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História da Educação dos Surdos no Brasil

A história da educação de surdos no Brasil iniciou-se em 26 de setembro de


1857, durante o Império de D. Pedro II, quando o professor francês Hernest Huet
fundou, com o apoio do imperador o Imperial Instituto de Surdos Mudos. Huet era
surdo. Na época, o Instituto era um asilo, onde só eram aceitos surdos do sexo
masculino. Eles vinham de todos os pontos do país e muitos eram abandonados pelas
famílias.

No início, eram educados por linguagem escrita, articulada e falada, datilogia e


sinais. A disciplina "Leitura sobre os Lábios" estaria voltada apenas para os que
apresentassem aptidões e a desenvolver a linguagem oral. Assim se deu o primeiro
contato com a Língua de Sinais Francesa trazida por Huet e a língua dos sinais utilizada
pelos alunos. É importante ressaltar que naquele tempo, o trabalho de oralização era
feito pelos professores comuns, não havia os especialistas.

Em 1931 foi criado o externato feminino com oficinas de costura e bordado.


Com isso, o INES consolida o seu caráter de estabelecimento profissionalizante,
instituído em 1925.

Os anos 50 foram marcados por uma série de ações importantes, como a


criação do primeiro curso normal para professores na área da surdez (1951). Neste ano,
o INES recebeu a visita de Helen Keller, cidadã americana, surda e cega, cuja trajetória
de vida é um exemplo até os dias de hoje. Em 1952 foi fundado o Jardim de Infância do
Instituto e no anos seguinte criou-se o curso de Artes Plásticas, com o acompanhamento
da Escola Nacional de Belas Artes. Em 06 de junho de 1957, o Instituto passou a
denominar-se Instituto Nacional de Educação de Surdos. Neste mesmo ano foi criado o
Centro de Logopedia do Instituto, o primeiro do Brasil.

Através do convênio UNESCO/CENESP, em 1985, foi criado no INES o


Centro de Diagnóstico e Adaptação de Prótese Otofônica e um laboratório de Fonética
(atual Divisão de Audiologia).

Em 1990 é criado o informativo técnico-científico Espaço, cujos artigos são


voltados para a educação do aluno surdo. A partir de 1993, o INES adquiriu nova
personalidade com a mudança de seu Regimento Interno, através de ato ministerial. O
Instituto passa a ser um centro nacional de referência na área da surdez. Com esta nova
atribuição são realizadas ações que subsidiam todo o país.

Outros institutos fizeram parte da história da educação dos surdos no Brasil,


como o instituto Santa Teresinha, fundado em 1929, inicialmente em Campinas e
transferido para São Paulo em 1933. Até o ano de 1970, funcionou como internato para
meninas surdas, passando depois desta data a aceitar meninos surdos e trabalhar com o
conceito de integração no ensino regular. Atende atualmente até o Ensino Fundamental
e é de natureza particular. Outra instituição é a Escola Municipal de Educação Especial
Helen Keller, fundada em 1951 pelo então prefeito de São Paulo, Dr. Armando de
Arruda Pereira. Outra instituição de suma importância é o Instituto Educacional São
Paulo – IESP. Fundado em 1954, foi doado em 1969 para a PUC/SP e atualmente é
referencia para pesquisas e estudos na área da deficiência auditiva.