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Universidade do Estado do Rio de

Janeiro
Disciplina: Psicologia da Educação Aluno: Diego
da Costa

Professor: Antônio Futuro


O Behaviorismo vem do termo inglês behaviour ou do americano behavior, significa
conduta, comportamento, é um conceito generalizado que engloba as mais diferentes
teorias sobre o comportamento, dentro da Psicologia. Estas linhas de pensamento só têm
em comum o interesse por este tema e a certeza de que é possível criar uma ciência que
o estude, pois suas concepções são as mais divergentes, inclusive no que diz respeito ao
significado da palavra ‘comportamento’. O Behaviorismo possui ainda duas
ramificações importantes: o Metodológico e o Radical.

Teve início, aproximadamente, entre os anos de 1912 e 1913 com um manifesto criados
por John B. Watson – “A Psicologia como um comportamentista a vê“. Nele Watson
defende que a psicologia não deveria estudar processos internos da mente, mas sim o
comportamento, pois este é visível e, portanto, passível de observação por uma ciência
positivista. Nesta época vigorava o modelo behaviorista de S-R, ou seja, de resposta a
um estímulo, motor gerador do comportamento humano. Watson é conhecido como o
pai do Behaviorismo Metodológico ou Clássico, que crê ser possível prever e controlar
toda a conduta humana, com base no estudo do meio em que o indivíduo vive e nas
teorias do russo Ivan Pavlov sobre o condicionamento – Watson se apoiava num
determinismo materialista. Ou seja, apenas fenômenos físicos causariam fenômenos
físicos, não havendo espaço para ontologia diferente a conhecida experiência com o
cachorro, que saliva ao ver comida, mas também ao mínimo sinal, som ou gesto que
lembre a chegada de sua refeição.

Assim, qualquer modificação orgânica resultante de um estímulo do meio-ambiente


pode provocar as manifestações do comportamento, principalmente mudanças no
sistema glandular e também no motor. Outra característica do behaviorismo
metodológico é a defesa da verdade por consenso. Trata-se da idéia de que o objeto de
estudo tem que ser observável por mais de uma pessoa e que a verdade a seu respeito é
fruto de pesquisas e experimentos cujos resultados são consensuais entre os
pesquisadores. Mas nem toda conduta individual pode ser detectada seguindo-se esse
modelo teórico, daí a geração de outras teses. Eduard C. Tolman propõe o
Neobehaviorismo Mediacional ao publicar, em 1932, sua obra “Purposive behavior in
animal and men”. Na sua teoria, o organismo trabalha como mediador entre o estímulo
e a resposta, ou seja, ele atravessa etapas que Tolman denomina de variáveis
intervenientes – elos conectivos entre estímulos e respostas -, estas sim consideradas
ações internas, conhecidas como gestalt-sinais.
Esta linha de pensamento nos leva a uma tese sobre o sistema de aprendizagem, apoiada
sobre mapas cognitivos – interações estímulo-estímulo – gerados nos mecanismos
cerebrais. Assim, para cada grupo de estímulos o indivíduo produz um comportamento
diferente e, de certa forma, previsível. Tolman, ao contrário de Watson, vale-se dos
processos mentais em suas pesquisas, reestruturando a linha mentalista através da
simbologia comportamental. Ele via também no comportamento uma intencionalidade,
um objetivo a ser alcançado, com traços de uma intensa persistência na perseguição
desta meta. Por estas características presentes em sua teoria, este autor é considerado,
portanto, um precursor da Psicologia Cognitiva.

Skinner criou, na década de 40, o Behaviorismo Radical, como uma proposta filosófica
sobre o comportamento do homem. O behaviorismo radical baseia-se no pragmatismo
que tem como noção fundamental segundo BAUM (1999, p.37) “é de que a força de
investigação científica reside não tanto na descoberta da verdade sobre a maneira como
o universo objetivo funciona, mas no que ela nos permite fazer”. O behaviorismo
radical assim baseia-se na praticidade. Skinner foi radicalmente contra causas internas,
ou seja, mentais, para explicar a conduta humana e negou também a realidade e a
atuação dos elementos cognitivos, opondo-se à concepção de Watson, que só não
estendia seus estudos aos fenômenos mentais pelas limitações da metodologia, não por
eles serem irreais. Skinner recusa-se igualmente a crer na existência das variáveis
mediacionais de Tolman. Em resumo, ele acredita que o indivíduo é um ser único,
homogêneo, não um todo constituído de corpo e mente.

O behaviorismo filosófico é uma teoria que se preocupa com o sentido dos pensamentos
e das concepções, baseado na idéia de que estado mental e tendências de
comportamento são equivalentes, melhor dizendo, as exposições dos modos de ser da
mente humana é semelhante às descrições de padrões comportamentais. Esta linha
teórica analisa as condições intencionais da mente, seguindo os princípios de Ryle e
Wittgenstein. O behaviorismo não ocupa mais um espaço predominante na Psicologia,
embora ainda seja um tanto influente nesta esfera. O desenvolvimento das
Neurociências, que ajuda a compreender melhor, hoje, o que ocorre na mente humana
em seus processos internos, aliado à perda de prestígio dos estímulos como causas para
a conduta humana, e somada às críticas de estudiosos renomados como Noam
Chomsky, o qual alega que esta teoria não é suficiente para explicar fenômenos da
linguagem e da aprendizagem, levam o Behaviorismo a perder espaço entre as teorias
psicológicas dominantes.