - Decorrido o prazo recursal, será publicada, no Boletim servidores militares que houverem atingido a idade-limite de
Geral da Corporação, a lista dos Oficiais que foram abrangidos permanência na reserva remunerada, a fim de serem reformados.
pela Quota Compulsória, baixando-se os atos de agregação, Parágrafo único - A situação de inatividade do servidor militar
cujos efeitos se contarão a partir da data da publicação da lista. da reserva remunerada, quando reformado por limite de idade,
§ 3º - A transferência para a reserva, por abrangência da Quota não sofre solução de continuidade, exceto quanto às condições
Compulsória, efetivar-se-á dentro dos 60 (sessenta) dias de convocação.
seguintes ao da agregação.
Art. 116 - A incapacidade definitiva pode sobrevir em
Art. 111 - A transferência do servidor militar para a reserva conseqüência de:
remunerada pode ser suspensa na vigência de estado de sítio, de I - ferimento sofrido em ação policial ou enfermidade contraída
calamidade pública e nos casos de convocação e mobilização, nessa circunstância ou que nela tenha causa eficiente, bem como
nos termos da lei. em decorrência da agressão sofrida e não provocada pelo serviço
militar, no exercício de suas atribuições;
Art. 112 - O Oficial da reserva remunerada poderá ser II - acidente em serviço, entendido como:
convocado para o serviço ativo por ato do Governador do a) por ato relacionado, mediata ou imediatamente, com as
Estado, por proposição do Comandante-Geral, para compor o atribuições do posto ou graduação, ainda que ocorrido em
Conselho de Justificação, para ser encarregado de Inquérito horário ou local diverso daquele determinado para o exercício de
Policial-Militar ou para ser incumbido de outros procedimentos suas funções;
administrativos, na falta de Oficial da ativa em situação b) por situação ocorrida no percurso da residência para o
hierárquica compatível com a do Oficial envolvido. trabalho e vice-versa;
§ 1º - O Oficial convocado nos termos deste artigo terá os c) em treinamento; e
direitos e deveres dos Oficiais da ativa de igual situação d) em represália, por sua condição de servidor militar.
hierárquica, exceto quanto à promoção, a que não concorrerá e III - doença, moléstia ou enfermidade adquirida com relação de
contará como acréscimo esse tempo de serviço. causa e efeito a condições inerentes ao serviço;
§ 2º - A convocação de que trata este artigo terá a duração IV - tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna,
necessária ao cumprimento da atividade que a ela deu origem, cegueira, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante,
não devendo ser superior ao prazo de doze meses e dependerá da cardiopatia grave, males de Addison e de Parkinson, pênfigo,
anuência do convocado, sendo precedida de inspeção de saúde. espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, esclerose
múltipla, estados avançados do mal de Paget (osteíte
DA REFORMA deformante), Síndrome de Imunodeficiência Adquirida e outras
que a lei indicar, com base na medicina especializada;
Art. 113 - A passagem do servidor militar à situação de V - acidente, doença, moléstia ou enfermidade sem relação de
reformado efetua-se "ex officio". causa e efeito com o serviço.
§ 1º - Os casos de que tratam os itens I, II, e III deste artigo
Art. 114 - A reforma de que trata o artigo anterior será aplicada serão provados por atestado de origem ou inquérito sanitário de
ao servidor militar que: origem, sendo os termos do acidente, baixa ao hospital,
I - atingir as seguintes idades-limites de permanência na reserva papeletas de tratamento nas enfermarias e hospitais, bem como
remunerada: os registros de baixa, utilizados como meios subsidiários para
a) para Oficial Superior - 64 anos esclarecer a situação.
b) para Capitão e Tenente - 60 anos § 2º - Nos casos de tuberculose, as Juntas de Saúde deverão
c) para Praças - 56 anos basear seus julgamentos, obrigatoriamente, em observações
II - for julgado incapaz definitivamente para o serviço ativo da clínicas acompanhadas de repetidos exames subsidiários, de
Brigada Militar e não houver possibilidade de, na forma modo a comprovar, com segurança, a atividade da doença, após
regulamentar, ser readaptado em decorrência de limitação que acompanhar sua evolução até três períodos de seis meses de
tenha sofrido em sua capacidade física e mental, a pedido ou ex- tratamento clínico-cirúrgico metódico, atualizado e, sempre que
officio, conforme a avaliação médica a ser procedida por Junta necessário, nosocomial, salvo quando se tratar de formas
Policial-Militar de Saúde; avançadas no conceito clínico e sem qualquer possibilidade de
III - estiver agregado por mais de dois anos, por ter sido julgado regressão completa, as quais terão parecer imediato da
incapaz temporariamente, mediante homologação de Junta de incapacidade definitiva.
Saúde ainda que se trate de moléstia curável; § 3º - O parecer definitivo a adotar, nos casos de tuberculose,
IV - for condenado à pena de reforma, prevista em lei, por para os portadores de lesões aparentemente inativas, ficará
sentença passada em julgado; condicionado a um período de consolidação extranosocomial
V - sendo Oficial, a reforma tiver sido determinada pelo nunca inferior a seis meses contados a partir da época da cura.
Tribunal Militar do Estado, em julgamento por ele efetuado, em § 4º - Considera-se alienação mental todo caso de distúrbio
conseqüência de Conselho de Justificação a que foi submetido; mental ou neuro-mental grave persistente, no qual, esgotados os
VI - sendo Aluno-Oficial ou Praça com estabilidade assegurada, meios habituais de tratamento, permaneça alteração completa ou
tal medida for indicada ao Comandante-Geral da Brigada Militar considerável na personalidade, destruindo a autodeterminação
em julgamento de Conselho de Disciplina. do pragmatismo e tornando o indivíduo total e permanentemente
impossibilitado para qualquer trabalho.

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§ 5º - Ficam excluídas do conceito de alienação mental as ato da reforma, sob a pena de suspensão do pagamento da
epilepsias psíquicas e neurológicas, assim julgadas pelas Juntas remuneração respectiva.
de Saúde. § 2º - A interdição judicial do servidor militar e seu
§ 6º - Considera-se paralisia todo caso de neuropatia grave e internamento em instituição apropriada, policial-militar ou não,
definitiva que afeta a motilidade, sensibilidade, troficidade e deverão ser providenciados pela Corporação quando:
mais funções nervosas, no qual, esgotados os meios habituais de I - não houver beneficiários, parentes ou responsáveis;
tratamento permaneçam distúrbios graves, extensos e II - não forem satisfeitas as condições de tratamento exigidas
definitivos, que tornem o indivíduo total e permanentemente neste artigo.
impossibilitado para qualquer trabalho. § 3º - Os processos e os atos de registro de interdição do
§ 7º - São também equiparados a paralisias os casos de afecção servidor militar serão isentos de custas na Justiça Estadual.
ósteo-músculo-articulares graves e crônicos (reumatismos
graves e crônicos ou progressivos e doenças similares), nos DA DEMISSÃO, DA PERDA DO POSTO E DA PATENTE
quais, esgotados os meios habituais de tratamento, permaneçam E DA DECLARAÇÃO DE INDIGNIDADE OU
distúrbios extensos e definitivos, querósteo-músculo-articulares INCOMPATIBILIDADE COM O OFICIALATO
residuais, quer secundários das funções nervosas, motilidade,
troficidade ou mais funções, que tornem o indivíduo total e Art. 122 - A demissão da Brigada Militar, aplicada
permanentemente impossibilitado para qualquer trabalho. exclusivamente aos Oficiais, se efetua:
§ 8º - São equiparados à cegueira, não só os casos de afecção I - a pedido;
crônica, progressiva e incurável que conduzirão à cegueira total, II - "ex-officio".
como também os de visão rudimentar que apenas permitam a
percepção de vultos, não suscetíveis de correção por lentes nem Art. 123 - A demissão a pedido será concedida, diante de
removíveis por tratamento médico-cirúrgico. requerimento do interessado:
I - sem indenização aos cofres públicos, quando contar com
Art. 117 - O servidor militar da ativa, julgado incapaz mais de cinco anos de Oficialato;
definitivamente por um dos motivos constantes dos itens I, II, III II - com indenização das despesas feitas pelo Estado com a sua
e IV do artigo anterior, será reformado com remuneração preparação e formação, quando contar menos de cinco anos de
integral, qualquer que seja o seu tempo de serviço. Oficialato.
§ 1º - No caso de o Oficial ter feito qualquer curso ou estágio de
Art. 118 - O servidor militar da ativa, julgado incapaz duração igual ou superior a seis meses e inferior ou igual a
definitivamente por um dos motivos constantes do item I do dezoito meses, por conta do Estado, e não tendo decorrido mais
artigo 116, será promovido extraordinariamente, nos termos de três anos de seu término, a demissão só será concedida
definidos em lei específica, antes de ser reformado. mediante indenização de todas as despesas correspondentes ao
Parágrafo único - Nos casos previstos nos itens II, III e IV do referido curso ou estágio, acrescidas, se for o caso, das previstas
artigo 116, verificada a incapacidade definitiva, o servidor no item II deste artigo a das diferenças de vencimentos.
militar considerado inválido, com impossibilidade total e § 2º - No caso de o Oficial ter feito qualquer curso ou estágio de
permanente para qualquer trabalho, será reformado com duração superior a dezoito meses, por conta do Estado, aplicar-
remuneração correspondente ao grau hierárquico imediatamente se-á o disposto no parágrafo anterior, se ainda não houverem
superior ao que possuir na ativa. decorrido mais de cinco anos de seu término.
§ 3º - O Oficial demissionário a pedido não terá direito a
Art. 119 - O servidor militar da ativa, julgado incapaz qualquer remuneração, sendo a sua situação militar definida pela
definitivamente por um dos motivos constantes do item V do Lei de Serviço Militar.
artigo 116, será reformado: § 4º - O direito à demissão a pedido pode ser suspenso, na
I - com remuneração proporcional ao tempo de serviço, se vigência de estado de guerra, de sítio, e nos casos de perturbação
Oficial ou Praça com estabilidade assegurada; da ordem interna, de mobilização ou de calamidade pública.
II - com remuneração integral do seu posto ou graduação, desde
que, com qualquer tempo de serviço, seja considerado inválido, Art. 124 - O Oficial da ativa empossado em cargo público
com impossibilitante total e permanente para qualquer trabalho. permanente, estranho à sua carreira será imediatamente,
mediante demissão "ex-officio", transferido para a reserva, onde
Art. 120 - O servidor militar, reformado por incapacidade ingressará com o posto que possuir na ativa e com as obrigações
definitiva, que for julgado apto em inspeção de saúde pela Junta estabelecidas em lei, não podendo acumular qualquer proventos
Superior de Saúde, em grau de recurso ou revisão, poderá de inatividade com a remuneração do cargo público permanente.
retornar ao serviço ativo ou ser transferido para a reserva
remunerada. Art. 125 - O Oficial que houver perdido o posto e a patente será
§ 1º - O retorno ao serviço ativo ocorrerá se o tempo decorrido demitido "ex-officio", sem direito a qualquer remuneração ou
na situação de reformado não ultrapassar dois anos e na forma indenização, e terá a sua situação definida pela Lei do Serviço
do § 1º do artigo 97. Militar.
§ 2º - A transferência para a reserva remunerada, observado o
limite de idade para permanência nessa situação, ocorrerá se o Art. 126 - O Oficial perderá o posto e a patente se for declarado
tempo decorrido na situação de reformado ultrapassar dois anos. indigno do Oficialato, ou com ele incompatível, por decisão do
Tribunal Militar do Estado, em decorrência de julgamento a que
Art. 121 - O servidor militar reformado por alienação mental, for submetido.
enquanto não ocorrer a designação judicial de curador, terá a sua
remuneração paga aos seus beneficiários, desde que o tenham Parágrafo único - O Oficial declarado indigno do Oficialato, ou
sob sua guarda e responsabilidade e lhe dispensem tratamento com ele incompatível, e condenado à perda de posto e patente,
humano e condigno. só poderá readquirir a situação de servidor militar anterior por
§ 1º - A interdição judicial do servidor militar reformado por outra sentença do Tribunal Militar do Estado e nas condições
alienação mental deverá ser providenciada pelos beneficiários, nela estabelecidas.
parentes ou responsáveis, até sessenta dias a contar da data do

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Art. 127 - Fica sujeito a declaração de indignidade para o Art. 132 - A exclusão a bem da disciplina será aplicada "ex-
Oficialato, ou de incompatibilidade com o mesmo, por officio":
julgamento do Tribunal Militar do Estado, o Oficial que: a) às Praças sem estabilidade que forem condenadas a pena
I - for condenado por Tribunal Civil ou Militar a pena restritiva restritiva de liberdade superior a dois anos, no foro civil ou
de liberdade individual superior a dois anos, em decorrência de militar, em sentença transitada em julgado.
sentença condenatória passada em julgado; b) aos Alunos-Oficiais ou às Praças com estabilidade
II - for condenado por sentença passada em julgado por crime assegurada:
para o qual a lei comine essa pena acessória; I - sobre as quais houver pronunciado tal sentença o Conselho
III - incidir nos casos previstos em lei específica, que motivam o Permanente de Justiça, por haverem sido condenadas em
julgamento por Conselho de Justificação e neste for considerado sentença passada em julgado por aquele Conselho ou pela
culpado; Justiça Civil a pena restritiva de liberdade individual superior a
IV - tiver perdido a nacionalidade brasileira. dois anos, ou, nos crimes previstos na legislação especial
concernente à Segurança Nacional, a pena de qualquer duração;
DO LICENCIAMENTO II - sobre as quais houver pronunciado tal sentença o Conselho
Permanente de Justiça, por haverem perdido a nacionalidade
Art. 128 - O licenciamento do serviço ativo, aplicado somente brasileira;
às Praças, se efetua: III - incidirem nos casos que motivaram julgamento por
I - a pedido; Conselho de Disciplina e neste forem considerados culpados.
II - "ex-officio". Parágrafo único - O Aluno-Oficial ou a Praça com estabilidade
§ 1º - O licenciamento a pedido poderá ser concedido, desde que assegurada que houver sido excluído a bem da disciplina, só
não haja prejuízo para o serviço, à Praça engajada ou reengajada poderá readquirir a situação de servidor militar anterior:
que conte, no mínimo, a metade do tempo de serviço a que se a) por outra sentença do Conselho Permanente de Justiça e nas
obrigou. condições nela estabelecidas, se a exclusão for conseqüência de
§ 2º - O licenciamento "ex-officio" se dará: sentença daquele Conselho;
I - por conclusão de tempo de serviço; b) por decisão do Comandante-Geral da Brigada Militar, em
II - por conveniência do serviço; processo regular, se a exclusão for conseqüência de ter sido
III - a bem da disciplina. julgado culpado em Conselho de Disciplina.
§ 3º - O servidor militar licenciado não tem direito a qualquer
remuneração e terá sua situação militar definida pela Lei do Art. 133 - Compete ao Governador do Estado o ato de exclusão,
Serviço Militar. a bem da disciplina, das Praças com estabilidade. (Redação dada
§ 4º - O licenciado "ex-officio" a bem da disciplina receberá o pela Lei Complementar n° 11.831/02)
Certificado de Isenção previsto na Lei do Serviço Militar.
§ 5º - Compete ao Governador do Estado o ato licenciamento Art. 134 - A exclusão da Praça a bem da disciplina acarreta a
das Praças. (Redação dada pela Lei Complementar n° perda do seu grau hierárquico e não a isenta das indenizações
11.831/02) dos prejuízos causados à Fazenda Estadual ou a terceiros, nem
das pensões decorrentes de sentença judicial.
Art. 129 - O Aluno-Oficial e as demais Praças sem estabilidade Parágrafo único - A Praça excluída a bem da disciplina não
assegurada, empossadas em cargo público permanente estranho terá direito a qualquer remuneração ou indenização e sua
à sua carreira, serão imediatamente licenciados "ex officio", sem situação militar será definida pela Lei do Serviço Militar.
remuneração, e terão sua situação militar definida pela Lei do
Serviço Militar. DA DESERÇÃO
Parágrafo único - As Praças que tiverem feito curso ou estágio
aplicam-se as disposições dos parágrafo único do artigo 105. Art. 135 - A deserção do servidor militar acarreta a interrupção
do serviço policial-militar, com a conseqüente demissão "ex-
Art. 130 - O direito ao licenciamento a pedido poderá ser officio" para o Oficial ou exclusão do serviço ativo para a Praça.
suspenso na vigência do estado de guerra ou de sítio e nos casos § 1º - A demissão do Oficial ou exclusão da Praça com
de perturbado da ordem interna, de mobilização ou de estabilidade processar-se-á após um ano de agregação, se não
calamidade pública. houver captura ou apresentação voluntária antes do término
desse prazo.
DA ANULAÇÃO DE INCLUSÃO § 2º - A Praça sem estabilidade assegurada será
automaticamente excluída, ao ser oficialmente declarada
Art. 131 - A anulação de inclusão, para as Praças, ocorrerá desertora.
durante a prestação do serviço policial-militar inicial nos § 3º - O servidor militar desertor que for capturado ou que se
seguintes casos: apresentar voluntariamente depois de haver sido demitido ou
I - de irregularidade no recrutamento, inclusive relacionada com excluído, será submetido a inspeção de saúde e, se julgado apto,
a seleção; reincluído no serviço ativo e, a seguir, agregado para se ver
II - de moléstia não adquirida em serviço, em conseqüência da processar e, na hipótese de ser julgado incapaz, a sua situação
qual o voluntário venha a permanecer afastado do serviço será regulada na legislação específica.
durante noventa dias, consecutivos ou não; § 4º - A reinclusão em definitivo do servidor militar de que trata
III - se o voluntário for portador de moléstia que o incapacite o parágrafo anterior dependerá de sentença do Conselho de
para o serviço e que haja escapado à observação da Junta Justiça.
Policial-Militar de Saúde, por ocasião da inspeção para a
inclusão. DO FALECIMENTO E DO EXTRAVIO
Parágrafo único - Cabe ao Comandante-Geral determinar a
anulação de Inclusão. Art. 136 - O falecimento do servidor militar da ativa acarreta
interrupção do serviço policial-militar, com o conseqüente
DA EXCLUSÃO DA PRAÇA A BEM DA DISCIPLINA desligamento ou exclusão do serviço ativo, a partir da data da
ocorrência do óbito.

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Art. 137 - O extravio do servidor militar da ativa acarreta matrícula, nomeação ou reinclusão na Brigada Militar, acrescido
interrupção do serviço policial-militar com o conseqüente do tempo de serviço de que trata a Lei Estadual nº 7057, de 30
afastamento temporário do serviço ativo, a partir da data em que de dezembro de 1976;
o mesmo foi oficialmente considerado extraviado. II - tempo relativo a cada licença-especial, ou parte dela, não
§ 1º - O desligamento do serviço ativo será feito seis meses após gozada, contado em dobro.
a agregação por motivo de extravio. § 1º - Os acréscimos a que se refere o inciso I serão computados
§ 2º - Em caso de naufrágio, sinistro aéreo, catástrofe, somente no momento da passagem do servidor militar à situação
calamidade pública ou outros acidentes oficialmente de inatividade.
reconhecidos, o extravio ou o desaparecimento do servidor § 2º - Os acréscimos a que se refere o item II serão computados
militar da ativa será considerado como falecimento, para fins somente no momento da passagem do servidor militar a situação
deste Estatuto, tão logo sejam esgotados os prazos máximos de de inatividade e, nessa situação, para todos os efeitos legais,
possível sobrevivência ou se dêem por encerradas as inclusive quanto à percepção definitiva de gratificação de tempo
providências de salvamento. de serviço.
§ 3º - Não é computável, para efeito algum, o tempo:
Art. 138 - O reaparecimento do servidor militar extraviado ou I - que ultrapassar de um ano, contínuo ou não, em licença para
desaparecido, já desligado do serviço ativo, resulta em sua tratamento de saúde de pessoa da família;
reinclusão e nova agregação, enquanto se apuram as causas que II - passado em licença, para tratar de interesse particular;
deram origem ao seu afastamento. III - passado como desertor;
Parágrafo único - O servidor militar reaparecido será IV - decorrido em cumprimento de pena de suspensão do
submetido a Conselho de Justificação ou a Conselho de exercício do posto, ou graduação; cargo, ou função por sentença
Disciplina, por decisão do Comandante-Geral da Brigada passada em julgado;
Militar, se assim julgar necessário. V - decorrido em cumprimento de pena restrita da liberdade, por
sentença passado em julgado, desde que não tenha sido
DO TEMPO DE SERVIÇO concedida suspensão condicional da pena;
VI - decorrido após completada a idade limite de permanência
Art. 139 - Os servidores militares começam a contar tempo de no serviço ativo da força;
serviço na Brigada Militar a partir da data de sua inclusão ou VII - decorrido após a data em que for julgado incapaz
nomeação para o posto ou graduação. definitivamente para o serviço ativo.
§ 1º - Considera-se como data de inclusão ou nomeação, para § 4º - As restrições constantes dos §§ 1º e 2º do presente artigo
fins deste artigo, a data de publicação do respectivo ato no não prejudicarão a vigência dos artigos 15 a 17 da Lei nº 6.196,
Diário Oficial do Estado. de 15 de janeiro de 1971.
§ 2º - O servidor militar reincluído recomeça a contar tempo de
serviço na data de publicação, no Diário Oficial do Estado, do Art. 143 - O tempo que o servidor militar vier a passar afastado
ato concernente a sua reinclusão. do exercício de suas funções, em conseqüência de ferimentos
§ 3º - Quando, por motivo de força maior oficialmente recebidos em acidente quando em serviço, na manutenção da
reconhecido, como incêndio, naufrágio, sinistro aéreo, ordem pública, ou de moléstia adquirida no exercício de
inundação ou outras calamidades, faltarem dados para contagem qualquer função policial-militar, será computado como se ele o
de tempo de serviço, caberá ao Comandante-Geral arbitrar o tivesse passado no exercício daquelas funções.
tempo a ser computado, para cada caso
particular, de acordo com os elementos disponíveis, após as Art. 144 - O tempo de serviço passado pelo servidor-militar no
investigações que couberem. exercício de atividades decorrentes ou dependentes de operações
de guerra será regulado em legislação específica.
Art. 140 - Na apuração de tempo de serviço policial-militar, será
feita a distinção entre: Art. 145 - O tempo de serviço dos servidores militares
I - tempo de serviço efetivo; beneficiados por anistia será contado conforme estabelecer o ato
II - anos de serviço. legal que a conceder.

Art. 141 - Tempo de efetivo serviço é o espaço de tempo Art. 146 - A data limite estabelecida para o final de contagem
computado dia a dia entre a inclusão ou nomeação e a data dos anos de serviço, para fins de passagem para a inatividade,
limite estabelecida para contagem ou data do desligamento do será a do desligamento do serviço ativo.
serviço ativo, mesmo que tal espaço de tempo seja parcelado.
§ 1º - Será, também, computado como tempo de efetivo serviço Art. 147 - Na contagem dos anos de serviço não poderá ser
o tempo passado dia a dia, nas Organizações Policiais-Militares, computada qualquer superposição entre si dos tempos de serviço
pelo servidor militar da reserva convocado ou mobilizado, no público federal, estadual, municipal ou passado em
exercício de funções servidores militares na forma do artigo 112. administração indireta, nem com os acréscimos de tempo, para
§ 2º - Não serão deduzidos do tempo de efetivo serviço, além os possuidores de curso universitário, nem com tempo de
dos afastamentos previstos no artigo 66, os períodos em que o serviço computável após a inclusão em Organização Policial-
servidor militar estiver afastado do exercício de suas funções, Militar ou órgão de formação de Polícia-Militar ou a nomeação
em gozo de licença especial. para posto da Brigada Militar.
§ 3º - Ao tempo de efetivo serviço, de que trata este artigo,
apurados e totalizados em dias, será aplicado o divisor trezentos DA LICENÇA PARA ACOMPANHAR O CÔNJUGE
e sessenta e cinco, para a correspondente obtenção dos anos de
efetivo serviço. Art. 148 - O servidor militar estável terá direito à licença, sem
remuneração e sem a contagem de tempo de serviço, para
Art. 142 - "Anos de serviço" é a expressão que designa o tempo acompanhar o cônjuge, quando este for transferido,
de efetivo serviço a que se refere o artigo anterior, com os independentemente de solicitação própria, para outro ponto do
seguintes acréscimos: Estado ou do Território Nacional, para o exterior ou para o
I - tempo de serviço público federal, estadual ou municipal exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e
prestado pelo servidor militar anteriormente a sua inclusão, Legislativo federal, estadual ou municipal.

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para qualquer estabelecimento de ensino do Estado,
Art. 149 - A licença será concedida mediante pedido do servidor independente de vaga e em qualquer grau.
militar, devidamente instruído, podendo ser renovada a cada
dois anos. Art. 158 - Não se aplicam as disposições deste Estatuto ao
pessoal civil em serviço na Brigada Militar.
DAS RECOMPENSAS E DAS DISPENSAS DO SERVIÇO
Art. 159 - Aplicam-se aos servidores militares, nos casos
Art. 150 - As recompensas constituem reconhecimento de bons omissos na presente Lei, as disposições do Estatuto e Regime
serviços prestados pelos servidores militares. Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis do Estado do Rio
§ 1º - São recompensas aos servidores militares: Grande do Sul.
a) prêmios de Honra ao Mérito;
b) condecorações por serviços prestados; Art. 160 - Os servidores militares inativados na forma prevista
c) elogios, louvores, referências elogiosas; pelo artigo 167, § 1º, incisos I, II e III da Lei nº 7.138, de 30 de
d) dispensa do serviço. janeiro de 1978, são considerados promovidos ao grau
§ 2º - As recompensas serão concedidas de acordo com as hierárquico imediato, mantendo-se inalterado o cálculo dos
normas estabelecidas nas leis e nos regulamentos da Brigada respectivos proventos.
Militar.
Art. 161 - As Praças terão direito ao fardamento de serviço por
Art. 151 - As dispensas do serviço são autorizações concedidas conta do Estado, de acordo com a tabela de distribuição
aos servidores militares para afastamento total do serviço, em elaborada pela Brigada Militar.
caráter temporário.
Art. 162 - Esta lei entra em vigor no primeiro dia do mês
Art. 152 - As dispensas do serviço podem ser concedidas aos seguinte ao de sua publicação.
servidores militares:
I - como recompensa; Art. 163 - Revogam-se as disposições em contrário, em especial
II - em decorrência de prescrição médica. a Lei nº 7.138, de 30 de janeiro de 1978.
Parágrafo único - As dispensas de serviço serão concedidas
com remuneração correspondente ao cargo ou função e PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 18 de agosto de 1997.
computadas como tempo de efetivo serviço.

DA PRORROGAÇÃO DO SERVIÇO POLICIAL- 11. LEI Nº. 10.991, DE 18 DE AGOSTO DE 1997.


MILITAR (atualizada até a Lei nº 11.736, de 13 de janeiro de 2002)

Art. 153 - Às Praças que concluírem o tempo de serviço a que Dispõe sobre a Organização Básica da
estiverem obrigadas, poderá, desde que requeiram, ser concedida Brigada Militar do Estado e dá outras
prorrogação desse tempo, uma ou mais vezes, como engajados providências.
ou reengajados, segundo as conveniências da Corporação e de
acordo com a legislação pertinente. Art. 1º - A Brigada Militar, Polícia Militar do Estado do Rio
Parágrafo único - O tempo de serviço policial-militar inicial, Grande do Sul, é uma Instituição permanente e regular,
bem como os de engajamento e de reengajamento, será de dois organizada com base na hierarquia e na disciplina, destinada à
anos. preservação da ordem pública e à incolumidade das pessoas e do
patrimônio.
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS
Art. 2º - A Brigada Militar vincula-se, administrativa e
Art. 154 - A assistência religiosa aos servidores militares será operacionalmente, à Secretaria de Estado responsável pela
regulada em lei específica. Segurança Pública no Estado do Rio Grande do Sul.

Art. 155 - É vedado o uso, por parte de organizações civis, de Art. 3º - Compete à Brigada Militar:
designações que possam sugerir a sua vinculação à Brigada I - executar, com exclusividade, ressalvada a competência das
Militar, excetuadas as associações, clubes, círculos e outros, que Forças Armadas, a polícia ostensiva, planejada pela autoridade
congreguem membros da Brigada Militar. policial-militar competente, a fim de assegurar o cumprimento
Art. 156 - Aplicam-se à Brigada Militar, no que couberem, o da lei, a manutenção da ordem pública e o exercício dos poderes
Regulamento Interno e dos Serviços Gerais do Exército (R/1), o constituídos;
Regulamento de Continências, Honra e Sinais de Respeito das II - atuar preventivamente, como força de dissuasão, em locais
Forças Armadas (R/2), o Regulamento de Administração do ou área específicas, onde de presuma ser possível a perturbação
Exército (R/3), o Regulamento de Correspondência do Exército, da ordem pública;
o Conselho de Justificação (Lei nº 5.836/72) e o Conselho de III - atuar repressivamente, em caso de perturbação da ordem
Disciplina (Decreto federal nº 71.500/72). pública e no gerenciamento técnico de situações de alto risco;
IV - exercer atividades de investigação criminal militar;
Art. 157 - O cônjuge do servidor militar, sendo servidor V - atuar na fiscalização e controle dos serviços de vigilância
estadual, será, se o requerer, removido ou designado para a sede participar no Estado;
do município onde servir o servidor militar, sem prejuízo de VI - executar o serviço de prevenção e combate a incêndio;
qualquer dos seus direitos, passando, se necessário, a condição VII - planejar, organizar, fiscalizar, controlar, coordenar,
de adido ou posto a disposição de instruir, apoiar e reconhecer o funcionamento dos serviços civis
qualquer órgão do serviço público estadual. auxiliares de bombeiros; (Redação dada pela Lei nº 11.736/02)
Parágrafo único - Quando, por necessidade do serviço, o VIII - realizar os serviços de busca e resgate aéreo, aquático e
servidor militar mudar a sede do seu domicílio, terá assegurado terrestre no Estado;
o direito de transferência e matrícula, para si e seus dependentes, IX - executar as atividades de defesa civil no Estado;
X - desempenhar outras atribuições previstas em lei.

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XI - planejar, estudar, analisar, vistoriar, controlar, fiscalizar, I - a Coordenação geral das atividades da Instituição;
aprovar e interditar as atividades, equipamentos, projetos e II - a Presidência da Comissão de Avaliação e Mérito;
planos de proteção e prevenção contra incêndios, pânicos, III - a Direção do Conselho Superior.
desastres e catástrofes em todas as edificações, instalações,
veículos, embarcações e outras atividades que ponham em risco Art. 9º - O Subcomandante-Geral é o substituto, nos seus
a vida, o meio ambiente e o patrimônio, respeitada a impedimentos eventuais, do Comandante-Geral da Corporação,
competência de outros órgãos; (Incluído pela Lei nº 11.736/02) competindo-lhe igualmente as funções de assessorá-lo no
XII - realizar a investigação de incêndios e sinistros; (Incluído cumprimento das atividades da Brigada Militar.
pela Lei nº 11.736/02) Parágrafo único - O Subcomandante-Geral será indicado pelo
XIII - elaborar e emitir resoluções e normas técnicas para Secretário de Estado responsável pelos assuntos de segurança
disciplinar a segurança contra incêndios e sinistros; (Incluído pública, ouvido o Comandante-Geral, e nomeado pelo
pela Lei nº 11.736/02) Governador do Estado.
XIV - avaliar e autorizar a instalação de sistemas ou centrais de
alarmes privados contra incêndios, nos Órgãos de Polícia Militar Art. 10 - Ao Conselho Superior, constituído pelos Coronéis da
(OPM) de Bombeiros, mediante a cobrança de taxas de serviço ativa em exercício na Instituição, cabe o assessoramento em
não emergenciais, determinadas na Lei nº 10.987, de 11 de assuntos de interesse da Corporação.
agosto de 1997, aplicando-se-lhes as penalidades previstas em
lei. (Incluído pela Lei nº 11.736/02) Art. 11 - Ao Estado Maior da Brigada Militar, órgão de
Parágrafo único - São autoridades policiais-militares o assessoramento do Comando-Geral, compete o estudo e o
Comandante-Geral da Brigada Militar, os Oficiais, e as Praças planejamento estratégico da Instituição.
em comando de fração destacada, no desempenho de atividade
policial-militar no âmbito de suas circunscrições territoriais. Art. 12 - O Estado Maior da Brigada Militar estrutura-se em:
I - chefia; e
Art. 4º - A Brigada Militar estrutura-se em órgãos de Direção, II - seções.
de Apoio e de Execução.
§ 1º - Ao Comando-Geral, que é o órgão de Direção Geral da Art. 13 - Ao Chefe do Estado Maior compete:
Brigada Militar, compete a administração da Instituição. I - assessorar o Comandante-Geral; e
§ 2º - Aos Departamentos e ao Comando do Corpo de II - coordenar, dirigir e controlar os trabalhos do Estado Maior.
Bombeiros - CCB, que são órgãos de apoio da Brigada Militar,
compete o planejamento, a direção, o controle e a execução das Art. 14 - A Corregedoria-Geral, diretamente subordinada ao
diretrizes emanadas do Comando da Instituição. (Redação dada Comandante-Geral é o órgão de disciplina, orientação e
pela Lei nº 11.736/02) fiscalização das atividades funcionais e da conduta dos
§ 3º - Aos Comandos Regionais e aos órgãos de Polícia Militar servidores da Instituição.
(OPM), que são os órgãos de Execução da Brigada Militar, Parágrafo único - Compete à Corregedoria-Geral:
compete as atividades administrativo-operacionais I - cumprir atividades que lhe sejam atribuídas pelo
indispensáveis ao cumprimento das finalidades da Instituição. Comandante-Geral;
§ 4º - Os órgãos de Polícia Militar (OPM) compreendem: II - exercer a apuração de responsabilidade criminal,
I - OPM de Polícia Ostensiva; administrativa ou disciplinar;
II - OPM de Bombeiros; III - fiscalizar as atividades dos órgãos e servidores da Brigada
III - OPM de Ensino; Militar, realizando inspeções e correições e sugerindo as
IV - OPM de Logística; medidas necessárias ou recomendáveis para a racionalização e
V - OPM de Saúde; eficiência dos serviços;
VI - OPM Especiais. IV - avaliar, para encaminhamento posterior ao Comandante-
Geral, os elementos coligidos sobre o estágio probatório de
Art. 5º - Os OPM têm criação, extinção, atribuições, estrutura, integrantes da carreira de Servidor-Militar;
organização, efetivo, nível, subordinação e grau de comando V - requisitar, de qualquer autoridade, certidões, diligências,
fixados considerando-se os indicadores de segurança pública da exames, pareceres técnicos e informações indispensáveis ao bom
respectiva circunscrição territorial e os indicadores específicos desempenho de sua função; e
da Instituição. VI - elaborar o regulamento do estágio probatório dos
servidores-militares.
Art. 6º - O Comandante-Geral, Oficial do último Posto da Art. 15 - A Ajudância-Geral tem a seu cargo os serviços
carreira do Quadro de Oficiais de Estado-Maior - QOEM, é a administrativos do Quartel do Comando-Geral e o atendimento
autoridade primeira da Instituição, competindo-lhe a sua de suas necessidades em pessoal e material.
administração, com os poderes e deveres inerentes à função.
Art. 16 - O Gabinete do Comandante-Geral, ao qual compete o
Art. 7º - O Comando-Geral compreende: assessoramento direto ao Comandante-Geral, é composto por:
I - o Comandante-Geral; I - Chefia;
II - o Subcomandante-Geral; II - Assessorias;
III - o Conselho Superior; III - Secretaria Executiva.
IV - o Estado Maior;
V - a Corregedoria-Geral; Art. 17 - À Comissão de Avaliação e Mérito, órgão de
VI - a Ajudância Geral; assessoramento permanente do Comandante-Geral nos assuntos
VII - o Gabinete do Comandante-Geral; e relativos às carreiras de Oficiais e Praças da Instituição, compete
VIII - a Comissão de Avaliação e Mérito. o controle, avaliação e processamento das promoções.

Art. 8º - O Comandante-Geral é indicado pelo Secretário de Art. 18 - Os Comandos Regionais, escalões intermediários de
Estado responsável pelos assuntos de segurança pública e Comando, são os responsáveis em suas respectivas
nomeado pelo Chefe do Poder Executivo Estadual, competindo- circunscrições territoriais pelas atividades administrativo-
lhe: operacionais dos OPM que lhe são subordinados.

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§ 1º - Os Comandos Regionais, conforme a respectiva Art. 1º - Os Quadros de Organização da Brigada Militar e as
circunscrição territorial de atuação, podem receber carreiras dos Oficiais e Praças passam a observar os preceitos
denominações diferenciadas, em razão do efetivo e da sua estatuídos na presente Lei.
destinação, que atendam às necessidades da segurança pública.
§ 2º - Os Comandos Regionais podem ser dotados de Centro de Art. 2º - Fica instituída a carreira dos Servidores Militares
Operações Policiais Militares. Estaduais de Nível Superior, estruturada através do Quadro de
Oficiais de Estado Maior - QOEM e do Quadro de Oficiais
Art. 19 - Os Departamentos e o Comando do Corpo de Especialistas em Saúde - QOES. (Vide LC nº 11.832/02)
Bombeiros organizam, sob a forma de sistemas, as atividades de § 1º - A carreira dos Quadros de Oficiais, de que trata o "caput"
ensino, instrução e pesquisa, logística, patrimônio, saúde, deste artigo, é constituída dos postos de Capitão, Major,
administração financeiro-contábil, pessoal, informática, Tenente-Coronel e Coronel.
atividades de bombeiro e outras, de acordo com as necessidades § 2º - A inclusão no quadro de acesso para a promoção ao posto
de instituição, compreendendo: (Redação dada pela Lei nº de Coronel poderá ser recusada pelo servidor.
11.736/02)
I - Departamento de Ensino, órgão de planejamento, controle e Art. 3º - O ingresso no QOEM dar-se-á no posto de Capitão, por
fiscalização das atividades de ensino, instrução e pesquisa; ato do Governador do Estado, após concluída a formação
II - Departamento de Logística e Patrimônio, órgão de específica, através de aprovação no Curso Superior de Polícia
planejamento, controle e fiscalização dos bens patrimoniais Militar.
afetos à Instituição, competindo-lhe a aquisição, distribuição, § 1º - O ingresso no Curso Superior de Polícia Militar dar-se-á
manutenção e a contratação de todos os serviços; mediante concurso público de provas e títulos com exigência de
III - Departamento de Saúde, órgão de planejamento, controle e diplomação no Curso de Ciências Jurídicas e Sociais.
fiscalização das atividades de saúde da Instituição; § 2º - Os aprovados no concurso público de que trata o parágrafo
IV - Departamento Administrativo, órgão de planejamento, anterior, enquanto estiverem freqüentando o Curso Superior de
controle, fiscalização, auditoria e execução das atividades Polícia Militar, cujo prazo de duração não excederá a dois anos,
financeiro-orçamentário-contábeis do pessoal; serão considerados Alunos-Oficiais.
V - Departamento de Informática, órgão de planejamento,
controle e fiscalização dos sistemas informatizados da Art. 4º - O ingresso no QOES dar-se-á no posto de Capitão, por
Instituição. ato do Governador do Estado, mediante concurso público de
VI - Comando do Corpo de Bombeiros, órgão de planejamento, provas e títulos e conclusão, com aprovação, do Curso Básico de
controle, coordenação e fiscalização de todas as atividades Oficiais de Saúde - CBOS, sendo exigido diploma de nível
técnicas de bombeiro. (Incluído pela Lei nº 11.736/02) superior na respectiva área da saúde.

Art. 20 - As funções de Comandante-Geral, de Subcomandante- Art. 5º - A ascensão funcional nos postos do QOEM e do QOES
Geral, de Chefe do Estado-Maior, de Corregedor-Geral e de ocorrerá após decorrido o interstício mínimo de oito anos de
Diretores dos Departamentos são privativas do posto de Coronel efetivo serviço em cada posto imediatamente anterior ao
do QOEM. § 1º - A função de Diretor do Departamento de correspondente à promoção.
Saúde será exercida por um Coronel do Quadro de Oficiais § 1º - Para a promoção ao posto de Major, o ocupante do posto
Especialistas em Saúde - QOES. de Capitão deverá ter prestado serviços em órgão de execução
§ 2º - VETADO por um período, consecutivo ou não, de, no mínimo, três anos e
§ 3º - O preenchimento das funções nos OPM de Bombeiros ter concluído, com aprovação, o Curso Avançado de
ocorrerá, preferencialmente, por Oficiais detentores do Curso de Administração Policial Militar - CAAPM.
Especialização em Bombeiros ou equivalente, por Oficiais § 2º - O acesso à promoção ao posto de Coronel, pelo ocupante
pertencentes ao Quadro de Tenentes de Polícia Militar - QTPM - do posto de Tenente-Coronel, exige a conclusão, com
oriundos da Qualificação Policial Militar 2 - QPM-2 e, somente, aprovação, do Curso de Especialização em Políticas e Gestão de
por Praças Integrantes da mesma Qualificação. (Incluído pela Segurança Pública - CEPGSP.
Lei nº 11.736/02) § 3º - O Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais e o Curso
Superior de Polícia Militar, cursados pelos integrantes do
Art. 21 - Os Departamentos da Brigada Militar poderão dividir- Quadro de Oficiais de Polícia Militar - QOPM, com vigência
se em divisão, seção e setor, nesta ordem de hierarquia, com anterior a esta Lei, são equivalentes e substituídos,
competências a serem discriminadas em regimento interno. respectivamente, pelos Cursos previstos nos parágrafos 1º e 2º
Art. 22 - O Poder Executivo regulamentará a presente Lei no deste artigo.
que couber, no prazo de 90 (noventa) dias, a contar de sua
vigência. Art. 6º - Os postos de Capitão, Major, Tenente-Coronel e
Coronel da atual carreira do Quadro de Oficiais de Polícia
Art. 23 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Militar - QOPM e o posto de Capitão da atual carreira do
Quadro Especial de Oficiais de Polícia Militar Feminina -
Art. 24 - Revogam-se as disposições em contrário, em especial a QEOPMFem, previstos na Lei nº 9.741, de 20 de outubro de
Lei nº 7.556, de 20 de novembro de 1981. 1992, ficam incorporados à carreira do QOEM, assim como os
postos mencionados neste artigo, da atual carreira do Quadro de
PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 18 de agosto de 1997. Oficiais de Saúde - QOS, igualmente previstos na mencionada
Lei, passam a integrar a carreira do QOES.
§ 1º - Os atuais postos de Primeiro e Segundo-Tenentes do
12. LEI COMPLEMENTAR Nº. 10.992, DE 18 DE QOPM e do QEOPMFem passam a constituir o Quadro Especial
AGOSTO DE 1997. de Oficiais da Brigada Militar em Extinção - QEOBMEx, e os
(atualizada até a Lei Complementar nº 12.374, de 24 de novembro de 2005) atuais postos de Primeiro e Segundo-Tenentes do QOS passam
também a constituir o Quadro Especial de Oficiais de Saúde da
Dispõe sobre a carreira dos Servidores Brigada Militar em Extinção - QEOSBMEx, sendo que estes
Militares do Estado do Rio Grande do Sul e postos serão extintos à medida que vagarem os respectivos
dá outras providências. cargos.

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§ 2º - Não haverá ingressos no posto inicial da carreira do acesso ao grau hierárquico de Primeiro-Tenente. (Vide Lei
QOEM e do QOES, decorrentes da conclusão dos Cursos Complementar nº 11.832/02)
instituídos nos artigos 3º e 4º desta Lei, enquanto não forem § 1º - A inclusão em Quadro de Acesso para as promoções na
promovidos ao posto de Capitão os integrantes dos Quadros carreira instituídas no “caput” poderá ser recusada pelo servidor
Especiais previstos no parágrafo anterior, até a sua extinção. militar. (Incluído pela Lei Complementar nº 11.832/02)
§ 3° - A incorporação dos Oficiais oriundos dos Quadros § 2º - Fica assegurado aos Terceiro-Sargentos em Extinção, aos
extintos por esta Lei Complementar aos novos Quadros por ela Cabos em Extinção e aos Soldados que ingressaram na Brigada
criados, far-se-á de acordo com as respectivas antigüidades e na Militar anterior a data de 18 de agosto de 1997, o direito de
ordem de precedência que entre si detinham nos Quadros de freqüentarem o Curso Técnico de Segurança Pública (CTSP),
origem, sendo que, na hipótese de igualdade de antigüidade, será independente de possuírem o ensino médio, permanecendo a
considerada como termo inicial a data de promoção ou necessidade de preencherem os demais requisitos impostos em
nomeação para o posto de Segundo Tenente, assegurando-se a lei. (Incluído pela Lei Complementar nº 11.832/02)
mencionados Oficiais o direito de acesso a todos postos, em § 3º - Os Militares Estaduais para serem promovidos deverão
igualdade de condições. (Redação dada pela LC nº 11.773/02) estar classificados, no mínimo, no comportamento "Bom".
§ 4º - Os Alunos-Oficiais dos Cursos Superiores de Formação de (Incluído pela Lei Complementar nº 11.832/02)
Oficiais da Brigada Militar em andamento ou já autorizados, § 4º - Na promoção de carreira dos Militares Estaduais de Nível
mediante edital, na data de vigência desta Lei Complementar, Médio não será exigido exame psicotécnico. (Incluído pela Lei
serão promovidos ao posto de Segundo-Tenente do QEOBMEx Complementar nº 11.832/02)
referido no § 1º deste artigo, por ocasião da formatura no
respectivo curso, mediante ato do Governador do Estado. Art. 12 - As Qualificações Policiais-Militares (QPM) da
(Redação dada pela Lei Complementar nº 11.272/98) Brigada Militar passam a ser as seguintes:
§ 5º - O Curso Superior de Formação de Oficiais da Brigada I - Qualificação Policial-Militar 1 (QPM-1): Praças de Polícia
Militar (CSFO/BM), com vigência anterior a esta Lei, é Ostensiva;
equivalente e substituído pelo Curso Superior de Polícia Militar. II - Qualificação Policial-Militar 2 (QPM-2): Praças Bombeiros.
§ 6º - A promoção disciplinada pelo § 4º deste artigo será
realizada para o posto de Primeiro-Tenente do QEOBMEx, Art. 13 - As Qualificações Policiais-Militares a que se refere o
quando nele existirem vagas, respeitada a precedência artigo anterior, a partir da edição desta Lei, são constituídas
hierárquica. (Incluído pela Lei Complementar nº 11.272/98) pelas graduações de Soldado de 1ª classe, Segundo Sargento e
Primeiro Sargento.
Art. 7º - Os integrantes do QOPM, do QEOPMFem e do QOS,
previstos na Lei nº 9.741, de 20 de outubro de 1992, bem como Art. 14 - O ingresso nas Qualificações Policiais-Militares dar-
os integrantes dos Quadros Especiais em extinção, previstos no se-á na graduação de Soldado de 1ª classe, por ato do
§ 1º do artigo anterior, têm assegurado o direito à ascensão Governador do Estado, após aprovação em concurso público e
hierárquica, independentemente do interstício e tempo de no respectivo Curso de Formação. (Redação dada pela Lei
serviço em órgão de execução previstos no artigo 5º desta Lei, Complementar nº 11.832/02)
aplicando-se-lhes o Estatuto dos Servidores Militares do Estado
do Rio Grande do Sul e o Regulamento de Promoções. Art. 15 - (REVOGADO pela Lei Complementar nº 11.832/02)
Parágrafo único - (SUPRIMIDO/Lei Complementar 11.248/98)
Art. 16 - As graduações de Cabo e Subtenente, previstas na Lei
Art. 8º - O Oficial do Quadro de Oficiais de Estado Maior - nº 9.741, de 20 de outubro de 1992, ficam extintas, à medida que
QOEM exerce o Comando, Chefia ou Direção dos órgãos vagarem os respectivos cargos.
administrativos de média e alta complexidade da estrutura § 1º - A graduação de Terceiro-Sargento será provida, respeitado
organizacional da Corporação e das médias e grandes frações de o efetivo para ela fixado na Lei citada, mediante a formação em
tropa de atividade operacional, incumbindo-lhe o planejamento, serviço dos atuais Cabos e Soldados, respeitada a ordem
a coordenação e o controle das atividades a seu nível, na forma hierárquica, que houverem ingressado na Instituição até a data
regulamentar, bem como o planejamento, a direção e a execução de 18 de agosto de 1997, que contarem ou completarem cinco
das atividades de ensino, pesquisa, instrução e treinamento, anos de efetivo serviço na Brigada Militar. (Redação dada pela
voltadas ao desenvolvimento da segurança pública, na área afeta Lei Complementar nº 11.832/02)
à Brigada Militar. § 2º - Os promovidos à graduação de Terceiro-Sargento
freqüentarão estágio de aperfeiçoamento visando a adequarem-
Art. 9º - O Oficial do Quadro de Oficiais Especialistas em se à nova graduação. (Redação dada pela Lei Complementar nº
Saúde - QOES atuará nas atividades de saúde da Instituição, 11.832/02)
aplicando-lhes as disposições do artigo anterior, de acordo com § 3º - Não havendo candidatos passíveis de formação em
as suas peculiaridades. serviço, a graduação de Terceiro-Sargento entrará em extinção,
revertendo os cargos, à medida em que vagarem: 20% para o
Art. 10 - Os Quadros de Oficiais de Administração (QOA) e de posto de Primeiro-Tenente, 30% para a graduação de Primeiro-
Oficiais Especialistas (QOE), previstos na Lei nº 9.741, de 20 de Sargento e os 50% restantes para a graduação de Segundo-
outubro de 1992, serão extintos à medida que vagarem os Sargento. (Redação dada pela Lei Complementar nº 11.832/02)
respectivos cargos, ficando assegurado aos seus atuais § 4º - As vagas preenchidas na graduação de Terceiro-Sargento,
integrantes a ascensão hierárquica, na forma da legislação conforme os parágrafos anteriores, integram o total do efetivo
pertinente. fixado para a graduação de Soldado. (Renumerado pela Lei
Complementar nº 11.272/98)
Art. 11 - Fica instituída a carreira dos Servidores Militares § 5º - Não havendo mais candidatos passíveis de formação em
Estaduais de Nível Médio, integrada pelo Quadro de Primeiro- serviço, a graduação de Terceiro-Sargento entrará em extinção,
Tenentes de Polícia Militar - QTPM e pelas Qualificações revertendo os cargos, à medida em que vagarem, para a
Policiais-Militares - QPM - para Praças, composta, graduação de Soldado. (Renumerado pela Lei Complementar nº
respectivamente, por posto e graduações, com exigência da 11.272/98)
escolaridade de 2º Grau do ensino médio, a qual possibilitará o

61
Art. 17 - A convocação dos Subtenentes e Primeiro-Sargentos § 2º - As Praças oriundas das extintas Qualificações Policiais-
para freqüentarem o Curso Básico de Administração Policial Militares Particulares (QPMP) da Qualificação Policial-Militar
Militar (CBAPM) e dos Terceiro-Sargentos em Extinção, Cabos Geral-2 (QPMG-2) passam a integrar a Qualificação Policial-
em Extinção e Soldados para freqüentarem o Curso Técnico em Militar 2 (QPM-2).
Segurança Pública (CTSP), dar-se-á por ordem de antigüidade. § 3º - As fusões das extintas Qualificações Policiais-Militares,
(Redação dada pela Lei Complementar nº 11.832/02) com vistas à formação das Qualificações criadas por esta Lei,
§ 1º O total de postos de Primeiro-Tenente (QTPM) será observarão, para a organização das novas escalas hierárquicas, a
distribuído entre a qualificação de policiamento e a qualificação ordem de antigüidade na graduação e a ordem de precedência
de bombeiros proporcionalmente ao respectivo efetivo, para fins que seus integrantes detinham nas Qualificações extintas.
de convocação de Subtenentes e Primeiro-Sargentos aos cursos § 4º - As especialidades de interesse da Brigada Militar,
de habilitação (CBA) previstos no caput deste artigo. exercidas por Praças, serão criadas e reguladas por ato do Chefe
(Renumerado pela Lei Complementar nº 12.374/05) do Poder Executivo, mediante proposta do Comandante-Geral
§ 2º Das vagas referentes às convocações de que trata o "caput" da Brigada Militar ao Secretário de Estado responsável pelos
deste artigo, 30% (trinta por cento) serão preenchidas por assuntos da segurança pública.
candidatos habilitados, a ser regulado administrativamente pela
Brigada Militar, observado o interstício mínimo de 7 (sete) anos Art. 23 - Fica extinta a graduação de Aspirante-a-Oficial.
de efetivo serviço para o Curso Técnico em Segurança Pública -
CTSP -, e 3 (três) anos na graduação de Primeiro-Sargento para Art. 24 - Ficam extintos os Cursos de Formação, Habilitação e
o Curso Básico de Administração - CBA. (Incluído pela Lei Aperfeiçoamento instituídos para Oficiais e Praças
Complementar nº 12.374/05) anteriormente à vigência desta Lei.

Art. 18 - (REVOGADO pela Lei Complementar nº 12.374/05) Art. 25 - Ficam mantidos os padrões remuneratórios dos cargos
correspondentes aos postos e graduações extintos por esta Lei,
Art. 19 - Serão promovidos à graduação de Segundo-Sargento, sobre os quais incidirá a política salarial do Estado.
após aprovação no curso de habilitação Curso Técnico de
Segurança Pública (CTSP), os Terceiros-Sargentos em Extinção, Art. 26 - (REVOGADO pela Lei Complementar nº 12.374/05)
Cabos em Extinção e Soldados, que contarem com mais de
cinco anos de efetivo serviço na Brigada Militar, obedecidos os Art. 27 - VETADO.
critérios de antigüidade e merecimento, a medida que vagarem
os cargos. (Redação dada pela Lei Complementar nº 11.832/02) Art. 28 - As despesas decorrentes da aplicação desta Lei
Parágrafo único - Serão promovidos à graduação de Primeiro- correrão à conta de dotações orçamentárias próprias.
Sargento, os Segundos-Sargentos, que contarem com pelo
menos 1 (um) ano na graduação, obedecidos os critérios de Art. 29 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
antigüidade e merecimento, à medida que vagarem os cargos.
(Redação dada pela Lei Complementar nº 12.374/05) Art. 30 - Revogam-se as disposições em contrário.

Art. 20 - Os Servidores Militares Estaduais de Nível Médio são, PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 18 de agosto de 1997.
por excelência, respeitada a ordem hierárquica, elementos de
execução das atividades administrativas e operacionais, podendo
exercer o Comando e Chefia de órgãos administrativos de menor 13. LEI Nº. 10.993, DE 18 DE AGOSTO DE 1997.
complexidade e das pequenas frações de tropa da atividade (atualizada até a Lei n.º 13.970, de 12 de abril de 2012)

operacional da estrutura organizacional da Corporação, assim


Fixa o efetivo da Brigada Militar do Estado
como auxiliar nas tarefas de planejamento, executar a
e dá outras providências.
coordenação e o controle das atividades em seu nível, na forma
regulamentar, e ainda auxiliar na execução das atividades de
Art. 1.° - O efetivo da Brigada Militar do Estado é fixado em
ensino, pesquisa, instrução e treinamento. (Redação dada pela
37.050 (trinta e sete mil e cinquenta) cargos de servidores
Lei Complementar nº 11.832/02)
militares estaduais, entre Oficiais e Praças, assim distribuídos:
(Redação dada pela Lei n.º 13.970/12)
Art. 21 - Serão promovidos ao posto de Primeiro-Tenente, após
aprovação em curso de habilitação Curso Básico de
I - Oficiais:
Administração Policial Militar (CBAPM), os Subtenentes e
a) Quadro de Oficiais de Estado-Maior (QOEM): (Redação dada
Primeiro-Sargentos, obedecidos os critérios de antigüidade e
pela Lei n.º 13.479/10)
merecimento, à medida em que vagarem os cargos. (Redação
- 26 (vinte e seis) Coroneis; (Redação dada pela Lei n.º
dada pela Lei Complementar nº 11.832/02)
13.479/10)
Parágrafo único - Os Subtenentes e Primeiro-Sargentos
- 89 (oitenta e nove) Tenentes-Coroneis; (Redação dada pela Lei
possuidores do extinto Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos
n.º 13.479/10)
(CAS) terão precedência na matrícula do CBAPM. (Incluído
- 259 (duzentos e cinquenta e nove) Majores; (Redação dada
pela Lei Complementar nº 11.832/02)
pela Lei n.º 13.479/10)
- 634 (seiscentos e trinta e quatro) Capitães; (Redação dada pela
Art. 22 - Ficam extintas as Qualificações Policiais Militares
Lei n.º 13.479/10)
Gerais e Particulares e a Qualificação Especial de Praças de
b) Quadro de Oficiais Especialistas em Saúde (QOES):
Polícia Militar Feminina, instituídas pela Lei nº 9.741, de 20 de
(Redação dada pela Lei n.º 13.479/10)
outubro de 1992.
- 1 (um) Coronel; (Redação dada pela Lei n.º 13.479/10)
§ 1º - As Praças oriundas das extintas Qualificações Policiais-
- 6 (seis) Tenentes-Coroneis; (Redação dada pela Lei n.º
Militares Particulares (QPMP), da Qualificação Policial-Militar
13.479/10)
Geral-1 (QPMG-1) e da Qualificação Especial de Praças de
- 17 (dezessete) Majores; (Redação dada pela Lei n.º 13.479/10)
Polícia-Militar Feminina (QEPPMFem) passam a integrar a
- 99 (noventa e nove) Capitães; (Redação dada pela Lei n.º
Qualificação Policial-Militar 1 (QPM-1).
13.479/10)
c) Quadro de Tenentes de Polícia Militar (QTPM):
62
- 760 Primeiros-Tenentes.
II - Praças: Art. 7º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
a) Especiais:
- Até 200 Alunos-Oficiais. Art. 8º - Revogam-se as disposições em contrário, passando o
b) de Polícia Ostensiva - Qualificação Policial-Militar 1 (QPM- efetivo da Lei nº 9.741, de 20 de outubro de 1992, a constar de
1): (Redação dada pela Lei n.º 13.837/11) acordo com o disposto no artigo 1º desta Lei.
- 2.325 cargos de Primeiro-Sargento; (Redação dada pela Lei n.º
13.837/11) PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 18 de agosto de 1997.
- 3.518 cargos de Segundo-Sargento; (Redação dada pela Lei n.º
13.837/11)
- 5.240 cargos de Terceiro-Sargento; (Redação dada pela Lei n.º 14. LEI Nº. 10.996, DE 18 DE AGOSTO DE 1997.
13.837/11) (atualizada até a Lei nº 12.577, de 19 de julho da 2006)
- 19.432 cargos de Soldado; (Redação dada pela Lei n.º
13.837/11) Estabelece benefício ao servidor integrante
c) Bombeiros - Qualificação Policial-Militar 2 (QPM-2): dos órgãos operacionais da Secretaria da
(Redação dada pela Lei n.º 13.970/12) Justiça e da Segurança, ou ao seu
- 488 cargos de 1º Sargento; (Redação dada pela Lei n.º beneficiário, na ocorrência dos eventos
13.970/12) "invalidez permanente, total ou parcial, ou
- 737 cargos de 2º Sargento; (Redação dada pela Lei n.º morte", ocorridos em serviço.
13.970/12)
- 810 cargos de 3º Sargento; (Redação dada pela Lei n.º Art. 1º - Na ocorrência dos eventos “invalidez permanente, total
13.970/12) ou parcial, ou morte”, ocorridos em serviço, o servidor ou seu
- 2.609 cargos de Soldado. (Redação dada pela Lei n.º beneficiário, faz jus ao beneficio financeiro de R$ 25.000,00
13.970/12) (vinte e cinco mil reais). (Redação dada pela Lei nº 12.577/06)
§ 1º Os cargos de Terceiro-Sargento, quando extintos, reverterão § 1º - Serão considerados acidentes em serviço aqueles
a outros cargos nas proporções fixadas pela Lei Complementar ocorridos nas circunstâncias previstas na Lei nº 10.594, de 11 de
n.° 10.992, de 18 de agosto de 1997, que dispõe sobre a carreira dezembro de 1995.
dos Servidores Militares do Estado do Rio Grande do Sul e dá § 2º - São considerados órgãos operacionais da Secretaria da
outras providências. (Redação dada pela Lei n.º 13.837/11) Justiça e da Segurança, para os efeitos desta Lei, a Brigada
§ 2º Os cargos de Terceiro-Sargento previstos neste artigo, e por Militar, a Polícia Civil, a Superintendência dos Serviços
consequência o efetivo previsto no “caput” deste artigo, serão Penitenciários - SUSEPE e o Instituto-Geral de Perícias.
acrescidos gradativamente na forma da Lei. (Incluído pela Lei § 3º - O benefício de que trata este artigo será concedido
n.º 13.837/11) somente aos servidores abaixo relacionados, independentemente
da Classe titulada, que desempenham suas atividades em
Art. 2º - O Quadro Especial a que se refere o parágrafo 1º do situação permanente de risco:
artigo 232 da Lei n.º 7.356, de 1º de fevereiro de 1980, é I - na Polícia Civil - para os Investigadores de Polícia,
constituído de quatro cargos de Coronel, escolhidos dentre os Inspetores de Polícia, Escrivães de Polícia, Comissários de
integrantes do Quadro de Oficiais de Estado-Maior e nomeados Polícia e Comissários de Diversões Públicas;
Juízes Militares para a composição do Tribunal Militar do II - na Brigada Militar - para os Postos e Graduações da
Estado. hierarquia militar de Soldado de 2ª Classe a Capitão, inclusive;
III - na Superintendência dos Serviços Penitenciários - SUSEPE
Art. 3º - As Praças Especiais não estão computadas no total do - para os Auxiliares de Serviços Penitenciários e para os Agentes
efetivo, sendo consideradas até o limite máximo, e os Penitenciários do Quadro dos Funcionários Penitenciários,
respectivos totais serão fixados anualmente por ato do instituído pela Lei nº 9.228, de 1º de fevereiro de 1991, e para os
Comandante-Geral da Brigada Militar. Monitores Penitenciários e Técnicos Penitenciários do Quadro
dos Funcionários Penitenciários em extinção; e
Art. 4º - O provimento do efetivo será gradual, observado nos IV - no Instituto-Geral de Perícias - para os Auxiliares de
respectivos postos e graduações, o preenchimento dos seguintes Perícia, para os Papiloscopistas e para os Fotógrafos
percentuais mínimos de vagas acrescidas em decorrência da Criminalistas.
presente Lei, desde que atendidos os requisitos legais para os
respectivos provimentos: Art. 2º - O benefício de que trata o "caput" do artigo 1º não
I - 10% (dez por cento), em 1997; prejudica outros direitos previstos em lei.
II - 15% (quinze por cento), em 1998;
III - 20% (vinte por cento), em 1999; Art. 3º - As despesas decorrentes da execução desta Lei
IV - 25% (vinte e cinco por cento), em 2000;e correrão por conta de dotação orçamentária própria.
V - 30% (trinta por cento), em 2001.
§ 1º - As disposições deste artigo não se aplicam para o Art. 4º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
provimento da graduação de Soldado.
§ 2º - Quando o percentual mínimo de provimento de vagas Art. 5º - Revogam-se as disposições em contrário.
corresponder à fração do respectivo posto ou graduação, a
referida fração, será computada como se vaga fosse, para os fins PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 18 de agosto de 1997.
de provimento.
§ 3º - Os provimentos referidos neste artigo serão efetivados no
dia 18 de novembro de cada ano e observarão os quantitativos 15. LEI Nº. 11.991, DE 27 DE OUTUBRO DE 2003.
fixados no artigo 1º desta Lei. (atualizada até a Lei n.º 13.932, de 14 de fevereiro de 2012)

Art. 5º - VETADO. Cria o Programa de Militares Estaduais


Art. 6º - As despesas decorrentes da execução da presente Lei Temporários da Brigada Militar, e dá outras
correrão à conta de dotações orçamentárias próprias. providências.

63
Art. 1º - Fica instituído na Brigada Militar no Estado do Rio inciso II, alínea “c”, da Lei Complementar n.º 10.990, de 18 de
Grande do Sul, nos termos da Lei Complementar n.º 10.990, de agosto de 1997, que dispõe sobre o Estatuto dos Servidores
18 de agosto de 1997, o Programa de Militares Estaduais Militares da Brigada Militar do Estado do Rio Grande do Sul e
Temporários, obedecidas às condições previstas nesta Lei. dá outras providências, ter sido licenciado, no mínimo, no
comportamento Bom, e não ter sido punido pela prática de falta
Art. 2º - Para implementação do Programa instituído por esta grave na forma do regulamento disciplinar da Força a que
Lei, fica o Poder Executivo autorizado a contratar em caráter servia; (Redação dada pela Lei n.º 13.522/10)
emergencial, nos termos do inciso IV do artigo 19 da II - estar em dia com as obrigações eleitorais;
Constituição Estadual, até o limite de 1.500 (um mil e III - ter concluído o ensino fundamental;
quinhentos) servidores, para exercerem as funções de Soldado IV - ser aprovado nos exames de saúde, odontológico e mental,
PM Temporário sujeitos, no que couber, às normas aplicáveis realizados pela Brigada Militar;
aos integrantes da Brigada Militar. V - ser aprovado nos exames de aptidão física, em testes
§ 1º - Considera-se caráter emergencial, para os efeitos desta realizados na Brigada Militar;
Lei, a falta de recursos humanos para atender a necessidade VI - ser aprovado em prova escrita de conhecimento gerais,
inadiável de admissão dos profissionais indicados no "caput" do elaborada pela Brigada Militar;
artigo, em número e locais onde a falta destes impossibilita a VII - não ter antecedentes criminais, situação comprovada
prestação do serviço público específico. mediante a apresentação de certidões expedidas pelos órgãos
§ 2º - Os servidores de que trata o "caput" deste artigo vinculam- policiais e judiciários estaduais e federais.
se, obrigatoriamente, ao Regime Geral da Previdência Social. § 2º - O curso será oferecido pelo Departamento de Ensino da
Brigada Militar.
Art. 3º - O Programa de Militares Estaduais Temporários
objetiva: Art. 8º - O desligamento do Soldado PM Temporário ocorrerá
I - dar maior visibilidade ao policiamento, por meio do aumento por ato do Comandante-Geral, nas seguintes hipóteses:
do contingente de policiais; I - ao final do período de prestação do serviço;
II - proporcionar ao jovem a ocupação e renda, evitando o seu II - a qualquer tempo, mediante requerimento do Soldado PM
envolvimento em atividade anti-sociais; Temporário;
III - potencializar a segurança orgânica das instalações Policiais III - quando o Soldado PM Temporário apresentar conduta
Militares. incompatível, devidamente apurada nas normas aplicáveis aos
Parágrafo único - O contratado para desempenhar as funções integrantes da Brigada Militar ou em razão da natureza do
previstas no Programa instituído por esta Lei será denominado serviço prestado;
Soldado PM Temporário. IV - em atendimento aos interesses da administração pública
e/ou incompatibilidade para desempenho das funções ocorridas
Art. 4º - A contratação prevista nesta Lei vigorará pelo prazo de posteriormente a sua contratação.
2 (dois) anos, podendo ter prorrogada, no máximo uma vez, pelo Parágrafo único - Ao ser excluído do Programa de Militares
período de 1 (um) ano. (Redação dada pela Lei n.º 12.558/06) Estaduais Temporários, encerra-se para o Soldado PM
§ 1º - Quando da renovação, o Soldado PM Temporário será Temporário o vínculo com a Brigada Militar, não cabendo
submetido à nova avaliação física e de saúde, visando analisar as qualquer remuneração ou indenização por parte do Estado.
condições de continuidade ou não de seus serviços.
§ 2º - O pedido de prorrogação deverá ser protocolado pelo Art. 9º - Fica vedado ao Soldado PM Temporário:
Soldado PM Temporário no Órgão Policial Militar em que I - o desempenho das atividades de Soldado PM Temporário em
estiver em exercício, 60 (sessenta) dias antes da data de qualquer outro órgão estranho à Brigada Militar;
encerramento do período de suas atividades. II - a realização de cursos de carreira;
§ 3º - A contratação de recursos humanos, em caráter III - a transferência de município;
emergencial, de que trata esta Lei fica condicionada ao IV - o acúmulo de férias, a instalação e o trânsito;
atendimento do previsto na Lei Complementar Federal n.º 101, V - uso de uniforme quando em folga ou trânsito, sendo o uso
de 04 de maio de 2000. deste permitido somente com identificação ostensiva da
condição de Soldado PM Temporário, exclusivamente em
Art. 5º - A atividade de Soldado PM Temporário tem por serviço.
finalidade a execução de serviços de recepção em órgãos da
Corporação e de telefonista, em eventos especiais de maneira Art. 10 - Ao Soldado PM Temporário é vedado o exercício de
agrupada e devidamente comandados, em serviços internos de qualquer outra atividade remunerada.
apoio, guarda de órgãos da Brigada Militar e guarda externa de
estabelecimentos penais. (Redação dada pela Lei n.º 13.932/12) Art. 11 - O Soldado PM Temporário faz jus, a título de
remuneração:
Art. 6º - O recrutamento para o serviço deverá ser precedido de I - durante o curso: mensalmente um salário mínimo regional;
autorização expressa do Governador do Estado, mediante II - primeiro ano: após o curso receberá 75% do vencimento
proposta fundamentada do Comandante-Geral da Brigada bruto inicial do Soldado de carreira;
Militar, observando o limite de 10% (dez por cento) do efetivo III – segundo e terceiro ano: receberá 80% do vencimento bruto
total previsto para Soldado da Brigada Militar e o número de inicial do Soldado de carreira. (Redação dada pela Lei n.º
cargos vagos existentes no quadro. 12.558/06)
Parágrafo único - O Soldado PM Temporário terá direito ao
Art. 7º - A contratação do Soldado PM Temporário dar-se-á vale-transporte.
mediante seleção e aprovação em curso específico.
§ 1º - Para realização da seleção devem ser preenchidos os Art. 12 - Os Soldados PM Temporários desempenharão suas
seguintes requisitos: funções em municípios com mais de 100.000 habitantes
I - ser concludente do serviço militar obrigatório das Forças podendo, em casos excepcionais, por decreto e mediante
Armadas, até 3 (três) anos antes da data de abertura das proposta do Comandante-Geral da Brigada Militar com
inscrições ao processo seletivo, ou ser servidor militar inativo na fundamento em critérios objetivos, as atividades serem
reserva não remunerada, conforme disposto no art. 3.º, § 1.º, desenvolvidas em municípios com menor número de habitantes.

64
Art. 13 - O Comandante-Geral da Brigada Militar poderá baixar a) curso Superior em Ciências Jurídicas e Sociais para ingresso
instruções internas necessárias à aplicação do disposto nesta Lei. no Curso Superior de Polícia Militar;
b) curso Superior de Graduação na respectiva área de saúde para
Art. 14 - As despesas decorrentes da aplicação desta Lei ingresso no Curso Básico de Oficiais de Saúde;
correrão à conta das dotações orçamentárias próprias. c) conclusão de Ensino Médio ou equivalente, para ingresso no
Curso Básico de Formação Policial Militar;
Art. 15 - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. XV - possuir Carteira Nacional de Habilitação, cuja categoria
será estabelecida no respectivo edital do concurso.
Art. 16 - Revogam-se as disposições em contrário. Parágrafo único - Os limites máximos de idade de que trata o
inciso XI deste artigo não se aplicam aos militares estaduais.
PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 27 de outubro de 2003.
Art. 3º - Compete ao Comandante-Geral da Brigada Militar,
baixar normas complementares sobre o processo seletivo para
16. LEI Nº. 12.307, DE 08 DE JULHO DE 2005. ingresso na Brigada Militar, por meio de edital.

Dispõe sobre as condições específicas para Art. 4º - A abertura do concurso público será efetuada por meio
ingresso na Brigada Militar, na condição de de edital nos termos da legislação vigente.
militar estadual, e dá outras providências.
Art. 5º - O ingresso de militares estaduais poderá ser
O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO regionalizado.
GRANDE DO SUL. Faço saber, em cumprimento ao disposto
no artigo 82, inciso IV, da Constituição do Estado, que a Art. 6º - Os candidatos que tiverem sua inscrição homologada
Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono e promulgo a Lei no concurso público, serão avaliados nos seguintes aspectos:
seguinte: I - avaliação médica;
II - avaliação física;
Art. 1º - O ingresso nas carreiras Policiais Militares dar-se-á, III - avaliação psicológica;
exclusivamente, mediante concurso público de provas e de IV - avaliação intelectual;
provas e títulos. V - avaliação moral.

Art. 2º - Para ingresso na Brigada Militar deverão ser Art. 7º - O militar estadual efetivo será licenciado do seu cargo
observadas as seguintes condições: para realizar o curso de formação, tendo assegurado o seu
I - ter nacionalidade brasileira; retorno no momento que for desligado ou reprovado no mesmo.
II - possuir ilibada conduta pública e privada, a ser comprovada Parágrafo único - Ao ser licenciado nos termos do “caput”
mediante: deste artigo, o militar estadual poderá optar entre a percepção da
a) apresentação de atestado de bons antecedentes, de alvará de bolsa de estudos ou o vencimento de seu cargo.
folha corrida do Poder Judiciário, de certidão negativa das
justiças estadual, federal e eleitoral e das justiças militares Art. 8º - Atendidos os requisitos previstos nesta Lei, com a
estadual e federal; aprovação no respectivo curso de formação, o candidato estará
b) realização de sindicância sobre a vida pregressa do candidato; habilitado a ingressar na carreira militar.
c) na condição de reservista das Forças Armadas, ter sido § 1º - A média final obtida pelos candidatos no curso de
licenciado, no mínimo, no comportamento „Bom‟; formação servirá como critério de classificação para ordem de
d) na condição de ex-servidor, não ter sido demitido; nomeação.
III - estar quite com as obrigações eleitorais e militares; § 2º - Em caso de empate na média final dos candidatos, serão
IV - não figurar como indiciado em inquérito policial ou utilizados os critérios estabelecidos pelo Órgão de Direção
policial-militar; Setorial de Ensino da Brigada Militar, na forma de seu
V - não ter sofrido condenação criminal com pena privativa de Regimento Interno.
liberdade, medida de segurança ou qualquer condenação
incompatível com a função policial-militar; Art. 9º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
VI - não estar respondendo a processo criminal;
VII - não ter sido isentado do serviço militar por incapacidade Art. 10 - Revogam-se as disposições em contrário, em especial
física definitiva; o Decreto nº 30.512, de 29 de dezembro de 1981, e o Decreto nº
VIII - ter altura mínima de 1,65m para homens e 1,60m para 37.536, de 8 de julho de 1997.
mulheres;
IX - obter aprovação nos exames de saúde, capacitação física e PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 08 de julho de 2005.
intelectual, conforme requisitos estipulados em edital;
X - ter aprovação no exame psicológico, de acordo com o perfil
definido para ingresso no respectivo curso; 17. LEI Nº. 12.629, DE 16 DE NOVEMBRO DE 2006.
XI - possuir, até a data da inclusão, a idade máxima:
a) de 29 anos para o ingresso no Curso Superior de Polícia Dispõe sobre a obrigatoriedade da
Militar e no Curso Básico de Oficiais de Saúde; manutenção de banco de dados contendo
b) de 25 anos para o ingresso no Curso Básico de Formação informações sobre venda de uniformes
Policial Militar; utilizados por servidores da Brigada Militar.
XII - não ter sido dispensado de incorporação nas Forças
Armadas por motivo considerado incompatível com as O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO
exigências para o curso; GRANDE DO SUL. Faço saber, em cumprimento ao disposto
XIII - não ter sido desligado de estabelecimento de ensino no artigo 82, inciso IV, da Constituição do Estado, que a
militar ou policial militar por motivo disciplinar; Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono e promulgo a Lei
XIV - possuir escolaridade mínima, comprovada mediante seguinte:
certificado ou diploma, devidamente registrado, em:
65
Art. 1º - Ficam obrigados, no âmbito do Estado do Rio Grande Art. 7º - As alíquotas de contribuição estabelecidas por esta Lei
do Sul, os estabelecimentos comerciais e os profissionais Complementar serão exigidas a partir do dia 1.º do mês seguinte
autônomos que confeccionam ou comercializam uniformes ao decurso do prazo estabelecido pelo § 6.º do art. 195 da
utilizados por servidores da Brigada Militar, a manter, pelo Constituição Federal, mantidas, neste prazo, as atuais alíquotas
prazo de cinco anos, um registro destas operações realizadas. de contribuição.
Parágrafo único - O registro mencionado no “caput” deste
artigo deverá conter, obrigatoriamente, o nome do comprador, Art. 8º - Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua
seu endereço, data da compra, quantidade e descrição completa publicação.
do material comprado.
PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 05 de abril de 2010.
Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 16 de novembro de 19. LEI Nº. 13.468, DE 15 DE JUNHO DE 2010.
2006.
Institui o Programa Educacional de
Resistência às Drogas e à Violência -
18. LEI COMPLEMENTAR Nº. 13.431, DE 05 DE ABRIL PROERD no âmbito do Estado do Rio
DE 2010. Grande do Sul e dá outras providências.

Dispõe sobre a contribuição previdenciária A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO


dos servidores militares estaduais. GRANDE DO SUL. Faço saber, em cumprimento ao disposto
no artigo 82, inciso IV, da Constituição do Estado, que a
A GOVERNADORA DO ESTADO DO RIO Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono e promulgo a Lei
GRANDE DO SUL. Faço saber, em cumprimento ao disposto seguinte:
no artigo 82, inciso IV, da Constituição do Estado, que a
Assembléia Legislativa aprovou e eu sanciono e promulgo a Lei Art. 1º - Fica instituído o Programa Educacional de Resistência
seguinte: às Drogas e à Violência – PROERD, baseado no modelo
internacional “Drug Abuse Resistance Education” – D.A.R.E., a
Art. 1° - Ficam fixadas as seguintes alíquotas de contribuição ser desenvolvido nas redes de ensino público e privado do
previdenciária mensal compulsória dos servidores militares: Estado do Rio Grande do Sul e entidades interessadas, bem
I – 7,5 % (sete e meio por cento), com vigência a partir de 1.º de como em forma de orientação para pais, mediante a realização
março de 2010; e de ações preventivas e cooperativas entre a Brigada Militar e
II – 11% (onze por cento), com vigência a partir de 1.º de março demais entes envolvidos com o Programa.
de 2011. Parágrafo único - A metodologia utilizada para o
desenvolvimento do PROERD poderá ser dirigida às séries do
Art. 2º - A contribuição previdenciária mensal compulsória dos Ensino Fundamental e às séries do Ensino Médio, com
servidores militares a que se refere o art. 1.º incide sobre: planejamento adequado às idades, a ser regulamentado pela
I - o Salário de Contribuição para os servidores militares da Brigada Militar.
ativa; e
II – a parcela do Salário de Contribuição que exceder ao limite Art. 2º - O PROERD será organizado e gerenciado
máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral de exclusivamente pela polícia militar do Estado do Rio Grande do
Previdência Social - RGPS, de que trata o art. 201 da Sul – Brigada Militar, constituindo-se em tema transversal, de
Constituição Federal, para os servidores militares inativos e acordo com a matriz curricular pedagógica nacional e os
pensionistas. parâmetros curriculares nacionais, conforme previsto na Lei de
Diretrizes e Bases da Educação - Lei Federal n.º 9.394, de 20 de
Art. 3º - Entende-se por Salário de Contribuição, para os efeitos dezembro de 1996.
desta Lei Complementar, a soma mensal paga pelo Estado ao Parágrafo único - As escolas e entidades interessadas em
segurado ou pensionista a qualquer título, excluídos somente os participar do PROERD comporão um cadastro organizado pela
pagamentos ou créditos de natureza indenizatória ou eventual, Brigada Militar.
tais como honorários, diárias e ajudas de custo.
Art. 3º - O PROERD terá como ação preponderante a
Art. 4º - A contribuição mensal do Estado será correspondente prevenção, através de metodologia de ensino baseadas nas
ao dobro da contribuição dos servidores militares ativos, seguintes diretrizes:
inativos e pensionistas. I - desenvolvimento de ações e aulas de noções de cidadania;
Parágrafo único - Eventual diferença entre o valor necessário II - desenvolvimento de atividades e administração de aulas que
ao pagamento das aposentadorias e das pensões e o valor das demonstrem a desaprovação da prática de atos de violência entre
contribuições previdenciárias correspondentes ao mês anterior, estudantes das redes pública e privada de ensino do Rio Grande
em decorrência de recolhimentos insuficientes para o pagamento do Sul;
dos benefícios, será objeto de transferência de recursos do III - desenvolvimento de programa de prevenção primária ao
Estado ao gestor único do Regime Próprio de Previdência Social uso de drogas lícitas e ilícitas, destinado a alertar sobre os
- RPPS/RS. malefícios causados à saúde física e mental do usuário;
IV - desenvolvimento de atividades e aulas que esclareçam
Art. 5º - A contribuição previdenciária mensal do servidor sobre os riscos decorrentes da dependência química e a
militar afastado da atividade sem remuneração corresponde à criminalidade relacionada, direta ou indiretamente, ao uso de
sua última contribuição, acrescida da prevista no art. 4.º, sujeita drogas;
aos reajustes legais. V - orientação das crianças, adolescentes e familiares acerca das
soluções e medidas eficazes quanto à resistência às drogas lícitas
Art. 6º - Esta Lei Complementar aplica-se aos servidores e ilícitas; e
militares ativos, inativos e pensionistas.
66
VI - desenvolvimento de um trabalho interno de prevenção ao Parágrafo único - Aos servidores militares que tiverem
uso de drogas lícitas e ilícitas, através da formação de equipes de ocupado cargo no serviço público, com interrupção após a
palestras, que atenderá à política da Secretaria de Segurança entrada em vigor desta Lei Complementar, aplica-se o Regime
Pública. Financeiro de que trata o „caput‟ deste artigo. (Redação dada
Parágrafo único - As atividades inseridas nos incisos deste pela Lei Complementar n.º 14.015/12)
artigo poderão ser direcionadas à capacitação dos pais dos
alunos da rede de ensino público e privado, com a aplicação de Art. 4º - Fica instituído o Fundo Previdenciário dos Servidores
metodologia específica para adultos. Militares – FUNDOPREV/MILITAR – para implementação do
regime financeiro de capitalização.
Art. 4º - A Brigada Militar, para a implementação do PROERD, Parágrafo único - O FUNDOPREV/MILITAR será gerido pelo
fica autorizada a celebrar convênios, termos de cooperação Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul –
técnica, entre outros meios de parceria, que terão como objetivo IPERGS –, Gestor Único do Regime Próprio de Previdência
primordial a destinação de recursos e de custeio e investimento Social dos Servidores Militares do Estado do Rio Grande do Sul,
para divulgação, operacionalização das ações e aquisição de com segregação contábil e fiscal dos demais recursos e fundos
material didático. da Autarquia.

Art. 5º - A Brigada Militar, para a implementação do PROERD, Art. 5º - Os benefícios de auxílio-doença e salário-maternidade
poderá receber recursos de custeio próprios para o devidos aos servidores militares ativos abrangidos pelo regime
desenvolvimento essencial de suas atividades, o que será objeto financeiro da capitalização, e o auxílio-reclusão devido aos seus
de regulamentação pela Corporação. dependentes, serão processados diretamente pelo Estado e
Parágrafo único - Os recursos tratados no art. 4.º desta Lei custeados mediante ressarcimento, pelo
poderão ser direcionados ao PROERD na respectiva Lei FUNDOPREV/MILITAR.
Orçamentária, no Plano Plurianual e na Lei de Diretrizes
Orçamentárias, através de orçamento previsto para a Secretaria Art. 6º - As receitas do FUNDOPREV/MILITAR serão
da Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul. compostas na forma da legislação aplicável e conforme o
disposto na Lei Federal n.º 9.717, de 27 de novembro de 1998,
Art. 6º - O quadro de efetivos da Brigada Militar que comporá e em especial por:
desenvolverá o PROERD será constituído de servidores I - transferências em espécie apuradas, nos termos desta Lei
militares estaduais, ativos e inativos, integrantes da Corporação. Complementar, a partir da receita de contribuições
Parágrafo único - A participação do efetivo no PROERD é previdenciárias mensais dos seus contribuintes e da contribuição
matéria a ser regulamentada pela Brigada Militar, atendendo-se do Estado e dos demais recursos a serem repassados pelo
à finalidade de garantir a execução das ações estabelecidas no Tesouro do Estado;
art. 3.º desta Lei. II - doações e dações efetivadas pelo Estado e que
especificamente lhes forem destinadas;
Art. 7º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. III - produto das aplicações e investimentos realizados com os
respectivos recursos;
PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 15 de junho de 2010. IV - aluguéis e rendimentos derivados dos bens a eles
vinculados, inclusive os decorrentes de alienações;
V - recursos da compensação previdenciária realizada com o
20. LEI COMPLEMENTAR Nº. 13.757, DE 15 DE JULHO Instituto Nacional do Seguro Social – INSS – ou outro regime
DE 2011. previdenciário, havidos de benefícios devidos aos servidores
(atualizada até a Lei Complementar n.º 14.015, de 21 de junho de 2012) militares que lhes sejam vinculados; e
VI - demais bens, ativos, direitos e recursos que lhes forem
Dispõe sobre o Regime Próprio de destinados e incorporados na forma da lei.
Previdência Social dos Servidores Militares Parágrafo único - As transferências em espécie, necessárias à
do Estado do Rio Grande do Sul, institui o composição do FUNDOPREV/MILITAR a serem efetivadas
Fundo Previdenciário dos Servidores pelo Estado deverão constar, obrigatoriamente, a cada exercício,
Militares – FUNDOPREV/MILITAR –, e dá na Lei de Diretrizes Orçamentárias e na Lei Orçamentária
outras providências. Anual.

Art. 1º - O Regime Próprio de Previdência Social dos Art. 7º - Todos os valores em espécie destinados ao
Servidores Militares do Estado do Rio Grande do Sul é FUNDOPREV/MILITAR serão depositados em conta específica
organizado e financiado mediante dois sistemas, sendo um de e exclusiva do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. –
repartição simples e outro de capitalização, na forma disposta BANRISUL –, distinta da conta do Tesouro do Estado, vedada
nesta Lei Complementar. sua utilização pelo Sistema Integrado de Administração de
Caixa no Estado do Rio Grande do Sul – SIAC.
Art. 2º - Aplica-se o Regime Financeiro de Repartição Simples §1º - A movimentação financeira e patrimonial dos recursos do
aos servidores militares do Estado do Rio Grande do Sul que FUNDOPREV/MILITAR estará condicionada à autorização
ingressaram e permaneceram no serviço público sem interrupção conjunta de um representante indicado pelo Gestor Único e de
em relação ao último cargo titulado, até a entrada em vigor desta um membro do Conselho Deliberativo do Instituto de
Lei Complementar. (Redação dada pela Lei Complementar n.º Previdência do Estado do Rio Grande do Sul – IPERGS –
14.015/12) escolhido pelo próprio Conselho dentre os representantes dos
servidores que o compõe.
Art. 3º - Aplica-se o Regime Financeiro de Capitalização aos § 2º - Nas hipóteses de ausência, impedimento ou afastamento
servidores militares do Estado do Rio Grande do Sul que do representante dos servidores mencionado no § 1º deste artigo,
ingressarem no serviço público a partir da entrada em vigor a autorização para movimentação financeira e patrimonial
desta Lei Complementar. (Redação dada pela Lei Complementar poderá ser realizada apenas pelo representante indicado pelo
n.º 14.015/12) Gestor Único.

67
§ 3º - Em nenhuma hipótese poderão os valores pertencentes ao Art. 16 - A base de contribuição para o
Fundo serem utilizados pelo Governo do Estado para outros fins FUNDOPREV/MILITAR será:
que não previdenciários, cabendo a movimentação dos valores I - quando servidor militar ativo, o valor total bruto da
unicamente nos termos do § 1.º deste artigo. remuneração percebida, desconsideradas as parcelas que, por
sua natureza, não possam ser incluídas no cálculo do benefício
Art. 8º - O FUNDOPREV/MILITAR garantirá ao segurado, de inatividade remunerada;
individual ou coletivamente, pleno acesso às informações II - quando inativo, o total bruto dos proventos que excederem
relativas à gestão do Regime. ao limite máximo fixado para os benefícios do Regime Geral da
Parágrafo único - O saldo atualizado do Fundo será Previdência Social de que trata o art. 201 da Constituição
mensalmente divulgado pelo Gestor Único, inclusive em sítio Federal;
eletrônico oficial do Governo na Internet, para fins de III - quando pensionista, o valor bruto do respectivo benefício
publicidade e de acompanhamento social. que exceder ao limite máximo do Regime Geral da Previdência
Social fixado no art. 201 da Constituição Federal.
Art. 9º - As aplicações e investimentos efetuados com os § 1º - Para os fins de incidência da alíquota previdenciária de
recursos do FUNDOPREV/MILITAR atenderão aos princípios pensionistas, consideram-se proventos:
da segurança, rentabilidade, liquidez, transparência e I - o valor total dos proventos do servidor militar falecido, até o
economicidade e às diretrizes estabelecidas pela Política Anual limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime Geral
de Investimentos do Fundo. da Previdência Social de que trata o art. 201 da Constituição
§ 1º - As aplicações e os investimentos do Fundo obedecerão à Federal, acrescido de 70% (setenta por cento) da parcela
regulamentação do Ministério da Previdência e Assistência excedente a este limite, caso inativo à data do óbito; ou
Social e do Conselho Monetário Nacional – CMN. II - o valor total da remuneração do servidor militar no cargo
§ 2º - A aplicação dos recursos, quando efetivada em instituição efetivo em que se deu o falecimento, até o limite máximo
financeira, será feita exclusivamente em bancos oficiais. estabelecido para os benefícios do Regime Geral da Previdência
Social de que trata o art. 201 da Constituição Federal, acrescido
Art. 10 - O IPERGS instituirá um Comitê de Investimentos, de 70% (setenta por cento) da parcela excedente a este limite,
composto de forma paritária, em conformidade com caso em atividade na data do óbito.
regulamento específico, com finalidade exclusivamente § 2º - A contribuição, no caso em que o inativo ou pensionista
consultiva, cujo funcionamento será estabelecido em regimento for portador de doença incapacitante, incidirá apenas sobre a
interno. parcela de proventos de inatividade e de pensão que superarem o
dobro do limite máximo estabelecido para os benefícios do
Art. 10-A - A contribuição previdenciária mensal descontada Regime Geral da Previdência Social de que trata o art. 201 da
dos segurados militares ativos, inativos e pensionistas do Estado Constituição Federal.
do Rio Grande do Sul, contribuintes do Regime Financeiro de § 3º - Constituem base de cálculo para a contribuição de que
Repartição Simples, é fixada em 13,25% (treze inteiros e vinte e trata esta Lei Complementar as vantagens de natureza
cinco centésimos por cento). (Incluído pela Lei Complementar remuneratória decorrentes de sentença judicial condenatória do
n.º 14.015/12) Estado e a gratificação natalina, sendo que esta não integrará a
Parágrafo único - Aplica-se a alíquota prevista neste artigo aos base de cálculo do beneficio.
inativos e aos pensionistas na forma dos §§ 18 e 21 do art. 40 da § 4º - Nas hipóteses de acumulação de cargos, proventos ou
Constituição Federal. (Incluído pela Lei Complementar n.º cargos e proventos, dada a incomunicabilidade destas relações, a
14.015/12) contribuição previdenciária deverá ser calculada isoladamente,
tomando-se cada um dos cargos de que o servidor militar seja ou
Art. 11 - (REVOGADO pela Lei Complementar n.º 14.015/12) tenha sido titular.
Parágrafo único - (REVOGADO pela Lei Complementar n.º
14.015/12) Art. 17 - A contribuição devida pelo Estado correrá a cargo das
dotações próprias do Poder Executivo.
Art. 12 - (REVOGADO pela Lei Complementar n.º 14.015/12)
I - (REVOGADO pela Lei Complementar n.º 14.015/12) Art. 18 - O Estado continuará cumprindo a função de garantidor
II - (REVOGADO pela Lei Complementar n.º 14.015/12) dos benefícios previdenciários aos servidores públicos militares,
tanto no Regime Financeiro de Repartição Simples quanto no
Art. 13 - A contribuição mensal do Estado para o Regime Regime Financeiro de Capitalização, independentemente do
Financeiro de Repartição Simples será de 26,50% (vinte e seis resultado do FUNDOPREV/MILITAR.
inteiros e cinquenta centésimos por cento), correspondente ao
dobro daquela descontada do servidor militar. (Redação dada Art. 19 - O disposto nesta Lei Complementar, em especial nos
pela Lei Complementar n.º 14.015/12) arts. 2.º e 3.º, não interfere na concessão e no cálculo dos
benefícios previdenciários a que fazem jus os servidores
Art. 14 - A contribuição previdenciária mensal descontada dos militares e seus dependentes.
segurados militares ativos, inativos e pensionistas do Estado do
Rio Grande do Sul contribuintes do FUNDOPREV/MILITAR Art. 20 - Em até sessenta dias, o Estado regulamentará o
será de 13,25% (treze inteiros e vinte e cinco centésimos por Regime Próprio de Previdência Social, em conformidade com o
cento) sobre a remuneração efetivamente recebida. (Redação disposto nesta Lei Complementar e na Lei Federal n.º
dada pela Lei Complementar n.º 14.015/12) 9.717/1998.

Art. 15 - A contribuição mensal do Estado para o Art. 21 - As alíquotas de contribuição estabelecidas por esta Lei
FUNDOPREV/MILITAR será de 13,25% (treze inteiros e vinte Complementar serão exigidas a partir do dia 1.º do mês seguinte
e cinco centésimos por cento), sendo idêntica àquela descontada ao decurso do prazo estabelecido pelo § 6.º do art. 195 da
do servidor militar. (Redação dada pela Lei Complementar n.º Constituição Federal, mantidas, neste prazo, as atuais alíquotas
14.015/12) de contribuição.

68
Art. 22 - Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua Art. 5.º Em 30 de novembro de 2014, a remuneração inicial de
publicação. 1.º Tenente, nos termos do art. 3.º desta Lei, corresponderá a
43% (quarenta e três por cento) do soldo básico do posto de
PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 15 de julho de 2011. Coronel.

Art. 6.º As disposições desta Lei aplicam-se aos inativos, aos


21. LEI Nº. 14.074, DE 31 DE JULHO DE 2012. pensionistas respectivos e às pensões vitalícias.

Dispõe sobre os soldos básicos de postos e Art. 7.º As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão
graduações da Brigada Militar e dá outras à conta de dotações orçamentárias próprias.
providências.
Art. 8.º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação,
O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO produzindo seus efeitos a partir de 1.º de novembro de 2012.
GRANDE DO SUL. Faço saber, em cumprimento ao disposto
no artigo 82, inciso IV, da Constituição do Estado, que a PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 31 de julho de 2012.
Assembleia Legislativa aprovou e eu sanciono e promulgo a Lei
seguinte: ANEXO ÚNICO
BRIGADA MILITAR
Art. 1º - Os valores dos soldos básicos de postos e graduações REMUNERAÇÃO INICIAL
da Brigada Militar, exceto os postos de Capitão, Major, Tenente-
Coronel e Coronel, são reajustados em 6% (seis por cento), a POSTO / Valores das remunerações iniciais dos postos e
GRADUAÇÃO graduações, em R$, a
partir de 1.º de novembro de 2012. partir de:
1.º de 1.º de 1.º de 1.º de
Art. 2º - Os soldos básicos dos postos e graduações da Brigada maio novembro maio novembro
Militar, exceto os postos de Capitão, Major, Tenente-Coronel e de 2013 de de 2014 de 2014
2013
Coronel, ficam fixados nos valores e respectivas datas de SOLDADO PM - 2ª
vigência especificadas a seguir: 2.047,54
CLASSE (em 1.506,72 1.592,00 1.971,39
POSTO / Valores dos soldos básicos dos postos e graduações, extinção)
GRADUAÇÃO em R$, a partir de: SOLDADO PM - 1ª 2.398,27
1.764,81 1.864,71 2.309,08
1.º de 1.º de 1.º de 1.º de CLASSE
maio novembro maio novembro CABO PM (em
1.848,85 1.953,50 2.401,44 2.494,20
de 2013 de 2013 de 2014 de 2014 extinção)
3º SARGENTO PM
2.100,97 2.219,89 2.678,53 2.781,99
SOLDADO PM - 2ª (em extinção)
CLASSE (em 467,92 494,41 612,23 635,88 2º SARGENTO PM 2.353,08 2.486,28 2.955,62 3.069,79
extinção) 1º SARGENTO PM 2.521,16 2.663,87 3.140,35 3.261,65
SOLDADO PM - 1ª ASPIRANTE A
548,08 579,10 717,11 744,80 3.408,43
CLASSE OFICIAL PM (em 2.847,02 3.008,18 3.281,67
CABO PM (em extinção)
574,18 606,68 745,79 774,60
extinção) SUB-TENENTE PM 3.408,43
3º SARGENTO PM 2.847,02 3.008,18 3.281,67
652,47 689,41 831,84 863,97 (em extinção)
(em extinção) 2º TENENTE PM 3.205,34 3.386,77 3.694,69 3.837,40
2º SARGENTO PM 730,77 772,14 917,90 953,35 1º TENENTE PM 3.445,59 3.640,62 3.971,62 4.125,02
1º SARGENTO PM 782,97 827,29 975,26 1.012,93
ASPIRANTE A
OFICIAL PM (em 884,17 934,22 1.019,15 1.058,52
extinção) 22. LEI Nº. 14.075, DE 31 DE JULHO DE 2012.
SUB-TENENTE PM
884,17 934,22 1.019,15 1.058,52
(em extinção)
2º TENENTE PM 995,45 1.051,79 1.147,42 1.191,74
Fixa os valores dos soldos básicos dos
1º TENENTE PM 1.070,06 1.130,63 1.233,42 1.281,06 postos de Capitão, Major, Tenente-Coronel
e Coronel da Brigada Militar, extingue
Art. 3.º A remuneração inicial dos postos e graduações da gratificação instituída pela Lei n.º 10.395,
Brigada Militar de que trata esta Lei, compreendendo o soldo de 1.º de junho de 1995, extingue parcela
básico fixado no art. 2.º desta Lei, acrescido da Gratificação de autônoma e gratificação instituídas pela Lei
Risco de Vida, passa a ser estabelecida no Anexo Único, n.º 13.951, de 19 de março de 2012, e dá
mantendo-se inalterada a forma de cálculo das vantagens outras providências.
temporais e demais parcelas que compõem a remuneração
desses servidores. O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL. Faço saber, em cumprimento ao disposto
Art. 4.º À remuneração inicial, compreendida como soldo no artigo 82, inciso IV, da Constituição do Estado, que a
básico acrescido da Gratificação de Risco de Vida, nos termos Assembleia Legislativa aprovou e eu sanciono e promulgo a Lei
do art. 3.º desta Lei, a partir de 1.º de novembro de 2014, aplica- seguinte:
se o seguinte escalonamento:
I - 1º Tenente PM............................................................... 100%; Art. 1º - A contar de 1.º de agosto de 2012, os soldos básicos
II - 2º Tenente PM........................................................... 93,02%; dos Oficiais da carreira dos Servidores Militares Estaduais de
III - Sub-Tenente PM (em extinção)............................... 82,62%; Nível Superior da Brigada Militar, estabelecida na forma do art.
IV - Aspirante a Oficial PM (em extinção)..................... 82,62%; 2.º da Lei Complementar n.º 10.992, de 18 de agosto de 1997,
V - 1º Sargento PM.......................................................... 79,06%; composta pelos postos de Capitão, Major, Tenente-Coronel e
VI - 2º Sargento PM........................................................ 74,41%; Coronel, são os que seguem:
VII - 3º Sargento PM (em extinção)............................... 67,44%; I - Coronel ............................................................... R$ 7.928,15;
VIII - Cabo PM (em extinção)........................................ 60,46%; II - Tenente-Coronel ................................................ R$ 7.559,98;
IX - Soldado PM - 1.ª Classe........................................... 58,13%; III - Major ................................................................ R$ 7.273,56;
X - Soldado PM - 2.ª Classe (em extinção)..................... 49,63%. IV - Capitão ............................................................. R$ 5.956,07.
69
Art. 2º - Ficam extintas, a contar de 1.º de agosto de 2012, a O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das
gratificação instituída pelo § 2.º do art. 11 da Lei n.º 10.395, de atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, alínea "a",
1.º de junho de 1995, a parcela autônoma e a gratificação da Constituição, e tendo em vista o disposto nos arts. 1o, 3o,
instituídas, respectivamente, pelos arts. 2.º e 3.º da Lei n.º parágrafo único, e 4o, caput e § 1o, da Lei no 10.201, de 14 de
13.951, de 19 de março de 2012, e a Gratificação de Incentivo à fevereiro de 2001, e Considerando o disposto nos arts. 144 e 241
Atividade Policial – GIAP –, de que trata o art. 2.º da Lei n.º da Constituição e o princípio de solidariedade federativa que
9.152, de 5 de outubro de 1990. orienta o desenvolvimento das atividades do sistema único de
segurança pública;
Art. 3º - Os soldos básicos dos postos de Capitão, Major,
Tenente-Coronel e Coronel da Brigada Militar ficam fixados nos DECRETA:
valores e respectivas datas de vigência especificadas a seguir, já
com a incorporação das gratificações extintas pelo art. 2.º desta Art. 1º - Este Decreto disciplina as regras gerais de organização
Lei, mantendo-se inalterada a forma de cálculo das vantagens e funcionamento da administração pública federal, para
temporais: desenvolvimento do programa de cooperação federativa
POSTO denominado Força Nacional de Segurança Pública, ao qual
Valores dos
soldos básicos CAPITÃO MAJOR
TENENTE-
CORONEL poderão voluntariamente aderir os Estados interessados, por
CORONEL
dos Postos, em PM PM
PM
PM meio de atos formais específicos.
R$, a partir de:
1.º de maio de 9.236,32
7.502,21 8.335,78 8.774,50 Art. 2º - A Força Nacional de Segurança Pública atuará em
2014
1.º de novembro
7.791,98 8.657,75 9.113,43 9.593,08
atividades destinadas à preservação da ordem pública e da
de 2014 incolumidade das pessoas e do patrimônio, nas hipóteses
1.º de maio de
2015
8.017,70 8.908,55 9.502,46 10.135,96 previstas neste Decreto e no ato formal de adesão dos Estados e
1.º de novembro do Distrito Federal. (Redação dada pelo Decreto nº 7.318, de
8.447,12 9.385,69 10.011,40 10.678,83
de 2015 2010).
1.º de maio de 11.319,56
8.716,77 9.685,29 10.470,59
2016
11.960,28
Art. 2º-A - A atuação dos servidores civis nas atividades
1.º de novembro
9.210,17 10.233,51 11.063,26 desenvolvidas no âmbito da Força Nacional de Segurança
de 2016
1.º de maio de
9.500,67 10.556,33 11.568,58
12.677,90 Pública, conforme previsto nos arts. 3o e 5o da Lei no 11.473,
2017 de 10 de maio de 2007, compreende: (Incluído pelo Decreto nº
1.º de novembro
de 2017
10.038,48 11.153,86 12.223,41 13.395,52 7.318, de 2010).
1.º de maio de 14.199,25 I - auxílio às ações de polícia judiciária estadual na função de
10.351,25 11.501,39 12.779,33
2018 investigação de infração penal, para a elucidação das causas,
1.º de novembro 15.002,98 circunstâncias, motivos, autoria e materialidade; (Incluído pelo
10.937,17 12.152,41 13.502,68
de 2018
Decreto nº 7.318, de 2010).
Parágrafo único. V E T A D O II - auxílio às ações de inteligência relacionadas às atividades
destinadas à preservação da ordem pública e da incolumidade
Art. 4º - O soldo básico dos Oficiais da carreira dos Servidores das pessoas e do patrimônio; (Incluído pelo Decreto nº 7.318, de
Militares Estaduais de Nível Superior da Brigada Militar, 2010).
composta pelos postos de Capitão, Major, Tenente-Coronel e III - realização de atividades periciais e de identificação civil e
Coronel, a partir de 1.º de novembro de 2018, obedecerá à regra criminal destinadas a colher e resguardar indícios ou provas da
de escalonamento, tomando por base o soldo básico do Coronel, ocorrência de fatos ou de infração penal; (Incluído pelo Decreto
no valor de R$ 15.002,98, conforme os seguintes índices: nº 7.318, de 2010).
I - Coronel.......................................................................... 100%; IV - auxílio na ocorrência de catástrofes ou desastres coletivos,
II - Tenente-Coronel ............................................................ 90%; inclusive para reconhecimento de vitimados; e (Incluído pelo
III - Major............................................................................ 81%; Decreto nº 7.318, de 2010).
IV - Capitão .................................................................... 72,90%. V - apoio a ações que visem à proteção de indivíduos, grupos e
órgãos da sociedade que promovem e protegem os direitos
Art. 5º - As disposições desta Lei aplicam-se aos inativos, aos humanos e as liberdades fundamentais. (Incluído pelo Decreto nº
pensionistas respectivos e às pensões vitalícias. 7.318, de 2010).
§ 1º - As atividades de cooperação federativa serão
Art. 6º - As despesas decorrentes da aplicação desta Lei desenvolvidas sob a coordenação conjunta da União e do ente
correrão à conta de dotações orçamentárias próprias. convenente. (Incluído pelo Decreto nº 7.318, de 2010).
§ 2º - A presidência do inquérito policial será exercida pela
Art. 7º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. autoridade policial da circunscrição local, nos termos do art. 4º
do Decreto-Lei no 3.689, de 3 de outubro de 1941 - Código de
Art. 8.º Fica revogada a Lei n.º 12.201, de 29 de dezembro de Processo Penal. (Incluído pelo Decreto nº 7.318, de 2010).
2004, bem como as disposições em contrário.
Art. 3º - Nas atividades da Força Nacional de Segurança
PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 31 de julho de 2012. Pública, serão atendidos, dentre outros, os seguintes princípios:
I - respeito aos direitos individuais e coletivos, inclusive à
integridade moral das pessoas;
23. DECRETO FEDERAL Nº. 5.289, DE 29 DE II - uso moderado e proporcional da força;
NOVEMBRO DE 2004. III - unidade de comando;
IV - eficácia;
Disciplina a organização e o funcionamento V - pronto atendimento;
da administração pública federal, para VI - emprego de técnicas proporcionais e adequadas de controle
desenvolvimento do programa de de distúrbios civis;
cooperação federativa denominado Força VII - qualificação especial para gestão de conflitos; e
Nacional de Segurança Pública, e dá outras VIII - solidariedade federativa.
providências.
70
Art. 4º - A Força Nacional de Segurança Pública poderá ser órgãos estaduais, para o desempenho das atividades da Força
empregada em qualquer parte do território nacional, mediante Nacional de Segurança Pública.
solicitação expressa do respectivo Governador de Estado ou do § 1º - As Forças Armadas, por autorização específica do
Distrito Federal. Presidente da República, e outros órgãos federais desvinculados
§ 1º - Compete ao Ministro de Estado da Justiça determinar o do Ministério da Justiça poderão oferecer instalações, recursos
emprego da Força Nacional de Segurança Pública, que será de inteligência, transporte, logística e treinamento de modo a
episódico e planejado. contribuir com as atividades da Força Nacional de Segurança
§ 2º - O contingente mobilizável da Força Nacional de Pública.
Segurança Pública será composto por servidores que tenham § 2º - Em caso de emprego das Forças Armadas para a garantia
recebido, do Ministério da Justiça, treinamento especial para da lei e da ordem, na forma da legislação específica, o
atuação conjunta, integrantes das polícias federais e dos órgãos Presidente da República poderá determinar ao Ministério da
de segurança pública dos Estados que tenham aderido ao Justiça que coloque à disposição do Ministério da Defesa os
programa de cooperação federativa. recursos materiais da Força Nacional de Segurança Pública.
§ 3º - O ato do Ministro de Estado da Justiça que determinar o § 3º - Os Estados também poderão participar de operações
emprego da Força Nacional de Segurança Pública conterá: conjuntas da Força Nacional de Segurança Pública, fornecendo
I - delimitação da área de atuação e limitação do prazo nos quais recursos materiais e logísticos.
as atividades da Força Nacional de Segurança Pública serão
desempenhadas; Art. 10 - Caberá ao Ministério da Justiça:
II - indicação das medidas de preservação da ordem pública a I - coordenar o planejamento, o preparo e a mobilização da
serem implementadas; e Força Nacional de Segurança Pública, compreendendo:
III - as diretrizes que nortearão o desenvolvimento das a) mobilização, coordenação e definição da estrutura de
operações de segurança pública. comando dos integrantes da Força Nacional de Segurança
§ 4º - As atribuições dos integrantes dos órgãos de segurança Pública;
pública envolvidos em atividades da Força Nacional de b) administração e disposição dos recursos materiais e
Segurança Pública são aquelas previstas no art. 144 da financeiros necessários ao emprego da Força Nacional de
Constituição e na legislação em vigor. Segurança Pública;
§ 5º - O Ministério da Justiça deverá assegurar contingente c) realização de consultas a outros órgãos da administração
permanente mínimo de quinhentos homens da Força Nacional de pública federal sobre quaisquer aspectos pertinentes às
Segurança Pública treinados para emprego imediato. (Incluído atividades da Força Nacional de Segurança Pública;
pelo Decreto nº 6.189, de 2007) d) solicitação de apoio da administração dos Estados e do
Distrito Federal às atividades da Força Nacional de Segurança
Art. 5º - Os servidores de órgãos de segurança pública Pública, respeitando-se a organização federativa; e
mobilizados para atuar de forma integrada, no programa de e) inteligência e gestão das informações produzidas pelos órgãos
cooperação federativa, ficarão sob coordenação do Ministério da de segurança pública;
Justiça enquanto durar sua mobilização, mas não deixam de II - providenciar a aquisição de bens e equipamentos necessários
integrar o quadro funcional de seus respectivos órgãos. às atividades da Força Nacional de Segurança Pública e gerir
§ 1º - (Revogado pelo Decreto nº 6.189, de 2007) programas de apoio material e reaparelhamento dirigidos aos
§ 2º - (Revogado pelo Decreto nº 6.189, de 2007) órgãos de segurança pública dos Estados e do Distrito Federal,
§ 3º - (Revogado pelo Decreto nº 6.189, de 2007) com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, após o
§ 4º - (Revogado pelo Decreto nº 6.189, de 2007) aprovo do seu Conselho Gestor, na forma do parágrafo único do
Parágrafo único - Os servidores civis e militares dos Estados e art. 3o e § 1o do art. 4o da Lei no 10.201, de 14 de fevereiro de
do Distrito Federal que participarem de atividades desenvolvidas 2001;
em decorrência de convênio de cooperação de que trata este III - estabelecer os critérios de seleção e treinamento dos
Decreto farão jus ao recebimento de diária, a ser paga na forma servidores integrantes da Força Nacional de Segurança Pública;
prevista pelo art. 6o da Lei no 11.473, de 10 de maio de 2007. IV - selecionar e treinar os servidores policiais que os
(Incluído pelo Decreto nº 6.189, de 2007) Governadores dos Estados participantes do programa de
cooperação federativa colocarem à disposição da Força Nacional
Art. 6º - O Ministério da Justiça, consultados os Estados que de Segurança Pública;
aderirem ao programa de cooperação federativa, elaborará V - realizar o planejamento orçamentário e a gestão financeira
proposta para a provisão de assistência médica e seguro de vida relativos à execução das atividades da Força Nacional de
e de acidentes dos servidores mobilizados, vitimados quando em Segurança Pública, de acordo com as autorizações do Conselho
atuação efetiva em operações da Força Nacional de Segurança Gestor do Fundo Nacional de Segurança Pública, na forma do
Pública. parágrafo único do art. 3o e § 1o do art. 4o da Lei no 10.201, de
2001;
Art. 7º - Caso algum servidor militar mobilizado venha a VI - estabelecer a interlocução com os Estados e o Distrito
responder a inquérito policial ou a processo judicial por sua Federal, bem assim com órgãos de segurança pública e do
atuação efetiva em operações da Força Nacional de Segurança Governo Federal, para a disponibilização de recursos humanos,
Pública, poderá ser ele representado judicialmente pela materiais e financeiros necessários ao funcionamento da Força
Advocacia-Geral da União, nos termos do art. 22, parágrafo Nacional de Segurança Pública; e
único, da Lei no 9.028, de 12 de abril de 1995. VII - definir, de acordo com a legislação específica em vigor, os
sinais exteriores de identificação e o uniforme dos servidores
Art. 8º - Os servidores dos Estados mobilizados para atuar em policiais mobilizados para atuar nas operações da Força
operação da Força Nacional de Segurança Pública serão Nacional de Segurança Pública.
designados pelo Ministério da Justiça.
Art. 11 - A estrutura hierárquica existente nos órgãos de
Art. 9º - A União poderá fornecer recursos humanos e materiais segurança pública da União, dos Estados e do Distrito Federal e
complementares ou suplementares quando forem inexistentes, o princípio da unidade de comando serão observados nas
indisponíveis, inadequados ou insuficientes os recursos dos operações da Força Nacional de Segurança Pública.

71
Art. 12 - As aquisições de equipamentos, armamentos, prática de outras transgressões disciplinares, que hajam ocorrido
munições, veículos, aeronaves e embarcações para uso em direta ou indiretamente para a sua determinação.
treinamento e operações coordenadas da Força Nacional de Parágrafo Único - Também são considerados acidentes em ato
Segurança Pública serão feitas mediante critérios técnicos de de serviço, os verificados no interior dos Quartéis ou
qualidade, quantidade, modernidade, eficiência e resistência, Estabelecimentos militares, independentemente da vontade das
apropriados ao uso em ações de segurança destinadas à vítimas e em virtude de motivo de força maior, tais como
preservação da ordem pública, com respeito à integridade física incêndios, explosões, desabamentos, etc.
das pessoas.
Parágrafo único - Caberá ao Ministério da Justiça estabelecer Art. 5º - Os acidentes verificados em ato de serviço que
os parâmetros administrativos e especificações técnicas para o determinarem atestado de origem classificam-se do modo
atendimento do contido neste artigo. seguinte:
– Acidentes provocadores de perturbações mórbidas pela ação
Art. 13 - Fica o Ministério da Justiça autorizado a celebrar com dos agentes mecânicos, que atuam por pressão, produzindo
os Estados interessados convênio de cooperação federativa, nos picadas, secções, feridas contusas, comoções e compressão, e
termos e para os fins específicos deste Decreto. pelos que atuam por distensão, isto é, quando o agente
vulnerante distende e arranca uma parte do corpo do acidentado
Art. 14 - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. em qualquer situação que se encontre, como se verifica quando
o indivíduo imóvel é atingido pelo agente vulnerante ou quando
Brasília, 29 de novembro de 2004; 183º da Independência e 116º o agente externo mantém uma parte imóvel e é o indivíduo que,
da República. por um movimento brusco, é a causa da distensão;
– Acidentes provocadores de perturbações mórbidas,
ocasionados pela ação dos agentes físicos (calor, frio, luz,
24. Decreto Nº. 232, DE 15 DE ABRIL DE 1941. pressão atmosférica, eletricidade, etc.);
– Acidentes provocadores de perturbações mórbidas,
Aprova as instruções reguladoras dos ocasionadas pela ação de agentes químicos;
documentos sanitários de origem dos – Acidentes provocadores de perturbações mórbidas, produzidos
oficiais e praças da Brigada Militar. por picadas e mordeduras de animais.

O INTERVENTOR FEDERAL na conformidade do Art. 6º - Nos casos de acidentes que, de acordo com os
art. 7º, nº. 1 , do Decreto-lei Nacional nº. 1.202, de 08 de abril dispositivos anteriores, determinem a lavratura do atestado de
de 1930, resolve aprovar as instruções que com este baixam origem, não é admitida a instauração de Inquérito Sanitário de
assinadas pelo Secretário do Interior, e reguladoras dos Origem, por ser essencial àquela peça, salvo o disposto no artigo
documentos sanitários de origem dos oficiais e praças da 14.
Brigada Militar, revogadas as disposições em contrário.
Art. 7º - O Atestado de Origem constitui a peça primordial
Porto Alegre, 15 de Abril de 1941. indispensável como elemento de prova para a elucidação da
origem dos acidentes ou ferimentos e incapacidades físicas deles
INSTRUÇÕES REGULADORAS DOS DOCUMENTOS resultantes, nos processos referentes às reformas, aposentadoria
SANITÁRIOS DE ORIGEM DOS OFICIAIS E PRAÇAS ou qualquer assistência pretendida do Estado, em virtude de
DA BRIGADA MILITAR. invalidez ou incapacidade física, temporária ou definitiva,
adquirida em ato de serviço.
Art. 1º - Os documentos sanitários de origem compreendem:
- Atestado de Origem; Art. 8° - Esse documento, conforme modelo anexo, constará de
- Inquérito Sanitário de Origem. três partes essenciais: Prova testemunhal, prova técnica e prova
de autenticidade do documento, firmado pelo Sub-comandante
Art. 2º - “O ATESTADO DE ORIGEM” é um documento ou por quem o represente.
administrativo militar, destinado ao esclarecimento da origem
real das incapacidades físicas, temporárias ou definitivas, dos Art. 9° - A prova testemunhal é preenchida por três testemunhas
oficias, praças, assemelhados e funcionários civis, da Brigada que assinam a primeira parte do atestado de origem limitando-se
Militar do Estado, provenientes de acidentes ou ferimentos a relatar com exatidão os fatos presenciados, com todas as
recebidos em ato de serviço. circunstâncias que cercaram o acidente, dia e hora em que se
Art. 3º - Ato de serviço é todo aquele exercido pelos oficiais, produziu e, si souberem, a natureza do serviço que a vítima
praças, assemelhados ou funcionários civis, em cumprimento de desempenhava no momento do acidente, sem, entretanto, referir-
obrigações militares, policiais ou profissionais técnicas, se à parte do corpo atingida ou perturbação mórbida resultante
resultantes de disposições regulamentares ou de ordem recebida. do acidente.
Parágrafo Único - Não constitui ato de serviço a locomoção
habitual do oficial, praça, assemelhado ou funcionário civil, Art. 10 - A prova técnica constará do certificado médico militar
qualquer que seja o meio de transporte, de sua residência até o ou civil, conforme preceitua o § 1° deste artigo, que houver
comparecimento à sua Unidade (e vice-versa), para o examinado e prestado os primeiros socorros médicos-cirúrgicos
desempenho de suas obrigações de serviço. Também, como tal, ao acidentado, de acordo com as exigências contidas no atestado
não se compreendem as viagens de trânsito de uma a outra de origem, tendo o cuidado de mencionar as lesões ou as
localidade, ressalvados os casos de desastres ocorridos com os perturbações mórbidas encontradas, resultantes do acidente
meios de transporte ou de repressão a atos delituosos por força referido na prova testemunhal, especificando-as detalhadamente,
de sua função policial. como se fora um auto de exame de corpo de delito.
§ 1° - Na falta de médico militar na localidade, a prova técnica
Art. 4º - Os acidentes, a que se refere o artigo 2º, são, pois, poderá ser firmada por médico civil, para isso autorizado pelo
todos os que se verificarem em ato de serviço, como foi definido comandante ou chefe de repartição em que servir o aposentado.
no artigo 3º e seu parágrafo, desde que ao tenha havido, por
parte do acidentado, imperícia, imprudência, negligência ou
72
§ 2º - Quando o acidente se verificar em localidade onde não Art. 17 - Quando a vítima do acidente for socorrida por médico
haja médico militar ou civil, será o fato, depois de preenchida a civil ou pelos postos de assistência pública e ficar em seguida
prova testemunhal, comunicado com urgência, por quem de recolhida a estabelecimentos civis ou a domicílio, os
direito, ao Comando Geral da Brigada Militar, afim de que seja comandantes de corpo ou chefes de estabelecimento, em que
determinada imediatamente a ida de um médico para preencher servir o acidentado, providenciarão, dentro de 48 horas, para ser
a prova técnica do atestado de origem e prestar socorro ao cumprido o disposto no artigo anterior.
acidentado fazendo o baixar ao Hospital da Brigada, quando o
seu tratamento assim exigir, acompanhado desse documento de Art. 18 - Quando por qualquer motivo, não houver médico em
origem. serviço, no corpo ou estabelecimento, o comandante de ato de
serviço, no corpo ou estabelecimento, o comandante ou chefe
Art. 11 - A prova de autenticidade é feita e assinada pelo Sub- solicitará da autoridade competente a designação de um médico
comandante do corpo de tropa ou correspondente do militar para, no mais curto prazo, serem cumpridas as exigências
estabelecimento a que pertencer a vítima do acidente, ou por constantes do artigo 16.
quem o substitua ou represente, reconhecendo como verdadeiras
as firmas das testemunhas e do médico, declarando a natureza Art. 19 - Em todos os casos de acidentes resultantes de ato de
do serviço de que a vítima se incumbia no momento do acidente serviço como o definido no artigo 3° quando a vítima tiver sido
e o que saiba sobre os fatos constantes da prova testemunhal. tratada no Hospital Militar, será esta submetida, ao ter alta, a
Parágrafo Único - Nos casos previstos pelo artigo 10° e exame de sanidade, sem prejuízo do atestado de origem que já
parágrafo 1° a firma do médico será reconhecida por tabelião, lhe há de ter sido passado, e das disposições dos artigos 5° e
quando se tratar de médico civil. seguintes.
§ 1º - O laudo desse exame ficará incorporado ao atestado de
Art. 12° - Todo atestado de origem será submetido ao visto do origem, e obedecerá à norma constante do modelo anexo a estas
Comandante do Corpo de Tropa ou do Chefe do instruções.
estabelecimento, depois de preenchidas as três partes essenciais § 2º - A conclusão desse laudo será transcrita na papeleta
do atestado. hospitalar, e dela extraída a cópia autenticada, que deverá
acompanhar o documento de alta a remeter-se ao corpo ou
Art. 13 - Os atestados de origem serão lavrados em uma só via, estabelecimento em que servir a vítima para ser transcrita nos
que ficará arquivada no Quartel General, após ter passado pela seus assentamentos e no livro de registro médico da Formação
Chefia do Serviço de Saúde, para o controle por inspeção, Sanitária Regimental (F.S.R.).
conforme preceitua o Artigo 51 destas instruções, sendo logo §3º - Quando o tratamento tiver sido realizado em hospital civil
entregue ao acidentado uma cópia (traslado), autenticada, ou casa de saúde ou domicílio, o exame de sanidade será
conjuntamente, pelas duas principais autoridades do efetuado pelo médico do corpo ou estabelecimento, no mesmo
estabelecimento militar a que o mesmo pertencer. Em caso de dia da alta ou no máximo, no dia imediato, providenciando-se
extravio da cópia, serão fornecidas certidões do atestado em seguida para que se proceda à transcrição aludida no
arquivado, mediante ordem do Comando Geral da Brigada parágrafo anterior.
Militar.
Parágrafo Único - O Boletim do comando Geral deverá Art. 20 - Os casos de ligeiros traumatismos (os caracterizados
publicar, imediatamente, o arquivamento do atestado de origem, pela mínima lesão dos tecidos), serão, apenas, mas
que será transcrito no boletim do corpo ou estabelecimento a que obrigatoriamente, registrados no livro de visitas médicas das
pertencer o acidentado. Formações Sanitárias Regimentais.
§1º - Os casos previstos no presente artigo só não serão
Art. 14 - Somente em casos excepcionais e mediante inquérito registrados se o oficial ou praça deixar de comparecer, logo após
sanitário de origem, controlado por junta de inspeção de saúde, o acidente à formação sanitária do corpo ou estabelecimento,
com recurso final para a Junta Superior de Saúde do Estado, para os fins de curativo e conseqüente registro, não havendo,
poderão ser aceitas justificativas de agravação dos males nesse caso, responsabilidade para o médico.
preexistentes, latentes, estados personalíssimos, pelos acidentes
sobrevindos no cumprimento de ato de serviço ou ocorrência Art. 21 - Em todos os casos em que haja prova testemunhal de
que constitua motivo de força maior. que o acidente sofrido tenha resultado de imprudência, imperícia
ou negligência por parte do acidentado, razão porque não tenha
Art. 15 - Os Comandantes de Corpo ou Chefes de sido lavrado atestado de origem, o acidente será apenas, mas
Estabelecimento, ao receberem parte ou outra comunicação obrigatoriamente, registrado nos livros das Formações Sanitárias
idônea da ocorrência de um acidente em serviço, conforme é Regimentais e publicado em boletim do corpo ou
definido nestas instruções, mandarão lavrar, obrigatoriamente, estabelecimento, assinalando-se as circunstâncias da
dentro de 8 dias, o atestado de origem. imprudência, imperícia ou negligência, que cercarem ou
Parágrafo Único - Quando, por qualquer circunstância, não motivarem o acidente.
houver razão para ser mandado lavrar o atestado de origem,
solicitado ou não pelo acidentado, ou quando o atestado deixar Art. 22 - Os atestados de origem, serão sempre acompanhados
de ser lavrado, por motivos de força maior, dentro de 8 dias da de um esquema dos modelos anexos com a localização das
data do acidente, deverá o fato ser mencionado no boletim da lesões encontradas.
unidade ou estabelecimento.
Art. 23 - A juízo do médico que assinar o atestado de origem,
Art. 16 - Quando o acidentado tiver sido socorrido por médico deverá constar na casa de observações existente, no verso desse
civil ou pelos postos de assistência pública, será a prova técnica documento, a discriminação de todas as medidas
do atestado de origem, firmada pelo profissional militar que complementares, que por ventura tenha adotado ao prestar
examinar a vítima no mesmo dia ou no imediato ao acidente, socorro ao acidentado, ou pelo médico civil que haja prestado os
não dispensada a prova testemunhal com os elementos possíveis primeiros socorros.
de coligir.

73
DO INQUÉRITO SANITÁRIO DE ORIGEM Art. 33 - Os encarregados do inquérito não ficam adstritos a
ouvir apenas as testemunhas invocadas pelos requerentes, mas
Art. 24 - O Inquérito Sanitário de Origem é a perícia destinada a ao invés, deverão esforçar-se por tudo pesquisar e buscar
apurar se a invalidez ou a incapacidade física, temporária ou quaisquer outros depoimentos que melhor esclareçam.
definitiva, dos oficiais, praças, assemelhados e funcionários
civis, referidos no artigo 2°, dependem ou resultam de doença, Art. 34 - Em todo inquérito sanitário de origem, o respectivo
aguda ou crônica, que tenha sido contraída em ato de serviço, encarregado fará uma observação clínica do interessado
segundo o definido no artigo 3°. (requerente), obedecendo rigorosamente as exigências de ordem
§1º - Este inquérito só será determinado mediante requerimento técnica, tais como:
do interessado, e desde que o tenha instruído com a - anamnese, na qual, além da identificação, serão consignadas as
documentação que justifique plenamente a sua necessidade. queixas do paciente, os antecedentes mórbidos hereditários e os
§2º - A comprovação da doença invocada como contraída em antecedentes mórbidos pessoais e a história da doença atual;
ato de serviço só poderá ser feita por inquérito sanitário de - a inspeção geral do doente;
origem, não tendo valor algum o atestado de origem ou - o exame dos aparelhos;
documento substitutivo, que por ventura seja apresentado. - o diagnóstico da doença que tiver incapacitado,
temporariamente e definitivamente, para o serviço, o paciente;
Art. 25 - Nos casos de acidentes e ferimentos recebidos em ato - o prognóstico.
de serviço, somente nas hipóteses excepcionais referidas no final
do artigo 6°, poderá proceder-se a inquérito sanitário de origem. Art. 35 - O encarregado do inquérito buscará fixar de modo
seguro as circunstâncias que deram início ao desenvolvimento
Art. 26 - Para se proceder a inquérito sanitário de origem, o do mal de origem, a influência que tenham tido as obrigações
Comandante Geral da Brigada Militar, nomeará ouvido o chefe militares cumpridas, a causa que motivou a incapacidade física e
do Serviço de Saúde, o encarregado, que será sempre um médico as suas relações com a doença de origem invocada, isto é, a
militar, uma vez que seja o requerimento do interessado afirmação ou não da existência de relações de causa e efeito.
deferido.
Art. 36 - Terminadas as pesquisas, diligências e inquirições, o
Art. 27 - O inquérito sanitário de origem, sendo uma perícia respectivo encarregado fará um relatório sucinto de tudo que
médica-administrativa, não será feito sob os moldes do inquérito tiver sido apurado e redigirá as suas conclusões finais.
policial militar, mas de acordo com os dispositivos subseqüentes Parágrafo Único - Nas conclusões finais, o encarregado do
destas instruções. inquérito demonstrará de modo seguro e insofismável se há
relação entre a causa e o efeito, isto é, a lesão ou doença que
Art. 28 - O inquérito sanitário de origem considerado como uma houver motivado a incapacidade física ou a invalidez, foi ou não
peça pericial técnico-administrativa, deverá constar do seguinte: resultante ou conseqüente de ato de serviço, segundo o invocado
- documento básico para a instauração e início do inquérito de pelo interessado.
que trata o parágrafo 1° do artigo 24, com anexação posterior
das cópias da ata de inspeção de saúde em que houver sido Art. 37 - Os inquéritos sanitários de origem, considerados como
declarada a incapacidade física definitiva ou temporária do verdadeiras perícias médicas, deverão ser feitos do próprio
interessado ou sua invalidez e certidão dos assentamentos, punho pelos respectivos encarregados, ou datilografados, não
quando o interessado for praça de pré; havendo por isso necessidade de serem nomeados escrivães.
- outros documentos julgados necessários pelo encarregado do
inquérito. Art. 38 - Os encarregados de inquéritos sanitários de origem, ao
Parágrafo Único - Todos os documentos acima referidos terminarem cada uma das partes componentes do processo,
deverão ser presentes ao encarregado do inquérito depois de datarão e assinarão por extenso, cada uma dessas partes,
publicada no boletim do Comando Geral a sua nomeação. declarando os seus postos e funções.
§ 1º - Todas as folhas do processo serão numeradas e rubricadas
Art. 29 - O requerimento em que for solicitada a abertura do pelos encarregados dos inquéritos.
inquérito sanitário de origem, ao ser encaminhado ao respectivo § 2º - As declarações informativas ou depoimentos prestados
encarregado, deverá constar o despacho da autoridade pelo interessado ou requerente, assim como pelas testemunhas
competente, ordenando-o. arroladas, serão devidamente assinadas por quem houver
prestado tais declarações ou depoimentos, a pondo o
Art. 30 - Além dos documentos que juntar ou tiver de juntar, o encarregado do inquérito sua assinatura logo abaixo.
requerente fará declarações elucidativas no inquérito, que, como
as das testemunhas, serão tomadas a termo. Art. 39 - Concluído o inquérito, o respectivo encarregado
Parágrafo Único - Nessas declarações deverá citar qual o encaminhará por meio de ofício, ao Comandante-Geral da
estabelecimento hospitalar em que esteve em tratamento da Brigada Militar, que o mandará arquivar, procedendo-se
doença invocada, qual a época e o médico assistente, o que semelhantemente ao disposto no parágrafo único do artigo 13.
poderá ser provado por meio de certidão, se o interessado Parágrafo Único - Desse inquérito sanitário de origem será
dispuser de meios. extraída uma cópia devidamente, autenticada, que será entregue
ao interessado, mediante recibo, ou será juntada ao processo de
Art. 31 - As testemunhas indicadas pelo interessado em suas requerimento de abertura de inquérito, se aí tiver sido
declarações, ou por outras fontes, serão arroladas e prestarão simultaneamente solicitado o correspondente benefício do
informações no inquérito, diretamente ou por deprecata. Estado.

Art. 32 - Quaisquer documentos ou informações, julgados Art. 40 - A todos os inquéritos sanitários de origem deverão ser
necessários à elucidação da doença de origem invocada, poderão apensos os documentos apresentados pelos interessados ou
ser solicitados pelo encarregado do inquérito sanitário de origem requerentes, que se refiram às doenças invocadas como tendo
às autoridades competentes, por meio de ofício. originado os males da incapacidade física temporária ou
definitiva ou a invalidez, assim como todos os que forem

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solicitadas pelos encarregados dos inquéritos com fins Art. 46 - Quando for invocado, como origem da incapacidade
elucidativos. física, o impaludismo ou doenças do grupo tifopratifico, o
Parágrafo Único - As provas radiográficas, pareceres de encarregado do inquérito sanitário de origem deverá investigar:
exames radiológicos ou de quaisquer exames ou análises a que – o tempo de duração do serviço exercido pelo interessado na
se tenham submetido os interessados por solicitação dos zona endêmica ou epidêmica;
encarregados de inquéritos, também serão apensos aos autos – quando teve início a infecção;
como documentação da observação clínica da doença ou lesão – se durante a infecção houve alguma associação mórbida ou
de que for portador o interessado. complicações para os vários órgãos ou aparelhos.

Art. 41 - Os inquéritos sanitários de origem serão feitos sem DOS DOCUMENTOS DE ORIGEM DO TEMPO DE
prejuízo dos serviços dos respectivos encarregados, salvo GUERRA
quando tiverem de ausentar-se da sede dos corpos ou
estabelecimentos em que servirem, por exigências de ordem Art. 47 - Em caso de guerra externa ou operações de guerra do
técnica e administrativa dos processos. interior do País, constituirão, na zona de guerra, documentos de
origem para o pessoal da Brigada Militar, incorporado ao
Art. 42 - Se o mal invocado como adquirido em ato de serviço Exército, com a mesma finalidade e em substituição aos do
for impaludismo, o tifo, a tuberculose ou outra doença endêmica tempo de paz, a ficha médica de evacuação ou a baixa do
ou epidêmica, os preceitos já traçados deverão ser combinados hospital.
com os constantes dos artigos que se seguem.
Art. 48 - No caso de extravio dos documentos referidos no
Art. 43 - Por doença endêmica ou epidêmica contraída em ato artigo 47, recorrer-se-á à papeleta de tratamento extraída nas
de serviço, entende-se somente a que for adquirida durante a formações sanitárias de campanha que a tem como órgão de
execução de comissões de qualquer natureza, fora da sede do tratamento, tais como as ambulâncias ordinárias, ambulâncias
corpo ou estabelecimento em que servir o interessado, ou dentro cirúrgicas, hospitais de evacuação, primários e secundários e
da mesma sede, até o prazo de 2 anos de sua chegada. outras formações, ou uma cópia, autenticada por quem de direito
Parágrafo Único - Se, porém, a epidemia irromper no próprio do registro de baixas das formações sanitárias.
quartel ou estabelecimento em que estiver servindo a vítima, Parágrafo Único - Em caso de extravio de todos os documentos
apurado, rigorosamente, ter sido esse foco o original em acima referidos, proceder-se-à, então, a inquérito sanitário de
inquérito epidemiológico, será o seu mal considerado como origem, como está regulado em artigos anteriores destas
adquirido em ato de serviço independentemente do período de instruções.
sua estadia na localidade.
Art. 49 - Caso sejam necessários maiores esclarecimentos ou
Art. 44 - Invocada uma doença endêmica ou epidêmica como como complemento dos documentos sanitários de origem, a que
adquirida em ato de serviço e causadora de invalidez ou de se referem os artigos anteriores, serão solicitadas por intermédio
incapacidade física temporária ou definitiva, torna-se necessário, do Governo do Estado ao Ministério da Guerra, informações
para que seja concedida a abertura e inquérito sanitário de sobre os registros de baixas, papeletas escrituradas nos hospitais
origem, que ao requerimento do interessado oficial, praça, permanentes ou temporários da zona de retaguarda.
assemelhado ou funcionário civil, seja anexado um atestado
autêntico procedente de autoridade sanitária militar ou, sua falta, Art. 50 - As fichas medicas de evacuação, as papeletas de
civil, que comprove os estados epidêmicos ou endêmicos da tratamento e os registros de baixas, que pertençam aos arquivos
doença invocada, reinantes na localidade em que estiver ou do Serviço de Saúde do Exército, serão por meio de cópias
tenha estado servindo o interessado. autenticadas, solicitadas por intermédio do Governo do Estado
Parágrafo Único - Este atestado deverá ser passado por ao Ministério da Guerra, anexadas aos requerimentos em que
autoridade sanitária militar ou civil, dentro da vigência do forem reivindicados os correspondentes benefícios do Estado
período epidêmico da doença, ou na mesma ocasião em que pelos oficiais, praças, assemelhados ou funcionários civis da
houver sido contraída a doença endêmica reinante no local do Brigada Militar, vítimas de ferimentos recebidos em combates e
serviço. acidentes sofridos em campanha ou de doenças contraídas nas
zonas de Guerra.
Art. 45° - Invocada que seja qualquer moléstia contagiosa e Parágrafo Único - Nos requerimentos em que sejam solicitados
incurável sob qualquer de suas formas clínicas, o inquérito benefícios do Estado, em conseqüência dos ferimentos recebidos
sanitário de origem somente terá lugar, se o requerente ao ser em combate, de acidentes sofridos em campanha, ou doenças
identificado o mal, estiver servindo na Brigada Militar, há contraídas nas zonas de guerra, os requerentes deverão dar
menos de 1 ano, devendo neste caso, o respectivo encarregado indicações precisas sobre a data, lugar, etc., quando e onde se
pesquisar: verificou o acidente ou ferimento, e, em que setor da zona de
– A hereditariedade; guerra servia, bem assim, referência do boletim regimental que
– O contágio ou mesmo reinfecção por contágio; publicar o acidente ou ferimento sofrido ou a moléstia contraída,
– Se houver influência de causas acidentais sobre o quais as formações sanitárias por que passaram ao serem
desenvolvimento da moléstia; evacuados, tudo para efeito do disposto neste artigo.
– Se houver contaminação por produtos de origem bovina;
– Se houver causa ocasional em geral invocada pelo interessado; DISPOSIÇÕES GERAIS
– As condições higiênicas de habitação e alimentação do
interessado antes de haver ingressado na Brigada Militar; Art. 51 - Todo atestado de origem deverá ser controlado
– Se o interessado sempre residiu na caserna ou em domicílio sistemática e obrigatoriamente, sob pena de nulidade deste
particular ou coletivo; documento, por inspeção de saúde realizada na vigência do
– Se há causas adjuvantes que possam ser incriminadas como tratamento do acidentado, conforme exigência do artigo 19.
tendo permitido o desenvolvimento da moléstia. § 1º - Quando o acidente se verificar no interior do Estado, em
lugar de difícil condução, a vítima será submetida à inspeção de
saúde para cumprimento deste artigo, logo que possa ser

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apresentada ao Serviço de Saúde da Brigada Militar, não O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO
excedendo o prazo de trinta dias, a contar da data do acidente. GRANDE DO SUL, usando das atribuições que lhe confere o
§ 2º - Nos casos previstos nos artigos 16, 17 e 18 das presentes art. 87, inciso II, da Constituição do Estado, de 8 de julho de
instruções o comandante da unidade ou chefe de 1947;
estabelecimento a que pertencer o acidentado, providenciará,
com a máxima brevidade, para que o mesmo seja submetido a DECRETA:
inspeção de saúde de que trata este artigo.
Art. 1º - É aprovado o Regulamento do Serviço de Saúde e
Art. 52 - Os documentos sanitários de origem quando Veterinária da Brigada Militar (.S.V.B.M.), que com este baixa,
apresentados para obtenção de benefício do Estado, nenhum assinado pelo Secretário do Estado dos Negócios do Interior e
valor terão sem o controle por inspeção de saúde, obrigatório, na Justiça.
ocasião de cada pedido e destinado a verificar a existência de
causa e efeito entre o acidente sofrido ou mal adquirido e as Art. 2º - Revogam-se as disposições em contrário.
condições mórbidas atuais.
Parágrafo Único - Devem as juntas de inspeção declarar se há Palácio do Governo, em Porto Alegre, 21 de julho de 1948.
ou não vestígio anatômico ou funcional da doença ou acidente,
mesmo que não tenha relação com as condições mórbidas atuais. REGULAMENTO DO SERVIÇO DE SAÚDE E
VETERINÁRIA DA BRIGADA MILITAR
Art. 53 - As juntas militares de inspeção de saúde, que
examinarem indivíduos portadores de atestados de origem, TÍTULO I
deverão verificar a autenticidade de tais documentos e o OBJETO E ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO
preenchimento de todas as formalidades exigidas por estas
instruções, e consignar na casa de observação qualquer CAPÍTULO I
irregularidade existente em tal documento. OBJETO DO SERVIÇO
§ 1° - Do resultado de inspeção de saúde serão extraídas cópias
autenticadas da ata, das quais uma será remetida ao Comando- Art. 1º - O Serviço de Saúde e Veterinária (S.S.V.) é um órgão
Geral da Brigada Militar, e outra à unidade ou estabelecimento a técnico e de execução encarregado da previsão, preparação e
que pertence o inspecionado, para os fins referidos no 2° do execução de tudo o que se relaciona com a saúde do pessoal,
artigo 19. bem como a dos animais da Tropa.
§ 2° - No documento de origem apresentado será registrado o § 1º - O S.S.V. tem por objeto:
resultado da inspeção, sob a assinatura do presidente da junta. I - A aplicação dos preceitos de higiene à conservação da saúde
da Tropa;
Art. 54 - Os comandantes de unidades ou chefes de - O tratamento dos militares e assemelhados doentes e feridos;
estabelecimentos remeterão ao hospital ou enfermaria a que se - O reaprovisionamento em material sanitário dos corpos e
recolhem os acidentados em ato de serviço, os atestados de órgãos de saúde e veterinária.
origem lavrados, a fim de serem cumpridos os dispositivos da II - A vigilância sanitária e o tratamento dos animais doentes.
artigo 19 e parágrafos. III - O recrutamento na Tropa e a preparação de praças para o
Parágrafo Único - O Chefe de Hospital ou de enfermaria desempenho de funções especializadas de saúde.
solicitará, por sua vez, em caso de demora, a remessa desses
atestados, providenciando na sua devolução logo após o Art. 2º - O S.S.V. se regerá por este e pelos demais
preenchimento das formalidades exigidas. regulamentos em vigor na Força, na parte que lhe forem
aplicáveis e não colidirem com o presente.
Art. 55 - Os atestados de origem, devidamente controlados pela
inspeção de saúde e pelos exames de sanidade, servirão Art. 3º - A organização geral do Serviço de Saúde e Veterinária
essencialmente de base a requerimentos de quaisquer vantagens compreende:
do Estado. - órgãos de direção;
- órgãos de execução;
Art. 56 - Quando, por qualquer motivo justificável não tenha - órgãos de Preparação Técnica;
sido possível passar o atestado de origem em caso de acidente - órgãos especiais.
ou ferimento, dentro do prazo estabelecido nestas instruções,
poderá esse documento ser substituído pelo inquérito sanitário Art. 4º - O órgão de Direção é constituído da Chefia do Serviço
de origem, observando-se rigorosamente o disposto nas que tem por fim a orientação de todos os órgãos do Serviço e
presentes instruções. prover as necessidades gerais, propondo e fazendo executar as
medidas que se tornarem necessárias para o seu normal e
Art. 57 - No registro médico de inclusão e na caderneta sanitária eficiente funcionamento.
individual, serão lançados o arquivamento do atestado de origem
e o resultado de inspeção de saúde de origem e inquéritos CAPÍTULO II
sanitários feitos até a publicação das presentes instruções. DA ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO

Secretaria de Estado dos Negócios do Interior, Art. 5º - Os órgãos de execução tem por objetivo a execução
em Porto Alegre, 15 de abril de 1941. integral dos trabalhos atinentes ao Serviço de Saúde e
Veterinária.
Parágrafo único - São órgãos de execução:
25. DECRETO Nº. 63, DE 21 DE JULHO DE 1948. - As Juntas Militares de Saúde (J.M.S.);
- Os Hospitais Militares da Brigada Militar (H.B.M.);
Aprova o Regulamento de Serviço de Saúde - O Laboratório Químico-Farmacêutico;
e Veterinária da Brigada Militar. - O Serviço de Saúde dos Corpos de Tropa (E.S.R.);
- As Formações Veterinárias Regimentais (F.S.R.);
- Outras repartições que venham a ser criadas.

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Art. 6º - Os órgãos de preparação técnica têm por fim o as medidas que julgar necessárias para a conservação do bom
recrutamento, preparação, aperfeiçoamento e especialização de estado sanitário da Tropa e execução do serviço.
praças da Tropa para o Serviço de Saúde e Veterinária.
Parágrafo único - Os órgãos de preparação técnica são: Art. 14 - O Chefe do S.S.V. tem sob suas ordens diretas para
- A Escola de Enfermeiros da Brigada Militar (E.E.B.M.), execução do serviço: - Adjunto Médico, Farmacêutico, Dentista
compreendendo o Curso de Formação de Enfermeiros (C.P.E.P.) e Veterinário; um oficial combatente, amanuenses e praças
e os Cursos Práticos de Manipuladores de Farmácia, Radiologia auxiliares em número fixando no quadro de distribuição de
e Laboratório; efetivos da Força.
- A Escola de Enfermeiros Veterinários da Brigada Militar § 1º - O Adjunto Médico será um Major Médico, com
(E.E.V.B.M.), compreendendo o Curso de Formação de atribuições de Sub-Chefe do Serviço.
Enfermeiros Veterinários e Curso Prático de Ferradores; § 2º - As funções de Adjuntos Farmacêutico, Dentista e
Veterinário, serão exercidas acumulativamente com as suas
Art. 7º - Os órgãos especiais são constituídos por comissões funções, pelo farmacêutico dentista e veterinário mais graduados
técnicas, geralmente de caráter temporário, destinadas a em serviço na Capital.
proceder às campanhas profiláticas e outros fins.
Art. 15 - O Adjunto Médico e o Adjunto Dentista acumularão as
Art. 8º - O quadro de oficiais do Serviço de Saúde e Veterinária funções de Chefe da F.S.R. e Encarregado do Gab.
abrange os médicos, farmacêuticos, dentistas e veterinários, de Odontológico do Q.G., respectivamente.
acordo com a distribuição de efetivos da Força.
Art. 16 - O oficial combatente e as praças a que se refere o art.
Art. 9º - O pessoal praças do Serviço de Saúde e Veterinária se 14 serão classificadas pelo Cmt. Geral mediante proposta do
compõe: Chefe da S.S.V.
- dos enfermeiros;
- dos manipuladores de farmácia; Art. 17 - O Adjunto Médico é o auxiliar e substituto imediato do
- dos manipuladores de radiologia; Chefe do S.S.V.
- dos padioleiros;
- dos enfermeiros veterinários e ferradores; Art. 18 - O oficial combatente será Secretário do Serviço.
- do pessoal militar não especializado (amanueses, condutores,
serventes, etc.); CAPÍTULO II
- do pessoal civil (artífices, serventes, motoristas, etc.). ATRIBUIÇÕES DO PESSOAL DA DIREÇÃO

Art. 10 - O recrutamento de oficiais para os postos iniciais da Art. 19 - Ao Chefe do Serviço, incumbe:
carreira nas diferentes especialidades dos quadros de Serviço de 1º) Zelar para que, pelos diversos órgãos do serviço, sejam
Saúde e Veterinária, é feito por nomeação do Governo do fielmente observadas todas as disposições de Leis,
Estado, de médicos, dentistas, farmacêuticos e veterinários Regulamentos e ordens em vigor concernentes ao S.S.V., bem
diplomados pelas faculdades oficiais ou reconhecidas pelo como pela disciplina do pessoal da Chefia e Repartições a ela
Governo Federal, mediante concurso, de acordo com o diretamente subordinadas:
respectivo Regulamento que vigorar. 2º) Exercer ação fiscalizadora sobre a capacidade profissional do
Parágrafo único - Os postos iniciais da carreira de oficial dos pessoal dos quadros do Serviço e cuidar da instrução, tendo em
quadros do S.S.V., são: vista não só o preparo para o desempenho eficiente de suas
- Para médicos, Capitão; funções normais, como para enquadramento no Exército
- Para dentista, 1º Tenente; Nacional em caso de mobilização;
- Para farmacêuticos e veterinários, 1º Tenente. 3º) Fiscalizar diretamente o funcionamento dos serviços
técnicos, administrativos e econômicos dos Estabelecimentos e
TÍTULO II Repartições que lhe são subordinados, tomando as providências
DA DIREÇÃO necessárias e solicitando das autoridades competentes as que não
forem da sua alçada;
CAPÍTULO I 4º) Inspecionar os aquartelamentos dos Corpos de Tropa.
ÓRGÃOS DE DIREÇÃO – CHEFIA DO SERVIÇO Estabelecimentos de Ensino e demais Repartições da Força, sob
o ponto de vista de higiene, verificando o funcionamento das
Art. 11 - O Serviço de Saúde e Veterinária da Brigada Militar é F.S.R. – Enf. Reg. Farm. E Gab. Odontológico – e F.V.R.,
dirigido por um oficial superior médico (Ten-Cel ou Cel), com a instrução do respectivo pessoal e estado do material em uso e
denominação de Chefe do Serviço de Saúde e Veterinária. em depósito, tantas vezes quantas julgar necessárias e pelo
§ 1º - Este Oficial é nomeado por decreto do Governo do menos uma vez por ano, apresentando ao Cmt. Geral de tudo,
Estado, mediante indicação do Comandante-Geral da Brigada minuncioso relatório no qual proporá as medidas que julgar
Militar, dentre os oficiais médicos superiores de patente mais necessárias;
elevada no respectivo quadro. 5º) Prestar ao Cmt. Geral esclarecimentos sobre todos os
§ 2º - O Chefe do S.S.V. faz parte do Q.G. do Comandante assuntos sanitários da Força:
Geral, sendo diretamente subordinado a este. 6º) Encaminhar ao Cmt. Geral, com seu parecer, todos os
documentos relativos ao S.S.V. que devem subi a decisão
Art. 12 - O Chefe do S.S.V. é o consultor técnico do Cmt. superior:
Geral, de quem é o representante e o principal responsável pela 7º) Mandar emitir parecer sobre qualquer assunto técnico
execução das medidas capazes de assegurar a conservação de relativo ao Serviço, que lhe for submetido, encaminhando-o à
saúde do pessoal e dos animais e o tratamento dos doentes em decisão de quem de direito;
todo os Corpos e Estabelecimentos da Força. 8º) Determinar o fornecimento dos pedidos de medicamentos e
material sanitário que forem encaminhados pelos
Art. 13 - O Chefe do S.S.V., corresponde-se diretamente com o Estabelecimentos e Repartições de Saúde, dentro da dotação
Cmt. Geral da Brigada Militar a quem dá todas as informações orçamentária;
sobre epidemias e fatos importantes relativos ao S.S.V. e propõe

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9º) Determinar a abertura de inquéritos Epidemológicos, quando Serviço, apresentando, de tudo, circunstanciado relatório em que
se fizerem necessários: expenderão considerações científicas e proporão medidas que
10º) Designar os médicos que deverão constituir as diferentes julgarem úteis para melhorar os serviços das respectivas
J.M.S. e comissões especiais; especialidades;
11º) Designar os oficiais do S.S.V. para as substituições 3º) Opinar sobre compras de material e medicamentos
temporárias que forem necessárias; destinados aos serviços de suas especialidades;
12º) Propor ao Cmt. Geral, em casos de insuficiência numérica 4º) Organizar os mapas estatísticos no setor de cada
do pessoal técnico, a admissão de profissionais contratados para especialidade, a vista dos mapas parciais encaminhados pelas
atender regularmente o serviço; repartições subordinadas;
13º) Apresentar ao Cmt. Geral até 15 de Janeiro de cada ano, o 5º) Coligir os dados necessários relativos às suas especialidades
Relatório das atividades do S.S.V. no ano anterior; para o relatório anual do Serviço;
14º) Propor ao Cmt. Geral as transferências de praças do quadro 6º) Organizar e dirigir a escrituração de todos os assuntos
do S.S.V., de acordo com as necessidades do serviço; relativos às suas especialidades de acordo com as ordens do
15º) Dar parecer sobre projetos de construção de quartéis e Chefe.
outros estabelecimentos militares, sob o ponto de vista sanitário;
16º) Solicitar, quando julgar necessário, dos Diretores de Art. 22 - O oficial combatente a que se referem os artigos 14º e
Hospitais e Chefes de F.S.R., relações dos doentes baixados a 18º, como secretário da Chefia, tem as atribuições análogas às
esses estabelecimento e repartições, com informações médicas dos secretários dos Corpos e Serviços, estipuladas nos
concernentes ao diagnóstico e prognóstico; Regulamentos.
17º) Receber e apreciar os mapas, partes de serviço e relatórios
dos Corpos e Serviços sobre a execução dos Serviços de saúde e Art. 23 - Os amanuenses e demais praças auxiliares também têm
veterinária, o movimento de doentes e feridos, vacinações, suas atribuições definidas em outros regulamentos.
revacinações e do material sanitário;
18º) Manter relações com o D.E.S. e com o S.S.R. do Exército, TÍTULO III
por intermédio dos quais se interará do estado sanitário das DOS ÓRGÃOS DE EXECUÇÃO
populações e suas epidemias, com elas colaborando em tudo que
disser respeito ao interesse sanitário coletivo; CAPÍTULO I
19º) Receber, anualmente, além dos mapas nosológicos, os DAS JUNTAS MILITARES DE SAÚDE
materiais de vacinação e revacinação, encaminhados por todas
as repartições de saúde da Força; Art. 24 - O serviço de inspeções de saúde fica à cargo das
20º) Presidir a junta superior de saúde; J.M.S. permanentes, extraordinárias ou especiais;
21º) Propor a distribuição de verbas orçamentárias destinadas ao § 1º - São Juntas Militares de Saúde Permanentes: A Superior,
S.S.V. pelas diversas formações e repartições do mesmo, F.S.R. as ordinárias para admissão de voluntários, as dos Hospitais e as
e F.V.R. tendo em vista as necessidades de cada uma; das F.S.R. das Unidades do Interior do Estado.
22º) Ordenar as compras de material sanitário e medicamentos § 2º - São J.M.S. Extraordinárias as nomeadas para
autorizados pelo Cmt. Geral ou que se enquadrarem nas verbas determinadas perícias;
orçamentárias à sua disposição, nomeando comissões para § 3º - São J.M.S. Especiais as organizadas com o fim de
receber e examinar o material adquirido; inspecionar os elementos destinados aos diversos Cursos ou para
23º) Dar parecer sobre pedidos de I.S.O., opinando sobre a inclusão nos Quadros de Acesso.
procedência ou não do pedido;
24º) Dar parecer sobre processos de qualquer natureza, com Art. 25 - As J.M.S. serão constituídas por três médicos e um
fundamento em documentos sanitários de origem. dentista, sendo presididas pelo médico mais graduado ou mais
antigo e secretariadas pelo mesmo mais moderno ou menos
Art. 20 - Ao major Adjunto Médico, além das funções que são graduado.
atribuídas em outros Regulamentos, como Sub-Chefe do § 1º - Nas unidades localizadas fora da Capital do Estado, onde
Serviço, incumbe: haja guarnição federal, serão confiados os médicos militares do
1º) Organizar e manter em dia a escala de oficiais para Exército para constituição das J.M.S. e na falta destes os
constituição das J.M.S. e das demais comissões previstas neste médicos do D.E.S..
regulamento, de designação da Chefia; § 2º - Não sendo possível completar a J.M.S. do Interior, estas
2º) Organizar, a escala de classificação e transferência das poderão funcionar com dois membros, cabendo a presidências
praças especializadas do serviço; ao médico militar.
3º) Fazer o estudo dos assuntos relativos a distribuição de § 3º - Para os casos de incapacidade, as Juntas deverão sempre
pessoal e material pelos diversos órgãos do Serviço; funcionar completas ou no mínimo com três membros médicos.
4º) Secundar o Chefe nos estudos de todas as questões de ordem
técnica e administrativa, de acordo com as ordens deste; Art. 26 - Não poderão servir como membros das J.M.S. parentes
5º) Organizar os mapas gerais e parciais de estatística sanitária, consanguíneos ou afins dos inspecionados.
à vista dos mapas fornecidos pelos diferentes órgãos do Serviço;
6º) Inspecionar e fiscalizar de acordo com as ordens do Chefe os CAPÍTULO II
serviços e repartições diretamente subordinados à Chefia e em DA JUNTA SUPERIOR DE SAÚDE
nome e por ordem desta, os Hospitais e Formações autônomas;
7º) Fazer parte da Junta Superior de Saúde. Art. 27 - A Junta Superior de Saúde tem por fim julgar em
última instância todos os recursos sobre incapacidade física,
Art. 21 - Os adjuntos dentista, farmacêutico e veterinário são cabendo-lhe, assim:
auxiliares técnicos da Chefia, nas suas especialidades e, como 1º) Inspecionar em grau de recurso, quando assim resolver o
tais, lhes compete: Cmt. Geral da Brigada, os militares já inspecionados por outras
1º) Estudar, dar parecer e informar sobre todos os assuntos das J.M.S.;
suas especialidades que lhe forem submetidos pela Chefia; 2º) Inspecionar os oficiais reformados por incapacidade física,
2º) Inspecionar, por ordem e em nome do Chefe, as repartições que requerem reversão ao serviço ativo ou ingresso na reserva;
de suas especialidades, em todas as formações e repartições do

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3º) Inspecionar os oficiais que se acham na situação de Dentista, Enfermeiros, Manipuladores de Farmácia,
incapacidade temporária, em licença continuada para tratamento Radiologistas e Laboratoristas; amanuenses, eletricista,
de saúde por mais de seis meses, mediante ordem do Cmt. Geral. maquinista, costureiras, lavadeiras, motoristas, Irmãs de
Caridade, bem como pessoal para a Portaria, Cozinha, Copa e
CAPÍTULO III serventes e empregados das diversas repartições da Seção
DOS HOSPITAIS MILITARES Administrativa, tudo de acordo com a distribuição de efetivos da
Força.
ORGANIZAÇÃO Parágrafo único - Haverá também um oficial subalterno
combatente, que comandará o Contingente.
Art. 28 - Os Hospitais Militares da Brigada Militar como órgãos
de execução do S.S.V., são destinados ao tratamento dos SEÇÃO ADMINISTRATIVA
oficiais, praças e assemelhados e serventuários civis da Força,
suspeitos ou atingidos de doenças ou ferimentos que não possam DIRETORIA
ser observados ou tratados nas E.R.
Art. 33 - O Diretor de Hospital é oficial médico superior (Ten.
Art. 29 - O serviço dos Hospitais é dividido em duas Seções: - Cel. Ou Major), de acordo com a distribuição de efetivos da
Técnica e Administrativa. Força; é diretamente subordinado ao Chefe do S.S.V.,
§ 1º - A Seção Técnica compreende os serviços profissionais competindo-lhe porém, do ponto de vista administrativo e
médicos, farmacêuticos e odontológicos; disciplinar, todas as atribuições de Cmt. De Corpo.
§ 2º - Os serviços médicos compreendem as clínicas médicas,
cirúrgica, radiológica e fisioterápica e laboratório de pesquisas Art. 34 - Ao Diretor de Hospital, além das atribuições que lhe
clínicas. são fixadas em outros Regulamentos, compete especialmente:
§ 3º - As clínicas compreenderão, cada uma, tantas Enfermarias 1º) Corresponder-se diretamente com as autoridades civis e
especializadas quantas forem necessárias e permitirem os méis – militares quando o assunto não exija a intervenção da autoridade
pessoal e material – dos Estabelecimentos. militar superior.
§ 4º - O serviço farmacêutico compreende a manipulação, 2º) Superintender todos os trabalhos técnicos e administrativos,
fármaco-técnica e análises químicas; providenciando sobre as medidas que julgar necessárias para
§ 5º - O serviço odontológico compreende a clínica remover irregularidades ou para melhor execução do serviço.
odontológica e a prótese dentária. 3º) Velar com particular cuidado pelas precauções a serem
§ 6º - A Seção Administrativa compreende: observadas contra a propagação de doenças transmissíveis.
- Diretoria – Que superintende todos os serviços técnicos e 4º) Manter-se informado do estado dos doentes graves,
administrativos; visitando-os em seus leitos sempre que julgar oportuno,
- Sub-Diretoria – que secunda e substitui a Diretoria na providenciando sobre os que estiverem em perigo de vida, para
superintendência de todos os serviços técnicos e administrativos; avisar sempre que possível, as suas Unidades e às respectivas
- A fiscalização – que auxilia a Diretoria nos serviços famílias.
administrativos e é responsável pela perfeita observância dos 5º) Esforçar-se para manter o Hospital aparelhado para enfrentar
Regulamentos neste setor; as eventualidades de uma epidemia.
- A Secretária – que se incumbe de todo o serviço de expediente 6º) Notificar qualquer caso epidêmico ao Chefe do S.S.V. da
e arquivo; F.S.R. da unidade a que pertencer o doente e à autoridade
- A Tesouraria – que se incumbe da gestão direta dos fundos a sanitária civil quando o caso exigir.
cargo do Estabelecimento; 7º) Mandar proceder às diversas perícias médico-legais, de
- O Almoxarifado – Aprovisionamento – que se incumbe de acordo com as Leis e Regulamentos em vigor.
todos os serviços atinentes à administração do Rancho, do 8º) Nomear mensalmente uma J.M.S. para funcionar no
material, oficinas, etc.; Hospital.
- A Portaria – que registra a entrada e saída de doentes e se 9º) Providenciar para que sejam submetidos à inspeção de saúde
incumbe do policiamento da entrada do Estabelecimento, pela J.M.S. do Estabelecimento, todos os oficiais que baixarem e
relativas a visitas. as praças que necessitarem de acordo com o parecer dos Chefes
de Clínicas.
Art. 30 - Nos Hospitais, além das Enfermarias Comuns, devem 10º) Organizar o programa anual da instrução técnico-
existir Enfermarias para tratamento de sargentos, praças presas e profissional, de acordo com as diretivas do Chefe do S.S.V.,
isolamento para doentes infecto-contagiosos, bem como quartos inspecionando e verificando com frequência o aproveitamento
para oficiais. do pessoal sob suas ordens.
11º) Reunir os elementos dos diversos quadros para
Art. 31 - Além das dependências necessárias para o conferências, designando um oficial para fazê-las ou convidado
funcionamento dos serviços técnicos, haverá acomodações cientistas ou outras autoridades de notória capacidade.
destinadas às diferentes repartições da Seção Administrativa, 12º) Mandar praticar necropsias, em casos especiais, com prévia
Corpo da Guarda e acomodações para os médicos e autorização, por escrito, da família do morto, devendo fazer
farmacêuticos de dia, etc. registrar o resultado em livro próprio, sempre precedido da
§ 1º - Haverá também um gabinete médico-legal e necrotério. observação clínica e comunicar às autoridade interessadas,
§ 2º - Além das dependências especiais para instalação dos quando necessário.
serviços acima mencionados, terá mais o seguinte: - Pavilhão 13º) Remeter ao Chefe do S.S.V., no fim de cada ano, o relatório
especial para arsenal cirúrgico, sala das operações assépticas e das atividades do Estabelecimento.
sépticas, etc,; gabinetes para Chefes de Clínicas, alojamento 14º) Organizar e publicar o horário para os diversos serviços do
para o pessoal do Contingente, lavanderia, clausura, etc. Estabelecimento, bem como para visitas dos doentes, por
pessoas estranhas ao Hospital.
Art. 32 - Os Hospitais de um modo geral terão o seguinte
pessoal: Diretor, Sub-Diretor, Chefes de Clínica, Chefes de Art. 35 - Nos Hospitais do interior do Estado, o Diretor
Enfermarias, Fiscal Administrativo, Almoxarife- acumulará uma Chefia de Clínica.
Aprovisionador, Tesoureiro, Secretário, Farmacêutico, Cirurgião

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SUB-DIRETOR 6º) Não permitir a entrada de pessoas estranhas ao Hospital fora
dos dias e horas destinados à visitação dos doentes, salvo ordem
Art. 36 - O Sub-Diretor de Hospital será Major ou Capitão superior.
Médico, de acordo com os quadros de efetivo da Força e terá 7º) Não consentir que os visitantes introduzam pacotes ou
atribuições análogas às dos Sub-Cmts. de Corpo, competindo- alimentos de qualquer natureza no Estabelecimento, sem ordem
lhe, especialmente, além das atribuições fixadas em outros ou autorização do médico de dia.
Regulamentos: 8º) Extrair as altas de acordo com as papeletas que lhe forem
1º) Secundar o Diretor em todos os serviços do Estabelecimento; apresentadas, devidamente autorizadas pelos médicos
2º) Fiscalizar a observância rigorosa das ordens em vigor no responsáveis.
Estabelecimento; 9º) Remeter à Secretaria, no início do expediente diário, uma
3º) Substituir os Diretores em seus impedimentos, na forma relação dos feridos e dos outros doentes que baixarem
regulamentar; extraordinariamente.
4º) Superintender os trabalhos da Secretaria; 10º) Fornecer a relação de todos os doentes que baixarem ou
5º) Exercer uma Chefia de Clínica; tiverem alta, para publicação em boletim.
6º) Dirigir a feitura do boletim hospitalar diário. 11º) Organizar e manter em dia, por enfermaria, o mapa dos
doentes recolhidos ao Hospital.
FISCALIZAÇÃO 12º) Organizar o mapa mensal do movimento de entrada e saída
de doentes.
Art. 37 - O Fiscal de Hospital é Capitão ou Tenente combatente 13º) Abrir e fechar a entrada do Estabelecimento nas horas
ou de Administração e lhe incumbe as atribuições dos fiscais de marcadas para tal.
Corpos, de acordo com os Regulamentos em vigor. 14º) Observar e fazer cumprir todas as ordens particulares
relativas à Portaria.
SECRETARIA
SEÇÃO TÉCNICA
Art. 38 - O Secretário de Hospital é oficial subalterno (1º ou 2º
Tenente) combatente e lhe incumbe as atribuições de Secretário CHEFIAS DE CLÍNICAS
de Corpo.
Art. 42 - Os Chefes de Clínicas são Majores ou Capitães
ALMOXARIFADO – APROVISIONADORIA Médicos, de acordo com a distribuição de efetivos.

Art. 39 - O Almoxarife-Aprovisionador do Hospital é também Art. 43 - As Clínicas compreenderão tantas Enfermarias


oficial subalterno (1º ou 2º Tenente) combatente ou de especializadas quantas forem necessárias e comportarem os
Administração , competindo-lhe as atribuições do Almoxarife- recursos do Estabelecimento.
Aprovisionador de Corpo de Tropa, fixadas nos Regulamentos
em vigor. Art. 44 - Os Chefes de Clínicas terão tantos oficiais médicos
auxiliares encarregados de Enfermarias quantas Enfermarias
TESOURARIA comportarem suas Clínicas.

Art. 40 - O Tesoureiro do Hospital é oficial subalterno (1º ou 2º Art. 45 - Ao Chefe de Clínica incumbe:
Tenente) combatente ou de Administração, com atribuições 1º) Superintender os serviços técnicos administrativos das
idênticas às de Tesoureiro de Corpo de Tropa, fixadas em Enfermarias de suas clínicas.
Regulamentos. 2º) Visitar diariamente todas as suas Enfermarias e fora do
expediente sempre que houverem doentes graves ou que julgar
PORTARIA conveniente.
3º) Comunicar ao Diretor os casos graves, bem como aqueles
Art. 41 - A Portaria se incumbe do registro de entrada e saída de em que a vida do doente corre perigo, afim de serem
doentes e exerce o policiamento da entrada do Estabelecimento, comunicados à Unidade a que pertença e à respectiva família.
relativamente a visitas de pessoas estranhas. 4º) Manter-se ao par de todo o movimento de suas clínicas.
§ 1º - O porteiro será um sargento e terá tantos auxiliares, 5º) Visar as requisições de exames feitas pelos médicos das
quantos forem necessários para o revezamento num serviço Enfermarias para esclarecimentos de diagnósticos.
constante e eficiente de portaria. 6º) Requisitar os exames que julgar necessários.
§ 2º - Ao porteiro incumbe: 7º) Visar os mapas cargas e descargas das Enfermarias,
1º) Receber os doentes acompanhados das respectivas baixas e inteirando-se freqüentemente das existências em material.
registrar a entrada no competente livro, por ordem numérica, 8º) Examinar as medicações prescritas e verificar se estão sendo
extrair as “papeletas” e encaminhá-las às Enfermarias em que administradas de acordo com a indicação.
devam ficar. 9º) Assistir, com freqüências, pessoalmente ou por intermédio
2º) Não receber nenhum doente sem essa formalidade, salvo em de um médico auxiliar, a distribuição da dieta, providenciando
casos urgentes e por ordem do médico de dia ou outra sobre as irregularidades que verificar.
autoridade competente. 10º) Comunicar ao Diretor todas as circunstâncias graves que se
3º) Recolher os dinheiros e valores que trouxerem os doentes, apresentarem, notadamente as que despertem suspeita de
registrando no competente livro, lendo em voz alta na presença epidemia.
do interessado e encaminhando-os à Fiscalização acompanhados 11º) Requisitar as transferências de doentes para Hospitais
de guia, a fim de serem recolhidos à Tesouraria. especializados nos casos de doenças transmissíveis, mentais e
4º) Restituir aos interessados, por ocasião da alta, os valores e outras, bem assim inspeções de saúde que forem necessárias.
dinheiros que haja recolhido, mediante recibo no competente 12º) Velar pela observância rigorosa nas dependências da sua
registro, participando à Fiscalização. clínica das ordens em vigor, bem como da disciplina e higiene,
5º) Cientificar à Secretaria os casos de óbitos, para que esta faça providenciando para sanar imediatamente qualquer
as necessárias comunicações. irregularidade que notar.

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13º) Requisitar comissões para procederem a inventário de Art. 51 - Esse serviço será ministrado pelos Postos
espólios de mortos. Odontológicos, compostos de um ou mais Gabinetes, de acordo
14º) Manter o Diretor e o Sub-Diretor ao par do movimento e de com as necessidades e possibilidades do Estabelecimento.
todas as ocorrências em sua clínica.
Art. 52 - Os Encarregados do serviço odontológico nos
MÉDICO AUXILIAR Hospitais são oficiais dentistas (Capitão ou 1º Tenente) e serão
auxiliados por praças de saúde, com prática desse serviço.
Art. 46 - Ao médico auxiliar, encarregado de Enfermaria,
incumbe: Art. 53 - Ao Encarregado do serviço odontológico incumbe:
1º) Concorrer ao serviço de médico de dia ao Hospital. 1º) Ministrar o tratamento clínico e a prótese dentária aos
2º) Encarregar-se de todos os serviços técnicos e administrativos elementos baixados ao Hospital que necessitarem e aos oficiais e
da sua Enfermaria, fazendo-os executar de acordo com as ordens praças e assemelhados do Estabelecimento.
do respectivo Chefe de Clínica. 2º) Fazer parte da J.M.S. do Estabelecimento.
3º) Visitar diariamente os doentes sob seu tratamento. 3º) Providenciar nos pedidos de medicamentos e material
4º) Verificar se estão sendo observados pelos Enfermeiros os necessários ao Posto Odontológico.
tratamentos prescritos. 4º) Fazer parte das comissões de exames de material de sua
5º) Requisitar, por intermédio do Chefe de Clínica, as especialidade.
conferências médicas que julgar necessárias. 5º) Propor ao Diretor do Hospital as medidas que julgar
6º) Examinar e rubricar as “papeletas” dos doentes. necessárias ao bom andamento do serviço ao seu cargo.
7º) Prescrever passeios higiênicos aos doentes que necessitarem. 6º) Mandar extrair as contas dos serviços indenizáveis e
8º) Fazer curativos que não possam ou não devam ser feitos encaminhá-las, para os fins convenientes.
pelos Enfermeiros. 7º) Organizar, guardar e conservar o arquivo respectivo.
9º) Marcar operações de acordo com o Chefe de Clínica.
10º) Manter o serviço de sua Enfermaria preparado para atender LABORATÓRIO DE PESQUISAS CLÍNICAS
prontamente operações de urgência.
Art. 54 - Para os exames e pesquisas clínicas necessários, os
FARMÁCIA Hospitais possuirão laboratórios de pesquisas clínicas.
Parágrafo único - Os exames e pesquisas serão feitos mediante
Art. 47 - Haverá em cada Hospital uma Farmácia destinada a requisição dos médicos, encaminhadas por intermédio dos
manter o estoque e fornecer as drogas, medicamentos, Chefes de Clínicas.
desinfetantes, etc., necessários ao consumo do Estabelecimento;
aviar as receitas e proceder às análises químicas necessárias. Art. 55 - O Encarregado do L.P.C. será um oficial médico,
designado pelo Diretor do Estabelecimento e terá como
Art. 48 - Os Encarregados de Farmácia dos Hospitais são auxiliares tantos manipuladores de laboratório, amanuentes e
oficiais farmacêuticos (1º e 2º Tem.) e terão como auxiliares serventes, quantos forem necessários e permitirem os efetivos.
tantos manipuladores de farmácia, amanuenses e serventes,
quantos forem necessários e permitir o efetivo. ENFERMEIROS, MANIPULADORES DE FARMÁCIA,
MANIPULADORES DE RADIOLOGIA E
Art. 49 - Ao Farmacêutico, incumbe: LABORATÓRIO
1º) Dirigir todos os serviços da Farmácia, diligenciando para que
nada falte. ENFERMEIROS
2º) Fazer os pedidos de drogas e medicamentos e material à
Chefia do S.S.V., encaminhando-os por intermédio da Direção Art. 56 - Os Enfermeiros são auxiliares diretos dos Chefes de
do Hospital. Clínica e dos Encarregados de Enfermarias, aos quais são
3º) Receber as receitas das Enfermarias e ordenar o aviamento diretamente subordinados, incumbindo-lhes a observância
dando precedência às de caráter urgente. ininterrupta das ordens e prescrições relativas ao tratamento dos
4º) Distribuir o serviço de manipulação e fiscalizar a execução. doentes, higiene e disciplina das suas enfermarias.
5º) Providenciar para que todas as receitas e requisições de Parágrafo único - Os Enfermeiros são diplomados pelo
material das Enfermarias sejam satisfeitas no dia em que respectivo quadro.
chegarem à Farmácia.
6º) Fazer as análises químicas que forem requisitadas e assistir Art. 57 - Haverá em cada Hospital um Enfermeiro-Chefe, com a
os resultados. graduação de 1º Sargento-Ajudante, o qual exercerá ascendência
7º) Dirigir a escrituração da Farmácia de acordo com os hierárquica e disciplinar sobre os demais enfermeiros.
Regulamentos e ordens em vigor, sendo responsável pelo
arquivo respectivo. Art. 58 - Ao Enfermeiro-Chefe compete:
8º) Propor ao Diretor do Hospital as medidas que julgar 1º) Auxiliar os Chefes de Clínica e os Encarregados de
convenientes para o bom andamento do serviço a seu cargo. Enfermaria, na fiscalização da execução dos serviços e ordens
9º) Zelar pela disciplina, ordem e limpeza de sua Repartição, em vigor.
pelas quais é responsável. 2º) Dirigir os trabalhos dos demais Enfermeiros, velando pelo
10º) Manter, em lugar fechado e seguro, sob sua guarda e cumprimento de seus deveres.
responsabilidade pessoal, os tóxicos e entorpecentes. 3º) Organizar a escala e escalar os Enfermeiros para o serviço de
dia ao estabelecimento, plantão e ronda das Enfermarias.
GABINETE ODONTOLÓGICO 4º) Receber dos Enfermeiros de Enfermaria as requisições de
dietas e encaminhá-las ao aprovisionador, para os devidos fins.
Art. 50 - Haverá nos Hospitais o serviço odontológico, 5º) Recorrer, com freqüência, as Enfermarias, verificando a
encarregado do tratamento clínico-odontológico e da prótese distribuição de dietas, medicamentos e a execução dos curativos,
dentária. levando ao conhecimento do médico da Enfermaria e, na falta
deste, ao médico de dia, qualquer irregularidade que notar.

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6º) Coadjuvar os Chefes de Clínica e os médicos auxiliares na Art. 64 - Haverá nos Hospitais um Gabinete Médico-Legal,
fiscalização do asseio, ordem e disciplina das Enfermarias incumbido da execução dos exames periciais médico-legais
7º) Passar revistas gerais, afim de verificar se os Enfermeiros de militares.
serviço se acham no Estabelecimento e em seus postos.
8º) Comunicar à autoridade competente qualquer irregularidade Art. 65 - Os peritos para os exames de corpo de delito, sanidade,
que notar na execução do serviço. necropsia e outros, são designados pelo Diretor do Hospital,
entre os médicos do Estabelecimento, podendo requisitar o
Art. 59 - O Enfermeiro de Enfermaria é auxiliar dos médicos e concurso de técnicos especializados estranhos à Força, quando
lhe incumbe: for necessário.
1º) A execução de todas as prescrições e ordens, relativas ao
tratamento dos doentes, recolhidos às suas Enfermarias. Art. 66 - Todo o ferido que baixar ao Hospital, será submetido a
2º) Receber e acomodar os doentes entrados na Enfermaria, exame de corpo de delito por dois médicos, que registrarão em
fornecendo-lhes, imediatamente, a roupa do Hospital e livro próprio a descrição pormenorizada das lesões apresentadas
arrecadando o fardamento, para ser entregue ao Encarregado da e o estado do ferido.
Rouparia. Parágrafo único - Se a baixa ocorrer fora das horas de
3º) Comunicar ao médico da Enfermaria as ocorrências havidas expediente, o médico de dia ao Hospital providenciará no exame
na mesma quer relativas ao tratamento dos doentes, quer do corpo de delito.
relativas à disciplina, ordem e asseio.
4º) Acompanhar o médico por ocasião da visita diária e das Art. 67 - Todo o ferido baixado ao Hospital será submetido a
visitas extraordinárias, inteirando-se das ordens e prescrições exame de sanidade, ao ter alta ou quando completar trinta dias
relativas ao serviço da Enfermaria e providenciando na imediata de tratamento no Estabelecimento.
execução.
5º) Comunicar ao médico de dia o falecimento de qualquer Art. 68 - Será feito exame de sanidade por ocasião da alta de
doente e entregar à Portaria a respectiva papeleta, para as qualquer acidentado que tenha sido inspecionado de saúde na
necessárias anotações, providenciando na remoção imediata do vigência do tratamento, para os efeitos de regularidade do
cadáver para o necrotério. documento sanitário de origem que lhe houver sido fornecido.
6º) Fazer recolher e encaminhar para incineração as roupas e
materiais que hajam servido a doentes de moléstias contagiosas, Art. 69 - As perícias médico-legais serão feitas de acordo com
de acordo com o Regulamento em vigor. este Regulamento e com as Leis e outros Regulamentos e ordens
7º) Fazer observar as horas destinadas à visitação dos doentes, em vigor sobre a matéria.
velando para que não sejam perturbados o silêncio, ordem e
limpeza da Enfermaria, levando à presença do médico de dia RANCHO, ROUPARIA E OFICINAS ORGÂNICAS
qualquer pessoa que se portar inconvenientemente.
8º) Providenciar de acordo com as indicações dos clínicos sobre Art. 70 - Diretamente subordinados ao Almoxarifado como
os cuidados de higiene corporal dos doentes e asseio das camas. dependências suas que são, funcionarão, o Rancho, a Rouparia e
9º) Quando ocorrer um óbito, recolher e encaminhar, as Oficinas Orgânicas.
acompanhado de guia, por intermédio do médico encarregado da
Enfermaria, o espólio do morto, para lavratura do competente RANCHO
termo, de acordo com os Regulamentos e ordens em vigor.
10º) Impedir que os doentes recebam de fora ou de pessoas que Art. 71 - Os Ranchos dos Hospitais destinam-se à preparação
os venham visitar alimentos ou bebidas, sem expressa das dietas para os doentes e da alimentação para o pessoal
autorização consignada na papeleta. arranchado.

MANIPULADOR DE FARMÁCIA Art. 72 - Serão organizados de acordo com os Regulamentos em


vigor na Força, devendo possuir, além de copa e refeitórios
Art. 60 - O Manipulador de Farmácia é auxiliar do Encarregado separados para oficiais, subtenentes e sargentos, cabos e
da Farmácia e lhe incumbe: soldados, refeitórios para doentes que possam ou devam receber
1º) Auxiliar o Encarregado da Farmácia em todos os serviços a dieta fora das Enfermarias.
que lhe estão afetos.
2º) Observar e fazer observar as ordens do farmacêutico. Art. 73 - Os oficiais quando de serviço interno (dia, sobre-aviso,
3º) Concorrer à escala de plantão à farmácia. prontidão), terão direito a alimentação pelo Rancho.
Parágrafo único - Igualmente terão direito a alimentação pelo
Art. 61 - O Manipulador de Farmácia terá a graduação de Rancho os oficiais que, por exigência do serviço, devam
sargento, de acordo com o respectivo quadro. permanecer no Estabelecimento fora das horas de expediente.

MANIPULADOR DE RADIOLOGIA E LABORATÓRIO Art. 74 - Terão, também, direito à alimentação, pelo Rancho, o
Enfermeiro-Chefe, o Enfermeiro de dia, o Porteiro ou seu
Art. 62 - O Manipulador de Radiologia e Laboratório é auxiliar auxiliar que deva permanecer no Estabelecimento e o
direto do Chefe de Clínica Radiológica e de Laboratório, Farmacêutico ou Manipulador de Farmácia de dia.
incumbindo-lhe a manipulação, de acordo com as ordens e
instruções do respectivo responsável. ROUPARIA

Art. 63 - O Manipulador de Radiologia e Laboratório terá a Art. 75 - Haverá nos Hospitais uma Rouparia destinada a
graduação de sargento, de acordo com o respectivo quadro. recolher e guardar os fardamentos e roupas dos doentes
baixados.
SERVIÇO MÉDICO-LEGAL
Art. 76 - O Encarregado da Rouparia será um sargento, ao qual
incumbe:

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1º) Receber dos Enfermeiros e guardar os fardamentos e roupas 2º) Enfermeiro de dia ao Hospital.
dos doentes, organizando rol de cada uma e lançando em livro 3º) Farmacêutico ou Manipulador de dia à Farmácia.
especial a respectiva entrada. 4º) Enfermeiro de dia às Enfermarias.
2º) Entregar às Enfermarias, à vista do rol e recibo no registro 5º) Guarda do Estabelecimento.
competente, as roupas e peças de fardamento dos doentes que
tiverem alta. Art. 89 - A escala para os serviços acima será publicada em
3º) Conferir toda a roupa que receber ou entregar, ficando boletim diário do Hospital.
responsável por qualquer extravio.
4º) Solicitar, antes de recolher à Rouparia a destruição ou DO MÉDICO DE DIA
desinfectação das roupas dos doentes portadores de moléstias
contagiosas ou de parasitas. Art. 90 - O Médico de dia é o representante do Diretor do
Hospital e tem como principais atribuições, além das prescritas
OFICINAS ORGÂNCIAS em outros Regulamentos:
1º) Permanecer no Hospital durante as 24 horas de serviço,
Art. 77 - Para atender à confecção, conservação e lavagem de pronto para atender qualquer eventualidade.
roupas e outras necessidade de confecção e reparação de 2º) Apresentar-se ao Diretor e Sub-Diretor assim que cheguem
material, os Hospitais deverão possuir oficinas de costureiras, ao Estabelecimento, só podendo retardar essas apresentações,
lavanderias próprias e mais oficinas que forem necessárias, de em conseqüência de trabalhos técnicos ou administrativos
acordo com as possibilidades em material e pessoal do urgentes, que exijam sua presença, circunstância essa que
Estabelecimento. comunicará ao se apresentar, após a cessação dos motivos.
3º) Assegurar, durante o seu serviço, o exato cumprimento das
Art. 78 - Estas oficinas deverão ser organizadas e administradas, ordens em vigor no Estabelecimento e disposições
de acordo com as prescrições regulamentares em vigor na Força, regulamentares, relativas ao serviço diário.
relativamente às oficinas orgânicas dos Corpos. 4º) Verificar, ao assumir o serviço, em companhia de seu
antecessor, se todas as dependências do Estabelecimento estão
Art. 79 - Deverão, também, os Hospitais, dentro dos meios ao em ordem e se todos os presos e detidos se acham em lugares
seu alcance, possuir chácara, apiário, aviário e criação de outros onde devam permanecer.
animais necessários para prover o Rancho de verduras, frutas, 5º) Participar ao Sub-Diretor todas as ocorrências
mel, aves e, os Laboratórios, de coelhos, cobaias, etc. extraordinárias havidas após o seu último encontro com esta
autoridade, mencionando-as, ainda, em parte diária. Se, porém,
BARBEARIAS antes de fazê-la ao Sub-Diretor, encontrar o Diretor, prestar-lhe-
á as mesmas informações, sem que isso o dispense daquela
Art. 80 - Deverão os Hospitais possuir barbearias, destinadas a atribuição.
atender o pessoal do Estabelecimento e os doentes baixados. 6º) Inspecionar, com freqüência, as Enfermarias de presos, a
guarda do Hospital e as demais Enfermarias e dependências do
Art. 81 - A barbearia destinada a atender ao pessoal do Estabelecimento, providenciando na remoção imediata de
Estabelecimento será separada da destinada a atender aos qualquer irregularidade que observar.
doentes. 7º) Receber os doentes que baixarem ao Hospital, fora das horas
de expediente, designando-lhes a Enfermaria e prescrevendo a
Art. 82 - Essas barbearias são reguladas pelas disposições em medicação e dieta reclamadas pelo seu estado.
vigor para as barbearias dos Corpos. 8º) Não receber doente algum sem documento oficial ou ordem,
salvo nos casos de acidente, doença súbita ou ferimento que
CONTINGENTES DOS HOSPITAIS reclame cuidados imediatos, circunstância que fará constar na
parte diária.
Art. 83 - Os Contingentes dos Hospitais possuir barbearias 9º) Prestar socorro aos doentes que necessitarem, fora das horas
destinadas a atender o pessoal do Estabelecimento e os doentes de visita e aos que sobrevierem acidentes, bem como àqueles
baixados. que forem recomendados pelos Encarregados de Enfermaria,
fazendo constar na papeleta as providências tomadas.
Art. 84 - Os Continentes serão comandados por um oficial 10º) Verificar a distribuição das dietas aos doentes e as rações
subalterno combatente. ao pessoal arranchado do Hospital.
11º) Verificar se os medicamentos e curativos estão sendo
Art. 85 - Ao Comandante do Contingente incumbe atribuições convenientemente aplicados, esclarecendo os Enfermeiros em
análogas às dos Comandantes de Sub-Unidades incorporadas. qualquer dúvida que tiverem.
12º) Rondar os diversos serviços diários afim de verificar se os
Art. 86 - O efetivo dos Contingentes será fixado anualmente, responsáveis se acham nos seus postos, reprimindo as faltas que
nos quadros de efetivo da Força, à vista de propostas dos verificar.
Diretores de Hospitais, encaminhadas por intermédio do Chefe 13º) Assistir à revista do pessoal escalado para o serviço diário,
do Serviço. bem como daquele que, por qualquer motivo, deva estar no
Estabelecimento.
SERVIÇO INTERNO DIÁRIO 14º) Verificar os óbitos ocorridos, passando o respectivo
atestado, na ausência do médico Encarregado da Enfermaria ou
Art. 87 - O serviço interno diário dos Hospitais abrange todos os Chefe de Clínica interessado, registrando a causa-mortis na
trabalhos necessários para assegurar o regular funcionamento, a papeleta e providenciando sobre a autópsia ou qualquer
vigilância contínua dos Estabelecimentos e a assistência desinfecção, quando for necessário.
ininterrupta aos doentes. 15º) Assinar as altas, na falta do Chefe de Clínica ou
Encarregado de Enfermaria interessados, conferindo com as
Art. 88 - Esses serviços que são providos por escala, papeletas respectivas.
compreendem: 16º) Não permitir que o pessoal de serviço se afaste do
1º) Médico de dia ao Hospital. Estabelecimento.

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17º) Não permitir a entrada de pessoas estranhas nas ENFERMEIRO DE DIA À ENFERMARIA
Enfermarias ou em outras dependências do Estabelecimento.
18º) Não permitir a saída de doentes, salvo daqueles que tiverem Art. 96 - Sempre que o serviço exigir, os Chefes de Clínica
obtido permissão para passeio. farão escalar um sargento enfermeiro de dia à Clínica ou às
19º) Dividir com os auxiliares e fiscalizar o serviço de ronda. Enfermarias.
20º) Reprimir, prendendo à ordem do Diretor, quando
necessário, qualquer praça ou doente que cometer falta grave. Art. 97 - Compete ao sargento de dia à Enfermaria:
21º) Autorizar, depois do expediente, a saída de viaturas, que 1º) Apresentar-se ao médico de dia, depois da leitura do boletim.
forem necessárias, fazendo registrar a hora da saída e a do 2º) Responder pela ordem, limpeza e execução dos serviços na
regresso, bem como o serviço que atendeu. sua Enfermaria.
22º) Fazer registrar no livro de partes as ocorrências do serviço, 3º) Assistir a distribuição de dietas aos doentes da Enfermaria.
assinando-as. 4º) Ministrar os medicamentos e curativos que lhe forem
23º) Assegurar, depois do expediente, a perfeita execução dos ordenados pelas autoridades competentes.
serviços técnicos e administrativos do Hospital e o exato 5º) Levar ao conhecimento do médico de dia todas as
cumprimento das ordens e disposições regulamentares, exigindo irregularidades que ocorreram na sua Enfermaria.
ordem, asseio, não podendo, porém, intervir diretamente nas
repartições e locais em que estejam presentes os responsáveis ou GUARDA DO ESTABELECIMENTO
seus substitutos eventuais.
Art. 98 - Para a segurança e vigilância do Estabelecimento
Art. 91 - Quando o número de médicos na escala for inferior a haverá uma Guarda, fornecida pelo Contingente e escalada
cinco, passarão estes a fazer o serviço de sobre-aviso. diariamente.
§ 1º - O médico de sobre-aviso poderá se afastar do Parágrafo único - Quando o Contingente não dispuser de
Estabelecimento e pernoitar em casa, devendo, porém, declarar elementos suficientes para o fornecimento de guarda, o Diretor,
ao seu auxiliar, onde será encontrado a qualquer hora. na Capital, solicitará uma Guarda ao Chefe do Estado Maior e,
§ 2º - Quando o médico de sobre-aviso se afastar do Hospital, no Interior, ao Comandante da Guarnição estacionada na sede do
responderá pelo Estabelecimento o Enfermeiro de dia, o qual Hospital.
solicitará providências ou a presença daquele, quando
necessário. Art. 99 - A Guarda fica sob as ordens do médico de dia e
incumbir-se-á da vigilância do Estabelecimento, competindo-lhe
Art. 92 - Concorrerão à escala de médico de dia ou de sobre- as atribuições das guardas dos Corpos de Tropa.
aviso, todos os médicos do Hospital, a exceção dos oficiais
superiores e dos que estejam nas funções de Chefe de Clínica. SERVIÇOS GERAIS

DO ENFERMEIRO DE DIA BOLETIM INTERNO

Art. 93 - O Enfermeiro de dia é o auxiliar imediato do médico Art. 100 - O Diretor fará publicar, diariamente, o boletim
de dia, respondendo por ele em seus impedimentos e dele hospitalar interno, contendo todas as suas ordens, as ordens das
dependendo até a hora da entrega da parte de dia. autoridades superiores e os fatos que o Estabelecimento deva ter
conhecimento.
Art. 94 - Ao Enfermeiro de dia, compete:
1º) Apresentar-se ao médico de dia ao assumir ao serviço e Art. 101 - O boletim será organizado na Secretaria, sob a
executar e fazer executar todas as suas ordens. direção do Sub-Diretor.
2º) Permanecer no Hospital as 24 horas do serviço em constante
ligação com o médico de dia. Art. 102 - O boletim hospitalar deverá seguir os modelos
3º) Levar à presença do médico de dia os doentes entrados, regulamentares em vigor, estabelecidos para os boletins
depois de despachos na Portaria, acompanhados das respectivas regimentais dos Corpos de Tropa.
papeletas e encaminha-los às Enfermarias a que foram
designados. BIBLIOTECA
4º) Apresentar ao médico de dia os doentes que tiverem tido
alta, após preenchidas as formalidades na Portaria. Art. 103 - Cada Hospital deverá organizar e manter, com os
5º) Acompanhar o médico dia nas revistas às dependências do recursos da própria economia, uma Biblioteca, constituída de
Hospital, salvo quando dispensado por ele ou na execução de obras técnicas e de cultura geral; deverá, igualmente, possuir
outros serviços. uma coleção de publicações da Brigada Militar.
6º) Passar revistas nas Enfermarias e outras dependências, por Parágrafo único - A Biblioteca facilitará a aquisição de livros
ordem do médico de dia. técnicos, incumbindo-se de encomendas, mediante
7º) Organizar e escriturar os papeis relativos ao serviço de modo adiantamentos autorizados pelo Diretor do Hospital,
a poder apresentar a parte no máximo uma hora depois da indenizáveis pelos interessados.
substituição do serviço.
Art. 104 - O funcionamento da Biblioteca obedecerá às normas
MANIPULADOR DE FARMÁCIA DE DIA regulamentares estabelecidas para as dos Corpos de Tropa, no
que lhe for aplicável.
Art. 95 - Será escalado na Farmácia do Hospital um
manipulador de dia, ao qual incumbe: Art. 105 - Exercerá as funções de Bibliotecário, sem prejuízo
1º) Apresentar-se ao médico de dia ao Estabelecimento. das funções próprias, um oficial designado pelo Diretor, sendo
2º) Permanecer no Hospital, pronto a atender qualquer responsável pela ordem na Biblioteca e pelo material e sua
solicitação de medicamento ou aviamento de receita, durante as conservação.
24 horas do serviço. Parágrafo único - O Bibliotecário terá os auxiliares que forem
3º) Aviar as receitas e fornecer os medicamentos ordenados pelo necessários, por ele indicados e designados pelo Diretor.
médico de dia.

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BAIXAS E ALTAS DOS DOENTES espontaneamente e desejarem continua-lo fora e os inativos em
geral, salvo nos casos previstos no § 1º do art. 111º e art. 115º.
Art. 106 - Serão admitidos a tratamento nos Hospitais:
- Os oficiais, praças e assemelhados da ativa e inativos da Força; Art. 117 - As altas por transferências para outros
- Os serventuários civis da Força e da Justiça Militar do Estado, Estabelecimentos serão concedidas aos doentes que
de qualquer categoria, da ativa e inativos; necessitarem de tratamento especializado (Hospital de
- Os oficiais e praças das Polícias Militares de outros Estados. Alienados, Sanatórios, Leprosários, etc.) mediante parecer de
uma junta Médica.
Art. 107 - Serão, também, admitidos a tratamento, nos Hospitais § 1º - Os doentes transferidos para outros Estabelecimentos,
da Força, os oficiais e praças do Exército, Marinha e Força após terminado o tratamento especializado, voltarão ao Hospital,
Aérea Nacionais, a simples solicitação ou requisição da onde terão alta, se for o caso.
autoridade competente. § 2º - As transferências de doentes poderão ser individuais ou
coletivas, sendo em ambos os casos, acompanhados de um
Art. 108 - Os militares e funcionários civis da ativa baixarão ao Enfermeiro, que levará a documentação correspondente e fará a
Hospital por intermédio do Corpo ou Estabelecimento a que necessária apresentação.
pertençam.
Art. 118 - Quando o doente estiver em condições de ter alta, por
Art. 109 - Os elementos inativos, na Capital, baixarão por qualquer motivo, o médico da Enfermaria declarará na papeleta,
intermédio do E.M. e, no Interior, por intermédio da Unidade, anotando as informações técnicas que julgar conveniente dar
ou Destacamento com sede ou jurisdição no local onde residam. conhecimento ao Médico da Unidade a que pertencer o doente,
assinando-a.
Art. 110 - Os elementos baixados aos Hospitais, descontarão § 1º - No caso de alta por falecimento, o médico da Enfermaria
uma diária de hospitalização fixada em lei especial. e, na sua falta, o médico de dia, fará as necessárias anotações na
Parágrafo único - Terão direito a tratamento gratuito, nos papeleta, determinando a remoção do cadáver para o Necrotério
termos da legislação em vigor, os elementos da Força baixados e comunicando a Portaria, para que esta faça as devidas
em consequência de ferimentos, acidente ou moléstias alterações e cientifique à Secretaria, para os fins convenientes.
adquiridas em ato de serviço. § 2º - A alta por incapacidade física será concedida quando o
doente for julgado incapaz definitivamente para o serviço da
Art. 111 - Os doentes em tratamento nos Hospitais, terão alta Força, em inspeção de saúde pela J.M.S. e esteja nas condições
pelo seguintes motivos: previstas no § 1º do art. 111º e art. 115º.
- Curados; § 3º - Em casos excepcionais, afim de evitar a superlotação das
- Por motivo de transferência para outro Estabelecimento; Enfermarias, terão alta melhorados os doentes em condições de
- Por motivo de evasão do Hospital continuar o tratamento na F.S.R.
- Por incapacidade física; § 4º - As altas por motivos disciplinares serão dadas nas
- Por motivos disciplinares; condições do § 1º do art. 111º, quando o doente se tornar
- Para continuação do tratamento fora do Hospital; inconveniente à disciplina no Hospital ou não quiser se submeter
- Por motivo de exclusão; ao tratamento prescrito.
- Quando, pela benignidade da moléstia, não necessitam de
tratamento no Hospital. PRESCRIÇÕES DIVERSAS
§ 1º - A alta por incapacidade física, motivos disciplinares e para
tratamento fora do Hospital, às praças, somente será concedida DOENTES PRESOS
se o estado de saúde do doente permitir, mediante inspeção de
saúde. Art. 119 - Para tratamento dos doentes presos, tanto
§ 2º - A alta por motivo de exclusão somente será dada quando a preventivamente como condenados pela Justiça Civil ou Militar,
praça dispuser de recursos para se tratar. haverá nos Hospitais uma Enfermaria própria, dotada da
necessária segurança, sem prejuízo das condições de higiene
Art. 112 - Os Oficiais em tratamento no Hospital poderão necessárias.
continua-lo em casa de suas famílias, mediante licença § 1º - A Enfermaria dos presos será guardada por sentinelas da
concedida pela autoridade competente, à vista de inspeção de guarda de Estabelecimento.
saúde pela J.M.S., que arbitrará o prazo necessário. § 2º - Os doentes presos ficarão isolados dos demais doentes.
§ 3º - Os doentes presos que necessitarem sair da Enfermaria
Art. 113 - As praças também poderão continuar em cãs de suas para tratamento em Gabinetes especiais, quando necessário,
famílias, o tratamento que venham fazendo no Hospital, à vista serão escoltados por praças da Guarda do Hospital.
de permissão de autoridade competente, pelo prazo arbitrado § 4º - Os doentes presos que tiverem de sair do Hospital, à
pelos Chefes de Clínica. requisição da Justiça ou por outros motivos, serão escoltados por
escoltas fornecidas pela autoridade requisitante ou pelo Estado
Art. 114 - As licenças para tratamento de saúde serão adquiridas Maior.
pelos próprios interessados ou pessoas de sua família, mediante § 5º - Quando um doente preso estiver em condições de ter alta,
aquiescência destes declarada por escrito. será comunicado à sua Unidade, para que esta providencie em
mandar buscá-lo, convenientemente escoltado.
Art. 115 - Não será concedida alta com licença para tratamento
de saúde por portadores de doença contagiosa ou estado de Art. 120 - Os presos atingidos por moléstias que os incapacitem
demência, que constituam perigo, salvo quando se tratar de definitivamente para o serviço da Força, serão submetidos às
doentes que disponham de recursos para realizar o tratamento, formalidades regulamentares, tendo alta se seu estado de saúde
mediante declaração por escrito do interessado ou de pessoa da permitir.
sua família, que se responsabilize pelo tratamento adequado.
Art. 121 - Os militares presos disciplinarmente, punidos nos
Art. 116 - Poderão ter alta a pedido os oficiais que, achando-se Corpos, serão tratados nas Enfermarias comuns, não se contando
com licença para tratamento de saúde, baixarem ao Hospital o tempo de tratamento para cumprimento do castigo.

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Art. 122 - Os militares doentes punidos no Hospital serão Art. 134 - O sepultamento poderá ser feito pela família do
recolhidos à Enfermaria–xadrez. morto, se tal for solicitado, pela mesma.

Art. 123 - Os oficiais e sargentos presos serão tratados nas Art. 135 - Os cadáveres dos militares falecidos em suas
Enfermarias comuns, com sentinela à vista, se o caso exigir. residências não serão recolhidos ao Necrotério do Hospital,
salvo para necropsia.
EVASÃO E DESERÇÃO DO DOENTE
Art. 136 - O Hospital só se encarregará do sepultamento dos
Art. 124 - Nos casos de evasão ou deserção de doentes, o militares que falecerem no Estabelecimento, cabendo as
Diretor do Hospital procederá de acordo com o que dispõe os Unidades as providências para o sepultamento dos que
Regulamentos e Leis em vigor. falecerem fora do Hospital.
Parágrafo único - Verificada a ausência de um doente na
Enfermaria, o respectivo encarregado comunicará ao Chefe de CEMITÉRIOS
Clínica e este participará, por escrito, ao Sub-Diretor, para as
necessárias providências. Art. 137 - Nas guarnições onde a Força mantêm cemitério
próprio nele serão sepultados os seus mortos.
MORIBUNDOS E MORTOS
Art. 138 - Os Cemitérios da Força ficam subordinados
Art. 125 - Os doentes em perigo iminente de vida, serão administrativamente às Direções dos Hospitais das localidades
constantemente assistidos pelo pessoal da Enfermaria, o qual respectivas.
providenciará para que a sua agonia não seja presenciada pelos
demais doentes. Art. 139 - Os Cemitérios se regerão por Regulamentos próprios,
Parágrafo único - Tanto quanto possível, haverá em cada obedecidas as normas legais existentes para as necrópoles.
Enfermaria um quarto separado, para onde serão removidos os Parágrafo único - Findo o prazo de três anos, os ossos dos
moribundos. sepultados serão retirados das sepulturas e depositados no
ossário comum, salvo quando os interessados desejarem colocá-
Art. 126 - Aos doentes em tratamento no Hospital que los em nichos próprios.
manifestarem o desejo de testar, serão facilitados todos os
meios, de acordo com o Código Civil. Art. 140 - Excepcionalmente, poderão ser sepultados cadáveres
de pessoas da família de militares, com permissão da Diretoria
Art. 127 - Logo após a morte de um doente, o Enfermeiro da do Hospital a que estiver subordinado o Cemitério.
Enfermaria fará as comunicações ao médico de dia e à Portaria
e, depois de verificado o óbito por quem de direito, vestirá o ISOLAMENTO
cadáver e providenciará na imediata remoção do mesmo para o
Necrotério. Art. 142 - As Enfermarias de Isolamento a que se refere o artigo
30 serão instaladas, tanto quanto possível, em pavilhão isolado
Art. 128 - Os atestados de óbito serão passados de acordo com o das demais dependências do Estabelecimento e se destinam à
modelo adotado pelo D.E.S. observação de casos suspeitos de doenças infecto-contagiosas e
o tratamento de tuberculosos.
Art. 129 - A Direção do Hospital, providenciará no inventário
do espólio dos doentes falecidos, o qual será recolhido à Art. 143 - Confirmado o caso de febre eruptiva será o doente
repartição competente, sendo uma cópia do termo remetida à tratado no Isolamento próprio, do Hospital.
Unidade a que pertencia o morto. § 1º - Caso o Hospital não disponha de Isolamento adequado,
poderão os doentes ser transferidos para outro Hospital da Força
Art. 130 - Os óbitos serão registrados pelo Hospital, correndo a ou para os Hospitais de Isolamento do Estado.
despesa por conta da Unidade do morto, sendo a certidão § 2º - Os doentes portadores de moléstias infecto-contagiosas
encaminhada ao Chefe do S.S.V., para ser dada ao conveniente transferidos para os Hospitais de Isolamento do Estado,
destino. regressarão ao Hospital após terem alta daqueles
estabelecimentos, afim de serem encaminhados às suas
FUNERAIS Unidades, se não necessitarem de outro tratamento.

Art. 131 - O Hospital encarregar-se-á dos funerais dos doentes Art. 144 - Os tuberculosos, serão tratados nas Enfermarias de
em tratamento que vierem a falecer no Estabelecimento. Isolamento da Clínica Tisiológica dos Hospitais.
§ 1º - As despesas com os funerais serão feitas dentro do Parágrafo único - Caso o Hospital não disponha de Enfermaria
quantitativo a que o morto tiver direito, recolhendo-se os saldos própria para tuberculosos, estes deverão ser transferidos para o
que se verificarem à repartição competente, à disposição dos H.B. – P.A., onde serão tratados.
herdeiros.
§ 2º - Os mortos serão sepultados com uniformes Art. 145 - Os Enfermeiros e Serventes das Enfermarias de
regulamentares, que em vida lhes pertencia. Isolamento não poderão freqüentar as demais Enfermarias.

Art. 132 - As honras fúnebres serão prestadas fora do Hospital, Art. 146 - As roupas dos doentes suspeitos ou confirmados de
de acordo com os Regulamentos em vigor. doenças contagiosas serão imediatamente desinfectadas, afim de
serem recolhidas à Rouparia.
Art. 133 - Os mortos recolhidos ao Necrotério do Hospital
poderão ser velados por parentes, com autorização da Direção Art. 147 - Para a desinfecção e desinfestação de roupas,
do Estabelecimento ou do médico de dia, se o óbito ocorrer fora colchões, camas, etc., os Hospitais disporão de estufas e
das horas de expediente. aparelhos apropriados.

RELIGIOSAS

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Art. 148 - Para a direção dos serviços de cozinha, copa, Art. 158 - A escrituração nos Hospitais, salvo os livros e
confecção, conservação, limpeza e distribuição de roupas, etc., documentos que tenham modelos especiais, obedecerá os
nos Hospitais, poderá haver tantas religiosas quantas forem modelos em vigor na Força e será feita de acordo com o R.G.A.
necessárias, as quais servirão mediante contrato firmado pela
Força com a ordem a que pertençam. Art. 159 - Poderão ser feitos exames de Laboratório, Raio X e
§ 1º - Estas religiosas vencerão uma diárias fixada no Radiografias aos oficiais e praças estranhos ao Estabelecimento,
Orçamento. que solicitarem para si ou pessoas de suas famílias, mediante
§ 2º - Para acomodação das religiosas os Hospitais possuirão indenização do custo do material consumido, acrescido de uma
clausura e mais dependências e instalações adequadas. pequena percentagem, de acordo com tabelas aprovadas pelo
Comandante Geral.
AMBULATÓRIO
Art. 160 - Poderão, também, nas Farmácias dos Hospitais em
Art. 149 - Para atender o pessoal do Estabelecimento, os casos especiais, fornecer medicamentos a oficiais e praças
Hospitais possuirão um serviço de Ambulatório, atendido por estranhos ao Estabelecimento, para indenização.
um médico e enfermeiro designados pelo Diretor, sem prejuízo
das suas funções normais. Art. 161 - Os oficiais e praças pertencentes aos Hospitais,
Parágrafo único - Em casos de desastres ou acidentes, poderão poderão se abastecer normalmente de medicamentos, nas
ser atendidas quaisquer pessoas. Farmácias dos Estabelecimentos, bem como solicitar os exames
de Laboratório, Raios X e Radiografias, que necessitarem para
Art. 150 - O serviço de Ambulatório será feito no próprio indenização.
Estabelecimento, mediante indenização dos medicamentos e Parágrafo único - É facultado às Oficinas dos Estabelecimentos
materiais consumidos pelos interessados. executarem trabalhos, mediante indenização, aos oficiais e
Parágrafo único - Quando o doente estiver impossibilitado de praças. Estes trabalhos não poderão prejudicar os serviços dos
comparecer ao Ambulatório ou for portador de moléstia Hospitais e serão suspensos quando os Diretores julgarem
contagiosa, será atendido na própria residência. conveniente.

DISCIPLINA TÍTULO IV
LABORATÓRIO QUÍMICO-FARMACÊUTICO
Art. 151 - Os Diretores de Hospitais, como Chefes de (L.Q.F.)
Estabelecimento, têm ação disciplinar sobre todo o seu pessoal e
doentes em tratamento, de patente igual ou inferior a sua. Art. 162 - O L.Q.F. se destina à fabricação e ao exame de
medicamentos para provimento dos diversos órgãos do serviço.
Art. 152 - Os doentes, bem como o pessoal dos Hospitais que § 1º - O L.Q.F. manterá uma Secção Comercial, pela qual
infringirem regulamentos ou ordens serão punidos de acordo poderão ser fornecidos medicamentos e feitos exames técnicos,
com o R.D.E., levando-se em conta o estado de saúde do doente. para outros órgãos e repartições públicas, mediante indenização
razoável.
Art. 153 - Haverá nos Hospitais uma Enfermaria-Xadrez, § 2º - O L.Q.F. só fornecerá medicamentos, em embalagem
destinada à prisão de doentes. hospitalar.
Parágrafo único - Só serão recolhidos à Enfermaria-Xadrez os
doentes cujo estado de saúde o permitir. Art. 163 - O L.Q.F. se regerá por Regulamento próprio,
respeitadas as regras deste título.
Art. 154 - As queixas ou reclamações de doentes contra pessoal
ou serviços dos Hospitais serão encaminhadas, por via TÍTULO V
hierárquica, por intermédio do médico Encarregado da SERVIÇOS DE SAÚDE DOS CORPOS
Enfermaria.
CAPÍTULO I
Art. 155 - Deverá acompanhar a alta dos doentes que hajam DA ORGANIZAÇÃO
sofrido castigos disciplinares nos Hospitais, uma relação dos
mesmos, para que constem em seus assentamentos. Art. 164 - O Serviço de Saúde nos Corpos é assegurado pelas
Parágrafo único - Acompanhará, igualmente, a alta dos doentes Formações Sanitárias Regimentais (F.S.R.), que compreendem: -
que pelo seu comportamento hajam se tornado passíveis de Posto Médico (P.M.), Enfermaria Regimental (E.R.), Gabinete
punição e que, em virtude de seu estado de saúde, não tenham Odontológico, Farmácia Regimental (F.R.), Posto Profilático,
sido punidos, uma comunicação das faltas cometidas, afim de destinado à profilaxia de moléstias venéreas e o pessoal,
serem punidos pelos seus Comandantes de Unidades ou Chefes material e dependências necessárias à execução do serviço.
de Serviço. Parágrafo único - As F.S.R. dos Corpos pertencentes às
Guarnições em cuja sede haja Hospital não possuirão Farmácia
Art. 156 - O Diretor do Hospital comunicará ao Chefe do Regimental e se abastecerão de medicamentos na Farmácia do
S.S.V., para as necessárias providências, as faltas disciplinares Hospital.
dos oficiais de patente superior à sua, em tratamento no
Estabelecimento, guardadas as normas regulamentares. Art. 165 - O funcionamento do Serviço de Saúde dos Corpos é
regido por este Regulamento e pelo R.G. (ou R.I.S.G.), no
Art. 157 - Os doentes serão responsáveis, materialmente, sem Capítulo referente ao S.S. dos Corpos.
prejuízo da ação disciplinar, pelos danos que individualmente,
causarem no material ou instalações do Estabelecimento. Art. 166 - O S.S. nos Corpos, compreende:
1º) Visita médica e revistas sanitárias gerais.
DISPOSIÇÕES DIVERSAS 2º) Aplicação dos preceitos de medicina preventiva à saúde da
Tropa.
3º) Assistência médica gratuita ao pessoal dos Corpos.

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4º) Tratamento na E.R. de militares doentes, portadores de oficial farmacêutico os tóxicos serão fechados à chave e trarão
afecções benignas que não necessitem de cuidados médicos rótulos que os distingam facilmente.
especiais.
5º) Assistência médica durante as manobras e exercícios, feitos Art. 174 - Nas F.S.R. onde houver medico-auxiliar, este
pela Tropa, fora do Quartel. concorrerá para a execução dos serviços, de acordo com as
6º) Vigilância sanitária contínua do quartel e do pessoal. ordens do Médico-Chefe e o substituirá nos seus impedimentos.
7º) Instrução técnica do pessoal da F.S.R. e tendo em vista a
formação de reserva, de acordo com os respectivos Art. 175 - Ao sargento enfermeiro mais graduado cabe toda a
regulamentos. escrituração que se relacione com o serviço médico e
8º) Conferências e preleções médicas de propaganda sanitária. administrativo da Formação, competindo-lhe a fiscalização do
asseio dos homens, da limpeza das dependências e conservação
Art. 167 - Os Chefes de F.S.R. são Capitães Médicos, os quais do material da F.S.R.
em casos especiais e em Unidades cujo serviço exigir, terão um
médico-auxiliar. Art. 176 - Compete ainda ao sargento mais graduado da F.S.R.:
1º) Não fornecer medicamentos sem ordem expressa dos
Art. 168 - O pessoal da F.S.R. é constituído do Farmacêutico, médicos;
do Dentista, dos Enfermeiros e Padioleiros, do Manipulador de 2º) Exercer as funções de monitor na instrução técnica do
Farmácia e dos Serventes de acordo com os quadros anuais de pessoal;
efetivo. 3º) Escalar, sob as vistas do médico chefe, o pessoal para o
§ 1º - Somente terão oficial farmacêutico as Unidades, cujas serviço interno diário.
Farmácias, pela sua importância, exigirem. Nas demais haverá
somente Manipuladores de Farmácia. Art. 177 - Os Enfermeiros são designados pelo médico chefe
§ 2º - Nas Unidades, onde houver, o oficial farmacêutico é para determinadas funções na F.S.R., competindo-lhes, além
subordinado administrativamente e disciplinarmente, ao disso:
Comando do Corpo e técnica e funcionalmente, ao Chefe da 1º) Auxiliar os médicos nos diversos serviços da F.S.R.;
F.S.R., por intermédio do qual relacionar-se-á com o Comando, 2º) Auxiliar enfermeiro mais graduado no serviço de
nesse particular. escrituração;
3º) Assistir às visitas e revistas médicas.
Art. 169 - O pessoal da F.S.R., no que se referir à 4º) Assistir aos doentes baixados a F.S.R., ministrando-lhes os
administração, instrução e disciplina gerais, fica subordinado à medicamentos nas horas prescritas.
sub-unidade a que pertencer e, no que respeita à instrução e
serviços técnicos, disciplina durante o serviço ao Chefe da Art. 178 - Além do enfermeiro de dia P.M., haverá um
Formação, não podendo ser distraído para trabalhos estranhos a Enfermeiro de serviço na E.R., ao qual incumbe prestar
especialidade, exceto nos casos expressos em Regulamento. assistência permanente aos doentes, em tratamento e
providenciar na execução de todos os serviços da Enfermaria, de
Art. 170 - A instrução técnica do pessoal da F.S.R. será acordo com as ordens do médico-chefe.
ministrada sob a direção do médico Chefe, ficando a instrução
não especializada a cargo da sub-unidade a que pertencer, de Art. 179 - Os padioleiros, fora das horas de instrução auxiliarão
acordo com o programa de instrução do Corpo. os Enfermeiros, de acordo com as ordens do médico-chefe,
recebendo para isso a necessária instrução.
CAPÍTULO II
DEVERES E ATRIBUIÇÕES DO PESSOAL Art. 180 - Caso um corpo de Tropa possua, permanente ou
temporariamente, uma fração fora de sua sede e tenha mais de
Art. 171 - O médico-Chefe tem, sobre todo o pessoal da um medico, um dos médicos será auxiliares será designado pelo
Formação, autoridade administrativa, quanto à organização e Cmt., por indicação do Médico-Chefe, para atender ao serviço
funcionamento do serviço e autoridade disciplinar, durante a de saúde daquela fração, com pessoal proporcional a
execução dos mesmos. importância da mesma.
Parágrafo único - Sob sua autoridade imediata ficam todas as Parágrafo único - Caso não disponha de Médico auxiliar, o
praças baixadas, em convalescença ou em observação médica na médico da formação providenciará, por intermédio do Cmdo. do
E.R. corpo, junto à Chefia do S.S.V., na designação de um para
atender o S.S. da fração destacada.
Art. 172 - O Médico Chefe da F.S.R. assegura a execução do
serviço de saúde do Corpo, secundado pelo pessoal da referida CAPITULO III
Formação e é o único responsável perante o Comando pelo REVISTA SANITÁRIA
estado sanitário do pessoal do Corpo e condições higiênicas do
Quartel. Art. 181 - Em dias e horas marcadas pelo Comando do Corpo,
Parágrafo único - No concernente à disciplina e administração, Chefe F.S.R. efetuará revistas gerais de saúde, em todas as
é subordinado ao Cmt. do Corpo, dependendo tecnicamente do praças do corpo, de sorte que cada homem seja
Chefe do S.S.V. convenientemente examinado pesado periodicamente.
Parágrafo único - Sempre que o Médico-Chefe julgar
Art. 173 - Compete ao médico chefe: conveniente solicitará ao Comandante do corpo as ordens
1º) Dirigir e fiscalizar, sob a autoridade do Cmt. do Corpo, tudo necessárias no sentido de ser determinada uma revista geral de
o que concerne ao funcionamento, disciplina e ordem da E.R. saúde.
2º) Zelar pelo material e reaprovisionamento da F.S.R. pelos
quais é responsável. Art. 182 - A visita médica é uma revista passada pelo Médico-
3º) Fazer parte das comissões encarregadas de projetar novas Chefe diariamente ou em dias e horas designadas pelo
instalações e modificações nas dependências da F.S.R. Comandante do Corpo, no P. M. da F. S. R., às praças que a
4º) Fiscalizar, rigorosamente, o consumo de produtos mesma devam comparecer, em virtude de enfermidade ou ordem
farmacêuticos, especialmente de tóxicos; quando não houver superior.

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Art. 183 - Excepcionalmente, quando o estado dos doentes não 7º) As que, para aquele fim, receberem ordem de autoridade
permitir o comparecimento à Formação a vista médica será feita competente.
nos alojamentos ou nas suas residências.
Parágrafo único - No caso de vista médica na residência do Art. 191 - A assistência à domicilio somente será prestada nos
doente a Unidade fornecerá o transporte para médico. casos previstos neste Regulamente.

Art. 184 - O médico registrará no livro de visita, para cada Art. 192 - As E.R. são dependências das F.S.R., destinadas à
homem, as informações que possam interessar ao Comando da hospitalização e tratamento dos doentes que não necessitem de
Unidade ou Chefia de Estabelecimento, submetendo-as, após à cuidados especiais ou tratamento especializado.
consideração do Sub-Comandante ou autoridade correspondente. § 1º - As E.R. possuirão sala, mesa e material para curativos;
Parágrafo único - Os diagnósticos registrados no livro de visita aparelho para esterilização, etc.
será escritos minuciosamente de acordo com a nomenclatura § 2º - Possuirão também, um Gabinete Médico, um pequeno
nosológica geral da Brigada Militar. Laboratório e armário especial para tóxicos.
§ 3º - Possuirão ainda, quarto para Enfermeiros, pequenos
Art. 185 - As providencias que cabem aos médicos indicarem, depósitos de medicamentos e de material sanitário; uma pequena
relativamente nos doentes, em conseqüência das observações rouparia, banheiros e acomodações separadas para oficiais bem
feitas durante a visita são seguintes: como refeitório.
1º) Dispensa do uso de peças de fardamento e equipamento
pratica determinado; Art. 193 - A baixa de doentes a E.R. em princípio será feita na
2º) Tratamento no quartel com ou sem isenção parcial ou total visita médica de acordo com as prescrições deste Regulamento e
do serviço ou instrução para os casos indisposição ligeira; do R.G. (ou R.I.S.G.).
3º) Observação na E. R. para os casos em que nenhum sintoma § 1º - Em casos de urgência, o médico que atender o doente, fora
permita um diagnostico imediato, incluídos aqueles casos em da visita médica, se julgar necessário poderá fazê-lo baixar a
que nenhum sintoma permita um diagnostico imediato, E.R.
incluindo aquele casos em que os indivíduos são suspeitos de § 2º - Os doentes baixados a E.R., para qualquer fim, usarão
simulação sendo em princípios a duração de dois dias, mas roupas próprias da Enfermaria, acompanhadas do respectivo rol.
podendo ser prolongada, se tal for necessário.
4º) Baixa à E. R.., para tratamento de afecções benignas, que Art. 194 - Diariamente, pela manhã, o médico chefe ou o
necessitem porém de cuidados médico-cirúrgicos; auxiliar fará a visita aos doentes na Enfermaria, prescrevendo as
5º) Convalescença na E.R., para os homens que obtiverem alta modificações no tratamento que forem aconselháveis e dando as
do Hospital e disso necessitem; necessárias instruções aos Enfermeiros.
6º) Baixa ao Hospital – para todos os doentes contagiosos,
graves ou com enfermidades que: necessitem de cuidados Art. 195 - Após visita, o sargento enfermeiro encarregado,
assíduos ou especializados que não possam ser dispensados na organizará o mapa do movimento do dia de acordo com o
E.R. modelo adotado, para que conste da parte do médico;
encaminhará as altas ao gabinete do Sub-Cmt. E fará a
Art. 186 - A convalescença dos doentes que hajam tido alta do requisição das dietas, a qual, depois de visada pelo médico, será
Hospital, a critério do Comandante do Corpo e mediante parecer encaminhado ao Fiscal Administrativo.
do médico, poderá ser gozada no interior do quartel ou na Parágrafo único - Será adotado o regime dietético em uso nos
residência particular do interessado, não devendo neste caso, Hospitais, nos casos em que forem aplicáveis.
ultrapassar o prazo máximo de oito dias.
Art. 196 - Os Enfermeiros são os responsáveis pela fiscalização
Art. 187 - De toda a praça que, na visita médica, seja julgado dos cuidados higiênicos dos doentes.
necessário baixar ao Hospital, será feita a baixa, onde o médico
lançará todos os esclarecimentos que possam elucidar o Art. 197 - Os doentes em tratamento na E.R. que sofrerem
diagnostico e orientar o tratamento. punição disciplinar, somente cumprirão o castigo depois de
terem alta, ocasião em que o médico chefe comunicará ao Cmt.
Art. 188 - O encaminhamento dos doentes que precisam baixar
ao Hospital, será feito no mesmo dia da vista. Poderá, entretanto, Art. 198 - Os militares que, achando-se cumprindo castigo,
em casos especiais, ser feito no dia seguinte, não podendo, baixarem a Enfermaria, cumprirão o resto do castigo após terem
porém, o doente se afastar do quartel. alta.

Art. 189 - Se um doente ou ferido baixar ao Hospital, em estado Art. 199 - O médico, na visita matinal, concede as altas nas
grave, será acompanhado pelo médico do Corpo a que pertencer, modalidades previstas neste Regulamento. A saída dos doentes,
o qual prestará seu concurso ao médico de dia, para os primeiros porém, dar-se-á após o jantar.
cuidados a dar ao doente. § 1º - Nos casos de transferência ou baixa ao Hospital, se as
circunstâncias exigirem, os doentes poderão sair imediatamente
Art. 190 - Comparecerão, obrigatoriamente, a visita médica: da Enfermaria.
1º) Todas as praças que alegarem ou manifestarem doença; § 2º - Por ocasião da saída do doente, o Enfermeiro encarregado
2º) As que regressarem dos Hospitais acompanhadas dos verifica o estado das roupas e objetos que estiverem em uso.
respectivos documentos de alta;
3º) As que, por qualquer motivo, tiverem permanecido afastadas Art. 200 - Quando ocorrer um óbito na Enfermaria, no quartel
do quartel, por mais de oito dias; ou fora, será verificado pelo Médico-Chefe ou pelo Médico
4º) As que se apresentarem por transferência ou conclusão de Auxiliar.
licença ou outro qualquer motivo; Parágrafo único - Nos casos de morte súbita ou violenta,
5º) As que forem propostas para aprendizes de músico, proceder-se-á de acordo com as disposições em vigor. Em todos
corneteiro ou clarim, ferradores e outras especialidades que os casos de óbito dentro do quartel, o Médico-Chefe
exijam constituição física adequada; encaminhará uma parte circunstanciada sobre as causas do
6º) As que forem indicadas para empregados do rancho; mesmo, ao Chefe do S.S.V..

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CAPÍTULO V § 2º - O resultado da vacinação e revacinação será registrado na
SERVIÇO INTERNO ficha sanitária de cada homem, de onde poderão ser extraídos os
atestados de vacina para os que necessitarem de tal documento.
Art. 201 - O Serviço interno diário de saúde, nos Corpos,
compreende: Art. 210 - Contra as moléstias venéreas, o Médico Chefe
1º) Os primeiros socorros médicos de urgência; desenvolverá rigorosa campanha com o auxílio moral e material
2º) Consultas e curativos; prestados pelo Comando do Corpo.
3º) Vigilância sanitária contínua do pessoal e do quartel. § 1º - Todas as instruções relativas à profilaxia anti-venérea
serão cuidadosamente executadas, através do P.P.
Art. 202 - O serviço é executado, quanto a sua parte geral, por § 2º - Pelo médico e pelos seus auxiliares serão feitas
todo o pessoal da F.S.R. de acordo com a distribuição feita pelo conferências e preleções de propaganda anti-venéreas em dias
Chefe e por serviço de escala, destinado à atender as designados pelo Comando.
necessidades extraordinárias, fora do período permanente. § 3º - Na propaganda anti-venérea os médicos devem ser
secundados pelos oficiais e pelas praças suficientemente
Art. 203 - O pessoal escalado, para o serviço diário não fica esclarecidas.
isento das obrigações do serviço normal que lhe competir.
Art. 211 - Igualmente serão tomadas amplas medidas
Art. 204 - O pessoal de serviço obedecerá, quanto às normas profiláticas contra as verminoses, intoxicações, alcoolismo e
gerais, as disposições estabelecidas para o serviço interno diário, quaisquer doenças epidêmicas, que no momento estejam
do Corpo e terá, além das atribuições fixadas neste grassando na Guarnição.
Regulamento, as estabelecidas no R.G. (ou R.I.S.G.). Parágrafo único - A profilaxia será assegurada pelos meios
usuais gerais e específicos, constando de conferências, revistas
Art. 205 - Diariamente, será escalado um enfermeiro de dia ao gerais, punição severa dos transgressores de ordem relacionadas
P.M. e quando necessário, um enfermeiro de dia à E.R. com a profilaxia e aplicação de recursos científicos profiláticos e
etc.
Art. 206 - Ao Enfermeiro de dia ao P.M. compete; além das
atribuições referidas no Art. 204°.: CAPÍTULO VII
1º) Permanecer na Formação, depois do expediente, só podendo FISCALIZAÇÃO HIGIÊNICA DO QUARTEL
se afastar para as refeições ou por exigência do serviço, com
ordem ou permissão do médico e na falta deste, do Oficial de Art. 212 - O Médico Chefe visitará e fiscalizará, sob o ponto de
dia: vista higiênico, todas as dependências do quartel ou
2º) Fazer os curativos e aplicar os medicamentos, de acordo com Estabelecimento, devendo o Comandante ou Chefe facilitar-lhe
as ordens e prescrições do médico; o desempenho dessa missão.
3º) Cientificar ao médico, prontamente, qualquer ocorrência na Parágrafo único - O Médico Chefe assinalará ao Cmt. da
Formação ou casos graves, fazendo-o ao Oficial de dia, na falta Unidade ou Chefe do Estabelecimento, as deficiências que notar
daquele, que será chamado, quando necessário; no quartel e suas instalações e, anualmente, fará um relatório
4º) Receber e fazer acomodar os doentes na E.R., de acordo com indicando essas deficiências e sugerindo os meios práticos de
as ordens em vigor, relativas aquela dependência da F.S.R. saná-las.

Art. 207 - Quando houver Enfermeiro de dia a E.R., este se Art. 213 - Fiscalizará a água fornecida à Tropa, procurando
menos graduado ou mais moderno fica subordinado ao conhecer detalhes da sua origem, tratamento e canalização
Enfermeiro de dia ao P.M., competindo-lhe executar todos os providenciando na análise da mesma, quando julgar necessário.
serviços na Enfermaria e assistir aos doentes baixados.
§ 1º - O Enfermeiro de dia a E.R. é o responsável pela Art. 214 - Registrará todas as epidemias sobrevindas no quartel,
assistência aos doentes, disciplina, ordem e asseio da sua origem, importância, localização e data do aparecimento,
Enfermaria, depois do expediente; afim de proporcionar elementos para pesquisas etiológicas e
§ 2º - Os Enfermeiros de dia ao P.M. e a E.R. se revezarão nas orientar a profilaxia.
saídas para as refeições ou por motivo de serviço. § 1º - Logo que surja uma epidemia, comunicará ao Cmt. do
Corpo e, por intermédio deste, ao Chefe do S.S.V., informando
Art. 208 - O serviço de assistência externa (marchas, exercícios, tudo o que julgar necessário para o competente inquérito
manobras, etc.), é escalado pelo Médico Chefe, que fornecerá o epidemiológico e tomará as providências imediatas que o caso
material necessário, tudo mediante aprovação do Comandante exigir.
do Corpo. § 2º - Nas Unidades contaminadas a visita médica será passada
Parágrafo único - Nos exercícios que, por sua natureza ou duas vezes ao dia afim de garantir o isolamento oportuno dos
devido a condições climatéricas aumentem as probabilidades de casos que forem se manifestando.
acidentes, o Médico Chefe organizará um serviço especial de § 3º - A vigilância sanitária sobre os homens que obtiverem
assistência que assegure a prestação imediata dos socorros permissão para sair do quartel ou que regressarem será
indispensáveis. redobrada, principalmente, se a epidemia estiver grassando no
meio civil.
CAPÍTULO VI § 4º - Neste caso, as localidades contaminadas assinaladas pela
PROFILAXIA, VACINAÇÃO E REVACINAÇÃO autoridade sanitária civil serão interditadas aos homens do
Corpo.
Art. 209 - O médico chefe providenciará para que em épocas § 5º - O Médico Chefe indicará ao Cmt. do Corpo e solicitará,
oportunas o pessoal seja vacinado na conformidade das por seu Intermédio, ao Chefe do S.S.V. os meios para
disposições em vigor. desinfecção e desinfestação, e que será por ele orientado e
§ 1º - Em casos de epidemia, revacinará todos os homens que fiscalizado.
tenham tido negativas as inoculações anteriores, praticadas na
Unidade.

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Art. 215 - Sempre que a Unidade vá estacionar em localidade verificar se algum é portador de moléstia que escapasse à
fora do quartel para exercícios ou manobras, esta será objeto de observação da J.M.S., por ocasião da inspeção.
investigações sob o ponto de vista sanitário.
Parágrafo único - Estas investigações compreendem: Art. 223 - Verificado o caso do voluntário portador de moléstia
1º) Informações fornecidas pelas autoridades locais sobre que o incapacite para o serviço e que haja escapado à
doenças contagiosas e óbitos que tenham causado. observação da J.M.S., por ocasião da inspeção, o médico
2º) Investigações local visando a higiene do mesmo e natureza comunicará ao Cmt. do Corpo, a fim de ser solicitada nova
das doenças observadas. inspeção de saúde, fazendo o doente baixar ao Hospital, se for o
3º) Pesquisar sobre a água e escoamento dos despejos. caso.
Parágrafo único - Confirmada pela J.M.S. a incapacidade do
CAPÍTULO VIII voluntário, será sua inclusão tornada sem efeito.
DEVERES GERAIS DOS MÉDICOS DOS CORPOS DE
TROPA TÍTULO VI
ÓRGÃOS DE PREPARAÇÃO TÉCNICA
Art. 216 - Ao Médico do Corpo de Tropa incumbe:
1º) Enviar mensalmente, ao Cmt. do Corpo e por intermédio Art. 224 - Os órgãos de preparação técnica têm por fim a
deste, ao Chefe do S.S.V., o mapa do movimento de doentes formação de praças especializadas de saúde e compreendem:
entrados na E.R. e nos Hospitais, com amplos esclarecimentos - Escola de Enfermeiros da Brigada Militar, abrangendo: - Curso
de ordem técnica. de Formação de Enfermeiros (C.F.E.P.), e cursos práticos de
2º) Dar ao Cmt. do Corpo, sempre que for solicitado ou julgar manipuladores de Farmácia, Radiologia e Laboratório.
necessário, as indicações de ordem técnica exercíveis às - Escola de Enfermeiros Veterinários, abrangendo: Curso de
prescrições higiênicas nas dependências do quartel. Formação de Enfermeiros Veterinários (C.P.E.V.) e Curso
3º) Informar às autoridades técnicas sobre o andamento do Prático de Ferradores.
serviço de saúde no Corpo, bem assim sobre qualquer início de
manifestação epidêmica, medidas preventivas e de combate Art. 225 - Estas Escolas bem como os respectivos Cursos, se
postas em prática e causas possíveis. regerão por regulamentos próprios.
4º) Enviar trimestralmente ao Chefe do S.S. o mapa nosológico
dos doentes tratados na E.R. e mais informações de ordem TÍTULO VII
técnica úteis. FORMAÇÕES VETERINÁRIAS REGIMENTAIS
(F.V.R.)
CAPÍTULO IX
LIVROS E ESCRITURAÇÃO DA F.S.R. CAPÍTULO I
CONSTITUIÇÃO
Art. 217 - Haverá nas F.S.R. uma ficha sanitária de cada
homem, onde os médicos registrarão tudo o que se relacione Art. 226 - Nas Unidades de Cavalaria e nas Unidades Especiais
com a saúde do homem, bem como os resultados das visitas que possuam animais em número que justifique, para zelar pela
médicas. saúde dos mesmos, haverá uma Formação Veterinária
§ 1º - Esta ficha acompanhará o homem nos casos de Regimental (F.V.R.).
transferência.
§ 2º - O Enfermeiro encarregado apresentará as fichas dos Art. 227 - A F.V.R. será constituída da Enfermeira e Farmácia
homens que comparecerem à visita. Veterinária, Ferradoria e plantio de forragem.

Art. 218 - Haverá, obrigatoriamente, os seguintes livros: Art. 228 - O Chefe da F.V.R. é um Tenente Veterinário (1° ou
1º) Mapa carga e descarga, com a distribuição do material da 2º) e será auxiliado por um Sargento Enfermeiro Veterinário, um
Formação. Sargento Ferrador e outras praças necessárias ao serviço, de
2º) – Mapa carga e descarga (entrada e saída) de medicamentos. acordo com o quadro anual de efetivos.
3º) – Livro registro de visita médica.
4º) – Livro registro de partes. CAPITULO II
5º) – Livro registro de entrada e saída de doentes na E.R. DEVERES A ATRIBUIÇÕES DO PESSOAL DA F.V.R.

Art. 219 - Poderá haver um registro de visita médica para cada Art. 229 - O Veterinário é subordinado administrativa e
subunidade, o qual acompanhará os homens vindos a visita. disciplinarmente ao Cmt do Corpo e, tecnicamente apo Chefe da
S.S.V.
Art. 220 - O médico lançará nesse livro todas as observações
relativas a cada homem por ocasião da visita e submeterá ao Art. 230 - O Veterinário do Corpo dirige o serviço de saúde e
Sub-Cmt. para os fins regulamentares. higiene dos animais, pelo qual e responsável perante o Comando
e as autoridades técnicas superiores, incumbindo-lhe como tal,
Art. 221 - Em princípio, toda a consulta e curativo que for feito alem das atribuições que lhe são fixadas pelo R.G. (ou R.I.S.G),
na F.S.R. será lançado em livro especial onde se registrará o o seguinte:
nome do paciente, natureza do curativo e medicamento 1º) Exercer sobre os animais do Corpo e os particulares por este
consumido. regulamento forrageados a mais severas vigilância sanitária.
2º) – Inspecionar, frequentemente, os depósitos de forragem,
CAPÍTULO X báias e outras dependências que interessem a seu serviço,
OBSERVAÇÃO DOS VOLUNTÁRIOS INCORPORADOS mantendo-se ao corrente do seu estado de conservação e higiene
e propondo ao Comando as medidas necessárias.
Art. 222 - Os voluntários incorporados serão imediatamente 3º) Responder pela carga do material especializado ou não,
fichados no P.M., para observação. distribuído as repartições e órgãos a seu cargo.
Parágrafo único - O médico observará os voluntários recém 4º) Proceder a visita sanitária aos animais nos dias e horas
incorporados nos primeiros três meses de incorporação, a fim de fixadas pelo Comandante.

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5º) Assistir, frequentemente, a distribuição de forragem. - Para matricula nos Cursos de Formação de Quadros e outros
6º) Passar, diariamente, a hora fixada, a visita aos animais Cursos de ensino militar mantidos pela força.
baixados doentes ou em observação. - Para renovação de tempo de serviço ou de contratos.
7º) Registrar em livro especial ou na ficha, quando houver, as . Dos estados de incapacidade temporária parcial ou total.
alterações ocorridas com os animais. Entende-se por incapacidade temporária e total a que
8º) Propor ao comando o sacrifício dos animais cuja as impossibilita o individuo de exercer qualquer trabalho durante
condições de saúde aconselhem tal providencia, fazerem certo tempo e parcial a diminuição da capacidade de trabalho do
sacrificar sumariamente, os vitimados por lesões incuráveis individuo durante certo tempo, impossibilitando-o de exercer
conseqüentes de acidentes e os que manifestarem sintomas de determinados misteres.
hidrofobia. . Das incapacidades definitivas motivadas por enfermidades
9º) Providenciar nas necessárias medidas profiláticas e de incompatíveis com o serviço da Força determinando o
combate aos casos de epidemias, de acordo com as ordens e afastamento da atividade por exclusão ou reforma.
regulamentos em vigor, participando e solicitando ao Comando . Do fundamento da alegação de moléstia feita por militar ou
as providencias que julgar úteis. assemelhado com o fim de eximir-se do serviço ou do
10º) Zelar pela qualidade e quantidade da forragem distribuídas cumprimento do dever, isto é perícias praticadas sob o ponto de
aos animais, propondo, por intermédio do Fiscal Administrativo, vista disciplinar em relação a moléstia simulada ou provocada.
as providencias que julgar aconselháveis. . Das condições do estado mental e do grau de responsabilidade
11º) Participar diariamente ao Sub-Cmt as ocorrências do dos delinqüentes militares quando solicitados por quem de
serviço, encaminhando devidamente redigida, sob a forma de direito.
sugestões, a matéria de deva ser publicada em boletim. . Das condições do estado de saúde dos funcionários civis para
12º) Manter em dia a escrituração e o arquivo do serviço a seu efeito de permanência no exercício das funções e também para
cargo. obtenção de licença ou aposentadoria requerida ex-oficio.
13º) Dirigir a instrução técnica dos Enf. Vet. E Ferradores e a . Do estado de sanidade dos doentes feridos ou acidentados em
complementar dos condutores. serviço para fins de controle dos documentos sanitários e
14º) Encaminhar mensalmente ao Fiscal Administrativo os origem, de acordo com as prescrições regulamentares.
mapas do movimento de animais doentes e entrados na E.V.,
sacrificados e mortos em conseqüência de moléstia ou acidentes Art. 235 - Nenhuma inspeção de saúde poderá ser feita a mão se
e o do medicamento consumido . em virtude de disposições regulamentares ou ordem do Cmt
15º) Encaminhar trimestralmente ao Chefe do S.S.V. por Geral.
intermédio do Comandante do Corpo os mapas, pedidos e
relatórios referentes ao serviço a seu cargo. Art. 236 - As J.M.S. deverão funcionar em dependências dos
16º) Escalar o serviço diário da E.V. e da Ferradoria. Hospitais ou Formações Sanitárias onde as inspeções poderão
ser praticadas com o recurso de propedêutica medica e que
Art. 231 - O sargento enfermeiro veterinário é o auxiliar dispõem os Estabelecimentos ou repartições acima.
imediato do veterinário competindo-lhe. Parágrafo único - Quando não for possível a reunião nos locais
1º) Executar a escrituração da F.V.R. de acordo com as ordens previstos neste artigo, às juntas deverão ser presentes os
do veterinário. aparelhos de propedêutica indispensável, os quais serão
2º) Acompanhar o veterinário nas visitas e inspeções ajudando-o requisitados a chefia do S.S.V.
em todo o serviço e atribuições.
3º) Organizar a relação do pessoal da F.V.R. para efeito de Art. 237 - Após cada seção das J.M.S. será extraída copia da ata
escala. de inspeção se saúde de cada inspecionado, autenticada pelo
4º) Ser monitor na instrução técnica do pessoal. membro que serviu de secretario, e encaminhada ao E.M., por
5º) Fazer os curativos e distribuir os medicamentos de acordo intermédio da chefia do S.S.V., para a publicação devida.
com as ordens e prescrições do veterinário. § 1º - Na copia da ata, os diagnósticos deverão constar apenas
com as respectivas rubricas da Nomenclatura Nosológica Geral
Art. 232 - O Sargento ferrador é o encarregado da Ferradoria e adotada na Força.
como tal responsável perante o veterinário para execução do § 2º - Qualquer que seja a formula do diagnostico constante da
serviço de ferragem dos animais competindo-lhe. copia da ata de inspeção de saúde, nunca será publicada em
1º) Dirigir o serviço de ferragem dos animais , executando boletim.
pessoalmente os que exigem técnica especial.
2º) Auxiliar a instrução dos ferradores. Art. 238 - As sessões das J.M.S. serão sempre secretas, cabendo
3º) Zelar pela limpeza da repartição, ordem e disciplina do ao membro mas moderno ou menos graduado registrar no livro
serviço. próprio as respectivas atas que serão assinadas por todos os
membros.
Art. 233 - Os Cabos e Soldados Enfermeiros Veterinários e
Ferradores, demais praças empregadas na F.V.R. executam o Art. 239 - Os pareceres das juntas serão sempre tomadas por
serviço de acordo com a distribuição e as ordens do Veterinário. maioria de votos dos seus membros incluídos os dos Presidentes,
devendo os membros vencidos justificarem, por escrito, os seus
TITULO VIII votos.
DAS INSPEÇÕES DE SAÚDE
Art. 240 - Sempre que houver caso duvidoso, que se verificar
CAPITULO I necessidade de uma observação medica do inspecionado em
estabelecimento Hospitalar ou de exames especiais para
Art. 234 - As Inspeções de saúde constituem perícias médicas elucidação do diagnostico as J.M.S. devem declarar no livro de
ou médico legais militares mandadas executar pelas autoridades atas o motivo da baixa aos hospitais e os pedidos desses exames.
competentes com o fim de verificação das condições de aptidão § 1º - A Autoridade militar competente providenciara para que
física: sejam satisfeitas todas as solicitações das juntas afim de que elas
- Para inclusão na força ou admissão como funcionário civil. possam emitir seus pareceres definitivos.

92
§ 2º - De posse da observação clinica feita nos hospitais, ou de - Por conclusão de licença a formula será: - “Apto para o serviço
exames pedidos as juntas completarão as inspeções de saúde, da Brigada ou apto para o exercício das suas funções conforme
emitindo então pareceres definitivos sobre os inspecionados. se trate de militar ou funcionário civil.”

Art. 241 - Quando apenas se fizerem necessários exames INSPEÇÃO DE SAÚDE PARA O SERVIÇO DA BRIGADA
subsidiários ou de especialista, inclusive de radiologia ou
laboratório, fará a devida declaração em ata, solicitando o exame Art. 245 - As inspeções de saúde de voluntários para fins de
exigido. inclusão no estado efetivo da Força. São feitas pelas J.M.S.
Parágrafo único - Quando tais exames devem ser feitos em permanentes.
estabelecimentos militares os presidentes das juntas
encaminharão diretamente aqueles estabelecimentos. Art. 246 - Estas inspeções serão feitas de acordo com as
disposições deste Titulo, tendo-se em conta que a noção de
Art. 242 - A vista dos exames, será concluída a perícia da aptidão física para o serviço militar é essencialmente
inspeção de saúde fazendo em ata, referencia aos ditos exames, contingente, não podendo haver critério absoluto nem regras
cujos resultados serão arquivados com os documentos da junta. inflexíveis, determinando onde começa ou onde termina essa
aptidão.
Art. 243 - Os pareceres e observações das J.M.S. serão Parágrafo único - A estatura mínima é de 1,55m, e a máxima
registrados em livro especial, considerado secreto e, como tal, só de 1,95m.
manuseados pelos componentes das juntas e pelos membros da
junta superior de saúde quando for o caso. Art. 247 - Nas inspeções de saúde deve-se sempre ter em vista o
§ 1º - Em lugar próprio deverá constar expressa e claramente o maior rigor na seleção dos voluntários.
fim da inspeção, quando se tratar de prorrogação de licença,
constara quantas vezes o doente foi inspecionado, no ano pelo Art. 248 - As condições físicas mínimas a preencher pelos
mesmo motivo. voluntários serão objetos de leis e instrução especiais.
§ 2º - As doenças, afecções, síndromes, lesões ou perturbações
mórbidas diagnosticadas devem ser registradas por extenso, com Art. 249 - Na Inspeção de saúde de civis, as juntas terão em
a maior clareza, precedidas da respectiva rubrica da vista as condições necessárias de saúde compatíveis com o
nomenclatura nosológica usada na força. exercício das funções do cargo a que se destinam.
§ 3º - As J.M.S. deverão evitar diagnósticos vagos ou
imprecisos, sob pena de nulidade da inspeção. INSPEÇÃO DE SAÚDE PARA MATRICULA NOS
§ 4º - No caso de não ser diagnosticada a doença ou defeito CURSOS
físico, será registrada na casa destinada ao diagnostico a
expressão “Nenhuma”. Art. 250 - A Inspeção de saúde dos candidatos aos cursos de
§ 5º - No caso de serem verificados defeitos físicos ou doenças Ensino mantidos pela Força são feitas por J.M.S. especiais.
compatíveis com o serviço militar, deverão os membros ser
mencionados na casa de diagnósticos dos seguintes dizeres: - Art. 251 - Estas juntas alem de observarem as prescrições dos
Compatível com o serviço procedendo quanto ao parecer de capítulos anteriores, deverão ter em conta a superatividade física
acordo com art. 244° e suas alíneas. e cerebral exigida pelo estudo e treinamento militar, bem como
as prescrições dos Regulamentos de cada Curso.
Art. 244 - Em suas conclusões deverão as J.M.S. observar os
seguintes preceitos: Art. 252 - As Juntas deverão ser rigorosas nestas inspeções,
- Reconhecida a aptidão do inspecionado para o serviço militar, verificando com o maior cuidado a integridade mental e física
a junta lançara o seguinte parecer: - Apto para o serviço da dos inspecionados, embora tenham que atender também a idade
Brigada.” e as possibilidades de desenvolvimento ? Dos jovens candidatos.
- Tratando-se de inspeção de candidatos a nomeação para
funções civis, a formula será: _ “Apto”. Art. 253 - Na inspeção de saúde dos candidatos a matricula nos
- Verificada que seja pela junta, a incapacidade, será lançada a diversos cursos, a junta deverá pesquisar:
formula: - Incapaz definitivamente para o serviço da Força”. - Sinais positivos de aptidão para o serviço militar, tendo em
- Nas inspeções de voluntários, verificada a incapacidade vista o grau de robustez física e as noções de biologia
temporária do candidato, a junta lançará o parecer : “Incapaz adquiridas.
temporariamente para o serviço da Brigada” e arbitrará o prazo - Sinais negativos de aptidão militar constante de doenças
mínimo em que o candidato deverá voltar querendo. afecções síndromes que motivem incapacidade física definitiva
- No caso de se tratar de praças incapazes somente para o para o serviço ou invalidez.
serviço militar, as juntas usarão a formula da letra “c”. tratando- - Sinais negativos de aptidão militar que motivam incapacidade
se, porem de praças julgadas incapazes de prover os meios de física temporária que possa ser removida mediante tratamento.
subsistência por estarem invalidas a formula será também a de - Sinais de aptidão relativa constante de doenças ou defeitos
letra c, acrescida da palavra “invalido”. compatíveis com o serviço militar.
- No caso de inspeção de saúde de funcionário civil, para
aposentadoria, procederá de acordo com a letra “e”. Art. 254 - No reconhecimento da aptidão para admissão aos
- Quando for verificada a incapacidade física temporária parcial Cursos de Formação as J.M.S. com o fim de estabelecer rigorosa
ou total para o serviço da Brigada, as juntas empregarão a seleção física dos candidatos, alem das condições gerais para
formula: - “Incapaz temporariamente, seguida do arbitramento admissão, deverão exigir:
do prazo o tratamento que for necessário. Tratando-se de oficiais - Visão: A.O.=1
observará se pode ou não viajar. - Ausência de sinais clínicos d luzes e tuberculose devendo ser
- Diagnosticada que seja pela J.M.S., na inspeção de saúde feito minucioso inquérito.
doença contagiosa ou incurável que inabilite o militar ou civil - Inspeção de Saúde para fins de promoção.
para o serviço dará a junta o seguinte parecer: - “Incapaz para
continuar servindo na força, por sofrer de moléstia ou afecções Art. 255 - As inspeções de saúde de oficiais para fins de
contagiosas ou crônica incurável que o torne invalido.” promoção destinam-se a verificar a robustez física, relativa à

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idade e posto dos oficiais indispensáveis ao exercício de suas O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO
funções normais. GRANDE DO SUL, usando das atribuições que lhe confere o
art.87, inciso II, da constituição do Estado, 8 de julho de 1947,
Art. 256 - Para a realização dessas inspeções as juntas só
funcionarão completas. DECRETA:

Art. 257 - As juntas deverão levar em conta, para julgamento Art. 1º - É aprovado o Regulamento Geral da Brigada Militar
dos inspecionados, as neoplasias funcionais, relativas às (R.G.B.M.), que este baixa, assinado pelo Secretário de Estado
diferentes idades. dos Negócios do Interior e Justiça.
§ 1º - Os pareceres emitidos devem ser completos e justificados
sob o ponto de vista técnico, nos casos em que for reconhecida a Art. 2º - Revogam-se as disposições em contrário.
falta de robustez física relativa à idade e posto de oficial para
exercício de suas funções. Palácio do Governo, em Porto Alegre, 14 de agosto de 1948.
§2º - As atas de inspeção de saúde relativas aos oficiais julgados
aptos à promoção serão remetidas aos respectivos comandantes Walter Jobim- Governador do Estado
de unidades e chefes de serviço e a dos oficiais julgados
incapazes ao E.M. para fins legais. REGULAMENTO GERAL DA BRIGADA MILITAR

Art. 258 - No caso da junta verificar incapacidade temporária PREÂMBULO


arbitrará o prazo necessário para tratamento.
CAPÍTULO I
INSPEÇÃO DE SAÚDE MOTIVADA POR OBJETO DE REGULAMENTO GERAL
INCAPACIDADE TEMPORÁRIA
Art. 1º - O Regulamento Geral da Brigada Militar (R.G.B.M.)
LICENÇAS PARA TRATAMENTO DE SAÚDE prescreve tudo quanto é relativo á vida interna da Força e de
seus Corpos e Serviços, estabelecendo normas gerais para a sua
Art. 259 - Estas inspeções prendem-se a concessão de licença administração e as atribuições e responsabilidades de cada posto
para tratamento de saúde. ou função, ressalvados aqueles que são definidos em
§ 1º - Em tais inspeções de saúde as juntas deverão declarar não regulamentos especiais.
somente a curabilidade da moléstia, afecção ou defeito físico, § 1º - Estão sujeitos ás suas disposições todos os militares em
mas também o tempo provável de duração do tratamento. serviço ativo, ou assemelhados e os funcionários civis.
§ 2º - Se o oficial inspecionado estiver em transito ou não as § 2º - Também está sujeito ás suas disposições, no que a ele se
juntas declararão se pode ou não viajar. referir expressamente, o pessoal inativo da Corporação.
§ 3º - As juntas poderão alvitrar ao Cmt Geral por intermédio do
chefe do S.S.V. a transferência de oficial doente que não possa Art. 2º - Somente ao Comandante Geral cabe resolver os casos
prestar temporariamente certos serviços para repartição de omissos ou duvidosos verificados na execução deste
atribuições compatíveis com o estado de saúde do oficial. Neste Regulamento.
caso o paciente deverá ser inspecionado anualmente. Parágrafo único - As modificações e esclarecimentos exigidos
§ 4º - Também por necessidade de saúde do oficial a junta na aplicação deste Regulamento, serão impressos em folhas
medica poderá alvitrar a transferência do mesmo para avulsas, com declaração do órgão oficial que os tiver publicado,
guarnições sediadas em localidade de clima apropriada. a fim de serem distribuídos aos Corpos de Tropas, Serviços,
Estabelecimentos e Repartições.
DISPOSIÇÕES FINAIS
CAPÍTULO II
Art. 260 - Os acadêmicos de medicina, a partir da 4ª série, DA BRIGADA MILITAR
poderão ser admitidos como internos nos hospitais mediante
indicação dos Diretores, por intermédio da Chefia do S.S.V. A) MISSÃO E CONSTITUIÇÃO
§ 1º - Será atribuída aos internos dos Hospitais, pelo Cmt Geral,
uma gratificação pró-labore. Art. 3º - A Brigada Militar, instituída para segurança interna e
manutenção da ordem no Estado e organiza com base na
Art. 261 - Os direitos e deveres dos internos serão definidos em hierarquia e na disciplina militar, é considerada Força Auxiliar e
instruções baixadas pelo chefe do S.S.V. com aprovação do Cmt Reserva do Exército Nacional, nos termos da Constituição
Geral. Federal (Art. 221 da Constituição do Estado), competindo-lhe:
a) Exercer as funções de vigilância e garantia da ordem pública,
DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS a prevenção de incêndio e o combate ao fogo, na conformidade
das leis.
Art. 262 - Enquanto a I.B.C.M. não estiver perfeitamente b) Exercer outros encargos condignos que a lei lhe atribuir.
aparelhada para dar assistência médica hospitalar e odontológico c) Atender á convocação pelo Governo Federal, nos casos de
aos seus associados às famílias dos oficiais e praças poderão mobilização ou de guerra, de acordo com a legislação na União.
valer-se na forma definida em Leis e Regulamentos dos P.M.,
Gab Odontológico e Hospitais da Força. Art. 4º - A Brigada Militar, formada pelo alistamento de
brasileiros natos e naturalizados, é constituída de Comando,
Estado Maior, Serviços e Estabelecimentos e Tropa (Corpos de
26. DECRETO Nº. 68, DE 14 DE AGOSTO DE 1948. Infantaria e Cavalaria, semelhantes aos do Exército ); unidades
especiais, destinadas aos serviços que lhe forem cometidos por
lei e de tantos corpos de reserva quantos forem os da ativa.
Aprova o Regulamento Geral da Brigada § 1º - Os graduados especialistas serão recrutados dentre as
Militar. praças da Tropa, através dos respectivos Cursos de Formação.

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§ 2º - Os artífices serão igualmente recrutados entre as praças da existência autônoma, são denominadas ESTABELECIMENTOS
Tropa, mediante concurso ou prova de habilitação na MILITARES.
conformidade do respectivo regulamento. Parágrafo único - Os que não disponham de autonomia
administrativa, denominam-se repartições internas.
Art. 7º - O número de oficiais que constituem o quadro da
Brigada Militar, e os efetivos em praças, servirão de base ás TÍTULO I
dotações orçamentárias e serão fixadas anualmente, em lei CERIMÔNIAS E FORMALIDADES
especial, pelo Governo do Estado.
CAPÍTULO I
B) COMANDO E ADMINISTRAÇÃO BANDEIRAS

Art. 8º - A Brigada Militar obedecerá à chefia suprema do Art. 17 - Cada unidade terá sob sua guarda uma Bandeira
Governador do Estado, que a exerce por intermédio do Nacional, símbolo da Pátria, destinada a estimular, entre os que
Comandante Geral. se agrupam em torno dela, o elevado sentimento de sacrifício no
§ 1º - Quando, em face do dispositivo na primeira parte deste cumprimento do dever de cidadão e soldado.
artigo, a escolha não puder recair em nenhum dos oficias de Parágrafo único - A Bandeira do Corpo é guardada no
posto mais elevado do respectivo quadro, o cargo de Gabinete do Comandante, em armário de porta envidraçada.
Comandante Geral será provido por comissão ou promoção.
§ 2º - Excepcionalmente poderá ser atribuído, também em Art. 18 - Na guerra somente conduzirão Bandeira os
comissão, á oficial superior do serviço ativo do Exército. Regimentos e as unidades isoladas.
Parágrafo único - Os batalhões de Caçadores, quando reunidos
Art. 10 - O oficial de Exército, nomeado para comandar a em G.B.C., terão suas bandeiras reunidas sob uma mesma
Brigada Militar, será comissionado no posto mais elevado da guarda.
corporação, sempre que sua patente for inferior a esse posto, não
podendo, em nenhum caso, esse comissionamento abranger mais Art. 19 - Os corpos conduzirão sua bandeiras, em tempo de pás,
de um posto. em todas as solenidades e formaturas, salvo nas manobras em
Parágrafo único - O oficial do Exército comissionado no posto exércitos.
de coronel, para comandar a Brigada Militar, usará os mesmos § 1º - As guardas de honra e fúnebres, de efetivo não inferior a
uniformes e distintivos da Corporação. uma companhia ou esquadrão, conduzidos a Bandeira do corpo,
na forma prescrita no Regulamento de Continência (R.Cont.).
Art. 11 - Os Comissionamentos só serão permitidos § 2º - Os Corpos de efetivo inferior a batalhão ou regimento, só
transitoriamente, a título de exceção e nos casos previstos em usarão Bandeira nas guardas de honra e fúnebres, nas cerimônias
lei. de compromisso de recrutas e nas paradas.

Art. 12 - O Comando é função do posto e constitue uma Art. 20 - Possuirá, igualmente, cada unidade, estabelecimento
perrogativa impessoal, na qual se define e caracteriza o chefe. ou serviço, o Pavilhão Tricolor da República de Piratini, insígnia
oficial do Estado, para ser hasteado ao lado do Pavilhão
Art. 13 - A todos os postos de hierarquia militar competem Nacional, nos dias feriados estaduais.
atribuições de comando e administração. § 1º - Para o hasteamento do Pavilhão Tricolor, os quartéis e
§ 1º - Os graduados no comando de destacamentos terão edifícios da Força, possuirão mastros próprios, colocados á
também atribuições de comando e administração. esquerda do destinado ao Pavilhão Nacional.
§ 2º - Como Comandante, o chefe da tropa dá o seu exemplo de § 2º - O hasteamento do Pavilhão Tricolor será feito com as
caráter e de profissional consciencioso, preparando-a moral e continências prescritas no R.Cont. para o Pavilhão Nacional,
tecnicamente para o desempenho de sua missão e dirigindo-a com exceção do Hino Nacional, que será substituído pelo Hino
com clareza, acerto e segurança; como administrador, provê as Farroupilha.
necessidades materiais , estabelece e orienta as relações internas § 3º - O hasteamneto do Pavilhão Tricolor será feito após o do
e externas do órgão que dirige, assegurando-lhe a existência e a Pavilhão Nacional.
vida material. § 4º - O arriamento obedecerá ordem inversa.

C) CORPOS, SERVIÇOS E ESTABELECIMENTOS. Art. 21 - Os corpos que possuírem estandartes históricos,


legalmente autorizados, poderão conduzi-los nas condições
Art. 14 - Os elementos da tropa, reunidos de conformidade com estabelecidas para a Bandeira do corpo, sempre, porém, à
as disposições regulamentares de cada arma e organizados com esquerda desta.
os recursos indispensáveis á vida administrativa autônoma, Parágrafo único - Os estandartes serão guardados no gabinete
denominam-se Corpos e Tropa. do Comandante, juntamente com a Bandeira do Corpo.
Parágrafo único - Os elementos dos Serviços, organizados em
idênticas condições, denominam-se “Formações” e são CAPÍTULO II
considerados corpos de tropa para determinados efeitos HINOS E CANÇÕES
previstos em leis e regulamentos.
Art. 22 - As bandas de música militares somente executarão o
Art. 15 - Os Corpos de Tropa constituem-se de sub-unidades Hino Nacional nas condições estabelecidas no Regulamento de
incorporadas. Continências.
Parágrafo único - As sub-unidades incorporadas, quando
destacadas e dotadas de meios necessários á vida autônoma, são Art. 23 - O Hino Farroupilha será executado nos dias de feriado
igualmente consideradas Corpos de Tropas. estadual e em continência ao Governador do Estado, ao Poder
Legislativo quando incorporado e ao Poder Judiciário nas
Art. 16 - Os órgãos de provimento, fabricação, reparação, mesmas condições.
recuperação, depósito, tratamento e ensino, que disponham de

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Art. 24 - Todo o Corpo de Tropa terá seu cântico de guerra, Parágrafo único - Quando houver livro próprio ou ficha de
evocativo de ações heróicas nacionais ou estaduais. apresentação, aquelas declarações serão registradas
Parágrafo único - Estes cânticos serão entoados em atos de pessoalmente, acrescidas da residência, telefone e procedência.
grande solenidade, no interior do quartel.
Art. 33 - Quando o oficial for classificado ou transferido para
Art. 25 - Nas marchas, nos estacionamentos e no interior dos outra guarnição(Corpo, Repartição ou Estabelecimento),
quartéis, particularmente no regresso de solenidade externas, procederá da seguinte maneira:
poderão ser entoadas canções militares. a) Ao apresentar-se á autoridade competente, para
Parágrafo único - Em caso algum tais canções serão entoadas seguir,declarará sua provável chegada á localidade a que se
no centro da cidade. destina e quais as providências que deseja sejam tomadas para a
sua primeira instalação.
Art. 26 - Os cânticos de guerra e canções militares somente b) Ao receber essa declaração, aquela autoridade deverá
serão adotados com aprovação do Comandante Geral. transmiti-la ao novo Chefe do Oficial apresentado, pelo meio
mais rápido.
Art. 27 - Nas marchas de estrada, serão permitidas canções c) Este, recebia a comunicação, designará um oficial, no
populares, desde que não ofendam á moral nem encerrem crítica máximo do mesmo posto daquele, para recebê-lo no local da
pessoal, política ou religiosa. chegada, providenciando, se for o caso, sobre as acomodações
pedidas e prestando-lhe todo o auxílio decorrente do espírito de
CAPÍTULO III camaradagem e da boa educação.
APRESENTAÇÕES Parágrafo único - Tratando-se de praças, será feita, á
autoridade da guarnição do destino, a comunicação sobre o
Art. 28 - Todos os oficiais deverão apresentar-se ao embarque, para que sejam orientadas as providências que se
Comandante e Sub-Comandante do Corpo, ao Comandante de impuserem, por parte dos serviços de embarque e desembarque
sua sub-unidade e ao seu Chefe direto, a fim de cumprimenta- respectivos.
los, logo que estes cheguem ao quartel a primeira vez no dia; em
caso de impedimento momentâneo por motivo superior, falo-ão Art. 34 - Ao iniciar e terminar qualquer serviço, o militar se
tão logo lhes seja possível, declarando-lhes o motivo do apresentará à autoridade nomeante e a todas as outras
retardamento. subordinadas a este, que tenham ação de comando ou
ascendência funcional sobre ele.
Art. 29 - O oficial ao chegar a uma localidade, fará sua
apresentação pessoal dentro de 48 horas á autoridade mais Art. 35 - O militar designado para serviço extraordinário na
elevada da guarnição e a todas as outras de que tenha própria guarnição, se outra determinação não receber,
dependência funcional direta ou indireta, na ordem hierárquica apresentar-se-á, por via hierárquica, dentro de 48 horas, a contar
decrescente, do mesmo modo procederá e na ordem inversa, do momento em que tiver conhecimento da designação, ao
quando tenha que sair da guarnição. Cumprimentará o Prefeito, Comandante do Corpo e á autoridade sob cujas ordens deva
nos municípios onde não houver unidade da Força. ficar, deverá proceder na ordem inversa, uma vez terminado o
§ 1º - Aqueles que, estando em trânsito ou de passagem, tenham serviço.
de demorar-se mais de 48 horas em uma guarnição, ficam Parágrafo único - Semelhante situação não exonera do serviço
sujeitos ás prescrições do artigo anterior, salvo se permanecerem do corpo o oficial designando se não durante a execução do
a bordo. serviço extraordinário, salvo ordem expressa em contrário.
§ 2º - Tratando-se de militares de posto mais elevado que o da
maior autoridade da guarnição, a apresentação é substituída por Art. 36 - O militar nominalmente chamado por autoridade
uma comunicação, neste caso, esta autoridade, pessoalmente ou superior a de seu comandante direto e que tenha sobre ele
por intermédio de seu representante, apresentar-se-á àquele jurisdição funcional, a ela apresentar-se-á imediatamente e, na
militar. primeira oportunidade, participará o fato referido ao seu
comandante, relatando-lhe, também, a ordem que recebeu, salvo
Art. 30 - As praças, ao chegarem á localidade onde forem servir se for confidencial ou secreta, circunstância esta que será então
ou permanecer por mais de 24 horas, ressalvada a exceção do §1 declarada.
do artigo anterior, apresentar-se-ão, no dia da chegada, á sede da
unidade ou destacamento. CAPÍTULO IV
Parágrafo único - Quando forem recebidas pelo encarregado do SUBSTITUIÇÕES
Serviço de Embarque, este as fará apresentar ao quartel do corpo
que lhes tenha sido designado. Art. 38 - As passagens de comando, recepções e despedidas de
oficial se processarão de conformidade com as disposições e
Art. 31 - As apresentações de oficiais deverão ser feitas durante com as formalidades estabelecidas no R.Cont.
as horas de trabalho normal; nos casos de urgência entretanto,
podem realizar-se a qualquer hora. Art. 39 - Nas substituições temporárias não se realizarão as
Parágrafo único - Se, além da razão de urgência, houver formalidades de formatura da tropa e as apresentações dos
necessidade de entendimento pessoal direto com determinada oficiais, estabelecido no R.Cont. para as recepções e despedidas.
autoridade, pode a apresentação ser feita a qualquer hora do dia Parágrafo único - Sempre, porém, que um oficial do Corpo é
ou da noite e em qualquer lugar. promovido e assume o exercício da nova função ou da mesma
função em outra unidade, realizar-se-á a formalidade de
Art. 32 - O militar, ao apresentar-se em objeto de serviço, deve formatura da tropa.
declarar seu posto e nome e o motivo da apresentação, salvo
para os oficiais do corpo, no âmbito deste, e para as praças CAPÍTULO V
dentro das respectivas sub-unidades, quando basta mencionar o FERIADOS
motivo da apresentação.

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Art. 40 - Os dias feriados serão comemorados nos corpos, Art. 48 - As Bandeiras Nacionais julgadas inservíveis devem ser
repartições e estabelecimentos militares consoante as guardadas nos respectivos quartéis, para que, a 19 de Novembro,
disposições em vigor e as determinações dos respectivos se proceda cerimônia de sua incineração, caso não evoquem um
comandantes ou chefes e de acordo com o que preceituam este fato notável da vida do Corpo em virtude do qual devam
Regulamento e o R.Cont., comportando sempre a publicação, de permanecer como relíquia.
véspera, de um boletim alusivo á data. Parágrafo único - A incineração de que trata este artigo
Parágrafo único - São dias feriados, para os efeitos deste obedecerá as prescrições do Regulamento de Continências.
Regulamento, as grandes datas, os feriados e as datas festivas
consignadas no R.Cont. para hasteamento da Bandeira Nacional. B) DIA DA PÁTRIA

Art. 41 - Na Brigada Militar são consideradas, também, datas Art. 49 - O dia 7 de setembro é consagrado como o DIA DA
festivas o dia 21 de Abril, dias das Polícias Militares, o dia 20 de PÁTRIA.
Setembro, data consagrada á comemoração da Revolução Parágrafo único - As festividades e solenidade realizadas nesse
Farroupilha e o dia 18 de Novembro, aniversário da organização dia terão caráter eminentemente nacional.
da Força.
Art. 50 - As comemorações do Dia da Pátria podem iniciar-se
Art. 42 - Nos dias feriados, como aos domingos, não haverá em dias anteriores, os quais, com aquele, constituem a “Semana
expediente, nem instrução; funcionarão, porém, normalmente, da Pátria”, que compreenderá uma série de solenidades,
todos os serviços internos e externos e os demais trabalhos inclusive palestras relativas ao fato histórico da proclamação da
diários regulamentares. nossa Independência Política e ao desenvolvimento do Brasil.

CAPÍTULO VI C) DIA DO SOLDADO


FESTAS MILITARES
Art. 51 - O dia 25 de agosto, data em que se comemora o
Art. 43 - Festas militares são todas as comemorações festivas de nascimento do maior soldado brasileiro - O DUQUE DE
fatos nacionais ou relativos á vida do corpo, destinadas á CAXIAS - é consagrado o como o DIA DO SOLDADO e será
exaltação do patriotismo, ao desenvolvimento do espírito cívico festivamente comemorado em todos os corpos, estabelecimentos
e ao revigoramento do espírito de camaradagem e do amor á e repartições militares.
Brigada Militar.
D) DIA 20 DE SETEMBRO
Art. 44 - As festas militares realizar-se-ão segundo programas
estabelecidos pelo Comando do Corpo, aprovados, em princípio, Art. 52 - O dia 20 de Setembro é consagrado á comemoração da
pela autoridade imediatamente superior, e compreenderão proclamação da República Riograndense.
principalmente:
a) Uma parte recreativa, constituída de provas de hipismo, tiro, E) DIA DAS POLÍCIAS MILITARES
esgrima, atletismo, jogos esportivos e outros de natureza militar.
b) Uma parte ilustrativa, constituída de conferências ou palestras Art. 53 - O dia 21 de Abril, instituído como o Dia das Polícias
em que se relembrem não só a data comemorada, como outros Militares em homenagem ao Alferes José da Silva Xavier-
fatos notáveis da história nacional, especialmente os que se Tiradentes - o grande vulto da Inconfidência Mineira, será
relacionarem com os grandes feitos da nossa história militar. festiva e solenemente comemorado em todos os corpos,
§1º - Estas festas poderão comportar ainda: estabelecimentos e repartições militares ou em conjunto por toda
a) Formatura do Corpo ou de um de seus elementos. a Força, segundo o programa do Comandante Geral.
b) Reuniões internas de caráter social, ás quais poderão
comparecer elementos civis. CAPÍTULO VII
§ 2º - As comemorações de glórias e feitos militares devem ter CORRESPONDÊNCIA
caráter estritamente nacional, evitando-se manifestações que
possam ferir suscetibilidades patrióticas de representantes Art. 54 - A correspondência oficial abrange duas classes
estrangeiros, máxime quando tais representantes a elas distintas:
comparecerem. a) Correspondência sigilosa
b) Correspondência ordinária
Art. 45 - Nas festas militares devem ser rigorosamente §1º - A correspondência sigilosa é aquela que, pela sua natureza,
observados os princípios de sobriedade e temperança, evitando- não deve ser divulgada. Segundo a qualidade do assunto e
se os exageros sempre nocivos e incompatíveis com a conduta quanto á extensão do meio em que pode circular, será
militar. classificada pela autoridade que a expedir em:
1- Confidencial - aquela que, dizendo respeito á informação de
Art. 46 - Em dias anteriores, ás datas que devam ser caráter pessoal, cujo conhecimento deve ficar quanto possível
comemoradas, serão feitas, nas sub-unidades, dissertações sobre restrito, pode ser lida, na ausência do seu destinatário, por quem
o fato histórico de modo a preparar o espírito do soldado para o esteja substituindo.
bem compreender o sentido da comemoração. 2- Secreta - aquela que se refere exclusivamente á documento ou
informação que exija absoluto sigilo e cuja divulgação possa
A) DIA DA BANDEIRA comprometer a segurança, a integridade do Estado ou as
relações internacionais; também, na ausência do destinatário,
Art. 47 - Todos os corpos, estabelecimentos e repartições pode ser lida por quem o substitua.
militares festejarão, no dia 19 de Novembro, o aniversário da 3- Pessoal - Secreta- aquela que só pode ser lida pela pessoa a
adoção da Bandeira Nacional, com solenidade de caráter quem for dirigida.
essencialmente militar, sendo observado, além dos preceitos 4- Reservada - aquela cujo sigilo é restrito ou transitório. Pode
gerais sobre as festas militares, o cerimonial estabelecido no ser conhecida por todos os oficiais da ativa, sem divulgação,
R.Cont. porém, fora dos círculos militares.

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§ 2º - Ordinária ou ostensiva- é aquela que não estiver documentos anexados, de conformidade com o disposto no n°9
compreendida nas categorias anteriores e cujo conhecimento não acima, sendo inutilizadas previamente outra numeração nelas
prejudique a administração, não sendo, entretanto, permitida a existentes.
sua publicação além da imprensa oficial, salvo quando
autorizada. Art. 57 - Na correspondência telegráfica ou rádio-telegráfica,
§ 3º - Não deverão ser empregadas expressões não consignadas será observado:
neste Regulamento. 1- O endereço, escrito por extenso, será constituído unicamente
pela função do destinatário e local em que este se acha, salvo na
Art. 55 - Na troca de correspondência sigilosa será respeitado o correspondência de caráter pessoal, em que é indispensável
seu caráter inicial. também o nome.
§ 1º - A remessa de correspondência sigilosa far-se-á em duplas EXEMPLO:
sobre-cartas opacas. A interna será lacrada e conterá a indicação Cmt. Geral Brigada Militar- Porto Alegre
sobre a natureza da correspondência; na externa será apenas Chefe E.M. Brigada Militar- Porto Alegre
mencionada a direção e o indicativo numérico para os 2- O texto começado pelo número de ordem que os telegramas
protocolos. Quando trasite pelo Correio sê-lo-á sempre como ou rádio-telegramas devem receber dentro de cada ano, a partir
correspondência registrada. de 1° de janeiro; se for resposta indicará logo a seguir o número
§ 2º - Os documentos sigilosos serão acompanhados de fichas ou correspondente do telegrama que a provocou.
de recibos que o destinatário firmará e devolverá á autoridade EXEMPLO:
expedidora. N°10- Resposta vosso 8...
3- Serão evitadas palavras que não sejam indispensáveis á
Art. 56 - Na Correspondência oficial será observado o seguinte: compreensão indubitável do despacho, bem como as fórmulas
1- Os documentos sigilosos bem como os seus invólucros, de mera cortesia.
devem trazer, em cada página, em lugar bem visível, como EXEMPLO:
caracteres grandes a tinta vermelha, a designação Tenente Coronel Fulano segui essa cidade inspecionar
correspondente; serão catalogados pelos comandantes de corpos destacamento.
e chefes de repartições, e estabelecimentos e pelo Chefe do 4- A assinatura constará do posto e nome pelo qual é geralmente
Estado Maior, no Quartel General. conhecida a autoridade, seguida da função que estiver
2- Quando esses documentos devam ser incinerados, essa exercendo.
operação será executada na presença do responsável e de mais EXEMPLO:
dois oficiais qualificados, comunicando o destinatário sua Chefe E.M.- Brigada Militar- Porto Alegre- n°5- Peço remeter
execução á autoridade competente. informações conduta sargento J.F.- Ten. Cel. Fulano- Cmt. 1°
3- O trânsito da correspondência obedecerá rigorosamente á R.C..
ordem hierárquica das autoridades, salvo nos casos de execução 5- A pontuação obedecerá ás convenções telegráficas:
á autoridade competente. Vg.- vírgula;
4- Nenhum documento será encaminhado por uma autoridade Pt.- ponto;
sem que esta o informe convenientemente, de acordo com as leis PtVg.- ponto e vírgula;
e regulamento em vigor, fundamentado francamente sua Intg.- Interrogação;
opinião, a menos que o documento por sua natureza não o Etc..
comporte, ou se trate de conduta de superior, ou ainda não 6- A correspondência telegráfica só será usada em casos de
hajam elementos para informação, como nos casos de simples emergência ou quando á natureza do serviço não convier a
remessa ou restituição. correspondência postal.
5- As informações devem ser claras, precisas, consisas e
completas, redigidas em linguagem corrente, destacando-se o Art. 58 - A correspondência oficial em uso no serviço interno
que for essencial, sem preâmbulos ou fórmulas de pura cortesia, dos corpos compreende:
dispensáveis no serviço interno da Força. 1- Parte- meio pelo qual, verbalmente ou por escrito, leva-se ao
6- No âmbito do corpo a correspondência escrita conterá no conhecimento da autoridade superior um fato qualquer de
endereço somente o posto e o cargo da autoridade a quem for serviço.
dirigida; será feita sob a forma de memorando, em papel de 12 x 2- Indicação- documento por meio do qual um chefe
20 cts., com uma margem de 3 x 20. subordinado indica ao seu superior as pessoas em condições de
7- A correspondência destinada a transitar fora do corpo será exercerem cargos ou desempenharem comissões.
feita em papel de formato regulamentar, restringindo-se o 3- Proposta- documento por meio do qual o chefe propõe á
endereço apenas ao cargo da autoridade a quem é dirigida e será autoridade competente uma pessoa para determinada missão ou
organizada de modo que as diversas informações, despachos e cargo, ou alvitra um processo para melhor execução de
encaminhamentos sejam lançados sucessivamente, na ordem determinado serviço.
cronológica e nunca em folhas anteriores. 4- Consulta- documento em que se pede á autoridade a
8- Quando se tratar de correspondência pessoal-secreta, além do verdadeira interpretação de um texto ou disposição regulamentar
posto e cargo será mencionado o nome da autoridade a quem se ou esclarecimentos para o desempenho de certos serviços. Numa
destina. consulta, além do motivo que a determinou, deverá o consulente
9- Todas as folhas de um documento serão numeradas dar e justificar a sua opinião a respeito da conveniente
seguidamente e rubricadas no canto direito superior pela interpretação ou modo de desempenhar o serviço, sem o que não
autoridade que o expedir; as autoridades que abrirem novas poderá o documento em apreço ter andamento.
folhas deverão prosseguir a numeração, e autenticar as folhas 5- Requerimento- documento em que o signatário pede á
que anexarem, apondo sempre a rubrica do número autoridade superior uma concessão ou reconhecimento de um
correspondente á folha, ressalvadas as disposições a respeito de direito.
outras leis ou regulamentos. 6- Sugestão- documento em que uma autoridade presta a outra
10- No caso de serem anexados documentos especiais ao corpo um esclarecimento solicitado ou necessário.
de um processo, esta anexação deve ser feita com a declaração 7- Informação- documento em que uma autoridade presta a outra
de juntada, constando o número de folhas que as constitui; a um esclarecimento solicitado ou necessário.
numeração das folhas do processo será seguida nas folhas dos

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8- Remessa ou restituição- todo encaminhamento que dispensa Parágrafo único - A reclamação só é permitida ao inferior
qualquer informação ou esclarecimento. depois de ter obedecido, podendo, entretanto, pedir
9- Nenhum documento deverá demorar numa repartição tempo esclarecimentos, quando a ordem lhe parecer abscura.
superior a 48 horas, e, se tal acontecer, será justificado no
próprio documento, ressalvados os que exijam processos que Art. 66 - O interesse do serviço exige uma disciplina ao mesmo
importem em pesquisas em arquivos, etc. tempo forte, esclarecida e digna. Os rigores desnecessários, as
palavras, gestos ou atos ofensivos; as punições autorizadas em
CAPÍTULO VIII leis e regulamentos ou aplicadas em caso de manifesta
ABREVIATURAS ignorância (por falta de ensino); as exigências que ultrapassam
as necessidades ou conveniências do serviço, são absolutamente
Art. 59 - As abreviaturas destinam-se á simplificação de proibidos.
palavras e expressões correntes em linguagem militar,
notadamente no que concerne á órgãos, corpos Art. 67 - O superior, como guia mais experiente, é obrigado a
estabelecimentos, regulamentos e funções. tratar os subordinados em geral com urbanidade, e os recrutas,
Parágrafo único - As abreviaturas devem ser empregadas com a benevolência, interesse e consideração a que fazem jús os
somente entre militares. Não serão usadas na correspondência cidadãos entregues ao serviço militar, para a defesa da Pátria. O
dirigida ao Comandante Geral ou autoridade que lhe seja subordinado, por sua vez, não deve hesitar nem mostrar o
superior. mínimo constrangimento em dar ao superior as provas de
respeito e estima estabelecidos nos regulamentos e usadas entre
Art. 60 - Só é permitido o emprego de abreviaturas pessoas bem educadas.
regulamentares; em caso de dúvida, será usada a linguagem
corrente por extenso. Art. 68 - É indispensável que a subordinação seja mantida
rigorosamente em todos os graus da hierarquia militar, tendo-se
CAPÍTULO IX em vista que:
GALERIA DE RETRATOS a) em igualdade de posto ou graduação, é considerado superior
aquele que contar maior antiguidade num ou outro, salvo casos
Art. 61 - Em todos os corpos e serviços serão organizados, especiais, previstos nas leis ou regulamentos;
como homenagem, galerias de retratos em que figurarão os b) quando a antiguidade for a mesma, prevalece a do posto ou
vultos notáveis da nossa história militar e política, os graduação anterior e assim por diante até o maior tempo de
Comandantes Gerais da Brigada Militar e os ex-comandantes praça, e por fim de idade.
efetivos do corpo ou serviço.
§ 1º - A galeria dos vultos da nossa história será instalada no Art. 69 - Mesmo não se tratando de objeto de serviço, deve o
Salão Nobre ou na Sala de Recepção. militar obediência aos seus superiores, competindo a estes,
§ 2º - No Gabinete do Comandante ou Chefe de Serviço deverão entretanto, em tal situação, evitar a prática de atos que possam
figurar os retratos do Presidente da República, do Governador prejudicar o cumprimento de deveres ou o desempenho de
do Estado e o do Comandante Geral em exercício, sendo aí funções a que estejam adstritos os subordinados.
instalada a galeria dos retratos dos ex-comandantes do corpo ou
chefes de Serviço. Art. 70 - As demonstrações de respeito, consideração e estima,
§ 3º - Na Biblioteca do Corpo ou Serviço deve ser instalada a obrigatórias entre os militares brasileiros, são extensivas aos
galeria dos ex-Presidentes da República, ex-Governadores do seus camaradas estrangeiros.
Estado e ex-Comandantes Gerais.
§ 4º - No caso do Corpo ou Serviço não possuir os locais CAPÍTULO II
citados, o respectivo Comandante ou Chefe fará colocar os DOS COMPROMISSOS
locais citados, o respectivo Comandante ou Chefe fará colocar
os retratos nos locais que julgar apropriados. Art. 71 - Dentro de oito dias após a publicação no boletim do
corpo da promoção ao primeiro posto, o oficial prestará, perante
Art. 62 - A inauguração dos retratos, nas diversas galerias, a unidade de tropa onde servir e de acordo com o cerimonial
constituíra ato solene, feita sempre em datas nacionais ou prescrito pelo R. Cont., o seguinte compromisso:
festivas, devendo constar do boletim interno, para ser transcrito “PERANTE A BANDEIRA DO BRASIL E PELA MINHA
no histórico do corpo. HONRA, PROMETO CUMPRIR OS DEVERES DE
Parágrafo único - Os retratos dos ex-comandantes devem ser OFICIAL DA BRIGADA MILITAR E DEDICAR-ME
inaugurados pelos comandantes que os sucederem. INTEIRAMENTE AO SERVIÇO DA PÁTRIA”.
Parágrafo único - Se o promovido estiver fora da tropa ou
Art. 63 - Nos Gabinetes dos Comandantes de sub-unidades, pertencer aos serviços, este compromisso será prestado no
poderão figurar os retratos dos ex-comandantes efetivos Gabinete do Diretor ou Chefe do Estabelecimento e assistido
respectivos. por todos os oficiais ali servindo, revestindo-se a solenidade das
mesmas exigências e formalidades ao artigo anterior.
Art. 64 - Os quadros deverão ser padronizados, em moldura
simples, com a fotografia em cor natural. Art. 72 - O compromisso dos aspirantes a oficial realizar-se-á de
acordo com o que prescreve o R.C.F.Q.
TÍTULO II
Art. 73 - No dia 19 de novembro, as praças que tiverem se
CAPÍTULO I afastado no transcurso do ano prestarão o seguinte
PRINCÍPIOS GERAIS DE SUBORDINAÇÃO compromisso:
“ALISTANDO-SE SOLDADO NA BRIGADA MILITAR
Art. 65 - As ordens devem ser cumpridas sem hesitação, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROMETO
abstraindo-se o executante de qualquer opinião pessoal em REGULAR MINHA CONDUTA PELOS PRECEITOS DA
contrário, por isso que a autoridade de quem emanam assume MORAL, VENERAR MEUS SUPERIORES
inteira responsabilidade pela sua execução e conseqüências. HIERÁRQUICOS, TRATAR COM AFETO MEUS

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COMPANHEIROS DARMAS E COM BONDADE OS Comandante Geral, me formatura de toda a Tropa ou formação,
QUE VENHAM A SER MEUS SUBORDINADOS, observando-se as disposições deste Regulamento nos demais
CUMPRIR RIGOROSAMENTE AO SERVIÇO DA casos.
PÁTRIA E DE MEU ESTADO, CUJAS INSTITUIÇÕES,
INTEGRIDADE E HONRA DEFENDER ATÉ COM Art. 82 - O cerimonial da entrega obedecerá ás seguintes
SACRIFÍCIO DA PRÓPRIA VIDA” formalidades :
Parágrafo único - Na capital, a solenidade deste compromisso 1- A bandeira coloca-se a vinte passos á frente da formatura, na
será regulada pelo Comandante Geral e, no interior, pelos altura do centro, e todos os possuidores de medalhas ou
comandantes de corpos. passadores iguais formam em uma ou mais fileiras, entre a
Bandeira e a Tropa, voltados para aquela, os oficiais á direita e
CAPÍTULO III todos por ordem de graduação.
DAS MEDALHAS 2- Aquele a quem competir a entrega chama o recipiendário, que
toma a posição á sua esquerda e, após o toque de sentido
Art. 74 - Aos oficiais e praças é lícito o uso de medalhas e ordenado pelo Comandante da Tropa, procede a leitura do
passadores, criados pelo Governo da União ou do Estado, em diploma ou pronuncia em voz alta a fórmula consagrada e
recompensa de bons serviços militares, humanitários e outros, coloca-lhe a medalha no peito.
com que forem distinguidos, depois de publicada em boletim da 3- Em seguida todos voltam a sues lugares, salvo o agraciado
Brigada Militar a apresentação do respectivo diploma e que assistirá o desfile da Tropa ao lado da autoridade que lhe
consignada a alteração nos assentamentos dos interessados. entregou a medalha, um passo á sua esquerda.
4- Nas repartições ou estabelecimento sem tropa, a entrega da
Art. 75 - Além do direito adquirido por outras recompensas, o medalha é feita na presença de todo o pessoal, observando-se as
oficial ou praça sem nota que desabone sua conduta civil ou prescrições aplicáveis dos números anteriores.
militar, será agraciado com uma medalha de bons serviços
militares, com passador indicativo dos anos de serviço passados Art. 83 - A entrega das medalhas será realizada sempre num dia
nas fileiras. feriado nacional ou uma data assinada na história do Rio Grande
do Sul ou da própria Força.
Art. 76 - A medalha será de bronze para oficial ou praça que se
tenha distinguido por serviço extraordinário á ordem pública, ou Art. 84 - A entrega do “Prêmio General Osório”, estabelecido
por ação militar, além dos que tenham feito jús á recompensa no R.C.F.Q., obedecerá os preceitos estabelecidos para tal e será
pelo seu tempo de serviço. feito em formatura no C.I.M.

Art. 77 - Os passadores serão adicionados á medalha, que será CAPÍTULO IV


de bronze para o oficial ou praça que contar mais de dez anos de RECEPÇÃO DE OFICIAIS
serviço; de prata, para os que contarem mais de vinte anos e de
ouro para os que contarem mais de trinta. A) NOS CORPOS
Parágrafo único - Estes passadores serão usados sobre a
medalha, na ordem ascendente, na proporção que forem Art. 85 - Os oficiais incluídos em qualquer Corpo são recebidos
conferidos, consignados em cada um o número de anos de com as formalidades especificadas no presente capítulo, sem
serviço e a data do diploma. prejuízo do serviço e da instrução.

Art. 78 - Os modelos de medalhas, passadores e respectivos B) COMANDANTE DO CORPO


diplomas serão decretadas pelo Governo do Estado; é conferida
a distinção á vista da fé de ofício ou certidão de assentamentos Art. 86 - O novo comandante avisará com antecedência nunca
do interessado que tenha requerido e de informações das inferior a 24 horas (salvo caso de urgência) o dia e a hora em
autoridades competentes, ouvida a Comissão de Promoções. que pretende assumir o comando, cuja passagem obedece o
Parágrafo único - Organizado o processo e com o parecer da seguinte :
Comissão de Promoções, será o mesmo remetido á Corte de 1- Ao aproximar-se o novo comandante o antigo, á frente do
Apelação, que o julgará em última instância, encaminhando-o, Corpo formado, presta-lhe a devida continência, vindo em
em seguida, ao Governo do Estado para ser decretada a seguida ao seu encontro, e, ambos com as espadas perfiladas, o
concessão. primeiro á esquerda do segundo, colocam-se á frente da Tropa,
voltados para ela.
Art. 79 - O uso das medalhas e passadores é obrigatório nos atos 2- O comandante a ser substituído diz, então, em voz alta e
solenes e nas apresentações. clara, de modo a ser ouvido pela Tropa – “Entrego o comando
Parágrafo único - Fora dos acasos previstos acima o militar do (designa o corpo) ao Senhor (Posto e nome) e aquele, da
usará somente passadores. mesma maneira – “ Assumo o comando do (Designa o Corpo).
Findo o que, voltando-se um para o outro, apresentam espadas e
Art. 80 - A medalha é propriedade do militar a quem for as embainham.
conferida e será fornecida pela Força. 3- O oficial substituído acompanha o novo comandante na
revista que este, em seguida, passará á Tropa, dando as
Art. 81 - As medalhas e passadores serão entregues aos informações que lhe forem pedidas.
agraciados em formatura de todo o corpo, ordenada 4- A ordem do novo comandante, a Força recolhe-se e debanda.
especialmente para isso, e pelo mais graduado dos oficiais 5- Dirigem-se ambos para o gabinete do comandante, onde o
presentes portador de medalha e passador idêntico. substituído apresenta ao substituto, individualmente, os oficiais,
§ 1º - Se não houver no corpo oficial nessas condições, a e o Ajudante procede a leitura do Boletim da entrega.
cerimônia da entrega será feita por oficial de outro corpo, 6- O novo comandante e toda a oficialidade acompanha o antigo
mediante solicitação prévia do comandante á autoridade comandante á saída deste, até o portão do quartel.
superior.
§ 2º - O primeiro oficial agraciado com medalha em cada Art. 87 - Quando o novo comandante for mais moderno ou
unidade, serviço ou estabelecimento, a receberá das mãos do menos graduado que o antigo, o Corpo forma sob o comando do

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sub-comandante. O substituído recebe no seu gabinete o Art. 96 - A retirada dos oficiais que forem excluídos do estado
substituto e juntos se dirigem a frente da Tropa, que lhes efetivo do corpo ou de serviço, salvo caso de urgência, será feita
prestará a continência, procedendo, daí por diante, como ficou com formalidade idênticas ás de recepção, havendo formatura
prescrito. para a passagem de seus comandos, se for o caso, e despedida
aos oficiais no Gabinete do Sub-Comandante. Tratando-se de
C) SUB-COMANDANTE E FISCAL ADMINISTRATIVO Sub-Comandante, a despedida será feita perante o comandante e
no Gabinete desta autoridade. A despedida do comandante será
Art. 88 - Apresenta-se ao Comandante do Corpo, em seu como prescreve o artigo 86, ns. 5 e 6.
gabinete, e este, aí, faz a apresentação individual de todos os
oficiais. CAPÍTULO VI
DAS RECOMPENSAS
D) AJUDANTE
Art. 97 - A distribuição de recompensa deve ser presidida
Art. 89 - Apresenta-se ao Comandante e Sub-Comandante do invariavelmente pela maior retidão, o mais sereno e imparcial
Corpo e este o apresenta aos demais oficiais, reunidos para esse julgamento, por quanto a sua concessão importa no
fim em seu gabinete; em seguida, o antecessor acompanha o reconhecimento de caráter excepcional no serviço ou ação que a
substituto até ao alojamento da sub-unidade extra-numerária, determinou. É indispensável, portanto, para que não se tornem
onde lhe faz a apresentação do respectivo pessoal e a entrega banais ou graciosas, que o máximo escrúpulo seja observado nas
dos serviços pelos quais é imediatamente responsável nos concessões, as quais só serão feitas por motivos minuciosamente
próprios locais em que funcionam. declarados.

E) OUTROS OFICIAIS DO ESTADO MAIOR Art. 98 - As recompensas militares são: Promoção, as vantagens
inerentes á inatividade transitória ou definitiva; as medalhas de
Art. 90 - Apresentam-se ao Comandante do Corpo e ao Sub- bons serviços de campanha e outras; o louvor verbal, público ou
Comandante e este, no próprio gabinete, apresenta-os aos particular; o louvor escrito, público ou particular; as da revista e
demais oficiais reunidos para esse fim; dirigem-se, em seguida, as dispensas de pernoite.
para os locais em que funcionam os respectivos serviços, cuja § 1º - Toda a recompensa será publicada em boletim e constará
entrega lhes será feita imediatamente. soa assentamentos, exceto nos seguintes casos: louvor verbal,
louvor escrito particular, dispensa de revista e de pernoite.
F) CAPITÃES COMANDANTES DE SUB-UNIDADES § 2º - A promoção, as vantagens inerentes á inatividade e as
medalhas serão concedidas de acordo com a legislação vigente
Art. 91 - Depois de se apresentarem ao Comandante do Corpo e no momento, levando-se, porém, em conta, a situação do
ao Sub-Comandante, que os apresentará á oficialidade reunida interessado na ocasião em que tiver feito jus á recompensa.
para esse fim no respectivo gabinete, recebem de seu antecessor § 3º - As recompensas não incluídas no parágrafo precedente
o comando da sub-unidade com as formalidades do artigo 85 serão concedidas pelas autoridades previstas no artigo 99 e
(Comandante do Corpo) que forem aplicáveis. constituem:
Parágrafo único - A passagem do comando faz-se na presença 1- Louvor verbal particular – quando dele toma conhecimento
do sub-comandante. somente o interessado ou este e um número limitado de pessoas
escolhidas pela autoridade.
G) SUBALTERNOS E ASPIRANTES 2- Louvor verbal público – quando feito em formatura
especialmente convocada para tal fim.
Art. 92 - Depois de satisfeitas as exigências do artigo anterior, 3- Louvor escrito público – quando consta do boletim do dia.
apresentam-se ao comandante da sub-unidade para que foram 4- Louvor escrito particular – quando a autoridade se limita a
designados, que os apresentarão á fração de comando respectivo. dirigir ao subordinado um documento escrito que constitui a
recompensa, podendo, ainda, convidar limitado número de
H) NOS SERVIÇOS pessoas para ter conhecimento oficial da mesma.
5- Dispensa total do serviço – quando isenta de todos os
Art. 93 - Os Chefes de Serviços, depois de feita a apresentação trabalhos de quartel, inclusive a instrução.
ao Comandante Geral, dirigem-se para a sede do respectivo 6- Dispensa parcial do serviço – quando isenta de alguns
Serviço, onde nele servirem, prestando-lhe, também, todas as trabalhos somente, claramente especificados na concessão.
informações que se fizerem necessárias. 7- Dispensa de revista e de pernoite – quando não
compreenderem isenção do comparecimento ao primeiro serviço
Art. 94 - Os demais oficiais, feitas as apresentações diário e instrução no dia seguinte.
regulamentares, são apresentados pelo Chefe do Serviço ao da § 4º - Nas recompensas aos que, no decurso dos últimos seis
Secção para que forem designados. meses, houverem sido punidos com pena disciplinar superior a
10 dias de detenção, se levará em conta essa circunstância, á
Art. 95 - Os oficiais que, por força dos cargos que exercem, critério da autoridade que conceder a recompensa.
tiverem sob sua responsabilidade objetos de uso corrente,
pertencentes á Nação ou a outrem, fazem entrega dos mesmos Art. 99 - A concessão de recompensas é função do cargo e não
aos seus substitutos, no prazo máximo de 48 horas. do posto, sendo competente para faze-la:
Parágrafo único - Aqueles que, além dos objetos aludidos, a) O Governador do Estado – promoção, reforma, medalhas de
tiverem depósitos a seu cargo, farão entrega de tudo no prazo bons serviços de campanha e outros, mediante proposta do
que for arbitrado pelo comandante do corpo ou chefe do serviço. Comandante Geral, e louvor.
b) O Comandante Geral da Brigada – promoção de praças,
CAPÍTULO V dispensa do serviço até 30 dias e louvor.
DESPEDIDAS DE OFICIAIS c) Os Comandantes de Corpos e Chefes de Serviços – dispensa
do serviço até 10 dias, dispensa da revista do recolher, dispensa
do pernoite ao quartel, as duas últimas até 20 dias consecutivos,
e louvor.

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§ 1º - A competência de que trata o presente artigo não vai além Art. 104 - Ao Comandante Geral compete, além de outros
dos subordinados que se acham inteiramente sob a jurisdição da deveres e atribuições de que tratam este artigo e os demais
autoridade que concede a recompensa, sendo preciso, quando a regulamentos:
jurisdição for parcial, que esta se faça somente quanto á 1- Receber do Governador do Estado instruções e ordens sobre o
dispensa do serviço. serviço e corresponder-se diretamente com o Secretário do
§ 2º - As recompensas da competência de uma autoridade têm Interior no que for concernente ao expediente administrativo da
limite inferior a mais elevada recompensa da alçada da Brigada Militar.
autoridade imediatamente inferior e, por isso, quando uma 2- Observar cuidadosamente a conduta de seus comandantes,
autoridade tiver que atribuir recompensas compreendida na verificando se cumprem fielmente seus deveres e, em caso
alçada da autoridade subordinada, determinará a esta que o faça, contrário, compeli-los a isso.
dentro das próprias atribuições, a fim de que o ato não tenha 3- Providenciar, de modo a serem atendidas com a maior
curso mais amplo que o necessário. presteza, sobre as requisições de força feitas pelo Chefe de
Polícia ou seus delegados, para a manutenção da ordem ou
Art. 100 - Quaisquer das autoridades mencionadas no artigo 99, outras finalidades legais.
podem modificar as recompensas que forem concedidas pelos 4- Visitar freqüentemente os quartéis e repartições,
seus subordinados, ampliando-as, restringindo-as ou mesmo inspecionando os serviços e escrituração respectiva.
anulando-as, 48 horas depois de ter delas conhecimento, se 5- Punir, dentro dos limites do Regulamento Disciplinar, os
julgar que não correspondem á importância dos fatos que lhes oficiais e praças pelas faltas disciplinares que forem submetidas
deram motivos, publicando, em boletim, as razões á sua autoridade.
correspondentes. 6- Mandar excluir os oficiais que desertarem.
Parágrafo único - Quando chegar ao conhecimento de uma 7- Nomear quem deva substituir os oficiais que não tiverem
autoridade ato meritório de subordinado seu, cuja recompensa substituto regulamentar.
julgue deva ser superior ás de sua alçada, dará dele ciência á 8- Encaminhar ao Governador do Estado, na época devida, os
autoridade imediatamente superior. quadros de acesso para as promoções de oficiais, organizados
pela Comissão de Promoções, bem como o de sub-tenentes.
Art. 101 - A dispensa total do serviço pode ser gozada fora da 9- Propor ao Governador do Estado as transferências e
guarnição em que servir o militar, ficando, porém, a sua classificações de oficiais superiores e capitães.
concessão, quando feita pelos comandantes de corpos e 10- Transferir e classificar os oficiais subalternos, subtenentes e
autoridades de categoria menos elevada, subordinada ás mesmas praças em geral.
regras da concessão de férias. 11- Mandar publicar em boletim as quantias entradas para a
Parágrafo único - Esta dispensa, bem como o seu gozo fora da Caixa da Brigada, bem como os dias de reunião do Conselho
guarnição, pode ser cassada por exigências do serviço ou outro Geral de Administração e qualquer outro fato que, não tendo
qualquer motivo de interessante geral, a juízo do comandante do caráter reservado, possa contribuir para a regularidade dos
corpo ou autoridade superior, sendo, por isso, indispensável que serviços em geral.
o interessado deixe declarado no próprio corpo o lugar onde 12- Autorizar as despesas urgentes e as que devam ser efetuadas
pretende gozar a dispensa. pela Caixa da Brigada.
13- Fazer constar em boletim a importância das multas impostas
Art. 102 - Conquanto sejam considerada recompensas as aos fornecedores.
dispensas de serviço, de revista e de pernoite, podem ser 14- Mandar incluir os civis ou ex-praças que pretenderem servir
concedidas sem esse caráter, por indicação médica ou motivo de na Força, observadas as disposições regulamentares.
força maior, plenamente justificado em boletim, mas por prazo 15- Autorizar os engajamentos ou reengajamentos das praças, de
nunca maior de 8 dias e somente pelo Comandante do Corpo. acordo com as disposições em vigor.
§ 1º - Salvo motivo de força maior imprescindível não se 16- Contratar ou admitir o pessoal necessário a serviços
concedera dispensa da instrução aos recrutas e, durante o especializados e para os quais a Corporação não disponha de
período de manobras, ninguém se concedera dispensa do elementos competentes; rescindir ou anular contratos.
serviço. 17- Apresentar ao Governador do Estado os oficiais promovidos
§ 2º - As dispensas de revista e de pernoite podem ser incluídas que estejam na Capital.
em uma mesma concessão. Estas dispensas não justificam a 18- Despachar os pedidos extraordinários feitos pelas unidades e
ausência do interessado no serviço ordinário e instrução a que repartições, autorizando ou não os fornecimentos.
deva comparecer no dia seguinte, devendo-se estabelecer 19- Presidir as reuniões do Conselho Geral de Administração.
claramente a hora em que deve ele apresentar-se. 20- Apresentar, anualmente e dentro do prazo fixado, ao
§ 3º - A dispensa do serviço é regulada por dias de 24 horas, Governador do Estado relatório circunstanciado de todas as
contadas de boletim a boletim, ou da hora em que o interessado ocorrências havidas na Força no ano anterior.
começou a goza-la, quando isso for expressamente declarado. 21- Mandar excluir da Força:
§ 4º - Em épocas anormais, não haverá dispensa de revista e a) as praças que, em casos especiais e por motivo plenamente
nem de pernoite. justificado, solicitem exclusão, indenização á Fazenda Estadual
do que estiverem a dever-lhe;
TÍTULO III b) as praças que forem reclamadas como desertoras do Exército,
ATRIBUIÇÕES INERENTES A CADA POSTO OU da Armada, da Aeronáutica e das Forças Policiais Militares da
FUNÇÃO NO QUARTEL GENERAL União e dos Estados, as quais serão postas á disposição da
autoridade reclamante;
CAPÍTULO I c) os indivíduos viciosos, os que já tenham cumprido sentença
DO COMANDANTE GERAL por crime aviltante, os que tiverem retratos na galeria de
criminosos da polícia civil; os expulsos de outras corporações
Art. 103 - O Comandante Geral da Brigada Militar, sua primeira armadas e que, iludindo as autoridades da Brigada Militar,
autoridade, é responsável perante o Governo do Estado pela conseguirem alistar-se em suas fileiras;
administração, disciplina e instrução da autoridade competente. d) a praça condenada pela Justiça Militar, em instância
definitiva, de conformidade com a legislação em vigor,
entregando-a a Polícia Civil;

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e) a praça que cometer crime capitulado no Código Penal 39- Superintender todos os serviços, facilitando, contudo, o livre
Brasileiro, após condenação passada em julgado, na forma da exercício das funções de seus subordinados, para que
legislação em vigor, mandado entrega-la á Polícia Civil; desenvolvem o espírito de iniciativa a sintam a responsabilidade
f) a praça julgada incapaz para o serviço militar em inspeção de decorrente.
saúde, uma vez que não tenha direito á reforma; 40- Imprimir em todos os seus atos, como exemplo, a máxima
g) os oficiais, aspirantes a oficial e sub-tenentes que forem correção, pontualidade e justiça.
reformados, transferidos para a reserva, demitidos, exonerados 41- Esforçar-se para que seus subordinados façam do
ou que faleceram. cumprimento do dever civil e militar um verdadeiro culto e
22- Mandar submeter á inspeção de saúde os oficiais que exigir que pautem sua conduta pelas normas de mais severa
apresentarem parte de doente ou que devam entrar em gozo de moral, zelando especialmente para que não contraiam débitos
licença que não seja para tratamento de saúde própria; os que se superiores ás suas posses e compelindo-os a satisfazerem seua
apresentarem por conclusão de licença de qualquer natureza e compromissos morais e pecuniários, mediante o emprego de
aqueles que a Comissão de Promoções solicitar. todos os meios necessários, inclusive as punições disciplinares.
23- Despachar ou informar devidamente, com a possível 42- Esforçar-se para que os oficiais sob seu comando sirvam de
brevidade, os requerimentos, artes, consultas, representações, exemplo ás praças quer na instrução, quer na educação e
queixas e, de modo geral, quaisquer documentos submetidos á disciplina.
sua decisão; fazendo arquivar, punindo os seus autores, se for o 43- Procurar com o máximo critério conhecer os oficiais sob seu
caso, aqueles que não estiverem redigidos em termos ou forem comando, observando cuidadosamente sua capacidade, virtudes
de natureza capciosa, publicando em boletim as razões desta e defeitos.
resolução. 44- Louvar somente os oficiais e praças que se tornarem dignos
24- Não se afastar da Capital, mesmo em serviço, sem permissão dessa atenção, esforçando-se para que o elogio não se converta
do Governador do Estado. em forma banal ou graciosa e corresponda aos méritos de cada
25- Autorizar a venda em hasta pública dos animais e artigos um para que não se nivelem situações diferentes.
julgados inservíveis para a Força, mediante exame por comissão 45- Nomear as comissões previstas nos regulamentos e as que
de oficiais previamente nomeada. julgar convenientes ao bom andamento do serviço, sendo de sua
26- Mandar descarregar os animais que forem vendidos ou escolha as que reclamarem aptidões especiais ou dependerem de
morrerem, estes mediante o respectivo termo de óbito e aqueles sua confiança pessoal.
á vista da ata do leilão, acompanha da respectiva resenha. 46- Mandar proceder á inquérito policial militar, consoante a
27- Mandar descarregar os artigos inutilizados mediante termo legislação em vigor.
lavrado pela comissão previamente nomeada para examina-los, 47- Inspecionar, pessoalmente ou por intermédio do Chefe do
fazendo recolher ao Serviço de Intendência aqueles suscetíveis Estado Maior, os corpos e serviços, a fim de conhecer sua
de serem aproveitados como matéria prima; e os artigos situação moral, profissional, material e administrativa.
extraviados, sem motivo de força maior, quando não houver 48- Ordenar que sejam restituídas, quando reclamadas, as
responsável pelo prejuízo. quantias descontadas dos oficiais ou praças por efeito de prisão,
28- Nomear os oficiais que, com o Chefe do Serviço de desde que tenham sido absolvidos ou quando os processos forem
Intendência e os chefes de seções, devam examinar quaisquer arquivados antes da sentença final.
artigos adquiridos para a Força e determinar, em boletim, 49- Ordenar a baixa ao Hospital, a fim de ser submetido á
inclusão na carga respectiva daqueles que forem julgados em inspeção de saúde, do oficial ou aspirante a oficial que alegar
condições de serem aceitos. doença logo após ser escalado para qualquer serviço.
29- Nomear, em janeiro de cada ano, uma comissão de oficiais 50- Determinar a adição de oficiais ás unidades e serviços,
superiores para, com assistência do Chefe do Serviço de quando houver necessidades de tal medida.
Intendência, balançar os depósitos do mesmo serviço. 51- Proceder, nos casos de ausência de oficial, de acordo com o
30- Inspecionar diretamente ou por delegado seu a marcha da que preceitua a legislação vigente.
instrução e dos serviços nas unidades e repartições. 52- Determinar o cancelamento de notas disciplinares dos
31- Não permitir nem tolerar a menor alteração nos uniformes oficiais e praças, de conformidade com as disposições legais.
do pessoal ou nas ordens ou determinação em vigor. 53- Autorizar, por conta da Caixa da Brigada, as despesas de
32- Conceder férias aos comandantes de unidades, chefes de representação da corporação em solenidade oficiais e recepções.
serviços e mais oficiais sob suas ordens diretas e aprovar ou não
os planos de férias organizados pelas autoridades competentes Art. 105 - Na falta ou impedimento do Comandante Geral,
para os demais. responderá pelo expediente o Chefe do Estado Maior.
33- Organizar ou aprovar as tabelas de distribuição de
fardamento e de gêneros ás praças arranchadas; e as instruções e CAPÍTULO II
normas para a boa marcha e regularidade do serviço, conforme DO ESTADO MAIOR
as disposições regulamentares.
34- Autorizar a celebração de contrato, mediante concorrência Art. 106 - Como órgão do comando, o Estado Maior destina-se:
pública ou administrativa, para aquisição de material ou artigos a) Preparar todos os elementos necessários ás decisões do
para suprimento das necessidades da Força; tais contratos, Comandante Geral e a fazer chegar aos executantes e aos
entretanto, somente vigorarão depois de por si aprovados. interessados todas as instruções e ordens decorrentes dessas
35- Designar, quando julgar necessário, seu representante para decisões.
integrar a comissão de exame de material julgado inservível. b) Coordenar, orientar e fiscalizar a instrução da Tropa e dos
36- Designar um representante para os exames de instrução de Serviços.
recrutas e de fim de período.
37- Solicitar á autoridade competente os suprimentos de fundos Art. 107 - O Estado Maior compor-se-á de:
necessários ás despesas orçamentárias, mediante orçamento Chefe
previamente organizado. Sub-Chefe
38- Organizar e submeter ao Governo do Estado a proposta Gabinete
orçamentária anual, o quadro de fixação de efetivos da Força e o a) Ajudantes de ordens do Comandante do Geral
de sua distribuição pelos corpos e serviços. b) Seções
c) Correio

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d) Arquivo 13- Requisitar transporte para pessoal e material, de ordem do
e) Rádio-comunicações Comandante Geral.
14- Conferir e subscrever os assentamentos de oficiais e assinar
Art. 108 - O Estado Maior disporá de uma tipografia destinada á as certidões fornecidas em despacho legal.
impressão de boletins, regulamentos, almanaques, etc., 15- Escriturar o caderno registro de informações dos oficiais do
encadernações, dourações e outras tarefas similares necessárias Estado Maior e remeter á Comissão de Promoções as
ao serviço da Força. informações relativas aos mesmos na época estabelecida.
Parágrafo único - A tipografia, a juízo do Sub-Chefe do Estado 16- Conceder férias aos oficiais e praças sob sua jurisdição,
Maior, poderá confeccionar outros trabalhos, uma vez que não observadas, quanto aqueles, as disposições do plano de férias
prejudique os da Corporação. previamente organizado e provado pelo Senhor Comandante
Geral.
DO CHEFE DO ESTADO MAIOR 17- Propor ao Comandante Geral os chefes de seções e os
respectivos oficiais auxiliares.
Art. 109 - O Chefe do Estado Maior será um Coronel ou 18- Assinar por ordem (P.O.) os documentos dirigidos ao
Tenente Coronel de imediata confiança do Comandante Geral, Comandante Geral que exijam maiores esclarecimentos por
nomeado mediante proposta deste, pelo Governo do Estado e parte dos interessados, a fim de leva-los a despacho daquela
terá precedência hierárquica sobre os comandantes de unidades e autoridade perfeitamente informados.
chefes de serviços. 19- Conhecer a situação moral, profissional, material e
administrativa dos Corpos de Tropa e Serviços, inspecionado-os
Art. 110 - O Chefe do Estado Maior é o substituto eventual do em companhia do Comandante Geral ou isoladamente.
Comandante Geral nas suas faltas ou impedimentos. 20- Esforçar-se para que a capacidade de ação e eficiência dos
Parágrafo único - No caso, porém, de vagar o cargo, a Copos de Tropa e dos Serviços sejam mantidas no mais alto
substituição cabe ao Coronel existente ou ao Tenente Coronel grau, apontando ao Comandante Geral as providências que se
mais antigo, até que seja escolhido pelo Governo o novo titular. imponham para isso.
21- Manter relações constantes com os diferentes Comandos de
Art. 111 - Compete ao Chefe do Estado Maior: Tropa e Chefes de Serviços, a fim de conhecer sempre
1- Coordenar o trabalho das Seções e dos serviços que lhes são exatamente suas respectivas situações sob todos os aspectos e
afetos, para o preparo dos elementos necessários ás decisões do com toda a minúcia, objetivando dar informações exatas as
Comandante Geral, assim como a documentação relativa á Comandante Geral.
instrução da Tropa e dos Serviços. 22- Regular, de acordo com o Comandante Geral, o
2- Conhecer perfeitamente todas as ordens e disposições funcionamento do serviço corrente no Quartel General e nos
concernentes ao serviço da Brigada; velar pelo seu exato Corpos de Tropa e Serviços.
cumprimento, comunicando ao Comandante Geral todas as 23- Apresentar ao Comandante Geral diariamente uma cópia do
irregularidades de que tiver conhecimento. boletim interno.
3- Transformar todas as decisões do Comandante Geral em 24- Visitar ou fazer visitar as enfermidades onde estiverem em
instruções ou ordens, completando-as com detalhes tratamento oficiais ou praças que sirvam ao Estado Maior,
indispensáveis á sua perfeita compreensão e execução. providenciando sobre as reclamações feitas. Visitar, também, em
4- Verificar se essas instruções ou ordens são expedidas e nome do Comandante Geral, os dos demais Corpos e Serviços.
executadas em perfeita correspondência com as determinações 25- Assinar os editais a serem mandados publicar pelo Estado
do Comandante Geral. Maior.
5- Expedir aos Comandantes de Unidades e Chefes de Serviços
todas as ordens do Comandante Geral relativas aos serviços DO SUB-CHEFE
ordinário e extraordinário.
6- Solicitar ao Auditor de Guerra, de conformidade o Código da Art.112 - O sub-Chefe do Estado Maior é o auxiliar imediato e
Justiça Militar, a substituição de oficiais juizes de Conselhos de o substituto eventual do Chefe do Estado Maior em seus
Justiça. impedimentos.
7- Remeter ao Auditor de Guerra, conforme estatue o Código da
Justiça Militar, entre os dias 20 e 25 do último mês de cada Art.113 - Ao Sub-Chefe do Estado Maior incumbe:
trimestre uma relação nominal de todos os oficiais em serviço 1- Receber diariamente dos chefes de seções, no horário
ativo e de reserva, com a graduação, antiguidade e local em que estabelecido, todo o expediente correspondente, de modo a
servem, a fim de habilitá-lo a proceder o sorteio dos Conselhos exercer sobre ele o necessário exame antes de apresentá-lo ao
de Justiça. Chefe do Estado Maior, ou antes de submete-lo à despacho do
8- Apresentar ao Comandante Geral para despacho, diariamente, Comandante Geral, quando autorizado pelo Chefe.
o expediente do Estado Maior, prestando-lhe os esclarecimentos 2- Assinar os despachos nos documentos que transitarem entre
necessários. as seções para os necessários esclarecimentos.
9- Participar ao Comandante Geral com presteza qualquer 3- Escalar os oficiais do Estado Maior e os que sirvam no
ocorrência relativa a seu cargo, que necessite intervenção Quartel General para os diversos serviços, na forma
daquela autoridade e que exija uma solução urgente. regulamentar.
10- Fazer organizar, conferindo-os cuidadosamente, os mapas, 4- Fazer confeccionar pela Primeira Seção o boletim diário da
relações e quaisquer outros documentos que devam ser Força, observados os despachos e ordens do Comandante Geral
fornecidos pelo Estado Maior. e Chefe do Estado Maior.
11- Entregar ao Sub-Chefe do Estado Maior, para distribuição ás 5- Exercer, no âmbito das instruções do Chefe do Estado do
respectivas Seções, todos os documentos despachados pelo Maior, a mais completa iniciativa na escolha e preparação dos
Comandante Geral. meios conducentes à assegurar a boa marcha do serviço nas
12- Organizar o mapa da força por ocasião de formatura geral, secções, arquivo e tipografia.
comparecendo ou enviando um seu representante no lugar da 6- Fazer manter em dia e de acordo com os modelos adotados a
reunião das unidades, a fim de indicar a cada uma a colocação escrituração do Estado Maior, velando pelo seu andamento.
que lhes couber, conforme as instruções que tenha recebido.

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7- Rondar e fazer rondar a miúdo os postos de guardas e emprego nas diversas emergências (sobre-aviso, prontidão,
patrulhas, participando ao Chefe do Estado Maior as policiamento, etc.); a senha e contra-senha.
irregularidades que notar.
8- Escalar diariamente com o chefe da 1a. Seção o serviço geral, Art. 117 - Ao Chefe da 1ª. Seção compete:
distribuindo com perfeita equidade o serviço de guarnição entre 1- Verificar as alterações ocorridas com o pessoal em Sub-Chefe
as unidades da Capital. do Estado Maior, com os mapas semanais dos corpos
9- Exigir fiel observância do horário determinado para o serviço devidamente apurados, a fim de serem feitas as necessárias
nas repartições do Estado Maior. anotações, de vendo estar sempre habilitado a prestar qualquer
10- Organizar trimestralmente, com o Chefe da 1ª. Seção, a informações a esse respeito.
escala dos oficiais para o serviço de inquéritos e comissões. 2- Expedir aos corpos, com as necessárias antecedência, as
11- Organizar mensalmente a escala dos oficiais que concorrem requisições de serviço, depois de aprovadas pelo Chefe do
no serviço diário. Estado Maior.
12- Assinar por ordem, (P.O.), no impedimento do Chefe do 3- Guardar no arquivo próprio, as partes, mapas diários, roteiros
Estado Maior o expediente em que forem lançados despachos e outros papeis enviados.
visando esclarecimentos, a fim de levá-los à despacho do 4-
Comandante Geral. 5-
13- Ter sob sua imediata direção e fiscalização o correio, 6- Manter um mapa-carga dos moveis e utensílios da seção.
arquivo e rádio-comunicações, esforçando-se pelo seu regular e 7- Fiscalizar o trabalho de seus auxiliares.
eficiente funcionamento. 8- Ter a seu cargo o livro de registro de informações de oficiais
14- Orientar os serviços do Estado maior, coordena-los, de que trata o Regulamento de Promoções.
sistematiza-los e fiscalizar-lhes a execução. 9- Organizar, sob as vistas do Sub-chefe do Estado Maior, o
15- Apresentar ao Chefe do Estado Maior, até 15 de Janeiro de boletim diário.
cada ano, um relatório dos trabalhos e estudos feitos pelas 10- Distribuir aos corpos e serviços o boletim diário.
seções no ano anterior, formulando as observações que julgar 11- Inspecionar assiduamente não só os diversos serviços da
indispensáveis para maior rendimento futuro. Seção como também os serviços externos fornecidos pelos
16- Estudar e dar parecer sobre os assuntos submetidos à corpos, comunicando ao Sub-chefe do Estado Maior todas as
despacho do Chefe do Estado Maior e que lhe forem confiados. faltas ou irregularidades que encontrar.
17- Fazer afixar em lugar apropriado uma relação da residência 12- Manter em dia um fichário:
dos oficiais do Estado Maior. a) de apresentação de oficiais de toda a Força:
Parágrafo único - Nos impedimentos do Sub-Chefe do Estado b) dos desertores em diversas situações (presos, condenados e
Maior, será ele substituído pelo Chefe de Seção mais graduado foragidos);
ou mais antigo. c) das praças processadas pela J.M.S., e pela Justiça Comum;
d) dos presos civis recolhidos aos quartéis à disposição da
DO CHEFE DA CASA MILITAR E AJUDANTES DE justiça comum ou cumprindo sentença;
ORDEM f) de todas as praças da Força, com designação da unidade e
outras anotações.
Art. 114 - O Chefe da Casa Militar do Governo do Estado e 13- Colaborar com as outras seções, tendo em vista que a estrita
Ajudantes de Ordem serão de livre escolha do Governador do cooperação entre os órgãos do Estado Maior facilita as decisões
Estado, competindo-lhes os deveres e atribuições que lhes forem do comando.
cometidas por essa autoridade. 14- Solicitar às demais seções do Estado Maior e arquivo as
Parágrafo único - Os oficiais da Casa Militar serão incluídos no informações de que necessitar para o bom andamento do
Estado Maior para os demais efeitos. serviço.
15- Organizar, por semestre, o índice geral do boletim, por
DOS AJUDANTES DE ORDEM DO COMANDANTE ordem alfabética, não só das epigrafes como dos nomes dos
GERAL oficiais e praças.
16- Registrar todas as ordens e recomendações especiais do
Art. 115 - Os Ajudantes de Ordem do Comandante Geral são Comandante Geral.
de sua livre escolha, competindo-lhes: 17- Propor as praças para preencher as vagas na Seção.
1- Acompanha o Comandante Geral em todas as solenidades e 18- Providenciar na aquisição de passagens e transportes.
atos de serviço. 19- Providenciar no transporte de pessoal na Capital, dirigindo-
2- Transmitir fielmente as ordens verbais recebidas do se quando necessário ao Serviço de Intendência.
Comandante Geral e guardar absoluto sigilo sobre as que forem 20- Comunicar às unidades do interior as determinações e
de natureza reservada. publicações dos boletins que exijam execução imediata.
3- Rondar as guardas, patrulhas, etc., por iniciativa própria ou 21- Redigir toda a correspondência com a repartição de Policia e
por ordem do Comandante Geral, participando-lhe as Justiças comum e militar no que se relacione com os
irregularidades que encontrar. destacamentos, testemunhas, réus , diligencias, etc...
4- Auxiliar o Chefe do Estado Maior, quando lhe for 22- Manter escalas de comissões diversas.
determinado, e encarregar-se de quaisquer outras tarefas 23- Autenticar copias de documentos extraídos na seção.
ordenadas pelo Comandante Geral. 24- Confeccionar a correspondência com as Delegacias de
5- Em suas faltas ou impedimentos os Ajudantes de ordens serão Policia no que concerne aos destacamentos.
substituídos pelos subalternos que o Comandante Geral 25- Registrar as apresentações das praças, com declaração das
designar. unidades, procedência, motivo, etc...
26- Fazer os pedidos do material de expediente para a Seção.
Da 1ª SEÇÃO DO ESTADO MAIOR 27- Manter uma relação nominal, alfabética, das praças
excluídas por má conduta, expulsão, etc., com declaração das
Art. 116 - A esta seção, alem das atribuições que lhe forem datas, unidades e motivos.
cometidas pelo Comandante Geral, compete redigir e expedir as
Instruções e ordens do Comandante Geral e do Chefe do Estado Art. 118 - Anexo à 1ª. Seção funcionara a tipografia.
Maior que disserem respeito ao movimento de pessoal ao seu

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DA 2ª SEÇÃO DO ESTADO MAIOR 2- Reunir os apontamentos necessários á organização do
relatório anual da Brigada.
Art. 119 - Esta Seção, alem das atribuições que lhe forem 3- Preparar e expedir a correspondência reservada, secreta e
cometidas pelo Comandante Geral, incumbe-se das inclusões de criptográfica.
voluntários, dos assentamentos de oficiais, das cadernetas de 4- Informar a documentação com as apreciações que julgar
identidade, do fichário de sargentos e da elaboração dos cabíveis em face das leis e regulamentos.
almanaques de oficiais e de sargentos. 5- Executar as ordens do Sub-Chefe do Estado Maior relativas
Art.120 – Ao Chefe da 2ª. Seção compete: aos diferentes serviços da Seção.
1- Reunir os documentos recebidos na Seção e apresentalos ao 6- Responder pela regularidade dos serviços que lhes estão
Sub-Chefe do Estado Maior a quem prestara as informações afetos.
necessárias. 7- Organizar a coletânea da legislação em vigor.
2- Velar pela boa ordem, conservação dos moveis, utensílios e 8- Emprestar a sua colaboração ás demais seções do Estado
outros objetos pertencentes à Seção, conservando em seu poder Maior.
o livro de carga. 9- Redigir, assinar e entregar ao Sub-Chefe do Estado Maior os
3- Executar pontualmente todas as ordens do Chefe e Sub-Chefe atestados mandados passar em virtude de requerimento.
do Estado Maior relativas aos diferentes serviços da Seção. 10- Indicar ao Sub-Chefe os auxiliares para servir na Seção.
4- Informar os documentos que lhe forem distribuídos, citando a 11- Manter um mapa-carga dos móveis e utensílios da Seção.
lei ou regulamento referente ao caso corrente e emitindo o seu 12- Fiscalizar os trabalhos de seus auxiliares.
parecer. 13- Ter a seu cargo o livro registro de informações de oficiais de
5- Elaborar trimestralmente a relação dos oficiais que devam que trata o Regulamento de Promoções.
concorrer ao sorteio para o C.J.P., remetendo-a à Auditoria antes 14- Manter em dia o fichário dos oficiais e praças da reserva e
do fim do trimestre. reformados.
6- Escriturar as alterações dos oficiais do Estado Maior e dos 15- Manter afixada numa das dependências da Seção uma
oficiais do Exercito em comissão na Força. relação das residências dos elementos da Seção.
7- Catalogar, por ordem cronológica, as alterações de todos os 16- Fazer os pedidos de expediente para os serviços da Seção.
oficiais, enviadas pelas unidades e serviços.
8- Registrar em brochura todas as ordens e recomendações DA 4ª SEÇÃO DO ESTADO MAIOR
especiais do Comandante Geral.
9- Conservar afixada uma das dependências da Seção a relação Art. 123 - Esta Seção, além das atribuições que lhes forem
das residências dos auxiliares da Seção e dos oficiais que servem cometidas pelo Comandante Geral, incube-se dos assuntos
na Capital. concernentes á instrução da Força e ao estudo e confecção de
10- Registrar no livro competente, à vista de documentos, todo o regulamentos.
pessoal que tiver de ser inspecionado de saúde.
11- Encaminhar à Junta Médica da Q.G., nos dias e horas Art. 124 - Ao Chefe da 4ª. Seção compete:
fixados, acompanhados dos documentos correspondentes, os 1- Preparar os elementos da decisão do Chefe do Estado Maior
oficiais, praças e civis cuja inspeção de saúde for determinada no que concerne á instrução dos corpos de tropa e serviços.
em boletim ou ordenada verbalmente por quem de direito. 2- Estudar os assuntos pertinentes á organização e dotação de
12- Organizar os processos de inclusão dos voluntários incluídos material (técnico e de campanha) da Brigada Militar.
nas unidade da Capital. 3- Examinar os programas de instrução das unidades e serviços e
13- Manter alterado o livro controle de distribuição dos oficiais, propor ao Chefe do Estado Maior as modificações necessárias
com designação das unidades onde servem. no sentido de obter unidade de doutrina.
14- Ter sob sua guarda uma redação de todos os oficiais adidos 4- Estudar a organização da Brigada, confeccionado os mapas
em outras unidades. respectivos, após a provação do Chefe do Estado Maior.
15- Elaborar o almanaque dos oficiais, aspirantes, subtenentes e 5- Realizar os estudos e experiências que lhe forem
sargentos, fazendo as necessárias anotações para que a sua determinados e que se relaciona diretamente com a instrução da
distribuição seja realizada ate 31 de março de cada ano. tropa.
16- Indicar ao Sub-Chefe do Estado Maior as praças necessárias 6- Sugerir ao Chefe do Estado Maior as providências que se
ao serviço da Seção. fizerem necessárias para maior rendimento da instrução na
17- Manter rigorosamente em dia o fichário dos sargentos, com tropa.
os dados individuais necessários e os respectivos destinos. 7- Estudar e propor as modificações a introduzir na escrituração
18- Fornecer as cadernetas de identidade aos militares e pessoas da instrução, no sentido de uniformizá-la e mantê-la em
de suas famílias de acordo com as instruções em vigor. harmonia com a adotada no Exército.
19- Organizar mensalmente as relações dos voluntários 8- Organizar o projeto das diretrizes, submetendo-o ao Chefe do
incluídos e dos civis contratados nas unidades e serviços da Estado Maior para sua elaboração definitiva.
Capital, para fins de remessa à Circunscrição de Recrutamento. 9- Informar, constantemente, o Chefe do Estado Maior sobre a
20- Rubricar as alterações dos oficiais, aspirantes e sub-tenentes, marcha da instrução na tropa, mediante dados fornecidos pelas
organizadas peal Seção. unidades e serviços.
10- Organizar gráficos de freqüência e aproveitamento da
DA 3ª SEÇÃO DO ESTADO MAIOR instrução nas unidades especiais e tropa em geral.
11- Manter, no âmbito da Seção, um arquivo e uma biblioteca
Art. 121 - Esta Seção, além das atribuições que lhe forem técnico-profissional.
cometidas pelo Comandante Geral, incumbe-se: da
correspondência com as autoridades estranhas à Força, do DO CORREIO
relatório anual da Força, da correspondência secreta e sigilosa,
criptografia e de boletim reservado. Art. 125 - O correio terá como encarregado um oficial
subalterno a quem cabe:
Art. 122 - Ao chefe da 3ª. Seção compete: 1- Receber toda a correspondência oficial destinada á Força.
1- Preparar o expediente geral da corporação com as autoridades 2- Distribuir a correspondência das diversas seções do E.M..
estranhas, com execução do que cabe á lª. Seção.

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3- Expedir toda a correspondência que lhe for entregue pelas 7- Indicar os elementos que estiverem em condições para seus
seções. auxiliares.
4- Entregar a correspondência ás Seções somente mediante guia 8- Propor a substituição das praças que não convenham ao
de entrega, que será arquivadas na própria repartição para provar serviço.
o recebimento e fornecendo ao Sub-Chefe uma cópia dessas 9- Prestar todas as informações que lhe forem determinadas pelo
guias. Comandante Geral, Chefe e Sub-Chefe do Estado Maior.
5- Entregar ao Chefe do Estado Maior , registrando em
protocolo especial toda a correspondência de caráter sigiloso. DO INSPETOR DAS BANDAS DE MÚSICA
6- Fazer fichas dos requerimentos que entrarem, fazendo constar
na mesma o nome e graduação do requerente, data do Art. 129 - O Inspetor das Bandas de Música é de livre
requerimento, número de ordem da entrada, objeto, documentos nomeação do Governador do Estado, mediante proposta do
anexos, registro de todos os movimentos, arquivando finalmente Comandante Geral.
a ficha. § 1º - Terá a graduação de 2° tenente e será selecionado entre os
7- Retirar ou mandar retirar diariamente do Departamento dos mestres de musica e 1°s sargentos músicos da Força, mediante
Correios e Telégrafos toda a correspondência destinada á Força, concurso regulado por lei.
assim como a destinada aos elementos do Quartel General. § 2º - O Inspetor das Bandas será diretamente subordinado ao
8- Fazer entregar em guia ao comandante do contingente do Chefe do Estado Maior.
Quartel General a correspondência das praças que nele servem e,
pessoalmente, aos oficiais. Art. 130 - Ao Inspetor das Bandas compete:
9- Não receber correspondência particular que não esteja selada 1- A direção das Bandas de Musica, de corneteiro e de clarins de
nem tomar a si a selagem da mesma. toda a Corporação.
10- Observar cuidadosamente a conduta de seus auxiliares, 2- Esforçar-se para que os movimentos e mais atos do conjunto
propondo ao Chefe do Estado Maior, por intermédio do Sub- das Bandas revistam-se do cunho marcial característico das
Chefe, a substituição daqueles que não produzam Bandas Militares.
convenientemente ou que não guardem o imprescindível sigilo 3- Fazer a redução das partituras e extrair-lhes as partes.
sobre os assuntos divulgados na repartição. 4- Indicar aos ajudantes, nos corpos de Tropas, as praças em
11- Ser discreto no exercício de suas funções, guardando condições de serem aprendizes, assim como as que podem ser
absoluta reserva sobre os assuntos de que tomar conhecimento classificadas ou promovidas de classe.
em razão de sua função. 5- Organizar os programas das retretas que o conjunto de
12- Dirigir o Correio de conformidade com as disposições deste Bandas da Brigada tiver que executar.
Regulamento e com as ordens do Chefe do Estado Maior, sendo 6- Propor a compra de musicas, instrumentos e outros materiais
responsável direto pelo seu funcionamento e rendimento. necessários às Bandas.
13- Entregar a correspondência ao Departamento dos Correios e 7- Fazer organizar e conservar em dia o catalogo das musicas
Telégrafos em guia e em três vias: uma destinada ao próprio das diferentes Bandas.
Departamento, outra para o seu arquivo e a última para instruir a 8- Observar com o máximo interesse o procedimento e
demonstração da despesa feita com a aquisição de selos. Nas habilitação dos músicos e aprendizes, a fim de poder informar a
duas últimas deverá constar o carimbo-recibo do Departamento respeito às autoridades competentes.
dos Correios e Telégrafos.
14- Entregar ás unidades e serviços da Capital a correspondência DO COMANDANTE DO QUARTEL GENERAL
mediante guias onde constem recibos passados pelos estafetas
respectivos. Art. 131 - A fim de assegurar o serviço concernente à instalação
15- Entregar, mediante protocolo portátil, a correspondência e guarda do Q.G. será designado um 1° Tenente Comandante do
para outros destinos. Quartel General, diretamente subordinado ao Chefe do Estado
Maior.
DO ARQUIVO DO QUARTEL GENERAL
Art. 132 - Compete ao Comandante do Quartel General:
Art. 126 - O Arquivo do Quartel General tem por finalidade: 1- A defesa do Q.G.
1- A guarda, organização e conservação dos documentos que 2- A ordem, disciplina e policia do Q.G.
lhes forem confiados, facilitando e assegurando a consulta dos 3- O asseio e conservação do edifício onde ele funciona.
mesmos em qualquer tempo. 4- A organização e alteração do mapa carga do material sob sua
2- As buscas e pesquisas no Arquivo Público, no Arquivo da responsabilidade.
Secretaria da Fazenda ou de outras quaisquer repartições 5- Fazer compras diretas do material necessário à execução de
públicas, sempre que isso se torne necessário. obras de reparação, etc.; ordenadas pelo Chefe do Estado Maior.
6- Somente entregar objetos de sua carga por ordem do Chefe do
Art. 127 - O Arquivo funciona sob a direção do Chefe do E.M. e mediante recibo.
Estado Maior e a fiscalização do Sub-Chefe, tendo como 7- Examinar cuidadosamente todos os artigos que receber.
encarregado um oficial subalterno. 8- Comunicar ao Chefe do E.M. o estrago ou extravio de
qualquer objeto de sua carga.
Art. 128 - Ao encarregado do arquivo incube: 9- Obedecer às disposições regulamentares para entrega da
1- A exatidão, ordem e conservação do arquivo. carga.
2- Seu perfeito funcionamento e rendimento, sendo diretamente 10- Fazer os pedidos necessários ao funcionamento da Copa do
responsável pelo retardamento de qualquer informação. Quartel General e dos demais materiais necessários.
3- Não permitir a retirada de documentos sem que sejam
satisfeitas as exigências previstas nestas disposições. Art. 133 - As atribuições de que trata o numero 3 não atingem o
4- Observar rigorosamente o horário de serviço e exigir que os interior das dependências que tenham responsáveis diretos, com
seus auxiliares o observem. os quais entrara em entendimento para a execução das mesmas.
5- Manter perfeitamente relacionados os móveis, utensílios,
regulamentos e outros objetos pertencentes á repartição.
6- Distribuir os trabalhos entre os seus auxiliares.

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Art. 134 - O Comandante do Quartel General comandara o Art. 140 - Compete ao encarregado da Tipografia:
Contingente respectivo, tendo por auxiliar um 2° tenente e mais 1- Manter perfeitamente relacionado o material a cargo da
o seguinte: Tipografia.
1- Para defesa do Quartel General: 2- Observar rigorosamente o horário de serviço e exigir que seus
a) Normalmente, a guarda do Q.G. fornecida diariamente pelas auxiliares o observem.
unidades da Capital; 3- Indicar os elementos em condições de preencher as vagas que
b) Eventualmente, os reforços que forem postos à sua se verificarem na repartição.
disposição. 4- Propor a substituição das praças que não convenham ao
2- Para a manutenção da ordem, disciplina e policia; serviço.
a) A guarda do Q.G. 5- Providenciar sobre o material necessário ao funcionamento da
b) As praças estritamente necessárias do Contingente. Tipografia.
3- Para o asseio e conservação do edifício: 6- Não aceitar nenhum serviço sem o respectivo pedido
a) Praças do contingente: despachado pela Sub-Chefia do E.M..
b) Elementos civis eventualmente contratados ou admitidos para
isso. CAPITULO III
SERVIÇO DE FUNDOS
Art. 135 - Em casos de perturbação da ordem pública, a atuação
do Comandante do Quartel General regular-se-á por instruções Art. 141 - O Serviço de Fundos destina-se a prover as
particulares dadas pelo chefe do Estado Maior. necessidades pecuniárias da Brigada Militar e assegurar o
emprego regular dos recursos financeiros geridos pelos diversos
Art. 136 - O oficial de dia ao Quartel General, fora das horas de órgãos administrativos .
expediente, entrara em entendimento com o Comandante do Parágrafo único - As funções e atribuições do pessoal do
Quartel General sempre que os serviços que lhe estão afetos o Serviço de Fundos são previstas em regulamento próprio.
exigirem, competindo ao ultimo as decisões, nos assuntos de sua
alçada. Art. 142 - O Serviço de Fundos terá a seguinte organização:
a) Gabinete (Chefia
Art. 137 - As Radio-comunicações destinam-se à (Sub-Chefia
intercomunicação de Força e compor-se-ão de uma estação b) Tesouraria
Central e das estações necessárias no interior do Estado. c) Pagadoria
Parágrafo único - Em casos especiais o Comandante Geral d) Seções
poderá autorizar, cumpridas as disposições legais, o e) Protocolo e Arquivo
funcionamento de outras estações em serviços estranhos à f) Portaria
Corporação.
Art. 143 - Ao Chefe do serviço de Fundos, alem das atribuições
Art. 138 - O encarregado da Radio-comunicação fica constantes do Regulamento do serviço, cabem, também, as
diretamente subordinado à Chefia do E.M., competindo-lhe: correspondentes aos Comandantes de corpos.
1- Superintendente a todo o serviço de radio-comunicação e o
material necessário ao seu funcionamento. CAPITULO IV
2- Apresentar sugestões ao chefe do E.M., visando o SERVIÇO DE INTENDÊNCIA
aperfeiçoamento do serviço, tanto no que diz respeito ao pessoal
como ao material. Art. 144 - O Serviço de Intendência é o órgão encarregado do
3- Determinar e fiscalizar os trabalhos das oficinas do serviço. aparelhamento material de Tropa e dos Serviços, incumbindo-
4- Providenciar junto às oficinas especializadas locais para a lhe fornecer fardamento, equipamento, arreamento, material de
execução de quaisquer trabalhos que não possuam ser feitas nas campanha, utensílios, etc..
oficinas da Força.
5- Participar ao Chefe do E.M. as irregularidades que não puder Art. 145 - O Serviço de Intendência terá a seguinte composição:
solucionar . (Chefia
6- Baixar instruções referentes ao trafego das estações, a) Gabinete (Sub-Chefia
estipulando horário, etc.. (Secretaria
7- Propor as transferências necessarias do pessoal. b) Seção de Contabilidade
8- Providenciar para que a correspondência radio-telegrafica c) Seções
tenha seu escoamento com a máxima brevidade possível. d) Contingente ou formação
9- Exercer ação disciplina sobre o pessoal, fazendo observar as e) Tambo e invernadas
normas de disciplina e as regras estabelecidas para as radio-
comunicações nos regulamentos, decretos, avisos, etc.. Art. 146 - As funções e atribuições do pessoal do Serviço de
10- Exigir a maior discreção e sigilo por parte dos radio- Intendência constarão de Regulamento próprio.
telegrafistas.
11- Fazer observar os preceitos regulamentares quanto à Art. 147 - Ao Chefe do Serviço de Intendência, alem das
linguagem radio-telegrafica. atribuições constantes do Regulamento do serviço, cabem,
12- Ter um mapa carga de todo o material sob sua também, as correspondentes aos comandantes de corpos.
responsabilidade.
CAPITULO V
DA TIPOGRAFIA SERVIÇO DE SAÚDE E VETERINÁRIA

Art. 139 - A Tipografia destina-se a executar os trabalhos Art. 148 - O Serviço de Saúde e Veterinária, é um órgão técnico
concernentes ao ramo necessários ao serviço da Força. e de execução, encarregado da previsão, preparação e execução
Parágrafo único - O encarregado da tipografia fica subordinado de tudo que se relacione com a saúde do pessoal e dos animais
ao estado Maior por intermédio da 1ª. Seção. da Força.

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Parágrafo único - O Serviço de saúde e Veterinária tem por Art. 158 - O Estabelecimento de Subsistência terá a seguinte
finalidade: organização:
a) a aplicação dos preceitos de higiene à conservação da saúde (Chefia
da Tropa. a) Gabinete (Sub-Chefia
b) O tratamento dos militares e assemelhados. (Contadoria
c) O reaprovisionamento em material sanitário dos corpos e b) Seção de compras
órgãos da saúde e veterinária. c) Armazéns
d) A vigilância sanitária e o tratamento dos animais doentes. d) Padaria
e) O recrutamento e a preparação de praças para as funções e) Torrefeção de café
especializadas de saúde.
Art. 159 - Este serviço terá regulamento próprio.
Art. 149 - O Serviço de Saúde e Veterinária será regido por Parágrafo único - Ao Chefe do Estabelecimento, alem das
Regulamento