0 notas0% acharam este documento útil (0 voto) 205 visualizações246 páginas6118-2022 Consulta Nacional
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Projeto em Consulta Nacional
ABNTICB-002
q i PROJETO DE REVISAO ABNT NBR 6118
SET 2022
Projeto de estruturas de concreto
APRESENTACAO
1) Este Projeto de Revisao foi elaborado pela Comissao de Estudo de Estruturas de Conoreto ~
Projeto e Execugdo (CE-002:124.015) do Comité Brasileiro da Construgao Civil (ABNT/CB-002):
a) € previsto para cancelar e substituir a ABNT NBR 6118:2014 Verso corrigida: 2014, a
qual foi tecnicamente revisada, quando aprovado, sendo que, nesse interim, a referida
norma continua em vigor:
b) nao tem valor normativo.
2) Aqueles que tiverem conhecimento de qualquer direito de patente devem apresentar esta
informagao em seus comentarios, com documentagao comprobatéria.
3) Analista ABNT — Michelly Oliveira.
@ABNT 2022
Todos os direitos reservados. Salvo disposigao em contrario, nenhuma parte desta publicagao pode ser modificada
ou utlizada de outra forma que altere seu contetido. Esta publicagao nao é um documento normativo e tem
apenas a incumbéncia de permitir uma consulta prévia ao assunto tratado. Nao é autorizado postar na internet
ou intranet sem prévia permissio por escrito. A permissao pode ser solicitada aos meios de comunicagao da ABNT.
NAO TEM VALOR NORMATIVO.ABNTICB-002
q r PROJETO DE REVISAO ABNT NBR 6118
SET 2022
Projeto de estruturas de concreto
Design of conorete structures
Prefai
‘AAssociagao Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalizagao. As Normas
Brasileiras, cujo contetido é de responsabilidade dos Comités Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalizagao Setorial (ABNT/ONS) e das Comissdes de Estudo Especiais (ABNT/CEE), sao
elaboradas por Comissées de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto
da normalizacao.
Os Documentos Técnicos ABNT so elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 2.
AABNT chama a atengo para que, apesar de ter sido solicitada manifestagao sobre eventuais direitos
de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados @ ABNT
‘a qualquer momento (Lei n° 9.279, de 14 de maio de 1996).
Os Documentos Técnicos ABNT, assim como as Normas Internacionais (ISO e IEC), s4o voluntarios
€ nao incluem requisitos contratuais, legais ou estatutarios. Os Documentos Técnicos ABNT nao
substituem Leis, Decretos ou Regulamentos, aos quais os usuarios devem atender, tendo precedéncia
sobre qualquer Documento Técnico ABNT.
Ressalta-se que os Documentos Técnicos ABNT podem ser objeto de citagdo em Regulamentos
Técnicos. Nestes casos, os 6rgdos responsaveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar
as datas para exigéncia dos requisitos de quaisquer Documentos Técnicos ABNT.
A ABNT NBR 6118 foi elaborada no Comité Brasileiro da Construgao Civil (ABNT/CB-002),
pela Comissao de Estudo de Estruturas de Concreto - Projeto e Execugéio (CE-002:124.015)
© Projeto de Reviséo cifculou em Consulta Nacional conforme Edital n° XX, de [Link]
& [Link].
AABNT NBR 6118:2022 cancela e substitui a ABNT NBR 6118:2014 Versao Corrigida:2014, a qual foi
tecnicamente revisada.
Para facilitar a consulta e a aplicagao desta Norma, tendo em vista sua extensfo e abrangéncia, as
Tabelas e Figuras esto identiticadas em fungao da segao em que esto inseridas. Dessa forma,
ontimero de identificagao de cada Tabela ou Figura tem inicialmente o ntimero da sego, seguido pela
numeragao sequencial dentro da seco.
Projeto em Consulta Nacional
© Escopo em inglés da ABNT NBR 6118 ¢ 0 seguinte:
Scope
This Standard establishes the procedures and basic requirements for design of plain, reinforced and
prestressed concrete structures except those which use light and heavy concrete or other special types
of concrete.
NAO TEM VALOR NORMATIVOProjeto em Consulta Nacional
ABNTICB-002
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This Standard applies to normal concrete structures, identified by dry specific mass between 2 000 kg/m3
and 2 800 kg/m®, in strength classes belonging to group | (C20 to C50) and group 1! (C55 to C90),
according to ABNT NBR 8953 classification. This Standard does not apply to mass-concrete and
concrete without fines.
This Standard establishes the general requirements to be complied with by the design as a whole as
well as the specific requirements regarding each one of the design stages.
This Standard does not include requirements applicable for avoiding limit states caused by certain
types of actions such as earthquakes, impacts, explosions and fire. For seismic actions, consult
ABNT NBR 15421; for fire actions, consult ABNT NBR 15200.
In the case of special structures, such as precast elements, bridges and viaducts, hydraulic works,
arches, silos, chimneys, towers, off-shore structures, or structures that use unconventional construction
techniques, such as sliding forms, successive swings, progressive, shotcrete and fiber-reinforced
concrete, the conditions of this Standard are stil applicable, being necessary the complementation
and eventual adjustments in points indicated in the specific Standards.
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Introduc¢ao
Para a elaboragao desta Norma, foi mantida a filosofia da edigao anterior da ABNT NBR 6118
(historicamente conhecida como NB-1) e das ABNT NBR 7197, ABNT NBR 6119 ¢ NB-49, de modo
que a esta Norma cabe definir os critérios gerais que regem o projeto das estruturas de conereto,
sejam elas de edificios, pontes, obras hidraulicas, portos ou aeroportos etc. Assim, ela deve ser
complementada por outras normas que estabelegam critérios para estruturas especificas,
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Projeto de estruturas de concreto
1 Escopo
1.1. Esta Norma estabelece 0s procedimentos e requisitos basicos para o projeto de estruturas de
conereto simples, armado e protendido, excluidas aquelas em que se utilizam concreto leve, pesado
Ou outros especiais.
1.2. Esta Norma se aplica as estruturas de concretos normais, identificados por massa especifica
seca compreendida entre 2 000 kg/m? e 2 800 kg/m’, nas classes de resistencia pertencentes ao
grupo | (C20 a C50) € ao grupo Il (C55 a C90), conforme classificagdo da ABNT NBR 8953. Esta
Norma nao se aplica a concreto-massa e a concreto sem finos.
1.3 Esta Norma estabelece os requisitos gerais a serem atendidos pelo projeto como um todo,
bem como os requisitos especificos relatives a cada uma de suas etapas.
1.4. Esta Norma nao inclui requisitos para evitar os estados-limites gerados por certos tipos de ago,
como sismos, impactos, explosdes e fogo. Para ages sismicas, consultar a ABNT NBR 15421; para
ages em situagao de incéndio, consultar a ABNT NBR 15200.
1.5 No caso de estruturas especiais, como de elementos pré-moldados, pontes e viadutos, obras
hidrdulicas, arcos, silos, chaminés, torres, estruturas off-shore, ou estruturas que utilizam técnicas
construtivas nao convencionais, como formas deslizantes, balangos sucessivos, langamentos
progressivos, concreto projetado e concreto reforgado com fibras, as condigdes desta Norma ainda
‘so aplicavels, sendo necessarios a complementagao e ajustes eventuais em pontos indicados nas
Normas especificas.
2. Referéncias normativas
Os documentos relacionados a seguir sdo indispensdveis a aplicagéo deste documento, Para
referéncias datadas, aplicam-se somente as edigGes citadas. Para referéncias néo datadas, aplicam-se
as edig6es mais recentes do referido documento (incluindo emendas).
ABNT NBR 5674, Manutengdo de edificagdes — Requisitos para o sistema de gestéo de manutengéo
ABNT NBR 5732, Cimento Portland comum — Especificagao
ABNT NBR 5733, Cimento Portland de alta resisténcia inicial — Especificagéo
ABNT NBR 5735, Cimento Portland de alto-forno — Especiticagao
ABNT NBR 5736, Cimento Portland pozolénico - Especificagao
ABNT NBR 5737, Cimento Portland resistente a sutfatos — Especificagao
ABNT NBR 5738, Concreto — Procedimento para moldagem e cura de corpos de prova
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ABNT NBR 5739, Concreto— Ensaio de compressdo de corpos de prova cilindricos
ABNT NBR 6004, Arames de ago — Ensaio de dobramento alternado — Método de ensaio
ABNT NBR 6120, Agées para 0 célculo de estruturas de edificagdes
ABNT NBR 6123, Forgas devidas ao vento em edificagdes — Procedimento
ABNT NBR 6153, Produtos metélicos - Ensaio de dobramento semi-guiado — Método de ensaio
ABNT NBR 6349, Barras, cordoalhas e fios de ago para armaduras de protensdo — Ensaio de tragdo
ABNT NBR 7222, Conoreto e argamassa - Determinagéo da resisténcia a trago por compresséo
diametral de corpos de prova cilindricos
ABNT NBR 7480, Ago destinado a armaduras para estruturas de concreto armado — Especificagéo
ABNT NBR 7481, Tela de ago soldada — Armadura para concreto - Especiticagdo
ABNT NBR 7482, Fios de ago para estruturas de conereto protendido ~ Especificagao
ABNT NBR 7483, Cordoaihas de aco para estruturas de concreto protendido — Especificagao
ABNT NBR 7484, Barras, cordoalhas e fios de ago destinados a armaduras de protenséo - Método
de ensaio de relaxagao isotérmica
ABNT NBR 8522, Conereto - Determinagao do médulo estético de elasticidade 4 compresséo
ABNT NBR 8548, Barras de aco destinadas a armaduras para conoreto armado com emenda mecénica
ou por solda — Determinagao da resisténcia a tragao — Método de ensaio
ABNT NBR 8681:2003 Verso Corrigida:2004, Agdes e seguranga nas estruturas ~ Procedimento
ABNT NBR 8953, Concreto para fins estruturais — Classificagao pela massa especifica, por grupos
de resisténcia e consisténcia
ABNT NBR 8965, Barras de ago CA 42 S com caracteristicas de soldabilidade destinadas a armaduras
para conereto armado — Especificagao
ABNT NBR 9062, Projeto e execugao de estruturas de concreto pré-moldado
ABNT NBR 11578, Cimento Portland composto - Especificagao
ABNT NBR 12142, Concreto ~ Determinagao da resistencia 4 trag4o na flexao de corpos de prova
prisméticos
ABNT NBR 12654, Controle tecnolégico de materiais componentes do concreto — Procedimento
ABNT NBR 12655, Concreto de cimento Portland - Preparo, controle e recebimento — Procedimento
ABNT NBR 12989, Cimento Portland branco — Especificagéo
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ABNT NBR 13116, Cimento Portland de baixo calor de hidratagao — Especificagao
ABNT NBR 14859-2, Laje pré-fabricada — Requisitos — Parte 2: Lajes bidirecionais
ABNT NBR 14931, Execugdo de estruturas de concreto - Procedimento
ABNT NBR 15200, Projeto de estruturas de concreto em situagao de incéndio
ABNT NBR 15421, Projeto de estruturas resistentes a sismos — Procedimento
ABNT NBR 1557-1, Agregados — Reatividade dlcali-agregado — Parte 1: Guia para avaliagao
da reatividade potencial e medidas preventivas para uso de agregados em concreto
ABNT NBR ISO 6892-1, Materiais metélicos — Ensaio de tragéo - Parte1: Método de ensaio a
temperatura ambiente
ABNT NBR NM 67, Concreto ~ Determinagao da consisténcia pelo abatimento do tronco de cone
3 Termos e definigées
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definigses.
3.1. Dofinices de conereto estrutural
344
concreto estrutural
termo que se refere ao espectro completo das aplicagdes do concreto como material estrutural
31.2
elementos de concreto simples estrutural
elementos estruturais elaborados com concreto que nao possuem qualquer tipo de armadura,
ou que a possuem em quantidade inferior ao minimo exigido para o concreto armado (ver [Link].1
e Tabela 17.3)
3.4.3
elementos de concreto armado
aqueles cujo comportamento estrutural depende da aderéncia entre concreto e armadura, e nos quais
no se aplicam alongamentos iniciais das armaduras antes da materializagao dessa aderéncia
344
elementos de concreto protendido
aqueles nos quais parte das armaduras é previamente alongada por equipamentos especiais
de protenséo, com a finalidade de, em condigdes de servigo, impedir ou limitar a fissuragdo e os
deslocamentos da estrutura, bem como propiciar o melhor aproveitamento de aos de alta resisténcia
no estado-limite ultimo (ELU)
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3.4.5
armadura passiva
qualquer armadura que nao seja usada para produzir forgas de protenséo, isto , que nao seja
previamente alongada
3.1.6
armadura ativa (de protensao)
armadura constituida por barras, fis isolados ou cordoalhas, destinada & produg&o de forgas de
protensdo, isto &, na qual se aplica um pré-alongamento inicial
34.7
conereto com armadura ativa pré-tracionada (protensio com aderéncia inicial)
concreto protendido em que o pré-alongamento da armadura ativa € feito utilizando-se apoios
independentes do elemento estrutural, antes do lancamento do concreto, sendo a ligagdo da armadura
de protenséio com os referidos apoios desfeita apés o endurecimento do conoreto; a ancoragem no
concreto realiza-se somente por aderéncia
3.1.8
conereto com armadura ativa pés-tracionada (protensdo com aderéncia posterior)
conereto protendido em que o pré-alongamento da armadura ativa é realizado apds o endurecimento do
conereto, sendo utilizadas, como apoios, partes do proprio elemento estrutural, criando posteriormente
aderéncia com o concreto, de modo permanente, através da injego das bainhas
31.9
conereto com armadura ativa pés-tracionada sem aderéncia (protenséo sem aderéncia)
conereto protendido em que o pré-alongamento da armadura ativa é realizado apés 0 endurecimento
do concreto, sendo utilizadas, como apoios, partes do proprio elemento estrutural, mas no sendo
criada aderéncia com o concreto, ficando a armadura ligada ao conoreto apenas em pontos localizados
3.1.10
junta de dilatacao
qualquer interrupgao do concreto com a finalidade de reduzir tensdes internas que possam resultar
em impedimentos a qualquer tipo de movimentago da estrutura, principalmente em decorréncia de
retracdo ou variagao da temperatura
3.4.11
junta de dilatacao parcial
+ reduc de espessura igual ou maior que 25 % da segdo de concreto
ue
A.
3.2. Definicdes de estados-limites
3.2.4
estado-limite dltimo
ELU
estado-limite relacionado ao colapso, ou a qualquer outra forma de ruina estrutural, que determine
a paralisagdo do uso da estrutura
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3.22
estado-limite de formacio de fissuras
ELS.F
estado em que se inicia a formago de fissuras. Admite-se que este estado-limite é atingido quando
a tensdio de trago maxima na segao transversal for igual a fe: (ver 13.4.2 € 17.3.4)
3.23
estado-limite de abertura das fissuras
ELS-W
estado em que as fissuras se apresentam com aberturas iguais aos valores maximos especificados
em 13.4.2 (ver 17.3.3)
3.24
estado-limite de deformacées
ELS-DEF
estado em que as deformagées atingem os limites estabelecidos para a ulilizagdo normal, dados em
13.3 (ver 17.3.2)
excessivas
3.2.5
estado-limite de descompressao
ELS-D
estado no qual, em um ou mais pontos da seco transversal, a tens&o normal é nula, ndo havendo
tragao no restante da se¢o. Verificag&o usual no caso do concreto protendido (ver 13.4.2)
3.2.6
estado-limite de descompressao parcial
ELS-DP
estado no qual garante-se @ compressao na secdo transversal, na regio onde existem armaduras
ativas. Essa regio deve se estender até uma distancia ap da face mais proxima da cordoalha ou
da bainha de protensao (ver Figura 3.1 e Tabela 13.4)
Regio
Bainha de —
Eocte se comprimida
Regiéo __ 8p
tradicionada
Figura 3.1 - Estado-limite de descompressao parcial
3.27
estado-limite de compressao excessiva
ELS-CE
estado em que as tensdes de compresso atingem o limite convencional estabelecido. Usual no caso
do conereto protendido na ocasiao da aplicagao da protensdo (ver [Link].2.a)
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Pr
Oj
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3.28
estado-limite de vibracées excessivas
[Link]
estado em que as vibragées atingem os limites estabelecidos para a utilizagao normal da construcao
(ver 23.3)
3.3. Definicdo relativa aos envolvidos no processo construtivo
3.3.4
contratante
pessoa fisica ou juridica, de direito publico ou privado, que, mediante instrumento habil de compromisso,
contrata a execugdo de servigos e/ou obras através de contratado técnica, juridica e financeiramente
habilitado
4 Simbologia
4.1 Generalidades
A simbologia adotada nesta Norma, no que se refere as estruturas de concreto, é constitulda por
simbolos-base (mesmo tamanho e no mesmo nivel do texto corrente) e simbolos subscritos.
Os simbolos-base, utilizados com mais frequéncia nesta Norma, encontram-se estabelecidos em 4.2
@ os simbolos subscritos, em 4.3.
A simbologia geral encontra-se estabelecida nesta sega € a simbologia mais especifica de algumas
partes desta Norma é apresentada nas secdes pertinentes, de forma a simplificar a compreensao e,
Portanto, a aplicacao dos conceitos estabelecidos.
As grandezas representadas pelos simbolos constantes desta Norma devem sempre ser expressas
em unidades do Sistema Internacional (SI).
4.2 Simbolos-base
4.2.1 Generalidades
Aiguns simbolos-base apresentados em 4.2.2 a 4.2.4 esto acompanhados de simbolos subscritos,
de forma a nao gerar dividas na compreensdo de seu significado
4.2.2 Letras mintisculas
a-— distancia ou dimensdo
—menor dimensao de um reténgulo
—deslocamento maximo (flecha)
b-largura
—dimenso ou distancia paralela & largura
= menor dimensdo de um retangulo_
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by —largura da alma de uma viga
¢— cobrimento da armadura em relagao a face do elemento
d—altura util
~ dimensao ou distancia
e— excentricidade de calculo oriunda dos esforgos solicitantes Mga e Nga
— distancia
f-resisténcia (ver Seo 8)
h—dimensao
~altura
~hora
i—raio de giragao minimo da seco bruta de concreto da peca analisada
k~coeficiente
£—altura total da estrutura ou de um lance de pilar
= comprimento
-vao
n—-nimero
—ntimero de prumadas de pilares
r—raio de curvatura interno do gancho
=rigidez
‘5 espagamento entre as barras da armadura
t- comprimento do apoio paralelo ao vao da viga analisada
tempo
u-perimetro
w— abertura de fissura
x~altura da linha neutra
Z—brago de alavanca
~ distancia
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42.3 Letras maitisculas
A—area da segdo cheia
Ac ~ area da segao transversal de concreto
Ag — area da seco transversal da armadura longitudinal de tragao
‘Ag — area da seco transversal da armadura longitudinal de compressao
D- diametro dos pinos de dobramento das barras de ago
E—médulo de elasticidade (ver Segdo 8)
(El) - rigidez
F—forga
— ages (ver Segdo 11)
G— ages permanentes (ver Segdo 11)
Ge - médulo de elasticidade transversal do conoreto
H-altura
~ altura total da estrutura
J,~momento de inércia da segao de conereto
K—coeficiente
M—momento
— momento fletor
‘Mtg — momento fletor de 1® ordem de cdlculo
‘Mog ~ momento fletor de 2° ordem de cdlculo
‘Ma — momento fletor resistente de calculo
‘Mgq — momento fletor solicitante de célculo
Ng ~ forga normal de célculo
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ra — forca normal resistente de célculo
Neq ~ forga normal solicitante de caleulo
Q— ages variaveis (ver Sedo 11)
R-reagao de apoio
Rg — esforgo resistente de cdlculo
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Sq~ esforgo solicitante de calcul
T—temperatura
momento torcor
Tra — momento torcor resistente de calculo
Tgq — momento torgor solicitante de calculo:
Va — forga cortante de calculo
Vea ~ forga cortante resistente de calculo
Vsq — forga cortante solicitante de calcula
4.2.4 Letras gregas
a ngulo
— parametro de instabilidade
— coeficiente
~ fator que define as condig6es de vinculo nos apoios
a, — parametro de redugao da resisténcia do concreto na compressao
ag ~ parametro em fungao da natureza do agregado que influencia o médulo de elasticidade
B~ Angulo
—coeficiente
ye~ Oveficiente de ponderagao da resisténcia do concreto
‘f— coeficiente de ponderagao das agGes (ver Segao 11)
‘Ym — Coeficiente de ponderago das resisténcias (ver Segdo 12)
‘ip ~ Coeficiente de ponderacao das cargas oriundas da protensdo (ver Tabela 11.1 ¢ [Link])
‘¥- Coeficiente de ponderagao da resisténcia do ago
5 —coeficiente de redistribuigao
~ deslocamento
© —deformagao especifica
£.— deformagao especifica do conoreto
&)— deformagao especifica da armadura ativa
#4 — deformagdo especifica do ago da armadura passiva
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9/242ABNTICB-002
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6 — rotagao
= Angulo de inclinago
—desaprumo
2.— Indice de esbeltez
1 coeficiente
— momento fletor reduzido adimensional
v— Coeficiente de Poisson
— forga normal reduzida adimensional
p~ taxa geométrica de armadura longitudinal de tragao
Pc — massa especifica do concreto
Pmin — taxa geométrica minima de armadura longitudinal de vigas e pilares
pp ~ taxa geométrica da armadura de protenso
ps — taxa geométrica de armadura aderente passiva
ac — tens&o & compressao no concreto
et — tensdo a tragao no concreto
Gp — tensdo no ago de protensao
Rg — tensao normal resistente de calculo
~ tensao normal no ago de armadura passiva
gq ~ tensao normal solicitante de célculo
Ra — tensdo de cisalhamento resistente de calcul
to em Consulta Nacional
Q) :s4-tensao de cisalnamento de calculo usando 0 contomo adequado ao fendmeno analisado
Ta —tensdio de cisalhamento de célculo, por torgao
Oj
S— sya tensao de cisalhamento de calculo, por forga cortante
oa $-diametro das barras da armadura
$¢— didmetro das barras de armadura longitudinal de pega estrutural
$n didmetro equivalente de um feixe de barras
$p — diametro nominal de fio ou cordoalha
$1 diametro das barras de armadura transversal
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évbr— diametro da aguiha do vibrador
@~ Coeficiente de fluéncia
4.3 Simbolos subscritos
4.3.1 Generalidades
Os simbolos subscritos so apresentados apenas em 4.3.2 a 4.3.4, em mesmo tamanho do texto
corrente, de forma a facilitar a sua visualizagao.
4.3.2 Letras mintisculas
apo ~ apoio
—concreto
cor - corrigido
d= valor de célculo
ef - efetivo
e— equivalente
eq - equivalent
fofeixe
fad ~fadiga
fic -ficticia
g- ages permanentes
h= horizontal
i numero sequencial
inf — inferior
j—idade (referente & cura do conereto)
k—valor caracteristico
—ntimero sequencial
lim = limite
m-média
max — maximo
min — minimo
nec —necessario
NAO TEM VALOR NORMATIVO.
11/242to em Consulta Nacional
®
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nom — nominal
p—aco de armadura ativa
q— agoes varidveis,
r= radial
s— ago de armadura passiva
sec — secante
ser —servigo
sup - superior
t-tragao
— transversal
tot — total
u=tiltimo
—ruptura
v-vertical
-viga
vig - viga
w-alma
= transversal
xe y— diregdes ortogonais
y—escoamento do ago
*5374.3.3 Letras maiusculas
ue
a
R-resisténcias
S -solicitagdes
43.4 Numeros
0 - inicio
— instante de aplicagao da carga
28 — aos 28 dias
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5 Requisitos gerais de qualidade da estrutura e avaliagao da conformidade do
projeto
5.1 Requisitos de qualidade da estrutura
5.1.1 Condi
8 gerais
As estruturas de concreto devem atender aos requisitos minimos de qualidade clasificados em 5.1.2,
durante sua construgao e servico, e aos requisitos adicionais estabelecidos em conjunto entre o autor
do projeto estrutural e 0 contratante
5.1.2. Classificacao dos requisitos de qualidade da estrutura
Os requisitos de qualidade de uma estrutura de concreto sao classificados, para os efeitos desta
Norma, em trés grupos distintos, relacionados em [Link] a [Link]
[Link] Estabilidade e seguranga a ruina
Consiste no atendimento aos estados-limite tltimos definidos nesta Norma.
[Link] Comportamento em servico
Consiste no atendimento aos estados-limite de servigo definidos nesta Norma.
[Link] Durabilidade
Consiste na capacidade de a estrutura resistir as influéncias ambientais previstas e definidas
em conjunto pelo autor do projeto estrutural e pelo contratante, no inicio dos trabalhos de elaboracao
do projeto.
5.2 Requisitos de qualidade do projeto
5.2.1. Qualidade da solugao adotada
A solugdo estrutural adotada em projeto deve atender aos requisitos de qualidade estabelecidos
nas normas técnicas, relatives capacidade resistente, ao desempenho em servigo e & durabilidade
da estrutura,
‘A qualidade da solugao adotada deve ainda considerar as condigdes arquiteténicas, funcionais,
construtivas (ver ABNT NBR 14931), estruturais e de integragao com os demais projetos (elétrico,
hidraulico, ar-condicionado e outros), explicitadas pelos responsaveis técnicos de cada especialidade,
com a anuéncia do contratante.
5.2.2 Condigées impostas ao projeto
[Link]. Todas as condigbes impostas ao projeto, descritas em 5.22.2 a [Link], devem ser
estabelecidas previamente e em comum acordo entre o autor do projeto estrutural e o contratante.
[Link] Para atender aos requisitos de qualidade impostos as estruturas de concreto, o projeto deve
atender a todos os requisitos estabelecidos nesta Norma e em outras complementares e espectficas,
conforme 0 caso.
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oO
=
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[Link] As exigéncias relativas a capacidade resistente e ao desempenho em servigo deixam de ser
satisfeitas, quando so ultrapassados os respectivos estados-limites (ver Segdes 3 e 10).
[Link] As exigéncias de durabilidade deixam de ser atendidas quando nao sao observados os
critérios de projeto definidos na Segdo 7.
[Link] Para tipos especiais de estruturas, devem ser atendidas as exigéncias particulares
estabelecidas em Normas Brasileiras especificas.
NOTA — Exigéncias particulares podem, por exemplo, consistir em resisténcia 2 explosdes, ao impacto,
‘a0s sismos, ou ainda relativas a estanqueidade, ao isolamento térmico ou acistico.
5.22.6 Exigéncias suplementares podem ser fixadas em projeto.
5.2.3. Documentacao da solucao adotada
[Link] O produto final do projeto estrutural é constituido por desenhos, especificagdes e critérios
de projeto. As especificagdes e 08 critérios de projeto podem constar nos préprios desenhos ou
constituir documento separado.
[Link]. Os documentos relacionados em [Link] devem conter informagées claras, corretas,
consistentes entre si e com as exigéncias estabelecidas nesta Norma.
[Link] O projeto estrutural deve proporcionar as informagdes necessarias para a execugdo
da estrutura. Sao necessarios projetos complementares de escoramento e formas, que ndo fazem
parte do projeto estrutural
[Link] Com 0 objetivo de garantir a qualidade da execugo da estrutura de uma obra, com base
‘em um determinado projeto, medidas preventivas devem ser tomadas desde 0 inicio dos trabalhos.
Essas medidas devem englobar a discussao e a aprovacdo das decisdes tomadas, a distribuigao destas
€ outras informagdes aos elementos pertinentes da equipe multidisciplinar e a programago coerente
das atividades, respeitando as regras logicas de precedéncia
5.3. Avaliacao da conformidade do projeto
5.3.1. A avaliagdo da conformidade do projeto deve ser realizada por profissional habilitado,
independente e diferente do projetista, requerida e contratada pelo contratante, e registrada em
‘documento especifico, que acompanhara a documentagao do projeto citada em 5.2.3.
5.3.2. Entende-se que o contratante pode ser o proprietério da obra, em uma primeira instancia,
desde que este tenha condigbes de compreender 0 que esta proposto e acertado neste contrato,
cujo conteudo pode versar sobre termos técnicos, especificos da linguagem do engenheiro.
Nesse caso entende-se que o proprietario tenha conhecimentos técnicos e compreenda todo o teor
técnico do contrato e 0 autorize. O contratante pode ser também um representante ou preposto
do proprietario, respondendo tecnicamente pelo que ha de cunho técnico neste contrato, substituindo
este tllimo nas questées exigidas, ou seja, nas responsabilidades proprias e definidas por esta Norma.
5.3.3 O contratante também definiré em comum acordo com o projetista, as demais prerrogativas,
exigéncias e necessidades para atendimentos a esta Norma, sempre que alguma tomada de decisao
resultar em responsabilidades presentes e futuras de ambas as partes.
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5.3.4 Aavaliagdo da conformidade do projeto deve ser realizada antes da fase de construgo e, de
preferéncia, simultaneamente com a fase de projeto.
5.3.5 A Sepao 25 estabelece os critérios de aceitago do projeto, do recebimento do concreto e ago
€ da confeogao do manual de utilizagao, inspegao e manutengao.
6 Diretrizes para durabilidade das estruturas de concreto
6.1 Exigéncias de durabilidade
Asestruturas de concreto devem ser projetadas e construidas de modo que, sob as condigdes ambientais
previstas na época do projeto e quando utilizadas conforme preconizado em projeto, conservem sua
seguranga, estabilidade e aptidéo em servigo durante o prazo correspondente a sua Vida titi
6.2 Vida titil de projeto
6.2.1 Porvidautilde projeto, entende-se operiodode tempo duranteoqualsemantémascaracteristicas
das estruturas de concreto, sem intervengGes significativas, desde que atendidos os requisitos
de uso e manutengdo prescritos pelo projetista e pelo construtor, conforme 7.8 e 25.3, bem como
de execugdio dos reparos necessdrios decorrentes de danos acidentais.
6.2.2 O conceito de vida util aplica-se a estrutura como um todo ou as suas partes. Dessa forma,
determinadas partes das estruturas podem merecer consideragao especial com valor de vida Util
diferente do todo, como, por exemplo, aparelhos de apoio e juntas de movimentagao.
6.2.3 Adurabilidade das estruturas de concreto requer cooperagao e afitudes coordenadas de todos
08 envolvidos nos processos de projeto, construcao e utilizag4o, devendo, como minimo, ser seguido
© que estabelece a ABNT NBR 12655, sendo também obedecidas as disposigSes de 25.3 com relagao
as condigdes de uso, inspecao e manutenco.
6.3 Mecanismos de envelhecimento e deterioracao
6.3.1 Generalidades
Dentro desse enfoque devem ser considerados, ao menos, os mecanismos de envelhecimento
e deterioracao da estrutura de concreto, relacionados em 6.3.2 a 6.3.4.
6.3.2 Mecanismos preponderantes de deterioracao relativos ao conereto
[Link] Lixiviagao
E 0 mecanismo responsdvel por dissolver e carrear os compostos hidratados da pasta de cimento
por acdo de aguas puras, carbénicas agressivas, Acidas e outras. Para prevenir sua ocorréncia,
fecomenda-se restringir a fissuragdo, de forma a minimizar a infiltragdo de agua, e proteger
as superficies expostas com produtos especificos, como os hidréfugos.
[Link] Expansio por sulfato
E a expansao por ago de aguas ou solos que contenham ou estejam contaminados com sulfatos,
dando origem a reagdes expansivas e deletérias com a pasta de cimento hidratado. A prevengao pode
ser feita pelo uso de cimento resistente a sulfatos, conforme ABNT NBR 9737,
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[Link] Reacdo dilcali-agregado
E a expanso por ago das reagées entre os dlealis do concreto e agregados reativos. O projetista
deve identificar no projeto o tipo de elemento estrutural e sua situagdo quanto a presenga de
gua, bem como deve recomendar as medidas preventivas, quando necessérias, de acordo com a
ABNT NBR 1557-1
6.3.3 Mecanismos preponderantes de deterioracao relativos a armadura
[Link] Despassivacao por carbonatagéo
E a despassivagao por aco do gas carbénico da atmosfera sobre 0 aco da armadura. As medidas
preventivas consistem em dificultar o ingresso dos agentes agressivos ao interior do concreto.
© cobrimento das armaduras e 0 controle da fissuragéo minimizam este efeito, sendo recomendavel
um concreto de baixa porosidade.
[Link] Despassivacio por acao de cloretos
Consiste na ruptura local da camada de passivagdo, causada por elevado teor de fon-cloro.
Asmedidas preventivasconsistem emdificultar oingresso dosagentesagressivos aointerior do concreto.
© cobrimento das armaduras e 0 controle da fissuragao minimizam este efeito, sendo recomendavel
‘0 uso de um concreto de pequena porosidade. O uso de cimento composto com adigao de escoria
ou material pozolanico é também recomendavel nestes casos.
6.3.4 Mecanismos de deterioracao da estrutura propriamente dita
S40 todos aqueles relacionados as agSes mecdinicas, movimentagdes de origem térmica, impactos,
agées ciclicas, retragdo, fluéncia e relaxagdo, bem como as diversas agdes que atuam sobre
a estrutura. Sua prevengéo requer medidas especificas, que devem ser observadas em projeto,
de acordo com esta Norma ou Normas Brasileiras especificas. Alguns exemplos de medidas
preventivas sao dados a seguir:
—_ barreiras protetoras em pilares (de viadutos pontes e outros) sujeitos a choques mecénicos;
—_ periodo de cura apés a concretagem (para estruturas correntes, ver ABNT NBR 14931);
— juntas de dilatago em estruturas sujeitas a variagdes volumétricas;
— isolamentos isotérmicos, em casos especificos, para prevenir patologias devidas a variagées
termicas.
6.4 Agressividade ambiental
6.4.1 Aagressividade ambiental esta relacionada s agées fisicas e quimicas que atuam sobre as
estruturas de conereto, independentemente das ages mecanicas, das variagdes volumétricas de
origem térmica, da retragao hidraulica e outras previstas no dimensionamento das estruturas.
6.4.2 Nos projetos das estruturas correntes, a agressividade ambiental deve ser classificada de
acordo com 0 apresentadona Tabela 6.1 pode ser avaliada, simplificadamente, segundo as condigées
de exposigo da estrutura ou de suas partes.
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Tabola 6.1 — Classes de agressividade ambiental (CAA)
Cistae de Classificacao geral do tipo de
agressividade | Agressividade s cao gers Lh deterioracao da
S biontal ambiente para efeito de projeto sotitara
Rural
\ Fraca Insignificante
Submerso i
H Moderada Urbano ®> Pequeno
Marinho ®
i Forte Grand
° industrial @ vende
; Industrial @ ©
Vv Muito forte : Elevado
Respingos de maré
Pode-se admitir um microclima com uma classe de agressividade mais branda (uma classe acima)
para ambientes intemos (salas, dormitérios, banheiros, cozinhas e areas de servigo de apartamentos
residenciais e conjuntos comerciais ou ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura),
Pode-se admitir uma classe de agressividade mais branda (uma classe acima) em obras em regides
de clima seco, com umidade média relativa do ar menor ou igual a 65 %, partes da estrutura protegidas
de chuva em ambientes predominantomente secos ou regides onde raramente chove.
Ambientes quimicamente agressivos, tanques industriais, galvanoplastia, branqueamento em indistrias
de celulose e papel, armazéns de fertlizantes, industrias quimicas, elementos em contato com solo
contaminado ou agua subterranea contaminada.
6.4.3 _O responsavel pelo projeto estrutural, de posse de dados relativos ao ambiente em que sera
construida a estrutura, pode considerar classificacao mais agressiva que a estabelecida na Tabela 6.1.
7. Critérios de projeto que visam a durabilidade
7.1 Simbologia especifica desta secao
De forma a simpiificar a compreenso e, portanto, a aplicagao dos conceitos estabelecidos nesta
Segdo, os simbolos mais utiizados, ou que poderiam gerar duividas, encontram-se a seguir definidos.
A simbologia apresentada nesta segéio segue a mesma orientagdio estabelecida na Segdo 4. Dessa
forma, os simbolos subscritos tém o mesmo significado que os apresentados em 4.3.
min ~ cobrimento minimo
yom - Cobrimento nominal (cobrimento minimo acrescido da tolerancia de execugo)
UR - umidade relativa do ar
Ac tolerancia de execugao para 0 cobrimento
7.2 Drenagem
7.2.4 Deve ser evitada a presenga ou acumulagao de agua proveniente de chuva ou decorrente
de agua de limpeza e lavagem, sobre as superficies das estruturas de concreto.
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7.2.2 As superticies expostas horizontais, como coberturas, patios, garagens, estacionamentos
€ outras, devem ser convenientemente drenadas, com a disposigao de ralos e condutores.
7.2.3 Todas as juntas de movimento ou de dilatagao, em superficies sujeitas a aca de agua, devem
ser convenientemente seladas, de forma a tornarem-se estanques & passage (percolagao) de agua.
7.2.4 Todos os topos de platibandas e paredes devem ser protegidos. Todos os beirais devem ter
pingadeiras e os encontros em diferentes niveis devem ser protegidos por rufos.
7.3. Formas arquitetdnicas e estruturais
7.3.1 Disposigdes arquiteténicas ou construtivas que possam reduzir a durabilidade da estrutura
devem ser evitadas.
7.3.2 Deve ser previsto em projeto 0 acesso para inspego e manutengdo de partes da estrutura
com vida util inferior ao todo, como aparelhos de apoio, caixdes, insertos, impermeabilizagdes e
‘outros. Devem ser previstas aberturas para drenagem e ventilagao em elementos estruturais onde ha
possibilidade de acumulo de agua.
74 Qui
lade do concreto de cobrimento
7.4.1. Atendidas as demais condigdes estabelecidas nesta se¢ao, a durabilidade das estruturas
€ altamente dependente das caracteristicas do concreto e da espessura e qualidade do concreto
do cobrimento da armadura.
7.4.2. Ensaios comprobatérios de desempenho da durabilidade da estrutura frente ao tipo e classe
de agressividade prevista em projeto devem estabelecer os parametros minimos a serem atendidos.
Na falta destes e devido a existéncia de uma forte correspondéncia entre a relagao égualcimento
e a resisténcia a compressdo do concreto e sua durabilidade, permite-se que sejam adotados
simullaneamente os requisitos minimos expressos na Tabela 7.1
Tabela 7.1 — Correspondéncia entre a classe de agressividade e a qualidade do concreto
Classe de agrossividade (Tabela 6.1)
Concreto # Tipo bc
1 i vv
Relagaio CA 50,65 50,60 50,55 50,45
agua/cimento em
massa cP 50,60 50,55 50,50 0,45
Classe de concreto | CA 2 C20 2025 2030 2040
(ABNT NBR 8953) cP. 2025 230 2035 2C40
® © concreto empregado na execugao das estruturas deve cumprir com os requisitos estabelecidos na
ABNT NBR 12655.
© CAcomesponde a componentes e elementos estruturais de concreto armado.
© CP comesponde a componentes @ elementos estruturais de conereto protendido,
7.4.3 Os requisitos das Tabelas 7.1 e 7.2 sAo validos para concretos executados com cimento
Portland que atenda, conforme seu tipo e classe, as especificacdes das ABNT NBR 5732,
ABNT NBR 5733, ABNT NBR 5735, ABNT NBR 5736, ABNT NBR 5737, ABNT NBR 11578,
ABNT NBR 12989 ou ABNT NBR 13116, com consumos minimos de cimento por metro ctibico
de concreto de acordo com a ABNT NBR 12655.
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7.4.4 Nao é permitido 0 uso de aditivos a base de cloreto em estruturas de concreto, devendo ser
obedecidos os limites estabelecidos na ABNT NBR 12655.
7.4.5 Aproteoao das armaduras ativas externas deve ser garantida pela bainha, completada por
graute, calda de cimento Portland sem adig6es ou graxa especialmente formulada para esse fim
7.
ativas.
Atengdo especial deve ser dedicada a protego contra corros4o das ancoragens das armaduras
7.4.7 Parao cobrimento deve ser observado o prescrito em [Link] a7.4.7.7.
[Link] Para atender aos requisites estabelecidos nesta Norma, o cobrimento minimo da armadura
6 0 menor valor que deve ser respeitado ao longo de todo o elemento considerado, Isto constitui um
dos critérios de aceitacao de projeto, conforme a seguinte equagao.
Grom = Cmin + AC
[Link]. Para garantir © cobrimento minimo (cmin), © projeto ¢ a execugdo devem considerar 0
cobrimento nominal (¢nom), que é 0 cobrimento minimo acrescido da tolerancia de execugao (Ac). Assim,
as dimensdes das armaduras e 0s espagadores devem respeitar os cobrimentos nominais,
estabelecidos na Tabela 7.2, para Ac = 10 mm.
[Link] Nas obras correntes, 0 valor de Ac deve ser maior ou igual a 10 mm.
[Link] Para estruturas projetadas de acordo com a ABNT NBR 9062, quando houver um controle
adequado de qualidade e limites rigidos de tolerdncia da variabilidade das medidas durante a execugao,
pode ser adotado o valor Ac = 5 mm, mas a exigéncia de controle rigoroso deve ser explicitada nos
desenhos de projeto. Permite-se, entao, a reducao dos cobrimentos nominais, conforme a Tabela 7.2,
em 5 mm.
[Link] Oscobrimentos nominais e minimos esto sempre referidos a superficie da armadura externa,
em geral a face externa do estribo. O cobrimento nominal de uma determinada barra deve sempre ser:
@) Chom = 4 barra;
b) Gnom 2 § feixe = dn = Vi
©) Chom 2 0,5 4 bainha,
[Link] A dimens&o maxima caracteristica do agregado gratido utilizado no concreto ndo pode
superar em 20 % a espessura nominal do cobrimento, ou seja:
max < 1.2 Chom
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Tabela 7.2 — Correspondéncia entre a classe de agressividade ambiental e
© cobrimento nominal para Ac = 10 mm
Classe de agressividade ambiental (Tabela 6.1)
Tipo de estrutura component ou ' J Mt Vv
elemento Cobrimento nominal
mm
Laje® 20 25 35 45
Viga Ppitar 25 30 40 50
Conereto armado
Elementos
estruturais em a 40 50
contato com 0 solo 4
Conoreto Laje 25 30 40 | 50
protendido # Viga/pilar 30 35 45 55
Cobrimento nominal da bainha ou dos fios, cabos @ cordoalhas. O cobrimento da armadura passiva deve
respeitar os cobrimentos para concreto armado.
Para a face superior de Iajes @ vigas que serio revestidas com argamassa de contrapiso, com
revestimentos finais secos tipo carpete e madeira, com argamassa de revestimento e acabamento, como
pisos de elevado desempenho, pisos ceramicos, pisos asfalticos e outros, as exigéncias desta Tabela
podem ser substituidas pelas de [Link], respeitado um cobrimento nominal > 15 mm,
Nas superficies expostas a ambientes agressivos, como reservalérios, estagées de tratamento de agua e
esgoto, condutos de esgoto, canaletas de efluentes e outras obras em ambientes quimica e intensamente
agressivos, devem ser atendidos os cobrimentos da classe de agressividade IV,
No trecho dos pilares em contato com o solo junto aos elementos de fundacdo, a armadura deve ter
cobrimento nominal > 45 mm.
m Consulta Nacional
oO Para concretos de classe de resisténcia superior 20 minimo exigido, os cobrimentos definidos
na Tabela 7.2 podem ser reduzidos em até 5 mm.
[Link] No caso de elementos estruturais pré-fabricados, os valores relativos ao cobrimento das
5 armaduras (Tabela 7.2) devern seguir o disposto na ABNT NBR 9062
©D 75 betathamento das armaduras
—=
7.5.1 As barras devem ser dispostas dentro do componente ou elemento estrutural, de modo a
<= permitir e facilitar a boa qualidade das operagées de lancamento e adensamento do conereto,
(Q_. 7.5.2. Para garantir un bom adensamento, € necessario prever no detalhamento da disposigao das
armaduras espaco suficiente para entrada da agulha do vibrador.
7.6 Controle da fissuragao
7.8.1. Orisco ea evolugao da corrosdo do aco na regio das fissuras de flexdio transversais a armadura
principal dependem essencialmente da qualidade e da espessura do concreto de cobrimento da
armadura. Aberturas caracteristicas limites de fissuras na superficie do concreto, dadas em 13.4.2, em
componentes ou elementos de concreto armado, sao satisfatorias para as exigéncias de durabilidade.
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7.8.2 Devido a sua maior sensibilidade corrosao sob tens, o controle de fissuras na superficie
do concreto na regido das armaduras ativas deve obedecer ao disposto em 13.4.2.
7.7 Medidas especiais
Em condigdes de exposigao adversas, conforme 7.4, além do atendimento aos cobrimentos previstos
na Tabela 7.2, devem ser tomiadas medidas adicionais de protegao e conservacao do tipo: aplicagao
de revestimentos hidrofugantes e pinturas impermeabilizantes sobre a superficie do concreto,
revestimentos de argamassas ou outros sobre a superficie do concreto, galvanizagao por imerséo
a quente da armadura, protegao catédica da armadura e outros.
7.8 Inspecao e manutencio preventiva
7.8.1 O conjunto de projetos relativos a uma obra deve orientar-se sob uma estratégia explicita que
facile procedimentos de inspegao e manutengo preventiva da construgdo.
7.8.2. O manual de utllizagdo, inspegéo e manutengao deve ser produzido conforme 25.3.
8 Propriedades dos materiais
8.1 Simbologia especifica desta segao
De forma a simplificar a compreensao @, portanto, a aplicagdo dos conceitos estabelecidos nesta
‘Segao, 08 simbolos mais utiizados, ou que poderiam gerar duividas, encontram-se a seguir definidos,
A simbologia apresentada nesta Sedo segue a mesma orientagao estabelecida na Segao 4. Dessa
forma, os simbolos subscritos tém o mesmo significado que os apresentados em 4.3,
‘og — parametro em fungo da natureza do agregado que influencia o médulo de elasticidade
f.~ resisténcia & compressao do concreto
fog resistencia de calculo & compressao do concreto
fo — resisténcia caracteristica a compressao do concreto
oxi — resist€ncia caracteristica & compressdo do concreto aos j dias
fom ~ fesisténcia média & compresséo do conereto
fee —resisténcia do concreto a tragao direta
fom — Fesisténcia média a tragao do concreto
fer — resistencia do conereto a tragao na flexdo
et sp ~ Fesisténcia do concreto & tragao indireta
fet —resisténcia a tragdo do ago de armadura passiva
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fy resisténcia ao escoamento do ago de armadura passiva
fot fesisténcia a tragao do ago de armadura ativa
fpy ~ tesisténcia ao escoamento do ago de armadura ativa
E,) — médulo de elasticidade ou médulo de deformagao tangent inicial do concreto, referindo-se
sempre ao médulo cordal
Ecg — médulo de deformacao secante do concreto
Eq (to) — médulo de elasticidade ou médulo de deformacdo inicial do concreto no instante fo
Exiga ~ médulo de elasticidade ou médulo de deformagao inicial do concreto aos 28 dias
E, — médulo de elasticidade do ago de armadura ativa
E,— médulo de elasticidade do ago de armadura passiva
G,, ~ médulo de elasticidade transversal do conoreto
&2 — deformacdo especifica de encurtamento do concreto no incio do patamar plastico
& a2 > a1, deve-se ter:
01 2 —fotk
03 < fat 4o4
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sendo as tenses de compressao consideradas positivas e as de tracao negativas, o estado multiaxial
de tensdes deve ser verificado conforme ilustrado na Figura 8.1
fet t
fy
v
93,
Figura 8.1 — Resisténcia no estado multiaxial de tenses
8.2.7 Resisténcia a fadiga
Ver [Link] e 23.5.4.
8.2.8 Médulo de elasticidade
© médulo de elasticidade (E;3) deve ser obtido segundo 0 método de ensaio estabelecido
na ABNT NBR 8522, sendo considerado nesta Norma o médulo de deformacao tangente inicial, obtido
a0s 28 dias de idade.
Quando néo forem realizados ensaios, pode-se estimar o valor do médulo de elasticidade inicial
usando as expresses a seguir:
Eq = ag . 5600 Vex para fix de 20 MPa a 50 MPa;
Fy =215-109 az (S+128)" para fy de 55 MPa a 90 MPa.
i= 21, ane
sendo
ug = 1,2 para basalto e diabasio
ag = 1,0 para granito e gnaisse
ag = 0,9 para caleario
ag = 0,7 para arenito
onde
Eg) fek S80 dados em megapascal (MPa).
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© médulo de deformagao secante pode ser obtido segundo método de ensaio estabelecido
na ABNT NBR 8522, ou estimado pela expressao:
Ecs = aj. Boi
sendo
oj = 0,8 +0,2
Er
A deformagao eldstica do concreto depende da composigao do trago do concreto, especialmente
da natureza dos agregados
Na avaliagao do comportamento de um elemento estrutural ou secdo transversal, pode ser adotado
médulo de elasticidade Unico, a tragao e a compressao, igual ao modulo de deformagao secante Ecs.
No céloulo das perdas de protensdo, pode ser utilizado em projeto 0 médulo de elasticidade inicial Ex,
O médulo de elasticidade em uma idade menor que 28 dias pode ser avaliado pelas expresses
a seguir:
0.5
‘] Ej Para os coneretos com fx de 20 MPa @ 50 MPa;
0.3
a] Ei Para os coneretos com fc. de 55 MPa a 90 MPa.
fox
onde
Eq(t) € a estimativa do médulo de elasticidade do concreto em uma idade entre 7 dias e 28 dias;
foi @ a resisténoia caracteristica compressao do concreto na idade em que se pretende estimar
‘© modulo de elasticidade, em megapascal (MPa).
8.2.9 Coeficiente de Poisson e médulo de elasticidade transversal
Para tensdes de compresséio menores que 0,5 f, € tensdes de tragao menores que fy, 0 coeficiente
de Poisson v pode ser tomado como igual a 0,2 € 0 médulo de elasticidade transversal G, igual
a Eo/2.4.
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25/242io)
eS
em Consulta Nacio
fe)
~—
®
Proj
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8.2.10 Diagramas tensao-deformagao
[Link] Compressao
Para tensdes de compressao menores que 0,5 fe, pode-se admitir uma relagdo linear entre tenses
€ deformagées, adotando-se para médulo de elasticidade 0 valor secante dado pela expressao
constante em 8.2.8.
Para andlises no estado-limite ultimo, podem ser empregados 0 diagrama tensdo-deformacao
idealizado mostrado na Figura 8.2 ou as simplificagdes propostas na Se¢ao 17.
Sch
‘ok
0,85 f
( Foo. Fou fo
Para fix = 40 MPa: no =1,0
eq)” || Para fox > 40 MPa: tie = (40/tfox)"
io = 0,85 nefod} 1-[ 1- =
oe = 0,65n; a (1 S| | Para fx <50 MPa: n= 2
Para fox > 50 MPa: n= 1,4-+23,4[(90~ fx.)/100]*
Figura 8.2 - Diagrama tensao-deformacao idealizado
Os valores a serem adotados para os pardmetros ez (deformagao especifica de encurtamento
do concreto no inicio do patamar plastico) € cu (deformagao especifica de encurtamento do concreto
nna ruptura) sao definidos a seguir:
I
para concretos de classes até C50:
2 = 2,0 %e;
ou = 3,5 40
— para coneretos de classes C55 até C90:
2 = 2,0 Se + 0,085 %o (Fok ~ 50)953,
fu = 2,6 the + 35 Yo» [(90 — fx)/100}4
Ver indicagao sobre o valor de fe em 12.3.3.
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Para a andlise estrutural nao linear, pode, altemativamente, ser utilizado o diagrama de tenso-deformacao
Para a compressao simples de curta duracdo representado na Figura 8.3.
51 HOLT fog 5 2,8
Para fx 50 MP: fs = fos
Para fc > 50 MPa eq = 2,8+ 27 (98 ~ fon) /100}¢
er aut
Figura 8.3 — Diagrama de tensdo-deformagao para anilise nao linear
Para utlizagao do grafico na Figura 8.3, adotar: fom = fox + 8 (MPa).
Para cargas de longa duragao, os efeitos da fluéncia devem ser convenientemente considerados.
[Link] Tracao
Para 0 concreto nao fissurado, pode ser adotado o diagrama tensdo-deformado bilinear de tragdo,
indicado na Figura 8.4.
Set
fetk
09k
Ea
{_____
015 % Ft
Figura 8.4 — Diagrama tensao-deformagao bilinear de tracao
8.2.11 Fluénciae retracao
Em casos onde nao é necessaria grande precisao, os valores finais do coeficiente de fluéncia g(t,fo) €
da deformago especifica de retracéo ecs(tn.f0) do concreto, submetidos a tens6es menores que 0.5 fe
quando do primeiro carregamento, podem ser obtidos, por interpolago linear, a partir da Tabela 8.1
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271242@
eto em Consulta Nacion
—
ro
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‘ATabela 8.1 fornece o valor do coeficiente de fluéncia o(t~,f0) e da deformagao especifica de retracdo
fca(te,fo) em fungao da umidade média ambiente e da espessura ficticia 2A, /u, onde Ag é a area da
seco transversal e u € 0 perimetro da segao em contato com a atmosfera. Os valores desta Tabela
sd0 relativos a temperaturas do concreto entre 10 °C e 20°C, podendo-se, entretanto, admit-los como
validos para temperaturas entre 0 °C e 40 °C. Esses valores sao validos para concretos plasticos
de cimento Portiand comum.
Deformages especificas devidas a fluéncia e a retragao mais precisas podem ser calculadas segundo
indicagao do Anexo A
Tabela 8.1 — Valores caracteristicos superiores da deformacao especifica de retracao
£¢s (t»,to) ¢ do coeficiente de fluéncia ¢ (t-,to)
Umidade média
ambiente 40 55 75 90
%
Espessura ficticia
2Aclu 20 60 20 60 20 60 20 60
cm
(testo) 5 | 46 38 | 39 33° | 28 24 | 20 19
Nae 30 | 3,4 30 | 29 26 | 22 20 | 16 15
das classes
c20a C45, 6 }29 27 125 23 [1918 [1414
@ (testo) 5 | 27 24 | 24 21 11,9 18 116 45
Concreto © \30 [20 18 147 16 114 430/44 41
das classes | dias
c50a C90 60 | 1.7 16 1,5 14 1,2 1,2 1,0 1,0
5 | -0.53 -0,47 |-0.48 - 0.43 | - 0,36 -0,32 |-0,18 - 0,15
ees(tosl0) to 30 | - 0,44 -0,45 | - 0.41 -0,41 |-0,33 -0,31 | - 0,17 -0,15
60 | -0,39 - 0,43 | - 0,36 -0,40 | -0,30 -0,31 | -0,17 -0,15
8.3. Aco de armadura passiva
8.3.1. Categoria
Nos projetos de estruturas de concreto armado deve ser utilizado ago classificado pela
ABNT NBR 7480, com o valor caracteristico da resisténcia de escoamento nas categorias
CA-25, CA-50 e CA-60. Os didmetros e segdes transversais nominais devem ser os estabelecidos
na ABNT NBR 7480,
8.3.2 Tipo de superficie aderento
Os fios e barras podem ser lisos, entalhados ou providos de saliéncias ou mossas. A configuragao e
a geometria das saliéncias ou mossas devem satisfazer também o que € especificado nesta Norma,
nas Segbes 9 e 23,
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Para os efeitos desta Norma, a capacidade aderente entre 0 ago e o concreto esta relacionada ao
Coeficiente 11, cujo valor esta estabelecido na Tabela 8.2.
Tabela 8.2 - Valor do coeficiente de aderéncia 1
Categoria do ago 1
CA25 1,00
CASO 2,25
CA-60 1,00
8.3.3 Massa especifica
Pode-se adotar para a massa especifica do ago de armadura passiva o valor de 7 850 kg/m?.
8.3.4 Coeficiente de dilatagao térmica
O valor de 10°5/°C pode ser considerado para 0 coeficiente de dilatagao térmica do ago, para intervalos
de temperatura entre -20 °C e 150°C.
8.3.5 Médulo de elasticidade
Na falta de ensaios ou valores fornecidos pelo fabricante, o modulo de elasticidade do ago pode ser
admitido igual a 210 GPa.
8.3.6 Diagrama tenséio-deformacao, resisténcia ao escoamento e a tragao
O diagrama tensdo-deformagao do ago e os valores caracteristicos da resisténcia ao escoamento
fyx, da resisténcia a tragdo fsx e da deformacdo na ruptura cyx devem ser obtidos de ensaios
de trac realizados segundo a ABNT NBR ISO 6892-1. O valor de fy, para os aos sem patamar
de escoamento é 0 valor da tens4o correspondente a deformagao permanente de 0,2 %.
Para o célculo nos estados-limite de servigo e Ultimo, pode-se utilizar o diagrama simplificado mostrado
na Figura 8.5, para os agos com ou sem patamar de escoamento.
5
yk
yd
Es
7
Figura 8.5 — Diagrama tensdo-deformacao para agos de armaduras passivas
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Este diagrama é valido para intervalos de temperatura entre -20 °C e 150 °C e pode ser aplicado para
tragdo e compressao.
8.3.7 Caracteristicas de dutilidade
Os agos CA-25 e CA-50, que atendam aos valores minimos de f/f, @ «yx indicados na ABNT NBR 7480,
podem ser considerados de alta dutilidade. Os agos CA-60 que obedegam também as especificagdes
desta Norma podem ser considerados de dutilidade normal.
Em ensaios de dobramento a 180°, realizados de acordo com a ABNT NBR 6153 e utilizando os
diametros de pinos indicados na ABNT NBR 7480, ndo pode ocorrer ruptura ou fissuragao.
8.3.8 Resisténcia a fadiga
Ver 23.5.5.
8.3.9 Soldabilidade
Para que um aco seja considerado soldavel, sua composigao deve obedecer aos limites estabelecidos
na ABNT NBR 8965,
‘Aemenda de ago soldada deve ser ensaiada a tragdo segundo a ABNT NBR 8548. A forga de ruptura
minima, medida na barra soldada, deve satisfazer 0 especificado na ABNT NBR 7480, e oalongamento
sob carga deve ser tal que néo comprometa a dutilidade da armadura, O alongamento total plastic
medido na barra soldada deve atender a um minimo de 2 %.
8.4 Aco de armadura ativa
8.4.1 Classificacéo
Os valores de resisténcia caracteristica @ tragdo, didmetro e area dos fios e das cordoalhas, bem
como a classificagao quanto a relaxagao, a serem adotados em projeto, so os nominais indicados na
ABNT NBR 7482 e na ABNT NBR 7483, respectivamente.
84.2 Massa especifica
Pode-se adotar para a massa especifica do ago de armadura ativa o valor 7 850 kg/m?.
“2.4.3 Coeficiente de dilatacao térmica
Pro
© valor de 105/°C pode ser considerado para coeficiente de dilatag4o térmica do ago, para intervalos
de temperatura entre -20 °C e 100°C.
8.4.4 Médulo de elasticidade
© valor do médulo de elasticidade deve ser obtido em ensaios ou fornecido pelo fabricante. Na falta
de dados especificos, pode-se considerar o valor de 200 GPa para fios e cordoalhas.
8.4.5 Diagrama tensdo-deformacao, resisténcia ao escoamento @ a tracdo
© diagrama tensdo-deformacao deve ser fomnecido pelo fabricante ou obtido através de ensaios
realizados segundo a ABNT NBR 6349.
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Os valores caracteristicos da resisténcia ao escoamento convencional fpyx, da resisténcia a traco fix
eo alongamento apds ruptura eux das cordoalhas devem satisfazer os valores minimos estabelecidos
na ABNT NBR 7483. Os valores de fyyk. fy € do alongamento apds ruptura cy dos fios devem
atender ao que € especificado na ABNT NBR 7482
Para calculo nos estados-limite de servigo e tiltimo, pode-se utilizar o diagrama simplificado mostrado
na Figura 8.6.
tk
Figura 8.6 — Diagrama tensio-deformacao para acos de armaduras ativas
Este diagrama é valido para intervalos de temperatura entre -20 °C e 150 °C.
8.4.6 Caracteristicas de dutilidade
Qs fios e cordoalhas cujo valor de e,x for maior que o minimo indicado nas ABNT NBR 7482
e ABNT NBR 7483, respectivamente, podem ser considerados como tendo dutilidade normal.
© numero minimo de dobramentos alternados dos fios de protenséo, obtidos em ensaios segundo
a ABNT NBR 6004, deve atender ao que ¢ indicado na ABNT NBR 7482,
8.4.7. Resisténcia 4 fadiga
Ver 23.5.5.
8.4.8 Relaxagéo
A relaxacao de fios e cordoalhas, apés 1 000 h a 20 °C (‘¥1090) € para tensdes variando de 0,5 fyik
10,8 fpyx, obtida nos ensalos descritos na ABNT NBR 7484, nao pode ultrapassar os valores dados nas
ABNT NBR 7482 e ABNT NBR 7483, respectivamente.
Para efeito de projeto, os valores de ¥’4090 da Tabela 8.3 podem ser adotados.
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Tabela 8.3 — Valores de 'Y4999, em porcentagem
Cordoalhas Fios
Spo Barras
RN RB RN RB
0.5 fotk 0 0 0 0 0
0.6 fotk 3,5 1,3 25 1,0 1,5
O17 fot 7.0 25 50 2.0 4.0
0.8 fot 12.0 35 85 3.0 7.0
Onde
RN 68 relaxago normal;
RB é a relaxagao baixa
9 Comportamento conjunto dos materiais
9.1 Simbologia especifica desta secdo
De forma a simplificar a compreensao e, portanto, a aplicagao dos conceitos estabelecidos nesta
Sega, os simbolos mais utilizados, ou que poderiam gerar duvidas, encontram-se a seguir definidos.
A ssimbologia apresentada nesta segdo segue a mesma orientagdo estabelecida na Segao 4. Dessa
forma, os simbolos subscritos tm o mesmo significado que os apresentados em 4.3,
‘ya —resisténcia de aderéncia de calculo da armadura passiva
fypd ~ resisténcia de aderéncia de célculo da armadura ativa
k- coeficiente de perda por metro de cabo provocada por curvaturas nao intencionais do cabo
p— comprimento de ancoragem basico
‘op — comprimento de ancoragem basico para armadura ativa
ypc — Comprimento de ancoragem para armadura ativa
ppt — comprimento de transferéncia da armadura pré-tracionada
?o¢— comprimento do trecho de traspasse para barras comprimidas isoladas
Projeto em Consulta Nacional
fot - comprimento do trecho de traspasse para barras tracionadas isoladas
fp ~ distancia de regularizacao da forga de protensdo
t— tempo contado a partir do término das operages de protensao
ty — instante de aplicagéio de carga
te vida util da estrutura
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x—abscissa contada a partir da seco do cabo, na qual se admite que a protensao tenha sido aplicada
ao concreto
P(x) - forga normal de protensao
P(x) — forga na armadura de protensao no tempo f= 0, na segéo da abscissa x
Pa, ~ forga de protensao de calculo, no tempo t
P,- forga maxima aplicada a armadura de protensao pelo equipamento de tracao
Px,(x) forga caracteristica na armadura de protensao, no tempo f, na segao da abscissa x
(x) — forga na armadura de protens&o, no tempo ¢, na segdo da abscissa x
«.~ Coeficiente para calculo de comprimento de ancoragem
ip — felagdo entre o médulo de elasticidade da armadura ativa e o médulo de elasticidade tangente
inicial do concreto para idades iguais ou superiores a 28 dias — Ep/Egi
p(t) - relagao entre o médulo de elasticidade da armadura ativa e o médulo de elasticidade tangente
inicial do concreto para idades inferiores a 28 dias ~ Ey/Eqi(t)
‘Yp — Coeficiente de ponderacao das cargas oriundas da protensao
41— diametro das barras que constituem um feixe
bar
41 - diametro das barras de armadura transversal
metro equivalente de um feixe de barras
111. Na, 3 — Coeficientes para calculo da tensdo de aderéncia da armadura passiva
Tpts Nip2, Nip3 ~ Coeficientes para calculo da tensao de aderéncia da armadura ativa
op ~ tensdo de protens’o
op) tenso na armadura ativa imediatamente apés a aplicagao da protensao
po — tensdo na armadura ativa correspondente a Po
Spe ~ tensdo na armadura ativa apés todas as perdas ao longo do tempo
AP(x) ~ perdas de protensao por atrito, medidas a partir de Pj, na segao da abscissa x
AP9(x) — perda imediata de protenso, medida a partir de P, no tempo f= 0, na segdo da abscissa x
AP\(x) — perda de protensdo na secdo da abscissa x, no tempo f, calculada apés 0 tempo t= 0
Ag ~ perda média de protensao por cabo devida ao encurtamento imediato do concreto
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9.2 Disposicées gerais
9.2.1 Generalidades
Devem ser obedecidas no projeto as exigéncias estabelecidas nesta segdo, relativas 8 aderéncia,
ancoragem e emendas das armaduras. As condigdes espeoificas, relativas a protegao das armaduras,
situagdes particulares de ancoragens e emendas e suas limitagdes frente a natureza dos esforgos
aplicados, em regides de descontinuidade e em elementos especiais, sdo tratadas nas Segdes 7, 18,
21 22, respectivamente.
9.22 Niveis de protensao
Os niveis de protensdo esto relacionados com os niveis de intensidade da forca de protensao que,
por sua vez, 840 funcao da proporgao de armadura ativa utilizada em relagao a passiva (ver 3.1.4
e Tabela 13.4).
9.3 Verificagdo da aderéncia
9.3.1 Posigao da barra durante a concretagem
Consideram-se em boa situagao quanto a aderéncia os trechos das barras que estejam em uma das
posigdes seguintes:
a) com inolinagéo maior que 45° sobre a horizontal;
b) _horizontais ou com inclinagao menor que 45° sobre a horizontal, desde que:
— para elementos estruturais com h < 60 cm, localizados no maximo 30 cm acima da face
inferior do elemento ou da junta de conoretagem mais proxima;
— para elementos estruturais com h 2 60 cm, localizados no minimo 30 cm abaixo da face
superior do elemento ou da junta de concretagem mals proxima,
Os trechos das barras em outras posigdes, e quando do uso de férmas deslizantes, devem ser
considerados em ma situago quanto a aderéncia,
9.3.2 Valores das resisténcias de aderéncia
[Link] A resisténcia de aderéncia de calculo entre a armadura e 0 concreto na ancoragem de
= = armaduras passivas deve ser obtida pela seguinte expressao:
=
ou
foa = 1 203 feud
onde
Tod = fekint!Yo (WEF 8.2.5);
mm conforme a Tabela 8.2;
2 = 1,0 para situagdes de boa aderéncia (ver 9.3.1);
ng = 0,7 para situagdes de ma aderéncia (ver 9.3.1),
ng = 1,0 para ¢ < 32mm;
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ng = (132 §)/100, para @ > 32 mm;
onde
6 0 diametro da barra, expresso em milimetros (mm).
[Link] Aresisténcia de aderéncia de célculo entre armadura e concreto na ancoragem de armaduras
ativas, pré-tracionadas, deve ser obtida pela seguinte expressao:
fopd = Nipt Tp2 fete
onde
fotd = fetkint/to (Ver 8.2.5) calculado na idade de:
— aplicago da protensdo, para célculo do comprimento de transferéncia (ver 9.4.5);
— 28 dias, para calculo do comprimento de ancoragem (ver 9.4.5);
nipt = 1,0 pata fios lisos;
tipt = 1.2 para cordoalhas de trés e sete fios;
ipt = 1.4 para fios dentados;
nip2 = 1,0 para situagdes de boa aderéncia (ver 9.3.1);
ip2 = 0,7 para situagdes de ma aderéncia (ver 9.3.1).
[Link] No escorregamento da armadura, em elementos estruturais fletidos, devem ser adotados
0s valores da tensdo de aderéncia dados em [Link] [Link], multiplicados por 1,75.
9.4 Ancoragem das armaduras
9.4.1 Condicées gerais
Todas as barras das armaduras devem ser ancoradas de forma que as forgas a que estejam submetidas
sejam integralmente transmitidas ao concreto, seja por meio de aderéncia ou de dispositivos mecanicos
ou por combinag&o de ambos.
[Link] Ancoragem por aderéncia
As armaduras podem ser ancoradas apenas por aderéncia em que a transferéncia da forca na
armadura é realizada por meio de um comprimento reto ou pela combinago de aderéncia do trecho
reto da barra com um ou mais dos seguintes dispositivos:
— gancho (apenas barras tracionadas);
—_ barra transversal soldada;
— chapa soldada na ponta da barra
Com excegdo das regides situadas sobre apoios diretos, as ancoragens por aderéncia devem ser
confinadas por armaduras transversais (ver [Link]) ou pelo proprio concreto, considerando-se este
caso quando 0 cobrimento da barra ancorada for maior ou igual a 3 4 e a distancia entre barras
ancoradas for maior ou igual a 3 ¢.
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[Link] Ancoragem por meio de dispositivos mecanicos
‘As armaduras podem ser ancoradas por meio de dispositivos mecdinicos acoplados as barras.
9.4.2. Ancoragem de armaduras passivas por aderéncia
[Link] Prolongamento retilineo da barra ou grande raio de curvatura
‘As barras tracionadas podem ser ancoradas ao longo de um comprimento retilineo ou com grande raio
de curvatura em sua extremidade, de acordo com as condigées a seguir:
a) obrigatoriamente com gancho (ver [Link]) para barras lisas;
b) sem gancho nas que tenham alternancia de solicitacao, de tragdo e compressao;
©) com ou sem gancho nos demais casos, no sendo recomendado o gancho para barras de
6 > 32 mm ou para feixes de barras.
As barras comprimidas devem ser ancoradas sem ganchos.
[Link] Barras transversais soldadas
Podem ser utilizadas varias barras transversais soldadas para a ancoragem de barras, desde que
(ver Figura 9.1)
a) seja 0 diémetro da barra soldada 1 2 0,60 4;
b) a distancia da barra transversal ao ponto de inicio da ancoragem seja 2 5 6;
©) arresisténcia ao cisalhamento da solda supere a forga minima de 0,3 Asfya (30 % da resisténcia
da barra ancorada)
NOTA Para barra transversal unica, ver [Link]
>, >,
fo nob >| fo, noc]
fo.
f
oe a
Figura 9.1 — Ancoragem com barras transversais soldadas
[Link]. Ganchos das armaduras de tracao
Os ganchos das extremidades das barras da armadura longitudinal de tragao podem ser:
a) semicirculares, com ponta reta de comprimento nao inferior a 2 6;
b)_em Angulo de 45° (interno), com ponta reta de comprimento nao inferior a 4 ¢:
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c) em Angulo reto, com ponta reta de comprimento nao inferior a 8 6.
Para as barras lisas, os ganchos devem ser semicirculares.
diametro interno da curvatura dos ganchos das armaduras longitudinais de tragao deve ser pelo
menos igual ao estabelecido na Tabela 9.1.
Tabela 9.1 — Didmetro dos pinos de dobramento (D)
Bitola Tipo de aco
mm CA-25 CA-50 CA-60
<20 46 56 66
220 5 86 7
Para ganchos de estribos, ver [Link]
‘Quando houver barra soldada transversal ao gancho e a operagdo de dobramento ocorrer apés
a soldagem, devem ser mantidos os didmetros dos pinos de dobramento da Tabela 9.1, se o ponto de
solda situar-se na parte reta da barra, a uma distancia minima de 4 } do inicio da curva.
Caso essa distancia seja menor, ou 0 ponto se situe sobre o trecho curvo, o diametro do pino de
dobramento deve ser no minimo igual a 20 4
Quando a operagao de soldagem ocorter apés 0 dobramento, devem ser mantidos os diametros da
Tabela 9.1
[Link] Comprimento de ancoragem basico
Define-se comprimento de ancoragem basico como o comprimento reto de uma barra de armadura
passiva necessdrio para ancorar a forca-limite Asf nessa barra, admitindo-se, ao longo desse
comprimento, resisténcia de aderéncia uniforme e igual a fpg, conforme [Link]
© comprimento de ancoragem basico é dado por:
[Link] Comprimento de ancoragem necessério
© comprimento de ancoragem necessario pode ser calculado por:
[Link]
tb, nec = Oe “Aset = £,min
onde
a= 1,0 para barras sem gancho;
a= 0,7 para barras tracionadas com gancho, com cobrimento no plano normal ao do gancho
23h
= _ 0,7 quando houver barras transversais soldadas conforme [Link]:
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= 0,5 quando houver barras transversais soldadas conforme [Link] e gancho com cobrimen-
to no plano normal ao do gancho > 3 6;
fy @ calculado conforme [Link];
CO “osmin 6 0 maior valor entre 0,3 é», 10 4 € 100 mm.
K Permite-se, em casos especiais, considerar outros fatores redutores do comprimento de ancoragem
© necessario.
oO [Link] Armadura transversal na ancoragem
(1D Pata 0s efeitos desta subsera0, observado o disposto em [Link], consideram-se as armaduras
transversais existentes ao longo do comprimento de ancoragem, caso a soma das areas dessas
armaduras seja maior ou igual que as especificadas em [Link].1 € [Link].2
[Link].1 Barras com $< 32mm
Ao longo do comprimento de ancoragem deve ser prevista armadura transversal capaz de resistir
= 225% da forga longitudinal de uma das barras ancoradas, Se a ancoragem envolver barras diferentes,
J Prevalece, para esse efeito, a de mator diametro
CU) [Link] Barras com 9 > 32mm.
— eve ser veriticada a armadura em duas diregées transversais a0 conjunto de barras ancoradas.
© Ess2s armaduras transversais devem suportar as tensdes de fendihamento segundo os planos
criticos, respeitando o espagamento maximo de 5 (onde } o didmetro da barra ancorada).
Quando se tratar de barras comprimidas, pelo menos uma das barras constituintes da armadura
transversal deve estar situada @ uma disténcia igual a quatro diémetros (da barra ancorada) além
da extremidade da barra.
\cia
9.4.3 Ancoragem de feixes de barras por ade
Considera-se o feixe como uma barra de diametro equivalente igual a:
on = orn
eto em
‘As barras constituintes de feixes devem ter ancoragem reta, sem ganchos, e atender as seguintes
condigses:
|
a) quando o didmetro equivalente do feixe for menor ou igual a 25 mm, 0 feixe pode ser tratado como
uma barra tinica, de diémetro igual a $n, para a qual vale o estabelecido em 9.4.2;
Pro
=
quando 0 diametro equivalente for maior que 25 mm, a ancoragem deve ser calculada para
cada barra isolada, distanciando as suas extremidades de forma a minimizar os efeitos de
concentragées de tensdes de aderéncia; a distancia entre as extremidades das barras do feixe
nao pode ser menor que 1,2 vez 0 comprimento de ancoragem de cada barra individual;
¢) quando, por raz6es construtivas, nao for possivel proceder como recomendadoemb), a ancoragem
pode ser caloulada para o feixe, como se fosse uma barra Unica, com diametro equivalente bn,
‘A armadura transversal adicional deve ser obrigatoria e obedecer ao estabelecido em [Link],
conforme $n Seja menor, igual ou maior que 32 mm.
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9.4.4 Ancoragem de telas soldadas por aderéncia
Aplica-se 0 disposto em 9.3.1, 9.3.2, 9.4.1 € 9.4.2.
Quando a tela for composta de fios lisos ou com mossas, podem ser adotados os mesmos critérios
definidos para barras nervuradas, desde que o numero de fios transversais soldados ao longo
do comprimento de ancoragem necessério seja calculado conforme a expresso:
[Link]
2 4oseae
set
9.4.5 Ancoragem de armaduras ativas (fios © cordoalhas pré-tracionadas) por aderéncia
[Link] Comprimento de ancoragem basico
O comprimento de ancoragem basico deve ser obtido por:
— para fios isolados:
f
ty =the
— para cordoalhas de trés ou sete fios:
fopa deve ser calculado conforme 9.3.2, considerando a idade do concreto na data de protensdo
para 0 calculo do comprimento de transferéncia e 28 dias para o calculo do comprimento
de ancoragem,
[Link]. Comprimento de transferéncia (ppt)
O calculo do comprimento nevessairo para transferir, por aderéncia, a totalidade da forga de protensaio
a0 fio, no interior da massa de concreto, deve simultaneamente considerar:
a) se, noato da protensdo, a liberacdo do dispositivo de tragao é gradual. Nesse caso, o comprimento
de transferéncia deve ser calculado pelas express6es:
— para fios dentados ou lisos:
Copt = 0,7 top SPE
hoya
— para cordoalhas de trés ou sete fos:
pi
opt = 0.5¢b
e ” Foya
b) se, no ato da protensao, a liberagdo ndo é gradual. Nesse caso os valores calculados em a)
devem ser multiplicados por 1,25.
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[Link] Comprimento de ancoragem necessario
© comprimento de ancoragem necessario deve ser calculado pela expresso:
‘hyd ~ Opco
toys
No caso de se combinar com armadura passiva, sua capacidade de ancoragem pode ser considerada
fopd = tbpt + top
[Link] Armaduras transversais na zona de ancoragem
‘As armaduras transversais na zona de ancoragem podem ser calculadas de acordo com 21.2.
9.4.6 Ancoragem de estribos
‘A ancoragem dos estribos deve necessariamente ser garantida por meio de ganchos ou barras
longitudinais soldadas.
[Link] Ganchos dos estribos
Os ganchos dos estribos podem ser:
a) semicirculares ou em angulo de 135° (com orientagio para o interior do elemento estrutural), com
ponta reta de comprimento igual a 5 , porém néo inferior a 5 om;
b) em Angulo reto, com ponta reta de comprimento maior ou igual a 10 4, porém nao inferior a7 om
(este tipo de gancho nao pode ser utlizado para barras e fios lisos)
Os ganchos dos estribos devem, preferencialmente, ser executados em Angulo de 135° (com orientacao
para 0 interior do elemento estrutural) conforme a Figura 9.2.
| .
cy
Figura 9.2 - Estribo com gancho em 135°
O diametro interno da curvatura dos estribos deve ser no minimo igual ao valor dado na Tabela 9.2.
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Tabela 9.2 — Diametro dos pinos de dobramento para estribos
Bitola Tipo de aco
mm CA-25 CA-50 CA-60
<10 34 3H 34
10<§<20 46 5 -
220 So Bo
[Link] Barras transversais soldadas
Desde que a resisténcia ao cisalhamento da solda para uma forga minima de Asfyg seja comprovada
por ensaio, pode ser feita a ancoragem de estribos, por meio de barras transversais soldadas,
de acordo com a Figura 9.3, obedecendo as condigbes dadas a seguir:
a) duas barras soldadas com diametro ‘1 > 0,7 6 para estribos constituldos por um ou dois ramos;
b) uma barra soldada com diametro (1 > 1,4 px, para estribos de dois ramos.
onde
Acfya @ a resisténcia da barra ancorada
25mm 25mm
2074(7 | f20mm 24250 P agetee
ives
on on
Figura 9.3 - Ancoragem de armadura transversal por meio de barras soldadas
9.4.7 Ancoragem por meio de dispositivos mecdnicos
Quando forem utlizados dispositivos mecéinicos acoplados &s armaduras a ancorar, a eficiéncia
do conjunto deve ser justificada e, quando for 0 caso, comprovada através de ensaios.
O escorregamento entre a barra e 0 concreto, junto ao dispositivo de ancoragem, nao pode exceder
0,1 mm para 70 % da forga tiltima, nem 0,5 mm para 95 % desta forga.
A resisténcia de calculo da ancoragem nao pode exceder 50 % da forca ultima medida no ensaio,
nos casos em que sejam despreziveis os efeitos de fadiga, nem 70 % da forga ultima obtida em ensaio
de fadiga, em caso contrario.
O projeto deve prever os efeitos localizados desses dispositivos, por meio de verificagao da resisténcia
do concreto e da disposicéo de armaduras adequadas para resistir as forcas geradas e manter
as aberturas de fissuras nos limites especificados, conforme indicado em 21.2.
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[Link] Barra transversal unica
Pode ser usada uma barra transversal soldada como dispositivo de ancoragem integral da barra,
desde que:
— $= barra ancorada;
— no seja maior que 1/6 da menor dimensao do elemento estrutural na regio da ancoragem
ou 25 mm;
— oespagamento entre as barras ancoradas nao seja maior que 20 ¢;
— a solda de ligagdo das barras seja feita nos sentidos longitudinal e transversal das barras,
contornando completamente a area de contato das barras;
— _ asolda respeite o prescrito em 9.5.4.
9.5 Emendas das barras
9.5.1 Tipos
— por traspasse;
— por luvas com preenchimento metélico, rosqueadas ou prensadas;
— por solda;
— por outros dispositivos devidamente justificados.
9.5.2 Emendas por traspasse
Esse tipo de emenda nao € permitido para barras de bitola maior que 32 mm. Cuidados especiais
devem ser tomados na ancoragem e na armadura de costura dos tiantes ¢ pendurais (elementos
estruturais lineares de segao inteiramente tracionada).
No caso de feixes, 0 didmetro do circulo de mesma Area, para cada feixe, néo pode ser superior a
45 mm, respeitados os critérios estabelecidos em [Link].
"="[Link] Proporcéo das barras emendadas
ue
Consideram-se como na mesma segdo transversal as emendas que se superpoem ou cujas
extremidades mais préximas estejam afastadas de menos que 20 % do comprimento do trecho
de traspasse.
Quando duas barras emendadas entre si tém diametros diferentes, o comprimento de traspasse deve
ser calculado pela barra de menor diametro. Nos casos de mais de duas barras de diferentes diametros
emendadas, deve-se calcular 0 comprimento de traspasse considerando 0 esforco solicitante de
calculo em cada uma das barras.
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<024, fe.
Figura 9.4 — Emendas supostas como na mesma secao transversal
Aproporcao maxima de barras tracionadas da armadura principal emendadas por traspasse na mesma
seco transversal do elemento estrutural deve ser a indicada na Tabela 9.3.
A adog&o de proporgées maiores que as indicadas deve ser justificada quanto a integridade
do conereto na transmissao das forgas e da capacidade resistente da emenda, como um conjunto,
frente a natureza das agées que a solicitem.
Tabela 9.3 — Proporgdio maxima de barras tracionadas emendadas
Tipo de carregamento
Tipo de barra Situacéo
Estatico | Dinamico
Em uma camada 100 % 100 %
Alta aderéncia | em mais de uma camada 50% 50 %
Lisa $< 16mm 50% 25 %
7 216mm 25% 25%
Quando se tratar de armadura permanentemente comprimida ou de distribuigéo, todas as barras
podem ser emendadas na mesma segao,
[Link] Comprimento de traspasse de barras tracionadas, isoladas
[Link].1 Quando a distancia livre entre barras emendadas estiver compreendida entre 0 e 4 6,
© comprimento do trecho de traspasse para barras tracionadas deve ser:
fot = Coréb,nec 2 £0t,min
onde
fo,min € 0 maior valor entre 0,3 aot fp, 15. € 200 mm;
Got € 0 Coeficiente fungdo da porcentagem de barras emendadas na mesma seco, conforme
Tabela 9.4.
[Link].2 Quando a distancia livre entre barras emendadas for maior que 4 6, ao comprimento
calculado em [Link].1 deve ser acrescida a distancia livre entre as barras emendadas. A armadura
transversal na emenda deve ser justificada, considerando 0 comportamento conjunto concreto-ago,
atendendo ao estabelecido em [Link].
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eS
2
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Tabela 9.4 — Valores do coeficiente upt
Barras emendadas na mesma secao
%
Valores de cot 12 14 16 18 2.0
<20 25 33 50 >50
[Link] Comprimento por tr
passe de barras comprimidas, isoladas
Quando as barras estiverem comprimidas, adotar a seguinte expresso para calculo do comprimento
de traspasse
£0c = fb,nec 2 £0c,min
onde
focmmin 6.0 maior valor entre 0,6 fp, 15 € 200 mm.
[Link] Armadura transversal nas emendas por traspasse, em barras isoladas
9.5,
1 Emendas de barras tracionadas da armadura principal (ver Figura 9.5)
Quando @ < 16 mm e a proporgao de barras emendadas na mesma segdo for menor que 25 %,
a armadura transversal deve satisfazer 0 descrito em [Link],
Nos casos em que 4 2 16 mm ou quando a proporgao de barras emendadas na mesma secao
for maior ou igual a 25 %, a armadura transversal deve:
— ser capaz de resistir a uma forga igual a de uma barra emendada, considerando os ramos paralelos
ao plano da emenda;
— ser constituida por barras fechadas se a distdncia entre as duas barras mais proximas de duas
emendas na mesma segao for < 10 6 (p = diametro da barra emendada);
— concentrar-se nos tergos extremos da emenda.
[Link].2 Emendas de barras comprimidas (ver Figura 9.5)
Devem ser mantidos os critérios estabelecidos para o caso anterior, com pelo menos uma barra
de armadura transversal posicionada 4 @ além das extremidades da emenda,
EA, 2 DA, /2 TA /2 12
pe pra | EAalE
c1somm fe ersomm [|
nat haz liar aaa
Barras tracionadas Barras comprimidas
Figura 9.5 ~ Armadura transversal nas emendas
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[Link].3 Emendas de barras de armaduras secundarias
Aarmadura transversal deve obedecer ao estabelecido em [Link].
[Link] Emendas por traspasse em feixes de barras
Podem ser feitas emendas por traspasse em feixes de barras quando, respeitado o estabelecido em
9.5.2, as barras constituintes do feixe forem emendadas uma de cada vez, desde que em qualquer
ego do feixe emendado nao resultem mais de quatro barras.
‘As emendas das barras do feixe devem ser separadas entre si 1,3 vez 0 comprimento de emenda
individual de cada uma.
9.5.3 Emendas por luvas rosqueadas ou prensadas
Para emendas rosqueadas ou prensadas a resisténcia da emenda deve atender aos requisitos
de normas especificas. Na auséncia destes, a resisténcia deve ser no minimo 15 % maior que
a resisténcia de escoamento da barra a ser emendada, obtida em ensaio.
9.5.4 Emendas por solda
As emendas por solda exigem cuidados especiais quanto & composi¢éo quimica dos agos e dos
eletrodos e quanto as operagdes de soldagem que devem atender as especificagdes de controle do
aquecimento e resfriamento da barra, conforme normas especificas.
‘As emendas por solda podem ser:
— de topo, por caldeamento, para bitola nao menor que 10 mm;
— de topo, com eletrodo, para bitola nao menor que 20 mm;
— por traspasse com pelo menos dois cordées de solda longitudinais, cada um deles com
‘comprimento nao inferior a 5 4, afastados no minimo 5 ¢ (ver Figura 9.6);
— com outras barras justapostas (cobrejuntas), com cordées de solda longitudinais, fazendo-se
coincidir 0 eixo baricéntrico do conjunto com 0 eixo longitudinal das barras emendadas, devendo
cada cordao ter comprimento de pelo menos 5 @ (ver Figura 9.6).
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De topo por caldeamento
EB vw
Cc De topo com eetrodo
© 9220
oe Por traspasse e OQ
Se ee
oO ti )
256250 2508 ae
= aa???
n” ‘Com barras justapostas Q
Cc cS
hg
oO a
O 359, 18," S56 1)
2086,
b-b
E Figura 9.6 — Emendas por solda
(© As emendas por solda podem ser realizadas na totalidade das barras em uma segdo transversal
do elemento estrutural
© bevemser consideradas como na mesma segdo as emendas que de centro a centro estejam afastadas
entre si menos que 15 4, medidos na direcdo do eixo da barra.
= A resisténcia de cada barra emendada deve ser considerada sem redupao.
Em caso de barra tracionada e havendo preponderancia de carga variavel, a resisténcia deve ser
reduzida em 20 %.
Pro
Para emendas soldadas, a resisténcia da emenda deve atender aos requisitos de normas especificas.
Na auséncia destes, a resisténcia deve ser no minimo 15 % maior que a resisténcia de escoamento
da barra a ser emendada, obtida em ensaio.
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9.6 Protensdo
9.6.1 Forca de protensao
[Link] Generalidades
{A forga média na armadura de protensdio na abscissa x e no tempo t é dada pela expresso:
P(x) = Po(x) ~ AP a(x) = Pi — APo (x) — APA (x)
onde
Po(x) = P- APo (x)
[Link] Valores-limites da forca na armadura de protensao
Durante as operacdes de protensao, a forga de tracdo na armadura néo pode superar os valores
decorrentes da limitagao das tenses no ago correspondentes a essa situagdo transitéria, fornecidos
em [Link].1 a [Link].
Apés o término das operagdes de protensao, as verificagbes de seguranga devem ser feitas de acordo
com os estados-limites conforme a Secao 10.
[Link].1 Valores-limites por ocasiéo da operacao de protenso
Por ocasiéo da aplicagao da forga Pi, a tensdio opi da armadura de protensdo na saida do aparelho de
trago deve respeitar os seguintes limites:
a) armadura pré-tracionada: opi = 0,74 fyik
b) armadura pés-tracionada aderente: op; = 0,77 fork
c) armadura pés-tracionada nao aderente: op; ~ 0,80 fyik
d) barras de ago CP-85/105: opi = 0,72 fot
Esses valores so validos para agos que atendam aos requisitos das ABNT NBR 7482 e ABNT NBR 7483.
[Link].2 Valores-limites ao término da operagao de protensao
Ao término da operacao de protensdo, a tenso o9(X) da armadura pré-tracionada ou pés-tracionada,
decorrente da forca F(x), no pode superar os limites estabelecidos em [Link].1-b).
[Link].3 Tolerancia de execucao
Por ocasiao da aplicagao da forga A, se constatadas irregularidades na protensao, decorrentes
de falhas executivas nos elementos estruturais com armadura pés-tracionada, a forga de tragdo em
qualquer cabo pode ser elevada, limitando a tensdo api aos valores estabelecidos em [Link].1-b),
majorados em até 10 %, até 0 limite de 50 % dos cabos, desde que seja garantida a seguranca
da estrutura, principalmente nas regides das ancoragens.
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oO
ue
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[Link] Valores representativos da forca de protensdo
Os valores médios, calculados de acordo com [Link], podem ser empregados no calculo dos valores
caracteristicos dos efeitos hiperestaticos da protensao.
Para as obras em geral, admite-se que os valores caracteristicos P(x) da forca de protenséo possam
ser considerados iguais ao valor médio, exceto quando a perda maxima [AP9(X) + AP{(X)}max for maior
que 0,35 P,, Neste caso e nas obras especiais que devem ser projetadas de acordo com normas
especificas, que considerem os valores caracteristicos superior e inferior da forca de protensdo,
devem ser adotados os valores:
[Pkt@lsup = 1,05 P(x)
[Pict@dlint = 0,95 Px(x)
[Link] Valores de calculo da forca de protenso
Os valores de calculo da forga de protensao no tempo t so dados pela expressao:
Pa,t) = yp Pex)
sendo 0 valor de yp estabelecido na Segdo 11.
9.6.2 Introducao das forcas de protensao
[Link] Generalidades
As tenses induzidas no concrelo pelas ancoragens de protenséo somente podem ser consideradas
linearmente distribu(das na se¢4o transversal do elemento estrutural a uma distancia da extremidade
dessas armaduras, chamada distancia de regularizacao, determinada com base no que é estabelecido
em [Link] e [Link].
As armaduras passivas nessas zonas de introdugao de forgas devem ser calculadas de acordo com
as disposig6es da Sec&o 21
[Link] Casos de pés-tracéo
No caso dos elementos pés-tracionados, a distancia de regularizaco das tensdes pode ser
‘determinada admitindo-se que a difusdo da forga se faca a partir da ancoragem, no interior de um angulo
de abertura B, tal que tg p = 2/3 (ver Figura 9.7).
Quando tal difusdo, partindo da alma, atinge o plano médio da mesa, pode-se admitir que a difusao
ao longo da mesa se faz também conforme o angulo de abertura .
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Figura 9.7 - Introdugao da protensio
[Link] Casos de pré-tracdo
No caso de elementos pré-tracionados, a distancia de regularizagao ¢p deve ser obtida pela expressao:
bp =\\h +(0,6eppt)” 2 opt
onde
fh éaaltura do elemento estrutural.
Para as segdes ndo retangulares, 0 comprimento de regularizagao pode ser calculado de forma
semelhante a indicada em [Link].
9.6.3 Pordas da forca de protensio
[Link] Generalidades
O projeto deve prever as perdas da fora de protensdo em relacao ao valor inicial aplicado pelo
aparelho tensor, ocorridas antes da transferéncia da protenséo ao concreto (perdas_iniciais,
napré-trag4o), durante essa transferéncia (perdasimediatas) eaolongo do tempo (perdas progressivas).
[Link] Perdas
is da forca de protensao
Consideram-se iniciais as perdas ocorridas na pré-tragao antes da liberacao do dispositive de tragdo
e decorrentes de:
a) _atritonospontos de desvio da armadura poligonal, cuja avaliagao deve ser feita experimentalmente,
‘em fungao do tipo de apareiho de desvio empregado;
b) escorregamento dos fios na ancoragem, cuja determinagao deve ser experimental, ou devem ser
adotados os valores indicados pelo fabricante dos dispositivos de ancoragem;
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¢) relaxaco inicial da armadura, fungdo do tempo decorrido entre o alongamento da armadura
@ a liberago do dispositive de tragao;
d) retrago inicial do concreto, considerado 0 tempo decorrido entre a concretagem do elemento
estrutural e a liberacao do dispositive de tragao.
A avaliagdo das perdas iniciais deve considerar os efeitos provocados pela temperatura, quando
‘© conereto for curado termicamente
[Link] Perdas imediatas da forca de protensao
[Link].1 Caso da pré-tracao
Avariagao da forca de protensao em elementos estruturais com pré-tracdo, por ocasiao da aplicacao
da protensdo ao concreto, e em razao do seu encurtamento, deve ser calculada em regime elastico,
considerando-se a deformacao da segao homogeneizada. O médulo de elasticidade do concreto
a considerar & 0 correspondente a data de protensao, corrigido, se houver cura térmica
[Link].2 Caso de pés-tragao
Para os sistemas usuais de protensdo, as perdas imediatas so as devidas ao encurtamento imediato
do concreto, ao atrito entre as armaduras e as bainhas ou 0 concreto, ao deslizamento da armadura
junto a ancoragem e a acomodago dos dispositivos de ancoragem, como detalhado em [Link].2.1
a9.[Link].3.
[Link].2.1_ Encurtamento imediato do concreto
Nos elementos estruturais com pés-trag&o, a protensdio sucessiva de cada um dos n grupos de cabos
protendidos simultaneamente provoca uma deformagao imediata do concreto e, consequentemente,
afrouxamento dos cabos anteriormente protendidos. A perda média de protensdio, por cabo, pode ser
calculada pela expresso:
ne
op = ap (6
onde
o"cp0g a tensdo no concreto adjacente ao cabo resultante, provocada pelo efeito conjunto
da protensao (compressao) apés as perdas por atrito e por acomodagao da ancoragem
@ pelo efelto da carga permanente (trago) mobilizada no instante fo, sendo positiva se
de compressao.
[Link].22 Perdas por atrito
Nos elementos estruturais com pés-tragdo, a perda por alrito pode ser determinada pela expresso:
AAx) = Pi[1- ete +)
onde
Pi 60 valor definido em [Link].1;
x @ a abscissa do ponto onde se calcula AP, medida a partir da ancoragem, expressa em
metros (m);
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Za € a soma dos Angulos de desvio entre a ancoragem e o ponto de abscissa x, expressa em
radianos (rad):
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