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I - MOTORES DE COMBUSTÃO

1- Definições: Chama-se motor, todo aparelho destinado a transformar energia de


qualquer espécie, em energia mecânica.
Os motores que transformam a energia calorífica em energia mecânica, são
chamados motores térmicos.
Os motores térmicos dividem-se em máquinas a vapor e motores de combustão
interna.

2- Maquinas a vapor: são aquelas que aproveitam o vapor da água como fonte de
energia secundária: a energia primária é a energia calorífica para o aquecimento da água
e conseqüentemente produção de vapor.

3- Motores de combustão interna: são aqueles em que utiliza a combustão rápida ou


lenta de um combustível, como processo de produzir a energia mecânica.
Os motores de combustão interna dividem-se em: motores diesel e motores de
explosão.
Motores diesel são aqueles em que o combustível é queimado gradualmente, a
medida que é injetado nos cilindros. Neste caso, a combustão se processa
progressivamente.

4- Motores de explosão: são aqueles em que a mistura de ar com combustível


(gasolina, álcool, ou gás), com que são alimentados, é inflamada instantaneamente sob a
forma explosiva. Em ambos os casos, à medida que se processa a combustão, aumenta a
pressão e a temperatura dentro do cilindro, resultante da massa expansiva gasosa que se
forma.

5- Combustão: é o fenômeno realizado com presença de três elementos: ar, calor e


combustível.
Nos motores diesel a relação normal da mistura é de aproximadamente 20:1,
isto é, 20 partes de ar e uma parte de combustível.
Nos motores de explosão (gasolina) a relação normal é de aproximadamente
15:1. Nos motores a álcool, a relação é de aproximadamente 13:1.
II - CICLO DE TRABALHO

Ciclo de trabalho: é a seqüência de movimentos que se repetem.


Quanto ao ciclo de trabalho nos motores de combustão podem ser de quatro
tempos e dois tempos.
Tempo é o movimento realizado pelo pistão, compreendido entre, o PMS ao
PMI e vice-versa.

III - SISTEMA DE COMBUSTÃO

Em conformidade com a propagação de temperatura resultante da


compressão do ar, os Motores Diesel podem ser de: Injeção direta, indireta, combinada
ou mista.

1- Injeção direta: No fim da compressão quase que totalidade do ar se acha numa


câmara única, situada na cabeça do pistão, quando o combustível é injetado diretamente
nesta câmara, através de orifícios múltiplos no injetor.

VANTAGENS DO MOTOR DE INJEÇÃO DIRETA

1. Rendimento mais elevado (cerca de 10%)


2. Consumo ligeiramente inferior ao de outros tipos.
3. Partida fácil em estado frio.

DESVANTAGENS

1. Motor mais ruidoso.


2. Rápido aumento de pressão de combustão.
3. Injetores sujeitos a entupimentos, por terem os orifícios muito pequenos.
2- Injeção indireta: Neste sistema existem dois espaços:

1. Espaço denominado da câmara de pré-combustão;


2. Espaço denominado da câmara de combustão, situado na cabeça do pistão;
Todo combustível é injetado na câmara de pré-combustão. Logo que inicia a
injeção, dá-se um aumento de pressão nos dois espaços, que, em virtude da turbulência,
o resultado é a formação da massa gasosa, quando o pistão é impulsionado ao PMI,
tendo lugar o tempo motor.

VANTAGENS DO MOTOR DE INJEÇÃO INDIRETA

1. Motor mais silencioso (combustão mais macia);


2. Pressão de injeção menos elevada;
3. Menor risco de entupimento no injetor.

DESVANTAGENS

1. Consumo ligeiramente superior;


2. Partida difícil em estado frio;
3. Exige dispositivo de pré-aquecimento.

3- Injeção mista: Durante a compressão o ar reflui para o interior da câmara de


turbulência, situada no cabeçote, através de um canal de forma cônica. O injetor
distribui dois jatos de combustível: um dirigido ao cilindro e outro à câmara.
Logo que se inicia a injeção, dá-se um aumento de pressão, entre câmara e canal,
que em virtude da turbulência, o resultado é a transferência dos gases para o cilindro,
onde se realiza o processo de combustão, quando o pistão é impulsionado ao PMI, tendo
lugar o tempo motor.
As vantagens e desvantagens para o motor de injeção mista com câmara de
turbulência, são as mesmas que foram apontadas para o motor de injeção indireta com
câmara de pré-combustão.
IV - CICLO DO MOTOR DE COMBUSTÃO INTERNA

O motor de combustão interna apresenta, durante o funcionamento, quatro fases:

1ª admissão
2ª compressão
3ª combustão
4ª escape (expulsão dos gases)

A série dessas quatro fases consecutivas é chamada de ciclo do motor.

1- Motor de 4 tempos

Há motores de combustão interna, cujo ciclo se completa em quatro tempos, isto é,


em quatro curso do pistão. São os motores de quatro tempos. No primeiro tempo, o
pistão desce, realizando a admissão; no segundo tempo, ele sobe realizando a
compressão; no terceiro tempo desce novamente, ocorrendo então a combustão (tempo
motor), e, no quarto tempo, sobe realizando a expulsão de gases.
No motor de quatro tempos, o virabrequim dá duas voltas completas para ocorrer
tempo motor, isto é, uma combustão no cilindro.

Admissão
Durante o tempo de admissão, o êmbolo executa o
movimento descendente (do PMS para o PMI), estando a
válvula de admissão aberta, enquanto que a válvula de
escape permanece fechada. Este movimento descendente
do êmbolo cria uma depressão no interior do cilindro. O
ar proveniente do exterior, penetra pelo orifício da válvula
de admissão, “empurrado” pela pressão atmosférica. A
admissão de ar nunca é restringida por válvulas, como nos
motores a gasolina (borboleta de carburador).
Esta quantidade de ar aspirada pelo cilindro é sempre a
mesma, independente da carga do motor ou da posição do
acelerador.
A admissão, desta forma no motor Diesel é constituída
apenas por ar e não por uma mistura ar-combustível,
como no caso dos motores a gasolina.

Compressão
No final da admissão a válvula de admissão se fecha,
continuando a válvula de escape fechada; o pistão inicia
então seu movimento ascendente (do PMI para o PMS).
O término da compressão, o ar contido dentro do cilindro
foi comprimido de tal forma que passa a ocupar, apenas o
volume correspondente a câmara de combustão. Esta
compressão do ar que em alguns casos pode vir a ocupar
um espaço 22 vezes menor do que ocupava anteriormente
acarreta um aumento de temperatura, que poderá atingir
de 500ºC à 700ºC.
No final da compressão é injetada uma pequena
quantidade de combustível, na câmara de combustão. A
quantidade além do momento (tempo) da injeção são
fatores importantíssimos sem os quais não teremos um
funcionamento adequado do motor.

A injeção de combustível se efetua através dos bicos injetores e que são individuais,
isto é, um para cada cilindro.
A dosagem da quantidade de combustível e sua distribuição no tempo certo para o
injetor correspondente se faz através da bomba injetora ( por êmbolos ou rotativa).
O combustível lançado no interior do cilindro, finamente pulverizado, encontrando
o ar a alta pressão e temperatura entra na combustão, elevando a pressão no interior do
cilindro.

Combustão (ou tempo motor)


A alta pressão provocada pela queima de combustível
“empurra” o êmbolo para baixo (do PMS para o PMI),
este movimento é provocado pela pressão dos gases
queimados atuando sobre a cabeça do êmbolo. As 2
válvulas, de admissão e de escape, continuam fechadas.
Sòmente no tempo de combustão é que o motor realmente
trabalha. A energia necessária para que o motor possa se
movimentar nos tempos de admissão, compressão e
expulsão é fornecida pelo volante, o qual armazena esta
energia durante o tempo de combustão, para depois cede-
la aos outros tempos.

Escape (ou expulsão dos gases)


Durante a expulsão dos gases queimados, o êmbolo se
desloca do PMI para o PMS, expelindo esses gases
através da abertura da válvula de escapamento,
continuando a válvula de admissão fechada.
O ciclo então se repete.