USOS E FONTES DE MERCÚRIO NO BRASIL

A contaminação por mercúrio no Brasil mostra duas diferentes fontes deslocadas temporalmente e geograficamente no país. A primeira, era originada na indústria de cloro-soda, responsável pela principal importação de mercúrio para o país e pelas principais emissões para o meio ambiente até a década de 80. Essa emissões localizavam-se particularmente na região sul-sudeste. A partir da década de 80, o garimpo de ouro, localizado principalmente na Amazônia, tornouse o principal comprador de mercúrio no Brasil, sendo responsável pela maior emissão deste poluente para o meio ambiente A tabela 1 mostra o consumo de mercúrio no Brasil em três períodos distintos. Inicialmente, até 1980 praticamente, a principal fonte de mercúrio para o país, era a produção de cloro e soda, responsável por mais da metade do consumo total. Neste período, o consumo industrial representava mais de 80% do total comprado pelo país.

A partir de 1980 o consumo industrial de mercúrio vem caindo substancialmente. Este fenômeno é resultado direto de uma legislação de controle mais eficiente, que resultou no banimento do uso de mercúrio em certos setores (e.g. como defensivo agrícola), na substituição de tecnologias (e.g. células de mercúrio na indústria de cloro-soda), e no controle mais eficiente de efluentes industriais. Por exemplo, os fatores de emissão de mercúrio da indústria de cloro-soda era de 125 gHg.t-1Cl em 1972 decrescendo para menos que 10gHg.t-1Cl em 1990. Por outro lado, enquanto em 1976, mais de 90% da produção brasileira de cloro usava células de mercúrio, em 1992 somente 36% da produção utilizava esta tecnologia3. O controle das fontes industriais clássicas de mercúrio, resultou em um decréscimo significativo da contaminação por esse metal em áreas industrializadas no sul-sudeste do país. Por exemplo, a concentração de mercúrio em peixes de rios e reservatórios da região metropolitana de São Paulo diminuíram drasticamente entre 1979 e 1990. Enquanto em 1979, 100% das amostras de peixes carnívoros do Rio Tietê apresentavam concentração maiores que 0,5 mg.g-1, apenas 36% apresentavam esses teores em 1986. Peixes carnívoros do Rio Pardo apresentavam até 49% das amostras com teores acima de 0,5 mg.g-1 em 1979. Em 1986, nenhuma amostra de peixe deste rio apresentou esse teor.

A tabela 2 compara as emissões de mercúrio para a atmosfera oriundas de fontes industriais e do garimpo de ouro. A principal emissão atmosférica provém dos garimpos de ouro (c.a. 78 t.ano-1), seguido das emissões da indústria de cloro-soda e da produção de ferro e aço (12 t.ano-1 cada), das queimadas de florestas (7,5 t.ano-1), e dos procesos pirometalúrgicos (c.a. 4 t.ano-1).

Estima-se que cerca de 90% do algodão é tratado com soda cáustica. A reação de neutralização produz a água e o sal. removedores de tinta e muitos outros usos. sendo que uma quantidade significativa está sendo usada na produção de sabões industriais e sabões especiais. Tais sistemas neutralizam as emissões de gases ácidos de chaminés. Além disso. estes se oxidam rapidamente e liberam uma determinada quantidade de acidez. papel e alumínio. as instalações de galvanização de metal geram efluentes contendo concentrações de metais pesados dissolvidos que terão que ser removidos antes dos efluentes serem descarregados nos esgotos municipais ou nos corpos d’água receptores. frutas e vegetais. Além disso. Os países em desenvolvimento apresentam demanda significativa de soda cáustica. durante as operações de mineração. podendo por isso neutralizá-los. limpeza de pisos. como parte do processo de prétratamento dos efluentes. contribuindo assim para tornar o meio ambiente mais limpo e livre de poluição. Lavadores de gases são dispositivos para o controle da poluição do ar. é usada na produção de celulose. o sabão em barra é usado exclusivamente para a lavagem de roupas e para a higiene pessoal. A soda cáustica também apresenta uma série de outras aplicações na indústria de alimentos. quantidades significativas de soda cáustica são usadas no tratamento de águas residuais municipais e industriais. sabões e tecidos Alumínio Tratamento de água Outros 18% 16% 15% 10% 8% 5% 28% . Ajudando a nos manter limpos A soda cáustica desempenha um papel importante na fabricação dos sabões em pó. Também. porque em alguns desses países. A soda cáustica é especialmente eficiente em neutralizar fluxos baixos de drenagem ácida das minas localizadas em locais remotos.br/scielo. Quando. metais e outros componentes químicos que são prejudiciais ao meio ambiente. limpeza de metais. no refino do óleo animal e vegetal. A soda cáustica também pode ser usada para neutralizar a drenagem ácida das minas. Normalmente pode-se obter isso adicionando um produto químico alcalino do tipo soda cáustica aos efluentes. Os hidróxidos de metais insolúveis formados pela reação da soda cáustica com os metais dos efluentes são fisicamente removidos. o ar e a água entram em contato com minerais recentemente extraídos que contém enxofre. como por exemplo. e também tratar os fluxos que apresentam um alto teor em manganês. detergentes mais potentes para lavadoras de pratos.Fonte: http://www. sabões em barra e detergentes. na remoção de ácidos graxos e para descascar batatas. Diversas e numerosas aplicações A soda cáustica é usada na produção de tecidos de algodão para fortalecer as fibras e absorver melhor o tingimento. A drenagem ácida das minas é um dos principais perigos ambientais.php?pid=S0100-40421997000200012&script=sci_arttext Ajudando a controlar a poluição Como a soda cáustica é um composto alcalino. é o oposto químico dos ácidos. Aplicações da Soda Cáustica • • • • • • • Produtos orgânicos Indústria de celulose e papel Produtos Inorgânicos Detergentes.scielo. Os sabões especiais incluem os sabões para limpeza de fornos e de equipamentos para a preparação de alimentos. projetados para utilizar as propriedades alcalinas da soda cáustica.

e) As matérias-primas não precisam ser de alta pureza e f) O mercúrio é poluente. e) Concentração de soda cáustica menor que no processo de mercúrio. DE INDÚSTRIAS PRODUTORAS DE CLORO-SODA COM CÉLULAS DE MERCÚRIO E CÉLULAS DE DIAFRAGMA. c) Consumo de energia elétrica comparável ao das células de diafragma. 1º . f) Os produtos das células são impuros. 2º . Art. c) A soda cáustica não necessita de operação de concentração suplementar. de indústrias produtoras de cloro-soda com células de mercúrio e com células de diafragma.LEI Nº 2436. b) O segundo processo em utilização no mundo.Fica proibida a implantação ou ampliação. g) Custo de reposição das membranas é alto e h) Pelas informações até hoje disponíveis. mas pode ser eficientemente controlado. revogadas as disposições em contrário. O Governador do Estado do Rio de Janeiro. Células de diafragma a) Emprega diafragma poroso à base de asbesto (amianto). Rio de Janeiro. d) Produtos de excelente qualidade.Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.br 3 h) O asbesto é material agressivo à saúde e deve ser corretamente manipulado. de tecnologia recente e com poucas unidades instaladas no mundo. e) As matérias-primas precisam ser de alta pureza. d) Consumo total de energia é maior. g) Custo de manutenção do diafragma é expressivo e Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas .SBRT . E DÁ PRAZO PARA SUBSTITUIÇÃO.org. b) Processo moderno. d) Qualidade dos produtos similar aos obtidos por células de mercúrio. Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. Art. pois o processo exige concentração posterior da soda cáustica formada nas células. MARCELLO ALENCAR Governador Tecnologias empregadas para produção do cloro/soda Células de mercúrio a) Processo mais antigo e ainda de maior utilização no mundo.respostatecnica. Tecnologias utilizadas pelas indústrias nacionais As tecnologias que utilizam o mercúrio e o asbesto correspondem a 96% da atual capacidade . no Estado do Rio de Janeiro. o processo não é poluente. 20 de setembro de 1995.As indústrias que fizerem o processo de utilização de células de mercúrio e células de diafragma para a produção de cloro-soda devem adaptar suas plantas a processos não agressivos ao meio ambiente e aos trabalhadores com um prazo de 03 (três) anos para sua adaptação. Células de membrana a) Emprega membrana semipermeável. DE 20 DE SETEMBRO DE 1995. f) As matérias-primas precisam ser de alta pureza. b) Maior consumo de energia elétrica. PROÍBE A IMPLANTAÇÃO OU AMPLIAÇÃO. c) Menor consumo de energia elétrica que nas células de mercúrio.http://www. 3º .

4% (ou 300 mil toneladas/ano). . Causa diversas doenças crônicas. Inicialmente até 1980 praticamente. As três maiores empresas./ano. A tecnologia à base de células de membrana semipermeável é utilizada por apenas duas empresas. Em 1989. evidenciandose uma contaminação da região por este metal.3 mil toneladas/ano).8ton. cujas capacidades instaladas somadas montam 51. A partir de 1980 o consumo industrial de mercúrio caiu substancialmente. no rio ou no ar?. concluíram que o mercúrio apresentou concentrações comprometedoras na musculatura dos peixes estudados. era a produção de cloro soda. O consumo atual de mercúrio pelas indústrias de cloro/soda é de 8. a Aracruz e a Riocell.7 toneladas consumidas em 1998. isso se explica pelo fato de ser uma das áreas produtoras mais antigas. As matériasprimas não precisam ser de alta pureza. primeiramente era originada na indústria de cloro soda. A Carbocloro produz cerca de 135 mil toneladas de cloro com essa tecnologia e 100 mil toneladas utilizando tecnologia à base de mercúrio. Tecnologia de mercúrio Produtos de excelente qualidade.7 ton. Somente em 1975. é a tecnologia mais sujeita a restrições ambientais.instalada de cloro no país. Boldrini & Pereira (1987) . as células de mercúrio pelos médios e pequenos (a exceção é a Carbocloro) e as células de membrana sintética pelos pequenos. enquanto a tecnologia de células de mercúrio responde por 23. responsável pela principal importação de mercúrio para o país e pelas principais emissões para o meio ambiente até a década de 80.os controles ambientais já foram realizados e reduziram as emissões de poluentes nas plantas de mercúrio em mais de 90% nos últimos 15 anos. as emissões de mercúrio foram reduzidas em 65% na década. mas ainda prevalece na Europa. Dow Química e Carbocloro. que ataca principalmente o tubo digestivo. O mercúrio é o único metal que se mantém liquido e é volátil à temperatura ambiente. Até os anos 80 os resíduos da área de tratamento da salmoura e das células d mercúrio eram despejadas diretamente no meio ambiente. Estima-se que somente nesse ano foram perdidos cerca de 40 toneladas do metal. a Carbocloro chegou a consumir 440 gramas de mercúrio por tonelada de cloro produzido.Em estudo no estuário da Baixada Santista. Foi eliminada no Japão. o consumo de mercúrio pelas indústrias de cloro /soda foi de 24 toneladas. Quantidade exata de mercúrio metálico emitido e/ou despejada no solo. Se comparado às 8.3 mil toneladas de cloro. Essas emissões se localizavam particularmente na região sul-sudeste. os rins e o sistema central. http://www.6% da capacidade instalada (ou 930. ou 4% da capacidade instalada total. O mercúrio é poluente. Trikem. a principal fonte de mercúrio para o país. A contaminação por mercúrio no Brasil./ano e o de amianto 153. mas pode ser eficientemente controlado. pelo elevado custo de substituição. A tecnologia de célula de diafragma poroso à base de amianto responde por 72. Aplicações do mercúrio e do asbesto no Brasil A indústria de soda/cloro utiliza dois materiais potencialmente agressivos ao meio ambiente: o mercúrio e o asbesto (amianto).org. as células de diafragma de amianto são utilizadas pelos grandes e pequenos produtores. A cabeceira de Santos foi o local mais atingido. adotam tecnologias à base de diafragma de amianto.respostatecnica. tais como: lesões celulares.br Tipos de tecnologia utilizadas em plantas de cloro soda: Tecnologia de mercúrio: processo mais antigo e ainda de maior utilização no mundo. até atingir níveis de concentração letais. com 65% da capacidade. No Brasil.

polímeros e finalmente titânio. No sistema de eletrólise de uma solução de cloreto de sódio por células de diafragma. 5 Profa.Química Industrial IFG. Os produtos da célula são impuros.Assim os seres humanos acabam recebendo a maior carga química tóxica no final desse processo acumulativo denominado "biomagnificação". Warde A. da Fonseca-Zang 24. Aulas Tecnologia Inorgânica . Tecnologia de diafragma O amianto é um material agressivo a saúde e deve ser corretamente manipulado.2010 Tecnologia de diafragma Tecnologia de diafragma ocupa a segunda posição em antiguidade. Tecnologia de diafragma A tecnologia de diafragma foi se desenvolvendo ao longo do tempo. principalmente quanto ao material de construção. que inicialmente era feito de madeira. 4 Profa. e mais tarde para titânio revestido. Aulas Tecnologia Inorgânica .05. As matérias-primas precisam ser de alta pureza. eficiência energética e restrição ambiental.2003). Tecnologia de diafragma Os ânodos passaram de carbono para grafite. há formação de cloro no ânodo e de soda cáustica e hidrogênio no cátodo. Emprega diafragma poroso à base de amianto. Tecnologia de diafragma Os diafragmas podem ser feitos a partir de fibras de amianto e de fibras sintéticas com nomes comerciais tais como Poliramix e Tephram (Lopes. mantendo-se em aço. 2010.2010 . Warde A.Química Industrial IFG. Esta contaminação é proveniente de: Deposição de emissões difusas de mercúrio. Dr. 2010.05.Livre no ambiente uma grande parte do mercúrio é absorvida direta ou indiretamente por plantas e animais aquáticos. iniciando o processo de "bio-acumulação". Contaminação histórica solo e água potencialmente contaminados com mercúrio e/ou PCDD/PCDF (tecnologias de células de mercúrio e/ou diafragma com utilização de ânodos de grafite). aço. Os cátodos tiveram poucas modificações em termos de material. da Fonseca-Zang 24. mas evoluíram no aspecto energético. Dr. depois passou para concreto.

a quantidade do produto final produzido. para secagem do Cl2 (H2SO4). Qualidade dos produtos similar aos obtidos pela célula de mercúrio. de tecnologia recente e com poucas unidades instaladas no mundo. É a tecnologia que deve prevalecer no futuro e já vem sendo a preferida para uso em plantas novas.Deposição de resíduos contaminados com mercúrio. Bromatos. Estas emissões são geradas nos seguintes processos: Evaporação da solução de soda cáustica (concentração final). soda cáustica (32-35%) e hidrogênio no cátodo. é a única empregada no Japão.05. Dr. Resinas de permuta iônica.2010 Secagem do cloro Purificação da salmoura (lavagem das resinas de permutação iônica). Lamas. Cloretos. para ajuste do pH no tratamento da salmoura(HCl). Necessidade de concentrar a solução de soda cáustica até 50%. utilizadas para remoção das impurezas da salmoura(carbonatos e bicarbonatos). Tecnologia de membrana Tecnologia de membrana têm alta eficiência energética e não sofre qualquer restrição de ordem ambiental. Água utilizada para: preparação da salmoura circuito de soda cáustica(manter o balanço de água na reação de formação de NaOH) unidade de absorção do cloro arrefecimento Energia -Matérias auxiliares. se for utilizado NaCl como matéria prima. . Processo moderno. Membranas (vida útil:2 a 4 anos) e suas vedações. Tecnologia de membrana Elevada pureza da salmoura. águas superficiais e subterrâneas potencialmente contaminadas com Hg e PCDD/PCDF. em algumas situações. Purgas do circuito da salmoura (evitar acumulação de contaminantes). por cada 1000 kg de cloro produzidos é: 1128 kg de NaOH (100%). 2010. da Fonseca-Zang 24. Custo de reposição de membranas é alto. e CCl4. 6 Profa. Emissões para atmosfera: Cl2 CO2 CCl4. isolados e impermeabilizados. Aulas Tecnologia Inorgânica . Deposição de resíduos contaminados com PCDD ou PCDF. Metais. No sistema de eletrólise com células de membrana. Controle de qualidade do solo. Necessidade de remover o hidrogênio e dióxido de carbono do cloro produzido. ocorre produção de: cloro no ânodo. Produz soda cáustica de alta pureza. Cloratos. Saídas do processo: De acordo com o tipo de sal utilizado e independente da tecnologia utilizada. as principais entradas no processo são: Cloreto de sódio ou cloreto de potássio. Warde A. Entradas no processo: Independente da tecnologia utilizada.Química Industrial IFG. Resíduos são gerados na sua maioria durante a purificação secundária da salmoura: Materiais e revestimentos de celulose (filtros para lama/ redução da dureza da salmoura). Emissões para água: Sulfatos. Remoção dos resíduos contaminados para tratamento e/ou deposição em aterro. Oxidantes livres. Medidas para controle/minimização: Armazenamento de peças e resíduos contaminados em locais fechados.

Aulas Tecnologia Inorgânica . que eram convertidos a carbonato pelo tratamento com dióxido de carbono dos fornos de calcinação. da Fonseca-Zang 24. foi desenvolvido em 1773. contendo em geral. sendo pequena a quantidade perdida. conseguindo tornar mais barata a obtenção do sal e eliminar alguns dos problemas que apresentava o método Leblanc. Ocorria a hidrólise dos sulfetos. Principais utilizações: Vidro Sabão e detergentes Polpa de papel Tratamento de água Metais não ferrosos O processo antigo de produção de barrilha. britado a um tamanho entre 10 e 20 cm Coque calcina o calcário e fornece CO2 Amônia reagente cíclico no processo participa das reações e é recuperada. cerca de 99% de Na2CO3. Purificação e saturação da salmoura (circuito da salmoura). Processo Solvay REAÇÕES: CaCO3 CaO + CO2 C(amorfo) CO2 CaO + H2O Ca(OH)2 NH3 + H2O NH4OH 2NH4OH + CO2 (NH4)2CO3 + H2O (5) (NH4)2CO3 + CO2 + H2O 2NH4HCO3 (6) NH4HCO3 + NaCl NH4Cl + NaHCO3 (7) 2NaHCO3 calc. seguido pela lixiviação do produto pela água.Química Industrial IFG. Trona é um mineral composto de carbonato e bicarbonato de sódio hidratado (Na3HCO3CO3 2H2O). 2010. No processo LeBlanc ocorrem as seguintes reações químicas: Reação do sal comum com o ácido sulfúrico: 2NaCl + H2SO4 Na2SO4 + 2 HCl Reação de calcinação do Na2SO4 com calcário e carvão: Na2SO4 + CaCO3 + 2C Na2CO3 + CaS + 2CO2 Em 1861. químico belga. denominado LeBlanc. Utilizou como matérias primas. Ernest Solvay. moderadamente solúvel em água. saturada Calcário deve ter pequena quantidade de impurezas. substituindo Processo Solvay usado no resto do mundo para a produção do carbonato de sódio. Na2CO3 + CO2 + H2O 2NH4Cl + Ca(OH)2 2NH3 + CaCl2 + 2H2O (1) (2) (3) (4) PROCESSO SOLVAY: Barrilha REAÇÃO GLOBAL: CaCO3 + 2NaCl Na2CO3 + CaCl2 . Descarga e armazenamento do sal ( em local fechado. se for utilizado KCl como matéria prima. o cloreto de sódio (sal comum) . 7 Profa. o amoníaco e o carbonato de cálcio (pedra calcária).2010 Barrilha Sólido leve. Baseavase na calcinação do sulfato de sódio com carvão e calcário num forno rotatório. desenvolveu o processo amônia-soda. Warde A. evitando emissões de suas partículas e contaminação). 28 kg de Hidrogênio. principalmente sílica. Processo Solvay MATÉRIAS-PRIMAS: Sal usado na forma de salmoura natural ou artificial. O processo Solvay só substituiu completamente o processo LeBlanc por volta de 1915.05. É extraido como fonte primária para a obtenção do carbonato de sódio nos Estados Unidos.1577 kg de KOH (100%). Dr.

J. filtrada e lavada num filtro a tambor rotativo. artigos de couro. 2010. esse processo gera 1 t de cloro. BRINK JR. Indústria de processos químicos.com. 2008.ebah.(8) (9) Aulas Tecnologia Inorgânica . Dr.12 t de soda cáustica. Warde A. Bicarbonato de sódio Prepara-se uma solução saturada de barrilha. da Fonseca-Zang 24. a 70ºC. Profa. 4. Rio de janeiro: Guanabara Koogan. com um inconveniente: para cada 1. Depois da centrifugação. R.Química Industrial IFG. o cloro é o mais espinhoso. carbonatação da salmora.N. Reza um versículo apócrifo.2010 Solvay: Fluxograma de fabricacao PROCESSO SOLVAY: Calcinação do calcário com coque para produção CO2 e CaO. No final do século passado. o material é seco numa esteira transportadora contínua. o homem adicionou em torno de uma dúzia e o demônio veio com um: o cloro".html Dos problemas ambientais da atualidade. http://www.05. PROCESSO SOLVAY: Amoniação da salmora. mas adequado para expressar a temperatura do debate. manufatura de levedura em pó. quando os alemães aterrorizaram os exércitos aliados usando cloro gasoso ou seu derivado fosgênio (gás . a busca de novas tecnologias para atender à crescente demanda por soda cáustica desembocou na eletrólise da solução de sal comum como a solução de menor custo.. Porém. que "Deus criou 91 elementos químicos. substância então usada apenas no branqueamento de tecidos e muito perigosa. Referência principal SHREVE.br/industria-do-cloro-e-da-soda-pdf-a58341. A suspensão de bicarbonato que se forma é removida pela base da torre. calcinação do bicarbonato de sódio e recuperação amônia. Este último aspecto foi enfatizado na guerra de 191418.Química Industrial IFG. Aulas Tecnologia Inorgânica . Nenhum outro elemento natural da tabela periódica faz correr tanta adrenalina de industriais e ecologistas. 2010. O bicarbonato obtido por esse processo tem uma pureza de 99. Na base da torre injeta-se CO2 comprimido e a temperatura é mantida em torno de 40ºC.9%. que é introduzida no topo de uma coluna semelhante à torre de carbonatação da fabricação da barrilha. extintores de incêndio.ed. Bicarbonato de sódio NaHCO3 : bicarbonato de sódio ou carbonato ácido de sódio ou carbonato de hidrogênio e sódio Não se obtém a partir do bicarbonato de sódio separado nos filtros do processo Solvay porque: Difícil de secar Perda da amônia presente Odor devido a traços de amônia Outras impurezas Utilização: fabricação de água carbonatada.

A reprodução de várias espécies de animais. representantes de 57 países assinaram um acordo sem precedentes para banir a produção dos produtos nocivos ao ozônio até o ano 2000 nos países desenvolvidos e 2010 nos países em desenvolvimento. Em 1987. não relacionados a esse problema. corantes. por toda a biosfera terrestre. Porém. 85% dos fármacos e 95% dos pesticidas. Na década de 80. nos EUA. terminado o conflito. Alguns países insistiram em manter estoques de gases venenosos. combater doenças através de fármacos e do uso do cloro e PVC em saneamento e gerar cerca de 25% dos empregos de toda a indústria química. cada vez mais governos de países desenvolvidos foram convencidos a banir o DDT e alguns outros pesticidas. O cloro passou a ser insumo essencial de plásticos e resinas (PVC ou vinil. foi tal o impulso proporcionado à industria pela II Guerra Mundial e pelo surgimento de novos derivados do cloro . como entre os esquimós. mas o produto usado para destruir matas durante a Guerra do Vietnã. estava sendo sensivelmente afetada e o DDT começava a ser encontrado. alguns deles fundaram seu arqui-inimigo Greenpeace.o UV ameaçaria toda a vida na Terra ao destruir as algas marinhas que são as principais responsáveis pelo oxigênio da atmosfera . Entretanto. que gera um volume elevado de efluentes tóxicos.é simplesmente falso. Nas décadas seguintes. o relativamente dispendioso processo TCF (totally chlorine free). respondendo por apenas 6% dessa indústria em 1925. Na impossibilidade de escoá-lo ou estocá-lo. Em 1974. Esta afirmou que a questão estava sendo tratada de forma emocional e anti-científica. passou a defender a regulamentação das emissões de produtos clorados. Iniciou-se uma campanha para restringir ou banir esses produtos à qual a indústria cloroquímica reagiu primeiro negando a existência do problema. mas também por cientistas respeitados no campo ecológico. O próprio Lovelock.de mostarda). A partir de 1987. Para ele. Outros produtos. Enquanto corria esse debate. gerando um total de mais de 11 mil derivados de valor comercial. mas a eletrólise continuou sendo apenas um caminho secundário para a produção de soda cáustica. principalmente aves. assinalando a difusão dos pesticidas. muitos jovens norte-americanos emigraram para o Canadá e. resultando na alta do preço da soda e queda do cloro. para completar as desventuras da indústria do cloro. Para não lutar nessa guerra. mas aparentemente menos perigosos.principalmente o DDT e o PVC . A preocupação também começou a atingir o uso industrial do cloro (principalmente no branqueamento da celulose). solventes industriais. iniciando nova batalha com a indústria cloroquímica. constatando que a concentração dos halocarbonos industriais na atmosfera havia sextuplicado desde a primeira medição. apareceu na revista Nature um estudo sustentando que os CFCs (clorofluorcarbonos. embora permanecesse a demanda por soda. a inesperada descoberta do "buraco" na camada de ozônio sobre a Antártida encerrou o caso do CFC. responsável pela primeira medição (em 1971) da difusão dos CFCs na atmosfera e hoje mais conhecido como o autor da "hipótese de Gaia". poliuretano e epóxi). em proporções preocupantes. usados em refrigeração. usado em tinturarias que fazem "lavagem a seco") tiveram prazo até 2020 para sair do mercado. principalmente DDT. no leite materno . em 1962. o aumento na radiação UV teria tanto efeitos benéficos quanto maléficos e o mais forte argumento dos ambientalistas . Entretanto. a soda passou a ser encarada cada vez mais como mero subproduto da cloroquímica. assim como certos solventes clorados (como o tricloroetano usado em metalurgia e eletrônica para desengraxar metais) ameaçavam a proteção contra a radiação ultravioleta (UV) representada pelo ozônio estratosférico. várias indústrias investiram na criação de uma capacidade instalada de 300. No início dos anos 60. Rachel Carson praticamente fundou o movimento ambientalista com o livro "Primavera Silenciosa". A recém-inaugurada guerra química mostrou-se tão terrível que. que dispensa totalmente o . mas tóxicos e provavelmente cancerígenos (como o solvente percloroetileno. capaz de combater a fome através dos pesticidas e da refrigeração. mas as violações flagrantes dessa lei de guerra têm sido raras. aerossóis e expansão de espumas plásticas. que permite reduzir os efluentes nocivos ao empregar dióxido de cloro em vez do cloro gasoso. substituídos por outros produtos mais caros. as vítimas da fuga de dioxina na cidade italiana de Seveso (1976) e os soldados prejudicados pelo "Agente Laranja" . a cloroquímica podia apresentar-se como uma indústria não só muito lucrativa. Os ambientalistas começaram a reivindicar um banimento total do uso do cloro e. a indústria de cloro-soda foi obrigada a reduzir sua atividade. sendo respaldada não apenas por seus próprios técnicos. como James Lovelock.não um assessor do prefeito paulistano.000 t/ano para novamente produzir soda cáustica sem cloro e começou-se a introduzir. a Convenção de Genebra a proibiu. fluidos de refrigeração. Iniciou-se também a substituição do branqueamento via cloro pelo processo ECF (elemental chlorine free). depois argumentando que os benefícios obtidos de pesticidas baratos seriam superiores a seus eventuais danos ambientais.que 98% da produção mundial de soda passou a originar-se desse processo. mas também meritória. para branquear papel. as crescentes restrições contiveram a demanda por cloro. conhecidos pela marca comercial Freon). incluindo trabalhadores que produzem ou utilizam derivados do cloro.inclusive em regiões muito afastadas de centros industriais ou da agricultura comercial. multiplicavamse estudos sobre problemas de saúde entre grupos particularmente expostos a produtos clorados. o cloro encontrou novos mercado no branqueamento de papel ou como desinfetante. Mais que isso.

obtém-se uma mistura muito inferior.000 ºC ou uso de certos catalisadores. sua produção envolve substâncias tóxicas e sua combustão ou lenta decomposição .como a de qualquer outro produto orgânico clorado . Vinte e sete executivos da EVC. A reciclagem não resolve o problema: viável para papel. é mais que provável que os esforços asiáticos para conquistar o mercado mundial e projeções demasiado otimistas do crescimento econômico desemboquem em excesso de oferta e preços ainda mais baixos até o final do século. salvo pela extrema resistência à degradação e conseqüente acumulação de lixo plástico. vidro. o PVC cujo mercado. lançou na Europa uma campanha bem-sucedida envolvendo publicações. principalmente o clorometano das algas marinhas (componente da "maresia"). do DDT. como o peróxido de hidrogênio. Mesmo em países tão desenvolvidos quanto a Alemanha. . praticamente inútil. Além desse problema geral à petroquímica. Invertendo a tendência do final da década de 80. o PVC e o cloro enfrentam a questão ambiental. nestes anos 90. Tais poluentes orgânicos persistentes (POPs) têm sido detectados no mar. o que também ocorre com os plastificantes e aditivos que fazem o PVC utilizável (notadamente ftalatos). Segundo a consultora Anorganica. doença provocada em outros 400 e poluição por dioxina na laguna de Veneza. mas é inviável nos países em desenvolvimento onde mais cresce a demanda para produtos cloroquímicos. Desta vez não é como nos casos das armas químicas. ao se juntar PVC recuperado de diferentes produtos. agora a discute-se onde será colocada a soda cáustica excedente. Como composto químico. Trata-se de uma complexa e difusa trama de impactos ambientais e sanitários a longo prazo atribuídos a todo o setor cloroquímico . a capacidade instalada em cloro no mundo deve crescer de 47. o Greenpeace passou a priorizar a atuação junto a varejistas e consumidores: em meados de 1996. 14% na Europa e 19% no Brasil. no Brasil pelo menos 9%. cresceu 11% nos EUA. Depois de anos de inúteis manifestações em fábricas de cloro. Mesmo assim. maior fabricante europeu de PVC. A Ásia representa 36% das expansões previstas para cloro e 46% para PVC. o PVC é inofensivo. como ocorre com outros plásticos. será doze vezes maior que o dos orgânicos clorados produzidos por todo o ecossistema terrestre. até porque os maiores focos de crescimento da demanda passaram a ser países em desenvolvimento onde o ambientalismo ainda é inconcebível (tente imaginar uma manifestação "verde" em Pequim ou Jacarta. de produtos de higiene pessoal. o preço do cloro reagiu e o da soda despencou. do CFC e dos solventes tóxicos. Cinco grandes varejistas britânicos criaram um grupo de trabalho para estudar o problema e alguns já anunciaram restrições ao produto: a rede The Body Shop. mas capazes de permanecer décadas ou séculos no ambiente. que começa a ressurgir do segundo plano ao qual havia sido relegada. sob a acusação de morte por câncer de 116 trabalhadores. os preços do PVC não tiveram recuperação significativa e. metais e alguns outros plásticos. na chuva.planejam deixar de usar o PVC e 128 municípios da Suécia e 200 da Alemanha criaram restrições a seu uso em edifícios públicos. impulsionado pelo bom momento da construção civil em 1996. estrategicamente mais adequado como alvo de uma batalha decisiva. seminários para usuários e divulgação de listas de produtos isentos de PVC que. quando se debatia um definido efeito nocivo de um composto determinado. Entretanto. portanto.5 milhões de t/ano de 1996 a 2000. o cloro teve nova oportunidade. A incineração com tecnologia adequada (temperatura acima de 1.3% ao ano na Ásia. Duas grandes empresas suecas de construção JM e Svenska Bostder . Suécia e Dinamarca estão estudando restringir ou banir por etapas o PVC flexível. Devido à retração dos investimentos nos anos anteriores. o que se chama de "reciclagem" é basicamente a incineração e a "exportação" para lixões da África e Ásia do PVC inutilizado. solo e sedimentos de todo o globo. as estimativas para o crescimento da demanda no período 1996-2001 chegam a 10. enquanto substitutos do cloro no branqueamento. Esse volume.5% no Brasil (para crescimento anual do PIB de 3%) e 6% na média mundial. lagos e rios. foram processados na Itália.enfatiza-se o PVC por ser produzido em maior quantidade. O clima de desregulamentação e competição global por empregos e investimentos tornou os governos menos receptivos às preocupações ambientalistas e mais atentos às questões de custo. diga-se de passagem. a capacidade instalada cresceu 25% na América do Norte e 23% na Ásia. em 1997. deverá ser levada também aos EUA. publicidade. que representam 5 a 20% de seu peso. ou mesmo na teoricamente democrática Cingapura). Entre 1995 e 1998. A maior parte desse crescimento de demanda vem do principal derivado do cloro. essa alternativa é anti-econômica no caso do PVC e nunca passou da etapa de projeto-piloto. mais conhecido pelo consumidor e. que se degrada em um ano e meio. 4. estão com vendas estagnadas e revendo projeções para baixo. A razão é que o PVC não é um produto homogêneo: cada aplicação necessita de uma diferente combinação de aditivos e plastificantes.gera dioxinas e milhares de outras substâncias de propriedades mal conhecidas. decidiu reduzir e.3 para 49. Porém. os investimentos em cloroquímica foram retomados.3% na América do Norte. como platina e óxido de urânio) reduz muito as emissões de poluentes clorados. 4.cloro usando ozônio ou peróxido de oxigênio (água oxigenada). Assim. Esfriou o entusiasmo por investimentos em cloroquímica. onde possível. eliminar o uso de PVC na construção de lojas.

formado em 1994 para implementar os compromissos da Eco 92. Isto tem sido atestado em concentrações baixíssimas e verifica-se sinergia dos diferentes compostos: sua mistura no ambiente tem efeitos maiores que a soma dos efeitos individuais. Mesmo sob restrições. Porém. se não de todos os produtos clorados. sondas etc.) que viabilizam o uso desses produtos. votaram pelo reconhecimento do corpo rapidamente crescente de pesquisas científicas indicando riscos relacionados aos EDCs. Salvo surpresas. substitutos do CFC. mas não a certeza científica de uma relação de causa e efeito. mas também porque há casos em que a substituição dos produtos clorados é muito dispendiosa ou envolve outros riscos de saúde ou ambientais.sites. nos quais se inclui a família real britânica. corantes não-reativos. O PVC flexível é o mais forte candidato à eliminação imediata. porém. que só poderia ser dada por um conhecimento exato de mecanismos bioquímicos. plásticos biodegradáveis (que já começam a ser usados pela indústria brasileira de brinquedos). Entretanto. é difícil substitui-lo no isolamento e proteção de fiação elétrica e mais ainda em certas aplicações médicas (bolsas de sangue. As abordagens viáveis são experimentos com animais e correlações estatísticas que indicam a probabilidade. É como no caso da ligação entre tabaco e câncer do pulmão. com tratados internacionais limitando o uso do PVC. pode-se defender como prioritário seu uso como solução rápida e barata para estender a rede sanitária a populações carentes. analisar a interação entre as dezenas de milhares de compostos clorados dispersos no ambiente e o complexo metabolismo de cada ser vivo ultrapassa os recursos da ciência. a médio prazo. não é provável. tais como embalagens de vidro. peróxido de hidrogênio para branqueamento de celulose (Degussa. Vistas do Hemisfério Sul. mas todos.da reprodução de espécies selvagens à sexualidade humana . DuPont. sindicais e de ambientalistas. é um fenômeno simples e bem conhecido e deu margem a debate apenas quanto à sua dimensão e conseqüências ambientais. as alternativas ao cloro para tratamento d'água . estão expostos a produtos clorados. alumínio e plásticos não-clorados. biocidas menos agressivos e especialidades químicas (surfactantes etc. mas ainda assim deve-se ser cauteloso quanto às suas perspectivas de longo prazo. tintas hidrossolúveis.br/CLORO. pelo ciclo de vida mais curto e por ser o mais carregado de aditivos e plastificantes perigosos. enquanto é fácil eliminá-lo em embalagens descartáveis. por suas propriedades químicas ou por exigirem mais energia em sua produção. Mesmo para os cordatos ambientalistas do WWF (World Wildlife Fund). eventuais restrições tornarão mais confortável a posição dos produtos e técnicas alternativas que puderem demonstrar viabilidade econômica e baixo risco ambiental. aço galvanizado) são bem menos econômicas: enquanto há aplicações do PVC na construção mais dispensáveis. Ao mesmo tempo. solventes à base de água ou gás carbônico liqüefeito. com uma dificuldade adicional: é relativamente fácil distinguir e comparar fumantes e não-fumantes. A discussão poderia muito bem se arrastar por séculos: enquanto o efeito catalisador do cloro sobre a decomposição do ozônio. filtragem aperfeiçoada .com. bem como de associações empresariais. nem pelos cinco milhões de empregos a ela associados. uso ou transporte mas vale lembrar que caso do CFC. As alternativas em tubos para água e esgoto (ferro fundido. no encontro de fevereiro/97 do Fórum Intergovernamental de Segurança Química (IFCS).que os qualificam como EDCs (endocrinedisrupting chemicals). ozônio.raios UV. seus danos ao ozônio foram considerados mais urgentes que a contribuição ao efeito estufa dos substitutos.uol. a evidência já justifica amplamente o início de um programa de redução da exposição humana a todos os EDCs.Muitos estudos têm apontado correlações de orgânicos clorados com certas formas de câncer e problemas neurológicos e mais conclusivamente com as perturbações do sistema hormonal de seres vivos .htm . a cloroquímica vai manter muitos nichos de mercado enquanto novas tecnologias não permitirem substituí-la sem causar maiores danos. saibam ou não. pode-se contar. Não só pelas centenas de bilhões de dólares investidos nessa indústria. http://antonioluizcosta. também há cientistas para negar essas conclusões. por exemplo. pigmentos inorgânicos.parecem tão irrealistas quanto a reciclagem do PVC: é preciso pesar danos ambientais e uma probabilidade algo maior de morte na velhice por câncer renal ou coloretal contra a quase certeza de morte na infância por disenteria ou cólera. delegados de uma centena de governos nacionais. Peróxidos do Brasil). Um banimento total da cloroquímica. Mesmo assim. Há casos em que alternativas a produtos clorados contribuem para o efeito estufa.). bem como as de fabricantes de plastificantes e copolímeros de PVC.

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