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Meu nome é Jonas Daniel Valério Viana, nasci no dia 16 de maio de 1992 na cidade de Fortaleza-CE, moro com meus pais e com minha avó paterna desde quando nasci na casa 93 da Rua 24 do Conjunto Beira Rio que fica situado no Bairro Vila Velha. Sou o filho mais novo de meus pais, tenho duas irmãs (Ana e Michelle) e um irmão (Vicente). Atualmente estou cursando Letras-Português/Literatura na Universidade Federal do Ceará (UFC).

Bom, colocar no papel um pouco do que você já viveu é uma tarefa difícil, pois ao ver uma folha em branco para exercer tal atividade surgi a pergunta: “O que devo colocar e o que não devo colocar?”. A partir de agora minhas mãos trabalharão para minhas lembranças, para minha memória e para as experiências que já vivi, que seja colocado no papel não tudo, mas um pouco de mim.

Sempre estudei em escola pública e ao ingressar na E.E.F.M. DONA HILZA DIOGO DE

OLIVEIRA conheci pessoas fascinantes que me mostraram como é bom ter amigos e compartilhar experiências. Nessa escola Conquistei verdadeiras amizades.

A minha vida estudantil foi tranqüila, pois sempre fui um bom aluno, segundo os

meus professores, e nunca fiquei de recuperação. Ao chegar no 3° ano do ensino médio tive que tomar decisões importantes para minha vida, como, por exemplo, fazer um curso de nível superior em uma universidade pública. Para que eu obtivesse êxito, decidi matricular-me no Projeto Novo Vestibular (PNV), um cursinho que é um projeto de extensão da UFC coordenado e organizado por alunos da mesma universidade com o intuito de preparar alunos oriundos de escola pública para fazer o vestibular, esse curso fica situado no campus do Benfica onde funciona o curso de História.

A minha experiência no PNV foi muito importante porque foi a partir dela que pude

conhecer melhor o que é a universidade e qual o papel dela para a sociedade. Não fui

preparado só para o vestibular, fui preparado para exercer meu papel de cidadão, um dos objetivos desse cursinho é formar cidadãos.

O ano de 2009 foi marcante em minha vida, fazia o 3° ano de manhã, trabalhava no

período da tarde e tinha aula no PNV de noite. No segundo semestre desse mesmo ano passei no curso de Português do Instituto Municipal de Pesquisa, Administração e

Recursos Humanos (IMPARH) e tive que deixar de trabalhar no período da tarde. Passei, então, a fazer o 3° ano de manhã, IMPARH à tarde e PNV à noite, como só

tinha aula no IMPARH duas vezes na semana eu usava as tardes livres para aprofundar

o conhecimento nas matérias específicas, Português e História, do curso que iria

tentar na UFC. Eu trabalhava em uma confecção de roupa feminina e com o dinheiro que ganhava ajudava minha família e pagava as despesas do cursinho.

Passei de primeira, graças a Deus, no curso de Letras-Português turma 2010.2, sendo

o único estudante da minha escola a passar no vestibular no ano de 2009. A alegria

da minha família, dos meus amigos e dos meus professores tanto do colégio quanto do PNV foi imensa. Sou o único membro da minha família que faz um curso superior.

A ficha demorou a cair, pois eu não acreditei que era realmente um universitário até

ter o meu primeiro dia de aula na academia. Durante os seis meses que passei esperando minhas aulas começarem busquei conhecer mais o meu curso, o ambiente

em que iria estudar e um pouco do que iria aprender nas primeiras cadeiras da faculdade. Fiz amigos de curso antes mesmo de entrar na universidade.

Ao passar no vestibular, alguns estudantes sentem muita dificuldade em se adaptar a todo o universo acadêmico, eu não senti tanta, pois havia feito amigos de curso, escutado relatos e havia sido avisado no PNV sobre como funcionava mais ou menos os cursos das áreas das Humanas e isso me ajudou bastante a fazer novas amizades com facilidade.

Durante todo o tempo que passei estudando para o vestibular busquei não me distanciar muito da Igreja Católica a qual faço parte, tentei não faltar às missas de domingo, pois foi a partir delas que pude compreender a importância de uma religião para o homem. Após as missas eu e meus amigos tínhamos momentos de descontração, colocávamos os assuntos em dia e pedíamos a Deus para abençoar a semana que se iniciava. Essa tradição se repete até hoje.

Em janeiro de 2010, conheci a Comunidade Católica Shalom. Foi uma graça muito grande em minha vida, pois pude aprofundar o meu conhecimento sobre a Igreja e pude conhecer pessoas com experiências de vida bem diferente da minha e outras com experiências parecidas. Participo de um grupo de oração em que todos nós, membros, nos conhecemos pelo nome e temos um relacionamento bastante saudável

e solidário, graças a Deus. 2010 foi o ano em que mais participei de eventos católicos.

Eu tenho um sonho de ir estudar em outro país e para conquistá-lo sei que devo trabalhar muito, por isso busco sempre exercer o meu papel de estudante com eficácia. Graças a Deus, o meu 1° semestre da faculdade foi tranqüilo, obtive

rendimento satisfatório nas disciplinas cursadas e participei de grupos de estudo para conhecer quais caminhos poderei seguir. Foi numa dessas minhas experiências de grupo de estudo que conheci Sara, uma estudante muito solícita e cheia de vontade de ajudar. Ela articulou no semestre 2010.2 o grupo “Estudando uma Nova Literatura” que tinha como temática Literatura e Sociedade. Comecei a participar das reuniões sem entender bem o que estava acontecendo, mas aos poucos compreendi que não era apenas um grupo para estudar Literatura numa perspectiva social, era um grupo em que o estudante poderia desenvolver suas habilidades sociais e dividir suas experiências. Esse grupo foi diferente de todos os outros que participei, pois a partir dele pude compreender que mais vale a cooperação do que a individualidade. Conheci um pouco do método de aprendizagem cooperativa e com o apoio da articuladora decidi tentar a bolsa da Coordenadoria de Formação e Aprendizagem Cooperativa (COFAC). Acredito que esse método de aprendizagem pode ser desenvolvido em salas de aula, como minha graduação é Licenciatura o conhecimento em aprendizagem cooperativa será uma ferramenta que levarei para toda a minha vida tanto profissional como pessoal.

Estou feliz com o meu curso e com certeza pretendo concluí-lo. Gosto de estudar Literatura que é Arte, mas também gosto de estudar a linguagem numa perspectiva científica através da Lingüística. Tenho bons amigos e freqüento assiduamente toda terça-feira o meu grupo de oração da Comunidade Shalom. Minha vida é simples e cheia de momentos felizes, um desses momentos foi a semana em que estive na 2° etapa do processo seletivo da COFAC. Conheci pessoas novas, fiz amizades e aprendi muito sobre a aprendizagem cooperativa. Uma semana gratificante e que ficou marcada em minha vida.

Meu nome é Gustavo Ewerson. Sou natural do município de Pentecoste, localizado no Vale do Curú. Tenho 21 anos. Sou filho de José Augusto e Edna Maria. Assim como eu, minha mãe também é natural de Pentecoste, mais especificamente o distrito de Mulungu. Já meu pai, que é policial militar reformado, é natural de Fortaleza, mas morou desde pequeno na cidade de Pentecoste (sede). Seguindo a profissão de meu pai, meu irmão Augusto Everton também é policial militar lotado aqui mesmo na capital. Ainda tenho uma irmã casada que se chama Davilla Dayana.

Amo minha terra natal, principalmente o sertão. Sempre costumo visitar o sítio de meus avôs e de meus tios. Valorizo a tradições culturais e folclóricas da minha terra, tais como: os reisados, as festas juninas e o toque das sanfonas.

Morei em Pentecoste até aos meus 11 anos. Minha infância foi extraordinária. Pude deleitar-se ao máximo da vida interiorana. Brinquei e me diverti muito tanto no ambiente familiar quanto no escolar. Em suma, não tenho o que reclamar dessa fase da minha vida.

Quando criança, fui educado em ambiente religioso. Minha mãe e minha irmã são evangélicas. Seguindo elas nos dogmas da religião protestante, adquiri valores morais que levo para toda a minha vida. A fé cristã trouxe para minha personalidade virtudes, tais como: respeito ao próximo, humildade, brandura e cordialidade. Foram várias experiências coletivas proveitosas, desde reuniões de grupos pequenos até gigantescos congressos e assembléias (encontros com mais 20 mil pessoas). Um fato marcante foi poder notar o tamanho entusiasmo pra cantar os cânticos de louvores. Muitas vezes, tive privilégio de pronunciar discursos.

Atualmente, moro em Fortaleza. Já faz dez anos que resido na capital. Minha adaptação nas escolas da capital foi boa. Estudei em vários colégios, dentre eles, o que mais me cativou foi o Liceu do Ceará. Lá pude desenvolver meus dotes musicais. Participei da Banda Marcial do Liceu do Ceará na qual toquei o instrumento caixa. A minha participação nesse grupo musical foi proveitosa, pois adquiri experiências de trabalho em equipe e ajuda mútua.

No final do ensino médio me dediquei ao vestibular. Um dos projetos que mais me deram satisfação. Estudei intensamente durante muito tempo e no final do ano de 2009 prestei vestibular para UECE e UFC. Quando saiu o resultado dos vestibulares, comemorei muito, pois vi que uma boa parte da minha vida dedicada aos estudos trouxe um resultado vital: a aprovação nas duas principais universidades do estado do Ceará. Após vários dias de ponderação, optei pela UFC.

E desde então, sou estudante do curso Letras Português-Italiano na Universidade Federal do Ceará. Amo meu curso e pretendo me dedicar a Literatura e a Língua Italiana. Ingressei ao curso de letras com objetivo de me tornar professor. Gosto de

compartilhar conhecimento e será muito gratificante me tornar um profissional da educação.

Além disso, gosto muito de expressões artísticas, tais como: teatro, música, cinema, pintura, e, especialmente, literatura (poesia). Ademais, dedico-me a estudar filosofia. Nessa área de saber, estudo principalmente a corrente de pensamento Existencialista. Desde pequeno, tenho fascínio por línguas estrangeiras, especialmente a língua Italiana. Nas horas livres, trabalho como designer gráfico.

Foi muito agradável conhecer este admirável mundo novo que é a universidade. Diferentemente do ensino médio a universidade é um leque de caminhos a trilhar. Nesses caminhos, gerencio um blog de humor referente ao curso de Letras, Folha do Bosque. Sendo o bosque Moreira Campos o espaço mais sociável do campus do Benfica, onde é o ponto preferencial de discussões acadêmicas. Além de ser local de lazer, namoro e muita cultura. Girando entorno disso, criei o blog para divulgar de forma descontraída as notícias, as informações e quaisquer fatos fúteis do Curso de Letras da UFC, Bosque Moreira Campos, Casas de Cultura Estrangeiras e a UFC em geral. Além disso, o blog tem por escopo levantar discussão, reflexão e problematizar temas relacionados com vida estudantil, magistério, literatura, linguística, filosofia e áreas das ciências humanas afins. Hoje o blog conta com mais de oito mil acessos em pouco mais de quatro meses de funcionamento.

Apesar de eu viver numa metrópole, na qual os valores individuais se sobrepõem aos coletivos, tive facilidade de criar vínculos. Nas escolas na qual eu estudei sempre criei laços de amizade que se estenderam ao ambiente extra-escolar. Na universidade esses laços aumentaram em proporções gigantescas, pois a universidade é mais que ensino, é uma rede de relacionamento. Desse modo, após compartilhar uma paixão que é poesia, estou desenvolvendo com mais dois colegas de curso um grupo de estudo sobre o poeta pernambucano Augusto dos Anjos.

Após vários meses de pesquisa e estudo sobre Fernando Pessoa, pretendo realizar uma célula de estudo para facilitar a compreensão da poesia do poeta Luso e, conseqüentemente, promover uma integração dos meus colegas ao ambiente acadêmico. Além do mais, colocar em prática a metodologia da aprendizagem cooperativa.

Na universidade, através do processo de seleção da COFAC, pude conhecer melhor o mais belo programa educacional do Brasil, o PRECE. Apesar de sempre estar nas localidades próximas do Cipó, só agora pude conhecer deveras a essência do programa. Desde então, descobri histórias de pessoas fortes, sobretudo, sertanejos que aspiram uma vida melhor. Não há nada mais gratificante que compartilhar uma vitória, um objetivo alcançado e uma história de sucesso.

Portanto, a Universidade Federal do Ceará significa meu projeto de vida. Meus projetos estão sendo desenvolvidos nela. Os meus vínculos com essa instituição serão eternos. Foi muito importante para minha formação profissional ter participado desse processo seletivo da COFAC. Em suma, tentei resumir os fatos mais importantes da minha história de vida. Desse modo, tentei também falar um pouco sobre minha índole, meus gostos e meus objetivos.