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O Sacramento da Ordem(sacer = sagrado; dócio = Dom)

O ministério conferido pelo sacramento da Ordem consiste num outro tipo de


participação na missão de Cristo, ou seja, no serviço em nome e na pessoa de Cristo no
meio da comunidade. Além disso, o sacerdócio ministerial confere um poder sagrado
para esse serviço dos fiéis. Esse serviço consiste no ensino, no culto divino e no
governo pastoral.
No serviço eclesial do ministro ordenado, é o próprio Cristo que está presente à sua
Igreja enquanto Cabeça de seu Corpo, Pastor de seu rebanho, Sumo Sacerdote do
sacrifício redentor, Mestre da Verdade. A Igreja expressa isso dizendo que o sacerdote,
em virtude do sacramento da Ordem, age "In persona Christi Capitis", ou seja, na
pessoa de Cristo-Cabeça.

O bispo é o único que pode tornar o leigo um diácono, sacerdote ou outro bispo. Para
que isso aconteça e seja válido, o bispo ordenante deve ter sido validamente ordenado,
isto é, que esteja na linha da sucessão apostólica, e em comunhão com a Igreja toda,
principalmente com o Sumo Pontífice (o Papa).

Os padres somente podem exercer seu ministério na dependência do bispo e em


comunhão com ele. Já para a legítima ordenação de um Bispo, é hoje exigida uma
especial intervenção do Bispo de Roma (o Papa), por causa de sua qualidade de vínculo
visível supremo da comunhão das Igrejas particulares (as dioceses) na única Igreja e
garantia da sua liberdade.
A ordenação de mulheres não é possível porque o Senhor Jesus escolheu homens para
formar o colégio dos doze Apóstolos, e os apóstolos fizeram o mesmo quando
escolheram os colaboradores que seriam seus sucessores na missão. O colégio dos
bispos, ao qual os presbíteros estão unidos no sacerdócio, torna presente e atualiza, até o
retorno de Cristo, o colégio dos doze. A Igreja se reconhece ligada a essa escolha do
próprio Senhor.

O sacramento da Ordem é concedido uma vez por todas, ou seja, não pode ser repetido,
pois confere um caráter espiritual indelével, ou seja, para sempre. Assim, um padre que
deixe o ministério para casar-se, por exemplo, continua sendo padre. Se ficar viúvo e
quiser voltar a exercer o ministério, não precisa ser ordenado novamente, bastando
seguir as orientações da Igreja a esse respeito.

Por falar nisso, é bom lembrar que na Igreja de rito latino somente o diácono pode ser
casado; o bispo e o padre devem ser solteiros ou, em alguns casos, viúvos. Entretanto,
se o diácono permanente casado ficar viúvo, não poderá mais se casar.

O Sacramento da Ordem é realizado por um Bispo. Só os Bispos têm o poder de


transmitir o sacerdócio aos Padres. Numa longa e belíssima cerimônia, o jovem
recebe a imposição das mãos do Bispo, ou seja, o Bispo põe as duas mãos sobre a
cabeça do ordenando enquanto canta a oração consecratória.

A imposição das mãos é a matéria do Sacramento da Ordem.

A oração consecratória é a forma do Sacramento da Ordem.


O poder de celebrar a Missa e os outros Sacramentos é a graça sacramental do
Sacramento da Ordem.

Eis alguns dos momentos da cerimônia de ordenação:

Depois das orações iniciais, o Bispo impõe as mãos sobre a cabeça do jovem, gesto
que é repetido por todos os Padres presentes. Depois lança-lhe aos ombros a
estola, dispondo-a em forma de cruz sobre o peito, para assinalar que o Sacerdote
se reveste da força do alto, pela qual toma sobre si a Cruz de Cristo Nosso Senhor,
e o suave jugo da lei divina, para pregá-la não só de boca, mas também pelo
exemplo de uma vida pura e santa.

A seguir, unge-lhe as mãos com o Santo Crisma e entrega-lhe o cálice com vinho e
a patena com a Hóstia, dizendo: "Recebe o poder de oferecer o Sacrifício de Deus,
de celebrar a Missa, tanto pelos vivos como pelos defuntos".

No final da Missa, o jovem volta para junto do Bispo que lhe dá o poder de
confessar os pecados, repetindo as palavras de Jesus: "Recebe o Espírito Santo. A
quem perdoares os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e a quem retiverdes os
pecados, ser-lhes-ão retidos".

O Sacramento da Ordem imprime na alma do Padre um caráter indelével (como


também o Batismo e a Crisma). Para sempre a alma será reconhecida como
Sacerdote, mesmo no Céu e até no Inferno. Este caráter é também uma graça que
ajuda o Padre a estar sempre unido a Jesus Cristo pela graça santificante.

6) Diácono: instituído pelos Apóstolos para ajudá-los nas cerimônias. Já participa


mais profundamente do sacerdócio, podendo inclusive distribuir a Santa Comunhão
e pregar. Nos seus paramentos, além da dalmática, túnica parecida com a do
Subdiácono, ele já recebe uma estola, símbolo do sacerdócio, que deve ser usada
em diagonal.

7) Sacerdócio.

[O Celibato Sacerdotal

Como está muito em voga a discussão sobre o celibato sacerdotal,


acrescento aqui esta nota, para lembrar que é de tradição
apostólica, atestada por diversos Padres da Igreja e por Concílios
Ecumênicos, a obrigação para os clérigos de ordens maiores (a
partir do sub-diaconato) de renunciar definitivamente ao
casamento. Além desta tradição apostólica que fecha a porta a
qualquer discussão, podemos argumentar dizendo que qualquer
padre que se dedique verdadeiramente às almas sabe que é
impossível a conciliação entre a vida de oração, de estudo, de
mortificações que exige este ministério, com a vida de casado. É,
portanto próprio a uma época de abandono da fé e da vida de
oração, pelos próprios sacerdotes, a volta desta discussão sem
sentido. Eles querem se casar porque não suportam a vida de
oração. Eles querem o consolo do corpo porque não suportam a
dureza da vida mortificada. Eles provam que não vivem da
santidade de Cristo, não se interessam por ela. Provam, enfim, que
este progressismo atual é falido e esvaziado da seiva do
Evangelho, e que só a Tradição pode restaurar os fundamentos da
vida católica.]
A Vocação

Ter vocação é receber graças de Deus que levam um jovem a querer se dedicar a
este elevado serviço. A alma do rapaz se afasta da ganância, da vida mundana e
das ambições tolas. Ele procura aprofundar sua Fé pela oração, pelo estudo;
desenvolve em sua alma um profundo amor por Jesus Cristo, que deseja encontrar
um dia, no altar, celebrando o Santo Sacrifício da Missa. No mundo materialista em
que vivemos, não existe mais nada que ajude uma alma a desenvolver a vocação
religiosa. Tudo nas ruas, nas escolas (e mesmo nas famílias) gira em torno de
ganhar dinheiro e viver nos prazeres e diversões. Por isso devemos alimentar as
graças que Deus nos dá, levando uma vida de piedade, sabendo que devemos nos
dedicar também a Deus e à sua Igreja. Só assim podemos receber de Deus esta
sublime vocação.

A vocação pode se manifestar, pela graça de Deus, para o sacerdócio paroquial ou


para a fuga do mundo. Neste caso, os mosteiros são casas religiosas onde a alma
busca a solidão, o silêncio, a vida da oração e do trabalho escondido.

As mulheres também podem se dedicar à vida religiosa, não como Sacerdotes, pois
Jesus Cristo determinou que só os homens seriam Padres, mas pela vida
consagrada, num Convento, onde tudo gira em torno do amor a Jesus Cristo, onde
as freiras trabalham alegremente, servindo à Igreja pela sua oração, pelo seu canto
pelas obras de piedade que os Conventos realizam. Se elas renunciam ao
casamento, recebem a Jesus como esposo para toda a eternidade!

“O sacerdote não se pertence! Está ao serviço do povo de Deus, sem limites de horário e
de calendário”. ”As pessoas não são para o sacerdote, mas o sacerdote para as pessoas,
em sua globalidade, sem restringir nunca seu próprio serviço a um pequeno grupo”,
disse.

“O sacerdote não pode escolher o lugar de que gosta, os métodos de trabalho que
considera mais fáceis, as pessoas consideradas mais simpáticas, os horários mais
cômodos, as distrações – ainda que legítimas – quando subtraem tempo e energias à
própria e específica missão pastoral.” ”Também, ainda atuando no mundo, o sacerdote
não está, contudo, assimilando o mundo, mimetizando-se nele, deixando de ser
fermento transformador.”

«Frente a um mundo anêmico de oração e de adoração, de verdade e de justiça –


acrescentou –, o sacerdote é sobretudo o homem da oração, da adoração, do culto, da
celebração dos santos mistérios diante dos homens, em nome de Cristo.” ”Seu
compromisso é o testemunho entendido etimologicamente como martírio na consciência
renovada de que Cristo, ordinariamente, vem a nós só na Igreja e da Igreja, que
prolonga sua presença no tempo”.

“O sacerdote não pode escolher o lugar de que gosta, os métodos de trabalho que
considera mais fáceis, as pessoas consideradas mais simpáticas, os horários mais
cômodos, as distrações – ainda que legítimas – quando subtraem tempo e energias à
própria e específica missão pastoral.” ”Também, ainda atuando no mundo, o sacerdote
não está, contudo, assimilando o mundo, mimetizando-se nele, deixando de ser
fermento transformador.”

«Frente a um mundo anêmico de oração e de adoração, de verdade e de justiça –


acrescentou –, o sacerdote é sobretudo o homem da oração, da adoração, do culto, da
celebração dos santos mistérios diante dos homens, em nome de Cristo.” ”Seu
compromisso é o testemunho entendido etimologicamente como martírio na consciência
renovada de que Cristo, ordinariamente, vem a nós só na Igreja e da Igreja, que
prolonga sua presença no tempo”.

DAP 207 “Minha Missa é minha vida e minha


vida é uma Missa prolongada!

DAP 204 “O sacerdote não se pertence! Está ao serviço do povo de Deus, sem limites
de horário e de calendário”. ”As pessoas não são para o sacerdote, mas o sacerdote para
as pessoas, em sua globalidade, sem restringir nunca seu próprio serviço a um pequeno
grupo”, disse.