USOS E FONTES DE MERCÚRIO NO BRASIL

A contaminação por mercúrio no Brasil mostra duas diferentes fontes deslocadas temporalmente e geograficamente no país. A primeira, era originada na indústria de cloro-soda, responsável pela principal importação de mercúrio para o país e pelas principais emissões para o meio ambiente até a década de 80. Essa emissões localizavam-se particularmente na região sul-sudeste. A partir da década de 80, o garimpo de ouro, localizado principalmente na Amazônia, tornouse o principal comprador de mercúrio no Brasil, sendo responsável pela maior emissão deste poluente para o meio ambiente A tabela 1 mostra o consumo de mercúrio no Brasil em três períodos distintos. Inicialmente, até 1980 praticamente, a principal fonte de mercúrio para o país, era a produção de cloro e soda, responsável por mais da metade do consumo total. Neste período, o consumo industrial representava mais de 80% do total comprado pelo país.

A partir de 1980 o consumo industrial de mercúrio vem caindo substancialmente. Este fenômeno é resultado direto de uma legislação de controle mais eficiente, que resultou no banimento do uso de mercúrio em certos setores (e.g. como defensivo agrícola), na substituição de tecnologias (e.g. células de mercúrio na indústria de cloro-soda), e no controle mais eficiente de efluentes industriais. Por exemplo, os fatores de emissão de mercúrio da indústria de cloro-soda era de 125 gHg.t-1Cl em 1972 decrescendo para menos que 10gHg.t-1Cl em 1990. Por outro lado, enquanto em 1976, mais de 90% da produção brasileira de cloro usava células de mercúrio, em 1992 somente 36% da produção utilizava esta tecnologia3. O controle das fontes industriais clássicas de mercúrio, resultou em um decréscimo significativo da contaminação por esse metal em áreas industrializadas no sul-sudeste do país. Por exemplo, a concentração de mercúrio em peixes de rios e reservatórios da região metropolitana de São Paulo diminuíram drasticamente entre 1979 e 1990. Enquanto em 1979, 100% das amostras de peixes carnívoros do Rio Tietê apresentavam concentração maiores que 0,5 mg.g-1, apenas 36% apresentavam esses teores em 1986. Peixes carnívoros do Rio Pardo apresentavam até 49% das amostras com teores acima de 0,5 mg.g-1 em 1979. Em 1986, nenhuma amostra de peixe deste rio apresentou esse teor.

A tabela 2 compara as emissões de mercúrio para a atmosfera oriundas de fontes industriais e do garimpo de ouro. A principal emissão atmosférica provém dos garimpos de ouro (c.a. 78 t.ano-1), seguido das emissões da indústria de cloro-soda e da produção de ferro e aço (12 t.ano-1 cada), das queimadas de florestas (7,5 t.ano-1), e dos procesos pirometalúrgicos (c.a. 4 t.ano-1).

as instalações de galvanização de metal geram efluentes contendo concentrações de metais pesados dissolvidos que terão que ser removidos antes dos efluentes serem descarregados nos esgotos municipais ou nos corpos d’água receptores. na remoção de ácidos graxos e para descascar batatas. Além disso. estes se oxidam rapidamente e liberam uma determinada quantidade de acidez. metais e outros componentes químicos que são prejudiciais ao meio ambiente. Também. é o oposto químico dos ácidos. durante as operações de mineração. A soda cáustica também pode ser usada para neutralizar a drenagem ácida das minas. detergentes mais potentes para lavadoras de pratos. e também tratar os fluxos que apresentam um alto teor em manganês. projetados para utilizar as propriedades alcalinas da soda cáustica. podendo por isso neutralizá-los.scielo. limpeza de pisos. Normalmente pode-se obter isso adicionando um produto químico alcalino do tipo soda cáustica aos efluentes. Os hidróxidos de metais insolúveis formados pela reação da soda cáustica com os metais dos efluentes são fisicamente removidos. porque em alguns desses países. removedores de tinta e muitos outros usos. Estima-se que cerca de 90% do algodão é tratado com soda cáustica. Lavadores de gases são dispositivos para o controle da poluição do ar. sabões em barra e detergentes. quantidades significativas de soda cáustica são usadas no tratamento de águas residuais municipais e industriais. no refino do óleo animal e vegetal. Os países em desenvolvimento apresentam demanda significativa de soda cáustica. A drenagem ácida das minas é um dos principais perigos ambientais. Tais sistemas neutralizam as emissões de gases ácidos de chaminés. como parte do processo de prétratamento dos efluentes. Aplicações da Soda Cáustica • • • • • • • Produtos orgânicos Indústria de celulose e papel Produtos Inorgânicos Detergentes. o sabão em barra é usado exclusivamente para a lavagem de roupas e para a higiene pessoal. limpeza de metais. o ar e a água entram em contato com minerais recentemente extraídos que contém enxofre. sendo que uma quantidade significativa está sendo usada na produção de sabões industriais e sabões especiais.php?pid=S0100-40421997000200012&script=sci_arttext Ajudando a controlar a poluição Como a soda cáustica é um composto alcalino. A soda cáustica também apresenta uma série de outras aplicações na indústria de alimentos. frutas e vegetais. Diversas e numerosas aplicações A soda cáustica é usada na produção de tecidos de algodão para fortalecer as fibras e absorver melhor o tingimento. Quando. A reação de neutralização produz a água e o sal. é usada na produção de celulose. contribuindo assim para tornar o meio ambiente mais limpo e livre de poluição. Além disso.br/scielo. Os sabões especiais incluem os sabões para limpeza de fornos e de equipamentos para a preparação de alimentos. sabões e tecidos Alumínio Tratamento de água Outros 18% 16% 15% 10% 8% 5% 28% . Ajudando a nos manter limpos A soda cáustica desempenha um papel importante na fabricação dos sabões em pó. como por exemplo. A soda cáustica é especialmente eficiente em neutralizar fluxos baixos de drenagem ácida das minas localizadas em locais remotos. papel e alumínio.Fonte: http://www.

Rio de Janeiro. PROÍBE A IMPLANTAÇÃO OU AMPLIAÇÃO. d) Consumo total de energia é maior.org. DE 20 DE SETEMBRO DE 1995. de indústrias produtoras de cloro-soda com células de mercúrio e com células de diafragma. o processo não é poluente. 20 de setembro de 1995. f) Os produtos das células são impuros. d) Produtos de excelente qualidade. Art. Art. no Estado do Rio de Janeiro.LEI Nº 2436.SBRT . c) Menor consumo de energia elétrica que nas células de mercúrio.respostatecnica. mas pode ser eficientemente controlado. Células de membrana a) Emprega membrana semipermeável. 2º .http://www. d) Qualidade dos produtos similar aos obtidos por células de mercúrio.br 3 h) O asbesto é material agressivo à saúde e deve ser corretamente manipulado. c) A soda cáustica não necessita de operação de concentração suplementar. e) As matérias-primas precisam ser de alta pureza. DE INDÚSTRIAS PRODUTORAS DE CLORO-SODA COM CÉLULAS DE MERCÚRIO E CÉLULAS DE DIAFRAGMA. b) O segundo processo em utilização no mundo. de tecnologia recente e com poucas unidades instaladas no mundo. 1º . MARCELLO ALENCAR Governador Tecnologias empregadas para produção do cloro/soda Células de mercúrio a) Processo mais antigo e ainda de maior utilização no mundo.As indústrias que fizerem o processo de utilização de células de mercúrio e células de diafragma para a produção de cloro-soda devem adaptar suas plantas a processos não agressivos ao meio ambiente e aos trabalhadores com um prazo de 03 (três) anos para sua adaptação. b) Maior consumo de energia elétrica.Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. f) As matérias-primas precisam ser de alta pureza. Tecnologias utilizadas pelas indústrias nacionais As tecnologias que utilizam o mercúrio e o asbesto correspondem a 96% da atual capacidade . pois o processo exige concentração posterior da soda cáustica formada nas células. b) Processo moderno. Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 3º . e) Concentração de soda cáustica menor que no processo de mercúrio. g) Custo de manutenção do diafragma é expressivo e Copyright © Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas . c) Consumo de energia elétrica comparável ao das células de diafragma. revogadas as disposições em contrário. E DÁ PRAZO PARA SUBSTITUIÇÃO.Fica proibida a implantação ou ampliação. Células de diafragma a) Emprega diafragma poroso à base de asbesto (amianto). O Governador do Estado do Rio de Janeiro. e) As matérias-primas não precisam ser de alta pureza e f) O mercúrio é poluente. g) Custo de reposição das membranas é alto e h) Pelas informações até hoje disponíveis.

A tecnologia à base de células de membrana semipermeável é utilizada por apenas duas empresas. Trikem. mas ainda prevalece na Europa.4% (ou 300 mil toneladas/ano).3 mil toneladas/ano). Se comparado às 8. enquanto a tecnologia de células de mercúrio responde por 23. Estima-se que somente nesse ano foram perdidos cerca de 40 toneladas do metal. os rins e o sistema central. Aplicações do mercúrio e do asbesto no Brasil A indústria de soda/cloro utiliza dois materiais potencialmente agressivos ao meio ambiente: o mercúrio e o asbesto (amianto). Inicialmente até 1980 praticamente. que ataca principalmente o tubo digestivo. Foi eliminada no Japão. Essas emissões se localizavam particularmente na região sul-sudeste. adotam tecnologias à base de diafragma de amianto. pelo elevado custo de substituição. isso se explica pelo fato de ser uma das áreas produtoras mais antigas. até atingir níveis de concentração letais. . era a produção de cloro soda.3 mil toneladas de cloro. o consumo de mercúrio pelas indústrias de cloro /soda foi de 24 toneladas. primeiramente era originada na indústria de cloro soda.7 toneladas consumidas em 1998.6% da capacidade instalada (ou 930. ou 4% da capacidade instalada total. O mercúrio é poluente. mas pode ser eficientemente controlado. é a tecnologia mais sujeita a restrições ambientais. Boldrini & Pereira (1987) . as células de mercúrio pelos médios e pequenos (a exceção é a Carbocloro) e as células de membrana sintética pelos pequenos. a Aracruz e a Riocell. A cabeceira de Santos foi o local mais atingido. a Carbocloro chegou a consumir 440 gramas de mercúrio por tonelada de cloro produzido. tais como: lesões celulares.br Tipos de tecnologia utilizadas em plantas de cloro soda: Tecnologia de mercúrio: processo mais antigo e ainda de maior utilização no mundo.Em estudo no estuário da Baixada Santista. a principal fonte de mercúrio para o país. no rio ou no ar?. Somente em 1975. No Brasil. as células de diafragma de amianto são utilizadas pelos grandes e pequenos produtores.8ton. O consumo atual de mercúrio pelas indústrias de cloro/soda é de 8.org. A contaminação por mercúrio no Brasil./ano. A tecnologia de célula de diafragma poroso à base de amianto responde por 72. Até os anos 80 os resíduos da área de tratamento da salmoura e das células d mercúrio eram despejadas diretamente no meio ambiente. responsável pela principal importação de mercúrio para o país e pelas principais emissões para o meio ambiente até a década de 80. Quantidade exata de mercúrio metálico emitido e/ou despejada no solo.instalada de cloro no país. Em 1989. cujas capacidades instaladas somadas montam 51. as emissões de mercúrio foram reduzidas em 65% na década. O mercúrio é o único metal que se mantém liquido e é volátil à temperatura ambiente.7 ton. Dow Química e Carbocloro. As três maiores empresas. Causa diversas doenças crônicas./ano e o de amianto 153. A Carbocloro produz cerca de 135 mil toneladas de cloro com essa tecnologia e 100 mil toneladas utilizando tecnologia à base de mercúrio. Tecnologia de mercúrio Produtos de excelente qualidade. A partir de 1980 o consumo industrial de mercúrio caiu substancialmente. concluíram que o mercúrio apresentou concentrações comprometedoras na musculatura dos peixes estudados. evidenciandose uma contaminação da região por este metal. As matériasprimas não precisam ser de alta pureza. com 65% da capacidade. http://www.os controles ambientais já foram realizados e reduziram as emissões de poluentes nas plantas de mercúrio em mais de 90% nos últimos 15 anos.respostatecnica.

Dr.Química Industrial IFG. eficiência energética e restrição ambiental. Aulas Tecnologia Inorgânica . e mais tarde para titânio revestido. da Fonseca-Zang 24. Dr. mantendo-se em aço.05. aço.Assim os seres humanos acabam recebendo a maior carga química tóxica no final desse processo acumulativo denominado "biomagnificação". depois passou para concreto. Emprega diafragma poroso à base de amianto. principalmente quanto ao material de construção. da Fonseca-Zang 24. mas evoluíram no aspecto energético.2003). 4 Profa. 5 Profa. No sistema de eletrólise de uma solução de cloreto de sódio por células de diafragma. Os produtos da célula são impuros. As matérias-primas precisam ser de alta pureza. Tecnologia de diafragma Os ânodos passaram de carbono para grafite.Livre no ambiente uma grande parte do mercúrio é absorvida direta ou indiretamente por plantas e animais aquáticos. 2010. Tecnologia de diafragma A tecnologia de diafragma foi se desenvolvendo ao longo do tempo. iniciando o processo de "bio-acumulação". Warde A. Esta contaminação é proveniente de: Deposição de emissões difusas de mercúrio.Química Industrial IFG. Contaminação histórica solo e água potencialmente contaminados com mercúrio e/ou PCDD/PCDF (tecnologias de células de mercúrio e/ou diafragma com utilização de ânodos de grafite).2010 .2010 Tecnologia de diafragma Tecnologia de diafragma ocupa a segunda posição em antiguidade. Tecnologia de diafragma O amianto é um material agressivo a saúde e deve ser corretamente manipulado. Os cátodos tiveram poucas modificações em termos de material. Tecnologia de diafragma Os diafragmas podem ser feitos a partir de fibras de amianto e de fibras sintéticas com nomes comerciais tais como Poliramix e Tephram (Lopes. Aulas Tecnologia Inorgânica . que inicialmente era feito de madeira. Warde A.05. polímeros e finalmente titânio. 2010. há formação de cloro no ânodo e de soda cáustica e hidrogênio no cátodo.

Oxidantes livres. É a tecnologia que deve prevalecer no futuro e já vem sendo a preferida para uso em plantas novas. utilizadas para remoção das impurezas da salmoura(carbonatos e bicarbonatos). para ajuste do pH no tratamento da salmoura(HCl). Estas emissões são geradas nos seguintes processos: Evaporação da solução de soda cáustica (concentração final). . Metais. Membranas (vida útil:2 a 4 anos) e suas vedações. Remoção dos resíduos contaminados para tratamento e/ou deposição em aterro. Entradas no processo: Independente da tecnologia utilizada.Deposição de resíduos contaminados com mercúrio. por cada 1000 kg de cloro produzidos é: 1128 kg de NaOH (100%). é a única empregada no Japão. Resinas de permuta iônica. ocorre produção de: cloro no ânodo. 6 Profa. Qualidade dos produtos similar aos obtidos pela célula de mercúrio. para secagem do Cl2 (H2SO4). Emissões para atmosfera: Cl2 CO2 CCl4. Necessidade de remover o hidrogênio e dióxido de carbono do cloro produzido. Tecnologia de membrana Tecnologia de membrana têm alta eficiência energética e não sofre qualquer restrição de ordem ambiental. Saídas do processo: De acordo com o tipo de sal utilizado e independente da tecnologia utilizada. em algumas situações. Água utilizada para: preparação da salmoura circuito de soda cáustica(manter o balanço de água na reação de formação de NaOH) unidade de absorção do cloro arrefecimento Energia -Matérias auxiliares. da Fonseca-Zang 24. e CCl4. Deposição de resíduos contaminados com PCDD ou PCDF.Química Industrial IFG. Dr.2010 Secagem do cloro Purificação da salmoura (lavagem das resinas de permutação iônica). as principais entradas no processo são: Cloreto de sódio ou cloreto de potássio. Bromatos. No sistema de eletrólise com células de membrana. 2010.05. Warde A. Necessidade de concentrar a solução de soda cáustica até 50%. Medidas para controle/minimização: Armazenamento de peças e resíduos contaminados em locais fechados. Tecnologia de membrana Elevada pureza da salmoura. isolados e impermeabilizados. Controle de qualidade do solo. soda cáustica (32-35%) e hidrogênio no cátodo. Resíduos são gerados na sua maioria durante a purificação secundária da salmoura: Materiais e revestimentos de celulose (filtros para lama/ redução da dureza da salmoura). Produz soda cáustica de alta pureza. Emissões para água: Sulfatos. a quantidade do produto final produzido. Custo de reposição de membranas é alto. Purgas do circuito da salmoura (evitar acumulação de contaminantes). Lamas. se for utilizado NaCl como matéria prima. Cloretos. Cloratos. de tecnologia recente e com poucas unidades instaladas no mundo. Processo moderno. águas superficiais e subterrâneas potencialmente contaminadas com Hg e PCDD/PCDF. Aulas Tecnologia Inorgânica .

o amoníaco e o carbonato de cálcio (pedra calcária). Purificação e saturação da salmoura (circuito da salmoura). foi desenvolvido em 1773. Ocorria a hidrólise dos sulfetos. 28 kg de Hidrogênio. saturada Calcário deve ter pequena quantidade de impurezas. se for utilizado KCl como matéria prima. Processo Solvay MATÉRIAS-PRIMAS: Sal usado na forma de salmoura natural ou artificial. Principais utilizações: Vidro Sabão e detergentes Polpa de papel Tratamento de água Metais não ferrosos O processo antigo de produção de barrilha. contendo em geral.Química Industrial IFG. o cloreto de sódio (sal comum) . seguido pela lixiviação do produto pela água.05. sendo pequena a quantidade perdida. 7 Profa. da Fonseca-Zang 24. Warde A. Trona é um mineral composto de carbonato e bicarbonato de sódio hidratado (Na3HCO3CO3 2H2O).2010 Barrilha Sólido leve. Processo Solvay REAÇÕES: CaCO3 CaO + CO2 C(amorfo) CO2 CaO + H2O Ca(OH)2 NH3 + H2O NH4OH 2NH4OH + CO2 (NH4)2CO3 + H2O (5) (NH4)2CO3 + CO2 + H2O 2NH4HCO3 (6) NH4HCO3 + NaCl NH4Cl + NaHCO3 (7) 2NaHCO3 calc. principalmente sílica. desenvolveu o processo amônia-soda. Aulas Tecnologia Inorgânica . É extraido como fonte primária para a obtenção do carbonato de sódio nos Estados Unidos. Descarga e armazenamento do sal ( em local fechado.1577 kg de KOH (100%). Dr. moderadamente solúvel em água. britado a um tamanho entre 10 e 20 cm Coque calcina o calcário e fornece CO2 Amônia reagente cíclico no processo participa das reações e é recuperada. evitando emissões de suas partículas e contaminação). substituindo Processo Solvay usado no resto do mundo para a produção do carbonato de sódio. Na2CO3 + CO2 + H2O 2NH4Cl + Ca(OH)2 2NH3 + CaCl2 + 2H2O (1) (2) (3) (4) PROCESSO SOLVAY: Barrilha REAÇÃO GLOBAL: CaCO3 + 2NaCl Na2CO3 + CaCl2 . cerca de 99% de Na2CO3. Utilizou como matérias primas. denominado LeBlanc. Ernest Solvay. que eram convertidos a carbonato pelo tratamento com dióxido de carbono dos fornos de calcinação. 2010. conseguindo tornar mais barata a obtenção do sal e eliminar alguns dos problemas que apresentava o método Leblanc. químico belga. Baseavase na calcinação do sulfato de sódio com carvão e calcário num forno rotatório. No processo LeBlanc ocorrem as seguintes reações químicas: Reação do sal comum com o ácido sulfúrico: 2NaCl + H2SO4 Na2SO4 + 2 HCl Reação de calcinação do Na2SO4 com calcário e carvão: Na2SO4 + CaCO3 + 2C Na2CO3 + CaS + 2CO2 Em 1861. O processo Solvay só substituiu completamente o processo LeBlanc por volta de 1915.

Profa.12 t de soda cáustica. Nenhum outro elemento natural da tabela periódica faz correr tanta adrenalina de industriais e ecologistas. Rio de janeiro: Guanabara Koogan. o cloro é o mais espinhoso. Dr. Bicarbonato de sódio NaHCO3 : bicarbonato de sódio ou carbonato ácido de sódio ou carbonato de hidrogênio e sódio Não se obtém a partir do bicarbonato de sódio separado nos filtros do processo Solvay porque: Difícil de secar Perda da amônia presente Odor devido a traços de amônia Outras impurezas Utilização: fabricação de água carbonatada. 2008. 4. com um inconveniente: para cada 1. mas adequado para expressar a temperatura do debate.br/industria-do-cloro-e-da-soda-pdf-a58341. carbonatação da salmora. filtrada e lavada num filtro a tambor rotativo. artigos de couro.ed. extintores de incêndio. Na base da torre injeta-se CO2 comprimido e a temperatura é mantida em torno de 40ºC. substância então usada apenas no branqueamento de tecidos e muito perigosa. Aulas Tecnologia Inorgânica .ebah. 2010. Bicarbonato de sódio Prepara-se uma solução saturada de barrilha. R. J.2010 Solvay: Fluxograma de fabricacao PROCESSO SOLVAY: Calcinação do calcário com coque para produção CO2 e CaO. calcinação do bicarbonato de sódio e recuperação amônia. Depois da centrifugação. BRINK JR. 2010. da Fonseca-Zang 24. esse processo gera 1 t de cloro. a busca de novas tecnologias para atender à crescente demanda por soda cáustica desembocou na eletrólise da solução de sal comum como a solução de menor custo. A suspensão de bicarbonato que se forma é removida pela base da torre. a 70ºC. que "Deus criou 91 elementos químicos.(8) (9) Aulas Tecnologia Inorgânica . que é introduzida no topo de uma coluna semelhante à torre de carbonatação da fabricação da barrilha. Warde A. Este último aspecto foi enfatizado na guerra de 191418.05. o homem adicionou em torno de uma dúzia e o demônio veio com um: o cloro". o material é seco numa esteira transportadora contínua. Referência principal SHREVE..com. http://www. quando os alemães aterrorizaram os exércitos aliados usando cloro gasoso ou seu derivado fosgênio (gás . O bicarbonato obtido por esse processo tem uma pureza de 99.Química Industrial IFG.N.html Dos problemas ambientais da atualidade. manufatura de levedura em pó. Reza um versículo apócrifo.Química Industrial IFG.9%. Indústria de processos químicos. Porém. PROCESSO SOLVAY: Amoniação da salmora. No final do século passado.

para completar as desventuras da indústria do cloro. Mais que isso. embora permanecesse a demanda por soda. mas a eletrólise continuou sendo apenas um caminho secundário para a produção de soda cáustica.que 98% da produção mundial de soda passou a originar-se desse processo.não um assessor do prefeito paulistano. corantes. Em 1987. não relacionados a esse problema. A preocupação também começou a atingir o uso industrial do cloro (principalmente no branqueamento da celulose). Alguns países insistiram em manter estoques de gases venenosos. Enquanto corria esse debate. combater doenças através de fármacos e do uso do cloro e PVC em saneamento e gerar cerca de 25% dos empregos de toda a indústria química. em 1962. Para não lutar nessa guerra. mas também por cientistas respeitados no campo ecológico. conhecidos pela marca comercial Freon). principalmente DDT. por toda a biosfera terrestre. responsável pela primeira medição (em 1971) da difusão dos CFCs na atmosfera e hoje mais conhecido como o autor da "hipótese de Gaia". Em 1974. solventes industriais. Entretanto. a cloroquímica podia apresentar-se como uma indústria não só muito lucrativa. aerossóis e expansão de espumas plásticas.000 t/ano para novamente produzir soda cáustica sem cloro e começou-se a introduzir. iniciando nova batalha com a indústria cloroquímica.de mostarda). Os ambientalistas começaram a reivindicar um banimento total do uso do cloro e.principalmente o DDT e o PVC . O cloro passou a ser insumo essencial de plásticos e resinas (PVC ou vinil. que gera um volume elevado de efluentes tóxicos. multiplicavamse estudos sobre problemas de saúde entre grupos particularmente expostos a produtos clorados. mas também meritória. usados em refrigeração. para branquear papel. respondendo por apenas 6% dessa indústria em 1925. Iniciou-se também a substituição do branqueamento via cloro pelo processo ECF (elemental chlorine free). terminado o conflito. Na impossibilidade de escoá-lo ou estocá-lo. mas tóxicos e provavelmente cancerígenos (como o solvente percloroetileno. as vítimas da fuga de dioxina na cidade italiana de Seveso (1976) e os soldados prejudicados pelo "Agente Laranja" . nos EUA. A reprodução de várias espécies de animais. poliuretano e epóxi). várias indústrias investiram na criação de uma capacidade instalada de 300. constatando que a concentração dos halocarbonos industriais na atmosfera havia sextuplicado desde a primeira medição. estava sendo sensivelmente afetada e o DDT começava a ser encontrado. que permite reduzir os efluentes nocivos ao empregar dióxido de cloro em vez do cloro gasoso.é simplesmente falso. depois argumentando que os benefícios obtidos de pesticidas baratos seriam superiores a seus eventuais danos ambientais. fluidos de refrigeração. Nas décadas seguintes. Rachel Carson praticamente fundou o movimento ambientalista com o livro "Primavera Silenciosa". como entre os esquimós. resultando na alta do preço da soda e queda do cloro. No início dos anos 60. a inesperada descoberta do "buraco" na camada de ozônio sobre a Antártida encerrou o caso do CFC.inclusive em regiões muito afastadas de centros industriais ou da agricultura comercial. 85% dos fármacos e 95% dos pesticidas. que dispensa totalmente o . a soda passou a ser encarada cada vez mais como mero subproduto da cloroquímica. Para ele. cada vez mais governos de países desenvolvidos foram convencidos a banir o DDT e alguns outros pesticidas. A partir de 1987. A recém-inaugurada guerra química mostrou-se tão terrível que. capaz de combater a fome através dos pesticidas e da refrigeração. no leite materno . a Convenção de Genebra a proibiu. apareceu na revista Nature um estudo sustentando que os CFCs (clorofluorcarbonos. sendo respaldada não apenas por seus próprios técnicos. Entretanto. a indústria de cloro-soda foi obrigada a reduzir sua atividade. foi tal o impulso proporcionado à industria pela II Guerra Mundial e pelo surgimento de novos derivados do cloro . passou a defender a regulamentação das emissões de produtos clorados. representantes de 57 países assinaram um acordo sem precedentes para banir a produção dos produtos nocivos ao ozônio até o ano 2000 nos países desenvolvidos e 2010 nos países em desenvolvimento. Na década de 80. Porém. Iniciou-se uma campanha para restringir ou banir esses produtos à qual a indústria cloroquímica reagiu primeiro negando a existência do problema. incluindo trabalhadores que produzem ou utilizam derivados do cloro. assim como certos solventes clorados (como o tricloroetano usado em metalurgia e eletrônica para desengraxar metais) ameaçavam a proteção contra a radiação ultravioleta (UV) representada pelo ozônio estratosférico. principalmente aves. como James Lovelock. muitos jovens norte-americanos emigraram para o Canadá e.o UV ameaçaria toda a vida na Terra ao destruir as algas marinhas que são as principais responsáveis pelo oxigênio da atmosfera . Esta afirmou que a questão estava sendo tratada de forma emocional e anti-científica. substituídos por outros produtos mais caros. mas o produto usado para destruir matas durante a Guerra do Vietnã. mas aparentemente menos perigosos. alguns deles fundaram seu arqui-inimigo Greenpeace. mas as violações flagrantes dessa lei de guerra têm sido raras. usado em tinturarias que fazem "lavagem a seco") tiveram prazo até 2020 para sair do mercado. em proporções preocupantes. o aumento na radiação UV teria tanto efeitos benéficos quanto maléficos e o mais forte argumento dos ambientalistas . o relativamente dispendioso processo TCF (totally chlorine free). as crescentes restrições contiveram a demanda por cloro. o cloro encontrou novos mercado no branqueamento de papel ou como desinfetante. assinalando a difusão dos pesticidas. gerando um total de mais de 11 mil derivados de valor comercial. Outros produtos. O próprio Lovelock.

a capacidade instalada cresceu 25% na América do Norte e 23% na Ásia. obtém-se uma mistura muito inferior.cloro usando ozônio ou peróxido de oxigênio (água oxigenada). enquanto substitutos do cloro no branqueamento. Vinte e sete executivos da EVC. Esse volume. Devido à retração dos investimentos nos anos anteriores. sua produção envolve substâncias tóxicas e sua combustão ou lenta decomposição . o PVC é inofensivo. solo e sedimentos de todo o globo. deverá ser levada também aos EUA. metais e alguns outros plásticos.000 ºC ou uso de certos catalisadores. A maior parte desse crescimento de demanda vem do principal derivado do cloro. mas é inviável nos países em desenvolvimento onde mais cresce a demanda para produtos cloroquímicos. Como composto químico. portanto. Duas grandes empresas suecas de construção JM e Svenska Bostder . estão com vendas estagnadas e revendo projeções para baixo. Segundo a consultora Anorganica. estrategicamente mais adequado como alvo de uma batalha decisiva. Assim. cresceu 11% nos EUA. ao se juntar PVC recuperado de diferentes produtos.3% na América do Norte.enfatiza-se o PVC por ser produzido em maior quantidade.como a de qualquer outro produto orgânico clorado . doença provocada em outros 400 e poluição por dioxina na laguna de Veneza. 14% na Europa e 19% no Brasil. lançou na Europa uma campanha bem-sucedida envolvendo publicações. Mesmo em países tão desenvolvidos quanto a Alemanha. impulsionado pelo bom momento da construção civil em 1996. o PVC cujo mercado. como o peróxido de hidrogênio. A razão é que o PVC não é um produto homogêneo: cada aplicação necessita de uma diferente combinação de aditivos e plastificantes. Tais poluentes orgânicos persistentes (POPs) têm sido detectados no mar. a capacidade instalada em cloro no mundo deve crescer de 47. decidiu reduzir e. Trata-se de uma complexa e difusa trama de impactos ambientais e sanitários a longo prazo atribuídos a todo o setor cloroquímico . maior fabricante europeu de PVC. seminários para usuários e divulgação de listas de produtos isentos de PVC que. diga-se de passagem. que se degrada em um ano e meio. Mesmo assim. na chuva. os investimentos em cloroquímica foram retomados. Esfriou o entusiasmo por investimentos em cloroquímica. até porque os maiores focos de crescimento da demanda passaram a ser países em desenvolvimento onde o ambientalismo ainda é inconcebível (tente imaginar uma manifestação "verde" em Pequim ou Jacarta. mas capazes de permanecer décadas ou séculos no ambiente.3 para 49. nestes anos 90. Suécia e Dinamarca estão estudando restringir ou banir por etapas o PVC flexível. A reciclagem não resolve o problema: viável para papel. no Brasil pelo menos 9%.3% ao ano na Ásia. Porém. que representam 5 a 20% de seu peso. 4. sob a acusação de morte por câncer de 116 trabalhadores. O clima de desregulamentação e competição global por empregos e investimentos tornou os governos menos receptivos às preocupações ambientalistas e mais atentos às questões de custo. principalmente o clorometano das algas marinhas (componente da "maresia"). Além desse problema geral à petroquímica. Depois de anos de inúteis manifestações em fábricas de cloro. A incineração com tecnologia adequada (temperatura acima de 1. Entre 1995 e 1998. salvo pela extrema resistência à degradação e conseqüente acumulação de lixo plástico. que começa a ressurgir do segundo plano ao qual havia sido relegada. publicidade. agora a discute-se onde será colocada a soda cáustica excedente.5% no Brasil (para crescimento anual do PIB de 3%) e 6% na média mundial. de produtos de higiene pessoal. eliminar o uso de PVC na construção de lojas. como ocorre com outros plásticos. quando se debatia um definido efeito nocivo de um composto determinado. as estimativas para o crescimento da demanda no período 1996-2001 chegam a 10. foram processados na Itália. mais conhecido pelo consumidor e. o preço do cloro reagiu e o da soda despencou. o Greenpeace passou a priorizar a atuação junto a varejistas e consumidores: em meados de 1996. o cloro teve nova oportunidade. . lagos e rios.planejam deixar de usar o PVC e 128 municípios da Suécia e 200 da Alemanha criaram restrições a seu uso em edifícios públicos. praticamente inútil. 4. Desta vez não é como nos casos das armas químicas. como platina e óxido de urânio) reduz muito as emissões de poluentes clorados. será doze vezes maior que o dos orgânicos clorados produzidos por todo o ecossistema terrestre. os preços do PVC não tiveram recuperação significativa e. em 1997. essa alternativa é anti-econômica no caso do PVC e nunca passou da etapa de projeto-piloto. é mais que provável que os esforços asiáticos para conquistar o mercado mundial e projeções demasiado otimistas do crescimento econômico desemboquem em excesso de oferta e preços ainda mais baixos até o final do século. Entretanto.5 milhões de t/ano de 1996 a 2000. o PVC e o cloro enfrentam a questão ambiental. ou mesmo na teoricamente democrática Cingapura). do CFC e dos solventes tóxicos. onde possível. vidro.gera dioxinas e milhares de outras substâncias de propriedades mal conhecidas. A Ásia representa 36% das expansões previstas para cloro e 46% para PVC. Invertendo a tendência do final da década de 80. o que se chama de "reciclagem" é basicamente a incineração e a "exportação" para lixões da África e Ásia do PVC inutilizado. o que também ocorre com os plastificantes e aditivos que fazem o PVC utilizável (notadamente ftalatos). do DDT. Cinco grandes varejistas britânicos criaram um grupo de trabalho para estudar o problema e alguns já anunciaram restrições ao produto: a rede The Body Shop.

Mesmo assim. as alternativas ao cloro para tratamento d'água . enquanto é fácil eliminá-lo em embalagens descartáveis. Salvo surpresas. tais como embalagens de vidro.br/CLORO. biocidas menos agressivos e especialidades químicas (surfactantes etc. bem como de associações empresariais. Há casos em que alternativas a produtos clorados contribuem para o efeito estufa. analisar a interação entre as dezenas de milhares de compostos clorados dispersos no ambiente e o complexo metabolismo de cada ser vivo ultrapassa os recursos da ciência. é um fenômeno simples e bem conhecido e deu margem a debate apenas quanto à sua dimensão e conseqüências ambientais.htm . alumínio e plásticos não-clorados. eventuais restrições tornarão mais confortável a posição dos produtos e técnicas alternativas que puderem demonstrar viabilidade econômica e baixo risco ambiental. pode-se defender como prioritário seu uso como solução rápida e barata para estender a rede sanitária a populações carentes. por suas propriedades químicas ou por exigirem mais energia em sua produção. DuPont. Vistas do Hemisfério Sul. Peróxidos do Brasil).com.que os qualificam como EDCs (endocrinedisrupting chemicals). pelo ciclo de vida mais curto e por ser o mais carregado de aditivos e plastificantes perigosos. saibam ou não. a médio prazo. É como no caso da ligação entre tabaco e câncer do pulmão. Isto tem sido atestado em concentrações baixíssimas e verifica-se sinergia dos diferentes compostos: sua mistura no ambiente tem efeitos maiores que a soma dos efeitos individuais. por exemplo. mas todos. Um banimento total da cloroquímica. filtragem aperfeiçoada . Porém. se não de todos os produtos clorados. As alternativas em tubos para água e esgoto (ferro fundido. ozônio. sondas etc. Ao mesmo tempo.parecem tão irrealistas quanto a reciclagem do PVC: é preciso pesar danos ambientais e uma probabilidade algo maior de morte na velhice por câncer renal ou coloretal contra a quase certeza de morte na infância por disenteria ou cólera. a cloroquímica vai manter muitos nichos de mercado enquanto novas tecnologias não permitirem substituí-la sem causar maiores danos. Mesmo para os cordatos ambientalistas do WWF (World Wildlife Fund). que só poderia ser dada por um conhecimento exato de mecanismos bioquímicos. no encontro de fevereiro/97 do Fórum Intergovernamental de Segurança Química (IFCS). nos quais se inclui a família real britânica. pigmentos inorgânicos. plásticos biodegradáveis (que já começam a ser usados pela indústria brasileira de brinquedos). tintas hidrossolúveis. mas ainda assim deve-se ser cauteloso quanto às suas perspectivas de longo prazo. formado em 1994 para implementar os compromissos da Eco 92. porém. com tratados internacionais limitando o uso do PVC. O PVC flexível é o mais forte candidato à eliminação imediata. bem como as de fabricantes de plastificantes e copolímeros de PVC. votaram pelo reconhecimento do corpo rapidamente crescente de pesquisas científicas indicando riscos relacionados aos EDCs. As abordagens viáveis são experimentos com animais e correlações estatísticas que indicam a probabilidade. a evidência já justifica amplamente o início de um programa de redução da exposição humana a todos os EDCs. delegados de uma centena de governos nacionais.uol. substitutos do CFC. é difícil substitui-lo no isolamento e proteção de fiação elétrica e mais ainda em certas aplicações médicas (bolsas de sangue.sites. com uma dificuldade adicional: é relativamente fácil distinguir e comparar fumantes e não-fumantes. seus danos ao ozônio foram considerados mais urgentes que a contribuição ao efeito estufa dos substitutos. não é provável. estão expostos a produtos clorados. mas não a certeza científica de uma relação de causa e efeito. solventes à base de água ou gás carbônico liqüefeito.) que viabilizam o uso desses produtos. A discussão poderia muito bem se arrastar por séculos: enquanto o efeito catalisador do cloro sobre a decomposição do ozônio.da reprodução de espécies selvagens à sexualidade humana . corantes não-reativos. sindicais e de ambientalistas. mas também porque há casos em que a substituição dos produtos clorados é muito dispendiosa ou envolve outros riscos de saúde ou ambientais. nem pelos cinco milhões de empregos a ela associados. peróxido de hidrogênio para branqueamento de celulose (Degussa. http://antonioluizcosta.raios UV.Muitos estudos têm apontado correlações de orgânicos clorados com certas formas de câncer e problemas neurológicos e mais conclusivamente com as perturbações do sistema hormonal de seres vivos . Entretanto.). Não só pelas centenas de bilhões de dólares investidos nessa indústria. também há cientistas para negar essas conclusões. aço galvanizado) são bem menos econômicas: enquanto há aplicações do PVC na construção mais dispensáveis. pode-se contar. Mesmo sob restrições. uso ou transporte mas vale lembrar que caso do CFC.

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