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História e Evolução do MS-DOS

O documento descreve a história do MS DOS, começando com seu desenvolvimento original pela Seattle Computer Products e posterior aquisição pela Microsoft. Detalha como o MS DOS se tornou o sistema operacional padrão para PCs compatíveis com IBM, assim como suas principais características e versões.

Enviado por

Heber Almeida
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História e Evolução do MS-DOS

O documento descreve a história do MS DOS, começando com seu desenvolvimento original pela Seattle Computer Products e posterior aquisição pela Microsoft. Detalha como o MS DOS se tornou o sistema operacional padrão para PCs compatíveis com IBM, assim como suas principais características e versões.

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MS DOS
DOS. O nome é a sigla de Disk Operating System (sistema operacional de disco).
Originalmente foi desenvolvido pela Seattle Computer Products (SCP), em uma tentativa de
criar um concorrente para o estabelecido Sistema Operacional CP/M, implementado para
computadores da família IBM PC, para os processadores Intel 8080, Intel 8085 e Zilog Z80 de
8 bits.
A IBM precisava de um sistema operacional para usar como seu padrão em sua nova linha de
produtos, os PCs (Personal Computers, computadores pessoais) de 16 bits e intencionava
comprar o sistema CP/M desenvolvido por Gary Kildall, contudo a IBM e a Digital Research,
cujo o dono é Kildall, não conseguiram chegar a um acordo em uma discussão que ainda hoje
gera polêmica. Sem alternativas a IBM adotou o DOS como seu sistema operacional padrão
para sua linha de PCs por sugestão do próprio Bill Gates que desenvolvia um interpretador da
linguagem BASIC na época. Bill Gates comprou o DOS da SCP por teoricamente $50.000
doláres e em seguida o vendeu em um pacote DOS/BASIC para IBM.
Pouco depois, Bill Gates contratou Tim Paterson, o desenvolvedor do DOS, para a sua nova
empresa Microsoft. Com algumas modificações, o MS-DOS(MicroSoft Disk Operating System)
surgiu então e rapidamente dominou o mercado dos IBM PC's compatíveis. O ponto chave aqui
foi a decisão de Gates, na época, em vender o MS-DOS para companhias de computador com
objetivo de que estas pudessem adaptá-lo ao seu hardware, ao contrário da míngua tentativa
de Kildall’s em vender o CP/M para usuários finais um por vez(ao menos inicialmente).
O DOS possui nativamente uma interface de linha de comandos através do seu interpretador
de comandos, command.com, porém não existe apenas uma versão do DOS. A mais
conhecida e popular é o MS-DOS, da Microsoft (por isso, as iniciais MS). Outros sistemas são
os PC-DOS, DR-DOS e, mais recentemente, FreeDOS.
Com o aparecimento das GUIs desenvolvidas primariamente por Douglas C. Engelbart,ou seja
Interface gráficas, como por exemplo o Microsoft Windows 1.0 e o Common Desktop
Environment(CDE), o MS-DOS ficou em segundo plano, mas não foi esquecido. Hoje em dia
temos inclusive diversos emuladores como o DOSBox que nos permitem rodar os antigos
programas feitos para o DOS identicamente em qualquer máquina como antigamente.

História
O DOS foi originalmente desenvolvido por Tim Paterson da Seattle Computer Products, sendo
uma variação do CP/M-80 da Digital Research, mas o DOS era apenas um produto interno
criado para testar a nova placa com sua CPU 8086 para a interface. Também não rodava nas
CPUs 8080 (ou compatíveis) requeridas pelo CP/M-80. Entre muitos outros nomes, foi
conhecido como QDOS(Quick and Dirty Operating System). A Microsoft licenciou-o da SCP, fez
algumas modificações e licenciou-o posteriormente a IBM (vendido como PC-DOS) para seu
novo 'PC' usando a CPU 8088 (que internamente era idêntica à 8086), e a vários outros
fabricantes de hardware, vendido então como MS-DOS.
MS-DOS (e o IBM PC-DOS que foi licenciado desde então), e seu antecessor, QDOS, foram
baseados no CP/M (Control Program / (for) Microcomputers — Programa de Controle para
Microcomputadores) — que era o sistema operacional de disco dominante entre os
microcomputadores baseados nos processadores de 8 bits Intel 8080 e Zilog Z80.
A empresa Digital Research produziu um sistema compatível, conhecido como "DR-DOS", que
foi tomado pela Novell (depois de ter comprado a Digital Research). Este se tornou o
"OpenDOS" durante certo tempo, após a venda de uma divisão importante da Novell feita a
Caldera International, atual SCO. Mais tarde, a divisão da Caldera se separou, tornando-se a
Lineo (posteriormente rebatizada como Embedix), que por sua vez vendou o DR-DOS a
recém-criada Device Logics, atualmente DRDOS, Inc.
Também existe uma alternativa livre chamada "FreeDOS".
Mesmo tendo sido favorecido no íncio, o DOS não foi o único sistema operacional apresentado
pela IBM para a plataforma PC. Dois outros sistemas foram também aprovados pela IBM

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oficialmente, o CP/M-86, cujo antecessor, o CP/M-80, fora o sistema operacional dominante da
geração 8 bits de micro-computadores. O projeto do DOS foi baseado intimamente nas
facilidades oferecidas pelo CP/M e as idéias por trás dele, e a razão principal era para fazer
com que os usuários de computador acostumados com o CP/M pudessem aprender o DOS
rapidamente, além de tornar mais fácil adaptá-lo aos programas já existentes para o CP/M em
8 bits.
A influência do CP/M no DOS aparece desde a sua interface de comando quando o usamos
pela primeira vez, o prompt de comando C:\>, ou como surge no no CP/M A>. O DOS
também demonstra a influência do CP/M nas maneiras que lida com o usuário e como trabalha
com seus programas. O DOS foi feito tendo o pressuposto de que apenas uma pessoa estaria
usando o computador e que um único usuário estaria pedindo que o computador só
executasse uma tarefa de cada vez(não se poderia por exemplo, imprimir um documento e
executar um outro comando ao mesmo tempo).O DOS foi feito para ser usado em um
ambiente monousuário e monoprocessamento, seguindo os mais simples conceitos do uso da
computação e era natural que fosse feito desta forma, pois suas raízes vieram de um sistema
operacional e de máquinas de 8 bits.
A família PC 16 bits foi projetada de outra forma, e a herança CP/M limitava desta forma o
DOS, por outra lado o Unix era um sistema operacional muito admirado pelas suas
características, e a Microsoft tinha experiência no universo Unix, criando inclusive uma
distribuição própria o Xenix. Assim quando chegou o momento de uma revisão das
funcionalidades do DOS, muito da ideologia Unix foi implementado na nova versão do sistema.
O resultado foi a versão 2.0 do DOS, e esta influência está presente em todas as versões
depois desta e era visível a todos os usuários do DOS nos subdiretórios que eram usados para
gerenciar os arquivos no disco. Esta influência se mostra ainda mais forte na estrutura interna
e nos serviços oferecidos pelo sistema.
O DOS originalmente dava a cada programa o controle total do computador e de sua
memória, e foi bastante complicado fazer com que as versões mais avançadas do DOS
impusessem as limitações que são necessárias para que seja possível obter 2 programas
rodando ao mesmo tempo no computador,o multiprocessamento. O DOS foi primeiro na
plataforma de 16 bits a ter uso bastante disseminado (e permaneceu assim por mais 10
anos). A variante MS-DOS, citada às vezes (coloquialmente) como Messy DOS, foi
desenvolvida a partir do QDOS, que significava literalmente "Quick and Dirty Operating
System" (em uma tradução livre, Sistema Operacional Pequeno e Sujo).
Os IBM-PC foram distribuídos apenas com o PC-DOS, enquanto os computadores PC
compatíveis de quase todos os outros fabricantes foram distribuídos com o MS-DOS. Nos
primeiros anos dessa família de sistemas operacionais, o PC-DOS era ainda idêntico ao MS-
DOS. Mais recentemente, versões livres do DOS, como o FreeDOS e o OpenDOS, surgiram.
O DOS é considerado o produto que decidiu o destino da iniciante Microsoft. O MS-DOS foi
sucedido por duas linhas de produtos: o OS/2 e o Windows 95. Versões mais antigas do
Microsoft Windows, antes do Windows 95, eram pouco mais que uma shell gráfica para DOS, e
as posteriores eram bastante integradas com o MS-DOS. É possível também rodar programas
de DOS sob outros sistemas operacionais como o OS/2 e o Linux usando emuladores
(máquinas virtuais).
Por causa de sua longa existência e de sua presença massiva no universo da plataforma PC-
compatível, o DOS foi considerado frequentemente como o seu sistema operacional nativo.

Características Técnicas
Mensagens Erro
Abortar, Repetir, Falhar é uma mensagem de erro do MS-DOS que surge quando o computador
não consegue aceder a uma drive de armazenamento de dados, normalmente, o disco rígido,
disquete ou CD, implicitamente pede ao usuário acionar as teclas: "A" para abortar a
operação, "R" para tentar ler novamente os dados, ou "F" para tentar prosseguir sem ler os
dados.

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Linha do Tempo
Microsoft compra os direitos não-exclusivos de comercialização do QDOS em Dezembro de
1980. Em Julho de 1981, ela compra os direitos exclusivos do 86-DOS, versão seguinte do
QDOS.
A primeira versão, PC-DOS 1.0, foi lançada em Agosto de 1981. Ela suportava até 256 kB de
RAM e dois disquetes de 160 kB 5.25" de face única. Suas principais características era ser um
sistema monousuário e monotarefa(monoprocessado).
Em Maio de 1982, o PC-DOS 1.1 trouxe suporte aos disquetes de 320 kB dupla-face.
PC-DOS 2.0 e MS-DOS 2.0, lançados em Março de 1983, foram as primeiras versões a
suportar o PC/XT e drives de discos fixos (comumente chamados de drives de disco rígido). A
capacidade dos disquetes foi elevada a 180 kB (face única) e 360 kB (dupla face) com o uso
de nove setores por trilha em vez de oito. A versão 2.0 também permitiam a um programa
carregar e rodar subprogramas e overlays de programa(isso lhes dá um grau de
independência do programa que os iniciou).
Ao mesmo tempo, a Microsoft anunciou sua intenção de criar uma GUI (Graphical User
Interface - Interface Gráfica de usuário) para o DOS. Sua primeira versão, Windows 1.0, foi
anunciada em Novembro de 1983, mas estava incompleta e não interessou a IBM. Em
Novembro de 1985, a primeira versão completa, Windows 1.01, foi então lançada.
MS-DOS 3.0, lançado em Setembro de 1984, suportava inicialmente disquetes de 1.2MB e
discos rígidos de 32MB. Incluiu também códigos de erro mais estendidos, de forma que
permitia que os programas obtivessem uma explicação mais detalhada do que aconteceu de
errado, quando um erro surge.
MS-DOS 3.1, lançado em Novembro do mesmo ano, introduziu o suporte à redes, com
serviços que permitiam o "travamento" e "destravamento" do acesso a todas as partes de um
arquivo, o que tornava seguro e prático para vários computadores compartilharem o mesmo
arquivo sem interferência um do outro.
MS-DOS 3.2, lançado em Abril de 1986, foi o primeiro lançamento comercial do MS-DOS. Ele
adicionou suporte aos disquetes de 720 kB/3.5". As versões anteriores foram vendidas apenas
aos fabricantes de computadores que embutiam-no em seus produtos, porque os sistemas
operacionais, até então, eram considerados parte de um computador, não um produto
independente. Ele também incluiu o suporte para que o sistema a usasse linguagens
diferentes do inglês americano.
MS-DOS 3.3, lançado em Abril de 1987, introduziu os discos lógicos. Um disco físico maior que
32MB poderia ser dividido em várias partições, consideradas como discos independentes pelo
sistema operacional. Também foi adicionado suporte aos disquetes de 1.44 MB/3.5" e o
suporte para até quatro portas seriais reconhecidas pelo sistema.
MS-DOS 4.0, lançado em Julho de 1988, suportava discos de até 2 GB, sem a necessidade de
se criar partições, (discos cujos tamanhos variavam, geralmente, entre 40 e 60 MB na época),
e teve a adição de uma shell chamada DOSSHELL. Outras shells, como a Norton Commander e
a PCShell, existiram na época. Em Novembro de 1988, a Microsoft corrigiu muitos bugs em
um update, MS-DOS 4.01.
MS-DOS 5.0, lançado em Abril de 1991, incluiu o interpretador (compilador) de BASIC em tela
cheia, o QBasic, também trazendo um editor de texto em tela cheia, (anteriormente, havia
apenas um editor linha-a-linha, edlin). Um utilitário de cache de disco (SmartDrive),
capacidade de undelete, e outras melhorias foram incluídas nessa versão. Como houve
problemas graves com alguns utilitários de disco, mais tarde, no mesmo ano, foi lançado o
MS-DOS 5.01, com as devidas correções.
Em Março de 1992, a Microsoft lançou o Windows 3.1, que se tornou a primeira versão
popular do sistema Microsoft Windows, que somou mais de um milhão de cópias vendidas.
Em Março de 1993, o MS-DOS 6.0 foi lançado. Seguido pela concorrente Digital Research, a
Microsoft adicionou um utilitário de compressão de disco chamado DoubleSpace. Nessa época,

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os discos rígidos mais comuns tinham em torno de 200 a 400 MB, e muitos usuários
necessitavam seriamente de mais espaço em disco. O MS-DOS 6.0 também trouxe o
desfragmentador de disco DEFRAG, o MSBACKUP para criação de backups, otimização de
memória com o MEMMAKER, e um princípio de protetor anti-vírus, MSAV.
Como suas duas antecessoras, a versão 6.0 mostrou ter várias falhas. Devido a reclamações
sobre perda de dados, a Microsoft lançou uma versão atualizada, MS-DOS 6.2, com um
utilitário DoubleSpace melhorado, um novo utilitário de checagem de disco, SCANDISK
(similar ao fsck do Unix), além de outras melhorias.
A versão seguinte, MS-DOS 6.21 (lançada em Março de 1994), surgiu devido a problemas
legais. A empresa Stac Electronics acionou judicialmente a Microsoft, que foi forçada a
remover o DoubleSpace de seu sistema operacional.
Em Maio de 1994, a Microsoft lançou o MS-DOS 6.22, com outro pacote de compressão de
disco, DriveSpace, licenciado da VertiSoft Systems.
O MS-DOS 6.22 foi a última versão stand-alone do sistema disponível ao público. Ele foi
retirado do mercado pela Microsoft em 30 de Novembro de 2001. Veja o ((en)) Microsoft
Licensing Roadmap.
A Microsoft também lançou as versões de 6.23 a 6.25 para bancos e organizações militares
Estadunidenses. Estas incluíam já suporte a partições FAT32. A partir de então, o MS-DOS
passou a existir apenas como uma parte dos sistemas Windows 9x (95, 98 e Me). A versão
original do Microsoft Windows 95 incorporou o MS-DOS versão 7.0.
A IBM lançou a última versão comercial de um DOS - IBM PC-DOS 7.0 - no início de 1995, que
incorporava muitos novos utilitários, como anti-vírus, programas de backup, suporte a
PCMCIA, e extensões DOS Pen. Também foram incluídas novas ferramentas que melhoravam a
utilização de memória e espaço em disco.

Emuladores de DOS
DOSBox rodando sobre linuxSob um sistema Linux é possível rodar cópias de DOS e muitos de
seus clones sob o DOSEMU, uma máquina virtual nativa de Linux, para rodar aplicativos em
modo real. Há vários outros emuladores para rodar DOS sob várias versões de UNIX, mesmo
em plataformas não-x86.
Emuladores de DOS foram adotados, mesmo por usuários de Windows XP, devido à
incompatibilidade do sistema com o DOS puro. Muitos usuários encontram dificuldades para
jogar jogos abandonware feitos para DOS, por isso, um dos mais famosos emuladores, criado
especificamente para esse uso, é o DOSBox, um emulador em modo janela (opcionalmente
em tela cheia) para sistemas operacionais modernos. Outro emulador, criado principalmente
para o setor de negócios é o ExDOS, que permite, entre outras coisas, exibição em tela cheia,
compatibilidade total com hardware e ferramentas de impressão.

Este é um artigo adaptado que pertence ao site Wikipédia


e está sob licença GNU Free Documentation License (veja: http://www.gnu.org/licenses/fdl.html).
Para vê-lo na íntegra, acesse:
http://pt.wikipedia.org/wiki/MS-DOS

http://www.tiexpert.net/sistema-operacional/comandos-de-dos/msdos.php

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