Agenda 21 Local – Epitaciolândia/Acre

EP

I T A C I O L Â N DI

A

Agenda 21 Local de Epitaciolândia Prefeitura Municipal de Epitaciolândia e Fórum Agenda 21

Nosso Compromisso para o Desenvolvimento no Século 21

Apoio:

Coordenação:

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1. Identificação do Trabalho Elaboração e Execução de Atividades: Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal do Alto Acre e Capixaba – CONDIAC, Rua Ana de Souza Lira, 104, 1° piso, Epitaciolândia, Acre, Brasil, CEP: 69.934-000, fone/ fax: (0xx68) 3546 – 4132 E-mail: condiac@contilnet.com.br Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social – DED, Rua Joaquim Felipe, 101, Recife, Pernambuco, Brasil, CEP: 50.050 – 340, fone: (0xx81) 3221 – 0075, fax: (0xx81) 3223-1959 E-mail: ded@dedbrasil.org.br Internet: www.dedbrasil.org.br Prefeitura Municipal de Epitaciolândia, Rua Cap. Pedro de Vasconcelos, 257, Epitaciolândia, Acre, Brasil, CEP: 69.934-000, fone: (0xx68) 3546 – 3689 ou 3616

Revisão de texto: Gislene Salvatierra da Silva – Graduada em Letras Vernáculo pela Universidade Federal do Acre e Mestrado em Ciências da Educação Superior

Sistematização dos dados e redação: Adriano Alex Santos e Rosário – Engenheiro Agrônomo Pavel Jezek – Geólogo

Levantamento das informações no campo e na cidade: Adriano Alex Santos e Rosário – Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social / CONDIAC Pavel Jezek – Serviço Alemão de Cooperação Técnica e Social / CONDIAC Raimundo Nonato Freire Rodrigues – Secretaria Municipal de Ambiente e Turismo / SEMAT Luís Mendes da Silva – Secretaria de Produção e Desenvolvimento Sustentável / SEPADES Miguel Nascimento Rodrigues – Sindicato dos Trabalhadores Rurais / STR Ednon Moreira Soares – Associação de Moradores do Bairro Satel Lazaro Humberto Lanes – Igreja Evangélica Assembléia de Deus José Benedito Teodoro – Conselho Municipal de Saúde Roberto da Silva Nascimento – Secretaria de Produção e Desenvolvimento Sustentável / SEPADES
Vardeleni Soares Texeira – Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre / SINTEAC Liduína de A.P. Camargo – Secretaria Municipal de Saúde Raimundo Nonato Gondim – Câmara de Vereadores

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ÍNDICE As colaboradoras, os colaboradores ............................................................................................ 4

Apresentação da Prefeitura Municipal de Epitaciolândia ................................................................. 6 1. Porque uma Agenda? .................................................................................................................. 6 ........................................................................................................ 7 ...................................................................... 8

2. De onde vem a Agenda 21?

3. O que é e que deve fazer uma Agenda 21 Local?

4. Como construímos a Agenda 21 Local em Epitaciolândia? ....................................................... 10 5. O retrato atual do Município ...................................................................................................... 14 5.1. Como se caracterizam a População e o Território? ................................................................ 14 5.2. Como se formou o Município? ................................................................................................ 19 5.3. Como se desenvolvem as Atividades Econômicas e o Mercado de Trabalho local? ............ 20 5.4. Quais são as Características dos Produtores e Empresas locais? ........................................ 22 5.5. Em que Estado estão a Infra-estrutura e o Transporte Público? .......................................... 26 5.6. Como se desenvolvem a Educação, a Cultura e as Religiões? .............................................. 28 5.7. Como funcionam as Organizações Sociais? .......................................................................... 30 5.8. Como está a Consideração de Gêneros e Grupos Etários? ................................................... 31 5.9. Como se encontra o Serviço de Saúde? ................................................................................ 32 5.10. Quais são os desafios da Gestão Ambiental? ...................................................................... 33 6. Plano Local Participativo de Desenvolvimento Sustentável ....................................................... 35 6.1. Economia Sustentável ............................................................................................................. 35 6.2. Infra-estrutura e Serviços .......................................................................................................... 40 6.3. Segurança Pública ................................................................................................................... 44 6.4. Educação ................................................................................................................................. 47 6.5. Cultura e Turismo .................................................................................................................... 50 6.6. Saúde Pública ......................................................................................................................... 53 ..................................................... 56 ................... 63 6.7. Produção Sustentável, Uso da Terra e Gestão Ambiental 8. Literatura utilizada e recomendada para a leitura

7. Os próximos passos: Como implementar a Agenda 21 Local em Epitaciolândia?

..................................................................... 65

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As colaboradoras, os colaboradores Tabela 1: INSTITUIÇÕES E ORGANIZAÇÕES QUE APOIARAM NA CONSTRUÇÃO DA AGENDA 21 LOCAL
NOME 1 – Gislene Salvatierra da Silva 2 – Raimunda Correa Mesquita 3 – Miguel Nascimento Rodrigues 4 – Gleyson Gomes de Alencar 5 – Marilete Iduíno Pinto 6 – Ednon Moreira Soares 7 – Laurimar da Silva Lima 8 – Liduína de A.P. Camargo 9 – Gilson Soares de Azevedo 10 – José Benedito Teodoro 11 – Raimundo Nonato Freire Rodrigues 12 – Vardeleni Soares Texeira 13 – Lazaro Humberto Lanes 14 – Evando Freitas Chaves 15 – Clermilton Alves de Nazaré 16 – Roberto da Silva Nascimento 17 – Sullivan de Lima Eduíno 18 – Jair Florencio dos Santos 19 – Raimundo Nonato Gondim 20 – José Menezes Cruz 21 – Luís Mendes da Silva 22 – Francinaldo Gomes Texeira 23 – Nilson dos Santos Freitas 24 – Sebastião S. dos Santos 25 – Honório Alves Pinheiro 26 – Jair Ferreira Gonçalves 27 – Jaira da Silva 28 – Antônia Maria de Oliveira Nery 29 – Leila Gonçalves da Costa 30 – Marcos de Paiva Oliveira 31 – Estevam Lima de freitas 32 – Raquel Pessoa Amaral 33 – Adriana da Silva Nunes 34 – Rafael Amaral Cardoso 35 – Sebastiana Gomes Gadelha 36 – Luiza Ribeiro do Amaral 37 – Efrem Mota dos Santos 38 – Hélio da Cunha Fortes 39 – Pedro Araújo da Silva 40 – Jerônimo Maciel de Souza INSTITUIÇÃO/ORGANIZAÇÃO Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo Associação de Moradores do Bairro José Hassen Sindicato dos Trabalhadores Rurais – STR Secretaria Municipal de Educação Sindicato dos Trabalhadores em Educação – SINTEAC Associação de Moradores do Bairro Satel Corpo de Bombeiros Secretaria Municipal de Saúde Secretaria Municipal de Saúde Presidente do Conselho Municipal de Saúde Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Igreja Evangélica Assembléia de Deus

Câmara de Vereadores Corpo de Bombeiros
Secretaria de Produção e Desenvolvimento Sustentável Igreja Evangélica Assembléia de Deus Associação de Moradores do Bairro Satel

Câmara de Vereadores
Secretário Municipal de Meio Ambiente e Turismo Secretário de Produção e Desenvolvimento Sustentável

Câmara de Vereadores
Secretário Municipal de Obras Prefeitura de Epitaciolândia Instituto de Defesa Animal e Florestal – IDAF Instituto de Defesa Animal e Florestal – IDAF Secretaria de Assistência Técnica e Extensão Agrofloresta –SEATER Núcleo da Secretraria Estadual de Educação Núcleo da Secretraria Estadual de Educação IBAMA Membro da Equipe Local da Agenda 21 – 2003 Membro da Equipe Local da Agenda 21 – 2003 Membro da Equipe Local da Agenda 21 – 2003 Membro da Equipe Local da Agenda 21 – 2003 Membro da Equipe Local da Agenda 21 – 2003 Membro da Equipe Local da Agenda 21 – 2003 Membro da Equipe Local da Agenda 21 – 2003 Membro da Equipe Local da Agenda 21 – 2003 Conselho de Defesa do Meio Ambiente – CONDEMA Conselho de Defesa do Meio Ambiente – CONDEMA

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Tabela 1 (cont.): INSTITUIÇÕES E ORGANIZAÇÕES QUE APOIARAM NA CONSTRUÇÃO DA AGENDA 21 LOCAL
41– Geraldo Moreira Martins 42 – Maura Maria dos Santos 43 – Lamartine Maia Nascimento 44 – Geraldo Moreira Martins 45 – Edileuza Meireles Medeiros 46 – Marcio Rogério R. Campos 47 – José Luis Revollo Júnior 48 – Alvina de Araújo Lopes 49 – Geovane Silva e Silva 50 – Lídia Machado da Silva 51 – João Vicente da Penha 52 – Francisco Vieira da Silva 53 – Reinaldo Pereira dos Santos 54 – Edivaldo Monteiro de Souza 55 – Alessandra Hoyos Oliveira 56 – Ezaqueu Oliveira Carvalho 57 – Neuma Amorim de Souza 58 – Adaucides Ferreira de Souza 59 – Jaciane da Silva Santos 60 – Delcides Iduino 61 – José de Oliveira 62 – José Brito da Silva 63 – Elias Teixeira de Mesquita 64 – Leonice Melo da Costa 65 – Julia Maria Dias 66 – Alberto Nazario 67 – Cinara de Melo 68 – Rosaneire M. dos Santos 69 – Maria Gelza Alves 70 – Gercilene Martins Oliveira 71 – José Osório Pereira 72 – Manoel Figueiredo 73 – Samara Gadelha Hassen 74 – Jorge Brandão Hassen 75 – Diana da Silva Brito 76 – Joaquim Marçal dos Ramos 77 – Ozias Marçal dos Ramos 78 – Luzia Guedes dos Ramos 79 – Raimundo monteiro 80 – Ailton Gonçalves de Souza 81 – Diego Rivelino da Silva 82 – Marivânia Silva Ferreira 83 – Liete de Oliveira Benfica 84 – Antônio Maia Matos 85 – João Moreira Martins 86 – Anibla Calixto de Queiroz Conselho de Defesa do Meio Ambiente – CONDEMA Conselho de Defesa do Meio Ambiente – CONDEMA Conselho de Defesa do Meio Ambiente – CONDEMA Conselho de Defesa do Meio Ambiente – CONDEMA Conselho de Defesa do Meio Ambiente – CONDEMA Conselho de Defesa do Meio Ambiente – CONDEMA Ministério Público Estadual Associação de Moradores do Bairro Satel Associação de Moradores do Bairro Satel Associação de Moradores do Bairro Satel Associação de Moradores do Bairro da Liberdade Associação de Moradores do Bairro da Liberdade Associação de Moradores do Bairro Satel Associação de Moradores do Bairro Satel Associação de Moradores do Bairro Aeroporto Associação de Moradores do Bairro Aeroporto Associação de Moradores do Bairro Aeroporto Associação de Moradores do Bairro Aeroporto Associação de Moradores do Bairro Fontinele de Castro Associação de Moradores do Bairro Fontinele de Castro Associação de Moradores do Bairro Fontinele de Castro Associação de Moradores do Bairro José Hassen Associação de Moradores do Bairro José Hassen Associação de Moradores do Bairro Beira Rio Associação de Moradores do Bairro Beira Rio Associação de Moradores do Bairro Beira Rio Secretaria de Assistência Técnica e Extensão Agroflorestal – SEATER Secretaria de Assistência Técnica e Extensão Agroflorestal – SEATER Associação de Produtores Rurais Nossa Senhora de Aparecida Associação de Produtores Rurais Nossa Senhora de Aparecida Associação de Produtores Rurais Nossa Senhora de Aparecida Associação de Produtores Rurais Nossa Senhora de Aparecida Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo Secretria de Assistência Técnica e Extensão Agroflorestal – SEATER Associação de Produtores Rurais Francisco Marçal Associação de Produtores Rurais Francisco Marçal Associação de Produtores Rurais Francisco Marçal Associação de Produtores Rurais Francisco Marçal Associação de Produtores Rurais Francisco Marçal Associação de Produtores Rurais Francisco Marçal Pólo Agroflorestal de Epitaciolândia Associação de Produtores Rurais Bela Flor Associação de Produtores Rurais Bela Flor Associação de Produtores Rurais do Km 12 Associação de Produtores Rurais do Km 12 Associação de Produtores Rurais Boa Nova

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Apresentação Prefeitura Municipal de Epitaciolândia O município de Epitaciolândia será limpo, com boa qualidade de vida, nossas ruas serão pavimentadas, arborizadas e iluminadas e nelas reinará a segurança, luz e água encanada chegarão a todas as casas e não haverá mais esgoto a céu aberto e nem terreno acumulando lixo. Na área rural, os ramais bem conservados facilitarão a saída de abundante produção. Diminuirão sensivelmente as taxas de mortalidade infantil e de analfabetismo. Todas as crianças freqüentarão a escola. Nossa população desfrutará de educação adequada, de bom nível, e de atendimento de qualidade na saúde, teremos mais oportunidade com um meio ambiente saudável e equilibrado e participaremos juntos, governo municipal e sociedade civil, de forma consciente e solidária na construção da cidade de nossos sonhos e que desejamos para as futuras gerações. Com esta visão de futuro a Prefeitura Municipal de Epitaciolândia, agradece com satisfação a elaboração desta Agenda 21 Local aos colaboradores (as), colaboradores técnicos e representantes da sociedade civil e o apoio deles para a sua atualização e implementação. A Prefeitura se compromete a utilizar esta eficiente ferramenta para um caminho de mudanças para o século 21, para orientar a nossa gestão em ações estratégicas contidas no Plano Local Participativo de Desenvolvimento Sustentável, denominado Agenda 21 Local.

1. Porque uma Agenda? Os motivos para reiniciarmos no ano 2005 as atividades para atualização e reedição da Agenda 21 no Município de Epitaciolândia foram: a necessidade de promover o desenvolvimento local, principalmente das comunidades tradicionais, sem que se destruam os recursos naturais e contribuir com uma melhor qualidade de vida para a população atual e para as gerações futuras. Esperam-se com a implementação da Agenda 21 ainda outros efeitos: melhor organização da gestão local, da participação social em processos de tomada de decisões e do uso do território no Município de Epitaciolândia, maior facilidade de acesso a recursos do Governo Federal e Organizações Internacionais e a maior promoção da imagem local no cenário nacional e internacional, uma vez que o nosso localiza-se em área de fronteira.

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O processo de atualização da presente Agenda 21 gerou um aumento gradual da participação social. Apesar das dificuldades em reunir todos os participantes que contribuíram com a elaboração da primeira versão da Agenda 21 Local no ano de 2003, conseguimos obter as informações necessária para subsidiar a nova versão da Agenda. Aproveitando informações contidas nas diretrizes (ativos ambientais, economia urbana, infra-estrutura, serviços básicos e sustentabilidade econômica), definidas pelo Grupo de Trabalho da Agenda 21 que foi formado no ano de 2003, além da aplicação de um diagnóstico rápido urbano e rural participativo e informações contidas em outros diagnósticos realizados no município (FUNASA, PRODER, SEPLANDS e CONDIAC). As diretrizes definidas no ano de 2003 foram reestruturadas e os dados necessários, utilizados para atualização coletiva do plano de ações da Agenda 21 Local, com o crescente apoio e empenho dos integrantes do Grupo de Trabalho – GT 21. Na confecção dos cenários futuros do Município definidos com os membros do Conselho de Defesa do Meio Ambiente – CONDEMA e representantes da sociedade civil, onde ambos compõem o Fórum da Agenda 21 foram priorizadas ações de infra-estrutura urbana e rural. As orientações dos cenários foram: economia sustentável, a redução das desigualdades sociais, maior segurança, melhor infra-estrutura, serviços e gestão ambiental integrada. O plano participativo de ações estratégicas da Agenda 21 de Epitaciolândia tem como principal objetivo promover o desenvolvimento sustentável local, priorizando dentre outras coisas a conservação dos recursos naturais, o fortalecimento de atividades sociais, a geração de novos postos de trabalho e renda, além de melhor acesso da população aos serviços básicos e infraestrutura, valorizando os potenciais do território, priorizando o desenvolvimento de uma cidade limpa, organizada e atraente nas áreas urbana e rural.

2. De onde vem a Agenda 21? Diante de efeitos ameaçantes da globalização da economia e de cenários preocupantes para o desenvolvimento humano (aumento da competitividade, sobre exploração de recursos naturais não renováveis), a Organização das Nações Unidas – ONU realizou uma Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro dos dias 3 a 11 de junho de 1992 (Resolução 44/228 de 1989), data comemorada como o Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho. O programa do encontro das delegações oficiais de 178 países priorizou entre os temas globais, as Mudanças Climáticas e a Conservação da Biodiversidade.
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A preparação da Conferência mobilizou muitas iniciativas sociais no Brasil e no mundo inteiro, gerando um “lobby ecológico”, entorno das discussões públicas por um lado sobre as mudanças globais, as injustiças socioeconômicas, as ocorrências de contaminação, sobre exploração e conflitos relacionados com recursos estratégicos e, por outro lado, como se deveria gestionar o desenvolvimento sustentável e as estratégias para enfrentar os problemas ambientais globais. Nesta dinâmica se formou o Fórum Mundial e os Fóruns Nacionais de ONGs e Movimentos Sociais, apoiados por muitas pessoas, inclusive do setor empresarial, do mundo inteiro. As conclusões da Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento foram consolidadas numa declaração chamada Carta da Terra e assinada por quase todas as nações. Ela adotou, a fim de defender o meio ambiente e promover o desenvolvimento sustentável, uma Agenda de Ação, denominada Agenda 21 diante o novo século, incluindo princípios, programas e medidas concretas para o trabalho em todos os países, além do custo desse programa, a indicação de como os países em desenvolvimento teriam acesso às tecnologias ambientalmente saudáveis e de como fortaleceriam as instituições voltadas ao meio ambiente e desenvolvimento sustentável (Cavalcanti, C., 1998). . 3. O que é e que deve fazer a Agenda 21 Local? Seria impossível avançar com a elaboração e implementação da Agenda 21 sem a participação dos governos locais. Portanto os governos nacionais incentivam os Municípios para incluir na sua gestão a Agenda 21 Local. A Agenda 21 Local é um instrumento de planejamento, obtido mediante a participação multissetorial, um processo de construção coletiva de um plano de ações, visando às questões prioritárias para o desenvolvimento local. Ela pode constituir uma eficiente ferramenta para um caminho de mudanças, desde que haja disposição a usá-la. O processo de construção inclui a elaboração de um plano de desenvolvimento integrado, voltado para um futuro melhor para todos, sem descuidar das emergências do presente (Novaes, W., et al., 2000). O conceito de desenvolvimento sustentável ganhou múltiplas dimensões, explicadas a seguir, na medida em que foram incorporados novos aspectos das relações sociais e dos indivíduos com a natureza:

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Sustentabilidade ecológica: refere-se à base física do processo de crescimento e tem como objetivo a manutenção de estoques de capital natural incorporados às atividades produtivas. Sustentabilidade ambiental: refere-se à manutenção da capacidade de sustentação dos ecossistemas, o que implica a capacidade de absorção e recomposição dos ecossistemas em face das interferências antrópicas. Sustentabilidade política: refere-se ao processo de construção da cidadania, em seus vários ângulos, e visa garantir a plena incorporação dos indivíduos ao processo de desenvolvimento, incluindo os aspectos da segurança pública. Sustentabilidade econômica: implica uma gestão eficiente dos recursos em geral e caracteriza-se pela regularidade de fluxos do investimento público e privado – o que quer dizer que a eficiência pode e precisa ser avaliada por processos macrosociais. Sustentabilidade demográfica: revela os limites da capacidade de suporte de determinado território e de sua base de recursos; implica cotejar os cenários ou tendências de crescimento econômico com as taxas demográficas, sua composição etária e contingente de população economicamente ativa. Sustentabilidade cultural: relaciona-se com a capacidade de manter a diversidade de culturas, valores e práticas no planeta, no país e/ou numa região, que compõem ao longo do tempo a identidade dos povos. Sustentabilidade institucional: trata de criar e fortalecer engenharias institucionais e/ou instituições que considerem critérios de sustentabilidade. Sustentabilidade espacial: norteada pela busca de maior eqüidade nas relações interregionais (Agenda 21 – MMA, 4ª edição revisada). O significado do desenvolvimento sustentável está em processo de definição. Será ainda motivo de disputa entre os atores que participam da sua discussão: os governos nacionais, estaduais e locais, as organizações da sociedade civil e não-governamentais, organizações internacionais, os empresários, cientistas, ambientalistas e cidadãos interessados. A incerteza deste processo de validação e reconhecimento do conceito implica uma periódica reflexão e atualização. Elaborar e implementar uma Agenda 21 Local é, antes de tudo, um contínuo processo social, em que os atores pactuam gradativa e sucessivamente novos consensos participativos, concretos e viáveis, rumo ao futuro sonhado.

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Seu objetivo principal: é a formulação e colocação em prática de políticas públicas, por meio de metodologias participativas, que produza um plano de ação para o alcance de um cenário de futuro desejável pela comunidade local e, que leve em consideração a análise das vulnerabilidades e potencialidades de sua base econômica, social, cultural e ambiental.

4. Como construímos a Agenda 21 Local em Epitaciolândia? A construção da Agenda 21 Local de Epitaciolândia continuará sendo um processo dinâmico que envolve os diferentes segmentos da sociedade para a discussão e definição de um plano participativo de ações estratégicas. O processo envolveu as questões prioritárias para o Município e permitiu discutir junto com as comunidades da área rural e urbana as dificuldades enfrentadas atualmente no caminho para o desenvolvimento sustentável. O processo de atualização da Agenda 21 Local contemplou a divulgação da Agenda nas oficinas do Plano Diretor e participação da população na cidade e no campo, desde julho 2005 até setembro de 2006 (3 oficinas ou 40 horas na cidade, 3 oficinas ou 24 horas nas comunidades rurais do Guajará, Nari Bela Flor e do Prata, 2 reuniões com os membros do CONDEMA que formam o Fórum da Agenda 21, de 4 horas e 2 reuniões com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo – SEMAT, para coordenar as atividades logísticas necessárias para a atualização da Agenda 21 Local). Durante a atualização da Agenda, buscou-se não só repassar conteúdos, mas assegurar a aprendizagem do ciclo completo da construção e implementação. Os participantes interiorizaram os princípios, conceitos e ferramentas. A construção da Agenda 21 do Município de Epitaciolândia permitiu assim uma crescente inserção social, consolidando-se nos quatro passos iniciais (construção – realizados no ano de 2003): I. Sensibilização dos atores locais, com a finalidade de mantê-los informados e integrados no processo de discussão com as comunidades para construção da Agenda 21; II. Capacitação dos atores locais nos assuntos da Agenda 21 e do desenvolvimento sustentável; III. Diagnóstico da situação atual do Município, contemplando um detalhamento dos problemas locais, bem como a relação dos entraves a sustentabilidade do desenvolvimento; IV. Definição de um plano estratégico participativo de ações com os atores locais, que permitiu estruturar os seus sonhos, em base das informações obtidas do diagnóstico, em coerência com as questões prioritárias do Município.

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Já para o processo da Implementação são necessários dois passos mais: V. Implementar o plano de ações para o desenvolvimento local sustentável; VI. Monitorar a execução do plano de ações. A seguir se repete o ciclo desde o começo, atualizando e aperfeiçoando a gestão local conforme os respectivos passos. No levantamento e uso dos resultados do diagnóstico para a atualização do plano participativo de ações estratégicas participaram profissionais de nível médio e superior das áreas de ciências agrárias, biólogos, geógrafos, pedagogos, educação física, historiadores, produtores rurais, técnicos em agropecuária, estudantes, integrantes da segurança pública, justiça, saúde pública, gestores públicos, presidentes de associações de bairros, sindicalistas, representantes de outras instituições públicas, de ONGs e da Igreja (ver lista de colaboradores). Para desenvolver os conceitos e práticas no processo de construção da Agenda 21 Local foram utilizadas como ferramentas didáticas: perguntas de estímulos, elaboração de desenhos, leitura de contos, histórias e textos, vídeos educativos, audição de músicas, além da quantificação, comparação e registro dos fenômenos observados nas atividades realizadas no campo e na cidade, que geraram discussões e contribuíram no desenvolvimento crítico e raciocínio lógico dos participantes. Durante a aplicação do diagnóstico foram visitadas instituições públicas entre municipais e estaduais, além de empresas, comércios, sindicatos e cooperativas. Outras ferramentas utilizadas na construção e elaboração da Agenda 21 Local foram: o planejamento participativo e capacitação em ações para implementar o desenvolvimento sustentável. Nas oficinas e reuniões momentos expositivos foram intercalados com dinâmicas interativas e práticas de estimulações dedutivas (PED). Todo o processo passou por avaliação periódica, realizada de forma conjunta por todos os participantes do processo de construção da Agenda 21 Local. A proposta metodológica para o processo de construção da Agenda 21 Local baseou-se fundamentalmente: na participação ativa dos atores locais envolvidos (sociedade civil e governo), caracterizando um processo dinâmico e interativo. Essa participação dos atores gera responsabilidade coletiva, de modo que cada participante apodera-se do processo de identificação, análise e apontamento de soluções para os problemas locais, fortalecendo assim a legitimidade do processo e o seu produto. Nesse contexto, técnicos e a sociedade local colocam-se em condições de igualdade, onde a realidade local e a diversidade de saberes exercem papel fundamental no processo de construção coletiva do conhecimento (Gadotti, 1996).

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O processo se dá numa via de mão dupla e no coletivo. O diálogo horizontal tornou-se uma das fundamentais ferramentas do processo (Arboreto, 2002). Para o levantamento de informação foi utilizado o Diagnóstico Rápido Urbano Participativo – DRUP, que aborda as características de uma determinada realidade, onde representantes da comunidade em conjunto com equipes técnicas trocam experiências com a população, através de diálogos para a identificação dos problemas e potencialidades locais. O DRUP teve sua origem a nível mundial a partir da necessidade observada nas atividades de projetos, para o levantamento de informação de forma ágil e com o envolvimento dos diferentes atores locais que fazem parte do processo. O método desenvolve atividades de levantamento de informações e análise da situação para identificação das principais características físicas e sócio-econômicas, com o sentido de subsidiar a elaboração de planos de desenvolvimento local, dando encaminhamento de soluções possíveis com a perspectiva de serem implementadas em co-gestão entre comunidade e poder público. Na realização do DRUP no Município de Epitaciolândia foram levantadas informações atualizadas e avaliados os principais obstáculos para o desenvolvimento sustentável local, em conjunto com os colaboradores no processo. Durante a aplicação do DRUP foram utilizadas entrevistas semi-estruturadas, nas instituições e estabelecimentos, visitados pelo Grupo de Trabalho – GT da Agenda 21. Os roteiros, previamente elaborados, foram memorizados pelos membros do GT, que conduziam as entrevistas como uma conversa informal. As anotações foram feitas após o término das entrevistas, para que as pessoas se sentissem mais à vontade durante as entrevistas. Na aplicação do DRUP, nas instituições e estabelecimentos, procurou-se envolver o maior número de funcionários possível, para que os mesmos ficassem a par dos assuntos que ali estavam sendo discutidos e pudessem contribuir com maior número de informações. O DRUP foi readequado do Diagnóstico Rural Participativo – DRP, iniciativa originada no meio rural, adaptável à situação urbana. As técnicas empregadas no DRP oferecem alternativas eficazes para o estudo de problemas específicos, possibilitando a valorização rápida e funcional do saber. Elas ajudam a analisar as dificuldades e potencialidades da população local e a buscar estratégias para a solução de problemas e de conflitos. Com o DRP os envolvidos assumem papel ativo na análise dos problemas e no planejamento das ações. É a população local que se apropria do método, se considera geradora dos resultados do diagnóstico da realidade local e sente-se coresponsável pela implementação das ações planejadas (Brose, 2005).

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Durante as oficinas e reuniões com o GT da Agenda 21 foram discutidos conceitos de desenvolvimento, planejamento participativo, políticas públicas, ordenamento territorial, sustentabilidade, uso da terra, sistemas de produção sustentável, preservação e conservação dos recursos naturais, Agenda 21 Global, Agenda 21 Brasileira e Local. A implementação da Agenda 21 abre oportunidades de melhor acesso a recursos públicos e de ordenar e otimizar os processos da gestão local. Foram realizadas palestras sobre a formação histórica do Acre, o atual uso da terra no Estado e oficinas práticas de sistemas de produção agroecológicos. Depois dos passos de sensibilização, reuniões, formação e articulação política, executamos a aplicação do DRP e DRUP, onde os participantes foram divididos em seis grupos com quatro componentes, levantando num dia informações na cidade. Após a sistematização das informações, estas foram devolvidas para o GT que propôs os ajustes necessários. As atividades desenvolvidas tiveram o apoio de profissionais do Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal do Alto Acre e Capixaba/CONDIAC, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo – SEMAT, da Secretaria de Assistência Técnica e Extensão Agroflorestal – SEATER e de outras instituições parceiras, com o objetivo de facilitar a sistematização e apropriação dos resultados alcançados, obtendo assim maior representatividade neste processo participativo e dinâmico. A sistematização dos dados foi realizada através do levantamento de todas as respostas em cada item do roteiro e tabelas. Todas as informações obtidas foram armazenadas em banco de dados e depois gravadas em disco compacto (CD), e encontram-se a disposição das pessoas e instituições interessadas. Em relação aos sistemas de produção rural sustentável, foram analisados os processos que geram impactos sobre a estrutura e a dinâmica do ecossistema original (floresta). Conforme com experiências da região, o sistema de produção mais próximo ao ecossistema original em estrutura e função tem maior grau de sustentabilidade. Durante os trabalhos de campo observou-se um gradiente de sustentabilidade entre os diversos tipos de sistemas de produção, desde os mais simplificados, como simples consórcios de poucas espécies e monocultivos, passando pêlos Sistemas Agroflorestais complexos e biodiversos, fundamentados em conceitos agroecológicos, culminando nos Sistemas Agroflorestais Familiares SAF´s, baseados nos fundamentados da sucessão natural da floresta, com sólida base ecológica. Para que os agricultores compreendessem melhor a dinâmica florestal, foi utilizada a ferramenta didática chamada "Flanelógrafo", que mostra na montagem dos cenários com os seus elementos, as relações existentes entre os seres vivos no ecossistema, os princípios da floresta
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como: a biodiversidade, a ciclagem de nutrientes, a conservação da água e do solo e a sucessão natural das espécies. Outras ferramentas foram aplicadas no campo: gravuras seqüenciais de cultivos agroflorestais, exercícios práticos de diferentes usos do solo, desenho e avaliação da propriedade rural ideal.

5. O Retrato Atual do Município de Epitaciolândia 5.1. Como se caracterizam a população e o território? A superfície territorial do Município é 1.659,3 Km², equivalendo a 12,8 % da Regional do Alto Acre e 1,08 % da área total do Estado do Acre (SEPLANDS, 2005). A área oficial do município é de 165.504,41 ha, onde desta superfície já foram desmatadas até hoje 72.739,01 ha, ou 43,95 % da área oficial do Município. A população do Município de 13.782 habitantes (IBGE, estimativa 2005) se distribui em 36% na zona rural, equivalendo a 4.961 habitantes e 64% na zona urbana, equivalendo a 8.820 habitantes. A densidade populacional corresponde então em promédio a 8,3 hab./Km².

16000 13782 14000 11785 12000 11019 12280

10000

9255

8000

6000

4000

2000

0 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005

Gráfico 1. Crescimento Demográfico de Epitaciolândia (promédio anual atual 4,8 %, tendência crescente)

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5.603 61%

3.652 39%

Gráfico2. Distribuição entre População Urbana - verde e Rural - amarelo no Município de Epitaciolândia em 1996 (estimativa, IBGE para 2005: 64 % urbana vs. 36 % rural, taxa de abandono rural 3 % em 10 anos)

Município

Assis Brasil % Brasiléia % Capixaba % Epitaciolândia % Xapuri % Total %

População 1996 (IBGE) Rural 1.061 36,4 6.665 47,8 1.914 65,9 3.652 39,5 6.556 51,6 19.848 47,5

Urbana 1.857 63,6 7.290 52,2 989 34,1 5.603 60,5 6.160 48,4 21.899 52,5

Total 2.918 13.955 2.903 9.255 12.716 41.747

Projeção 2005 (IBGE) Total 5.063 17.721 7.067 13.782 13.693 57.326

Crescimento 1996 - 2005 Taxa % 73,5 27,0 143,4 48,9 7,7 37,3

Tabela 2: Comparação das populações dos Municípios do Alto Acre e Capixaba nos seus setores rurais e urbanos em 1996 e o crescimento até 2005. Na regional do Alto Acre os Municípios de Epitaciolândia, Brasiléia e Assis Brasil, conforme os dados mostrados na tabela 2, apresentam predomínio da população urbana, enquanto em Capixaba e Xapuri, ocorre o predomínio das populações rurais, no entanto é importante ressaltar que apesar do predomínio da população urbana no município de Epitaciolândia. O vínculo com a área rural é bem forte, pois grande parte da população urbana possui propriedades rurais para alguma atividade econômica, lazer ou parentes que residem nestas propriedades.

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Figura 1. Foto Aérea do Município de Epitaciolândia

Figura 2: Av. Santos Dumont – Centro Comercial de Epitaciolândia

O crescimento demográfico de Epitaciolândia desenvolveu-se durante os últimos 10 anos da seguinte maneira: A população total correspondia em 1996 a 9.255 habitantes (SEBRAE, 2000, ver gráfico1), em 2003 a 11.785 habitantes (SEPLANDS, 2003), em 2004 a 12.280 habitantes (SEPLANDS, 2004) e em 2005 a 13.782 habitantes (IBGE Cidades, 2005). A predominância da população urbana (64%), explica-se pela expulsão da população extrativista do meio rural pelos conflitos fundiários como pela crise econômica do setor. A falta de serviços básicos de educação e saúde é apontada como a principal causa do êxodo rural. Os dados são

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melhores compreendidos ao serem comparados com a situação de 1970, quando na região do Alto Acre a população rural representava 82% do total e apenas 18% de população urbana. As cidades eram
pequenas vilas com pouco mais de 1.000 habitantes. O Município de Epitaciolândia está situado no limite sudeste do Estado do Acre na parte Alta da Bacia Hidrográfica do Rio Acre. O Município encontra-se vinculado diretamente com a Regional do Alto Acre, através do Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal do Alto Acre e Capixaba – CONDIAC. As áreas antropizadas no município correspondem a 72.739, 01 ha, ou seja, 43, 95%, da superfície territorial do município, incluindo as bacias dos Rios Acre e Xapuri. Por se tratarem de rios próximos as suas nascentes, não chegam a formar várzeas no município, mas ocorrem deslizamentos nas suas margens porque nas enchentes ficam saturadas e água e deslizam com a descida das águas. Grande parte desta intervenção ocorre nas margens de rios e igarapés que tem apresentado sinais de erosão e assoreamento, contribuindo com a ocorrência de enchentes na capital como, por exemplo, as ações antrópica ocorridas nas margens do Igarapé Encrenca, que apresenta 70% de áreas desflorestadas. De maneira geral, a drenagem segue o sentido sudoeste-nordeste, que acompanha a bordas do planalto rebaixado da Amazônia Sul Ocidental.

Município Assis Brasil Brasiléia Capixaba Epitaciolândia Xapuri Total

Área Oficial (ha) 497.663,25 391.827,61 169.649,98 165.504,41 534.695,23 1.759.340,48

Área Desmatada (ha) 9.707,43 107.394,83 76.192,87 72.739,01 108.740,70 374.774,84

Município % 1,95 27,41 44,91 43,95 20,34 21,30

Tabela 3: Comparação do avanço de desmatamento nos Municípios do Alto Acre e Capixaba em 2004.

Figura 3. Erosão e assoreamento do Rio Acre

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Figura 4: As colunas verdes mostram as variações mensais da chuva (medida em mm; chuvas fortes ou escassas), em comparação com a curva média do registro de 30 anos (pontos amarelos).

Figura 5: O nível do Rio Acre varia na Região no período de janeiro a maio 2006 em função das chuvas: enchentes em fevereiro (laranja), secas a partir de maio (vermelho).

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5.2. Como se formou o Município de Epitaciolândia? Criado em 28 de Abril de 1992, pela Lei Estadual nº 1.026, Epitaciolândia, é território desmembrado dos municípios de Xapuri e Brasiléia. Dista 222 Km da capital do Estado, Rio Branco. Limita-se ao norte e leste com o município de Xapuri, a oeste com o município de Brasiléia e ao sul com a cidade Boliviana de Cobija – Estado de Pando. O município tem uma forte ligação comercial com a vizinha cidade Boliviana de Cobija, através da ponte internacional sobre o Igarapé Bahia. Também foi declarada área de livre comércio, mas até hoje não foi regulamentada da mesma forma que o vizinho município de Brasiléia, com que está ligada através da ponte sobre o Rio Acre.

Figura 5. Localização do Município de Epitaciolândia no Estado do Acre, Brasil. Fonte. FUNTAC (2006).

A sua principal via de acesso se dá através da BR-317 hoje totalmente asfaltada, permiti o desenvolvimento de um pequeno, mas ativo intercâmbio comercial com o município de Brasiléia e Cobija na Bolívia. A BR-317, que liga também Epitaciolândia ao município de Assis Brasil e a cidade Peruana de Iñapari e a cidade Boliviana de San Pedro de Bolpebra, possibilitará com a com conclusão da pavimentação da estrada no lado Peruano uma saída estratégica para os portos no Oceano Pacífico. O município assumirá maior importância quando o Brasil, utilizando está rodovia, abrir em definitivo sua rota comercial para o Oceano Pacífico, ampliando também suas relações comerciais com os dois países vizinhos: Bolívia e Peru.

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As suas atividades econômicas restringem-se ao desenvolvimento de seu comércio em pequena escala, atividades agrícolas insipientes e uma pecuária crescente. O extrativismo é uma característica marcante do Alto Acre, principalmente na Reserva Extrativista Chico Mendes – RESEX e nos Projetos Assentamentos Extrativistas – PAE Porto Rico. Hoje, pratica-se o Agroextrativismo, no qual todos os atores locais são agricultores familiares (as) e simultaneamente extraem castanha-do-brasil (Bertholetia excelsa), borracha, óleos vegetais, resinas, cipós e frutas silvestres. Outra particularidade do município está relacionada com o processo de ocupação da terra, pois os incentivos dados pelo Governo Federal no final da década de 60 e início das décadas de 70 e 80, para que empresários e pecuaristas ocupassem o território, fez com que, segundo o INCRA, em 1966 o Acre apresentasse o maior índice de concentração de terras do Brasil, que segundo o coeficiente Gini para o País era 0,844 e para o Acre 0,948. A esta anomalia soma-se a má fé em se apoderar da terra. Segundo o mesmo INCRA, em 1982, as terras cadastradas por particulares superavam a própria área do vizinho município de Brasiléia. A história destes municípios está emoldurada por importantes lutas: conquista de autonomia e terra para o homem da floresta; aplicação da justiça contra o poder econômico usurpador de terras e defesa dos recursos florestais, sempre ameaçados por madeireiros e fazendeiros. As lutas de mais 30 anos fizeram nascer organizações fortes e conscientes como Cooperativas Agroextrativistas, Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais – STR e inúmeras associações. Estas entidades fortaleceram também a consciência sobre a importância da floresta e seu valor para a economia do município. Hoje, as lutas voltam-se mais para consolidar as organizações, melhorar o desempenho do setor produtivo e conquistar preço e mercado para os produtos regionais. 5.3. Como se desenvolvem as atividades econômicas e o mercado de trabalho? As atividades econômicas até hoje praticadas vêm contribuído para o desenvolvimento local. O extrativismo da borracha beneficiou os intermediários localizados em Manaus, Belém ou no exterior para onde fluiu o capital, sem deixar muitos investimentos no local. Posteriormente, na década de 70, os incentivos financeiros e fiscais que visavam à implantação da pecuária, que nada agregaram ao desenvolvimento local por se tratar de uma atividade que não gerava empregos e cujos resultados financeiros são aplicados fora do Estado, já que os donos do capital têm a sede de seus negócios em outras regiões.

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Os esforços de colonização oficial não foram acompanhados de uma infra-estrutura de apoio para consolidar as unidades produtivas. Vieram então os fluxos migratórios rural-urbano, alimentando o crescimento do setor terciário. A urbanização foi rápida, mas esta população não conta com as condições necessárias para geração de renda e como tal tem baixa capacidade de consumo. O município não dispõe de dados atualizados da produção local. Conversando com os atores produtivos pode-se inferir que sua economia está alicerçada no setor primário. Os principais produtos comercializados são borracha, castanha-do-brasil, arroz, milho, farinha de mandioca e feijão. Sabe-se que a pecuária é significativa, mas não há dados sobre sua comercialização. Aparece com clareza que a base econômica tradicional que deu origem ao povoamento e às cidades, foi desestruturada devido às crises na economia nacional, provocadas pelos preços internacionais da borracha. Sem capacidade competitiva, os produtos extrativistas de elevado custo de produção caíram verticalmente diante da produção concentrada e intensiva, dinamizada por tecnologias adequadas. O município ainda não encontrou uma saída para esta situação; conseguiu avançar na distribuição da terra, mas os dois atores principais da produção, os colonos e os extrativistas, continuam empobrecidos por falta de melhores opções de produção, seja na diversificação, na melhoria da produtividade, na diminuição de custos, na agregação de valor ou na comercialização. Está faltando uma análise mais aprofundada a partir da qual se possa lançar uma estratégia de soerguimento do setor primário. A pecuária, como realidade municipal que ocupa 80% da área desmatada, deve ser melhorada mediante as técnicas de manejo e de melhoramento de pastagens, recomendadas pela EMBRAPA e outras instituições relacionadas à pesquisa. Devem ser feitos esforços para adotar sistemas mais intensivos de criação e introduzir práticas que evitem o desmatamento e a queima de pastagens. Há potencial para aumentar o rebanho de gado leiteiro. O potencial madeireiro está praticamente esgotado nas áreas onde a legislação permite sua exploração e conseqüentemente as serrarias estão desativadas. No setor secundário os poucos estabelecimentos são formados por usinas de beneficiamento de frutos, olarias, movelarias, serrarias, panificadoras, confecções e sorveterias. O movimento comercial é razoável, está crescendo bastante com capital forâneo, mas dependendo da situação cambial da moeda e sofre a concorrência da Bolívia.

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A população economicamente ativa é formada basicamente por trabalhadores rurais, funcionários públicos, pequenos proprietários rurais e pequenos comerciantes. A grande maioria da população forma um contingente de desempregados ou subempregados, abrigados em condições precárias nos bairros periféricos. A participação nas receitas de transferência da União e do Estado vem aumentando sensivelmente. Os convênios têm aumentado, sendo que se apresentam ainda restritos. Ainda assim, a participação das receitas próprias é diminuta, sem do que a maior fonte de recursos permanecem sendo os repasses federais. Tais informações confirmam o pouco dinamismo econômico do município e sua acentuada dependência de recursos externos.

Principais Problemas: Os comunitários apontam como principal problema a falta de oportunidades de trabalho. A oferta de emprego é quase nula. O setor empresarial das marcenarias está precisando de: - qualificação da mão-de-obra; - tecnologia para aproveitamento ótimo da madeira; - modernização dos equipamentos; - organização para articular o setor; - local próprio para funcionamento das empresas; - segurança no fornecimento da madeira; - adequações estruturais para evitar a poluição provocada pela serragem; - ampliação do mercado consumidor. O setor oleiro apresenta estes problemas principais: - falta de adequação à legislação ambiental; - insegurança quanto ao fornecimento da matéria prima (barro); - falta de tecnologia para substituir algumas práticas prejudiciais à saúde dos trabalhadores e ao meio ambiente, como destinação de lonas plásticas utilizadas, contato direto com a soda cáustica, possível poluição atmosférica pela soda cáustica, sistema primitivo de queima dos tijolos; - dificuldade de acesso às olarias; - falta de um distrito industrial para localização das olarias.

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5.4. Quais são as Características dos Produtores e Empresários locais?

Os (as) agricultores (as) familiares do Município de Epitaciolândia, colonos, ribeirinhos, extrativistas – seringueiros e/ou castanheiros, praticam a agricultura de subsistência. Ou seja, eles fazem uso do sistema itinerante de corte e queima da floresta. Esse sistema caracteriza-se pela derrubada da mata primária, queima e implantação de lavoura branca principalmente milho, arroz, feijão e mandioca. A produção nessas áreas não passa de três a quatro anos, devido à diminuição da disponibilidade de nutrientes provenientes das cinzas da queima da vegetação e devido à infestação de plantas invasoras nas áreas de plantio. Depois desse tempo, o solo não permite um bom desenvolvimento das culturas implantadas, a área é abandonada, ficando em repouso até que a capoeira cresça e o solo recupere a fertilidade. Atualmente no Município muitas áreas estão sendo convertidas em pastagens, inclusive na RESEX, que, após alguns anos, tornam-se também improdutivas. Os colonos, ribeirinhos e assentados, assim como os demais grupos tradicionais, também têm como área produtiva ao redor das suas casas, conhecidos como quintais ou sítios. Algumas espécies produzem frutas para o consumo da família e a sobra da produção é comercializada. A produção voltada para subsistência das famílias vem perdendo importância na agricultura familiar local. Influenciadas pelo mercado, as tomadas de decisão da família, tendem intensificar seus sistemas produtivos para a comercialização. Essa realidade, em geral, não tem beneficiado as famílias. Além de não obterem resultados satisfatórios com os sistemas produtivos adotados, as famílias passam a adquirir no mercado aqueles produtos básicos para sua subsistência, que antes elas produziam. Nos últimos anos tem sido difícil no Estado do Acre para os profissionais, convencer os agricultores familiares de que as árvores trazem benefícios diversos para a propriedade rural. A primeira sensação que os agricultores têm é de que as árvores irão retirar-lhes áreas destinadas à agricultura e pecuária. Mediante o apresentado pelos agricultores durante a plenária de apresentação dos desenhos e a problemática ambiental provocada pelo avanço da pecuária nas propriedades da RESEX e Projetos de Assentamento Agroextrativistas, discutimos juntos aos agricultores (as), que os sistemas agrosilvipastoris podem ser uma ótima alternativa para conciliar e garantir a produção simultânea de animais, madeira, frutos, óleos, resinas e outros produtos e bens

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de serviço. Desta forma criam-se condições ambientais mais propícias ao desenvolvimento simultâneo de várias atividades agroflorestais. As instituições locais em parceria com instituições estaduais, federais e não governamentais implementam e desenvolvem atividades educativas, programas e projetos de desenvolvimento sustentável, onde uma das ações prioritárias é referente a alternativas ao uso do fogo. Podemos destacar algumas ações que são desenvolvidas no município como, por exemplo, o "Projeto Fogo" – Programa de Prevenção e Controle dos Incêndios na Floresta Amazônica, que trabalha na capacitação e sensibilização de técnicos e agricultores familiares para a implantação de sistemas de produção agroecológicos (sistemas agroflorestais), recuperação de áreas degradas com leguminosas de rápido crescimento, produção comunitária de mudas agroflorestais e pecuária sem fogo, o Projeto Floresta das Crianças – FLOC, que trabalha o fortalecimento da educação no campo, junto a comunidades tradicionais do município e o Projeto Proteger, onde em suas atividades contemplam três grandes eixos: mobilização social, produção sustentável sem o uso do fogo e a educação ambiental. Outro importante programa implementado no município é o Proambiente (Programa de Desenvolvimento Sustentável da Produção Familiar Rural da Amazônia), que contempla 75 famílias distribuídas em diferentes localidades do município de Epitaciolândia, constituindo com os demais municípios do Vale do Acre o Pólo Piloto do Alto Acre. O Proambiente coordenado pela Organização Não Governamental – PESACRE tem como objetivo estimular o desenvolvimento rural sócio-ambiental sustentável conciliando uso racional dos recursos naturais e diversificação da produção, através da remuneração de serviços ambientais a famílias de agricultores da Amazônia. Apesar de todas estas iniciativas de instituições governamentais e não governamentais na área rural, os avanços são lento, pois o que ainda predomina no setor produtivo é a cultura do imediatismo, ou seja, o predomínio dos indicadores econômicos sobre os indicadores ambientais e sociais, que juntos e não de maneira isolada formam os pilares da sustentabilidade. De acordo com os depoimentos dos produtores, a principal deficiência na área rural é a falta de infra-estrutura, sendo os principais problemas: ausência ou má conservação dos ramais, dificultando o transporte e saída da produção para o mercado consumidor (durante o período das chuvas os ramais de acesso aos projetos de assentamento e reserva extrativista ficam praticamente intrafegáveis) e baixa capacidade em diversas áreas:

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a) gerenciamento da propriedade familiar; b) tecnologias adaptadas à realidade local para diversificar a produção; c) conhecimentos para agregar valor à produção; d) técnicas para o manejo sustentável da floresta, ausência de uma assistência técnica mais assídua e que compreenda melhor a realidade local, falta de apoio político e creditício para o extrativismo, especialmente no momento da comercialização.

Outros problemas apontados pêlos agricultores (as) familiares são: a ausência de fiscalização dos recursos naturais madeireiros e não madeireiros; organização na base e capacitação das comunidades; abusos ambientais quanto a desmatamento, queimadas desnecessárias e destruição de nascentes e matas ciliares; falta de ensino até a oitava série, direcionado para a profissionalização rural, visando à permanência da juventude no campo.

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A atividade pecuária no Município de Epitaciolândia não é diferente dos demais Municípios da regional do Alto Acre, é caracterizada pelo manejo extensivo, com baixa lotação animal e utilização de fogo para limpeza e renovação das pastagens, além de apresentar baixos níveis tecnológicos e baixa produtividade. O crescimento do rebanho bovino acompanha o crescimento das áreas de pastagem degradada e poucas são as experiências com pastoreio rotacionado, consorciamento e sombreamento de pastagens, utilização de cercas vivas e barreiras quebra vento. É possível verificar no Município propriedades de todos os tamanhos e redução significativa das áreas de floresta primária e aumento das pastagens. A criação de bovinos representa para o pequeno e médio produtor, uma reserva de valor, ou seja, uma poupança. Para este público, a impossibilidade do aumento das áreas de pastagem e conseqüentemente do rebanho, podem ser superadas pela diversificação da produção utilizando-se as áreas de pastagem para o cultivo de lavouras perenes consorciadas com lavouras anuais em sistemas agroflorestais ou agrosilvipastoris. Tabela 4: Fatores limitantes da pecuária local 1. A redução das áreas de floresta através dos desmatamentos criminosos em função do aumento das áreas de pastagens devido ao mau uso da terra; 2. Utilização de animais de baixa qualidade (tucuros), pouco produtivos, em sistemas de criação e com manejo inadequado; 3. Pastagens de qualidade ruim, muito susceptíveis a pragas e que não proporcionam bom rendimento; 4. Baixo nível tecnológico empregado; 5. Resultados de pesquisas pouco divulgadas junto aos médios e grandes pecuaristas locais.

Tabela 5. Projetos de Assentamentos Agroextrativistas de Epitaciolândia Nome do Projeto Acesso Área (ha) PAE Chico Mendes PAE Porto Rico BR – 317 BR – 317 24.898 7.530

Famílias assentadas 145 53

Nota: PAE – Projeto de Assentamento Agroextrativista

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5.5. Em que Estado estão a Infra-estrutura e o Transporte Público?

O município está ligado a capital e aos demais municípios da regional do Alto Acre através da BR – 317 e aos municípios do Baixo Acre através da rodovia BR – 364 que liga o Estado ao centro sul e sudeste do país. A maior dificuldade no transporte está nas estradas vicinais (ramais), que durante o período invernoso ficam praticamente intrafegáveis dificultando o deslocamento de muitos produtores (as) rurais com suas mercadorias até a cidade. Igualmente todos os municípios possuem ligações entre si, por via fluvial, pelo Rio Acre. No entanto estes não possuem ainda, ligação por via aérea, através de aviões de pequeno porte. A comunicação com os demais municípios ocorre sem grande dificuldade, pois o município possue infra-estrutura de comunicação. O município dispõe de serviços telefônicos, radiofonia distribuída entre: associações agrícolas de produtores rurais, radiofonia do Exército Brasileiro, que tem um batalhão constante nesta importante área de fronteira. A rádio do governo também se faz presente gerando empregos para a população de Epitaciolândia, no entanto este serviço está agrupado aos serviços de Brasiléia. Os troncos dos terminais instalados somam o total de cinco e concentra-se no vizinho município de Brasiléia. O serviço de telefonia celular abrange a área urbana e alguns pontos da área rural, ou seja, os mais próximos do perímetro urbano. O município também e contemplado com o serviço de internet banda larga. O fornecimento de eletricidade é de responsabilidade da empresas Eletroacre/Guascor. Há poucos anos a empresa estatal foi vendida para a multinacional espanhola Guascor do Brasil que enfrenta uma crescente demanda do Programa Luz para Todos. Ainda há famílias que não contam com água encanada. O Município conta com razoável serviço de ônibus e táxi, que o ligam aos Municípios vizinhos e à Capital, inclusive corridas de moto-táxi com preços que variam entre R$ 2,00 e 5,00. O sistema de transporte municipal coletivo esta organizado, em linhas intermunicipais e administrado pela empresa "Acreana", de Rio Branco que cobra R$ 23,00 pela viagem Epitaciolândia – Rio Branco. Os "taxistas", carros particulares que trabalham com o sistema de lotação, cobram entre R$ 30,00 pela corrida até a capital, e R$ 20,00 até os Municípios de Capixaba e Assis Brasil e até o município de Xapuri a viagem custa R$ 10,00.

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Com o apoio do Governo do Estado do Acre a Prefeitura de Epitaciolândia está realizando a pavimentação asfáltica em vários bairros do município e a construção do terminal rodoviário de Epitaciolândia. No município não existe aterro sanitário nem tratamento dos resíduos líquidos e sólidos, apenas um local fora da cidade para depósito do lixo. A coleta de lixo é realizada pela Prefeitura obedecendo a um calendário de coleta definido com a comunidade local. Problemas Principais As comunidades urbanas salientaram os seguintes problemas: - falta saneamento básico, rede de esgoto e estação de tratamento dos esgotos; - a grande maioria das ruas não está pavimentada, criando constante problema de lama ou de poeira; algumas ruas não são transitáveis e em alguns lugares falta rua; grande parte das ruas não conta com iluminação; a rede elétrica não chega ainda a muitas casas; - falta policiamento em todos os bairros, o qual facilita certos crimes e aumenta a insegurança das famílias; - o lixo preocupa muito a população, pela falta de regularidade na coleta; locais onde não há coleta, cachorros que espalham lixo não coletado e terrenos baldios onde depositam lixo ou a própria vegetação esconde insetos, roedores e cobras; - não há existência de aterro sanitário; - excesso de cães soltos nas ruas; - falta de canil para prender tais animais e um centro de zoonoses; - falta de praças e locais de lazer; - falta de arborização nas ruas.

5.6. Como se desenvolvem a Educação, a Cultura e as Religiões? A área rural concentra um índice de analfabetismo bastante acentuado apesar dos percentuais atuais estarem indicando uma ligeira redução. No ano de 1996, a taxa de analfabetismo na área urbana era de 15,26% e na área rural de 31,24%. A rede estadual de ensino predomina no município. É interessante realçar que, como nos outros municípios, do Estado não se faz devidamente presente nas regiões mais carentes. Em Epitaciolândia as redes estadual e municipal mostram-se relativamente equilibradas.

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Segundo dados da Secretaria Municipal de Educação – SEMED 2005, o número de escolas na rede municipal de ensino na área rural era de 20 e na área urbana 05, enquanto na rede estadual eram 01 na área rural e na área urbana 04. Apesar de todas as dificuldades enfrentadas no sistema educacional o município em parceria com o governo do Estado, vem apresentado avanços na área de educação como, por exemplo, a construção, reforma e ampliação de escolas municipais. Esta parceria também tem contribuído para uma redução significativa nos índices de evasão e reprovação escolar. No Município existem alguns programas dos Governos Estadual e Federal de combate ao analfabetismo implantado como a Escolarização de Jovens e Adultos – EJA, Alfa 100, PETI, além das iniciativas do SESC na educação de trabalhadores. Por exemplo, o Programa “Bolsa Primeiro Emprego” e Bolsa Família. Os programas são desenvolvidos em parceria com a sociedade civil. O Conselho Municipal de Educação é atuante contribuindo significativamente nas reivindicações da classe na qual atende. A demanda escolar no município está caracterizada da seguinte forma: Ensino Infantil: insuficiência de escolas e necessidade de ampliação das existentes e construção de novas. Ensino Fundamental: insuficiente nos bairros periféricos; necessidade de ampliação das existentes e construção de novas escolas. Ensino Médio: existe 1 estabelecimento no município; a demanda também é atendida pelo vizinho município de Brasiléia; o mesmo acontece com o ensino superior.

Principais Problemas: - falta de salas de aula para as quatro primeiras séries nos bairros periféricos; - falta de creche; - falta de escola profissionalizante; - faltam áreas de lazer e de ocupação da juventude; - faltam programas de proteção da juventude contra as drogas; - falta incentivo para as manifestações culturais; - necessidade de ampliar o ensino de 5ª à 8ª série na área rural; - necessidade do ensino profissionalizante na área rural, capacitando em agroflorestania; - necessidade da construção de uma Escola Familiar Agrícola.

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As atividades festivas e culturais mais significativas de Epitaciolândia são: o dia 28 de Abril, aniversário do Município, a festa de São Sebastião (Santo Padroeiro da cidade) e a tradicionais vaquejadas e corridas de cavalos muito prestigiadas pela população local. As instituições religiosas presentes no Município são: a Igreja Católica, Assembléia de Deus, Assembléia de Deus Ministério Madureira, Testemunhas de Jeová, Evangelho Quadrangular, Congregação Cristã do Brasil, Igreja Batista, Igreja Universal do Reino de Deus, Adventista do Sétimo Dia e Santo Daime.

5.7. Como funcionam as Associações Sociais?

As organizações presentes no Município concentram-se principalmente no setor das atividades produtivas rurais: Associações de Produtores Rurais e Projetos de Assentamento Agroextrativistas – PAE do INCRA, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Epitaciolândia – STR e a Cooperativa Agroextrativista dos Produtores Rurais de Epitaciolândia e Brasiléia – CAPEB, que realiza a compra dos produtos dos cooperados e outros produtores do município de Epitaciolândia, além da existência das Associações de Moradores de Bairros, Associação Comercial, entre outras. A participação das mulheres nos processos organizativos e institucionais é bem representativa, onde ocupam lugares de destaque na administração pública estadual e municipal, bem como nas organizações dos movimentos sociais. Existe também o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável – CMDRS, Conselho Municipal da Defesa do Meio Ambiente CONDEMA, Conselhos Municipais de Saúde e Educação, Conselho de Segurança Alimentar e Desenvolvimento – CONSAD, Conselho Tutelar e Conselho de Defesa da Criança, cuja função principal é fiscalizar e aprovar projetos junto ao poder executivo. Outros Conselhos são voltados especificamente para a Assistência Social ou a Merenda Escolar. Existe ainda, como parte da organização social, instituições que apóiam o desenvolvimento do Município: Secretarias Municipais que constituem a estrutura da Prefeitura, Secretaria Municipal de Educação – SEMED, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo – SEMAT, Secretarias Municipais de Saúde, Planejamento e Obras. As secretarias de governo que atuam como parceiras em iniciativas da administração municipal, Secretaria Estadual de Educação – SEE, Secretaria de Assistência Técnica e Extensão Agroflorestal – SEATER, Instituto de Meio Ambiente do Acre –

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IMAC, Instituto Defesa Animal e Florestal – IDAF, Universidade Federal do Acre – UFAC/SETEM, além das organizações não governamentais – Projeto “Fogo” PESACRE e CNS.

5.8. Como esta a Consideração de Gêneros e Grupos Etários?

A mão-de-obra de mulheres e jovens é bem significativa, pois mulheres com idades variando de 11 a 50 anos participam ativamente no processo produtivo, como: plantio, tratos culturais e colheita. Assim, como os homens, as mulheres também têm sua parcela de contribuição para a organização familiar e o desenvolvimento das comunidades. Apesar de participarem do processo produtivo seus afazeres estão mais voltados para atividades do lar como: cozinhar, lavar, passar, preparar as refeições, cuidar dos filhos, além de ajudar no trabalho de colheita. A participação das mulheres nas reuniões das associações não é grande, algumas apenas acompanham os maridos, sem participar das tomadas de decisões. A participação dos jovens de forma organizada e incipiente. As moças ajudam as mães nos afazeres domésticos e algumas vezes no campo. Os rapazes ajudam no trabalho de campo e demais atividades desenvolvidas nas propriedades. A produção familiar é responsável até hoje pela garantia da grande maioria da renda doméstica. Os produtos são comercializados nas feiras e mercados municipais. No âmbito urbano as mulheres estão presentes em vários conselhos municipais (saúde, educação, meio ambiente, desenvolvimento rural sustentável, entre outros). As suas principais fontes de empregos são os serviços públicos municipais, estaduais e federais, além do comércio local que absorve a grande maioria da mão-de-obra local.

Tabela 6. Alguns Indicadores Sociais
Indicadores sociais
Esperança de vida ao nascer População com abastecimento adequado de água

Alto Acre 62 anos 20,3%

Acre 62 anos 44,4%

Brasil 63 anos 83,9%

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População com instalação adequada de água Nº médio de anos de estudo (pop. > 25 anos) Renda familair média percapita em salários minímos

14,2% 1,6 anos O,43 Sal. Mínimo

32,8% 3,6 anos O,83 Sal. Mínimo

58,9% 4,99 anos 1,31 Sal. Mínimo

Fonte: PNUD/ IPEA/ FYP – Atlas de Desenvolvimento Humano do Brasil

5.9 Como esta o Serviço de Saúde? O Município conta para o atendimento da população com 04 postos de saúde na zona urbana e zona rural conta com 02 postos de saúde localizados na comunidade São Cristóvão – Estrada Velha Km 35 e outro na comunidade do Prata que encontra-se desativado. Os medicamentos para a população encontram-se disponíveis no posto central de saúde José Mesquita. O município carece de uma estrutura hospitalar e de uma maternidade, pois a unidade hospitalar existente no município de Brasiléia, não atende a todas as necessidades da população, tanto pela limitação espacial como profissional. A vigilância sanitária é insuficiente para atuar na fiscalização dos produtos de origem animal e de gênero alimentício. Os serviços médicos correspondem ao atendimento de primeiro nível (postos de saúde), onde são oferecidos à população serviços de imunização, consulta em clínica geral, consulta de pré-natal, consulta de urgência e emergência com posterior encaminhamento, visita domiciliar – programa saúde da família, controle de doenças sexualmente transmissíveis, tuberculose, malária, hanseníase, diabetes e hipertensão arterial, entre outros. O quadro do centro de saúde do Município é formado por 06 médicos, 04 dentistas que atuam nos níveis de promoção de saúde: curativa e preventiva. Há ainda seis auxiliares de enfermagem, agentes comunitários de saúde – ACS, 06 enfermeiras e 01 médico veterinário que atua no serviço de vigilância sanitária e epidemiológica. As campanhas de saúde chegam a atingir mais de 90% da população. A falta de funcionamento de postos de saúde na zona rural contribui para o aumento da auto-medicação. Não existe veículo para o transporte dos pacientes da zona rural para a zona urbana. O atendimento na zona rural é realizado por 02 médicos. A Secretaria Municipal de Saúde promove eventualmente o programa de saúde itinerante, onde participam vários profissionais da área de saúde pública.

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A Secretaria Municipal de Saúde faz um bom controle de dados. Emite o Relatório Anual padronizado pelo Sistema Único de Saúde – SUS e outros controles pertinentes. O serviço hospitalar é prestado por Brasiléia, embora nesta região tropical úmida existam condições ideais para endemias como malária e dengue, as principais ocorrências revelam elevada desnutrição, diarréia, doenças respiratórias, aliadas à falta de higiene e saneamento. Este quadro contribui para elevar a proliferação de doenças infecto-contagiosas e o índice de mortalidade infantil. As doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais tem um crescente aumento entre a população. Para diminuir estes problemas funcionam o programa Saúde da Família com visitas médicas às comunidades e campanhas de conscientização nutricional. A taxa de mortalidade infantil (67,23 óbitos de menores de um ano para cada mil nascidos vivos) é alta em relação à média nacional (49,5). Estudos realizados mostram que os principais problemas de saúde no município são: 1. falta de saneamento básico na sede municipal – a cada R$ 1,00 investido em saneamento, economiza-se R$ 4,00, em saúde pública; 2. existência de lixo e esgotos a céu aberto; 3. despreparo dos profissionais da saúde no atendimento aos doentes; 4. prática de hábitos prejudiciais à saúde por boa parte da população, negligenciando especialmente a higiene; 5. insuficiência de profissionais para otimizar o atendimento médico-ambulatorial; 6. falta de atendimento médico-odontológico na quase totalidade da área rural; 7. falta de postos médicos na área rural.

5.10 Como está a Gestão Ambiental? Apesar dos inúmeros esforços da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo no trabalho de conscientização da população e fortalecimentos dos Conselhos Municipais de Defesa do Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável em parceria com o CONDIAC. Os avanços são lentos e os impactos ambientais ainda são fortes no município (desmatamento de matas ciliares, florestas primárias, poluição do Rio Acre e Igarapé Encrenca, ocupação em áreas de preservação permanente - APPs , queimadas na zona rural e perca de grandes quantidades de solo devido ao processo erosivo provocado por atividades agropecuárias insustentáveis).

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Os avanços são percebidos como, por exemplo, a redução significativa das queimadas urbanas e o envolvimento de alunos do ensino fundamental e médio em atividades de educação ambiental (passeata pela despoluição do Igarapé Encrenca e formação da brigada municipal de combate às queimadas e incêndios florestais). O principal recurso hídrico, o Rio Acre, está sendo assoreado com o desmatando suas margens e jogando nele boa parte do lixo da cidade. Ela não conta com sistema de esgotamento sanitário e encontra-se esgoto a céu aberto. Há lixo em todas as ruas indicando descuido da população e coleta deficiente de lixo. Existe uma área alagadiça, onde se multiplicam os vetores de doenças como malária e dengue. Não existe aterro sanitário nem tratamento dos resíduos líquidos e sólidos, apenas um local fora da cidade para depósito do lixo. O município conta com um Parque Ecológico Wilson Pinheiro, localizado na comunidade do Nari Bela Flor, Km 09 – BR 317, com 60 ha de floresta primária intacta, que foi doado pelo governo do Estado para sua criação, no entanto esta área verde é pouca utilizada para atividades de educação ambiental. A gestão municipal já possui um projeto que visa à estruturação do Parque, com a construção de centro integrado de formação de gestores ambientais e identificação da fauna e flora existente. Muitas ruas da cidade carecem de arborização. Os bairros não contam com áreas de lazer. Há necessidade de se criar espaços públicos e mais parques e áreas verdes os quais proporcionariam para a população melhores oportunidades de realização de atividades educativas e físicas, como coridas e caminhadas, evitando assim o risco constante devido ao intenso fluxo de caminhões, carros, e motos ao longo da BR 317, onde a maioria dos munícipes realizam suas atividades físicas.

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Tabela 7. Plano Local Participativo de Desenvolvimento Sustentável – Diagnóstico, Visões e Ações Estratégicas 6.1. Economia Sustentável – Indicadores do Diagnóstico Atual:
Número de estabelecimentos no setor secundário e terciário: 216 Arrecadação do ICMS: 1.887.948 Produto Interno Bruto (R$ Mil): 45.818 Produto Interno Bruto per capita (R$): 3.867 Agências bancárias: 1 Postos bancários: 0 Receitas orçamentárias realizadas – IPTU: R$ 43.273,63 Receitas orçamentárias realizadas – ISS: R$ 105.487,69 Valor do Fundo de Participação dos Municípios – FPM: R$ 2.085.668,19 Indústrias extrativistas – nº de unidades locais: 1 Indústrias de transformação – nº de unidades locais: 15 Valor da produção de borracha – látex coagulado: R$ 59.000,00 Quantidade produzida – látex coagulado (t): 34 Fontes: IBGE, Cadastro Geral de Empresas 2003, Produção Agrícola Municipal, SEPLANDS 2005, Ministério da Fazenda, Secretaria do Tesouro Nacional, 2004. Visão de Futuro: A exploração econômica da floresta através de propostas alternativas de recuperação e preservação dos recursos naturais, para garantir a permanência do homem em suas áreas produtivas sejam elas em assentamentos agroextrativistas ou de colonização com auto-sustentabilidade, além da geração de emprego e renda para as populações da área urbana e rural, mediante a execução de projetos específicos de capacitação e qualificação profissional para o turismo e gastronomia regional.

Justificativa:
Necessidade de implementação de uma economia sustentável, visando à ampliação e fortalecimento das pequenas e médias empresas e indústrias com baixo impacto ambiental, comércio e serviços locais promovendo o desenvolvimento em consonância com a conservação dos recursos naturais e os programas municipais, estaduais e federais.

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AGENDA DE AÇÕES Tema – O que queremos? Economia Local Sustentável Meta – O que fazer? I.Capacitar os produtores rurais para que suas empresas se tornem competitivas Estratégia – Como fazer? 1. Implantação de um curso técnico contínuo para produtores rurais que inclua desde alfabetização até a gestão da propriedade, passando por aspectos de incorporação de tecnologias adaptadas a realidade local, diversificação da produção e agregação do valor ao produto; 2. Facilitar o acesso ao crédito rural transparente, vinculado e adequado ás demandas (agroflorestais) dos agricultores (as) familiares; 3. Exploração sustentável dos recursos naturais mediante a elaboração e cumprimento de planos de manejo locais. Prazo Quando? C-M Responsabilidades e custos - Quem? Governos federais, estaduais e municipais. Parceria (as) Com quem? Secretaria Municipal de Agricultura e Produção, Secretaria de Assistência Técnica e Extensão Agroflorestal – SEATER, Departamento de Águas e Esgoto – DEAS, Secretaria Municipal e Obras ou Infra-estrutura, Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável e Sindicato dos Trabalhadores Rurais – STR; CAPEB, Banco da Amazônia, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, SEBRAE, SESI, SENAI e SENAR

C

C-M

Curto prazo – C (menor que 12 meses), Médio prazo – M (de 12 a 36 meses) e Longo prazo - L (maior que 36 meses) e Permanente

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AGENDA DE AÇÕES Tema – O que queremos? Economia Sustentável Meta – O que fazer? II. Desenvolver infraestrutura que favoreça as micro e pequena empresas, fortalecendo o setor de serviços Estratégia – Como fazer? 1. União e cooperação de forças sociais e políticas para a implantação do Distrito Industrial; 2. Oportunidade de cursos técnicos e profissionalizantes para a preparação dos profissionais para o Distrito. 1. Revitalização e apoio ás marcenarias, olarias e outras pequenas indústrias e serviços turísticos, fomentando inclusive, funcionamento de associações de profissionais; 2. Apoiar o desenvolvimento do comércio atacadista e varejista; Prazo Quando? L Responsabilidades e custos - Quem? Parceria (as) Com quem?

M-L

III. Melhorar a qualidade da indústria, comércio e serviços locais

M-L

Permanente

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AGENDA DE AÇÕES Tema – O que queremos? Economia Sustentável Meta – O que fazer? IV. Ampliar as oportunidades no setor de indústrias, comércio e de serviços do município Estratégia – Como fazer? 1. Criação de uma cooperativa para industrialização dos produtos da região; 2. Implantação de um programa de formação para a indústria, comércio e serviço, com ênfase à qualidade e baseado nas atividades mais produtivas; 3. Criação e apoio de uma cooperativa ou associação para confecção de artesanato e vestuário. Economia Sustentável V. Prestação de serviços técnicos de apoio às atividades produtivas 1. Prestar assistência técnica diferenciada, permanente e de qualidade aos produtores (as) locais; 2. Capacitação dos técnicos locais em modelos de sistemas de produção sustentável, com ênfase em agroecologia; 3. Assistência técnica especializada em gerenciar as organizações associativas e os pequenos empreendimentos. Prazo Quando? M-L Responsabilidades e custos - Quem? Parceria (as) Com quem?

M

C-M

C

C-M

C

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AGENDA DE AÇÕES Tema – O que queremos? Economia Sustentável Meta – O que fazer? VI. Apoiar e reestruturar as empresas comerciais do Município Estratégia – Como fazer? 1. Ordenar o cadastro do comércio e das empresas e estimular (imposto) o desenvolvimento do comércio atacadista e varejista; 2. Reativar a associação comercial local para oferecer serviços de consulta ao crédito aos empresários locais; 3. Ativação e desburocratização para implementação de distritos industriais, marcenarias, olarias e serrarias, gerando emprego e renda; 4. Facilitar a implementação da produção de peixe do Município, juntamente com o Conselho de Segurança Alimentar – CONSAD. Prazo Quando? M Responsabilidades e custos - Quem? Parceria (as) Com quem?

C

C-M

C

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6.2. Diagnóstico Atual: Infra-estrutura em serviços
Agência dos correios: 0 Emissoras de televisão: 3 Emissoras de rádio AM: 1 Emissoras de rádio FM: 1 Número de consumidores de energia elétrica: 2.581 Consumo de energia elétrica (Kw/h): 6.016.431 Programa Luz para Todos – Rede (Km): 55,58 Número de famílias atendidas: 186 Comunidades beneficiadas com o Programa de Energia nas Comunidades Rurais e Florestais: 1 Número de telefone fixos: 2.649 Numero de telefones públicos: 85 Frota total de veículos: 326 Número de motocicletas: 444 Fontes: SEPLANDS 2005, Eletroacre, Brasil Telecom, Ministério da Justiça, Departamento Nacional de Trânsito – DENATRAN, 2004

Visão de Futuro: Oferecer a população serviços básicos de infra-estrutura (água, esgoto, energia e acesso), valorizando os atrativos locais e promovendo o desenvolvimento de um Município limpo, organizado e sustentável. Justificativa: Necessidade de pavimentação e calçamento das principais ruas do Município, bem como a regularização do serviço de energia pública, envolvendo a ampliação da rede de iluminação, além de outros serviços de utilidade pública. O planejamento e ocupação ordenada de áreas e terrenos são de suma importância, evitando o transtorno do surgimento de bairros periféricos sem a mínima infra-estrutura. A construção de módulos sanitários, de uma rede de tratamento de esgotos e sanitários públicos deverão contemplar todo o Município evitando problemas de saúde principalmente nas crianças.

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AGENDA DE AÇÕES Tema – O que queremos? Infra-estrutura em serviços Meta – O que fazer? I. Melhoria da infraestrutura e de serviços básicos oferecidos pelo Município no campo e na cidade Estratégia – Como fazer? 1. Pavimentar e iluminar todas as ruas habitadas, onde estes serviços não existem e expansão do Programa Luz para Todos no Município; 2. Garantir habitação com infeaestrutura, ou seja, com rede de luz, água encanada e esgoto, à população de baixa renda (comprovada); 3. Implantação de saneamento básico tratamento sanitário de esgoto em todos os domicílios do Município; 4. Calçamento e pavimentação das ruas não beneficiadas dos bairros; 5. Ampliar, identificar fontes alternativas e manter operativo o abastecimento de água, oferecendo uma água de boa qualidade; 6. Implementação de um serviço de coleta seletiva e reciclagem do lixo; 7. Procurar soluções regionais para a gestão integral de resíduos;
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Prazo Quando? M

Responsabilidades e custos - Quem? Governos federais, estaduais e municipais.

M

C

Parceria (as) Com quem? Secretaria Municipal de Obras ou InfraEstrutura, Secretaria Municipal de Agricultura e Produção, Secretaria de Assistência Técnica e Extensão Agroflorestal – SEATER, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo – SEMAT, Secretaria Municipal e Estadual de Educação, Conselho Municipal Defesa do Meio Ambiente e Fórum Agenda 21; FUNASA

C-M C

C

C-M

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AGENDA DE AÇÕES Tema – O que queremos? Infra-estrutura em Serviços Meta – O que fazer? I. Melhoria da infraestrutura e de serviços básicos oferecidos pelo Município no campo e na cidade Estratégia – Como fazer? 8. Subsidiar a discussão sobre o anel viário (ponte km 4 e desvio da BR-317). 9. Construção aeroporto internacional em Epitaciolândia (União, Gov. Estado). 1. Abertura, recuperação e conservação de ramais, incluindo sistemas de drenagem, e da infraestrutura do transporte fluvial, subsidiar o transporte para escoamento da produção, ampliação da rede de luz e telecomunicações na zona rural; 2. Facilitar o acesso ao crédito rural transparente, vinculado e adequado ás demandas (agroflorestais) dos agricultores (as) familiares; 3. Estender os serviços de abastecimento de água e eletrificação rural, onde ainda há carência, apoiando a proteção das águas e a instalação de poços e placa solares e estudo de estação de tratamento. Prazo Quando? M Responsabilidades e custos - Quem? Parceria (as) Com quem?

L M-L

Infra-estrutura em Serviços

II. Implantar estrutura que viabilize o transporte, produção e comercialização

C

C-M

Curto prazo – C (menor que 12 meses), Médio prazo – M (de 12 a 36 meses) e Longo prazo - L (maior que 36 meses) e Permanente

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AGENDA DE AÇÕES Tema – O que queremos? Infra-estrutura em serviços Meta – O que fazer? III.Definição de uma política de desenvolvimento urbano e de ocupação de áreas públicas Estratégia – Como fazer? 1. Implantar uma política de desenvolvimento urbano, que contemple todos os segmentos da sociedade, evitando o surgimento de bairros periféricos sem a mínima infra-estrutura; 2. Ocupação e construção ordenada de espaços destinados a moradias e outras obras de benefício da população em áreas públicas sem uso, incluindo os corpos de água na política do desenvolvimento urbano; 3. Consolidação de parcerias para construção de conjuntos habitacionais destinados a população de baixo poder aquisitivo (ou em zona de risco); 4.Revisar e ampliar a sinalização e as medidas de controle do trânsito seguro; 5. Redefinir pontos críticos do sistema do crescente trânsito urbano (Av. S. Dumont, Av. Amazonas, BR 317 - km 2, zonas pedestres e ciclovias seguras), inclusive educação para adaptação.
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Prazo Quando? C-M

Responsabilidades e custos - Quem?

Parceria (as) Com quem?

M

C

C-M

C

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6.3. Diagnóstico Atual: Segurança Pública Efetivo da polícia militar (soldados): 76 Frota de veículos da policia militar: 06 viaturas Frota de veículos da policia civil: 02 viaturas Efetivo da polícia civil (delegado, escrivão e agentes): 11 Efetivo da polícia federal (delegado, escrivão e agentes): 9 Presença do conselho tutelar: sim Presença de defesa civil: sim Presença de delegacia: sim Acidentes de trânsito (motos e veículos): Acidentes de trânsito com óbitos: 02 Número de furtos: 22 Número de assassinatos: 01 Fontes: Polícia Militar de Brasiléia, Polícia Civil, DETRAN/AC e Secretaria Estadual de Segurança Pública – SEJUSP Nota: O efetivo da polícia militar e para atender simultaneamente as demandas nos municípios de Epitaciolândia e Brasiléia Visão de Futuro: Redução significativa de acidentes, mortes, assaltos, consumo de entorpecentes e outros delitos que por ventura coloquem em risco a integridade física e social da população local, bem como a estabilização da ordem pública. Justificativa: Necessidade de mais segurança para a população contra possíveis avanços da criminalidade local, além de proporcionar uma maior interação entre a sociedade e os grupamentos militares e instituições de caráter educativo.

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AGENDA DE AÇÕES Tema – O que queremos? Segurança Pública Meta – O que fazer? I. Garantir segurança a população Estratégia – Como fazer? 1. Maior parceria entre as instituições locais em questões de segurança pública, higiene ambiental e educação no trânsito; 2. Criação de caixa de sugestões e denúncia nas escolas, além de palestras com as instituições de segurança pública; 3. Policiamento ostensivo em todos os bairros, construindo neles postos ou guaritas policiais e estabelecendo plantões noturnos estratégicos e criação da guarda municipal; 4. Fiscalizar o cumprimento da lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas a menores, além da proibição da circulação de menores após as 23:00 horas; Prazo Quando? C Responsabilidades e custos - Quem? Governos federais, estaduais e municipais Parceria (as) Com quem? Secretaria Estadual de Segurança Pública e Educação, Tribunal de Justiça, Policia Militar, Policia Civil e Conselho Tutelar

C

C-M

Permanente

Curto prazo – C (menor que 12 meses), Médio prazo – M (de 12 a 36 meses) e Longo prazo - L (maior que 36 meses) e Permanente

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AGENDA DE AÇÕES Tema – O que queremos? Segurança Pública Meta – O que fazer? I. Garantir seguranças as comunidades Estratégia – Como fazer? 5. Melhorar a iluminação pública nos bairros; 6. Criar formas de cooperação e intercâmbio entre as polícias dos dois países vizinhos e à sociedade civil, inclusive com palestras; 7. Fortalecimento do conselho tutelar local (inclusive com estrutura e veículo). Prazo Quando? C Responsabilidades e custos - Quem? Parceria (as) Com quem?

C

C

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6.4. Diagnóstico Atual: Educação
Número de docentes que trabalham no Município atuando nos ensino fundamental e médio na rede municipal e estadual de educação: 120 Número de matrículas realizadas no ensino fundamental – escola pública estadual: 1.462 Número de matrículas realizadas no ensino fundamental – escola pública municipal: 1.412 Índice de desenvolvimento humano municipal IDHM – educação: 0,591 Número e valor das bolsas escola pagas no Município: 134 – R$ 60,00 Número de escolas com abastecimento de água: 4 Número de escolas com energia elétrica: 5 Número de escolas com esgoto: 0 Índice de evasão escolar municipal: 21,7% Índice de evasão escolar estadual: 24,3% Taxa de analfabetismo: 24,6%

Fontes: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais – INEP, Censo Educacional 2004; IBGE, 2005; Secretaria Estadual de Educação – SEE/ Gerência de Estatística e Informação Educacional; Secretaria Municipal de Educação – SEMEC; SEPLANDS, 2005. OBS: O IDHM – educação é composto por dois indicadores: a taxa de alfabetização acima de 15 anos e a taxa bruta de freqüência à escola

Visão de Futuro: Implementação de Política Públicas Locais e centros educacionais que visem promover a inclusão social e a melhoria da qualidade de vida, mediante a prestação de serviços de caráter educacional para a redução das desigualdades sociais. Promovem uma melhor educação para maior inclusão social, redução de desigualdades e melhor qualidade de vida para os cidadãos. Justificativa: Para tal, torna-se necessário a construção de escolas com corpo docente qualificado e informatizada, abrangendo o ensino do pré-escolar ao ensino médio, contribuindo com a redução do indicie de analfabetismo, evasão escolar e melhoria do ensino. Garantindo, assim, de forma efetiva aos alunos em idade escolar uma maior inserção no mercado de trabalho local e melhoria da qualidade de vida.

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AGENDA DE AÇÕES Tema – O que queremos? Educação Meta – O que fazer? I. Oferecer educação de qualidade a crianças, jovens e adultos Estratégia – Como fazer? 1. Aumento no número de vagas no ensino especial, fundamental e médio, mediante a reforma, ampliação e construção de novas escolas; 2. Contratação e capacitação de recursos humanos; 3. Construção ou recuperação de escolas nas comunidades Guerrilheiros do Araguaia e Fronteira; 4. Implantar o Tele Curso nas comunidades rurais onde não existem; 5. Reforma ou ampliação das 02 escolas Tucunduba e Castelo Branco e 01 escola na comunidade Limoeiro; 6. Garantir de forma efetiva aos alunos em idade escolar, o direito de participação em Programas do Governo Federal; 7. Promoção de cursos técnicos em diferentes áreas para jovens e adultos para atuarem no mercado de trabalho local; Prazo Quando? M Responsabilidades e custos - Quem? Governos federal, estadual e municipal Parceria (as) Ministério da Educação e Cultura – MEC, Secretaria Municipal e Estadual de Educação, SEBRAE, SENAC, SESC, Secretaria Municipal de Ação Social, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo – SEMAT, Conselho Municipal Defesa do Meio Ambiente e Fórum Agenda 21.

C

C-M

C

C-M

C

C

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AGENDA DE AÇÕES Tema – O que queremos? Educação Meta – O que fazer? I. Oferecer educação de qualidade a crianças, jovens e adultos Estratégia – Como fazer? 8. Implantar o segundo grau nas escolas das comunidades Francisco Marçal e Nari Bela Flor e Castelo Branco; 9. Construção de uma escola de e segundo grau no bairro José Hassen; 10. Informatização das escolas e construção de bibliotecas. 1. Realização de concursos públicos na área de educação no campo; 2. Ampliação nas escolas do município de programas educativos específicos para jovens e adultos; 3. Implantação de Projetos Pilotos Pedagógicos nas escolas, resgatando valores comuns que permitam a vivência da condição cidadã; 4. Consolidação, por meio dos conselhos, da gestão participativa da educação; Educação III. Aumentar as oportunidades de educação 1.Criação de cursos profissionalizantes e cursos de qualificação profissional (eletricistas, encanadores, marceneiros, técnicos em eletrônica, etc.); Prazo Quando? C Responsabilidades e custos - Quem? Parceria (as)

C M-L C

Educação

II. Melhorar a qualidade de educação mediante a uma maior interação entre as escolas e a comunidade

C-M

C

C-M C-M

2. Inclusão digital através de uma sala de informática para todas/os os cidadãos (especialmente para a população de baixa renda). Curto prazo – C (menor que 12 meses), Médio prazo – M (de 12 a 36 meses) e Longo prazo - L (maior que 36 meses) e Permanente
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6.5. Diagnóstico Atual: Cultura e Turismo
Números de bibliotecas públicas: 1 Número de teatros: 0 Números de museus: 0 Hotéis classificados: 0 Hotéis não-classificados: 4 Pousadas/Hospedarias: 1 Datas festivas: Aniversário do Município – 28 de Abril Datas festivas: Dia de São Sebastião – 20 de Janeiro Fontes: Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável – SEPLANDS, Acre em números, 2005, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo de Epitaciolândia – SEMAT

Visão de Futuro: Criação de espaços culturais nos bairros municipais para a leitura e a prática de atividades interativas. Criação de Parque Ambientais Municipais para ampliação da área verde do Município e utilização em atividades de pesquisa, ecoturismo e aulas de educação ambiental, estimulando na população uma reflexão sobre a importância da conservação dos recursos naturais locais.

Justificativa: A carência de atividades culturais e de lazer é um grande problema, no entanto a construção de novas áreas destinadas à leitura, atividades lúdicas, lazer e diversão deverão propiciar uma redução da violência, o uso de drogas e bebidas, melhorando a qualidade de vidas da população, aumentando os laços de amizades e cooperação entre as pessoas. E com a criação dos parques contribuindo para a consolidação do ecoturismo como uma atividade atrativa do Município.

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Tema – O que queremos? Cultura e Turismo

Meta – O que fazer? I. Promover atividades de cultura, esporte e lazer no Município

AGENDA DE AÇÕES Estratégia – Como fazer? Prazo Quando? C-M 1. Construir espaços públicos destinados ao esporte e lazer da população, inclusive nas escolas; C 2. Desenvolver atividades esportivas e recreativas incentivando associações, clubes e grupo de pessoas; C-M 3. Construção de espaços destinados à leitura e estudos dirigidos com professores particulares; 4. Apoiar a formação de um Permanente grupo de teatro estimulando, através do movimento cultural do Município; C 5. Construção de quadras esportivas nos bairros da Liberdade, Fontinele de Castro e Aeroporto; bairro Satel; lazer e campo de futebol “Society” no Centro Olímpico. M 6. Construção do Centro de Eventos Culturais. 1. Ampliação da capacitação e de ofertas de serviços turísticos; 2. Criação e Estruturação do Parque Ecológico Wilson Pinheiro, e incentivo à criação de novos parques; C-M

Responsabilidades e custos - Quem? Governos federal, estadual e municipal.

Parceria (as) Com quem? SEBRAE, SENAC, SESC, Secretaria Municipal de Ação Social, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo – SEMAT, Secretaria Municipal e Estadual de Educação, Conselho Municipal Defesa do Meio Ambiente e Fórum Agenda 21.

II. Desenvolvimento de Turismo

C-M

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Tema – O que queremos? Cultura e Turismo

Meta – O que fazer? II. Desenvolvimento do Turismo

AGENDA DE AÇÕES Estratégia – Como fazer? Prazo Quando? C-M 3. Criação de programa de mídia para divulgação dos atrativos turísticos; 4. Criação de um Centro de Atenção ao Turista CAT; 5. Realização de Cursos Técnicos para agentes turísticos. C-M

Responsabilidades e custos - Quem?

Parceria (as) Com quem?

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6.6. Diagnóstico Atual: Saúde Pública
Número de postos de saúde que prestam serviços ao SUS: 6 Número de estabelecimentos de saúde sem internação: 6 Número de estabelecimentos de saúde pública: 6 Número de hospitais: 0 Posto de trabalho de auxiliar de enfermagem: 6 Posto de trabalho de nível técnico-auxiliar: 11 Postos de trabalho em nível superior: 7 Postos de trabalhos de enfermeiros: 6 Posto de trabalho de odontólogos: 4 Postos de trabalho de médicos: 6 Laboratório de análises clínicas e sorologia: 1 Consultórios odontológicos privados: 3 Número de nascimentos em 2005: 267 Número de óbitos em 2005: 46 Fontes: Secretaria Municipal de Saúde, IBGE – Assistência Médica Sanitária

Visão de Futuro:
A construção de novos centros de saúde, equipados com materiais e carros para transporte dos moradores da cidade e produtores (as) rurais que necessitam de atendimento médico. A realização de palestras sobre mudanças no hábito alimentar, elevará a qualidade de nutrição familiar e da água consumida pela população, estimulando por parte das comunidades o consumo de alimentos regionais em substituição aos alimentos industrializados e frutas provenientes de outras regiões.

Justificativa: A população expressa a necessidade de melhor qualidade do atendimento e dos serviços prestados a população local, além do consumo de alimentos saudáveis e água potável em qualidade e quantidades satisfatórias, para melhores condições de vida.

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AGENDA DE AÇÕES Tema – O que queremos? Saúde Pública Meta – O que fazer? I. Promover a saúde ampliando as informações e executando ações de prevenção de doenças Estratégia – Como fazer? 1. Ampliar os postos de saúdes, possibilitando atendimento imediato, inclusive na zona rural; 2. Aumentar o número de equipes da família e implementar equipes para o atendimento domiciliar; 3. Realizara atendimento periódico de saúde em todas as comunidades e providenciar para todas elas agentes comunitários de saúde e remédio; 4. Construção de postos de saúde nas comunidades Laranjeira, Bela Flor e Nova Semente; 5. Construção de um Hospital e Maternidade. Prazo Quando? C-M Responsabilidades e custos - Quem? Governos federal, estadual e municipal Parceria (as) Com quem? Secretarias Municipal e Estadual de Saúde, Ministério da Saúde / FUNASA, IDAF, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo – SEMATUR, Conselho Municipal de Saúde e Fórum Agenda 21

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Curto prazo – C (menor que 12 meses), Médio prazo – M (de 12 a 36 meses) e Longo prazo - L (maior que 36 meses) e Permanente

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AGENDA DE AÇÕES Tema – O que queremos? Saúde Pública Meta – O que fazer? II. Melhorar a qualidade da prestação dos serviços de saúde Estratégia – Como fazer? 1. Capacitação de servidores da saúde para atendimento de qualidade ao público beneficiário; 2. Avaliações periódicas da qualidade da água consumida pela população; 3. Implantar um contínuo programa de saúde bucal; 4. Fortalecimento dos conselhos municipal de saúde; 5. Atuação constante da vigilância sanitária na fiscalização dos estabelecimentos; 6. Promover a aquisição de UTI móvel (ambulância); 7 Promover uso da medicina alternativa (de plantas medicinais). Prazo Quando? C Responsabilidades e custos - Quem? Parceria (as) Com quem?

Permanente

Permanente C Permanente

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6.7. Diagnóstico Atual: PRODUÇÃO SUSTENTAVEL, USO DA TERRA E GESTAO AMBIENTAL
Produção das principais culturas anuais (arroz, milho, feijão e mandioca) (t): 20 Produção das principais culturas perenes (abacate, banana, café, manga, mamão, maracujá e urucum) (t): 2 Quantidade produzida de castanha-do-brasil (t): 1.052 Quantidade produzida de açaí em fruto (t): 1 Quantidade produzida de borracha (t): 58 Quantidade produzida de carvão vegetal (t): 125 Quantidade produzida de madeira em tora (m3): 9.984 Rebanho bovino: 42.456 Área natural Protegida no Município: RESEX Chico Mendes Área de relevante interesse ecológico – A.R.I.E: Seringal Nova Esperança Parque Ecológico Wilson Pinheiro – 60 ha Mata com incidência de madeira de lê – valor ha: R$ 250 – 450,00 Mata sem incidência de madeira de lei – valor ha: R$ 100 – 200,00 Capoeira/Capoeirão (com idade de 03 a 06 anos): R$ 50 – 80,00 Pastagens artificiais mecanizadas: R$ 400 – 1.000,00 Pastagens artificiais não mecanizadas: R$ 300 – 800,00 Fonte: Secretaria de Assistência Técnica e Extensão Agroflorestal – SEATER , 2005; IBGE, Produção Agrícola Municipal 2003; SEPLANDS, 2005; Banco da Amazônia -RITS, 2005

Visão de Futuro: Associações dos produtores rurais fortalecidas, execução de um programa de recuperação de áreas degradadas com tecnologias adaptadas a realidade local, educação ambiental e agroflorestal para os produtores rurais e os técnicos locais, sistemas produtivos orientados em princípios agroecológicos, diversificação produtiva e uma visão integrada e sistêmica da propriedade rural. Justificativa:
Promoção do desenvolvimento sustentável mediante a organização rural e urbana, bem como o fortalecimento de instituições municipais e estaduais da área ambiental e agricultura familiar local.

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AGENDA DE AÇÕES Tema – O que queremos? Produção sustentável, uso sustentável da terra e gestão ambiental Meta – O que fazer? I. Diversificação da produção sustentável Estratégia – Como fazer? 1. Desenhar e implementar um Sistema de Produção Agroflorestal com ênfase em espécies frutíferas florestais e medicinais (uso correto de planos de manejo); 2. Implementar o “Centro de Informação Módulo Rural”, com um banco de dados para os pequenos produtores rurais; Prazo Quando? M Responsabilidades e custos - Quem? Governo federal, estadual e municipal. Parceria (as) Com quem? Secretaria Municipal de Agricultura e Produção, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo, Secretaria de Assistência Técnica e Extensão Agroflorestal – SEATER, Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável e Sindicato dos Trabalhadores Rurais – STR e Conselho Municipal Defesa do Meio Ambiente – CONDEMA; Fórum Agenda 21 Local

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3. Promover a prestação de Assessoria Técnica para diversificar a produtividade de pequenas Permanente empresas (atividades agroflorestal, turismo, reciclagem, outras); 4. Agregar valor a zonas habitacionais seguras com geração de alternativas de renda para os moradores em áreas de preservação permanente; 5. Implementar projetos como “Viveiro de Mudas” ou “Horto Florestal”, para o reflorestamento de nascentes e margens de cursos d’água da zona rural e urbana, preferentemente com espécies nativas produtivas / comerciáveis;

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Curto prazo – C (menor que 12 meses), Médio prazo – M (de 12 a 36 meses) e Longo prazo - L (maior que 36 meses) e Permanente

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AGENDA DE AÇÕES Tema – O que queremos? Produção sustentável, uso sustentável da terra e gestão ambiental Meta – O que fazer? I. Diversificação da produção sustentável Estratégia – Como fazer? 6. Estimular a implantação de unidades demonstrativas de Sistemas Agroflorestais, Quintais Agroflorestais e Sistemas Agrosilvipastoris; 7. Estimular a implantação de hortas orgânicas comunitárias e uso de adubo orgânico; 8. Planejamento e fortalecimento da cadeia produtiva dos produtos agroextrativistas; 9. Aquisição de máquinas e equipamentos para arado do solo, irrigação e beneficiamento da produção, agregando valor aos produtos locais (p. ex. Secador de Frutas Solar). Produção sustentável, uso sustentável da terra e gestão ambiental II. Planejamento integrado e estratégico das ações de outras instituições que atuam na zona rural e urbana, conforme as prioridades estabelecidas pelos conselhos municipais de desenvolvimento sustentável e meio ambiente 1. Definir e estabelecer uma sistemática de planejamento da propriedade rural para uma política de longo prazo; 2. Confeccionar mapas temáticos de zoneamento do Município e planejar com base nos dados locais; 3. Apoiar o ordenamento territorial local – OTL, como instrumento de planejamento e gestão a partir de discussões dos fóruns de desenvolvimento local. Prazo Quando? C Responsabilidades e custos - Quem? Parceria (as) Com quem?

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AGENDA DE AÇÕES Tema – O que queremos? Produção sustentável, uso sustentável da terra e gestão ambiental Meta – O que fazer? II. Planejamento integrado e estratégico das ações de outras instituições que atuam na zona rural e urbana, conforme as prioridades estabelecidas pelos conselhos municipais de desenvolvimento sustentável e meio ambiente Estratégia – Como fazer? 4. Capacitação dos gestores públicos, legisladores municipais e população em geral sobre a problemática ambiental; 5. Coerência das ações com Zoneamento Ecológico-econômico do estado e do município e ao planejamento aprovado pelos conselhos de desenvolvimento; 6. Manutenção da Reserva Chico Mendes, conforme estabelecido na Lei das Unidades de Conservação; 7. Utilização das florestas, águas e solos, seguindo planos de manejo específicos, devido à sua fragilidade; 8. Elaboração de projetos para recuperar os recursos hídricos. 1. Mapear e prevenir urbanização de zonas de risco (ladeiras, solos instáveis), repensar e realizar loteamentos com critérios definidos no Plano Diretor, modificar usos que podem aumentar os riscos (ex. lavador de carros, Av. S. Dumont, aterramentos nas margens de igarapés), em coerência com o Plano Diretor; 2. Fortalecer como potencial espaço urbano verde a área militar, em parceria com o Exercito. Prazo Quando? C Responsabilidades e custos - Quem? Parceria (as) Com quem?

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Permanente C C-M

Produção sustentável, uso sustentável da terra e gestão ambiental

III. Identificar, respeitar e prevenir no uso da terra de zonas urbanas e rurais, áreas de risco (por causa de ladeiras, inestabilidade de solo, presença de água, zona de inundação)

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AGENDA DE AÇÕES Tema – O que queremos? Produção sustentável, uso sustentável da terra e gestão ambiental Meta – O que fazer? IV. Incorporar água em processos de planejamento e gestao territorial para protege-lo Estratégia – Como fazer? 1. Implementar um programa de preservação e reflorestamento de nascentes e margens de cursos d’água da zona rural, preferentemente com espécies nativas produtivas / comerciáveis (renda), projeto “Horto Florestal”; 2. Definir e implementar medidas de proteção da captação de água potável (Igarapé Encrenca); Prazo Quando? M-L Responsabilidades e custos - Quem? Governo federal, estadual e municipal. Parceria (as) Com quem?

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Produção sustentável, uso sustentável da terra e gestão ambiental

V. Aplicação de políticas públicas e legislação que assegurem a sustentabilidade

3. Incorporar no desenvolvimento urbano zonas de proteção da rede Permanente hídrica e da biodiversidade local (mini-hidro bio-corredores urbanos); C 1. Fortalecimento de parcerias entre a gestão pública municipal e a sociedade civil para estabelecer políticas e programas de educação para cumprir e aplicar as leis ambientais; 2. Apoiar o funcionamento e estruturação dos conselhos municipais de desenvolvimento rural sustentável e de defesa do meio ambiente. C

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AGENDA DE AÇÕES Tema – O que queremos? Produção sustentável, uso sustentável da terra e gestão ambiental Meta – O que fazer? VI. Educação da população para o uso racional dos recursos naturais Estratégia – Como fazer? 1. Educar e estimular a população para que eleve a conscientização mediante a conservação ambiental e uso e ocupação correta do solo; 2. Ministrar capacitações continuadas e monitoramento para que a população compreenda como conservar o meio ambiente; 3. Educar ambientalmente e de forma permanente os alunos nas escolas e população através de projetos; 4. Confecção de materiais didáticos e educativos para serem distribuídos nas comunidades. 5. Divulgar alternativas ao uso do fogo na produção rural (arado animal, etc.); 6. Educar a não desperdiçar os recursos naturais (incluindo energia, estabelecer sistema sancional). Produção sustentável, uso sustentável da terra e gestão ambiental VII. Controle da poluição 1. Estimular a coleta seletiva do lixo e a reciclagem; 2. Solicitar profissionais da fiscalização ambiental para a aplicação de punições nos crimes contra o solo, água, ar, fauna e flora e saúde humana; Prazo Quando? M Responsabilidades e custos - Quem? Parceria (as) Com quem?

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C Permanente C C

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AGENDA DE AÇÕES Tema – O que queremos? Produção sustentável, uso sustentável da terra e gestão ambiental Meta – O que fazer? VII. Controle da poluição Estratégia – Como fazer? 3. Intensificar e apoiar as ações da vigilância sanitária; 4. Reduzir a poluição sonora, provocada pelos carros de propaganda no Município. Prazo Quando? Permanente Responsabilidades e custos - Quem? Parceria (as) Com quem?

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7. Os próximos passos: Como implementar a Agenda 21 Local? A Agenda 21 Local deve manter a coerência com as Políticas Públicas e os Instrumentos de Planejamento do Município de Epitaciolândia. Para sua implementação e utilização, ela requer o reconhecimento do seu Estatuto e da constituição do Fórum da Agenda em Cartório e na Prefeitura. Depois da aprovação pela Câmara Municipal de Vereadores solicita-se o seu cadastramento no Ministério do Meio Ambiente (MMA) em Brasília. No processo de elaboração, as discussões sobre as prioridades locais e cenários futuros, desejados pela sociedade local para o Município de Epitaciolândia, as exposições dos principais obstáculos ao desenvolvimento sustentável local, as proposições de soluções e o desenho urbano e rural, de um Município sustentável, geraram uma visão de futuro concensuada e continuam tendo o seu espaço legítimo no Fórum da Agenda 21 Local. A Agenda 21 se alimenta da discussão participativa das organizações da sociedade civil com o governo local, permitindo a construção coletiva do planejamento das ações estratégicas e incluindo aspectos econômicos, produtivos, estruturais, territoriais, culturais, sociais, ambientais, e de gestão em curto, médio e longo prazo. A implementação da Agenda 21 Local exige o somatório de parcerias e a participação de todos que ajudaram no processo de elaboração do plano de ações. O primeiro passo é uma ampla divulgação e mobilização social, para que a comunidade envolva e comprometa-se com os propósitos de mudança da Agenda 21. É fundamental o engajamento da Prefeitura com as suas Secretarias e a Câmara Municipal, em especial a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo, considerando que a Prefeitura em muitos casos será a executora dos projetos priorizados pela sociedade, visando à coerência da Agenda 21 com os outros Instrumentos de Planejamento, que serão acompanhados pelo Fórum Agenda 21. A coordenação e implementação da Agenda 21 ficará sob responsabilidade da Prefeitura e contará com o apoio direto do Fórum da Agenda 21 Local e do Conselho de Defesa do e Meio Ambiente, que realizarão as ações de forma conjunta. O Plano de Ação a ser implementado requer a compreensão por parte da sociedade envolvida com este processo das diferentes escalas de tempo dos compromissos, ou seja, a curto prazo (menor que 12 meses), médio prazo (de 12 a 36 meses) e longo prazo (maior que 36 meses).
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Durante o processo, conduzido pela própria sociedade, existirão avanços e retrocessos, porém e fundamental a perseverança na participação do processo de construção coletiva e na implementação do plano de desenvolvimento da sociedade de Epitaciolândia, respeitando o princípio do favorecimento mútuo. O plano de ações deve ser executado em sintonia com os programas municipais, estaduais e federais que já estabeleceram suas prioridades e dispõem de recursos. Inicialmente, serão feitos os investimentos indispensáveis à implantação dos projetos produtivos e de infra-estrutura. O plano de ações é dinâmico, portanto á medida que as ações vão sendo implementadas, outras são propostas pela sociedade junto ao Fórum Agenda 21 e incorporadas ao plano de ação. O trabalho mais importante e fazer com que a sociedade se envolva participando da execução da Agenda 21 Local e percebendo que os sonhos do inicio vão se transformando em bem-estar coletivo e prosperidade. Tabela7. Passos a seguir: Passo 1. 2. 3. Objetivo Divulgação e mobilização; Sintonia com o Município; Execução comunitária.

Particularmente o setor rural requer a melhoria de renda da população. Numa terceira etapa, poderão ser implantados projetos que possam ser operados pela própria comunidade, ou conseguidos mediante a aprovação de projetos específicos. No caso de projetos produtivos, as prioridades de implantação deverão ser estabelecidas pela comunidade. O fortalecimento da agricultura familiar e a implantação de Sistemas Agroflorestais, com base nos princípios da Agroecologia constituem uma proposta de modelo de desenvolvimento sustentável especialmente para o meio rural. Ela é uma resposta a necessidade da permanência do(a) agricultor(a) familiar no campo, expressada pela sociedade, com dignidade e qualidade de vida, respeitando a natureza, produzindo alimentos saudáveis e garantindo, dessa forma, o acesso aos recursos naturais para a geração atual e as gerações futuras.

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8. Literatura utilizada e recomendada para a leitura A Caminho da Agenda 21: Princípios e Ações 1992/97.- Brasília: MMA 1997. 224p. A Implantação da Educação Ambiental no Brasil. Ministério da Educação e do Desporto, Brasília – DF, 1998. 166p. Acre, Governo do Estado. Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado do Acre. Instituto de Meio do Acre – Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Rio Branco/AC, 2000, CD ROM. Agenda 21 da Amazônia. Informe da Secretaria de Coordenação da Amazônia, do Ministério do Meio ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia Legal, Agosto de 1998. 6p. Agenda 21 Brasileira – Bases para discussão/ por Washington Novaes (Coord.) Otto Ribas e Pedro da Costa Novaes. Brasília MMA/PNUD 2000. 196p. Almeida, D.; Peneireiro, F.M.; Rodrigues, F.Q.; Filho, L.C.M.; Brilhante, M.O.; Pinho, R.Z. Manual do Educador Agroflorestal. Universidade Federal do Acre/Parque Zoobotânico/Arboreto, 2003, 108p. Bloch, D. Semana da Água – Direito à vida. 32p. Brose, M. REDE – DLIS. Oficina Permanente Sobre Desenvolvimento Local. Diagnóstico Rápido Urbano Participativo. Website. Bezerra, M do. C. L.; Ribeiro, L.A.L.C (coordenadores). Subsídios à elaboração da Agenda 21 Brasileira - Infra-estrutura e integração regional – Brasília: Ministério do Meio Ambiente; Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais; Consórcio Sodontécnica/Crescente Fértil, 1999. 140p.; 21 x 29,5 cm. Bezerra, M do. C. L.; Bursztyn, M. (coordenadores). Subsídios à elaboração da Agenda 21 Brasileira – Ciência e tecnologia para o desenvolvimento sustentável – Brasília: Ministério do Meio Ambiente; Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais; Consórcio CDS/UnB/Abipiti, 2000. 223p.; 21 x 29,5 cm. Brow, I.F.; Brilhante, S.H.; Mendoza, E.; Oliveira, Oliveira, I.R. de. Estrada de Rio Branco, Acre, Brasil aos Portos do Pacífico: Como maximizar os benefícios e minimizar os prejuízos para o desenvolvimento sustentável da Amazônia Sul-Ocidental, artigo científico, 8p. Cavalcanti, C (org). Desenvolvimento e natureza: estudo para uma sociedade sustentável – 2. ed – São Paulo : Cortez ; Recife, PE: Fundação Joaquim Nabuco, 1998. 429p. Construindo a Agenda 21 Local. 2.ed.ver.e atual. Brasília: MMA, 2003. 62p. FETAGRO – Implementação das Ações Ambientais em Rondônia no Âmbito do Proteger II, 2002, 35 páginas. Freire, Paulo. Extensão ou Comunicação. Tradução de Rosisca Darcy de Oliveira. Prefácio de Jacques Chancol 7a ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1983, 93p. Hildebrand, P.; Poats, S.; Walecka, L. Introdução à pesquisa e extensão de sistemas agrícolas florestais. Gainsville, Flórida, 1992, 23p.

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Leite, A.; Alechandre, A.; Rigamonte, C.A.; Campos, C.A.; Oliveira, O. Recomendações para o manejo sustentável do óleo de copaíba. Rio Branco: UFAC/SEFE, 2001. 38p. il. Melo, T.; Silva, M. S.; Almeida, M. G. C.; Silva, B. G. Educação no campo – refletindo sobre o processo de desenvolvimento. GDH/SDT/MDA, 2003, 12p. Pádua, S.M.; Tabanez, M.F (orgs.). Educação ambiental: caminhos trilhados no Brasil – Brasília, 1997. 283p. il.Paulics, V, Org. 125 Dicas – Idéias para a ação municipal. São Paulo, Polis, 2000. 288p. Referências para uma Estratégia de Desenvolvimento Rural Sustentável. Série documentos SDT: número 01. Secretaria de desenvolvimento Territorial - SDT/MDA, 2005. 28p. Rodrigues, F.Q.; Peneireiro, F.M.; Ludewigs, T.; Rosário, A. A. S.; Brilhante, M.O.; Brilhante, N.A.; Queiroz, J.B.N. Avaliação da Sustentabilidade de Sistemas Agroflorestais no Estado do Acre. Cadernos da Universidade Federal do Acre/UFAC, 2003, 32p. SEBRAE/AC – Levantamento das Potencialidades Econômicas e Vantagens Competitivas das regionais do Estado do Acre. Rio Branco, 2000. 335p. SEPLAN/AC – Secretaria de Estado de Planejamento e Coordenação. O Acre em números, 1999, 94p. Silva, G. S. da.; França, E.M. de. Guia Turístico do Município de Epitaciolândia e Região MAP. Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo – SEMAT, 2005. 20p. Souza, C.A.A de. História do Acre: novos temas, nova abordagem. Rio Branco, 2002. 212p.

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