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VIDA EFEMÊRA DO HOMEM

A mensagem do livro de Eclesiastes, fica mais clara ainda, quando


o PREGADOR focaliza a fragilidade da vida humana debaixo do sol, esta
expressão é usado cerca de 25 vezes, e denota o ponto de vista do homem
natural de visualizar os acontecimentos sobre a terra, e é sobre o ponto de
vista humano que o PREGADOR vê a brevidade da vida humana sobre a
terra, quando ele narra a anatomia do corpo humano dentro de uma linguagem
não cientifica, mas em uma linguagem poética, nos parece que
o PREGADOR usa essa linguagem para suavizar a degradação do corpo
humano, vejamos como ele narra essa degradação dentro de uma linguagem
poética:

“...no dia em que tremerem os guardas da casa, e se curvarem os homens


fortes, e cessarem os moedores, por já serem poucos, e se escurecer os que
olham pelas janelas, e as portas da rua se fecharem, e for baixo o ruído da
moedura...

...lembra te dele antes que se rompa a cadeia de prata, e se despedace o


copo de ouro, e se quebre o cântaro junto à fonte, e se desfaça a roda
junto ao poço...”

O verso dois que antecede a esses versículos, trata da transitoriedade da vida,


o Pregador mostra nestes versos poéticos o fim da vida humana, ou seja, a
morte física que cessa nossas atividades no plano terreno Ec. 12:2.

Este versículo é introdutório, antes dele tratar do envelhecimento humano,


o PREGADOR, deixa claro que a morte sobrevêm não apenas na velhice,
mas em qualquer tempo da nossa vida, pois o escurecer do sol, da luz, da lua e
das estrelas, ou seja, quando o homem não ver mais a luz dos corpos celestes
por conta da sua morte, e isso pode acontecer no vigor da nossa vida, temos
que lembrar do nosso criador no dia da nossa mocidade, para que quando
passar as nuvens depois da chuva, possamos contemplar o Rei da Glória.

O PREGADOR narra a degradação física da seguinte maneira:

“...tremem os guardas da casa...”, que são as mãos, pois quando o homem


chega na velhice não tem mais firmeza nas mãos, para sustentar objetos, pois
perdem a força e tremem impossibilitando assim de segurar objetos como no
vigor da sua idade.

“...se curvarem os homens fortes...”, são as pernas tão essencial para nossa
movimentação no dia a dia, pois são elas que nos dão condições de
trabalharmos, passear, mas quando chegam os dias de nossa velhice elas
perdem força e não nos sustentam e nem nos locomovemos por já estarem
gastos e fracos os nossos ossos.

..cessarem os moedores...”, são os dentes porque a medida que a idade vai


avançando a tendência é um enfraquecimento dos dentes, que por conseguinte
venham a perde-los mesmos, criando uma dificuldade para nos alimentarmos
por serem poucos.

..escurecer os que olham pelas janelas...”, são os nossos olhos que no dia da
mocidade são bons, pois não precisamos nem de óculos para enxergar bem,
mas com o passar do tempo temos que usar até mesmo óculos pata termos
uma boa visão, e com o tempo nem mesmo o uso de óculos resolve o
problema da perda da visão, pois o mesmo já perdeu o vigor da mocidade.

“...portas da rua se fecharem...,”...ruído da mordedura...”, são os ouvidos,


pois são de muita importância , pois através deles gravamos em nossa mente
as informações que são passadas, para que tenhamos o nosso desenvolvimento
intelectual em nossas vidas, com a perda da audição ficamos tanto limitados,
pois não conseguimos obter informações para que tenhamos um bom
desenvolvimento intelectual, com a chegada da velhice vamos perdendo
pouco a pouco a nossa audição até chegarmos a surdez.

“...rompa a cadeia de prata...”, isto é, a nossa coluna vertebral que mantém


nosso corpo ereto, e que é a viga mestra para sustentar todas as nossas
atividades físicas em perfeita ordem, com a velhice esse vigor vai-se embora e
ficamos com dificuldade para nos mantermos eretos e temos uma vida normal.

”...se despedace o copo de ouro...”, isto fala do nosso intelecto, da nossa


mente, o que nos da capacidade de termos o poder do raciocínio lógico e
sistemático, faculdade esta que nos da o poder de discernimento, no vigor da
idade temos muita facilidade para coordenarmos o nosso raciocínio, e
passamos nossas idéias de maneira lógica e racional, mas na velhice perdemos
tudo isso, é como que se tornássemos crianças de novo, perdemos o poder de
raciocínio lógico.

”...cântaro junto a fonte...”, isto fala sobre o nosso sistema respiratório , que
em nossa mocidade tem toda força, mas quando chega a velhice temos uma
certa dificuldade para respirar.

“...roda junto ao poço...”, isto fala dos órgãos vitais à vida humana, que na
juventude trabalha em pleno vigor, mas na velhice trabalha com extrema
dificuldade pelo desgaste ocorrido ao longo dos anos.

Com esta linguagem o PREGADOR trata dos maus dias que sobrevirão sobre
todos. Colocando em ênfase que o homem deve lembrar-se do criador nos dias
do seu vigor físico. Pois é exatamente neste período da vida que temos
condição de servimos a Deus, com mais dedicação e força, e aproveitarmos a
cada oportunidade que Deus nos dá para servi-lo nesta presente vida. Mas
apesar desta realidade da degradação física, nós somos ensinados pela palavra
de Deus que o nosso corpo é templo do espirito santo 1Co. 6:18, como templo
do espirito santo nós devemos cuidar do nosso corpo, pois através dele nós
glorificamos a Deus 1Co. 6:13. Nos devemos cuidar da nossa alimentação do
nosso descanso, para que tenhamos uma velhice sadia apesar do desgaste que
ocorre no nosso corpo. Devemos zelar do nosso corpo, pois Deus preparou,
para que nós pudéssemos gozar da vida de maneira que posamos satisfazer
nossas necessidades, dentro da vontade de Deus, que criou o homem para ser
feliz e gozar essa felicidade.