DIREITO PENAL ± PROVA DO 1º BIMESTRE.

I) INTRODUÇÃO AO DIREITO PENAL Direito Penal

Parte do direito público que estabelece aç ões e omissões delitivas, cominando-lhes determinadas sanções (penas ou medidas de segurança). - Tem como objetivo a proteção dos bens jurídicos relevantes para a sociedade, bens interindividuais, criando sanções às condutas que lesam ou que ameacem esses bens. - Ponto de vista objetivo: é o conjunto de normas que definem os delitos e as sanções . - Ponto de vista subjetivo: diz respeito à legitimidade do Estado de punir as condutas lesivas impondo a sanção criminal ao agente ante à pratica do delito. - Possui natureza autônoma e constitutiva, mas também sancionatária (tutela dos bens jurídicos difusos ou coletivos). - Opera num conceito amplo com os demais ramos do Direito. Contudo, os conceitos advindos deles são examinados de forma autônoma pelo Direito Penal.
Ciência do Direito Penal

- Tem escopo em elaborar um sistema de modo lógico (formal e material) e racion al, com fito à interpretar e aplicar o Direito Penal. Constitui-se por um conjunto de conhecimentos (normas e princípios) ordenados metodicamente. - Também chamada de dogmática penal.
Política Criminal

- Pauta-se na análise critica do direito posto no s entido de ajustá-lo aos ideais jurídico-penais e de justiça. - Baseia-se em considerações sociológicas politicas, e de oportunidade , propondo modificações ao direito penal vigente, a fim de que se adapte ao contexto social atual.
Criminologia

- Ciência empírica, que estuda o fenômeno criminal utilizando -se de método causal-explicativo. - É a investigação empírica do delito e da personalidade do agente que o executou . - Estuda as causas do delito e busca alternativas que responderão ao fenômeno criminal.
Relação com os outros ramos do Direito

1) Direito Constitucional: A CF é fonte primeira da lei penal . Estabelece princípios e normas que

O Direito Penal enumera condutas puníveis e as respectivas sanções. ³ninguém será considerado culpado até o transito em julgado da sentença´ (art. constituindo instrumento de execução para os casos concretos. de acordo com a natureza d o delito. 4) Direito Civil e Comercial: mantem relação de interdependência. II) PRINCIPIOS DO DIREITO PENAL São considerados diretivas cardeais que regulam a matéria penal. Em sede Comercial. O Direito Processual Penal disciplina o processo. 3) Direito Processual Penal: ³é o braço do Direito Penal´. Destaca m-se o principio da proteção de bens jurídicos (principio da lesividade ou da ofensividade ± onde não há delito sem lesão ou sem perigo de lesão a um bem jurídico determinado) e da legalidade e da reserva legal (não há crime sem lei previa que o defina).3 ± Princípio da irretroatividade da lei e sua exceção : trata-se de restringir o arbítrio do legislador e do juiz na elaboração ou aplicação retroativa da lei prejudicial. 5 º. 5º XL da CF. XLIX. 1. 1. tem objetivo de coibir abusos sobre as garantias do crédito mercantil. busca - . verbi gratia. pois. LIII. 5 º. Pela taxatividade. por exemplo. No que tange ao Direito Civil. complementariedade. do costume ou de argumento analógico. de causas agravantes ou medidas de segurança. tem relação ao tutelar o direito de posse e propriedade. 1. salvo quando para beneficiar o réu´. ³a lei não retroagirá.´ 1) Princípio da legalidade ou da reserva legal : ³não há crime (infração pe nal) nem pena ou medida de segurança (sanção penal) sem lei previa que o defina´. as características. da duplicada. possuindo apenas diferenças quantitativas. É a ferramenta pela qual se aplica efetivamente o Direito Penal. ³a pena será cumprida em estabelecimentos distintos. CF). os fundamentos. e tão somente ela.4 ± Principio da taxatividade ou da determinação : No que tange à determinação. 92. 2) Direito Administrativo: o conteúdo da infração administrativa e do delito tem conteúdo material e idêntica estrutura logica.Garantia penal e criminal: lei formal. cominando penas em caso de abuso. como ³pressupostos técnico jurídicos que configuram a natureza. 1. sancionando o furto e o roupo. CF). e xige-se que o legislador descreva da forma mais exata possível o fato punível. a idade e o sexo do apenado´ (art.2 ± Garantias jurisdicional e penitenciária ou de execução : ³ninguém será processado nem sentenciado senão por autoridade competente.servem de base ao Direito penal. a luz do art. Por conseguinte. a aplicação e a execução do Direito Penal. ³é assegurado aos presos a integridade física e moral´ (art. sendo inconstitucional a utilização em seu lugar de qualquer outro ato normativo. meio pelo qual os órgãos estatais estabelecem se a lei penal foi violada e qual pena deve ser imposta ao agente. é.1 . CF). e assegurar proteção penal do cheque. é fonte criadora de crimes e de penas.´ (art 5 º. XLVIII).

a forma normativa deste principio erradia por toda a ordem jurídica servindo. Neste diapasão . . de titularidade individual ou metaindividual reputado como sendo essencial para a coexistência e o desenvolvimento do homem... etc). 10) Princípio da adequação social : apesar da conduta se subsumir formalmente ao modelo legal. 3) Principio da culpabilidade : não há pena sem culpabilidade. tendo em conta os ditames superiores da dignidade e da liberdade da pessoa humana. 7) Principio da pessoalidade da pena : ³nenhuma pena passara da pessoa do condenado. de alicerce aos demais princípios penais.´ e decorre apenas de sua ação ou omissão. Noutras palavras. o desenvolvimento e a paz social. O bem jurídico penal pode ser conceituado com sendo um ente material ou imaterial haurido do contexto social. 2) Princípio da dignidade da p essoa humana: o Estado democrático de Direito e social deve consagrar e garantir o primado dos direitos fundamentais. a pena deve estar proporcionada ou adequada à intensidade ou magnitude da lesão ao bem jurídico . Ademais. evitando-se eventual abuso judicial. sendo que esta deve ser entendida como fundamento e limite de toda a pena. a pena não pode ultrapa ssar a medida da culpabilidade. não sendo admitida nenhuma outra espécie (fato alheio. a tutela penal é legitima somente quando socialmente necessária e imprescindível para assegurar as condições de vida. abstendo -se de práticas a eles lesivas. 9) Principio da proporcionalidade : Deve existir sempre uma medida de justo equilíbrio entre a gravidade do ilícito aplicado e a pena cominada ou imposta. devendo ser aplicada quando for capaz de ter eficácia. satisfazendo a exigência de garantia. 6) Princípio da fragmentariedade : tal principio denota da operação de uma tutela seletiva do bem jurídico. 5) Princípio da intervenção mínima : a lei penal somente deverá intervir quando for absolutamente necessário para a sobrevivência da comunidade. inclusiva com a eventual remoção de obstáculos à sua totalização.se estabelecer as margens penais as quais está vinculado o julgador. como também propiciar condições para que sejam respeitados. 8) Principio da individualização da pena : O julgador deve fixar a pena conforme a cominação legal e determinar a forma de sua execução. para que não haja mera arbitrariedade do juiz. Tal princípio antecede o juízo axiológico do legislador e vincula de forma absoluta sua atividade normativa mormente no campo penal. não obst ante. Tal principio vem a ser uma exigência de justiça e não somente prevenção. limitada àquela tipologia agressiva que se revela dotada de indiscutível relevância quanto à gravidade e intensidade da ofensa. 4) Princípio da exclusiva proteção de bens jurídicos: o escopo do Direito penal reside na proteção de bens jurídicos relevantes essenciais ao individuo e à coletividade. e assim.

1.1) Costume secundum legem: é costume previsto em lei. 12) Princípio do ne bis in indem: constitui limite ao poder punitivo do Estado.: O costume jamais pode ser tido como fator de produção de norma penal incriminadora ou desfavorável ao acusado. elaborando conceitos. Possui dois elementos: I) um objetivo. cabendo à lei penal levar em conta aquelas condutas realmente relevantes ao bem jurídico .S. Consiste em modalidade mediata que se processa através do exercício da jurisdição. em especial ao concurso de normas. ou seja. adaptada aos ditames do caso concreto. Traduz a proibição do ente estatal de punir alguém . II) subjetivo.cognoscitiva e. interpretando leis.2) Costume praeter legem: é costume supletivo. Consiste em regras de conduta criadas espontaneamente pela consciência comum do povo. 3) Doutrina: É modalidade mediata. e outro. III) TEORIA DA LEI PENAL Fontes do Direito Penal 1) Costume: É de modalidade imediata. (ex. 11) Princípio da insignificância : a irrelevante lesão do bem jurídico protegido não justifica a imposição de uma pena. prescritiva. emitindo juízos de valor a respeito do conteúdo das leis e apontando sugestões de reforma do Direito vigente. Tal principio serve de base à aplicação das normas penais. em virtude de uma sucessão harmônica de decisões dos tribunais. que a observa de modo constante e uniforme sob a convicção de corresponder a uma necessidade jurídica. que é o convencimento de sua obrigatoriedade ou convicção jurídica. processar ou julgar duas ou mais vezes pelo mesmo fato. que é o uso constante e prolongado. 13) Principio da segurança jurídica: dado principio denota a busca da estabilidade das relações judicias. visando combater/refutar qualquer imprevisibilidade ou incerteza no que diz respeito ao controle formal-legal a que o individuo se encontra submetido. as ações ou omissões que afetem infimamente um bem jurídico penal devem ser tidas como atípicas . sem deixar de mencionar o concurso de delitos. . Tem natureza peculiar . Noutros dizeres.3) Costume contra legem: é costume formado em sentido contrário à lei . indiretamente. 1. com fito a suprir lacunas na lei. portanto tem caráter cogente. P. uma lesão corporal representada por uma incisão cirúrgica) . fruto dos estudos de juristas com escopo a analisar e sistematizar as normas jurídicas. se estiver de acordo com a ordem social da vida historicamente condicionada. É a aplicação da lei. 2) Jurisprudência: É norma individual. devendo excluir -se a tipicidade da conduta em caso de danos de pouca importância. 1.não será considerada típica se for socialmente adequada ou reconhecida.

A norma de conduta. a lei cria o delito. a lei é a regra escrita feita pelo legislador com a finalidade de tornar expresso o comportamento considerado indesejável e perigoso pela coletividade. . É ela . A lei é por imperativo do principio da reserva legal descritiva e não proibitiva. Interpretação e aplicação da lei penal I) Interpretação A interpretação é uma atividade que busca atribuir significado ao texto normativo (compreensão . de produção de normas jurídicas. ligadas por um conectivo lógico (o dever-ser).Lei e norma penal A norma penal é uma regra proibitiva. . > Lei penal em branco imprópria : são aquelas em que o complemento se acha contido na mesma lei ou em outra emanada da mesma instancia legislativa. um meio de instrumento. Em suma é formada pela: a) hipótese legal. efeito ou estatuição (sanção penal). é aquela que se encontra prevista tão-somente a hipótese fática (preceito incriminador). previsão fática ou antecedente (tipo legal). sem que a consequência jurídica localiza-se em outro dispositivo da própria lei ou em diferente texto legal. e não simplesmente descreve uma relação de direitos e deveres.O conteúdo dessas normas está em função de juízos de valor que constituem seu pressuposto logico e sem os quais careceria de sentido. Por sua vez. e. A norma cria o ilícito. . com os caracteres específicos. > Lei penal em branco própria : são aquelas em que o complemento se acha contido em outra lei emanada de outra instancia legislativa (de grau inferior). Estrutura lógica da norma jurídico -penal As normas jurídicas são imperativas ou prescritivas. do senso de justiça do povo. As normas são formadas pela hipótese legal e sua consequência jurídica. prescreve. A norma sim é proibitiva. em sentido técnico-jurídico. É o veículo por meio do qual a norma aparece e sua observância torna-se cogente. b) consequência jurídica. necessitando de outro dispositivo legal para sua integração ou complementação. isto é. que se extrai do espírito dos membros da sociedade. deve ser entendida como uma fonte do direito positivo.Lei penal incompleta: também conhecida como lei penal imperfeita. abstrata. Lei penal em branco A lei penal em branco pode ser conceituada como aquela em que a descrição da conduta punível se mostra incompleta ou lacunosa. . sendo imperativa. um modo de revelação ou de exteriorização d a norma. no sentido de que impõem um dever-ser a uma conduta alheia.A lei. influi no comportamento dos demais para modifica-lo.

Já as normas não- . Não é cogente. apresentando -se ao mesmo tempo como ato cognoscitivo e de criação. vale dizer.4) histórico: baseia-se na investigação dos antecedentes históricos que lev aram à criação da norma jurídica. a lei. 1) Métodos de interpretação: 1. 2. 1. mas tem grande valor cientifico. pois. 1. compreendê-la. cumprindo ao intérprete restringir o alcance da norma. Repousa no fato da exigência de tratamento igual a casos similares.1) Declarativa: tão somente declara o sentido linguístico (concordância entre o resultado da interpretação gramatical e o da lógico -sistemática). O legislador edita uma nova lei e com o objetivo de aclarar o sentido e o alcance de uma disposição já existente. norma penal incriminadora e não incriminadora ± limitações: as normas incriminadoras.2) Interpretação judicial: é aquela interpretação levada a cabo pelos próprios órgãos jurisdicionais com o intuído de aplicar a lei de acordo com a vontade nela esculpida. uma vez promulgada.2) Restritiva: o legislador se exprime de forma ampliativa. cabendo ao jurista determinar o resultado prático que a lei se propõe a realizar . destaca-se do legislador e passa a ter existência autônoma. 3. Assim. fatos da mesma natureza devem ser tratados da mesma maneira.1) Argumento analógico.da linguagem da norma). ao qual relaciona-se com outras normas concernentes ao mesmo objeto. 2) Classificação quanto ao autor: 2. isto é.3) lógico-sistemático: vê o preceito normativo como integrante de um sistema. esclarecendo e fixando seu sentido e alcance. 3) Classificação quanto ao resultado: 3. cujo significado fica aquém da expressão literal. 3. as normas penais que definem o injusto culpável e estabelecem as suas consequências jurídicas não são passiveis de aplicação analógica. por conseguinte. indo além de seu pensamento.2) teleológico: busca a vontade da lei e não a vontade do legislador. 1. uma interpretação levada a cabo pelo próprio legislador. 2. Noutras palavras. consiste em captar sua essência. distinta do órgão que lhe deu origem . É. II) Aplicação 1) Argumento analógico: é a transferência da solução prevista para um caso a outro não regulado expressamente pelo ordenamento jurídico. 1.1) Interpretação autentica: consiste na explicitação do conteúdo de um preceito legal por parte do próprio órgão do qual emana. posto que é através dessa espécie de interpretação que se esboçam as principais linhas do sistema jurídico -penal.3) Interpretação doutrinária: consiste na exposição do conteúdo do Direito pelos juriscientistas.1) filológico (ou literal): busca-se o sentido literal do texto normativo .3) Extensiva: destina-se a corrigir uma fórmula legal demasiadamente estreita.

3) Tempo do Crime Teorias: 3. Há regime específico de ultratividade gravosa.1) prevalência do princípio constitucional d a irretroatividade. lex mitior).2) Lei penal em branco: admite a retroatividade da lex mitior (µlei mais suave¶) ao passo que não se admite a retroatividade da lex gravitor (µlei mais severa¶). 2) Princípios Gerais do Direito : consiste àquele ordenamento imanente às relações de vida que condiciona toda a atividade legislativa. por analogia. 2.2) Teoria do resultado ou do evento: o momento da pratica do crime é aquele em que ocorreu o efeito. de caso a caso. . é o momento em que se realiza o ilícito.1) Lei excepcional: é aquela que visa atender situações excepcionais de anormalidade (estado de sítio. 2) Lei excepcional ou temporária e lei penal em branco 2. calamidade publica. 3) Equidade: Adapta a generalidade da norma às peculiaridades dos casos concretos. assim. a lei posterior não tem condição de revoga -las.5) lei intermediária ( lei em vigor depois da pratica do fato e revogada antes de seu julgamento final) admite a retroatividade da lex mitior (µlei mais suave¶) ao passo que não se admite a retroatividade da lex gravitor (µlei mais severa¶). tendo eficácia enquanto perdurar o fato que a motivou . podendo assumir um caráter universal e imutável ou modificar-se através dos tempos para acompanhar a evolução social. ou seja. do que pode resultar um ajuste da norma geral à especificidade da situação para que a decisão seja justa.3) Lei penal em branco que visa assegurar o efeito regulador das normas de referencia: aplica-se o critério de ultratividade. CF) 1.3) retroatividade da lei favorável ( abolitio criminis.1) Teoria da ação ou da atividade: considera-se o delito realizado com a ação ou omissão do agente. 2. Consiste na solução de conflitos pela consideração harmônica das circunstancias concretas. ou seja. 1. tendo sempre em conta que na dúvida aceita -se a doutrina mais benigna (aplicação in bonam partem).4) ultratividade da lei mais benéfica . ou devem inspirar. 5º.incriminadoras há entendimento que as normas eximentes ou escusantes podiam ser extendidas. XL. Não tem a virtualidade de regular novas hipóteses. 1. (art..) não fixando prazo de sua vigência..2) vedação absoluta da retroatividade in pejus (lei prejudicial ao réu). aperfeiçoando-os e conduzindo-os ao reconhecimento dos direitos fundamentais inerentes à natureza do homem. sendo que essa vigência se fundamenta na solução de um conflito atual e não do passado. os sistemas jurídicos positivos. 1. 3. Âmbito temporal da lei penal 1) Irretroatividade 1. Inspiram.

zona econômica 200 milhas. Princípios a) princípio da territorialidade : aplica-se a lei penal aos fatos puníveis praticados no território nacional. o tempo do crime será: a) nos crimes permanentes: o tempo de sua duração. Âmbito espacial da lei penal Refere-se ao conjunto de normas do Direito interno referente aos limites de aplicação da lei penal no espaço. independentemente da nacionalidade do agente.3. OBS: a lei brasileira acolhe a teoria da ação ou da atividade.3) Teoria mista ou unitária: o tempo do delito é considerado tanto o da ação como o do resultado. 4º do CP: ³considera-se praticado o crime no momento da ação ou da omissão. * Território brasileiro: mar territorial 12 milhas. ainda que outro seja o momento do resultado´. e) princípio da representação. c) princípio da nacionalidade : aplica-se a lei penal do país de origem do agente. onde quer que ele se encontre. as aguas territoriais e o espaço aéreo correspondente. onde quer qu e tenha ocorrido ou delito independentemente da nacionalidade do agente. . e) no concurso de pessoas: momento de cada uma das conduta s individualmente considerada. b) princípio real. d) princípio da universalidade ou da justiça mundial : aplica-se a lei penal a todos os fatos puníveis. b) nos delitos habituais: momento da caracterização da habitualidade. Considerando esta adoção. ou cuja bandeira ostenta. sem levar em conta o lugar do delito. a nacionalidade de seu autor ou o bem jurídico atingido. da bandeira ou do pavilhão : aplica-se a alei do Estado em que está registrada a embarcação ou aeronave. do ofendido ou do bem jurídico lesado. quando o delito ocorre no estrangeiro e aí não é julgado. em sentido lato. c) nos crimes continuados: tempo da prática de cada ação ou omissão. de defesa ou da proteção de interesses : aplica-se a lei penal do Estado titular do bem jurídico lesado. Conceito Território nacional. vem a ser o âmbito espacial sujeito ao poder soberano de um Estado. como se denota no art. d) nos delitos omissivos: último momento em que o agente poderia realizar a ação obrigada ou impedir o resultado. que compreende a superfície terrestre.

g) Teoria pura da ubiquidade. salvo em flagrante de crime inafiançável. Imunidade parlamentar a) material: inviolabilidade do parlamentar no exercício do mandato. do resultado ou do bem jurídico atingido. . imunidade de jurisdição penal e civil e isenção fiscal. com fundamento nos princípios de defesa e da universalidade. b) Teoria do resultado: lugar do delito é onde se deu o resultado almejado. c) Teoria da intenção: o local do crime é onde devia ocorrer o resultado. da bandeira e da defesa. 6 º do Quanto a aplicação apresenta -se como: a) extraterritorialidade incondicionada : aplica-se a lei brasileira sem nenhuma condicionante ainda que o agente tenha sido julgado no estrangeiro . b) extraterritorialidade condicionada : aplica-se a lei brasileira quando satisfeitos certos requisitos da personalidade. por suas opiniões. e) Teoria da ação à distancia ou da longa mão : local do delito é o do ato executivo. implica que o processo e julgamento do agente diplomático somente ocorrerão no Estado que ele representa. Extraterritorialidade Esta é a teoria adotada pelo nosso ordenamento jurídico (art. sendo a vitima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob jurisdição brasileira. d) Teoria do efeito intermédio ou do efeito mais próximo : o lugar do delito é onde a energia movimentada pela ação do sujeito alcança a vitima ou o bem jurídico. Imunidade diplomática Privilégios outorgados aos agentes diplomáticos consistentes em inviolabilidade. CP). c) extraterritorialidade na lei de tortura : aplica-se a lei brasileira ainda que o crime não tenha sido cometido em território nacional. b) formal: parlamentares (exceto vereadores) não poderão ser presos. mas poderão ser processador por crimes comuns.Lugar do delito Teorias: a) Teoria da ação ou da atividade: o lugar do delito é aquele em que se realizou a ação ou omissão. sendo reservado à Casa Legislativa respectiva o direito de sustar o andamento da ação até o final da decisão. mista ou unitária : lugar do delito é o da ação. No que tange à imunida de de jurisdição. f) Teoria limitada da ubiquidade : lugar do crime é pode ser tanto o da ação como do resultado. palavras e votos.

c) será adotado o critério de prevalência com relação aos delitos políticos relativos. de guerra. Limites à extradição: a) nenhum brasileiro será extraditado. a tranquilidade ou moralidade publica e a economia popular ou cujo . d) imposta: sem esse consentimento. contra a humanidade. f) nos bis in idem: não se concederá extradição se o extraditando já estiver sido julgado (ou estar sendo) pelos fatos que forem objeto do processo de extradição. c) identidade: não haverá extradição se o motivo não for tido como delito no Brasil ou no Estado requerente. tortura ou de terrorismo. c) voluntária: com consentimento do extraditado. etc) e) jurisdicionalidade : não se concedera extradição se o extraditando tiver que responder a tribunal de exceção. g) reciprocidade: a extradição poderá ser concedida quando o governo requerente se fundamentar em tratado. d) proibição de extradição não alcança os crime de genocídio. ou por comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. Deportação e Expulsão Deportação: saída obrigatória do estrangeiro nos casos de entrada ou estada irregular (clandestino). Expulsão: saída obrigatória do estrangeiro que atentar contra a segurança nacional.Extradição É a entrega de um delinquente de um Estado a outro. b) passiva: em relação ao Estado que concede. por crime comum praticado antes da naturalização. competente para julga -lo ou executar a pena imposta. e) reextradição: o Estado que obteve a extradição é requerido por outro para nova extradição. Princípios: a) legalidade: não se concederá extradição sem lei anterior que definir o delito e a pena. permitido o regresso sob certas condições. a ordem politica ou social. ou quando prometer ao Brasil a reciprocidade. Classifica-se em: a) ativa: em relação ao Estado que pede a extradição do delinquente. d) comutação: permite a substituição de pena (privativa de liberdade por pena de morte. b) não será concedida a extradição por crime polit ico ou de opinião. b) especialidade: o extraditado não pode ser julgado por motivo diverso ao da extradição. salvo o naturalizado.

como soldado de reserva. Direito Penal Internacional X Direito Internacional Penal Direito Penal Internacional : o Estado tem titularidade para aplicar as suas leis. seja quando a norma subsidiária expressamente assim o defina ( subsidiariedade expressa ou explícita ). na qual a aplicação de uma norma está condicionada à não incidência de uma outra. Ligada à ONU. Critérios para a solução: 1) Critério da especialidade : lei especial derroga lei geral. 4) Critério de alternatividade : a aplicação de uma norma ao fato afasta a aplicação de outra que também o prevê como delito. Jurisdição: exercida de modo subsidiário. pós fato e fato concomitante impuníveis: ações anteriores ou supervenientes que a lei toma por necessárias. mas apenas uma tem real incidência. Direito Internacional Penal : os Estados abrem mão de suas soberanias legais. 5) Antefato. para processar e punir qualquer individ uo. de acordo com a prática de determinados crimes. Tribunal Penal Internacional Sede: Haia ± Holanda. Conflito aparente de normas É a situação em que várias leis são aparentemente aplicáveis a um mesmo fato. Pressupostos: unidade de fato (um fato) e pluralidade de leis (várias leis).procedimento seja nocivo ao país.onde há o intuído final de um ato mais grave) . seja quando o acontecimento por ela incriminado é componente ou agravante especial do fato apenado pela outra norma ( subsidiariedade tácita ou implícita). . vedado o retorno ao território nacional . ou forma regular de transição para este (delito progressivo . contudo caracteriza -se como instituição judiciaria de caráter independente. 3) Critério de consunção: um crime é fase de realização de outro. devidamente convencionados ou celebrados em documentos oficiais (Convenções. etc. de qualquer nacionalidade. 2) Critério de subsiariedade: a subsidiariedade funciona. no conflito aparente de tipos penais. na hipótese de o Estado competente deixar de julgar certos fatos por não poder ou não estar disposto a fazê -lo.). aos seus indivíduos mesmo que pratiquem delitos fora de seu território. expressa ou tacitamente . Pactos.

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