Logue, Alexandra (1995). Self control: waiting with tomorrow for what you want today.

Prentice Hall. Capítulo 1: Overview Capítulo 2: Backgraund and definitions Impulsividade: Comportamento que tem gratificação (reforço) menor e imediata, mas que implicam na perda de gratificações maiores mais atrasadas/posteriores. Pode ser usada para descrever situações nas quais alguém responde rápido e com ineficácia, quando diversas soluções ao problema estão disponíveis (LOGUE, 1995,p.8, 2° parágrafo) Impulsividade envolve o decrescer do valor de uma consequência atrasada (LOGUE, 1995,p.25, 3° parágrafo) Autocontrole Comportamento que tem gratificação (reforço) maior e mais atrasada/posterior. Portanto, Para definir um comportamento como impulsividade ou autocontrole é preciso analisar as variáveis tempo e magnitude de reforço.

O que é autocontrole afinal? Será que sempre é escolher a alternativa que requer espera? Não, porque o sujeito em uma situação em que as duas consequências aversivas, a alternativa que é adiada é impulsiva. Só podemos dizer que o comportamento é de autocontrole somente se o sujeito estiver em uma situação de conflito e se o sujeito analisar as contingências envolvidas na situação de conflito para escolher a resposta a ser dada (autoconhecimento). A escolha é feita pelo próprio indivíduo. A escolha envolve conflito. Análises evolutivas demonstram que autocontrole não pode ser rotulado como bom e impulsividade como má. Quando falamos de autocontrole estamos necessariamente falando de análise de contingências , escolha e espera.

Os fatores a considerar: o tamanho de um efeito específico e a duração do atraso para aquele efeito (LOGUE. 5° parágrafo tradução). 1995. 2° parágrafo tradução): 1) O aumento do atraso de uma consequência maior diminui o autocontrole 2) Os sujeitos preferem esperar por algo maior do que por algo menor. . (LOGUE. Por que usar os termos autocontrole e impulsividade? Porque são pequenos. p. 4° parágrafo tradução).10.morrer e perder a convivência com pessoas amadas. 1995. (se a minha escolha por a alternativa de impulsividade). alternativa 2. 1995.9. É preciso considerar que escolher é decidir entre uma perda relativamente pequena e menos atrasada (se a minha escolha por a alternativa de autocontrole) e outra perda relativamente grande e mais atrasada. p.4. Ver Michael Deluty. 1° parágrafo).9. com menos bagagem emocional e levando mais em consideração os benefícios globais de fazer uma escolha particular (LOGUE.8. É PRECISO REVER O INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS NO ANTES DA CIRURGIA BARIÁTRICA PARA INCLUIR UMA PERGUNTA QUE AVALIE SE A SUJEITO PERCEBIA/ DISCRIMINAVA OUTRAS ALTERNATIVAS DE RESPOSTA ALÉM DO COMER EXCESSIVO OU INADEQUADO (MARCÃO).Pessoas necessitam avaliar cuidadosamente as escolhas que fazem. ajudam na sugestão de ideias para experimentos (LOGUE. *Resumo das pesquisas (LOGUE. 2° parágrafo tradução). 1995. 1995. SUJEITO MÁRCIA: A escolha de realizar a cirurgia bariátrica se dá entre duas contingências aversivas: alternativa 1 – operação e perda do reforçador comida na quantidade e tipos consumidos antes da operação e. 3° parágrafo tradução)( ver também o exemplo do dentista na página 11. de fácil entendimento através do seu uso na cultura. p. p. p.

DESCONSIDERANDO EVENTOS ATRASADOS: Não há linearidade entre o aumento do atraso e a perda de valor da consequência.) para determinar que resposta (autocontrole e impulsividade) maximiza benefícios positivos gerais é preciso considerar a probabilidade de efeito (LOGUE. os eventos atrasados não eram muito frequentes. p. 2° parágrafo tradução). portanto. .. dar menos valor a eventos atrasados. 1995. varia muito de espécie para espécie.É importante levar em considerar o quando e o quanto ganhamos e perdemos com as nossas escolhas. Se a consequência é muito próxima e há um aumento no atraso em sua apresentação. 1995. o acréscimo no atraso não vai aumentar de forma significativa o seu valor (LOGUE. 2: Humanos e não humanos há uma preferência pela alternativa impulsiva. como também PERDER menos e imediatamente. 3: Nossa herança evolutiva.. A variação desenha um gráfico de função hiperbólica. isto pode fazer que haja um acréscimo no seu valor. Alternativa 1 (autocontrole): escolha de GANHAR mais e esperar mais. como também PERDER mais e esperar mais. impulsividade e não autocontrole tende a maximizar os benéficos gerais em um ambiente onde os eventos futuros são incertos (. uma tendência que causa a impulsividade (LOGUE.21. o que indica que o atraso da consequência maior faz com que ela diminua seu valor. Conclusão do cap. por exemplo. 2°parágrafo tradução). 1995.22-23. 2°parágrafo tradução) O MEIO AMBIENTE NO QUAL HUMANOS E OUTRAS ANIMAIS EVOLUÍRAM: Nas primeiras sociedades humanas sedentárias. mas se a consequência já está muito distante no tempo.25. Cap. Portanto. ou seja. p. p. esperar por eles não resultava em nenhum benefício. Parte II: Determinantes do autocontrole. A hipótese do livro é que homens e outros animais evoluíram por um caminho particular comportamental: uma tendência a desconsiderar. Alternativa 2 (impulsividade): escolha de GANHAR menos e imediatamente.

1995. Tanto o hardware (a fisiologia). 1° parágrafo tradução).27. 1995. p.Há base genética para a impulsividade. p. Sem qualquer um desses fatores. 3° parágrafo tradução). O conhecimento dos fatores necessários para a expressão de um comportamento particular será útil no capítulo 5 quando se discute os métodos gerais para a modificação dos comportamentos de impulsividade e autocontrole (LOGUE.25. NOSSO MEIO AMBIENTE ATUAL: Há poucas diferenças entre a sociedade norte americana e as dos caçadores e coletores e as sociedades agrícolas do passado.28. p. 1995. o comportamento não ocorrerá. 1995. quanto o software (conhecimento e aprendizagem).26. A autora lista cinco razões. p. Hoje é possível prever eventos futuros. Embora humanos sejam mais impulsivos.28. As contribuições evolutivas para um comportamento particular não correspondem a determinação comportamental. bem como a condução ambiental para a expressão de um comportamento pode estar presente para um comportamento particular ser emitido. 2° parágrafo tradução). PAPEL DA EVOLUÇÃO NA DETERMINAÇÃO DO COMPORTAMENTO: A autora afirma que apesar da tendência genética à impulsividade (desconsiderar a consequência atrasada). assim desconsiderá-los é inadaptativo (LOGUE. Parece que a consciência humana ainda requer uma evolução adicional (LOGUE. 1995. Há genes para a desconsideração de consequências atrasadas (LOGUE. p. 1° parágrafo tradução). 3° parágrafo tradução). há evidências de autocontrole em seres humanos. os seres humanos não estão condenados à impulsividade (LOGUE. PAPEL DA EVOLUÇÃO NA DETERMINAÇÃO DE MECANISMOS DE COMPORTAMENTO: CONCLUSÃO: Capítulo 5: Métodos gerais para mudança de autocontrole. .

apesar da impulsividade ser muito adaptativa em algumas situações assim como autocontrole ser muito desadaptativo em outras situações. Os estudos com adultos são feitos em geral com comer excessivo. Atraso da consequência 2. Tamanho da consequência 3. No caso de superalimentação. 1° parágrafo tradução).mudar de opinião / probabilidade de ocorrência – risco). 1° parágrafo tradução). Há muitos estudos que tentam verificar o efeito de ter uma história reforçada de esperar antes de ser exposto a uma situação de escolha entre uma alternativa de autocontrole e outra de impulsividade. Contingência presente na escolha (há possibilidade de reversibilidade da escolha . p.62. a percepção do tamanho da consequência mais atrasada afeta o autocontrole. A expectativa é que isso faria que a alternativa de autocontrole seria mais escolhida (LOGUE. .60. Se o sujeito não fica focado no tempo que está esperando ele tem mais chance de manter sua escolha pela alternativa de autocontrole.63. principalmente se ele está engajado em outras atividades (LOGUE. não podem ser aplicados em outras situações nas quais os resultados não envolvem comida” (LOGUE. p. 1995.64. 1995. 1995. p. OUTCOME DELAY (ATRASO DA CONSEQUÊNCIA): Se o atraso entre a alternativa de autocontrole e a de impulsividade for pequeno isto aumenta muito as chances da escolha da alternativa de autocontrole (LOGUE.Os métodos gerais são sempre para aumentar o autocontrole. 1995. OUTCOME SIZE (TAMANHO DA CONSEQUÊNCIA): Na visão da autora (cog). A maior parte é feita com crianças. devido a nossa sociedade valorizá-lo. abuso de droga e crimes. “os resultados obtidos em delineamentos experimentais para o aumento do autocontrole quando a consequência consiste em comida. Aspectos envolvidos no autocontrole: 1. o que não corre com a impulsividade. 2° parágrafo tradução). devido a crença que elas são mais impulsivas que os adultos. p. 2° parágrafo tradução).

COMBINING OUTCOMES (COMBINANDO CONSEQUÊNCIA) Há uma variedade grande de caminhos para obter aumentar ou diminuir o autocontrole. A manipulação do tamanho relativo de uma consequência compreende a MANIPULAÇÃO DO VOLUME. p.67. os cog concordem que a distração ajuda no autocontrole (LOGUE.66-7. p. do TEMPO DE ACESSO e da QUALIDADE DA CONSEQUÊNCIA (LOGUE. 5°-1° parágrafo tradução). A autora afirma que apesar dessas conclusões de Skinner em 1948 sobre essa influência. Outra forma de aumentar a consciência da alternativa de autocontrole: a modelação.67. 2° parágrafo tradução). . Não há dados concretos para esta afirmação (LOGUE. 1995. 1995. 1° parágrafo tradução). 1995. Um exemplo é fazer a pessoa a pensar a situação de escolha em termos de custo . Há outras técnicas que podem ajudar as pessoas a aumentar o autocontrole ao aumentar sua consciência na presença da alternativa de autocontrole. a ausência da consequência impulsiva decresce a impulsividade e aumenta o autocontrole. 1° parágrafo tradução). RELATIVE SIZE OF OUTCOMES (TAMANHO RELATIVO DA CONSEQUÊNCIA) Se ocorrer aumento no tamanho do reforço relativo obtido na alternativa de autocontrole (número total de reforços recebido tanto na de impulsividade e de autocontrole). Estar de bom humor faz com que seja mais provável que o sujeito escolha o autocontrole.68. Pensamentos frios e quentes podem afetar a escolha.PRESENCE OF OUTCOMES (REPRESENTAÇÃO DE CONSEQUÊNCIAS) Quando se escolhe a alternativa de autocontrole. Assistir alguém escolhendo a alternativa de autocontrole e os benefícios.benefícios (o que se ganha e o que se perde em cada alternativa). 1995. p. p. Distrações decrescem a frustração e aumentam o autocontrole sem necessariamente ocorrer manipulações físicas das consequências. aumenta a possibilidade da escolha da alternativa de autocontrole. 3° parágrafo tradução). aumentar a chance da pessoa que assiste escolher o autocontrole (LOGUE. Instruções sobre os benefícios da consequência atrasada afetam essa avaliação de riscos e benefícios (LOGUE. p. 1995. Tempo de acesso ao reforço interfere no que se chama de tamanho relativo da consequência. Embora.67. a presença da consequência impulsiva causa frustração e decresce o autocontrole.

que aumenta a chance de outra pessoa ficar sobre o controle ou escolher de uma alternativa de autocontrole. alguém emitiria uma resposta. 2° parágrafo tradução). 3. mas nem todo comportamento precorrente é uma resposta de controladora? (lemos o texto de Coelho e Simonassi. Percepção da contingência (contingency perpection): Ter consciência ou ter aprendido que diferentes respostas têm diferentes consequências pode afetar o autocontrole. Pré-compromisso (precommitment): Uma pessoa emite uma resposta para prevenir que a pessoa que realizará a escolha entre impulsividade e autocontrole levando com que esta última seja escolhida. 1995. mas não estar consciente das respostas que geram essas consequências. Não há dados concretos na literatura sobre o real efeito desses procedimentos. 2° caminho: autorreforço ou autopunição. que pode ser verbal ou não. Quando os pombos tem a chance de mudar para a alternativa de impulsividade durante a espera ele eventualmente muda. Discriminar a resposta que leva a consequência pode aumentar o autocontrole (isso facilita a avaliação de custo da resposta). p. A relação entre respostas e consequências é chamada contingências da consequência (LOGUE. 2.70. . A resposta controladora é um comportamento precorrente? Ou toda resposta controladora é um comportamento precorrente.1° caminho: um experimentador ou amigo disponibilizaria um reforço ou uma punição adicional (resultados sociais da escolha). Na nossa linguagem analítico-comportamental. VER TEXTO ENVIADO PELO DIEGO por e-mail (ver abaixo). Opção de mudança de escolha (Choice change option): Esta é a forma mais simples que afeta a escolha pelo autocontrole. 1. Isso afeta porque diz respeito a possibilidade ou não do sujeito mudar sua escolha enquanto espera para receber a consequência disponível para o autocontrole. OUTCOMES CONTINGENCIES ( CONTINGÊNCIAS da CONSEQUÊNCIA) Podemos estar conscientes do atraso e do tamanho da consequência. s/data e concluímos que os comportamentos precorrentes correm em situações de resolução de problemas e são elos em cadeias comportamentais que serão emitidas para a resolução do problema em si).

70.72-3. 1° parágrafo tradução). 1995.73. se não há essa confiança a escolha do autocontrole fica mesmo provável (LOGUE. 1995. 3° e 1° parágrafo tradução). 1995. A autoverbalização sobre as contingências reforçadoras em esperar são menos eficiente do que auto-distração (LOGUE. Em experimentos com humanos a confiança que o sujeito tem na palavra do experimentador de que a escolha do autocontrole levará mesmo que a consequência maior será entregue é decisiva. .A monitoração do seu próximo comportamento e de suas consequências pode aumentar a chance da escolha de autocontrole (isso seria um precorrente?) (LOGUE. p. p. 2° parágrafo tradução). p.

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