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de ciências
Lenir Basso Zanon
Esta seção é um espaço em que professoras e professores de Eliane Mai Palharini
química podem socializar suas experiências em sala de aula. A
reflexão sobre as práticas é uma forma de melhorá-las. ciada na EFA (Escola de 1º e 2º Graus
No primeiro número de QNE, trouxemos um relato sobre o ensino Francisco de Assis, de Ijuí - RS), dando
de química no nível médio. Neste número, dirigimos nossa atenção ênfase ao processo de ensino-apren-
ao nível fundamental. dizagem em ciências desenvolvido
junto às turmas de 4ª série ao longo
conhecimento químico escolar, dinamização curricular, aprendizagem dos últimos seis anos. Nossas ações
significativa, linguagem conceitual e reflexões têm apontado para a
superação da forma fragmentada e
distante com que a química vem

M
uitos alunos e alunas para a melhoria na qualidade de vida. sendo abordada, e estamos cada vez 15
demonstram dificuldades Livros-texto definem o lugar da mais nos convencendo de que é
em aprender química, nos química no ensino fundamental na 8ª necessário e possível iniciar os alunos
diversos níveis do ensino, por não série, ao longo de um semestre, na numa certa abordagem da química
perceberem o significado ou a vali- área de ciências. Paradoxalmente, os muito antes da 8ª série.
dade do que estudam. Quando os temas estudados em ciências nas
conteúdos não são contextualizados séries anteriores são o ar, a água, o O ensino de ciências
adequadamente, estes tornam-se dis- solo, alimentos e alimentação, saúde, O processo de ensino-aprendiza-
tantes, assépticos e difíceis, não meio ambiente, higiene, seres vivos, gem em ciências na EFA é organizado
despertando o interesse e a motivação transformações, fenômenos, energia, com base em temas amplos de
dos alunos. ciclos de vida, corpo humano. Vale estudo, conforme descrito por Araújo
Mais preocupante ainda é a dificul- perguntar: esses temas não são e Maldaner (1992). Os alunos são
dade demonstrada mesmo por alguns assuntos de química? E que química intensamente envolvidos na execução
professores de química em relacionar é essa que não está presente em de atividades problematizadoras em
conteúdos específicos com eventos temas como esses? Qual a especi- que buscam e sistematizam conheci-
da vida cotidiana. Não é raro a química ficidade do conheci- mentos, não os rece-
ser resumida a conteúdos, o que tem mento químico que Preocupa o fato de bendo prontos dos
gerado uma carência generalizada de circula no meio esco- mesmo os professores professores. Este en-
familiarização com a área, uma espé- lar? Que química é de química foque inclui o estudo
cie de analfabetismo químico que essa que se ‘ensina’ demonstrarem sobre os materiais, as
deixa lacunas na formação dos cida- nas escolas? dificuldades em substâncias, as trans-
dãos e cidadãs. Chassot (1992) diz relacionar conteúdos formações, a energia
Não são recentes as preocupa- que “o conhecimento específicos com eventos e a estrutura da ma-
ções em relação à ineficiência da químico deve permear da vida cotidiana téria, aprofundados
formação em química ao longo do toda a área de ciências na 8ª série mas já
ensino fundamental. Em geral, os pro- de 5ª a 8ª séries, e não se restringir a introduzidos nas séries anteriores.
fessores de ciências têm formação um semestre isolado, no final do Os temas amplos abordados no
deficiente em química, por isso é primeiro grau, onde em geral se ensino de ciências de 4ª a 8ª séries
necessário intensificar o debate e a antecipam conteúdos do segundo são: alimentos e alimentação; ar, água
reflexão em torno desta problemática grau”. O autor critica o fato da área de e solo; os vegetais no ambiente; os
para que a química — tão presente na ciências ser fracionada em disciplinas. animais no ambiente; o homem, ser
vivência cotidiana — possa ser mais É com base em preocupações que se transforma e transforma o
contemplada na formação básica dos como essas que estamos trazendo o ambiente; os materiais, a energia e as
alunos, trazendo maior contribuição presente relato de experiência viven- transformações no ambiente. A equipe

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de professores tem exercitado a cessos de abstração e de reflexão, • preparação, cocção e consumo
vivência da interdisciplinaridade nos consideramos imprescindível o uso de de alimentos na escola;
planejamentos e na execu- conhecimentos • desidratação de alimentos;
ção do currículo, na escola, Percebemos a 4ª série próximos, de ní- • uso de condimentos — sal,
através da participação em como o espaço-tempo vel concreto ope- açúcar, vinagre — e água na conser-
espaços interativos de es- em que a criança racional, como vação de alimentos;
tudos semanais, buscando sistematiza e amplia pontos de partida • produção de leite de soja,
superar as visões fragmen- seus conhecimentos para fazer outras iogurte, queijo, manteiga, compotas,
tadas e simplistas sobre a incursões e apli- conservas, doces, farinha de man-
ciência e sobre as realidades vividas. cações. O componente afetivo é bas- dioca, polvilho;
Assim, cada tema procura abranger as tante presente: época de segredos e • coleta, classificação e estudo de
diversas ciências, de forma organi- fantasias, de mistura de delicadeza rótulos/embalagens de alimentos
zada e dinâmica. com agressividade. industrializados, identificando e estu-
Considerando a ciência como O tema amplo de estudos traba- dando os aditivos químicos, com
produção humana e como processo lhado na 4ª série é alimentos e alimen- elaboração de painéis.
dinâmico em constante evolução, tação, enfocando o contexto próximo Temos adotado estratégias instru-
abordam-se as temáticas de forma — o ar, a água, o solo, os ambientes, cionais que mobilizam os alunos na
crítica e reflexiva, buscando-se estabe- o bairro, o município — nas aborda- sistematização e ampliação dos
lecer interações fundamentais no gens e construções. Dentre as ativi- conhecimentos, tais como uso de re-
âmbito da sobrevivência e da melhoria dades desenvolvidas na série, desta- portagens, vídeos, elaboração de
da qualidade de vida. Por considerar camos: painéis, cartazes, poesias, histórias
que o mundo se transformou e que as • levantamento dos alimentos em quadrinhos, dramatizações, leitura
constantes e profundas transforma- consumidos durante uma semana e e discussão de textos, produção de
ções atingem os modos de vida como classificação (origem; sólido, líquido, textos, relatos escritos sobre as
um todo, o ensino de ciências na EFA gás; natural ou artificial); atividades, preparação e apresen-
16 não se restringe ao estudo da natu- • identificação em laboratório de tação de seminários, elaboração de
reza. Procura-se abordar o meio em nutrientes em alimentos (proteínas, trabalhos de pesquisa apresentados
sua complexidade, como o meio em amido, açúcar, água, gordura, vitamina em forma científica (capa, sumário,
constante transformação. É também C); introdução, desenvolvimento, conclu-
com base nisso que percebemos a • investigações e estudos sobre o são e bibliografia), visitas, entrevistas.
necessidade de que a química seja leite materno, enquanto alimento Cuidamos para que o aluno perceba
mais contemplada ao longo do ensino completo (bebês); as diversas etapas envolvidas em suas
fundamental. • estudo detalhado sobre cada aprendizagens, dando atenção à
nutriente e sobre os diversos grupos modalidade de organização nos
O ensino de ciências
de alimentos; estudos e investigações, em relação
na 4ª série • estudos sobre receitas, dietas e aos conceitos centrais na série.
Na 4ª Série, na EFA, as crianças a qualidade alimentar;
são iniciadas no currículo por área, isto • pesquisa sobre alimentos que se A química no ensino de
é, ingressam formalmente no mundo diz não poderem ser ingeridos juntos ciências na 4ª série
das ciências. Ampliam-se as relações e desmistificação de tabus alimen- Paulo Freire (1987) alerta que no
entre “os o que, os como e os por tares; mundo escolar lemos palavras que
quês”, intensificando-se a busca por • pesquisa sobre o preparo de cada vez menos se relacionam com
novas formas de explicação. Enfatiza- alimentos no passado e comparação nossas experiências concretas, sobre
mos a identidade da 4ª série enquanto com a preparação nos dias de hoje; as quais não lemos, comentando que
espaço-tempo em que a criança • visitas a indústrias de alimentos a escola silencia o mundo das expe-
sistematiza e amplia seus conheci- (artesanais, de grande porte), hortas, riências vividas ao ensinar a ler apenas
mentos, ao mesmo tempo em que granjas, criação de ani- as palavras da es-
fundamenta aprendizagens desenvol- mais, abatedouros de “A escola silencia o cola e não as ‘pa-
vidas no currículo por atividades, mais animais; mundo das experiências lavras do mundo’.
centradas na instrumentalização para • criação de animais vividas ao ensinar a ler Em nosso traba-
o saber, conforme Barcellos (1990). sob diferentes condições apenas as palavras da lho, temos obser-
As crianças sempre se mostram de alimentação, explo- escola e não as palavras vado o interesse e
curiosas em saber como é e como rando o valor nutricional do mundo” a naturalidade com
funciona o mundo, e isso ajuda a dos alimentos; que as crianças,
reforçar suas capacidades e sua • coleta de informações junto a sem usar a palavra ‘química’, ingres-
autoconfiança durante o processo de pessoas, instituições e especialistas sam no estudo de ciências através de
aprendizagem. Embora elas se mos- sobre formas de preparação e consu- aprendizagens centradas nessa área.
trem propensas a desenvolver os pro- mo de alimentos; Tratam de forma atenta, interativa e

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organizada as informações, os conteú- material ou substância, são abordadas se partir da problematização do uso
dos, as classificações, usando ade- como noções básicas em química. A popular do ‘galo do tempo’ para prever
quadamente os conceitos e as termi- idéia de que é possível separar uma chuvas. Testam e se convencem de
nologias introduzidas. Sendo os estu- mistura ao se considerarem as pro- que é a umidade do ar que muda a
dos centrados na compreensão e não priedades das subs- cor do galo. Inves-
na exigência de memorizações, as tâncias é explorada tigam a propriedade
crianças usam palavras e conceitos quando se investi- Chama a atenção o modo do cloreto de cobalto,
novos em seus contextos próximos de gam, por exemplo, os natural como as crianças uma substância até
ação, e não encontram dificuldades ao processos de obten- usam termos e conceitos então desconhecida
trabalhar com textos densos de ção da nata, do quei- de química, mesmo sem os para eles. Testam o
conteúdos, abordados em suas impli- jo, da manteiga. compreenderem uso do papel indica-
cações com as vivências. Localizando Quando as crian- completamente dor (em álcool, ace-
palavras-chave e idéias centrais, os ças classificam os ali- tona, gasolina, vina-
alunos fazem incursões próprias da mentos e outros materiais em ‘sólidos, gre, azeite e outros líquidos), passan-
química e estabelecem as relações líquidos ou gases’; de origem ‘animal do a adotar o teste para pesquisar a
esperadas de forma natural. ou vegetal’; ‘naturais ou artificiais’, elas presença de água. Podem observar
Dentre as palavras/conceitos de também exploram o uso de idéias também a mudança na cor de outra
química intencionalmente utilizados, básicas em química. São abordadas substância, o sulfato de cobre, ao ser
de forma natural, durante as falas e muitas ‘transformações’ envolvendo desidratado por aquecimento.
explicações, destacamos por exemplo os materiais, as substâncias, a ener- Chama a atenção o modo natural
a palavra ‘substância’, uma das mais gia, procurando-se enfatizar as inter- como as crianças usam termos e
centrais em química porém muitas relações com situações conhecidas. conceitos de química, mesmo sem os
vezes introduzida tardiamente nas A exploração do valor nutricional dos compreenderem completamente. Elas
escolas. Referindo-se aos nutrientes alimentos, agrupados em energéticos, usam palavras com um sentido singu-
num alimento, uma criança diz: “é uma construtores ou reguladores, abrange lar, válido para aqueles contextos 17
parte... uma das coisas que existem estudos e aprendizagens intensas, próximos de interação, e não raro
dentro do alimento. O nutriente é bastante relacionados à química. utilizam dicionário para ampliar o
aquilo que tem no alimento.” Nesse Na realização das atividades expe- contexto de uso das novas palavras.
contexto, cabe introduzir a palavra rimentais, no laboratório, as crianças Assim como na 4ª série, em muitas
substância, mesmo sem defini-la de exercitam diversas técnicas de inves- outras situações de estudo, nas séries
maneira completa ou formal. Explora- tigação química. Na simples observa- seguintes, a aprendizagem abrange
se o uso da palavra substância em ção da fervura do leite, por exemplo, amplas relações com a química. Na
muitas situações como essa, em que discutem por que o leite derrama, a abordagem dos seguintes temas de
se lida com “misturas de substâncias”, produção do vapor de água, o engor- estudo dá-se continuidade a essa
por exemplo quando se aborda e duramento da parede do tubo de linha de familiarização e de iniciação
explora a existência das diversas ensaio, e pequisam outros alimentos em química. Na 8ª série, as apren-
águas (torneira, poço, rio, mar, água que derramam ao serem cozidos dizagens em química são aprofunda-
mineral, água poluída etc.). (arroz, massa, clara de ovo), explo- das e ampliadas, consolidando-se
O termo ‘ácido’, outro exemplo, tem rando-se a hipótese de que se trata alguns conceitos enquanto formas
um contexto de uso na 4ª série, quando de um efeito sobre forças na superfície específicas de conhecer e de lidar com
as crianças se referem às frutas cítricas, da água. Investigam no laboratório a o mundo.
de sabor azedo ou ácido; quando presença de nutrientes em diversos
exploram o efeito do limão ou do vinagre alimentos: proteína através da reação Considerações finais
(ácidos) no leite, quando investigam e do biureto, amido pelo teste do iodo, Ao questionarmos o lugar da quí-
explicam como o leite azeda ou coagula lactose através da reação de Benedict. mica no ensino fundamental, estamos
sob certas condições; quando explo- Os alunos demonstram interesse e dirigindo a discussão aos professores
ram a ação de microorganismos que atuam de forma organizada, atentos de química, na expectativa de que,
produzem o ácido lático nas fermen- às observações, registros e discus- com uma postura mais aberta, ve-
tações; quando exploram a produção sões – sendo que nesta série não são nham a subsidiar aqueles que atuam
do queijo, do iogurte; quando diferen- abordadas as equações que repre- nas séries mais iniciais, em busca de
ciam entre o sabor azedo e o amargo sentam as reações envolvidas. Em uma educação química mais ampla e
em alimentos etc. cada caso, as crianças investigam, continuada, cientes de que a aprendi-
Noções simples como a de que familiarizando-se com os proce- gem, em cada série/nível, não se es-
‘identificamos’ cada material ou dimentos, os materiais e os termos. gota no imediatismo da série/nível
substância reconhecendo suas pro- Ao utilizarem o papel indicador de seguinte. Frisamos que, ao defender-
priedades, e que a ‘utilidade’ é sempre cloreto de cobalto para pesquisar a mos uma abordagem da química na
relacionada às propriedades de cada presença de água, por exemplo, pode- 4ª série do ensino fundamental, consi-

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deramos o contexto de grande intera- ambiente, a agricultura, a industria- priedades típicas de cada material.
ção das crianças nas realidades trazi- lização, a modernização, a sociedade Entendemos que a escola deve dar
das e nas situa- e a tecnologia, dentre ou- continuidade a essa aprendizagem,
ções criadas em Assim como quando tras. A área de estudos so- desafiando e auxiliando a criança na
sala de aula, pro- aprende a falar e ciais centra seus estudos exploração de seus contextos, em
curando desen- nomeia o que a cerca, a no município, por isso são busca de novas compreensões.
volver linguagens criança modifica suas inúmeras as atividades arti- Assim, ao invés de ‘ensinar’ teorias
e conceitos bási- idéias/linguagem para culadas, na série. Fazem-se ou de ‘transmitir’ conteúdos prontos
cos, sem privile- tentar explicar as estudos sobre outros muni- de química, procura-se criar condi-
giar o uso das situações apresentadas cípios ou estados, exploran- ções para que as crianças exercitem
simbologias, dos em contextos de do os rótulos e embalagens o uso de seus conhecimentos e
modelos teóricos problematização e de alimentos coletados, discutam em torno de suas ‘teorias
e das formula- interação onde consta o município de explicativas’, na concorrência entre
ções químicas. origem. formas diversas de conhecimento.
Cabe ressaltar que a equipe de A comunidade local é recurso e Temos nos preocupado em promover
professores que atua na área de fonte de informações para as diversas estratégias instrucionais que propi-
ciências na EFA tem boa formação e temáticas, utilizando-se reportagens, ciem a negociação entre idéias do
experiência de atuação em química artigos de jornais, revistas, folhetos, senso comum e idéias das ciências
(70% tem habilitação plena na área de boletins, vídeos e entrevistas, dentre nas tentativas de explicação, e esta-
química), e isto facilita a explicitação outras fontes. As inúmeras atividades mos atentas ao papel mediador do
dos conceitos químicos e das suas suscitam explicações diversas e professor nesses processos de apren-
relações com eventos do cotidiano abrangem amplo acesso a textos, der a aprender. Centramos a atenção
dos alunos. Importa conferir visibilida- livros, materiais didáticos audiovisuais, nas formas do estudar, do conhecer,
de ao fluxo das relações entre os livros paradidáticos, do expressar, na pers-
18 conceitos no currículo. Aprender é visitas a instituições, Aprender é relacionar: pectiva da significação
relacionar: quanto mais se relaciona, entrevistas com es- quanto mais se das aprendizagens de-
mais se aprende de forma significativa. pecialistas. As crian- relaciona, mais se
senvolvidas através do
Estamos atentas ao risco de se ças coletam e socia- aprende de forma
professor e da escola.
incorrer em deturpações de conceitos lizam informações na significativa
As crianças contam
complexos. Alguns dos textos utiliza- sala de aula, na bi- cada vez mais com a
dos são elaborados pelo professor, e blioteca, na escola, em casa, na co- parceria do professor, ao perseguirem
são tomados cuidados especiais em munidade, motivadas a explorar as estratégias dirigidas à ampliação e
relação a isso. Muitas das palavras/ temáticas em questão. aprofundamento das explicações, mo-
idéias são introduzidas como meios Percebe-se que a criança, ao ser bilizando fontes de informação e
facilitadores da aprendizagem, na envolvida em contextos de problema- comunicação, dentro e fora da escola.
série, não como uma mera antecipa- tização e de interação, usa e modifica
ção da química. suas idéias/linguagem à medida que
Lenir Basso Zanon é mestre em bioquímica do
Diversas atividades são planejadas faz tentativas de explicação das situa-
Departamento de Biologia e Química da Universidade
e desenvolvidas em conjunto com ou- ções, assim como quando ela apren- Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do
tras áreas, cada uma com sua inter- de a falar: ela identifica e nomeia, na- Sul (UNIJUÍ), Ijuí - RS.
venção e colaboração, e os estudos turalmente, o que existe em seu mun- Eliane Mai Palharini é licenciada em ciências e
se associam a outras temáticas abor- do. Por exemplo, ao dizer “é plástico” em pedagogia e professora da EFA (Escola de 1º e
dadas, como a saúde, a energia, o ou “é vidro”, ela reconhece pro- 2º Graus Francisco de Assis), Ijuí - RS.

Para saber mais 8ª série: proposta alternativa de ensino. UNIJUÍ, 1987.


ARAÚJO, M.C.P. e MALDANER, O.A. 3ª ed. Ijuí: UNIJUÍ, 1986. ZANON, L.B. A Investigação temá-
A participação do professor na cons- CHASSOT, A.I. Para que(m) é útil o tica da realidade vivida e a construção
trução do currículo escolar em Ciências. nosso ensino de química. Espaços da Es- do conhecimento no currículo escolar.
Espaços da Escola. Ijuí: UNIJUÍ, n. 3, cola. Ijuí: UNIJUÍ, n. 5, p. 43-51, 1992. Revista do Ensino. Secretaria do Estado
18-28 ,1992. FREIRE, P. Medo e ousadia: o do RS, n. 181, p. 27-31, 1994.
BARCELLOS, Eronita S.(Coord.) cotidiano do professor. 2. ed. Rio de __________. Uma experiência de
Quarta série: identidade e função no Janeiro: Paz e Terra, 1987. dinamização curricular, com ênfase na
currículo de primeiro grau. Ijuí: UNIJUÍ, MARIN, L.B. Uma proposta alterna- significação do currículo praticado.
1990. tiva para o ensino de ciências para a 4ª Espaços da Escola. Ijuí: UNIJUÍ, n. 16,
BONADIMAN, H. e col. Ciências - série do primeiro grau. Monografia. p. 63-74, 1995.

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