Escola Estadual de Educação Básica Barão do Rio Branco.
Aluna: Raíssa Manuela Pinheiro.
Turma: 9° Ano.
Professora: Ângela Maria Locatelli.
Disciplina: Ciências.
MODELOS ATÔMICOS
Os modelos atômicos são os aspectos estruturais dos átomos que foram
apresentados por cientistas na tentativa de compreender melhor o átomo e a sua
composição.
A constituição da matéria é motivo de estudos desde a antiguidade. Os pensadores
Leucipo (500 a.C.) e Demócrito (460 a.C.) formularam a ideia de haver um limite para
a pequenez das partículas. Eles afirmavam que elas se tornariam tão pequenas que não
poderiam ser divididas. Chamou-se a essa partícula última de átomo.
Teoria de John Dalton - 1808
A teoria atômica de Dalton foi fundamental para o desenvolvimento do
conhecimento atômico, pois serviu de base para que outros cientistas conhecessem o
átomo e suas características.
John Dalton, químico por formação, nasceu na Eaglesfield, Inglaterra, em 1766.
Sua vida foi destinada desde cedo à pesquisa científica e ao magistério, tanto que lecionou
ou contribuiu para o desenvolvimento de diversas áreas do conhecimento. Seu maior
legado como cientista, no entanto, foi o desenvolvimento da primeira teoria atômica.
Foi por meio de vários experimentos relacionados com a mistura de gases e do
conhecimento dos trabalhos propostos por Lavoisier que surgiu a teoria atômica de Dalton
em 1808.
A teoria atômica de Dalton foi baseada em experimentos, mas nenhum desses
experimentos conseguiu revelar o átomo claramente. Por isso, Dalton denominava o
átomo como a menor parte da matéria. A teoria de Dalton apresenta muito mais postulados
do que comprovações. Veja alguns deles:
Os átomos são maciços e apresentam forma esférica (semelhantes a uma bola
de bilhar);
Os átomos são indivisíveis e indestrutíveis;
Um elemento químico é um conjunto de átomos com as mesmas propriedades
(tamanho e massa);
Os átomos de diferentes elementos químicos apresentam propriedades diferentes
uns dos outros;
O peso relativo de dois átomos pode ser utilizado para diferenciá-los;
Uma substância química composta é formada pela mesma combinação de
diferentes tipos de átomos;
Substâncias químicas diferentes são formadas pela combinação de átomos
diferentes.
Dalton nomeou o seu modelo atômico de bola de bilhar e, por isso, passou a
representar os átomos dos elementos conhecidos em sua época por meio de símbolos
esféricos. Cada representação atômica que apresenta um detalhe específico indica um
elemento químico diferente.
Átomos representados segundo a teoria atômica de Dalton
Bola de bilhar foi o nome dado à representação do modelo
atômico de Dalton
Teoria de Thomson - 1898
O modelo atômico de Thomson foi proposto no ano de 1898 pelo físico inglês
Joseph John Thomson ou, simplesmente, J.J. Thomson. Após ter diversas evidências
experimentais sobre a existência do elétron, ele derrubou a teoria da indivisibilidade do
átomo proposta por John Dalton.
Thomson, a partir de seu modelo, confirmou e provou a existência de elétrons
(partículas com carga elétrica negativa) no átomo, ou seja, o átomo possui partículas
subatômicas.
Thomson propôs seu modelo atômico tendo como base descobertas relacionadas
com a radioatividade e experimentos realizados com o tubo de raios catódicos construído
pelos cientistas Geissler e Crookes.
Com os experimentos realizados com o tubo de raios catódicos, Thomson propôs
sua interpretação de como seria o átomo e sua constituição. Assim, de acordo com ele:
O átomo é uma esfera, mas não maciça como propunha o modelo atômico de
John Dalton;
O átomo é neutro, já que toda matéria é neutra;
Como o átomo apresenta elétrons, que possuem cargas negativas, logo, deve
apresentar partículas positivas para que a carga final seja nula;
Os elétrons não estão fixos ou presos no átomo, podendo ser transferidos para
outro átomo em determinadas condições;
O átomo pode ser considerado como um fluido contínuo de cargas positivas
onde estariam distribuídos os elétrons, que possuem carga negativa;
Associou o seu modelo a um pudim de passas (as quais representam os
elétrons);
Representação dos elétrons e do fluido positivo no modelo atômico de Thomson
Como os elétrons que estão espalhados apresentam a mesma carga, existe
entre eles uma repulsão mútua, o que faz com que estejam uniformemente distribuídos
na esfera.
O modelo de Thomson tratou de novos conhecimentos sobre o átomo que até então
não haviam sido propostos por falta de embasamento cientifico, como:
Natureza elétrica da matéria;
Divisibilidade do átomo;
Presença de partículas pequenas e com carga no átomo.
Teoria de Rutherford - 1911
No ano de 1911, o cientista neozelandês Ernest Rutherford apresentou à
comunidade científica o seu modelo atômico. O modelo de Rutherford, também chamado
de modelo do sistema solar, foi o terceiro na história da Atomística e foi considerado o
modelo que estimulou toda a evolução do conhecimento sobre o constituidor da matéria, o
átomo. O modelo atômico de Rutherford apresenta como principais características
um núcleo positivo e uma eletrosfera negativa, todas evidenciadas por um experimento
que utilizou radiação e ouro.
A construção do modelo de Rutherford iniciou-se a partir do estudo das
propriedades dos raios X e das emissões radioativas, culminando na utilização de radiação
sobre um artefato inerte, isto é, que não reage facilmente. O experimento realizado por
Rutherford possuía a seguinte aparelhagem e organização:
Componente a: a amostra de polônio (emissor de radiação alfa) colocada em um
bloco de chumbo. Nesse bloco havia um pequeno orifício por meio do qual ocorria a
passagem da radiação;
Componente b: lâmina finíssima de ouro posicionada à frente da caixa de chumbo;
Componente c: Placa metálica recoberta com material fluorescente (sulfeto de
zinco) posicionada atrás, ao lado e um pouco à frente da lâmina de ouro.
Interpretações dos resultados do experimento de Rutherford:
Interpretação sobre a região 1: Como grande parte da radiação alfa atravessou
a lâmina de ouro sem nenhum empecilho, isso quer dizer que os átomos apresentavam
grandes espaços vazios (eletrosfera), ou seja, regiões que não possuíam nada capaz de
influenciar a radiação alfa;
Interpretação sobre a região 2: A quantidade pequena de radiação alfa que sofreu
desvios passou próximo de uma região positiva (núcleo) do átomo, provavelmente de
tamanho pequeno, o que promoveu o desvio.
Interpretação sobre a região 3: Como uma quantidade extremamente pequena
de radiação alfa foi rebatida, isso quer dizer que elas se chocaram com uma região do
átomo extremamente pequena que apresentava característica positiva.
Representação dos resultados observados no experimento de Rutherford
Após as observações realizadas por Rutherford, ele formulou o seu modelo
atômico, que apresentava as seguintes características:
a) Núcleo (que foi comparado ao sol no sistema solar):
Uma região central do átomo que apresenta:
partículas positivas (os prótons);
baixo volume;
maior massa;
maior densidade do átomo.
Modelo Atômico de Rutherford
b) Eletrosferas (que foram comparadas às órbitas descritas pelos planetas
no sistema solar):
Regiões do átomo que apresentam:
imensos espaços vazios entre si;
partículas de natureza negativa (os elétrons).
Teoria de Bohr - 1913
O Modelo Atômico de Bohr apresenta o aspecto de órbitas onde existem
elétrons e, no seu centro, um pequeno núcleo. O físico dinamarquês Niels Henry David
Bohr deu continuidade ao trabalho desenvolvido com Rutherford. Ele preencheu a lacuna
que existia na teoria atômica proposta por Rutherford. Por esse motivo, o átomo de Bohr
pode também ser chamado de Modelo Atômico de Rutherford – Bohr.
Niels havia conhecido Rutherford no laboratório da Universidade de Cambridge e
foi levado por ele à Universidade de Manchester onde passaram a trabalhar em conjunto.
Bohr conseguiu explicar como se comportava o átomo de hidrogênio, o que não era
possível mediante a teoria atômica de Rutherford. Mas, embora tenha aperfeiçoado o
modelo atômico de Rutherford, o modelo de Bohr ainda não é perfeito, uma vez que
continuam havendo lacunas por explicar.
Em 1913, Bohr promoveu experimentos que mostravam essas falhas e propunha
um novo modelo. Se o modelo proposto de Rutherford estivesse correto, ao serem
acelerados, os elétrons emitiriam ondas eletromagnéticas. Na sequência, essas
partículas perderiam energia e consequentemente colidiriam com o núcleo atômico.
O que acontece, na verdade, é que o elétron emite energia. Quanto maior a sua
energia, mais afastado ele fica do núcleo do átomo. Mediante o trabalho que
desenvolveu, Bohr obteve quatro princípios:
1. Quantização da energia atômica (cada elétron apresenta uma quantidade
específica de energia).
2. Os elétrons se movem em uma órbita, as quais são
chamadas de “estados estacionários”. Ao absorver energia, o
elétron salta para uma órbita mais distante do núcleo.
3. Quando absorve energia, o nível de energia do elétron
aumenta saltando para uma camada mais externa. Por outro
lado, ela diminui quando o elétron emite energia.
4. Os níveis de energia, ou camadas eletrônicas,
acomodam um número determinado de elétrons e são
Modelo Atômico de Bohr
designados pelas letras: K, L, M, N, O, P, Q.
Teoria de Sommerfeld - 1916
Arnold. J. W. Sommerfeld, em 1916, interpretou espectros com múltiplas linhas
justapostas e segundo ele, as camadas enunciadas por Bohr (K, L, M, N...) eram
constituídas por subcamadas, de órbitas elípticas e de diferentes momentos
angulares, conforme exibe a figura a seguir.
Modelo atômico de Sommerfeld
As órbitas elípticas de Sommerfeld indicaram um segundo número quântico,
denominado número quântico secundário (l). Este número quântico secundário, definido
pela equação l = n – 1, descreveria as subcamadas de energia e por consequência, seu
momento angular.
A proposta de Sommerfeld conseguira, através da instituição do segundo número
quântico, explicar como os espectros de emissão apresentavam o fenômeno de linhas
múltiplas nas raias espectrais. Segundo este modelo, as múltiplas linhas seriam os
subníveis de energia que compõem o nível ou camada de energia e estes subníveis
foram caracterizados como “s”, “p”, “d” e “f”, derivados de conceitos relativos à
espectroscopia.
Sommerfeld, ao manter preceitos do modelo de Bohr, determinou intacta a
natureza quântica do elétron. Os subníveis de energia explicavam a existência de
espectros compostos por linhas justapostas, embora ainda se mantivessem dúvidas acerca
de espectros obtidos sob a ação de intensos campos magnéticos.
Sob a ação de campos magnéticos, o espectro se decompõe, exibindo novas
bandas espectrais. Para explicar o surgimento destas bandas, foi proposto que o elétron
reagiria ao campo magnético acumulando determinado valor de energia e isso
alteraria o seu momento magnético. Tal proposição permitiu a determinação do
terceiro número quântico, o número quântico magnético (ml)
A análise dos espectros finos da primeira série de Balmer apontou a existência de
duas linhas muito próximas. Foi proposto para este comportamento o quarto número
quântico, o número quântico de spin (ms). Sendo o elétron uma partícula que possui
um eixo imaginário, o mesmo executaria movimento de rotação sobre o mesmo,
girando (spin) em dois sentidos: o paralelo e o antiparalelo. Esta concepção levou ao
princípio de exclusão enunciado por Wolfgang Pauli, que indica não existir, em um mesmo
átomo, dois elétrons iguais.
Teoria de Chadwick - 1932
A descoberta do nêutron aconteceu no ano de 1932 com o físico inglês James
Chadwick. Utilizando a conservação da quantidade de movimento, realizou uma
experiência que comprovou a existência do nêutron. No entanto, doze anos antes desse
acontecimento, o célebre cientista inglês Rutherford já tinha previsto a existência
dessa partícula. Segundo ele, uma possível ligação de um próton com um elétron
originaria uma partícula sem carga elétrica, mas com massa igual à do próton. A essa
partícula ele chamou de nêutron, mas não tinha certeza da sua existência.
A experiência que J. Chadwick realizou consistiu, basicamente, em fazer com que
feixes de partículas alfa se colidissem com uma amostra de berílio (um elemento
químico pertencente à família 2A da tabela periódica). Dessa colisão apareceu um tipo
de radiação que levaram muitos cientistas a acreditar que se tratava de raios gama.
Após realizar vários cálculos, James concluiu que não se tratava de raios gama, a radiação
invisível era formada por nêutrons. Para comprovar que realmente se tratava de
nêutrons, Chadwick mediu a massa dessas partículas, pois segundo Rutherford elas
tinham massa igual à do próton. Com esse feito e por seus importantes trabalhos, em
1935 James foi premiado com o Prêmio Nobel da Física.
Atualmente, sabemos que o nêutron é uma das partículas fundamentais que,
juntamente aos prótons, formam o núcleo dos átomos. Ao redor destes últimos existem
as nuvens de elétrons, as quais são responsáveis pela condução de corrente elétrica
nos materiais condutores, por exemplo.
Nêutron uma partícula neutra
REFERÊNCIAS:
BATISTA, Carolina. Modelos Atômicos, Toda Matéria. Disponível em:
[Link] Acesso em: 30 de agosto de 2021.
DIAS, Me. Diogo Lopes. Teoria atômica de Dalton, Brasil Escola. Disponível em:
[Link] Acesso em: 30 de agosto
de 2021.
DIAS, Me. Diogo Lopes. Teoria atômica de Thomson, Brasil Escola. Disponível
em: [Link] Acesso em: 30 de
agosto de 2021.
DIAS, Me. Diogo Lopes. Teoria atômica de Rutherford, Brasil Escola. Disponível
em: [Link] Acesso em: 30 de
agosto de 2021.
MAGALHÃES, Lana. Modelo Atômico de Bohr, Toda Matéria. Disponível em:
[Link] Acesso em: 30 de agosto de
2021.
NETO, João Gomes. Modelo atômico de Sommerfeld, Info Escola. Disponível
em: [Link] Acesso em: 30
de agosto de 2021.
SANTOS, Marco Aurélio da Silva. "Breve história da descoberta do nêutron";
Brasil Escola. Disponível em: [Link]
[Link]. Acesso em 30 de agosto de 2021.