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Os agricultores--Cultivavam trigo, cevada, linho,

gergelim (sésamo, de onde extraiam o azeite para


alimentação e iluminação), árvores frutíferas,
raízes e legumes
e tambem tinha as criação de animais--A criação
de carneiros, burros, bois, gansos e patos
era bem desenvolvida
O comercio--Os comerciantes eram funcionários a
serviço dos templos e do palácio. Apesar disso,
podiam fazer negócios por conta própria As
caravanas de mercadores iam vender seus produtos
e buscar o marfim da Índia, a madeira do Líbano, o
cobre de Chipre e o estanho de Cáucaso.
Exportavam tecidos de linho, lã e tapetes, além de
pedras preciosas e perfumes

Mesopotâmia
O berço das primeiras civilizações
Mesopotâmia (do grego, entre os rios) ficava entre
os rios Tigre e Eufrates, no território do atual
Iraque. Apesar de atualmente não ser uma região
muito especial, exceto pelo petróleo e os conflitos
constantes, na época era um lugar muito
privilegiado. Com cheias dos rios as terras eram
fertilizadas pelo limo e húmus (material orgânico
em decomposição). Os rios favoreciam a pesca e
havia caça abundante e condições para criar
animais nas margens dos rios.
O Estado e as desigualdades sociais
Havia a necessidade da construção de diques para
conter violentas enchentes, devido a isso precisava-
se de planejamento e estocagem da produção, por
isso organizou-se o Estado, como um meio de
administrar essas necessidades. Os governantes
aproveitaram-se da situação para enriquecerem.
Assim, as terras, que antes eram comunais,
passaram a ser do Estado e, com o tempo, as elites
guerreiras tomaram as melhores terras que o
governo controlava. Essa elite associou-se a
sacerdotes e grandes comerciantes, formando a
classe exploradora.
Povos Mesopotâmicos
Uma história de sucessivas conquistas
Historia da Mesopotâmia é marcada pela sucessão
de guerras entre povos que disputavam as melhores
terras para cultivo. Além disso, os exércitos
usavam táticas de pilhagem e escravizavam outros
povos. Entre esses povos destacam-se sumérios,
acádios, amorritas (antigos babilônios), assírios e
caldeus (novos babilônios).
Dessa forma, vemos que a Mesopotâmia não era
um só povo, mas sim um conjunto de povos que
lutavam entre si pelo domínio das melhores terras.
Sumérios: a mais antiga civilização
Fundaram Ur, Uruk, Nippur, Lagash e Eridu.
Todas essas cidades eram cidades-Estados e muito
guerrearam por disputas comerciais e políticas.
O centro político, religioso e econômico das
cidades sumerianas eram os templos e o chefe
absoluto desses templos chamava-se patesi (vigário
de Deus). O patesi era ajudado pela elite
aristocrática (funcionários públicos que ocupavam
altos cargos) e os sacerdotes.
Aos sumérios atribuem-se inovações como a roda e
a escrita.
O aparecimento da escrita, inicialmente, destinava-
se a contabilidade dos templos, que acumulavam
através das oferendas de escravos, rebanhos e
terras. Os sacerdotes tinham que registrar
operações como empréstimos, pagamentos e
mercadorias acumuladas. A partir de
aproximadamente 3000aC passou a utilizar a
escrita também no registro literário, religioso e
jurídico. Originalmente, essa escrita era feita em
argila mole com estiletes em forma de cunha, por
isso ela é chamada de cuneiforme.
Acádios: os guerreiros de arco e flecha
Cidades sumerianas ocupavam melhores terras, por
isso chamava a atenção dos acádios, povo da
cidade de Acad. Em aproximadamente 2500aC,
acádios dominaram cidades da Suméria. Os
Acádios utilizavam arco e flechas, mostrando-se
mais rápidos que a infantaria (tropas a pé)
sumeriana, com seus escudos e lanças pesadas.
Comandados por Sargão I, acádios fundaram o
primeiro Império Mesopotâmico, que se expandiu
do golfo Pérsico até as regiões de Amorru e
Assíria. Com a morte de Sargão I, crescia luta de
sumérios por sua liberdade.
Amorritas: a primeira idade da glória da
Babilônia
Originários do deserto arábico, amorritas chegam a
Mesopotâmia por volta 2000aC, estabelecendo-se
na Babilônia, por isso eram conhecidos como
babilônicos. Seu mais importante rei foi Hamurábi
(1728-1686 aC), que ampliou poderes econômicos
e políticos na região, derrotando os vizinhos e
dominando toda a Mesopotâmia, desde o golfo
Pérsico até o norte da Assíria.
Para regulamentar a vida econômica e a
propriedade da terra, Hamurábi criou um código de
leis, o Código de Hamurábi, primeiro código
escrito que se tem noticias. Para a punição havia a
Lei de Talião, determinando que a pena fosse a
mesma que o crime cometido, olho por olho,
dente por dente. Alguns exemplos de punições
desse código eram: se um filho batesse com as
mãos no pai, teria suas mãos cortadas; se um
médico tratasse feridas graves com faca de bronze
e o paciente morresse, o médico teria suas mãos
cortadas; se um homem furasse o olho de um
homem livre, teria seus olhos furados; se fosse de
um escravo, teria que pagar metade do valor
desse...
Após a morte de Hamurábi, Império Babilônico
entrou em decadência e foi invadido por vários
povos, como hititas e cassitas. Durante mais ou
menos quatro séculos, os Cassitas dominaram a
região, sendo por fim submetidos pelos assírios.
Assírios: os terríveis guerreiros
Derivado de Assur, que significa lugar de
passagem, era uma região do norte da
Mesopotâmia, utilizada como passagem natural
entre a Ásia e o Mediterrâneo. Por ser de fácil
acesso e ter muitos atrativos sofreu muitos ataques.
Esse perigo constante provavelmente desenvolveu
espírito guerreiro nos assírios. Eles organizaram
um dos primeiros exércitos permanentes do
mundo. Comandos por reis como Sargão II,
Senequerib e Assurnipal, os assírios fizeram
grandes conquistas e construíram um dos maiores
Impérios da antiguidade. Do século VIII ao VI aC
dominaram região que incluía Mesopotâmia, Egito
e Síria.
Exercito assírio foi dos mais poderosos de seu
tempo: infantaria era equipada de lanças, espadas e
escudos de ferro; cavalaria de carroças de combate
com rodas reforçadas.
Os Assírios eram um dos povos mais cruéis, não se
contentavam com a simples vitória, mas
massacravam os vencidos, torturando-os,
queimando e destruindo as cidades conquistadas.
Os povos submetidos procuravam libertar-se desse
terror, promovendo várias revoltas e enfraquecendo
paulatinamente os assírios. Em aproximadamente
612aC, os caldeus e os medos aliaram-se e
destruindo o Império Assírio até seu fim.
Caldeus: a segunda idade de glória da Babilônia
Com o fim do Império Assírio a Babilônia ficou
independente, mas logo após foi dominada pelos
caldeus. Esses neobabilônicos reconstruíram-na,
tornando-a uma das cidades mais opulentas da
Antiguidade. Seu principal rei foi Nabucodonosor,
responsável pela construção dos Jardins Suspensos
da Babilônia e da Torre de Babel. Realizou
diversas conquistas militares como a tomada de
Jerusalém (586aC), submetendo os judeus como
escravos. Apesar disso não durou muito o domínio
caldeu. Em 539aC, os persas, liderados por Ciro,
conquistaram e anexaram a Babilônia.
Sociedade
A divisão entre ricos e pobres
Organização social variou muito pelos séculos, mas
de modo geral podemos falar:
· Dominantes: governantes, sacerdotes, militares e
comerciantes.
· Dominados: camponeses, pequenos artesãos e
escravos (normalmente presos de guerra).
Dominantes detinham o poder de quatro formas
básicas de manifestação desse poder: riqueza,
política, militar e saber. Posição mais elevada era
do rei que detinha poderes políticos, religiosos e
militares. Ele não era considerado um deus, mas
sim representante dos deuses.
Os dominados consumiam diretamente o que
produziam e eram obrigados a entregar excedentes
para os dominantes.
Economia
O modo de produzir e as atividades econômicas
Organizava-se pelo modo de produção asiático:
· Terras pertenciam ao Estado e eram utilizadas
pela comunidade;
· Classes dirigentes administravam o Estado;
· Estado dirigia o trabalho da sociedade;
· Maior parte da sociedade servia aos governantes,
devendo-lhe obediência e tributos.
Atividade agropastoril
Agricultura era principal atividade mesopotâmica,
destacando-se o cultivo de: cevada, trigo e tâmara.
A agricultura estava ligada a pecuária, cuja criação
mais importante era a bovina que fornecia carne
(artigo de luxo), leite e couro, alem de ser usado
para puxar carroças e para o arado. Também se
destacava criação de asno, muito usado para
transporte terrestre.
Atividades urbanas
Citamos as oficinas de artesãos onde se incluía os
alfaiates, carpinteiros, metalúrgicos, ourives,
cortadores de pedras, ceramistas, tecelões etc. O
comércio a longa distancia também teve grande
importância, caravanas terrestres levavam produtos
agrícolas e artesanais, principalmente lã, em troca
de matérias-primas da vizinhança, madeira, pedras
duras, cobre, estanho, ouro e prata. Até o século VI
não havia moeda cunhada na Mesopotâmia, a
cevada e metais como ouro e prata eram usados
como valor padrão, já o pagamento de mercadorias
importadas era feita em lingotes de metal.