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Energia eólica

O que é?
A energia eólica é a energia obtida através da força dos ventos.
A energia eólica tem sido aproveitada desde a antiguidade para mover os barcos
impulsionados por velas ou para fazer funcionar a engrenagem de moinhos, ao mover as
suas pás. Nos moinhos de vento a energia eólica era transformada em energia mecânica,
utilizada na moagem de grãos ou para bombear água. Os moinhos foram usados para
fabricação de farinhas e ainda para drenagem de canais, sobretudo nos Países Baixos.

Como funciona?
As turbinas mais potentes contam com tres pas de ate 40 metros cada (equivalente a um
predio de 13 andares). Elas sao ocas e de materias levissimos – fibra de carbono e
principalmente fibra de vidro. Na base de cada pá, existe um mecanismo que permite gira-
las para tirar melhor proveito do vento.
Entre a helice e o gerador ha dois eixos, o principal é conectado direto a helice e gira
devagar (entre 20 e 30 rpm), conecta-se a uma engrenagem, o multiplicador, que faz com
que o segundo eixo atinja entre 1000 e 1500 rpm.
O gerador aproveita a rotação mecanica do eixo para gerar energia eletrica. Isso acontece
porque dentro do gerador ha um bobina metalica em contado com um imã, que, por
induçao, produz eletricidade.
Cada turbina tem um computador - controlador – que a ajusta de acordo com a velocidade e
a direção do vento. É o controlador que liga o gerador quando os ventos atingem a
velocidade minima de 10km/h e acionam os freios quando atingem a velocidade maxima de
95km/h.
Cada central eolica possue uma central de transmissão, onde se encontram os fios de cada
uma das turbinas, dali partem direto para a rede elétrica.`

Energia eólica no mundo


Dinamarca

Dinamarca investiu, neste 15 anos, mais em energia elétrica que qualquer outro país
europeu. Isto é decorrente da longa tradição da utilização do vento como forma de energia.
A primeira turbina que gerou eletricidade foi construída em 1891. O programa energético
dinamarquês de hoje ainda faz parte do estabelecido em 1976. O principal objetivo deste é
fazer a Dinamarca menos dependente de suprimento de energia importada.
Conseqüentemente, argumentos em defesa do meio ambiente estão sendo levados em
conta.

França

O principal impasse da expansão na utilização de energia eólica na França tem sido o poder
público que não deseja dividir com empresas privadas e pagar uma tarifa comparável ao
custo de geração de energia elétrica.Depois de uma iminente falta de energia durante a
década de 80, a França reinaugurou um pequeno projeto de implantar a utilização de
energia eólica durante o começo dos anos 90. A mudança chegou a tempo, justamente
quando a França enfrentava a constante pressão da Comunidade Européia para abrir o seu
mercado de eletricidade para competição e o surgimento de novas questões relativas à
dependência da energia nuclear.
.

Estados Unidos

A energia eólica é muito difundida nos EUA, são recursos que se distribuem desde o nível
menos classificado até a mais alta classificação. Como exemplo tem-se Dakota do Norte, que
sozinha, possui a capacidade de produzir energia que conseguiria suprir 36% da eletricidade
de 48 estados.
Alguns projetos que estão em andamento nos EUA atingiram uma meta que é muito
importante para o desenvolvimento futuro da utilização da energia eólica, conseguiu
diminuir drasticamente o custo do kWh.Atualmente a energia eólica é responsável por
apenas 1% de toda energia produzida no país. O Departamento de Energia espera um
aumento de 600% na utilização de energia eólica nos próximos 15 anos. Espera-se que no
meio do próximo século o vento possa ser responsável por 10% de toda energia norte-
americana, o mesmo que a parcela produzida pela energia hidrelétrica.

Alemanha

Hoje são 15 mil turbinas implantadas na alemanha. E as empresas operadoras querem ainda
quadruplicar este número. Até usinas eólicas em plataformas marítimas (offshore) já estão
em construção. A energia eólica já representa cerca de 70% dos investimentos públicos em
energia de fontes renováveis. A lei de fomento às energias renováveis (EEG), aprovada em
2000, regulamentou uma série de privilégios ao setor, como a garantia de compra e o preço
fixo acima do de mercado.
A decisão do governo alemão de abandonar progressivamente a energia nuclear provocou
um problema. O país terá que substituir 25 Gigawatts de energia gerados pelas centrais
nucleares. Fontes renováveis são as alternativas mais propostas como solução para esta
tarefa, em oposição às fontes minerais, altamente poluidoras. E, dentre elas, a eletricidade
gerada pela força do vento vinha despontando como mais vantajosa. Entretanto, a energia
eólica está saindo mais cara do que econômica para os alemães.

POTENCIAL EÓLICO BRASILEIRO

Embora ainda haja divergências entre especialistas e instituições na estimativa do potencial


eólico brasileiro, vários estudos indicam valores extremamente consideráveis. Essas
divergências decorrem principalmente da falta de informações das diferentes metodologias
empregadas.

De qualquer forma, os diversos levantamentos e estudos realizados e em andamento (locais,


regionais e nacionais) têm dado suporte e motivado a exploração comercial da energia
eólica no País.

No Brasil, a participação da energia eólica na geração de energia elétrica ainda é pequena.


Como apresentado na Tabela a seguir, em setembro de 2003 havia apenas 6 centrais eólicas
em operação no País. Entre essas centrais, destacam-se Taíba e Prainha, no Estado do
Ceará, que representam 68% do parque eólico nacional.

No âmbito nacional, o estado do Ceará destaca-se por ter sido um dos primeiros locais a
realizar um programa de levantamento do potencial eólico, que já é consumido por cerca de
160 mil pessoas. A capacidade instalada no Brasil é de 20,3 MW, com turbinas eólicas de
médio e grande portes conectadas à rede elétrica.

Vários estados brasileiro seguiram os passos do Ceará, iniciando programas de


levantamento de dados de vento. Hoje existem mais de cem anemógrafos computadorizados
espalhados pelo território nacional. Um mapa preliminar de ventos do Brasil, gerado a partir
de simulações computacionais com modelos atmosféricos é mostrado na figura abaixo.

Considerando o grande potencial eólico do Brasil, confirmado através de estudos recentes, é


possível produzir eletricidade a custos competitivos com centrais termoelétricas, nucleares e
hidroelétricas, com custo reduzido.
Turbinas Eólicas do Arquipélago de Fernando de Noronha-PE: a primeira turbina foi instalada
em junho de 1992, com financiamento de um instituto de pesquisas dinamarquês. A turbina
possui, rotor de 17 m de diâmetro e torre de 23 m de altura.
Na época em que foi instalada, a geração de eletricidade dessa turbina correspondia a cerca
de 10% da energia gerada na Ilha, proporcionando uma economia de aproximadamente
70.000 litros de óleo diesel por ano.
A segunda turbina foi instalada em maio de 2000 e entrou em operação em 2001. Juntas, as
duas turbinas geram até 25% da eletricidade consumida na ilha. Esses projetos tornaram
Fernando de Noronha o maior sistema híbrido eólico-diesel do Brasil.

Central Eólica de Prainha – CE: localizada no Município de Aquiraz – CE, a Central Eólica de
Prainha é o maior parque eólico do País, 20 turbinas. O projeto foi inaugurado em abril de
1999.

Vantagens(Bianca) X Desvantagens
Apesar de não queimarem combustíveis fósseis e não emitirem poluentes, fazendas eólicas
não são totalmente desprovidas de impactos ambientais. Elas alteram paisagens com suas
torres e hélices e podem ameaçar pássaros se forem instaladas em rotas de migração.
Emitem um certo nível de ruído (de baixa freqüência), que pode causar algum incômodo.
Além disso, podem causar interferência na transmissão de televisão.
O custo dos geradores eólicos é elevado, porém o vento é uma fonte inesgotável de energia.
E as plantas eólicas têm uma retorno financeiro a um curto prazo.
Outro problema que pode se citado é que em regiões onde o vento não é constante, ou a
intensidade é muito fraca, obtêm-se pouca energia e quando ocorrem chuvas muito fortes,
há desperdício de energia.