ISSN 0103-9334

Cochonilhas ocorrentes em cafezais de Rondônia

110
Circular Técnica
Porto Velho, RO Outubro, 2009

Introdução
As cochonilhas, em sua maioria, são de especial importância para a agricultura porque são ectoparasitas de plantas cultivadas, tanto da parte aérea como da subterrânea. Têm-se verificado surtos de cochonilhas no Estado de Rondônia, antes esporádicos, porém nos últimos anos mais frequentes e com maior incidência nas diversas regiões cafeeiras do Estado. Na década de 90, Veneziano (1996) já citava as cochonilhas como pragas de potencial importância para cafeicultura rondoniense e, mais recentemente, Teixeira e Costa (2005) relataram sobre a ocorrência e nível populacional de cochonilha-da-roseta (Planococcus citri) e cochonilha-verde (Coccus viridis) no estado. Outras cochonilhas têm sido observadas quando de visitas técnicas a cafezais e, geralmente, se constatam infestações de uma ou mais espécies diferentes. Ainda são bastante escassas as informações relacionadas a essas pragas e seus controles. As cochonilhas, também conhecidas e citadas como coccídeos e escamas, situam-se taxonomicamente na ordem Hemiptera, subordem Sternorrhyncha e superfamília Coccoidea. Anteriormente eram classificadas na ordem Homoptera porém, com base em estudos filogenéticos esses insetos passaram à ordem Hemiptera (GALLO et al., 2002).

Descrição das principais espécies ocorrentes em Rondônia
Cochonilha-da-raiz (Dysmicoccus sp.) (Hemiptera: Coccidae)
Descrição e biologia Cochonilhas verificadas em cafeeiros da cultivar Conilon (Coffea canephora) no Município de Ouro Preto do Oeste, RO, em lavoura inspecionada em 2006. A Cochonilha-da-raiz apresenta corpo oval, com cerca de 2,5 mm de comprimento e 17 apêndices de cada lado do corpo. A coloração de ninfas e adultos é rosada, e são revestidas por uma camada de secreção cerosa branco-pulverulenta (GALLO et al., 2002; SOUZA et al., 2001). As fêmeas são ápteras, de corpo mole, possuindo a cabeça e o tórax fundidos. Reproduzem-se por partenogênese, ou seja, as fêmeas adultas, sem serem copuladas, colocam ovos férteis. O ciclo continua com a eclosão de formas jovens denominadas de ninfas, que após 40 dias transformam-se em cochonilhas adultas, as quais vivem aproximadamente 60 dias. O seu ciclo completo é de aproximadamente 100 dias, ocorrendo gerações sobrepostas, ou seja, em uma mesma colônia são observadas ninfas e adultos. Podem ocorrer até cinco gerações anuais do inseto, sendo elevado o seu potencial de reprodução (NAKANO, 1972). Injúrias e danos Inicialmente a infestação da praga pode ser constatada na raiz principal do cafeeiro, logo abaixo do colo da planta. Nessa fase, não causa prejuízos irreversíveis à planta, como também não causa sintomas na parte aérea. Posteriormente, o inseto coloniza todo o sistema radicular do cafeeiro, juntamente com o fungo Bornetina, resultando no comprometimento de suas raízes, prejudicando a absorção de água e nutrientes do solo (GALLO et al., 2002; NAKANO, 1972; SOUZA et al., 2001). Como resultado, as plantas atacadas amarelecem e depois morrem. No período seco os cafeeiros ficam

Autores
José Nilton Medeiros Costa Engenheiro Agrônomo, D.Sc., em Entomologia, pesquisador da Embrapa Rondônia, Porto Velho, RO, jnilton@cpafro.embrapa.com.br César Augusto Domingues Teixeira Engenheiro Agrônomo, D.Sc., em Entomologia, pesquisador da Embrapa Rondônia, Porto Velho, RO, cesar@cpafro.embrapa.com.br Lunalva Aurélio Pedroso Sallet Bióloga, Doutoranda da Universidade de Brasília – UnB, lunalva@yahoo.com.br Farah de Castro Gama Doutoranda da Universidade Federal de Viçosa – UFV, analista da Embrapa Semiárido, Petrolina, PE, farah.gama@cpatsa.embrapa.br

Os inseticidas de nova geração neonicotinoides. 280 455 g p. Jaru e Ouro Preto do Oeste. Tabela 1.84 kg de café beneficiado/ cova (NAKANO. podendo ocorrer também a sexuada (CAMARGO. em cafeeiros Conilon. 4) lavouras com mais de três anos. (2003).. para cafeeiros nas seguintes idades e respectivas dosagens: 1) lavouras com até um ano de idade. FORNAZIER et al. e. muito ágeis./ha. TELLES JÚNIOR. inclusive Brasil. A aplicação deve ser feita em esguicho (drench) no colo da planta. TELLES JÚNIOR.c. enquadrados nas classes toxicológicas III ou IV. Uredinella e Myriangium (GALLO et al. aplicar a dose recomendada em oito pontos ao redor da planta (MINISTÉRIO. sendo também o principal meio de dispersão de fumagina (CAMARGO. no local de maior concentração radicular em ambos os lados da linha de plantio do cafeeiro. com granuladeiras tipo "matraca" ou tratorizadas. com porcentagem média de 2 % de plantas afetadas. não lhes causando prejuízo. 1953). 1953. apesar disso.. 805 g p. Pecuária e Abastecimento – MAPA. com uma camada fina. sendo relatadas reduções da ordem de 0. constatou-se a presença de cochonilha-verde apenas no último município relacionado./ha. tanto em anos anteriores como mais recentemente. o inseto perfura o tecido vegetal com seu aparelho bucal e succiona a seiva. 2002) e propicia o desenvolvimento do fungo fumagina (Capnodium sp). . Apenas inseticidas de princípio ativo Dissulfoton e Dissulfoton + Triadimenol estão registrados para o controle da cochonilha-da-raiz. Ariquemes. O produto deve ser utilizado em lavouras que seguem corretamente as recomendações de nutrição/adubação. nos meses de novembro a fevereiro.. 3) lavouras de dois a três anos. (2009). 1972). 280 g p. Green. São. podem ser uma boa alternativa para o controle de cochoniha-da-raiz. pulverulenta. Injúrias e danos Após a fixação na planta. sugerem os inseticidas neonicotinóides Imidacloprid 700 GrDA e Thiamethoxam 250 WG. As larvas da joaninha são cobertas por uma substância filamentosa branca que lhe dá a aparência de flocos de algodão. 1889) (Hemiptera: Coccidae) Descrição e biologia Em amostragem procedida por Teixeira e Costa (2005). ao longo da nervura principal (Fig. Controle Controle biológico Em condições naturais podem ser encontrados diversos inimigos naturais que podem controlar eficientemente as cochonilhas.c. Entretanto. para cochonilha-da-raiz (Dysmicoccus sp. por defender as cochonilhas contra os inimigos naturais. As formigas do gênero Brachymyrrmex percorrem ativamente a planta em todos os sentidos. A cochonilha verde apresenta forma oval achatada. 2) lavouras de um a dois anos.2 Cochonilhas ocorrentes em cafezais de Rondônia mais depauperados em decorrência do ataque do inseto em suas raízes. 2007). locomovendo-se continuamente sobre os ramos e as folhas do cafeeiro. incorporado ao solo. 2002). Quando se emprega a matraca. GALLO et al. de cor esbranquiçada (CAMARGO./ha. mas são nocivas indiretamente.. O inseto é ovovivíparo e reproduz-se por partenogênese. para o controle de insetospragas sugadores e mastigadores. 455 – 630 g p. pois já são registrados em vários países.5 a 37. A cochonilha verde deve ocorrer com maior frequência no período chuvoso. 2002. situados nos municípios de Candeias do Jamari. sabe-se de sua ocorrência em outros municípios.c..5 Kg/ha Fonte: Ministério da Agricultura. Os fungos citados recobrem as cochonilhas em qualquer estádio de desenvolvimento.c.). sob a saia do cafeeiro. Somente o macho é alado.. Na Tabela 1 são relacionados os inseticidas registrados para o controle da cochonilha-da-raiz. É encontrada geralmente em ramos e folhas novas. sendo feita a aplicação em solo úmido./ha. TELLES JÚNIOR. 1). Inseticidas registrados no Ministério da Agricultura. dentre eles destacam-se as joaninhas Azia luteipes e Pentilia egenea e os fungos Verticillium. A cochonilha-da-raiz pode causar prejuízos à produção. Nome comercial e formulação Baysiston GR Ingrediente ativo Dosagem Classe Carência toxicológica (dias) III III 90 90 Dissulfotom 30 a 70 kg/ha Disyston GR 100 Dissulfotom 22. Souza et al. 2007). 1953). Cochonilha verde (Coccus viridis. Esse coccídeo excreta um líquido açucarado que atrai formigas (GALLO et al. Controle químico Recomenda-se a aplicação de inseticidas sistêmicos granulados. tendo 2 mm a 3 mm de comprimento.

1 % das plantas apresentavam cochonilha-da-roseta. Injúrias e danos As cochonilhas vivem em colônias constituídas por indivíduos em vários estádios de desenvolvimento e. após sua fixação nos ramos. Fonte: Ministério da Agricultura. O inseto adulto possui forma oval. 2002). Antes de iniciar a postura movimenta-se na planta. (2009). constataramse em todos estes municípios que. é o principal predador da cochonilha. 1986). Muda de cafeeiro atacada por cochonilha-verde (C. Inseticidas registrados no MAPA. Controle químico A praga pode ser controlada eficientemente por inseticidas à base de óleos emulsionáveis adicionados a inseticidas fosforados. SOUZA. . Fig. BEARDSLEY. por apresentar lateralmente. Ariquemes. com de 3 mm a 4 mm de comprimento e. viridis). em cafeeiros Conilon de Candeias do Jamari. SANTA-CECÍLIA et al. Em ataques severos. luteipes). Risso. 1. Myriangium duriaei (CAMARGO. Na Tabela 2 são relacionados os inseticidas registrados para o controle da praga. As formas jovens possuem coloração rosada e as adultas castanho-amarelada (REIS.5 litro/ 100 L de água 1 litro/ 100 L de água 1 litro/ 100 L de água Carência Classe toxicológica (dias) I IV I IV III IV III IV IV IV 21 1 NE 90 NE 90 NE 15 NE NE NE NE – Não Estabelecido. 2). Cochonilha verde (C.. 2002. o controle deve ser feito com inseticidas sistêmicos (GALLO et al. A reprodução é sexuada. 3. de coloração branca-pulverulenta e outros dois apêndices terminais maiores que os laterais (Fig. TELLES JÚNIOR. Jaru e Ouro Preto do Oeste.. 2005). como Acrostalagmus albus. que envolve completamente o corpo do inseto. 3). As fêmeas adultas vivem cerca de 90 dias. Foto: Flávio de França Souza Cochonilha-da-roseta (Planococcus citri.. folhas e frutos. caracteriza-se. do tipo oviparidade. As ninfas dos machos distinguem-se porque formam um pequeno casulo ao transformar-se em adultos (GALLO et al. viridis) e larva de joaninha (A. em média. 1813) (Hemiptera: Pseudococcidae) Descrição e biologia Em amostragem procedida por Teixeira e Costa (2005). Sabese de sua ocorrência em outros municípios. Alguns fungos. 17 apêndices de cada lado. servindo também de proteção aos ovos. Controle Controle biológico A joaninha (Azia luteipes). atacando-a em todos os estádios de desenvolvimento (Fig. tanto as ninfas como as fêmeas adultas. sugam seiva Fig. 1953) e Verticilium lecanii (REIMER. Nome comercial e formulação Agritoato 400 Assist Diafuran 50 Dytrol Furadan 50 GR Iharol Malathion 500 CE Sultox Spinner Sunspray Triona 1 Ingrediente ativo Dimetoato Óleo mineral Carbofuran Óleo Mineral Carbofuran Óleo mineral Malationa Óleo Mineral Óleo Mineral Óleo Mineral Dosagem 125 ml/100 L água 20 L/ha 10 g/cova 1 litro/ 100 L e água g/cova 1 litro/ 100 L de água 5 litros/ha 1 litro a 1.Cochonilhas ocorrentes em cafezais de Rondônia 3 Foto: José Nilton Medeiros Costa Tabela 2.. começa a excretar uma substância lanuginosa branca. tanto na forma larval como adulta. Sua capacidade de oviposição é de 200 a 400 ovos e seu ciclo evolutivo completo é de 30 dias. tanto em anos anteriores como mais recentemente. para cochonilha verde. 1992) são agentes de controle das cochonilhas em qualquer estádio de desenvolvimento. 2. em média.

Porém. RO.5 mm. A época de maior incidência tem sido a partir de março. na parte posterior um saco céreo. Fig.4 Cochonilhas ocorrentes em cafezais de Rondônia em botões florais e frutos em desenvolvimento. Controle Controle biológico A cochonilha-da-roseta (P. 1968). tórax e abdome). causar prejuízos próximos a 100 % (SANTA-CECÍLIA et al. e com o ovissaco. Os frutos atacados caem prematuramente.joaninha Azya luteipes e bicho-lixeiro Ceraeochrysa cubana. apresentando apenas duas asas e uma longa cauda. formada por fios de cera (GONÇALVES. localizando-se em grupos ou colônias nas fendas.fungos Verticillium lecanii e Neozygites fumosa (GRAVENA. semelhante a um pupário envolvido por numerosos fios de cera. SUPLICY FILHO et al. 1978). Têm-se conhecimento de surtos desta praga em variáveis níveis de infestação. empregando-se inseticidas específicos para a praga. Controle químico Geralmente recomenda-se não fazer intervenção com inseticidas. o controle deve ser feito com inseticidas sistêmicos. com as primeiras estiagens. situado em Ouro Preto do Oeste. ocasionando danos nas rosetas desde a floração até a colheita. Em ataques severos. Atualmente não há nenhum produto registrado para a cochonilha-da-roseta na cultura do café. Douglas. Evoluem para uma fase intermediária. 4. simetricamente dispostas sobre o corpo. reentrâncias e depressões (RODRIGUES FILHO et al. citri). Leptomastidea abnormis e Pachyneuron sp. totaliza 4. 1980). Estes. A fêmea de cochonilha ortézia apresenta o corpo coberto por placas cerosas de cor branca. 1891) (Hemiptera: Ortheziidae) Descrição e biologia Em 2006. b) parasitóides . c) patógenos . denominado de ovissaco (Fig. 2002. Foto: José Nilton Medeiros Costa Cochonilha ortézia (Orthezia praelonga. O ataque muitas vezes prolonga-se até o início da estação chuvosa. Cochonilha ortézia (O. 4 e 5). machos e fêmeas são semelhantes. as cochonilhas podem ser controladas eficientemente com o emprego de inseticidas à base de óleos emulsionáveis adicionados a inseticidas fosforados. os mais importantes estão incluídos nos três grupos seguintes: a) predadores . os machos apresentam quatro instares. praelonga). dirigem-se ao solo ou tronco. pode ser utilizado o controle químico. de onde emergem as ninfas que aí permanecem até a primeira ecdise. (2002). CASSINO. de onde emergem os adultos. verificou-se um caso isolado de ataque desta cochonilha em um talhão de cerca de 5 ha de café Conilon. 1983). Anagyrus coccidivorus. porém as fêmeas têm três instares e se desenvolvem sobre as folhas e. 2005). O comprimento do corpo é de 2 mm. Atinge no máximo 2 mm de largura (GALLO et al. Conforme Gallo et al. Nos primeiros instares. 2003). Aphicus alboclavatus. Thysanus niger. A. Cochonilha-da-roseta (P. No interior do ovissaco se encontram os ovos. Foto: José Nilton Medeiros Costa Fig. e no Brasil.Leptomastix dactylopii. . 3. com 100 % de plantas afetadas. citri) é um inseto atacado por diversos inimigos naturais. tanto neste município. (SILVA et al.. Coccophagus caridei.. pois os inimigos naturais da cochonilha mantêm sua população em equilíbrio. Os machos adultos são bem menores do que as fêmeas e têm os corpos bem definidos (cabeça. como em alguns outros do Estado de Rondônia. se observado um desequilíbrio ecológico e houver perspectivas da praga atingir o nível de dano econômico. Apanteles paraguayensis. podendo em alta infestação. a partir do segundo instar. constituindo. pseudococci. semelhante a uma cauda..

praelonga). GRAVENA. que predam os ovos no ovissaco. 2006.. Inseticidas registrados no MAPA. 6. no Espírito Santo. Chrysopa sp (Neuroptera: Chrysopidae) (Fig. GONÇALVES. praelonga). (2009). MARTINS D. 2006. que cobre a superfície do órgão vegetativo atacado. Folha de cafeeiro atacada por cochonilha ortézia (O. 6p. R. BENASSI.). Salpingogaster conopida (Diptera: Syrphidae). 5. Ambracius dufourei (Hemiptera: Miridae). principalmente folha. praelonga. (SIA. V. o dano causado pelo inseto manifesta-se diretamente pela sucção contínua da seiva e injeção de toxinas.J. conhecida por “fumagina”. p. 7. Foto: José Nilton Medeiros Costa Tabela 3.. TELLES JR. 1963. b) vista ventral. Foto: José Nilton Medeiros Costa b a Fig. Na Tabela 3 são relacionados os inseticidas registrados para o controle da cochonilha ortézia. inimigo natural de cochonilhas. A. Estudos Brasileiros. 4).S.S. Referências CAMARGO. FORNAZIER. Verticillium lecanii e Colletotrichum gloeosporioides. M.Cochonilhas ocorrentes em cafezais de Rondônia 5 Injúrias e danos Tanto as fêmeas adultas como as ninfas se movimentam no cafeeiro.fungos Fusarium sp. predam formas jovens e adultas (CARVALHO.. provocando o definhamento e até a morte da planta. Fig. Controle integrado da Ortézia em pomares e hortos comerciais. PRATES. Folha de cafeeiro com fumagina (Capnodium sp) em decorrência da associação com ortézia (O. Manual técnico para a cultura do café no Estado do Espírito Santo. 6). 2. de Q. a) vista dorsal.. Vitória: SEAG..). (1995). A praga ainda é considerada de pouca importância para a cultura do café em Rondônia. responsável pela formação de uma camada preta.L. (Coleoptera: Coccinellidae). Heza insignis (Hemiptera: Reduvidae). Nome comercial e formulação Agritoato 400 Danimen 300 EC Meothrin 300 Ingrediente ativo Dimetoato Fenpropatrina Fenpropatrina Dosagem 125 ml/100 L água 200 mL/ha 200 mL/ha Grupo tóxico I I I Carência (dias) 21 14 14 Fonte: Ministério da Agricultura. (1983) e Gallo et al. 1995. Foto: José Nilton Medeiros Costa Controle Controle biológico Vários inimigos naturais já foram constatados atuando sobre O. (Embrapa – CNPMF. (Coord. As excreções açucaradas da cochonilha servem de substrato para o desenvolvimento do fungo Capnodium sp. Segundo Suplicy Filho et al. 1965. comprometendo os processos de respiração e fotossíntese (Fig. (2002). praelonga). SILVA et al. conforme relacionados a seguir: a) patógenos . Bicho-lixeiro (Chrysopa sp. folhas e até frutos. Fornazier et al. 720 p.. 1953. b) predadores – Gitona brasiliensis (Diptera: Drosophilidae) e Scymnus sp. relataram sobre elevados níveis de incidência e abrangência de disseminação dessa cochonilha em municípios produtores de café Conilon. Rio de Janeiro: Serviço de Informação Agrícola. E. 82). Fig. devido a baixa frequência de ocorrência. SILVA. Controle químico Vide controle cochonilha-da-roseta. 1980. 68-81. Azia Luteipes.B. v.M.R. para cochonilha ortézia (O.. de. In: COSTA. CARVALHO. Crua das Almas: Embrapa – CNPMF. 7). . 1981). Circular Técnica.. Pentilia egena (Coleoptera: Coccinellidae). O café no Brasil: sua aclimatação e industrialização. Pragas. R. atacando ramos.

F. VENEZIANO.. v. R. Salpingogaster conopida (Phillpi. TEIXEIRA. PECUÁRIA E ABASTECIMENTO.P. MINISTÉRIO DA AGRICULTURA.19. Fonseca. C. SOUZA. E. FORNAZIER. Cochonilhas-farinhentas em cafeeiros: reconhecimento e controle. 1 CD-ROM. (Ed. MG: EPAMIG. v. Agroquimica. 407-449.agricultura. G.. 136).. Ortheiidae). M. CEP 76815-800.. ALVES.Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”. Proceedings of the Hawaiian Entomological Society... Porto Velho: Embrapa Rondônia. de A. A. 189). 24p. C..C. GRAVENA. De Muner.. In: Ferrão. C. L.M. Entomologia agrícola. FANTON. (EPAMIG. Boletim de Campo. C...5. J. Honolulu. NAKANO. 1996. SOUZA. S. Circular Técnica. E. B.. 110 Exemplares desta edição podem ser adquiridos na: Embrapa Rondônia BR 364 km 5.A. G. J. 30). a praga dos citros.. Cafeicultura em Rondônia: situação atual e perspectivas.. R. p. SOUZA. G. D. 2005. 2001.. 2003.. de. and effectiveness of insecticides on Coccus viridis (Green) (Homoptera: Coccidae) on coffee at Kona. (EPAMIG. Piolho branco. M. J. S. 130p. ZUCHI. Ferrão.12. V. C.6 Cochonilhas ocorrentes em cafezais de Rondônia FORNAZIER. A. Procedimento da Orthezia na Baixada Fluminense e o seu combate racional. Londrina. Café Conilon. P. M. NAKANO. S. A. REIS. OMOTO. 2002. 1891(Mom. Piracicaba. O. Circular Técnica. Porto velho. SANTA-CECÍLIA. 920p. J.1865) (Diptera: Syrphidae) novo predador de Orthezia praelonga Dougla.P. da. Disponível em: <http://www.C de. SOUZA. MARCHINI.R.embrapa. SILVA. Circular Técnica.. dano e controle. Lavras. Caixa Postal 406. PRADO. BATISTA..D. VENDRAMIN. Ocorrência e nível populacional de cochonilhas (Hemiptera) no Coffea Canephora Pierre ex Froehner em Rondônia . L. RO.br>.N. 166. 4p.. Anais. S.. Vitória: INCAPER. Dysmicoccus cryptus (Hempel.gov. n.A. (Homoptera: Pseudococcidae). Cochonilha-da-raiz do cafeeiro: aspectos biológicos. H. R.A. n. L. JW. Verticillium lecanii (Zimmerman). W. 2005. 3225-9384/9387 Telefax: (69)3222-0409 www. MG: EPAMIG. PRATES. LOPES.11-13. Blenco. SOUZA. de.. Pragas do café Conilon.. Universidade de São Paulo. Bragança. 4p. Epizootic of white halo fungus. Defesa Vegetal & Animal.V. Lavras.). BENASSI. NJ. J. M. J. L.R. Agrofit.S. R. GALLO. RIBEIRO. L. C. 1980. Lavras.. PARRA.V. DOS S. p. BEARDSLEY. MARTINS. p. p. 1963.R. Brasília. Aracaju. Circular Técnica.br 1ª edição 1ª impressão (2009): 100 exemplares Comitê de Publicações Presidente: Cléberson de Freitas Fernandes Secretária: Marly de Souza Medeiros Membros: Abadio Hermes Vieira André Rostand Ramalho Luciana Gatto Brito Michelliny de Matos Bentes-Gama Vânia Beatriz Vasconcelos de Oliveira Normalização: Daniela Maciel Revisão de texto: Wilma Inês de França Araújo Editoração eletrônica: Marly de Souza Medeiros Expediente .. Documentos. 2005. n.C.. Piracicaba: FEALQ. Acesso em: 30 jun. M. 1972. Fone: (69)3901-2510. conheça e saiba como controlar esta praga com inseticidas neonicotinóides.C.. (Embrapa Rondônia. GONÇALVES. REIMER. de. J. 31.S. 121-123. SANTA-CECÍLIA. 1992.M. SILVEIRA NETO. 4p. Anais da Estação Experimental de Boquim. p.. 2009. 4. S. BERTI FILHO. D.L. C.J..B. DAUM.cpafro. Hawaii. R. J. In: SIMPÓSIO DE PESQUISAS DOS CAFÉS DO BRASIL. O. 1919) comb. (EPAMIG. Tese (Livre Docência) . H. Estudo da cochonilha da raiz do cafeeiro. 1981. 2007. J. COSTA. 73-82. L.. 12-16. 4p.. 162). M. MG: EPAMIG. CARVALHO. Cochonilha-da-raiz: cafeicultor.D. J.S. São Paulo. DF: Embrapa Café.

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