Existem dois tipos de pessoas no mundo... As burras e as inteligentes...
Pena que há tão pouco
espaço...
- Cadê o Jim? – Perguntava uma mulher ao perceber alguém entrando pela porta do galpão
abandonado; já tinha certeza que era seu irmão, Tommy, o homem era alto e careca.
-Você é burra assim, Jessica? É obvio que ele morreu.
-QUE? FALA SÉRIO!
-Olhe pra mancha no meu joelho, poeira, mas não foi só um arranhão, da pra ver claramente
pelo padrão de cortes no meu casaco, cortes feitos por uma lamina pequena, quem tinha um
estilete pequeno no bolso?
-... O Jim...
- Ele queria meu 1,4%, não pude fazer nada além de empurra-lo da ponte.
-... Merda... Você já tem tanto assim?
- Quanto mais inteligente você é, mais inteligente fica; essa é a regra, e se você não começar a
matar também, vai acabar no fundo do poço.
3 Dias depois.
Um grupo de sobreviventes se escondia na recepção de um hotel, ouviam bombas do outro
lado do bairro.
Cinco no total, todos homens e jovens, o único armamento que tinham era uma Remington
700, um rifle longo que pertencia ao mais velho.
-Ok, todo mundo cala a boca e me ouve – Diz o mesmo, Kin, o garoto era loiro e forte, uma
figura acolhedora aos outros que tinham entre 14 e 18 anos. – Aquilo são bombas, mas não
estão sendo usadas pra matar ninguém, tem um intervalo de cerca de 10 segundos entre uma
e a outra, mas não há gritos, isso significa que devem estar demolindo um prédio ou algo do
tipo.
- Eles podem estar executando reféns, Kin, talvez tenham tapa-bocas ou algo do tipo.
- Não, Kenny, eles usariam armas e não bombas, é por causa disso q é um 0,bosta, você não
pensa, só enxerga o óbvio. Em outras palavras, você vê, mas não observa. – Se levanta para
confirmar que o corredor do estabelecimento estava limpo. Bem, não estava.
Um homem escondido por um moletom negro, mãos nos bolsos. Se aproxima tremendo, já
com Kin mirando em sua cabeça, ele saca um celular do bolso, lágrimas eram notáveis em seu
rosto, ele recebe uma mensagem. Então começa a ditar.
- Vo-Vocês t-tem dois minu-nutos para soltar... Tudo que vo-vocês tem.
- Quem é você? – Kin pergunta ao jovem.
-...
- Porquê você está chorando?
- E-Eu não esto-tou chorando... E-Eu só estou usando a vo-voz desse fi-filho da puta inútil...
Kin percebeu a situação rapidamente, havia alguém mandando mensagens para o homem, e
se ele não dissesse exatamente o que dizia na mensagem, ele morria.
- Eu ma-mando as mensa-mensagens e ele fala...
- E o que você faz se não obedecermos?
Um laser vermelho aparece na testa do encapuzado.
- Ah, que chato... – Kin solta a arma no chão, abrindo os bolsos e jogando seu casaco no chão,
os outros jovens fazem o mesmo.
-Ago-Agora... Corram pa-para a rua e se a-ajoelhem no-no asfalto...
Os jovens se viram e andam até lá, a voz do assassino morre com um tiro na testa, estava
sendo usada como um objeto, o assassino não queria se expor ao perigo.
Dois dos garotos, quando estavam prestes a se ajoelhar, tentam fugir pelo o beco, ambos
morrem a repetidos tiros; dois dos que sobraram começam a lacrimejar.
-Eu não quero morrer...
Já Kin não se abala, pensa no que fazer, tendo em vista do ângulo que a arma acertou os
garotos, o assassino estava do outro lado da ponte com um rifle de ação rápida, o que
significava que Kin era o alvo mais propício, ele seria o próximo a morrer, precisava de alguma
forma de trocar de lugar com Josh, o último da fila em relação ao atirador.
Kin tinha 2,0 de inteligência, já havia previsto tudo aquilo. Era uma tática clássica, render
pessoas de longe para não ter risco de ser morto, matar todas até que sobre apenas uma e ir
até a vítima, terminando o serviço pra garantir que receba toda a inteligência, isso significava
que o último da fila sobreviveria por mais tempo.
O garoto pega a única coisa que escondeu na sua calça, uma pequena lanterna, mas MUITO
clara.
Ele mira o equipamento em direção ao assassino, atordoando sua visão e dando a brecha que
o loiro precisava, quem recebe o tiro é o penúltimo garoto, tinha apenas 14 anos e se chamava
Ronald, Kin se esconde atrás de Josh.
-KIN, QUE PORRA É ESSA?
-Se acalma, ele não vai atirar, você e eu temos o maior nível de inteligência, precisa chegar
perto antes. – Mente, não se importava com a vida de ninguém ali, via os outros como objetos.
Consegue manter o garoto com as mãos para o alto, não demora muito para tomar um tiro.
Kin teve sucesso em ser o último, agora, sabia que o assassino estava andando até ele para
terminar o trabalho.
Enquanto isso, no hospital.
Um idoso permanecia deitado numa maca, recebeu uma facada na barriga, não havia
equipamentos médicos para cura-lo, seus dois filhos apenas o observam morrer.
- Ele ta morrendo, Jack... – Afirma a filha, uma negra com longos cabelos negros, encostada na
parede com os braços cruzados.
- Sai da sala, Carol. – Ordena Jack.
- Oque?
-EU MANDEI SAIR DA SALA, A INTELIGÊNCIA DELE VAI FICAR PRA MIM!
-JACK, SE ACALMA, ELE É O NOSSO PAI, NÃO UMA CONTA BANCÁRIA, SEU IDIOTA!
-Olha só pra você... Tão inteligente... EU PRECISO DE MAIS, ENTÃO VOCÊ PRECISA SAIR DA
MERDA DA SALA!
-Não, eu vou ficar aqui, com o meu pai.
O homem parte pra cima de Carol, dando socos em seu rosto, tenta a empurrar para a porta,
mas ele facilmente desmaia com uma cotovelada.
- Me desculpa, velhote... Eu prometo que vou cuidar dele.
No hotel.
Kin percebe o atirador chegando pela ponte, ele levanta e se vira.
-Eu tenho 2,9 agora. – Ele diz.
-... Como assim?
-Fiz as contas, todos eles morreram e eu fiquei com a inteligência deles, deu 2,9%.
-... Idai? – Pergunta o atirador, já com uma pistola mirada para o mesmo.
- Se você chegar a 3%, você morre, já vi várias pessoas que morreram quando chegaram a 3%.
Isso significa que, se você não tem 0%, você morre de ataque cardíaco.
-...
Após 30 segundos onde apenas se encaravam, alguém saiu do meio de um beco, um homem
velho que tinha por volta de 45 anos, estava armado com uma escopeta.
- Larga a arma. – Diz para o atirador.
Ele mira para o homem.
-Pensa no que ta fazendo. – Ele fala.
- Oque?
- Se você me matar, ele morre de ataque cardíaco, eu sei que ele tem 2,9. E se ele morrer de
ataque cardíaco, você também morre, já que com certeza tem mais que 0%.
- Então por que esta fazendo isso? Você não receberia inteligência alguma. – Responde Kin.
- Eu pelo menos ficaria com suas coisas.
E assim se formou um triângulo.
( Você pode decidir o que acontece com eles, explico o motivo de não terminar a história do
Kin na mesma mensagem que mandei esse arquivo.