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FLUIDOS

Gerador de Anéis de Fumaça.


Objetivo

Fazer anéis de fumaça e observar seu comportamento.


Descrição

Use uma lata vazia de leite ou chocolate em pó


que tenha uma tampa plástica. Faça um furo
circular de 3 a 4 centímetros de diâmetro no
fundo de metal da lata. Aproxime o furo do rosto
de uma pessoa e dê uma pancada rápida e
seca com os nós dos dedos no fundo da lata. A
pessoa sentirá uma pequena pressão no rosto.
Ponha um fósforo ou vela acesa perto do furo e
dê outro peteleco no fundo da lata. Com jeito
você conseguirá apagar a vela. Ponha duas
bolinhas de isopor sobre a mesa e repita a
experiência apontando para elas. As bolinhas
tendem a se separar uma da outra.
Encha a lata de fumaça e produza anéis de
fumaça. Observe que os anéis formam vórtices
que giram. Com um pouco de prática você
deverá conseguir bons anéis de fumaça que se
deslocarão por uma certa distância do furo.
Usando furos não circulares você pode
conseguir anéis que vibram de várias formas
interessantes.

Análise

Essa experiência é simples de ser feita mas ilustra um bocado de conceitos e


fenômenos de dinâmica de fluidos, alguns bem complexos. Os anéis formam
vórtices que demonstram o movimento turbulento da fumaça. A descrição
matemática desses anéis é extremamente complicada.
A observação com as bolinhas de isopor é uma demonstração da lei de Bernoulli.
Você pode juntar essa experiência com outras sugestões que ilustram a lei de
Bernoulli, dadas em outro ítem.
Material

Lata vazia de leite em pó ou biscoito.


Bolinhas de isopor de pequeno tamanho.
Canudos de papel.
Dicas

Não use cigarros para encher a lata de fumaça. Isso definitivamente não pega bem
em uma Feira de Ciência. Use, por exemplo, canudos de refresco de papel com
uma das pontas queimando e sopre vagarosamente na outra ponta. Isso deve ser
um bom gerador de fumaça.

No século passado, o famoso físico inglês Lord Kelvin lançou um modelo de átomos
como "vibrações do éter". Esse tal "éter" seria um fluido que ocuparia todo o
espaço. Suas vibrações, ou "vórtices", poderiam explicar, segundo Kelvin e o
alemão Hermann von Helmoltz, todas as propriedades observadas dos átomos e
moléculas. A forma desses vórtices de éter seria bem parecida com a forma dos
anéis dessa experiência, só que de dimensões atômicas. Durante algum tempo
esse modelo foi muito popular entre os físicos, inclusive alguns bem espertos, como
Maxwell e Thomson. Mas, com o surgimento dos modelos de Rutherford, Bohr e
outros, o modelo de vórtices foi pra merda. Agora, veja que coisa curiosa: hoje,
existem uns teóricos tentando explicar tudo que existe no universo como sendo
formado de umas cordinhas vibrantes, as chamadas "supercordas", muito parecidas
com os vórtices do velho Kelvin. O mundo dá muitas voltas - e vibrações.
Para embelezar sua experiência na Feira, procure ler sobre os vórtices de Kelvin e
Helmoltz em alguma enciclopédia, e sobre as supercordas em algum livro de
divulgação. Ou consulte o Departamento de Física mais próximo de sua casa.