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Massoterapia:

Massagem Clássica Terapêutica

Fisioterapeuta Cassandra S. de Lyra


Cel: (11) 9681-4941
E-mail: cassandra.s.lyra@gmail.com
Homepage: www.lyraterapeutica.com.br

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Sumário:

1. História da massagem clássica 03


2. Definição e discussões sobre massagem clássica 03
3. Efeitos terapêuticos da massagem clássica 04
4. Indicações e contra-indicações da massagem clássica 06
5. Massagem para finalidades específicas 07
6. Componentes da massagem clássica 07
7. Condições básicas para a massagem clássica 08
8. Cuidados do terapeuta 08
9. Relação terapeuta-paciente 11
10. Principais manobras da massagem clássica 13
11. Sequência básica da massagem clássica 18
12. Dicas importantes para a prática da massagem clássica 18
13. Bibliografia 19

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HISTÓRIA DA MASSAGEM CLÁSSICA

A massagem existe desde que existe o homem. Não existem evidências claras do uso
terapêutico da massagem por homens pré-históricos, mas é muito provável que isso tenha ocorrido,
pois o uso da pressão mecânica para acalmar dores e enfermidades é bastante instintivo,
aparecendo em humanos e animais (principalmente primatas). Os primeiros registros na literatura
sobre a massagem são encontrados no Nei Ching, um texto sobre Medicina Tradicional Chinesa
escrito por volta de 2760 a.C. na dinastia de Hwang Ti, o Imperador Amarelo (até 2599 a.C.).
Contudo, após a dinastia Sung (960-1279 d.C.) o uso da massagem declinou significativamente.
Há também registros dessa prática na Índia durante o século III a.C., nos Vedas, livros de
cerca de 1800 a.C. sobre saúde e vida. Assim como na Grécia antiga, no século V a.C., Hipócrates, o
“pai da Medicina”, também falava muito na importância da “habilidade de fricção” de um médico, e
deixou registrado em seus ensinos: “O médico deve ter experiência em muitas coisas, mas
certamente deve ter habilidade na fricção... Porque a fricção pode unir uma junta que está com
demasiada folga e afrouxar uma junta que está demasiadamente rígida”.
Praticamente todas as grandes culturas antigas descreveram com certo detalhamento o uso e
os benefícios da massagem, frequemente combinada com outros tratamentos tradicionais. Os gregos
são provavelmente a cultura responsável pela ampla aceitação social da massagem, pois
popularizaram o uso da massagem com exercícios nas suas famosas casas de banho, que são as
precursoras dos atuais “spas”.
Posteriormente na Roma, século I a.C., a prática da massagem foi instituída por Asclepíades.
Mas a Massoterapia caiu em desuso no mundo ocidental com o declínio do Império Romano,
permanecendo apenas no Oriente com Avicena, o filósofo e médico árabe do século XI d.C. A
massagem voltou a ser estudada no Ocidente, apenas no século XVII, com Ambrose Paré, que
desenvolveu a aplicação da massagem em cirurgias. A partir de Paré, muitos estudiosos voltaram a
estudar a massagem. Considera-se que a era da massagem moderna se iniciou no começo do eculo
XIX, quando muitos autores estavam defendendo o uso da massagem e criando seus sistemas
próprios de aplicação.
No século XIX, houve um grande avanço das técnicas de massagem no Ocidente com o
trabalho de Henrik Ling, que desenvolveu o que atualmente é conhecido como massagem sueca,
sintetizando um sistema de massagem e exercícios com base em seu conhecimento da ginástica e
da fisiologia, e também das técnicas chinesa e egípcia, grega e romana. Em 1813 foi fundada em
Estocolmo a primeira escola que oferecia massagem como parte do currículo, e desde então se
alastraram por todo o continente europeu, os institutos e as estações de banho que incluíam a
massagem em seus programas. Mas o seu valor terapêutico foi novamente reconhecido apenas nos
últimos 30 a 40 anos, e essa arte continua a florescer em todo o mundo ocidental, tanto entre
praticantes leigos como entre profissionais.
Hoje temos diversas técnicas de massoterapia e manipulação tecidual, sendo algumas com
um cunho científico como o Rolfing, massagem do tecido conjuntivo, Osteopatia, Quiropraxia,
Drenagem Linfática; e outros com uma abordagem consideradas não-científica, provindas do
conhecimento popular de alguns países, principalmente orientais, como a China e Japão, com o Do-
in, Tuiná, Shiatsu, Anmá, ou mesmo a Índia com a massagem Ayurveda. Ainda temos abordagens
psicossomáticas como na terapia corporal Bioenergética, que com os conceitos desenvolvidos por
Wilhelm Reich, psiquiatra discípulo de Freud, unindo o tratamento simultâneo do corpo e das
emoções.

DEFINIÇÃO E DISCUSSÕES SOBRE MASSAGEM CLÁSSICA

Não existe uma definição clara de massagem na literatura médica antiga. Inicialmente a
massagem era descrita em conjunto com exercícios terapêuticos. Foi Kleen, na Suécia, que primeiro
publicou um manual sobre massagem no qual separava explicitamente a massagem dos exercícios
terapêuticos, em 1895. Kleen limitou a ação da massagem aos tecidos moles (músculos, fáscias,
tecido conjuntivo...) e determinou que poderia ser realizada pelo uso das mãos e de outras partes do

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corpo.
William Murrell, de Londres, mais ou menos na mesma época, definiu massagem como “o
modo científico de tratamento de certas formas de doença por meio de manipulações sistemáticas”.
Ele limitou a abrangência da massagem ao tratamento de doenças, mas atualmente a massagem é
usada tanto para tratamento quanto para prevenção de doenças e manutenção da saúde.
Douglas Graham, de Boston, publicou artigos sobre o tema de 1884 a 1918 e considerou a
massagem “um termo atualmente aceito por médicos europeus e americanos, como significando um
grupo de procedimentos que são habitualmente realizados com as mãos, tendo em vista um objetivo
curativo, paliativo ou higiênico”.
Albert Hoffa, da Alemanha, limitou a massagem como o uso das mãos, mas adotou uma
aplicação mais ampla a “todos os procedimentos mecânicos que possam curar uma enfermidade”.
Outro alemão, Zabludowski, também limitou a massagem ao uso das mãos, mas especificou
“compressões manuais habilidosas aplicadas de modo sistemático ao corpo”.
Gertrude Beard, em 1952, escreveu a primeira definição de massagem mais detalhada:
“massagem é o termo usado para designar certas manipulações dos tecidos moles do corpo; estas
manipulações são efetuadas com maior eficiência com as mãos e são administradas com a finalidade
de produzir efeitos sobre os sistemas nervoso, muscular e respiratório e sobre a circulação sanguínea
e linfática local e geral”.
Pode-se observar que a massagem tem muitos aspectos a serem considerados, como:
1. A massagem é realizada com as mãos ou várias partes do corpo?
2. A massagem pode usar utensílios (apoios, massageadores, etc)?
3. A massagem tem que ser sistemática ou pode ser livre?
4. Utiliza-se movimentos corporais e exercícios juntamente com a massagem ou não?
5. A massagem atua somente em tecidos moles, ou todos os tecidos?
6. Quais tipos de manobras são usadas (massagem, manipulação, mobilização)?
7. A massagem serve para prevenção, tratamento, manutenção ou é paliativa?
Algumas dessas questões serão esclarecidas nessa apostila, outras serão discutidas ao longo
do curso.

EFEITOS TERAPÊUTICOS DA MASSAGEM CLÁSSICA

Efeitos terapêuticos da massagem clássica:


• relaxamento muscular, por diminuir o reflexo H (reflexo de contração);
• relaxamento psico-físico geral;
• hiperemia, aumento da circulação sanguínea superficial e aumento da microcirculação
sanguínea;
• diminui a frequência respiratória;
• integra informações sensoriais;
• aumenta a resposta imune;
• acalma e melhora a concentração;
• diminui sinais vitais aumentados (muito útil em UTI);
• diminui stress, principalmente de trabalho;
• diminui dor relacionada a tensão muscular;
• aumenta atividade intestinal e renal;
• aumenta comutações vasomotoras;
• melhora o ânimo;
• facilita a percepção normalmente inibida de sensações corporais;
• permite um estado geral de relaxamento entre vigília e sono;
• acelera recuperação de doenças e diminui o período de convalescença;
• atua em rejuvenescimento por melhorar a circulação e diminuir stress;
• diminui edema (drenagem linfática, as outras poderão aumentá-lo);
• tem efeitos de acordo com a reflexologia do local no qual é aplicado;
• atua na fáscia muscular e em todo tecido conjuntivo, permitindo melhor mobilidade e
função;

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• reorganiza a interação entre os músculos e as fáscias;
• diminui restrição de movimentos;
• diminui astenia muscular;
• melhora a resposta muscular ao meio ambiente diminuindo o espasmo muscular
exagerado e mantendo o espasmo protetor;
• redução da resistência cutânea;
• dissolução de nódulos fibrosados;
• diminuição de contração muscular involuntária;
• melhora a biomecânica geral do corpo diminuindo sobrecarga em determinados músculos
(não trata encurtamento e fraqueza diretamente);
• atua nas respostas autônomas;
• estímulo à atividade física;
• atuação particular de cada técnica (do fluxo energético dos meridianos chineses, da
reflexologia, dos óleos essenciais utilizados...).

Efeitos mecânicos: Os efeitos mecânicos são as influências diretas que a massagem exerce
sobre os tecidos moles que estão sendo manipulados. Através da fricção exercida pela técnica, há
uma remoção da camada de células superficiais mortas, além da hidratação da pele pelo uso de
óleos, levando a uma melhora da qualidade e textura da pele e melhorando o funcionamento das
glândulas sudoríparas e sebáceas. Além disso, a própria manipulação, promove alterações nas fibras
colágenas que constituem os tecidos moles, levando ao melhor alinhamento dessas fibras. Em casos
de cicatrizes, principalmente as recentes, o efeito de tensionamento dessas fibras colágenas, leva à
quebra de fibrose (tecido cicatricial) excessiva, além da conversão do melhor “amadurecimento” do
colágeno depositado na cicatriz.

Efeitos no Sistema Circulatório: O próprio efeito mecânico do deslizamento das mãos sobre os
tecidos moles, promove uma melhora do fluxo sangüíneo e linfático no corpo, forçando o movimento
dos líquidos pelos vasos. Além disso, a própria manipulação parece reduzir a viscosidade do sangue
e da linfa, além de um efeito vasomotor, levando a uma dilatação das veias e artérias, o que acaba
causando também a hiperemia na pele (vermelhidão).
Algumas pesquisas indicam que há indícios de redução da pressão arterial durante a
massagem, mas esse efeito ainda é controverso e também envolveria diversos mecanismos
simultaneamente, como a própria vasodilatação, os efeitos psicológicos, liberação de hormônios, etc.

Efeitos no Sistema Nervoso: O efeito mais importante da massagem no sistema nervoso é a


redução da dor. Esse efeito tem diversas causas fisiológicas. Em primeiro lugar, com o aumento da
circulação, há uma maior remoção de substâncias químicas no local da dor que são irritantes às
terminações nervosas e são responsáveis pela sinalização álgica. Ademais, a própria massagem leva
a um aumento do limiar de percepção da dor.
Existe ainda um aumento da liberação de opiáceos pelos centros nervosos superiores, que
inibem as sinapses (comunicação entre os nervos) que carregam a informação dolorosa. Além disso,
no próprio trajeto nervoso que leva a informação de dor, existe um mecanismo chamado de
“comporta da dor”, que consiste numa competição de estímulos sensoriais nesses trajetos. O sinal
doloroso é carregado por fibras do tipo Aδ e C, que são mais finas e sua velocidade de condução é
mais lenta, enquanto a informação tátil (que é gerada na massagem) percorre fibras nervosas do tipo
Aβ, que são maiores e mais rápidas. Então, a informação tátil acaba inibindo a informação dolorosa.
Um outro efeito da massagem no sistema nervoso é a diminuição da excitabilidade do
neurônio motor α, que é o responsável pelo início da contração muscular. Portanto, o relaxamento
muscular durante a massagem ocorre por uma inibição neural. Mas esse efeito dura apenas durante
a aplicação da terapia, tendo um cessamento do efeito neural junto com o término da massagem.
Mas é importante salientar que o relaxamento se mantém por outros mecanismos.
O relaxamento e o bem-estar ocorrem também por um efeito indireto da massagem sobre o
sistema nervoso autônomo, em particular pela ativação parassimpática. Esse segmento do sistema
nervoso autônomo é responsável pela ativação das alterações fisiológicas durante o momento de

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repouso do organismo. Algumas pesquisas já indicaram uma alteração da freqüência cardíaca,
pressão arterial, temperatura cutânea, diâmetro de pupila, todos em resposta ao toque da massagem.

Efeitos no Sistema Músculo-Esquelético: Os efeitos nesse sistema estão relacionados aos


sistemas circulatório e nervoso, pois todo o seu funcionamento é em conjunto. Já foi verificada uma
diminuição da fadiga e dor muscular após esforço com a massagem, por causa do aumento da
circulação sangüínea que leva a uma maior taxa de retirada de substâncias metabólicas geradas
durante o exercício, responsáveis pelo desconforto muscular nessa situação.
Também existe o efeito do relaxamento muscular que já foi mencionado como efeito no
sistema nervoso, com a diminuição da excitabilidade do motoneurônio α.

Efeitos no Sistema Digestório: A massagem abdominal tem efeitos de aumento da motilidade


visceral, auxiliando no trânsito do bolo alimentar e fecal. Esse efeito provém do estímulo mecânico
propriamente dito e também há indícios de que a manipulação visceral leva a uma ativação das
secreções glandulares no trato gastro-intestinal.

Efeitos Psicológicos: Diversas pesquisas já encontraram efeitos significativos em alterações


de indicadores psicológicos com a massoterapia. Entre eles estão a diminuição dos níveis de tensão-
ansiedade, depressão, raiva-hostilidade, fadiga-inércia, confusão-atordoamento, percepção da dor.
Além disso, há indícios de melhora do funcionamento do sistema imune e também do
Desenvolvimento Neuro-psico-motor de crianças.
Há teorias de interação entre o corpo físico e psíquico, e os músculos são uma parte
importante dessa interação, formando as chamadas “couraças musculares” que são manifestações
da personalidade no corpo físico. A manipulação desses músculos pode levar a liberações de alguns
aspetos emocionais que o indivíduo não entra em contato conscientemente.

INDICAÇÕES E CONTRA-INDICAÇÕES DA MASSAGEM CLÁSSICA

Indicações: para todas as idades, desde bebês, até idosos, assim como gestantes. Em casos
de patologias e condições especiais (como gravidez) é sempre essencial que haja um
acompanhamento médico para o controle da doença e para verificar se não há nenhuma contra-
indicação específica.
● ajudar no relaxamento geral ou local;
● aliviar dor;
● eliminar toxinas pelo sistema venoso e linfático;
● tratar problemas específicos como:
○ edema crônico;
○ tecido cicatricial superficial ou profundo;
○ hematomas superficiais ou profundos;
○ constipação intestinal crônica;
○ facilitação dos movimentos;
○ prevenção de deformidades;
○ contraturas e espasmos musculares;
○ doenças reumatológicas (artrite, artrose, gota);
○ alterações cardio-vasculares (hipertensão, prevenção de varizes);
○ síndromes dolorosas (fibromialgia, dor miofascial, etc);
○ ansiedade, stress e depressão.

Contra indicações: a massagem deve ser evitada sempre que houver riscos de agravar
quadros de lesão, ou de espalhar elementos pela circulação que são indesejáveis. Raramente nos
deparamos com casos emergenciais que possam custar a vida do paciente, pois geralmente eles
procurarão auxílio médico. Mas se houver um caso de emergência, o indivíduo deve ser rapidamente
encaminhado para o serviço médico.
● lesão na pele sobre o local a ser tratado (nesse caso pode-se utilizar técnicas reflexas);

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● cicatriz recente;
● quadros infecciosos agudos (poderá intensificar o quadro por ser tônico imunológico);
● fratura não consolidada no local (poderá piorar a cicatrização por formar microfraturas);
● compensação respiratória, é necessário atuar diretamente nesses casos no distúrbio
respiratório antes de iniciar um tratamento de massoterapia;
● hipertensão arterial não controlada;
● hemorragias graves;
● equimose (roxo) inicial;
● trombose (poderá deslocar o trombo causando problemas sérios de bloqueio vascular);
● tumor maligno (poderá facilitar a metástase por aumentar o fluxo sanguíneo);
● infecção e febre (poderá intensificar o quadro);
● inflamação aguda (articular, contusão, etc);
● distúrbio cardíaco grave;
● dor excessiva (de acordo com a técnica, o uso de técnicas mais suaves de início poderá
funcionar);
● lesão muscular (técnicas mais suaves poderão ajudar o músculo a se refazer da melhor
forma, mas técnicas mais intensas poderão causar mais microfraturas e dificultar a
cicatrização, além de aumentar a dor);
● diabete (deve ser bem analisado de acordo com cada caso);
● gravidez (principalmente sobre a área abdominal, mas poderá haver sensibilidades físicas e
emocionais, o cuidado deve ser redobrado nesses casos);
● menstruação (causa hipersensibilidade em algumas mulheres);
● problemas de pele (a massagem é um estímulo intenso para a pele e poderá causar quadros
alérgicos ou intensificar quadros de doenças de pele).

MASSAGEM PARA FINALIDADES ESPECÍFICAS

A massagem pode ser usada em muitos casos diferentes e alguns casos apresentam
características e funções específicas:
Massagem esportiva: usada para diminuir lesão de treinamento, melhora a consistência do
treinamento, ajuda a prevenir lesões musculares e tendinosas, promove a cura de lesões agudas,
prevenindo lesões crônicas, promove a cura de lesões prolongadas rompendo aderência para a
restauração da mobilidade, reduz espasmos musculares para a promoção da restauração do
funcionamento muscular normal, incentiva uma atitude mental relaxada, aumenta a confiança e
capacita o atleta a permanecer no seu esporte por mais tempo.
Massagem paliativa: a massagem tem mostrado aumento significante na qualidade de vida de
idosos e doentes terminais.
Massagem em bebês e crianças pequenas: existem técnicas de massagem específicas para
crianças e bebês, como shantala e toque de borboleta, que melhoram o sono da criança, diminuem
cólicas, promovem relaxamento físico e psicológico, diminui ansiedade e stress, normaliza reflexos e
sinais neurológicos anormais, diminui hiperatividade, auxiliam no tratamento de dores de ouvido,
infecção urinária, refluxo gástrico e problemas de sistema imunológico.
Massagem em pacientes com distúrbios respiratórios: utilizada para impedir o acúmulo de
secreção, melhora a mobilização e drenagem das secreções, instruir o paciente quanto a higiene
doméstica dos brônquios, promover relaxamento, evitando rigidez muscular, manter e melhorar a
mobilidade da parede torácica, restaurar um padrão respiratório mais eficiente, instruir e retreinar o
uso correto dos músculos respiratórios, desenvolver a resistência dos músculos respiratórios, evitar a
estase venosa, melhorar a tolerância aos exercícios cardio-pulmonares, educar os pacientes quanto a
todos os aspectos de seu problema de modo que possam assumir o controle de sua própria saúde
respiratória.

COMPONENTES DA MASSAGEM

Direção: deslizamento suave em direção centrífuga e movimentos profundos em direção

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centrípeta (em direção ao coração para auxiliar o retorno venoso).
Sequência: de proximal para distal, para abrir espaço para os líquidos corporais
(principalmente linfa).
Pressão: em geral inicia com pressão leve, vai aumentando até uma pressão vigorosa e
depois volta à pressão leve, mas depende da manobra utilizada e do limiar de dor do paciente.
Velocidade e ritmo: em geral inicia lento, depois fica rápido e volta ao lento no final, em geral o
lento é com pressão suave e o rápido com pressão vigorosa, mas depende da manobra e do limiar de
dor do paciente.
Meios: em geral a massagem clássica é realizada com óleo vegetal, o suficiente para a mão
deslizar no tecido sem atrito desagradável, mas sem perder um toque firme. Podem ser usados
outros meios, como gel, creme, pomada e materiais esfoliantes.
Materiais externos: a massagem pode utilizar materiais externos, como bambu, pedras, bolas,
massageadores fixos e móveis e outros materiais. No entanto, esses materiais devem ser auxiliares e
não indispensáveis no tratamento. O mais importante é desenvolver o toque adequado das mãos.
Posição do terapeuta e do paciente: o paciente pode ficar deitado (DD, DV ou DL) ou sentado,
em posição confortável, com articulações semi-fletidas. O membro massageado pode ficar apoiado
nas pernas do terapeuta, nos braços do terapeuta ou diretamente na maca. O terapeuta deve ficar
numa posição confortável, sem tensões.
Duração de cada sessão: a duração ideal é determinada por tentativa e erro, um terapeuta
experiente consegue determinar o tempo ideal em algumas sessões. A massagem local varia de 4 a
20 minutos, dependendo da extensão da área afetada e a massagem corporal global varia de 30
minutos a mais de 1 hora, com um máximo de 1 hora e 15 minutos ou até 1 hora e meia.
Frequência: pode ser de 3 vezes ao dia até semanalmente, sendo que a maioria dos autores
indica diariamente.
Duração total do tratamento: A quantidade de sessões para resolver um problema pode variar
entre 50 e 200 de acordo com Celsus (1665), a maioria dos autores indica a continuação do
tratamento para manutenção de saúde, mas alguns indicam descontinuação.
Ambiente: deve ser bem iluminado para a avaliação, mas pode ser “meia-luz” durante a
massagem, principalmente quando se objetiva o relaxamento. Também deve ser bem ventilado e
levemente aquecido (pois o paciente estará semi-nu e parado, o que pode gerar um abaixamento da
temperatura corporal). Pode-se ter música ou não.

CONDIÇÕES BÁSICAS PARA A MASSAGEM CLÁSSICA

Aspectos éticos: elevado padrão de higiene e limpeza, prática ética, postura profissional diante
o corpo do paciente, explicação ao paciente do que vai acontecer...
Conhecimento de anatomia superficial: o terapeuta deve conhecer a anatomia superficial e
profunda do corpo e saber no que está tocando e como pretende agir no tecido.
Lubrificantes: óleo, creme, gel ou pós. Não são indispensáveis, mas frequentemente
necessários.
Equipamento: maca, mesa, tablado ou cadeira. O paciente deve estar em posição confortável
e bem apoiado, promovendo o relaxamento com ambiente tranquilo, iluminação suave, temperatura
moderada, ambiente sem corrente de ar, área de tratamento limpa e arrumada. Deve-se evitar os
fatores que inibem o relaxamento: dor ou medo da dor, medo de tratamentos desconhecidos,
ambiente estranho ou novo, ruído excessivo, luzes muito intensas ou escuridão total, locais frios e
com correnteza de ar, dificuldade respiratória, medo de se despir, apoio, cobertura ou posicionamento
inadequado, fatores psicológicos, como medo de hospitais ou clínicas de tratamento, problemas
domésticos ou pessoais (o ideal é que o paciente não fale durante a massagem e nem durma, mas
fique atento à massagem e às suas sensações corporais).

CUIDADOS DO TERAPEUTA

O terapeuta deve utilizar estratégias para conservar o seu corpo e prevenir futuras lesões e
dores. É muito comum entre os massoterapeutas, queixas de lombalgia, tendinite nos punhos, e

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mesmo evoluções dessas queixas para hérnias de disco ou rizoartroses (artrose nas mãos). Portanto
é de extrema importância o terapeuta poupar o seu corpo para evitar disfunções músculo-
esqueléticas. Além disso, o uso correto do corpo durante a massagem traz uma maior eficiência na
técnica.

Preparação das mãos: As mãos são os instrumentos de trabalho de um massoterapeuta. É


necessário cuidar delas tanto no campo estético quanto na questão da biomecânica. Um bom
massoterapeuta tem as mãos fortes e volumosas para trazer estabilidade aos seus movimentos e
também uma melhor sensação para o cliente.
Cuidados estéticos: Na hora de aplicar a massagem, o terapeuta deve estar sempre com as
unhas bem aparadas e lixadas, as cutículas bem feitas e a pele deve estar bem hidratada. Isso evita
lesões e desconfortos na pele do cliente e também causa uma boa impressão. É preferível que não
se utilize esmaltes de cor escura. O terapeuta deve sempre lavar bem as mãos com água e sabonete
antes e após o atendimento, pois terá um grande contato com toda a pele da pessoa que estiver na
maca, e isso causará uma sensação mais confortável, além do senso de higiene.
Uso adequado das mãos: A atenção precisa estar também sobre a posição das mãos. O
contato entre a palma da mão e a pele do paciente deve ser completo, sempre abrangendo a maior
área possível, pois dá um toque mais seguro e evita sensações de cócegas. As mãos devem sempre
formar um arco para realizar as manobras e os dedos não devem ser travados na articulação para
realizar pressão. A atividade muscular intrínseca da mão é de extrema importância para evitar
problemas futuros. Mesmo os punhos não devem se manter com muita extensão e a articulação deve
sempre ser protegida com a atividade muscular de estabilização. Em casos de pressões mais
localizadas e intensas, é interessante realizar o apoio com as duas mãos para potencializar a pressão
e também estabilizar as articulações, pois nesses casos, geralmente utiliza-se os dedos para realizar
as manobras.
No geral: não deve-ser usar relógio, anéis, pulseiras ou materiais que possam arranhar o
paciente. As unhas devem estar curtas, bem lixadas, arredondadas e limpas. As mãos devem ser
macias (mantidas com esfoliantes suaves), bem hidratadas, relaxadas e quentes. As mãos não
devem ter feridas abertas, verrugas ou outras lesões cutâneas. Deve-se lavar as mãos antes e após
cada massagem. As mãos tem duas funções durante a massagem: tratar e avaliar. Deve-se treinar a
avaliação pelo toque (que informação se obtêm através do toque?). As mãos são o principal utensílio
de trabalho, mas a massagem deve ser realizada com a força do corpo todo para não sobrecarregar
a musculatura das mãos.

Postura: O primeiro segredo para realizar uma massagem eficiente e sem sobrecarregar o
corpo do terapeuta é o uso do peso corporal. Utilizar a força muscular para aplicar a massagem pode
até ser eficiente, mas será por pouco tempo, pois os músculos cansam rapidamente, principalmente
os músculos locais. E quando a musculatura começa a fadigar, as pressões ficam desiguais entre as
regiões aplicadas, gerando sensação de insegurança. Os músculos devem ser utilizados para
estabilizar as articulações sobre as quais o terapeuta descarrega o peso, e o movimento deve iniciar
principalmente das pernas. As articulações não devem ser travadas, pois isso gera sobrecarga nelas
e o movimento perde a suavidade. Além disso, quando se trava a articulação, os tecidos moles são
tensionados e se isso for prolongado, diversas lesões podem ocorrer.

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Postura adequada para transmissão de força

Articulação travada Articulação alinhada corretamente

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Ombros tensos (inadequado) Ombros relaxados (adequado)

Para que o terapeuta possa tomar cuidado com a postura e o posicionamento das
articulações, é necessário também que a altura da maca seja adequada para o tamanho do
terapeuta. Uma maca ideal tem a altura do quadril do terapeuta, pois assim o braço pode permanecer
estendido e a transferência de peso pode ser realizada com maior eficácia.
O massoterapeuta deve utilizar todo o seu corpo para realizar a massagem, prestando
atenção na posição dos pés, na coluna, na cabeça, ombros, cotovelos e mãos, sempre utilizando a
postura de maior conservação energética e maior eficiência e segurança para a manobra. A seguir,
serão descritas algumas posturas e suas funções e vantagens durante a aplicação da massagem.
Postura de esgrimista: O terapeuta se mantém com as pernas separadas, uma atrás como
ponto de apoio e uma na frente com o pé na mesma direção que o movimento da massagem. As
mãos são apoiadas na região onde a pressão será aplicada, podendo estar com os cotovelos
estendidos (com a coluna mais ereta) ou flexionados (com a coluna mais fletida) e o movimento
ocorre no corpo todo e o peso é recebido pela perna que está na frente. Esta postura possibilita
manobras que cobrem grandes extensões como as costas ou os membros inferiores, sem ter a
necessidade de fletir a coluna, evitando sobrecargas nela.
Postura de Tai Chi: Nessa postura, o terapeuta se mantém com a coluna ereta e os joelhos
semi-flexionados. Essa posição facilita a transferência de peso de uma perna para outra para realizar
movimentos látero-laterais, ou mesmo para realizar uma suave rotação do tronco para alguma
manobra. Neste caso o terapeuta se mantém a uma certa distância da maca, e os movimentos
ocorrem mais nos braços e mãos e é uma posição interessante para realizar manobras de
amassamento ou deslizamentos transversais.
Postura de vai-vem: O terapeuta se mantém afastado da maca, com os pés posicionados um
atrás do outro. Quanto mais afastado estiverem as pernas, maior é a possibilidade de transferência
do peso. Quem determina o movimento é a perna posterior, levantando o calcanhar e a perna anterior
se mantém sempre estendida. É uma postura interessante para movimentos a partir da cabeceira da
maca ou no lado oposto do corpo do paciente em relação à posição do terapeuta.

RELAÇÃO TERAPEUTA-PACIENTE

Outro aspecto a ser enfocado, é o cuidado no relacionamento entre o terapeuta e o paciente.


A massagem é uma terapêutica que envolve muito contato físico e situações de seminudez, e a
postura do terapeuta deve ser extremamente profissional para não haver confusões ou mal-
entendidos com os clientes.
A massagem é uma terapêutica que envolve muito contato e muitas vezes um grande
envolvimento no campo emocional. Portanto os riscos de haver fatores de quebra de relação

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profissional entre terapeuta e paciente é maior do que nas outras terapêuticas. Portanto o terapeuta
deve tomar o cuidado de manter uma postura profissional, sempre realizando toques seguros e
objetivos. As vozes de comando devem ser firmes e em um “tom profissional”.
É necessário tomar cuidado com as vestimentas, principalmente no caso das mulheres,
evitando decotes acentuados e calças de cintura baixa, para evitar problemas.
Caso seja percebido uma situação de constrangimento ou de interesse extra-profissional por
parte do cliente, o terapeuta deve deixar claro o que foi percebido e conversar francamente com o
cliente em questão, mesmo que o episódio ocorra durante uma terapia. Em alguns casos, a troca de
terapeuta será necessária para que a terapêutica continue, sem haver riscos de envolvimento legal.
O sigilo quanto a informações provindas do cliente também é de extrema importância ética.
Muitas vezes a massoterapia abre um caminho para a expressão de emoções e sentimentos por
parte do cliente, e essa informação precisa ser mantida em sigilo, pelo respeito com o cliente e a sua
vulnerabilidade.

Drapejamento: O drapejamento é a cobertura de partes do corpo que não estão sendo


examinadas ou tratadas, no intuito de respeitar a privacidade e o pudor do paciente, protegendo
assim a privacidade física e emocional do paciente. Para isso, faz-se o uso de lençóis e toalhas para
cobrir o corpo do paciente, tendo a liberdade de expôr apenas a região a ser trabalhada. A seguir são
demonstrados exemplos de técnicas de drapejamento. No Brasil, não temos muito o costume de
realizar a massagem com o cliente totalmente nu. Geralmente pedimos para ele vir para a sessão
vestindo trajes de banho ou mesmo deixamos apenas as roupas íntimas. Em casos de falta de um
biombo ou uma sala adequada para o cliente se despir, utiliza-se esta técnica, com o cliente sempre
de frente para o terapeuta, com contato visual entre os dois ou com o terapeuta olhando para o
“horizonte”.

Drapejamento para o cliente se despir e vestir.

Exposição da cabeça Exposição das costas

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Exposição perna (face anterior) Exposição perna (face posterior)

Mudança de decúbito

PRINCIPAIS MANOBRAS DE MASSAGEM

Deslizamento (ou alisamento, effleurage):


● Técnica: movimento de direção centrípeta com pressão leve a moderada na qual se desliza
sobre o tecido.
● Parte da mão utilizada: palma da mão, mão toda ou polegar.
● Tipos: deslizamento superficial, deslizamento profundo e deslizamento com o polegar.

Deslizamento

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Deslizamento com o polegar

Compressão ou pressão:
● Técnica: pressão localizada.
● Parte da mão utilizada: palma da mão, dedos e polegar ou eminência tenar e hipotenar.
● Tipos: compressão com a palma das mãos e os dedos, compressão com dedos e polegar e
compressão com eminência tenar e hipotenar.

Compressão com palma e dedos

Compressão com dedos e polegar

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Compressão com eminência tenar e hipotenar

Amassamento (petrissage):
● Técnica: “amassar” os tecidos, levantando o tecido ou em rolamento, o tecido é mobilizado
longitudinalmente num movimento de onda que percorre o tecido todo.
● Parte da mão usada: dedos, polegar ou a mão toda.
● Tipos: amassamento fixo, rolamento e amassamento em onda.

Amassamento fixo

Rolamento

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Amassamento em onda

Percussão:
● Técnica: movimentos de golpes suaves repetidos com ritmo constante ou vibração.
● Parte da mão utilizada: laterais da mão, mão toda apoiada ou mão toda em concha.
● Tipos: vibração, percussão e tapotagem.

Vibração

Percussão

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Tapotagem

Fricção (massage à friction):


● Técnica: pressão leve a intensa, com pequenos movimentos circulares ou lineares, sempre
rápidos, com aquecimento dos tecidos.
● Parte da mão utilizada: dedos ou polegar.
● Tipos: fricção com a ponta dos dedos, fricção com o polegar.

Fricção com os dedos

Fricção com o polegar

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SEQUÊNCIA BÁSICA DA MASSAGEM CLÁSSICA

A massagem clássica pode ser realizada com diversas sequências, cada autor indica uma
sequência diferente e cada escola ensina sua própria sequência. Se forem seguidas as premissas de
massagem clássica citadas até aqui, qual sequência é usada não é o mais importante, mas é muito
importante que haja uma sequência para que a massagem seja previsível para o paciente e para que
o terapeuta não esqueça de massagear nenhuma parte do corpo do paciente. A sequência também
dá um tempo de massagem mais definido.
Sequência básica da massagem clássica por segmento:
1. Três deslizamentos superficiais;
2. Três deslizamentos profundos;
3. Três amassamentos;
4. Três fricções;
5. Três percussões;
6. Três deslizamentos superficiais.
Sequência básica da massagem clássica no corpo todo (realizar a sequência de segmento em
cada parte, nessa ordem, utilizando todas as manobras quando possível):
1. Paciente em DV:
1. MMII (um depois o outro, face posterior):
1. Pés (sola);
2. Panturrilha;
3. Coxa;
4. Glúteos;
2. Costas (lombar, torácica e cervical);
3. MMSS (um depois o outro, face posterior):
1. Braços;
2. Antebraços;
3. Mãos (palma);
2. Paciente em DD:
1. MMII (um depois o outro, face anterior)
1. Pés (peito);
2. Pernas;
3. Coxa;
2. Tronco:
1. Abdome;
2. Tórax;
3. MMSS (um depois o outro, face anterior)
1. Braços;
2. Antebraços;
3. Mãos;
4. Cabeça:
1. Nuca e couro cabeludo;
2. Rosto (limpar as mãos, retirar óleo).

DICAS IMPORTANTES PARA A PRÁTICA DA MASSAGEM CLÁSSICA

● A massagem não precisa ser forte, o importante eu o toque deve passar ao cliente segurança
e confiança. Lembrem que, para a massoterapia, metade do vínculo terapêutico se forma
através do toque. O ideal é que o toque seja suave, firme, constante e previsível.
● A quantidade produto que deve ser colocada é o suficiente para a mão deslizar sem que o
cliente fique inteiro melecado.
● É interessante que a massagem seja realizada de distal para proximal, centrípeta, seguindo a
circulação sanguínea ou o sentido das fibras musculares, mas isso não é indispensável, cada

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técnica de massagem poderá seguir seu próprio modo.
● Da mesma forma pressão, frequência, velocidade e ritmo podem seguir a técnica individual.
● A massagem de corpo inteiro deverá durar entre 30 minutos e 1:15-1:30.
● Para ser considerado um tratamento devem ser realizadas pelo menos 3 sessões de
massagem num período de até 3 semanas.
● Lembre de manter sua postura para não sobrecarregar sua coluna.
● O profissional deverá usar roupas que considera confortável, preferencialmente com mangas
curtas para não sujar muito sua roupa. Além disso é interessante que use jaleco.
● O cliente poderá usar traje de banho ou roupas íntimas de acordo com sua preferência, mas é
aconselhável que no dia da terapia use roupas que possam sujar de óleo.
● Preste atenção durante a massagem! O massoterapeuta deverá estar completamente
presente e atencioso às necessidades e reações do cliente durante a massagem. Não se
costuma conversar muito durante a massagem, mas é interessante que se converse um
pouco, sempre perguntando se há dor ou mal estar e evitando que o paciente durma muito
pesadamente, pois isso poderá atrapalhar o relaxamento consciente.
● Cuide de suas mãos, elas são seu maior instrumento de trabalho. Elas devem ser macias,
limpas, com unhas curtas, sem bijouteria nem nada que possa machucar o cliente.
● Tenha uma postura ética.
● Lembre que metade de um bom tratamento é um diagnóstico bem feito.

BIBLIOGRAFIA

Cassar MP. Manual de massagem terapêutica: um guia completo de massagem para o estudante e
para o terapeuta. São Paulo: Manole, 2001.

Clay JH, Pounds DM. Massoterapia Clínica: Integrando Anatomia e Tratamento. 1ª edição. São
Paulo: Manole, 2003.

Domenico GD, Wood EC. Técnicas de massagem de Beard. 4ª edição. São Paulo: Manole, 1998.

Hollis M. Massagem na fisioterapia. 2ª edição. São Paulo: Santos Livraria e Editora, 2001.

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