Você está na página 1de 4
OAB 2ª FASE 2010.3 Direito do Trabalho Prof. Renato Saraiva renatosaraivaprofessor@hotmail.com PRIMEIRO SIMULADO –

OAB 2ª FASE 2010.3

Direito do Trabalho Prof. Renato Saraiva renatosaraivaprofessor@hotmail.com

Prof. Renato Saraiva renatosaraivaprofessor@hotmail.com PRIMEIRO SIMULADO – ELABORADO PELO PROFESS0R RENATO

PRIMEIRO SIMULADO ELABORADO PELO PROFESS0R RENATO SARAIVA

GABARITO

PEÇA PROFISSIONAL:

José da Silva, empregado do Supermercado Devo e não Nego LTDA desde 02.03.2004, exercendo a função de caixa de supermercado, foi dispensado em 02.06.2010 por justa causa (insubordinação) uma vez que se recusou a lavar os banheiros da empresa após o término do expediente normal de trabalho, recebendo como indenização apenas o saldo de salários. Considerando a situação hipotética acima descrita, elabore na condição de advogado de José da Silva, a medida judicial cabível capaz de preservar seus direitos trabalhistas.

VARA DO TRABALHO DE ,
VARA DO TRABALHO DE
,

RESPOSTA:

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ TITULAR DA

JOSÉ DA SILVA, qualificação e endereço completo, vem, por seu advogado abaixo assinado, conforme

instrumento de mandato em anexo, que receberá intimações no endereço na rua art. 840, § 1.º, da CLT, propor a presente

com fundamento no

RECLAMAÇÃO TRABALHISTA

em face da empresa DEVO E NÃO NEGO LTDA Ltda, qualificação e endereço completo, pelos seguintes motivos de fato e de direito adiante transcritos:

I DOS FATOS:

O

mercado. Ocorre que, injustamente, o autor foi dispensado em 02.03.2010 por suposta justa causa (insubor- dinação) uma vez que se recusou a lavar os banheiros da empresa após o término do expediente normal de trabalho, recebendo como indenização apenas o saldo de salários.

reclamante foi admitido pela empresa reclamada em 02.03.2004, exercendo a função de caixa de super-

No caso em tela, resta patente que o reclamante não cometeu qualquer falta grave justificadora de sua dis- pensa por justa causa, ao contrário, o empregador reclamado é que estava cometendo falta grave capitulada no art. 483, a, da CLT, pois estava exigindo do obreiro autor serviços alheios ao contrato, uma vez que a fun- ção do reclamante era de caixa e não de servente ou mesmo auxiliar de serviços gerais.

Pelo exposto, não restou outra alternativa ao reclamante a não ser propor a presente reclamação trabalhis- ta, objetivando a conversão da dispensa por justa causa em dispensa imotivada, com a conseqüente conde- nação da demandada ao pagamento de todas as parcelas provenientes da dispensa sem justa causa,

III DOS PEDIDOS:

Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.renatosaraiva.com.br | (81) 3035.0105

1

Isto posto, requer o reclamante: OAB 2ª FASE 2010.3 Direito do Trabalho Prof. Renato Saraiva

Isto posto, requer o reclamante:

OAB 2ª FASE 2010.3

Direito do Trabalho Prof. Renato Saraiva renatosaraivaprofessor@hotmail.com

Prof. Renato Saraiva renatosaraivaprofessor@hotmail.com a) a conversão da dispensa por justa causa efetivada de

a) a conversão da dispensa por justa causa efetivada de forma ilegal e arbitrária pela empresa demandada

em dispensa imotivada, com a conseqüente condenação da reclamada ao pagamento de aviso prévio e sua integração para todos os fins (art. 487, § 4.º, da CLT), bem como pagamento das verbas rescisórias, a seguir especificadas: férias proporcionais, acrescidas do terço constitucional; 13.º salário proporcional; indenização compensatória de 40% do FGTS e saldo de salários;

b) liberação das guias de seguro-desemprego, sob pena de pagamento de indenização substitutiva, nos moldes da Súmula 389 do TST, bem como liberação das guias para saque do FGTS;

do TST, bem como liberação das guias para saque do FGTS; c) 20 do Código de

c)

20 do Código de Processo Civil e art. 22 da Lei 8.906/1994, no percentual de 20% incidente sobre o valor da

a condenação da reclamada em honorários advocatícios, em face do art. 133 da Constituição Federal, art.

condenação, requerendo, ademais, que as parcelas incontroversas sejam quitadas na audiência, sob as penas do art. 467 da CLT.

Por último, requer a notificação da reclamada, no endereço constante desta peça vestibular para, querendo, contestar os termos da presente reclamação, sob pena de revelia e confissão quanto à matéria fática.

Protesta em provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos, em especial prova documental, testemunhal e depoimento pessoal da reclamada, sob as penas da lei, dando valor à causa de R$

Termos em que, E. deferimento.

Local e data,

Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.renatosaraiva.com.br | (81) 3035.0105

2

OAB 2ª FASE 2010.3 Direito do Trabalho Prof. Renato Saraiva renatosaraivaprofessor@hotmail.com QUESTÕES SUBJETIVAS 1

OAB 2ª FASE 2010.3

Direito do Trabalho Prof. Renato Saraiva renatosaraivaprofessor@hotmail.com

QUESTÕES SUBJETIVAS

renatosaraivaprofessor@hotmail.com QUESTÕES SUBJETIVAS 1 – Empregadora doméstica idosa e doente solicitou que

1 Empregadora doméstica idosa e doente solicitou que seu filho comparecesse na condição de preposto,

portando ordem escrita, à audiência trabalhista que lhe movia sua ex-empregada. O Juiz do Trabalho não aceitou a

representação e considerou-a revel. Está correta a decisão? Fundamente.

e considerou-a revel. Está correta a decisão? Fundamente. RESPOSTA: Não está correta a decisão do magistrado,

RESPOSTA: Não está correta a decisão do magistrado, uma vez que a Súmula 377 do TST estabelece que exceto quanto à reclamação de empregado doméstico ou contra micro ou pequeno empresário, o preposto deve ser necessariamente empregado do reclamado (inteligência do art. 843 § 1º da CLT e do art. 54 da Lei Complementar nº 123/2006).

2

justa causa, recebendo as verbas rescisórias provenientes da dispensa imotivada. Seis meses após o parto, Jéssica procura o seu escritório profissional e lhe indaga se ainda tem algum direito em relação ao contrato anteriormente mantido com a Empresa 171 LTDA. Na qualidade de advogado de Jéssica, responda de forma fundamentada se a mesma possui algum direito trabalhista a ser postulado, especificando, em caso positivo, quais verbas poderiam ser pleiteadas em eventual reclamação trabalhista.

Jéssica, empregada da empresa 171 LTDA, apesar de encontrar-se grávida de 06 meses, foi dispensada sem

RESPOSTA: No caso em tela Jéssica teria direito de requerer na Justiça do Trabalho o salários e demais direitos oriundos do contrato de trabalho (diferença de férias, 13º salário, FGTS, indenização compensatória de 40% do FGTS, integração de tempo de serviço) desde a dispensa arbitrária até o término da estabilidade, ou seja, até 05 meses após o parto. Neste sentido, a OJ nº 399 da SDI-I/TST estabelece que o ajuizamento de ação trabalhista após decorrido o período de garantia de emprego não configura abuso do exercício do direito de ação, pois este está submetido apenas ao prazo prescricional inscrito no art. 7º inciso XXIX da CF/1988, sendo devida a indenização desde a dispensa até a data do término do período estabilitário. Ademais, a Súmula 244, II, do TST esclarece que a garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. Do contrário, a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade

3

por ex-empregado no valor de R$12.500,00, correspondente ao pagamento de horas extras e reflexos. A empresa, inconformada com a condenação, interpôs recurso ordinário no prazo legal, sem o pagamento de custas judiciais e depósito recursal. O Magistrado, no exercício do primeiro juízo de admissibilidade, não conheceu do recurso, por considerá-lo deserto, em razão do não recolhimento das custas e depósito recursal. O Juiz agiu corretamente? Em caso negativo, qual seria a atitude a ser adotada pelo recorrente? Fundamente.

Determinada empresa, beneficiária da Justiça Gratuita, foi condenada em uma reclamação trabalhista movida

RESPOSTA: O juiz não agiu corretamente, uma vez que sendo a empresa beneficiária da Justiça Gratuita, a Lei nº 1060/50 (art. 3º, incisos II e VII) garante a isenção de custas e de depósitos para interposição de recursos. Em relação às custas, o art. 790-A da CLT também garante a isenção de custas para os beneficiários da Justiça Gratuita. O recurso cabível será o agravo de instrumento, no prazo de 08 dias, com base no art. 897, alínea “b”, da CLT.

4 Empregador autuado pelo Auditor Fiscal do Trabalho, tendo em conta não haver recolhido FGTS sobre as férias vencidas pagas a empregado quando da rescisão do contrato de trabalho, impetra mandado de segurança perante

Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.renatosaraiva.com.br | (81) 3035.0105

3

OAB 2ª FASE 2010.3 Direito do Trabalho Prof. Renato Saraiva renatosaraivaprofessor@hotmail.com a Justiça do Trabalho.

OAB 2ª FASE 2010.3

Direito do Trabalho Prof. Renato Saraiva renatosaraivaprofessor@hotmail.com

Prof. Renato Saraiva renatosaraivaprofessor@hotmail.com a Justiça do Trabalho. Notificada a autoridade coatora e

a Justiça do Trabalho. Notificada a autoridade coatora e prestadas as informações, o juízo declara sua incompetência e determina a remessa dos autos à Justiça Federal. A atitude do magistrado foi correta? Em caso negativo, qual medida judicial deve ser adotada pelo impetrante?

RESPOSTA: A atitude do magistrado não foi correta. Conforme previsto no art. 114, VII, da CF/88 (com redação dada pela E.C. 45/2004), compete à Justiça do Trabalho processar e julgar as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho. Logo, sendo patente a competência material da Justiça do Trabalho para processar e julgar o feito, deve o impetrante interpor recurso ordinário, com base no art. 895, I, da CLT.

recurso ordinário, com base no art. 895, I, da CLT. 5 – Advogado empregado, eleito dirigente

5 Advogado empregado, eleito dirigente do Sindicato dos Advogados, pode ser dispensado sem justa causa da Faculdade de Direito em que, como professor, leciona prática forense? Justifique sua resposta

RESPOSTA: Sim, o advogado empregado eleito dirigente do Sindicato dos Advogados poderá ser dispensado sem justa causa da Faculdade de Direito em que leciona como professor de prática forense, uma vez que a Súmula 369, item III, do TST, estabelece que o empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para qual foi eleito dirigente, o que, evidentemente, não é a hipótese. Logo, o advogado poderá ser dispensado sem justa causa da Faculdade, não se aplicando, no caso, a estabilidade prevista no art. 8, VIII, da CF/88.

Complexo de Ensino Renato Saraiva | www.renatosaraiva.com.br | (81) 3035.0105

4