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Empuxos de terra

 Teoria de Rankine (1857)


• Aplicação a maciços coesivos

Adaptado de Craig,R.F. Mecânica dos Solos


Prof. Emerson Romão
Empuxos de terra
 Teoria de Rankine (1857)
• Superfície de solos inclinados

Fonte: Adaptado de Sieira, Ana Cristina. Notas de aula UERJ

Prof. Emerson Romão


Empuxos de terra
 Teoria de Coulomb (1776)
• Hipóteses:
1)Solo homogêneo e isotrópico
2) Superfície de ruptura plana
3) Resistência ao cisalhamento é mobilizada instantaneamente
4) A Ruptura se dá como um bloco rígido
5) Existe atrito solo-muro (δ)
6) A ruptura ocorre sobre o estado plano de deformação

• Para determinar os esforços arbitra-se uma superfície de deslizamento, que


delimita a cunha de solo adjacente à parede que tende à destacar-se da massa
de solo restante.
• A partir do equilíbrio das forças atuantes na cunha de solo, calcula-se o valor
da reação que a estrutura deve exercer para se opôr ao deslizamento da
cunha de empuxo ativo ou o valor da força que a estrutura deve exercer sobre
o maciço para provocar o deslizamento da cunha de empuxo passivo.

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Empuxos de terra
 Teoria de Coulomb (1776)
• Caso ativo:

Adaptado de Craig,R.F. Mecânica dos Solos


Prof. Emerson Romão
Empuxos de terra
 Teoria de Coulomb (1776)
• Caso passivo:

Adaptado de Craig,R.F. Mecânica dos Solos

Adaptado de Craig,R.F. Mecânica dos Solos


Prof. Emerson Romão
Muros de arrimo
 Muros de arrimo:
• Estruturas corridas de contenção de parede vertical ou quase vertical. Podem
ser construídos em alvenaria (tijolos ou pedras) ou em concreto (simples ou
armado), ou ainda, de elementos especiais.
• Podem ser de gravidade, de flexão ou atirantados.
• Muros de gravidade: se opõe aos empuxos pelo peso próprio, geralmente
utilizados para conter desníveis inferiores a 5,0m. Podem ser de pedra, ou
concreto (simples ou armado), gabiões ou ainda, pneus usados.
– Muros de pedra:
• Quando não argamassados recomendados para taludes c/ alturas de
até 2m.
• Deve ter largura mínima de 0,5 a 1,0m e deve ser apoiada em cota
inferior à da superfície do terreno, de modo a reduzir o risco de
ruptura por deslizamento no contato muro-fundação;
• Taludes de maior altura (cerca de 3m), deve-se empregar argamassa
de cimento e areia para preencher os vazios dos blocos de pedras
(aumento da rigidez e perda da capacidade).

Prof. Emerson Romão


Muros de arrimo
Muros de arrimo
 Muros de arrimo:
• Muros de gravidade: se opõe aos empuxos pelo peso próprio, geralmente
utilizados para conter desníveis inferiores a 5,0m. Podem ser de pedra, ou
concreto (simples ou armado), gabiões ou ainda, pneus usados.
– Muros de concreto simples:
• São em geral economicamente viáveis apenas quando a altura não é
superior a cerca 4 metros.
• O muro de concreto ciclópico utiliza concreto e blocos de rocha de
dimensões variadas.
• Devido a impermeabilidade, é imprescindível a execução de um
sistema adequado de drenagem.
• Facilidade de execução (não requer mão de obra especializada);
• Facilidade na obtenção da matéria-prima (cimento, agregados e
pedra de mão;

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Muros de arrimo
Muros de arrimo
 Muros de arrimo:
– Muros de flexão:
• Estruturas mais esbeltas com seção transversal em forma de “L” que
resistem as empuxos por flexão, utilizando parte do peso próprio do
maciço, que se apoia sobre a base do “L”, para manter-se em
equilíbrio.
• Geralmente de concreto armado, tornando-se antieconômicos para
alturas acima de 5 a 7 metros.
• A laje de base em geral apresenta largura entre 50 a 70% da altura do
muro.
• Para muros com alturas superiores a cerca de 5 m, é conveniente a
utilização de contrafortes (ou nervuras), para aumentar a
estabilidade contra o tombamento;

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Muros de arrimo
Muros de arrimo
 Muros de arrimo:
– Muros de gabião:
• Gaiola de aço preenchida com pedras;
• Estrutura armada, monolítica, flexível, permeável e autodrenante
(30% do volume formado por vazios);
• Aplicações geotécnicas, hidráulicas e de proteção superficial;
• Substituí grandes blocos de difícil manuseio;
• Na execução deve se observar a montagem das pedras para se atingir
percentual de vazios descritos no projeto;
• Rocha não friável (bazalto, granito e seixo);
• A granulometria deve ser 1,5 vezes maior que o diamêtro da malha;
• A determinação da configuração final com degraus internos, externos
ou ambos será determinado pelo dimensionamento e pela
viabilidade construtiva.
• Podem ser dos tipos: Gabião Colchão, Gabião saco e Gabião Caixa,
sendo este último mais utilizado em contenções;

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Muros de arrimo
Muros de arrimo
Muros de arrimo
 Muros de arrimo:
– Muros de solo ensacado:
• Mistura de solo-cimento, em consistência de uma “farofa úmida”, é
colocada em sacos que funcionam como formas;
• Os sacos têm a boca costurada, depois são colocados na posição de
uso, onde são imediatamente compactados, um a um;
• O resultado é similar à construção de muros de arrimo com
matacões, isto é, como grandes blocos de pedra;
• O processo consiste no empilhamento do solo ensacado em alturas
que chegam a 6 metros podendo ser maiores em alguns casos;
• Proporção base/altura entre 0,4 e 0,7 da altura.
• Indispensável o uso de drenos e barbacãs para o recolhimento de
água

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Muros de arrimo
Muros de arrimo
 Muros de arrimo:
– Muros de pneus:
• Apelo Sócio-ecológico;
• Funcionam como muros de gravidade e apresentam com vantagens o
reuso de pneus descartados e a flexibilidade;
• Os muros de pneus são construídos a partir do lançamento de
camadas horizontais de pneus, amarrados entre si com corda ou
arame e preenchidos com solo compactado;
• A utilização de pneus usados em obras geotécnicas apresenta-se
como uma solução que combina a elevada resistência mecânica do
material com o baixo custo, comparativamente aos materiais
convencionais.

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Muros de arrimo
Muros de arrimo

Crib Wall Bloco Terrae


Sistemas de Drenagem
Definição e Importância
 Dispositivos que devem captar e conduzir ADEQUEDAMENTE as águas
que incidem na superfície do talude, considerando não só a área da
região estudada como toda a bacia de captação.

 Proteger a superfície do talude contra erosão;

 Retirar a água mais rapidamente de dentro do talude

Resistência
Umidade

Empuxo

Fonte: Adaptado de Romão, Emerson , Pinto, Guilherme , Amava, Leidi . Muros de Gravidade, PGECIV UERJ
Sistemas de Drenagem
Definição e Importância
 Solo Seco

 Solo NA em 3m

Fonte: Adaptado de Romão, Emerson , Pinto, Guilherme , Amava, Leidi . Muros de Gravidade, PGECIV UERJ
Sistemas de Drenagem
Drenagem Superficial
 Conduzem a água que escoa superficialmente no talude

 Canaleta Transversal;
 Canaleta Longitudinal
 Caixa de Passagem
 Valeta

 Tipo de cobrimento
do solo;

 Inclinação do
talude;

 Precipitação.
Fonte: Adaptado de Romão, Emerson , Pinto, Guilherme , Amava, Leidi . Muros de Gravidade, PGECIV UERJ
Sistemas de Drenagem
Drenagem Subsuperficial
 Conduzem a água que infiltrou no talude

 Dreno Vertical;
 Dreno Horizontal;
 Trincheira Drenante;
 Filtro Granular;
 Geodreno;
 Barbacãs.

 Permeabilidade do solo

 Precipitação.

Fonte: Adaptado de Romão, Emerson , Pinto, Guilherme , Amava, Leidi . Muros de Gravidade, PGECIV UERJ
Sistemas de Drenagem
Drenagem Subsuperficial
 Redes de Fluxo antes e durante a chuva

Fonte: Adaptado de Romão, Emerson , Pinto, Guilherme , Amava, Leidi . Muros de Gravidade, PGECIV UERJ
Sistemas de Drenagem
Drenagem Subsuperficial
 Drenos horizontais de material geossintético

Fonte: Adaptado de Romão, Emerson , Pinto, Guilherme , Amava, Leidi . Muros de Gravidade, PGECIV UERJ
Sistemas de Drenagem – Precauções
no processo construtivo

 Mau funcionamento do sistema de drenagem

Drenagem superficial: entupimento


 Inclinação mínima de 2%

Drenagem subsuperficial: colmatação


 Proteção do sistema de drenagem
 Granulometria crescente

Fonte: Adaptado de Romão, Emerson , Pinto, Guilherme , Amava, Leidi . Muros de Gravidade, PGECIV UERJ
Sistemas de Drenagem – Precauções
no processo construtivo

 Utilizar granulometria crescente até chegar na brita

Drenagem superficial: entupimento


 Inclinação mínima de 2%

Drenagem subsuperficial: colmatação


 Proteção do sistema de drenagem

Fonte: Adaptado de Romão, Emerson , Pinto, Guilherme , Amava, Leidi . Muros de Gravidade, PGECIV UERJ
Sistemas de Drenagem – Precauções
no processo construtivo

 Separação das fases com tábuas

 Retirada da tábua seguida de compactação com emprego de um


compactador manual (limitação de espaço)

Fonte: Adaptado de Romão, Emerson , Pinto, Guilherme , Amava, Leidi . Muros de Gravidade, PGECIV UERJ
Sistemas de Drenagem – Precauções
no processo construtivo

 Repete-se o estágio anterior na próxima camada, até que se termine a


altura do filtro

 Recomenda-se a construção de barbacãs em diferentes alturas do


muro.
Fonte: Adaptado de Romão, Emerson , Pinto, Guilherme , Amava, Leidi . Muros de Gravidade, PGECIV UERJ
Muros de arrimo
 Estabilidade de muros de arrimo:

Fonte: Adaptado de Sieira, Ana Cristina. Notas de aula UERJ


Prof. Emerson Romão
Muros de arrimo
 Estabilidade de muros de arrimo:
• Segurança ao tombamento: Momento estabilizante (resistente) deve
ser maior que o momento instabilizante (solicitante) Mres > Msol

Fonte: Adaptado de Sieira, Ana Cristina. Notas de aula UERJ

Prof. Emerson Romão


Muros de arrimo
 Estabilidade de muros de arrimo:
• Segurança contra o deslizamento: Força resistente deve ser maior que
a Força solicitante Fres > Fsol

O valor de S pode ser calculado:


- Materiais de alta permeabilidade (análise de longo
prazo) –

- Materiais de baixa permeabilidade (análise de


curto prazo) –
Em geral adota-se:
Fonte: Adaptado de Sieira, Ana Cristina. Notas de aula UERJ

Prof. Emerson Romão


Muros de arrimo
 Estabilidade de muros de arrimo:
• Capacidade de carga da fundação: a tensão máxima atuante na base
do muro não deve exceder a capacidade de carga do solo, σmáx< qmáx
á
.
á
Deve-se garantir que a base esteja
submetida apenas a tensões de
compressão (e≤b/6)

Fonte: Adaptado de Gerscovich, Denise. Notas de aula UERJ


Prof. Emerson Romão
Muros de arrimo
 Estabilidade de muros de arrimo:
• Estabilidade Global: Os momentos resistentes em relação ao ponto O
devem ser maiores que os momentos solicitantes, Mres< Msol

Fonte: Adaptado de Sieira, Ana Cristina. Notas de aula UERJ


Prof. Emerson Romão
Muros de arrimo
• Pré-dimensionamento:

Fonte: Adaptado de Marchetti, Osvaldemar. Muros de arrimo

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Muros de arrimo
• Pré-dimensionamento:

Fonte: Adaptado de Marchetti, Osvaldemar. Muros de arrimo

Prof. Emerson Romão