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CENTRO DE ENSINO ATENAS MARANHENSE

FACULDADE ATENAS MARANHENSE


CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

GEISON PIRES MESQUITA

O ENTERPRISE RESOURCE PLANNING (ERP) NO EMPRESARIADO


LUDOVICENSE

São Luís
2008
CENTRO DE ENSINO ATENAS MARANHENSE
FACULDADE ATENAS MARANHENSE
CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

GEISON PIRES MESQUITA

O ENTERPRISE RESOURCE PLANNING (ERP) NO EMPRESARIADO


LUDOVICENSE

São Luís
2008
GEISON PIRES MESQUITA

O ENTERPRISE RESOURCE PLANNING (ERP) NO EMPRESARIADO


LUDOVICENSE

Monografia apresentada ao Curso de


Administração com habilitação em Análise
de Sistemas da Faculdade Atenas
Maranhense, para obtenção do grau de
Bacharel em Administração.

Orientador: Tácito Griecco Andrade

São Luís
2008
GEISON PIRES MESQUITA

O ERP E O EMPRESARIADO LUDOVICENSE

Monografia apresentada ao Curso de


Administração com habilitação em Análise
de Sistemas da Faculdade Atenas
Maranhense, para obtenção do grau de
Bacharel em Administração.

Aprovada em: ___/___/___

BANCA EXAMINADORA

_________________________________________
Prof. Tácito Griecco (Orientador)
Especialista em Marketing e Planejamento Estratégico
Faculdade Atenas Maranhense

_________________________________________
Prof. Carlos Roberto Baluz Almeida
Mestre em Ciências da Computação
Faculdade Atenas Maranhense

_________________________________________
Profª Ana Silvina Ferreira Andrade
Mestre em Letras na área de Literatura Brasileira
Faculdade Atenas Maranhense
AGRADECIMENTOS

À minha Família que me ajudou em alguns dos momentos mais difíceis.


À empresa CSA Consultoria que forneceu dados essenciais para o
desenvolvimento da pesquisa.
Às empresas que participaram do estudo de campo, e que me trataram
muito bem no decorrer da realização da pesquisa, disponibilizaram os dados
necessários para a criação do trabalho.
Aos professores da FAMA que possibilitaram ampliar meus
conhecimentos, através de momentos enriquecedores, durante todo o período
acadêmico.
Ao Prof. Tácito Griecco por acreditar no trabalho desenvolvido.
Aos amigos que estiveram sempre ao lado nos piores e melhores
momentos.
“Sorte é o que acontece quando a
preparação encontra a oportunidade”.

Roosevelt
RESUMO

Dentro do contexto organizacional busca apresentar a história e a evolução dos


Sistemas de Gestão Empresarial, suas características e definições. A importância
desse tipo de tecnologia no gerenciamento de uma empresa, e frente ao mercado
altamente competitivo que as organizações estão vivendo. Apresenta a importância
da utilização dos Sistemas de Gestão Empresarial na disseminação e utilização da
informação, e na capacidade de prover um diferencial estratégico para as
organizações. Trabalha a idéia de que os Sistemas de gestão Empresarial são
Soluções Tecnológicas para a gestão organizacional, e que atuam diretamente nos
processos empresarias, integrando a organização de forma geral. Demonstra as
principais vantagens e benefícios em adquirir e implementar esses soluções
tecnológicas. Apresenta as principais soluções no mercado, relacionando os tipos de
sistemas para cada empresa. Deixa claro o papel fundamental da consultoria no
processo de aquisição de um Sistema de Gestão Empresarial. E apresentar por
meio de uma pesquisa de campo o quanto é vantajoso possui sistemas desse tipo
na gestão organizacional.

Palavras-Chave: Sistemas de Gestão Empresarial. Soluções Tecnológicas.


Informação. Implementação. Gestão Organizacional.
ABSTRACT

In the organizational context, this present work looks to present the history and
evolution of the Enterprise Resource Planning, emphasizing its characteristics and
definitions. It explains about the importance of that kind of technology in the company
management mentioning the highly competitive market that the organizations have to
face nowadays. It presents the importance of the use of the Enterprise Resource
Planning in the dissemination and use of the information, and in the capacity to
provide a strategical differential for the organizations. It works the idea that the
Enterprise Resource Planning are Technological Solutions for the manager
organization and that they act directly in the company processes, integrating the
organization in a general way. It demonstrates the main advantages and benefits in
to acquire and implement those technological solutions. It presents the main
technological solutions in the market, relating the types of systems for each company.
It will also assure the fundamental reason of the consulters in a process of Enterprise
Resource Planning acquisition presenting, through a field research, all the
advantages that comes form the use of that type of Enterprise Resource Planning.

Keyword: Enterprise Resource Planning. Technological solutions. Information.


Implementation. Manager Administration
LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1 Logística de sistemas............................................................ 19


FIGURA 2 A evolução do ERP a partir do MRP e sua abrangência...... 25
FIGURA 3 Estrutura de um ERP............................................................ 29
FIGURA 4 Divisões genéricas dos módulos de um ERP....................... 30
FIGURA 5 Módulos Tradicionais e Incrementais.................................... 31
FIGURA 6 Ciclo de Vida da Informação................................................. 33
FIGURA 7 Componentes de um SIBC................................................... 36
FIGURA 8 Trajetória dos sistemas de informação................................. 38
FIGURA 9 As partes envolvidas no processo de implementação de 46
um ERP.................................................................................
FIGURA 10 Evolução e fase atual dos do ERP da SAP.......................... 57
FIGURA 11 ERP DataSul EMS................................................................ 60
FIGURA 12 ERP Sapiens......................................................................... 63
FIGURA 13 Relação do ERP SeniorSMB com o Sapiens........................ 64
FIGURA 14 Relação do ERP SeniorSMB com o Vetorh.......................... 65
FIGURA 15 ERP Radar Empresarial........................................................ 66

LISTA DE GRÁFICOS

GRÁFICO 1 Grau de formação dos Gestores........................................ 79


GRÁFICO 2 Grau de importância dos requisitos para a escolha do 80
ERP....................................................................................
GRÁFICO 3 Investimento para a implementação do ERP..................... 81
GRÁFICO 4 Tempo para implementação do ERP................................. 82
GRÁFICO 5 Grau de influências trazidas com a utilização do ERP....... 83
GRÁFICO 6 Áreas suportadas pelo ERP............................................... 84
GRÁFICO 7 Você acha que a utilização, pela sua empresa, de ERP 85
acarreta em vantagem competitiva?..................................

GRÁFICO 8 Justificativas atendidas com a utilização do sistema......... 86


GRÁFICO 9 O sistema de gestão empresarial supriu às necessidades 87
de informação da gerência e diretoria?..............................
GRÁFICO 10 Houve necessidade de adquirir hardware e outros 88
softwares para a utilização do sistema?.............................

GRÁFICO 11 Grau de envolvimento e participação na implantação do 89


ERP....................................................................................
GRÁFICO 12 Custo-benefício em relação à aquisição do ERP............... 90
GRÁFICO 13 Você acha que os sistemas de gestão empresarial são 91
fundamentais para a eficiência da gestão empresarial e
para a eficácia na tomada de decisão?..............................
GRÁFICO 14 Áreas de atuação dos usuários de ERP............................. 92
GRÁFICO 15 Tempo de uso do ERP pelos usuários............................... 93
GRÁFICO 16 Tempo de uso diário do ERP pelos usuários..................... 94
GRÁFICO 17 Melhorias das atividades e tarefas na empresa................. 95

GRÁFICO 18 Automatização dos processos da empresa........................ 96


GRÁFICO 19 A utilização do sistema ampliou o seu envolvimento com 97
as outras áreas da empresa?.............................................
GRÁFICO 20 Atendimento às necessidades de informação.................... 98
GRÁFICO 21 Você conhece todas as funcionalidades e recursos do 99
sistema?.............................................................................
GRÁFICO 22 Nível de satisfação para os usuários de ERP.................... 100
GRÁFICO 23 Alteração de atividades e processos com a utilização do 101
ERP....................................................................................
GRÁFICO 24 Efeitos trazidos com a utilização do ERP........................... 103
GRÁFICO 25 Grau de eficiência da empresa antes e depois da 104
implementação do ERP......................................................
GRÁFICO 26 Você acha que suas atividades poderiam ser 105
desenvolvidas na mesma velocidade que são
desenvolvidas hoje, sem a utilização do sistema?.............
GRÁFICO 27 Você considera que o ERP seja uma ferramenta 106
indispensável para o seu trabalho?....................................
LISTA DE SIGLAS

BOM – Bill of Materiais


CEO – Chief Executive Officer
CRM – Customer Relationship Management
CRP – Capacity Requirements Planning
CSA – Consultoria de Sistemas Abertos
EMS – Enterprise Management System
ERP – Enterprise Resource Planning
FCS – Fatores Críticos de Sucesso
GED – Gestão Eletrônica de Documentos
MPS – Master Production Schedule
MRP – Material Requirement Planning
MRP-II – Manufacturing Resources Planning
PCP - Planejamento e Controle da Produção e Chão de Fábrica
PUR – Purchasing
RCCP – Rough-cut capacity planning
RH – Recursos Humanos
SAP – System Analyse und Programmentwicklung
SCM – Supply Chain Management
SFC – Shop Floor Control
SGBD – Sistema de Gerenciamento de Banco de Dados
SI – Sistemas de Informação
SIBC – Sistemas de Informação Baseados em Computador
SRM – Supplier Relationship Management
S&OP – Sales and Operations Planning
TI – Tecnologia da Informação

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.....................................................................................................................13
1.1 Definição do Problema........................................................................................................15
1.2 Objetivos.............................................................................................................................16
1.2.1 Objetivo Geral..................................................................................................................16
1.2.2 Objetivos Específicos.......................................................................................................16
2 SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO EMPRESARIAL – ERP.......................................17
2.1 Definições de ERP..............................................................................................................17
2.2 Surgimento e evolução do ERP...........................................................................................21
2.3 Características do ERP........................................................................................................27
3 RELACIONAMENTO INFORMAÇÃO-ERP......................................................................32
3.1 Os sistemas de informação..................................................................................................34
3.1.1 Tecnologias da informação..............................................................................................38
3.2 A importância do sistema de informação na Gestão da informação...................................40
4 A SOLUÇÃO ERP.................................................................................................................42
4.1 Os processos organizacionais e o ERP................................................................................42
4.2 Implementação do ERP.......................................................................................................44
4.2.1 Fases da implementação...................................................................................................47
4.2.2 Dificuldades na implementação.......................................................................................49
4.2.3 Elementos para o sucesso da implementação..................................................................50
4.3 Vantagens e Benefícios.......................................................................................................52
4.4 Principais soluções do mercado..........................................................................................54
4.4.1 Consultoria – a chave para o sucesso de um ERP............................................................66
5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS...........................................................................70
5.1 Natureza da pesquisa...........................................................................................................70
5.2 Caracterização da Pesquisa.................................................................................................71
5.3 Delimitação da Pesquisa.....................................................................................................72
5.4 Tipo de Pesquisa..................................................................................................................73
5.5 Universo e Amostra.............................................................................................................73
5.6 Procedimentos de Coletas de Dados...................................................................................75
6 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS........................................................91
6 APRESENTAÇÃO E ANÁLISES DE RESULTADOS........................................................78
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS...............................................................................................107
ANEXOS................................................................................................................................120
APÊNDICES...........................................................................................................................113
REFERÊNCIAS......................................................................................................................109
1 INTRODUÇÃO

No mercado de negócios atual, a competitividade deixou de ser um


diferencial e se tornou um fator essencial para a sobrevivência de qualquer empresa.
Dentro desse contexto de competitividade o que mais contribui e continua
contribuindo na existência e no desenvolvimento de uma organização é a chamada
informação.
Neste trabalho, como representante da obtenção da informação de forma
eficiente, o sistema de gestão empresarial ou Enterprise Resource Planning (ERP) é
uma realidade que se torna cada vez mais intensa no mercado de negócios. Nas
organizações a redução de custos, perda de tempo, re-trabalho e eficiência da
gestão são fatores determinantes para o bom ou mau desempenho da empresa.
Visando a melhoria contínua desses fatores e de demais outros, que em
conjunto formam uma cadeia importante de recursos, a tecnologia da informação
sendo aqui representada pelos sistemas de informação torna o fluxo desta e todos
os demais processos inerentes da organização mais sistêmicos, organizados e
eficazes na gestão empresarial.
O fluxo de informações dentro do campo empresarial está em constante
crescimento e por isso é altamente dinâmico. Essa dinâmica torna a gestão
empresarial extremamente mutável, obrigando as empresas a adquirirem
ferramentas tecnológicas capazes de captar essas informações e torná-las úteis
para as mesmas. Tais ferramentas proporcionam a otimização dos processos
empresarias, tornando-os fáceis de serem trabalhados e gerenciados.
Segundo Stair e Reynolds (2002), a aplicação dos sistemas de gestão
integrada - ERP é uma das principais ferramentas da gestão empresarial que,
fundamentada por recursos tecnológicos e computacionais, proporciona e auxilia na
obtenção das informações necessárias e, conseqüentemente, fornece
conhecimentos fundamentais ao gerenciamento organizacional, proporcionando o
alcance de novos patamares competitivos.
Ser possuidor dessa tecnologia passa a ser, então, concomitantemente
uma fonte de sobrevivência no acirrado mercado de negócios e um fator de
competitividade ou um diferencial competitivo, quando utilizado paralelamente com
um bom planejamento estratégico, onde este deve estar intensamente ligado a um
bom planejamento de TI.
Alvarenga (2003, p.22) afirma que:

Este cenário de incertezas quanto ao futuro e de rápidas mudanças


nas empresas reforça a criação e a renovação de vantagens
competitivas adequadas para que haja a sobrevivência. Neste
contexto, a informação tornou-se uma das armas mais poderosas
entre as empresas. E o investimento em tecnologia de informação
surge como condição necessária para a sobrevivência e como fator
diferencial das empresas favoravelmente ante os seus concorrentes.

Assim como na sociedade em que vivemos – uma sociedade baseada em


conhecimento – as empresas vivem em meio a um ambiente onde o real valor está
também no conhecimento. O grau de sucesso de uma empresa está diretamente
ligado à quantidade e a qualidade de informações que esta possui em relação ao
seu negócio, ou seja, o poder de crescimento e probabilidade de sucesso é em
função do conhecimento adquirido por meio das informações obtidas.
De acordo com Borges (1995, p.2):

Se a ideologia da produção em série, característica da era industrial,


tinha como princípio fundamental a associação de terra, trabalho e
capital como forma de criar riqueza, na sociedade do conhecimento, a
informação, gerando ação (conhecimento), constitui o mais
importante recurso de agregação de valor. Sua versatilidade permite
atender às necessidades do consumidor de forma muito mais
satisfatória. O conhecimento revoluciona o processo de produção,
uma vez que ele torna economicamente viável a individualização e
diversificação do produto. Cada dia mais será necessária a prática
empreendedora, tanto quanto a gerencial, baseada em regras e
conhecimento específico. A inovação, que consiste em trabalho árduo
e sistemático de análise periódica dos produtos, serviços, tecnologia,
mercado e canais de distribuição, é o que determinará a
sobrevivência das organizações.

Se o poder está no conhecimento adquirido pelas informações, a máquina


que fornece essas informações é a grande arma na batalha pelo conhecimento.
A tecnologia da informação evolui a todo tempo proporcionando
conhecimento de forma cada vez mais rápida e dinâmica. Isso torna as empresas
cada vez mais dependentes tanto das informações, como de sistemas
computacionais complexos que oferecem suporte para seus processos. Como
apresentado acima, a informação significa poder e, sua utilização, uma arma em
busca de diferenciais competitivos que, controlada de forma eficiente, possibilita a
adaptação às mudanças que exigem o mercado, logo não possuir essa arma é um
vulnerabilidade que nenhuma empresa pode ignorar (ALBERTÃO, 2001).
Em função dessa importância de possuir o conhecimento, principalmente
o conhecimento gerencial, surge como solução uma ferramenta capaz de prover de
forma eficiente todas as informações necessárias para se gerar esse conhecimento
gerencial tão almejado, tal solução são os sistemas de gestão empresarial – ERP.
Afonso, Cameira e Vicente (2002, p.7) corroboram que:

O ERP é uma tecnologia que pode se tornar padrão de mercado e


caso isso ocorra, provavelmente, a maioria das organizações terão
um sistema deste tipo suportando suas transações internas, como já
ocorre em grande número. Tanto a customização desses sistemas às
organizações, quanto a otimização das atividades e relacionamentos
internos e externos à organização como, por exemplo, os
relacionamentos com fornecedores, clientes e parceiros, são fatores
que podem estar diretamente relacionados às vantagens competitivas
sustentáveis.

Em suma, se percebe que a tecnologia do ERP traz em todos os níveis


organizacionais total integração, tanto no ambiente interno, sendo representado
pelos processos organizacionais da empresa, quanto no ambiente externo, que
compreende os fornecedores e clientes. Essa integração, principalmente no
ambiente externo, diminui a distância de cada evento dentro da cadeia de
suprimentos, fazendo um “link” em tempo real do fornecimento com a
comercialização. Isso é, dentre as várias outras vantagens, um fator determinante
para o constante crescimento da utilização dessas soluções nas organizações.

1.1 Definição do problema

Tendo em vista todo o contexto empresarial e a influência das tecnologias


nas organizações de todo o mundo, e em especial a importância e potencial de
diferenciação que os sistemas de gestão empresarial - ERP podem trazer para as
empresas inseridas no cenário de São Luís, surge a pergunta base deste trabalho:
Como o empresariado de São Luís pode tornar a gestão de suas empresas mais
eficiente através da utilização de ERP?
1.2 Objetivos

1.2.1 Objetivo geral

Apresentar a importância da utilização dos sistemas de gestão


empresarial na disseminação e utilização da informação e na capacidade de prover
um diferencial estratégico para as organizações.

1.2.2 Objetivos específicos

• Definir os conceitos, a relação e a integração existente entre a


informação e o ERP;
• Explicar a importância do ERP no binômio informação/conhecimento e
a importância deste como fator determinante no sucesso empresarial;
• Apresentar ao empresariado ludovicense a vantagem em utilizar uma
aplicação ERP nos processos e na perspectiva de negócio da
empresa;
• Demonstrar, identificar e exemplificar os principais ERP do mercado,
seus recursos e aplicabilidade nos mais diversos negócios;
• Mostrar os benefícios e vantagens da utilização de um ERP na gestão
da empresa e os resultados desse investimento na cadeia produtiva e
nos processos dentro da organização.
Mediante a importância desse tema, este trabalho também visa despertar
no empresariado ludovicense e em todos os interessados, a idéia de que existem
formas simples de se tornar competitivo e dinâmico com o uso de tecnologias da
informação. Tendo como conseqüências positivas empresas ludovicenses mais
adaptadas à volatilidade, menor probabilidade de falência, maior qualidade nos
produtos e/ou serviços, melhor atendimento ao cliente, redução de custos e aumento
da lucratividade e, de forma genérica, eficácia na gestão organizacional.
2 SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO EMPRESARIAL – ERP

De acordo com Drucker (1998) a informação é a impulsão do trabalho, ou


seja, a fonte de energia que alimenta direta ou indiretamente todo o trabalho.
Tudo hoje em dia é constituído de informação, para todos os lados você
se depara com ela, e é impossível não tê-la. E por mais excêntrico que parece isto é
um dos principais problemas na vida das empresas. A falta de informação deixou de
ser um problema, pois na atual fase de desenvolvimento do mercado, uma empresa
não existe sem informação, já que a própria é composta de informação e nasce com
informação.
O real problema é exatamente o contrário, a grande quantidade de
informação desnecessária para o negócio da empresa. Dentro desse problema
genérico as ramificações são as mais diversas possíveis, mas a que vale ressaltar
para este trabalho é: como filtrar e limitar as informações a apenas aquelas que
realmente são necessárias?
É com base nesse outro questionamento que é aberto o foco desse
trabalho, ou seja, explicar como sistemas integrados de gestão empresarial são
capazes não apenas de fornecer informações antes não adquiridas, mas também de
filtrar informações e gerenciá-las da melhor forma possível.

2.1 Definições de ERP

A sigla ERP como já mostrado anteriormente é originada das palavras


Enterprise Resource Planning, que em uma tradução mais adequada e coerente
para nossa língua significa Sistemas Integrados de Gestão Empresarial.
Conforme Platt (2004), o ERP é uma espécie dentro da família de
sistemas de informação que integra várias funcionalidades dentro de uma
organização, abrangendo a grande parte das áreas organizacionais, como:
suprimentos, estoque, financeiro, contábil, comercial, recursos humanos, entre
outras.
Dentro do contexto empresarial o ERP é uma nova forma de dar
perspectiva a organização e todas suas partes, interligando todos os seus processos
de negócios. Ou seja, é um sistema integrado de gestão capaz de captar,
armazenar, fornecer e distribuir informações de todos os processos, e para todos os
processos da organização de forma eficiente e eficaz.
Na atual fase do mercado de negócios, uma fase de mudanças que
ocorrem em grande velocidade são indispensáveis ferramentas que permitam ter
uma velocidade de resposta superior àquelas existentes ao redor. Como principais
representantes dessas ferramentas temos os ERP.
Drucker (1998, p. 75) explica que:

As novas ferramentas nos capacitam – na verdade, podem nos forçar


– a ver nossas empresas de forma diferente, a vê-las como:
geradoras de recursos, isto é, organizações que convertem custos em
rendimento; elos numa cadeia econômica, a qual os gerentes
precisam entender como um todo para administrar seus custos;
órgãos da sociedade para criação de riquezas; criadores e criaturas
de um ambiente material que é a área externa à organização, na qual
estão oportunidades e resultados, mas também se originam as
ameaças ao sucesso e à sobrevivência de toda empresa.

O ERP como uma dessas ferramentas tecnológicas acima tem o poder de


concentrar vários tipos de recursos existentes dentro de uma organização,
vinculando estes às suas áreas funcionais, abrangendo praticamente todos os
segmentos organizacionais e até elementos externos como fornecedores e clientes.
Segundo Afonso, Cameira e Vicente (2002, p.3):

Os sistemas ERP permitem passar de uma visão do processo


isoladamente e passam a enxergar a empresa como um conjunto de
processos interligados, fazendo a informação fluir de forma
consistente e em tempo real, por todas as áreas e unidades de
negócio.

A mudança de uma visão míope para uma visão holística também pode
se dá através de sistemas como o ERP, visto que as informações que ele
proporciona e distribui possibilitam o poder de visualização a curto, médio e longo
prazos das necessidades das organizações, das forças, das fraquezas, do vínculo
entre o que foi orçado e o que está sendo, ou o que deve ser realizado dentro da
capacidade financeira e genericamente de todas as informações inerentes da
organização capazes de fornecer maior eficácia para uma gestão.
Assim como qualquer sistema o ERP tem três etapas básicas: entrada,
processamento e saída. O fato de também ser um sistema torna-o altamente
simples, tendo-se uma visão sistêmica. Mas também como a maioria dos sistemas,
o ERP, é na verdade um pacote de vários subsistemas que também são formados
por outros subsistemas e assim por diante, tornando-o desta forma, altamente
complexo.

SISTEMA

Subsistema Subsistema

Entrada Saída

Subsistemas
Subsistema

Subsistema

FeedBack

Figura 1: Logística de sistemas

Como o ERP é um software multi-modular, cada módulo constituinte pode


ser considerado um subsistema do sistema central que é o próprio ERP. Assim como
dentro de cada módulo ou subsistema existe vários outros subsistemas, que no caso
correspondem às funções inerentes de cada módulo. E o mais importante é que
todos os subsistemas, processos, atividades ou funções, apesar de serem
separados por módulos, são totalmente integrados entre si, em tempo real.
Comercialmente todos os ERP são considerados pacotes de aplicações
ou pacotes de ferramentas em forma de softwares que servem para interligar toda a
empresa. Contudo, tendo-se uma visão mais profunda, os ERP não são apenas
pacotes de softwares.
A partir do momento em que se tem um ERP na organização é necessária
toda uma mudança organizacional em praticamente todos os processos. Isso se dá
não apenas pelo fato de se estar adquirindo um novo software para a empresa, mas
sim pela necessidade de adaptar-se a uma organização empresarial capaz de
oferecer recursos necessários para o funcionamento e desenvolvimento do ERP. Isto
é, quando houver essa necessidade de reestruturação organizacional.
Segundo Chopra e Meindl (2003 apud Thais Padilha; Fernando Marins,
2005, p. 104):
Pode-se dizer que o ERP é um sistema integrado, que possibilita um
fluxo de informações único, contínuo e consistente por toda a
empresa, sob uma única base de dados. É um instrumento para a
melhoria de processos de negócios, como a produção, compras ou
distribuição, com informações on-line e em tempo real. Em suma, o
sistema permite visualizar por completo as transações efetuadas pela
empresa, desenhando um amplo cenário de seus negócios.

A integração de processos capacita a empresa a atuar em seu segmento


de uma forma diferenciada, incorporando vantagens competitivas em custo,
velocidade, pontualidade, flexibilidade e qualidade. Isto é de fato, o que o ERP
proporciona, sendo não apenas mais um software, e sim um elemento de integração
e transformação empresarial, que tem como foco os processos internos e externos
da organização, proporcionando a utilização integrada, rápida e eficiente da
informação, em todos os níveis organizacionais.
Para Lima et al. (2000), a implantação de um ERP influencia de forma
genérica todas as áreas de uma empresa, além de atingir as matrizes culturais,
organizacionais ou tecnológicas da empresa. São sistemas que controlam a
empresa como um todo, do suprimentos ao faturamento, armazenam, registram,
processam, controlam e monitoram cada dado e informação, de forma segura,
confiável e objetiva em tempo real. O objetivo básico e principal de implementar o
ERP em uma organização é proporcionar maior integração entre os processos de
negócios e conseqüentemente, melhorar as informações gerenciais e a tomada de
decisão. Tudo isso por meio da tecnologia da informação, representada pelo ERP.
Tal implantação não consiste apenas na instalação de um software, ou modificações
tecnológicas, demanda um processo de mudança organizacional.
Tendo em mente o mesmo princípio Souza e Zwicker (2000) definem ERP
como sistemas de informação integrados, adquiridos na forma de pacotes
comerciais, que atendem a praticamente todas as operações de uma empresa.
Procuram atentar de forma genérica vários requisitos das mais variadas empresas,
abrangendo exemplares de processos de negócios obtidos pela experiência
acumulada de fornecedores, consultorias e pesquisa em processos de
benchmarking. A integração é possível pelo compartilhamento de informações
comuns entre os vários módulos, cada um correspondendo a um processo
organizacional, armazenadas em um único banco de dados centralizado.

2.2 Surgimento e evolução do ERP

Os sistemas ERP surgiram a partir da necessidade de integração de


sistemas anteriores. Antes do surgimento do ERP, existiam sistemas que
trabalhavam as informações de maneira independente, sendo cada informação
condicionada aos limites de cada sistema.
Segundo Afonso, Cameira e Vicente (2002, p.3):

Os sistemas de aplicação tradicionais tratam todas as transações


isoladamente. Elas são feitas e usadas para dar resposta a funções
específicas para as quais foram destinadas. Os sistemas ERP
permitem passar de uma visão do processo isoladamente e passam a
enxergar a empresa como um conjunto de processos interligados,
fazendo a informação fluir de forma consistente e em tempo real, por
todas as áreas e unidades de negócio.

Em função da não integração dos sistemas anteriores ao ERP, a empresa


estava sujeita a redundância de informações e a inconsistência de dados, tornando
a probabilidade de retrabalho maior.
A história do ERP está estritamente ligada à história desses sistemas
anteriores, ou subsistemas para o ERP. Por volta de 1960 surgiu o chamado Bill of
Materiais (BOM), que era um sistema para controle de inventários, baseado no
conceito de inventário tradicional. Tendo-se uma visão genealógica o BOM seria
como um bisavô do atual ERP.
Cerca de 10 anos depois, surgiu um novo sistema voltado para a
produção e manufatura, que envolvia basicamente o planejamento e compra de
matéria-prima e componentes, esses sistemas ficaram conhecidos como Material
Requirement Planning (MRP) e genealogicamente são os avôs do ERP.
Na segunda metade dos anos 80, surgiu a partir das informações do já
existente MRP uma nova forma de gerenciar as atividades do chão de fábrica e
planejar as necessidades de produção, o chamado Manufacturing Resources
Planning (MRP-II), que servia para todo um planejamento de recursos da produção,
já com a capacidade de englobar alguns processos. Esse sistema é considerado o
pai do ERP.
Segundo Albertão (2001, p. 25):

As raízes do ERP, que é uma filosofia de administração de empresas,


estão centrados no MRP (Material Requirements Planning - Cálculo
das Necessidades de Materiais) e no MRP II (Manufacturing
Resource Planning - Planejamento dos Recursos de Manufatura),
uma evolução do seu antecessor, que é um processo com o qual a
empresa enxerga seu negócio e interage com o mercado.

É possível perceber que todos esses sistemas anteriores ao ERP


surgiram em função de necessidades oriundas principalmente de grandes
organizações, como indústrias e empresas de manufatura. Historicamente, as
indústrias foram o berço de novas formas de administração e de novas tecnologias
que ainda hoje são vistas em algumas organizações. Teorias, fórmulas e estratégias
dos principais estudiosos do mundo são desenvolvidas a partir de necessidades e
informações de grandes organizações: as indústrias. Com os sistemas de gestão
empresarial não foi diferente.
Tendo como base a indústria, o BOM, que surgiu da necessidade de uma
simples organização de materiais em forma de lista, foi o início de uma evolução que
ainda continua em andamento.
Agregando-se a capacidade de planejar ao BOM surgiu o MRP. Este
sistema tinha a capacidade de fazer um planejamento geral de materiais e
componentes que eram necessários para se criar um produto final, levando-se em
consideração várias variáveis relativas ao processo e, com base nessas
informações, desenvolvia um novo planejamento para a compra dos materiais
necessários. Esse planejamento envolvia todas as etapas produtivas.
Segundo Albertão (2001), o MRP tinha a função base de calcular a
quantidade de itens requisitados, em um dado momento, com base nas
necessidades de produtos finais, nas informações das estruturas de produto e nos
dados de estoque.
Na época o MRP foi a grande sensação nas grandes organizações, sendo
muito requisitado e elogiado por elas. O motivo básico desse prestígio foi pelo fato
de que antes do MRP não existia nenhum tipo de controle capaz de fazer cálculos
que possibilitassem informar a necessidade de materiais para a produção de um
produto final.
Isso fez com que o MRP se tornasse na época um modelo de apoio à
gestão da produção, que proporcionou mais eficácia no planejamento da produção.
Uma característica importante era que os softwares MRP eram sistemas
muito pesados tendo em mente a capacidade de processamento dos computadores
da época. Essa característica associada à incapacidade de integração do MRP com
outros processos da organização foi o principal motivo da evolução para um novo
sistema.
Alvarenga (2003, p. 28) explica que:

O MRP surgiu com a necessidade de um planejamento efetivo de


materiais e insumos para atender a uma demanda de ordens de
produção e de ordens de compra. Era tipicamente um software para
atender a departamentos específicos, sem que houvesse uma
integração total entre os diversos departamentos da empresa.

Baseando-se nos recursos já existentes do MRP com o acréscimo de


muitas outras funções que já proporcionavam relativa integração entre determinados
processos, surgiu um novo sistema conhecido como MRP-II (Manufacturing
Resource Planning).
O MRP-II tem como função básica o planejamento de recursos da
produção, nele foram acrescentadas várias outras funções da cadeia de
suprimentos, como: a programação-mestre da produção Master Production
Schedule (MPS), o planejamento da capacidade de produção Rough-cut capacity
planning (RCCP) e Capacity Requirements Planning (CRP), o controle da fábrica,
Shop Floor Control (SFC), o controle de compras Purchasing (PUR) e o
planejamento de vendas e operação Sales and Operations Planning (S&OP).
Com todos esses recursos agregados o MRP-II tinha a capacidade de
calcular as necessidades de produção, o momento que surgiria essa necessidade e
os recursos necessários para a manufatura (equipamentos, insumos, pessoas e
outros), objetivando o mínimo de estoque possível e os prazos de entrega
programados. Além de calcular necessidades de materiais o MRP-II englobou o
planejamento de compra e vendas de materiais.
O surgimento do MRP-II foi outro passo muito importante na gestão dos
recursos de manufatura das grandes organizações e rapidamente se espalhou pelas
organizações da época. Diferente do seu antecessor, o MRP-II já possibilitava a
integração parcial com outras áreas da empresa, como por exemplo, à área
financeira. Isso já supria grande parte da necessidade de informações gerenciais e
proporcionava a tomada de decisão gerencial.
Com o passar do tempo as grandes organizações foram se interessando
cada vez mais por esses sistemas, tal interesse também começou a gerar
exigências a recursos que não existiam nos sistemas. Apesar de trazerem muitos
benefícios para a área de produção das organizações, o MRP-II não atendia por
completo às necessidades genéricas das organizações. O principal fator de
insatisfação com o MRP-II era a não integração com outros sistemas ou com outras
áreas da empresa, como: contábil, recursos humanos, comercial, controladoria entre
outras.
Percebendo o aumento da demanda por sistemas que proporcionavam
esses recursos, os fornecedores de sistemas começaram a desenvolver cada vez
mais módulos que atendiam as várias áreas da empresa e pudessem se comunicar,
ou seja, integrá-los por completo, atendendo assim aos processos da empresa de
forma global.
Essa migração de um foco voltado para a gestão da manufatura para uma
gestão do empreendimento como um todo, integrando-se todas as áreas do negócio,
foi a evolução do MRP-II para ERP.
O ERP é a espécie evoluída dos sistemas que anteriormente eram
voltados apenas para a manufatura. Com o ERP, a organização passa a ter uma
visão global e integrada de todos os processos empresariais.
Na década de 90, o surgimento do ERP estava intimamente ligado ao
crescimento acelerado da globalização e conseqüentemente ao aumento da
concorrência entre as organizações. Em função do aumento da concorrência que
acarreta em maior competitividade, a procura por ferramentas de competitividade se
tornou intensa, o que favoreceu a buscar por sistemas como o ERP. Nesse contexto,
o ERP se tornou a principal ferramenta tecnológica de vantagem competitiva.
Além da maior abrangência de processos, de negócios da organização e
da maior capacidade de integração entre estes processos o ERP é diferenciado dos
sistemas anteriores, MRP e MRP-II, em função da capacidade de relacionar
sistemas “back office” - sistemas voltados para o uso interno da organização – como
os sistemas da área Financeira, Orçamentária, Recursos Humanos, com sistemas
“front office” – sistemas voltados para a área externa da organização – como
sistemas da área de Vendas, Marketing e outros que sejam relacionados aos
clientes e fornecedores, (AFONSO; CAMEIRA ; VICENTE, 2002).

LEGENDA
DRP Planejamento de Recursos de Distribuição
SOP Planejamento de Vendas e Operações
RCCP Planejamento Grosseiro da Capacidade
CRP Planejamento Detalhado da Capacidade
PUR Controle de Compras
SFC Controle de Chão de Fábrica
MPS Planejamento-Mestre da Produção
MRP Planejamento de Necessidades de Materiais
MRP II Planejamento de Recursos de Manufatura
Figura 2: A evolução do ERP a partir do MRP e sua abrangência.
Fonte: Adaptado de Corrêa et. al. (2001, p. 350)

De acordo com a figura acima, é possível perceber, desde o MRP, todas


as fases evolutivas, além da abrangência que cada um possui. Nota-se que a cada
evolução de sistema as áreas de atuação eram aumentadas englobando e
integrando recursos e processos antes não integrados.
O ERP, que na figura é visto na última camada, abrange todos os
processos de negócio necessários para a gestão de uma organização, partindo do
planejamento de necessidades de materiais até processos de recursos humanos,
vendas e previsão, contabilidade, workflow, dentre outros.
O processo evolutivo é dinâmico e constante em todos os aspectos.
Diferente do processo evolutivo que ocorre com os seres humanos ou com qualquer
outra espécie animal ou vegetal, na tecnologia, especificamente nos sistemas de
gestão empresarial ou ERP, é visível a mudança que ocorre a cada evolução.
O ERP é um tipo de sistema de informação que atualmente é muito
utilizado pelas organizações, pois atende de forma satisfatória as suas exigências,
mas assim como seus antecessores está em constante evolução.
Um evento que comprova essa constante evolução é a preocupação dos
fornecedores de sistemas em estar inserindo nos ERP mais funcionalidades de “front
office”, ou seja, funcionalidades voltadas para o meio exterior, em especial para uma
maior interação dos clientes e fornecedores com os processos de negócio da
empresa, proporcionando a comunicação e integração em tempo real com as duas
das cinco forças de Porter, Clientes e Fornecedores.
Segundo Afonso, Vicente e Cameira (2002), as implementações em
sistemas como ERP serão fatores que irão otimizar os relacionamentos internos e
externos e paralelamente estarão relacionados às vantagens competitivas
sustentáveis.
Dentre as principais implementações utilizadas nos ERP atuais está o
Customer Relationship Management (CRM), essa funcionalidade tem como principio
básico o gerenciamento do relacionamento com o cliente, através do cultivo de
relações tendo como base o marketing personalizado (one-to-one), se preocupando
com o nível de satisfação do cliente em relação ao produto e/ou serviço adquirido
pelo mesmo. Funções de CRM integradas com sistemas ERPs permitem definir
perfis de clientes, através da integração dos dados dos clientes, proporcionam um
conhecimento mais aprofundado do cliente, agilizam e melhoram o processo de
venda e atendimento ao cliente. Na outra ponta começa a surgir também o Supplier
Relationship Management (SRM) que, da mesma forma que o CRM, trocando-se
apenas cliente por fornecedor, tem o objetivo de gerenciar o relacionamento
integrando processos internos da empresa com processos de negócio do
fornecedor. Ambas as funcionalidades são oriundas do contexto da chamada Gestão
da Cadeia de Suprimentos ou Supply Chain Management (SCM) que também foi
incorporada na lógica de programação dos sistemas de gestão empresarial.
Além de está constantemente captando novas fórmulas, conceitos e
técnicas de administrar, os ERP também passam por inúmeras mudanças
tecnológicas, já que a velocidade em que estas ocorrem é incomparável. As
linguagens, lógicas de programação, arquitetura e banco de dados são elementos
fundamentais para o bom ou mal desempenho de um sistema, e em função das
mudanças tecnológicas devem estar em constante atualização.
Porém, dentre todos os fatores tecnológicos o que mais influencia na
atuação dos sistemas de gestão empresarial é a Web. A internet atualmente é o
melhor elo entre empresa, seus fornecedores e seus clientes. Essa ligação via
internet proporciona um tempo de resposta menor ao mercado, e conseqüentemente
otimiza a tomada de decisão.
Analisando os sites de grandes fornecedores de ERP como: System
Analyse und Programmentwicklung (SAP), Datasul, Oracle e Sênior, percebe-se a
tendência em utilizar cada vez mais recursos da internet para tornar mais rápido o
processo de comunicação entre os stakeholders e aumentar o dinamismo na gestão
da organização.
Diferente de alguns anos atrás, os atuais ERP são desenvolvidos para
todos os tipos de organizações indiferentemente do porte ou poder aquisitivo, não se
limitando apenas a grandes organizações. Ao contrário, há por parte dos
fornecedores uma grande tendência em verticalizar os sistemas de gestão
empresarial, tornando-os específicos para determinadas áreas de atuação. Isso se
dá principalmente em função do aumento de empresas de pequeno e médio porte
que necessitam de tecnologias de informação capazes de atender as suas
necessidades.
Esse novo nicho de mercado composto pelas pequenas e médias
empresas faz com que os ERP tornem-se cada vez mais especializados. Isso
determina um processo de verticalização muito forte dos sistemas de gestão
empresarial, gerando uma nova etapa do constante processo evolutivo.

2.3 Características do ERP

Em função dos vários fornecedores que existem atualmente no mercado


de ERP, cada ERP possui uma interface diferente. Contudo apenas a interface ou o
layout de cada sistema é distinto um do outro, podendo ser mais ou menos dinâmico
em relação ao outro.
De acordo com a Aberdeen Group (2004) todos os ERP possuem as
seguintes características em comum:
a. Os sistemas ERP são aplicados aos processos de negócio;
b. Os sistemas ERP são modulares;
c. Os sistemas ERP são integrados;
d. Os sistemas ERP têm abrangência além dos limites físicos da
empresa, englobando fornecedores, clientes e parceiros;
e. Os sistemas ERP atuam em todas, ou quase todas, as áreas das
funções de negócio da empresa.
Além dessas características básicas, existem várias outras características
com enfoque mais técnico que também são comuns entres os ERP, como:
a. Utilizam uma base de dados integrada, ou um único banco de dados,
sendo gerenciada por um Sistema de Gerenciamento de Banco de
Dados (SGBD);
b. É uma arquitetura de software, desenvolvida a partir de uma
linguagem de programação única, composta por várias aplicações;
c. Cada módulo pode ser configurado e parametrizado de acordo com as
necessidades da organização;
d. Todas as informações são transmitidas em tempo real e de forma
consistente para todos os módulos;
e. É baseado em redes do tipo cliente-servidor. Nesses tipos de rede
existem dois conceitos que caracterizam a rede: “clientes” são
máquinas, softwares ou aplicativos que solicitam um determinado
serviço e “servidor” quem vai fornecer o serviço solicitado. Isso permite
que o sistema seja instalado em apenas um “servidor” ou computador
central e seja acessado por vários outros computadores, estações ou
“clientes”.
Todos os dados e informações dentro do fluxo que existe nos ERP são
armazenados em um único banco de dados. Essa centralização da informação
permite que todos os módulos do sistema possam buscar a mesma informação em
um único local. Isso faz com que cada módulo tenha a capacidade de manipular as
informações de outros módulos permitindo total integração entres os diferentes
processos de negócio.
A figura 3 abaixo mostra exatamente a centralização das informações que
permite ao mesmo tempo a integração das mesmas informações.

Figura 3: Estrutura de um ERP


Fonte: Davenport (1998)

Conforme Davenport (1998), os módulos de um sistema ERP podem-se


dividir em quatro categorias principais:
a. Módulos orientados para os Níveis de Gestão da empresa;
b. Módulos orientados para os Recursos Humanos da empresa;
c. Módulos orientados aos Clientes da empresa;
d. Módulos orientados aos Fornecedores da empresa.
A figura 4 abaixo ilustra as quatro divisões dos módulos.
Figura 4: Divisões genéricas dos módulos de um ERP
Fonte: Adaptado de Albertão (2001)

Dentro dessas quatro classificações existem diversos módulos, cada um


referente a um determinado processo de negócio. Essa divisão lógica é uma forma
de visualizar as áreas fundamentais de atuação de cada um dos vários módulos de
um ERP da organização e também simplifica o estudo desses módulos.
Em uma organização o ERP pode possuir inúmeros módulos, a
quantidade depende principalmente do ramo da empresa a qual o ERP é destinado,
apesar de serem sistemas genéricos, além do fornecedor do ERP, da complexidade
do sistema, da capacidade financeira e do grau de aceitação da empresa. Porém
existem certos módulos que são considerados tradicionais nos sistemas ERP, pois
as áreas de atuação desses módulos são vitais para a organização.
Na figura 5 abaixo são ilustrados de forma genérica os módulos básicos e
tradicionais na gestão de uma organização e também os módulos que não são
considerados fundamentais para a gestão, mas que possuem grande importância,
nos dias atuais, para a otimização de toda gestão organizacional.
Figura 5: Módulos Tradicionais e Incrementais
Fonte: Adaptado de Albertão (2001)

Segundo Azevedo, Bremer, Rebelatto e Tarallo (2006), os sistemas ERP


possuem características especiais que os tornam mais adaptáveis às constantes
mudanças nas organizações atuais. A primeira diz respeito à flexibilização oriunda
da configuração ou parametrização do sistema de acordo com os requisitos
específicos da empresa. A segunda característica se refere a forma como os
fornecedores de ERP se baseiam para desenvolver os sistemas. Os autores afirmam
que os sistemas de gestão empresarial são baseados de acordo com as melhores
práticas existentes no mercado, ou seja, um ERP é criado com base na gestão nos
processos, e na gestão das melhores empresas no mercado.
Dessa forma, os ERP tornam-se ferramentas tecnológicas
disseminadoras das melhores práticas do mercado, proporcionando às empresas o
“Best” que há em formas de trabalhar e se organizar dentro do ambiente interno e as
melhores maneiras de se relacionar com o ambiente externo.
3 RELACIONAMENTO INFORMAÇÃO-ERP

A informação é o insumo essencial do ERP. Não somente no ERP, mas


como em qualquer sistema, e de forma mais abrangente em qualquer organização, a
informação é considerada a fonte de todo o processo organizacional.
Para os sistemas de gestão empresarial, a relação com a informação é o
principal princípio dentro da logística dos sistemas.
Segundo Sêmola (2003), o clico de vida da informação é composto por
quatro etapas: Manuseio, Transporte, Armazenamento e Descarte.
O Manuseio é a primeira etapa do ciclo, nessa etapa ocorre o surgimento
da própria informação, além da manipulação, configuração e qualquer outra forma
de trabalho da informação. Logo em seguida ocorre o Transporte, que é considerado
pelo autor como outra etapa, sendo nessa etapa a informação transmitida, enviada
ou mesmo transportada para as áreas, setores ou pessoas dentro da organização.
Outra etapa dentro desse ciclo é o armazenamento da informação, que geralmente
se dá por meio de recursos como banco de dados, onde as informações são
concentradas em um único local, sendo armazenadas para posteriores consultas. E
por fim, na última etapa ocorre o Descarte da informação, caso esta não seja mais
necessária ou não tenha mais valor para a organização.
A figura 6 abaixo representa todo o ciclo de vida da informação
relacionando também os princípios básicos da segurança da informação que
segundo Sêmola são: Confidencialidade, Disponibilidade e Integridade.
Figura 6: Ciclo de Vida da Informação
Fonte: Adaptado de Sêmola (2003)

Tendo em mente que o ERP trabalha essencialmente com informações,


as etapas do ciclo de vida da informação, Manuseio, Transporte, Armazenamento e
Descarte são diretamente afetadas pelo sistema de gestão empresarial. Dentre os
principais efeitos que surge com a utilização do ERP é a integração, seguida da
disponibilidade e velocidade das informações. Uma vez integradas, as informações
tornam-se dinâmicas e muito mais utilizáveis. Se a informação se torna dinâmica, o
ciclo de vida da informação também se torna dinâmico, isso por conseqüência gera
uma integração entre as etapas tornando-as altamente entrelaçadas, ou seja, os
limites de cada etapa deixam de existir da forma que eram inicialmente, passando a
ser apenas um.
Além do efeito que ocorre no clico de vida da informação, o ERP
influencia a própria qualidade da informação. Uma vez implantado na organização
de forma eficiente o ERP torna as informações mais:
a. Confiáveis, pois atuam na fonte e na coleta das informações;
b. Precisas, pois filtra as informações para cada necessidade;
c. Flexíveis, pois oferece a capacidade de usar uma mesma informação
para várias finalidades;
d. Velozes, pois fornece informação em tempo real;
e. Relevantes, pois integram informações de vários setores gerando
informações gerenciais para tomada de decisão.
Todas as mudanças que ocorrem no ciclo de vida da informação, com a
utilização de um sistema de gestão empresarial, evidenciam o grau de profundidade
que o ERP atinge na organização que vai atuar. Tão intensa quanto a mudança é a
vantagem competitiva gerada a partir da utilização correta de tal tecnologia.
A partir do momento em que a organização tem a informação como
principal recurso gerencial para a tomada de decisão, tem também uma vantagem
competitiva. Sendo o ERP a ferramenta chave para a disponibilização das
informações gerencias em tempo hábil.
De acordo com Porter (1989, p. 153): “de todas as coisas que podem
modificar as regras da concorrência, a transformação tecnológica figura entre as
mais proeminentes”.
É com base nesse contexto que é crescente o número de organizações
que vêem a tecnologia não mais como um custo organizacional e sim como um
investimento gerador de um diferencial competitivo e, conseqüentemente, uma
vantagem competitiva. Ressaltando que as transformações tecnológicas por mais
distintas e diversas que sejam são fundamentadas em um único elemento, a
informação, e convergem para o mesmo destino: tornar a gestão organizacional
mais eficaz.

3.1 Os sistemas de informação

Sistemas ERP são sistemas de informação, assim como os diversos tipos


de sistemas integrados de gestão, por exemplo, Custumer Relationship
Management (CRM), Supply Chain Management (SCM), Gestão Eletrônica de
Documentos (GED) e vários outros.
Segundo Turban, Rainer e Potter (2003), o sistema de informação é
qualquer tipo de sistema que possui um conjunto de elementos interligados e que
coleta, processa, armazena, analisa e dissemina a informação dentro de um
ambiente, fornecendo um mecanismo de feedback para o controle, sendo
estruturado pelas etapas de aquisição ou entrada da informação e saída, após o
processamento da mesma.
Um Sistema de Informação (SI) a princípio pode ser desenvolvido sem a
necessidade de tecnologias ou informatização. Contudo, atualmente é inevitável o
uso de tecnologias em uma organização, principalmente na relação com os sistemas
de informação.
Dentro do campo de sistemas de informação existem os Sistemas de
Informação Baseados em Computador (SIBC).
Turban, Rainer e Potter (2003, p. 17), explicam que o SIBC “é um sistema
de informação que usa o computador e a tecnologia de telecomunicações para
executar suas tarefas”.
É o que de fato acontece nas organizações atualmente. Uma organização
hoje é rodeada de tecnologias e essas tecnologias acabam fazendo parte dos
sistemas de informação.
Ainda segundo Turban, Rainer e Potter (2003), os sistemas de informação
que utilizam tecnologias possuem como principais componentes:
a. Hardware – todas as máquinas, equipamentos e dispositivos
necessários para o processamento de dados e informação;
b. Software – programas de computador que serão utilizados no
hardware e que também servem para o processamento de dados e
informações;
c. Banco de dados – um recurso que serve para armazenar as
informações, organizar e relacionar os registros;
d. Rede – são os meios de comunicação que servem para conectar e
compartilhar os arquivos e computadores distintos;
e. Procedimentos – são as regras de atuação e utilização do sistema de
informação;
f. Pessoas – é o principal componente dentre todos, pois são elas que
manipularam o sistema de informação;
Abaixo a figura 7 mostra a composição de um sistema de informação
computacional e a relação com a logística de sistemas.
Figura 7: Componentes de um SIBC

Como pode ser percebido, indiferente dos demais sistemas, os SIBC têm
as mesmas etapas básicas dos sistemas gerais, entrada, processamento e saída.
As características de um sistema de informação são semelhantes às
características dos ERP, sendo apenas mais abrangentes.
Por exemplo, todo sistema de informação deve produzir informações
úteis, integrar as estruturas organizacionais, gerar um fluxo de procedimentos
eficiente e ser capaz de gerar resultados eficazes.
A combinação entre os componentes de um SIBC proporciona a criação
de links de comunicação dentro da organização que facilitam a interação entre os
setores internos e também externos, tornando a gestão mais dinâmica e
asseguradamente propícia à tomada de decisões mais inteligíveis.
Salientando mais uma vez, o ERP é um tipo de sistema de informação
integrado e com base tecnológica, logo as capacidades de um sistema de
informação também são as capacidades do ERP.
Para Turban, Rainer e Potter (2003), os sistemas de informação estão
habilitados a desenvolver as seguintes capacidades:
a. Processar transações de forma rápida e precisa;
b. Desenvolver uma comunicação rápida;
c. Reduzir a sobrecarga de informações;
d. Expandir as fronteiras;
e. Fornecer suporte para a tomada de decisão;
f. Ser uma ferramenta competitiva.
Para Laudon (1998 apud MOURA, 1999, p. 43), o sistema de informação
é “um conjunto de componentes inter-relacionados que coletam, processam,
estocam e distribuem informações para suportar decisões, coordenar e controlar as
informações na organização”.
Esse inter-relacionamento desenvolvido nos sistemas de informação
sustentado por bases tecnológicas é o fator principal para o desenvolvimento do
ERP e, conseqüentemente, na disponibilização da informação e do melhor
desempenho da gestão organizacional.
De acordo com Moura (1999), os sistemas de informação geram dois
tipos de benefícios, os tangíveis e os intangíveis.
Os tangíveis são aquelas que podem ser mensurados, em termos de
números e valores, e os intangíveis são aquelas que são difíceis de serem medidos,
mas que afetam no desempenho da organização.
Dentre os benefícios tangíveis, têm-se: diminuição dos erros e do tempo
de processamento, eliminação de tarefas, redução de despesas, aumento de
receitas e eliminação de papéis.
Nos benefícios intangíveis, têm-se: aumento da satisfação dos clientes,
aumento moral dos empregados, melhora na tomada de decisão e aumento da
capacidade competitiva de forma genérica.
Segundo Porter (1989, p.156): “a tecnologia de sistemas de informação
também tem um importante papel nos elos entre atividades de todos os tipos,
porque a coordenação e a otimização dos elos exigem um fluxo de informações
entre as atividades”.
Historicamente os SI surgiram nos anos 50 com as mudanças técnicas
que aparecem nas indústrias em função da evolução tecnológica. Como já fora
citado os sistemas de informação inicialmente não dependiam de informática para
existir e sim de conhecimentos administrativos e operacionais. Mas com a evolução
tecnológica e o aumento da facilidade em adquirir essas tecnologias os sistemas de
informação passaram a ter bases tecnológicas, aumentando a sua capacidade de
processamento e a velocidade na disponibilização das informações.
A figura 8 abaixo resume todo o histórico do sistema de informação e a
inter-relação com as estratégias da organização e os recursos tecnológicos.

Figura 8: Trajetória dos sistemas de informação


Fonte: Adaptado de Albertão (2001)

A relação das estratégias e processos organizacionais com os sistemas


de informação são fundamentais no processo de implantação desses sistemas.
Independente de qual sistema, ERP ou outro qualquer, os SI devem estar
de acordo com todas as diretrizes e procedimentos desenvolvidos no planejamento
estratégico da organização, pois é a partir das informações estratégicas que se
desenvolvem as características do SI, o tipo e a forma de implantá-lo.

3.1.1 Tecnologias da informação

Em sentido amplo, a tecnologia nas organizações atualmente é


obrigatoriamente indispensável. A complexidade do mercado de negócios de hoje,
existente em função do grau de globalização que encontra-se, é um fator que obriga
a empresa a estar constantemente atualizada e preparada tecnologicamente.
Para Turban, Rainer e Potter (2003, p.5), a chamada Tecnologia da
Informação (TI) “é um conjunto de componentes tecnológicos individuais,
normalmente organizados em sistemas de informação baseados em computador
(SIBC)”.
Os autores explicam que apesar de serem conceitos muito semelhantes
não se deve confundir TI com SI.
Tecnologias da informação compreendem vários recursos que
necessariamente não precisam ser sistemas. Os sistemas de informação são tipos
de tecnologias da informação, ou seja, um SI é uma TI, mas nem toda TI é um SI.
Da mesma forma que um sistema de informação, a adoção de tecnologias
da informação em uma empresa gera uma modificação estrutural e administrativa,
pois afeta diretamente no modo como trabalha-se e como interage-se na
organização.
Para Porter (1989, p.154):

Uma empresa, na qualidade de um conjunto de atividades, é um conjunto


de tecnologias. A tecnologia está contida em toda atividade de valor em uma
empresa, e a transformação tecnológica pode afetar a concorrência por seu
impacto sobre quase todas as atividades.

Entre os diversos tipos de tecnologia da informação destaca-se o ERP,


que também é um sistema de informação.
O ERP é um exemplo prático de como a TI afeta todos os departamentos
e setores da organização. Por exemplo, os setores de finanças e contabilidade de
uma empresa se utilizam da TI para realizar projeções, previsões de receitas e
despesas e por meio disso determinar as melhores formas de aplicação e de
gerenciamento de capital. O departamento de Recursos Humanos (RH) também
utiliza a TI para registrar os funcionários, determinar horas trabalhadas, desenvolver
planos de carreira, fazer controle de pontos e integrar com as despesas
administrativas e pessoais. A área comercial pode definir estratégias de vendas e
projeções de receitas com base em análises de vendas mensais, semanais ou
diárias.
Esses processos que se baseiam na TI e que são executados por
sistemas como o ERP são, de fato, as principais formas de utilizar as tecnologias da
informação.
De acordo com Porter (1989, p.157):
A tecnologia afeta a vantagem competitiva se tiver um papel significativo na
determinação da posição do custo relativo ou da diferenciação. Visto que a
tecnologia está contida em toda atividade de valor e está envolvida na
obtenção de elos entre atividades, ela pode ter um efeito poderoso sobre o
custo e sobre a diferenciação.

Isso mostra que a tecnologia da informação por si só não traz a vantagem


competitiva. É necessário que essa tecnologia esteja adequada e se desenvolva
conforme as estratégias genéricas organizacionais, consiga se penetrar em todas as
atividades de valor da empresa, trazendo um diferencial na obtenção de informações
e criando elos entre todos os processos.

3.2 A importância do sistema de informação na gestão da informação

A tecnologia da informação sendo representada principalmente pelos


sistemas de informação e mais especificamente pelo ERP é o fator principal para o
desenvolvimento da Gestão da Informação.
A Gestão da Informação é uma gestão sistêmica fundamentada no valor
da informação e da importância dela para a estratégia empresarial, que usa a
informação para a tomada de decisão e geração de conhecimento. O objetivo
principal dessa gestão é fornecer a informação certa no momento certo para a
pessoa certa (BRAGA, 1996).
Para que exista realmente esse tipo de gestão de forma eficaz é
necessária a utilização de sistemas de informação, em especial o ERP, além de
empregar procedimentos que levam em consideração o ciclo de vida da informação
e o processo básico de todo sistema, entrada, processamento e saída. Logo na
Gestão da Informação é necessário a presença de um sistema que possa buscar, e
identificar as informações necessárias, processá-las e torná-las mais inteligíveis
para a gerência, armazenar o que for necessário e excluir o que foi inutilizado e
repassar para toda a organização a informação necessária para cada setor.
Para a Gestão da Informação a conseqüência primordial é a geração de
conhecimentos gerenciais, e ela deve estar inteiramente ligada ou associada à
gestão estratégica ou ainda ao planejamento estratégico da organização é
necessário total compatibilidade entre ambos.
Gerir a informação não é somente captar a informação, processá-la e
transmiti-la. Para a Gestão da Informação o que importa não é a quantidade de
informação e sim a qualidade dessa informação. Achar a informação relevante para
a decisão correta é o que impulsiona a lógica de desenvolvimento desse tipo de
gestão.
É com base na nessa gestão que o ERP tem a capacidade de identificar e
selecionar as informações que são necessárias para o processo em questão, isto é,
filtrar as informações com base na finalidade de cada informação.
Segundo Braga (1996, p. 4):

A gestão da informação, sendo uma disciplina relativamente nova que tenta


fazer a ponte entre a gestão estratégica e a aplicação das Tecnologias de
Informação nas empresas, procura, em primeiro lugar, tentar perceber qual
a informação que interessa à empresa, para de seguida, definir processos,
identificar fontes, modelar sistemas. E as novas Tecnologias de Informação
são os instrumentos que vieram permitir gerir a informação em novos
moldes, agilizando o fluxo das informações e tornando a sua transmissão
mais eficiente (gastando menos tempo e menos recursos) e facilitando, por
sua vez, a tomada de decisão.

Logo, a gestão da informação, a tecnologia da informação e os sistemas


de informação são elementos desassociáveis, visto que cada um depende do outro
para existir e só tem suas funções desenvolvidas de forma completa se trabalhados
em conjunto.
4 A SOLUÇÃO ERP

Os sistemas de gestão empresarial são ferramentas funcionais de grande


importância para a organização. Ainda sim muitas pessoas e muitos empresários
vêem os ERP somente como um pacote de softwares comercial que podem ser
comprados como um produto em uma loja de informática.
Por mais trabalhoso que seja muitas, empresas ainda vivem com base em
um modelo arcaico de gestão, com a mínima integração, muita departamentalização,
softwares – quando possuem – altamente isolados, cada um com sua própria base
de dados, manipulação de documentos separadamente e relatórios com dados e
informações de bases diferentes. Essa forma de trabalho traz como conseqüência o
alto índice de re-trabalho, elevação do custo, diminuição da confiabilidade das
informações e aumento no tempo de resposta.
Tendo em mente que os sistemas de gestão empresarial foram
desenvolvidos justamente para eliminar tais características descritas acima, surge a
pergunta: O ERP deve ser considerado uma solução para a gestão organizacional
ou apenas um pacote comercial de softwares?
Evidentemente que apesar de ser um pacote de softwares, os ERP
devem ser vistos e considerados como uma solução empresarial para todas as
organizações. Sendo a principal forma de modernizar o modelo de gestão
organizacional e automatizar os processos organizacionais.

4.1 Os processos organizacionais e o ERP

Todo ERP é baseado pelo modelo de processos organizacionais ou


processos de negócio.
Segundo Sousa (2000, p. 13): “Processos de negócios podem ser
definidos como um conjunto de tarefas e procedimentos interdependentes realizados
para alcançar um determinado resultado empresarial.”
Para o ERP os processos organizacionais são os focos de integração a
qual o sistema se destina, e todos incorporam modelos padrões de processos
organizacionais. Como visto anteriormente, os sistemas de gestão empresarial
apresentam dentre algumas características a presença de uma estrutura modular.
O principal fator que determinada esse estrutura em módulos é
justamente o fato de que cada módulo é baseado em modelos de processo de
negócio. Por exemplo, o módulo financeiro de um ERP qualquer deve trazer
recursos, procedimentos e características necessárias para o desenvolvimento de
um processo financeiro, como contas a pagar, contas a receber, movimento bancário
entre outros. Assim com a utilização do ERP todos os processos operacionais,
administrativos, comerciais e produtivos de uma empresa são suportados e
integrados em um único conjunto de informações, e quanto maior a utilização e
integração entre os módulos do ERP mais eficientes serão os processos.
Levando-se em consideração o que foi explicado no capitulo 2 sobre o
surgimento e evolução do ERP, percebe-se que, em função da necessidade de
integrar os diferentes departamentos e os vários processos de uma organização,
surgiram os sistemas de gestão empresarial. E a partir deste momento, os
processos de negócio passaram a ser vistos como meios de adquirir vantagem
competitiva.
Entre os vários motivos que ocasionaram a troca de uma visão
departamentalizada para uma visão de processos de negócio, está a capacidade de
adaptação às mudanças do mercado globalizado. Além disso, é cada vez mais
comum o inter-relacionamento organizacional que tem como principal conseqüência
o surgimento de atividades interdependentes.
Tendo em mente a idéia de que todo ERP é baseado em processos
organizacionais, e que o ERP é um solução em forma de pacote de software
composto por vários módulos, sendo que cada módulo corresponde a um processo
de negócio dentro da organização, surge a pergunta: Como um ERP pode atender
as várias empresas que se encontram no mercado, visto que cada uma possui
processos organizacionais diferentes umas das outras?
Para solucionar essa pergunta os fornecedores atuais de ERP se utilizam
de estudos e comparações em diversas empresas, e denominam esses meios de
“melhores práticas”. Por meio do desenvolvimento de benchmarking os fornecedores
de sistemas de gestão empresarial se baseiam pelos processos das melhores
empresas de cada ramo de negócio e tornam esses processos referências para
todas as empresas que utilizarão os sistemas. A padronização das melhores práticas
das melhores organizações traz para as organizações que se utilizam do ERP a
possibilidade de se adequarem e se moldarem com o que há de melhor em termos
de gestão organizacional, passando, em alguns casos, de uma visão departamental
para uma visão de processos.
Conforme Sousa (2000, p. 58):

Pelo fato de os sistemas ERP serem integrados, eles impõem uma


visão de processos àquelas empresas que os implementam, obrigado-
as a compreender e transpor suas barreiras departamentais. A
implementação desses sistemas trata-se, portanto, de uma grande
oportunidade para que as empresas revejam seus procedimentos e
busquem as vantagens da visão de processos.

Uma vez com a visão de processos, a empresa passa a valorizar mais as


interações entre os vários setores e departamentos ficando mais suscetível a
desenvolver melhores práticas com base nos modelos trazidos com a
implementação dos sistemas de gestão empresarial.

4.2 Implementação do ERP

A implementação de um ERP é um processo de mudança organizacional,


uma vez que afeta diretamente os processos de negócio de uma empresa. Diferente
do que muitos acreditam a implementação de um ERP não se resume a colocar ou
instalar um software dentro de uma empresa. O processo de implementação é um
processo longo que se inicia na identificação ou reconhecimento de um problema
organizacional, e continua com o constante acompanhamento do sistema na
empresa.
Segundo Sousa (2000, p. 29):

A implementação de um sistema ERP é um processo longo, que


envolve várias partes da organização e que exige a cada momento
decisão a respeito de como adaptar a empresa ao sistema e vice-
versa, decisões que transcendem os departamentos, criam novas
relações antes inexistentes e desnudam erros e redundância em
processos.

Implementar um ERP é um processo que depende de um conjunto de


decisões que devem ser tomadas antes. Essas decisões irão determinar todo o
desenvolvimento da implementação do ERP.
A organização pode fazer duas escolhas iniciais para a implementação de
um ERP: desenvolver internamente um sistema de gestão empresarial ou comprar a
licença de um software já desenvolvido por uma equipe de profissionais.
Na primeira opção, o custo para desenvolvimento de um sistema de
gestão empresarial é muito elevado se comparado com alguns sistemas já prontos,
além de demandar uma equipe de TI disponível para acompanhar o sistema e
modificá-lo ou atualizá-lo quando necessário.
Moura (1999, p. 56) cita alguns motivos para se implantar um ERP ao
invés de desenvolvê-lo:
a. Adotar um sistema que é utilizado por outras empresas de um mesmo
grupo;
b. O tempo de implantação de um ERP é menor que o tempo a ser gasto
para desenvolver e implantar um sistema desenvolvido internamente, já
que as tarefas referentes às atividades de desenho, projeto lógico e
físico (correspondentes a cerca de 50% ou mais do esforço de
desenvolvimento), já foram trabalhadas anteriormente na concepção do
ERP e melhoradas em sua trajetória;
c. O tempo gasto para corrigir falhas existentes nos sistemas tende a ser
menor no sistema ERP, pois já foi testado e corrigido em outros clientes;
d. O ERP traz embutido o know-how das melhores práticas
organizacionais, sendo então para a empresa uma oportunidade de
melhorar seus processos;
e. Os vendedores de ERP oferecem assistência para implantação e
treinamento do software;
f. Os fornecedores de ERP disponibilizam melhorias e eventuais
atualizações do produto;
g. O custo das futuras necessidades de manutenção tende a ser menor
nos sistemas de ERP, pois alguns contratos já incluem a
obrigatoriedade do fornecedor automaticamente suprir estas
necessidades (exemplo: adaptação de um sistema para atender normas
legais);
h. É uma alternativa importante para cortar os custos de manutenção de
um sistema, valor que pode consumir de 50% a 80% do orçamento da
área de informática, usando-se os recursos do fornecedor do ERP, que
mantém uma equipe permanente com o conhecimento específico do
software e liberando o pessoal interno da empresa para outras
atividades.

Escolhendo-se a implantação de um ERP já desenvolvido, surgem várias


outras decisões do tipo: Quais são os objetivos empresariais para a implementação
de um ERP? Quais serão os processos afetados pela utilização desse sistema?
Qual ERP atende às necessidades da empresa de forma mais satisfatória?
Além dessas perguntas existem muitas outras que dependerão da
necessidade da empresa, e que devem ser elaboradas para filtrar e selecionar o
melhor ERP e a melhor forma de implantá-lo.
Conforme Colangelo Filho (2001 apud Schneider; Simon, 2006, p.15), são
três as razões pelas quais uma organização decide implantar um sistema ERP:
1. Negócios – os motivos de negócios estão associados à melhoria da
lucratividade ou do fortalecimento da posição competitiva da empresa;
2. Legislação – esses motivos estão ligados a exigências legais que a
empresa deve cumprir e que não são atendidas por outros sistemas;
3. Tecnologia – esses motivos estão relacionados a mudanças necessárias
em função de obsolescência econômica das tecnologias em uso ou a
exigências de parceiros de negócios.

Logo para a implementação eficiente de um sistema de gestão


empresarial é necessário primeiramente a elaboração de um planejamento com
base nas necessidades que levaram a organização a procurar um sistema ERP, em
seguida a realização de uma seleção entre os vários sistemas ERP, levando-se em
consideração a capacidade de suprir as necessidades de informação, a qualidade, a
acessibilidade do serviço, a tecnologia empregada, o suporte e o custo.
Para Lozinsky (1996 apud Platt, 2004, p.59): “o processo de
implementação do ERP em uma organização é sustentado por três pilares
fundamentais: a empresa, o fornecedor e a consultoria”. Para que ocorra a
implementação é necessário que todos os elementos dos três pilares estejam
comprometidos, e que de alguma forma participem do processo (Figura 9).

Figura 9: As partes envolvidas no processo de implementação de um ERP


Fonte: Platt (2004)
A figura 9 acima mostra o tripé fundamental para a implementação de um
ERP, dando ênfase nos usuários-chave que são as pessoas responsáveis pelos
diferentes processos da empresa e que receberam os treinamentos dos consultores,
e da área de TI que deve estar em constante sintonia com todo o processo de
implementação.
Outro fator essencial nesse triângulo é a participação da alta direção, que
além de ser quem decidiu e selecionou o sistema a ser implementado é também a
responsável pelo elo dos objetivos estratégicos da organização com os objetivos do
sistema ERP.
Só assim é possível desenvolver um planejamento e elaborar uma
estratégia de implementação de forma coesa com a necessidade da organização.

4.2.1 Fases da implementação

De acordo com Sousa (2000), a implementação de um ERP é divida em 4


fases:
Fase 1 - Levantamento da situação atual (As-Is Picture): essa é a fase de
planejamento da implementação do ERP, em que ocorre a definição dos objetivos e
do escopo do projeto de implementação, os responsáveis por cada processo na
implementação, a equipe envolvida e o organograma a ser seguido, as datas e
prazos de cada fase do projeto. Além de ser criada a própria estrutura do projeto, as
atividades que serão desenvolvidas, e todos os planos necessários para o
desenvolvimento das gestões envolvidas, como: gestão da qualidade, gestão dos
riscos, gestão do conhecimento das mudanças.
Tendo então como características:
1. Análise dos processos de negócios atuais;
2. Treinamento das equipes do projeto no pacote;
3. Levantamento de aspectos específicos da empresa;
4. Planejamento da conversão de dados;
Fase 2 - Definição da situação desejada (To-be Picture): nessa fase
ocorre o processo de identificação dos possíveis pontos de melhoria e o desenho
deles em um novo layout que leva em consideração as melhores práticas trazidas
pelo ERP. Em seguida o novo desenho desses processos são validados pelo líderes
e modelados de forma sistêmica. Com essas informações é desenvolvido o novo
mapa de processos de negócio da empresa. Nessa fase também é identificado os
Gaps – lista de pontos que não são atendidos pelo ERP – e as melhores formas, se
necessário, de estar vinculando o ERP a outros softwares por meio de um plano de
interfaces.
Logo as principais características dessa fase são:
1. Preparação do ambiente para prototipação;
2. Prototipação propriamente dita;
3. Levantamento das discrepâncias e decisões a respeito de como serão
eliminadas;
4. Identificação das interfaces, com outros sistemas ou com os sistemas
atuais, caso sejam necessárias;
5. Definição de níveis de acesso, segurança e controle;
Fase 3 – Configuração, Customização, Testes: nesta fase ocorre a
configuração de forma sistemática dos processos de negócio, e o desenvolvimento
das partes que não foram afetadas pelo ERP, chamadas de Customizações.
Concomitantemente, são testadas todas as funcionalidades do sistema de forma
individual, incluindo os gaps que foram identificados na fase anterior. Nesta fase
também é realizado o plano de capacitação para os usuários finais do ERP e
definida a estratégia de implementação e da conversão dos dados necessária.
Tem como principais características:
1. Programação das customizações planejadas;
2. Programação das interfaces e programas de conversão;
3. Desenvolvimento dos novos procedimentos e controles;
4. Teste por módulos e testes integrados;
5. Treinamento dos usuários finais;
Fase 4 – Início da Operação (Going-Live): na última fase do processo de
implementação ocorre basicamente a conversão dos dados existentes na empresa
para dentro do ERP e a preparação do ambiente de produção do sistema, que é
onde os usuários finais irão utilizar o ERP no seu trabalho. Colocado o sistema na
produção é iniciada a utilização do mesmo. Além da utilização do sistema nesta fase
são elaborados os planos de contingência, e a forma de suporte aos usuários finais.
Sendo assim apresenta como principais características:
1. Preparação do ambiente de processamento final;
2. Definição do plano para início da operação;
3. Migração de dados;
4. Início da operação;

4.2.2 Dificuldades na implementação

Na implementação que abrange também a implantação se encontram os


processos mais trabalhosos e mais difíceis de serem executados. Isso ocorre
principalmente pelo fator “ineditismo”, ou seja, a idéia de se desfazer de algo que já
é conhecido para algo novo gera uma sensação de desconforto, causando um
relativo bloqueio ou aversão em certos casos. Porém tal situação não acontece
quando se sabe realmente quais os benefícios que irão surgir com a utilização de
sistemas de gestão empresarial.
Em toda a etapa de implementação as principais dificuldades que podem
ser percebidas são:
1. O fato de ocasionar mudanças organizacionais e conseqüentemente
mudanças nas atividades, tarefas e responsabilidades de algumas
pessoas dentro da empresa;
2. Não participação e comprometimento da alta direção no processo de
implementação;
3. Falta de definições claras das responsabilidades dos gestores ou
coordenadores na implementação;
4. A troca de utilização de sistemas isolados para um único sistema
integrado;
5. Falta de planejamento para a implementação e do estabelecimento de
expectativas adequadas.
6. A mudança de uma visão departamentalizada para uma visão de
processos;
7. Falta de comunicação entre as equipes de cada processo;
8. Não concordância da utilização do ERP com as estratégias
organizacionais;
9. Deixar a responsabilidade de controle do sistema ERP com
consultores externos;
10. O custo de aquisição de um ERP é imediato, porém os benefícios
além de serem intangíveis são observados a longo prazo (PLATT,
2004).
Toda e qualquer implementação traz fatores que atrapalham o
andamento e desenvolvimento da mesma, porém essas dificuldades são
completamente compensadas frente às vantagens que esta solução traz para a
gestão organizacional.

4.2.3 Elementos para o sucesso da implementação

A implementação de ERP é a chave para o sucesso ou insucesso do


sistema na organização, sendo considerada a etapa mais crítica. Logo é de extrema
importância identificar quais os elementos responsáveis pelo sucesso da
implementação de sistemas de gestão empresarial.
Para Lima et al. (2000), o sucesso da implementação de um ERP
depende do pareamento entre software, cultura e objetivos de negócio da empresa.
É preciso que haja um inter-relacionamento entre os objetivos do projeto e
expectativas de mudança da organização, comprometimento da alta administração e
dos responsáveis pelos processos, uma gerência empenhada, e os usuários
comprometidos à mudança.
Conforme Alvarenga (2003), uma das principais abordagens para se
medir o sucesso da implementação de um ERP é a utilização de Fatores Críticos de
Sucesso (FCS).
Assim como Alvarenga, vários outros autores utilizam a abordagem de
FCS que, apesar de ser ainda bem subjetiva, é a uma das mais adequadas para
esse tipo de análise, pois lida com um grande número de variáveis, sendo a maioria
subjetiva, tais como: comunicação, mudanças organizacionais, mudanças
gerenciais, entre outras.
De acordo com Esteves, Pastor (2000 apud ALVARENGA, 2003, p.49), os
fatores críticos de sucesso podem ser divididos em quatro perspectivas:
a. Perspectiva organizacional: é relativa aos conceitos organizacionais,
como cultura e estrutura organizacional, processos e negócios;
b. Perspectiva tecnológica: foca os aspectos relacionados com o produto
ERP em consideração e outros aspectos técnicos, tais como
necessidades de software e hardware;
c. Perspectiva estratégica: está relacionada com as principais
competências que conduzem a missão da empresa e os objetivos a
longo prazo;
d. Perspectiva tática: afeta as atividades de negócios com objetivos a curto
prazo.

A tabela 1 abaixo mostra os principais FCS que devem ser considerados


na implementação de um sistema de gestão empresarial.

Tabela 1: Fatores críticos de sucesso


Fatores Críticos Estratégicos Fatores Críticos Táticos
Organizacional

Contínuo suporte gerencial Consultores e equipe dedicada


Mudança gerencial organizacional Uso apropriado de consultores
efetiva
Time de projeto adequado Capacitação de tomadores de
decisão

Organizacional
Bom gerenciamento do escopo do Treinamento adequado
projeto
Reengenharia do processo de Forte comunicação interna e
negócios externa
Papel adequado do líder do projeto Formalização de plano e
cronograma de projeto
Confiança entre parceiros Diagnóstico preventivo de
problemas
Participação e envolvimento do Configuração de software
usuário
Tecnológica

Evitar customização Sistemas legado


Tecnológica

Estratégia adequada para


implantação do ERP
Versão adequada do ERP

Fonte: Adaptado de Alvarenga (2003)

Ainda segundo o autor, uma vez contemplados na implementação, todos


esses fatores críticos de sucesso são determinantes para a eficiência do processo
genérico e para a eficácia do ERP na organização. Não se limitando aos ERP, os
fatores críticos de sucesso são considerados clássicos nos estudos de sistemas de
informação, pois em geral são amplos e abrangem todos os níveis organizacionais,
do operacional ao estratégico.
Deve-se ressaltar também que todos esses fatores envolvem direta ou
indiretamente as pessoas. E como em toda organização as pessoas são os
elementos fundamentais para o sucesso em qualquer aspecto, logo a competência,
comprometimento e conhecimento dos envolvidos na implementação são
determinantes para o sucesso do sistema na organização.

4.3 Vantagens e benefícios

Como já descrito nos capítulos anteriores, as tecnologias da informação,


os sistemas de informação ou os ERP são recursos que podem revolucionar a forma
de gestão organizacional.
A volatilidade do mercado, as constates mudanças, a acirrada
competitividade e a própria tecnologia são os principais precursores na busca de
sistemas de gestão empresarial. Frente a esses precursores, as necessidades de
informação, de controle, de padronização de processos e de integração se tornam
mais evidentes.
É evidente que os ERP são soluções potencias para as empresas e que
quando implementados de forma correta tem a capacidade de gerar uma
“metamorfose organizacional” tornando a empresa muito mais eficiente em seus
negócios.
Para Albertão (2001), os ERP são, sem sombra de dúvida, armas que
possibilitam um diferencial de competitividade entre as organizações, e estas
buscam na implementação de sistemas a vantagem competitiva que esses sistemas
oferecem a partir da mudança organizacional.
Porter (1989) explica que para conseguir a tão almejada vantagem
competitiva, as empresas devem atentar a três pontos fundamentais: preço, prazo e
Qualidade do produto ou serviço.
Tentar praticar o melhor preço em relação à concorrência, realizar o
melhor prazo de entrega de um produto ou execução de um serviço e oferecer o
melhor produto ou serviço do mercado são os quesitos chaves para se possuir a
vantagem competitiva.
Com base nessas informações de vantagem competitiva, pode-se
perguntar como o ERP pode se relacionar com esses aspectos?
Segundo Alvarenga (2003), a utilização de um sistema de gestão
empresarial fornece informações que permitem tomar decisões mais eficazes em
relação à concorrência. Sendo que para isso é necessária a conformidade do
sistema com as estratégias de negócio da empresa, e com os processos genéricos
da organização, como: os processos de lançamento de dados, os processos de
geração de informação, os processos de tomada de decisão e os processos de
execução e aplicação das decisões.
Logo, a obtenção de vantagens competitivas com a utilização de ERP
depende de como a empresa irá utilizá-lo para fazer a ligação e controle entre os
seus diversos processos.
Para Sousa (2000), o ERP sozinho não é capaz de desenvolver vantagem
competitiva, porém é a melhor forma de preparar e qualificar a empresa para
conseguir. É através da implementação do ERP e da visão de processos de negócio
que a empresa começa adquirir o diferencial competitivo e a capacidade de prover
estratégias competitivas que levem ao foco final, a vantagem competitiva.
Nos ERP as próprias características podem ser vistas como vantagens e
benefícios uma vez que foram estruturadas para atender ou suprir às necessidades
organizacionais.
Segundo Albertão (2001), o ERP pode trazer inúmeras vantagens às
organizações, dentre elas:
a. Flexibilidade - uso de uma base de dados comum;
b. Economia de custos - elimina o uso de interfaces manuais, papeis;
c. Eficiência - melhora do fluxo da informação dentro da organização;
d. Melhoria da qualidade e consistência dos relatórios, possibilitando
melhor comparação de dados;
e. Melhoria do processo de tomada de decisão;
f. Eliminação da redundância de atividades;
g. Redução do lead time e tempos de resposta ao mercado;
h. Redução de inventários - através do melhor gerenciamento de dados e
Informações mais rápidas e mais precisas;
i. Proporciona plataformas com multi-idiomas e multi-plantas através de
sistemas mais robustos, para empresas globais;
j. Reduz sensivelmente o tempo de resposta do sistema;
k. Especialização;
Mas além dessas acima e das próprias características, os sistemas ERP
têm inúmeras vantagens e benefícios, tais como:
a. Possibilidade de integrar os departamentos;
b. Permiti atualização da base tecnológica;
c. Reduz custos de informática decorrentes da terceirização do
desenvolvimento do sistema;
d. Aumento de valor percebido pelos investidores e pelo mercado;
e. Agilidade nas oportunidades de negócios;
f. Visibilidade das informações;
g. Informação em tempo real;
h. Atendimento a requerimentos globais, regionais e locais em um único
sistema;
i. Suporte à estratégia de e-business;
j. Flexibilidade devido a sua adaptabilidade às mudanças
organizacionais, incluindo novos módulos e usuários;
k. Melhor atendimento ao cliente por meio de interfaces interativas
empresa-cliente;
l. Capacidade de simplificar processos diferentes de trabalho;
m. Maior produtividade e eficiência nos níveis organizacionais;
n. Melhor controle e monitoramento das informações;
o. Fornece informações confiáveis;
p. Acompanha o crescimento da empresa se adaptando às mudanças
que surgem.

4.4 Principais soluções do mercado


Como muitos autores consideram, o ERP é a espinha dorsal de uma
organização e a cada dia que passa essa afirmação se torna mais visível no
mercado de negócios.
O início da utilização dos sistemas ERP era limitado a empresas de
grande porte e com grande complexidade em seus processos. Essas empresas
serviram de laboratório para o desenvolvimento dos ERP, que eram moldados a
partir da gestão e das metodologias de administração das melhores indústrias do
mundo.
Como comentado no capítulo 4, os sistemas ERP são desenvolvidos com
base nas “melhores práticas” das melhores empresas, que inicialmente eram as
metodologias aplicadas nas melhores indústrias.
Na época os sistemas ERP tinham como principais clientes grandes
indústrias, que variavam de indústrias automobilísticas a indústrias farmacêuticas.
Com o passar do tempo empresas de menor porte e às vezes com menor
grau de complexidade em seus processos passaram a olhar esses sistemas como
um fator de crescimento e controle das informações gerenciais, conseqüentemente
essas empresas começaram a buscar por essas tecnologias e concomitantemente
por automação na gestão do relacionamento da sua cadeia produtiva, tornando a
solução ERP uma realidade para todo tipo de empresa.
Muitas empresas que já sabiam que esse tipo de tecnologia era uma
tendência, e que hoje é uma realidade, começaram a investir nesse ramo, estas são
as fornecedoras de tecnologias da informação que compreendem os sistemas de
gestão empresarial ou ERP.
Atualmente existem dezenas de empresas que desenvolve tecnologias e
sistemas de informação em todo mundo e no Brasil.
Internacionalmente duas empresas se destacam nesse mercado, tanto
pelo porte quanto pela abrangência de mercado, são a SAP e a Oracle.
No ambiente nacional, além da atuação da SAP e da Oracle, empresas
como a DataSul, TOTVS, Sênior e WK também se destacam como principais
fornecedoras de sistemas de gestão empresarial (IDC, 2008).
A cada ano a demanda e a oferta por ERP vêm aumentando, o que leva a
uma grande disputa entre as principais fornecedoras de ERP para saber quem vai
ficar com a maior fatia do bolo.
No mundo, a líder de todo o mercado de soluções empresariais é a SAP
(System Analyse und Programmentwicklung) (IDC, 2008).
A SAP é uma empresa alemã com mais de 30 anos no mercado de
tecnologias empresariais. É a atual líder de vendas no mercado mundial de soluções
empresariais. Em todo o mundo possui mais de 41.000 clientes, e está presente em
mais de 120 países (SAP, 2008).
No Brasil, a SAP está estabelecida em 5 cidades diferentes: São Paulo,
Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Leopoldo e Belo Horizonte. Mas com atuação em
todos os estados brasileiros. (SAP, 2008).
Atuando em mais de 25 segmentos de indústrias e empresas de grande,
médio e pequeno porte, a SAP tem como principais casos de sucesso as empresas:
Arcelor Brasil, a TIM, o Hospital Albert Einstein, Tampico, Cemar, Renosa, Gradiente,
Unicred, Multibrás entre outras (SAP, 2008).
Atualmente a SAP possui várias soluções em sistemas de informação que
são baseados de acordo com o processo de negócio de cada empresa. Por
exemplo, para cada ramo de negócio existe um sistema diferente. Segundo o
portifólio de soluções da SAP a área industrial é inicialmente dividida em três
setores: Financeiro e Setor Público; Manufatura; e Serviços (SAP, 2008).
Dentro de cada setor desses existem ramos de negócios diferentes. Por
exemplo, dentro das indústrias de manufatura existem as indústrias automobilísticas,
de bens de consumo, de engenharia e construção, química e várias outras. E para
cada ramo desses a SAP tem uma solução diferente.
Dentre as várias soluções fornecidas pela SAP vale ressaltar o SAP ERP.
O SAP ERP é um aplicativo que se destina a atender empresas de grande
e médio porte de todos os setores, de qualquer país do mundo, e assim como todo
ERP é composto por módulos, que no caso são: SAP ERP Financials; SAP ERP
Human Capital Management; SAP ERP Operations e SAP ERP Corporate Services
(figura 10). Cada um desses módulos atendendo às principais necessidades e aos
principais processos da organização.
Figura 10: Evolução e fase atual do ERP da SAP
Fonte: SAP (2008)

A outra grande empresa internacional é a Oracle. Fundada em 1977 por


Larry Ellison, que no início de sua existência, tinha como principal foco o
desenvolvimento de “data bases”, isto é, banco de dados, mas com o passar do
tempo se lançou também no mercado de sistemas de gestão empresarial se
tornando atualmente a segunda maior empresa de softwares empresarias do
mundo. É uma empresa com filias em todos os cinco continentes e clientes nos mais
diversos países (ORACLE, 2008).
O principal diferencial da empresa Oracle com relação as suas soluções
está na capacidade de fundir diversos recursos tecnológicos em um só aplicativo,
permitindo que toda a empresa trabalhe com uma única interface. Por exemplo, em
um mesmo conjunto tecnológico existem o banco de dados, as aplicações, as
formas de desenvolvimento e a integração com os clientes e fornecedores. Além
dessa junção em um único local a Oracle é uma desenvolvedora de soluções
tecnológicas com uma visão muito voltada para o ambiente web. A tendência que se
percebe da Oracle é que cada vez mais a web deve ser utilizada como uma
ferramenta gerencial em conjunto com os sistemas de gestão empresarial.
Assim como na SAP e nas demais fornecedoras de sistemas, existe uma
tendência cada vez mais utilizada na área de TI, chamada de verticalização.
O processo de verticalização nos sistemas de gestão empresarial
consiste basicamente em se desenvolver sistemas específicos para cada ramo de
negócio, assim como a SAP já faz. Por exemplo, ERP específicos para processos de
construtoras, empreiteiras e incorporadoras, ou um ERP específico para faculdades,
universidades e escolas. Para cada tipo de negócio um sistema diferenciado. Isso
também é característica de muitas das soluções da Oracle.
Além da característica de verticalização de seus produtos, a Oracle é uma
das empresas que mais fizeram aquisições de outras empresas nos últimos anos,
conseqüentemente todas as tecnologias dessas empresas passaram a compor o
portifólio das soluções da Oracle. Como exemplo de tecnologias de outras empresas
que foram adquiridas pela Oracle pode-se destacar: JD Edwards EntrerpriseOne,
Siebel, Thor Technologies, Sunopsis, Agile, G-log.
Em função dessa diversificação e da presente característica de
verticalização, a Oracle não possui um sistema de gestão empresarial que possa ser
considerado padrão ou referencial.
Outra característica também muito primada pela Oracle, e que surgiu
principalmente em função das várias aquisições de outras tecnologias, é a
capacidade de fusão de diferentes soluções. Isso possibilita que todos os clientes
adquiridos pela Oracle passem a trabalhar em uma mesma lógica de linguagem, e
estejam reunidos com os melhores recursos de cada sistema proporcionando no
final um conjunto completo de aplicações.
Já no ambiente nacional pode-se destacar quatro grandes empresas que
fornecem esses tipos de soluções: DataSul, Sênior, TOTVS e WK.
A DataSul é uma das primeiras empresas a desenvolver softwares de
gestão empresarial no país. Genuinamente brasileira possui cerca de 30 anos de
mercado, e assim como as demais surgiu com o intuito inicialmente de atender
empresas do setor industrial.
É considerada atualmente a líder nacional no fornecimento de soluções
tecnológicas empresariais, em especial para empresas de grande e médio porte,
com cerca de 3 mil clientes em todo o Brasil e América Latina.
Tem a frente da empresa o Chief Executive Officer (CEO) Jorge Steffens
grande responsável pela crescente expansão da DataSul no Brasil e na América
Latina, em função principalmente das estratégias de aquisição de outras empresas
fornecedoras de tecnologias empresariais, e dos vários canais de distribuição
espalhados por toda a América Latina.
Com enfoque maior nas empresas de grande e médio porte, a DataSul
criou o EMS, seu principal sistema de gestão empresarial. O Enterprise
Management System (EMS) é uma solução desenvolvida para atender a todas as
áreas e processos de empresas com alto nível de complexidade, ou seja, empresas
de grande e médio porte.
Percebendo a grande demanda no mercado de empresas de pequeno
porte o DataSul criou, a partir da composição estrutural do EMS, um ERP voltado
especialmente para empresas menores o EMS START.
O EMS START foi criado para ter rapidez na implantação, visto que essa
é a parte crucial para o sucesso de um sistema de gestão empresarial na
organização, principalmente em empresas de pequeno porte. O EMS START
automatiza e integra todos os processos da empresa agilizando o fluxo de
informações para a tomada de decisões.
As principais vantagens desse sistema para as empresas que o adquirem
estão na dedução do investimento, pois o sistema tem como forma de pagamento o
aluguel e não a aquisição. A rapidez e eficiência na implantação reduzindo o custo e
o tempo. As funcionalidades que o sistema possui são desenvolvidas antes do início
da implantação permitindo que a empresa tenha somente aquilo que necessita com
a previsão de investimento e ser feito. Apesar disso todo o sistema (figura 11) possui
a capacidade de acompanhar o crescimento da empresa sem a necessidade de
haver migrações para outros sistemas. E uma das principais vantagens é a
integração de todos os processos da empresa, financeiro, contábil, comercial,
estoque, produção, em tempo real, evitando a perda de tempo e retrabalhos
(DATASUL, 2008).
Figura 11: ERP DataSul EMS
Fonte: DATASUL (2008)

No mesmo mercado e ramo de atuação a TOTVS é outra empresa de


grande referência nacional em soluções tecnológicas, com mais de 35 anos de
existência, foi inicialmente uma empresa prestadora de serviços na área de
informática. A princípio foi fundada a Microsiga Softwares S.A, a primeira empresa a
compor a atual corporação TOTVS.
A partir de 1990 foi sendo iniciado o processo estratégico de franquias
que favoreceu a sua expansão em todo território brasileiro, e estrangeiro como no
México. Atualmente é a principal concorrente da DataSul disputando por igual na
liderança do mercado de ERP (IDC, 2008).
Seguindo uma tendência de aquisições como na Oracle, SAP e DataSul,
a TOTVS também fez aquisições de outras empresas de softwares de gestão
empresarial, como por exemplo: Logocenter, Midbyte e RM.
Em função dessas aquisições a Totvs não possui apenas um ERP que
tenha maior representatividade, pois em cada empresa que foi adquirida, já havia
um ERP como produto principal. Sendo assim, os principais ERP da TOTVS são o
Protheus da Microsiga, o Logix, o RM da antiga RM, o Vitrine e o BCS Sisiuri.
Todos esses sistemas possuem suas características peculiares, mas
como são sistemas de gestão empresarial possuem também várias características
em comum.
Na metade dos anos 90, várias outras empresas foram sendo
incorporadas, e juntamente com a Microsiga se formou a TOTVS (TOTVS, 2008).
Além da DataSul com o EMS e o EMS START, vem se destacando ao
longo do tempo, a Senior Sistemas.
Assim como a DataSul, também tem sua sede situada no pólo de
empresas de softwares empresarias do país, o estado de Santa Catarina, no caso
da Senior, em Blumenau.
A Senior Sistemas é uma empresa com 20 anos de mercado e atualmente
também uma das maiores fornecedoras nacionais de sistemas de gestão
empresarial. Criada inicialmente para atender às necessidades da administração de
pessoas nas empresa, a Senior tem até hoje um dos melhores sistemas de
gerenciamento estratégico de recursos humanos, o VETORH. Percebendo a
importância do RH nas empresas a Senior criou o VETORH, uma ferramenta ideal
para o compartilhamento das informações sobre pessoal, permitindo a total
integração dessas informações através da internet, intranet e portais de RH
(SENIOR, 2008).
O VETHOR apesar de não ser um ERP, já que atua apenas na gestão de
pessoas, tem a estrutura modular de um ERP justamente para possibilitar maiores
ajustes às necessidades de cada empresa. Assim como no ERP, todos os módulos
trabalham de forma integrada e independente, englobando todos os processos de
RH, do recrutamento e seleção, folha de pagamento, à qualidade de vida dos
colaboradores de toda a organização, tudo isso em um único banco de dados
relacional.
É uma empresa com representação em todas as regiões do país, com
105 canais distribuídos por todo o Brasil e unidades de negócio nos principais
centros do país. Tem cerca de 9 mil clientes em todo território nacional, detendo 18%
do mercado nacional das 500 maiores empresas e 30% das 300 maiores empresas
do Sul do Brasil, incluindo vários casos de sucesso, como: Fiat, Petrobras, Parmalat,
Taurus Ferramentas, Açopeças, Gidion, Basf, Artex, Banco do Estado do Ceará,
Metapar, Unimed Varginha, Tribunal de Contas do Espírito Santo e vários outros
(SENIOR, 2008).
Além do sucesso do VETORH e de outros sistemas verticais para a área
de Turismo e Segurança, a Senior também possui um dos melhores ERP do
mercado, o Sapiens.
O Sapiens é um ERP projetado totalmente de forma integrada, que adota
a filosofia “toque único”, isto é, a entrada de uma determinada informação no
sistema por meio de um setor da empresa será automaticamente disponível para
todos os outros setores. Como a maioria dos ERP, o Sapiens possui a tecnologia
cliente/servidor e trabalha com base em um banco único de dados relacional
(Oracle, SQL Server e outros). Totalmente customizável o Sapiens pode ser adequar
a qualquer tipo de gestão de grandes empresas, pois possui ferramentas de
desenvolvimento dentro do próprio sistema que permitem gerar e efetuar análises
gerencias de desempenho de quaisquer informações relacionadas as diversas áreas
da empresa.
Além de ser totalmente customizado, é também modular o que permite
atender ainda mais as necessidades específicas de cada empresa, pois pode ser
implantado em módulos, considerando a estratégia própria de cada empresa. É
adequado com todos os ramos de atividade, totalmente compatível com a legislação
em vigor, tendo a capacidade de controlar desde o chão de fábrica até a comissão
de vendedores.
De forma genérica, o Sapiens pode ser utilizado por duas grandes áreas.
A primeira é a área administrativa, nessa área existem três grandes
sistemas cada um com módulos específicos.
Sistema Contábil, responsável pelo gerenciamento e controle dos
módulos: Impostos, Contabilidade e Patrimônio.
Sistema Comercial, responsável pelo gerenciamento e controle dos
módulos: Vendas, Compras e Estoque.
Sistema Financeiro, responsável pelo gerenciamento e controle dos
módulos: Contas a Receber, Contas a Pagar e Tesouraria.
A segunda é a área industrial voltada para as indústrias de todos os tipos,
nessa área existem dois grandes sistemas que também possuem módulos
específicos.
Sistema Industrial, que engloba os módulos: Engenharia de Produto,
Planejamento e Controle da Produção e Chão de Fábrica (PCP).
Sistema de Custos, que engloba os módulos: Análise Gerencial,
Formação de Preços e Contabilidade de Custos.
Abaixo (figura 12) é mostrada a composição estrutural do sistema
Sapiens.

Figura 12: ERP Sapiens


Fonte: SENIOR (2008)

Também percebendo a necessidade de empresas de pequeno e médio


porte em se modernizar e automatizar seus processos, a Senior criou o SeniorSMB
– Small Medium Business.
Com maior flexibilidade e agilidade, mais facilidade de manuseio, mais
leve e de rápida implantação o SeniorSMB é uma solução voltada especialmente às
necessidades de pequena e médias empresas que precisam ter tudo sobre controle.
É o ERP “light” mais totalmente objetivo, voltado para qualquer tipo de
empresa de médio e pequeno porte. Proporciona a integração total da gestão
administrativa/financeira e comercial com a administração de pessoal e a
contabilidade.
É composto por quatro módulos: Comercial, Financeiro, Contábil e
Administração de Pessoal.
Assim como no Sapiens, cada módulo trabalha de forma independente e
integrada. Os principais processos de cada módulo são:
Comercial – Compras, Estoque, Vendas;
Financeiro – Contas a receber, Contas a pagar, Tesouraria, Plano
Financeiro;
Contábil – Contabilidade, Impostos;
Administração de Pessoal – Ponto Eletrônico (Ronda), Folha de
Pagamento (Rubi);
Abaixo as figuras 13 e 14 representam as áreas de atuação e os módulos
que compreende ou SeniorSMB:

Figura 13: Relação do ERP SeniorSMB com o Sapiens


Fonte:SENIOR (2008)
Figura 14: Relação do ERP SeniorSMB com o Vetorh
Fonte: SENIOR (2008)

Outra empresa de grande sucesso no mercado de tecnologias


empresarias é a WK Sistemas. Também localizada em Santa Catarina, na cidade de
Blumenau, possui 25 anos de existência oferecendo soluções em sistemas
empresarias para todo o país. É reconhecida principalmente pelo gerenciamento de
processos contábeis, mas que atualmente já possui atuação em todas as áreas
organizacionais.
A principal solução da WK Sistemas é o RADAR Empresarial, um ERP
completo e adaptável aos diversos tipos de empresas.
Muito mais acessível em termos de custo o RADAR Empresarial traz
segurança e eficiência no processamento das informações organizacionais.
Bastante utilizado em empresas e escritórios contábeis, proporciona total
integração entre as empresas prestadora de serviços contábeis com seus clientes,
por meio de trocas de informações automáticas, de lançamentos contábeis e fiscais
dos clientes.
Em constante atualização o RADAR Empresarial possui atualmente dez
módulos cada um responsável por um setor da empresa. Além dessas módulos,
possui ferramentas como o IRPJ – LALUR que faz todo o planejamento tributário da
empresa. O MT Fiscal, uma solução completa para escrituração fiscal e
gerenciamento da movimentação de entradas e saídas de empresas dos mais
variados segmentos. E o MT Patrimonial que verifica o tempo de vida de cada bem
da empresa controlando o seu uso, perecimento e obsolescência.
A figura 15 abaixo mostra a integração e estrutura do RADAR empresarial
dentro do contexto empresarial.

Figura 15: ERP Radar Empresarial


Fonte: WK (2008)

4.4.1 Consultoria: a chave para o sucesso de um ERP

A adoção de um sistema de gestão empresarial não é algo que se faz da


noite para o dia, sem uma base de conhecimentos na área de TI, além é claro, do
conhecimento do negócio em questão. Implantar um ERP requer na maioria das
vezes a reestruturação dos processos ou a modificação para uma gestão por
processos. Isso vale até mesmo para empresa que possuem áreas ou profissionais
de TI. Por isso, um fator essencial para que uma solução tecnológica seja, de fato,
uma solução para a gestão da empresa é a Consultoria.
Para Moura (1999, p.58), “a implantação de um sistema é um esforço
conjunto entre a equipe de TI, o fornecedor do software, os usuários do sistema e a
consultoria contratada para implantação”.
Cada projeto é único, implantar um ERP na empresa A nunca vai ser igual
à implantação na empresa B, pois cada uma tem sua característica e especificidade.
Em sentido amplo, a Consultoria deve se fazer presente em todas as
etapas no processo de aquisição de um sistema de gestão empresarial, desde a
avaliação da necessidade da empresa até o acompanhamento do usuário final.
Um dos primeiros questionamentos a ser levantado no processo de
consultoria é: A empresa está preparada? Esta é uma pergunta fundamental para a
implementação ou não de um sistema de gestão empresarial. É a partir desse
momento que se inicia o processo de consultoria, além de todo o levantamento das
informações, a identificação do que é necessário e o que não é mais necessário,
para que a implantação do sistema não entre em conflito com a cultura
organizacional.
É com base nesse estudo inicial, que se definem as mudanças ou
redefinições nos processos organizacionais, pois assim como o sistema deve se
adequar a empresa é preciso também que a empresa esteja no mínimo receptível ao
sistema.
Muitas vezes a empresa percebe a necessidade de um sistema de gestão
empresarial que possa integrar e controlar as informações da organização, contudo
muitas acabam não percebendo qual o sistema ideal para essas necessidades.
A Consultoria serve justamente para evitar esse tipo de erro que na
maioria dos casos gera grandes perdas financeiras em função da escolha errada. É
através do trabalho em conjunto de consultoria e gestores da empresa que se pode
fazer a escolha certa, ao definir qual ERP será implantado. É claro que o poder de
decisão é sempre do gestor da organização, o que está totalmente correto, pois é
ele quem deve conhecer o cotidiano da empresa e suas necessidades do presente e
para o futuro, e quem vai pagar pelo sistema.
A atuação da Consultoria é preponderante na determinação do escopo e
da estratégia a ser tomada para a mudança cultural da empresa, para a
implementação do sistema, no treinamento dos usuários, na forma de utilização e no
controle.
Como mostrado no capítulo 4 a Consultoria é um dos três pilares para o
sucesso na implementação do ERP, e é também um dos Fatores Críticos de
Sucesso mais importantes para a implementação.
Segundo Alvarenga (2003), a Consultoria é um elemento que deve está
em praticamente todas as fases do clico de vida de um ERP na empresa, além
disso, é componente essencial nos fatores críticos táticos dentro da perspectiva
organizacional.
Partindo dessa perspectiva organizacional a importância da Consultoria
pode ser fundamentada em três momentos determinantes no projeto de
implementação de um ERP: na ajuda da escolha da melhor solução tecnológica, na
elaboração de uma estratégia de implementação e no redesenho dos processos
juntamente com os gestores, além do treinamento dos usuários na nova forma de
trabalho na empresa.
De acordo com Lozinsky (1996 apud Sousa, 2000, p. 34):

Consultoria na implementação de sistemas desse porte traz muitas


vantagens, tais como a redução do tempo de aprendizagem e a
possibilidade de utilização de experiência acumulada pelos
consultores no gerenciamento de projetos e na configuração dos
sistemas.

A utilização da consultoria na implementação de soluções tecnológicas é


um fator opcional no processo de aquisição de um ERP. Toda via, a probabilidade de
sucesso de um sistema ERP na gestão organizacional é, sem dúvida, muito maior
quando este foi desenvolvido por meio de um projeto realizado por uma consultoria.
Principalmente para as empresas de pequeno porte, pois a flexibilização e
a dinâmica de tais empresas é muito mais acentuada, além da maioria dessas
empresas não possuírem área de TI ou profissionais nessa área que possam
direcionar o desenvolvimento de um projeto para esse tipo de solução.
Nesse sentido o papel dos consultores é auxiliar os gestores das
empresas a fazer a melhor escolha, e desenvolver a melhor forma de
implementação da solução. O Consultor não é aquele que determina ou limita o
desenvolvimento do projeto, mas sim aquele que direciona o projeto, fazendo as
perguntas certas para as pessoas certas no momento certo, e obtendo assim
respostas e resultados eficazes.
É também através dos consultores que a empresa pode conhecer as
chamadas “melhores práticas”, isso além de melhorar o nível de desenvolvimento do
projeto, também reduz o tempo dos estudos que seriam necessários caso não se
tivesse uma consultoria envolvida.
É por isso que o sucesso da implementação de um ERP está intimamente
ligado a competência da consultoria e conseqüentemente de seus consultores.
5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Este capítulo apresenta os processos metodológicos que determinam a


natureza, a caracterização, a delimitação, o tipo de pesquisa, o universo e amostra,
e o procedimento de coleta de dados.

5.1 Natureza da pesquisa

Segundo Roesch (1999), a pesquisa científica pode ser elaborada a partir


de duas perspectivas, a quantitativa ou qualitativa. Dependendo da metodologia
aplicada e da finalidade, a pesquisa pode tanto utilizar um enfoque quantitativo
quanto qualitativo, sendo na maioria das vezes apenas uma dessas utilizada.
Percebe-se que dentro do campo cientifico geralmente as pesquisas buscam se
desenvolver por métodos quantitativos, pois acreditam que para as Ciências Sociais
e na a Avaliação de Resultados é a melhor forma de explicar e analisar situações.
Contudo, é cada vez mais comum o emprego de pesquisas que utilizam alternativas
de análise mais amplas e contextuais, não se limitando apenas a números e
análises sistêmicas. Tais pesquisas são ditas qualitativas.
Para Godoy (1995), a pesquisa qualitativa não está preocupada em medir
ou ordenar sequencialmente os eventos estudados, pois o foco e os interesses iram
se moldando à medida que o estudo se desenvolve. Principalmente quando o estudo
tem o caráter descritivo buscando o entendimento de um fenômeno de forma
genérica em toda a sua complexidade.
A partir desse contexto, a natureza dessa pesquisa é basicamente
quantitativa, pois tem a principal finalidade de mensurar opiniões de empresas dos
vários segmentos do mercado de São Luís, que se utilizam de soluções
tecnológicas. Mas também tem caráter parcialmente qualitativo, pois tenta aferir
aspectos relacionados às experiências vividas por empresas no cenário
maranhense, as vantagens e benefícios trazidos pela utilização de soluções
tecnológicas, e a melhoria integral para a gestão empresarial.
Para isso foi realizado todo um estudo teórico mostrado nos capítulos
anteriores, fundamentado pelos principais estudiosos da área. Além da experiência
do autor dessa pesquisa na implementação de sistemas de gestão empresarial em
várias organizações e na consultoria na área de tecnologias da informação para
algumas das empresas analisadas neste trabalho.

5.2 Caracterização da pesquisa

Este trabalho de pesquisa caracteriza-se exploratório, descritivo e


avaliativo, pois envolve um levantamento bibliográfico e um estudo de
implementações de ERP em empresas no mercado de São Luís.
De acordo com Bervian e Cervo (2002), é exploratório por necessita que o
autor tenha familiaridade com o problema, tornando-o mais explícito. É uma
pesquisa descritiva, pois se observa, registra, analisa e correlaciona todas as
variáveis sem manipulá-las. E também tem a característica avaliativa, já que
apresenta um estudo de processos seguido por uma avaliação da implementação de
sistemas de gestão empresarial nas organizações, além dos benefícios e satisfação
dos gestores e usuários do sistema.
A relação das características de natureza exploratória da pesquisa com o
enfoque qualitativo pode ser validado, levando-se em consideração que os
conhecimentos sobre sistemas de gestão empresarial – ERP e sua implementação
nas empresas fazem parte de um campo de estudos relativamente novo.
Justificando a própria criação e desenvolvimento da pesquisa, visto que são poucos
os trabalhos relacionados a esse tipo de assunto.
Além disso, a utilização de soluções tecnológicas desse tipo requer
conhecimentos específicos tanto da área de TI quanto de negócios empresariais,
pois o grau de complexidade na implementação desses sistemas é grande se
comparado a outras tecnologias.
Logo a proposta principal dessa pesquisa, tendo o conhecimento de que
tem um caráter exploratório, é obter uma visão genérica da realidade investigada,
juntamente com suas características, mostrar as melhores formas de utilização de
ferramentas tecnológicas, demonstrar os resultados obtidos por empresas que
desenvolveram esse tipo de solução tecnológica em suas gestões, e despertar
novas idéias e pensamentos sobre essa nova forma de gerenciar uma empresa.

5.3 Delimitação do estudo

O estudo está limitado ao ambiente interno das organizações e a relação


destas com seus fornecedores e clientes, não se considerando os demais fatores do
ambiente externo bem como suas influências nas organizações. Outra restrição
dessa pesquisa é a avaliação dos benefícios financeiros das empresas pesquisadas,
em função da utilização dos sistemas de gestão empresarial. Na maioria dos casos
não existia uma metodologia específica de medição para avaliar os valores
financeiros economizados com a utilização dos ERP.
Também não considera aos aspectos físicos da empresa, características
estruturais e de hardware que cada uma possui. Além da utilização concomitante
com outros softwares que possam fazer parte da gestão organizacional.
Esta pesquisa não visa mostrar a identidade das empresas pesquisadas e
sim mostrar as mudanças positivas que ocorrem nessas empresas com a utilização
de sistemas de gestão empresarial. Não visa também comparar organizações que
se utilizam de soluções tecnológicas, com organizações que não possuem, já que a
pesquisa foi desenvolvida apenas com empresas que já implementaram esse tipo de
tecnologia na sua gestão.
Limita-se também a não apresentar histórico e detalhes organizacionais
das empresas analisadas, e nem a sua relação com o mercado. O estudo é
delineado com o intuito de demonstrar a melhoria da gestão organizacional a partir
da implementação dos ERP e paralelamente identificar possibilidades de uso desses
sistemas por outras empresas que ainda não possuem.
5.4 Tipo de pesquisa

Levando-se em consideração a taxionomia apresentada por Vergara


(2007), a pesquisa se qualifica quanto aos fins como descritiva e explicativa, e
quanto aos meios como pesquisa de campo embasada por uma pesquisa
bibliográfica.
Segundo a autora a pesquisa se enquadra como descritiva e explicativa,
pois expõe as características das empresas que implementaram sistemas de gestão
empresarial – ERP, correlacionando esse evento com as mudanças organizacionais
ocorridas na organização, demonstrando de forma clara quais os fatores que
contribuíram, de alguma forma, para o surgimento dessas mudanças
organizacionais. Enquadra-se como pesquisa de campo fundamentada por uma
pesquisa bibliográfica, pois houve a necessidade de se desenvolver um estudo
sistemático, sobre as tecnologias de informação, sistemas de informação, a própria
informação como recurso gerencial, sendo referenciado por autores que têm
conhecimento da área, e que possuem publicações em livros, revistas, redes
eletrônicas e outras fontes que possam ser acessadas pelo público em geral, para
depois ser feita uma investigação empírica nas várias empresas que possuem
sistemas ERP.

5.5 Universo e amostra

O universo da pesquisa de campo foram todas as empresas de São Luís,


que são clientes da Consultoria de Sistemas Abertos (CSA), empresa de consultoria
em tecnologia da informação, segurança e acesso, e qualidade empresarial,
totalizando 139 (cento e trinta e nove) empresas em todo o estado do Maranhão.
As 139 empresas foram divididas em 7 segmentos conforme apresentado
abaixo:
1. Engenharia e Indústria;
2. Hospitais, Clinicas, Laboratórios e Plano de Saúde;
3. Serviço Público e Fundações;
4. Comércio (Atacado/Varejo), Comunicação, Serviço e Terceiro Setor;
5. Educação;
6. Transportes;
7. Vigilância, Conservação e Limpeza;
As categorias foram criadas para agrupar a população de acordo com a
atuação no mercado, e desenvolver a partir desse agrupamento uma pesquisa
abrangente capaz de englobar de forma genérica as características do mercado.
A amostra foi retirada de forma a aperfeiçoar o grau de generalização das
empresas que possuem sistemas de Gestão Empresarial dentro de São Luís. Nesse
caso, foram selecionadas 15 (quinze) empresas, proporcionalmente divididas em
cada segmento, que possuem sistemas de gestão empresarial já implementado, e
que foram criteriosamente analisadas para demonstrar o funcionamento e
importância dos ERPs no negócio e conseqüentemente nos seus processos
organizacionais.
Para Marconi e Lakatos (2006), e levando-se em consideração a forma
apresentada acima da pesquisa, a amostra pode ser considerada como
Estratificada, já que houve a necessidade de segmentar a população, no caso, as
empresas que fazem parte do quadro de clientes da CSA, ou seja, formas “estratos”,
a fim de tornar a pesquisa mais representativa, e garantir menor variabilidade.
Ainda segundo as autoras a pesquisa se classifica também como
Estratificada Proporcional, visto que o número de empresas pesquisadas foi
proporcional à extensão de cada seguimento, ou “estrato” de mercado apresentado
dentro da pesquisa.
Nesse sentido segue abaixo as fórmulas utilizadas para se calcular
proporcionalmente à quantidade de empresas para cada segmento ou “estrato”, e
uma tabela resumindo a estrutura e disposição do universo ou população e as
amostras, com seus respectivos componentes.
N – Número de elementos da população
Ni – Número de elementos do estrato i
n – Número de elementos das amostras
ni – número de elementos da amostra i
Fórmula – Ni / N = ni / n ni = (n / N).Ni
Tabela 2: Universo e amostra
Segmentos de Universo Amostra
Mercado N N (%) N N (%)
Comércio
(varejo/atacado),
Comunicação, 34 24,46 4 26,66
Serviços e Terceiro
Setor
Indústria e
30 21,59 3 20
Engenharia
Serviço Público e
28 20,15 3 20
Fundações
Saúde 21 15,11 2 13,33
Educação 9 6,47 1 6,67
Transportes 9 6,47 1 6,67
Segurança e
8 5,75 1 6,67
Limpeza
Total 139 100 15 100

Quanto ao tratamento estatístico, existirá um controle sobre as variáveis


de quantidade e qualidade a fim de estabelecer de forma coerente resultados
comprobatórios da eficiência na utilização de sistemas de gestão empresarial.

5.6 Procedimentos de coletas de dados

A princípio foi realizada uma pesquisa bibliográfica, contemplando o


máximo de fontes, que variaram de livros tradicionais da área de administração de
autores de grande renome, até meios de comunicação mais dinâmicos como
páginas de internet. A abrangência dessa pesquisa bibliográfica é fundamental para
reforçar paralelamente a análise da pesquisa de campo.
Para Marconi e Lakatos (2006), a pesquisa bibliográfica é a principal
ferramenta para a obtenção de uma base de dados consistente através de fontes de
dados primárias, secundárias e terciárias. E para este estudo foi realizada uma
pesquisa dentro dos três tipos de fontes.
Além da pesquisa bibliográfica, foi realizada uma pesquisa de campo,
com o intuito de fazer o levantamento dentro de cada empresa escolhida.
Segundo Marconi e Lakatos (2006, p.83), “Pesquisa de campo é aquela
utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um
problema para o qual se procura uma resposta”
Dentro da pesquisa de campo o principal instrumento utilizado para a
coleta de dados foi o Questionário.
De acordo com Marconi e Lakatos (2006, p.98), “Questionário é um
instrumento de coleta de dados constituído por uma série ordenada de perguntas,
que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do entrevistador”.
Ainda segundo o autor as principais vantagens nesse tipo de instrumento
de dados são: economizar tempo, obter respostas mais rápidas, mais segurança,
menos risco de distorção e maior abrangência.
Nesta pesquisa foram aplicados dois questionários, sendo um destinado
aos Gestores ou Diretores da empresa, e o outro para os Usuários do sistema de
gestão empresarial implementado na empresa.
Para cada questionário foram desenvolvidas perguntas específicas,
capazes de englobar todo o contexto empresarial da empresa.
Marconi e Lakatos (2006), considerando a forma das perguntas,
classifica as perguntas, em ambos questionários desta pesquisa, como: perguntas
abertas, fechadas e de múltipla escolha. Para o autor, perguntas abertas são livres e
sem limitação de respostas, perguntas fechadas ou também “dicotômicas” são
perguntas limitadas, com alternativas fixadas, como por exemplo, sim ou não.
O questionário para Gestores e Diretores é constituído de 15 (quinze)
perguntas, que possuem a seguinte composição:
a. 2 perguntas abertas;
b. 2 perguntas dicotômicas;
c. 11 perguntas de múltipla escolha.
O questionário para os Usuários do ERP implementado na empresa é
constituído, também de 15 (quinze) perguntas, que possuem a seguinte composição:
a. 2 perguntas abertas;
b. 3 perguntas dicotômicas;
c. 10 perguntas de múltipla escolha.
A formação desses questionários foi desenvolvida com o intuito de
descrever e explorar ao máximo a amplitude de informações de cada empresa, e
concomitantemente para facilitar a demonstração dos resultados que será
apresentado com as análises da pesquisa de campo.
6 APRESENTAÇÃO E ANÁLISES DE RESULTADOS

A amostra final foi composta por 15 empresas, sendo 26,66% dos setores
Comércio (atacado e varejo), Comunicação, Serviços e Terceiro Setor, 20% Indústria
e Engenharia, 20% Serviço Público e Fundações, 13,33% Saúde, 6,67% Educação,
6,67% Transportes e 6,67% Segurança e Limpeza.
Na pesquisa foram aplicados um total de 59 questionários, divididos em
questionários para Gerente, Diretores ou Gestores e questionários para os Usuários
do sistema de gestão empresarial. Dentre os 59 questionários aplicados, 15 foram
destinados os Gestores, e 44 aos Usuários do ERP implementado na empresa.
A aplicação dos questionários foi desenvolvida inicialmente com os
gestores e em seguida com os usuários que utilizam o sistema.
A razão de se desenvolver um tipo de questionário específico para os
Gestores pode ser explicada primeiramente pelo fato que somente estes possuírem
algumas informações fundamentais para a pesquisa, além de demonstrar qual a
percepção que eles possuem com relação a esse tipo de tecnologia.
As duas primeiras perguntas dos questionários desenvolvidas para os
Gestores têm o objetivo de traçar o perfil das pessoas que estão à frente da
empresa, visto que é a partir dessas pessoas que pode ocorrer qualquer tipo de
mudança organizacional.
A primeira pergunta tem o objetivo de mostrar quais são os cargos
exercidos pelos Gestores dentro da empresa. Dos 15 Gestores analisados obteve os
seguintes dados:
3 – Gerentes Gerais
2 – Gerentes Financeiros
2 – Diretores Financeiros
2 – Coordenadores Administrativos e Financeiros
2 – Administradores Financeiros
1 – Técnico de Planejamento
1 – Gerente Administrativo
1 – Presidente
1 – Diretor Geral
Além do perfil profissional foi traçado o perfil acadêmico de cada gestor e
obteve-se o seguinte resultado:

Gráfico 1: Grau de formação dos Gestores

A análise dos dados permite constatar que a maioria dos empresários que
tiveram a visão de adquirir um sistema de gestão empresarial possuem uma boa
experiência acadêmica. Ou seja, 80% dos gestores possuem, no mínimo, um curso
superior completo. Isso mostra que o conhecimento adquirido na faculdade ou
universidade é um elemento muito importante no despertar de novas idéias ou
visões empresariais.
Após traçado o perfil dos Gestores, o questionário começou a buscar
repostas que explicassem as razões da aquisição de um ERP, na visão dos
Gestores, e as mudanças, vantagens e benefícios que esse sistema trouxe para a
gestão organizacional.
Um pergunta muito importante no questionário indagava o Gestor sobre
qual ou quais os principais motivos que levaram a ele a adquirir um ERP. Entre todos
os 15 Gestores entrevistados as respostas foram muito parecidas. Resumidamente
os principais motivos que fizeram com que os Gestores adquirissem tal sistema foi à
integração organizacional, entre os departamentos e as atividades de trabalho, o
fornecimento de dados para gerenciar o negócio e a capacidade de controlar custos
e materiais.
Tendo em mente essas necessidades os Gestores passaram para a
próxima etapa, que era a escolha do sistema. Para descobrir qual requisito teve
maior peso na escolha do sistema foi elaborada a 4 pergunta do questionário.

Gráfico 2: Grau de importância dos requisitos para a escolha do ERP

A partir da pergunta do questionário e com base na análise do gráfico


pode-se perceber que para a escolha de um sistema de gestão empresarial, os
Gestores buscam principalmente o custo total de aquisição e implantação, o layout e
estrutura do sistema e a adequação do sistema às necessidades da empresa. Fica
evidente que o custo do sistema ainda é um fator fundamental no processo de
escolha de um sistema, e esse é um dos principais motivos de insucesso na
implementação de um ERP, visto que tais sistemas devem ser analisados em função
da necessidade que será suprida com sua utilização e não pelo sistema mais barato
no mercado, pois muitas das vezes nesse tipo de negociação o barato sai muito
caro.
É evidente que a aquisição de um ERP não pode ser considerada como
uma despesa ou custo para a empresa, mas sim como um investimento.
Com base nessa afirmativa perguntou-se aos empresários qual o valor
investido, em média, na implementação do ERP, e obteve-se os seguintes
resultados:

Gráfico 3: Investimento para a implementação do ERP

Pelo gráfico é possível perceber que o valor investido está na faixa de R$


10 mil a R$ 50 mil. A princípio para algumas empresas pode parecer um valor muito
alto, porém deve-se analisar que um investimento desse porte é um grande passo
para a gestão da empresa, e proporciona meios de tornar significativamente a
empresa muito mais competitiva e conseqüentemente mais lucrativa. E como todo
investimento a longo prazo, não limitando a aquisição de um ERP como somente
investimento a longo prazo, vai gradativamente compensando o valor inicial
investido.
Com relação ao tempo de implementação de um sistema, obteve-se os
seguintes resultados:
Gráfico 4: Tempo para implementação do ERP

O tempo de implementação de um ERP é algo totalmente flexível e


dinâmico, pois depende muito da situação em que a empresa se encontra, tanto no
aspecto estrutural, quanto no aspecto de capital humano. O número de pessoas que
serão treinadas, os departamento ou setores que serão envolvidos, o tipo de
estrutura de hardware que a empresa possuem, todo isso determina o tempo total
que será gasto para que o sistema comece a rodar na empresa. Nas empresas
analisadas pode-se perceber que na maioria o intervalo de tempo variou entre 45 e
90 dias. Esse intervalo de tempo, segundo experiência própria na implementação de
sistemas de gestão empresarial, é característico de sistemas que iram atuar em
mais de 3 departamentos ou setores e que geralmente possuem mais de 10
colaboradores que serão treinados em cada módulo do sistema. Isso vale para
empresas, de forma geral, que possuem essas características, mas cada caso é um
caso, ou seja, também existem empresas que apesar de possuírem essas
características podem apresentar um tempo maior ou menor de implementação.
Entrando no campo das mudanças ocorridas em função da utilização do
ERP pela empresa, os Gestores por meio do questionário informaram qual a
intensidade da mudança que o sistema trouxe para a gestão organizacional.
Levando-se em consideração que é crescente, ou seja, grau 1 (pouco) a 5 (muito),
obteve-se o seguinte resultado:

Gráfico 5: Grau de influências trazidas com a utilização do ERP

Nota-se que os graus 4 e 5 são predominantes em praticamente todos os


requisitos. Isto mostra que a utilização do ERP trouxe em especial a capacidade de
aumentar significativamente o nível de qualidade das informações gerenciais, a
diminuição do retrabalho, o aumento da integração e flexibilização dos processos de
gestão e a melhoria na tomada de decisões. Sem dúvida, a melhoria desses
requisitos na empresa é essencial para o crescimento organizacional.
Como comentado no referencial teórico os ERP são sistemas modulares,
isto é, são compostos por módulos. Em função disso, na compra de um ERP existe a
possibilidade de escolher quais módulos serão necessários para atender os
objetivos organizacionais, e as necessidades que a empresa possui no memento. A
escolha da quantidade dos módulos e quais módulos são determinantes muito
importantes para a composição do valor final e do tempo total de implementação,
como já mostrado acima. Sendo assim o gráfico abaixo mostra quais as áreas
dentro das empresas pesquisadas que são atendidas pelos sistemas de gestão
empresarial.
Gráfico 6: Áreas suportadas pelo ERP

Segundo o gráfico a área financeira foi atendida pelos sistemas em todas


as empresas pesquisadas, ficando evidente a preocupação existencial dos gestores
em ter controle sobre as finanças, além da contabilidade que também está
intimamente ligada com a área financeira. A gestão orçamentária, de suprimentos,
de estoque, comercial também são de grande importância para a gestão, pois atuam
de forma integrada com a área financeira.
Uma pergunta de grande valor no questionário que demonstra a real
importância dos Gestores para com os sistemas de gestão empresarial proporcionou
a criação do gráfico abaixo.
Gráfico 7: Você acha que a utilização, pela sua empresa, de ERP acarreta em vantagem
competitiva?

Dos 15 Gestores analisados 13 responderam que sim. O ERP é um meio


de se obter vantagem competitiva. Essa percentagem juntamente com os pesos e o
grau de influencias que o sistema ERP traz para a gestão organizacional demonstrar
o quanto essas tecnologias são eficientes para o desenvolvimento de um negócio, e
quanto podem proporcionar um diferencial competitivo a partir de ações e
reestruturações internas. É importante comentar que dos 15 Gestores 2
responderam que não, e justificaram suas respostas. Tão importante quando a
opinião dos demais os dois empresários justificaram suas respostas com base na
seguinte afirmação: “Hoje em dia é uma necessidade, não um vantagem
competitiva”.
Com base na afirmação acima dos dois empresários e na óptica realista
de alta competitividade que existe no mercado atual, pode-se considerar que, de
fato, os sistemas de gestão empresarial são uma necessidade realmente. Toda via,
por outro lado também podem ser considerados provedores de vantagem
competitiva a partir do momento em que fornecem meios indispensáveis para se
obter tal vantagem, melhorando de forma genérica a gestão organizacional e a
tomada de decisão.
Assim como no gráfico que mostra as influências trazidas com a utilização
do ERP, o próximo gráfico também demonstra outras características da gestão da
empresa que foram atendidas, levando-se em consideração o grau de intensidade.

Gráfico 8: Justificativas atendidas com a utilização do sistema

Também é percebido que a maioria das justificativas atendidas possuem o


grau maior que 3, mostrando a grande capacidade de influência que o ERP trouxe
para cada uma dessas justificativas. Apenas 4 Gestores marcaram o grau um para
as justificativas “Atendimento às exigências dos clientes”, “Aumento da
competitividade no mercado”, e “Atendimento às exigências fiscais”.
Correlacionando os gráficos 7 e 8, é possível perceber que os mesmos Gestores
que escolheram a opção “não”, no gráfico 7, são os mesmo que marcaram para a
opção “Aumento da competitividade no mercado”, no gráfico 8.
O próximo gráfico revela a capacidade que o sistema de gestão
empresarial possui para suprir a necessidade de informação.
Gráfico 9: O sistema de gestão empresarial supriu às necessidades de informação da gerência e
diretoria?

Por meio desse gráfico é possível perceber que a implementação de um


sistema de gestão empresarial de uma forma ou de outra vai fornecer informações
gerenciais. Nenhum dos Gestores marcou a opção não supriu, 11 marcaram a opção
“Parcialmente”, e 4 marcaram a opção “Totalmente”. O 0% mostra que de qualquer
forma, na pior das hipóteses o que pode acontecer na implementação de um
sistema de gestão empresarial é atender de forma parcial a necessidade de
informação gerencial.
Outro fator importante no processo de implementação de um sistema ERP
é saber qual a estrutura organizacional e física da empresa. Esse tipo de estudo é
na maioria das vezes desenvolvido por consultores da área de TI, elementos
essencial para o sucesso de uma implementação. Dentro desse contexto é de
grande importância saber qual a estrutura de hardwares e softwares que a empresa
possui. Nesse sentido o gráfico abaixo mostra se nas empresas pesquisadas houve
ou não a necessidade de adquirir softwares e hardwares para a implementação do
ERP.
Gráfico 10: Houve necessidade de adquirir hardware e outros softwares para a utilização do
sistema?

A grande maioria das empresas precisou adquirir de forma parcial


hardware ou software pra que fosse implementado o sistema de gestão empresarial.
Mas assim como uma boa parte das empresas não precisaram adquirir hardware ou
software, um percentual muito próximo precisou mudar, trocar ou adquirir
completamente a estrutura tecnológica da empresas. Em geral, as empresas que
necessitaram fazer aquisição total são geralmente empresas que não possuem
qualquer tipo de softwares ou qualquer tipo de ferramenta tecnológica, sendo na
grande maioria empresas que estão entrando em contato pela primeira vez com
sistemas desse tipo. Esse é outro tipo de serviço que também deve ser assessorado
por um consultor na área de TI
Um outro fator fundamental no processo de implantação de um ERP é a
participação do Gestor da empresa. Toda e qualquer decisão parti de cima para
baixo, logo o envolvimento de quem toma a decisão é crucial para o sucesso da
implantação. É por meio do Gestor que se deve delinear o caminho a ser tomado no
processo de implantação e treinamento, são eles que definem as responsabilidades
de cada um da empresa no processo de implantação, sendo assim o coordenador
de implantação da empresa. É por essa importância que o gráfico abaixo mostra o
grau de envolvimento de cada Gestor no processo de implantação do ERP nas
empresas pesquisadas.

Gráfico 11: Grau de envolvimento e participação na implantação do ERP

Pelo gráfico, nota-se que a maioria dos Gestores tiveram participação no


processo de implantação do sistema. Tal resultado pode ser comparado com o grau
de sucesso da implantação do sistema, visto que o envolvimento do Gestor é um
dos determinantes para uma boa implantação. Das empresas pesquisadas todas
obtiveram sucesso na implantação do sistema, apesar de 2 dos 15 Gestores
apresentarem um grau de envolvimento razoavelmente baixo.
Uma palavra composta que é muito falada na boca dos Gestores é o
chamado custo-benefício. Apesar de muitos Gestores não conseguirem medir de
forma consistente o custo-benefício de determinado investimento, é por esse tipo de
relação que a maioria das aquisições são realizadas.
Nesse sentido uma pergunta que não poderia faltar para os Gestores é
justamente sobre o custo-benefício com relação aquisição do ERP.
Gráfico 12: Custo-benefício em relação à aquisição do ERP

Por meio da leitura do gráfico fica evidente que para os Gestores que
adquiriram o sistema de gestão empresarial o custo-benefício é outra razão para a
implementação do sistema na empresa. Dos 15 Gestores 12 disseram que o custo-
benefício é bom, e 3 marcaram como ótimo o custo-benefício do sistema ERP
adquirido. Deixando bem claro que a aquisição de ERP foi o negócio muito bom para
a empresa, e que o investimento foi satisfatório.
Para finalizar a pesquisa com os Gestores foi elaborada uma pergunta
que sintetiza todo o objetivo da pesquisa, e que revele por meio do resultado
apresentado a real importância que as tecnologias de informação, sendo
representadas pelos sistemas de gestão empresarial, têm para a gestão empresarial
e tomada de decisão dos Gestores.
Gráfico 13: Você acha que os sistemas de gestão empresarial são fundamentais para a eficiência
da gestão empresarial e para a eficácia na tomada de decisão?

O gráfico acima deixa bem claro o quanto essas ferramentas são


importantes para os Gestores e conseqüentemente para a gestão da empresa. Dos
15 Gestores, todos responderam que “sim”, ou seja, 100% dos Gestores admitiram
que o ERP é fundamental para tornar a gestão da empresa mais eficiente e ao
mesmo tempo uma ferramenta fundamental para a eficácia na tomada de decisão.
É uma prova concreta de que o ERP é uma solução tecnológica
indispensável no ambiente organizacional das empresas de São Luís, e de forma
geral, em todas as empresas do mundo.
Após se ter uma visão gerencial do ERP a partir dos Gestores e da gestão
da empresa, o próximo tipo de questionário aplicado teve o objetivo de buscar os
aspectos operacionais do sistema na empresa. Isto é, como o sistema atua no
trabalho de cada funcionário ou usuário. Visto que, são eles peças chaves no
processo de implementação do ERP e quem, de fato, vai interagir diretamente com o
sistema. O bom funcionamento do sistema, e a correta alimentação são de inteira
responsabilidade de quem o opera, ou seja, os usuários. A alimentação incorreta
produz informações incorretas e por conseqüência acarreta em decisões incorretas.
Essa é uma seqüência que tem como principal protagonista aquele quem inicia, o
Usuário.
De forma a primeira pergunta do questionário destinado aos Usuários
visava identificar quais as áreas de atuação de cada funcionário, que correspondiam
também às áreas de atuação dos módulos usados por cada um.

Gráfico 14: Áreas de atuação dos usuários de ERP

As áreas ou setores das empresas no gráfico acima mostram um total de


44 Usuários divididos nas mais diversas áreas das empresas. A grande maioria dos
Usuários trabalha na área de Contabilidade, seguidos por Usuários que trabalham
nas áreas de Administração Geral, Suprimentos, Finanças e Recursos Humanos.
Este gráfico mostra a diversidade das áreas em que os Usuários do ERP trabalham
e que também correspondem às áreas que são englobadas pelos módulos do
sistema ERP que os Usuários utilizam.
Assim como qualquer atividade, empresarial ou não, o tempo de prática
ou atuação em determinado processo, ou seja, a experiência influencia muito no que
diz respeito ao conhecimento de determinado assunto ou prática. Na utilização de
sistemas de gestão empresarial não é diferente, quanto maior a experiência com
esses tipos de sistemas, mais fácil será o aprendizado e utilização de qualquer
sistema desse tipo. Por isso, o gráfico abaixo mostra o tempo de utilização do
sistema ERP de cada Usuário.
Gráfico 15: Tempo de uso do ERP pelos usuários

Verifica-se que do total de 44 Usuários pesquisados a percentagem ficou


proporcional para as quatro opções. Isso pode ter ocorrido em função de dois
fatores.
Primeiro pode-se levar em consideração que o tempo de uso do ERP é o
mesmo tempo que a empresa possui o ERP, ou seja, 23% ou 10 dos Usuários, por
exemplo, possuem na empresa em que trabalham o ERP a menos de 6 meses.
Por outro lado, pode-se considerar que alguns dos Usuários pesquisados
possam ter mais tempo ou menos tempo de trabalho na empresa repercutindo o
tempo de utilização do sistema ERP.
Sendo assim, a proporcionalidade entre as opções não mostra uma razão
efetiva, mas é muito importante para a análise do grau de conhecimento de cada
Usuário.
Ainda com relação ao tempo de utilização do sistema, o próximo gráfico
mostra o tempo diário médio que o Usuário passa utilizando o sistema.
Gráfico 16: Tempo de uso diário do ERP pelos usuários

Este gráfico mostra o quanto à rotina de trabalho de cada Usuário passa a


ser vinculada ao ERP. Mais da metade dos 44 Usuários pesquisados utilizam o ERP
8 horas por dia, isto é, durante todo o período de trabalho. Para estes Usuários o
ERP passou a ser um elemento inseparável da rotina de trabalho e de todo o seu
processo, inicial e terminam o dia de trabalho com o ERP, fazem qual tipo de registro
e movimentação com o ERP e controlam com o ERP.
Fazendo uma análise comparativa das informações do gráfico 16 com o
gráfico 15, percebe-se que todos os 54% dos Usuários que trabalham 8 horas por
dia são os mesmos Usuários que compõem os 25% que já trabalham entre 1 e 2
anos, mais os 29% que já trabalham a mais de 2 anos.
Essa relação mostra mais uma vez que o tempo de utilização do sistema
ERP tem grande influencia na utilização de forma eficiente do mesmo.
Partindo para o aspecto de mudanças organizacionais que o sistema ERP
proporciona, o próximo gráfico apresenta o quanto a implantação e utilização do
ERP trouxeram melhorias para as atividades exercidas por cada Usuário.
Gráfico 17: Melhorias das atividades e tarefas na empresa

Seguindo a lógica de quanto maior a intensidade melhor, nota-se que a


grande maioria dos Usuários disse que houve significativa melhoria nas suas
atividades, tarefas ou processo de negócio. Entende-se por melhorias, neste caso,
forma mais fácil de trabalhar, maior agilidade, mais praticidade e menor retrabalho.
Complementando o gráfico acima o próximo gráfico mostra também a
capacidade de automatizar os processos da empresa que também compreendem os
processos dos Usuários.
Gráfico 18: Automatização dos processos da empresa

A automatização de processos dentro de uma organização é uma forma


de padronizar e as atividades, sendo um dos primeiros passos para o emprego da
gestão da qualidade. Logo a utilização do ERP, além de automatizar os processos
de negócio da empresa e conseqüentemente os processos e atividades dos
Usuários, também Server como suporte para a implantação da Gestão da
Qualidade.
Em muitas empresas a visão departamentalizada acaba limitando o
convívio de certos setores, e em muitos casos gerando inconsistência de
informações. Como uma das principais características do ERP é a integração da
empresa, a sua utilização tem como resultado o aumento da área de contato entre
os diferentes processos. Para isso foi realizada a pergunta abaixo.
Gráfico 19: A utilização do sistema ampliou o seu envolvimento com as outras áreas da empresa?

A resposta a essa pergunta gerou o gráfico acima. Com base no gráfico, é


possível constatar que a utilização do ERP ampliou o envolvimento com outras áreas
da empresa para 42 dos 44 Usuários analisados, mostrando o quando o ERP pode
integrar os diversos processos dentro de uma empresa.
Para exemplificar a ampliação desse envolvimento com outras áreas
podemos citar o setor comercial e o setor de suprimentos e estoque. Caso não haja
uma integração entre esse dois setores, o que ocorre em muitas empresas,
provavelmente ocorrerá algum imprevisto. Sem a informação do suprimentos e do
estoque o setor comercial acaba vendendo um produto que não tem mais no
estoque, sem saber da venda a tempo o setor de suprimentos não consegue solicitar
o produto no prazo estabelecido pelo setor comercial no ato da venda, gerando uma
insatisfação completa do cliente.
Com o ERP, além de todos esses setores estarem integrados o tempo de
transmissão da informação de um para o outro é real.
Essa informação necessária para o processo de cada Usuário é também
outro aspecto que foi levado em consideração no questionário aplicado, visto que
em muitas empresas os funcionários acabam não trabalhando efetivamente por falta
de informações necessárias para o próprio desenvolvimento do seu trabalho.
Gráfico 20: Atendimento às necessidades de informação

Nota-se pelo gráfico que praticamente todos os Usuários disseram que o


ERP supriu a necessidade de informação para o desenvolvimento do trabalho. Isso
permite que o trabalho desenvolvido pelo Usuário seja muito mais produtivo, pois
como comentado no referencial teórico o principal ativo da empresa e da gestão
organização é a informação.
Como já discutido acima é fundamental que o Usuário tenha
conhecimento do sistema, de seus recursos e funcionalidades. Esse tipo de
conhecimento é na grande maioria adquirido por treinamentos desses Usuários nos
módulos que iram atuar, com exceção daqueles que aprendem através da utilização
no dia-a-dia sem ajuda de terceiros.
Apenas 14%, ou seja, 6 Usuários disseram que não conhecem todos os
recursos do sistema. Todos eles colocaram como motivos principais de não saberem
todos os recurso do sistema a falta de treinamento e a não necessidade de saber
todos os recursos. Geralmente os Usuários que não conhecem todos os recursos
possuem certas restrições que tornam bloqueadas algumas funcionalidades do
sistema. E em outros casos a falta de prática e mesmo treinamento limita a
utilização do Usuário a somente recursos básicos e que fazem parte da rotina de
trabalho, deixando de lados recursos que tratam as exceções.

Gráfico 21: Você conhece todas as funcionalidades e recursos do sistema?

Nessa pesquisa pode-se perceber que a maioria dos Usuários conhece e


trabalha com todos os recursos do sistema, sendo, portanto um fator positivo para o
bom funcionamento do ERP nas empresas.
O próximo gráfico demonstra o nível de satisfação dos Usuários com
relação ao sistema ERP, enfatizando as principais características de um sistema
ERP.
Gráfico 22: Nível de satisfação para os usuários de ERP

Pela leitura do gráfico acima fica evidente o nível de satisfação dos


Usuários em todos os requisitos. O nível de satisfação varia entre alto e muito alto,
demonstrando o quanto a utilização desse tipo de sistema favorece a qualidade de
trabalho do Usuário na empresa. Dos 44 Usuários 42 consideraram o ERP muito
importante e que fornecem resultados muito confiáveis, 41 consideram as
informações fornecidas pelo ERP muito úteis, 37 consideram as informações
precisas e o ERP um sistema fácil de usar.
Em muitos casos a implementação de um ERP ocasiona algumas
mudanças organizacionais. Como toda mudança gera desconfiança e algumas
vezes resistência pode acontecer de algumas vezes os Usuários não gostarem
dessas alterações e conseqüentemente de quem as gerou.
A mudança sempre ocorre com o intuito de tentar melhorar a forma da
gestão organizacional, como acontece e interagem os processos de negócio. Por
isso, constatada a necessidade de alteração organizacional, por mais difícil que seja
o processo de mudança, principalmente para os funcionários, é necessário, pois é
só a partir dessa mudança que pode ocorrer a implantação do ERP.
Gráfico 23: Alteração de atividades e processos com a utilização do ERP

O gráfico acima mostra por meio dos Usuários pesquisados se houve a


necessidade de alteração de processos e/ou atividade em função da utilização do
ERP. Tendo em mente que, quanto maior a intensidade maior a alteração, verifica-se
que a maioria dos Usuários necessitou alterar seus processos de trabalho para
associá-los a utilização do ERP. Em alguns casos a alteração ocorreu, pois em
contexto genérico a estrutura do processo na empresa estava se desenvolvendo de
forma errada, ou em outros casos, a mudança ocorreu apenas para melhorar a
forma de trabalho do Usuário, que também faz parte do processo.
Uma pergunta muito interessante desenvolvida no questionário mostra na
visão dos Usuários quais as vantagens e desvantagens do ERP. Após um síntese
das respostas obteve-se o seguinte resultado.
Tabela 2: Vantagens e Desvantagens do ERP para os usuários
Vantagens Desvantagens
Traz dependência de outros setores
É um sistema muito bom de manusear. para prosseguir o trabalho.
Depende de outros módulos do sistema
Informações úteis e soluções rápidas para realizar o trabalho.
Fornece resultados contábeis e
bancários completos e confiáveis. Risco de perda de dados.
Integração com outros módulos e Não permite corrigir erros depois de
setores da empresa. lançados.

Agilidade na emissão de cheques.


Integração da empresa em geral.

Amplia o conhecimento de outras áreas


de empresa.
Agilidade nos pedidos e controle de
clientes.

Verifica-se que as vantagens informadas pelos Usuários são a


comprovação na prática do que foi explicado nos capítulos 2 e 4 deste trabalho, isto
é, as características e vantagens dos sistemas de gestão empresarial. Agilidade,
Integração, informação, controle, completos, confiáveis são palavras ditas tanto
pelos principais estudiosos do assunto citados neste trabalho quanto por Usuários
que vivenciam no dia-a-dia de trabalho todas elas.
Referindo-se ao dia-a-dia de trabalho do Usuário o gráfico abaixo mostra
os efeitos que o ERP trouxe para a rotina de cada um, nas mais diversas
características.
Gráfico 24: Efeitos trazidos com a utilização do ERP

A primeira característica que foi analisada no gráfico mostra quanto o


trabalho do Usuário tornou-se mais valorizado em função da utilização do ERP, já
que cada um tem um papel no processo de integração. Apesar do aumento da
interação com outras áreas a quantidade de serviços de cada Usuário diminuiu em
função do processo de automatização evidenciado no gráfico 18. Dos 44 Usuários
24 disseram que os problemas de comunicação, um dos problemas mais graves nas
empresas, diminuíram muito. O controle aumentou, o conhecimento dos processos
de negócio aumento, a liberdade em trabalhar e a valorização das atividades de
cada um também aumentou, e re-trabalho, segundo 34 Usuários diminui de pouco a
muito.
Para confirmar que realmente essa mudança se deu em função da
implementação do ERP o gráfico abaixo mostra a situação considerada pelos
Usuários antes e depois da implementação do ERP.
Gráfico 25: Grau de eficiência da empresa antes e depois da implementação do ERP

Seguindo a mesma lógica, quanto maior o grau maior a eficiência, na


situação anterior a implementação do ERP os Usuários optaram na maioria pelo
grau 1 e 2, ou seja, baixa eficiência. Já posterior a implementação, percebe-se uma
inversão das barras, onde a maioria dos Usuários está nos graus 4 e 5, que
correspondem a alta eficiência.
Outra pergunta também de muita importância na composição do
questionário, mostra o valor do ERP para os funcionários de uma organização.
Gráfico 26: Você acha que suas atividades poderiam ser desenvolvidas na mesma velocidade que
são desenvolvidas hoje, sem a utilização do sistema?

Por meio da leitura deste gráfico, compreende-se que a utilização do ERP


deixou de ser, para os Usuários, algo opcional para algo habitual e essencial no
cotidiano empresarial. A velocidade de processamento das informações trabalhadas
com os Usuários hoje é algo que já se tornou normal por mais rápido que seja. 39
dos 44 Usuários disseram que não teriam como desenvolver suas atividades como
desenvolvem hoje, na mesma velocidade, sem a utilização do ERP. Pode-se
considerar os 11% como Usuários que ainda não conhecem, de fato, todo o sistema.
E fazendo um relacionamento com o gráfico 21 esses 11% são os mesmos usuários
que compõem os 14% que não sabem todas as funcionalidades dos sistemas.
Para sintetizar todos os gráficos apresentados com relação aos Usuários,
o próximo gráfico, além de complementar o gráfico anterior também mostra a
importância do ERP nos processos de negócio dos funcionários de uma empresa, e
o quanto pode se tornar vantajoso para o funcionário e conseqüentemente para a
empresa utilizar esse tipo de tecnologia.
Gráfico 27: Você considera que o ERP seja uma ferramenta indispensável para o seu trabalho?

De todos os 44 Usuários 38 consideraram o ERP uma ferramenta


tecnológica indispensável, ou seja, assim como a energia, o computador, a rede, a
internet, e a informação, o ERP é necessário para o desenvolvimento do trabalho do
funcionário. Sem essa ferramenta não há como ter a mesma eficiência nas
atividades e
tarefas realizadas, sem essa eficiência a gestão perde o seu principal
objetivo, que é a maior produtividade, mais produção em menos tempo.
Logo tanto para os Gestores na gestão quanto para os Usuários na
operação o ERP é fundamental para o desenvolvimento positivo da empresa.
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Encontrar uma forma de se destacar no mercado de negócios é uma


tarefa cada vez mais difícil para as empresas. Preço, prazo, qualidade, facilidade de
pagamento, atendimento são variáveis que vivem em uma linha ténue entre quem
vende e quem compra.
Muitas empresas acreditam que para se tornar competitivas bastam
apenas ter o controle dessas variáveis e um bom setor comercial e de marketing, o
que não é necessariamente correto. Não atentam para a tecnologia como uma fonte
constante e renovada de opções para melhorar a administração empresarial.
Dentro desse mundo da tecnologia as empresas podem se equipar da
melhor maneira possível, a partir da necessidade que apresentam.
É nesse ambiente que se encontra o protagonista desse trabalho o ERP,
uma solução tecnológica capaz de deixar a gestão empresarial muito mais eficiente,
trazendo integração, controle, agilidade e disponibilidade de informações no
momento certo para a pessoa certa.
É interessante lembrar que o objetivo principal desse estudo foi o de
apresentar a importância da utilização dos sistemas de gestão empresarial na
disseminação e utilização da informação, e na capacidade de prover um diferencial
estratégico para as organizações.
E de maneira mais específica, este trabalho buscou definir os conceitos a
relação e a integração existente entre a informação e o ERP; explicar a importância
do ERP no binômio informação/conhecimento e a importância deste como fator
determinante no sucesso empresarial; apresentar ao empresariado ludovicense a
vantagem em utilizar uma aplicação ERP nos processos e na perspectiva de negócio
da empresa; demonstrar, identificar e exemplificar os principais ERP do mercado,
seus recursos e aplicabilidade nos mais diversos negócios; mostrar os benefícios e
vantagens da utilização de um ERP na gestão da empresa, e os resultados desse
investimento na cadeia produtiva e nos processos dentro da organização.
Partindo-se do princípio de que a realidade empresarial é altamente
competitiva e totalmente influenciada pelo avanço tecnológico, todas as informações
apresentadas no referencial teórico mostram o quanto esse tipo de tecnologia é
necessário para a sobrevivência das empresas.
Para consolidar a idéia da importância do ERP na vida das organizações,
apresentada no referencial teórico, a pesquisa de campo trouxe informações reais e
práticas de empresas no mercado local, que possuem experiências na utilização
desses tipos de sistemas.
Tendo em mente os limites da pesquisa, os questionários aplicados
inicialmente com os Gestores das empresas foram fundamentais para concluir que,
nessas empresas, o ERP é, sem dúvida, uma solução tecnológica que tornou a
forma de gerenciar a empresa muito mais dinâmica e eficiente. Como comprovado,
os Gestores, em sua maioria, ficaram satisfeitos com relação à implementação do
sistema de gestão empresarial nas suas empresas. Para eles o ERP proporcionou
integração, geração de informações em tempo real, de forma clara e concisa,
sistematizada e objetiva, diminuiu o re-trabalho dos funcionários e principalmente, no
ponto de vista dos Gestores, atendeu às necessidades de informações gerenciais,
através da emissão de relatórios financeiros e gerenciais para a tomada de decisão.
Além de proporcionar a informação necessária para a tomada de decisão
pelos gestores, o ERP oferece formas de manipular a informação de acordo com o
planejamento estratégico da organização, ou seja, o sistema é moldado para
trabalhar em sintonia com o planejamento da organização, servindo tanto como
fonte de informação para o planejamento organizacional quanto um meio atender os
objetivos do planejamento.
Da mesma forma os Usuários também confirmaram o potencial do ERP
na obtenção de melhores práticas de trabalho. A automatização das atividades, a
ampliação do envolvimento com outras áreas, diminuição de problemas de
comunicação, facilidades na organização e no controle dos processos de negócios
são fatores que tornam o ERP uma ferramenta aprovada pelos funcionários das
empresas da amostra.
A alta percentagem de Usuários da amostra que julgam que suas
atividades não poderiam ser desenvolvidas com a mesma velocidade que são
desenvolvidas hoje, sem a utilização do ERP, demonstra o valor desse sistema tanto
no aspecto produtivo quanto no aspecto motivacional para os funcionários. Além
disso, a pesquisa deixa claro que para os Usuários o ERP não algo que pode ser
descartado para redução de custo, por exemplo. Pois esse tipo de tecnologia, para
as pessoas pesquisadas, já faz parte da rotina de trabalho, e sua eliminação
acarretaria em uma desestruturação das atividades, tarefas e processos.
Considerando-se os dois pontos de vista, do Gestor e do Usuário do
sistema, a pesquisa comprovou que a correta implementação do ERP traz inúmeros
benefícios organizacionais, principalmente para a gestão e para os processos de
negócios inerentes da empresa.
Além dos vários benefícios organizacionais como integração entre os
processos organizacionais, melhoramento no fluxo da informação, controle, maior
rapidez no processamento de informações, o ERP origina mudanças na forma de
fazer negócio, pois afeta diretamente na forma de decisão, no planejamento e no
controle das operações da empresa, que influenciará indiretamente na qualidade
dos produtos e/ou serviços.
Em suma, esses benefícios e mudanças são fatores que exercem grande
influência na capacidade competitiva da empresa. É por isso que os sistemas de
gestão empresarial devem ser vistos como soluções tecnológicas capazes de tornar
mais eficiente a gestão organizacional, proporcionar a tomada de decisão mais
eficaz e conseqüentemente prover a capacidade competitiva da organização.

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SOUSA, Cesar Alexandre de. Sistemas integrado de gestão empresarial: Estudo


de casos de implementação de sistemas ERP. 306f. Dissertação (Mestrado em
Administração) – Departamento de Administração da Faculdade de Economia,
Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2000.
Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/12/12133/tde-19012002-
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SOUZA, C. A.; ZWICKER, R. Ciclo de vida de sistemas Erp. Caderno de Pesquisas


em Administração, São Paulo, v. 1, n. 11, p.46-57, 1º trim./2000.
Disponível em: <http://www.ead.fea.usp.br/cad-pesq/arquivos/C11-ART06.pdf>.
Acesso em: 19 fev. 2008.

STAIR, Ralph M; REYNOLDS, George W. Princípios de Sistemas de Informação.


In_____. Uma introdução aos sistemas de informação. Rio de Janeiro: CTC,
2002. cap 1, p. 1-29.

TOTVS. Disponível em: <http://www.totvs.com>. Acesso em: 25 abr. 2008.

TURBAN, Efraim; RAINER, R. Kelly; POTTER, Richard E. Administração de


Tecnologia da Informação – Rio de Janeiro: Campus, 2003.

VERGARA, Silvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em administração.


9. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
APÊNDICES
APÊNDICE A – Modelo de Questionário para Gestores e Diretores de empresas com
ERP

Questionários para Gestores e Diretores de empresas com ERP

Nome da empresa: ________________________________

1) Qual a função exercida por você na empresa?


________________________________________________________________

2) Indique abaixo qual o seu grau de formação.


(Por favor, marque com “X” a opção apropriada)
a. Ensino Médio completo
b. Curso superior incompleto
c. Curso superior completo
d. Especialização incompleta
e. Especialização completa
f. MBA
g. Mestrado ou Doutorado

3) Qual ou quais os principais motivos que levou você a adquirir, para sua empresa, um
Sistema de Gestão Empresarial?
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_________________________________________________

4) Marque abaixo com um “X” o grau de importância dos requisitos levados em


consideração na escolha do Sistema de Gestão Empresarial a ser utilizado na empresa.
[Graduação: de 1(pouco) a 5(muito)]
1 2 3 4 5
a. Custo total de aquisição e implantação
b. Suporte e assistência técnica
c. Adequação às necessidades da empresa
d. Tempo de implementação do sistema
e. Número de empresas que utilizam o sistema
f. Treinamento dos usuários no sistema
g. Layout e estrutura do sistema (banco de dados, interface, linguagem)

5) Quanto foi o investimento total para implementação do sistema em sua empresa? (Por
favor, marque com o “X” a opção apropriada”):

a. menos de R$ 10 mil d. R$ 50 a R$ 75 mil


b. R$ 10 a R$ 25 mil e. R$ 75 a R$ 100 mil
c. R$ 25 a R$ 50 mil f. mais de R$ 100 mil

6) Qual foi o tempo total gasto na implementação do sistema?


(Por favor, marque com o “X” a opção apropriada”):

a. menos de 15 dias d. 45 a 60 dias


b. 15 a 30 dias e. 60 a 90 dias
c. 30 a 45 dias f. mais de 90 dias

7) Marque com um “X” as influências que a utilização do sistema trouxe para a gestão da
organização. [Graduação: de 1(pouco) a 5(muito)]
1 2 3 4 5
a. Aumento do nível de qualidade das informações gerenciais
b. Padronização de muitos processos da gestão econômico-financeira
c. Tomada de decisões mais consistentes, com recurso de emissão de relatórios
d. Diminuição do retrabalho
e. Aumento da integração e flexibilização dos processos de gestão
f. Redução de custos internos
g. Motivação e comprometimento dos colaboradores

8) Quais as áreas de negócio da sua empresa são suportadas pelo Sistema de Gestão
Empresarial?(Por favor, marque com o “X” as opções apropriadas”):

a. Gestão Financeira f. Gestão de RH


b. Gestão Orçamentária g. Gestão Comercial
c. Gestão de Suprimentos h. Marketing
d. Gestão de Estoque i. Distribuição e Logística
e. Gestão de Qualidade j. Outros

9) Você acha que a utilização, pela sua empresa, de um Sistema de Gestão Empresarial
acarreta em uma vantagem competitiva em relação a outras empresas que não
possuem? Caso sua escolha seja a opção B, explique.
A – ( ) Sim
B – ( ) Não
________________________________________________________________
________________________________________________________________
________________________________________________________________

10) Dentre as justificativas abaixo marque com um “X” aquelas que foram atendidas com
a utilização do sistema. [Graduação: de 1(pouco) a 5(muito)]
1 2 3 4 5
a. Atendimento as exigências fiscais
b. Aumento da competitividade no mercado
c. Aumento da demanda de informações em tempo real
d. Atendimento as exigências dos fornecedores
e. Atendimento as exigências dos clientes
f. Redução de custos internos
g. Motivação e comprometimento dos colaboradores

11) O Sistema de Gestão Empresarial supriu as necessidades de informação da Gerência e


Diretoria?
A – ( ) Totalmente
B – ( ) Parcialmente
C – ( ) Não supriu

12) Houve a necessidade de adquirir hardware e outros softwares para utilização do


Sistema de Gestão Empresarial?
A – ( ) Totalmente
B – ( ) Parcialmente
C – ( ) Não houve

13) Qual foi o seu grau de envolvimento e participação na implantação do sistema?


[Graduação: de 1(pouco) a 5(muito)]

1 2 3 4 5

14) Como você considera o custo-benefício com relação à aquisição do sistema?


A – ( ) Ruim
B – ( ) Regular
C – ( ) Bom
D – ( ) Ótimo

15) Você como Gerente, Gestor ou Diretor de sua empresa considera que as Tecnologias
da Informação, neste caso, representada pelo Sistema de Gestão Empresarial, são
fundamentais para a eficiência da gestão empresarial e para a eficácia na tomada de
decisão.
A – ( ) Sim
B – ( ) Não

O espaço abaixo é destinado caso você queira deixar alguma sugestão, dúvida ou opinião
sobre este questionário ou sobre o assunto em questão (Sistemas de Gestão Empresarial –
ERP).

________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
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________________________________________________________________________
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APÊNDICE B – Modelo de Questionário para Usuários do ERP

Questionários para os Usuários do ERP


Nome da empresa: ________________________________

1) Qual a sua área funcional? Favor marcar com um “X” a principal função.
A Contabilidade E Finanças I Marketing
B Administração geral F Recursos Humanos J Sistema de Informação
C Vendas G Manufatura/Produção K Engenharia
D Suprimentos H Outras (Especifique):

2) A quanto tempo você utiliza na empresa que trabalha um sistema de gestão


empresarial (ERP)?
a – ( ) menos de 6 meses
b – ( ) entre 6 meses 12 meses
c – ( ) entre 1 e 2 anos
d – ( ) mais de 2 anos

3) Em média, quanto tempo você passa utilizando o sistema?


a – ( ) 1 hora por dia
b – ( ) 4 horas por dia
c – ( ) 8 horas por dia
d – ( ) 12 horas por dia

4) A implantação e utilização do sistema trouxeram melhorias nas atividades de negócios


e tarefas que você desenvolve na organização?
[Graduação: de 1(pouco) a 5(muito)]

Marque com um “X” na linha abaixo no número escolhido


1 2 3 4 5

5) A utilização do sistema automatizou seus processos em qual escala de eficiência?


[Graduação: de 1(pouco) a 5(muito)]

1 2 3 4 5

6) A utilização do sistema ampliou seu envolvimento com as outras áreas da empresa?


A – ( ) Sim
B – ( ) Não
7) O sistema atendeu as suas necessidades de informações?
[Graduação: de 1(pouco) a 5(muito)]

1 2 3 4 5

8) Você conhece todas as funcionalidades e recursos do sistema? Caso não, quais os


principais motivos?
____________________________________________________________
____________________________________________________________
____________________________________________________________
____________________________________________________________

9) Indique o seu nível de satisfação com o sistema. Na média o sistema: (responda cada
um dos itens abaixo)

1 2 3 4 5
Satisfação muito Satisfação baixa Satisfação média Satisfação alta Satisfação muito
baixa alta

A – É considerado muito importante 1 2 3 4 5


B – É usado sempre que possível 1 2 3 4 5
C – Fornece resultados confiáveis 1 2 3 4 5
D – Fornece respostas e soluções rápidas 1 2 3 4 5
E – Fornece resultados precisos 1 2 3 4 5
F – Fornece resultados completos 1 2 3 4 5
G – É fácil de usar 1 2 3 4 5
H – É fácil de aprender 1 2 3 4 5
I – Fornece informações úteis 1 2 3 4 5

10) Seus processos e atividades desenvolvidos na empresa foram alterados após a


implantação e utilização do sistema?
[Graduação: de 1(pouco) a 5(muito)]

1 2 3 4 5

11) Preencha nos campos abaixo as principais vantagens e desvantagens que o sistema
trouxe para sua função na empresa.

VANTAGENS DESVANTAGENS

12) Indique os efeitos que o sistema está tendo nas seguintes características de seu
trabalho. Marque com “X” a sua opção em cada um dos itens abaixo.
Diminuiu Diminuiu Sem Aumentou Aumentou
Muito Pouco mudança Pouco Muito
Importância do meu trabalho
Quantidade de serviços
necessários para o meu trabalho
Problemas de comunicação
Controle e organização das
minhas atividades
O grau de conhecimento dos
meus processos e de outros
processos
Informação sobre o desempenho
do meu trabalho (feedback)
Liberdade na forma de trabalhar
Valorização das minhas
atividades e da minha função
Re-trabalho em função de erros
Relacionamento interpessoal

13) Em qual grau de eficiência a empresa que você trabalha se encontrava antes e depois
da implementação do sistema? Se você entrou após a implementação do sistema
selecione o mesmo número para ambas as opções
[Graduação: de 1(pouco) a 5(muito)]

1 2 3 4 5
Antes
Depois

14) Você acha que suas atividades poderiam ser desenvolvidas na mesma velocidade que
são desenvolvidas hoje, sem a utilização do sistema?
A – ( ) Sim
B – ( ) Não

15) Tendo em vista o seu conhecimento do sistema e a sua utilização nos seus processos e
atividades, você considera que o mesmo seja uma ferramenta indispensável para o seu
trabalho?
A – ( ) Sim
B – ( ) Não