Modelos
atômicos
A origem da palavra átomo
Durante muito tempo, a constituição da matéria gerava curiosidade no homem.
Desde a Antiguidade, filósofos tentavam descobrir como a matéria é formada.
Dois filósofos gregos, Demócrito e Leucipo, sugeriram que toda a matéria era
formada por pequenos corpos indivisíveis. Chamaram estes corpos de átomo,
que em grego a significa não e tomos significa divisível.
Demócrito, pai da atomística
Modelo de Dalton
O átomo de John Dalton era uma bolinha maciça, indivisível indestrutível e
invisível.
Átomos de um mesmo elemento químico tem a mesma massa e as mesmas
propriedades.
Os “átomos compostos” são formados por um pequeno número de “átomos
simples”.
Modelo “bola de bilhar”
1766-1844
Experimento Crookes
Em 1850, o físico inglês Sir Willian Crookes idealizou uma experiência para
analisar a condução de corrente elétrica em gases rarefeitos, para isso construiu
um tubo conhecido como ampola de Crookes.
Modelo de Thomson
Em 1903, o físico Joseph John Thomson propôs um novo modelo atômico,
baseado nas experiências dos raios catódicos, o qual chamou de elétrons.
O átomo é maciço, sua densidade é uniforme.
átomo era uma esfera de carga elétrica positiva “recheada” de elétrons de carga
negativa. Esse modelo ficou conhecido como “pudim de passas”. Este modelo
derruba a ideia de que o átomo é indivisível e introduz a natureza elétrica da
matéria.
A Radioatividade e a derrubada do Modelo de
Thomson
Röntgen estudava raios emitidos pela ampola de Crookes. Repentinamente,
notou que raios desconhecidos saíam dessa ampola, atravessavam corpos e
impressionavam chapas fotográficas.
Como os raios eram desconhecidos, chamou-os de RAIOS-X.
Becquerel tentava relacionar fosforescência de minerais à base de urânio com os
raios-X. Pensou que dependiam da luz solar. Num dia nublado, guardou uma
amostra de urânio numa gaveta embrulhada em papel preto e espesso. Mesmo
assim, revelou uma chapa fotográfica.
Iniciam-se, portanto, os estudos relacionados à RADIOATIVIDADE.
Casal Curie e a Radioatividade
O casal Curie formou uma notável parceria e fez grandes descobertas como o
polônio, em homenagem à terra natal de Marie, e o rádio, de “radioatividade”,
ambos de importância fundamental no grande avanço que seus estudos
imprimiram ao conhecimento da estrutura da matéria.
Ernest Rutherford, convencido por J. J. Thomson, começa a pesquisar material
radioativo e, aos 26 anos de idade, notou que havia dois tipos de radiação: uma
positiva (alfa) e outra negativa (beta).
Assim, inicia-se o processo para determinação do NOVO MODELO ATÔMICO...
Foundation / Domínio Público
Foundation / Domínio Público
Imagem: Pierre Curie / Nobel
Imagem: Maria Curie / Nobel
Modelo de Rutherford
Em 1911, Rutherford fez uma experiência muito importante, que veio alterar e
melhorar profundamente a compreensão do modelo atômico.
Rutherford observou, então, que a maior parte das partículas α atravessava a
lâmina de ouro como se esta fosse uma peneira; apenas algumas partículas
desviavam ou até mesmo retrocediam.
Como explicar esse fato?
Modelo de Rutherford
Rutherford viu-se obrigado a admitir que a lâmina de ouro não era constituída de
átomos maciços e justapostos, como pensaram Dalton e Thomson.
Ao contrário, ela seria formada por núcleos pequenos, densos e positivos,
dispersos em grandes espaços vazios.
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Modelo de Rutherford
Os grandes espaços vazios explicam por que a grande maioria das partículas α
não sofre desvios.
Como as partículas α são positivas, é fácil entender que: no caso de uma
partícula α passar próximo de um núcleo (também positivo), ela será fortemente
desviada.
O átomo seria semelhante ao sistema solar: o núcleo representaria o Sol; e os
elétrons seriam os planetas, girando em órbitas circulares e formando a chamada
eletrosfera.
Modelo de Bohr
O cientista dinamarquês Niels Bohr aprimorou, em 1913, o modelo atômico de
Rutherford, utilizando a teoria de Max Planck. Em 1900, Planck já havia admitido
a hipótese de que a energia não seria emitida de modo contínuo, mas em
“pacotes”. A cada “pacote de energia” foi dado o nome de quantum.
Os elétrons se movem ao redor do núcleo em um número limitado de órbitas
bem definidas, que são denominadas órbitas estacionárias.
Movendo-se em uma órbita estacionária, o elétron não emite nem absorve
energia;
Ao saltar de uma órbita estacionária para outra, o elétron emite ou absorve uma
quantidade bem definida de energia, chamada quantum de energia (em latim, o
plural de quantum é quanta).
Modelo de Bohr
A descoberta do Nêutron
Em 1932, James Chadwick descobriu a partícula do núcleo atômico
responsável pela sua ESTABILIDADE, que passou a ser conhecida por
NÊUTRON, pelo fato de não ter carga elétrica.
Por essa descoberta, ganhou o Prêmio Nobel de Física em 1935.
Imagem: Kenosis / Nobel Foundation / United States
Public Domain
Modelo de Sommerfeld
O físico alemão Arnold Johannes Wilhelm Sommerfeld em 1916 apresentou um
novo modelo atômico baseado na mecânica quântica, sobre o qual afirmava
que os elétrons descreviam órbitas circulas e ELÍPTICAS ao redor do núcleo.
Modelo atual – Modelo quântico
O modelo atômico atual é um modelo matemático-probabilístico que se baseia
em dois princípios:
I. Princípio da Incerteza de Heisenberg: é impossível determinar com precisão a
posição e a velocidade de um elétron num mesmo instante;
II. Princípio da Dualidade da Matéria de Louis de Broglie: o elétron apresenta
característica DUAL, ou seja, comporta-se como matéria e energia sendo uma
particula-onda.