Você está na página 1de 14

c c 

  
 


 
 
 



  
 


c  

 

São restos de animais ou de plantas que viveram outrora na superfície terrestre, ou provas da
sua existência, que ficaram conservados principalmente nas rochas sedimentares.





  

Na fossilização os compostos orgânicos que constituem o organismo morto são substituídos


por outros mais estáveis nas novas condições. Estes podem ser calcite, sílica, pirite, carbono,
entre outros.

A fossilização é um processo muito lento e complexo!

Para que se dê a fossilização é necessário que o organismo fique rapidamente ao abrigo


dos agentes de erosão, o que acontece quando este ou algumas das suas partes
constituintes ou os seus restos são rapidamente cobertos por sedimentos. Este processo
desenvolve-se em quatro fases:

1- Quando morreram os animais depositaram-se no fundo do mar sendo rapidamente


cobertos por sedimentos;

2- Ao ficarem incorporados nos sedimentos sofreram os mesmos fenómenos de diagénese


e metamorfismo, fossilizando;

3- As rochas onde os fósseis se encontram incorporados sofrem modificações que fazem


elevar alguns estratos;

4- Os fósseis, devido à erosão ou a outros factores aparecem a superfície alguns milhões de


anos mais tarde.

c c 
  
 


 
 
 



  
 


?


  

pe acordo com as condições do ser vivo e do meio, podem ocorrer diversos tipos de
fossilização. Podemos classificar, simplificadamente, estes processos em três grupos:

ËY  - as partes duras dos organismos acabam por desaparecer deixando nas
rochas as suas marcas (impressões).
ËY !"#!$%& - os materiais originais que compõem o ser vivo são substituídos por
outros mais estáveis.
ËY c"'#(%& - o material original do ser vivo conserva-se parcial ou totalmente nas
rochas ou em outros materiais.

Em alguns casos excepcionais conservam-se organismos completos. Estas situações ocorrem


quando os seres ficam incluídos em materiais que os preservam do contacto com o ambiente
(em especial dos microorganismos). São exemplos destes materiais o petróleo, a resina
(âmbar) e o gelo (neve).

‘  



  
 
 ? 

A paleontologia é a ciência que estuda os organismos que povoaram a terra ao longo do


tempo e cujo os restos e marcas de actividade se encontram preservados nossedimentos.
O estudo dos organismos é de grande importância para a compreensão e estudo da história
da terra. Assim, a paleontologia interessa à biologia pois permite estudar a evolução do
seres vivos.

Para o estudo dos animais que outrora habitaram o planeta não são só os seus fósseis que
são importantes mas também as marcas deixadas da sua actividade ou seja, os rastos, as
pegadas e as pistas.
c c 
  
 


 
 
 



  
 



     

   
  
 

 
 

 


#)*%+'
,)'!('-

ї A lava é fluida (pouco viscosa), a libertação de gases é fácil e a erupção é calma, com
derramamento de lava abundante a altíssima temperatura.
ї A lava desliza rapidamente, espalhando-se por grandes distâncias.
ї Se houver declive acentuado, pode formar ͞rios͟ de lava, denomina das .##"/' 
( ou também '.'0(!.'.
ї Cones vulcânicos são baixos, pois a lava espalha-se por grandes superfícies.

c c 
  
 


 
 
 



  
 
1




#)*%+'
2*'!('-

ї As lavas são muito viscosas (pouco fluida), fluemcom dificuldade e impedem a libertação de
gases, ocorrendo por isso, violentas explosões.
ї pevido à sua viscosidade, a lava, por vezes, não chega a derramar constituindo estruturas
arredondadas, chamadas  '.
ї Noutras situações a lava solidifica mesmo dentro da chaminé, formando )3'().4"!.',
que podem mais tarde ficar a descoberto, por processos naturais.
ї Nas erupções explosivas os cones são essencialmente formados pela acumulação de
piroclastros.



#)*%+'!'/'-

їAssumem aspectos intermédios entre os descritos, observando-se fases explosivas que
alternam com fases efusivas;
ї Nas erupções intermédias formam-se cones mistos, em que alternam camadas de lava com
camadas de piroclastros;
ї As escoadas de lava são curtas;
ї A lava apresenta grau intermédio de viscosidade.
c c 
  
 


 
 
 



  
 
5




 
 



6)."!' '.)"0#!7/"))#'!)8 ,"9 "'().4"!.':).## "/#


#)*%+'

().4"!.')*9') #)*%&().4"!.;

'/,='!.
)<'/4".!
!*./!(! ')<'/4".!  *#/)#>c?
 !/!
 !/!
8@) #
:)"/ Compostos
ricos em ácido Gasoso Elevada (900)
clorídrico

8),/#

Actividade Compostos
fumarólica. ricos em Gasoso Elevada (100-300)
enxofre

Compostos
ricos em
8,/ Gasoso Elevada (100)
dióxido de
carbono
18AB!'#

Líquido
Água (jactos Elevada
intermitentes)
c c 
  
 


 
 
 



  
 
C

58'."//# D@"/
/# 
Água rica em
Líquido Por vezes elevada
sais minerais

c 

 

Os vulcões podem tornar-se realmente perigosos, uma vez que anulamente continuam a
matar cerca de 300 pessoas. Como não podemos controlá-los, resta ao Homem minimizar os
seus efeitos negativos e aprender a beneficiar das suas vantagens.
6"/"'
1-Solos férteis, bons para a agricultura;
2-Exploração de materiais valiosos (ouro, ferro, enxofre, diamantes);
3-Atracção turística (paisagem, vegetação);
4-Produção de energia eléctrica (conversão de energia geotérmica);
5-Utilização para fins medicinais (termas).
'("/"'
Catástrofes naturais, com perdas de vidas e alterações climáticas (efeito de estufa, chuvas
ácidas).


c  
 


 

Os componentes do ecossistema são os factores abióticos e bióticos.


Factores abióticos são factores ausentes da presença de seres vivos ou suas relações,
mas sim pelas propriedades físicas e químicas da biosfera (factores ambientais)
Factores bióticos são factores ocasionados pela presença de seres vivos ou suas
relações

c c 
  
 


 
 
 



  
 

‘ 
 
 
 


 
Os seres vivos podem viver em dois grandes ambientes: expostos ao ar (seres terrestres) ou
imersos na água (seres aquáticos). Existem, ainda, aqueles que vivem, em certas fases da sua
vida, em ambos os ambientes. Em qualquer destes ambientes estão sujeitos às condições
físicas. A / *#/)#, a 3) !, a ) !"'! e os ("/' são os principais factores
físicos ambientais. Em conjunto, determinam o clima de uma região. Uma espécie que não
tolere as condições físicas de um ecossistema não conseguirá sobreviver nele. Em
consequência, a comunidade, que é o conjunto das espécies que ocupam a mesma área, tem a
sua estrutura e limites controlados pelos factores físicos. Na realidade, estes factores são
interdependentes, o que torna difícil o seu estudo isolado.
A luz (radiação solar) é um dos principais factores que agem como determinantes do clima.
Actua directamente sobre os organismos, sendo a sua absorção pelas plantas fotossintéticas
de importância vital para a comunidade. A energia luminosa, transformada pelos
fotossintéticos em energia química, será distribuída pelos heterotróficos.
Os ambientes pouco iluminados têm poucas plantas (produtores) e são ocupados pelos
animais e pelos decompositores. É o caso das grandes cavernas e das grandes profundidades
oceânicas. A energia solar é também responsável pela manutenção da temperatura ambiental,
que representa um dos factores limitantes da distribuição dos organismos na Terra. As
actividades metabólicas são fortemente afectadas pela temperatura ambiental. Só os
mamíferos e as aves são homeotérmicos.
Existem animais e plantas que estão adaptados a regiões frias, outros a regiões quentes e
ainda os que suportam grandes variações da temperatura e conseguem sobreviver em regiões
com diferentes climas.
A temperatura decorrente da radiação solar afecta a evaporação da água. Esta, evaporando-
se, mantém a humidade do ar e constitui um ponto-chave no ciclo da água dos ecossistemas.
O vapor da água, ao encontrar regiões frias em altitude, condensa e origina a chuva.
Normalmente as regiões quentes apresentam alta pluviosidade, muita humidade e muita luz.
Estas condições são óptimas para o desenvolvimento de grandes florestas ricas em vegetais e
animais, como acontece nas florestas tropicais.
Um factor que pode alterar a temperatura ambiental e a distribuição das chuvas é o vento. Os
ventos podem estar relacionados directamente com o ciclo dos organismos vivos,
principalmente com os vegetais, que dele se utilizam para a polinização e também para a
disseminação das sementes.
Um outro factor ambiental que exerce influência nos organismos é o solo. Este é a base de
fixação das raízes das plantas, e é dele que estas retiram a água e os nutrientes inorgânicos
essenciais para a vida de todo o ecossistema. Encontramos também no solo substâncias
c c 
  
 


 
 
 



  
 


resultantes da decomposição dos organismos mortos. O solo é ainda o nicho ecológico de


muitos seres vivos subterrâneos.

 
 

 



%+'E!9/!.'

Nas relações que se estabelecem entre os seres vivos de uma comunidade, podemos
considerar #%+'!"/#8'*.=,!.', entre seres vivos da mesma espécie, #%+'
!"/#'*.=,!.', entre seres vivos de espécies diferentes.

ËY São exemplos de relações intra-específicas a.*#%& e . */!%&.

ËY Como relações interespecíficas consideram-se: cooperação


( )/)!' e '! <!'), . "'!' , *#'!/!' , *#%& e . */!%&.
c c 
  
 


 
 
 



  
 
F

Relações interespecíficas

E",=.!>G?7
%&
*#H)=$?)
<#!/9#!
!*'#%& !"!,#"/>?*#
2 *
>?)
''*B.!' 
,.)//!(>@?
*#'"%DE
I=:)"

Associação entre uma alga e um fungo, na


Simbiose 0
qual o fungo beneficia dos alimentos que a
alga produz e a alga beneficia da água que o
+/+ fungo absorve.
Cooperação J)#8"B "

Ao fixar-se na concha ocupada pelo paguro, a


Mutualismo F anémona beneficia de transporte gratuito e
de alimento (restos deixados pelo paguro),
enquanto o paguro beneficia da camuflagem e
+/+ da defesa da anémona.
)<#&8#B #

Comensalismo F A rémora beneficia de restos de alimento,


transporte e protecção, enquanto o tubarão
+/0 não é prejudicado nem beneficiado

J"/8*"/
Competição F
As plantas que crescem nos bosques
competem pela luz.
-/-

0
A/8#/
(predador) +/ -
Exploração Predação (para a
(presa) Na predação, uma espécie - a
espécie
predadora) predadora - mata outra - a presa - para se
alimentar.
c c 
  
 


 
 
 



  
 


0
(parasita)-/-
(para a c&8.##%
(hospedeiro)
Parasitismo espécie
parasita) No parasitismo, um ser vivo - o parasita - vive
à custa de outro - o hospedeiro.

%+' "/#8'*.=,!.'

Relação
Benefício (+), prejuízo (-)
Tipos de obrigatória (0)
ou indiferente (0) para as Exemplo
relação ou facultativa
espécies em presença A/B
(F)
@# !'8,# !'

Cooperação As relações de cooperação social


0
Social podem ocorrer a propósito do
alimento, da defesa, do território
+/+ ou da reprodução.
6'8('

As relações de competição
incidem sobre o território, a
chefia, o alimento e a luta pela
fêmea. Só ocorrem em algumas
espécies e são, geralmente,
ocasionais.
Competição 0
Em situações extremas de
competição entre indivíduos da
mesma espécie, por território ou
alimento, podem ocorrer
-/-
situações de canibalismo. Numa
relação de canibalismo, há
indivíduos mortos e comidos por
indivíduos da mesma espécie
c c 
  
 


 
 
 



  
 


p
    
 
  
 
 


Cada um dos elos componentes de uma cadeia alimentar constitui um nível trófico. Os
produtores constituem o primeiro nível trófico de qualquer cadeia alimentar.
Os seres que se alimentam directamente dos produtores, como os herbívoros, são chamados
de consumidores primários e constituem o segundo nível trófico; os que compõem os níveis
seguintes, formados por organismos que se alimentam dos consumidores primários, são s
consumidores secundários e constituem o terceiro nível trófico, e assim por diante.
Ao morrer, produtores e consumidores dos diversos níveis tróficos servem de alimento a
bactérias e fungos. Estes seres decompõem a matéria orgânica de partes mortas, resíduos e
excreções de outros seres para obter nutrientes e energia, sendo denominado
decompositores.
A decomposição é importante pois permite a reciclagem dos elementos químicos. Átomos que
fizeram parte de moléculas orgânicas de um ser que morreu voltam ao ambiente graças aos
decompositores.

c      

Uma cadeia alimentar é uma sequência linear de seres vivos, uns servindo de alimento a
outros, e também é uma simplificação do que acontece nos ecossistemas e, portanto, artificial.
Em uma cadeia alimentar cada ser vivo é alimento para o seguinte, como as plantas para o
coelho e o coelho para a raposa.

Uma teia alimentar pode incluir seres vivos de diversos ecossistemas, é complexa e expressa o
que realmente ocorre. Na teia alimentar alguns animais e plantas vivem na água e outros na
terra. A origem (produtores) da cadeia alimentar é as plantas aquáticas e plâncton, comidos
por herbívoros (comedores de plantas). Os herbívoros são comidos por carnívoros (comedores
de carne), como peixes e mamíferos. Temos várias espécies por nível. Uma mudança no
número de espécies em um dos elos afecta toda a teia.
c c 
  
 


 
 
 



  
 


 
 
   

Todos os outros seres vivos do ecossistema são seres 3/#/#9,!.'ou ."') !#'.
Alimentam-se directa ou indirectamente dos produtores:
Os 3#<=(#'que se alimentam de plantas ou de algas são ."') !#'*#! 0#!'ou de
primeira ordem. Representam o  "=(/#9,!.;

Ex.: ovelha, cabra, boi, coelho, esquilo, zebra, ...

Os .#"=(#'que se alimentam dos consumidores de 1ª ordem são ."') !#'


'.)"0#!'ou de 2ª ordem. Representam o "=(/#9,!.; Ex.:lobo, raposa, lince, leão,
...
Os que se alimentam destes são ."') !#'K# e representam o 1"=(
/#9,!.e assim sucessivamente até ao último nível de consumidores. Ex.: A águia ao comer
o lobo ou a raposa, ...

ë !  " 


 

Todos os organismos requerem energia para se manterem vivos, para crescerem, para se
reproduzirem e, no caso de muitas espécies, para se movimentarem.

Os produtores usam a energia luminosa para sintetizar moléculas orgânicas ricas em


energia química a partir das quais produzem energia biológica (ATP).
Os consumidores usam a energia química que está acumulada nas substâncias orgânicas
que utilizam na alimentação.

paí resulta um ,)2"#!que, partindo do Sol, atinge todos os níveis tróficos dos
ecossistemas.
c c 
  
 


 
 
 



  
 


c

          


 

@./#'"/)#!'':)!=<#!
São eventos muito esporádicos, imprevisíveis, como grandes furacões, terramotos,
tempestades, maremotos, vendavais, etc., os quais tendem a gerar intensa destruição nos
ambientes onde ocorrem. pependendo do tipo de ecossistema atingido, os danos na
comunidade biológica podem ser intensos, sendo necessários vários anos para a sua plena
recuperação. Em alguns casos, eventos esporádicos, mas cíclicos (voltam a ocorrer em
períodos de tempo longos, mas relativamente regulares), induzem as comunidades ao
desenvolvimento de adaptações, como por exemplo nos cerrados, onde o fogo é umfactor
stressante periódico, que ocorre em intervalos de alguns anos. Neste exemplo, muitas
árvores e plantas já se encontram adaptadas ao fogo, algumas inclusive necessitando dele
em alguns processos reprodutivos. Neste caso, o fogo do cerrado é umfactor de
desequilíbrio para alguns componentes do ecossistema, mas para outros não.

@./#'':)!=<#!!")$!'*3 
Nesta categoria encontram-se todos os tipos de stress produzido pelo homem na
natureza: poluição atmosférica, poluição dos rios e lagos, poluição dos mares e oceanos,
desmatamento de florestas, matas, depredação e captura de espécies para comércio,
macacos, aves, focas, sobrepesca (captura excessiva de peixes, captura de peixes muito
jovens e peixes em época reprodutiva), aquecimento global (efeito estufa), redução na
camada de ozono, explosão demográfica, etc..
c c 
  
 


 
 
 



  
 
1

Estes e outros factores, ligados às actividades humanas causam perturbações nos


ecossistemas, que vão desde efeitos imperceptíveis a curto prazo até a total destruição de
ecossistemas inteiros, como ocorre com os aterros de manguezais, queimadas na
Amazónia, derrames de petróleo, etc.. Um aspecto muito importante no que diz respeito
aos factores de desequilíbrio ecológico é que, estando todas as espécies interligadas em um
ecossistema e dependendo do ambiente físico para viver, as perturbações ocorridas em
uma espécie ou um compartimento ecológico (por exemplo, animais herbívoros),
reflectirão em toda a teia trófica, causando danos muito maiores, em todo o ecossistema.