Você está na página 1de 161

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS:

Noções de Química geral:

Modelos atômicos.

2. Química

Modelos Atômicos

Modelos Atômicos são os aspectos estruturais dos átomos que foram apresentados
por cientistas na tentativa de explicar o átomo e a sua composição.

Em 1808, o cientista inglês John Dalton propôs uma explicação para a propriedade da
matéria. Trata-se da primeira teoria atômica que dá as bases para o modelo atômico
conhecido atualmente.

Mas a constituição da matéria é motivo de estudos desde a antiguidade. Os pensadores


Leucipo (500 a.C.) e Demócrito (460 a.C.) formularam a ideia de haver um limite para
a pequenez das partículas. Afirmavam que elas se tornariam tão pequenas que não
poderiam ser divididas. Chamou-se a essa partícula última de átomo – derivado de
radicais gregos que, juntos, significam o que não se pode dividir.

O Modelo Atômico de Dalton

O Modelo Atômico de Dalton (modelo bola de bilhar) encerra a seguinte ideia:

1. Todas as substâncias são formadas de pequenas partículas chamadas átomos;


2. Os átomos de diferentes elementos têm diferentes propriedades, mas todos os
átomos do mesmo elemento são exatamente iguais;
3. Os átomos não se alteram quando formam componentes químicos;
4. Os átomos são permanentes e indivisíveis, não podendo ser criados nem
destruídos;
5. As reações químicas correspondem a uma reorganização de átomos.

Modelo Atômico de Thomson

O Modelo de Thomson foi o primeiro a realizar a divisibilidade do átomo.

Pesquisando sobre raios catódicos, o físico inglês propôs o Modelo Atômico de


Thomson (modelo pudim de ameixa). Ele demonstrou que esses raios podiam ser
interpretados como sendo um feixe de partículas carregadas de energia elétrica negativa.

Em 1887, Thomson sugeriu que os elétrons eram um constituinte universal da matéria.


Apresentou as primeiras ideias relativas à estrutura interna dos átomos. Thomson
indicava que os átomos deviam ser constituídos de cargas elétricas positivas e negativas
distribuídas uniformemente.

Descobriu essa mínima partícula e assim estabeleceu a teoria da natureza elétrica da


matéria. Concluiu que os elétrons eram constituintes de todos os tipos de matéria, pois
observou que a relação carga/massa do elétron era a mesma para qualquer gás
empregado em suas experiências. Em 1897, Thomson tornou-se “pai do elétron”.

Modelo Atômico de Rutherford


Em 1911, o físico neozelandês Rutherford colocou uma folha de ouro bastante fina
dentro de uma câmara metálica. Seu objetivo era analisar a trajetória de partículas alfa a
partir do obstáculo criado pela folha de ouro.

Nesse ensaio de Rutherford, observou que algumas partículas ficavam totalmente


bloqueadas. Outras partículas não eram afetadas, mas a maioria ultrapassava a folha
sofrendo desvios. Segundo ele, esse comportamento podia ser explicados graças às
forças de repulsão elétrica entre essas partículas.

Pelas observações, afirmou que o átomo era nucleado e sua parte positiva se
concentrava num volume extremamente pequeno, que seria o próprio núcleo.

O Modelo Atômico de Rutherford (modelo planetário) corresponde a um sistema


planetário em miniatura, no qual os elétrons se movem em órbitas circulares, ao redor
do núcleo.

Modelo de Rutherford – Bohr


O modelo apresentado por Rutherford foi aperfeiçoado por Bohr. Por esse motivo, o
aspecto da estrutura atômica de Bohr também é chamada de Modelo Atômico de Bohr
ou Modelo Atômico de Rutherford-Bohr.

A teoria do físico dinamarquês Niels Bohr estabeleceu as seguintes concepções


atômicas:

1. Os elétrons que giram ao redor do núcleo não giram ao acaso, mas descrevem
órbitas determinadas.
2. O átomo é incrivelmente pequeno, mesmo assim a maior parte do átomo é
espaço vazio. O diâmetro do núcleo atômico é cerca de cem mil vezes menor
que o átomo todo. Os elétrons giram tão depressa que parecem tomar todo o
espaço.
3. Quando a eletricidade passa através do átomo, o elétron pula para a órbita maior
e seguinte, voltando depois à sua órbita usual.
4. Quando os elétrons saltam de uma órbita para a outra resulta luz. Bohr
conseguiu prever os comprimentos de onda a partir da constituição do átomo e
do salto dos elétrons de uma órbita para a outra.

Modelos atômicos

Por Camila Salgado de Paula

Professora de Química do Colégio Qi



Modelo atômico de Dalton


A estrutura da matéria é estudada desde o século V a.C., quando surgiu a primeira ideia
sobre sua constituição. Os filósofos Leucipo e Demócrito afirmavam que a matéria não
poderia ser dividida infinitamente, chegando a uma unidade indivisível denominada
átomo. Essas especulações foram substituídas por modelos baseados em estudos
experimentais após milhares de anos.
O átomo seria parecido com uma bola de
bilhar (Foto: Wikicommons)

Baseado nas leis ponderais de Lavoisier e Proust, o cientista John Dalton, por volta do
ano de 1808, elaborou sua teoria sobre a matéria, conhecida como teoria atômica de
Dalton. As principais conclusões do modelo atômico de Dalton foram:

➢A matéria é formada por partículas extremamente pequenas chamadas átomos;


➢Os átomos são esferas maciças e indivisíveis;
➢Os átomos com as mesmas propriedades, constituem um elemento químico;
➢Elementos diferentes são constituídos por átomos com propriedades diferentes
➢As reações químicas são rearranjos, união e separação, de átomos.

Modelo de Thomson

Modelo foi comparado a um pudim de passas


(Foto: Wikicommons)

Baseado em experiências com cargas elétricas, o cientista inglês Joseph John Thomson,
no final do século XIX, concluiu que o átomo não era uma esfera indivisível, como
sugeriu Dalton. A experiência que levou a elaboração desse modelo, consistiu na
emissão de raios catódicos, onde as partículas negativas eram atraídas pelo polo positivo
de um campo elétrico externo. Essas partículas negativas foram chamadas de elétrons, e
para explicar a neutralidade da matéria, Thomson propôs que o átomo fosse uma esfera
de carga elétrica positiva, onde os elétrons estariam uniformemente distribuídos,
configurando um equilíbrio elétrico.

Modelo de Rutherford
No início do século XX, o cientista Ernest Rutherford, utilizando a radioatividade,
descobriu que o átomo não era uma esfera maciça, como sugeria a teoria atômica de
Dalton. Surgia assim um novo modelo atômico.

Rutherford bombardeou uma lâmina de ouro com 10-5 cm de espessura, envolvida por
uma tela de sulfeto de zinco, com partículas α (lê-se: alfa) provenientes do elemento
polônio protegido por um bloco de chumbo perfurado. Essa experiência revelou que a
grande maioria das partículas atravessavam a lâmina de ouro, enquanto outras partículas
passavam e sofriam pequenos desvios, e uma quantidade muito pequena não atravessava
a lâmina. O percurso seguido pelas partículas α foi detectado devido à luminosidade
refletida na tela de sulfeto de zinco.

Modelo de Rutherford (Foto: Wikicommons)

Comparando o número de partículas emitidas com o de desviadas, Rutherford deduziu


que a massa da lâmina de ouro estaria localizada em pequenos pontos, denominados
núcleos, e que o raio do átomo deveria ser 10.000 a 100.000 vezes maior que o raio do
núcleo, sendo o átomo formado por espaços vazios. A maioria das partículas atravessou
a lâmina por meio desses espaços. A explicação para as partículas α que sofreram
desvios foi dada pelo fato do núcleo positivo da lâmina de ouro repelir as partículas alfa
também positivas. As partículas que não atravessaram teriam colidido frontalmente com
esses núcleos, sendo rebatidas.

O modelo atômico de Rutherford concluiu que o átomo era composto por um pequeno
núcleo com carga positiva neutralizada por uma região negativa, denominada
eletrosfera, onde os elétrons giravam ao redor do núcleo.

Modelo de Bohr
De acordo com Rutherford, em um átomo, os elétrons se deslocavam em órbita circular
ao redor do núcleo. Porém, esse modelo contrariava a física clássica, que segundo suas
teorias, o átomo não poderia existir dessa forma, uma vez que os elétrons perderiam
energia e acabariam por cair no núcleo. Como isso não ocorria, pelo átomo ser uma
estrutura estável, o cientista dinamarquês Niels Bohr aperfeiçoou o modelo proposto por
Rutherford, formulando sua teoria sobre distribuição e movimento dos elétrons.
Baseado na teoria quântica proposta por Plank, Bohr elaborou os seguintes postulados:

I- Os elétrons descrevem ao redor do núcleo órbitas circulares, chamadas de camadas


eletrônicas, com energia constante e determinada. Cada órbita permitida para os elétrons
possui energia diferente.

II- Os elétrons ao se movimentarem numa camada não absorvem nem emitem energia
espontaneamente.

III- Ao receber energia, o elétron pode saltar para outra órbita, mais energética. Dessa
forma, o átomo fica instável, pois o elétron tende a voltar à sua orbita original. Quando
o átomo volta à sua órbita original, ele devolve a energia que foi recebida em forma de
luz ou calor.

Modelo de Bohr (Foto: Wikicommons)

O modelo Rutherford-Bohr apresenta alguns problemas, como por exemplo, ele não
explica por que o elétron apresenta energia constante, não explica as reações químicas,
descreve órbitas circulares ou elípticas ,quando na verdade os elétrons não descrevem
essa trajetória, dentre outras restrições. Ao longo dos anos, foram realizados muitos
estudos em relação à estrutura do átomo levando a criação de outros modelos, porém o
modelo Rutherford-Bohr ainda é o mais difundido no ensino médio.

Exercícios
(UERJ) Em 1911, o cientista Ernest Rutherford realizou um experimento que consistiu
em bombardear uma finíssima lâmina de ouro com partículas ‘, emitidas por um
elemento radioativo, e observou que:

- a grande maioria das partículas α atravessava a lâmina de ouro sem sofrer desvios ou
sofrendo desvios muito pequenos;
- uma em cada dez mil partículas α era desviada para um ângulo maior do que 90°.

Com base nas observações acima, Rutherford pôde chegar à seguinte conclusão quanto
à estrutura do átomo:

a) o átomo é maciço e eletricamente neutro

b) a carga elétrica do elétron é negativa e puntiforme

c) o ouro é radioativo e um bom condutor de corrente elétrica

d) o núcleo do átomo é pequeno e contém a maior parte da massa

Gabarito

Após seu experimento, Rutherford comparou o número de partículas emitidas com o


número de partículas desviadas, e deduziu, que a massa da matéria, no caso a lâmina de
ouro, estaria localizada em pequenos pontos, denominados núcleos.

LETRA D

(UFMG) Com relação ao modelo atômico de Bohr, a afirmativa FALSA é:

a) Cada órbita eletrônica corresponde a um estado estacionário de energia.

b) O elétron emite energia ao passar de uma órbita mais interna para uma mais externa.

c) O elétron gira em órbitas circulares em torno do núcleo.

d) O elétron, no átomo, apresenta determinados valores de energia.

e) O número quântico principal está associado à energia do elétron.

Gabarito

A alternativa “b” diz que o elétron emite energia ao passar de uma órbita mais interna
para uma mais externa, quando na verdade o elétron precisa receber energia para saltar
para uma órbita mais externa. As afirmativas “a”, “c”, “d” e “e” estão corretas.

LETRA B
Modelos Atômicos: Dalton, Thomson,
Rutherford
Atualizada em: 15/08/2017

Conheça os modelos atomicos científicos que surgiram


a respeito dos átomos e os postulados de cada Teoria
Atômica



Modelos Atômicos
A constituição da matéria é motivo de muita curiosidade entre os povos antigos.
Filósofos buscam há tempos a constituição dos materiais. Resultado dessa curiosidade
implicou na descoberta do fogo, o que o permitiu cozinhar os alimentos, e
consequentemente implicou em grande desenvolvimento para a sociedade. A partir
dessa descoberta pôde-se verificar, ainda, que o minério de cobre (conhecido na época
com pedras azuis), quando submetido ao aquecimento, produzia cobre metálico, ou
aquecido na presença de estanho, formava o bronze.

A passagem do homem pelas “idades” da pedra, do bronze e do ferro, foi, portanto, de


muito aprendizado para o homem, conseguindo produzir materiais que lhe fosse útil.

Por volta de 400 a.C., surgiram os primeiros conceitos teóricos da Química.

Os filósofos gregos Demócrito e Leucipo afirmavam que a matéria não era contínua, e
sim constituída por minúsculas partículas indivisíveis, às quais deram o nome de
átomos. Platão e Aristóteles, filósofos muito influentes na época, recusaram tal proposta
e defendiam a ideia de matéria contínua.

Esse conceito de Aristóteles permaneceu até a Renascença, quando por volta de 1650
d.C. o conceito de átomo foi novamente proposto por Pierre Cassendi, filósofo francês.

O conceito de "Teoria atômica" veio a surgir após a primeira ideia científica de átomo,
proposta por John Dalton após observações experimentais sobre gases e reações
químicas.

Os modelos atômicos são, portanto, teorias fundamentadas na experimentação. Tratam-


se, portanto, de explicações para mostrar o porquê de um determinado fenômeno.
Diversos cientistas desenvolveram suas teorias até que se chegou ao modelo atual.
1. Modelo Atômico de Dalton

Em 1808, o professor inglês John Dalton propôs uma explicação da natureza da matéria.
A proposta foi baseada em fatos experimentais. Os principais postulados da teoria de
Dalton são:

1. “Toda matéria é composta por minúsculas partículas chamadas átomos”.

2. “Os átomos de um determinado elemento são idênticos em massa e apresentam as


mesmas propriedades químicas”.

3. “Átomos de diferentes elementos apresentam massa e propriedades diferentes”.

4. “Átomos são permanentes e indivisíveis, não podendo ser criados e nem destruídos”.

5. “As reações químicas correspondem a uma reorganização de átomos”.

6. “Os compostos são formados pela combinação de átomos de elementos diferentes em


proporções fixas”.

A conservação da massa durante uma reação química (Lei de Lavoisier) e a lei da


composição definida (Lei de Proust) passou a ser explicada a partir desse momento, por
meio das ideias lançadas por Dalton.

2. Modelo Atômico de Thomson

Pesquisando sobre raios catódicos e baseando-se em alguns experimentos,J.J. Thomson


propôs um novo modelo atômico. Thomson demonstrou que esses raios podiam ser
interpretados como sendo um feixe de partículas carregadas de energia elétrica negativa.
A essas partículas denominou-se elétrons. Por meio de campos magnético e elétrico
pôde-se determinar a relação carga/massa do elétron.

Consequentemente, concluiu-se que os elétrons (raios catódicos) deveriam ser


constituintes de todo tipo de matéria pois observou que a relação carga/massa do elétron
era a mesma para qualquer gás empregado. O gás era usado no interior de tubos de
vidro rarefeitos denominadas Ampola de Crookes, nos quais se realizavam descargas
elétricas sob diferentes campos elétricos e magnéticos.

Esse foi o primeiro modelo a divisibilidade do átomo, ficando o modelo conhecido


como “pudim de passas". Segundo Thomson, o átomo seria um aglomerado composto
de uma parte de partículas positivas pesadas (prótons) e de partículas negativas
(elétrons), mais leves.

3. Modelo Atômico de Rutherford

Em 1911, Ernest Rutherford, estudando a trajetória de partículas a (partículas positivas)


emitidas pelo elemento radioativo polônio, bombardeou uma fina lâmina de ouro. Ele
observou que:
- a maioria das partículas a atravessavam a lâmina de ouro sem sofrer desvio em sua
trajetória (logo, há uma grande região de vazio, que passou a se chamar eletrosfera);

- algumas partículas sofriam desvio em sua trajetória: haveria uma repulsão das cargas
positivas (partículas a) com uma região pequena também positiva (núcleo).

- um número muito pequeno de partículas batiam na lâmina e voltavam (portanto, a


região central é pequena e densa, sendo composta portanto, por prótons).

Diante das observações, Rutherford concluiu que a lâmina de ouro seria constituída por
átomos formados com um núcleo muito pequeno carregado positivamente (no centro do
átomo) e muito denso, rodeado por uma região comparativamente grande onde estariam
os elétrons.

Nesse contexto, surge ainda a ideia de que os elétrons estariam em movimentos


circulares ao redor do núcleo, uma vez que se estivesse parados, acabariam por se
chocar com o núcleo, positivo.

O pesquisador acreditava que o átomo seria de 10000 a 100000 vezes maior que seu
núcleo.

4. Modelo Atômico Clássico

As partículas presentes no núcleo, chamadas prótons, apresentam carga positiva. A


partícula conhecida como nêutron foi isolada em 1932 por Chadwick, embora sua
existência já fosse prevista por Rutherford.

Dessa forma, o modelo atômico clássico constitui-se de um núcleo, no qual se


encontram os prótons e nêutrons, e de uma eletrosfera, na qual estão os elétrons girando
ao redor do núcleo em órbitas.
Considerando-se a massa do próton como padrão, observou-se que sua massa era
aproximadamente igual à massa do nêutron e 1836 vezes maior que o elétron. Logo:

A essas três partículas básicas, prótons, nêutrons e elétrons, é comum denominar


partículas elementares ou fundamentais.

Algumas características físicas das partículas atômicas fundamentais:

Modelo Atômico Rutherford-Bohr

O modelo proposto por Rutherford foi aperfeiçoado por Bohr. Baseando-se nos estudos
feitos em relação ao espectro do átomo de hidrogênio e na teoria proposta por Planck
em 1900 (Teoria Quântica), segundo a qual a energia não é emitida em forma contínua,
mas em ”pacotes”, denominados quanta de energia. Foram propostos os seguintes
postulados:

1. Na eletrosfera, os elétrons descrevem sempre órbitas circulares ao redor do núcleo,


chamadas de camadas ou níveis de energia.

2. Cada camada ocupada por um elétron possui um valor determinado de energia


(estado estacionário).

3. Os elétrons só podem ocupar os níveis que tenham uma determinada quantidade de


energia, não sendo possível ocupar estados intermediários.

4. Ao saltar de um nível para outro mais externo, os elétrons absorvem uma quantidade
definida de energia (quantum de energia).

5. Ao retornar ao nível mais interno, o elétron emite um quantum de energia (igual ao


absorvido em intensidade), na forma de luz de cor definida ou outra radiação
eletromagnética (fóton).
6. Cada órbita é denominada de estado estacionário e pode ser designada por letras K, L,
M, N, O, P, Q. As camadas podem apresentar: K = 2 elétrons L = 8 elétrons M = 18
elétrons N = 32 elétrons O = 32 elétrons P = 18 elétrons Q = 2 elétrons

7. Cada nível de energia é caracterizado por um número quântico (n), que pode assumir
valores inteiros: 1, 2, 3, etc.

Fique atento às datas e cronogramas do Enem, SiSU e ProUni, pois são curtos os prazos
de inscrições. Participe de nossas redes sociais e tenha acesso a vários materiais
importantes: Facebook, Google+ e Twitter. Compartilhe este material.

Evolução dos Modelos Atômicos


Publicado por: Jennifer Rocha Vargas Fogaça em Química Geral 0 Comentários

A evolução do modelo atômico contou com a contribuição de quatro cientistas principais: Dalton, Thomson,
Rutherford e Bohr

Um grande passo rumo ao desenvolvimento da Química como ciência foi a evolução do


entendimento a respeito da estrutura atômica. Por exemplo, foi possível entender o que
constitui a matéria, prever determinados comportamentos dos materiais, entender e
manipular a radioatividade, produzir produtos de nossos interesses e assim por diante.

Mas, para que chegássemos até a ideia atual da estrutura atômica, foi preciso o
pensamento de filósofos, que levantaram hipóteses, isto é, suposições que na época não
podiam ser comprovadas, sobre a constituição da matéria. Entre eles estavam os dois
filósofos gregos Demócrito e Leucipo que, em meados de 450 a.C, levantaram a
hipótese de que tudo seria formado por pequenas partículas indivisíveis, que eles
denominaram de átomos. Essa palavra vem do grego a, que significa “não”, e tomo,
“parte”, ou seja, “sem partes” ou “indivisível”. Isso significa que se fôssemos
dividindo sucessivamente um corpo, chegaríamos num momento em que isso não seria
mais possível, porque chegaríamos à menor parte que compõe a matéria.

No entanto, suas ideias não foram bem aceitas pelos filósofos da época e elas foram
substituídas por outras, como as ideias de Aristóteles que perduraram por séculos à
frente.

Foi somente no século XIX que a ideia dos átomos foi retomada, pois agora os
cientistas podiam testar as suas hipóteses por meio de experimentos para comprová-los
ou para refutar ideias de outros cientistas. Logo mais abaixo, temos alguns dos
principais cientistas que contribuíram para o estudo da constituição do átomo, que são
vistos no Ensino Médio.

Embora algumas ideias não estivessem totalmente corretas, todas as contribuições dadas
foram importantes, pois foi a partir da ideia de um cientista que o outro pode
desenvolver o próximo modelo.

Todos eles elaboram um modelo atômico, ou seja, uma representação que não
corresponde exatamente à realidade, mas que serve para explicar corretamente o
comportamento do átomo. Por exemplo, imagine que você faça um desenho idêntico a
uma caneta. Por meio deste desenho, todos conseguem identificar que se trata de uma
caneta, porém o desenho não é a caneta. De modo similar, o modelo atômico serve para
entendermos o funcionamento do átomo, suas propriedades e características. Mas, o
modelo não é exatamente igual ao átomo.

Vejamos então os principais modelos atômicos:

1- Modelo de Dalton:

O químico inglês John Dalton (1766-1844) retomou as ideias de Leucipo e Demócrito e,


baseando-se em leis já comprovadas experimentalmente, como as Leis Ponderais, ele
propôs resumidamente que o átomo seria parecido com uma bola de bilhar, isto é,
esférico, maciço e indivisível.

2-Modelo de Thomson:

A natureza elétrica da matéria já era bem conhecida, por exemplo, há 2500 anos, na
Grécia antiga, o filósofo Tales de Mileto já havia mostrado que quando atritamos âmbar
com um pedaço de lã, ele passa a atrair objetos leves. Porém, o modelo atômico de
Dalton não explicava esse fato: como a matéria neutra podia ficar elétrica.

Assim, em 1897, o físico inglês Joseph John Thomson (1856-1940) passou a trabalhar
com a ampola de Crookes, ou seja, um tubo onde gases eram submetidos a voltagens
elevadíssimas, produzindo raios catódicos. Quando se colocava um campo elétrico
externo, esses raios se desviavam em direção à placa positiva, o que significava que o
átomo teria partículas negativas, que ficaram denominadas como elétrons.
No entanto, como a natureza da matéria é neutra, uma explicação razoável seria de que
haveria uma parte positiva que neutralizaria os elétrons. Com base nesse raciocínio, em
1903, Thomson modificou o modelo de Dalton, pois o átomo não seria maciço nem
indivisível, e estabeleceu o seu, que propôs o seguinte:

O átomo é uma esfera de carga elétrica positiva, não maciça, incrustada de


elétrons (partículas negativas), de modo que sua carga total seja nula.

Esse modelo foi comparado a um “pudim de passas”. Veja no texto O átomo de


Thomson.

3- Modelo de Rutherford:

Em 1911, o físico neozelandês Ernest Rutherford (1871-1937) realizou um experimento


que pode ser visto no texto Átomo de Rutherford, em que ele bombardeou uma
finíssima lâmina de ouro com partículas alfa vindas do polônio radioativo. Ele observou
que a maioria das partículas atravessava a folha, o que significava que o átomo deveria
ter imensos espaços vazios. Algumas partículas eram rebatidas, o que seria explicado se
o átomo tivesse um núcleo pequeno e denso e, por fim, algumas partículas alfa sofriam
um desvio em sua trajetória, o que significava que o núcleo seria positivo, pois as
partículas alfa eram positivas e foram repelidas ao passar perto do núcleo.

Com isso, o modelo atômico de Rutherford defendeu o seguinte:

O átomo seria composto por um núcleo muito pequeno e de carga elétrica positiva,
que seria equilibrado por elétrons (partículas negativas), que ficavam girando ao
redor do núcleo, numa região periférica denominada eletrosfera.

O átomo seria semelhante ao sistema solar, em que o núcleo representaria o Sol e os


elétrons girando ao redor do núcleo seriam os planetas.

Em 1904, Rutherford descobriu que na verdade o núcleo era composto por partículas
positivas denominadas prótons e, em 1932, Chadwick descobriu que havia também
partículas neutras no núcleo que ajudavam a diminuir a repulsão entre os prótons.

4- Modelo de Rutherford-Bohr:

O estudo dos espectros eletromagnéticos dos elementos pelo físico dinamarquês Niels
Bohr (1885-1962) permitiu adicionar algumas observações ao modelo de Rutherford,
por isso, o seu modelo passou a ser conhecido como modelo atômico de Rutherford-
Bohr:

Só é permitido ao elétron ocupar níveis energéticos nos quais ele se apresenta com
valores de energia múltiplos inteiros de um fóton.
Dúvidas sobre esse modelo podem ser solucionadas lendo o texto O átomo de Bohr

É importante ressaltar que as ideias sobre o que compõe o átomo continuam


progredindo e existem outros modelos atômicos mais modernos. Entretanto, o modelo
de Rutherford-Bohr explica a grande maioria dos comportamentos do átomo estudados
no Ensino Médio.

Evolução dos Modelos Atômicos


Publicado por: Jennifer Rocha Vargas Fogaça em Química Geral 0 Comentários

A evolução do modelo atômico contou com a contribuição de quatro cientistas principais: Dalton, Thomson,
Rutherford e Bohr

Um grande passo rumo ao desenvolvimento da Química como ciência foi a evolução do


entendimento a respeito da estrutura atômica. Por exemplo, foi possível entender o que
constitui a matéria, prever determinados comportamentos dos materiais, entender e
manipular a radioatividade, produzir produtos de nossos interesses e assim por diante.
Mas, para que chegássemos até a ideia atual da estrutura atômica, foi preciso o
pensamento de filósofos, que levantaram hipóteses, isto é, suposições que na época não
podiam ser comprovadas, sobre a constituição da matéria. Entre eles estavam os dois
filósofos gregos Demócrito e Leucipo que, em meados de 450 a.C, levantaram a
hipótese de que tudo seria formado por pequenas partículas indivisíveis, que eles
denominaram de átomos. Essa palavra vem do grego a, que significa “não”, e tomo,
“parte”, ou seja, “sem partes” ou “indivisível”. Isso significa que se fôssemos
dividindo sucessivamente um corpo, chegaríamos num momento em que isso não seria
mais possível, porque chegaríamos à menor parte que compõe a matéria.

No entanto, suas ideias não foram bem aceitas pelos filósofos da época e elas foram
substituídas por outras, como as ideias de Aristóteles que perduraram por séculos à
frente.

Foi somente no século XIX que a ideia dos átomos foi retomada, pois agora os
cientistas podiam testar as suas hipóteses por meio de experimentos para comprová-los
ou para refutar ideias de outros cientistas. Logo mais abaixo, temos alguns dos
principais cientistas que contribuíram para o estudo da constituição do átomo, que são
vistos no Ensino Médio.

Embora algumas ideias não estivessem totalmente corretas, todas as contribuições dadas
foram importantes, pois foi a partir da ideia de um cientista que o outro pode
desenvolver o próximo modelo.

Todos eles elaboram um modelo atômico, ou seja, uma representação que não
corresponde exatamente à realidade, mas que serve para explicar corretamente o
comportamento do átomo. Por exemplo, imagine que você faça um desenho idêntico a
uma caneta. Por meio deste desenho, todos conseguem identificar que se trata de uma
caneta, porém o desenho não é a caneta. De modo similar, o modelo atômico serve para
entendermos o funcionamento do átomo, suas propriedades e características. Mas, o
modelo não é exatamente igual ao átomo.

Vejamos então os principais modelos atômicos:

1- Modelo de Dalton:

O químico inglês John Dalton (1766-1844) retomou as ideias de Leucipo e Demócrito e,


baseando-se em leis já comprovadas experimentalmente, como as Leis Ponderais, ele
propôs resumidamente que o átomo seria parecido com uma bola de bilhar, isto é,
esférico, maciço e indivisível.
2-Modelo de Thomson:

A natureza elétrica da matéria já era bem conhecida, por exemplo, há 2500 anos, na
Grécia antiga, o filósofo Tales de Mileto já havia mostrado que quando atritamos âmbar
com um pedaço de lã, ele passa a atrair objetos leves. Porém, o modelo atômico de
Dalton não explicava esse fato: como a matéria neutra podia ficar elétrica.

Assim, em 1897, o físico inglês Joseph John Thomson (1856-1940) passou a trabalhar
com a ampola de Crookes, ou seja, um tubo onde gases eram submetidos a voltagens
elevadíssimas, produzindo raios catódicos. Quando se colocava um campo elétrico
externo, esses raios se desviavam em direção à placa positiva, o que significava que o
átomo teria partículas negativas, que ficaram denominadas como elétrons.

No entanto, como a natureza da matéria é neutra, uma explicação razoável seria de que
haveria uma parte positiva que neutralizaria os elétrons. Com base nesse raciocínio, em
1903, Thomson modificou o modelo de Dalton, pois o átomo não seria maciço nem
indivisível, e estabeleceu o seu, que propôs o seguinte:

O átomo é uma esfera de carga elétrica positiva, não maciça, incrustada de


elétrons (partículas negativas), de modo que sua carga total seja nula.

Esse modelo foi comparado a um “pudim de passas”. Veja no texto O átomo de


Thomson.
3- Modelo de Rutherford:

Em 1911, o físico neozelandês Ernest Rutherford (1871-1937) realizou um experimento


que pode ser visto no texto Átomo de Rutherford, em que ele bombardeou uma
finíssima lâmina de ouro com partículas alfa vindas do polônio radioativo. Ele observou
que a maioria das partículas atravessava a folha, o que significava que o átomo deveria
ter imensos espaços vazios. Algumas partículas eram rebatidas, o que seria explicado se
o átomo tivesse um núcleo pequeno e denso e, por fim, algumas partículas alfa sofriam
um desvio em sua trajetória, o que significava que o núcleo seria positivo, pois as
partículas alfa eram positivas e foram repelidas ao passar perto do núcleo.

Com isso, o modelo atômico de Rutherford defendeu o seguinte:

O átomo seria composto por um núcleo muito pequeno e de carga elétrica positiva,
que seria equilibrado por elétrons (partículas negativas), que ficavam girando ao
redor do núcleo, numa região periférica denominada eletrosfera.

O átomo seria semelhante ao sistema solar, em que o núcleo representaria o Sol e os


elétrons girando ao redor do núcleo seriam os planetas.
Em 1904, Rutherford descobriu que na verdade o núcleo era composto por partículas
positivas denominadas prótons e, em 1932, Chadwick descobriu que havia também
partículas neutras no núcleo que ajudavam a diminuir a repulsão entre os prótons.

4- Modelo de Rutherford-Bohr:

O estudo dos espectros eletromagnéticos dos elementos pelo físico dinamarquês Niels
Bohr (1885-1962) permitiu adicionar algumas observações ao modelo de Rutherford,
por isso, o seu modelo passou a ser conhecido como modelo atômico de Rutherford-
Bohr:

Só é permitido ao elétron ocupar níveis energéticos nos quais ele se apresenta com
valores de energia múltiplos inteiros de um fóton.

Dúvidas sobre esse modelo podem ser solucionadas lendo o texto O átomo de Bohr

É importante ressaltar que as ideias sobre o que compõe o átomo continuam


progredindo e existem outros modelos atômicos mais modernos. Entretanto, o modelo
de Rutherford-Bohr explica a grande maioria dos comportamentos do átomo estudados
no Ensino Médio.

Classificação periódica dos elementos químicos.

Classificação Periódica dos Elementos


por: Algo Sobre



Classificação periódica moderna


Alem de ser mais completa que a tabela de Mendeleyev, a Classificação Periódica
Moderna apresenta os elementos químicos dispostos em ordem crescente de números
atômicos.

Períodos

As linhas horizontais que aparecem nas tabelas são denominadas períodos. É importante
notar que:

1. no 6º período, a terceira “casinha” encerra 15 elementos (do lantânio ao lutécio) que,


por comodidade, estão indicados em uma linha abaixo da tabela; começando com o
lantânio, esses elementos formam as chamada Série dos Lantanídios;
2. Analogamente, no 7º período, a terceira “casinha” também encerra 15 elementos
químicos (do actínio até o laurêncio), que estão indicados na Segunda linha abaixo da
tabela. Começando com o actínio, eles formam a Série dos Actnídios.

Devemos ainda assinalar que todos os elementos situados após o urânio (92) não
existem na Natureza, devendo, pois, ser preparados artificialmente. Eles são
denominados Elementos Transurânicos. Além desses, são também artificiais os
elementos tecnécio-43, promécio-61 e astato-85.

Colunas, grupos ou famílias

As linhas verticais que aparecem na tabela, são denominadas colunas, grupos ou


famílias de elementos. É ainda importante considerar o seguinte:

1. O hidrogênio (H), embora apareça na coluna 1A, não é um metal alcalino. Pelo
contrário, o hidrogênio é tão diferente de todos os elementos químicos que algumas
classificações preferem colocá-lo fora da tabela.
2. As colunas A são as mais importantes da tabela. Seus elementos são denominados
elementos típicos, característicos ou representativos da Classificação Periódica. Em
cada coluna A, a semelhança de propriedades químicas entre os elementos é máxima.
3. Os elementos das colunas 3B, 4B, 5B, 6B, 7B e 8B constituem os chamados elementos
de transição. Note que, em particular, a coluna 8B é uma coluna tripla.
4. Outra separação importante que podemos notar na Classificação Periódica é a que
divide os elementos em metais, não-metais (ou ametais) e semimetais.

Como podemos notar, dos 109 elementos considerados na tabela o número de metais
(84) supera bastante o número de não-metais (11), semimetais (7) e gases nobres (6).
Como já dissemos, o hidrogênio, devido às suas propriedades muito especiais, deve ser
deixado fora dessa classificação.
Configurações eletrônicas dos elementos ao longo da
classificação periódica
Caminhando, horizontalmente, ao longo dos 7 períodos da classificação periódica, ao
passarmos de uma “casinha” para a seguinte o número atômico aumenta de uma
unidade, o que equivale a dizer que a eletrosfera recebe um novo elétron, chamado
elétron de diferenciação.

É muito importante notar o seguinte:

1. Cada linha ou período da tabela periódica corresponde a uma camada eletrônica.


Sendo assim, quando encontramos um elemento químico no quarto período, já
sabemos que ele possui quatro camadas eletrônicas. Por exemplo: o ferro (número
atômico 26) está na 4ª linha e, consequentemente, seu átomo tem quatro camadas
eletrônicas K, L, M, N.
2. Nas colunas A, o número de elétrons na ultima camada eletrônica é igual ao próprio
número da coluna. Por exemplo: o nitrogênio esta na coluna 5A e a sua ultima camada
eletrônica tem 5 elétrons (faz exceção a coluna zero, onde os átomos tem oito elétrons
na ultima camada. Nas colunas B, o número de elétrons na ultima camada é, em geral,
dois, estando a penúltima camada incompleta (e nos lantanídios e actnídios também a
antepenúltima camada está incompleta).
3. Quando um elemento ganha 1,2,3... elétrons e se transforma num íon negativo
(ânion), sua configuração eletrônica é semelhante à de outro elemento situado 1,2,3...
“casinhas” à frente na Tabela Periódica. Ao contrário, quando um elemento perde
1,2,3... elétrons e se transforma num íon positivo (cátion), sua configuração torna-se
semelhante à de outro elemento situado 1,2,3... “casinhas” para trás na tabela.
Átomos e íons com o mesmo números de elétrons na eletrosfera são denominados
isoeletrônicos e são, pois, “vizinhos” na Classificação Periódica.

Propriedades periódicas e aperiódicas


De um modo geral, muitas propriedades dos elementos químicos variam periodicamente
com o aumento de seus números atômicos (portanto, ao longo dos períodos da Tabela
Periódica), atingindo valores máximos e mínimos em colunas bem definidas da
Classificação Periódica, sendo então chamadas de Propriedades Periódicas. Como
exemplos, podemos citar a densidade absoluta, o volume atômico, as temperaturas de
fusão e de ebulição, etc.

Esse fato costuma ser traduzido pela seguinte lei:

Muitas propriedades físicas e químicas dos elementos são funções periódicas de seus
números atômicos (Lei da Periodicidade ou Lei de Moseley).

Há, com tudo, algumas propriedades cujos valores só aumentam ou só diminuem com o
número atômico e que são chamadas propriedades Aperiódicas. Dentre elas, podemos
citar:

A massa atômica, que aumenta com o aumento do número atômico; - O calor específico
do elemento no estado sólido, que diminui com o aumento do número atômico (calor
específico é a quantidade de calor necessária para elevar de 1ºC a temperatura de 1
grama do elemento).

Raio atômico

É difícil medir o raio de um átomo, pois a “nuvem de elétrons” que o circula não tem
limites bem definidos. Costuma-se então medir, com o auxilio de raio X, a distância (d)
entre dois núcleos vizinhos e dizer que o raio atômico (r) é a metade dessa distância. De
um modo mais completo, dizemos que o Raio Atômico de um elemento é a metade da
distância internuclear mínima que dois átomos desse elemento pode apresentar sem
estarem ligados quimicamente.

O raio dos elementos é uma propriedade periódica, pois seus valores variam
periodicamente (isto é, aumentam e diminuem seguidamente) com o aumento do
número atômico.

Na Tabela Periódica, note que na vertical os raios atômicos aumentam de cima para
baixo porquê os átomos têm, nesse sentido, um número crescente de camadas
eletrônicas. Na horizontal, os raios atômicos diminuem da esquerda para a direita
porque o mesmo número de camadas eletrônicas vai sendo atraído cada vez mais pela
carga elétrica positiva crescente dos núcleos atômicos.

Volume atômico

Chama-se volume atômico de um elemento o volume ocupado por 1 átomo-grama (6,02


x 1023 átomos) do elemento no estado sólido. Observe que o “volume atômico” não é o
volume de um átomo mas o volume de um conjunto (6,02 x 1023) de átomos;
consequentemente, no volume atômico inflem não só o volume individual de cada
átomo como também o espaço existente entre os átomos.

Podemos concluir que o volume atômico também varia periodicamente com o aumento
do número atômico.

Na Tabela Periódica notamos, que os elementos de maior volume atômico estão


situados na parte inferior e nas extremidades das tabela. Observe também que, nas
colunas da tabela a variação do volume atômico é semelhante à do raio atômico; nos
períodos à esquerda, o volume atômico acompanha o raio atômico; já à direita da linha
pontilhada a variação é oposta porque, nos elementos aí situados (principalmente nos
não-metais), o “espaçamento” entre os átomos passa a ser considerável.

Densidade absoluta

Chama-se Densidade Absoluta (d) ou massa específica de um elemento o quociente


entre sua massa (m) e seu volume (v).

Portanto: d = m/v

A variação da densidade absoluta, no estado sólido, é também uma propriedade


periódica dos elementos químicos.
Na Tabela Periódica, indica a seguir de forma esquemática, as setas indicam o aumento
da densidade absoluta.

Como podemos ver, os elementos mais densos situam-se no centro e na parte inferior da
tabela. Exemplo: ósmio (d = 22,5 g/cm) e irídio (d = 22,4g/cm).

Pontos de fusão e de ebulição

As temperaturas nas quais os elementos entram em fusão ou em ebulição são, também,


funções periódicas de scus números atômicos. Na tabela ao lado, novamente as setas
indicam o aumento do ponto de fusão: É interessante notar que os elementos de
menores pontos de fusão e de ebulição são aqueles que podem se apresentar no estado
líquido, ou até mesmo gasoso, em condições ambientes. Com exceção do hidrogênio,
esse elementos estão situados à direita e na parte superior da tabela:

No exemplo, são hidrogênio, nitrogênio, oxigênio flúor, cloro e gases nobres. Dos
elementos comuns, só o bromo é líquido.

Potencial de ionização

Chama-se Potencial ou Energia De Ionização a energia necessária para “arrancar” um


elétron de um átomo isolado no estado gasoso. Essa energia é, um geral, expressa em
elétron-volt (eV), que é a energia ou trabalho necessário para deslocar um elétron contra
um diferença de potencial de 1 volt.

Na pratica, o mais importante a ser considerado é o 1º. Potencial de ionização, isto é, a


energia necessária para “arrancar” o primeiro elétron da camada mais externa do átomo.

O primeiro potencial de ionização aumenta da seguinte maneira:

Eletroafinidade ou afinidade eletrônica

Chama-se Eletroafinidade ou Afinidade Eletrônica a energia liberada quando um


elétron é adicionado a um átomo neutro no estado gasoso. Essa energia é também
expressa, em geral, em elétron-volt (eV) e mede “força” com que o átomo “segura” esse
elétron adicional. Esquematicamente temos:

Esta propriedade é muito importante nos não-metais. Entre eles, os elementos com
maiores eletroafinidades são os halogêneos e o oxigênio. Conclui-se que a Classificação
Periódica é o trabalho mais perfeito e mais usado na química hoje em dia, foi durante
muito tempo um instrumento encalhado, mais a medida que as informações contidas
foram aumentando conforme o tempo e o estudo dos cientistas foram se aperfeiçoando e
aumentando cada vez mais o número de usuários e a classe deles, passou de cientistas
químicos a simples estudantes do primeiro grau. A Classificação Periódica reúne todos
os elementos em uma sequência lógica e contínua.

Fonte

Feltre, Ricardo. Fundamentos da Química. Volume único. Ed. Moderna.


Classificação dos Elementos
Publicado por: Jennifer Rocha Vargas Fogaça em Tabela periódica 0 Comentários

Dois terços dos elementos da Tabela Periódica são classificados como metais

Os elementos químicos da Tabela Periódica são classificados em cinco grandes grupos:


metais, ametais (ou não metais), semimetais, gases nobres e hidrogênio.

Essa divisão pode ser vista por cores, na Tabela Periódica abaixo:
 Metais: os metais constituem a maior parte dos elementos existentes (dois
terços). Eles estão representados pela cor amarela na Tabela acima e
correspondem a 87 elementos.

Em temperatura ambiente eles são duros, sólidos, com exceção apenas do mercúrio
(Hg), que é líquido. São condutores de calor e eletricidade. O metal é caracterizado
também por sua maleabilidade (capacidade de ser moldado) e pela sua ductilidade
(capacidade de formar fios, como, por exemplo, os fios de cobre, usados em fios de
transmissão de energia elétrica). Além disso, apresenta um “brilho metálico”
característico.

Os elementos das famílias ou grupos 1 (IA) e 2 (IIA), são, respectivamente,


denominados metais alcalinos (do árabe álcali, “cinza de plantas”) e metais
alcalinoterrosos (com o sentido de “existir na terra”).

O grupo dos metais pode ser subdividido em três partes:

 Metais representativos, típicos ou característicos: são 19 elementos


pertencentes às colunas “A”*.

 Metais de transição: são 32 elementos pertencentes às colunas 3 a 12 ou 3B,


4B, 5B, 6B, 7B, 8B, 1B e 2B*.

 Metais de transição interna: são 26 elementos da série dos Lantanídeos e dos


Actinídeos.

 10 metais não se encaixam em nenhum desses.

 Ametais ou Não metais: são os 11 elementos indicados na Tabela acima pela


cor rosa: Carbono (C), Nitrogênio (N), Fósforo (P), Oxigênio (O), Enxofre (S),
Selênio (Se), Flúor (F), Cloro (Cl), Bromo (Br), Iodo (I) e Astato (At).

Esses elementos possuem as características opostas dos metais, ou seja, não são bons
condutores de calor e eletricidade. Pelo contrário, a maioria funciona como isolante
(apenas a grafita (Cn(s)) é boa condutora de calor e eletricidade). Eles não possuem
brilho característico (com exceção do iodo (I2(s)) e da grafita, já mencionada), e
fragmentam-se.

 Semimetais: esta nomenclatura está em desuso, pois a IUPAC (União


Internacional de Química Pura e Aplicada) não reconhece mais essa
classificação desde 1986. Entretanto, em muitas Tabelas sete elementos ainda
são classificados dessa forma, pois possuem características intermediárias às dos
metais e às dos ametais.

Nas Tabelas Periódicas em que essa classificação não é mais usada, os elementos
Germânio (Ge), Antimônio (Sb) e o Polônio (Po) são considerados metais. E os
elementos Boro (B), Silício (Si), Arsênio (As) e o Telúrio (Te) são não metais.
 Gases Nobres: representam os elementos da família 18 (0 ou VIII A), que são,
respectivamente: hélio, neônio, argônio, criptônio, xenônio e radônio. Esses
elementos são gasosos na temperatura ambiente e, normalmente, são
encontrados na natureza em sua forma isolada, pois assim são mais estáveis.
Além disso, eles não formam compostos com outros elementos
espontaneamente.

 Hidrogênio: esse elemento não se enquadra em nenhum grupo da Tabela


Periódica. Em algumas Tabelas ele aparece na família dos alcalinos, por possuir
um elétron em sua camada de valência. Aliás, essa é sua única camada
eletrônica. Porém, suas características não são semelhantes às dos elementos
dessa família.

O hidrogênio é o elemento mais abundante no universo, pois pode se combinar com


metais, ametais e semimetais. É um gás extremamente inflamável, em temperatura
ambiente, e normalmente é encontrado nas altas camadas da atmosfera ou combinado
com outros elementos.

* Atualmente o recomendado é que os nomes dos grupos ou famílias sejam indicados


pelos números de 1 a 18 e não pelos algarismos romanos acompanhados das letras A e
B. Porém, nesse texto resolvemos incluir esses termos por serem ainda bastante
difundidos e para que fique mais fácil a identificação na Tabela Periódica.
Classificação dos Elementos Químicos na
Tabela Periódica

Na Tabela Periódica acima, os elementos estão classificados em cinco grupos, sendo


identificados por cores diferentes

Por Jennifer Rocha

Na Tabela Periódica atual, os elementos químicos são agrupados em quatro grupos


principais segundo as suas propriedades físicas e químicas: metais, semimetais,
ametais e gases nobres. O hidrogênio, entretanto, é um elemento estudado à parte de
tais grupos, pois suas propriedades são distintas. O hidrogênio forma, assim, uma
espécie de quinto grupo. Observe a seguir quais elementos fazem parte desses grupos e
por quê:

 Metais: Os metais constituem a maior parte dos elementos da Tabela Periódica,


representando dois terços deles, o que resulta em um total de 87. Alguns
exemplos são a prata, ouro, cobre, zinco, ferro, alumínio, platina, sódio,
potássio, entre outros.
Todos os elementos pertencentes a esse grupo possuem as seguintes propriedades
principais:

- Brilho metálico;

- São sólidos, com exceção do mercúrio, que é líquido em temperatura ambiente;

- Conduzem corrente elétrica;

- Conduzem calor;

- São maleáveis, formando lâminas;

- São dúcteis, formando fios;

- Têm a tendência de perder elétrons e formar cátions.

Exemplos de metais

 Ametais: São 11 elementos (carbono (C), nitrogênio (N), fósforo (P), oxigênio
(O), enxofre (S) (está na imagem abaixo), selênio (Se), flúor (F), cloro (Cl),
bromo (Br), iodo (I) e astato (At)) que possuem propriedades opostas às dos
metais:

- Não possuem brilho;

- Não conduzem eletricidade;

- Não conduzem calor;

- Fragmentam-se;

- Têm a tendência de ganhar elétrons e formar ânions.


O enxofre é um ametal

 Semimetais: São 7 elementos (boro (B), silício (Si) (está na imagem abaixo),
germânio (Ge), arsênio (As), antimônio (Sb), telúrio (Te) e polônio (Po)) que
possuem propriedades intermediárias aos metais e ametais:

- Apresentam brilho metálico;

- Pouca condução de eletricidade;

- Fragmentam-se.
O silício é um semimetal

 Gases nobres: São os elementos pertencentes à família 18 (VIIIA ou zero) da


Tabela Periódica. Eles são hélio (He) – usado para encher balões como na
imagem abaixo –, neônio (Ne), argônio (Ar), criptônio (Kr), xenônio (Xe) e
radônio (Rn).

Eles são assim chamados porque além de serem gases em condições ambientes, eles
possuem como principal característica a inércia química, sendo encontrados na
natureza na forma isolada, sendo muito raro tê-los combinados com outros
elementos.

O gás hélio usado para encher balões é um gás nobre

 Hidrogênio: O hidrogênio é diferente de qualquer outro elemento químico, pois


não se enquadra em nenhum dos grupos mencionados. Por isso, em algumas
tabelas, ele aparece na parte central acima. Na maioria das Tabelas Periódicas,
ele vem na família 1 (família dos metais alcalinos), porque ele possui apenas um
elétron em sua camada de valência, mas as suas propriedades não são
semelhantes aos membros dessa família.
O hidrogênio não pertence a nenhum grupo da Tabela Periódica

Por Jennifer Fogaça

Graduada em Química

Classificação Periódica dos Elementos Químicos – Resumo de Química

Mendeleev, cientista russo do século XIX, anotou as propriedades químicas de cada


elemento em cartões. Numa determinada noite, Mendeleev notou um padrão existente
quando ordenou os elementos em ordem crescente de número atômico. Com isso, ele
descobriu a periodicidade dos elementos químicos. E com base nessa descoberta,
surgiu o que conhecemos hoje como tabela periódica. A tabela periódica nada mais é
do que a disposição dos elementos químicos em ordem crescente de número atômico.
Tal disposição nos permite notar que as propriedades variam periodicamente.

Elemento químico, de acordo com a definição moderna, refere-se a átomos que


apresentam o mesmo número atômico (número de prótons) e, consequentemente,
apresentam as mesmas propriedades químicas.

Tabela Periódica dos Elementos Químicos


Na tabela periódica existem dois tipos de elementos: representativos e de transição.Os
elementos representativos são aqueles cujos átomos com subcamadas s ou p
apresentam elétrons mais energéticos. São oito grupos que compõem os elementos
representativos: 1 A (metais alcalinos), 2 A (metais alcalinoterrosos), 3 A (grupo do
boro), 4 A (grupo do carbono), 5 A (grupo do nitrogênio), 6 A (grupo do oxigênio ou
calcogênios), 7 A (halogênios) e, por fim, 8 A (gases nobres).

Os grupos que restaram apresentam propriedades mais complexas, que não são
abordadas na grade curricular do ensino médio brasileiro. Esses elementos fazem parte
dos elementos de transição, que apresentam átomos com elétrons mais energéticos nos
subníveis d ou f.

Podemos encontrar um elemento na tabela periódica de acordo com a ideia de


coordenadas, que se origina no plano cartesiano. A tabela é composta por grupos e
períodos.

O grupo é uma coordenada vertical, uma coluna na tabela. No caso dos elementos
representativos, o número do grupo é numericamente igual ao número de elétrons na
camada de valência (ou seja, última camada).

O período é uma coordenada horizontal, uma linha na tabela. O número do período do


elemento químico é numericamente igual ao número de camadas eletrônicas ocupadas.

Existem quatro tipos de elementos químicos: metais, semimetais, ametais e gases


nobres.

Os metais ocupam a maior parte do espaço na tabela periódica. O conjunto de


características próprias dos metais é denominado caráter metálico. Os metais
conduzem muito bem o calor e a eletricidade, são maleáveis e apresentam boa
ductibilidade (que a característica que mostra a capacidade do material em virar fios
finos). Além disso, os metais formam cátions, são eletropositivos, brilhantes e densos. O
ouro é um excelente exemplo de metal.

Os ametais não conduzem calor e nem eletricidade. Não são maleáveis, nem dúcteis.
Apresentam baixos pontos de ebulição e de fusão, são eletronegativos e formam ânions.
O oxigênio é um exemplo de elemento ametal.

Os gases nobres apresentam a camada de valência totalmente preenchida por elétrons, o


que faz com que eles não realizem ligações químicas. Eles apresentam inércia química,
pois não participam de reações químicas. O hélio é um exemplo de gás nobre.

Os semimetais apresentam características mistas dos metias e dos ametais. Um


exemplo de semimetal é o silício (conduz eletricidade, mas não tão bem como um
metal).

Escreva seu comentário da matéria sobre Classificação Periódica dos Elementos


Químicos.

Fonte – Apostilas do cursinho pré-vestibular Etapa.

Classificação Periódica dos Elementos Ouça este conteúdo 0:00 29:15 Audima Tabela
Periódica PUBLICIDADE Na virada do século XIX, cerca de 30 elementos eram
conhecidos. 50 anos mais tarde pelos anos 1850, os cientistas tinham descoberto
sessenta e três elementos químicos e os números continuaram a aumentar. Uma tabela
moderna de elementos químicos devem mostrar configurações eletrônicas, bem como a
variação nas propriedades dos elementos com número atômico. Ele também deve incluir
a série dos lantanídeos e actinídeos de elementos. A tendência tem sido para aumentar a
tabela (por exemplo na forma convencional e longa na Tabela Simmons) e assim
suprimir o sistema de sub-grupo. A primeira tentativa de classificar os elementos
resultaram em agrupamento dos elementos então conhecidos como metais e não-metais.
Mais tarde, outras classificações foram julgados como nosso conhecimento de
elementos e suas propriedades aumentou. PUBLICIDADE Como elementos são
agrupados? A tabela periódica organiza todos os elementos conhecidos, a fim de
aumentar o número atómico. Ordem geralmente coincide com o aumento de massa
atômica. As diferentes linhas de elementos são chamados de períodos. O número do
período de um elemento significa o mais alto nível de energia de um elétron em que
elemento ocupa (no estado animado). PUBLICIDADE O número de elétrons em um
período aumenta à medida que se move para baixo da tabela periódica. Portanto, como o
nível de energia do átomo aumenta, o número de sub-níveis de energia por nível de
energia aumenta. Os elementos que se encontram na mesma coluna da tabela periódica
(chamado um “grupo”) têm configurações de electrões de valência idênticas e, por
conseguinte, se comportam de forma semelhante quimicamente. Por exemplo, todos os
elementos do grupo 18 são inertes ou gases nobres. Grupos de elementos são ou não
metais ou vários subconjuntos de metais, mas não existe uma linha clara entre os dois
tipos de elementos. elementos metálicos são geralmente bons condutores de eletricidade
e calor. Subconjuntos são baseados em características semelhantes e propriedades
químicas. Metais alcalinos: Os metais alcalinos compõem o Grupo 1 da tabela, e
compreendem de lítio (Li), através francium (Fr). Estes elementos têm comportamento e
características muito semelhantes. O hidrogênio é o Grupo 1, mas apresenta algumas
características de um metal e é muitas vezes classificados com os não-metais. Metais
alcalino-terrosos: Os metais alcalino-terrosos compõem o Grupo 2 da tabela periódica,
de berílio (Be), através do rádio (Ra). Os metais alcalino-terrosos têm pontos de fusão
muito altos e óxidos que têm soluções básicas alcalinas. Lantanídeos: Os lantanídeos
compreendem elementos 57 – lantânio (La), daí o nome do conjunto – através de 71,
lutécio (Lu). Eles, junto com os actinídeos, são frequentemente chamados de “The F-
elementos”, porque eles têm elétrons de valência na camada f. Actinídeos: Os actinides
compreendem elementos 89, actínio (Ac), através de 103, lawrencium (RL). Eles,
juntamente com os lantanídeos, são frequentemente chamados de “The F-elementos”,
porque eles têm elétrons de valência na camada f. Apenas tório (Th) e urânio (U)
ocorrem naturalmente com abundância significativa. Eles são todos radioativo. Os
metais de transição: Os elementos de transição são os metais que têm uma subcamada d
parcialmente preenchido e compreendem grupos de 3 a 12 e os lantanídeos e actinídeos.
Metais pós-transição: Os elementos de pós-transição são de alumínio (Al), gálio (Ga),
índio (In), tálio (Tl), estanho (Sn), chumbo (Pb) e bismuto (Bi). Como o nome indica,
estes elementos têm algumas das características dos metais de transição, mas eles
tendem a ser mais macia e mais fracamente do que conduzir os metais de transição.
Metalóide: Os metalóides são boro (B), de silício (Si), germânio (Ge), arsênico (As),
antimônio (Sb), telúrio (Te) e polônio (Po). Eles às vezes se comportam como
semicondutores (B, Si, Ge) em vez de como condutores. Metalóides são também
chamados de “semi-metais” ou “metais pobres.” Não-metais: O termo “não-metais” é
utilizado para classificar hidrogênio (H), carbono (C), azoto (N), fósforo (P), o oxigênio
(O), enxofre (S) e selênio (Se). Halogênios: Os elementos de halogêneo são um
subconjunto dos não-metais. Eles compreendem Grupo 17 da Tabela Periódica, de flúor
(F) através astato (At). Eles são geralmente muito reativo quimicamente e estão
presentes no meio ambiente como compostos, em vez de elementos puros. Gases
nobres: O inerte, ou nobre, gases compreendem Grupo 18. Eles são geralmente muito
estável quimicamente e apresentam propriedades semelhantes de ser incolor e inodoro.
Elementos Químicos Os elementos químicos sempre foram agrupados de modo a
termos elementos semelhantes juntos, tendo desta maneira o desenvolvimento de várias
tabelas até os nossos dias atuais. A medida que os químicos foram desenvolvendo os
seus trabalhos e descobrindo novos elementos químicos, foram sentindo necessidade de
organizar esses elementos de acordo com as suas características ou propriedades
químicas. Faremos aqui um breve histórico das tentativas de organização desses
elementos até chegarmos na classificação atual. 1790 – Lavoisier publica o seu Traité
Élementaire de Chimie . Lavoisier organizou neste trabalho substâncias que tinham
comportamento químico semelhante. 1817 – O químico alemão Johann Wolfgang
Döbereiner organiza elementos com propriedades semelhantes em grupo de três,
denominados tríades. 1862 – A. Beguyer de Chancourtois coloca os elementos em
forma de uma linha espiralada ao redor de um cilindro usando como critério a ordem
crescente de massas atômicas. Nessas linhas elementos químicos com características
semelhantes ficariam sobre uma mesma linha vertical. Essa classificação é conhecida
como parafuso telúrico e é válido para elementos como número atômico inferior a 40.
1866 – John Newlands, músico e cientista, agrupou os elementos em sete grupos de sete
elementos, em ordem crescente das suas massas atômicas, de tal modo que as
propriedades químicas se repetiam a cada 8 elementos. As propriedades químicas do
oitavo elemento seriam semelhantes às propriedades do primeiro. Dó 1 Hidrogênio Dó 8
Flúor Ré 2 Lítio Ré 9 Sódio Mi 3 Berílio Mi 10 Magnésio Fá 4 Boro Fá 11 Alumínio
Sol 5 Carbono Sol 12 Silício Lá 6 Nitrogênio Lá 13 Fosfato Si 7 Oxigênio Si14 Enxofre
A classificação de Newlands não foi aceita, porém deu um valioso passo na medida em
que estabelecia uma relação entre as propriedades dos elementos e as suas massas
atômicas. 1869 – Lothar Meyer, na Alemanha, apresentou um gráfico mostrando que o
volume atômico variam com sua respectivas massas atômicas. Elementos com mesmo
comportamento químico ocupavam, na curva, posições semelhantes. Dimitri Ivanovich
Mendeleyev, químico russo, apresentou sua classificação periódica na qual ordenava os
elementos em ordem de massas atômicas crescente. Na sua tabela apareciam lugares
vagos que Mendeleyev admitiu corresponderem a elementos ainda não conhecidos. A
partir desse trabalho Mendeleyev anunciou a lei periódica segundo a qual as
propriedades físicas e químicas dos elementos são funções das suas massas atômicas.
Os elementos eram organizados em linhas horizontais chamados períodos. Esse arranjo
de elementos determinou a formação de linhas verticais, ou colunas, denominadas
grupos, contendo elementos com propriedades semelhantes. Em 1871 originou-se a
tabela de Mendeleyev: período GRUPO I II III IV V VI VII VIII 1 H 2 Li Be B C N O
F 3 Na Mg Al Si P S Cl 4 K Cu Ca Zn * * Ti * V As Cr Se Mn Br Fe Co Ni 5 Rb Ag Sr
Cd Y In Zr Sn Nb Sb Mo Te * I Ru Rh Pd Nessa tabela pode-se observar a existência de
algumas lacunas referentes a elementos não conhecidos na época; indicado por
asteriscos (*), mas cujas existências foram previstas por Mendeleyev. Ele, além de
prever a descoberta de novos elementos, ainda afirmou com determinada precisão as
propriedades desses novos elementos desconhecidos. 1913 – Henry G. J. Moseley,
trabalhando com raios X emitidos pelos elementos, deduziu que existia uma ordem
numérica para eles. Moseley demonstra que a carga do núcleo do átomo é característica
do elemento químico e se pode exprimir por um número inteiro. Designa esse número
por número atômico e estabelece a lei periódica em função deste, que corresponde ao
número de prótons que o átomo possui no seu núcleo. Portanto temos agora a lei
periódica atual: Lei periódica atual(Moseley) »Quando os elementos químicos são
agrupados em ordem crescente de número atômico (Z), observa-se a repetição periódica
de várias de suas propriedades » A partir dessa lei a tabela periódica é organizada de
forma definitiva e se apresenta de modo a tornar mais evidente a relação entre as
propriedades dos elementos e a estrutura eletrônica deles. Tabela Periódica H He Li Be
B C N O F Ne Na Mg Al Si P S Cl Ar K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As
Se Br Kr Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe Cs Ba La Hf Ta W
Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn Fr Ra Ac Unq Unp Unh Uns Uno Une Uun Uuu
Lantanóides Ce Pr Nd Pm Sm Eu Gd Tb Dy Ho Er Tm Yb Lu Actinóides Th Pa U Np
Pu Am Cm Bk Cf Es Fm Md No Lr Os elementos disposto na tabela atual, acima, estão
em ordem crescente de número atômicos. Vemos isso seguindo os elementos na
horizontal. Vamos analisar algumas das características da tabela periódica atual:
PERÍODOS ou SÉRIES A tabela dos elementos químicos atual possui sete fileiras
horizontais. Cada fileira é chamada de período. Possui 7 períodos. O número do período
corresponde à quantidade de níveis (camadas) que os elementos químicos apresentam.
Ex.: Os elementos químicos Fe, Co, Ni, estão no Quarto Período. Quantas camadas
(níveis eletrônicos) eles possuem? Resp.: Ora, se estão no quarto período, logo terão
quatro camadas eletrônicas (K,L,M,N) GRUPO ou FAMÍLIA Os elementos químicos
estão organizados na tabela em 18 colunas verticais que são chamadas de grupos ou
famílias. Elementos de uma mesma família apresentam propriedades químicas
semelhantes e possuem a mesma configuração eletrônica em sua camada de valência
(última camada). Famílias A: Constituem a parte mais alta da tabela. A numeração se
inicia com 1A e continua até o zero ou 8A Dessas famílias tem algumas que possuem
nomes especiais. São elas: Família dos metais alcalinos Corresponde aos metais da
família 1A. São eles: Li (Lítio), Na (Sódio), K (Potássio), Rb (Rubídio), Cs (Césio), Fr
(Frâncio) Família dos metais alcalinos terrosos Corresponde aos metais da família 2A.
São eles: Be (Berílio), Mg (Magnésio),Ca (Cálcio), Sr (Estrôncio), Ba (Bário), Ra
(Rádio) Família dos calcogênios Corresponde a coluna 6A. São eles: O (Oxigênio), S
(Enxofre), Se (Selênio), Te (Telúrio), Po (Polônio) Família dos Halogênios Corresponde
a coluna 7A. São eles: F (Flúor), Cl (Cloro), Br (Bromo), I (Iodo), At (Astato) Família
dos Gases Nobres Corresponde a coluna 8A ou Zero. São eles: He (Hélio), Ne (Neônio),
Ar (Argônio), Kr (Criptônio), Xe (Xenônio), Rn (Radônio) * O elemento H
(Hidrogênio) não é considerado metal alcalino. Pode ser encontrado tanto na coluna 1A
(mais comum) como na 7A. Famílias B: Forma a Parte baixa da tabela. Note que a
numeração se inicia com 3B e vai até 8B, para depois aparecer 1B e 2B A família 8B é
formado por 9 elementos que formam as seguintes tríades: Primeira Tríade: ferro,
cobalto, níquel Segunda Tríade: rutênio, ródio, paládio Terceira Tríade: ósmio, irídio,
platina Todos os elementos dessa família apresentam grande semelhança entre si, em
termos de propriedades químicas. Classifiquemos agora, os elementos com base na sua
estrutura eletrônica. ELEMENTOS REPRESENTATIVOS ( Subníveis s p ) ==> São
elementos químicos cuja a distribuição eletrônica, em ordem crescente de energia,
termina num subnível s ou p. São elementos representativos todos elementos da família
A (1A, 2A, 3A, 4A, 5A, 6A, 7A, 8A ou 0). ===> O número do grupo ou família
corresponde ao número de elétrons da última camada (camada de valência). Ex.: Qual o
número da famíla de um elemento cuja a distribuição eletrônica em ordem energética
termina em 4s2 3d10 4p5, e qual elemento é este? Resp.: Primeiramente, vemos que a
distribuição eletrônica em ordem energética termina em ” p “. Portanto é um elemento
Representativo (Família A). A soma dos elétrons de valência (da última camada) é igual
a 7. Então o elemento está na família 7A. Ele possui 4 camadas eletrônicas. Estará,
então, no quarto período. Conferindo na tabela este elemento, podemos ver que se trata
do ” Br (Bromo) Z=35″. ELEMENTOS DE TRANSIÇÃO ( Subníveis d ) ==> São
elementos químicos cuja a distribuição eletrônica em ordem crescente de energia,
termina num subnível d. São todos os elementos do grupo ou família B (1B, 2B, 3B, 4B,
5B, 6B, 7B, 8B). ===> O número da família dos elementos de transição é obtido a partir
da soma dos elétrons do subnível d da penúltima camada com os do subnível s da última
camada. ns + (n-1)d. Ex.: Qual o número da famíla de um elemento cuja a distribuição
eletrônica em ordem energética termina em 4s2 3d5, e qual elemento é este? Resp.:
Primeiramente, vemos que a distribuição eletrônica em ordem energética termina em ” d
“. Portanto é um elemento de Transição (Família B). A soma dos elétrons nos subníveis,
4s2 + 3d5, é igual a 7. Então o elemento está na 7B. Ele possui 4 camadas eletrônicas.
Estará, então, no quarto período. Procurando na tabela o elemento cujo está no quarto
período e na família 7B, podemos ver que se trata do ” Mn (maganês) Z=25 “.
ELEMENTOS DE TRANSIÇÃO INTERNA ( Subníveis f ) ==> São elementos cuja
distribuição eletrônica em ordem crescente de energia, terminam num subnível f. São os
Lantanóides (Lantanídios) e os Actinóides (Actinídios). Estão todos na família 3B,
sexto e sétimo período respectivamente. Lantanóides Ce Pr Nd Pm Sm Eu Gd Tb Dy
Ho Er Tm Yb Lu Actinóides Th Pa U Np Pu Am Cm Bk Cf Es Fm Md No Lr Podemos
classificar os elementos da tabela Periódica, também, de acordo a algumas
características. Os elementos podem ser classificados como: Metais ==> São elementos
que apresentam um, dois ou três elétrons na sua camada de valência (última camada).
Representam aproximadamente dois terço da tabela. As principais propriedades físicas
são: a) nas condições ambientes são sólidos, com exceção do mercúrio (Hg), que é
líquido. b) são bons condutores de calor e corrente elétrica c) apresentam o chamado
brilho metálico e cor característica d) são maleáveis, isto é, podem ser transformado em
lâminas e) são dúcteis, isto é, podem ser transformado em fios. Ametais ou Não-Metais
==> São elementos que possuem cinco, seis ou sete elétrons na última camada. Existem
apenas 11 elementos classificados como ametais. As principais propriedades físicas dos
ametais são: a) nas condições ambientes apresentam-se nos seguintes estados físicos:
sólidos C P S Se I At líquidos B gasosos F O N Cl b) são maus condutores de calor e
eletricidade c) não apresentam brilho Semimetais ou metalóides ==> São elementos que
apresentam propriedades intermediárias entre os metais e os ametais. Por isso, ao se
combinarem com outros elementos podem se comportar como metais ou ametais. São
em números de sete. São sólidos a temperatura ambiente e o mais utilizado é o silício,
empregado na construção de semicondutores. São eles: B, Si, Ge, As, Sb, Te, Po É
muito importante ter estes elementos memorizados. Então vai aqui um ” macete ” para
memorizá-los facilmente. Decore a frase: Bombardeio Silencioso Gerou Assassinato
Sobre Território Polonês Gases Nobres ==> São elementos que possuem oito elétrons
em sua camada de valência (exceto o He, que possui 2). São gasosos em condições
ambientes e tem como principal característica a grande estabilidade, ou seja, possuem
pequena capacidade de se combinarem com outros elementos. É a última coluna da
tabela Periódica. Hidrogênio ==> É um elemento atípico, possuindo a propriedade de se
combinar com metais, ametais e semimetais. Nas condições ambientes, é um gás
extremamente inflamável. *** Oficialmente são conhecidos até hoje 109 elementos
químicos. Entres eles, 88 são naturais (encontrados na natureza) e 21 são artificiais
(produzidos em laboratórios). Portanto classificamos estes artificiais em: Cisurânicos
==> apresentam número atômico inferior a 92, do elemento Urânio, e são os seguintes:
Tecnécio (Tc), Astato (At), Frâncio (Fr), Promécio (Pm) Transurânicos ==> apresentam
número atômico superior a 92 e são atualmente em número de 17. Classificação
periódica As primeiras tentativas de classificação dos elementos: Tríades de
Dobereiners Johann Wolfgang Döbereiner foi um químico alemão. Seu esforço é
considerado como uma das primeiras tentativas de classificar os elementos em grupos.
Ele concluiu que quando os elementos estão dispostos em grupos de três em ordem de
aumento da massa atómica, a massa atómica do elemento; que vem no meio; representa
a média aritmética de descanso dos dois. Nesta base, ele dispostos três elementos de um
grupo que é conhecido como “tríade ‘. Esta disposição dos elementos é conhecido como
Tríades de Döbereiner. Lítio(Li) Sódio(Na) Potássio (K) Cloro (Cl) Bromo (Br) Iodo (I)
Cálcio(Ca) Estrôncio (Sr) Bário (Ba) Nesta tabela, massa atômica de sódio é igual à
média aritmética das massas atómicas do lihtium e potássio. Da mesma forma, a massa
atômica do estrôncio é igual à média aritmética das massas atómicas do cálcio e bário.
Limitação de tríades de Döbereiner Dobereiner poderia encontrar apenas três dessas
tríades (grupos de três elementos) e ele não poderia mesmo colocar todos os elementos
conhecidos naquele tempo em suas tríades. As regras de tríades de Dobereiner não
podia ser aplicada aos elementos que tinham massa atómica muito baixa ou alta. Tal
como; Se F, Cl e Br são colocados juntos em uma tríade, a fim de suas massas atômicas
aumentando, a massa atômica de Cl não é uma média aritmética das massas atómicas do
F e Br. Após o avanço das técnicas de medição de massa atómica mais corretamente a
Lei de Dobereiner tornou-se obsoleto. Lei das Oitavas de Newlands Newlands
descobriram que cada oitavo elemento tem propriedades físicas e químicas similares
quando eles estão dispostos em ordem de suas massas relativos a aumentar. Esta lei é
conhecida como Newlands ‘Lei das Oitavas, que afirma que “qualquer elemento irá
apresentar um comportamento analoogus ao oitavo elemento que se lhe segue na
tabela”. Isso significa que cada oito elemento tem as propriedades físicas e químicas
semelhantes. Por exemplo; Sódio é o oitavo elemento de lítio e ambos têm propriedades
semelhantes. A disposição dos elementos em Newlands ‘Octave assemelha-se as notas
musicais. Em notas musicais, cada oitava nota produz um som semelhante. Por causa
disso; classificação dos elementos de Newland era popularmente conhecido como
apenas oitavas. Limitação das Oitavas de Newlands Oitavas Newlands ‘poderia ser
válida até somente o cálcio; como além de cálcio, elementos não obedecem as regras de
oitavas. Newlands ‘Oitavas era válida apenas para elementos mais leves. Parece que
Newlands não esperava que a descoberta de mais elementos do que 56 que foram
descobertos até o seu tempo. Mais do que um elemento teve de ser colocado em alguns
dos grupos; de modo a colocar os elementos possuindo propriedades semelhantes em
um grupo. Mas, para fazer isso, ele também colocar alguns elementos diferentes em um
mesmo grupo. Ferro; que tem propriedades semelhantes, como o cobalto e o níquel, foi
colocado longe deles. Cobalto e níquel foram colocadas no grupo com cloro e flúor,
apesar de ter propriedades diferentes. Apesar das limitações acima; Newlands foi o
primeiro cientista que ordenou os elementos em ordem de seus crescentes massas
atómicas relativas. Fonte: www.livescience.com/br.geocities.com/www.excellup.com

Leia mais em: http://www.portalsaofrancisco.com.br/quimica/classificacao-periodica-


dos-elementos
Copyright © Portal São Francisco

Ligações químicas.

Ligações Químicas

As ligações químicas correspondem à união dos átomos para a formação das


moléculas. Em outras palavras, as ligações químicas acontecem quando os átomos
reagem entre si.

São classificadas em: ligação iônica, ligação covalente, ligação covalente dativa e
ligação metálica.
Teoria do Octeto
Na Teoria do Octeto, criada por Gilbert Newton Lewis (1875-1946), químico
estadunidense e Walter Kossel (1888-1956), físico alemão, surgiu a partir da observação
de alguns gases nobres e algumas características como por exemplo, a estabilidade
desse elementos preenchidas por 8 elétrons na Camada de Valência.

A partir disso, a "Teoria ou Regra do Octeto" postula que um átomo adquire


estabilidade quando possui 8 elétrons na camada de valência (camada eletrônica mais
externa), ou 2 elétrons quando possui apenas uma camada.

Para tanto, o átomo procura sua estabilidade doando ou compartilhando elétrons com
outros átomos, donde surgem as ligações químicas.

Saiba mais sobre a Teoria do Octeto.

Tipos de Ligações Químicas


Ligação Iônica

Também chamada de ligação eletrovalente, esse tipo de ligação é realizada entre íons
(cátions e ânions), daí o termo "ligação iônica".

Os Íons são átomos que possuem uma carga elétrica por adição ou perda de um ou mais
elétrons, portanto um ânion, de carga elétrica negativa, se une com um cátion de carga
positiva formando um composto iônico por meio da interação eletrostática existente
entre eles.

Exemplo: Na+Cl- = NaCl (cloreto de sódio ou sal de cozinha)

Ligação Covalente

Também chamada de ligação molecular, as ligações covalentes são ligações em que


ocorre o compartilhamento de elétrons para a formação de moléculas estáveis, segundo
a Teoria do Octeto; diferentemente das ligações iônicas em que há perda ou ganho de
elétrons.

Além disso, os pares eletrônicos é o nome dado aos elétrons cedido por cada um dos
núcleos, figurando o compartilhamento dos elétrons das ligações covalentes.

Como exemplo, observe a molécula de água H2O: H - O - H, formada por dois átomos
de hidrogênio e um de oxigênio em que cada traço corresponde a um par de elétrons
compartilhado formando um molécula neutra, uma vez que não há perda nem ganho de
elétrons nesse tipo de ligação.

Ligação Covalente Dativa

Também chamada de ligação coordenada, a ligação covalente dativa é semelhante à


dativa, porém ela ocorre quando um dos átomos apresenta seu octeto completo, ou seja,
oito elétrons na última camada e o outro, para completar sua estabilidade eletrônica
necessita adquirir mais dois elétrons.

Representada por uma seta um exemplo desse tipo de ligação é o composto dióxido de
enxofre SO2: O = S → O

Isso ocorre porque é estabelecida uma dupla ligação do enxofre com um dos oxigênios a
fim a de atingir sua estabilidade eletrônica e, além disso, o enxofre doa um par de seus
elétrons para o outro oxigênio para que ele fique com oito elétrons na sua camada de
valência.

Ligação Metálica

É a ligação que ocorre entre os metais, elementos considerados eletropositivos e bons


condutores térmico e elétrico. Para tanto, alguns metais perdem elétrons da sua última
camada chamados de "elétrons livres" formando assim, os cátions.

A partir disso, os elétrons liberados na ligação metálica formam uma "nuvem


eletrônica", também chamada de "mar de elétrons" que produz uma força fazendo com
que os átomos do metal permaneçam unidos. Exemplos de metais: Ouro (Au), Cobre
(Cu), Prata(Ag), Ferro (Fe), Níquel (Ni), Alumínio (Al), Chumbo (Pb), Zinco (Zn),
entre outros.

Ligações Químicas
Publicado por: Jennifer Rocha Vargas Fogaça em Química Geral 0 Comentários

O tipo de ligação química que forma os compostos é que determina suas propriedades
Ao nosso redor vemos uma grande diversidade de substâncias. Elas se diferenciam por
muitos aspectos, como cor, estado físico (sólido, líquido e gasoso), cheiro, sabor,
capacidade de entrar em combustão, pontos de fusão e ebulição, densidade etc.

Isso se deve à capacidade que o átomo tem de combinar com outros átomos, seja de um
mesmo elemento, seja de um elemento diferente, com a finalidade de realizar ligações
químicas.

Em 1920, Gilbert Newton Lewis chamou essa propriedade de chemical bond, que em
português significa ligação química. Assim, a ligação química se estabelece quando
átomos combinam (reagem) entre si.

No entanto, surgem algumas questões:

Por que o átomo possui essa tendência de realizar ligações químicas?

E por que determinados átomos se sentem mais atraídos em realizar ligações com
átomos de certos elementos do que com outros?

Bom, a ligação química se estabelece entre os elétrons da camada mais externa da


eletrosfera (camada de valência). Para tanto, duas características são essenciais:

1. A força de atração eletrostática que existe entre as cargas elétricas de sinais


opostos;
2. A tendência que os elétrons têm de formar pares.

Em 1916, Gilbert N. Lewis e Walter Kossel observaram que, na natureza, apenas os


gases nobres (elementos da família 18, VIIIA ou 0 da tabela periódica) eram
encontrados isolados na natureza. Isso acontecia porque eles tinham uma característica
que os outros átomos não tinham: todos os elementos dessa família (com exceção do
hélio, que tem apenas uma camada eletrônica) possuem a camada de valência de seus
átomos preenchida com oito elétrons.

Associando essa observação com as ligações realizadas pelos átomos dos elementos das
outras famílias da Tabela Periódica, eles criaram uma hipótese chamada de regra ou
teoria do octeto, que está enunciada a seguir:

Assim, para ficar estável, o átomo troca elétrons (compartilhando ou recebendo e


doando), com a finalidade de possuir oito elétrons na camada de valência. As principais
ligações químicas são três:
Para entender melhor cada uma dessas ligações e ver como elas resultam nas
propriedades dos compostos, leia outros textos de Química em nosso site. Alguns estão
listados abaixo:

 Ligação iônica
 Ligação covalente
 Ligação covalente dativa
 Ligação metálica
 Regra do octeto
 Exceções à regra do octeto

Ligação Iônica
Ligação iônica é uma interação entre átomos na qual ocorre a perda e o ganho de
elétrons, resultando em compostos com características e fórmulas bem
particulares.

Publicado por: Diogo Lopes Dias em Química Geral 0 Comentários


O cloreto de sódio é um exemplo de composto formado a partir de ligação iônica entre os átomos

Ligação iônica é o nome dado a uma das três formas como os átomos podem interagir
entre si. As outras formas de interação entre átomos são a ligação covalente, que ocorre
entre átomos de ametais, hidrogênios, ou ametal e hidrogênio, e a ligação metálica, a
qual acontece somente entre átomos de um mesmo metal.

Os átomos dos elementos químicos que participam da ligação iônica devem apresentar,
obrigatoriamente, a natureza de ganhar ou perder elétrons, assim, a ligação iônica pode
ocorrer entre:

 um metal e um ametal;
 um metal e o hidrogênio.

As fórmulas dos compostos formados a partir de ligação iônica sempre apresentam um


padrão YX, em que o Y sempre será o elemento metálico. Dessa forma, para identificar
um composto iônico, basta verificar se a fórmula inicia com um elemento metálico.

Princípio da ligação iônica


Para um melhor entendimento de como ocorre uma ligação iônica, vamos utilizar a
substância iônica mais conhecida entre nós, o cloreto de sódio (NaCl). Nesse composto
iônico, estão os elementos:

 Sódio: elemento metálico, pois possui característica de perder elétron;


pertencente à família IA, de número atômico 11, com um elétron na camada de
valência, como podemos observar na distribuição eletrônica abaixo:
Distribuição eletrônica do elemento sódio

A perda de elétron ocorre com relação aos elétrons que estão na camada de valência,
logo, o átomo de sódio perde apenas um elétron. Com isso, ele passa a ter uma nova
camada de valência, a segunda, que contém oito elétrons (obedecendo, assim, a regra do
octeto).

Nova camada de valência do elemento sódio

 Cloro: elemento ametálico, pois possui característica de ganhar elétron;


pertencente à família VIIA, de número atômico 17, com sete elétrons na camada
de valência, como podemos observar na distribuição eletrônica abaixo:

Distribuição eletrônica do elemento cloro

O ganho de elétron ocorre na camada de valência, dessa forma, o átomo de cloro ganha
um elétron, pois falta apenas um para atingir a regra do octeto. Com isso, ele passa a ter
oito elétrons na sua camada de valência.
Nova camada de valência do elemento cloro

Obs.: Assim, de uma forma geral, seguindo a regra do octeto, na ligação iônica, o
metal, ao perder seus elétrons na camada de valência, torna-se estável, pois passará a ter
uma nova camada de valência com dois (desde que seja no primeiro nível) ou oito
elétrons. Com os ametais ou o hidrogênio não é diferente, pois, ao ganhar elétrons,
passarão a ter dois ou oito elétrons na camada de valência.

Construção das fórmulas químicas dos compostos formados por


ligação iônica
Para construir a fórmula de uma substância formada a partir da ligação iônica, devemos
obedecer o seguinte padrão:

 Determinar a carga do cátion;


 Determinar a carga do ânion;
 Cruzar as cargas, de forma que a carga do cátion seja o índice atômico (número
à direita da sigla) do ânion, e vice-versa.

1º Exemplo: Fórmula com os elementos alumínio e bromo.

 Alumínio: é um metal, por isso, tem a tendência de perder elétron; da família


IIIA, pois possui três elétrons na camada de valência, logo, sua carga é +3;
 Bromo: é um ametal, por isso, tem a tendência de ganhar elétron; da família
VIIA, pois possui sete elétrons na camada de valência, logo, sua carga é -1;
 O número 3, referente à carga do alumínio, será o índice do bromo, e o número
1, referente à carga do bromo, será o índice do alumínio.

Como a carga do alumínio é +3 e a do bromo é -1, assim, a fórmula do composto iônico


será AlBr3.

2º Exemplo: Fórmula com os elementos magnésio e hidrogênio.

 Magnésio é um metal, por isso, tem a tendência de perder elétron; da família


IIA, pois possui dois elétrons na camada de valência, portanto, sua carga é +2;
 Hidrogênio: não é ametal, porém, quando próximo a um metal, apresenta a
tendência de ganhar elétron; não pertence a nenhuma família, pois possui um
elétron na camada de valência. Assim, sua carga é -1;
 O número 2, referente à carga do magnésio, será o índice do hidrogênio, e o
número 1, referente à carga do hidrogênio, será o índice do magnésio.

Como a carga do magnésio é +2 e a do hidrogênio é -1, logo, a fórmula do composto


iônico será MgH2.

Características dos compostos químicos formados por ligação


iônica
De uma forma geral, os compostos iônicos, isto é, substâncias formadas mediante
ligação iônica, apresentam as seguintes características:
 São sólidos à temperatura ambiente;
 Seus átomos organizam-se de uma maneira a produzir um retículo cristalino (um
cristal).

Obs.: Nos compostos iônicos, os átomos aglomeram-se de forma a ocupar os vértices de


estruturas cristalinas. No cloreto de sódio, por exemplo, um ânion cloreto (esfera roxa)
interage ao mesmo tempo com seis cátions sódio (esferas verdes):

Representação da estrutura cristalina do cloreto de sódio

 São solúveis em água;


 São capazes de realizar o fenômeno da dissociação (liberação de íons) quando
sofrem fusão, ou seja, quando passam do estado sólido para o estado líquido, ou
quando estão dissolvidos em água;
 Apresentam elevados pontos de fusão e de ebulição;
 Possuem brilho;
 Conduzem corrente quando dissolvidos em água ou após sofrerem o processo de
fusão.

Ligação Covalente
A ligação covalente é um tipo de ligação química realizada entre os átomos de
hidrogênio, ametais e semimetais que compartilham entre si pares de elétrons.

Publicado por: Jennifer Rocha Vargas Fogaça em Química Geral 0 Comentários


O dióxido de carbono é formado por ligações covalentes entre o carbono e dois átomos de oxigênio

A ligação covalente é um tipo de ligação química que ocorre com o


compartilhamento de pares de elétrons entre átomos que podem ser o hidrogênio,
ametais ou semimetais.

Segundo a teoria ou regra do octeto, os átomos dos elementos ficam estáveis quando
atingem a configuração eletrônica de um gás nobre, ou seja, quando eles possuem oito
elétrons em sua camada de valência (camada mais externa) ou dois elétrons — no caso
de possuírem somente a camada eletrônica K.

Assim, seguindo essa regra, os átomos dos elementos mencionados possuem a tendência
de ganhar elétrons para alcançarem a estabilidade. Por exemplo, o hidrogênio no estado
fundamental possui somente um elétron na sua camada eletrônica; assim, para ficar
estável, ele precisar receber mais um elétron de outro átomo.

Se tivermos dois átomos de hidrogênio, ambos precisarão receber um elétron cada. Por
isso, em vez de transferirem elétrons (como ocorre na ligação iônica), eles farão uma
ligação covalente em que compartilharão um par de elétrons. Desse modo, ambos
ficarão com dois elétrons, adquirindo a estabilidade:

Ligação covalente de formação do gás hidrogênio

Essa forma de representar as ligações químicas, em que os elétrons da camada de


valência são colocados ao redor do símbolo do elemento como “pontinhos”, é chamada
de fórmula eletrônica de Lewis. Nela, cada par de elétrons compartilhado em uma
ligação covalente é representado por um “enlaçamento” entre os dois pontinhos.

Existe outra forma de representar as ligações covalentes, que é por meio da fórmula
estrutural. Nessa fórmula, cada par compartilhado é representado por um traço. Veja:

Representação das ligações covalentes em fórmulas estruturais

Assim, a ligação que forma o gás hidrogênio é representada da seguinte forma: H─H. E
sua fórmula molecular é H2.

Visto que o hidrogênio é capaz de realizar somente uma ligação covalente, dizemos que
ele é monovalente. Veja na tabela a seguir a quantidade de ligações covalentes que os
principais ametais e semimetais podem realizar:
Possibilidades de realização de ligação covalente dos ametais e semimetais principais da Tabela Periódica

Com base nisso, consideremos agora a molécula de dióxido de carbono (CO2). O


carbono, que pertence à família 14, possui quatro elétrons na última camada, como
mostrado na tabela, e precisa fazer quatro ligações covalentes para ficar estável. Já o
oxigênio é da família 16, possui seis elétrons na camada de valência e precisa realizar
duas ligações. Desse modo, o carbono compartilha dois pares de elétrons ou faz duas
ligações duplas com cada átomo de oxigênio. Veja como ficam as fórmulas eletrônica e
estrutural, respectivamente, do dióxido de carbono:

Fórmula eletrônica e estrutural do dióxido de carbono

Veja mais exemplos a seguir:

Exemplos de ligações covalentes (fórmulas eletrônicas)


Mas existe um tipo especial de ligação covalente. Estude sobre ela no texto Ligação
Covalente Dativa.

Ligação covalente dativa


A ligação covalente dativa ocorre quando um átomo transfere elétrons, essa
transferência é indicada pelo vetor (seta).

Publicado por: Líria Alves de Souza em Química Geral 0 Comentários

Compartilhar elétrons: ligação covalente dativa.

Ligação covalente dativa ocorre quando um átomo compartilha seus elétrons. Essa
ligação obedece à Teoria do Octeto, onde os átomos se unem tentando adquirir oito
elétrons na camada de valência para atingir a estabilidade eletrônica.

Exemplo: formação de dióxido de enxofre (SO2).

O átomo de enxofre (S) adquire seu octeto através da ligação com o oxigênio localizado à
esquerda (ligação dupla coordenada). O oxigênio à direita necessita de elétrons para
completar a camada de valência, e então o enxofre doa um par de elétrons para esse oxigênio.
Essa transferência de elétrons é indicada pelo vetor (seta) e corresponde à ligação covalente
dativa.

Vejamos o compartilhamento de elétrons na formação do composto Sulfato, onde um átomo


central de enxofre estabelece ligações covalentes com quatro átomos de oxigênio.
As setas vermelhas indicam as ligações dativas e os traços indicam o compartilhamento de
elétrons. Na ligação dativa, o átomo de enxofre "doa" um par de elétrons para cada átomo de
oxigênio, estes, por sua vez, atingem a estabilidade eletrônica.

Veja mais!
Ligação metálica
Ligação iônica

Ligação Metálica
Publicado por: Líria Alves de Souza em Química Geral 0 Comentários

O aço cirúrgico é usado para fabricar piercings.

As propriedades de uma ligação são diferentes das propriedades dos seus elementos
constituintes. Os metais quando analisados separadamente possuem características
únicas que os diferem das demais substâncias: eles são sólidos à temperatura ambiente
(25°C) e apresentam cor prateada.
A estrutura atômica dos metais é a Cristalina, que se constitui por cátions do metal
envolvidos por uma nuvem de elétrons. A capacidade que os metais têm de conduzir
eletricidade se explica pela presença dessa nuvem de elétrons, que conduz corrente
elétrica nos fios de eletricidade, não só neles, mas em qualquer objeto metálico.
As ligas metálicas possuem algumas particularidades que os metais puros não
apresentam. Justamente por isso, são produzidas e utilizadas em abundância. Vejamos
as propriedades das ligações metálicas:

Aumento da dureza: se pegarmos, por exemplo, o elemento Ouro (Au) da forma como é
encontrado na natureza não conseguiríamos fabricar nenhum objeto consistente, pois ele é
mais maleável que a grande maioria dos metais. Mas se adicionarmos a ele a prata (Ag) e o
cobre (Cu) formaremos uma ligação metálica, aumentando a dureza e permitindo sua
utilização para fabricar joias, como anéis, pulseiras, relógios, etc.
Essa liga metálica é também conhecida por Ouro 18 quilates e apresenta 75% em massa de
ouro e os outros 25% correspondem à prata e ao cobre.

Aumento da resistência mecânica: para fabricar materiais que tenham maior resistência ao
manuseio, é preciso recorrer à ligação entre os metais. O aço, por exemplo, é formado por
ferro (Fe) e carbono (C). Essa liga fica tão resistente que é usada na fabricação de peças
metálicas que sofrem tração elevada. Exemplos:
Aço cirúrgico: é usado para a obtenção de instrumentos cirúrgicos, por apresentar alta
resistência à oxidação.
Aço inox: é uma liga dos metais ferro (Fe), carbono (C), cromo (Cr) e níquel (Ni); é usada para
fabricar talheres para cozinha, peças de carro, etc.

Regra do Octeto
Publicado por: Líria Alves de Souza em Química Geral 0 Comentários

Tweet

Composto estável: camada de valência completa.

A Regra do Octeto estabelece que os átomos dos elementos ligam-se uns aos outros na
tentativa de completar a sua camada de valência (última camada da eletrosfera). A
denominação “regra do octeto” surgiu em razão da quantidade estabelecida de elétrons para a
estabilidade de um elemento, ou seja, o átomo fica estável quando apresentar em sua camada
de valência 8 elétrons.
Para atingir tal estabilidade sugerida pela Regra do Octeto, cada elemento precisa ganhar ou
perder (compartilhar) elétrons nas ligações químicas, dessa forma eles adquirem oito elétrons
na camada de valência. Exemplo:

Repare que os átomos de Oxigênio se ligam para atingirem a estabilidade sugerida pela Regra
do Octeto. As diferentes cores de eletrosfera mostradas na figura nos ajudam a interpretar o
seguinte:

1. Átomos de Oxigênio possuem seis elétrons na camada de valência (anel externo na figura).
2. Para se tornarem estáveis precisam contar com 8 elétrons, o que fazem então?
Compartilham dois elétrons (indicado na junção dos dois anéis), formando uma molécula de
gás Oxigênio (O2).

A justificativa para essa regra é que as moléculas ou íons tendem a ser mais estáveis quando a
camada de elétrons externa de cada um dos seus átomos está preenchida com oito elétrons
(configuração de um gás nobre). É por isso que os elementos tendem sempre a formar ligações
na busca de tal estabilidade.

Existem exceções para a Regra do Octeto, alguns compostos não precisam ter oito elétrons na
camada de valência para atingir a estabilidade, vejamos quais:

Berílio (Be)

Átomo capaz de formar compostos com duas ligações simples, sendo assim, estabiliza-se com
apenas quatro elétrons na camada de valência.

Boro (B)

Forma substâncias moleculares com três ligações simples, ficando estável com seis elétrons na
última camada.

Alumínio (Al)

É uma exceção à Regra do Octeto pelos mesmos motivos que o Boro, atinge a estabilidade
com seis elétrons na camada de valência.

Exceções à Regra do Octeto


Publicado por: Jennifer Rocha Vargas Fogaça em Química Geral 0 Comentários
O trihidreto de boro é uma exceção à regra do octeto, pois o boro possui apenas seis elétrons em sua camada de
valência

A teoria eletrônica da valência, criada em 1916, pelos cientistas Gilbert N. Lewis e


Walter Kossel, mais conhecida como Regra do Octeto, diz o seguinte:

Assim, ao realizarem ligações entre si, independentemente do tipo de ligação (iônica,


covalente ou metálica), os átomos envolvidos perdem, ganham ou compartilham
elétrons com a finalidade de adquirir esse octeto eletrônico, ou seja, de ficar com oito
elétrons na camada de valência e atingir a configuração de gás nobre.

Entretanto, na prática, existem exceções a essa regra, pois alguns elementos ficam
estáveis com menos de oito elétrons e outros com mais. Além disso, ainda há alguns que
se estabilizam com um número ímpar de elétrons. Vejamos alguns exemplos:

 Contração do octeto (Estáveis com menos de oito elétrons):

Ocorrem nos elementos do segundo período em diante, principalmente nas moléculas


que apresentam o berílio e o boro, além também de alguns óxidos de nitrogênio. Abaixo
temos dois casos assim:
No primeiro caso temos o difluoreto de berílio. Note que apenas com duas ligações, isto
é, com 4 elétrons na camada de valência, o berílio já atinge a estabilidade eletrônica.

Já no segundo caso, no trifluoreto de boro, o boro adquire estabilidade compartilhando


seus três elétrons de valência com três átomos de flúor, assim ele fica estável com
apenas 6 elétrons na camada de valência.

Em ambos os casos os átomos do flúor ficam com o octeto completo, mas o elemento
central não.

 Expansão do Octeto (estáveis com mais de oito elétrons):

Esse caso ocorre em elementos do terceiro período em diante, pois, visto que são mais
de oito elétrons que terão que se comportar na camada de valência, o átomo precisa ser
relativamente grande. É por isso que os elementos do segundo período nunca se
expandem. Os elementos principais nos quais essa expansão do octeto ocorre são o
fósforo (P) e o enxofre (S):

No primeiro caso, o fósforo ficou estável com 10 elétrons em sua camada de valência; já
no segundo exemplo, o enxofre ficou com 12 elétrons.

Isso pode ocorrer também em compostos de gases nobres formados em laboratório,


como o XeF2 e o XeF4.

 Estáveis com um número ímpar de elétrons:

São poucos os elementos em que isso ocorre, mas os mais comuns são os radicais livres
NO, NO2 e ClO2, em que os elétrons na camada de valência dos átomos centrais são
apenas 7. Veja um desses casos:
Ligação Química Ouça este conteúdo 0:00 35:24 Audima Ligação Química Ligação
Química Ligação Química – O que é PUBLICIDADE A ligação química é qualquer
força de atração que contém dois átomos ou íons juntos. Na maioria dos casos, que a
força de atração é entre um ou mais negativamente carregadas electrões realizada por
um dos átomos e do núcleo de carga positiva do átomo de segundo. Ligações químicas
variam muito na sua força, variando de relativamente fortes ligações covalentes (no qual
os elétrons são compartilhados entre os átomos) para ligações de hidrogênio muito
fracos. O termo ligação química também se refere ao simbolismo usado para representar
a força de atração entre dois átomos ou íons. Por exemplo, na fórmula química H-O-H,
as linhas tracejadas curtos são conhecidos como ligações químicas. Ligação Química –
Compostos Químicos Os compostos químicos são formados pela junção de dois ou mais
átomos. PUBLICIDADE Um composto estável ocorre quando a energia total da
combinação tem uma energia mais baixa do que os átomos separados. O estado ligado
implica uma força atrativa líquido entre os átomos … uma ligação química. Os dois
tipos extremos de ligações químicas são: Ligação covalente: ligação em que um ou mais
pares de electrões são partilhados por dois átomos. Ligação iônica: ligação em que um
ou mais electrões de um átomo são removidos e ligado a um outro átomo, resultando em
iões positivos e negativos que atraem uns aos outros. Ligação Química – Átomos
Ligação Química é qualquer interação que leve à associação de átomos em moléculas,
íons, cristais e outras espécies estáveis que compõem as substâncias comuns. Um
conceito-chave na discussão da ligação química é o de molécula. Uma propriedade das
moléculas que pode ser prevista com um grau razoável de sucesso para uma ligação
química é sua geometria. Geometrias moleculares são de considerável importância para
o entendimento das reações que os compostos podem realizar e, assim, há um elo entre
ligação e reatividade química. Teoria do octeto PUBLICIDADE Na natureza, todos os
sistemas tendem a adquirir a maior estabilidade possível. Os átomos ligam-se uns aos
outros para aumentar a sua estabilidade. Os gases nobres são as únicas substâncias
formadas por átomos isolados. Conclusão: os átomos dos gases nobres são os únicos
estáveis. Os átomos dos gases nobres são os únicos que possuem a camada da valência
completa, isto é, com oito elétrons (ou dois, no caso da camada K). Conclusão: a
saturação da camada da valência com oito elétrons (ou dois, no caso da camada K)
aumenta a estabilidade do átomo. A configuração eletrônica com a camada da valência
completa é chamada configuração estável. Os átomos dos gases nobres são os únicos
que já têm a camada da valência completa. Teoria do octeto – Os átomos dos elementos
ligam-se uns aos outros na tentativa de completar a camada da valência de seus átomos.
Isso pode ser conseguido de diversas maneiras, dando origem a diversos tipos de
Ligação Química. Ligação iônica ou eletrovalente Ligação iônica ou eletrovalente é a
atração eletrostática entre íons de cargas opostas num retículo cristalino. Esses íons
formam-se pela transferência de elétrons dos átomos de um elemento para os átomos de
outro elemento. Para se formar uma ligação iônica, é necessário que os átomos de um
dos elementos tenham tendência a ceder elétrons e os átomos do outro elemento tenham
tendência a receber elétrons. Quando os átomos de dois elementos A e B têm ambos
tendência a ceder ou a receber elétrons, não pode se formar uma ligação iônica entre
eles. Os átomos com tendência a ceder elétrons apresentam um, dois ou três elétrons na
camada da valência; são todos átomos de metais, com exceção dos átomos de H e He.
Os átomos com tendência a receber elétrons apresentam quatro, cinco, seis e sete
elétrons na camada da valência; são os átomos dos não-metais e do H. Uma ligação
iônica forma-se entre um metal e um não-metal ou entre um metal e o H. Os elétrons
são transferidos dos átomos dos metais para os dos não-metais ou do H. Os átomos dos
metais, cedendo elétrons, transformam-se em íons positivos ou cátions, e os átomos dos
não-metais ou do H, recebendo elétrons, transformam-se em íons negativos ou ânions.
Todo ânion monoatômico tem configuração estável, semelhante à de um gás nobre,
porque, na formação do ânion, o átomo recebe exatamente o número de elétrons que
falta para ser atingida a configuração estável. Nem todo cátion monoatômico tem
configuração estável. O átomo, ao ceder os elétrons de sua camada da valência , nem
sempre fica com configuração estável. Os cátions dos metais alcalinos e alcalino-
terrosos, bem como o cátion de alumínio, têm configurações estáveis. Os cátions dos
metais de transição não têm, em sua maioria, configuração estável. Valência é o poder
de combinação dos elementos. O conceito de valência foi criado por Berzelius, em
1820. Eletrovalência é a valência do elemento na forma iônica. É igual à carga do seu
íon monoatômico. Ligação covalente é um par de elétrons compartilhado por dois
átomos, sendo um elétron de cada átomo participante da ligação. Ligação dativa ou
coordenada é um par de elétrons compartilhado por dois átomos, no qual os dois
elétrons são fornecidos apenas por um dos átomos participantes da ligação. Forma-se
quando um dos átomos já tem o seu octeto completo e o outro ainda não. Ligação
metálica é constituída pelos elétrons livres que ficam entre os cátions dos metais
(modelo do gás eletrônico ou do mar de elétrons). Os metais são constituídos por seus
cátions mergulhados em um mar de elétrons. A ligação metálica explica a condutividade
elétrica, a maleabilidade, a ductilidade e outras propriedades dos metais.
Eletronegatividade de um elemento é uma medida da sua capacidade de atrair os
elétrons das ligações covalentes das quais ele participa. Quanto maior for a capacidade
de um átomo de atrair os elétrons das ligações covalentes das quais ele participa, maior
será a sua eletronegatividade. Ligação covalente polar é aquela que constitui um dipolo
elétrico. Forma-se quando as eletronegatividades dos elementos ligados são diferentes.
Ligação covalente apolar é aquela que não constitui dipolo elétrico. Neste caso, as
eletronegatividades dos átomos ligados são iguais. Tipos de substâncias Substância
iônica ou eletrovalente é toda substância que apresenta pelo menos uma ligação iônica.
Mesmo as substâncias que apresentam ligações iônicas e covalentes são classificadas
como iônicas. Substância molecular apresenta somente ligações covalentes e é formada
por moléculas discretas. Substância covalente apresenta somente ligações covalentes e é
formada por macromoléculas. Propriedade das substâncias iônicas Alto ponto de fusão
(PF) e ponto de ebulição (PE). Sólidas à temperatura ambiente. Conduzem a corrente
elétrica no estado fundido e não no estado sólido. Cristais duros e quebradiços. As
substâncias moleculares não apresentam as propriedades acima. As substâncias
covalentes, ao contrário das moleculares, têm PF e PE altíssimos (analogia com as
iônicas). Fórmulas eletrônicas e estruturais Estruturas de Lewis ou fórmulas eletrônicas
são representações dos pares de elétrons das ligações covalentes entre todos os átomos
da molécula, bem como dos elétrons das camadas da valência que não participam das
ligações covalentes. Estruturas de Couper ou fórmulas estruturais planas são
representações, por traços de união, de todas as ligações covalentes entre todos os
átomos da molécula. Simples ligação é uma ligação covalente entre dois átomos (A –
B). Ligação dupla são duas ligações covalentes entre dois átomos (A = B). Ligação
tripla são três ligações covalentes entre dois átomos (A º B). Número de oxidação
Número de oxidação (nox) é um número associado à carga de um elemento numa
molécula ou num íon. O nox de um elemento sob forma de um íon monoatômico é igual
à carga desse íon, portanto é igual à eletrovalência do elemento nesse íon. O nox de um
elemento numa molécula e num íon composto é a carga que teria o átomo desse
elemento supondo que os elétrons das ligações covalentes e dativas se transferissem
totalmente do átomo menos eletronegativo para o mais eletronegativo, como se fosse
uma ligação iônica. Elementos com nox fixo em seus compostos metais alcalinos (+1)
metais alcalino-terroso (+2) alumínio (+3) prata (+1) zinco (+2) O oxigênio é o mais
eletronegativo de todos os elementos, exceto o flúor. O oxigênio tem nox negativo em
todos os seus compostos, exceto quando ligado ao flúor. Na grande maioria de seus
compostos, o oxigênio tem nox = -2. Nos peróxidos (grupo -O-O-) o oxigênio tem nox
= -1. O hidrogênio é menos eletronegativo que todos os não-metais e semimetais; por
isso, quando ligado a esses elementos, tem nox positivo e sempre igual a +1. O
hidrogênio é mais eletronegativo que os metais; por isso, quando ligado a esses
elementos, tem nox negativo e sempre igual a -1. A soma dos nox de todos os átomos
de: Uma molécula é igual a zero. Um íon composto é igual à carga do íon. O nox de
qualquer elemento sob forma de substância simples é igual a zero. O nox máximo de
um elemento é igual ao número do grupo onde está o elemento na Tabela Periódica,
com exceção dos elementos do Grupo VIIIB. O nox mínimo é igual a (número do grupo
– 8),no caso de o elemento ser um não-metal ou um semimetal. Nox e valência – O nox
de um elemento na forma de um íon monoatômico é igual à sua eletrovalência. O nox
de um elemento na forma de molécula ou de íon composto não é obrigatoriamente igual
à sua valência. A valência, nesses casos, é dada pelo número de ligações covalentes e
dativas. Cada ligação covalente conta como uma unidade de valência, e cada ligação
dativa, como duas unidades de valência. Ligação Metálica Num sólido, os átomos estão
dispostos de maneira variada, mas sempre próximos uns aos outros, compondo um
retículo cristalino. Enquanto certos corpos apresentam os elétrons bem presos aos
átomos, em outros, algumas dessas partículas permanecem com certa liberdade de se
movimentarem no cristal. É o que diferencia, em termos de condutibilidade elétrica, os
corpos condutores dos isolantes. Nos corpos condutores muitos dos elétrons se
movimentam livremente no cristal, de forma desordenada, isto é, em todas as direções.
E, justamente por ser caótico, esse movimento não resulta em qualquer deslocamento de
carga de um lado a outro do cristal. Aquecendo-se a ponta de uma barra de metal,
colocam-se em agitação os átomos que a formam e os que lhe estão próximos. Os
elétrons aumentam suas oscilações e a energia se propaga aos átomos mais internos.
Neste tipo de cristal os elétrons livres servem de meio de propagação do calor –
chocam-se com os átomos mais velozes, aceleram-se e vão aumentar a oscilação dos
mais lentos. A possibilidade de melhor condutividade térmica, portanto, depende da
presença de elétrons livres no cristal. Estudando-se o fenômeno da condutibilidade
elétrica, nota-se que, quando é aplicada uma diferença de potencial, por meio de uma
fonte elétrica às paredes de um cristal metálico, os elétrons livres adquirem um
movimento ordenado: passam a mover-se do pólo negativo para o pólo positivo,
formando um fluxo eletrônico orientado no interior do metal. Quanto mais elétrons
livres no condutor, melhor a condução se dá. Os átomos de um metal têm grande
tendência a perder elétrons da última camada e transformar-se em cátions. Esses
elétrons, entretanto, são simultaneamente atraídos por outros íons, que então o perdem
novamente e assim por diante. Por isso, apesar de predominarem íons positivos e
elétrons livres, diz-se que os átomos de um metal são eletricamente neutros. Ligação
Química – Teoria A ligação química acontece quando um conjunto de forças consegue
que dois átomos fiquem unidos. Para que uma ligação se estabeleça é necessários que o
conjuntos das forças atrativas, entre electrões e núcleos, sejam mais fortes que as forças
repulsivas núcleo-núcleo e electrão-electrão. Teoria do Octeto Um grande número de
elementos adquire estabilidade eletrônica quando seus átomos apresentam oito elétrons
na sua camada mais externa. Existem excepções para essa teoria como o Hidrogênio (H)
e o Hélio (He), onde ambos se estabilizam com dois electrões na última camada, ainda
temos o caso do átomo de carbono que é tetravalente (pode realizar quatro ligações),
além dele todos os átomos que pertencem a família de número 14 da tabela períodica
(antes conhecida como família IVA) são tetravalentes e sendo assim encontram-se no
eixo central dessa regra (Octeto), nesses casos os átomos optam (por assim dizer) por
fazer 4 ligações sigmas (ligações simples) entre diferentes átomos. Ligações Iônicas ou
Eletrovalentes Na ligação iônica há a formação de íons devido a transferência de
elétrons de um átomo para o outro. Normalmente, nesta ligação, existe um elemento que
tende a ceder elétrons (metal – cátion), e outro que tende a receber elétrons (não metal –
ânion). Obs: A ligação iônica é a única em que ocorre a transferência de elétrons.
Exemplo: A configuração eletrônica do Sódio e do Cloro segundo o diagrama de Linus
Pauling fica do seguinte modo: 11Na 1s2 2s2 2p6 3s1 17Cl 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5 O
sódio possui 1 elétron na última camada. Basta perder este elétron para que ele fique
estável com 8 elétrons na 2ª camada. O cloro possui 7 elétrons na última camada. É bem
mais fácil ele receber 1 elétron e ficar estável do que perder 7 elétrons para ficar estável,
sendo isto o que acontece. Agora tudo está perfeito. O sódio quer doar 1 elétron e o
cloro quer receber 1 elétron. Eles se aproximam e o sódio doa seu elétron que está em
excesso e o cloro o recebe. Veja o esquema abaixo: Ligação Química H2O – Fórmula
Estrutural Note que há o compartilhamento de elétrons entre os átomos de hidrogênio e
os de oxigênio. Os elétrons da nuvem eletrônica não pertencem exclusivamente ao
hidrogênio nem ao oxigênio; pertencem aos dois átomos simultaneamente. Ligações
Covalentes Dativa ou Coordenada Este tipo de ligação ocorre quando os átomos
envolvidos já atingiram a estabilidade com os oito ou dois elétrons na camada de
valência. Ligação Química Note que as setas vermelhas indicam as ligações dativas;
onde o átomo de enxofre “doa” um par de elétrons para cada átomo de oxigênio; e os
traços indicam o compartilhamento de elétrons que ocorre normalmente entre o enxofre
e o oxigênio. Ligação Química Quando os átomos reagem para formar ligações,
unicamente atuam os electrões do nível mais externo, denominado nível de valência.
Para representar os electrões do nível de valência usa-se a notação de Lewis, assim
chamada em honra ao físico americano Lewis (1875-1946), que consiste em escrever os
símbolos atômicos rodeados de tantos pontos quantos electrões tem o átomo no nível de
valência. Ligação Iônica Uma ligação iônica é a que se forma por transferência de um
ou mais electrões desde o nível de valência de um átomo para o nível de valência de
outro. O átomo que perde electrões converte-se num catião enquanto o que os ganha
converte-se num anião. A ligação iônica produz-se pela atração eletrostática entre os
iões de carga oposta. Uma configuração eletrônica muito estável para os átomos
consiste em ter oito electrões no nível de valência. A tendência para alcançar esta
configuração conhece-se pela regra do octeto. A estabilidade das subtâncias iônicas
deve-se à libertação de uma grande quantidade de energia, denominada energia
reticular, ao formar-se o sólido iônico. Ligação Covalente Muitas vezes a formação de
uma substância iônica não resulta favorável do ponto de vista energético. Nestes casos
forma-se uma ligação covalente como resultado de uma comparticipação de electrões
entre os átomos que se ligam. Ligação covalente e a representação por Estrutura de
Lewis Uma ligação covalente, é definida como uma ligação na qual um par de elétrons é
compartilhado pelos dois átomos que participam da ligação. Usa-se, muito comumente,
uma representação esquemática de uma molécula e suas ligações. Essa representação é
conhecida como Estruturas de Lewis. Aqui se busca identificar quantos são os elétrons
que estão na camada mais externa, ou seja, na camada de valência. Isso deve ser feito
pois são justamente esses elétrons é que podem participar de ligações químicas
covalentes. Durante essa representação é possível identificar diferentes tipos de
elétrons: Pares de elétrons Compartilhados – PC – (que participam de uma ligação
química) Pares de elétrons Isolados – PI – (que permanecem livres) Para que se possa
identificar uma molécula através de sua estrutura de Lewis é fundamental seguir os
seguintes passos: 1º – Fazer a distribuição eletrônica dos elementos 2º – Identificar o
número de elétrons de valência 3º – Estabelecer o átomo central (sempre o menos
eletronegativo) e os periféricos 4° – Unir o átomo central aos periféricos por ligação
simples 5° – Completar o octeto dos periféricos e, caso sobre elétrons, colocar sobre o
átomo central. Exemplo 1: Molécula de CO2 6C è 1s2 2s2 2p2 à 4 elétrons de valência
😯 è 1s2 2s2 2p4 à 6 elétrons de valência Ligação Química Cada um dos átomos assume
configuração eletrônica de gás nobre, a fim de minimizar sua energia, e apresenta
também uma geometria linear, visto que os únicos pares de elétrons que estão em torno
do átomo central (o carbono) estão participando de ligações com dois outros átomos (de
oxigênio). Desta forma é necessário alocar duas posições em torno do átomo central. A
maneira mais favorável é mantendo as ligações as mais distantes possíveis uma da
outra, visto que os elétrons que participam das ligações com o primeiro e o segundo
átomos de oxigênio se repelem mutuamente, pois apresentam a mesma carga elétrica.
Assim, a disposição geométrica mais favorável será aquela em que haja a menor força
de repulsão entre os pares de elétrons compartilhados. Isso ocorre em um ângulo de
180o. Para alocar duas posições em torno do átomo central a melhor geometria é a
LINEAR Exemplo 2: Molécula de BF3 5B è 1s2 2s2 2p1 à 3 elétrons de valência 9F è
1s2 2s2 2p5 à 7 elétrons de valência Ligação Química Estrutura de Lewis bf3 Ligação
Química Uma molécula triangular Ligação Química Outra vista mostrando como todos
os átomos estão no mesmo plano Neste caso foram necessárias três posições em torno
do átomo central para alocar as três ligações do boro com cada um dos átomos de flúor.
A geometria que garante o maior afastamento possível entre estes três pares
compartilhados é a trigonal plana, com ângulos de 120o entre eles. Neste caso o Boro
não atinge a configuração de um gás nobre com 8 elétrons na sua camada de valência,
desta forma, esta molécula é bastante reativa, pois visa estabelecer algum tipo de
ligação que possa lhe conferir uma situação energética mais favorável. Para alocar três
posições em torno do átomo central a melhor geometria é a TRIGONAL PLANA.
Exemplo 3: Molécula de CCl4 6C è 1s2 2s2 2p2 à 4 elétrons de valência 17Cl è 1s2 2s2
2p6 3s2 3p5 à 7 elétrons de valência Ligação Química Ligação Química Um tetraedro
Ligação Química Uma molécula tetraédrica Essa molécula apresenta a geometria que
consegue manter, simultaneamente, quatro pares de elétrons compartilhados afastados o
máximo possível. Este afastamento apresenta um ângulo de 109,5o entre todas as
ligações. Apesar da visualização desta geometria ser um pouco difícil, ela é
extremamente importante dentro da Química, pois ela está presente nas mais variadas
substâncias, mas principalmente em compostos orgânicos. A seguir serão apresentadas
outras representações desta mesma geometria a fim de que haja uma melhor assimilação
quanto à sua forma. Para alocar quatro posições em torno do átomo central a melhor
geometria é a TETRAÉDRICA Exemplo 4: PCl5 15P è 1s2 2s2 2p6 3s2 3p3 à 5
elétrons de valência 17Cl è 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5 à 7 elétrons de valência Ligação
Química Ligação Química Uma representação simplificada de uma bipirâmide trigonal
Nesta molécula notamos uma característica peculiar. Aqui os ângulos encontrados entre
as ligações não são todos iguais, assim uma ligação numa posição axial deve possuir
uma reatividade diferente de outra ligação que se encontre em posição equatorial, visto
que os ângulos formados numa ou outra posição são diferentes. Neste exemplo ainda
podemos ressaltar uma outra informação importante. Aqui o átomo de Fósforo (P),
detém em torno de si 5 pares de elétrons (compartilhados), ou seja, 10 elétrons. Isso
contradiz a chamada regra do octeto? Não! A regra do octeto estabelece que um
elemento químico atinge sua configuração estável com 8 elétrons em sua camada de
valência e que esse número não pode ser alterado para valores maiores do que este. Isso
é verdade apenas para os elementos químicos que estejam no segundo período da tabela
periódica, visto que um átomo que neste nível, possui apenas orbitais do tipo s e p, o
que lhe confere a capacidade máxima de alocar 8 elétrons. A partir de níveis superiores
ao segundo, passa a existir outros tipos de orbitais, d, f, etc., que estando vazios podem
alocar outros pares de elétrons. Obviamente que nestes casos a configuração eletrônica
do elemento não será mais igual a de um gás nobre, por isso dizemos que esse átomo
apresenta uma expansão em sua valência, ou que ele tem uma valência expandida. Essa
explicação fica clara desde que não esqueçamos que um orbital existe, mesmo que não
haja nenhum elétron nele, desta forma lembre-se: UM ORBITAL NÃO DEIXARÁ DE
EXISTIR SÓ PORQUE ESTÁ VAZIO. à Para alocar cinco posições em torno do átomo
central a melhor geometria é a BIPIRÂMIDE TRIGONAL. Exemplo 5: SF6 16S è 1s2
2s2 2p6 3s2 3p4 à 6 elétrons de valência 9F è 1s2 2s2 2p5 à 7 elétrons de valência
Ligação Química Ligação Química Ligação Química Octaédrica Nesta molécula
observa-se que o enxofre (S) também apresenta valência expandida (12 elétrons), o que
é perfeitamente aceitável, visto que este elemento encontra-se no 3o período e portanto
dispõe de orbitais do tipo d que se encontram vazios para acomodar os elétrons das
ligações. Um ponto importante a se salientar é o nome dado a essa geometria
(octaédrico). Este termo não se refere aos vértices da figura (pontas) mas às faces que
essa figura apresenta. Se olharmos cuidadosamente, poderemos contar 8 faces (lados)
para a figura geométrica apresentada como um “balão junino”, assim o termo octaédrico
faz referência aos lados da figura não aos seus vértices, porém o interesse que os
químicos têm nesta geometria restringe-se aos 6 vértices dessa figura. Ligações
Químicas Covalentes Dativa As ligações químicas, ou em poucas palavras, a forma
encontrada pela natureza de unir os átomos de uma substância, podem ser
compreendidas quando consideramos dois extremos: uma ligação completamente
iônica, como no Na+Cl-, e uma ligação completamente covalente, como no caso do N2.
A melhor forma para podermos visualizar como a natureza consegue chegar a esses dois
extremos é seguindo os ensinamentos de Lewis, que criou as “Estruturas” de Lewis,
onde os elétrons da camada de valência do átomo são mostradas como pontinhos, e
onde um par de elétrons de ligação são mostradas como um traço entre os átomos. Na
Na+ Assim, no caso do Na+Cl-, a atração eletrostática do cloro arranca para si o único
elétron do sódio, transformando ambos os átomos em íons – átomos contendo carga
elétrica: Ligação Química Síntese das Ligações Químicas São conhecidos na natureza
pouco mais de 100 elementos. Porém, já foram caracterizados cerca de 10 milhões de
compostos químicos. Estes compostos são formados por combinações específicas de
átomos de elementos diferentes, ou seja, átomos se unem para formar compostos com
propriedades específicas ou moléculas. Esta união dos átomos acontece devido ao que é
chamado de ligação química, isto é, se quando ocorre a aproximação entre dois átomos
for verificado o surgimento de uma força de atração suficientemente forte para mantê-
los unidos, estes ficarão ligados quimicamente. Você poderia responder as perguntas
seguintes? Por que os átomos se combinam para formar moléculas e como? Como os
átomos se mantêm unidos numa ligação química? Por que a molécula de água tem uma
ligação química num ângulo de 104,5º? Por que as moléculas do DNA, portador do
código genético se ligam em curiosas formas como hélice? Por que os materiais de
construção apresentam resistência ao corte ou esforço menores do que o valor teórico
esperado? Como já se pode perceber, a compreensão das ligações químicas não é
importante apenas para conhecer os fundamentos o comportamento da matéria, mas é a
base para solucionar grandes problemas práticos. Em um átomo isolado, os elétrons se
encontram sob a influência de apenas um núcleo e dos outros elétrons do próprio átomo,
porém, quando outro átomo se aproxima, estes elétrons passam a sofrer a influência de
outro núcleo e de outros elétrons. A interação pode produzir atração entre os átomos e
com isso, um novo arranjo eletrônico energeticamente mais favorável é produzido. Uma
propriedade que quase todos os átomos possuem é a capacidade de se combinar para
formar espécies mais complexas. A maneira como os átomos formam as ligações
químicas está relacionado com sua estrutura eletrônica. Ligação química é um processo
que possibilita estado energético menor (e assim maior estabilidade) do que o do átomo
isolado, caso contrário a Terra seria uma massa de gases rarefeitos se é que ela existiria.
Um pouco de história Os átomos raramente podem ser encontrados isoladamente. As
ligações químicas unem os átomos, porém nem todos os átomos conseguem formar
ligações. Dois átomos de um gás nobre exercem entre si uma atração mútua tão fraca
que não conseguem formar uma molécula. Por outro lado, a maioria dos átomos forma
ligações fortes com átomos da própria espécie e com outros tipos de átomos.
Historicamente, a propriedade dos átomos de formar ligações foi descrita como sendo a
sua valência. Este conceito é pouco utilizado atualmente. Hoje o termo é usado como
adjetivo como, por exemplo, elétron de valência ou camada de valência. Quando o
conceito de valência foi introduzido não se tinha o conhecimento de elétrons, prótons e
nêutrons. O descobrimento do elétron, em 1897, possibilitou o desenvolvimento das
teorias de valência e das ligações químicas. Embora o conceito de valência já tivesse
sido introduzido em 1857 pelo químico Friedrich August Kekulé von Stradonitz, o
conceito de ligações químicas não havia sido proposto ainda. De acordo com Kekulé, a
valência era um número que representava o poder de combinação de um elemento e
obedecia a regras simples. A valência do hidrogênio era sempre igual a 1. Considerando
a fórmula da água (H2O), a valência do oxigênio seria 2. O conceito simples de valência
encontrou dificuldades à medida que os químicos foram preparando maior número de
compostos. Muitos elementos,como o nitrogênio, enxofre e fósforo, tinham
indubitavelmente mais que umavalência possível, embora Kekulé sempre tivesse
rejeitado a ocorrência de valências múltiplas. Em 1869, quando Mendeleev publicou sua
classificação periódica, que era baseada em pesos atômicos, constatou que as valências
dos elementos seguiam um padrão simples dentro da tabela. Em 1901, o químico
Gilbert Newton Lewis tentou explicar a tabela periódica em termos de distribuição
eletrônica, porém, o conhecimento mais detalhado dadistribuição dos elétrons nos
átomos só estaria disponível anos mais tarde, com o desenvolvimento da mecânica
quântica. Lewis propôs, em 1916, uma forma de representação em termos de diagramas
estruturais onde os elétrons aparecem como pontos. Um pouco antes dessa data, Ernest
Rutherford havia mostrado que o número total de elétrons em um átomo neutro era
igual ao seu número de ordem sequencial, ou número atômico, na tabela periódica. A
teoria de Lewis é frequentemente chamada de teoria do octeto, por causa do
agrupamento cúbico de oito elétrons. Por exemplo, o flúor encontra-se no grupo VIIA
da tabela periódica, e precisa receber um elétron para completar oito. Isso é conseguido
através de uma ligação. O carbono está no grupo IVA e precisa de quatro elétrons para
completar oito; forma assim quatro ligações. Fonte:
br.geocities.com/dicasdequimica.vilabol.uol.com.br/

Leia mais em: http://www.portalsaofrancisco.com.br/quimica/ligacao-quimica


Copyright © Portal São Francisco
Cálculo estequiométrico.

Cálculo Estequiométrico
By Gabriel Vilella | 09/02/2013

É o cálculo das quantidades de reagentes e produtos que participam de uma reação


química. Essas quantidades podem ser expressas de diversas formas:

 massa
 volume
 quantidade de matéria (mols)
 número de moléculas

Os cálculos estequiométricos baseiam-se nos coeficientes da equação. É importante


saber que, numa equação balanceada, os coeficientes nos dão a proporção em mols
dos participantes da reação.
Assim, analisando uma equação balanceada como

2CO(g) + 1O2(g) → 2CO2(g)

devemos saber que ela indica que 2 mols de CO reagem com 1 mol de O2 para dar 2
mols de CO2 gasoso.

Lembre-se que mol é o número de Avigorado (6,02 . 1023) de partículas. Massa molar é
a massa, em gramas, de um mol e é numericamente igual à massa molecular da
substância. Um mol de qualquer gás[1], a 0ºC e 1 atm, ocupa o volume de 22,4 litros.

Dadas as massas molares: CO (28g/mol), O2 (32g/mol) e CO2 (44g/mol) e considerando


condições ideais, veja a tabela:

Unidade 2CO(g) + 1O2(g) → 2CO2(g)

em mol 2 mol de CO 1 mol de O2 2 mol de CO2

em massa 2 . 28 = 56g de CO 1 . 32 = 32g de O2 2 . 44 = 88g de CO2

em volume 2 . 22,4 = 44,8L 1 . 22,4 = 22,4L 2 . 22,4 = 44,8L

em moléculas 2 . 6 . 1023 = 12.1023 1 . 6 . 1023 = 6.1023 2 . 6 . 1023 = 12.1023

Relação em massa
Os dados do problema e as quantidades de incógnitas pedidas são expressos em termos
de massa. Exemplo:
Na reação N2(g) + 3H2(g) → 2NH3(g) qual a massa de NH3 obtida quando se reagem
totalmente 3g de H2?

Resolução:

a) Proporção de quantidade de matérias


3 mol de H2 –––––––– 2 mol de NH3
b) Regra de três
3 . 2g de H2 –––––––– 2 . 17g de NH3
3g de H2 –––––––– x
x = 102/6 = 17g de NH3

Reações consecutivas

Considere as equações que representam as reações utilizadas na obtenção do ácido


nítrico:
I) 4NH3 + 5O2 → 4NO + 6 H2O
II) 2NO + O2 → 2NO2
III) 3NO2 + H2O → 2HNO3 + NO
Calcule a massa de amônia necessária para a preparação de 6,3g de ácido nítrico.
Dado: NH3: 17g/mol, HNO3: 63g/mol, NO2: 46g/mol, NO: 30g/mol.

Resolução:

Devemos primeiramente ajustar os coeficientes para que haja a proporcionalidade.


Multiplicando a equação II por 2 e a equação III por 4/3, temos:

4 NH3 + 5 O2 → 4 NO + 3 H2O

4 NO + 2 O2 → 4 NO2

4 NO2 + 4/3 H2O → 8/3 HNO3 + 4/3 NO


Portanto, a partir de 4 mols de NH3 são obtidos 8/3 mols de HNO3.
4 . 17g de NH3 –––––––– 8/3 . 63g de HNO3
x –––––––– 6,3g
x = 51/20 = 2,55g de NH3

Relação massa volume


Basta lembrar que 1 mol de qualquer gás, a 0ºC e 1 atm, ocupa o volume de 22,4 litros.
Exemplo:
Na reação N2(g) + 3H2(g) → 2NH3(g) qual o volume de N2, a 0ºC e 1 atm, obtido
quando se reagem totalmente 3g de H2?
Resolução:
a) Proporção em mol
1 mol de N2 –––––––– 3 mol de H2
b) Regra de três
22,4L de N2 –––––––– 3 . 2g de H2
x –––––––– 3 de H2
x = 22,4/2 = 11,2L

Reagente em excesso
Quando o problema dá as quantidades de dois reagentes, provavelmente um deles está
em excesso, pois, em outro caso, bastaria a quantidade de um deles para se calcular a
quantidade do outro. Para fazer o cálculo estequiométrico usamos o reagente que não
está em excesso (reagente limitante). Para isso, a primeira coisa é se determinar o
reagente em excesso.
Na reação 2H2(g) + O2(g) → 2H2O(g) colocando-se em presença 3g de hidrogênio e
30g de oxigênio, qual a massa de água formada?

Resolução:
a) Verificar qual substancia está em excesso
2 mol de H2 –––––––– 1 mol de O2
4g de H2 –––––––– 32g de O2
3g de H2 –––––––– x gramas de O2
x = 24g
Como 3g de H2 reagem com 24g de O2, se no recipiente existem 30g de O2, conclui-se
que sobram 32 – 24 = 6g de O2 em excesso (sem reagir). O reagente limitante é o H2.
b) Cálculo da quantidade de água
2 mol de H2 –––––––– 2 mol de H2O
4g –––––––– 36g
3g –––––––– y
y = 27g

Pureza
Muitas vezes, a substância está acompanhada de impurezas. Por exemplo, CaCO3 de
80% de pureza significa que, em 100g de CaCO3 impuro (CaCO3 + areia + carvão etc.),
exitem 80g de CaCO3 puro e 20g de impurezas. Assim, se numa reação estamos usando
150g de CaCO3 com 80% de pureza, significa que a massa real de CaCO3 é 120g, ou
seja, 150 . 0,8 = 120g.

Exemplo:
Considerando a reação FeS + 2HCl → FeCl2 + H2S qual é a massa de FeCl2 obtida
quando 1100g de FeS de 80% de pureza reagem com excesso de ácido nítrico?

Dados: FeCl2 127g/mol; FeS 88g/mol.

Resolução:
Quando o problema não faz referência, consideramos a pureza de 100%. Quando ela é
dada, é necessário converter a quantidade de substância impura na quantidade
correspondente da substância pura.
1100g –––––– 100%
x –––––– 80%
x = 880g
a) Proporção em mol
1 mol de FeS ––––– 1 mol de FeCl2
b) Regra de três
88g –––––– 127g
880g –––––– y
y = 1270g

Rendimento
Devido a vários motivos, a quantidade de produto obtida, realmente, é menor do que a
calculada de acordo com os coeficientes das substâncias. Assim, rendimento de 90%
significa que, na prática, obtém-se 90% da quantidade calculada de acordo com os
coeficientes.

Exemplo:
A 0ºC e 1 atm, 11,2 litros de CO2 reagem com hidróxido de sódio. Qual a massa de
carbonato de sódio (106g/mol) obtida, sabendo-se que o rendimento da reação foi de
90%?

Resolução:
a) Proporção em mol
1 mol de CO2 –––––– 1 mol de Na2CO3
b) Regra de três
22,4L de CO2 –––––– 106g de Na2CO3
11,2L de CO2 –––––– x
x = 53g
c) Massa de Na2CO3 com rendimento de 90%
53g –––––– 100%
y –––––– 90%
y = 47,7g

O rendimento de uma reação pode ser calculado teoricamente dividindo-se a quantidade


realmente obtida na prática pela quantidade calculada teoricamente pelos coeficientes,
neste caso, temos:
R = 47,7/53 = 90%

Exercícios
Lista de exercícios sobre cálculo estequiométrico.

CÁLCULO ESTEQUIOMÉTRICO

 Redação Mundo Vestibular
Cálculo estequiométrico

Equação química, reação e reagentes

O cálculo estequiométrico, ou cálculo das medidas apropriadas, é um dos maiores


passos dados pela humanidade no campo científico e é o cerne da química quantitativa.
Lavoisier (1743-1794), o pai da química moderna, foi capaz de associar todos os
conhecimentos qualitativos da sua época à exatidão da matemática.

Para tanto, desenvolveu vários equipamentos de medição, entre eles a balança analítica
de laboratório, permitindo ao químico medir ou calcular as massas dos reagentes e
produtos envolvidos em uma reação química.

Atualmente, o cálculo estequiométrico é utilizado em várias atividades, tais como: pela


indústria que deseja saber quanto de matéria-prima (reagentes) deve utilizar para obter
uma determinada quantidade de produtos, pelo médico que quer calcular quanto de
determinada substância deve ministrar para cada paciente, entre inúmeras outras.

Apesar de temido por muitos vestibulandos, o cálculo estequiométrico deixa de ser um


problema se os seguintes passos forem seguidos:

1o passo - Montar e balancear a equação química;


2o passo - Escrever a proporção em mols (coeficientes da equação balanceada);
3o passo - Adaptar a proporção em mols às unidades usadas no enunciado do exercício
(massa, volume nas CNTP, n? de moléculas etc);
4o passo - Efetuar a regra de três com os dados do exercício.

Verifique o exemplo abaixo.Depois confira estas outras dicas importantes: se a reação


for representada em várias etapas (reações sucessivas), some todas para obter uma só e
faça o cálculo com esta; se for apresentado rendimento no exercício, efetue o cálculo
normalmente. A quantidade calculada supõe rendimento de 100% e com uma simples
regra de 3 você adapta o resultado ao rendimento dado.

O cálculo estequiométrico é um assunto muito abordado nos vestibulares. Vamos tentar


entender:

Para fazermos um bolo simples é necessário respeitar uma receita padrão:


3 xícaras de farinha de trigo
4 ovos
1 copo de leite

É evidente que aqui não levaremos em conta o recheio. Este fica a critério do freguês.

Podemos identificar que a receita nos traz os ingredientes e suas quantidades.


No Cálculo Estequiométrico, temos a mesma situação. Para resolvê-lo precisamos de
uma receita (reação) que traga os ingredientes (reagentes e/ou produtos) e suas
quantidades (coeficientes estequiométricos da reação).

Exemplo:
1C + 2H2 + 1/2O2 1CH3OH

Devemos lembrar que as quantidades em uma reação não podem ser dadas em xícaras,
copos e etc., mas em quantidade de matéria (mols). Assim a reação em exemplo
estabelece uma proporção:

Para cada mol de carbono são necessários 2 mols de gás hidrogênio e meio mol de gás
oxigênio. Se pusermos para reagir 2 mols de carbono, será necessário dobrar a receita.

Em tempo, a quantidade de matéria (mol) é equivalente à massa molar de uma


substância ou então a 6,02 . 1023 moléculas e se for um gás que esteja nas condições
normais de temperatura e pressão, o mol pode significar 22,4 litros.

Qual a massa de água dada em gramas, produzida a partir de 8g de hidrogênio gás?

1? H2 + O2 H2O

2? 2H2 + O2 2H2O

3? 4g 36g

8g x

x = 8 . 36/4

x = 72g de H2O

Cálculo estequiométrico com massa


Você está aqui

Home / Química Geral / Estequiometria / Cálculo estequiométrico com massa


Relações comuns utilizadas no cálculo estequiométrico com massa

Curtidas

Comentários

por Diogo

Compartilhe:
Por Diogo Dias

O principal objetivo do cálculo estequiométrico com massa é fornecer uma ideia sobre
a massa de produto que será formada ou a massa de reagentes necessária para formar
uma quantidade predeterminada de produtos. Esse cálculo também pode ser relacionado
com as seguintes variáveis:

 Quantidade de matéria (número de mol);


 Quantidade de moléculas;
 Volume.

Em todos os casos, é imprescindível que alguns padrões sejam sempre verificados, a


saber:

 Verificar se a equação química está balanceada; se não estiver, balancear;


 Realizar os cálculos com regra de três simples;
 A primeira linha da regra de três deve estar sempre relacionada com os
coeficientes estequiométricos do balanceamento;
 A segunda linha da regra de três deve estar relacionada com os dados do
exercício.

Veja alguns exemplos:

a) Exemplo de cálculo estequiométrico com massa e mol

(PUC-RJ) A hidrazina, N2H4, e o peróxido de hidrogênio, H2O2, são utilizados como


propelentes de foguetes. Eles reagem de acordo com a equação:

7H2O2 + N2H4 → 2HNO3 + 8H2O

Quando forem consumidos 3,5 moles de peróxido de hidrogênio, a massa, em gramas,


de HNO3 formada será de:

a) 3,5

b) 6,3

c) 35,0

d) 63,0

e) 126,0

O enunciado trabalha com mol em relação ao H2O2 e pede a massa de HNO3. Para isso,
devemos fazer o seguinte:

OBS.: Como a equação química apresenta os coeficientes 7, 2 e 8, ela está balanceada,


ou seja, temos a relação 7 mol: 1 mol: 2 mol: 8 mol.
1º Passo: calcular a massa molar do HNO3. Para isso, devemos multiplicar a quantidade
de cada átomo pela sua respectiva massa e, em seguida, somar os resultados:

HNO3 = 1.1 + 1.14 + 3.16

HNO3 = 1 + 14 + 48

HNO3 = 63 g/mol

2º Passo: montar a regra de três que relaciona massa e mol, como o enunciado pede.
Nessa relação, vamos utilizar apenas as substâncias H2O2 e HNO3.

7H2O2 → 2HNO3

7 mol----------------2 mol

7 mol-------- 2. 63

3,5 mol-------- x g

7.x = 3,5.126

7x = 441

x = 441
7

x = 63 g

b) Exemplo de cálculo estequiométrico com massa e moléculas

(Unifor-CE) Para eliminar o dióxido de carbono, CO2, da atmosfera das naves espaciais,
são utilizados recipientes com hidróxido de lítio, LiOH, adaptados à ventilação. A
equação da reação entre essas substâncias está representada a seguir:

CO2(g) + 2LiOH(s) → Li2CO3(s) + H2O(l)

Considerando uma massa de LiOH de 100,0 g, o número de moléculas de CO2(g) que


pode ser eliminado da atmosfera das naves é de, aproximadamente,

Dado: Constante de Avogadro = 6,0x1023 mol–1

a) 1,3x1024.

b) 6,2x1024.

c) 3,0x1023.

d) 1,5x1022.
e) 4,3x1021.

Solução: O enunciado trabalha com a massa do LiOH e pede o número de moléculas


relacionado com essa massa. Para isso, devemos:

OBS.: Como a equação apresenta o coeficiente 2, ela está balanceada, ou seja, temos a
relação 1 mol: 2 mol: 1 mol: 1 mol.

1º Passo: calcular a massa molar de LiOH. Para isso, devemos multiplicar a quantidade
de cada átomo pela sua respectiva massa e, em seguida, somar os resultados:

LiOH = 1.7 + 1.16 + 1.1

LiOH = 7 + 16+ 1

LiOH = 24 g/mol

2º Passo: Montar a regra de três que relaciona massa e moléculas, como o enunciado
pede. Nessa relação, vamos utilizar apenas as substâncias LiOH e CO2.

CO2(g) + 2LiOH(s)

1 mol----------------2mol

6.1023 moléculas-------- 2. 24

x moléculas-------- 100 g

48.x = 100.6.1023

48x = 600.1023

x = 600.1023
48

x = 12,5.1023

ou

x = 1,25.1024 moléculas

c) Exemplo de cálculo estequiométrico apenas com massa

(Unimep-SP) O cromo é obtido por aluminotermia, que usa o óxido de cromo-III


(Cr2O3), proveniente do minério cromita (FeO. Cr2O3):

Cr2O3 + 2Al → 2Cr + Al2O3.

A massa de cromo obtida a partir de uma tonelada de óxido de cromo-III é


aproximadamente igual a: Dados: M.A. de Cr = 52; M.A. de O = 16; M.A. de Al= 27)
a) 684,21 kg;

b) 177,63 kg;

c) 485,34 kg;

d) 275,76 kg;

e) 127,87 kg.

Solução: O enunciado trabalha com a massa do óxido de cromo III e pede a massa de
cromo. Para isso, devemos:

OBS.: Como a equação apresenta o coeficiente 2, ela está balanceada, ou seja, temos a
relação 1 mol: 2 mol: 2 mol: 1 mol.

1º Passo: calcular a massa molar do Cr2O3 (óxido de cromo III). Para isso, devemos
multiplicar a quantidade de cada átomo pela sua respectiva massa e, em seguida, somar
os resultados:

Cr2O3 = 2.52 + 3.16

Cr2O3 = 104 + 48

Cr2O3 = 152 g/mol

2º Passo: calcular a massa molar do Cr (cromo). Para isso, devemos multiplicar a


quantidade de cada átomo pela sua respectiva massa e, em seguida, somar os resultados:

Cr = 1.52

Cr = 52 g/mol

3º Passo: transformar a massa do Cr2O3 fornecida pelo enunciado em Kg, já que a


resposta deve ser em Kg. Para isso, basta multiplicar por 1000.

Massa do Cr2O3 = 1. 1000

Massa do Cr2O3 = 1000Kg

4º Passo: montar a regra de três que relaciona massa e moléculas, como o enunciado
pede. Nessa relação, vamos utilizar apenas as substâncias Cr2O3 e Cr;

OBS.: As massas da 1ª linha podem permanecer em gramas porque se trata de uma


regra de três. Assim, ao multiplicarmos cruzado, essas unidades anulam-se, sobrando o
Kg da 2ª linha.

Cr2O3 → 2Cr

1 mol----------------2mol
152g -------- 2. 52g

1000Kg-------- x g

152.x = 1000.104

152x = 104000

x = 104000
152

x = 684,21Kg

d) Exemplo de cálculo estequiométrico com massa e volume

(Unirio-RJ) Jaques A. A. Charles, químico famoso por seus experimentos com balões,
foi o responsável pelo segundo voo tripulado. Para gerar o gás hidrogênio, com o qual o
balão foi cheio, ele utilizou ferro metálico e ácido, conforme a seguinte reação: Dados:
H = 1; Fe = 56.

Fe(s) + H2SO4(aq) → FeSO4(aq) + H2(g)

Supondo-se que tenham sido utilizados 448 kg de ferro metálico; o volume, em litros,
de gás hidrogênio obtido nas CNTP foi de:

a) 89,6

b) 179,2

c) 268,8

d) 89.600

e) 179.200

Solução: O enunciado trabalha com a massa do ferro metálico e pede o volume de gás
hidrogênio. Para isso, devemos:

1º Passo: verificar o balanceamento da equação. Como ela está balanceada, temos a


relação 1 mol: 2 mol: 1 mol: 1 mol.

2º Passo: calcular a massa molar do ferro metálico. Para isso, devemos multiplicar a
quantidade de cada átomo pela sua respectiva massa e, em seguida, somar os resultados:

Fe = 1.56

Fe = 56 g/mol

3º Passo: passar a massa do ferro fornecida pelo enunciado para gramas, já que a massa
molar foi calculada no 2º passo em gramas. Para isso, basta multiplicar por 1000.
Massa do Fe = 448. 1000

Massa do Fe = 448000 g

4º Passo: montar a regra de três que relaciona massa e moléculas, como o enunciado
pede. Nessa relação, vamos utilizar apenas as substâncias Fe e H2.

OBS.: O volume molar utilizado na CNTP, como pede o enunciado, é de 22,4 L.

Fe(s) → H2(g)

1 mol----------------1mol

56g -------- 1. 22,4L

448000 g-------- x L

56.x = 448000.22,4

56x = 10035200

x = 10035200
56

x = 179200 L

Cálculo estequiométrico: 3.
Procedimento para resolver exercícios de
Cálculo Estequiométrico
Ricardo Suzuki (Prof. Suzuki)

A) Escrever a equação da reação química;

B) Acertar os coeficientes (fazer o balanceamento = igualar o número de átomos);

C) Obter a PROPORÇÃO EM MOLS através dos coeficientes estequiométricos.

Exemplo:

A) Escrever a equação da reação de obtenção da amônia.


B) Acertar os coeficientes (balanceamento).

Fazendo o balanceamento, os números de átomos de nitrogênio e hidrogênio antes e


depois da flecha são iguais.

C) Obter a PROPORÇÃO EM MOLS através dos coeficientes estequiométricos.

Obs: ao fazer o balanceamento da equação, automaticamente obtemos os coeficientes


estequiométricos que vão nos fornecer a proporção em mols.

Cálculos estequiométricos
Por Camila Salgado de Paula

Professora de Química do Colégio Qi



Definições
Utilizamos o cálculo estequimétrico quando desejamos descobrir a quantidade de
determinadas substâncias envolvidas numa reação química, reagentes e/ou produtos.

Antes de começar a resolução dos cálculos, devemos seguir alguns passos, como:
➢Escrever a equação química;
➢Balancear esta equação, acertando os coeficientes estequiométricos;
➢Estabelecer as proporções das grandezas envolvidas no problema.

Exemplo 1

Qual será a massa, em gramas, de água produzida a partir de 8 g de gás hidrogênio?

1° Escrever a reação:
H2 + O2 → H2O
2° Balancear a equação:
2 H2 + O2→ 2 H2O
3° Estabelecer as proporções
2 H2 + O2→ 2 H2O
4 g ---- 32 g
8 g ---- x g
x = 64 g
2 H2 + O2→ 2 H2O
8 g+ 64 g = 72 g
Logo, a quantidade de água produzida será de 72 g.

Exemplo 2

7 mols de álcool etílico (C2H6O) reagem com O2 e entram em combustão. Quantas


moléculas de O2 serão consumidas nesta reação?

1° escrever a reação:
C2H6O + O2 → CO2 + H2O
2° balancear a equação:
1 C2H6O + 3 O2 → 2 CO2 + 3 H2O
3° Estabelecer as proporções:
1 mol de C2H6O -------- 3 mols de O2(g)
7 mols de C2H6O -------- x
x = 21 mols de O2

Sabemos que em 1 mol de moléculas há 6,02 * 1023 moléculas, então:


1 mol -------- 6,02 * 1023
21 mols ------ x
x = 1,26 * 1025
1,26 * 1025 moléculas de O2 são consumidas na reação

PUREZA
Na prática, a maioria dos produtos que participam de um processo químico não são
totalmente puros, como é o caso dos materiais utilizados nas indústrias. Ao realizar os
cálculos estequiométricos, devemos levar em consideração o grau de pureza das
substâncias envolvidas na reação, já que, algumas vezes, é preciso descontar as
impurezas, que não participam da reação química.

Exemplo:
15 g de H2SO4, com 90% de pureza, reage com alumínio para formar Al2 (SO4)3 e H2.
Qual será a massa de hidrogênio formada?
Reação balanceada:
2 Al + 3 H2SO4→ Al2 (SO4)3 + 3 H2

Se a pureza do ácido sulfúrico é de 90%, então sua massa corresponde a 15 * (90/100),


que é igual a 13,5 g. Na reação percebemos que 3 mols de H2SO4 (M = 98 g/mol)
formam 3 mols de H2 (M = 2 g/mol), então:

294 g -------- 6g
13,5 g ---------- x
x = 0,275 g de H2.

Rendimento
O rendimento de uma reação química é a relação entre a quantidade realmente obtida de
produto e a quantidade teoricamente calculada.Na prática, o rendimento de uma reação
química nunca é de 100%. O cálculo para obter o rendimento, expresso em
porcentagem, pode ser feito da seguinte forma:

Rendimento = (quantidade de produto real/quantidade teórica) * 100

Ou podemos apenas calcular os valores das substâncias (reagentes e produtos) para uma
reação total (100% de aproveitamento), e depois aplicar uma regra de três para
relacionar as proporções, encontrando os valores necessários.
Exemplo 1:
Queimando 40 g de carbono puro, com rendimento de 95%, qual será a massa de
dióxido de carbono obtida?
Reação:
C + O2 → CO2
Considerando um rendimento de 100%, temos:
12g de C --------- 44 g de CO2
40 g de C -------- x g de CO2
x = 146,66 g de CO2

Queimando 40 g de carbono puro é obtido 146,66 g de dióxido de carbono, caso o


rendimento da reação seja de 100%. Mas a questão é que o rendimento é de 95%, logo:
146,66 g de CO2 --------- 100%
x g de CO2 ---------- 95%

x = 139,32 g de CO2 é obtido pela queima de carbono puro, numa reação com
rendimento de 95%.

Exemplo 2:
Qual será a quantidade de água formada a partir de 15 g de hidrogênio, sabendo que o
rendimento da reação é de 80%?
Reação balanceada:
2 H2 + O2 → 2 H2O
Considerando 100% de rendimento da reação:
4 g de H2 ---------- 36 g de H2O
15 g de H2 --------- x g de H2O
x = 135 g de H2O

Como o rendimento da reação foi de 80%, temos:


135 g de H2O ------- 100%
x g de H2O ------- 80%

x = 108 g de água será formada a partir de 15 g de hidrogênio, se o rendimento da


reação for de 80%.

Reagente limitante e reagente em excesso


Quando um problema fornece a quantidade de dois reagentes, provavelmente um deles
está em excesso, enquanto o outro é totalmente consumido, sendo denominado reagente
limitante.

Para saber qual é o reagente limitante e qual está em excesso, devemos:


➢Escrever a equação balanceada;
➢Escolhemos um reagente e calculamos as proporções das grandezas envolvidas,
descobrindo as quantidades necessárias para o outro reagente;
➢Determinamos se o reagente ignorado é o reagente limitante ou em excesso. Se o
valor obtido no cálculo das proporções, para o reagente em questão for menor que o
valor fornecido no enunciado do problema, significa que o reagente ignorado é o
reagente em excesso, sendo o outro (que escolhemos para fazer os cálculos) o limitante.
Se o valor obtido nos cálculos para o reagente ignorado, for maior que o valor fornecido
no enunciado da questão, significa que ele é o limitante.
➢A partir daí, utiliza-se o reagente limitante para os cálculos estequiométricos.

Exemplo:

Qual será a massa de sulfato de sódio (Na2SO4) obtida na reação de 16 g de hidróxido


de sódio (NaOH) com 20 g de ácido sulfúrico (H2SO4)?
Equação balanceada:
2NaOH + H2SO4→Na2SO4 + H2O
Calculando a massa molar das substâncias, encontramos os seguintes valores:
NaOH = 40 g/mol
H2SO4 = 98 g/mol
Na2SO4 = 142 g/mol

Para descobrir o reagente limitante e em excesso, ignoramos um deles e fazemos o


cálculo em função de outro:
2NaOH + H2SO4 → Na2SO4 + H2O
80 g 98 g
16 g x
x = 19,6 g

19,6 g de ácido sulfúrico reagem com 16 g de hidróxido de sódio, o que significa que o
reagente em excesso é o H2SO4, que se encontra em maior quantidade do que a obtida
no cálculo das proporções. Desta forma, o reagente limitante é o NaOH.

Trabalhando com o valor do reagente que será totalmente consumido na reação


(NaOH):
2 NaOH + H2SO4 → Na2SO4 + H2O
80 g 98 g 142 g
16 g 19,6 g xg

80 g -------- 142 g
16 g --------- x g
x = 28,40 g é a massa obtida de sulfato de sódio.

Exercícios
(UFF-RJ) Acompanhando a evolução dos transportes aéreos, as modernas caixas-pretas
registram centenas de parâmetros a cada segundo, constituindo recurso fundamental na
determinação das causas de acidentes aeronáuticos. Esses equipamentos devem suportar
ações destrutivas e o titânio, metal duro e resistente, pode ser usado para revesti-los
externamente.
O titânio é um elemento possível de ser obtido a partir do tetracloreto de titânio por
meio da reação não balanceada:

TiCl4(g) + Mg(s) → MgCl2(l) + Ti(s)

Considere que essa reação foi iniciada com 9,5 g de TiCl4(g). Supondo que tal reação
seja total, a massa de titânio obtida será, aproximadamente:
(Dados: Ti = 48 u; Cl = 35,5 u; Mg = 24 u.)
a) 1,2 g
b) 2,4 g
c) 3,6 g
d) 4,8 g
e) 7,2 g

Gabarito

Calculando a massa molar do TiCl4, temos:


48 + (35,5 * 4) =190 g/mol 187 g/mol

Balanceando a equação:
TiCl4(g) + 2Mg(s) → 2MgCl2(l) + Ti(s)
190 g 48 g
9,5 g xg
x = 2,4 g de titânio será obtido a partir de 9,5 g de tetracloreto de titânio. Letra B.

(UFMG) Num recipiente foram colocados 15,0g de ferro e 4,8g de oxigênio. Qual a
massa de Fe2O3, formada após um deles ter sido completamente consumido?
(Dados: Fe = 56 u; O = 16 u.)
a) 19,8g
b) 16,0g
c) 9,6g
d) 9,9g
e) 10,2g

Gabarito

Calculando a massa molar do Fe2O3, temos:


(2 * 56) + (3 * 16) = 160 g/mol
Reação química balanceada:
4Fe(s) + 3 O2(g) →2Fe2O3(s)
Trabalhando com o reagente Fe:
4 Fe(s) + 3 O2(g)→2 Fe2O3(s)
224 g 96 g 320 g
15 g xg

x = 6,42 g
Como no problema, há 4,8 g de oxigênio, e o cálculo forneceu o valor de 6,42 g ( que é
o valor que reage completamente com 15 g de Fe), concluímos que o oxigênio é o
reagente limitante, ou seja, irá reagir completamente na reação. Dessa forma, o ferro é o
reagente em excesso, e não irá ser usado nos cálculos.

Confirmando o excesso do ferro:


4 Fe(s) + 3 O2(g) → 2 Fe2O3(s)
224 g 96 g 320 g
xg 4,8 g
x = 11,2 g (excesso confirmado)

Trabalhando com o oxigênio:


4 Fe(s) + 3 O2(g) → 2 Fe2O3(s)
224 g 96 g 320 g
4,8 g xg

x = 16 g de Fe2O3 serão formados na reação. Letra B.

Estequiometria
Ouça este conteúdo 0:00 16:57 Audima 5% 5% 10s 10s Fechar Ouça este conteúdo

PUBLICIDADE

Estequiometria é área dentro da química que se preocupará com a quantificação das


transformações químicas e suas substâncias. É o cálculo que envolve a quantidade de
reagentes e produtos em uma reação química.

Do grego, stoicheion que significa elemento e metria, medida. A medida dos elementos
químicos.

Podemos expressar essas quantidades em:

– massa;

– volume;

– quantidade de matéria;

– número de moléculas;

As representações das fórmulas moleculares nos informam a quantidade de átomos que


compõem a molécula e cada coeficiente nos informa a proporção dos participantes de
uma reação. Saber das fórmulas moleculares, identificar a quantidade de átomos e os
coeficientes da reação é essencial para desenvolvimento do cálculo estequiométrico.

Por exemplo: A molécula de etanol, podemos representar desse modo:

CH2CH3OH ou C2H6O

Independente da representação, cada molécula de etanol traz as seguintes informações:

PUBLICIDADE

– É formada por 2 átomos de carbono; 6 de hidrogênio e 1 de oxigênio.

Se quisermos informar a quantidade de moléculas usamos os coeficientes


estequiométricos, exemplos:

PUBLICIDADE

C2H6O – uma molécula de etanol;

2C2H6O – duas moléculas de etanol;

3C2H6O – três moléculas de etanol;

Os coeficientes estequiométricos, em uma equação balanceada, informam a proporção


da quantidade de reagentes e produtos que são representados na equação química.

Seria importante revisar o conteúdo de dois conceitos que ajudarão no desenvolvimento


do cálculo estequiométrico, a Lei de Lavoisier e a Lei de Proust. Acesse esses
conteúdos aqui no site.

Dada a seguinte equação balanceada:

A equação nos indica que 2 mols de monóxido de carbono reagem com 1 mol de
oxigênio para formar 2 mols de gás carbônico. A quantidade de reagentes em uma
equação química é proporcional a quantidades de produtos formados.

– Vamos analisar a quantidade de carbono: temos 2 carbonos no lado dos reagentes,


portando, do lado dos produtos teremos 2 carbonos.

– Vamos analisar a quantidade de oxigênio: temos a formação de 2CO2, são quatro


oxigênios na composição dessa molécula. Portanto:
Temos 4 oxigênios do lado dos reagentes e 4 oxigênios do lado dos produtos, em ambos
os lados temos um total de 4 oxigênios.

Geralmente, em uma equação química o coeficiente 1 é omitido, a equação é descrita da


seguinte forma:

Observe o quadro:

2CO(g) + 1O2 (g) → 2CO2(g)

Mols 2mol 1mol 2mol

Massa 2 . 28 g 1 . 32 g 2 . 44 g

Volume (CNTP) 2 . 22,4 L 1 . 22,4 L 2 . 22,4 L

Moléculas 2 . 6,02.1023 1 . 6,02.1023 2 . 6,02.1023

*Dados: massas molares dos compostos, CO (28g/mol); O2 (32g/mol); CO2 (44g/mol).

Um mol corresponde ao número de Avogadro que são 6,02.1023 moléculas, a massa


molar é expressa em gramas desse número e corresponde igualmente a massa molecular
da substância. Pelas condições normais de temperatura e pressão, um mol de qualquer
gás a 0ºC e 1 atm, ocupa um volume de 22,4 litros. Pelo quadro notamos que a
proporção é mantida em qualquer unidade que possamos representar no cálculo
estequiométrico, assim como os coeficientes estequiométricos, ou seja, notamos que a
proporção é mantida.

Balanceamento de Equação Química

Balancear de forma adequada os participantes de uma reação é garantir que as


proporções sejam mantidas em todo o processo. Isso significa que a quantidade de
átomos presentes nos reagentes e nos produtos sejam proporcionalmente iguais.
Vejamos alguns exemplos:

Fe(s) + O2(g) → Fe2O3(s)

Ferro na presença de oxigênio sofre oxidação e produz óxido de ferro (III).

Percebemos que a equação não está balanceada, pois temos 1 mol de ferro no lado dos
reagentes e o produto Fe2O3 nos informa que são necessários 2 mols de Fe.
Consideramos, de forma aleatória mesmo, que a substância formada pelo maior número
de átomos tenha o coeficiente 1. Desse modo:

Fe(s) + O2(g) → 1 Fe2O3(s)

Partindo disso, quantificamos a quantidade de Fe e O nos produtos:

Fe(s) + O2(g) → 1 Fe2O3(s)

2Fe
3O

Ao determinamos dessa maneira, devemos manter a proporção estequiométrica no lado


dos reagentes. Então, para esse exemplo, temos 2 mols de ferro reagindo com 1,5 mols
de oxigênio para formar 1 mol de óxido de ferro (III). A equação balanceada
corretamente é:

2 Fe(s) + 3/2 O2(g) → 1 Fe2O3(s)

2 Fe 2 Fe

3O 3O

A equação se encontra balanceada pois mantemos a proporção entre os reagentes e os


produtos. Podemos escrever a equação com números inteiros, porém, de tal forma que
possamos manter a proporção, multiplicando por 2 os coeficientes, nesse exemplo.
Logo, temos:

4 Fe(s) + 3 O2(g) → 2 Fe2O3(s)

Na reação de produção da amônia (NH3):

N2(g) + H2(g) → NH3(g)

Preste atenção que a amônia é formada por 1 N e 3 H. Vamos estabelecer o coeficiente


1 para o N2 nos reagentes, assim temos:

1N2(g) + H2(g) → NH3(g)

1x2N=2 ? x 1N = 2

Qual o valor do coeficiente estequiométrico devemos prever para manter a proporção


nos produtos? Dois.

1 N2(g) + H2(g) → 2 NH3(g)

1 x 2N = 2 2 x 1N = 2

Agora é só corrigirmos a quantidade de H. Desse modo:


1N2(g) + H2(g) → 2NH3(g)

1 x 2N = 2 2 x 1N = 2

? x 2H= 6 2x 3H = 6

Portanto: 1N2(g) + H2(g) → 2NH3(g)

1 x 2N = 2 2 x 1N = 2

3 x 2H = 6 2x 3H = 6

A equação balanceada é: N2(g) +3H2(g) à2NH3(g)

Podemos estabelecer as relações em mols, massa e volume.

Relação em Mol

Considere a seguinte equação química:

CH3CH2OH(l) + O2(g) → CO2(g) + H2O(g)

Temos a reação de combustão do etanol, mas essa equação não está balanceada,
primeiro, vamos ajustar os coeficientes.

Escolhemos o coeficiente 1 para molécula de etanol e conferimos a proporção de H e O.

CH3CH2OH(l) + O2(g) → CO2(g) + H2O(g)

2C
6H
3O

Primeiro, podemos verificar que CO2 apresenta 1C, então corrigindo, o coeficiente
teremos 2CO2. Assim:

CH3CH2OH(l) + O2(g) → 2 CO2(g) + H2O(g)

Agora percebemos que temos 4O mais o da molécula de água cinco, porém, antes de
corrigirmos os coeficientes para o oxigênio, ajustaremos os coeficientes para o H.
Temos 6H no lado dos reagentes, o número que multiplicado por 2 dos hidrogênios que
compõem a molécula de água da 6, é o 3. Portanto:

CH3CH2OH(l) + O2(g) → 2 CO2(g) + 3H2O(g)

Agora podemos estabelecer os coeficientes dos oxigênios: Nos produtos temos um total
de 7O, então, nos reagentes, mantendo a proporção, precisamos de 7O também. Nos
reagentes temos um total de 3O, se multiplicarmos por 3 o O2, manteremos a proporção,
a equação balanceada corretamente é:
CH3CH2OH(l) +3O2(g) → 2 CO2(g) + 3H2O(g)

A relação em mol é expressa pelos coeficientes estequiométricos na equação, dizemos


que na reação de combustão do etanol, 1 mol de etanol líquido reage com 3 mols de gás
oxigênio formando como produtos 2 mols de gás carbônico e 3 mols de água no estado
gasoso. Essa relação é sempre proporcional, por exemplo:

Imaginemos um tanque com 55 litros de etanol, de aproximadamente 1000 mols de


etanol. Quantos mols de oxigênio serão consumidos? Qual a quantidade em mols de
produtos que serão formados?

Temos a equação balanceada para 1 mol de etanol, então, basta multiplicarmos todos os
coeficientes por 1000. Dizemos que: 1000 mols de CH3CH2OH reagem com 3000
mols de O2 formando 2000 mols de CO2 e 3000 mols de H2O.

Relação em Massa

Considere a seguinte equação química balanceada:

N2(g) +3H2(g) → 2NH3(g)

Qual a massa de NH3 resultante, quando se reagem totalmente 3g de H2?

Dados: N(14g/mol); H(1g/mol).

Resolução:

A proporção em mol pela equação é:

3 mols de H2 ———– 2mols de NH3

A massa molar da amônia é 17g/mol. Desse modo:

3 . 2g de H2 ———– 2 . 17g de NH3

3g de H2 ———– x g de NH3

logo: x = 6 g . 17 g , portanto x = 17 g de NH3


6g

Relação em Volume

Considere a equação química balanceada:

CH3CH2OH(l) + 3O2(g) → 2CO2(g) + 3H2O(g)

Qual seria o volume, em litros, de gás carbônico que é lançado na atmosfera quando
ocorrer a combustão de 10 litros de etanol? Dados: densidade do etanol considere
0,8g/ml. C (12g/mol); H(1g/mol), O(16g/mol).
Resolução:

Primeiro vamos converter 10L em massa:

d=m
v

10 L → 10000 ml

d = 0,8 g . 10000 ml logo: d = 8000 g ou 8 kg


ml

A proporção em mol pela equação é:

1 mol de CH3CH2OH ————- 2 mols de CO2

1mol de CH3CH2OH corresponde a 46 g.

1 mol de gás na CNTP ocupa 22,4 L.

Desse modo:

1 . 46g CH2CH3OH ———- 2 . 22,4 L CO2

8000 g CH2CH3OH ——— x litros de CO2

Logo:

x = 8000 g . 2 . 22,4 L → x = 7791,30 L de CO2.


46 g

Exercício Resolvido
A gasolina é um hidrocarboneto cujo o isoctano é um dos componentes.
Hidrocarbonetos são moléculas constituídas unicamente por carbono e hidrogênios em
sua estrutura. Considere a seguinte equação balanceada:

C8H18 + 25/2 O2 → 8CO2 + 9H2O

Determine:

I. Número de mols de CO2 lançados na atmosfera na combustão de 5 mols de isoctano.

II. A massa de CO2 lançada no ambiente pela combustão de 20 L desse combustível.

Dados: considere a densidade do isoctano 0,8g/ml. MM do C(12g/mol); H(1g/mol),


O(16g/mol).

III. o volume de O consumido na combustão de 25 L de isoctano. Considere CNTP.


Resolução

I. Proporcionalmente: 5mol de C8H18 vão produzir 40 mols de CO2.

II. Primeiro vamos converter 20 L em massa:

d=m
V

20 L → 20000 ml

d = 0,8 g . 20000 ml Logo: d = 16000 g de C8H18


ml

A proporção em mol pela equação é:

1 mol de C8H18 ————- 8 mols de CO2

1mol de C8H18 corresponde a 114 g.

Desse modo:

1 . 114g de C8H18 ———- 8 . 44 g de CO2

16000 g C8H18 ——— x gramas de CO2

Logo:

x = 16000 g . 8 . 44 g → x = 49403,5g de CO2.


114 g

III. Sabemos pelo item II que 20 L de isoctano pesam 16000g

A proporção em mol pela equação é:

1 mol de C8H18 ————- 8 mols de CO2

1mol de C8H18 corresponde a 114 g.

1 mol de gás na CNTP ocupa 22,4 L.

Desse modo:

1 . 114g de C8H18 ———- 8 . 22,4 L de CO2

16000 g C8H18 ——— x litros de CO2

Logo:
x = 16000 g . 8 . 22,4 L x = 25150,87 L de CO2.
114 g

Bons estudos!

David Pancieri Peripato

Estudo dos gases.

Resumo de Química: Estudo dos gases


Por Redação

access_time 16 maio 2017, 13h31 - Publicado em 21 nov 2011, 17h05

chat_bubble_outline more_horiz

Comportamento dos Gases

Os gases reais que normalmente conhecemos como, por exemplo, o hélio, o nitrogênio e
o oxigênio, apresentam características moleculares diferentes e particulares de cada um.
No entanto, se todos forem colocados a altas temperaturas e baixas pressõesm, eles
passam a apresentar comportamentos muito semelhantes.

Gás perfeito
No estudo dos gases adota-se um modelo teórico, simples e que na prática não existe,
com comportamento aproximado ao dos gases reais. Essa aproximação é cada vez
melhor quanto menor for a pressão e maior a temperatura. Esse modelo de gás é
denominado de gás perfeito.

Lei geral dos gases perfeitos

A expressão que determina a lei geral para os gases perfeitos pode ser vista da seguinte
forma:
P0 V0 / T0 = pV / T

Onde P0, V0 e T0 são respectivamente a pressão inicial, volume inicial e temperatura


inicial. Essa é uma expressão que é utilizada para quando as variáveis de um gás
apresentar variações.

Lei de Boyle
Quando um gás sofre uma transformação isotérmica, ou seja, quando sua temperatura é
mantida constante, a pressão dele é inversamente proporcional ao volume ocupado.
Dessa lei obtemos que como T0 = T temos que:
P0V0= pV

Lei de Charles
Quando uma massa de gás perfeito sofre transformação isocórica, isto é, quando o
volume se mantém constante, a sua pressão é diretamente proporcional à sua
temperatura absoluta. Matematicamente essa lei pode ser expressa da seguinte forma:

P0/T0 = p/T

Onde p0 e T0 são respectivamente a pressão inicial e a temperatura inicial.

Lei de Gay-Lussac
Quando um gás sofre uma transformação isobárica, isto é, à pressão constante, o
volume do gás é diretamente proporcional à sua temperatura absoluta. Matematicamente
essa lei pode ser expressa da seguinte forma:

V0 / T0 = V / T

Onde V0 e T0 correspondem respectivamente ao volume inicial e à temperatura inicial.

chat_bubble_outline more_horiz

Estudo dos Gases


Por Redação

access_time 16 maio 2017, 13h53 - Publicado em 12 fev 2012, 16h06

chat_bubble_outline more_horiz

Com exceção dos gases nobres, que são formados por átomos isolados a maioria dos
gases são compostos moleculares. Fisicamente, os gases possuem grande capacidade de
compressão e expansão, não possuindo nem forma nem volume definidos, pois ocupam
o volume a forma do recipiente que os contém.

Há uma diferença entre gás e vapor: o vapor é capaz de existir em equilíbrio com a
substância em estado líquido e até mesmo sólido; o gás, por sua vez, é um estado fluido
impossível de se liquefazer.

Temperatura
É a medida da agitação das partículas.
Nos estudos dos gases utiliza-se a escala Kelvin (K), cuja fórmula de conversão em
relação à temperatura em graus Celsius (C) é:

K = C+273

Pressão
É a força por unidade de área. No caso dos gases a pressão é resultante do movimento
das partículas em choque com as paredes do recipiente que contém o gás. As unidades
de medida para a pressão atmosférica medida ao nível do mar são:

Volume ocupado por um gás


Igual ao volume do recipiente que o contém. As unidades são:

Mol
Quantidade de uma substância:

CNTP – condições normais de temperatura e pressão (273 K e 1 atm). Nessas


condições 1 mol de gás ocupa 22,4 L (volume molar de gases).

Transformações gasosas

Isotérmica (temperatura constante); caso se diminua o volume do gás (diminuindo o


volume do recipiente que o contém), a pressão aumenta:
Isobárica (pressão constante); caso se aumente a temperatura o volume também
aumenta:

Isocórica ou Isovolumétrica (volume constante); ao se aumentar a temperatura a


pressão também aumenta

Equação geral dos gases ideais: se as três propriedades (volume, pressão e


temperatura) variarem, a equação será:

É chamado de gás ideal a todo gás que se comporta conforme as equações acima
descritas. Na maioria das vezes os gases não se comportam como gases ideais, e são
chamados de gases reais. Usam-se as equações acima, fazendo a adaptação para os
casos de gases reais.

Equação de estado dos gases perfeitos


Mesmo que haja transformações pode-se usar a equação geral dos gases a qualquer
momento:
A equação acima relaciona o número de mols de um gás com a temperatura, pressão e
volume; ou seja, dados, por exemplo, a pressão, o volume e a temperatura de um gás, é
possível calcular quantos mols de gás estão presentes nesse volume.

Mistura de gases

Toda mistura de gases é um sistema homogêneo. A pressão final alcançada será a soma
de todas as pressões parciais dos gases misturados. Por exemplo, caso misturemos 3
gases com pressões parciais de 1, 2 e 3 atm a pressão final será 6 atm.

Para mistura de n gases a equação será:

Por generalização:

Fração molar de cada um dos gases da mistura é a razão entre o número de mols desse
gás e o número total de mols.

Exercícios:
1. (UFU-MG) A atmosfera é composta por uma camada de gases que se situam sobre a
superfície da Terra. Imediatamente acima do solo localiza-se uma região da atmosfera
conhecida por troposfera, na qual ocorrem as nuvens, os ventos e a chuva. Ela tem uma
altura aproximada de 10 km, a temperatura o seu topo é cerca de -50 °C e sua pressão é
de 0,25 atm. Se um balão resistente a altas pressões, cheio com gás hélio até um volume
de 10 L, a 1,00 atm e 27 °C for solto, o volume deste balão, quando chegar ao topo da
troposfera será de:

(Dados: 0 Kelvin = -273 °C)

a. 40,0 L.
b.74,1 L.
c. 36,3 L.
d. 29,7 L.
e. 52,5 L.

2. (UFMT) Termodinamicamente, o gás ideal é definido como o gás cujas variáveis de


estado se relacionam pela equação PV = nRT, em que P é a pressão, V é o volume, T é a
temperatura na escala Kelvin, R é a constante universal dos gases e vale R = 0,082
atm.L/mol.K e n é o número de mol do gás.
Um recipiente de 20,5 L contém hidrogênio a 27 °C e 9 atm de pressão. Supondo que o
hidrogênio comporta-se como um gás ideal, quantos gramas de hidrogênio estão
contidos no recipiente?

(Dado: massa molecular do H2 = 2g/mol).

3. (Fuvest-SP) Indique os cálculos necessários para a determinação da massa molecular


de um gás, sabendo-se que 0,800 g desse gás ocupa o volume de 1,12 L a 273 °C e 2,00
atm. Qual valor se encontra para a massa molecular desse gás?

(Dado: R = 0,082 atm.L/mol.K)

4.

a. A pressão parcial do CO é o dobro da do CH4.


b. A pressão parcial CH4 é o triplo da do CO2.
c. A pressão parcial do CO2 é ¼ da do CO.
d. A pressão parcial do CO é o quádruplo do da CH4.
e. A pressão total é 4 atm.

Respostas:

1. d.

2. 15g.

3.

4. d.

"O universo é modelado como um gás."

Visão macroscópica dos gases


Os gases são fluidos desprovidos de forma própria, facilmente compressíveis e tendem a
ocupar todo o volume do recipiente que os contém. Numa visão microscópica
idealizada, temos que:

 Os gases são constituídos de moléculas.


 As forças de atração entre as moléculas do gás podem ser desprezadas.
 O volume ocupado pelas moléculas do gás é desprezível, quando comparado
com o do recipiente que o contém.
 O movimento das moléculas de gás é continuo e aleatório.

Um modelo dos gases reais: o gás ideal


Para estudarmos os gases reais lançamos mão de um modelo idealizado chamado de gás
ideal, que modela bem um gás real de difícil liquefação, em baixa pressão e em alta
temperatura. Para o estudo dos gases é muito importante o seguinte:

A Lei de Avogadro
que diz que volumes iguais de gases, nas mesmas condições de temperatura e
pressão, possuem o mesmo número de moléculas. Como o número de moléculas
de um gás é um número muito grande, nos referimos ao número de moléculas
como um múltiplo de um número muito grande chamado mol . Assim como uma
dezena contém 10 unidades e uma dúzia contém 12 unidades, basta pensar no
mol como "um dúzia um pouco maior".
1 mol de qualquer gás
a temperatura de 0 ºC e a pressão de 1 atm ocupa o volume de 22,4 litros e
contém 6,023×1023
moléculas.
Número de Avogadro (N0)
é o número,
N0=6,023×1023,
que facilita a comunicação e a escrita do número de moléculas em um gás. É
muito mais fácil dizer que em um cilindro de gás há 1 mol do que dizer que há
602.300.000.000.000.000.000.000 moléculas.
C.N.T.P. - Condições Normais de Temperatura e Pressão
se refere a temperatura de 0 ºC e pressão de 1 atm.

Equação de estado de um gás ideal


Cada estado de equilíbrio em que um gás se apresenta é caracterizado, do ponto de vista
macroscópico, pelas seguintes propriedades macroscópicas:

 pressão (P)

 ,
 volume (V)
 ,
 temperatura (T)

 .

Em um gás ideal, as variáveis acima são relacionadas através da equação de estado:

PV=nRT,
onde n é o número de mols do gás e R é a constante universal dos gases perfeitos e vale
R=0,082 atm⋅l/mol⋅K=8,31 J/mol⋅K.
É extremamente importante notar que esta equação não tolera outra escalas de
temperatura, apenas temperaturas em Kelvin podem ser usadas. Caso tenhamos medidas
em Celcius ou Fahrenheit, precisamos primeiramente transformar para Kelvin.

Lei geral dos gases perfeitos


A lei dos gases perfeitos nos ajuda a calcular o que ocorrerá apos uma transformação ser
efetuada no gás, veja a figura abaixo.
Transformação em um
gás perfeito. Considere um gás dentro de um recipiente e inicialmente a uma pressão
P1 , exercida pelo peso de 1kg , ocupando um volume V1 e a temperatura T1 . Se
adicionarmos mais uma massa, aumentando assim a pressão para um valor P2 , este gás
ocupará um novo volume V2 e terá também uma nova temperatura T2 . No caso de um
gás perfeito (ideal) a relação entre estas grandezas será dada pela Lei Geral dos Gases
Perfeitos. Sabemos que para um gás ideal vale a fórmula PV=nRT , porém, se o gás
está confinado dentro de um recipiente, ele terá sempre o mesmo número de mols, de
maneira que:
PVT=nR=Constante.
Logo, como o número de mols é o mesmo para um momento 1 antes de uma
transformação e para um momento 2 depois da transformação, temos
P1.V1T1=P2.V2T2=Cte,
onde P1,V1 e T1 são as variáveis no estado inicial, antes da transformação e P2,V2 e
T2 são as variáveis após a transformação. Lembre-se que T1 e T2 são as
temperaturas em Kelvin.

Transformações gasosas
Os gases sofrem transformações de estado quando produzem trabalho numa máquina,
isto é, passam de um estado inicial para um estado final. Estas transformações podem
ocorrer de diversas maneiras, algumas delas são:

Transformação isobárica
ocorre a pressão constante, logo P1=P2⇒V1T1=V2T2
;
Transformação isotérmica
ocorre a temperatura constante, logo T1=T2⇒P1.V1=P2.V2
Transformação isocórica (isovolumétrica)
ocorre a volume constante, logo V1=V2⇒P1T1=P2T2
Transformação Adiabática
ocorre sem que aconteça trocas de calor entre o gás e o meio, logo Q1=Q2
A figura abaixo ilustra algumas destas transformações.

Diagrama P×V . A
figura ilustra transformações isotérmicas (linhas vermelhas) e adiabáticas (linhas azuis).
Estas duas transformações são muito importantes no estudo de máquinas térmicas.

Trabalho nas transformações gasosas


Diferente do que é estudado em mecânica, o trabalho de um gás depende do estado
inicial, do estado final e também dos estados intermediários. Os trabalhos realizados
pelos gases em diferentes transformações são descritos a seguir.

Transformação isobárica ( P=Cte


)
O trabalho W
realizado por uma massa gasosa, numa transformação isobárica ( P=Constante ), que
teve uma variação de volume ΔV=volume final−volume inicial é
W=P⋅ΔV.
Transformação qualquer
O trabalho realizado em uma massa gasosa durante uma transformação qualquer
é numericamente igual a área sob a curva no gráfico P×V
(vide gráfico abaixo). Para diferentes transformações teremos diferentes sinais
para o trabalho, tal que:
A: Expansão Vf>Vi⇒ΔV>0⇒W>0
,
B: Compressão Vf<Vi⇒ΔV<0⇒W<0
,
C: Volume constante Vf=Vi⇒ΔV=0⇒W=0
,
onde um trabalho positivo pode ser interpretado como o trabalho realizado pelo gás e o
negativo um trabalho realizado sobre o gás.
Trabalho realizado por
um gás. Para um gás que sofre uma transformação tal que a sua pressão e volume
variem com uma dada função (linha vermelha), o trabalho será dado pela área sob esta
curva (área marrom).
Transformação cíclica
É a transformação na qual, após o seu transcurso, as condições finais de pressão,
volume e temperatura são iguais as iniciais, e a área limitada pelo ciclo no
diagrama P×V
mede o trabalho realizado no mesmo, veja figura abaixo.

Transformação cíclica.
Para uma transformação cíclica, como ilustram a linhas vermelhas, o trabalho realizado
é a área interna do ciclo, área marrom.

Por convenção, O trabalho realizado no ciclo é positivo se ele é percorrido no sentido


horário, e negativo se é percorrido no sentido anti-horário.
Estudo dos Gases

Para compreendermos os problemas ligados à poluição atmosférica, precisamos entender o comportamento


dos gases

PUBLICIDADE

Os gases estão por toda parte: no ar que respiramos, nos balões das festas de
aniversários, nos cilindros de gás usados por mergulhadores, na camada de ozônio que
protege a Terra, na poluição atmosférica por meio dos gases tóxicos presentes nas
fumaças das fábricas e dos carros, etc. Enfim, os gases possuem um papel muito
importante na vida da Terra como a conhecemos.

Uma vez que não conseguimos ver os gases, é necessário entender o comportamento de
suas moléculas, suas propriedades e quais são as variáveis que os influenciam.

Muitos cientistas se dedicaram ao estudo dos gases e suas conclusões são muito úteis
hoje em dia. Elas tornaram possível compreender, principalmente, problemas ligados à
poluição atmosférica e como evitá-los.

Esses fatores e muitos outros relacionados ao estudo dos gases serão abordados nesta
seção.

Por Jennifer Rocha Vargas Fogaça

Gases
Gás – Definição

PUBLICIDADE

Gás é o estado da matéria que consiste em partículas que não têm nem um volume
determinado nem de forma definida.

Exemplos: ar, o cloro à temperatura e pressão ambiente e o ozônio (O3).

Gases – Química

O gás é um dos quatro estados fundamentais da matéria (sendo os outros sólidos,


líquidos e plasma). Um gás puro pode ser feito de átomos individuais (por exemplo, um
gás nobre como o néon), moléculas elementares feitos a partir de um tipo de átomo (por
exemplo oxigênio), ou moléculas de composto feito a partir de uma variedade de
átomos (por exemplo dióxido de carbono).

Uma mistura de gás que contém uma variedade de gases puros bem como o ar. O que
distingue um gás a partir de líquidos e de sólidos é a grande separação das partículas de
gás individuais. Esta separação faz normalmente um gás incolor invisível para o
observador humano.

Gás – O que é

Gás é o vapor de uma substância, que ultrapassou a Temperatura Crítica e ele não
condensa.

Os gases têm suas moléculas com uma velocidade muito grande, por isso um gás tende
a ocupar todo o espaço que lhe é disponível. Imagine um ambiente como, por exemplo,
um elevador com duas pessoas dentro. Uma delas está com um desarranjo intestinal e
flatulando muito. Será que a outra pessoa sentirá o odor?

PUBLICIDADE

Sim! Depois de um tempo, a segunda pessoa ficará torcendo o nariz,


desagradavelmente. Por que? Ora, por que o gás se espalhou por todo o ambiente do
elevador, e ele, faz isto, por que suas moléculas têm muita velocidade (alta energia
cinética). Podemos dizer, então, com muita segurança, que o volume do gás é o volume
do próprio recipiente que o contém.

Falemos um pouco sobre a pressão. O que é a pressão de um gás? Bem… as moléculas


estão sempre agitadas no estado gasoso. Ora, se colocarmos um pouco de gás dentro de
um recipiente, é de se esperar que uma hora ou outra estas moléculas batam nas paredes
do recipiente. Deste choque, surge uma pressão nas paredes que é a pressão do gás.

Resumindo: a pressão de um gás é o resultado da colisão das moléculas do gás contra


as paredes do recipiente que o contém.
Pense agora na temperatura e o efeito que ela tem na pressão. Ora, se diminuirmos a
temperatura, diminuiremos a energia cinética das moléculas. Com pouca velocidade, as
moléculas colidem com menos força nas paredes. O que se espera que aconteça com a
pressão? Espera-se que a pressão aumente ou diminua? A resposta é que diminua a
pressão. Mas se aumentarmos a temperatura, esperaremos que a pressão aumente, pois a
velocidade das moléculas irá aumentar, e colidirão com mais força nas paredes do
recipiente.

Falamos sobre Temperatura, Volume e Pressão de um gás. Estas grandezas físicas são
chamadas de Variáveis de Estado de um gás. São estas variáveis de estado que são
estudadas aqui, nas Transformações Gasosas.

PUBLICIDADE

Transformações Gasosas

Os gases podem variar de Temperatura, Pressão e Volume dependendo das mudanças


nas Variáveis de Estado.

São quatro transformações básicas:

Isotérmica
Isobárica
Isométrica (ou Isovolumétrica ou ainda Isocórica)
Adiabática

Transformações Isotérmicas

São transformações em que a temperatura permanece constante.Pressão e Volume são


inversamente proporcionais.

Quando o peso bate no embolo, há um aumento de pressão e uma redução no volume.


Cessada a pressão o embolo volta a sua pressão normal e volume normal. A temperatura
não chega a ser alterada porque o processo é rápido.

Transformações Isobáricas
São transformações que ocorrem a pressão constante. O Volume e a Temperatura são
diretamente proporcionais.

Quando a chapa circular se aquece ao rubro, ela acaba transferindo calor para o gás
dentro do cilindro. As moléculas do gás se agitam mais e colidem mais fortemente com
as paredes. Isto causaria um aumento na pressão não é? Mas não causa. Sabe por que?

Porque quando o gás se aquece as moléculas batem no embolo e ele sobe. O aumento de
volume acaba normalizando a pressão.

Transformações Isométricas

São transformações com volume constante. A Pressão e a Temperatura são diretamente


proporcionais.

Quando as chapas se aquecem liberam calor para o gás dentro do cilindro. As moléculas
do gás se agitam mais e acabem colidindo com mais força nas paredes do cilindro e no
embolo, que não é móvel. Se o embolo pudesse subir mais, a pressão seria normalizada.
Entretanto o embolo é fixo e a pressão só aumenta com o aumento de temperatura. As
presilhas do embolo do cilindro da direita não suportaram a alta pressão e romperam.

Transformações Adiabáticas
São transformações que ocorrem sem troca de calor.

Cp e Cv são os calores específicos do gás a pressão constante e a volume constante.

Lei Geral dos Gases Perfeitos (Ideais)

Antes! O que é gás perfeito? É um gás que não existe na realidade, e serve apenas para
provar que um gás real, quando aquecido e rarefeito, se comporta do modo como
mostramos anteriormente. A lei geral diz

Equação de Clapeyron

Envolve o número de mols do gás, número associado a massa do gás. A equação é PV =


nRT. R é a constante universal dos gases perfeitos. Quando a pressão for dada em
atmosfera, tem valor 0,082 atm . l/MOL . K.

Pressão de um Gás

A pressão que um gás exerce nas paredes de um recipiente é dada por onde m é a massa,
v é a velocidade e V é o volume do gás.

O comportamento dos gases

Por que é que um gás exerce pressão?

Quando você estudou o comportamento dos líquidos, você aprendeu que um líquido
exerce uma pressão proporcional à profundidade e à sua densidade.

Contudo, um gás encerrado num recipiente exerce uma pressão que não é determinada
apenas pelo seu peso.
E, de fato, a fôrça exercida pelo gás sôbre o recipiente é freqüentemente muitas vêzes o
pêso do gás. O líquido tem uma superfície livre definida e a pressão do líquido na
superfície é zero.

O gás não tem superfície definida e deve ser guardado em um recipiente fechado. Êle
exerce uma pressão contra as paredes do recipiente.

Você sabe que tôda substância é formada de partículas chamadas moléculas. Em um


gás, as distâncias entro as moléculas são grandes, comparadas com as dimensões das
moléculas de modo que à pressão ordinária há pequena atração entre as moléculas.

Um gás ideal ou perfeito é aquêle cujas moléculas não exerceriam atração mútua. A
teoria cinética dos gases explica o comportamento dessas moléculas em um gás.

Elas são dotadas de um movimento contínuo e rápido e constantemente colidem umas


com as outras e com as paredes do recipiente.

A velocidade média de uma molécula de oxigênio a 00C e à pressão atmosférica é cêrca


de 400 metros por segundo.

Contudo, a distância que cada molécula de oxigênio percorre antes de colidir com outra
molécula ou com a parede do recipiente é extremamente pequena, talvez 0,000006 cm,
À medida que a temperatura do gás aumenta, a velocidade média das moléculas também
aumenta.

Imagine um enxame de abelhas voando dentro de uma grande caixa de vidro. Elas
colidiriam com as paredes e, assim, exerceriam uma força contra ela.

Suponha, agora, que você deslocasse uma das paredes da caixa de modo que as abelhas
ficassem confinadas à metade do espaço.

Cada abelha colidiria com outra abelha ou com as paredes da caixa com freqüência duas
vêzes maior. A fôrça e, portanto, a pressão, por elas excercida contra as paredes da
caixa seriam, portanto, duas vêzes maiores.

De modo análogo, os choques das moléculas do gás contra as paredes produzem a


pressão do gás.

Se você acumular as moléculas do gás em uma região do espaço de volume igual à


metade do inicial, cada molécula atingirá as paredes com frequencia dupla. A pressão
será duas vezes maior.

Manômetros

Você pode medir a pressão dos gases por meio de um manômetro, um medidor de
pressão com a forma de um tubo em U. Suponha que o líquido no tubo em U seja
mercúrio e que o seu nível no lado aberto do tubo esteja a 1cm acima do nível do lado
do tubo que dá para o gás.
Dizemos então que o excesso de pressão do gás (além da pressão da atmosfera) é de
1cm de mercúrio. Se o líquido fôsse água, o excesso de pressão seria igual a 13,6cm de
água.

Manômetro de mercúrio U

Um manômetro de mercúrio U. Êle indica o excesso de pressão sôbre a da atmosfera.


Qual seria a diferança de nível se o líquido fôsse água?

O manômetro de Bourdon

Usamos o manômetro Bourdon para medir a pressão de pneus de automóveis, de


caldeiras, etc. Uma extremidade do tubo metálico encurvado está prêsa a um fio
enrolado no eixo de um ponteiro e ligado a uma mola. O aumento de pressão no tubo
faz com que ele se distenda um pouco, puxando a corda e movendo o ponteiro. Quando
se solta a pressão, a mola puxa o ponteiro para trás, até zero.
Manômetro de Bourdon

Manômetro de Bourdon. Aumentando a pressão no tubo êle se distende um pouco,


fazendo o ponteiro girar na escala que indica o excesso de pressão sôbre a da atmosfera.

Como funciona uma bomba de ar?

Quando você enche o pneu de sua bicicleta, você força mais moléculas de ar a entrar
nele, aumentando assim a pressão do ar no mesmo. A bomba possui um cilindro, pistão,
válvula de entrada e válvula de saída .

Quando você levanta o pistão, você diminui a pressão no cilindro e o ar externo é


forçado a entrar pela válvula de entrada. Quando você empurra novamente o pistão para
baixo, a válvula de entrada se fecha pela própria pressão do ar interno. A pressão interna
força então a válvula de saída a abriser-se e assim você obriga o ar a ir para o pneu.
Bomba de ar

Uma bomba de ar. Quando você puxa o pistão para cima, diminuindo a pressão no
cilindro, o ar é forçado a entrar pela válvula de entrada. Às vêzes, o pistão é construído
de tal maneira que se torna a válvula de entrada para a bomba, ficando a válvula de
saída no pneu.

Quando você bombeou o pneu da sua bicicleta, você talvez tenha notado que a bomba
ficou quente.

Você poderia pensar que o calor é o resultado do atrito do pistão dentro do cilindro. Esta
é apenas uma causa parcial.

Tôdas as vêzes que comprimimos um gás ao forçar as suas moléculas a ficarem mais
próximas umas das outras. A conseqüência dêsse trabalho é calor. Quanto maior a
compressão, tanto mais alta é a temperatura do gás.

Como funciona um freio de ar?

Quando o maquinista de um trem moderno dá a saída do trem, você ouve o ruído do ar


escapando dos cilindros do freio. Um compressor situado na locomotiva mantém a
pressão do ar no tanque principal a cêrca de 5kg/cm2 de pressão. A linha central do ar
liga êsse tanque a outros, um sob cada vagão.

O sistema do freio de ar em cada carro tem quatro partes: os freios, o tanque, o


cilindro com pistão e a válvula tríplice. Observe cuidadosamente a válvula tríplice.

Ela tem duas partes importantes, o pistão e a válvula deslizante. Quando os freios estão
fora de ação, como na, a linha central está ligada ao tanque de ar e a pressão do ar nêle é
de 5 kg*/cm2. Para frear, o maquinista deixa escapar o ar da linha central, diminuindo a
pressão na mesma.
O ar comprimido do tanque força o pistão da válvula tríplice a se mover, fechando a
válvula da linha central. A válvula deslizante é arrastada pelo pistão abrindo a
comunicação do tanque para o cilindro do freio. O pistão do freio, assim comprimido,
faz funcionar o freio. Para desfrear, o maquinista liga novamente o ar comprimido.

A pressão do ar na linha central faz duas coisas:

Faz voltar o pistão da válvula tríplice à sua posição normal e desloca a válvula
deslizante, fazendo com que o ar do cilindro do freio escape. Em 3 segundos, o
maquinista pode acionar ou desligar todos os freios de uma composição de 100 vagões!

Antes da invenção do freio de ar, o maquinista tinha de dar um apito especial quando
queria parar o trem. O guarda-freios corria então de vagão a vagão, ligando
manualmente os freios.

Sistema de freio de ar

Um sistema de freio de ar. (A) Tanque, cilindro, pistão do freio e válvula tríplice. (B)
Válvula tríplice; observe o seu pistão e a válvula deslizante.

A pressão do ar, da máquina, mantém a válvula deslizante para a esquerda. O cilindro


do freio se comunica diretamente com o ar livre. (C) Para frear, o maquinista diminui a
pressão do ar, a válvula deslizante corre para a direita, ligando o cilindro do freio ao
tanque de ar. O pistão da válvula tríplice fecha a válvula de linha central.

Quando o americano George Westinghouse tinha vinte anos de idade, êle presenciou um
horroroso desastre que o deixou preocupado. Êle inventou, então, o freio de ar. Êle teve,
no entanto, enorme dificuldade para convencer as estradas de ferro a experimentar sua
invenção.

Finalmente, após muitos meses, uma companhia emprestou três carros para a
experiência. Êle instalou os novos freios e convidou muitas personalidades para tomar
parte na primeira viagem em trem equipado com freios de ar. A 15 de julho de 1865 o
trem saiu de Pittsburgh.

Pouco depois houve um grande solavanco e o trem parou instantâneamente. Alarmadas


as pessoas correram para a frente do trem e viram um carro puxado por cavalos prêso
nos trilhos. Os novos freios tinham salvo a vida do cocheiro. A ciência pode tornar o
mundo mais seguro!

A 15 de Julho de 1865, os freios de ar fizeram êsse trem parar, salvando a vida do


homem.

Aparelho para respirar debaixo da água

Você já tentou permanecer debaixo da água durante algum tempo, respirando por um
tubo ôco que sai à superfície da água?

Se você já o fêz, sabe então que a maior profundidade à qual êsse truque funciona é
cêrca de 1m.

A maiores profundidades, a pressão da água que o cerca é tão grande que o seu peito
não pode expandir-se, o que impede a sua respiração.

Se ar comprimido fôsse enviado pelo tubo de modo que a pressão do ar nos seus
pulmões ficasse igual à pressão da água, você poderia respirar tão facilmente como se
você estivesse fora da água.
Mergulhadores e Exploradores Submarinos

Mergulhadores e Exploradores Submarinos. Observe o tanque de ar comprimido nas


costas do mergulhador da direita. O bucal está no fim das duas seções da mangueira de
respiração que passa sôbre seus ombros.

Os exploradores e os mergulhadores submarinos vestem um dispositivo para respiração,


que os supre de ar comprimido proveniente de um tanque. A pressão do ar é
automàticamente regulada de modo que seja sempre igual à pressão da água em redor
do mergulhador.

Ar comprimido do tanque, a uma pressão de cerca de 200kg*/cm2, passa através de uma


válvula A que reduz a pressão a cêrca de 7kg*/cm2.

O diafragma flexível B faz a pressão do ar que se respira igual àquela da água que
pressiona o diafragma por baixo. Se a pressão do ar que se respira fôr menor que a
pressão da água, B é impelido para dentro e a alavanca abre a válvula C, permitindo a
entrada do ar comprimido.

Quando a pressão do ar que se respira é igual à pressão da água, a alavanca fecha a


válvula C.

O ar a ser inspirado passa ao local do mergulhador através do tudo flexível da esquerda,


o ar expirado é lançado na água através de uma válvula de borracha D.
Aparelho de respiração submarina.

Aparelho de respiração submarina. A pressão do ar do tanque é automàticamente


regulada, de maneira a manter-se sempre igual à pressão da água que rodeia o
mergulhador.

O mergulhador pode nadar debaixo da água sem esfôrço, pois a fôrça de empuxo para
cima apara o pêso do aparelho. Êle pode nadar durante meia hora a uma profundidade
de 30m; êle pode ainda descer a 90m durante um tempo curto.

Êsse esporte pode proporcionar muita diversão às pessoas experimentadas que


conhecem as precauções e medidas de segurança necássarias.

Outros aparelhos que utilizam a pressão do ar

Um “pulmão de aço” auxiliando uma pessoa a respirar. Observe a espiral negra embaixo
do cilindro. O motor elétrico move a espiral para cima e para baixo, aumentando e
diminuindo a pressão no cilindro.

Essa variação de pressão força o ar para fora e para dentro do pulmão do paciente,
substituindo o trabalho dos músculos do tórax. Um homem viveu durante treze anos
num pulmão de aço. Uma perfuradora acionada por ar comprimido.

Pulmão de aço
Um pulmão de aço. Ao contrário da “Dama de Ferro” da Idade Média (armadura de
ferro em que metiam os prisioneiros), que era um instrumento de tortura e morte, o
pulmão de aço, um aparelho para respiração artificial, salva vidas.

Baixa pressão e alto vácuo

Agora que você aprendeu algumas utilizações de gases comprimidos, consideraremos


gases a baixa pressão. Os sinais Iuminosos de néon que você vê sôbre as lojas são tubos
de vidro cheios de gás néon e baixa pressão. O ar é retirado e bombeado para fora dos
tubos de imagem dos televisores e das válvulas de rádio até que a pressão dos gases
remanescentes seja inferior a 0,0000001 centímetros de mercúrio (10-7)cm Hg). Uma
pressão baixa como esta constitui um bom vácuo.

Como obtemos o vácuo? Quando a pressão sôbre um gás diminui, o gás expande-se. Por
êste motivo, você pode usar uma bomba de ar, para retirar o ar de um tanque. Ligue o
tubo de entrada com o tanque.

Ao puxar o pistão para cima, você diminui a pressão em baixo dêle. O ar, no tanque,
expande-se para ocupar o nôvo espaço disponível, passando para a bomba. Ao empurrar
o pistão para baixo, você força o ar para a atmosfera.

Você não poderá obter um vácuo muito bom, com a bomba de ar simples, porque o ar
começará, logo, a infiltrar-se na bomba, por entre o cilindro e o pistão. A bomba
mecânica,produz uma pressão até 0,01cm de mercúrio. A bomba contém um cilindro
girante ao qual são ligadas quatro lâminas.

Estas são empurradas para fora, contra uma abertura cilíndrica mais larga, por meio de
molas. O gás proveniente do recipiente que está sendo bombeado, vem pelo tubo de
entrada, fica prêso no espaço compreendido entre duas lâminas e é levado para fora,
passando em redor do cilindro.
Bomba de vácuo mecânica

Uma bomba de vácuo mecânica. Quando o cilindro guia, o ar que vem pela entrada fica
prêso entre duas lâminas e é levado até E, por onde sai.

Para obter um vácuo muito alto, usa-se uma bomba de difusão de óleo.

Aquecido eletricamente, óleo no fundo da bomba evapora-se e sobe pela chaminé. No


topo da chaminé, o vapor de óleo sai por uma fenda formando um jato.

As moléculas de ar do recipiente, que está sendo bombeado, são apanhadas pelo jato e
são transportadas para baixo, para um tubo que conduz à bomba mecânica. A bomba
mecânica é necessária para baixar a pressão ao ponto em que a bomba de difusão pode
operar.

O vapor de óleo atinge as paredes frias da bomba de difusão e se liquefaz, descendo ao


reservatório de óleo. Na pesquisa física e em muitas indústrias usam-se combinações de
bombas mecânicas e bombas de difusão.
Bomba de vácuo a difusão de óleo

Bomba de vácuo a difusão de óleo. As moléculas de ar são levadas para baixo pelo jato
de vapor de óleo, diminuindo assim a pressão no recipiente que está sendo bombeado.

O alto vácuo é necessário para melhores tubos de televisão. À medida que êsses tubos
de imagem circulam, o ar é evacuado de seu interior e êste é revestido de alumínio.
Tubos aluminizados produzem imagens brilhantes e nítidas.

Como a pressão de um gás depende do volume?

Você já aprendeu que as moléculas de um gás se movem com velocidades de centenas


de metros por segundo. Elas se chocam contra as paredes do recipiente e produzem
pressão.

A pressão de um gás dependo do número de moléculas existentes, do voIume a que elas


são confinadas e da rapidez com que elas se movem. Suponha que você tenha 10 cm3
de ar à pressão atmosférica (1kg/cm2, aproximadamente) confinadas em sua bomba de
bicicleta da qual você vedou a saída.

Suponha que a área do pistão seja de 2 centímetros quadrados. Então êsse ar exerce uma
fôrça de 2 quilogramas no pistão e a atmosfera comprime o pistão com a mesma fôrça.

Se você comprime o pistão com uma fôrça de 2 quilogramas, a fôrça total no pistão será
de 4 quilogramas por centímetro quadrado.

Se a velocidade das moléculas não mudar (isto é, se a temperatura fôr mantida costante)
o volume de gás será então reduzido a 5 centímetros cúbicos. Dobrando a pressão do ar,
você reduz seu volume à medade. Se você dobrar novamente a pressão, o volume será
reduzido a 2,5 centímetros cúbicos.

Observe que 1atm x 10cm3 = 2atm x 5cm3 = 4atm x 2,5cm3; p1V1 = p2V2 = p3V3.

O produto da pressão de um gás por seu volume é constante se a temperatura não muda.

Essa é a chamada lei de Boyle, em honra ao cientista britânico que a descobriu há cêrca
de três séculos.

Se você comprimir um gás num volume menor, as moléculas se chocarão mais


freqüentemente contra as paredes e aumentarão a pressão. Diminuindo o volume de
50% você dobra a pressão.

Exemplo:

Quando um balão estratosférico começou a ascensão, o volume do hélio no mesmo era


de 75.000 metros cúbicos. Quando o balão chegou a 22 quilômetros de altura o seu
volume era de 1.500.000 metros cúbicos. Se a pressão no solo era de 74cm de mercúrio,
qual era ela na elevação máxima?
Admita que a temperatura do hélio se manteve constante.

75.000m3 = volume do balão em terra (V1);


1.500.000m3 = volume do balão a 22km de altura (V2);
74cm de mercúrio = pressão atmosférica na terra (p1).

Balão estratosférico

Um balão estratosférico.

A) Na superfície da Terra êle deslocava apenas 75000 metros cúbicos de ar.


B) 22 quilômetros acima êle desloca 1500000 metros cúbicos de ar.

Você pode verificar a lei de Boyle

Boyle provou a sua lei de que a pressão vêzes o volume é constante, por uma
experiência tão simples que você a pode repetir. Primeiro, êle encurvou um tubo de
modo a dar-lhe a forma indicada.

Êle então fechou o ramo menor com lacre ou com uma rôlha. Êle colocou uma pequena
quantidade de mercúrio para prender um pouco de ar no ramo menor.

Suponha que a altura do ar nesse ramo era de 20cm e que o volume do ar era de 20cm3.
Boyle colocou mais mercúrio até que o nível do mercúrio no ramo aberto ficasse 76cm
acima do nível no outro. Então êle mediu a distância DE e verificou que era igual a
10cm.
Aparelho de Boyle

Aparelho de Boyle. Ao dobrar a pressão do ar confinado, Boyle reduziu o seu volume à


metade.

Inicialmente, o volume era de 20cm3 e a pressão era igual à pressão atmosférica, isto é,
de 76cm de mercúrio. No fim a pressão total era de 152cm de mercúrio e o volume de
10cm3. Isso é o que a lei prediz, pois

76cm de mercúrio x 20cm3 = 152cm de mercúrio x V2; V2 = 10cm3

Um gás aquecido expande-se

Amarre um balão de borracha a um tubo que atravessa a rôlha de um frasco e coloque o


frasco numa vasilha com água quente. O ar do frasco se aquece e suas moléculas se
movem mais depressa.

Elas fazem pressão sôbre o ar do balão de borracha o êsse ar faz o balão dilatar-se.
Ponha um pedaço de papel em chamas numa garrafa de leite, vazia, e coloque um ôvo
cozido (duro), sem casca, na bôca da garrafa.

Quando o ar da garrafa esfria êle se contrai e então a pressão atmosférica força o ôvo a
entrar na garrafa. (Você poderá retirar o ôvo segurando a garrafa de bôca para baixo e
soprando nela para comprimir o ar.

Então o ar interno aumenta de pressão e ao expandir-se força o ôvo a sair.)


Expansão de ar.

Expansão de ar. Quando você aquece o ar no frasco, as moléculas de ar se movem mais


depressa. Elas exercem portanto maior pressão e forçam o balão a expandir-se.

Como pode você fazer o ôvo entrar na garrafa? Como poderá você retirá-lo, então?

De quanto se dilata o ar quando aquecido?

Suponha que você realize a seguinte experiência: confine, algum ar num longo tubo
de vidro por meio de uma gota de mercúrio. Admita que a seção transversal do tubo seja
de 1 milímetro quadrado.
Coloque o tubo num vaso com água gelada a 0oC. A coluna de ar tem comprimento de
273mm. Aqueça a água a 100oC. O ar se dilatará de modo que o comprimento da
coluna será de 373mm.

O comprimento da coluna de ar aumentou de 1mm para cada grau de aumento da


temperatura; o volume do ar fica acrescido de 1/273 de seu valor a 0oC. Qualquer outro
gás se dilataria da mesma quantidade.

Aumentando-se a temperatura de qualquer gás de 1 grau centígrado, seu volume


aumenta de 1/273 de seu valor a 0oC, se a pressão permanece constante.

Expansão uniforme do ar. Aquecendo o ar, de 0ºC a 100ºC, seu volume aumenta de 273
milímetros cúbicos para 373 milímetros cúbicos, isto é, de 1 milímetro cúbico por grau
centígrado de aumento de temperatura.

A escala absoluta de temperatura

Na experiência que acabamos de descrever, se você partisse de 0oC e baixasse a


temperatura do gás de 1 grau centígrado, seu valor diminuiria do 1/273. Se, você
baixasse a temperatura de 10 graus centígrados, a diminuição seria de 10/273 do volume
a 0oC.

Se o gás continuasse a contrair-se nesse ritmo, seu volume ficaria igual a zero a -273oC
. (Na realidade, o gás passa ao estado líquido antes de atingir essa temperatura). Da
mesma maneira, a energia cinética das moléculas do gás diminui de para cada grau
abaixo de 0oC .
A -273oC, um gás perfeito perderia partes da energia cinética, isto é, tôda a energia
cinética das moléculas.

Nós chamamos a temperatura de -273oC de zero grau Kelvin. A essa temperatura,


tôdas, as moléculas de um gás perfeito cessariam de mover-se. Elas não teriam energia
cinética. Zero grau Kelvin é a mais baixa temperatura possível. Essa temperatura é
também chamada de zero absoluto.

Se resfriarmos 337mm3 de gás de 100oC, o volume passará a 273 mm3. Se


continuássemos a esfriar o gás, e êle não se condensasse, seu volume se tornaria nulo a -
273oC ou 0oKelvin.

Na escala absoluta de temperatura ou escala Kelvin, a água ferve a 373oK e congela a


273oK. Para passar da escala centígrada para a escala Kelvin some 273 graus.

T (Kelvin) = t (centígrada) + 273o

Se o volume de um gás é V1 à temperatura de Kelvin T1 e V2 à temperatura


Kelvin T2, então:

O volume de gás a pressão constante é diretamente proporcional a sua temperatura


Kelvin (Lei de Charles).
A água, a pressão normal, ferve a 212oF, 100oC ou 373oK. O zero Kelvin é a -273oC
ou -459oF.

Exemplo:

Um balão de borracha contém 800cm3 de ar a 27oC. Qual será seu volume a 57 oC, se a
pressão é constante?

Volume à temperatura inferior (K1) = 800cm3;


temperatura inferior = 27oC;
temperatura superior = 57oC
Achar o volume (V2) à temperatura superior.
27 o + 273 o = 300 oK (temperatura Kelvin T1);
57 o + 273 o = 330 oK (temperatura Kelvin T2);

A pressão de um gás a volume constante é proporcional à temperatura Kelvin

Suponha que você aqueça o ar contido num frasco fechado. A energia adicionada fará as
moléculas do ar moverem-se mais ràpidamente, de modo que a pressão no frasco será
aumentada.

O volume permanecerá constante. Experiências mostram que quando o volume de um


gás é constante, sua pressão é diretamente proporcional à sua temperatura Kelvin.

A zero graus Kelvin as moléculas do gás perfeito não se moveriam; a pressão seria nula.
A pressão de um gás, a volume constante, é proporcional à sua temperatura Kelvin.
Para qualquer gás a pressão constante, o volume é proporcional a temperatura Kelvin; a
volume constante, a pressão é proporcional à temperatura Kelvin

Um termômetro de ar de volume constante

As vêzes, preferimos manter constante o volume de um gás, em vez de sua pressão.


Então, a pressão é proporcional à temperatura Kelvin. Um simples de termômetro de
volume constante, de ar.

Quando a temperatura do ar confinado sobe, uma quantidade mínima de mercúrio é


forçada a subir no tubo capilar.

Essa quantidade é tão pequena que o volume do ar na garrafa pode ser considerado
constante (com pequeno êrro).

Um termômetro de ar de volume constante.

Exemplo:

Quando a temperatura do ar é 27oC e a pressão barométrica é 74cm de mercúrio, a


altura da coluna OA de mercúrio é 16cm. Qual será a temperatura, à mesma pressão
barométrica, quando a altura da coluna fôr de 34cm?

Pressão inicial total (p1) = 74 + + 16 = 90cm de mercúrio;


Pressão final p2 = 74 + 34 = 108cm de mercúrio;
Temperatura inicial = 27oC = 300oK.
Achar a temperatura (T2).

Como o volume é constante:


A lei geral dos gases perfeitos

Da lei de Boyle deduzimos que o volume de um gás é inversamente proporcional à


pressão quando a temperatura permanece constante. A lei de Charles nos diz que o
volume de um gás é diretamente proporcional à temperatura Kelvin quando a pressão
permanece constante.

A terceira lei dos gases estabelece que a pressão de um gás é diretamente proporcional à
temperatura Kelvin quando o volume permanece constante.

Combinando essas leis, obtemos:

Exemplo:

Ache o volume final de um gás quando o volume inicial é de 300cm3 a 7oC e 72cm de
mercúrio de pressão e a temperatura e pressão finais são, respectivamente, 27oC e 80cm
de mercúrio.

300cm3 = volume inicial V1;


7oC ou 280oK = temperatura inicial T1;
72cm de mercúrio = pressão inicial p1;
27oC ou 300oK = temperatura final T2;
80cm de mercúrio = pressão final p2.
Ache o volume final V2.

Leis e teorias

Você estudou as leis de Boyle e Charles e aprendeu noções da teoria cinética dos gases.
Qual é a diferença entre uma lei e uma teoria? Como provamos que as leis e as teorias
são corretas?

Uma lei é uma afirmacão sôbre o comportamento da natureza em condições


cuidadosamente estabelecidas. Suponha que você encerre um gás em um cilindro e
diminua o volume ocupado pelo gás.
A lei de Boyle diz que a pressão aumentará de modo que o produto da pressão e do
volume seja constante, desde que a temperatura seja constante. Para provar uma lei,
verificamos se ela prediz corretamente o que deve acontecer em uma experiência.

Se a pressão de um gás fôr 1000g*/cm2 quando o volume é 1m3 e se a pressão fôr


2000g*/cm2 quando o volume é 0,5m3, a lei de Boyle prediz que a pressão deve ser
4000g*/cm2 quando o volume fôr igual a 0,25m3. Suponha que você faça a experiência
e encontre que a pressão é, realmente, 4000g*/cm2 quando o volume é 0,25m3. Você
começa a acreditar que a lei de Boyle é verdadeira.

Contudo, a lei de Boyle não lhe diz o que acontece com a pressão quando varia a
temperatura, o volume ficando constante. Você deve fazer outras experiências para
descobrir a lei da pressão em função da temperatura. A lei de Boyle não se aplica a um
gás real quando a pressão é muito alta.

Uma teoria engloba um certo número de leis. A teoria cinética de um gás ideal admite
que o gás seja constituído de moléculas que se movem rapidamente e cuja velocidade
média depende da temperatura, Quando as moléculas colidem com as paredes do
recipiente, elas exercem uma pressão sôbre essas paredes.

As moléculas são muito pequenas e as fôrças que elas exercem umas sôbre as outras são
pequenas. Utilizando êsse modêlo e as leis da mecânica, um matemático hábil pode
explicar a lei de Boyle e a lei de Charles. Uma boa teoria explica as leis conhecidas.

Contudo, para que seja útil, uma boa teoria deve também predizer novas leis. Deve dar
ao cientista uma pista, uma sugestão de onde buscar novas leis. Por exemplo, a teoria
cinética dos gases predisse que a viscosidade de um gás deve aumentar de uma certa
maneira quando a temperatura aumenta.

Fonte: chemistry.about.com/br.geocities.com/en.wikipedia.org

Oxirredução.

Oxirredução
Oxirredução é um fenômeno químico no qual temos a produção de energia elétrica a
partir da ocorrência de oxidação e redução de espécies químicas.

Publicado por: Diogo Lopes Dias em Físico-Química 0 Comentários


A ferrugem é um aspecto visual da ocorrência de uma reação de oxirredução

Oxirredução é uma reação química em que há a ocorrência de oxidação e redução de


átomos de substâncias (espécie química) presentes no processo.

 Oxidação: É a perda de elétrons por parte de um átomo de uma espécie química.


 Redução: É o ganho de elétrons por parte de um átomo de uma espécie química.

Assim, durante uma reação de oxirredução, os elétrons transitam da espécie que os


perde em direção à espécie que vai recebê-los, o que resulta na formação de uma
corrente elétrica (energia elétrica).

Agente redutor e agente oxidante

A espécie química que sofre o fenômeno da oxidação é denominada de agente redutor, e


a espécie que sofre o fenômeno da redução é chamada de agente oxidante.

A determinação do agente oxidante e do agente redutor de uma reação de oxirredução


é feita a partir da variação do NOX (quantidade de elétrons perdida ou recebida) de cada
átomo das espécies químicas presentes na reação. Veja:

 Oxidação: causa aumento do NOX;


 Redução: causa diminuição do NOX.

Veja a variação do NOX dos átomos nas espécies químicas da equação abaixo:
NOX dos componentes de uma equação química de oxirredução

 O Ferro sofreu oxidação porque seu NOX aumentou de 0 para +3 do reagente


para o produto;
 O gás Cloro (Cl2) sofreu redução porque seu NOX diminuiu de 0 para -1 do
reagente para o produto.

Alguns aspectos muito estudados a partir da oxirredução são:

 Corrosão de metais
 Número de oxidação (NOX)
 Balanceamento de reações de oxirredução
 Proteção dos metais contra a corrosão

Confira os textos dispostos mais abaixo para ampliar ainda mais seus conhecimentos
sobre a Oxirredução. Bons estudos!

Corrosão dos metais


A corrosão dos metais é um processo eletroquímico espontâneo muito presente em
nosso cotidiano e que causa grandes prejuízos econômicos.

Publicado por: Jennifer Rocha Vargas Fogaça em Oxirredução 0 Comentários

A maresia e o contato direto com a água do mar aceleram o processo de corrosão e tornam o navio enferrujado

“Corrosão” é um termo que geralmente é empregado para se referir à destruição


gradativa dos metais. Na realidade, porém, esse termo é bem mais amplo, pois existem
três tipos de corrosões (química, eletroquímica e eletrolítica), que podem ou não
ocorrer com metais, ocorrendo também com concreto e com polímeros, por exemplo.
Mas a que iremos tratar aqui é a corrosão eletroquímica.

Essa corrosão envolve reações de oxidorredução que transformam os metais em


óxidos ou em outros compostos. Por exemplo, como as imagens abaixo mostram,
vemos no cotidiano a formação de ferrugem em objetos de ferro, a prata ficar mais
escura com o tempo e a formação de uma camada verde, mais conhecida como
azinhavre, sobre objetos feitos de cobre.

Em todos esses casos ocorreu que o metal oxidou-se, isto é, perdeu elétrons, enquanto
outra espécie química, como o oxigênio (O2) do ar, sofreu redução (ganhou os elétrons),
causando a oxidação do metal.

Todos os metais sofrem corrosão, com exceção apenas do ouro e da platina. No entanto,
no caso de alguns metais, essa corrosão é menos violenta porque os compostos
formados funcionam como uma espécie de proteção. Por exemplo, no caso da prata
mencionada, a película preta que acaba servindo como proteção é o sulfeto de prata
(Ag2S), que se forma em contato com o oxigênio do ar e com a poluição atmosférica
(que envolve compostos do enxofre):

4Ag(s) + O2(g) + 2S2-(aq) + 4H+(aq) → 2Ag2S(s) +2H2O(?)

Essa camada insolúvel de sulfeto de prata tem coloração azulada ou ligeiramente


violácea e, com o tempo, vai ficando preta.

No caso do cobre, o azinhavre formado é, na verdade, uma mistura tóxica de hidróxido


de cobre I, hidróxido de cobre II, carbonato de cobre I e carbonato de cobre II.

A corrosão dos metais é um processo que ocorre espontaneamente e causa anualmente


grandes prejuízos econômicos para nossa sociedade. Objetos metálicos nos lares são
perdidos, tais como utensílios e eletrodomésticos; nas indústrias, equipamentos e
máquinas industriais precisam receber manutenção ou ser substituídos; há o risco de
vazamentos de materiais poluentes para o meio ambiente em virtude da corrosão de
tubulações e tanques, além de poder também ocorrer acidentes. Nas cidades, ocorre a
corrosão de estruturas de pontes, edifícios, carros, navios e monumentos artísticos.

Calcula-se que 30% de todo o aço (liga metálica feita de aproximadamente 98,5% de
ferro, 0,5% a 17% de carbono e traços de silício, enxofre e fósforo) mundial seja
produzido apenas para repor objetos que foram corroídos.

Isso nos mostra que o maior prejuízo e a mais conhecida corrosão é a que ocorre com o
ferro, formando a ferrugem. Mas como ela ocorre e de que é constituída a ferrugem?

O mecanismo completo da corrosão do ferro ainda não está completamente esclarecido,


mas sabe-se que ela está relacionada à oxidação do ferro por meio de agentes oxidantes,
que são a água e o oxigênio. Por isso, o ferro oxida-se facilmente quando é exposto ao
ar úmido, principalmente se houver grande presença de água.

Bem, visto que o ferro possui potencial de oxidação maior que o do oxigênio, ele perde
elétrons, ocorrendo a seguinte reação anódica:

Fe (s) → Fe2+ + 2 e-

Existem vários processos de redução que podem ocorrer, mas o da água é o mais
significativo:

2 H2O + 2e– → H2 + 2OH–

Para que ocorra esse processo de oxirredução, deve haver contato elétrico entre a região
anódica e catódica para que ocorra o fluxo de íons entre essas regiões e o circuito
elétrico feche-se. Isso acontece como mostra a figura a seguir:
Os íons Fe2+ têm a tendência de migrar para a região catódica (polo negativo), enquanto
os ânions OH- migram para o polo positivo (região catódica), ocorrendo a formação do
hidróxido ferroso (Fe(OH)2).

Fe2+ + 2OH– → Fe(OH)2

Na presença de oxigênio, esse composto é oxidado a hidróxido de ferro III (Fe(OH)3),


que depois perde água e transforma-se no óxido de ferro (III) mono-hidratado (Fe2O3 .
H2O), que é um composto que possui coloração castanho-avermelhada, isto é, a
ferrugem que conhecemos:

2Fe(OH)2 + H2O + 1/2O2 → 2 Fe(OH)3

2Fe(OH)3 → Fe2O3 . H2O + 2H2O

A presença da água favorece a formação da ferrugem porque possui íons dissolvidos, o


que facilita o fluxo dos elétrons.

Apesar de tais perdas, os cientistas pesquisam constantemente várias técnicas que


conseguem evitar essas corrosões, tais como o uso de pinturas protetoras, a produção de
aço inoxidável e o uso de metais de sacrifício em técnicas conhecidas como
galvanoplastia e galvanização.

Número de Oxidação (NOX)


Publicado por: Jennifer Rocha Vargas Fogaça em Oxirredução 0 Comentários
Saber que alguns elementos de determinadas famílias na Tabela Periódica possuem o NOX fixo ajuda no cálculo do
NOX dos outros elementos do composto

O número de oxidação (NOX) de um elemento é a carga elétrica que ele adquire


quando faz uma ligação iônica ou o caráter parcial (δ) que ele adquire quando faz
uma ligação predominantemente covalente.

Isso significa que corresponde à tendência de um átomo de atrair os elétrons envolvidos


nas ligações que realiza. Por isso, a maioria dos elementos químicos apresenta diversos
números de oxidação, dependendo do composto que ele está formando.

No entanto, existem alguns elementos, que normalmente são os mais eletropositivos ou


mais eletronegativos, que apresentam o mesmo NOX em uma série de compostos
diferentes. Esses elementos estão na tabela abaixo:
Com base nesses valores e nas regras a seguir, é possível determinar qual será o
NOX dos outros elementos presentes em diferentes substâncias:

 O NOX de substâncias simples é sempre igual a zero. Exemplos: N2, O2, H2,
Na, Fe, Al.
 O NOX de íons é igual a sua carga. Exemplos:

Na1+: NOX= +1

O2-: NOX= -2

F1-: NOX= -1
 A soma dos NOX dos elementos de um composto sempre dá igual a zero;
 A soma dos NOX dos elementos em um íon composto é sempre igual à carga
do íon.

Veja como usar essas informações para calcular o NOX de vários elementos:

1. H2SO4:

 O NOX do H é igual a +1;


 O NOX do O é igual a -2;
 A soma dos NOX desses compostos é igual a zero;
 Precisamos saber apenas o NOX do enxofre (S), que chamaremos de x:

2. Na4P2O7:

 O Na é um metal alcalino, então seu NOX é igual a +1;


 O NOX do O é igual a -2;
 A soma dos NOX desses compostos é igual a zero;
 Precisamos saber apenas o NOX do fósforo (P), que chamaremos de x. Não se
esquecendo de multiplicar pelo índice 2:

3. NH41+:

 Nesse caso temos um íon composto, então a soma dos NOX será igual à carga,
que é +1:
Balanceamento de reações de oxidorredução
Publicado por: Jennifer Rocha Vargas Fogaça em Oxirredução 0 Comentários

A reação citada na imagem não está balanceada, pois a quantidade de elétrons doada não é a mesma recebida.

Todo balanceamento de reações de oxirredução se baseia no seguinte princípio:

Por exemplo, considere a reação simples abaixo, que foi citada na imagem:

Al + Cu2+ → Al3+ + Cu

Nota-se, neste caso, que apesar dos coeficientes serem iguais (1) a reação não está
balanceada, pois a quantidade de elétrons perdidos pelo alumínio foi de três (Al3+),
enquanto que a de elétrons cedidos pelo cobre foi de dois (Cu2+). Assim, é necessário
balancear essa reação.

No caso de reações de oxirredução simples como esta, basta igualar o número de


elétrons seguindo o seguinte raciocínio:

1 átomo de Al perde 3 elétrons → 2 átomos de Al perdem 6 elétrons


1 átomo de Cu ganha 2 elétrons → 3 átomos de Cu ganham 6 elétrons

Assim, baseando neste raciocínio, os coeficientes dessas espécies químicas são


trocados:

2Al + 3Cu2+ → Al3+ + Cu

Assim, é possível determinar os coeficientes das outras espécies, obtendo a equação


balanceada:
2Al + 3Cu2+ → 2Al3+ + 3Cu

No entanto, em reações mais complexas, pode-se seguir o método das variações


globais (?). Este é um método simples, que segue os seguintes passos:

Exemplo: KMnO4 + HCl → KCl + MnCl2 + Cl2 + H2O

1º Passo:

?Nox (Mn)= 5
?Nox (Cl) = 1

2º Passo:

KMnO4 + HCl → KCl + 2MnCl2 + 5Cl2 + H2O

3º Passo:

2KMnO4 + 16HCl → 2KCl + 2MnCl2 + 5Cl2 + 8H2O


Proteção dos metais contra corrosão
A proteção contra a corrosão do ferro e de outros metais pode ser feita por meio do
revestimento da peça com tintas, esmaltes, óxidos e outros metais.

Publicado por: Jennifer Rocha Vargas Fogaça em Oxirredução 0 Comentários

Parafusos revestidos de zinco para proteger da corrosão – processo denominado galvanização

No texto Corrosão dos metais, foi mostrado o quanto de prejuízo econômico a oxidação
dos metais, principalmente do ferro, causa para a sociedade em geral, bem como os
perigos relacionados. Por isso, os cientistas passaram a desenvolver algumas técnicas
eficazes para combater a corrosão dos metais, veja as principais:

1- Proteção catódica:

Visto que a formação da ferrugem inicia-se em virtude da oxidação do ferro (Fe (s) →
Fe2+ + 2 e-) em contato com o ar úmido, uma das técnicas de proteção do ferro consiste
em reverter essa oxidação. Para tal, um eletrodo de sacrifício ou metal de sacrifício é
colocado em contato com o objeto feito de ferro ou de aço. Esse metal deve possuir um
potencial de oxidação maior que o do ferro para, assim, oxidar-se no lugar dele (daí o
nome “eletrodo de sacrifício”), fornecendo elétrons para quaisquer íons Fe2+ que se
formarem, voltando a ser ferro metálico.

Para entender melhor, vejamos um exemplo: O magnésio possui potencial de redução


menor que o do ferro, conforme mostra as suas semirreações de redução abaixo:

Fe2+ + 2 e- → Fe(s) E0 = - 0,44 V


Mg2+ + 2 e- → Mg(s) E0 = - 2,37 V

Visto que seu potencial de redução é menor, a tendência do magnésio de oxidar-se é


maior que a do ferro. Assim, liga-se uma peça de ferro a esse metal, formando uma
pilha galvânica, em que o ferro é o cátodo e o magnésio funciona como ânodo. Isso
significa que, em contato com o ar, o magnésio irá oxidar-se, e não o ferro:
Mg(s) → Mg2+ + 2 e-

Veja que a oxidação do magnésio fornece elétrons, que irão reduzir os íons Fe2+ a ferro
metálico, impedindo assim que ele seja corroído:

Fe2+ + 2 e- → Fe(s)

Podem-se usar também outros metais, desde que tenham o potencial de redução menor
que o do ferro, como o zinco (E0 = - 0,76 V).

Essa técnica de proteção do ferro (e também do aço, que é uma liga metálica feita de
aproximadamente 98,5% de ferro, 0,5% a 17% de carbono e traços de silício, enxofre e
fósforo) é muito aplicada em tanques para combustíveis, navios, oleodutos e tubulações.
Geralmente, no caso dos navios, como mostrado abaixo, placas de zinco são colocadas
diretamente em contato com o casco deles. Já no caso de tubulações, tanques de
combustível e oleodutos, blocos de magnésio são conectados em vários pontos desses
equipamentos.

2- Revestimentos:

No cotidiano, é muito comum o uso do zarcão para revestir peças metálicas, tais como
portões, grades, janelas, entre outros. O zarcão é uma tinta constituída de uma
suspensão oleosa de tetróxido de chumbo (Pb3O4), que adere bem ao metal porque é um
óxido insolúvel. Sua função é simplesmente impedir o contato do ferro com o oxigênio
do ar. Se essa película protetora for riscada ou sofrer desgaste com o tempo, o ferro irá
se oxidar, por isso a necessidade de manutenção constante.
Quando se necessita de uma proteção mais eficaz, podem-se usar revestimentos de
polímeros. Outro exemplo são as folhas de flandres, isto é, as latas usadas como
embalagens, que são constituídas de uma lâmina de aço coberta de estanho na parte do
interior da lata.

O estanho é mais resistente à corrosão que o aço, ou seja, é menos reativo que o ferro, e
ele ainda é revestido por outra camada de um óxido ou de um polímero, porque o ácido
cítrico dos alimentos pode atacar o estanho. Mas se a lata for amassada, o ferro e o
estanho ficarão em contato com o alimento, sendo que o ferro irá oxidar-se primeiro.
Por isso, ao comprar alimentos enlatados, tome muito cuidado para que a lata não
esteja amassada.
Alguns óxidos, como o óxido de crômio (III) e o óxido de ferro (III), são usados para
revestir peças metálicas e fornecem proteção porque são impermeáveis ao oxigênio e à
água.

A galvanoplastia ou eletrodeposição metálica é uma técnica em que se reveste uma


peça metálica com outro metal mais nobre, que é menos reativo e menos propenso à
corrosão. Isso é feito por se colocar a peça que se deseja revestir como cátodo (polo
negativo) em um circuito de eletrólise. Abaixo temos um esquema de uma douração,
isto é, uma galvanoplastia em que se reveste um objeto metálico de ouro. Veja que no
ânodo o ouro sofre oxidação, formando os íons Au3+ que migram para o cátodo,
cobrindo a peça metálica:

Quando se recobre uma peça de ferro ou de aço com zinco, constitui-se um processo
denominado de galvanização, que você poderá ver em detalhes no texto abaixo:

- Galvanização.

3- Uso de ligas metálicas especiais:

O aço inoxidável é uma liga metálica especial feita de 74% de aço, 18% de cromo e 8%
de níquel, que possui como propriedade principal o fato de não enferrujar. Os metais
cromo e níquel formam óxidos insolúveis que protegem o aço do oxigênio e da umidade
do ar.

Essa liga é usada na produção de utensílios domésticos, como panelas e talheres, bem
como em equipamentos para indústria, construção civil, peças de carro, entre outros.
Porém, além de caro, a sua aplicação também é limitada.
Reações de oxirredução

As reações de oxirredução envolvem a transferência de elétrons entre átomos, íons ou


moléculas.

Em uma reação de oxirredução ocorrem mudanças no número de oxidação (nox). A


oxirredução consiste nos processos de oxidação e redução:

 Oxidação: Resulta na perda de elétrons e aumento do nox.


 Redução: Resulta no ganho de elétrons e diminuição do nox.

Ao mesmo tempo que um elemento cede elétrons, outro irá recebê-los. Assim, o número
total de elétrons recebidos é igual ao total de elétrons perdidos.

São exemplos de reações de oxirredução a combustão, corrosão e fotossíntese.

Exemplos
Conforme o elemento que recebe ou doa os elétrons temos as seguintes denominações:

 Agente Redutor: Aquele que sofre oxidação, provoca a redução e aumenta o


seu número de nox. É o que perde elétrons.
 Agente Oxidante: Aquele que sofre redução, provoca a oxidação e diminuiu o
seu número de nox. É o que ganha elétrons.

O nox representa a carga elétrica de um elemento no momento em que participa de uma


ligação química.
Essa condição é relacionada com a eletronegatividade, que é a tendência que alguns
elementos apresentam para receber elétrons.

1. Observe o primeiro exemplo, note que na reação entre o Ferro e o Cloro ocorre
mudança do número de oxidação. O Cloro por ser mais eletronegativo ganha elétrons:

2. Reação entre o Ferro e o Oxigênio. O oxigênio é mais eletronegativo e acaba por


receber elétrons e diminuindo o seu número de oxidação.

Saiba mais, leia também:

 Oxidação
 Combustão
 Reações Químicas
 Életrons

Exercício Resolvido
1. (PUC-RS) Em relação à equação de oxidação - redução não balanceada Fe0 + CuSO4
→ Fe2(SO4)3 + Cu0, pode-se afirmar que o:

a) número de oxidação do cobre no sulfato cúprico é +1.


b) átomo de ferro perde 2 elétrons.
c) cobre sofre oxidação.
d) ferro é agente oxidante.
e) ferro sofre oxidação.

Resolução:
Resposta:

e) ferro sofre oxidação.

Exercícios
1. (UFAC-AC) Na seguinte equação química: Zn + 2 HCℓ → ZnCℓ2 + H2

a) o elemento Zn oxida-se e reage como agente oxidante.


b) o elemento Zn oxida-se e reage como agente redutor.
c) o elemento Zn reduz-se e reage como agente redutor.
d) o HCℓ é um agente redutor.
e) a equação é classificada como reversível.

b) o elemento Zn oxida-se e reage como agente redutor.

2. (ITA-SP) Na reação iônica Ni(s) + Cu2+(aq) → Ni2+(aq) + Cu(s)

a) o níquel é o oxidante porque ele é oxidado.


b) o níquel é o redutor porque ele é oxidado.
c) o íon cúprico é o oxidante porque ele é oxidado.
d) o íon cúprico é o redutor porque ele é reduzido.
e) não se trata de uma reação de redox, logo não há oxidante e nem redutor.

b) o níquel é o redutor porque ele é oxidado.

3. (UFRGS) O agente ativo dos alvejantes de uso doméstico é o íon hipoclorito, ClO-.
Nos processos de branqueamento, esse íon sofre redução; isso significa que:

a) a substância que sofre a ação do hipoclorito recebe elétrons.


b) ocorre diminuição do número de elétrons na sua estrutura.
c) ClO- é agente redutor.
d) ClO- é convertido em cloro elementar ou íon cloreto.
e) não ocorre transferência de elétrons.

d) ClO- é convertido em cloro elementar ou íon cloreto.

Por: Lana Magalhães Professora de Biologia

Reações de Oxirredução
Química
Toda reação de oxirredução está relacionada a uma transferência de elétrons entre os
átomos e/ou íon das substâncias reagentes.



http://brasil


 7

A ferrugem é um exemplo de reação


de oxirredução
PUBLICIDADE

Uma reação de oxirredução é caracterizada como um processo


simultâneo de perda e ganho de elétrons, pois os elétrons perdidos
por um átomo, íon ou molécula são imediatamente recebidos por
outros.

Para entender, veja um exemplo:

Uma solução de sulfato de cobre (CuSO4(aq)) é azul em razão da


presença de íon Cu2+ dissolvidos nela. Se colocarmos uma placa de
zinco metálico (Zn(s)) nessa solução, com o passar do tempo
poderemos notar duas modificações: a cor da solução ficará incolor e
aparecerá um depósito de cobre metálico na placa de zinco.
Portanto, a reação que ocorre nesse caso é a seguinte:

Zn(s) + CuSO4(aq) → Cu(s) + ZnSO4(aq)

ou

Zn(s) + Cu2+(aq) + SO42-(aq) → Cu(s) + Zn2+(aq) + SO42-(aq)

ou ainda

Zn(s) + Cu2+(aq) → Cu(s) + Zn2+(aq)

Observe que houve uma transferência de elétrons do zinco para o


cobre. Analisando isoladamente a transformação que ocorreu em cada
um desses elementos, temos:

 Zn(s) → Zn2+(aq)

O zinco perdeu 2 elétrons passando de zinco metálico para cátion.


Nesse caso, o zinco sofreu uma oxidação.

 Cu2+(aq) → Cu(s)

Já com o cobre ocorreu o contrário, ele ganhou 2 elétrons, passando de


cátion cobre II para cobre metálico. O cobre sofreu uma redução.

Isso explica as duas mudanças observadas, pois a solução ficou


incolor porque os íons cobre se transformaram em cobre metálico, que
se depositaram na placa de zinco.
Visto que houve uma perda e um ganho de elétrons simultâneos, essa
reação é um exemplo de reação de oxirredução, e por meio dela
podemos estabelecer os seguintes conceitos que se repetem para todas
as outras reações desse tipo:

O metal mais reativo sofre a oxidação, assim, no exemplo proposto


o zinco é mais reativo que o cobre.

Outra reação de oxirredução que pode ser citada ocorre quando


colocamos magnésio ou alumínio em uma solução de ácido clorídrico.
Nessas reações o hidrogênio do ácido clorídrico recebe 3 elétrons
vindos do alumínio (ou 2 elétrons vindos do magnésio), passando de
cátion H+ para gás hidrogênio (H2), enquanto que o metal se
transforma no cátion:

2 Al(s) + 6 H+(aq) → 2 Al3+(aq) + 3H2 (g)

Mg(s) + 2 H+(aq) → Mg2+(aq) + H2 (g)

Os metais sofrem oxidação e o hidrogênio sofre redução. Abaixo


temos uma figura que mostra que ao se adicionar o magnésio no ácido
clorídrico ocorre uma efervescência, que é em razão da liberação do
gás hidrogênio, e o magnésio desaparece, pois é consumido.
Por Jennifer Fogaça
Graduada em Química

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou


acadêmico? Veja:

FOGAçA, Jennifer Rocha Vargas. "Reações de Oxirredução"; Brasil


Escola. Disponível em
<http://brasilescola.uol.com.br/quimica/reacoes-oxirreducao.htm>.
Acesso em 15 de fevereiro de 2018.

Teste seus conhecimentos


Questão 1

(UFMG-MG) Considere as seguintes equações:

I.HCℓ + NaOH → NaCℓ + H2O

II.H2 + ½ O2 → H2O

III.SO3+ H2O → H2SO4

Ocorre oxirredução apenas em:


a) I.

b) II.

c) III.

d) I e III.

e) II e III.

Reações de Oxirredução
Ouça este conteúdo 0:00 21:02 Audima 5% 5% 10s 10s Fechar Ouça este conteúdo

PUBLICIDADE

O que é um reação de Oxirredução ou Redox ?

Qualquer reação química em que os números de oxidação (estados de oxidação) dos


átomos são alteradas é uma reação de oxidação-redução.

Oxidação e redução

A oxidação envolve um aumento no número de oxidação, redução, enquanto envolve


uma diminuição no número de oxidação.

Normalmente, a mudança no número de oxidação está associada com um ganho ou


perda de electrões, mas existem algumas reações redox (por exemplo, ligação
covalente) que não envolvem a transferência de electrões.

Dependendo da reação química, oxidação e redução podem envolver qualquer um


dos seguintes para um dado átomo, ião ou molécula:

PUBLICIDADE

Oxidação – envolve a perda de elétrons ou de hidrogênio ou ganho de oxigênio ou


aumento de estado de oxidação

Exemplo de uma reação de oxidação Redução:

A reação entre o hidrogênio e de flúor é um exemplo de uma reação de oxidação-


redução:
H2 + F2 2 HF

A reação geral pode ser escrito como duas meias-reações:

H2 2 H+ + 2 e– (reação de oxidação)

F2 + 2 e– 2 F– (reação de redução)

Não há nenhuma alteração na carga líquida numa reação redox para que os electrões em
excesso na reação de oxidação tem de ser igual ao número de electrões consumidos pela
reação de redução.

PUBLICIDADE

Os iões combinam-se para formar fluoreto de hidrogênio:

H2 + F2 2 H+ + 2 F– 2 HF

Importância de reações redox

Reações de oxidação-redução são vitais para reações bioquímicas e processos


industriais.

O sistema de transferência de electrões de células e de oxidação de glicose no corpo


humano, são exemplos de reações redox.

Reações redox são utilizados para reduzir minérios de metais para se obter, para a
produção de células eletroquímicas, para converter amônio em ácido nítrico para
fertilizantes, e para revestir discos compactos.
Reação de Oxidação-Redução (Redox)

Oxidação
Redução

Uma reação de oxidação-redução (redox) é um tipo de reação química que envolve a


transferência de electrões entre as duas espécies.

Uma reação de oxidação-redução é qualquer reação química na qual o número de


oxidação de uma molécula, átomo, ou de iões de alterações por ganhar ou perder um
elétron.

Reações redox são comuns e vital para algumas das funções básicas de vida, incluindo
a fotossíntese, a respiração, a combustão, e a corrosão ou oxidação.
Reações de Oxirredução – O que é

Reações de Oxirredução

A Reação de Oxidação-Redução é a reação química na qual ocorre variação dos


números de oxidação.

Também chamada de reação redox ou reação de oxi-redução.

Reação de oxirredução ou redox – Reação com transferência de elétrons de um


reagente para outro, ou reação com variação de nox de pelo menos um elemento.

Oxidação – Perda de elétrons ou aumento de nox.

Redução – Ganho de elétrons ou diminuição de nox.

Agente oxidante ou substância oxidante – Substância que sofre a redução ou


substância que ganha elétrons.

Agente redutor ou substância redutora – Substância que sofre a oxidação ou


substância que perde elétrons.
Balanceamento de equações de oxirredução – Fundamenta-se no fato de o número de
elétrons cedidos na oxidação ser igual ao número de elétrons recebidos na redução.

Balanceamento de equações de oxirredução – sempre que houver oxidação haverá


redução:

Oxidação = produto entre variação do nnox (^) e o maior indice (I).


Redução = produto entre variação do noox (^) e o maior indice (I).

Demais coeficientes acertados por tentativas

Reação auto-oxirredução

Reação auto-oxirredução ou de desproporcionamento – Quando um mesmo


elemento em parte se oxida e em parte se reduz.

Número de Oxidação

Número de Oxidação é a carga elétrica que um átomo teria em uma molécula ou íon se
todos os elétrons da ligação pertencessem inteiramente ao átomo mais eletronegativo.

Oxidação

Oxidação é a alteração química na qual ocorre perda de elétrons, resultando no aumento


do número de oxidação. O termo também é aplicado em processos de combinação do
oxigênio com alguma substância.

Reações de Oxirredução – O que é

Reações de oxirredução são aquelas que ocorrem com transferência de elétrons.

Oxidação refere-se à perda de elétrons (aumento no nox) e redução refere-se ao ganho


de elétrons (redução no nox). Portanto, as reações de oxirredução ocorrem quando os
elétrons são transferidos do átomo oxidado para o átomo reduzido.

Quando o zinco metálico é adicionado a um ácido forte (essa demonstração será


feita na sala de aula), os elétrons são transferidos dos átomos de zinco (o zinco é
oxidado) para os íons de hidrogênio (o hidrogênio é reduzido):

Zn(s) + 2H+(aq) Zn2+(aq) + H2(g)

Essa reação ocorre espontaneamente. A transferência de elétrons que ocorre durante as


reações de oxirredução pode ser usada para produzir energia na forma de eletricidade.
Reações de Oxirredução – Importância

Reações de Oxirredução

Quando falamos sobre reações de oxirredução, estamos considerando uma classe


muito importante de reações químicas com aplicações em diversas áreas.

Essas reações envolvem transferências de elétrons entre espécies químicas. As espécies


que perdem elétrons sofrem reações de oxidação enquanto que as espécies que ganham
elétrons sofrem reações de redução.

Nestes processos as reações de oxidação e redução ocorrem simultaneamente e por isso


são chamadas de oxirredução.

Quando uma reação de oxirredução ocorre espontaneamente, a energia liberada é


utilizada para executar trabalho elétrico. As células voltaicas ou galvânicas são tipos de
aparelhos ou dispositivos onde este trabalho elétrico é produzido espontaneamente a
partir da transferência de elétrons através de um circuito externo.
Neste caso os elétrons fluem do anodo para o catodo, consequentemente, o anodo é
negativo e o catodo é positivo. Os elétrons não conseguem fluir através da solução, eles
têm que ser transportados por um fio externo. A força eletromotriz ou potencial da pilha
de uma célula voltaica depende das chamadas semicélulas, ou seja, das reações do
catodo e do anodo envolvidos no processo. Se todas as combinações possíveis de
catodo/ anodo fossem feitas, os potenciais-padrão da célula poderiam ser tabelados. No
entanto, é mais conveniente que se atribua um potencial-padrão para cada semicélula
individual o qual pode ser utilizado posteriormente para a determinação do Potencial de
redução da celula.

Uma das aplicações das reações eletroquímicas que tem atualmente uma importância
significativa para a nossa sociedade é a geração de energia elétrica por meio de pilhas e
baterias. Apesar de utilizarmos os termos pilhas e baterias indistintamente no dia-a-dia,
podemos definir uma pilha como um dispositivo constituído unicamente de dois
eletrodos e um eletrólito, organizados de forma a produzir energia elétrica.

Outro processo que envolve reações de transferência de elétrons é a eletrólise que é um


processo eletroquímico não espontâneo, ou seja, a presença de corrente elétrica fará com
que ocorra as reações químicas de oxirredução nos eletrodos. Durante o processo de
eletrólise os íons irão migrar para os eletrodos onde participarão das reações redox. As
reações não espontâneas necessitam de uma corrente externa para fazer com que a
reação ocorra. Na célula eletrolítica os eletrons são forçados a fluir do anodo para o
cátodo.

Além das pilhas, baterias e da eletrólise, outro processo que esta associado a reações de
oxirredução é a corrosão. O estudo desse processo é importante do ponto de vista
industrial e ambiental, uma vez que afeta a durabilidade das estruturas e peças metálicas
(ou não), construções e monumentos, entre outros.

Reações de Oxirredução (Redox): A Quimica e Eletricidade

Quando falamos sobre reações de oxirredução, estamos considerando uma classe muito
importante de reações químicas com aplicações em diversas áreas.

Podemos encontrar exemplos de reações de oxirredução na metalurgia (reações de


corrosão e de eletrodeposição), na bioquímica (processos de degradação de nutrientes
para geração de energia, no metabolismo de organismos quimiolitotróficos), na
aplicação de pilhas, baterias, e outras fontes de energia, em reações de combustão,
escurecimento de alguns alimentos (banana, batata) e muitos outros exemplos do nosso
cotidiano.

Em termos gerais, essas reações de oxirredução envolvem a transferência de elétrons


entre espécies químicas. Dessa forma, podemos ter reações químicas espontâneas que
produzem eletricidade e o uso de eletricidade para forçar reações químicas não
espontâneas a acontecerem.

Essas reações são estudadas pelo ramo da química chamado de Eletroquímica.

Reações de oxirredução são uma combinação de uma reação de oxidação e uma


reação de redução
No sentido químico original, uma oxidação se referia a uma reação com o oxigênio,
onde ele é incorporado à espécie química. Um exemplo desse conceito que foi
observado empiricamente são os processos de corrosão, onde a oxidação de um metal,
como o ferro, produz o seu óxido.

Por outro lado uma redução originalmente era considerada uma reação de extração de
um metal a partir do seu óxido pela reação com hidrogênio, carvão ou monóxido de
carbono. Atualmente o conceito de reação de oxirredução é muito mais abrangente e
não esta relacionado com a presença do oxigênio na reação, mas sim com a
transferência de elétrons que ocorre entre as espécies envolvidas.

Como já dito anteriormente, uma reação de oxirredução é constituída de uma reação de


oxidação e de uma reação de redução que ocorrem simultaneamente.

Dessa forma, em uma reação de oxidação, ocorre a perda de elétrons pela espécie
reagente produzindo uma espécie química oxidada, enquanto que uma reação de
redução ocorre o ganho de elétrons pela espécie reagente produzindo uma espécie
química reduzida.

Em íons monoatômicos pode ser fácil definir se a reação ocorre com ganho ou perda de
elétrons com base na mudança da sua carga, porém, para compostos poliatômicos essa
análise pode não ser tão simples.

Para isso foi convencionado a utilização do que se chama NUMERO DE OXIDAÇÃO


(NOX). A variação do número de oxidação auxilia na determinação da transferência de
elétrons entre as espécies de uma reação. Não se deve confundir, porém, com outro
termo que é muito comum chamado de ESTADO DE OXIDAÇÃO.

O Número de oxidação (nox) se refere a um número fixado de acordo com determinadas


regras convencionadas (que serão citadas a seguir).

O Estado de oxidação é a condição real de uma espécie com um dado número de


oxidação.

Com exceção dos íons monoatômicos, o numero de oxidação não reflete uma condição
química real, pois supõe que os átomos em uma molécula poliatômica são íons,
entretanto, este é um conceito muito útil na determinação da transferência de elétrons
entre espécies.

As regras para determinação do número de oxidação de uma espécie são:

1 – Cada átomo em um elemento não combinado ou substância simples apresenta


número de oxidação zero. Ex. Fe(s), I2, S8, Cu(s) – nox = 0

2 – Para íons monoatômicos o número de oxidação é igual à carga do íon.

Ex:

Na+ nox= +1,Fe3+ nox= +3, Mg2+ nox = +2


3 – O flúor apresenta sempre número de oxidação -1 em compostos com todos os
outros elementos.

4 – Cl, Br e I sempre tem número de oxidação -1 em compostos, exceto quando


combinados com oxigênio ou flúor.

5 – O número de oxidação do hidrogênio é +1 e do oxigênio é -2 na maioria dos seus


compostos.

Exceto:

Hidretos – numero de oxidação do hidrogênio = -1, ex: CaH2

Peróxidos – número de oxidação do oxigênio = -1, ex: H2O2

6 – A soma algébrica dos números de oxidação em um composto neutro deve ser zero.

7 – A soma algébrica dos números de oxidação em um íon poliatômico deve ser sempre
igual a carga do íon.

Para entendermos melhor a utilização do numero de oxidação vamos considerar a


seguinte situação:

O Zn adicionado ao HCl produz a seguinte reação espontânea:

Zn(s) + 2H+(aq) Zn2+(aq) + H2(g)

O número de oxidação do Zn aumentou de 0 (regra 1 – elemento simples)

para +2 (regra 2 – íon monoatômico).

O número de oxidação do H reduziu de +1 (regra 5 – nox hidrogênio)

para 0 (regra 1 – substância simples).

O Zn é oxidado a Zn2+ enquanto o H+ é reduzido a H2.

O H+ faz com que o Zn seja oxidado e é o agente de oxidação.

O Zn faz com que o H+ seja reduzido e é o agente de redução.

A partir da Lei da conservação de massa sabe-se que a quantidade de cada elemento


presente no início da reação deve estar presente no final.

Já a Lei da Conservação da carga define que os elétrons não são perdidos em uma
reação química.
Para facilitar a forma de expressar, interpretar e balancear as reações de oxirredução é
mais adequado escrevê-las como semi-reações.

Tomemos como exemplo a reação entre magnésio metálico e o gás oxigênio


representada a seguir:

Reação de oxirredução entre o Magnésio e o oxigênio (PIRES; LANFREDI;


PALMIERI, 2011)

As etapas de oxidação e de redução se complementam, ou seja, na reação magnésio é


oxidado, enquanto oxigênio é reduzido. Portanto, magnésio age como agente redutor
enquanto O2 atua como agente oxidante.

Esta reação pode então ser escrita em termos de duas semi-reações, mas é importante
lembrar que nenhuma delas ocorre isoladamente.

Mg Mg2+ + 2e- OXIDAÇÃO

O2 + 4e- 402- REDUÇÃO


Semi-reações de oxidação e redução para a reação do magnésio com o oxigênio
(PIRES; LANFREDI; PALMIERI, 2011)

Deve-se lembrar também que o termo Redox é uma abreviação de redução-oxidação, e


frequentemente é aplicado na descrição de variadas situações.
Reações de Oxirredução – Processo

Reações de Oxirredução

Numa reação de oxirredução sempre há perda e ganho simultâneos de elétrons, pois os


que são perdidos por um átomo, íon ou molécula são imediatamente recebidos por
outros.

A perda de elétrons é chamada de oxidação.

O ganho de elétrons é chamado de redução.

Este processo de perda e ganho de elétrons alteram os números de oxidação dos


elementos da seguinte forma:

Na oxidação, o número de oxidação (Nox) do elemento aumenta ( pois ele perde


elétrons). Na redução, o número de oxidação (Nox) se reduz ( pois o elemento ganha
elétrons).

Redutores e oxidantes

O agente redutor é que provoca a redução, perdendo elétrons.

Entretanto, perder elétrons significa se oxidar, podemos dizer então que:


O agente redutor se oxida ( ou sofre oxidação) O agente oxidante provoca a oxidação,
recebendo elétrons. O agente oxidante se reduz ( ou sofre redução).

Resumindo

Redução: ganho de elétrons ( diminuição de Nox)

Oxidação: perda de elétrons ( aumento de Nox)

Redutor: fornece elétrons e se oxida (Nox aumenta)

Oxidante: recebe elétrons e se reduz (Nox diminui)

O redutor reduz o oxidante

O oxidante oxida o redutor

Nem todas as reações são de oxirredução. Nas reações de oxirredução sempre ocorre
alguma mudança do número de oxidação de pelo menos dois elementos ( o oxidante e o
redutor).

Exemplo:

H2O2 Reações de Oxirredução H2O + ½ O2 (decomposição da água oxigenada)

Nas reações sem oxirredução , nenhum elemento sofre mudança no número de oxidação
(Nox).

Exemplo:

SO2 + H2O Reações de Oxirredução H2SO3

Regras práticas para determinar o número de oxidação

1. Os átomos dos elementos e das substâncias simples tem Nox = 0. Exemplos: Al , O2

2.Nos compostos contendo hidrogênio, o átomo desse elemento tem geralmente Nox = + 1. A
única exceção ocorre ocorre nos compostos do tipo LiH, NaH, nesses casos (hidretos), o
hidrogênio fica com Nox = -1, por ser o átomo mais eletronegativo.

3.O número de oxidação do oxigênio em seus compostos é , geralmente, igual a – 2. Porém , se


esse elemento estiver ligado ao flúor, o único átomo mais eletronegativo que o oxigênio,
poderão acontecer os seguintes casos:

em OF2 , o oxigênio terá Nox = +2 e em O2F2, o oxigênio terá Nox = +1, na água oxigenada
H2O2 o Nox é igual a = -1

4.Os metais alcalinos ( família IA) e a prata Ag tem sempre Nox = +1


5. Os metais alcalinos terrosos ( família IIA) e o zinco Zn tem sempre Nox = +2

6. Os halogênios ( família 6A) em compostos binários apresentam sempre. Nox = -1.

Fonte:
chemwiki.ucdavis.edu/chemistry.about.com/educar.sc.usp.br/www.acervodigital.unesp.
br