PBA do Complexo Santa Eugênia Solar
PBA do Complexo Santa Eugênia Solar
/
Plano Básico Ambiental (PBA)
Dezembro - 2023
Plano Básico Ambiental – PBA
Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01)
FICHA TÉCNICA
IDENTIFICAÇÃO DO EMPREENDEDOR
Razão Social: Statkraft Energias Renováveis S.A. Responsável: Fabiana Fioretti M. Ferreira
CNPJ: 00.622.416/0001-41 Cargo: Especialista em Meio Ambiente
Telefone: (48) 3877-8624 E-mail: [Link]@[Link]
Endereço para correspondência: Rodovia José Carlos Daux, nº 5500, KM 5, Sala 325, Pavimento
Jurerê A, Saco Grande, CEP 88.032-005, Florianópolis-SC
IDENTIFICAÇÃO DA CONSULTORIA
Endereço para correspondência: Avenida Tancredo Neves, nº 274, Centro Empresarial Iguatemi, Bloco
B, Sala 431, Caminho das Árvores, CEP: 41.820-907 – Salvador/BA
Assinatura: ______________________________
Ficha Técnica
Plano Básico Ambiental – PBA
Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01)
CREA
Ney Maron de Advogado e 22.808/D
Gestão do Contrato
Freitas Engenheiro Civil
OAB 21.900
CREA/MG
Thiago Almeida 174076/D
Engenheiro Civil Coordenação Técnica Geral
Dias CTF IBAMA
6019837
CREA-MG
Luísa Lima Borges Coordenação do Meio 156658/D
Geógrafa
Ferreira Físico
CTF 5911162
CRBio
Cinara Alves Coordenação Meio Biótico – 8727/04-D
Bióloga
Clemente Fauna
CTF 2053324
___________________________________
Rodrigo Moraes Belém
Engenheiro Ambiental – CREA MG 205789/D
CTF IBAMA 061053
Equipe Técnica
Plano Básico Ambiental – PBA
Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01)
SUMÁRIO
1. Introdução.................................................................................................................................................. 1
2. Descrição do Empreendimento ................................................................................................................. 2
2.1 Histórico de Licenciamento................................................................................................................ 2
2.2 Informações de Projeto...................................................................................................................... 2
2.3 Localização e Acesso ........................................................................................................................ 7
2.4 Áreas de Influência .......................................................................................................................... 12
2.4.1 Área de Influência Indireta (AII) ............................................................................................... 12
2.4.2 Área de Influência Direta (AID) ................................................................................................ 13
2.4.3 Área Diretamente Afetada (ADA) ............................................................................................ 14
2.5 Restrições Ambientais ..................................................................................................................... 16
2.5.1 Acesso à Área de Implantação ................................................................................................ 16
2.5.2 Propriedades Rurais ................................................................................................................ 17
2.5.3 Edificações e Áreas Urbanas .................................................................................................. 19
2.5.4 Comunidades Quilombolas e de Fundo de Pasto ................................................................... 21
2.5.5 Assentamentos do INCRA ....................................................................................................... 23
2.5.6 Áreas Indígenas (AI) ................................................................................................................ 24
2.5.7 Direitos Minerários (DM) .......................................................................................................... 25
2.5.8 Cavidades (CECAV) ................................................................................................................ 27
2.5.9 Cavidades (Campo) ................................................................................................................. 29
2.5.10 Sítios Arqueológicos ................................................................................................................ 31
2.5.11 Reserva Legal (RL).................................................................................................................. 33
2.5.12 Área de Preservação Permanente (APP)................................................................................ 35
2.5.13 Intervenção de Cursos d’Água ................................................................................................ 37
2.5.14 Unidades de Conservação (UC) .............................................................................................. 37
2.5.15 Área de Aplicação da Lei da Mata Atlântica ............................................................................ 39
2.5.16 Áreas de Segurança Aeroportuária ......................................................................................... 41
2.5.17 Intervenção em Infraestrutura Existente .................................................................................. 41
2.5.18 Síntese do MRA ....................................................................................................................... 41
3. Programas Ambientais ............................................................................................................................ 42
3.1 Programas do Meio Físico ............................................................................................................... 43
3.1.1 Programa de Gestão Ambiental .............................................................................................. 43
[Link] Introdução e Justificativa ................................................................................................. 43
[Link] Objetivos .......................................................................................................................... 44
[Link] Requisitos Legais ............................................................................................................ 45
[Link] Responsabilidade de Execução ...................................................................................... 46
[Link] Público-Alvo ..................................................................................................................... 46
[Link] Metodologia ..................................................................................................................... 46
[Link].1 Inspeções Ambientais em Campo e Registros de Não Conformidades ...................... 49
Sumário
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Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01)
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Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01)
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LISTA DE QUADROS
Quadro 01 Organização interna do empreendimento. ................................................................................ 3
Quadro 02 Localização da SE onde o empreendimento será conectado. .................................................. 3
Quadro 03 Especificações técnicas do empreendimento. .......................................................................... 3
Quadro 04 Quantitativo de áreas por estrutura do empreendimento. ......................................................... 4
Quadro 05 Propriedades rurais afetadas pelo empreendimento. ............................................................... 7
Quadro 06 Quantitativo de uso do solo da AII do empreendimento. ........................................................ 13
Quadro 07 Quantitativo de uso do solo da AID do empreendimento. ....................................................... 14
Quadro 08 Uso do Solo na Área Diretamente Afetada – ADA do empreendimento. ................................ 14
Quadro 09 Parâmetros analisados no MRA do empreendimento. ............................................................ 16
Quadro 10 Propriedades rurais afetadas pelo empreendimento. ............................................................. 17
Quadro 11 Pontos de intervenção em APP. .............................................................................................. 35
Quadro 12 Programas ambientais do PBA................................................................................................ 42
Quadro 13 Cronograma do Programa de Gestão Ambiental. ................................................................... 53
Quadro 14 Quantitativos das classes de suscetibilidade à erosão nas AID e ADA do empreendimento. 58
Quadro 15 Critérios para identificação de áreas críticas para processos erosivos. ................................. 61
Quadro 16 Modelo de ficha a ser utilizado para cadastro de processos erosivos e movimentos de massa.
................................................................................................................................................. 62
Quadro 18 Cronograma do Programa de Controle e Monitoramento de Processos Erosivos. ................ 70
Quadro 19 Cronograma do Programa Controle e Monitoramento de Emissão de Particulados. ............. 82
Quadro 20 Limites de níveis de pressão sonora em função dos tipos de áreas habitadas e do período. 86
Quadro 21 Pontos de monitoramento de ruídos cadastrados. .................................................................. 90
Quadro 22 Resultados das medições dos níveis de ruído no período diurno........................................... 92
Quadro 23 Resultados das medições dos níveis de ruído no período noturno. ....................................... 92
Quadro 24 Cronograma do Programa de Controle e Monitoramento de Ruídos. .................................... 97
Quadro 25 Inventário de resíduos esperados na implantação do empreendimento. ............................. 102
Quadro 26 Classificação dos Resíduos da Obra. ................................................................................... 103
Quadro 27 Classes e tipificação dos resíduos da construção civil. ........................................................ 104
Quadro 28 Classificação dos resíduos sólidos do serviço de saúde, aplicados ao empreendimento. ... 105
Quadro 29 Padrão de cores de acordo com o tipo de resíduo (CONAMA nº 275). ................................ 107
Quadro 30 Cronograma do Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos. . 120
Quadro 31 Pontos de amostragem de qualidade das águas no Complexo Santa Eugênia Solar (Fase
01). ............................................................................................................................................... 129
Quadro 32 Parâmetros Macroscópicos. .................................................................................................. 133
Quadro 33 Cronograma do Programa de Proteção e Monitoramento de Recursos Hídricos................. 138
Quadro 38 Coordenadas geográficas das áreas de bota-fora para possível destinação final do material
lenhoso. ............................................................................................................................................... 189
Quadro 39 Cronograma do Programa de Supressão da Cobertura Vegetal. ......................................... 194
Quadro 40 Algumas espécies vegetais registradas no Estado da Bahia com restrição de corte de acordo
com as legislações federais e estaduais. ...................................................................................................... 198
Sumário
Plano Básico Ambiental – PBA
Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01)
Sumário
Plano Básico Ambiental – PBA
Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01)
LISTA DE FIGURAS
Figura 01 Arranjo Geral do Empreendimento. ........................................................................................... 6
Figura 02 Localização do empreendimento. .............................................................................................. 8
Figura 03 Propriedades rurais afetadas pelo empreendimento. ............................................................... 9
Figura 04 Percurso Salvador – Uibaí. ...................................................................................................... 10
Figura 05 Acesso ao Empreendimento.................................................................................................... 11
Figura 06 Áreas de Influências do Empreendimento............................................................................... 15
Figura 07 Propriedades rurais afetadas pelo empreendimento. ............................................................. 18
Figura 08 Edificações............................................................................................................................... 20
Figura 09 Comunidades Quilombolas...................................................................................................... 22
Figura 10 Assentamentos INCRA. ........................................................................................................... 23
Figura 11 Áreas Indígenas (AI). ............................................................................................................... 24
Figura 12 Áreas de Direitos Minerários (DM). ......................................................................................... 26
Figura 13 Cavidades (CECAV). ............................................................................................................... 28
Figura 14 Cavidades (Campo). ................................................................................................................ 30
Figura 15 Sítios Arqueológicos. ............................................................................................................... 32
Figura 16 Intervenção em Reserva Legal (RL). ....................................................................................... 34
Figura 17 Intervenção em APP. ............................................................................................................... 36
Figura 18 Intervenção em Unidades de Conservação (UC). ................................................................... 38
Figura 19 Área de Aplicação da Lei da Mata Atlântica. ........................................................................... 40
Figura 20 Modelo da Escala de Ringelmann, conforme determinação de uso do CONTRAN. .............. 79
Figura 21 Localização dos Pontos de Ruídos. ........................................................................................ 91
Figura 22 Nível Contínuo Equivalente (LAeq) de cada ponto de ruído, no período diurno, comparados
ao nível de pressão sonora estabelecido pela Norma NBR-10.151. .............................................................. 93
Figura 23 Nível Contínuo Equivalente (Laeq) de cada ponto de ruído, no período noturno, comparados
ao nível de pressão sonora estabelecido pela Norma NBR-10.151. .............................................................. 93
Figura 24 Fluxograma de Gerenciamento de Resíduos com todas as etapas do Programa. .............. 116
Figura 25 Pontos de amostragem de qualidade das águas no Complexo Santa Eugênia Solar (Fase
01). ............................................................................................................................................... 130
Figura 28 Modelo de formulário disponibilizado pelo INEMA. ............................................................... 184
Figura 29 Detalhe dos cortes para derrubada de árvores de maior porte............................................. 187
Figura 30 Áreas de soltura de fauna...................................................................................................... 242
Figura 31 Modelos de Caixas de Contenção Física de Répteis, Aves e Mamíferos. ........................... 247
Figura 32 Áreas de amostragem de fauna. ........................................................................................... 258
Figura 33 Áreas de amostragem de fauna. ........................................................................................... 277
Figura 34 Componentes da Sexualidade Humana. ............................................................................... 334
Sumário
Plano Básico Ambiental – PBA
Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01)
1. INTRODUÇÃO
Este documento apresenta o Plano Básico Ambiental (PBA) que integra o procedimento de
formalização do processo de Licença de Instalação (LI) do projeto do Complexo Santa Eugênia
Solar (Fase 01), previsto para ser implantado nos municípios de Uibaí e Ibipeba, no estado da
Bahia, sob responsabilidade da empresa Statkraft Energias Renováveis S.A.
Ressalta-se que as medidas ambientais propostas no âmbito deste PBA visam primeiramente a
prevenção de impactos ambientais a serem gerados pela construção, operação e
descomissionamento das estruturas de apoio e secundariamente, a mitigação e controle dos
impactos ambientais negativos a fim de se evitar a propagação desses para além do território da
área de influência (AID e AII). Ademais, são apresentadas as medidas de monitoramento e de
acompanhamento das ações ambientais implementadas pelo empreendedor, para o cumprimento
da legislação ambiental vigente, minimização de impactos negativos e potencialização dos impactos
positivos do empreendimento.
Todo o estudo foi conduzido por uma equipe multidisciplinar de profissionais, conforme quadro
apresentado nas páginas iniciais deste PBA, que realizou o levantamento e análise de dados, bem
como a integração das propostas de ações ambientais para a área de inserção do empreendimento
e suas áreas de influência
Introdução – Pág. 1
Plano Básico Ambiental – PBA
Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01)
2. DESCRIÇÃO DO EMPREENDIMENTO
Esse capítulo detalha as principais informações do projeto atual de engenharia do empreendimento,
além da localização, acessos, áreas de influência e análise de restrições ambientais do Complexo
Santa Eugênia Solar (Fase 01).
Nesse contexto, o pedido de Licença de Instalação (LI) do empreendimento será feito em duas
fases, sendo:
• Fase 02: UFVs 1, 2, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21 e 22 (a serem
licenciadas posteriormente).
Potência
Potência SEs Nº de
UFV Localização CNPJ Instalada Inversores Trackers
(kWp) Unitárias Módulos
(kW)
Sol de Brotas 3 Ibipeba/BA 00.622.416/0001-41 39.107 32.640 5 102 637 57.510
Sol de Brotas 4 Uibaí/BA 00.622.416/0001-41 39.107 32.640 5 102 637 57.510
Sol de Brotas 5 Uibaí/BA 00.622.416/0001-41 39.107 32.640 5 102 637 57.510
Sol de Brotas 6 Uibaí/BA 00.622.416/0001-41 39.107 32.640 5 102 637 57.510
Sol de Brotas 7 Uibaí/BA 00.622.416/0001-41 35.496 32.640 5 102 580 52.200
TOTAL – 05 USINAS FOTOVOLTAICAS 191.923 163.200 25 510 3.130 282.240
• 05 Usinas Fotovoltaicas;
• 510 Inversores
• 01 Canteiros de Obras;
• 01 Edifício O&M;
• 07 Áreas de Bota-Fora;
• 07 Bacias de Sedimentação;
O quantitativo total de áreas a serem afetadas pelo empreendimento, detalhado por estrutura,
encontra-se apresentado no Quadro 04 a seguir.
(*) Estruturas provisórias que somam 24,55 ha, ou 5,4 % da ADA, e que serão alvos do Programa de Recuperação de Áreas Degradadas
(PRAD), com a reintegração das áreas a paisagem natural, após a finalização das obras de implantação.
Os acessos alternativos (aqueles que não serão permanentes) que forem abertos terão 100% de
sua área regeneradas naturalmente após a finalização das obras de implantação do
empreendimento, enquanto a faixa de RMT será parcialmente recuperada, uma vez que será
necessário manter uma faixa mínima para eventuais manutenções ao longo da operação do
empreendimento.
A área dos parques fotovoltaicos, as placas solares, os inversores, o edifício O&M, a bacia de
sedimentação e os acessos internos serão estruturas permanentes, não sendo passíveis de
recuperação ou regeneração natural.
A localização das estruturas do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01) pode ser visualizada
no Mapa de Arranjo Geral apresentado na Figura 01 a seguir e no Anexo 03, em escala com maior
nível de detalhes.
Nos estudos de LP, a delimitação da Área de Influência Indireta (AII) dos Meios Físico e Biótico foi
definida a partir do raio de abrangência mais amplo dos efeitos do empreendimento sobre os
atributos biofísicos, considerando a expressão espacial composta, principalmente, por feições do
relevo. A partir destas premissas, foram definidos os limites da AII de modo a contemplar o contexto
de bacia hidrográfica, de barreiras físicas estabelecidas por canais de drenagem e topografia. Com
base nesses critérios, a espacialização da AII para os Meios Físico e Biótico na LP contemplou
31.512,69 ha.
Para os estudos de LI da Fase 01, devido aos ajustes de projeto, a AII dos Meios Físico e Biótico
foi redefinida considerando as mesmas premissas consideradas nos estudos de LP e a partir dos
acidentes geográficos observados na área do empreendimento. Para sua delimitação foram
utilizados como limite os talvegues, divisores de água e contexto de escoamento hídrico em que o
empreendimento está localizado.
Para delimitação da Área de Influência Indireta (AII) para o Meio Socioeconômico, tanto para os
estudos de LP quanto de LI, foram considerados os municípios de Uibaí e Ibipeba, no estado da
Bahia, por serem as unidades político-administrativas do território onde será implantado o
empreendimento.
Após o ajuste de layout, a Área de Influência Indireta (AII) passou a compreender 17.344,82 ha. O
Quadro 06 mostra o quantitativo de uso do solo da AII do empreendimento. A espacialização da AII
para os Meios Físico, Biótico e Socioeconômico é apresentada na Figura 06 ao final desse capítulo.
AII
Classes
Dentro de APP (ha) Fora de APP (ha) Total (ha)
Área Urbanizada 3,16 34,64 37,80
Caatinga arbórea/arbustiva 418,66 5.274,90 5.693,56
Caatinga rupícola/Campo Rupestre 38,75 1.426,04 1.464,79
Floresta Estacional Semidecidual 3,26 0,66 3,92
Floresta/Caatinga arbórea 331,13 7.687,93 8.019,06
Solo Exposto / Complexo Eólico Existente 3,11 321,27 324,38
Superfície Agropecuária 118,49 1.682,82 1.801,31
Total Geral 916,57 16.428,25 17.344,82
Nos estudos de LP, a extensão da Área de Influência Direta (AID) para o Meio Físico foi definida de
forma a compreender as áreas potencialmente ameaçadas pelos impactos diretos da implantação
do empreendimento, bem como das atividades decorrentes. Sua delimitação teve como premissa
básica a contextualização do empreendimento em relação às barreiras físicas de transposição de
impactos, que são representadas por cursos d´água, divisores de sub-bacias hidrográficas,
ondulações do relevo, recursos ambientais relevantes, dessedentação e abrigos para manutenção
da macrofauna e porções significativas de vegetação preservada. Neste cenário, a delimitação da
Área de Influência Direta (AID) para os Meios Físico e Biótico na LP, contida integralmente na AII,
abrangeu 12.219,32 ha.
Para os estudos de LI da Fase 01, devido aos ajustes de projeto, a AID para os Meios Físico e
Biótico foi redefinida considerando as mesmas premissas consideradas nos estudos de LP e a partir
dos acidentes geográficos observados na área do empreendimento. Para sua delimitação foram
utilizados como limite os talvegues, divisores de água e contexto de escoamento hídrico em que o
empreendimento está localizado.
A AID para o Meio Socioeconômico, tanto para os estudos de LP quanto de LI, corresponde às
sedes municipais e localidades que não passarão por obras do empreendimento, como
readequação das vias e da infraestrutura local; no entanto, nessas localidades da AID, haverá
impactos diretos no meio social, como acesso a bens e serviços e contratação de mão de obra,
devido à sua importância e referência aos moradores da região. Estabeleceu-se, portanto, que a
Área de Influência Direta (AID) será composta pelos espaços rurais delimitados conforme dinâmica
socioeconômica local, quais sejam: Sedes municipais de Uibaí/BA e Ibipeba/BA e Comunidades de
Olhos D’Água e Boca D’Água.
Após o ajuste layout, a Área de Influência Direta (AID) passou a compreender 5.325,11 ha. O
Quadro 07 mostra o quantitativo de uso do solo da AID do empreendimento. A espacialização da
AID para os Meios Físico, Biótico e Socioeconômico é apresentada na Figura 06 ao final desse
capítulo.
AID
Classes
Dentro de APP (ha) Fora de APP (ha) Total (ha)
Área Urbanizada 0,00 0,00 0,00
Caatinga arbórea/arbustiva 75,62 1.090,03 1.165,65
Caatinga rupícola/Campo Rupestre 9,40 200,30 209,69
Floresta Estacional Semidecidual 1,04 0,13 1,17
Floresta/Caatinga arbórea 157,36 3.557,90 3.715,26
Solo Exposto / Complexo Eólico Existente 1,83 194,35 196,18
Superfície Agropecuária 0,01 37,14 37,15
Total Geral 245,27 5.079,84 5.325,11
AID
Classes
Dentro de APP (ha) Fora de APP (ha) Total (ha)
Área Urbanizada 0,00 0,00 0,00
Caatinga arbórea/arbustiva 0,00 63,66 63,66
Caatinga rupícola/Campo Rupestre 0,00 0,00 0,00
Floresta Estacional Semidecidual 0,00 0,00 0,00
Floresta/Caatinga arbórea 0,14 370,65 370,80
Solo Exposto / Complexo Eólico Existente 0,00 16,60 16,60
Superfície Agropecuária 0,00 3,41 3,41
Total Geral 0,14 454,32 454,46
Estrutura
Acesso à Área de Implantação
Edificações
Comunidades Quilombolas e de Fundo de Pasto
Assentamento do INCRA
Áreas Indígenas (AI)
Áreas de Direito Minerário (DM)
Cavidades mapeadas pelo CECAV
Cavidades mapeadas em campo
Sítios Arqueológicos
Reservas Legais (RL)
Áreas de Preservação Permanente (APP)
Unidades de Conservação (UC)
Áreas de aplicação da Lei da Mata Atlântica (Lei 11.428/2006)
Áreas de Segurança Aeroportuária
Linhas de Transmissão existentes
A área da UFV tem a seu favor a disponibilidade de estradas de acesso externo (rodovia BA-434)
e também de estradas de acessos vicinais e acessos internos do Complexo Eólico Ventos de Santa
Eugênia, empreendimento vizinho e já implantado, não sendo necessária a construção de novos
acessos externos para chegar até a área de implantação do empreendimento. A construção dos
acessos internos da UFV se dará em área arrendada e terão cerca de 03 a 06 metros de largura e
base compactada de material granulado, de modo a evitar a geração de poeira e tendo largura
suficiente para a passagem dos equipamentos do empreendimento. Ademais, os novos acessos
contarão com sistema de drenagem para a condução adequada da água pluvial a fim de evitar
empoçamento ou erosão.
De acordo com a consulta feita à base pública do SICAR, o empreendimento está totalmente
inserido dentro da poligonal de 01 (uma) propriedade rural, denominada Fazenda Cachoeira, a qual
foi arrendada pelo empreendedor para a implantação do empreendimento.
A área de implantação da UFV é eminentemente rural, não havendo edificações sendo sobrepostas
pela ADA do empreendimento.
Figura 08 Edificações.
Em relação a comunidades de fundo de pasto, não foram identificadas comunidades sendo afetadas
ou próximas da ADA do empreendimento.
De acordo com a consulta à base oficial do INCRA, a ADA da UFV não interfere e nem está próxima
a assentamentos, sendo o PA Bora o assentamento mais próximo do empreendimento, a cerca de
32 km de distância.
De acordo com a consulta à base oficial da FUNAI, a ADA da UFV não intercepta e nem está
próxima de Áreas Indígenas, sendo a comunidade de Ibotirama a mais próxima do empreendimento,
a cerca de 131 km de distância.
Um processo minerário é o polígono que define a área onde uma pessoa ou empresa tem a
prioridade e o direito exclusivo de comercializar as substâncias minerais de valor econômico
mapeadas dentro dos limites dessa poligonal, que recebe um número identificador único quando
registrada na ANM (Agência Nacional de Mineração), se tornando um processo administrativo desse
órgão. Esses processos são divididos, basicamente, em quatro fases: requerimento de pesquisa,
autorização de pesquisa, requerimento de lavra, concessão de lavra. A intervenção da ADA de um
empreendimento em áreas com processos até a fase de “autorização de pesquisa” não se configura
como uma restrição. Já a intervenção da ADA de um empreendimento em áreas com processos em
fases posteriores a “autorização de pesquisa” pode se configurar como uma restrição ao processo
de licenciamento.
De acordo com a consulta feita à base oficial da ANM, a ADA da UFV está interceptando apenas
01 área de Direito Minerário, estando ela em fase de “disponibilidade”. Considerando que não
existem áreas intervindas que estão com processos em fases posteriores a "autorização de
pesquisa", com o requerimento para execução de atividades minerárias em andamento no presente
momento, não será necessário proceder com o pedido de bloqueio minerário ou com a negociação
e/ou acordo de indenização com os proprietários dessa área.
Por fim, apesar de não se configurarem como restrições ambientais, mas sim como pontos de
atenção, existem outras 20 áreas sendo interceptadas pelas AID e AII do empreendimento.
De acordo com a consulta à base oficial do CECAV, não foram identificadas cavidades com o buffer
de 250m interceptados pela ADA da UFV. Existem algumas cavidades mapeadas pelo CECAV no
entorno do empreendimento, sendo que a mais próxima (Toca da Água) está a cerca de 7,25 km
de distância.
Não foram mapeadas cavidades ou feições espeleológicas dentro da ALE no decorrer do trabalho
de campo, em decorrência, sobretudo, da ausência de grandes afloramentos rochosos na área. Na
paisagem da ALE predominam vertentes alongadas, vegetadas e relevo pouco movimentado, sem
grandes rupturas de relevo, contexto que não favorece a espeleogênese.
Em consulta a base oficial do IPHAN e também de acordo com os levantamentos de campo que
subsidiaram a elaboração desse MRA, não foram identificados sítios arqueológicos interceptados
pela ADA da UFV. Porém, foram identificados 04 sítios arqueológicos dentro da AID: Baixado do
Garapa (BA2912400BAST00003), a cerca de 54 metros de distância, Riacho do Garapa
(BA2912400BAST00005), a cerca de 1,19 km de distância, Alto do Garapa, a cerca de 1,22 km de
distância, Toca do Embrejado, a cerca de 1,29 km de distância. Além desses, foram identificados
outros 09 sítios arqueológicos dentro da AII do empreendimento.
Os sítios identificados não apresentam restrições ao projeto, porém, devem ser considerados como
pontos de atenção devido à proximidade da ADA.
De acordo com a consulta feita à base pública do SICAR, a ADA da UFV não está interceptando
poligonais de Reserva Legal.
Para a análise desse item foi utilizada a base hidrográfica do GeoBahia refinada com os resultados
do levantamento de campo realizado pela equipe da Maron Ambiental.
A ADA da UFV intercepta apenas 01 ponto de APP hídrica, totalizando 0,14 ha. Essa intervenção
se dá somente pela faixa de RMT, conforme mostra o Quadro 11 abaixo.
Vale ressaltar que a intervenção em APPs por estruturas como as cercas, acessos, linha de
transmissão e/ou RMT podem vir a ocorrer, desde que seja apresentado ao INEMA o projeto
executivo de drenagem do empreendimento e, também, os programas ambientais de caráter
preventivo e corretivo, como o Programa de Controle de Processos Erosivos e Assoreamento,
Programa de Recuperação de Áreas Degradas, entre outros. Além disso, a Lei 12.651/2012 (Código
Florestal) prevê, em sua Seção II, Artigo 8º, que “A intervenção ou a supressão de vegetação nativa
em Área de Preservação Permanente somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública, de
interesse social ou de baixo impacto ambiental previstas nesta Lei”, sendo que a geração e
transmissão de energia, objetivo central do empreendimento em questão, é assim definida pelo
Artigo 3º, item VIII do Código Florestal.
Nesse contexto, a intervenção em APP não se configura como um ponto de restrição, e sim como
um ponto de atenção, uma vez que não haverá locação de postes na área de APP, mas somente o
lançamento aéreo de cabos.
A ADA da UFV não intercepta cursos d’água. A pequena intervenção em APP pela ADA do
empreendimento acontece apenas no buffer de 30m no entorno do talvegue, sem interferir
diretamente no curso d’água.
Além disso, conforme citado no item anterior, a intervenção em APP se dá pela faixa de RMT, onde
ocorrerá somente o lançamento aéreo de cabos.
Ainda assim, esse parâmetro será considerado no projeto de drenagem do empreendimento para
garantir a continuidade das vazões atuais dos cursos d’água locais, os quais são todos
intermitentes.
De acordo com a consulta feita à base pública do MMA-ICMBio, a ADA da UFV não intercepta áreas
de Unidades de Conservação. A UC mais próxima do empreendimento encontra-se a 59 km de
distância do empreendimento (APA Lagoa de Itaparica).
A Lei 11.428/2006 prevê, em seu Título II, Artigo 14º, que “A supressão de vegetação primária e
secundária no estágio avançado de regeneração somente poderá ser autorizada em caso de
utilidade pública, sendo que a vegetação secundária em estágio médio de regeneração poderá ser
suprimida nos casos de utilidade pública e interesse social, em todos os casos devidamente
caracterizados e motivados em procedimento administrativo próprio, quando inexistir alternativa
técnica e locacional ao empreendimento proposto...”, também valendo o disposto para vegetação
primária em estados médio e inicial de regeneração e vegetação secundária em estágio médio de
regeneração. A geração e transmissão de energia, objetivo central do empreendimento em questão,
é, por sua vez, definida como atividade de utilidade pública pelo Artigo 3º, item VII da Lei da Mata
Atlântica.
A ADA da UFV não intercepta áreas de aplicação da Lei da Mata Atlântica (Lei nº 11.428/2006).
Vale ressaltar que a intervenção em APPs por estruturas como as cercas, acessos, linha de
transmissão e/ou RMT podem vir a ocorrer, desde que seja apresentado ao INEMA o projeto
executivo de drenagem do empreendimento e, também, os programas ambientais de caráter
preventivo e corretivo, como o Programa de Controle de Processos Erosivos e Assoreamento,
Programa de Recuperação de Áreas Degradas, entre outros. Além disso, a Lei 12.651/2012 (Código
Florestal) prevê, em sua Seção II, Artigo 8º, que “A intervenção ou a supressão de vegetação nativa
em Área de Preservação Permanente somente ocorrerá nas hipóteses de utilidade pública, de
interesse social ou de baixo impacto ambiental previstas nesta Lei”, sendo que a geração e
transmissão de energia, objetivo central do empreendimento em questão, é assim definida pelo
Artigo 3º, item VIII do Código Florestal.
Portanto, nesse contexto, todos os pontos analisados nesse MRA, independente de sua
classificação, foram levados em consideração durante a concepção do layout de final do
empreendimento, de modo a eliminar todas as possíveis restrições ambientais do projeto.
3. PROGRAMAS AMBIENTAIS
Esse capítulo apresenta o detalhamento dos 19 programas ambientais elaborados para compor o
Plano Básico Ambienta (PBA) do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01), conforme mostra o
Quadro 12 abaixo.
A base para atuação da Gestão Ambiental será o conjunto de ações especificadas nos Programas
Ambientais do PBA, e nas condicionantes estabelecidas pelo INEMA na Licença de Instalação,
Autorização para Supressão de Vegetação – ASV, Autorização para Manejo de Fauna – AMF e
demais autorizações para instalação das estruturas do Empreendimento, bem como a legislação
ambiental pertinente no âmbito municipal, estadual e federal vigentes e que estão mencionadas
como requisitos legais nos respectivos programas ambientais deste PBA. Consideram-se, também,
as características do projeto de engenharia do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01) que
compõe o empreendimento e os impactos ambientais a este relacionados, à luz dos principais
atributos ambientais do seu território de inserção.
[Link] Objetivos
• Manter interface constante com os responsáveis pela execução dos Programas Ambientais
do PBA;
Durante a implantação e operação do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01) deverá ser
procedida a atualização mensal da legislação ambiental aplicável ao empreendimento,
considerando as distintas esferas de governo (municipal, estadual e federal).
• Lei Federal nº 6.938/ 1981 - Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e
mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências;
• NBR ABNT 14.004/1996 – Sistemas de gestão ambiental –Diretrizes gerais sobre princípios,
sistemas e técnicas de apoio.
• NBR ABNT 19.011/2002 – Diretrizes para auditorias de sistema de gestão da qualidade e/ou
ambiental.
[Link] Público-Alvo
Os públicos de interação do Programa de Gestão Ambiental (PGA) se constituem por todos aqueles
envolvidos, direta ou indiretamente, no desenvolvimento de atividades relacionadas à implantação
do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01), assim tipificados:
A área abrangência geográfica do PGA perpassa por todos os demais programas ambientais deste
PBA, sendo, portanto, representada pelas áreas de influência direta e indireta dos meios físico,
biótico e socioeconômico.
[Link] Metodologia
A estrutura de gerenciamento ambiental a ser implantada deverá permitir integrar de forma eficiente
os diversos intervenientes envolvidos na implantação do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01),
bem como em constante interação com os demais profissionais envolvidos nas atividades de
engenharia e meio ambiente, atuando subsidiariamente em relação à Engenharia do Proprietário
para assuntos ambientais. Adicionalmente, buscará garantir a utilização de técnicas de proteção e
de recuperação ambiental apropriadas, de modo a cumprir as obrigações determinadas pela
Legislação Ambiental e requisitos ambientais exigidos, atendendo, dessa forma, aos compromissos
e às condicionantes decorrentes do licenciamento ambiental.
• Definir as estratégias para concretização das ações previstas nos programas ambientais,
estipulando planos de ação com responsáveis, modo de execução e prazos.
• Manter contato constante e direto com os profissionais responsáveis pela execução dos
Programas Ambientais, repassando e recebendo informações pertinentes à gestão
ambiental do Empreendimento;
• Assegurar a vigência das licenças e autorizações, bem como planejar e instruir os processos
de renovação, prorrogação, retificação, regularização e obtenção das permissões
subsequentes, necessárias à continuidade e à operação do Complexo Fotovoltaico.
As inspeções ambientais têm como finalidade verificar in loco a execução de atividades nas frentes
de obras e serviços e nas atividades de implantação dos Programas Ambientais, identificando
prioritariamente a correta execução das atividades descritas nesses documentos e o controle dos
impactos ambientais, entre outros aspectos.
As inspeções ocorrerão diariamente através de uma equipe de gestão ambiental, formada por
profissionais habilitados, dimensionada para cobrir as frentes de obras e serviços, bem como
acompanhar as campanhas dos programas ambientais.
atividade, registro fotográfico, indicação de prováveis causas e medidas a serem aplicadas para sua
correção.
Ressalta-se que, conforme descrito no item das responsabilidades, as medidas corretivas serão
realizadas pelos profissionais responsáveis pelos Programas Ambientais, sob orientação da equipe
do PGA. Após a aplicação dessas ações, a equipe do PGA deverá verificar a eficácia e os resultados
alcançados.
Nessas reuniões, serão definidas as estratégias e protocolos de atuação, bem como analisados os
indicadores de desempenho das atividades. Com base na avaliação de resultados, serão
identificadas possíveis melhorias na forma de execução.
Semanalmente, são realizadas reuniões técnicas com a empreiteira responsável pelas obras, onde
são discutidas as programações de trabalho e as demandas mais urgentes. Além destas,
mensalmente são realizadas reuniões de coordenação onde são discutidos aspectos gerenciais do
projeto, tais como cronograma, escopo, avanço e evolução das obras.
Estão previstos sistemas informatizados de gestão que visem à guarda e ordenamento do acervo
documental, a revisão e conformidade dos documentos, bem como sua rastreabilidade e
acessibilidade, de modo a racionalizar a gestão documental e, consequentemente, a coordenação
da implantação dos Programas Ambientais.
[Link] Metas
Como metas fundamentais o Programa de Gestão Ambiental do Complexo Santa Eugênia Solar
(Fase 01), tem-se:
• Garantir entre 80 e 100% o atendimento das metas previstas nos demais Programas
Ambientais;
• Número das inspeções ambientais realizadas para verificação da execução dos Programas
Ambientais versus número de inspeções ambientais previstas no cronograma a ser
apresentado no Programa de Gestão Ambiental.
Para tanto, além dos procedimentos e instruções de trabalho padronizados a serem elaborados no
âmbito do Programa de Gestão Ambiental, um dos principais instrumentos será a sua atuação como
gerenciador do banco de dados de informações a serem geradas no âmbito dos diferentes
Programas previstos para as fases de Implantação e Operação do Complexo Santa Eugênia Solar
(Fase 01).
Sugere-se que a equipe de gestão e execução de cada empreiteira conte com analistas ambientais
e técnicos de campo para execução dos Programas Ambientais sob sua responsabilidade. Este
plano prevê ainda a participação de outros profissionais que viabilizem as ações como técnicos e
auxiliares de campo.
Os materiais demandados para a execução das atividades de campo incluem veículos para
deslocamento, câmeras fotográficas, GPS e Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s).
Adicionalmente, as equipes contarão ainda com apoio de recursos tecnológicos como sistemas de
geoprocessamento e de gestão de dados.
Para o órgão ambiental será apresentado um Relatório Final Consolidado, com todas as atividades
realizadas no âmbito deste programa, quando do requerimento da LO.
[Link] Cronograma
As medidas preconizadas neste Programa deverão ser aplicadas durante todo o período das obras
de implantação do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01), conforme o cronograma abaixo. As
atividades deste Programa devem ser mantidas ao longo da fase de operação, até a sua
desativação.
BRASIL, Lei da Política Nacional do Meio Ambiente (LPNMA) nº 6.938 de 31 de agosto de 1981.
Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e
aplicação, e dá outras providências. Planalto federal, Brasília, 1981. Disponível em: <
[Link] Acessado em: 15/10/2016.
_______. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 (Lei de Crimes Ambientais). Dispõe sobre as
sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e
dá outras providências. Planalto federal, Brasília, 1998. Disponível em: <
[Link] Acessado em: 15/10/2016.
CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução 005 de 15 de junho de 1989. Dispõe
sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio
ambiente, e dá outras providências. Planalto federal, Brasília, 2016. Disponível em: <
[Link] >. Acessado em: 16/10/2016.
Durante as obras de implantação do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01), é inerente a
realização de atividades de movimentação do solo com a abertura de acessos, escavações,
supressão vegetal e movimentação de veículos pesados. Tais atividades geram aspectos
ambientais que intensificam o processo de erosão hídrica e eólica natural, ainda que na área de
implantação do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01), predominam vertentes alongadas,
vegetadas e relevo pouco movimentado, sem grandes rupturas. Áreas susceptíveis à erosão podem
ocorrer em qualquer local de obra onde houver terraplanagem ou escavação profunda com a
conformação de talude ou terraço com ruptura de declive abrupta. Mesmo nas áreas planas, mas
com exposição do solo pela retirada da vegetação protetora, a erosão laminar tende a evoluir em
ritmo mais acelerado podendo até a iniciar processo de desertificação. Além do impacto de erosão
dos solos, o aspecto ambiental geração de sedimento pode vir a provocar também a alteração na
qualidade da água ou a mudança na morfologia fluvial se o aporte de sedimento for grande para os
cursos d’águas locais: cursos de água sem nome (sul da ADA e AID), Riacho do Uibaí (delimita o
trecho norte da AII), Riacho da Toca (delimita o trecho noroeste da AII), Riacho do Velame (delimita
o trecho oeste da AII), Riacho da Cachoeira (delimita o trecho leste da AID), afluentes da Sub bacia
dos rios Verde e Jacaré.
As atividades deste Programa serão detalhadas quando da finalização das obras e os pontos
identificados como críticos durante a instalação subsidiarão o monitoramento ao longo da operação.
É importante ressaltar que este Programa apresentará práticas recomendáveis para a contenção
do fluxo pluvial nas encostas, estabilidade de taludes e terreno em geral e conservação do solo a
fim de evitar processo de degradação sobre o meio ambiente, em especial sobre o solo e biota. No
caso da área de estudo, o Programa de Controle e Monitoramento de Processos Erosivos visa
controlar os processos erosivos na ADA para que esse fique restrito a área de projeto da engenharia
ou em suas imediações (AID).
[Link] Objetivos
Este Programa tem como objetivo geral indicar as medidas de controle dos agentes causadores da
erosão hídrica e eólica incidentes na ADA e no seu entorno imediato, afim de evitar a ocorrência de
processos erosivos severos e de movimentação de massa crítico na ADA e em seu entorno imediato
(AID), bem como para orientar as intervenções antrópicas no ambiente, no sentido de atenuar o
desenvolvimento de tais processos de degradação e, por conseguinte, o de sedimentação e
assoreamento que possam comprometer a estabilidade ambiental do geossistema local.
Este Programa também servirá para direcionar o monitoramento e indicar os dispositivos e critérios
a serem aplicados para diagnosticar os pontos críticos, a fim de garantir a manutenção das
condições adequadas de estabilização dos solos, otimizando as ações de implantação do
empreendimento Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01) em sinergia com o Programa de
Recuperação de Área Degradada.
• Proteger as áreas críticas durante a construção e aquelas consideradas de risco após a fase
construtiva, através da redução da velocidade da água e redirecionamento do escoamento
superficial;
• Manter o monitoramento das condições do solo das áreas diretamente afetadas pelo
empreendimento, sob o ponto de vista pedológico;
Todos os métodos de trabalho e processos que serão adotados respeitarão os preceitos contidos
na Lei nº 12.651/2012, que institui o novo Código Florestal Brasileiro, e em suas modificações
posteriores.
[Link] Público-Alvo
[Link] Metodologia
O desenvolvimento dos procedimentos para controle da erosão e assoreamento dos corpos hídricos
pode ser compreendido em três fases: diagnóstico, implantação/controle e monitoramento. Essas
três fases podem ser aplicadas de forma cíclica, visto que a identificação de novos locais
vulneráveis sempre pode gerar novo diagnóstico, implantação de medidas cabíveis e
monitoramento. Se o Programa for aplicado adequadamente, a tendência é que haja uma
estabilidade e equilíbrio do sistema, mantendo-o sempre na fase de monitoramento após o
cumprimento das fases anteriores.
As pesquisas em erosão incluem ensaios sob diferentes condições locais dos fatores
condicionantes: clima, relevo, solo, vegetação ou tipo de uso e manejo.
ADA AID
Grau de Susceptibilidade Erosiva
ha % ha %
Baixo 66,59 14,65% 696,12 13,07%
Médio 374,21 82,34% 4.276,71 80,32%
Alto 13,66 3,01% 351,54 6,60%
Total 454,46 100% 5.324,37 100%
De acordo com o mapa de suscetibilidade erosiva realizado para o estudo, observou-se que a maior
parte da AID corresponde a Médio potencial de suscetibilidade erosiva, abrangendo cerca de 80,3%
seguida da classe de Baixo grau com 13,1%. O cenário na ADA é bastante semelhante, com
predomínio das classes de suscetibilidade de Médio e Baixo grau, apresentando aproximadamente
82,3% e 14,6%, respectivamente. As áreas de Alto potencial apresentam-se mais restritas, tanto na
AID como na ADA e as de muito alto potencial não foram mapeadas. Durante as obras de
implantação do Complexo Fotovoltaico atenção especial deve ser dada às áreas de Alto potencial
identificadas.
Apesar destes aspectos, é importante ressaltar que os processos erosivos tendem a ocorrer em
porções com elevado grau de alteração antrópica, a exemplo das adjacências a acessos rodoviários
e das áreas destinadas a criação de animais, onde a vegetação é retirada e as características
naturais do relevo tendem a ser modificadas. Também nas áreas dissecadas da região, com
vegetação esparsa e solo exposto, verificou-se uma aceleração dos processos erosivos.
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Localização no Estado
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Localização no Município
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Título
Bonito
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Iguitu Suscetibilidade à erosão
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Projeto
Complexo Santa Eugênia Solar
Elaboração Escala
Marcos Antônio De A. Rodrigues
8.725.000
8.725.000
Escala Gráfica: (CREA-MG / 201143/D) 1:40.000
0 1 2 4
Olho-d'Água Km Fonte
! - Direito Minerário (DNPM, 2021);
- Limite municipal, pedologia e rodovia (IBGE, 2019, 2020);
145.000 150.000 155.000 160.000 165.000 - Hidrografia (INEMA, 2019).
Plano Básico Ambiental – PBA
Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01)
Durante esta etapa será contemplado estudo com base nas definições do Projeto de Engenharia
visando realizar levantamento das estruturas que podem gerar impactos ambientais significativos,
relacionados à estabilidade de talude e geração de processos erosivos. Aterros e cortes requeridos
serão identificados como áreas desencadeadoras de focos de instabilidade e deverão sofrer
medidas de controle para evitar e/ou mitigar potenciais processos erosivos.
Deverão ser delimitadas as áreas críticas e de instabilidade antes e durante a execução das obras
de instalação do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01). Essa delimitação ocorrerá a partir da
identificação de detalhes, como, por exemplo, pequenos deslizamentos, sulcos de erosão e focos
de erosão laminar, por meio de vistorias in loco. Também serão observados os recursos hídricos
da região, levando em considerando que grande parte das drenagens naturais da região tem caráter
intermitente ou efêmero, devendo haver monitoramento continuado tanto no período de seca como
de chuva. Deve ser previsto intensificação das inspeções no período anterior às chuvas e após
encerramento das mesmas, de modo a identificar pontos de atenção e desassorear as estruturas
de drenagem e contenção instaladas.
Para identificar as áreas críticas potenciais deverão ser considerados os critérios a seguir
especificados (Quadro 15).
A metodologia para determinação do grau de criticidade do processo erosivo, que se trata de uma
característica intrínseca à erosão, varia entre zero a dois, ou seja, pronunciada a estável. Para o
risco, que se refere a uma característica extrínseca ao processo erosivo, isto é, o que ele pode
causar no ambiente, varia entre baixo e muito alto. A atribuição de números permite uma menor
subjetivação no processo de caracterização das feições erosivas e a criação de um banco de dados,
que pode ser georreferenciados e representado por sistema de informações geográficas.
Os critérios para categorização das feições erosivas quanto ao grau de criticidade estão descritos
a seguir:
• Nestas áreas a execução de técnicas de recuperação ambiental com baixo nível de alteração
das condições naturalmente existentes, apresentam grande potencial de uso, favorecendo
Quanto ao grau de risco das feições erosivas, a metodologia utilizada foi proposta por Augusto Filho
(1992), que estabelece quatro níveis de risco para a caracterização de processos erosivos,
conforme Quadro 17.
Para minimizar os possíveis impactos oriundos da ocorrência de processos erosivos nas áreas
suscetíveis a erosão, as grandes intervenções, tais como acessos, cortes e aterros devem ser
evitadas sempre que possível. Quando for inviável evitar as áreas sensíveis, as condições do solo
devem ser avaliadas, a fim de caracterizar as feições erosivas já existentes e planejar as medidas
adequadas para estabilização dos solos. O manejo do solo e ações de prevenção e controle de
processos erosivos do empreendimento devem ser avaliados criteriosamente.
Durante as atividades de campo realizadas em dezembro de 2022, pela equipe da Maron Ambiental,
cujo intuito era caracterizar o meio ambiente das áreas de influência do empreendimento (ADA, AID
e AII), não foram identificadas feições erosivas significativas.
É importante salientar que, sugere-se que ocorra uma campanha de Background antes do início
das obras, podendo ser durante a fase de sondagem ou fase inicial de implantação, e se necessário,
poderão ser inseridas novas feições erosivas durante as demais campanhas executadas no
Complexo Fotovoltaico.
Esta etapa consiste na elaboração dos projetos de controle dos processos erosivos que possam
ocorrer em função das atividades da obra. Esses projetos serão elaborados pela empreiteira
responsável pela execução do empreendimento e devem ser executados quando do início das
obras, em caráter preventivo. O controle de áreas críticas do empreendimento deve considerar, na
sua elaboração, os seguintes elementos:
Durante as atividades de limpeza prévia e terraplenagem, deve-se evitar a exposição total do solo,
visando garantir a sua estabilidade, principalmente nos períodos de chuvas. Quanto aos solos que
serão expostos por períodos extensos, sem qualquer tratamento, poderão ser cobertos com lona
impermeável, evitando o surgimento de ravinas. No período de movimentação de solo, deve-se
atentar para manter a integridade dos corpos hídricos e drenagens naturais existentes no terreno,
sem interrompê-los. Nos casos em que não for possível deixar de transpor esses corpos hídricos,
principalmente na abertura dos acessos, deve-se garantir o seu fluxo por meio de bueiros ou pontes
bem planejados.
Podem ser implantados diques de contenção de taludes com o próprio material escavado, de forma
a garantir a inclinação dos taludes externos e caimentos transversais e longitudinais. Outros
materiais e métodos de contenção também podem ser implantados de acordo com as condições,
como muros de gabião, obras de arrimo, bermas, terraceamento, entre outros. Em casos de taludes
com inclinações significativas, sugere-se a aplicação de redutores de energia (escadas) para
minimização da velocidade de escoamento da água e, consequentemente, do arraste e
carreamento de sedimentos. Nos casos de surgimento de outros processos erosivos ao longo das
atividades construtivas, devem-se aplicar métodos adequados de contenção com a maior urgência
possível, evitando a expansão dessas feições. A escolha dos materiais a serem utilizados nesses
casos dependerá das características geotécnicas locais, podendo ser aplicados, após a drenagem
do terreno, sistemas de paliçadas, contenções por mantas geotêxtil, entre outros.
A reconformação da cobertura vegetal das áreas após as intervenções físicas é imprescindível para
garantir a permanência da estabilização da área. É indicada a revegetação utilizando espécies
nativas nos taludes de corte e aterro. A recomposição vegetal oferece a proteção e controle de
caráter extensivo contra os processos erosivos, favorecendo o encaminhamento das águas até os
locais de captação dos dispositivos de drenagem, contribuindo para o controle dos processos
erosivos e de instabilidade. As superfícies dos taludes de aterros e cortes, bem como o solo das
áreas de bota-fora, deverão receber revestimento vegetal para a proteção contra a erosão das
chuvas em todas as condições. Caso não seja possível a aplicação das técnicas em todos os
taludes, a equipe da empreiteira, sob supervisão da Gestão Ambiental, poderá avaliar pontualmente
quais os taludes em que será necessária a aplicação de técnicas de revegetação.
[Link] Metas
A execução deste Programa deverá contar com uma equipe de profissionais capacitados para
execução das atividades de monitoramento, bem como, para projeto e execução dos dispositivos
de controle e prevenção dos processos erosivos.
Sugere-se que a equipe de gestão e execução de cada empreiteira conte com profissionais como
analista ambiental e técnicos de campo para execução de todos os programas sob sua
responsabilidade. Este programa prevê ainda a participação de outros profissionais que viabilizem
as ações como operadores de maquinários, encarregados e auxiliares de campo.
Com relação aos materiais necessários para a execução das atividades aqui mencionadas, serão
necessários: veículo para deslocamento, câmera fotográfica, GPS, computador e softwares para
análise e processamento dos dados espaciais.
Para o órgão ambiental será elaborado um Relatório Final Consolidado, com todas as atividades
realizadas no âmbito deste Programa, quando do requerimento do pedido da LO.
[Link] Cronograma
As ações previstas neste Programa deverão ser realizadas durante as obras de implantação do
Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01). Ressalta-se que as ações indicadas se concentrarão no
período de implantação, podendo ser realizadas verificações em campo também durante a fase de
operação, conforme avaliado e justificado pela equipe técnica responsável pelo programa.
ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 8.044 Projeto Geotécnico. Rio
de Janeiro. 2018.
Durante a fase de instalação do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01) haverá a emissão de
gases e sólidos em suspensão decorrente das atividades típicas desta etapa, sobretudo, aos
seguintes aspectos: (i) abertura de acessos, tráfego de veículos leves e pesados, máquinas e
equipamentos por estradas vicinais e vias de acesso não pavimentadas para execução de obras,
movimentação de terra, transporte de insumos e de trabalhadores; (ii) execução das obras de
terraplanagem e de construção civil; (iii) atividades de implantação e fechamento do canteiro de
obras e da usina de concreto.
As condições atuais dos acessos existentes e as características dos solos locais propiciam a
produção de sólidos que podem vir a ser mobilizados, aspecto que será acentuado e potencializado
pelas atividades previstas para as obras de implantação.
Essas emissões de particulados deverão ser mitigadas e monitoradas, em especial nas áreas
habitadas próximas ao empreendimento e aos equipamentos sociais adjacentes. A comunidade de
Olho d’água mais próxima do Complexo Fotovoltaico, em particular, deve ser monitorada de perto,
inclusive pela equipe de Comunicação Social. A emissão de poluentes atmosféricos pode provocar
danos à saúde humana e ao meio ambiente, além disso, pode igualmente reduzir a visibilidade,
diminuir a intensidade da luz ou provocar odores desagradáveis. Sobre a saúde humana, a poluição
atmosférica pode afetar o sistema respiratório podendo agravar ou mesmo provocar diversas
doenças crônicas tais como a asma, bronquite crônica, infecções nos pulmões, enfisema pulmonar,
doenças do coração e cancro do pulmão.
Já na fase de operação, é previsto que haja uma redução expressiva deste impacto, uma vez que
a circulação de veículos, equipamentos e pessoas pela área do empreendimento se dará de forma
pontual, apenas para acesso de funcionários para atividades de inspeção e manutenção.
de forma a minimizar as possíveis interferências sobre meio ambiente, sobre a saúde da mão de
obra e da população do entorno da ADA.
[Link] Objetivos
• Propor ações para controlar as emissões de material particulado e fumaça preta de veículos
e equipamentos vinculados ao Empreendimento;
• Resolução CONAMA n.º 005/89, que dispõe sobre o Programa Nacional de Controle da
Poluição do Ar – PRONAR;
• Resolução CONAMA n.º 018/86, que dispõe sobre a criação do Programa de Controle de
Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE;
• Resolução CONAMA n.º 251/99, dispõe sobre os critérios, procedimentos e limites máximos
de opacidade da emissão de escapamento dos veículos automotores do ciclo Diesel, em
uso no Território Nacional, a serem utilizados em programas de I/M;
• Portaria MINTER nº 100/80, que dispõe sobre a emissão de fumaça por veículos movidos a
óleo diesel;
• Norma NBR 6.016:2015 da ABNT: Gás de escapamento de motor Diesel - Avaliação de teor
de fuligem com a escala de Ringelmann;
• Resolução CONTRAN n.º 441, de 28 de maio de 2013. Dispõe sobre o transporte de cargas
de sólidos a granel nas vias abertas à circulação pública em todo o território nacional;
• Resolução CONAMA n.º 418, de 25 de novembro de 2009. Dispõe sobre critérios para a
elaboração de Planos de Controle de Poluição Veicular – PCPV e para a implantação de
Programas de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso – I/M pelos órgãos estaduais e
municipais de meio ambiente e determina novos limites de emissão e procedimentos para a
avaliação do estado de manutenção de veículos em uso;
• Resolução CONAMA n.º 226, de 20 de agostos de 1997, aletrada pela Resolução CONAMA
n.º 321, de 18 de março de 2003. Estabelece limites máximos de emissão de fuligem de
veículos automotores, as especificações para óleo Diesel comercial e o cronograma de
implantação do cronograma de melhoria do óleo Diesel;
• Resolução CONAMA n.º 15, de 13 de dezembro de 1995, alterada pela Resolução CONAMA
n.º 242, de 30 de junho de 1998. Dispõe sobre a nova classificação dos veículos automotores
para o controle da emissão veicular de gases, material particulado e evaporativo, e dá outras
providências;
motores, uso de EPIs e controle do tráfego de veículos. A equipe de Comunicação Social estará
envolvida no atendimento a eventuais reclamações.
[Link] Público-Alvo
[Link] Metodologia
A metodologia desenvolvida para subsidiar o Programa deverá ser procedida a partir de duas
vertentes:
Dessa forma, sugere-se proceder com as orientações listadas a seguir, sempre que possível,
mediante avaliação das equipes de engenharia e meio ambiente, como medidas de controle.
Cobertura das vias com materiais: O uso de materiais nas vias de acesso se torna outra
alternativa viável para diminuir a propagação do particulado em questão. A principal técnica utilizada
para cobertura das vias é a aplicação de brita. Outra alternativa é a utilização de produtos orgânicos
para cobertura da superfície. Coberturas como palha, casca de árvore ou outros materiais orgânicos
para proteger áreas expostas e evitar a emissão de particulados
Salienta-se que a utilização das técnicas propostas deve ser avaliada pela equipe de gestão
ambiental e estar em consonância com as especificações geotécnicas e civis da obra.
Os equipamentos a combustão, como gasolina, álcool e diesel, que contribuem para a emissão de
poluição, tais como betoneiras, tratores, retroescavadeira, caçambas, muncks, patrols, e todos os
outros veículos pesados, comumente utilizados em obras, devem passar por manutenção e revisão
periodicamente;
[Link].1.3 Sinalização
A utilização de qualquer placa ou aviso deve ser aprovada pela equipe de engenharia de segurança
do trabalho da obra e estar em conformidade com as normativas vigentes, além de padronizadas
conforme orientações previstas no Programa de Sinalização e Controle de Tráfego do PBA ora
apresentado.
Em consonância com os ditames de Segurança do Trabalhado, o uso de EPIs será obrigatório nas
obras, especialmente máscara de proteção respiratória e óculos de segurança, de modo a proteger
a saúde dos colaboradores.
Para minimizar os impactos negativos ocasionados aos meios físico, biótico e socioeconômico na
área de influência do empreendimento, se faz necessária a identificação de fontes emissoras de
material particulado sob qualquer forma. As atividades vinculadas à implantação do
empreendimento demandarão ações que geram poeiras e gases para a implantação da
infraestrutura, tais como movimentação de solos e rochas por equipamentos, rodagem de veículos
vinculados à obra pelos acessos não pavimentados, operação de motores a combustão interna,
abertura de cavas para fundação das placas fotovoltaicas, limpeza e preparação dos terrenos,
instalação do canteiro de obras, supressão da vegetação.
O mapeamento e cadastramento dos pontos críticos para emissão de poeira está programado para
o primeiro mês após emissão da Licença de Instalação, na Campanha Background. Esta campanha
ocorrerá antes das obras do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01) se iniciarem e nela os pontos
críticos considerados significativos serão inseridos no banco de dados para monitoramento e
caracterizados mais detalhadamente.
Como medida de monitoramento deverão ser realizadas campanhas mensais, com análise
qualitativa, da fumaça preta emitida por veículos e maquinários que utilizem óleo diesel como
Este método de aferimento é previsto pela Portaria IBAMA nº 85/1996, como forma de avaliação do
grau colorimétrico da fumaça emitida por motores a diesel.
A aplicação da escala de Ringelmann deve ser realizada durante toda a etapa de instalação do
empreendimento nos veículos automotores pesados ou de transporte, que trafegarem na área de
influência do empreendimento. Os resultados das inspeções deverão ser registrados em formulários
específicos, contemplando a data da inspeção, identificação do veículo, a quilometragem e o grau
de enegrecimento da fumaça. Caso sejam observados níveis excessivos de densidade
colorimétrica, os registros do monitoramento deverão ser comunicados para emissão dos registros
de não conformidade.
Dessa forma, determina-se que tal procedimento seja efetuado, preferencialmente, nas vias de
acesso interno e externo do ambiente construtivo da obra, além da via principal das comunidades
inseridas próximas ao empreendimento ressalta-se que, de forma a evitar a geração de outros
poluentes atmosféricos não previstos neste Programa, fica proibida a queima de qualquer material
ou resíduo gerado durante as obras, independente da sua origem.
[Link] Metas
• Realizar ações visando assegurar 100% dos veículos que ultrapassem os padrões de
emissão de fumaça estabelecidos pela legislação vigente sejam direcionados para
manutenção;
• Número de veículos fora dos padrões para emissão de fumaça e quantidade (%) de veículos
fora dos padrões direcionados para a manutenção;
• Quantidade (%) de casos de não conformidades registradas pela equipe do PGA que foram
corrigidas; e
A execução deste Programa deverá contar com uma equipe de profissionais capacitados para
realização das ações aqui descritas. Sugere-se que a equipe de gestão e execução de cada
empreiteira conte com profissionais como analista ambiental e técnicos de campo para execução
de todos os programas sob sua responsabilidade. Este programa prevê ainda a participação de
outros profissionais que viabilizem as ações, como motoristas, operadores de máquinas e auxiliares
de campo.
Os materiais demandados para a execução das atividades de campo incluem veículos para
deslocamento, câmeras fotográficas, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), Escala
Ringelmann, fichas de campo, além de outros materiais que se fizerem pertinentes.
Para o órgão ambiental será elaborado um Relatório Final Consolidado, com todas as atividades
realizadas no âmbito deste Programa, quando do requerimento do pedido da LO.
[Link] Cronograma
BRASIL, Lei nº 9.503 de 23 de setembro de 1997. Institui o Código Nacional de Trânsito. Planalto
federal, Brasília, 1997. Disponível em: < [Link]
_______. Lei da Política Nacional do Meio Ambiente (LPNMA) nº 6.938 de 31 de agosto de 1981.
Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e
aplicação, e dá outras providências. Planalto federal, Brasília, 1981.
_______. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 (Lei de Crimes Ambientais). Dispõe sobre as
sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e
dáoutras providências. Planalto federal, Brasília, 1998. Disponível em: <
[Link]
CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução 005 de 15 de junho de 1989. Dispõe
sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio
ambiente, e dá outras providências. Planalto federal, Brasília, 2016.
_______. Resolução 03 de 28 de junho de 1990. Dispõe sobre padrões da qualidade do ar, previstos
no PRONAR. Planalto federal, Brasília, 2016.
MARON AMBIENTAL, 2023. Estudo de Médio Impacto - EMI do Complexo Santa Eugênia Solar.
A implantação do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01) necessitará de atividades como
abertura e ampliação de acessos, abertura e operação de áreas de empréstimo e bota-fora,
construção de bases das placas fotovoltaicas, transporte de equipamentos, materiais e pessoas,
transporte e operação de maquinários pesados, entre outras. Tais atividades são geradoras, além
de outros impactos ambientais, de ruídos sonoros.
O presente Programa se faz necessário para certificar que prevaleçam as adequadas condições de
qualidade e conforto ambiental na região, bem como para fornecer dados monitorados in loco para
resguardar o empreendedor frente aos possíveis questionamentos futuros.
[Link] Objetivos
O Programa de Controle e Monitoramento de Ruídos tem como objetivo geral minimizar os impactos
ambientais causados pela emissão de ruídos atribuíveis às atividades de implantação do
empreendimento, buscando, dessa forma que a instalação do empreendimento atenda à legislação
vigente no que se refere aos níveis de ruído. Para tal, são propostas medidas de controle e
monitoramento, visando preservar a saúde e bem-estar dos trabalhadores envolvidos nas obras.
Esse Programa também objetiva:
• A Resolução CONAMA 001/90: Dispõe sobre critérios e padrões de emissão de ruídos, das
atividades industriais;
[Link] Público-Alvo
[Link] Metodologia
Este programa possui dois componentes principais, um sob responsabilidade da empreiteira que
diz respeito às medidas preventivas e de controle, e outro sob responsabilidade da gestão ambiental
da obra, relacionado às campanhas de monitoramento. As campanhas de medição terão como
objetivo caracterizar o ruído ambiental existente durante a fase de instalação na área do Complexo
Fotovoltaico e seu entorno. Já na fase de operação, o monitoramento proposto deverá ser realizado
somente em caso de reclamação de incômodo da população residente.
A legislação federal vigente que trata dos níveis de ruído é a Resolução CONAMA nº 01/1990, que
determina os valores máximos estipulados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT),
conforme critérios estabelecidos na norma técnica ABNT – NBR 10.151/2020 – “Acústica – Medição
e avaliação do Ruído em Áreas Habitadas, Aplicação de uso geral”, para ruídos emitidos em
decorrência de quaisquer atividades industriais, comerciais, sociais ou recreativas.
A referida norma técnica NBR 10.151 (ABNT, 2020) considera recomendáveis, para conforto
acústico, os níveis máximos de ruído externo apresentados no Quadro 20.
Quadro 20 Limites de níveis de pressão sonora em função dos tipos de áreas habitadas e
do período.
Conforme estabelecido na referida norma, a classificação do tipo de uso e ocupação do solo nos
pontos receptores medidos deve ser realizada por observação local, durante as medições dos níveis
de ruído. Dessa forma, a classificação de uso e ocupação nos pontos receptores não representa,
necessariamente, o zoneamento oficial do município, pois frequentemente a ocupação real não
corresponde a este. Por outro lado, os padrões de ruído são estabelecidos em função da
sensibilidade dos agentes receptores, que estão intrinsecamente relacionados com o tipo de
ocupação existente.
De modo a facilitar o entendimento dos dados que serão apresentados adiante, define-se abaixo
termos relativos ao monitoramento e avaliação de níveis acústicos:
• Nível Máximo (LMAX): é o nível de som máximo verificado durante cada amostragem.
• Nível Mínimo (LMIN): é o nível de som mínimo verificado durante cada amostragem.
• Nível de Pressão Sonora do som Total – Ltot – valor de Laeq,T que representa o som em
um momento em que há a interferência da fonte de ruídos e do som residual.
• Nível de Pressão Sonora do som Específico – Lesp – valor obtido a partir de uma
comparação logarítmica entre o som total e o som residual, resultando no nível de pressão
específico da fonte emissora de ruídos que se pretende estudar, realizado conforme
instruções da NBR 10.151/2020.
[Link].2 Equipamentos
As medições in situ ocorrerão nos períodos diurno e noturno. O período diurno corresponde ao
período de tempo compreendido entre as 07:01 hs (sete horas e um minuto) e as 19:00 hs
(dezenove horas) do mesmo dia; o vespertino, entre as 19:01 hs (dezenove horas e um minuto) e
as 22:00 hs (vinte e duas horas) e, o noturno, entre as 22:01 hs (vinte e duas horas e um minuto) e
as 07:00 hs (sete horas) do dia seguinte. Vale ressaltar que as medições a serem realizadas durante
a fase de instalação do empreendimento, no período diurno, vão coincidir com o período em que
serão realizadas as obras civis de construção.
• O efeito de vento sobre o microfone deve ser evitado com uso de protetor;
• As medições devem ser efetuadas em pontos afastados a 1,2 m do piso e a no mínimo 2,0
m do limite da propriedade e de quaisquer outras superfícies refletoras, como muros e
paredes;
• Cada medição deve ser realizada em um período de no mínimo cinco minutos, utilizando a
curva de ponderação A, com circuito de resposta rápida (fast), totalizando 300 leituras no
mínimo;
o Data;
o Descrição da área;
o Resposta do ruído;
o Condições Meteorológicas;
• Ruído de fundo:
o IH – Interferência humana;
o IA – Interferência animal;
o EO – Equipamentos de obras.
Os procedimentos que serão empregados para a medição dos níveis de ruído têm como base a
NBR 10.151/2020, e a L11032/1992 da CETESB, onde são estabelecidas as seguintes premissas:
• Todos os valores medidos do nível de pressão sonora devem ser aproximados ao valor
inteiro mais próximo;
• As medições serão efetuadas em pontos afastados a 1,2 m do piso, e, pelo menos, 2 metros
do limite da propriedade e de quaisquer outras superfícies refletoras, como muros e paredes;
• Cada medição será realizada em um período de no mínimo cinco minutos, de forma que a
cada intervalo de 01 segundos foi feito a leitura do nível de ruído, totalizando no mínimo 300
leituras;
• Os parâmetros considerados para cada medição incluirão Laeq, Lmín e Lmáx. Os gráficos
comparativos serão apresentados nas Fichas de Medição que deverão compor os relatórios
de monitoramento;
• Os valores registrados serão comparados aos valores que a norma técnica NBR 10.151
(ABNT, 2020) considera recomendáveis, para conforto acústico, os níveis máximos de ruído
externo apresentados no Quadro 20. E quando necessário serão utilizados os dados de
ruído de fundo (residual) identificados na campanha de background.
É importante destacar que novos pontos poderão ser acrescentados, caso necessário, conforme
necessidades identificadas ao início da implantação pela equipe de gestão ambiental do
empreendedor e reclamação da comunidade local.
UTM/23S SIRGAS
Ponto Descrição 2000 Tipo de área e limites
E N
R01 Acesso de contorno a Uibaí 815290 8745091 Residências rurais
Acesso externo ao Complexo Eólico Ventos de Santa
R02 813917 8734084 Residências rurais
Eugênia
Local de um possível Alojamento (realocar caso o
Área mista, predominantemente
R03 alojamento mude de posição ou não venha a ser 817597 8737923
residencial
implantado)
Os valores obtidos para os 03 pontos de medição do nível de ruído são apresentados no Quadro
22 para o período diurno, e no Quadro 23 para o período noturno.
Medidas em dB (A)
Ponto Limites NBR 10.151 (RLAeq) Tipo de área
LAeq Lmin Lmax L10 L90
R01 56,28 45,8 83,1 57,78 47,6 40 Residências rurais
R02 52,05 36,7 87,7 48,69 38,3 40 Residências rurais
R03 66,55 46 81,8 66,4 48,7 55 Área mista, predominantemente residencial
Medidas em dB (A)
Ponto Limites NBR 10.151 (RLAeq) Tipo de área
Leq Lmin Lmax L10 L90
R01 57,50 48,50 61,10 60,09 50,70 35 Residências rurais
R02 60,32 43,5 70,3 64,19 45,6 35 Residências rurais
R03 59,17 48 58,5 60,69 49,51 50 Área mista, predominantemente residencial
A partir do exposto, observa-se que no período diurno, todos os três (03) pontos de amostragem,
apresentaram LAeq superior ao estabelecido pela NBR 10.151. Neste período, estes pontos
ultrapassam, em média, 30,6% do valor estipulado pela norma como limite para as condições de
ocupação da área de medição, com um valor médio de Laeq de 58,29 dB. É importante mencionar
que os pontos R01 e R02 apresentaram as maiores intensidades medidas para o tipo de área
atingindo respectivamente, 56,28 dB e 52,05 dB, ultrapassando em cerca de 40,70% e 30,11% os
valores estabelecidos como limite.
Os ruídos de fundo mais frequentes foram os provocados diretamente por interferência humana e
animal (IA, IH) e também foram registrados ruídos referentes a veículos de médio e grande porte
(VMP e VGP) no momento das medições. O vento também foi um agente causador de ruído. As
condições meteorológicas no momento das medições eram, em geral: alta incidência solar, vento
constante e intenso presente em praticamente todos os pontos, e umidade do ar média.
No período noturno, assim como na medição em período diurno, todas as medições registraram
valores superiores ao estabelecido pela norma. As medições realizadas nestes pontos captaram
valores que ultrapassam, em média, 68,3% do valor estipulado pela norma como limite para as
condições de ocupação neste período, com um valor médio de Laeq de 58,91 dB. Destaca-se os
pontos R01 e R02, em que os valores de intensidade de ruído atingiram, respectivamente, 57,50
dB e 60,32 dB, ultrapassando o limite estabelecido pela norma em intervalos percentuais de 64,27%
e 72,35% Há interferências animais (IA), porém em menor quantidade do que o observado no
levantamento diurno. As condições meteorológicas no momento das medições eram de vento
brando a intenso.
O controle e o monitoramento dos níveis de ruído na área destinada à instalação serão realizados
a partir de medidas preventivas e periódicas, descritas a seguir:
A operação de todo equipamento mecânico utilizado nos processos de construção dentro e fora da
área do empreendimento não deverá provocar ruído desnecessário ou excessivo, e deverá cumprir
os limites de ruído estabelecidos pela legislação vigente. Todos os equipamentos e dispositivos de
atenuação acústica em operação nas instalações das obras serão mantidos em boas condições,
para minimizar as emissões de ruído.
Os veículos em uso devem manter suas configurações originais e boas condições de uso, evitando-
se ruídos excessivos, dentre outros impactos.
[Link] Metas
Este Programa possui como finalidade o cumprimento de todas as normas de saúde ocupacional
que se referem aos níveis aceitáveis de ruídos no decorrer de todo o período de obras, de forma a
garantir condições seguras nos ambientes de trabalho, e a conformidade legal do empreendimento
associada à saúde e segurança. Para isso, este plano terá como metas:
• Realizar ações visando assegurar os resultados das medições dos níveis de ruído dentro
dos parâmetros estabelecidos, considerando as referências definidas pela campanha de
background;
O Programa de Controle e Monitoramento de Ruídos apresenta interface com as medidas que serão
adotadas nos seguintes programas:
Para o órgão ambiental será elaborado um Relatório Final Consolidado, com todas as atividades
realizadas no âmbito deste Programa, quando do requerimento do pedido da LO.
[Link] Cronograma
MARON AMBIENTAL, 2023. Estudo de Médio Impacto - EMI do Complexo Santa Eugênia Solar
(Fase 01).
Considerando as características dos resíduos sólidos a serem gerados na fase de obras para
implantação do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01), bem como o volume de resíduos e
efluentes produzidos, são necessárias diretrizes que visem à sua adequada gestão. Neste contexto,
incluem-se dispositivos para o controle da geração, segregação, coleta, armazenamento,
transporte, destinação e disposição final de todos os resíduos e normas para o tratamento dos
efluentes gerados pelo empreendimento.
A Lei Federal nº 12.305/2010 instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), embasada
pela norma ABNT NBR 10.004/2004, cujo Artigo 3º define o gerenciamento de resíduos sólidos
como: o conjunto de procedimentos de gestão, planejados e implementados com o objetivo de
minimizar a produção de resíduos e proporcionar aos resíduos gerados a adequada coleta,
armazenamento, tratamento, transporte e destinação final adequada, visando à preservação da
saúde pública e a qualidade do meio ambiente. Diante desse contexto, o Programa de
Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Efluentes Líquidos e Oleosos é o documento que assinala e
descreve as ações correlatas ao seu manejo, observando suas características e riscos, no âmbito
das estruturas e unidades geradoras de resíduos das diversas atividades, contemplando os
aspectos citados na definição apresentada pela PNRS para o gerenciamento de resíduos sólidos.
[Link] Objetivos
O objetivo básico deste Programa é assegurar que a menor quantidade possível de resíduos seja
gerada durante a construção do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01), de maneira que os
resíduos gerados sejam adequadamente coletados, armazenados e encaminhados para destinação
final, de forma a não resultar em emissões de gases, líquidos ou sólidos que representem impactos
significativos sobre o meio ambiente e população local. Abrange também os objetivos específicos:
• Controlar a geração de resíduos, a fim de evitar a poluição ambiental nas áreas de influência
do Empreendimento;
• Separar os resíduos conforme tipologia definida por normas, leis e resoluções vigentes, para
facilitar o gerenciamento dos materiais até à sua destinação final;
• Lei Federal 5.318/67: Institui a Política Nacional de Saneamento e cria o Conselho Nacional
de Saneamento.
• Lei Federal 12.305/10: Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605,
de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências.
• Resolução CONAMA 275/01: Estabelece código de cores para diferentes tipos de resíduos
na coleta seletiva.
• Resolução CONAMA 283/01: Dispõe sobre o tratamento e a destinação final dos resíduos
dos serviços de saúde.
• Resolução CONAMA 358/05: Dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos resíduos
dos serviços de saúde e dá outras providências.
• Resolução CONAMA 362/05: Dispõe sobre a destinação final e rerrefino de óleo lubrificante.
• NBR ISO 14001: Sistemas de Gestão Ambiental – Requisitos com orientações para uso.
[Link] Público-Alvo
[Link] Metodologia
O gerenciamento ambiental dos resíduos sólidos está baseado nos princípios da redução da
geração, na maximização da reutilização e da reciclagem, além do apropriado encaminhamento dos
resíduos para destinação final, expressa na Resolução CONAMA 307/02.
A boa organização do espaço onde são realizadas as obras faz com que sejam evitados
sistemáticos desperdícios na utilização e na aquisição dos materiais para substituição. Em alguns
casos, os materiais permanecem espalhados pela obra e acabam sendo descartados como
resíduos. A redução da geração de resíduos também implica redução dos custos de transporte
externo e destinação final.
Os resíduos de construção deverão ser separados de acordo com a sua natureza e armazenados
em baias, caçambas, bombonas ou big-bags entre outros, de acordo com sua característica no
momento do acondicionamento para serem continuamente removidos e encaminhados para
destinação final. Madeiras de construção e ferragens poderão ser vendidas ou doadas. Resíduos
orgânicos poderão ser destinados a compostagem ou encaminhados para aterros ou áreas de
tratamento devidamente licenciadas para esse fim. Para resíduos específicos, que demandem
tratamento especial, orienta-se que sejam contratadas empresas autorizadas pelo órgão ambiental
para realizar o transporte e que esses resíduos sejam encaminhados para destinação final em locais
licenciados pelos órgãos competentes.
Além disso, ainda poderão ser gerados resíduos orgânicos advindos do refeitório, que serão
armazenados em coletores cinzas, devidamente vedados, para evitar odor forte e a consequente
atração de vetores transmissores de doenças e enviados para o aterro sanitário licenciado mais
próximo, respeitando uma temporalidade curta (semanal), ou, alternativamente e sempre que
possível, destinados para a compostagem.
A periodicidade da destinação final dos resíduos recicláveis, RCC e resíduos perigosos está
atrelada a capacidade dos locais de armazenamento temporário. Considerando que os resíduos
não devem extravasar seus locais de armazenamento, recomenda-se que a destinação seja
realizada antes que se atinja 80% da capacidade de cada local.
O Quadro 25 apresenta a descrição de cada tipo de resíduo que se estima gerar durante a
implantação do empreendimento, sua fonte, sua classificação de acordo com a ABNT NBR nº
10.004:2004, e as alternativas de acondicionamento e de destinação final correspondente.
Classificaçã
Origem Descrição o (ABNT Disposição Destinação Final
10.004/2004)
Reutilização ou disposição em
Entulhos de áreas de bota-fora autorizadas
Classe II B Contêineres/Baias sinalizadas
construção ou disposição em aterro
sanitário
Embalagens de
Disposição em aterro sanitário
aditivos de Classe I Contêineres/Baia de Classe I
industrial
concreto
Restos de Reciclagem/reutilização/doaçã
Classe II B Contêineres ou baias sinalizadas
madeira o para moradores locais
Metal (ferro, aço,
fiação revestida,
Classe II B Contêineres ou caçambas estacionárias Reciclagem/reutilização
arames, clipes,
etc.)
Canteiro central e
locais de Plásticos Bags ou fardos devidamente
implantação das (embalagens, Classe II B sinalizados/Baias sinalizadas/Caçambas Reciclagem
placas solares copos, etc.) estacionárias
Papelão (caixas
de embalagens
Bags ou fardos devidamente
dos insumos
Classe II B sinalizados/Baias sinalizadas/Caçamba Reciclagem
utilizados na
com tampa
obra) e papéis
(escritórios).
Restos de
uniforme, botas,
panos, trapos,
Bag/Baias sinalizadas/Caçambas
sem Classe II B Disposição em aterro sanitário
estacionárias
contaminação de
produtos
químicos.
Trapos sujos com
graxa ou óleo,
Disposição em aterro sanitário
embalagens Contêineres/Tambores vedados
Classe I com célula específica para
contaminadas, sinalizados
resíduo classe I
resíduos oleosos,
filtros de óleo
Oficinas
Mecânicas Destinação final em resíduo
Reservatório temporário de óleo
Óleo usado Classe I industrial, reciclagem ou co-
usado/Tambores vedados sinalizados
processamento
Têxteis (toalha Disposição em aterro sanitário
Contêineres/Tambores vedados
industrial e Classe I com célula específica para
sinalizados
estopa) resíduo classe I
Classificaçã
Origem Descrição o (ABNT Disposição Destinação Final
10.004/2004)
autorizada pelas respectivas
indústrias para destinação
adequada
Lâmpadas
fluorescentes de
Processo de descontaminação
vapor de sódio e Classe I Caixas de embalagem originais do produto
e reciclagem
mercúrio e de luz
mista
Vidro, plásticos,
papéis, papelão, Classe II B Recipientes identificados Reciclagem
Administrativos, metais
Operacionais e
refeitórios Restos de
alimentos e suas
embalagens,
copos plásticos
Classe II A Tambores vedados sinalizados Disposição em aterro sanitário
usados, papéis
sujos (refeitório,
sanitários e áreas
de vivência)
Resíduos Incineração e posterior
Infectocontagioso Classe I Tambores vedados identificados disposição em aterros
s (ambulatório) sanitários
A classificação dos resíduos que poderão ser gerados durante as atividades construtivas do
empreendimento deverá ocorrer de acordo com a NBR 10.004:2004 e CONAMA nº 307/02, para os
resíduos comuns e de construção civil, e de acordo com a CONAMA nº 358/2005 e RDC 306/2004
para os resíduos de serviços de saúde, conforme mostra o Quadro 26.
Classe Classe
Tipo de resíduo CONAMA NBR
307/02 10.004
São os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como:
a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infraestrutura,
inclusive solos provenientes de terraplanagem.
b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, A IIA
telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e concreto;
c) de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meios-fios
etc.) produzidas nos canteiros de obras.
São os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos, papel/papelão, metais, vidros,
B IIB
madeiras e outros.
São os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis
C IIA
que permitam a sua reciclagem/recuperação, tais como os produtos oriundos do gesso.
São os resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como: tintas, solventes, óleos e outros,
ou aqueles contaminados oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações
D I
industriais e outros, bem como telhas de amianto e demais objetos e materiais que contenham amianto ou
outros produtos nocivos à saúde.
Embasada pela Norma ABNT NBR 10.004:2014 – Resíduos Sólidos – Classificação, a identificação
do resíduo inicia pelo conhecimento do processo ou atividade que lhe deu origem e de seus
componentes, e características e a comparação destes componentes com a listagem de resíduos
e substâncias cujo impacto à saúde e ao meio ambiente é conhecido.
Dessa forma, será possível classificar os resíduos por classes e características principais, a saber:
Por definição, conforme a Resolução CONAMA nº 358/2005, os resíduos de saúde são todos
aqueles resultantes de atividades exercidas em estabelecimentos direcionados às atividades de
promoção, prevenção e tratamento de pequenos ferimentos, que por suas características,
necessitam de processos diferenciados em seu manejo, exigindo ou não tratamento prévio à sua
disposição final.
Sua classificação consiste na adoção de medidas que visam identificar o recipiente em que se
encontram os resíduos de saúde. A identificação deverá estar posta sobre os sacos de
acondicionamento, nos recipientes de coleta, transporte e armazenamento internos e externos, em
local de fácil visualização, de forma indelével por meio de cores, frases e símbolos (Quadro 28).
Para permitir a exequibilidade do Programa, devem ser registradas mensalmente informações sobre
as etapas de gerenciamento dos resíduos sólidos gerados na implantação do Complexo Santa
Eugênia Solar (Fase 01). Todos os resíduos gerados nas atividades, inclusive aqueles gerados por
terceiros que executarem serviços na área interna do empreendimento, devem ser inventariados,
observando-se o disposto na Resolução CONAMA nº 313/2002 (Dispõe sobre o Inventário Nacional
de Resíduos Sólidos).
• Tipo de resíduo;
• Área geradora;
Após a publicação da Portaria nº 280/2020 ficou definido que a elaboração do inventário deve ser
realizada através do SINIR. Os geradores de resíduos deverão até o dia 31 de março de cada ano
prestar informações complementares às já declaradas no MTR, referentes ao ano anterior, para
elaboração e envio do Inventário Nacional de Resíduos Sólidos por meio do link
<[Link]>.
Esta fase consiste na operação de separação dos resíduos por classe, conforme sua classificação
descrita no item anterior, identificando-os no momento de sua geração, buscando formas de
condicioná-los adequadamente, conforme NBR 11.174:1989 (Resíduos Classe II e III) e NBR
12.235:1987 (Resíduos Classe I).
seletiva (Foto 01 e Foto 02) dos resíduos gerados, o empreendedor providenciará a disposição
sistemática de recipientes de coleta nas áreas internas do canteiro de obras e nas frentes de serviço,
de acordo com os tipos de resíduo a serem gerados em cada locação.
Foto 01 Exemplo de recipientes para coleta seletiva de Foto 02 Exemplo de recipiente para coleta seletiva de
resíduos dentro de canteiro de obras. resíduos nas frentes de obras.
O armazenamento de resíduos classes II e III (IIA e IIB) pode ser realizado em contêineres e/ou
tambores, em tanques e a granel, conforme determina a NBR 11.174:1989. Esses receptores
deverão compor o sistema de coleta seletiva, em que os resíduos sólidos são previamente
segregados conforme sua constituição ou composição; bem como seguir as orientações da
Resolução CONAMA nº 275/2001, que “estabelece o código de cores para os diferentes tipos de
resíduos, a ser adotado na identificação de coletores [...]” e sugere que para as inscrições com os
nomes dos resíduos e instruções adicionais, quanto à segregação ou quanto ao tipo de material,
sejam adotadas as cores preta ou branca, de acordo com a necessidade de contraste com a cor
base (Quadro 29).
Este modelo de coleta seletiva será implantado nos canteiros de obras (instalações de carpintaria,
escritórios administrativos, oficinas mecânicas, centrais de concreto etc.) e frentes de serviço. Os
recipientes a serem adotados devem ter capacidade compatível ao volume de resíduos a serem
gerados, estar em bom estado de conservação e instalados onde não haja riscos de danificação ou
deslocamento de resíduos pela ação do vento.
Deverão ser estabelecidas condições específicas para acondicionamento inicial, transporte interno
e acondicionamento final de cada resíduo identificado e coletado.
O local onde deverá ocorrer o acondicionamento inicial deverá ser o mais próximo possível dos
locais de geração dos resíduos, preservando a boa organização dos espaços nos diversos setores
da obra e de forma compatível com seu volume. Em casos especiais, os resíduos deverão ser
coletados e levados diretamente para os locais de acondicionamento final.
A fim de garantir a integridade físico-química dos resíduos a serem gerados durante a implantação
do empreendimento, estes deverão ser acondicionados em recipientes constituídos por materiais
compatíveis com a sua natureza, observando-se a resistência física a pequenos impactos,
durabilidade, estanqueidade e adequação com o equipamento de transporte. Todo e qualquer
recipiente, independente do grau de periculosidade do resíduo nele acondicionado, deverá estar
rotulado de forma a identificar o tipo de resíduo e a sua origem. Os recipientes terão cores
específicas para cada tipo de resíduo, conforme prescrito pela Resolução CONAMA nº 275/01.
Deverá haver atenção especial sobre a possibilidade da reutilização de materiais nos locais de
obras, evitando sua remoção e destinação. Cabe ressaltar que o armazenamento dos resíduos deve
ser feito de acordo com as classes a que pertencerem. Pilhas, baterias e embalagens de filmes para
gamagrafia e outras embalagens de produtos químicos, por exemplo, devem ser segregadas dos
demais resíduos.
A contenção temporária de resíduos no canteiro de obras deverá ser evitada ao máximo pela
destinação diária, ou periodicidade a ser definida de acordo com a realidade da obra, de resíduos
não perigosos e não inertes. Outros resíduos serão destinados sempre que forem acumulados em
volume que justifique o transporte.
cobertura adequada, a fim de evitar que esses resíduos sejam carreados e/ou infiltrem no solo
causando a sua contaminação. No caso de resíduos perigosos, além de piso impermeável e
cobertura adequada, as baias deverão possuir uma bacia de contenção, para evitar qualquer
vazamento. As baias deverão ser identificadas com sinalização adequada, conforme a Resolução
CONAMA 275/01.
Recomenda-se que todos os resíduos que forem armazenados por período superior a 36 horas
tenham suas características e estimativas de quantidade (volume) registradas em formulário
específico.
O transporte interno deverá ser de atribuição específica dos operários encarregados da coleta dos
resíduos. Eles terão a responsabilidade de trocar os sacos de ráfia com resíduos contidos nas
bombonas por sacos vazios e, em seguida, de transportar os sacos de ráfia com os resíduos até os
locais de acondicionamento final.
O transporte de produtos perigosos deverá ser realizado conforme legislação pertinente (Resolução
CONAMA 001-A/86, Portaria 291 do Ministério do Transporte e Decreto Federal nº 96.044/88).
Para resíduos gerados em grande quantidade ou maiores que a capacidade do coletor, será
instalada uma Central de Resíduos, com coletores e baias adequados, a fim de eliminar o risco de
contaminação ambiental. O acondicionamento dos resíduos nesse espaço é temporário e a
destinação dos resíduos será realizada durante essa etapa evitando-se que mais de 80% de sua
capacidade seja atingida.
Para dar a correta destinação final dos resíduos é imprescindível que o empreendedor atenda a
norma brasileira NBR 13.221/2010 (Transporte terrestre de resíduos). A empreiteira e demais
contratadas deverão contratar empresas de transporte devidamente licenciadas pelo órgão
ambiental estadual e o monitoramento dos veículos cadastrados nas licenças ambientais dos
respectivos transportadores. Dessa forma, é possível garantir o transporte adequado dos resíduos
e o conhecimento do seu local de destino.
• Picotar ou compactar, quando possível, os resíduos constituídos por papel e plástico, antes
do acondicionamento;
• Manter as baterias usadas sobre bandejas dimensionadas para reter eventuais vazamentos,
em área abrigada e com piso impermeável, até que sejam encaminhadas para a destinação
final.
• Quando possível, extrair a fração líquida dos materiais absorventes contaminados por óleo
e acondicionar o fluido extraído em tambores metálicos de boca estreita;
• Certificar-se de que todos os tambores estão providos de tampas e fechados com cinta,
antes de serem transportados.
• Coletar, na fonte de geração, os resíduos constituídos por latas vazias de tintas e solventes,
e acondicioná-los em tambores de boca larga e com tampa, disposto em baias com piso
impermeável e com bacia de contenção de volumetria adequada.
Resíduos Infectocontagiosos:
• Manter no ambulatório recipiente provido de saco branco leitoso e caixa rígida de papelão
duplo para materiais perfurantes e cortantes, ambos com simbologia de risco;
Resíduos de Concretagem
• Após a lavagem de betoneiras, os resíduos retidos nas caixas coletoras deverão ser
devidamente transportados por empresa qualificada e devidamente licenciada, que
destinará o resíduo adequadamente. Tem-se reutilizado a sobra de concreto na confecção
de placas a serem utilizadas em acessos em áreas movediças e/ou propícia a atolamentos.
Grande volume de sobra de concreto poderá ser reutilizado no próprio pátio como contra-
piso;
Restos de Madeira
• Os resíduos de madeira (classe II B), com destinação potencialmente mais complexa, serão
encaminhados à área de armazenamento temporário, permitindo uma reutilização futura ou
reciclagem na própria obra. Podendo também, por exemplo, ser destinados ao processo de
produção de componentes cerâmicos, alimentando fornos industriais em condições
controladas, e por empresas licenciadas.
Conforme Resolução CONAMA nº 307/2002, os resíduos da construção civil deverão ser destinados
das seguintes formas:
A Resolução supracitada preconiza, como possíveis estruturas para recepção dos RCC, as
seguintes áreas:
• Aterro de resíduos da construção civil: área onde serão empregadas técnicas de disposição
de resíduos da construção civil Classe "A" no solo, visando à preservação de materiais
segregados de forma a possibilitar seu uso futuro e/ou futura utilização da área, utilizando
princípios de engenharia para confiná-los ao menor volume possível, sem causar danos à
saúde pública e ao meio ambiente (Resolução CONAMA nº 307/2002);
• Aterro Industrial: Área licenciada para o recebimento de resíduos industriais classe I e IIA;
Para dar a correta destinação final dos resíduos é imprescindível que o empreendedor atenda a
norma brasileira NBR 13.221/2017 (Transporte terrestre de resíduos), a partir da contratação de
empresas de transporte devidamente licenciadas pelo órgão ambiental estadual e o monitoramento
dos veículos cadastrados nas licenças ambientais dos respectivos transportadores. Dessa forma, é
possível garantir o transporte adequado dos resíduos e o conhecimento do seu local de destino.
Resíduos Sólidos – SINIR, conforme estabelecido pelo Ministério do Meio Ambiente através da
Portaria nº 280/2020, bem como a entrega, nos prazos estipulados, da Declaração de
Movimentação de Resíduos – DMR no referido sistema.
Além disso, a existência do cadastro, o perfil cadastrado e a regularidade no SINIR, assim como a
regularização ambiental, também será um critério de avaliação para contratação das empresas que
estarão envolvidas na coleta, transporte, armazenamento temporário (quando aplicável) e
destinação final dos resíduos gerados na implantação do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01).
Todos os efluentes gerados no Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01) deverão ser controlados
a fim de evitar qualquer impacto decorrente de derramamentos, acondicionamento e destinação
inadequada. Alguns aspectos a serem controlados dependerão de certas atividades e setores
instalados no Empreendimento, como refeitório, área de manutenção, lava jato, pátio de
abastecimento, usina de concreto, entre outros. Destacam-se como mais relevantes:
• Óleo lubrificante usado ou descartado – tais resíduos podem ser encontrados na fase de
instalação e operação do empreendimento, estes efluentes devem ser transportados por
veículo apropriado em recipiente de acordo como a periculosidade do mesmo e
acondicionados conforme legislação vigente; NBR 12.235/92 – Armazenamento de resíduos
sólidos perigosos; Resolução CONAMA n° 362/2005 – Estabelece critérios para o descarte
de óleo lubrificante usado ou contaminado; Se o empreendimento tiver local apropriado para
lavagem de máquinas e equipamentos, o efluente decorrente da atividade será escoado por
gravidade através de canaletas que cercam a área da limpeza levando até as caixas
separadoras de água e óleo. O óleo separado será destinado em tanques ou tambores
metálico em local determinado pela empresa seguindo a NBR 12.235/92 e a Resolução
CONAMA 362/05; sua destinação será feita por empresa licenciada pelo órgão federal ANP
(Agência Nacional de Petróleo) e órgão estadual responsável pelo licenciamento,
promovendo assim o re-refino do resíduo;
• Efluentes Sanitários – recomenda-se onde for desprovido de instalações sanitárias fazer uso
de banheiros químicos, e seus rejeitos devem ser coletados por empresa devidamente
licenciada. Nas instalações sanitárias (banheiros, lavatórios, pias do refeitório, etc.)
recomenda-se a instalação uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), que deverá
estar de acordo com a NBR 12209/1992 que dispõe sobre projeto de estações de tratamento
de esgoto sanitário ou a NBR 13.969/97, que dispõe sobre tanques sépticos – unidades de
tratamento complementar e disposição final dos efluentes líquido – projeto, construção e
operação. Todos os efluentes sanitários gerados no canteiro deverão ser encaminhados
para E.T.E. Após tratamento a água será infiltrada nas valas conforme a normas e o lodo
coletado por empresa devidamente licenciada. Recomenda-se realizar análises do efluente
visando monitorar seus parâmetros de acordo com a Resolução CONAMA n° 430/11.
• Controlar as licenças ambientais de prestadores de serviço para que ocorra uma coleta e
destinação adequada;
• Treinamentos periódicos.
Para isto, lista-se alguns EPIs indicados para o trabalho com resíduos sólidos:
• Roupas compridas.
• Calçado fechado.
• Máscaras.
• Luvas.
• Óculos de proteção.
• Aventais.
É importante que na execução das obras se estabeleça treinamentos e capacitação adequados dos
profissionais envolvidos, devendo as empresas construtoras desenvolver campanhas educacionais
e treinamentos que contemplem as atividades listadas abaixo:
Dentro deste contexto, ressalta-se a grande importância do conhecimento por parte dos envolvidos
nas etapas de gerenciamento, sobretudo no manuseio dos resíduos, a respeito dos aspectos
ambientais de suas atividades. O pessoal envolvido com o manuseio dos resíduos deve passar por
um treinamento básico contendo, no mínimo:
Salienta-se que os treinamentos deverão ocorrer antes do início das atividades, de modo que a
responsabilidade técnica pela execução e supervisão deste Programa de Gerenciamento de
Resíduos Sólidos e Efluente Líquidos será de um profissional devidamente habilitado.
[Link] Metas
• Quantidade (%) de casos de não conformidades registradas pela equipe do PGA que foram
corrigidas.
Sugere-se que a equipe de gestão e execução de cada empreiteira conte minimamente com staff
técnico para execução de todos os programas sob sua responsabilidade. Sugere-se ainda, que a
equipe de gestão ambiental que fará a fiscalização da execução dos programas ambientais conte
com profissionais como analista ambiental e supervisores de campo. Este programa prevê ainda a
participação de outros profissionais que viabilizem as ações como encarregados e auxiliares de
campo.
Para o acompanhamento das obras serão necessários: câmera fotográfica, GPS, fichas de campo,
veículo, entre outros materiais e equipamentos que se fizerem pertinentes para o êxito na execução
das medidas propostas. Também serão necessários equipamentos e materiais de apoio para
execução das atividades de gerenciamento como: coletores, sacos plásticos, bombonas, EPIs,
entre outros.
Ademais, se o resíduo reciclável for destinado à venda ou doação, este procedimento será
registrado em Termo de Doação ou em Contratos de Compra e Venda, e devidamente armazenados
na empresa.
Para o órgão ambiental será elaborado um Relatório Final Consolidado, com todas as atividades
realizadas no âmbito deste Programa, quando do requerimento do pedido da LO.
[Link] Cronograma
______. NBR 7503. Transporte terrestre de produtos perigosos – Ficha de emergência e envelope
– Características, dimensões e preenchimento de emergência e envelope para o transporte terrestre
de resíduos perigosos.
______. Lei Federal nº6.938. Dispõe sobre a Política Nacional de Meio Ambiente. Disponível em
<[Link] Acesso em 5 de outubro de 2016.
______. Lei Federal nº9.605. Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de
condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Disponível em
<[Link] Acesso em 5 de outubro de 2016.
______. Lei Federal nº12.305. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no
9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências . Disponível em
<[Link] Acesso em 5 de outubro de
2016.
_______. Ministério do Meio Ambiente. Resolução CONAMA 275/01. Estabelece código de cores
para diferentes tipos de resíduos na coleta seletiva. Disponível em
<[Link] Acesso em 4 de outubro de
2016.
_______. Ministério do Meio Ambiente. Resolução CONAMA 283/01. Dispõe sobre o tratamento e
a destinação final dos resíduos dos serviços de saúde. Disponível em
<[Link] Acesso em 3 de outubro de 2016.
_______. Ministério do Meio Ambiente. Resolução CONAMA 307/02. Estabelece diretrizes, critérios
e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. Disponível em
<[Link] Acesso em 4 de outubro de
2016.
_______. Ministério do Meio Ambiente. Resolução CONAMA 358/05. Dispõe sobre o tratamento e
a disposição final dos resíduos dos serviços de saúde e dá outras providências. Disponível em
<[Link] Acesso em 4 de outubro de
2016.
A área do projeto Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01) está situada em faixa de classificação
climática de Koppen BSh – Clima Semiárido quente. De maneira geral o clima semiárido quente é
caracterizado pela escassez de chuvas e uma considerável irregularidade em sua distribuição. Além
disso, apresenta baixa nebulosidade, forte insolação, índices elevados de evapotranspiração e
temperaturas médias elevadas. A umidade relativa do ar é normalmente baixa, e as chuvas
concentram-se num espaço curto de tempo, provocando enchentes torrenciais. Mesmo durante a
época das chuvas, sua distribuição é irregular, deixando de ocorrer durante alguns anos e
provocando secas. A rede de drenagem é marcada por cursos de água intermitentes e efêmeros,
particularmente de canais de primeira ordem.
Assim, para a efetiva proteção dos recursos hídricos locais é necessário englobar basicamente dois
tipos de ações:
Deste modo, a gestão dos recursos hídricos deve ser efetuada de forma a atender todas as
demandas para as diversas finalidades durante a implantação do Complexo Santa Eugênia Solar
(Fase 01) e não prejudicar outros usuários existentes nas microbacias hidrográficas afetadas,
evitando e gerenciando os possíveis conflitos relacionados aos usos consuntivos da água na região.
Esses usos de águas no empreendimento deverão ser gerenciados tanto em termos de vazões
utilizadas, quanto em relação ao período de uso, qualidade das águas, reaproveitamento, formas
de tratamento adotadas e descarte dos efluentes produzidos.
[Link] Objetivos
• Adotar medidas mitigadoras e corretivas ou caso seja detectado assoreamento dos recursos
hídricos superficiais.
Este Programa tem como objetivo principal gerar dados necessários à verificação do atendimento
aos padrões normativos de qualidade das águas superficiais, conforme DN COPAM/CERH
n°01/2008 e R. CONAMA nº 357/2005, seguindo as diretrizes para a gestão dos recursos hídricos
da Lei Federal nº 9.433/1997.
• Lei Federal n° 6.938, de 31 de agosto de 1981 – Dispõe sobre a Política Nacional de Meio
Ambiente (PNMA).
• RDC 724/2022: Dispõe sobre os padrões microbiológicos dos alimentos e sua aplicação,
como resultado da revisão da RDC 331/2019 e IN 161/2022, que estabelece os padrões
microbiológicos dos alimentos, resultante da revisão e consolidação das INs 60/2019;
79/2020 e 110/2021.
• RDC 717/2022: Dispõe sobre os requisitos sanitários das águas envasadas e do gelo para
consumo humano. Resultado da revisão e consolidação das RDCs 274/2005 e 316/2019.
[Link] Público-Alvo
[Link] Metodologia
Em relação à geomorfologia, as áreas de influência como um todo representam o alto curso dos
rios Verde e Jacaré, que nascem na unidade geomorfológica Serras Ocidentais da Chapada
Diamantina. Como características gerais da Chapada, a densidade de drenagem é baixa e o
aprofundamento da rede de drenagem que oscila entre fraco e muito fraco, não ultrapassando 100m
de gradiente entre topos de morro e talvegues.
Para a implantação do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01), haverá serviços de supressão de
vegetação, limpeza do terreno, abertura de acessos e terraplenagem em diversas áreas. No caso
das instalações de acessos, passagens e estruturas sobre talvegues destaca-se a grande
importância de realizar seu planejamento prévio, sendo ideal que sejam realizadas e concluídas
antes do período das chuvas, no intuito de evitar o carreamento de materiais desagregados para os
cursos d’água.
De forma direta, a proteção dos recursos hídricos está atrelada ao controle dos processos erosivos,
que aporta no corpo receptor uma carga de sedimento carreado da vertente. Neste sentido, as
principais medidas a serem adotadas visam, essencialmente, garantir a manutenção da qualidade
e quantidade do sistema de drenagem na área fonte de sedimento (ADA) e a cobertura do solo
nativa ou reabilitada para evitar o escoamento superficial concentrado de águas pluviais e por
conseguinte a intensificação do carreamento de sedimentos.
No que tange à questão dos usos da água para a implantação do Complexo Santa Eugênia Solar
(Fase 01), são previstos os seguintes usos principais durante a etapa de obras:
• Fabricação de concreto;
O canteiro de obras será alocado e terá diversas formas de uso da água, sendo seu abastecimento
realizado conforme a demanda dimensionada no Projeto Básico. Todo o volume de água utilizado
será advindo da captação em poços perfurados na área de influência do empreendimento, a serem
devidamente outorgados perante o órgão ambiental.
As águas que forem utilizadas para abastecimento humano deverão passar por tratamento de
acordo com suas características de qualidade bruta, devendo seus procedimentos de controle e
concentrações dos parâmetros físico-químicos e bacteriológicos seguir as disposições da Portaria
de Consolidação (PRC) nº 5/2017”. Para isso, deverá ser realizado o monitoramento da qualidade
final da água de acordo com as requisições dessa Portaria, caso as águas sejam utilizadas
efetivamente para consumo humano.
Quanto às demais formas de usos que possuem características industriais (aspersão de vias e
fabricação de concreto), devem ser avaliadas a existência de restrição qualitativa, destacando-se
que, sempre que possível, o abastecimento, para tais finalidades, deve ser proveniente de reuso da
água e de efluentes não contaminados.
Considerando-se ainda as alternativas para promover a proteção dos recursos hídricos da área a
ser afetada pelo empreendimento, importa destacar que os efluentes sanitários e águas servidas
serão gerados onde houver circulação de pessoas com consumo de água em banheiros, vestiários,
refeitórios, canteiro de obra, alojamentos, bem como nas áreas administrativas e operacionais. Em
todos os pontos geradores de efluentes sanitários, em especial nos canteiros de obras, alojamentos
e nas edificações administrativas, serão construídos dispositivos para coleta e direcionamento para
sistema de disposição do tipo fossa séptica e sumidouro, com o efluente final devidamente tratado
sendo infiltrado em solo. O lodo, que constitui a parte sólida do processo de tratamento dos efluentes
sanitários, será periodicamente esvaziado do interior da fossa e encaminhado à destinação final
adequada por empresa contratada para esta finalidade.
Cabe ressaltar, que serão ministrados treinamentos direcionados para os colaboradores envolvidos
nas obras de implementação do Complexo Fotovoltaico, no intuito de alertá-los e instruí-los a como
proceder diante do patrimônio hídrico da região do empreendimento. Essa atividade deverá ocorrer,
preferencialmente, antes do início das obras civis ou em seu estágio inicial.
• Realização das análises laboratoriais das amostras coletadas e avaliação dos aspectos
macroscópicos;
• Elaboração de Relatório.
A escolha dos pontos de monitoramento da qualidade das águas considerou a relevância do recurso
hídrico para a comunidade e para a região e sua localização em relação ao empreendimento, uma
vez que a maior parte dos cursos de água mapeados na área é intermitente ou efêmero e passa
parte do ano sem vazões. Considerou-se as bacias hidrográficas presentes nas áreas de influência
do empreendimento, quais sejam as bacias hidrográficas de cursos de água sem nome (sul da ADA
e AID), Riacho do Uibaí (norte da AII), Riacho da Toca (noroeste da AII), Riacho do Velame (trecho
oeste da AII), Riacho da Cachoeira (delimita o trecho leste da AID), afluentes da Sub bacia dos rios
Verde e Jacaré. Além disso, utilizou-se 03 pontos (QA01, QA06 e QA07) já monitorados pelo projeto
adjacente CE Ventos de Santa Eugênia já que o mesmo está inserido na área de influência do
Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01).
Devido às características supracitadas, para seleção dos pontos amostrais de águas superficiais foi
dada preferência para locais mais à jusante nos cursos de água superficiais, de modo que ele já
tenha recebido contribuição de outras drenagens superficiais. Foi utilizado esse critério devido à
maior possibilidade de presença de água para coleta das amostras. No caso das águas
subterrâneas não houve cadastro de nascentes ou poços habilitados no SIAGAS.
Destaca-se que a primeira campanha de monitoramento (“marco zero”) deverá ser realizada ainda
na fase de planejamento, antes do início das obras de instalação do Complexo Santa Eugênia Solar
(Fase 01), de forma a se obter dados pré-instalação para comparações futuras. As demais
campanhas deverão seguir em frequência trimestral na estação chuvosa e semestral na estação
seca ao longo da fase de implantação, contemplando o ano hidrológico.
Durante a operação, após a consolidação de uma série de dados obtidos neste monitoramento,
podem ser alterados tanto a frequência quanto os parâmetros avaliados mediante justificativa do
responsável técnico.
Além dos pontos para medição de qualidade da água, também é importante que as áreas de
intervenção da ADA do Complexo Fotovoltaico com recursos hídricos superficiais sejam
acompanhadas, de modo a verificar a necessidade de instalação de estruturas de drenagem, como
passagens de água, e procurar manter a qualidade ambiental da rede hídrica. A ADA do Complexo
Santa Eugênia Solar (Fase 01) não intercepta pontos de drenagens superficiais, ocorrendo somente
interferência em uma APP de nascente.
Vale mencionar que, caso sejam encontrados novos cursos de água que façam intervenção com a
ADA do empreendimento ao longo do seu período de instalação, esses deverão ser inseridos neste
programa, e, portanto, monitorados periodicamente de acordo com procedimentos aqui descritos.
Para cada ponto de monitoramento, deverá ser preenchida uma ficha em campo, com dados de
identificação do ponto, características do recurso hídrico no ponto de coleta, resultados das
medições realizadas in situ, condições meteorológicas e identificação do técnico amostrador.
Os resultados obtidos serão apresentados por meio de relatórios técnicos a cada campanha de
amostragem com tratamento estatístico dos dados. Ao término da fase de implantação, deverá ser
elaborado um relatório final, consolidando os resultados das amostragens, para efeito conclusivo e
comparativo.
Gomes et al. (2005) propõe uma análise macroscópica de nascentes e cabeceiras de drenagem,
que consiste na avaliação de parâmetros macroscópicos que foram adaptados para a região do
empreendimento, que deverão, em campo, ser classificados quanto à sua situação, conforme o
Quadro 32.
A presença de óleos, graxas e detergentes, pode ser notada mesmo quando em baixas
quantidades. O óleo forma um filme na superfície, podendo, inclusive, elevar o mau odor do local.
A presença de detergentes causa a formação de espumas, entretanto, estas podem ser causadas
pelos subprodutos do crescimento de algas, indicando processo de eutrofização (WHO, 2003).
Cheiros desagradáveis associados com águas residuais e matéria em decomposição orgânica, tais
como vegetação, animais mortos, óleo diesel ou gasolina, também podem ser facilmente detectadas
pelo avaliador.
A turbidez representa o grau de interferência com a passagem da luz através da água. Pode ser
originada naturalmente com a presença de matéria em suspensão como partículas de rocha, argila,
silte, algas e microrganismos; além de fontes antropogênicas como despejos domésticos, industriais
e a erosão. A turbidez da água por si só, não deve ser considerada um problema ambiental, pois
A tomada de medidas físico-químicas para corpos hídricos é uma alternativa interessante para
monitoramentos de longo prazo. Será utilizada para os monitoramentos de drenagens naturais uma
Sonda Multiparâmetros, previamente calibrada, a qual realiza medições dos seguintes parâmetros
da água: pH, condutividade elétrica, salinidade, oxigênio dissolvido (OD) e temperatura. Esses
dados são gerados instantaneamente no visor deste medidor, após a inserção da sonda de cada
parâmetro mencionado, nos corpos hídricos monitorados, informações que são registradas e
posteriormente cadastradas.
• Salinidade: mede a quantidade de sais dissolvidos em uma solução aquosa que pode ser
medida em ppt (partes por trilhão). Para águas doces a salinidade comum é de 0,5 ppt e
para água do mar é em torno de 35 ppt, sendo a sazonalidade uma variante, visto que, no
verão e em períodos de maior evaporação a salinidade aumenta e o contrário acontece no
inverno e em períodos chuvosos (PARRON et al., 2011);
• Temperatura: é uma medição importante, dada em °C, pois influência nas flutuações dos
demais parâmetros.
As palestras com foco no patrimônio hídrico da região irão instruir os colaboradores quanto a forma
de proceder, contando com conteúdo teóricos ou práticos, conforme a necessidade. Serão
apresentadas fotografias didáticas e conceitos básicos de hidrologia e preservação dos corpos
hídricos e nascentes, instruindo os colaboradores para os cuidados que devem ser tomados para
Além das ações com os colaboradores do empreendimento, esse Programa também contemplará
a elaboração de material informativo, composto por cartilhas ou folders, bem como placas
informativas próximo das nascentes. Com essa ação, acredita-se que a população se interessará
mais pelo patrimônio natural da região e o desejo de preservação dos recursos hídricos.
Os materiais gráficos deverão tratar sobre o patrimônio hidrológico da região e sua relação com o
empreendimento que está sendo implantado, contendo linguagem simples, objetiva e ilustrações,
com o objetivo de atender todos os tipos de público
[Link] Metas
• Implementar medidas corretivas e de recuperação em 100% dos locais que for avaliado com
potencial para assoreamento, contaminação ou degradação dos recursos hídricos;
• Manter em 100% os resultados das medições da qualidade da água dentro dos parâmetros
estabelecidos pela campanha de background;
Será necessário também contrato celebrado com um laboratório credenciado para a execução das
análises. O programa deverá ser executado por profissional capacitado para uso da instrumentação
de monitoramento.
Para o órgão ambiental será elaborado um Relatório Final Consolidado, com todas as atividades
realizadas no âmbito deste Programa, quando do requerimento do pedido da LO.
[Link] Cronograma
APHA, AWWA, WEF. 2005. Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater. 21.
ed. Washington: American Public Health Association (APHA), American Water Works Association
(AWWA), Water Environmental Federation (WEF).
BRASIL. Decreto Federal Nº 24.643, de 10 de julho de 1934, decreta o Código de Águas Brasília,
DF.
BRASIL. Lei Nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa.
Brasília, DF.
BRASIL. Lei Nº 7.803/89, de 25 de maio de 2012, dispõe sobre a proteção da vegetação nativa e
dá outras providências. Brasília, DF.
BRASIL. Lei Nº 9.433/97, de 08 de janeiro de 1997, institui a Política Nacional de Recursos Hídricos.
Brasília, DF.
MARON AMBIENTAL, 2023. Estudo de Médio Impacto - EMI do Complexo Santa Eugênia Solar.
1084p.
Tendo em vista o período firmado para concessão dos empreendimentos fotovoltaicos e a não
garantia de sua renovação, pode ser necessária à sua desativação, ou ainda sua repotenciação,
por meio da substituição de placas e equipamentos associados. Diante disso, são consideradas
necessárias ações e medidas que garantam a segurança e a estabilidade da área, incluindo sua
reabilitação ambiental, em caso de completa desativação.
O Programa de Desativação do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01), ora apresentado,
engloba o rol de ações necessárias à demolição e à retirada das estruturas, bem como a destinação
final adequada dos resíduos gerados em acordo com as exigências legais. Além disso, é abordado
como os usos futuros previstos deverão levar em consideração a compatibilidade com relação às
comunidades existentes no entorno do empreendimento, assim como a vocação da região.
[Link] Objetivos
• Constituição Federal de 1988, em especial art. 225, que versa sobre a responsabilidade de
preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais;
• Lei Federal nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio
Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação.
• Lei Federal nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa;
altera as Leis nos 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e
11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nos 4.771, de 15 de setembro de 1965,
e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória no 2.166-67, de 24 de agosto de
2001; e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 28 mai. 2012;
[Link] Público-Alvo
[Link] Metodologia
Vale registrar que, em sua configuração final, o Complexo Fotovoltaico disporá de diversas
estruturas constituídas por materiais distintos, tais como: estruturas metálicas, alvenaria, concreto,
madeira, etc. Além disso, estão previstas a instalação de acessos internos e pátios com pisos sem
pavimentação, britados e/ou com espaços concretados. As edificações industriais contêm
equipamentos diversos, que fazem uso de óleos lubrificantes ou trabalham com óleo combustível,
além de estarem conectados a sistemas de controle e de fonte de suprimento de energia por cabos
elétricos.
No que concerne à desativação das estruturas e equipamentos é importante assegurar que todas
as ações de fechamento sejam realizadas por empresas especializadas, de competência
reconhecida e devidamente credenciadas para o desenvolvimento desse tipo de atividade.
O transporte de produtos perigosos deverá atender aos requisitos especificados pela Resolução
ANTT 420/2004, a qual foi parcialmente alterada pela Resolução ANTT nº 2975/2008. O
atendimento ao disposto na Resolução ANTT nº 3.383/2010, que também alterou a Resolução nº
420/2004, e introduziu Instruções Complementares ao Regulamento do Transporte Terrestre de
Produtos Perigosos, também deverá ser observado. Outras exigências, estabelecidas pelo Decreto
A maioria dos edifícios das instalações de apoio terão estruturas e coberturas metálicas e,
dependendo do caso, os fechamentos laterais poderão ser metálicos ou em blocos de concreto.
Além disso, o revestimento interno desses edifícios pode ser de materiais diversos (madeira, gesso,
cerâmicos, etc.). Neste contexto, é previsto no seu fechamento a geração de entulhos como
concreto, blocos, material cerâmico, terra, argamassa, gesso, dentre outros. Recomenda-se,
quando possível, que esses entulhos sejam segregados e acondicionados em caçambas, que por
sua vez deverão ser depositadas temporariamente em local apropriado e com cobertura.
Posteriormente, esses resíduos deverão ser encaminhados preferencialmente a usinas de
reciclagem de entulho, podendo ser ainda destinados a aterro de materiais inertes.
Destaca-se que deverão ser atendidas as diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos
resíduos da construção civis, conforme determinado na Resolução CONAMA nº 307/2002. Essa
resolução estabelece as ações necessárias para o controle e mitigação dos impactos ambientais
aos diferentes tipos de resíduos gerados na construção civil.
Já as sucatas metálicas, que por ventura estiverem contaminadas por óleos, graxas e solventes,
deverão ser acondicionadas em caçambas dispostas em local apropriado (coberto, com piso
impermeabilizado e bacia de contenção) de acordo com as normas ambientais em vigor.
Posteriormente, deverão ser encaminhados para tratamento, comercialização ou incineração.
Para o sistema de drenagem pluvial das áreas a serem desmobilizadas é recomendado avaliar a
necessidade de sua manutenção ou redimensionamento com vistas a manter o necessário controle
das águas pluviais, para que não ocorra futuramente a instalação de processos erosivos. Ressalta-
se que, em caso de demolição e/ou redimensionamento das estruturas, os materiais não
reaproveitados deverão ser acondicionados em caçambas cobertas para posterior destinação final.
Durante o período de pós fechamento, os acessos não pavimentados e que estiverem em operação
deverão ser umectados com caminhão pipa para o necessário controle de material
particulado/poeira. Coerente com as ações previstas no Programa de Recuperação de Áreas
Degradadas e com a previsão de uso futuro da área deverão ser adotadas medidas de reabilitação
e reintegração paisagística, uma vez que as áreas localizadas no entorno do empreendimento são
reconhecidas por sua beleza cênica e potencial turístico.
O programa de desativação será dividido em fases para facilitar o planejamento das atividades
associadas a cada etapa.
Esta etapa tem como objetivo informar e orientar a população e os trabalhadores sobre a
desativação do projeto. Quando confirmada a desativação do Empreendimento, serão empregadas
ações de divulgação nas prefeituras, comunidades, escolas, órgãos públicos, locais de grande
concentração ou de circulação. Este procedimento deverá ser adotado durante toda a fase de
desmobilização dos equipamentos.
A segunda etapa consiste na avaliação dos sistemas de monitoramento dos equipamentos elétricos
e mecânicos, identificando pontos de fragilidade mecânica ou riscos de descargas elétricas. Nesta
etapa, serão realizados testes diversos nos equipamentos e peças como um todo. Durante esse
período o CF mantém a operação normal com fornecimento de energia para o Sistema Interligado
Nacional (SIN).
Esta etapa consiste em desmontar os itens ligados as placas fotovoltaicas. Neste período, todos os
cabos e parafusos que interligam e conectam as partes móveis das bases das placas fotovoltaicas
serão retirados e desconectados. Também serão desconectados e retirados nesta etapa, antes do
desmonte das placas fotovoltaicas, todos os equipamentos que estiverem localizados na base das
mesmas para permitir a conclusão completa das atividades desta etapa. Estas atividades serão
realizadas seguindo as orientações das boas práticas e normas de Segurança, Meio Ambiente e
Saúde (SMS).
Após o desmonte total dos componentes que integram as placas fotovoltaicas e de todos os
sistemas auxiliares que integram as UFVs, a remoção de todos os equipamentos pertencentes ao
Complexo Fotovoltaico será definida através de projeto específico a ser desenvolvido. Na época do
desmonte dos equipamentos, o empreendedor irá definir sua destinação final.
As edificações, caso tenha, serão doadas aos proprietários dos terrenos, nos quais as mesmas
estiverem construídas, caso exista o interesse por parte deles em utilizá-las. Caso o proprietário
não tenha interesse em manter as edificações no terreno, as mesmas serão demolidas. Deve ser
feita a recuperação e a revegetação dos locais das bases das placas fotovoltaicas e das edificações
(caso estas sejam demolidas). O empreendedor é o responsável pela execução do Programa de
Desativação do Empreendimento, devendo elaborar cronograma detalhado de trabalho quando a
desativação se fizer próxima.
Esta etapa compreende que sejam estabelecidas ações voltadas para a compensação dos aspectos
socioeconômicos que permitam a implementação de programas para a melhoria de vida das
populações das áreas de influência do Complexo Fotovoltaico. Para isso, devem ser considerados
os Programas Socioambientais elaborados para as fases de implantação e operação do
Empreendimento que serão úteis para o processo de desativação.
Com o fim das operações, a receita líquida dos municípios será reduzida com a diminuição da
arrecadação dos impostos, afetando ainda o comércio local como todo. Deve-se estabelecer
medidas para estimular a economia e contribuir para o incremento da renda do município que possa
acarretar aumento do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios.
[Link] Metas
• Fechamento de estruturas;
[Link] Cronograma
Este Programa deverá ser executado caso haja, no futuro, necessidade de fechamento do
Complexo Fotovoltaico. Dada a sua perspectiva temporal longínqua e a possibilidade de surgimento
de novas tecnologias ao longo dos anos para tal fim, faz-se necessário que, caso haja efetivamente
demanda pela desativação completa do empreendimento, ou mesmo por sua repotenciação, tais
atividades deverão ser previa e oportunamente submetidas à avaliação e autorização do INEMA.
______. NBR 10.004:2004. Classificação dos Resíduos Sólidos. Rio de Janeiro: ABNT, 2004.
______. NBR 11.174:1990. Armazenamento de Resíduos Sólidos Não Perigosos. Rio de Janeiro:
ABNT, 1990.
______. NBR 12.235:1992. Armazenamento de Resíduos Sólidos. Rio de Janeiro: ABNT, 1992.
______. NBR 13.221:2010. Transporte Terrestre de Resíduos Sólidos. Rio de Janeiro: ABNT, 2010.
______. NBR 13.463:1995. Coleta de Resíduos sólidos- classificação. Rio de Janeiro: ABNT, 1995.
BRASIL. Lei Federal n° 12.305, de 02 de agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos
Sólidos. Disponível em: <[Link] 2010/2010/lei/[Link]>.
Acesso em: 21 out 2015.
______. Resolução n° 275, de 25 de abril de 2001. Estabelece o código de cores para os diferentes
tipos de resíduos. Disponível em: <[Link]
Acesso em: 21 out 2015.
______. Resolução n° 420, 28 de dezembro de 2009. Dispõe sobre critérios e valores orientadores
de qualidade do solo quanto à presença de substâncias químicas e estabelece diretrizes para o
gerenciamento ambiental de áreas contaminadas por essas substâncias em decorrência de
atividades antrópicas. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 21 out 2015.
A implantação do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01) promoverá a limpeza do terreno nos
pontos de locação de estruturas fixas e temporárias e nas vias de acesso interno, onde a vegetação
será removida. As atividades necessárias à obra causarão alteração da paisagem, atualmente
ocupada de forma predominante por vegetação nativa de caatinga arbórea e arbórea-arbustiva.
[Link] Objetivos
• Recompor a cobertura vegetal das áreas degradadas por meio de forração com herbáceas
ou do plantio/ semeadura de espécies nativa.
• Lei Federal nº 12.651/2012 – “Novo Código Florestal”. Dispõe sobre a proteção da vegetação
nativa;
[Link] Público-Alvo
O Programa tem como público-alvo o Órgão Ambiental responsável pelo Licenciamento Ambiental
(INEMA), o Empreendedor, os Proprietários de terras nas Áreas de Influência do empreendimento
e, principalmente, a Empreiteira que executará o Programa e, portanto, deverá seguir as diretrizes
e os procedimentos propostos e a legislação ambiental vigente e aplicável.
[Link] Metodologia
O PRAD tem como alvo todas as áreas degradadas pela obra, ou seja, a ADA das estruturas
temporárias previstas no projeto de engenharia de indicadas no Mapa apresentado ao final deste
item. Também como área alvo do PRAD, inclui-se as feições erosivas e cicatriz de movimento de
massa pré-existentes situadas na ADA e em seu entorno direto, com potencial de acirramento pela
drenagem incidente na área de projeto ou com tendência a causar instabilidade geotécnica na ADA.
Conforme explicado anteriormente, o propósito primeiro do PRAD é prevenir a ocorrência de
processo de degradação avançado, fazendo a reabilitação de área logo após a intervenção da obra
ou no início do processo de degradação identificado, seja ele erosivo, movimento de massa ou de
desertificação. Para isso, são adotadas medidas corretivas de melhoria no sistema de drenagem,
recomposição da vegetação, reconformação do terreno dentre outras que serão detalhadas mais a
diante.
Considerando que o potencial para geração de áreas degradadas é diretamente dependente do tipo
de empreendimento, da tipologia construtiva, das condições e propriedades dos componentes
ambientais locais, é adequado definir as ações mitigadoras a cada área alvo do PRAD quando
finalizadas as obras de instalação do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01), pois somente nessa
época será possível identificar a qualidade ambiental local e o grau de intervenção in loco. Este
registro pós intervenção denominado diagnóstico da situação dará as bases empíricas para o Plano
de Ação do PRAD, o qual será pautado nas melhores práticas de recuperação ambiental e que
estão descritas neste documento.
Medida de
Medida de
Alvos Medida de Recuperação Simples Recuperação
Manutenção/Monitoramento
Complexa
Isolamento/Cercamento/Placa de
Irrigação de mudas (sempre que
Sinalização;
necessário)
Estabilidade do Terreno;
Subsolagem;
Reconformação Monitoramento (3 anos)
Reposição da camada de solo estocada;
topográfica e
Umidificação (hidrogeo, captação in situ); Estabilidade de Replantio (sempre que
Canteiro de Obras e Introdução de top soil e serrapilheira. Talude; necessário)
Usina de Concreto Introdução de sementes, plântulas e Plantio de mudas de
propágulos coletadas diretamente da herbácea e Controle de Pragas (formigas,
vegetação existente, antes da supressão arbustiva. cupins, pulgão dentre outros)
vegetal;
Correção do solo;
Adubação (sempre que
Conformação de poleiros para aves em
necessário)
locais com inclinação inferior a 20o.
Irrigação de mudas (sempre que
Isolamento/Cercamento/Placa de necessário)
Sinalização;
Estabilidade do Terreno;
Reconformação Monitoramento (3 anos)
Subsolagem;
topográfica e
Reposição da camada de solo estocada;
Pátio de Estabilidade de Replantio (sempre que
estocagem/Pátio Umidificação (hidrogeo, captação in situ); Talude; necessário)
subestação Introdução de top soil e serrapilheira. Plantio de mudas de
Introdução de sementes, plântulas e herbácea e Controle de Pragas (formigas,
propágulos coletadas diretamente da arbustiva. cupins, pulgão dentre outros)
vegetação existente, antes da supressão
vegetal;
Correção do solo. Adubação (sempre que
necessário)
Medida de
Medida de
Alvos Medida de Recuperação Simples Recuperação
Manutenção/Monitoramento
Complexa
Irrigação de mudas (sempre que
necessário)
Estabilidade do Terreno;
Introdução de topsoil. Monitoramento (3 anos)
Introdução de sementes, plântulas e
propágulos coletadas diretamente da Plantio de mudas de Replantio (sempre que
Viveiro de Mudas vegetação existente, antes da supressão herbácea e necessário)
vegetal; arbustiva.
Correção do solo; Controle de Pragas (formigas,
Conformação de poleiros para aves em cupins, pulgão dentre outros)
locais com inclinação inferior a 20o.
Adubação (sempre que
necessário)
Isolamento/Cercamento/Placa de
Irrigação de mudas (sempre que
Sinalização;
necessário)
Estabilidade do Terreno;
Subsolagem;
Reconformação Monitoramento (3 anos)
Reposição da camada de solo estocada;
topográfica e
Umidificação (hidrogeo, captação in situ); Estabilidade de Replantio (sempre que
Bota-fora Introdução de topsoil. Talude; necessário)
Introdução de sementes, plântulas e Plantio de mudas de
propágulos coletadas diretamente da herbácea e Controle de Pragas (formigas,
vegetação existente, antes da supressão arbustiva. cupins, pulgão dentre outros)
vegetal;
Correção do solo;
Adubação (sempre que
Conformação de poleiros para aves em
necessário)
locais com inclinação inferior a 20o.
Irrigação de mudas (sempre que
necessário)
Estabilidade do Terreno;
Introdução de topsoil. Monitoramento (3 anos)
Introdução de sementes, plântulas e
propágulos coletadas diretamente da Replantio (sempre que
Plantio de mudas de
Buffer de Obra vegetação existente, antes da supressão necessário)
herbácea
vegetal;
Correção do solo; Controle de Pragas (formigas,
Conformação de poleiros para aves em cupins, pulgão dentre outros)
locais com inclinação inferior a 20o.
Adubação (sempre que
necessário)
Irrigação de mudas (sempre que
necessário)
Isolamento/Cercamento/Placa de
sinalização;
Reconformação Monitoramento (3 anos)
Reposição da camada de solo estocada;
topográfica e
Cicatriz de Erosão e Umidificação (hidrogeo, captação in situ);
Estabilidade de Replantio (sempre que
Movimento de Massa Introdução de topsoil. Talude; necessário)
dentro do Introdução de sementes, plântulas e
Empreendimento Plantio de mudas de
propágulos coletadas diretamente da herbácea, arbustiva
vegetação existente, antes da supressão Controle de Pragas (formigas,
e arbóreo. cupins, pulgão dentre outros)
vegetal;
Correção do solo.
Adubação (sempre que
necessário)
Medida de
Medida de
Alvos Medida de Recuperação Simples Recuperação
Manutenção/Monitoramento
Complexa
Irrigação de mudas (sempre que
necessário)
Estabilidade do Terreno;
Subsolagem;
Reconformação Monitoramento (3 anos)
Reposição da camada de solo estocada;
topográfica e
Umidificação (hidrogeo, captação in situ); Estabilidade de
Caminhos de serviço e Replantio (sempre que
acessos provisórios (se Introdução de topsoil. Talude; necessário)
houver) Introdução de sementes, plântulas e Plantio de mudas de
propágulos coletadas diretamente da herbácea, arbustiva Controle de Pragas (formigas,
vegetação existente, antes da supressão e arbóreo. cupins, pulgão dentre outros)
vegetal;
Correção do solo.
Adubação (sempre que
necessário)
De acordo com o quadro acima, as ações ambientais indicadas para as estruturas provisórias do
Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01) podem ser classificadas em linhas gerais em duas
vertentes:
Ressalta-se que cada uma das medidas de recuperação simples e complexas consideradas neste
PRAD serão detalhadas nos próximos capítulos deste programa.
[Link].2.1 Planejamento
Após a desmobilização das estruturas temporárias do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01),
ainda na fase de Planejamento do PRAD, será feito o levantamento de campo in loco para
caracterização da morfologia do relevo local e seus processos dominantes (sedimentação ou
degradação) e também da qualidade do solo residual. A partir desta caracterização ambiental de
cada Alvo do PRAD será proposto um Plano de Ação, com a definição do tipo de medida ambiental
necessária a recuperação de cada área impactada pela obra, definição de materiais, equipe, custo
e cronograma. Ou seja, o Plano de Ação consiste no PRAD de fechamento das estruturas, que tem
caráter executivo e específico de cada área impactada pela obra, sendo dimensionado de acordo
com as características ambientais locais existentes após a desmobilização das estruturas, uma vez
que cada projeto de recuperação exige especificações e metodologias diferentes, que devem estar
detalhadamente contidas em projetos individuais para cada área degradada, conforme preconiza a
IN IBAMA nº 04/2011.
As superfícies conformadas deverão apresentar rugosidade de forma a reter solo e umidade para
possibilitar a fixação da vegetação, bem como criação de habitats diferenciados. Dessa forma,
deverão ser realizados sulcamentos na superfície inclinada do solo, sendo esses paralelos ao topo
da encosta.
O sistema de drenagem a ser instalado deverá priorizar a infiltração da água no solo ao invés de
sua exportação do sistema. Para tanto, o terreno deverá ser conformado de modo a se formarem
diversas microbacias.
As superfícies inclinadas projetadas, como taludes de corte e aterro, deverão ser reconformadas de
acordo com suas características geotécnicas, não sendo recomendável a execução de taludes com
declividade superior a 45º. No entanto, para garantir a eficiência do retaludamento, quando for
necessário, devem ser realizados estudos de estabilidade de taludes, considerando-se a
individualidade do contexto geotécnico da área. Segundo Carvalho (1991), para qualquer tipo de
solo ou rocha, em qualquer condição de ocorrência e sob a ação de quaisquer esforços, sempre
existirá uma condição geométrica de talude que oferecerá estabilidade ao maciço.
O acerto e regularização dos taludes podem ser feitos manual ou mecanicamente, buscando-se
eliminar feições erosivas, preencher os espaços vazios e ancorar os sedimentos soltos. Caso seja
necessário executar alguma obra de estabilização de taludes, a mesma deve estar embasada em
estudos criteriosos que considerem as características do meio físico e os processos de
instabilização envolvidos (CARVALHO, 1991).
Nas áreas de instalação das estruturas permanentes deverão ser construídas canaletas, calhas,
valetas e leiras de proteção para condução adequada do escoamento superficial para fora da área,
bem como dispositivos de dissipação de energia do escoamento até cotas inferiores para posterior
decantação e infiltração no solo.
Caso os taludes possuam mais de 3m de altura deverão ser construídas bancadas conforme
ilustrado na Figura 26 abaixo. Após a instalação das bases das placas fotovoltaicas, as áreas de
encosta do seu entorno deverão ser revegetadas de acordo com as práticas indicadas nos itens
seguintes deste Programa.
Fonte: [Link]
Ao final da conformação dos taludes de corte e aterro e superfícies planas, serão iniciados os
trabalhos de reconstituição da cobertura vegetal das áreas estabilizadas. Não se recomenda o uso
de hidrossemeadura com espécies comerciais usualmente utilizadas nesses procedimentos, pois
essas são adaptadas a outras regiões onde a pluviosidade é maior que a da região nordeste. Sendo
recomendado a semeadura de consórcio de sementes de herbáceas nativa, usando-se tela vegetal
ou semeadura direta.
• Hidrossemeadura com tela vegetal: processo que consiste na aplicação de tela vegetal
constituída de materiais vegetais fibrosos, entrelaçados, resistentes, 100% degradável com
densidade variável, na qual a vegetação plantada se entrelaça formando um tapete
reforçado e homogêneo.
Em superfícies com inclinação superior a 20 graus deverão ser construídos microtaludes que
contribuirão para a retenção do fluxo hídrico e formação de nichos diferenciados para
estabelecimento de espécies vegetais. Caso essa técnica não possa ser aplicada, a equipe de
engenharia, junto com a equipe de gestão ambiental, deve avaliar a aplicação de outras técnicas
semelhantes que visem a diminuição da energia cinética da água e consequente mitigação de
processos erosivos.
Estes microtaludes poderão ser escavados diretamente na superfície do solo ou pela disposição de
troncos e galhos provenientes da supressão da vegetação. Distanciadas em 1m, deverão ser
formadas pequenas leiras com alturas e larguras médias de 5cm ao longo de toda a superfície
inclinada a ser recuperada. Estas pequenas leiras deverão ser fixadas com estacas cortadas dos
próprios troncos ou galhos.
Cerca de 10cm acima de metade dos microtaludes (considerando um sim e outro não) serão
plantadas mudas de espécies arbustivas nativas distanciadas de 2m. Entre essas mudas arbustivas
serão colocadas plantas herbáceas proveniente do resgate da flora, alternando entre espécies das
famílias Bromeliaceae e Cactaceae. Ao longo do talude, a cada 5m, será plantada uma muda de
alguma espécie de liana das famílias Convolvulaceae, Sapindaceae, Passifloraceae, Bignoniaceae
ou Sapindaceae a ser produzida no viveiro.
As medidas de recuperação simples são aplicáveis às áreas com relevo local plano, suave ondulado
ou ondulado, isto é, com inclinação variando de 0 a 20%. São em geral recomendadas para áreas
alteradas (Instrução Normativa IBAMA nº 4/201) que conseguem recuperar-se naturalmente por
terem maior resiliência devido à sua característica intrínseca ou por terem sofrido intervenção
antrópica menos severa. Tais área normalmente alcançam sua estabilidade somente por meio da
aplicação de medidas de caráter ecológico, ou seja, após a estabilização biológica do substrato e
da biota, sem necessitar de intervenção física de maior magnitude.
Quando do início das atividades de prevenção ou reparação em campo, deverá ser considerado o
dimensionamento prévio das áreas de intervenção, tráfego de pessoas e equipamentos, as quais
deverão ser identificadas. Em alguns casos será necessário o uso de cercas, cerquites ou outro
material de fácil identificação, que seja resistente às intempéries meteorológicas.
Qualquer terreno que tem sua morfologia original alterada direta ou indiretamente, pela obra ou pela
erosão, perde sua estabilidade natural e tende a desenvolver processo de degradação por meio
natural (erosão hídrica ou eólica) e induzida pela atividade humana. O grau de estabilidade do
terreno é diretamente proporcional à declividade do terreno e geração do escoamento superficial,
assim como inversamente proporcional à cobertura do solo (BEZERRA; CANTALICE, 2006; INÁCIO
et al., 2007). Assim, espera-se que em áreas planas e de relevo ondulado a erosão hídrica dos
solos seja mais branda, tendendo o meio a alcançar sua estabilidade naturalmente após cessado a
intervenção antrópica. Porém, para garantir que esse meio alcance o equilíbrio dinâmico
Estudos de Goulart et al (2006) demonstram que a fertilidade do solo tende a ser menor no interior
das áreas afetadas por processos erosivos. Neste caso, o solo degradado deve ser corrigido quanto
aos nutrientes no processo de reabilitação, ou através de insumos químicos ou incorporação de
top-soil e/ou serapilheira.
No que concerne às barreiras físicas para cicatrizes erosivas, cita-se, como exemplo
ambientalmente adequado, a utilização de dissipadores de energia (retentores de sedimentos)
construídos com madeiras de pallets usados, colocados nos talvegues das pequenas ravinas e
depressões, contribuindo na retenção dos sedimentos que seriam desprendidos e carreados. Para
áreas com baixa declividade e menor potencial de formação de processos erosivos, geralmente a
recuperação é realizada pela introdução dos resíduos florestais provenientes da supressão vegetal
formando faixas de retenção como dissipadores de energia.
A partir da interpretação dos resultados das análises físicas e químicas dos solos dessas áreas,
quando necessários, e do grau de exigência de fertilidade do solo pelas espécies a serem plantadas,
deverão ser feitas recomendações sobre os referidos procedimentos, que se façam necessários.
Considerando que as áreas indicadas para receberem plantio de mudas podem apresentar
diferentes características, variadas intervenções podem ser adotadas de forma a adequar as
técnicas aos aspectos ambientais locais, otimizando, dessa forma, os processos naturais de
adaptação das espécies e da sucessão ecológica. Em caso de presença de fragmentos nativos
próximos, podendo o solo não estar degradado, o ideal é formar núcleos de mudas espaçadas em
distâncias e espaçamento variados conforme sugerido por Associação Caatinga (2011), com
transposição de solo superficial, que traz consigo parte do banco de sementes do solo.
Sugere-se que o procedimento, para estimular a regeneração natural das áreas objeto dos plantios,
inclua a formação da maior complexidade de habitats, os quais servem como abrigo aos animais
silvestres e fornecimento de recursos, no intuito de atrair principalmente dispersores de sementes
(SCUPP; MILLERON; RUSSO, 2002).
O uso da matéria orgânica vegetal como indutor da qualidade ambiental da área em recuperação,
dentre outras, também é aspecto de grande relevância (ANDRADE et al., 2003) e fará parte do rol
de técnicas a serem utilizadas na presente proposta, conforme apresentado a seguir.
Plantio de Mudas
Sabe-se que as mudas em sua fase inicial de desenvolvimento necessitam de um solo com boa
umidade para que o sistema radicular atinja as camadas mais profundas antes da estação seca.
Portanto, a época do plantio será concomitante ao início da estação chuvosa. O plantio será
realizado, preferencialmente, no dia de intensa precipitação pluviométrica ou após um dia de intensa
precipitação pluviométrica, preferencialmente, na parte da manhã ou no final da tarde, nunca em
horário de sol muito forte.
Deve-se priorizar a utilização de mudas de espécies de ocorrência local como forma de potencializar
a retomada dos aspectos ecológicos originais das áreas. Tais espécies, além de serem adaptadas
às condições edáficas e climáticas da região, também proporcionarão a reconstituição da flora em
consonância com as características florísticas e estruturais originais e com a vegetação presente
nos fragmentos do entorno das áreas alvo.
As mudas devem ser plantadas logo após o início do período chuvoso, em covas com dimensões
mínimas de 40 cm x 40 cm para favorecer o sistema radicular no início do seu desenvolvimento,
que é a fase decisiva no estabelecimento do povoamento (ASSOCIAÇÃO CAATINGA, 2011).
Irrigação
Em todos os locais passíveis de recuperação, é recomendável irrigar as mudas após o plantio, até
a sua definitiva fixação no solo. Neste contexto, é fundamental que o plano de manejo da vegetação
esteja alinhado ao comportamento pluviométrico da região. O empreendimento está situado no
semiárido nordestino, com locais marcados por irregularidade de precipitação e estiagem severas,
sendo que os eventos de chuva estão concentrados entre os meses de abril a julho, o que deve ser
considerado para a implantação do PRAD.
Caso ocorra escassez de chuva nessa época, principalmente após realizado o plantio, as mudas
deverão ser irrigadas, preferencialmente, da seguinte maneira: cada qual recebendo 2 (dois) litros
de água por dia, durante os três primeiros meses após o plantio. A partir de então, as mudas serão
deixadas ao ritmo natural.
Caso a irrigação não seja possível, devido ao distanciamento de algum remanescente hídrico,
poderá ser adotada a aguação de salvação, com auxílio de um caminhão pipa para disponibilizar
água para as plantas, preferencialmente, numa proporção média de 3 (três) litros por planta, de uma
a duas vezes por semana.
A frequência da irrigação deve ser avaliada de acordo com a realidade das áreas e das mudas a
serem plantadas, podendo ser diferente do sugerido acima.
Coroamento
Deverá ser feito o coroamento ao redor das mudas plantadas, para eliminar as espécies invasoras
que estiverem crescendo na manta de material da roçada. Para essa atividade, deve-se considerar
as seguintes especificações técnicas:
• As espécies invasoras menores serão abafadas pela colocação de nova manta de material
oriundo da roçada.
Tutoramento
• O tutor deve ser cravado ao lado da muda, de modo que fique firme, tomando os devidos
cuidados para que não ocorra o rompimento de raízes;
• A amarração com fita plástica larga ou cordão não deve ser muito apertada para evitar danos
no câmbio da planta;
• Amarrações com barbantes ou similares devem ser utilizados com cuidado, fazendo a
amarração em oito (8), conforme Figura 27 , para não prejudicar o desenvolvimento da
planta, causando anelamento.
O objetivo principal de implantação dessa outra técnica será de incrementar a diversidade florística
com espécies herbáceas e arbustivas, promover maior adensamento das plantas no campo e
possibilitar o crescimento e posterior colonização dessas em espaços diferentes de tempo,
contribuindo também para enriquecimento do banco de sementes, proteção do solo e atratividade
de fauna diferenciada, a longo prazo.
A semeadura direta a lanço será realizada entre as linhas do plantio das mudas, em que serão
abertos manualmente sulcos de aproximadamente 30 cm de comprimento e 3 cm de profundidade,
de modo a favorecer a emergência das plântulas. O lançamento será realizado de forma aleatória,
bem como o número de sementes utilizadas dependerá do tamanho da área e do estágio de
degradação e tamanho da semente. Serão selecionadas as espécies com maior disponibilidade de
sementes durante o período do plantio e preferencialmente isentas de dormência tegumentar,
porém caso apresentem tal condição, será realizado previamente a superação destas, por meio de
escarificação mecânica ou térmica.
Após o lançamento, o solo ao redor do sulco será revolvido, a fim de proteger a semente da
exposição direta ao sol, do risco de carreamento pelas chuvas intensas e predação.
Esta técnica deverá ser realizada, preferencialmente, no período chuvoso. Caso não seja possível,
a irrigação com auxílio do carro pipa se torna uma alternativa, com utilização de aproximadamente
20 litros de água potável a cada 5 metros de comprimento de sulco, todos os dias, durante três
meses.
Vale enfatizar que esta metodologia também pode ser aplicada às áreas íngremes (taludes e relevo
forte-ondulado) na etapa de reconstituição da cobertura vegetal, após reconformação do terreno.
Como forma de maximizar o aproveitamento dos recursos naturais, recomenda-se que, no início
das obras, os procedimentos adotados possibilitem a posterior reutilização de volumes de solo
escavado. Sendo assim, sugere-se a realização de decapeamento da camada superficial do solo e
seu estoque, seguida da ampliação do bota-fora e subsequente reposição da camada de solo
estocado e reutilização do solo armazenado como substrato.
É importante ressaltar que, embora a retirada e armazenamento do top soil e serapilheira demande
esforços, as ações de recomposição utilizando o mesmo apresentam custos mais baixos quando
comparadas ao plantio (NUNES et al., 2015), pois apresentam um grande potencial para a
recuperação de áreas degradadas, sendo fonte de sementes de plantas herbáceas, arbustivas e
arbóreas (SOUZA, 2003), gerando um potencial de auto regeneração das áreas a serem
recuperadas (MARTINS, 2012).
Após o desmate e retirada do material lenhoso, os resíduos vegetais e o top soil deverão ser
colhidos por meio de tratores de esteiras, quando serão laminados a cerca de 10 cm da superfície
do solo, antes do início da implantação do empreendimento em todas as áreas de intervenção
direta. Todo o material será colocado em caminhão basculante (ou similar) que transportará o
material até o local adequado para seu depósito ou diretamente para a área de recuperação caso
já existam algumas definidas. Este material ficará estocado, conforme detalhado no Programa de
Supressão Vegetal, até sua destinação final.
Por fim, a camada de top soil, serrapilheira e finos orgânicos advinda das áreas desmatadas deverá
ser espalhada de forma irregular nas superfícies com inclinação inferior a 20º a serem revegetadas,
em camada variando entre 5 cm e 10 cm. Em seguida será realizada uma operação de subsolagem,
A Área Diretamente Afetada (ADA) contempla um total de 454,46 hectares, sendo quase
integralmente constituída de ambientes nativos. Por isso, além da recuperação ambiental das áreas
provisórias, está previsto ainda o paisagismo de parte da área por meio da implantação de cinturões
verdes e canteiros paisagísticos, utilizando espécies florestais nativas para um melhor conforto
visual e térmico para os colaboradores na área do Complexo Fotovoltaico.
Os canteiros visam tornar o ambiente de trabalho mais agradável e que possibilite aos
colaboradores e a comunidade do entorno uma maior vivência e interação com a vegetação local,
ainda que em pequenas extensões de terra.
Espécies como licuri e outras cactáceas e bromeliáceas serão priorizaras para compor os canteiros
arborizados, sempre priorizando o plantio de espécies nativas. Após a implantação definitiva do
empreendimento, essas pequenas áreas também promoverão núcleos de áreas recuperadas.
Além dos canteiros, sugere-se a implantação de cinturões verdes no entorno do terreno, que
também funcionam como cercas vivas e quebra vento. O nome “cinturão verde” é dado comumente
para as áreas de ambiente natural, pouco urbanizadas e de uso agrícola, que estão ao redor ou nas
vizinhanças de uma outra área já convertida/sem formação florestal predominante (MORAES,
2012). O cinturão verde caracteriza-se pela implantação orientada de indivíduos de duas ou mais
espécies arbóreas e arbustivas adaptadas à região e ao solo/substrato local, disseminadas em
linhas paralelas, de forma que as plantas de uma linha não fiquem alinhadas com as plantas da
linha adjacente, propiciando barreiras de isolamento para partículas de solo e incidência também
de ventos.
A necessidade de produção de mudas com melhor qualidade, menor custo e em maior escala
decorre da crescente demanda por parte do mercado por produtos florestais e por ser medida
compensatória quando novas áreas cobertas por remanescentes florestais são convertidas.
O êxito na implantação de florestas recai em grande parte na qualidade das mudas plantadas as
quais além de resistir as condições adversas encontradas no campo após o plantio, deverão
sobreviver e produzir árvores com crescimento volumétrico desejável.
Considerando que o viveiro de mudas objetiva a produção de mudas para revegetação de áreas
degradadas a uma condição não degradada, mais similar possível da sua condição original, é de
extrema importância que o empreendedor consiga adquirir mudas florestais nativas adaptadas a
região, quando da implantação do supracitado programa.
Dessa forma, sugere-se a implantação de um viveiro florestal de mudas de caráter temporário nas
dependências do Complexo Fotovoltaico. A critério do empreendedor, poderá ser avaliada a
realização de parcerias com viveiros florestais da região que apresente condições de produção de
mudas nativas, tanto para absorver a demanda de produção do empreendimento, quanto
estimulando a troca de propágulos/mudas e, desta forma, propiciando maior diversidade florística e
genética. Tais parcerias também promovem o desenvolvimento de atividades econômicas no
município. Além disso, sementes coletadas além da necessidade de suprir a compensação poderão
ser destinadas à Rede de Sementes do Bioma Caatinga.
O viveiro terá como objetivo o fornecimento das mudas florestais a serem plantadas para compensar
as árvores de espécies protegidas exploradas, bem como, dar subsídios para implantação do
projeto de paisagismo, de recuperação de áreas degradadas e implantação de corredor ecológico.
O viveiro deve ser implantado em período anterior às atividades de supressão vegetal (fase de
implantação do empreendimento), a fim de que se possa receber e desenvolver os propágulos
provenientes do dos resíduos florestais e camada superficial do solo Programa de Supressão da
Cobertura Vegetal e do Programa de Resgate da Flora, devendo sua estrutura e operação ser
mantida, no mínimo, até que se finalizem as atividades previstas no presente Plano e no Plano de
Conectividade.
• Rustificação: área descoberta com estrutura para irrigação, seja através de sistema de
irrigação completo, de mangueiras e/ou manual;
• Sombrite: estrutura ripada coberta e cercada por sombrite (50% e 80%), com
disponibilidade de sementeiras, estrutura de irrigação, (sistema de irrigação completo,
mangueiras e/ou manual) e bancada(s) de trabalho;
• Manejo e beneficiamento: estrutura coberta (ex: tenda), com bancadas, mesas, cadeiras,
prateleiras com disponibilidade de água (ex: tanques / pias) e energia elétrica;
• Armazenamento: área coberta (ex: tenda) para armazenamento de insumos (areia, terra,
esterco, dentre outros) e área coberta e trancada (ex; contêiner) para armazenamento de
ferramentas (pás, cavadeira, enxadas, enxadões, podões e tesouras de poda, facões,
peneiras, martelo, garrafas de água e recipientes gerais, EPIs, dentre outros);
• Vivência: área coberta (ex: tenda) com banheiros, mesas, cadeiras e disponibilidade de
água (ex: pia / bebedouro) e energia elétrica.
Ressalta-se que as mudas jovens são susceptíveis a quebra causada pelo vento, o que pode
ocasionar danos e perda da muda. Logo, o viveiro deverá ser planejado de modo a evitar a alta
incidência de ventos nos canteiros utilizados para o desenvolvimento das mudas jovens, por meio
da própria disposição das mudas e quebra-ventos.
A capacidade do viveiro deverá ser determinada em função dos seguintes fatores: demanda de
plantio, densidade de mudas por m², período de rotação de espécies, intensidade das atividades do
resgate de flora e dimensão dos canteiros de produção e das estruturas.
Após a conclusão das ações propostas neste Programa, as áreas em recuperação deverão ser
monitoradas durante o mínimo de 3 anos e, caso se avalie como necessárias, ações de manutenção
ou intervenções deverão ser promovidas.
Por meio destas inspeções serão levantadas as áreas degradadas alvo do presente programa para
que sejam posteriormente remediadas e/ou recuperadas. As inspeções deverão ser registradas em
boletins técnicos de vistoria, que devem conter registro fotográfico detalhado e coordenadas
geográficas da área degradada. Os boletins subsidiarão a elaboração dos Planos de Ação,
Relatórios de Monitoramento (Parciais) e dos Relatórios Consolidados.
Após as inspeções, deverá ser elaborado um Plano de Ação contendo o detalhamento das ações
de remediação e/ou recuperação a serem desenvolvidas (projeto individual) para cada uma das
áreas identificadas nos boletins técnicos de vistoria.
Após realizadas as ações deverão ocorrer monitoramentos trimestrais nas áreas alvo de plantio de
mudas e anuais (após período chuvoso) nas áreas alvo de intervenções para fins de contenção de
processos erosivos, ao longo de três anos como informado anteriormente. Caso diagnosticada a
necessidade, deverão ser realizadas novas intervenções a fim de se garantir o sucesso do
cumprimento dos objetivos deste Programa.
Neste período deverá ser avaliada a necessidade de coroamento das mudas, controle de plantas
daninhas, de formigas cortadeiras, adubação, reposição de espécies plantadas, irrigação,
necessidade e manutenção de cercas e/ou de novos cercamentos, entre outros.
[Link] Metas
• Detalhar e aplicar 100% das ações de recuperação específicas para cada área degradada,
considerando o nível de interferência e degradação ocasionado pela obra;
• Número de áreas degradadas identificadas ao final da etapa construtiva e/ou tão logo se
tenha a conformação final do terreno e número destas áreas recuperadas;
Devem ser previstas a compra dos materiais de trabalho necessários, bem como a previsão de
infraestrutura e logística. A seguir, a lista de alguns materiais estimados à execução do presente
Programa.
• Tutores de crescimento;
• Formicida;
• EPI’s para todos os colaboradores envolvidos: botas de couro com biqueira de PVC, luvas
de vaqueta, chapéus com aba no pescoço, óculos de proteção, perneiras, protetores
auriculares e protetor solar (aproximadamente 10 unidades de cada).
Além desses materiais, a depender do solo, será necessário o apoio de uma retroescavadeira com
um arado associado, assim como dos veículos de transporte da equipe.
Resíduos vegetais para o aporte orgânico às plantas realocadas para sombreamento e proteção de
raízes deverão ser adquiridos junto às atividades de desmates.
Para o órgão ambiental será elaborado um Relatório Final Consolidado, com todas as atividades
realizadas no âmbito deste Programa.
[Link] Cronograma
INACIO, E. S. B.; CANTALICE, J. R. B.; NACIF, P. G. S.; ARAUJO, Q. R.; BARRETO, A. C..
Quantificação da erosão em pastagem com diferentes declives na microbacia do ribeirão Salomea.
Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, Campina Grande, V.11, nº4, 2007.
MORAES, F. Cinturão Verde: A batalha de Porto Alegre. 2012. (Reportagens) – Associação O Eco,
organização brasileira.
SCUPP, E. W., T. MILLERON; S. RUSSO. 2002. Dissemination limitation and the origin and
maintenance of species-rich tropical forests. In: LEVEY, D. J.; SILVA, W. R.; GALETTI, M. (eds.).
Seed dispersal and frugivory: ecology, evolution and conservation. pp. 19-33. CAB International,
Wallingford, UK.
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 01 02 01 02 01 02
Plantio Reflorestamento
Plano Paisagístico
Atividades de Monitoramento
A cobertura vegetal nativa da ADA é representada por fitofisionomias do domínio da Caatinga que,
conforme mapeamento do IBGE (2004) é classificada como contato entre as formações de Savana-
Estépica/Floresta Estacional, Savana-Estépica Florestada e Savana-Estépica Arborizada,
entretanto durante o levantamento de dados primários do Inventário Florestal a vegetação que
intercepta a ADA do empreendimento foi classificada como Savana-Estépica Florestada (Caatinga
Florestada).
Por ser a primeira atividade associada à implantação da obra, a supressão da vegetação deve ser
conduzida com critérios técnicos e de cronograma de forma a liberar a área no prazo estipulado
dentro de premissas de mitigação de impactos e destinação adequada da biomassa vegetal.
[Link] Objetivos
• Lei Federal n° 6.938, de 31 de agosto de 1981 – Dispõe sobre a Política Nacional do Meio
Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências;
• Portaria Estadual nº 40 de 2017, que torna pública a “Lista Oficial das Espécies Endêmicas
da Flora Ameaçadas de Extinção do Estado da Bahia”;
• Instrução Normativa do IBAMA nº 191, de 24 setembro de 2008, que proíbe o corte do “licuri”
(Syagrus coronata (Mart.) Becc.);
• Lei Estadual nº 13.908 de 2018, que estabelece como patrimônio biocultural as espécies do
“licuri” (Syagrus coronata (Mart.) Becc.), “ariri” (Syagrus vagans (Bondar) [Link]) e do
“umbu” (Spondias tuberosa Arruda), torna essas espécies imunes ao corte e da outras
providências;
• Portaria INEMA Nº 11.292 de 13/02/2016; que define os documentos e estudos necessários
para requerimento junto ao INEMA dos atos administrativos para regularidade ambiental de
empreendimentos e atividades no Estado da Bahia.
O Programa deverá ser implantado e conduzido pelo empreendedor através de sua equipe, que
deverá contratar empresa especializada para realização e supervisão das atividades propostas,
conforme detalhado nesse programa.
[Link] Público-Alvo
[Link] Metodologia
São elas: diretrizes básicas, englobando as premissas e recomendações de caráter geral que
deverão permear todas as ações; atividades pré-supressão, as quais se referem ao planejamento
e preparativos necessários para que as ações sejam realizadas dentro das normas ambientais e de
segurança; atividades exploratórias, referentes à supressão propriamente dita, com indicação das
estratégicas e técnicas apropriadas para operacionalização do desmate e deposição da biomassa;
e atividades pós-supressão, as quais estão relacionadas à destinação do material lenhoso e
desmobilização das atividades.
Algumas recomendações devem ser feitas, como forma de atender as exigências dos órgãos
ambientais e garantir um padrão de qualidade adequado das atividades conforme descritas neste
Programa.
O avanço do desmate deverá ser feito de forma gradativa, iniciando‐se nas áreas de acesso e,
posteriormente, nas demais áreas destinadas às estruturas a serem implantadas, devendo ser
dividida em talhões conforme a necessidade de liberação de área pelo empreendedor. A derrubada
da vegetação deve seguir em direção à região que não será desmatada, visando facilitar o
deslocamento da fauna em busca de novos ambientes.
As atividades devem ser realizadas por empresas que atendam aos seguintes pré-requisitos:
especializadas em trabalhos de desmatamento, capacidade gerencial, disponibilidade de máquinas
necessárias ao trabalho, acompanhamento técnico permanente, além de um profissional capacitado
para desempenhar a função de gestor e responsável técnico pelas ações, para coordenar o
planejamento e acompanhamento das atividades propostas no presente documento.
Tanto a programação quanto as ações nas frentes de desmate deverão ter o acompanhamento de
uma equipe ambiental composta por profissionais da área, devidamente habilitados, com auxílio de
técnicos especializados, os quais ficarão responsáveis pelo resgate de flora e
afugentamento/salvamento de fauna, conforme detalhado nos Programas de Resgate da Flora e de
Afugentamento e Eventual Resgate da Fauna.
As normas ambientais das diversas atividades que possuem impacto potencial ou real sobre o
ambiente deverão constar nos contratos específicos a serem celebrados com as empreiteiras.
• Proibição expressa do uso do fogo como método de limpeza prévia nas áreas a serem
limpas;
• Uso de combustível, óleos e graxas, deverão ser foco de especial atenção para que não
ocorra escape de substâncias para o ambiente, sendo obrigatório a disponibilidade de
recipientes para conter esse material, caso necessário;
• O respeito aos proprietários rurais e moradores locais, incluindo os imóveis arrendados para
fins do empreendimento, deverá permear todas as ações, devendo comunicar aos
moradores qualquer ação nas proximidades de suas moradias ou que interfiram em suas
atividades cotidianas;
• Todo o material lenhoso deverá ser aproveitado: os produtos e subprodutos originados das
atividades de supressão da vegetação nativa deverão ter aproveitamento socioeconômico e
ambiental indicado em declaração preenchida pelo empreendedor.
Antes do início das atividades de supressão da vegetação propriamente ditas, a equipe envolvida
no desmate deverá receber treinamento a ser ministrado pelo técnico responsável pela atividade.
Esse treinamento tem como intuito o repasse de todas as diretrizes estabelecidas na ASV e no
presente documento sobre os procedimentos durante a atividade e, principalmente, mobilização e
conscientização dos trabalhadores sobre os requisitos de segurança do trabalho durante a
exploração, bem como definir ações emergenciais e de controle ambiental.
[Link].2.3 Planejamento
O planejamento deve considerar o tipo de vegetação e seu porte, o número e tamanho das equipes
de supressão, a prioridade de trabalho em determinadas áreas de acordo com as necessidades de
instalação e o cronograma das atividades de implantação do empreendimento, dentre outras.
O planejamento deve considerar ainda a estratégia a ser adotada pelos Programas de Resgate da
Flora e de Afugentamento de Fauna, devendo os respectivos técnicos responsáveis participarem
Toda a área alvo da supressão vegetal deve ser demarcada por levantamentos topográficos com
estacas indicadoras (piquetes) de forma clara e de fácil visualização, com o objetivo de não permitir
danos à vegetação fora da área autorizada para supressão vegetal.
Após esta definição, a área deve ser subdividida em talhões de exploração, permitindo o
planejamento e a ordenação da atividade ao longo do tempo. Sugere-se a instalação de varas que
se destaquem sobre o dossel, com espaçamento máximo de 50 metros, devendo ser intensificados
com um maior número de piquetes e espaçamento menor nos locais em vértices da área de
desmate e onde a vegetação mais fechada dificulta a sua visualização.
O broque consiste no corte da vegetação de menor porte (DAP de até 5 cm) presente no estrato
arbustivo da caatinga, tendo como objetivo facilitar o desbaste e arraste dos indivíduos arbóreos de
maior porte, os quais serão aproveitadas.
Conforme detalhado no capítulo [Link].3.5 - Destoca e Manejo dos Resíduos Vegetais e Solo
Superficial, após a retirada da madeira a ser aproveitada, todo o material como galharias, folhagens
e outros detritos vegetais gerados nessa etapa poderá ser estocado adequadamente para
Nesta atividade serão suprimidos os indivíduos de porte arbóreo com aproveitamento lenhoso (DAP
> 5 cm). As técnicas de corte de árvore aplicadas na extração madeireira deverão buscar, entre
outros objetivos, evitar desperdícios e minimizar a incidência de acidentes de trabalho.
Primeiramente, deve ser realizada a avaliação das árvores a fim de orientar as operações de corte
de forma segura, verificando a presença de partes ocas nos troncos com animais (serpentes e
insetos como vespas, abelhas e formigas) que podem causar acidentes de natureza grave. Tal
inspeção será realizada pela equipe de resgate e afugentamento da fauna. Da mesma forma,
deverá ser avaliada a tendência de queda da árvore e outros riscos inerentes à atividade. Essa
avaliação visa à mitigação dos riscos de acidentes e impactos decorrentes das atividades de
remoção da cobertura vegetal sobre as áreas do entorno do empreendimento, permitindo um
planejamento minucioso das alternativas, técnicas e equipamentos de corte a serem empregados.
Para operação de corte será empregado, inicialmente, o método semimecanizado com utilização
de motosserras para derrubada, visando o melhor aproveitamento da madeira e a minimização dos
impactos sobre a fauna e flora locais. Todas as motosserras utilizadas deverão estar devidamente
registradas e legalizadas junto ao IBAMA, cujo registro deverá estar disponível no local da atividade.
Além disso, todos os operadores de motosserra, assim como os auxiliares, deverão possuir
treinamento específico para a atividade a ser desenvolvida, comprovados através dos registros dos
cursos de capacitação.
Os troncos deverão ser cortados na maior seção retilínea possível. Para proporcionar melhor
aproveitamento do material lenhoso, bem como a segurança dos colaboradores, o corte de árvores
com DAP maior que 05 cm deve seguir as seguintes observações:
3. Limpar o tronco a ser cortado; cortar cipós, arvoretas e remover eventuais cupinzeiros,
galhos quebrados ou outros obstáculos situados próximos à árvore;
4. Preparar os caminhos de fuga por onde a equipe deve se afastar no momento da queda da
árvore. Os caminhos de fuga devem ser construídos no sentido contrário à tendência de
queda da árvore.
No caso de árvores com DAP inferior a 30 cm, os indivíduos poderão ser suprimidos com apenas
um corte, feito em diagonal direcionando o sentido de queda. Para o corte das árvores de DAP
superior a 30 cm, poderá ser adotada a técnica tradicional que consiste em uma sequência de três
entalhes, sendo dois entalhes para a abertura da “boca de corte” e o entalhe do corte ou direcional
(Figura 29 ).
Na supressão mecanizada haverá o uso de trator, empurrando toda biomassa vegetal sem
aproveitamento lenhoso para as bordas, onde ficará armazenada até sua adequada destinação. Se
pode ainda, fazer o rebaixamento dessa matéria orgânica para depósito sobre o solo em fragmentos
da borda da área suprimida para aumentar a proteção do solo contra processos erosivos, além de
favorecer o aumento da serrapilheira, aumentando com o tempo a ciclagem de nutrientes.
Toda a biomassa vegetal que possui rendimento lenhoso suprimida deverá ser particionada
conforme sua composição e dimensão. O material lenhoso das árvores a serem suprimidas deverá
ser traçado em comprimentos condizentes com cada classe de diâmetro do tronco ou galhos,
considerando as características de cada espécie e os tipos de uso da população local.
O material lenhoso das árvores a serem suprimidas deverá ser traçado nos seguintes comprimentos
para cada classe de diâmetro do tronco ou galhos, considerando as características de cada espécie
e os tipos de uso:
• Madeira de baixa a média qualidade com diâmetro entre 5 cm e 10 cm: deverão ser cortadas
em seções de 1 m para destinação como lenha;
• Madeira de alta qualidade com diâmetro entre 10 cm e 20 cm: deverão ser cortadas em
seções de 2 m para destinação a mourões ou estacas de cerca;
Outro uso que deve ser avaliado é seu emprego em cercas para caprinos e ovinos na região, para
as quais se usam tradicionalmente galhos finos (diâmetro > 5 cm) para promover a contenção dos
animais.
O material vegetal sem aproveitamento lenhoso deve ser destinado como material para
incorporação de matéria orgânica e/ou técnicas de nucleação na recuperação de áreas degradadas
e/ou contenção de processos erosivos através da implantação de faixas de retenção como
dissipadores de energia, seja no âmbito de Planos de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD)
ou utilização como contenção de processos erosivos e áreas impactadas do entorno.
Após o traçamento, todo material lenhoso deverá ser retirado da área de desmate com a utilização
de tratores conforme logística definida pela equipe responsável. O empilhamento deverá ser
realizado com as leiras dispostas, temporariamente, em área de estocagem localizada dentro do
imóvel, preferencialmente nos limites da área de intervenção e próxima aos acessos de forma a
facilitar o processo de carregamento e transporte do material para os locais de destinação definitiva,
os quais serão definidos conforme prioridade logística e operacional das equipes responsáveis
pelas frentes de supressão, preferencialmente nas áreas destinadas à implantação das estruturas
temporárias, como bota-fora, cujas coordenadas são apresentadas no quadro abaixo.
É importante ressaltar que a definição final do pátio de estocagem será feita quando da mobilização
da empreiteira responsável pela execução das atividades de supressão. Se for necessário
transportar a madeira para fora da propriedade onde ocorreu a intervenção, o empreendedor deverá
emitir o Documento de Origem Florestal (DOF).
O enleiramento tem como objetivo organizar as toras traçadas para o transporte do material
lenhoso. O material deverá ser empilhado em pequenas pilhas separadas conforme seu diâmetro e
comprimento. A área escolhida deverá ser a mais plana possível com as toras dispostas em sentido
transversal ao declive do terreno, permitindo a secagem e posterior baldeio para o pátio de
estocagem definitivo. Deve se situar fora de canal de drenagem pluvial e de APP e desprovida de
cobertura vegetal arbórea.
As leiras deverão ser escoradas adequadamente e possuir altura máxima de 1,5m para o material
de diâmetro menor que 30 cm e menor que 1 metro para as toras. A largura da pilha será
determinada pelo seu uso (estacas e mourões: 2,20 m de comprimento; toretes, piquetes e lenha:
1 a 2 m de comprimento). As pilhas não deverão ter comprimento superior a 20 metros e distância
entre elas de no mínimo 1,5 m de forma a permitir o trânsito pedestre. Todas as pilhas deverão ser
devidamente escoradas, evitando o desmonte, fotografadas e georreferenciadas com uso de GPS.
Após realizado o corte com motosserra, o material lenhoso de proveito ter sido retirado e
adequadamente armazenado, assim como as plantas de relevância já realocadas e o desmate
mecanizado já realizado, deverá ser realizado a destoca, remoção dos resíduos vegetais e
decapeamento do solo.
Essa etapa, que também deverá ser acompanhada pela equipe de resgate e afugentamento de
fauna, consiste no arranque e na remoção dos tocos das árvores cortadas com utilização de tratores
de esteira, junto com as galhadas e o material vegetal remanescente (serrapilheira) seguida do
decapemaneto da camada superficial do solo (top-soil). Todo o material existente sobre a superfície
(cerca de 10 cm de profundidade do solo), incluindo a biomassa vegetal, banco de sementes e os
resíduos vegetais, rico em matéria orgânica, micbrobiota e propágulos, resulta em um útil substrato
para a produção de propágulos a serem cultivados em viveiro, bem como para potencializar o
processo de regeneração natural nas atividades de recuperação de áreas degradas, relativas à
execução do PRAD.
O restolho orgânico, incluindo arbustos, ervas, raízes e o solo superficial, será empurrado por
tratores com lâminas frontais para estoque temporário nas bordas da área suprimida para posterior
destinação final. Este material poderá ser destinado como banco de germoplasma para produção
de mudas, como material para incorporação de matéria orgânica e/ou técnicas de nucleação na
recuperação de áreas degradadas, no âmbito de Planos de Recuperação de Áreas Degradadas
(PRAD) e áreas impactadas do entorno, bem como podem ser utilizados na contenção de processos
erosivos através da implantação de faixas de retenção como dissipadores de energia.
A distribuição deste material deverá ser feita nas áreas em recuperação ou de restauração florestal,
sempre que possível, imediatamente após sua retirada e sem deposição intermediária, visando
agregar diversas espécies e nutrientes ao processo de regeneração, conforme o PRAD. Parte do
material também poderá ser prontamente encaminhado para viveiro de mudas para produção de
propágulos, sendo importante a análise a respeito da capacidade de armazenamento e produção,
junto às equipes responsáveis pelas atividades viveiristas. Este encaminhamento é importante para
que o material não perca sua viabilidade. O material será transportado em caminhões, depositado
e espalhado conforme especificações constantes no PRAD.
O restante do material, que não for imediatamente destinado, deverá ser estocado até definir sua
destinação final. O armazenamento do solo deverá ser feito em uma área com relevo plano a
levemente ondulado, distante de nascentes e cursos d’água, e de forma a manter área livre
suficiente para a movimentação de máquinas.
Todos esses dados deverão constar no laudo de cubagem assinado pelo responsável, contendo
ainda número do CREA e ART.
Após cubado e o órgão ambiental tendo concluída a fiscalização, todo o material lenhoso
proveniente da supressão vegetal será utilizado na própria propriedade, nas obras de instalação do
empreendimento ou destinado ao proprietário rural, que dará o destino que lhe convier em acordo
com a legislação vigente. Essa destinação seguirá as orientações do órgão ambiental no ato de
emissão da autorização para intervenção na área. A doação do material lenhoso ao proprietário
será realizada mediante assinatura, entre as partes, de Termo de Doação, a ser apresentado ao
INEMA.
O material remanescente proveniente de resíduos vegetais e solo superficial poderá ser estocado
para destinação futura às ações associadas às atividades de recuperação de áreas degradadas,
contenção de processos erosivos ou ao de salvamento do germoplasma. Caso não haja mais
previsões de utilização deste material nas ações supracitadas, este poderá ser prontamente
destinado com técnicas de nucleação (instalação de ilhas formadas por galhadas e restos da
supressão vegetal) funcionando como abrigos de fauna às margens da área de supressão.
Após a finalização da supressão vegetal e destinação de todo material lenhoso e manejo dos
resíduos florestais e camada superficial do solo, o terreno deverá ser conformado para que a água
pluvial seja adequadamente conduzida para locais em que possa infiltrar-se no solo, eliminando seu
potencial erosivo.
[Link].4.3 Desmobilização
[Link] Metas
• Empilhar e quantificar 100% do material lenhoso, por categoria: lenha, estacas/mourão, tora;
• 100% das frentes de supressão realizadas apenas após realizadas as vistorias da equipe
de resgate de flora;
• 100% das frentes de supressão realizadas com acompanhamento das equipes de fauna;
Para a execução da supressão vegetal, será necessária a contratação de equipe especializada com
coordenação de profissional qualificado, que ficará responsável pelo gerenciamento técnico da
equipe, garantia de segurança durante as atividades e de que a supressão estará restrita ao
estritamente necessário à implantação do empreendimento, assim como pela consolidação de
relatórios.
Estruturas de apoio à equipe, tais como local para refeições e descanso em campo, sanitários,
veículos e locais adequados para hospedagem durante o período dos trabalhos conforme previsto
pela NR31. Equipamentos e maquinários variam entre EPI’s, facões, motosserras, tratores e
caminhões. O uso de estruturas auxiliares, como trituradores de galhos acoplados a tratores deverá
ser avaliado, levando-se em conta o ganho ambiental ao facilitar o uso dos resíduos vegetais nas
ações de recuperação ambiental e a redução do volume de galhada estocada.
Ressalta-se que a definição do número de frentes de desmate, bem como demais estratégias de
condução das atividades de supressão poderão sofrer alterações conforme disponibilidade
logística, financeira e prioridades do empreendimento. Caso isto ocorra, o dimensionamento da
equipe e dos esforços envolvidos deverão ser adaptados.
Mensalmente serão gerados relatórios internos de andamento das atividades, a serem consolidados
após a conclusão das atividades e encaminhados ao órgão ambiental em relatório final consolidado.
Reitera-se a necessidade de especificar através da ficha de romaneio e relatórios de controle da
supressão vegetal a origem e destinação de cada produto doado, a fim de proporcionar um maior
controle pelo órgão ambiental.
[Link] Cronograma
BAHIA. Lei Estadual nº 13.908 de 29 de janeiro de 2018, que estabelece como patrimônio biocultural
as espécies do “licuri” (Syagrus coronata (Mart.) Becc.), “ariri” (Syagrus vagans (Bondar)
[Link]) e do “umbu” (Spondias tuberosa Arruda), torna essas espécies imunes ao corte e da
outras providências. D.O., 31/01/2018;
BAHIA. Portaria Estadual nº 40 de 21 de agosto de 2017. Torna pública a “Lista Oficial das Espécies
Endêmicas da Flora Ameaçadas de Extinção do Estado da Bahia”. D.O.,22/08/2017;
BAHIA. Portaria INEMA Nº 11.292 de 13 de fevereiro de 2016; que define os documentos e estudos
necessários para requerimento junto ao INEMA dos atos administrativos para regularidade
ambiental de empreendimentos e atividades no Estado da Bahia. D.O., 14/02/2016.
BAHIA. Resolução CEPRAM-BA N° 1.009 de 06 de dezembro de 1994, que dispõe sobre proibição
do corte, armazenamento e comercialização das espécies nativas, "aroeira" Astronium urundeuva
(Fr. Ali) Eng/, "Baraúna" Schinopsis braslliensis Eng/. e "Angico" Anadenanthera macrocarpa
(Benth) Brenan, no Estado da Bahia. D.O., 04.01.95;
BRASIL. Lei Federal n° 12.651, de 25 de maio de 2012 – Dispõe sobre a proteção da vegetação
nativa; altera as Leis nos 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e
11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nos 4.771, de 15 de setembro de 1965, e 7.754,
de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória no 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e dá outras
providências. DOU de 28.05.2012;
BRASIL. Lei Federal n° 6.938, de 31 de agosto de 1981 – Dispõe sobre a Política Nacional do Meio
Ambiente, seus fins e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. D.O.U.
02.09.1981;
BRASIL. Lei Federal nº 12.727, de 17 de outubro de 2012, Altera a Lei no 12.651, de 25 de maio de
2012, que dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis nos 6.938, de 31 de agosto
de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; e revoga as
Leis nos 4.771, de 15 de setembro de 1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, a Medida Provisória
no 2.166-67, de 24 de agosto de 2001, o item 22 do inciso II do art. 167 da Lei no 6.015, de 31 de
dezembro de 1973, e o § 2o do art. 4o da Lei no 12.651, de 25 de maio de 2012. D.O.U. 18.10.2012;
IBAMA. Instrução Normativa do nº 191, de 24 setembro de 2008, que proíbe o corte do “licuri”
(Syagrus coronata (Mart.) Becc.). DOFC, 25/09/2008;
MMA. Instrução Normativa Nº 06, de 15 de dezembro de 2006 - Dispõe sobre a reposição florestal
e o consumo de matéria-prima florestal, e dá outras providências. DOFC. 18/12/2006, Retificação
DOFC 30/01/2007.
MMA. Portaria n°148, de 7 de junho de 2022. "Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora
Ameaçadas de Extinção". D.O.U. 08/06/2022;
MTP. Portaria n.º 3.214, de 08 de junho de 1978. DOU, 07/07/1978. NR 12 – Segurança no Trabalho
em Máquinas e Equipamentos. Última Alteração pela Portaria MTP n.º 428, de 07 de outubro de
2021. DOU: 08/10/2021;
MTP. Portaria Nº 2.175, de 28 de julho de 2022. Aprova a nova redação da Norma Regulamentadora
nº 06 - Equipamentos de Proteção Individual - EPI. D.O.U, 05/08/2022;
A indicação de resgate da flora é prevista para espécies ameaçadas de extinção (IN IBAMA nº
6/2009), para plantas epífitas (IN IBAMA nº 31/2004) e para espécies imunes de corte em
empreendimentos definidos como de utilidade pública ou de relevante interesse social (IN IBAMA
nº 191/2008; Lei Estadual nº 13.908/2018; Resolução CEPRAM-BA N° 1.009/1994). A supressão
dessas espécies se dá mediante prévia autorização do órgão competente, respectivamente
condicionada ao plantio compensatório ou o transplantio das espécies suprimidas, devendo para
tais plantas ser apresentado um programa específico.
Foram diagnosticadas duas espécies ameaçadas de extinção na ADA pelo Complexo Santa
Eugênia Solar (Fase 01), sendo a Apuleia leiocarpa (Garapa), classificada na categoria
“VULNERÁVEL” e Pilocarpus trachylophus (jaborandi) “EM PERIGO”, ambos pela lista oficial
Federal (MMA nº 148/2022). Não foram identificadas espécies imunes de corte no âmbito Federal
e/ou Estadual.
Além dessas, podem ser identificadas novas espécies com restrição de corte e classificadas como
em perigo de extinção ou vulneráveis. Dentre as espécies imunes de corte, deve-se atentar para a
possibilidade de ocorrência de espécies que são comuns em todo o Estado. São elas: a Aroeira
(Astronium urundeuva), o umbuzeiro (Spondias tuberosa), a Baraúna (Schinopsis braslliensis), o
Angico (Anadenanthera macrocarpa), o Licuri (Syagrus coronata), a Micranthocereus flaviflorus e o
Ariri (Syagrus vagans).
Portaria
Nome MMA, SMA- Domínio
Nome Científico Forma de vida Distribuição Geográfica
popular 2022 BA nº Fitogeográfico
40
Caatinga, Cerrado,
Handroanthus spongiosus sete-capa EN Árvore AL, BA, PB, PE, PI, SE
Mata Atlântica
Pilosocereus glaucochrous VU VU Arbusto|Árvore Caatinga, Cerrado BA
Arbusto|Subarbusto|
Micranthocereus flaviflorus VU Caatinga, Cerrado BA
Suculenta
Dalbergia elegans caviúna VU Árvore Mata Atlântica BA, ES, MG
Luetzelburgia harleyi carne-de-vaca EN Árvore Caatinga BA
Foram registradas apenas duas espécies de epífitas na ADA do Complexo Santa Eugênia Solar
(Fase 01): as bromeliáceas Tillandsia gardneri Lindl. e Tillandsia loliacea Mart. ex Schult. & Schult.f.
No entanto, no caso de ser registrada mais alguma ocorrência, estas devem ser consideradas como
passíveis de resgate. Como referência, apesar de habitarem ambientes mais conservados, as
seguintes pteridófitas também podem ocorrer na região do empreendimento: Pleopeltis minima,
Pleopeltis pleopeltifolia e Microgramma vacciniifolia, orquídeas como Campylocentrum
crassirhizum, Cattleya elongata, Catasetum hookeri, Cyrtopodium saintlegerianum, Encyclia
oncidioides e Trichocentrum cebolleta, bromélias como Billbergia porteana, T. recurvata, T.
polystachia e a pequena piperaceae Peperomia blanda.
Também devem ser consideradas como passíveis de resgate diversas espécies terrestres de
bromélias e cactáceas pela facilidade operacional e sucesso de resgate e por constituírem
elementos característicos dos ambientes de caatinga.
O resgate de flora envolve coleta de sementes, plântulas e mudas, além da destinação adequada
dos resíduos orgânicos e do solo superficial provenientes da supressão vegetal, os quais contêm o
banco de sementes do solo e raízes propícias a reproduzirem a vegetação suprimida. Esses
procedimentos contribuirão para a preservação de amostras das espécies raras, endêmicas ou
ameaçadas de extinção a terem suas populações impactadas. Em adição ao resgate de flora é
possível distribuir mudas, formar coleções e contribuir para a Rede de Sementes da Caatinga e
realizar a realocação de plantas, permitindo o estabelecimento de novas comunidades vegetais.
[Link] Objetivos
Esse Programa tem como objetivo geral a conservação da biodiversidade botânica das áreas a
serem suprimidas para implantação do empreendimento, com destaque para aquelas listadas que
se enquadram em alguma categoria de ameaça de extinção e/ou imune de corte, bem como as
diversas epífitas e demais bromélias e cactos envolvidos
São listados na sequência os principais documentos legais que devem ser observados, no âmbito
deste Programa. Todavia, a equipe executora deverá atentar-se e verificar constantemente a
existência de atualizações ou outros documentos legais aplicáveis ao tema que não tenham sido
aqui elencados.
[Link] Público-Alvo
• Colaboradores da empreiteira
[Link] Metodologia
O resgate de flora deverá ser desenvolvido por profissionais da área de botânica especializados
(biólogo/engenheiro florestal) e deverá ocorrer em metas sequenciais e ações concomitantes,
considerando as diversas espécies envolvidas e sintonia com os Programas de Supressão da
Cobertura Vegetal e Programa de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD).
O resgate da flora será realizado na área de intervenção do empreendimento que sofrerá a remoção
da vegetação. Complementarmente, outras áreas do entorno onde forem observados estados de
conservação da vegetação indicando estágios sucessionais superiores, maior diversidade de
espécies ou até mesmo áreas aleatórias que possuam indivíduos de interesse deverão também ser
percorridas e realizada a coleta de material reprodutivo.
As áreas destinadas a receber as plantas salvas deverão ser definidas na Fase Inicial do Programa,
devendo dar preferência para aquelas que possuem proteção legal (ex: Reservas Legais e APPs)
e que se localizem próximas à ADA e aos acessos provisórios abertos para a supressão, reduzindo
custos com transporte e injúrias às plantas.
Foram registradas apenas duas espécies de epífitas na ADA do Complexo Santa Eugênia Solar
(Fase 01): as bromeliáceas Tillandsia gardneri Lindl. e Tillandsia loliacea Mart. ex Schult. & Schult.f.
Porém, caso a ocorrência de mais espécies seja registrada durante as atividades, estas deverão
ser alvo do resgate.
As epífitas deverão se manter fixadas aos galhos ou troncos onde se encontram, os quais deverão
ser cortados com o uso de motosserra. Este procedimento deverá ser executado antes da operação
de supressão vegetal. As epífitas retiradas de licuris deverão ser transferidas para a copa de outros
licuris fora da ADA e os galhos cortados contendo as plantas epífitas serão transferidos para os
locais de destino e então amarrados com sisal nos galhos de árvores em ambientes semelhantes.
Estes locais deverão variar entre áreas a serem enriquecidas, a exemplo de Reservas Legais e
APPs.
Todas as epífitas resgatadas e relocadas deverão ser catalogadas, mantendo-se anotadas sua
espécie, estágio fenológico e coordenadas do local de estabelecimento, assim como deverão ser
alvo de assim como avaliações periódicas.
Antes do início da supressão vegetal, indivíduos de espécies ameaçadas, bem como cactáceas e
bromélias terrestres identificadas serão alvo de resgate oportunístico. Os espécimes serão
arrancados com auxílio de picaretas e enxadões, devendo ser transferidas imediatamente para
locais próximos que não serão objeto de intervenção por parte do empreendimento sendo,
Deve-se dar preferência para a prática no período chuvoso, mas caso seja necessário o transplantio
de imediato, sendo o período seco, deverão ser adotadas associações com regas imediatas, além
das periódicas pós realocação. Na primeira rega sugere-se molhar as covas com cerca de 5 litros
de água e nas demais 2 litros.
Para os Licuris e Ariris, caso sejam registrados no momento da supressão na ADA pelo
empreendimento, propõem-se o resgate/transplantio dos espécimes a serem suprimidos, visto que
são imunes de corte no Estado da Bahia. No caso de indivíduos jovens, estes serão resgatados
imediatamente. No caso de indivíduos adultos, caso seja viável o transplantio, estes deverão ser
sinalizados com fitas coloridas antes do início da supressão vegetal, da qual serão poupados.
Apenas após finalizado o corte das demais árvores e retirado o material lenhoso, os licuris serão
resgatados. Os espécimes resgatados poderão ser imediatamente transplantados ou
encaminhados para viveiro para manejo e futuro plantio.
Para resgatar mudas de Licuris e Ariris deverá ser usada uma picareta e um enxadão, removendo
todo o torrão que envolve o sistema radicular a fim de se evitar danos ao mesmo. O torrão deve ser
embalado em sacos biodegradáveis (ráfia ou aniagem) ou em palhas de palmeiras adultas
suprimidas, imediatamente acomodada em caixa e transportada para local de plantio. Caso a
operação seja executada em período de chuvas, o local de realocação deverá ser o definitivo, caso
contrário, serão acomodadas em viveiro para serem direcionadas ao definitivo no período chuvoso
seguinte.
Para o resgate dos licuris adultos de grande porte haverá a necessidade do uso de uma
retroescavadeira, abrindo uma trincheira ao lado de sua copa até a profundidade aproximada de 1
m. Após esta operação o tronco deverá ser amarrado no “braço” da retroescavadeira e com o uso
de alavancas a raiz deverá ser solta do solo, sendo então içada e colocada em carroceria de
caminhão, a qual deverá ser forrada com palhada molhada de licuris suprimidos, objetivando
acomodação das plantas e manutenção de umidade. O transporte até o local de replantio deverá
ser imediato e a cova deverá estar preparada previamente e situar-se à menor distância possível.
As covas de recebimento dos licuris deverão ser abertas com dimensões de 1 m x 1 m x 1 m, sendo
forrada com folhas e galhos finos provenientes das frentes de desmate, contribuindo em manter a
umidade e qualidade do substrato. O solo superficial proveniente das áreas de desmate também
deverá ser adicionado à cova, em volume mínimo de 50 litros. Cada cova deverá ser coberta com
resíduos vegetais semidecompostos e manter distância mínima de 3 metros entre elas.
Os locais definitivos deverão variar entre áreas a serem enriquecidas fora da área de intervenção,
preferencialmente em áreas de proteção legal, como áreas de Reservas Legal e APPs. Sugere-se
que estas áreas sejam cercadas para evitar prejuízos pelo gado.
As espécies arbóreas, com destaque para as espécies ameaçadas e/ou protegidas sempre que
possível deverão ser objeto de coleta de sementes.
• Coletar sementes de forma extensiva e casual em cada tipologia, com amostras pequenas
de cada matriz para se obter a maior variabilidade genética possível.
Todas as espécies vegetais encontradas poderão ter material coletado, procurando-se minimizar a
perda de biodiversidade, tanto quanto possível. No entanto deve ser dada ênfase em certas
espécies de interesse ecológico, econômico, medicinal, raras, ameaçadas de extinção ou de pouca
disponibilidade de referências e estudos quanto à sua propagação.
Informações quanto à fenologia e maturação de frutos deverão ser registradas de forma a subsidiar
o planejamento das atividades ao longo deste programa. Formas de propagação vegetativa como
a estaquia deverão ser testadas em quantas espécies forem possíveis. Mesmo quando possível a
propagação vegetativa de alguma espécie, não deve ser cessada a coleta de sementes, sendo que
a propagação vegetativa poderá ser utilizada massivamente em caso da necessidade de
fornecimento de uma grande quantidade de mudas complementarmente aos métodos de
propagação, a partir de propágulos reprodutivos.
As sementes poderão ser coletadas nas árvores, através da coleta direta ou com auxílio de podão,
podendo ainda serem coletadas a partir da agitação dos galhos e tronco da árvore para a queda
dos frutos sobre uma lona colocada ao solo. Deverão ser registradas as coordenadas da árvore de
coleta, colhidas as sementes e acondicionadas em sacos de papel para, posteriormente, ser
realizado o beneficiamento delas.
Também poderão ser criadas parcerias com viveiros locais já estabelecidos, estimulando a troca de
propágulos/mudas e, desta forma, propiciando maior diversidade florística e genética, bem como
desenvolvimento de atividades econômicas no município. Além disso, sementes coletadas além da
necessidade de suprir a compensação deverão ser coletadas e destinadas à Rede de Sementes do
Bioma Caatinga.
[Link].5.1 Estrutura
A necessidade de produção de mudas com melhor qualidade, menor custo e em maior escala
decorre da crescente demanda por parte do mercado por produtos florestais e por ser medida
compensatória quando novas áreas cobertas por remanescentes florestais são convertidas. O êxito
na implantação de florestas recai em grande parte na qualidade das mudas plantadas as quais além
de resistir as condições adversas encontradas no campo após o plantio, deverão sobreviver e
produzir árvores com crescimento volumétrico desejável.
Considerando que o viveiro de mudas objetiva a produção de mudas para revegetação de áreas
degradadas a uma condição não degradada, mais similar possível da sua condição original, é de
extrema importância que o empreendedor consiga produzir ou adquirir mudas florestais nativas
adaptadas a região.
O viveiro terá como objetivo o fornecimento das mudas florestais a serem plantadas para compensar
as árvores de espécies protegidas exploradas, bem como, dar subsídios para a recuperação de
áreas degradadas e/ou enriquecimento.
O viveiro deve ser preparado em período anterior às atividades de supressão vegetal (fase de
implantação do empreendimento), a fim de que se possa receber e desenvolver os propágulos
provenientes do dos resíduos florestais e camada superficial do solo Programa de Supressão da
Cobertura Vegetal e do Programa de Resgate de Flora, devendo sua estrutura e operação ser
mantida, no mínimo, até que se finalizem as atividades previstas nos Planos de Recuperação de
Áreas Degradadas (PRAD), Plano de Conectividade e plantios compensatórios.
• Rustificação: área descoberta com estrutura para irrigação, seja através de sistema de
irrigação completo, de mangueiras e/ou manual;
• Sombrite: estrutura ripada coberta e cercada por sombrite (50% e 80%), com
disponibilidade de sementeiras, estrutura de irrigação, (sistema de irrigação completo,
mangueiras e/ou manual) e bancada(s) de trabalho.
• Manejo e beneficiamento: estrutura coberta (ex: tenda), com bancadas, mesas, cadeiras,
prateleiras com disponibilidade de água (ex: tanques / pias) e energia elétrica;
• Armazenamento: área coberta (ex: tenda) para armazenamento de insumos (areia, terra,
esterco, dentre outros) e área coberta e trancada (ex; contêiner) para armazenamento de
ferramentas (pás, cavadeira, enxadas, enxadões, podões e tesouras de poda, facões,
peneiras, martelo, garrafas de água e recipientes gerais, EPIs, dentre outros);
• Vivência: área coberta (ex: tenda) com banheiros, mesas, cadeiras e disponibilidade de
água (ex: pia / bebedouro) e energia elétrica;
Ressalta-se que as mudas jovens são susceptíveis a quebra causada pelo vento, o que pode
ocasionar danos e perda da muda. Logo, o viveiro deverá ser planejado de modo a evitar a alta
incidência de ventos nos canteiros utilizados para o desenvolvimento das mudas jovens, por meio
da própria disposição das mudas e quebra-ventos.
A capacidade do viveiro deverá ser determinada em função dos seguintes fatores: demanda de
plantio, densidade de mudas por m², período de rotação de espécies, intensidade das atividades do
resgate de flora e dimensão dos canteiros de produção e das estruturas.
No viveiro de mudas, o material reprodutivo coletado em campo, que por questões logísticas e
operacionais não puderem ser germinadas de imediato, deverão ser devidamente organizados,
tratados e armazenados em local próprio de forma a evitar perdas por fungos, insetos ou larvas
xilófagas.
A organização do material reprodutivo se resume ao registro por meio de etiquetas e fichas com as
informações de espécie, data da coleta, local e matriz. O tratamento prévio ao armazenamento pode
variar conforme as diferentes espécies botânicas, mas de forma geral envolve processos de
limpeza, seleção de sementes viáveis e secagem. O armazenamento também pode considerar
necessidades específicas relativas a alguma espécie, mas, em geral, o material deverá ser
armazenado em recipientes próprios, limpos e secos, e em local sem iluminação, livre de umidade
e temperatura controlada.
No viveiro de mudas, deverá ainda ser reservada área específica para o acondicionamento de
plântulas e indivíduos coletados, de modo a oferecer as condições e insumos necessários à
sobrevivência destes até o momento de sua realocação ou replantio.
Após a conclusão das operações de resgate e replantio, o monitoramento deverá ser mantido
durante a fase de implantação do empreendimento, com vistorias trimestrais e considerando um
período mínimo de seis meses contados a partir de sua reintrodução, recebendo irrigação ou
capinas (coroamento), caso avalie-se como necessário. A continuidade do monitoramento deverá
ser avaliada e, caso necessário, novamente planejada ao fim das obras.
No período seco, deve-se avaliar a demanda por irrigação semanalmente. Caso necessário, pode
ser avaliada a irrigação através de efluentes sanitários tratados, que pode proporcionar melhor
desenvolvimento das plantas. No período chuvoso, no caso de ocorrência de períodos de estiagem,
também é importante a avaliação pela necessidade de irrigação.
Deverá ser realizado o monitoramento trimestral dos indivíduos realocados para as áreas
adjacentes à área de supressão a fim de verificar a sanidade deles. As ações de monitoramento
devem permitir identificar se os espécimes realocados obtiveram êxito durante o processo de
reposição para outros substratos, comparando o número de indivíduos realocados com o número
de indivíduos sobreviventes.
Todos os registros efetuados pela equipe de resgate da flora deverão ser organizados em
formulários e/ou planilhas Excel para a formação de um banco de dados sistemático.
Segue abaixo sugestão de dados a serem registrados pelas equipes de resgate de flora para as
coletas:
• Dados Gerais: Número do registro da coleta (código de identificação); data; período; coletor
• Espécie: Família, espécie, hábito, estágio fenológico (para caso de coleta de sementes e/ou
frutos)
• Destinação: data; período; local de relocação (área receptora; registrar caso de relocação
se dê em área legalmente protegida; coordenada geográfica; fitofisionomia; características
edáficas/substrato) ou destinação ao viveiro de mudas.
Para atividades de monitoramento, todos os indivíduos relocados e plantados deverão ser alvo de
avaliação de taxa de sobrevivência e registro das condições fitossanitárias gerais para, caso
necessário, sejam tomadas providências que evitem o comprometimento do desenvolvimento de
mais plantas.
[Link] Metas
A meta básica a ser alcançada pelo presente Programa é a minimização dos danos causados sobre
o meio ambiente local (perda da cobertura vegetal), por meio da adoção de medidas de conservação
da vegetação a ser afetada pelas obras. Tem-se como metas específicas:
• Salvaguardar pelo menos 50% da diversidade genética das espécies da flora prioritárias
para conservação (endêmicas, raras e ameaçadas de extinção e/ou legalmente protegidas)
existentes na ADA pelo empreendimento;
• Coletar propágulos, mudas e sementes (na ADA, AID e AII) de 50% das 50 espécies de
diversidade registrada na ADA do empreendimento, o que corresponde a um total de 25
espécies;"
• Garantir o êxito (60%) quanto à diversidade genética na produção de mudas a partir dos
propágulos resgatados;
• Número de espécies que foram alvo de coleta de plântulas e/ou propágulos e destinadas ao
viveiro / número de espécies de mudas produzidas e disponibilizadas para plantio;
• Plano de Conectividade;
• Pá, picareta, enxadão, foice, sacho, motosserra, cinta para carga (2 unidades de cada);
• Sacos de aninhagem, lápis, caneta, fita crepe, fita adesiva larga (10 unidades de cada);
• EPI’s para todos os colaboradores envolvidos: botas de couro com biqueira de PVC, luvas
de vaqueta, chapéus com aba no pescoço, óculos de proteção, perneiras, protetores
auriculares e protetor solar (aproximadamente 10 unidades de cada).
Mensalmente, serão produzidos relatórios internos que deverão conter informações quali-
quantitativas com resumo das informações detalhadas no capítulo [Link].7 - Registro de Dados.
Deve-se também realizar o registro fotográfico evidenciando a realização de todas as atividades
previstas neste Programa referente ao período (mês) do relatório.
Os relatórios mensais deverão ser elaborados com apresentação dos dados do período e resumo
dos dados cumulativos, somando-se os dados do mês vigente aos dados compilados gerados dos
relatórios anteriores, de forma a sempre apresentarem os dados consolidados das atividades até o
momento. Ao final das atividades de resgate, todas essas informações serão compiladas em um
Relatório Final Consolidado, a ser enviado ao órgão ambiental.
Um monitoramento trimestral durante seis meses deverá ser mantido, de forma a garantir o sucesso
dos resgates e transplantes, prevendo-se intervenções de rega se julgar necessário. Os resultados
do monitoramento e intervenções realizadas também devem compor relatórios (trimestrais) internos
e um Relatório Final Consolidado do Monitoramento, a ser enviado ao órgão ambiental.
[Link] Cronograma
O presente Programa terá início na fase de planejamento do empreendimento (antes do início das
primeiras atividades de implantação da obra). Nessa fase, deverá ser contratada equipe técnica
para proceder ao planejamento e execução das informações de acordo com as diretrizes contidas
na ASV.
SOUZA at. al. Reconstructing Three Decades of Land Use and Land Cover Changes in Brazilian
Biomes with Landsat Archive and Earth Engine - Remote Sensing, 2020, Volume 12, Issue 17,
10.3390/rs12172735
OLIVEIRA, MC de. et al. Manual de viveiro e produção de mudas: espécies arbóreas nativas do
Cerrado. Brasília: Rede de Sementes do Cerrado, 2016.
Mais do que atuar como corredores de vida silvestre, os corredores ecológicos representam um
esforço para proteção de paisagens, processos ecológicos e diversidade biológica, por um prazo
muito mais longo. Esse novo conceito tem sido defendido por diversos pesquisadores, que
identificam um corredor ecológico como uma rede de áreas protegidas gerenciada de maneira
integrada, de forma a garantir a sobrevivência do maior número possível de espécies de uma região
(CI & IESB, 2000). O objetivo desses corredores é unir as diferentes tipologias de áreas protegidas
aos remanescentes naturais e às áreas de intensidade de uso moderada, criando áreas que
manejadas de forma integrada, podem viabilizar a sobrevivência de espécies no longo prazo, a
manutenção de processos ecológicos e o desenvolvimento de uma economia regional com base no
uso sustentável dos recursos naturais (MMA et al., 2006).
Tais impactos podem gerar prejuízos ecológicos e evolutivos para as espécies da flora e fauna,
contribuindo, em alguns casos, para a perda de indivíduos da fauna e flora silvestres. São
normalmente caracterizados como potenciais impactos do empreendimento sobre o meio biótico,
indiretos e de grande magnitude e severidade no médio e longo prazo.
Esta dinâmica de fragmentação dos habitats influencia e direciona as comunidades biológicas para
a formação de metapopulações. Estas metapopulações só podem persistir, ao longo do tempo, se
as taxas de recolonização de manchas de vegetação nativa forem maiores que as de extinção.
Contudo, a realidade mostra que o processo de fragmentação dos habitats naturais incrementa as
taxas de extinção local de espécies autóctones, o que diminui a viabilidade das metapopulações no
longo prazo. Segundo Fernandez (1997) a fragmentação resulta em dois processos distintos: no
curto prazo a própria redução da área que, por um simples efeito de amostragem, leva os
fragmentos a terem menos espécies que a área contínua; o segundo, no longo prazo, é o fenômeno
da insularização – isolamento de populações com consequente perda da variabilidade genética das
populações – impacto local e regional.
Sua execução está voltada, portanto, à prevenção e mitigação de possíveis impactos sobre os
fatores ambientais associados a flora e fauna, conforme quadro resumo a seguir.
Plano de Conectividade
Componente Ambiental Afetado Vegetação e Fauna
Fase do Empreendimento Implantação e Operação
Caráter Compensatório
Agentes Executores Empreendedor
Período Médio Prazo
[Link] Objetivos
Esse Plano tem como objetivo promover a conectividade dos remanescentes de vegetação nativa
às Áreas de Preservação Permanente (APP’s), às Reservas Legais e às Unidades de Conservação
(UC’s) da região do entorno imediato do empreendimento, formando um corredor de biodiversidade.
São listados na sequência os principais documentos legais que devem ser observados, no âmbito
deste Programa. Todavia, a equipe executora deverá atentar-se e verificar constantemente a
existência de atualizações ou outros documentos legais aplicáveis ao tema que não tenham sido
aqui elencados.
[Link] Público-Alvo
[Link] Metodologia
[Link].1 Planejamento
Este Projeto deve ser executado de forma criteriosa, considerando os conceitos de ecologia da
paisagem e deve ser conduzido em sintonia com o órgão responsável pelo licenciamento do
empreendimento e, principalmente, considerando a análise preliminar já realizada, os resultados
apresentados nos estudos apresentados para obtenção do licenciamento do empreendimento, as
UC’s e outras áreas prioritárias para a conservação.
De forma resumida, para a execução do presente Projeto as seguintes etapas deverão ser definidas:
Primeiramente, deve ser realizada a contratação das empresas responsáveis pelas diferentes
atividades executivas contempladas no presente Plano. Através destas deverá ser dimensionado e
providenciado todos os recursos materiais e humanos necessários para execução do Plano.
Por meio de imagens de satélite e a partir do diagnostico ambiental realizado para o processo de
licenciamento do empreendimento, será possível definir estratégias de conservação da
biodiversidade da região do entorno do empreendimento, obtendo informações das condições
físicas, topográficas e espaciais dos elementos da paisagem.
O mapeamento, que objetiva subsidiar a definição das áreas alvo de aplicação das estratégias e
métodos, deve focar nas áreas de maior fragilidade (alvo das ações de recuperação/
enriquecimento) e de maior status de conservação (a serem conectadas), de forma a propor a
conectividade entre os fragmentos.
Características como tamanho, isolamento, forma, efeito de borda e matriz dos fragmentos
remanescente são fundamentais para uma melhor compreensão da viabilidade do Plano de
Conectividade. Sendo assim, são listadas, a seguir, algumas atividades que permitem essa
caracterização da área:
• Análise de áreas protegidas, como Reservas Legais, APP’s, UC’s, dentre outras;
A escolha das áreas destinadas à formação de corredores ecológicos deverá ser de acordo com as
características dessas e de seus entornos, com vistas a se proceder a um manejo ajustado à
sustentabilidade ambiental de seus sistemas e à implantação de ações de baixos custos ao
empreendedor. Sendo assim, vale ressaltar que as áreas definitivas a serem alvo do presente Plano
só deverão ser definidas após as análises do mapeamento supracitado e vistoria (capítulo a seguir)
a respeito da viabilidade da implantação do corredor, quando do início da implantação do
empreendimento.
Deve-se também evitar áreas com potencial produtivo, visto que podem ser alvo de futuros
empreendimentos e/ou atividades humanas, comprometendo assim a permanência da conexão
proposta.
Em caráter complementar e caso necessário, deve se considerar a conexão das áreas alvo do
PRAD (estruturas temporárias do empreendimento) aos remanescentes de vegetação existentes,
de forma a também proporcionar a conexão das áreas alvo de recuperação às áreas legalmente
protegidas. Evita-se, assim, que as áreas alvo do PRAD não se constituam fragmentos isolados
após a implantação do empreendimento.
Após mapeamento prévio e definição das possíveis áreas propostas para implantação de Corredor
Ecológico, deve-se realizar a visita in loco para validação das informações cartográficas obtidas em
escritório.
Através da visita técnica, será também possível obter maior detalhamento dos fatores analisados a
fim de se definir melhor as áreas prioritárias e estratégias a serem adotadas. Nesta etapa, também
serão necessárias avaliações, por parte da equipe responsável por negociações fundiárias junto
aos proprietários dos imóveis, de forma a promover o interesse e obter a anuência dos mesmos
quanto às intervenções a serem realizadas, quando necessário.
A partir das informações obtidas na visita técnica, deve-se atualizar o mapeamento realizado
previamente e, se for o caso, adequação a proposta das áreas alvo de implantação do Corredor
Ecológico.
A implantação inicial de cercas vivas e o sombreamento da manta do solo pode propiciar a vinda
da regeneração natural proveniente do banco de sementes do solo. Entretanto, para que essa etapa
alcance êxito no que diz respeito ao desenvolvimento das plantas é fundamental que as espécies
vegetais escolhidas sejam adaptadas as condições edafoclimáticas locais para que os resultados
sejam alcançados a médio e longo prazo. Para o cultivo, são indicadas espécies nativas da região
e frutíferas, que atraiam prováveis dispersores que buscam alimento, e espécies que atuem como
quebra-ventos e que produzam fertilização natural no solo.
Espécies arbóreas fornecem abrigo para as comunidades de fauna, como também, fazem o controle
populacional de insetos. São indicados para o plantio de espécies pioneiras e frutíferas de rápida
colonização e fácil adaptação a ambientes degradados.
A escolha das espécies mais indicadas, bem como das espécies que melhor se relacionam entre
si, depende de quatro fatores: arquitetura, tolerância à sombra, exigências em termos de solo e
umidade e afinidade no tempo da sucessão. Para definição das espécies a serem utilizadas neste
Plano, deve-se considerar os levantamentos florísticos dos estudos que subsidiaram o diagnóstico
da flora para licenciamento do empreendimento, bem como a disponibilidade de mudas e
propágulos gerados através do Programa de Resgate e Monitoramento da Flora ou viveiros locais.
Outras ações que potencializam o processo de regeneração natural também devem ser utilizadas,
visto que apresentam alta efetividade e baixo custo. Dentre estas destacam-se:
Considerando que parte do empreendimento se encontra em área com grande potencial ecológico
no que tange a conservação ambiental e biodiversidade, propõem-se, para o presente Plano, ações
socioeducativas que visem promover um desenvolvimento regional mais sustentável, fomentando
a conservação da natureza, a manutenção dos processos ecológicos.
Tendo em vista que o conceito de conectividade não se limita, apenas, ao conceito de corredores
ecológicos, outros dispositivos e estratégias podem atender de forma mais ampla os requisitos da
garantia da conectividade, possibilitando um maior envolvimento das comunidades e sua interação
com o local numa perspectiva sustentável.
Assim deverão ser desenvolvidas, no âmbito do Programa de Educação Ambiental (PEA), por meio
de metodologia participativa, ações que visem potencializar a manutenção da conectividade em
ações de divulgação e sensibilização para conservação e recuperação de fragmentos florestais,
coibição de práticas de predatórias tidas como crimes ambientais, a exemplo da caça, venda de
animais silvestres, queimadas e etc.
Essa linha de ação consiste na composição e fomento dos processos de formação do coletivo de
educadores ambientais, através do estabelecimento de ações articuladoras e educativas de adultos
e docentes que atuam com atividades caráter pedagógico e ambiental, tanto na educação formal,
quanto na educação não formal com crianças, jovens e moradores das áreas de influência do
empreendimento.
Para avaliar o Plano de Conectividade, bem como orientar possíveis adequações propõe-se um
monitoramento semestral das ações desenvolvidas, por um período de três anos, tornando possível
avaliar a eficácia das ações por meio de:
Além disso, a partir das avaliações supracitadas, identificar possíveis dificuldades e pontos fracos
do Plano, buscando métodos alternativos para adaptar as atividades à realidade local. A
periodicidade do monitoramento pode ser alterado conforme realidade em campo.
[Link] Metas
• Mapeamento de 100% das áreas prioritárias para se realizar conexão entre os fragmentos,
incluindo UCs, APPs e Reservas Legais de todas as propriedades alvo do empreendimento;
• Realização de vistorias in loco de 100% das áreas previamente mapeadas como potenciais
para implantação de corredor ecológico para verificação da veracidade das informações
cartográficas e viabilidade;
• Contato com 100% dos proprietários de imóveis cujas áreas para implantação de corredor
ecológico foram previamente mapeadas para a conscientização e obtenção de
parceria/negociação e consentimento da utilização da área;
• Garantir êxito de 100% das atividades de recuperação de área degradada (quando for o
caso) que compõem o corredor ecológico de forma que toda as áreas estejam com cobertura
vegetal do solo;
• Possibilitar a manutenção de conexão de pelo menos 60% das Reservas Legais dos imóveis
alvo do empreendimento.
• % dos proprietários de imóveis cujas áreas para implantação de corredor ecológico foram
previamente mapeadas que foram contatados;
• % de áreas que compõem o corredor ecológico que permaneceram sem cobertura vegetal;
Sempre que solicitado, deverá ser fornecido ao INEMA um Relatório Técnico Parcial com as
evidências da execução das atividades e atendimento aos Indicadores de desempenho aqui
definidos. Ao final do período de monitoramento deverá ser elaborado e entregue ao INEMA um
Relatório Final Consolidado.
[Link] Cronograma
O presente Programa terá início na fase de planejamento do empreendimento. Nessa fase, deverá
ser contratada equipe técnica para proceder ao planejamento e levantamento das informações
necessárias para a definição da área destinada ao estabelecimento do corredor.
ARRUDA, MB; SÁ, LFSN de. Corredores ecológicos: uma abordagem integradora de ecossistemas
no Brasil – Brasília: IBAMA, 2003.
MMA – Ministério do Meio Ambiente. Primeiro relatório nacional para a conservação sobre
diversidade biológica: Brasil. Brasília: MMA, 1998. 283 p.
MMA - Ministério do Meio Ambiente. Cerrado e Pantanal: Áreas e Ações Prioritárias para
Conservação da Biodiversidade. Brasília: MMA, 2017 540 p. Série Biodiversidade 17.
PAGLIA, A.P., FERNANDEZ, F.A.S. E MARCO JR., P. 2006. Efeitos da fragmentação de habitats:
Quantes espécies, quantas populações, quantos indivíduos e serão eles suficientes? In: Rocha,
C.F.D., Bergallo, H.G., Sluys, M.V. e Alves M.A.S. (Eds.) Biologia da Conservação , essências. Ed.
Rima. São Carlo, SP
PIRES, A.S., FERNANDEZ, F.A.S. E BARROS, C.S. 2006. Vivendo em um mundo em pedaços:
Efeitos da fragmentação florestal sobre comunidade e populações animais. In: Rocha, C.F.D.,
Bergallo, H.G., Sluys, M.V. e Alves M.A.S. (Eds.) Biologia da Conservação , essências. Ed Rima.
São Carlo, SP
Para a implantação do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01) será necessária a supressão da
vegetação nas áreas destinadas à sua instalação. A fauna associada à vegetação a ser suprimida,
por sua vez, tende a ser afugentada para o entorno. Nesse contexto, é proposto o Programa de
Afugentamento e Resgate da Fauna, o qual apresentará as diretrizes para Afugentamento e
Eventual Resgate de Fauna, de forma a mitigar os impactos ambientais identificados para a Biota
Terrestre, em decorrência da implantação do empreendimento.
A Instrução Normativa do IBAMA s/nº de 2004 prevê em seu Artigo 11º que: “Para empreendimentos
que preveem supressão de vegetação ou alagamento de áreas, deverá ser realizado o resgate de
fauna”. Para a instalação do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01), prevê-se a supressão
vegetal das áreas diretamente afetada pelo empreendimento, onde serão instaladas as placas
fotovoltaicas e abertos os acessos, fazendo-se, portanto, necessária a implementação de ações
que visem à mitigação deste impacto.
O Programa de Afugentamento e Eventual Resgate da Fauna deverá ocorrerá nas etapas onde
prevê-se supressão da vegetação.
[Link] Objetivos
• Encaminhar os animais exóticos a uma instituição classificada como criadouro científico para
fins de conservação, mantenedor de fauna, jardim zoológico ou eutanásia legalizada;
• Realizar o aproveitamento científico dos espécimes que vierem a óbito durante as atividades
de supressão vegetal;
São listados na sequência os principais documentos legais que devem ser observados, no âmbito
do afugentamento e resgate da fauna. Todavia, a equipe executora deste Programa deverá atentar-
se e verificar constantemente a existência de atualizações ou outros documentos legais aplicáveis
ao tema que não tenham sido aqui elencados.
[Link] Público-Alvo
[Link] Metodologia
Muitos animais serão naturalmente afugentados pelos ruídos e pela movimentação na área, devido
à utilização de veículos, equipamentos, máquinas e pessoas, os animais de menor mobilidade
estarão mais expostos a danos diretos.
A orientação das frentes de corte é muito importante para otimizar o sucesso da execução do
salvamento, através da condução animal ou da captura dos indivíduos. Em caso de existência de
mais uma frente de desmatamento, recomenda-se que a atividade não ocorra de forma
convergente, ou seja, todas as frentes direcionando para o mesmo ponto, o que dificultaria as
atividades de resgate da fauna.
A equipe responsável pelo acompanhamento da supressão deverá ser composta por profissionais
habilitados para execução das atividades.
• Material biológico que não possuir integridade física para depósito em coleção científica ou
didática será armazenado e conservado em freezer até final do trabalho para posterior
encaminhamento a empresa de remoção e tratamento de resíduo hospitalar;
• Assinatura de termos de parceria com Clínica Veterinária nos municípios próximos para
realização de eventuais atendimentos a animais silvestres;
Essa etapa também deverá ser realizada anteriormente ao início das atividades de supressão. Para
o bom andamento dos trabalhos de supressão vegetal e afugentamento de fauna é de suma
importância que seja realizado treinamento com todos os profissionais envolvidos nas ações de
supressão.
Esse treinamento deverá ser realizado no primeiro dia de trabalho da equipe responsável pela
supressão. Deverá ser ministrado na forma de um diálogo. O programa do curso de capacitação
compreenderá os seguintes temas:
• educação ambiental;
• ações de afugentamento;
Da mesma forma, deverão ser repassadas ao pessoal contratado, ações de educação ambiental e
noções básicas de legislação, informando de que é proibido caçar, molestar a fauna, pescar ou
retirar material da flora para comercialização e/ou uso próprio.
O treinamento deverá ser planejado e executado pelo responsável pelo Programa, com o apoio das
equipes de Gestão do Contrato, e de Saúde e Segurança do Trabalho.
É importante ressaltar que deverá ser disponibilizado pela empresa responsável todos os EPI’s
necessários à realização das atividades. Como se trata de uma atividade ruidosa, causada pela
operação das motosserras, sugere-se a utilização de um apito pelo profissional responsável pelo
acompanhamento da supressão. Além do tradicional uso de botas, capacetes, perneiras, óculos de
proteção e protetores auriculares, deverão ser utilizadas luvas de raspa para os funcionários
envolvidos com a limpeza da área, além de luvas, calças e capacetes adaptados para os operadores
de motosserra.
A supressão da vegetação deve ser planejada e realizada de maneira direcionada, no sentido base-
topo, visando facilitar a dispersão passiva de elementos faunísticos para as formações vegetais no
entorno.
Antes do início das atividades de supressão da vegetação, as áreas deverão ser inspecionadas a
fim de identificar colmeias de abelhas, vespas e marimbondos. Os enxames evidenciados deverão
ser isolados com fita zebrada até ser realizada a sua realocação. A identificação desses pontos faz-
se importante pela segurança dos trabalhadores que estão atuando nas obras.
É importante ressaltar que a área de estudo pode abrigar espécies de serpentes peçonhentas e
com o início das obras e atividades de supressão, a taxa de encontro dos trabalhadores com essas
espécies poderá aumentar. Dessa forma, deverão ser constantemente repassadas orientações aos
trabalhadores sobre os cuidados a serem tomados.
Para garantir a segurança dos colaboradores, deverá ser adotada uma distância mínima de 10
metros ao operador de motosserra e 20 metros das atividades que envolvam supressão
mecanizada, tratores e retroescavadeiras.
Ao avistar algum espécime em risco eminente, em movimento ou entocada, a supressão deverá ser
paralisada ou desviada por ordem da equipe executora do Programa Ambiental, procurando garantir
a integridade física do animal com a execução dos procedimentos cabíveis (afugentamento ou
resgate). Após o término do procedimento, as atividades de supressão poderão ser retomadas.
Deverá ser adotada a premissa básica de evitar ao máximo qualquer contato com os animais, sendo
que ações de resgate apenas deverão ser realizadas quando for confirmada a impossibilidade de
determinado animal se locomover ou se dispersar por seus próprios meios. Essa premissa deverá
ser adotada devido a muitos animais entrarem em estresse e sofrerem frente às ações de captura
e transporte, e aos próprios procedimentos de soltura.
Na necessidade de eventual resgate direto (envolvendo captura), o manejo das espécies silvestres
deverá ser feito exclusivamente pelo biólogo a fim de evitar acidentes. Ressalta- se que, para
aquelas espécies com hábitos sociais, a captura deverá ser evitada, entretanto, quando necessária,
ocorrerá com o recolhimento do maior número possível de espécimes do grupo, visando a não
separação de indivíduos e/ou a desagregação do bando.
Todos os animais resgatados deverão ser triados e identificados taxonomicamente em menor nível
possível, avaliados quanto à sua condição física e, caso necessário, encaminhados para tratamento
médico veterinário. Esses procedimentos deverão ser realizados no campo, próximos aos locais de
resgate, onde serão definidos seus destinos. Todo animal capturado deverá ser registrado em ficha
de campo para posterior tabulação das informações e análise dos dados para elaboração dos
relatórios. As fichas de campo deverão conter as informações de:
• nome do coletor;
• data do registro;
• área;
• nome da espécie;
• condição reprodutiva (lactante, prenha, com filhotes – no caso dos mamíferos; com placa
incubatória ou com filhotes – no caso das aves; com ovos no dorso – no caso de algumas
espécies de anfíbios; prenha – no caso de algumas espécies vivíparas de répteis);
• fotografia (com data e coordenada geográfica, sempre que possível) para formação de um
banco de imagens.
Assim, durante todo o trabalho, as espécies observadas, sejam elas resgatadas ou não, deverão
ser devidamente registradas, especificando-se os exemplares que foram dispersos passivamente e
aqueles que precisaram ser resgatados e relocados para as áreas de soltura.
Nome popular
Coordenada
Número
Espécie
Destino
Método
Família
Estado
Ordem
Classe
Local
Data
Coordenada de soltura Coletor
Todas as informações obtidas para todos os exemplares deverão ser diariamente digitadas em
planilhas Excel, para formação de bancos de dados sistemáticos para cada grupo faunístico
processado (entomofauna, herpetofauna, avifauna e mastofauna).
Para a soltura, deverão ser previamente analisadas as características naturais da espécie à qual
pertence, observando-se variáveis ecológicas importantes, como o tipo de ambiente de sua
preferência e tipos de recursos alimentares requeridos para sua sobrevivência. Somente após esta
avaliação, será definida a área para soltura, utilizando-se, para isto, o mapa de áreas de soltura que
foi especificamente produzido para esta finalidade, apresentado no decorrer do Programa.
Deverá ser também anotado em ficha própria o número da área onde o exemplar foi solto para
registro sistemático e análise posterior do volume de dados obtidos por este tipo de manejo, além
de se evitar, igualmente, a soltura de um número excessivo de exemplares em uma única área.
Deverão ser aplicados esforços para a diluição paisagística dos animais relocados, procurando-se
distribuir pequenos números de exemplares em várias áreas distantes entre si, distribuídas ao longo
da paisagem de entorno. O controle desta distribuição dos exemplares pelas áreas deverá ser feito
pelo biólogo responsável pelos trabalhos em campo.
Quanto às espécies exóticas porventura encontradas durante os trabalhos, seus exemplares não
deverão ser relocados para as áreas de soltura, em atendimento às especificações da Lei de Crimes
Ambientais nº 9.605/1998: de acordo com seu Artigo 31 “considera-se como crime a introdução e
reintrodução de espécies exóticas sem parecer técnico favorável”.
Dessa forma, as espécies exóticas eventualmente capturadas deverão ser destinadas à Instituição
Científica interessada neste recebimento. Importante registrar que a captura de indivíduos deverá
ocorrer somente em caso de estarem machucados ou em situação de risco.
Ressalta-se que, mesmo após a finalização das atividades de supressão, poderão ocorrer resgates
pontuais de fauna durante as obras de implantação, principalmente de vespas, abelhas, serpentes
e outras espécies invertebradas. Esse manejo deverá ser evitado, mas, sempre que identificada a
necessidade, será realizado por profissional capacitado (biólogo) responsável pela execução deste
Programa ou do Programa de Monitoramento e Proteção à Fauna.
Os procedimentos de captura de cada grupo faunístico bem como a indicação das áreas de soltura
de indivíduos considerados aptos são descritos a seguir.
O resgate de espécimes só deverá ser realizado quando necessária, podendo acontecer em dois
casos: a) quando o animal não fugir naturalmente para as áreas de entorno, e b) quando o animal
estiver ferido ou acidentado, e precisar de atendimento médico veterinário.
A seguir são apresentadas as linhas metodológicas gerais de manejo para cada grupo.
[Link].6.1 Entomofauna
Este grupo, composto pelos insetos, será dividido aqui em dois tópicos: himenópteros,
popularmente conhecidos como abelhas, marimbondos e vespas; e invertebrados, representados
pelos aracnídeos, diplopodas, quilópodas, etc.
[Link].6.2 Himenópteros
O procedimento de realocação das colmeias nativas deverá ser realizado nas áreas de soltura do
empreendimento. Para abelhas exóticas, vespas e marimbondos, quando representar um risco para
os trabalhadores, a área deverá ser sinalizada com fita zebrada de advertências e comunicada a
equipe de supressão vegetal mecanizada para realizar a retirada da colmeia em segurança. Sendo
também realizadas as retiradas das mesmas em áreas de convívio do canteiro, com roupas de
apicultura e fumegador. Pode-se ainda ser realizado parceria com apicultores locais para o
recebimento destas colmeias. Tais procedimentos adotados visarão sempre a segurança dos
envolvidos no processo.
[Link].6.3 Invertebrados
Os animais invertebrados deverão ser capturados manualmente com o auxílio de pinça cirúrgica ou
com as mãos vestidas com luvas de raspa de couro. Com o animal já capturado e contido, o mesmo
deverá ser acondicionado em um recipiente de transporte para que seja translocado até a área de
soltura de fauna no menor intervalo de tempo possível.
[Link].6.4 Herpetofauna
Caso seja necessário realizar a captura desses indivíduos ela deverá ser realizada manualmente
com o uso de luvas de raspa de couro e os mesmos deverão ser acondicionados temporariamente
em potes ou caixas plásticas, compatíveis com o tamanho do animal, ventiladas e forradas com
folhiço. Animais de maior porte, tais como lagartos, poderão ser capturados com o auxílio de laços
e cambão e acondicionados da mesma forma.
[Link].6.5 Avifauna
Para as aves deverá ser dada atenção para as espécies com baixa capacidade de voo e de hábitos
terrícolas. Além disso, é provável a presença de ninhos nos mais diferentes estratos (solo, sub-
bosque e dossel). Para tanto, um especialista deverá realizar uma varredura prévia à entrada das
frentes de desmate a fim de identificar locais de nidificação.
Caso a equipe de supressão identifique a presença de ninhos contendo ovos ou filhotes, no solo ou
na vegetação a ser suprimida, o entorno deverá ser isolado, considerando um raio de 2 metros, com
a utilização de fita zebrada de advertência, e o corte liberado apenas após seu abandono pela prole.
[Link].6.6 Mastofauna
Terrestre
Em relação aos mamíferos de pequeno porte, devido ao baixo poder dispersivo desses animais, é
de suma importância que o direcionamento da supressão seja feito corretamente, dando aos
indivíduos dessas espécies uma maior probabilidade de se dispersarem sem passar pelo estresse
de serem resgatados.
Deverá ser realizada a inspeção de troncos ocos de árvores, bem como a inspeção de abrigos
potenciais e vestígios como pegada, fezes, entre outros, a fim de verificar a presença de indivíduos.
A contenção desses espécimes deverá ser feita com as mãos, utilizando-se luvas de raspa para
evitar ferimentos ou a transmissão de doenças (via mordedura) aos manuseadores.
Caso necessário, a captura e contenção de mamíferos de médio e grande porte deverão ser feitas
com uma gama variada de equipamentos, destacadamente os puçás e laços tipo cambão.
Quando diagnosticada in situ a integridade física do animal e o deslocamento natural para áreas de
soltura, evitar-se-á quaisquer tipos de captura, realizando-se apenas o afugentamento.
Uma vez realizada a captura e contenção do animal, o acondicionamento deverá ser realizado em
caixa de transporte ventilada nas dimensões apropriadas ao tamanho do indivíduo.
Voadora
Em relação à mastofauna voadora, caso sejam identificados pontos de abrigo dessas espécies, as
mesmas deverão ser ativamente capturadas sob a orientação de um biólogo especialista, através
do uso de redes de neblina e/ou puçás, a fim de serem relocadas para as áreas de soltura.
A soltura será sempre a estratégia adotada para as espécies que não apresentarem nenhuma
condição que a impossibilite de ser solta. No caso das espécies de interesse conservacionistas,
essas serão devidamente marcadas e monitoradas. A marcação deverá ser feita para aves e
mamíferos de interesse conservacionista, ou seja, categorizados em listas oficiais de espécies
ameaçadas, por meio de alinhas e/ou brincos metálicos, conforme especificidade de cada grupo
faunístico. A soltura ocorrerá em áreas de mesma tipologia vegetal e com características ambientais
semelhantes àquelas na qual a espécie foi encontrada, que não esteja nas áreas diretamente
afetadas pelo empreendimento, porém de propriedade do empreendedor.
Os animais resgatados durante a supressão deverão ser submetidos aos seguintes procedimentos:
soltos em locais seguros, encaminhados para tratamento médico veterinário ou encaminhados para
depósito em coleções científicas ou didáticas.
A soltura poderá ocorrer imediatamente após o resgate, caso o animal apresente boas condições.
De outro modo, o animal deverá ser encaminhado ao médico veterinário para o devido tratamento,
antes da soltura, ou para eutanásia, caso necessário, e direcionamento para uma instituição
receptora. Em caso de eutanásia essa será feita seguindo os procedimentos devidamente
estabelecidos pela Resolução nº 1000 de 11 de maio de 2012 do Conselho Federal de Medicina
Veterinária, assim como os procedimentos estabelecidos pela Resolução nº 301 de 08 de dezembro
de 2012 do Conselho Federal de Biologia.
Para a soltura, deverão ser previamente analisadas as características naturais da espécie à qual
pertence, observando-se variáveis ecológicas importantes, como o tipo de ambiente de sua
preferência e tipos de recursos alimentares requeridos para sua sobrevivência.
Também deverá ser anotada a coordenada geográfica da área onde o exemplar foi solto para
registro sistemático, além de se evitar, igualmente, a soltura de um número excessivo de
exemplares em uma única área. Deverão ser envidados esforços para a diluição paisagística dos
animais relocados, procurando-se distribuir pequenos números de exemplares em várias áreas
distantes entre si, distribuídas ao longo da paisagem de entorno.
A coleta de animais que venham a óbito para destinação para depósito em coleções científicas visa
aumentar o conhecimento científico. Isso permitirá a correta identificação das espécies e
disponibilizará o material para estudos futuros. Devendo-se procurar aproveitar, na medida do
possível, animais encontrados mortos (incluindo os atropelados) e esqueletos. O material destinado
para coleção deverá ser acondicionado em freezer e, posteriormente, ser fixado de acordo com as
técnicas adequadas a cada grupo, para posterior destinação às instituições.
Mediante análise técnica (valor científico, taxonômico ou conservacionista) alguns indivíduos que
por ventura não puderem mais ser devolvidos à natureza poderão ser encaminhados para
criadouros e zoológicos legalizados ou para instituições de pesquisa e conservação.
As áreas previstas como Áreas de Soltura (AS) de animais, durante a execução dos trabalhos de
afugentamento e resgate da fauna, deverão ser próximas a área do Complexo Santa Eugênia Solar
(Fase 01) e Estruturas Associadas e levar em consideração as seguintes características do
remanescente vegetal:
• Levar em consideração as tipologias vegetais apresentadas, bem como seu tamanho e grau
de conservação;
Deverá ser anotado em ficha própria o número da área onde o exemplar foi solto para registro
sistemático e análise posterior do volume de dados obtidos por este tipo de manejo, além de se
evitar, igualmente, a soltura de um número excessivo de exemplares em uma única área.
Deverão ser aplicados esforços para a diluição paisagística dos animais relocados, procurando-se
distribuir pequenos números de exemplares em várias áreas distantes entre si, distribuídas ao longo
da paisagem de entorno. O controle dessa distribuição dos exemplares pelas áreas deverá ser feito
pelo responsável pelos trabalhos em campo.
A partir da análise de imagens de satélite da área de estudos, da realização dos trabalhos de campo
desenvolvidos durante o inventário florestal, bem como de mapas de uso do solo e cobertura vegetal
da região, são aqui indicadas algumas áreas potenciais para soltura de espécimes resgatados,
conforme mapa a seguir que especializa as áreas de soltura.
A escolha definitiva das áreas de soltura deverá ser realizada através de vistoria de campo e, caso
necessário, essas áreas poderão sofrer alteração visando uma melhor logística e eficiência nas
atividades de resgate de fauna em relação às atividades de supressão vegetal e novas AS poderão
ser diagnosticadas in loco.
Aos funcionários da obra deverá ser solicitado que, quando forem encontrados espécimes de
animais atropelados, o profissional responsável pelo resgate de fauna seja informado o mais rápido
possível. A rapidez no registro evita que o dado se perca e que ocorram novos atropelamentos no
espécime, possibilitando um registro mais preciso de sua espécie e seu tombamento em coleção
científica e, no caso de não ocorrência de óbito do espécime, do encaminhamento ao atendimento
clínico.
Caso sejam constatados pontos com altos índices de atropelamento de fauna, a equipe de
supervisão ambiental do empreendimento deverá ser informada para que se possam tomar
providências, como a instalação de placas de sinalização e a conscientização dos motoristas das
obras.
Para o recebimento e tratamento dos animais resgatados, antes ao início efetivo das obras e deste
Programa, poderá ser instalado, caso necessário, um recinto/container temporário para triagem dos
animais silvestres no canteiro de obras e/ou estabelecido convênio com uma clínica veterinária.
O tempo de internação dos animais deverá ser o mínimo necessário, visando o restabelecimento
do animal à vida selvagem com a maior brevidade possível.
[Link] Metas
• Fornecer atendimento médico veterinário a 100% dos animais resgatados doentes, feridos
ou debilitados;
• Destinar adequadamente 100% dos animais exóticos e/ou inaptos para criadouros;
• Destinar, adequadamente, 100% das carcaças dos espécimes que vierem a óbito (carcaças
viáveis para instituições depositárias de referência e carcaças inviáveis para empresa de
remoção e tratamento de resíduo hospitalar);
• Número de animais nativos saudáveis aptos e soltos no habitat natural (por grupo) e
porcentagem de soltura em relação ao total de espécimes nativos resgatados e saudáveis;
• Número de animais exóticos e/ou inaptos destinados à criadouros (por grupo) e porcentagem
em relação ao total de animais exóticos resgatados;
Para cada frente de supressão de vegetação deve haver uma equipe composta por um biólogo e
um auxiliar. Em adição, faz-se necessário o estabelecimento de convênio com Clínica Veterinária,
que disponibilizará um Médico-Veterinário sempre que necessário, o qual será o responsável por
cuidar da parte clínica dos animais silvestres que porventura necessitem de atendimento durante a
execução do Programa.
Prevê-se a compra dos materiais de trabalho necessários às equipes, bem como a previsão de
infraestrutura e logística. Este material inclui itens como o aluguel de veículos automotores, caixas
de transporte de animais de variados tamanhos, equipamentos a serem instalados na estrutura de
Apoio como gaiolas de contenção de variados tamanhos, infraestrutura elétrica e hidráulica, etc.
Ao final da obra, deve ser elaborado o Relatório de Cumprimento dos Programas Ambientais –
RCPA, contemplando informações cumulativas de todo o período de implantação do
empreendimento, para subsidiar o pedido de Licença de Operação – LO.
[Link] Cronograma
BARROS, M. L. B., 2003. In: LEAL, I. R. L.; TABARELLI, M.; SILVA, J. M. C. Ecologia e conservação
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<[Link]
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BECHARA, F.C. 2006. Unidades demonstrativas de restauração ecológica através de técnicas
nucleadoras: Floresta Estacional Semidecidual, Cerrado e Restinga. Tese de Doutorado, Curso de
Pós-graduação em Recursos Florestais, ESALQ-USP, Piracicaba.
Instrução Normativa IN IBAMA n° 6 de 07 de Abril de 2009. Disponível em
[Link]
MARON AMBIENTAL. 2023. Diagnóstico local para RIAA do Complexo Santa Eugênia Solar.
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Ciências Florestais. Universidade Federal de Viçosa Viçosa. MG.
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REIS, A.& TRES, D.R.. Nucleação: integração das comunidades naturais com a paisagem. In:
Fundação Cargill. Manejo ambiental e restauração de áreas degradadas. p. 29-55. 2007.
A herpetofauna, constituída por anfíbios e répteis, formam um grupo proeminente em quase todas
as comunidades terrestres e mais de 80% da diversidade dos dois grupos ocorrem em regiões
tropicais, cujas paisagens naturais estão sendo rapidamente destruídas pela ocupação humana.
Devido à sua baixa mobilidade, requerimentos fisiológicos, especificidade de habitat e facilidade de
estudo, anfíbios e répteis são considerados modelos ideais para estudos sobre os efeitos da
fragmentação (SILVANO et al., 2005) e isso torna este grupo faunístico destaque nos estudos em
regiões sob pressão de empreendimentos impactantes. Os anfíbios são conhecidos por
apresentarem um ciclo de vida bifásico na maioria de suas espécies, ou seja, uma fase larvária com
desenvolvimento em corpos d’água e uma fase adulta de hábito terrestre associada a ambientes
úmidos (WELLS, 1977). Este ciclo de vida bifásico associado às suas características anatômicas e
fisiológicas, como pele permeável e respiração cutânea, tornam estes animais extremamente
sensíveis a mudanças ambientais.
No caso dos répteis, o que torna este grupo bom indicador ambiental é a variabilidade de habitats
ocupados pelo grupo e sua posição apical nas cadeias tróficas com consequente dependência da
integridade das populações de suas presas. Alterações nos ambientes também poderão
comprometer a estrutura de comunidades dos répteis e provocar migrações de algumas espécies
em busca de recurso alimentar e ou abrigo em ambientes no entorno ficando mais susceptíveis a
atropelamentos e à caça predatória. As serpentes estão entre os animais mais perseguidos pelos
seres humanos, uma vez que algumas delas podem causar acidentes graves (MARQUES et al.,
2001).
No que diz respeito às aves, esses animais executam um importante papel ecológico auxiliando no
controle de pragas que assolam plantações e áreas urbanas; polinizam flores proporcionando a
manutenção da variabilidade genética das espécies de plantas; dispersam sementes e são bons
indicadores de qualidade ambiental, pois são muito sensíveis aos impactos ambientais. É um dos
grupos de animais mais bem-sucedidos, do ponto de vista adaptativo, ocupando nichos ecológicos
em praticamente todos os ecossistemas do Planeta. É também, entre os grupos de vertebrados,
um dos mais conhecidos e diversos, com mais de 9.000 espécies (1.901 delas pertencentes à fauna
brasileira), além de a maioria das aves possuir hábitos diurnos e vocalizar com frequência, fazendo
delas um grupo de fácil observação no campo (DEVELEY, 2003; POUGH, 2003).
Estudos da mastofauna também são importantes não só pela grande diversidade de espécies
pertencentes a esta classe, mas também pela ocupação, por parte destes organismos, aos mais
variados ambientes e nichos, desde o estrato terrestre aos níveis superiores de estratificação
vertical (WILSON et al., 1996).
Diante da crise da biodiversidade mundial, com níveis de declínio e extinção de espécies nunca
vistos, é essencial que o desenvolvimento socioeconômico leve em consideração a conservação e
manejo dos ecossistemas afetados. Entre as tecnologias de produção de energia elétrica, a
utilização dos ventos e da energia solar se destacam como fonte renovável de eletricidade, tendo
ganhado destaque no Brasil nos últimos anos, sobretudo na região nordeste. Contudo, a instalação
de empreendimentos deste tipo implica em impactos diretos sobre o meio ambiente, e dentre os
principais elementos atingidos está a fauna.
Salienta-se que a magnitude dos impactos sofridos pela comunidade faunística decorrente da
supressão da vegetação dependerá da dependência do animal ao ambiente e do grau de
conectividade desses fragmentos. Em especial para as áreas de floresta, caso o fragmento atingido
esteja adjacente ou conectado à remanescentes do entorno, maiores serão as chances de
sobrevivência dos animais tipicamente florestais se afugentarem. Por outro lado, quanto maior a
distância entre estes fragmentos, maiores são as dificuldades de os exemplares alcançarem os
remanescentes florestais para colonização e abrigo no entorno.
Entretanto, a evasão da fauna afugentada irá gerar alterações nas populações nas áreas de
entorno, principalmente naquelas imediatamente adjacentes às áreas de desmate, pois nelas os
indivíduos dispersos irão tentar se restabelecer em habitats semelhantes, alterando a estrutura das
comunidades residentes. As áreas receptoras poderão sofrer um desequilíbrio inicial, pois seus
ambientes podem não apresentar recursos (alimentares, nidificatórios, etc.) suficientes à
sobrevivência das espécies, tendo em vista que os indivíduos afugentados tenderão a competir por
recursos com os residentes. Este comportamento será mais evidente nas espécies territorialistas,
cuja sobreposição de nichos causará disputas por alimento e área reprodutiva, até que, em médio
e longo prazo, seja restabelecida uma nova situação de equilíbrio dinâmico entre os indivíduos.
disso, a execução desse programa se torna necessária para atender a legislação ambiental vigente:
Instrução Normativa do IBAMA nº146/07.
Sua execução está voltada, portanto, à prevenção e mitigação de possíveis impactos sobre os
fatores ambientais associados a fauna, conforme quadro resumo a seguir.
Fase de Implantação
Fase de Operação
•Programa de •Programa de
Monitoramento e Monitoramento e •Programa de
Proteção à Fauna Proteção à Fauna Monitoramento e
• Subprograma • Subprograma Proteção à Fauna
de Monitoramento de Monitoramento • Subprograma
da Fauna Terrestre da Fauna Terrestre de Monitoramento
• Subprograma • Subprograma da Fauna Terrestre
de Monitoramento de Monitoramento • Subprograma
e Proteção à Fauna e Proteção à Fauna de Monitoramento
• Subprograma e Proteção à Fauna
de Monitoramento
e Mitigação de
Atropelamentos
Diante da crise da biodiversidade mundial, com níveis de declínio e extinção de espécies nunca
vistos, é essencial que o desenvolvimento socioeconômico leve em consideração a conservação e
manejo dos ecossistemas afetados. Entre as tecnologias de produção de energia elétrica, a
utilização dos ventos se destaca como fonte renovável de eletricidade, tendo ganhado destaque no
Brasil nos últimos anos, sobretudo na região nordeste. Contudo, a instalação de empreendimentos
deste tipo implica em impactos diretos sobre o meio ambiente, e dentre os principais elementos
atingidos está a fauna.
Neste contexto, este Subprograma pretende fornecer as condições ideais para o efetivo
monitoramento da fauna terrestre, suas possíveis respostas aos impactos ambientais resultantes
da instalação e operações do Empreendimento e suas respectivas medidas mitigadoras.
Neste Subprograma deve ser dada especial atenção para aquelas espécies terrestres ameaçadas
com ocorrência confirmada ou de provável ocorrência para a área do projeto, além da busca por
outras espécies ameaçadas ainda não registradas.
Acerca destes impactos, para espécies terrestres (aqui compreendidas por aquelas com hábitos de
solo, fossoriais ou semi-fossoriais, arborícolas, semiarborícolas ou semiaquáticas), como
herpetofauna (anfíbios e répteis) mamíferos não-voadores e, sabe-se que a supressão vegetal
necessária para implantação de tais empreendimentos implica diretamente em algum grau de
perda, degradação e fragmentação dos habitats disponíveis para a fauna terrestre residente,
afetando assim a qualidade dos ambientes disponíveis para a manutenção das populações e suas
relações ecológicas, inclusive devido a interferências sonoras (KIKUCHI et al., 2008).
Como resultado dessas alterações, as espécies podem dispersar para outros locais à procura de
abrigo e alimento. Nesse processo de dispersão, podem se tornar mais vulneráveis a impactos
secundários, como atropelamentos, que, segundo Pedrosa et al. (2014), podem ser um dos
principais impactos à herpetofauna em todas as fases de um Empreendimento.
[Link].2 Objetivos
• Elaborar lista de espécies registradas de cada grupo faunístico monitorado, atentando para
novos registros de ocorrência para a região e indicando o tipo de registro, o grau de ameaça
e de endemismo das espécies;
• Utilizar métodos adequados para o registro do maior número de espécies de cada grupo
faunístico monitorado residentes na área de interesse;
• Identificar impactos negativos não previstos sobre a fauna e propor as devidas medidas
mitigadoras, especialmente para espécies ameaçadas de extinção, raras ou endêmicas;
São listados na sequência os principais documentos legais que devem ser observados, no âmbito
do monitoramento da fauna. Todavia, a equipe executora deste Subprograma deverá atentar-se e
verificar constantemente a existência de atualizações ou outros documentos legais aplicáveis ao
tema que não tenham sido aqui elencados.
[Link].5 Público-Alvo
O público-alvo deste Subprograma será composto pelos órgãos públicos envolvidos no processo
de licenciamento ambiental: INEMA, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
(MMA/ICMBio); a (s) empresa (s) envolvida (s) nas atividades de supressão da vegetação e
movimentações de terra na área do empreendimento, o empreendedor e a comunidade local.
[Link].6 Metodologia
Durante a realização da primeira campanha de cada grupo, serão definidos os pontos a serem
monitoradas ao longo do estudo. Essas áreas previamente definidas em escritório por meio da
análise de imagens de satélite e layout do empreendimento, serão validadas em campo. Para tanto,
serão considerados critérios básicos como: estar localizada no entorno imediato do
empreendimento, apresentar formações vegetais nativas, ocorrência de corpos d’água, etc.
Para área controle será considerada aquela com fragmento florestal mais conservado no qual não
ocorrerão ações de soltura da fauna afugentada. Em campo ocorrerá o refinamento dessas áreas,
onde os locais de armadilhamento deverão ser definidos por cada especialista visando o maior
sucesso amostral para cada grupo faunístico estudado. A fim de permitir comparações robustas dos
impactos do empreendimento sobre a fauna será necessária a coleta de dados nas seguintes áreas:
O Desenho apresentado a seguir ilustra as áreas sugeridas para o estabelecimento dos pontos de
amostragem ao longo do monitoramento da fauna.
[Link].6.3.1 Herpetofauna
Os transectos delimitados por tempo deverão ser percorridos no período matutino de 09h às 11h e
vespertino das 15h às 17h em busca de répteis, girinos e anfíbios de hábitos diurnos. As buscas
ativas pontuais deverão ser realizadas no período noturno das 18h às 24h em busca de anfíbios e
répteis de hábito noturno. Estes horários são mais apropriados para captura de répteis e anfíbios
(MANGINI & NICOLA, 2003). As amostragens deverão ser realizadas de forma sistemática em cada
ponto, objetivando um levantamento homogêneo e comparação entre as campanhas.
D = b + c / 2a + b + c
onde a é o número de espécies comuns a dois sítios (1,1) e b e c o número de espécies exclusivas
de cada sítio (1,0 e 0,1). Um valor de D igual a zero representa completa similaridade entre um par
de sítios, enquanto sítios totalmente diferentes possuem D = 1. A comparação da composição das
comunidades permitirá avaliar se as Estações amostradas são representativas das comunidades
herpetofaunísticas ocorrentes na área de influência do empreendimento, ou seja, se as Estações
amostrais apresentam comunidades muito semelhantes ou complementares entre si. Comunidades
complementares são preferíveis, pois dessa forma terá sido possível inventariar e monitorar boa
parte da herpetofauna da região de estudo.
Ao final de cada ano do monitoramento, quando um volume satisfatório de dados estiver disponível
serão realizadas análises estatísticas para estimar a riqueza das áreas amostradas com o objetivo
de avaliar a robustez dos dados obtidos, comparando as informações coletadas a cada campanha
com os dados secundários disponíveis. As análises deverão ser feitas para cada Estação em
separado e também para todo o empreendimento de dados obtidos nas localidades. As estimativas
poderão ser feitas com utilização dos softwares EstimateS, versão 6.0b1 (COLWELL, 2000) e
Statistica 7 (STATSOFT, 2004), utilizando-se 1000 replicações através do jackknife e índice de
confiança de 95%. As análises permitem avaliar se o esforço empregado está se refletindo na
riqueza encontrada, através da comparação de uma curva do coletor estimada com a curva obtida
através dos dados coletados em campo. Ou seja, é possível avaliar se o número de campanhas e
o tempo destinado às amostragens são suficientes para registrar o maior número possível de
espécies ocorrentes nas Estações Amostrais. As curvas de acumulação de espécies são um
excelente procedimento para avaliar o quanto um inventário se aproxima da capturar todas as
espécies do local estudado. Se a curva estabiliza, isto é, atinge um ponto em que o aumento do
esforço de coleta não implica em aumento no número de espécies, isto significa que
aproximadamente toda a riqueza da área foi amostrada (SANTOS, 2003).
Para estimativa da abundância deverão ser utilizadas 50 casualidades com abundância de classes
igual a 10 (LINZMEIER et al., 2006), ou seja, a abundância será estimada através de classes, no
horário de maior atividade das espécies, da seguinte forma: I – 0 a 10 indivíduos encontrados; II –
Para a amostragem desse grupo deverá ser utilizada uma metodologia de captura passiva:
armadilhas de captura viva (live traps) do tipo gaiolas de arame galvanizado com gancho. O método
a ser utilizado deverá ser o de captura/marcação/recaptura (CMR).
Em cada campanha, as armadilhas de gaiola deverão ficar expostas por cinco noites consecutivas
em cada transecto, gerando um esforço de captura que deverá ser calculado pela equação:
Ec = a x n,
Na qual:
• Ec = esforço de captura;
• a = número de armadilhas;
O sucesso de captura deverá ser calculado pela razão entre o número de indivíduos capturados e
o esforço de captura, a partir da equação:
Sc = N/Ec x 100
Na qual:
• Sc = sucesso de captura;
• Ec = esforço de captura.
Para a amostragem dos mamíferos de médio e grande porte também deverão ser utilizadas duas
metodologias distintas e complementares: (1) busca ativa por vestígios e (2) armadilhas fotográficas
(camera trap).
Para a primeira metodologia deverão ser realizados caminhamentos diurnos e noturnos em busca
de vestígios diretos (visualização, vocalização, carcaças, etc.) e indiretos (pegadas, fezes, tocas,
etc.) da presença de mamíferos nas áreas de estudo.
Deverão ser percorridos transectos, além de áreas de solo argiloso, que propiciam o
estabelecimento e identificação de pegadas das diferentes espécies, assim como estradas e trilhas
já existentes na área de estudo.
As buscas deverão ser realizadas durante cinco dias e cinco noites em cada campanha de campo,
durante o período da manhã (de 6h às 9h) e ao crepúsculo (de 17h às 20h). Esses horários
correspondem ao período de maior atividade da maioria das espécies de mamíferos (REIS et al.,
2006). O horário do percurso deverá ser alternado entre os transectos na tentativa de diminuir os
vícios amostrais causados pela variação na atividade dos animais (LAURANCE, 1990).
No caso de registro de algum animal deverão ser anotadas as seguintes informações: espécie,
coordenada geográfica do registro, dia e horário do registro, condições climáticas, e no caso de
visualizações, número de indivíduos registrados, tipo de hábitat onde se encontrava o animal,
estrato arbóreo em que o mesmo foi visto, comportamento apresentado pelo mesmo e
características individuais.
Armadilhas fotográficas (camera trap) são câmeras fotográficas que ficam acopladas a um sistema
disparador, capaz de detectar calor ou movimento e que é acionado quando a presença de um
animal é detectada (TOMAS & MIRANDA, 2004; GOULART, 2008). Essa metodologia tem se
mostrado bastante eficiente para o monitoramento de mamíferos de médio e grande porte de
hábitos noturnos ou crepusculares, que dificilmente são observados em seu ambiente natural
(TOMAS & MIRANDA, 2004; REZINI et al., 2007).
Deverão ser instaladas oito armadilhas fotográficas nas áreas selecionadas para amostragem, que
ficarão ativas durante o período de cinco dias. Na tentativa de aumentar as chances de registro de
médios e grandes mamíferos, iscas poderão ser colocadas em frente as armadilhas, para que se
aumente a probabilidade de registro dessas espécies.
O esforço amostral empregado com a metodologia de armadilhas fotográficas será calculado pela
densidade de câmeras distribuídas nas áreas amostradas e pela duração do período de
amostragem, a partir da equação:
Ec = na x nd,
Na qual:
• Ec = esforço de captura;
• na = número de armadilhas;
Para todas as ações e abordagens propostas, deve-se a todo instante procurar e reforçar a parceria
e o apoio da comunidade local, tendo em vista que só assim podem ser atingidos resultados mais
consistentes para a conservação de espécies ameaçadas (Santos, 2003).
Essas oficinas também devem ser conduzidas com crianças residentes na área de influência direta
do empreendimento, idealmente, aproveitando a estrutura física e organizacional de escolas locais.
Nestas oficinas poderão ser utilizadas cartilhas educativas sobre a fauna ameaçada e a preservação
ambiental em geral, tais como: Livro Vermelho das Crianças (disponível em:
[Link] Cartilha Lei dos Crimes Ambientais (disponível em:
[Link] Para esta ação podem
ser aproveitadas as intervenções dos Programas de Comunicação Social e Educação Ambiental.
prática. Indica-se a instalação de placas nas estradas de acesso ao empreendimento e nas áreas
do Complexo. Essas placas devem divulgar ainda contatos para denúncias sobre crimes ambientais
para órgão ambientais competentes (INEMA, IBAMA, Polícia Ambiental, Secretarias Municipais de
meio Ambiente). Da mesma forma, todos os colaboradores do Empreendimento devem ser
orientados a colaborar para o combate e denúncia de atividades relacionadas a caça na área de
influência do Empreendimento.
Alguns animais de interesse médico podem ser registrados durante o monitoramento. Acompanhar
a presença/ausência e flutuação populacional desses animais contribuirá para medidas de
mitigação quanto aos possíveis acidentes. Um exemplo de animais que aqui se encaixam são as
serpentes peçonhentas, as quais poderão se movimentar nas áreas do empreendimento e até para
propriedades do entorno. Ações de conscientização junto à população para minimizar a caça
predatória.
[Link].6.4 Marcação
Para o grupo da Herpetofauna não será aplicada metodologia de marcação, uma vez que para esse
grupo não está prevista técnica de captura e recaptura. O monitoramento será feito a partir da
avaliação da riqueza e abundância das espécies ao longo das campanhas e das áreas amostradas.
[Link].6.5.1 Riqueza
A riqueza das comunidades amostradas será evidenciada e avaliada por meio de:
As curvas de acumulação de espécies são procedimentos utilizados para avaliar o quanto uma
amostragem se aproxima de registrar a riqueza total de determinado local. Quando a curva atinge
uma assíntota, isto é, se estabiliza, significa que aproximadamente toda a riqueza do local foi
amostrada e que o aumento do esforço de coleta não implica em aumento no número de espécies
registradas (Santos, 2004; Gotelli & Colwell, 2001).
O estimador Jackknife de 1ª ordem (Heltshe & Forrester, 1983) estima a riqueza total somando a
riqueza observada em uma amostra a um parâmetro calculado levando em consideração o número
de espécies raras e o número de unidades amostrais (Santos, 2004). Já o estimador Jackknife de
2ª ordem utiliza tanto o número de espécies observado em apenas uma amostra, como em duas
amostras (duplicatas). As estimativas de riqueza são geradas em programas estatísticos
específicos e a escolha pelo Jackknife1 ou Jackknife2 considera aquele estimador que obteve
menor desvio padrão e que representa melhor a amostra.
[Link].6.5.2 Abundância
Além da riqueza da área, a determinação da abundância relativa das espécies é importante para
avaliações futuras de declínio populacional (Straube et al., 2010). Para os anfíbios, répteis e
mamíferos será considerado o número de registros obtidos para cada espécie.
[Link].6.5.3 Diversidade
Para análise da diversidade das comunidades monitoradas será utilizado o índice de Shannon-
Wienner (H’), que correlaciona a riqueza da área com a frequência de ocorrência, através da
seguinte fórmula:
H’ = - ∑ ni/N * ln(ni/N),
Onde:
• H’ = índice de diversidade;
[Link].6.5.4 Similaridade
Para avaliação da Similaridade, com base na abundância (número de registros) de cada população,
será utilizado o Índice de Similaridade de Bray-Curtis. Este índice fornece um valor que varia de 0
a 1, onde valores mais próximos de 1 indicam maior similaridade entre os elementos comparados,
que neste caso são as áreas de amostragem. Para tanto, será utilizado o software PAST (Hammer
et al., 2001) para elaboração dos gráficos (dendrogramas) e obtenção dos valores associados aos
índices de similaridade. As análises de similaridade serão apresentadas considerando os resultados
gerais e os resultados obtidos nos ambientes florestais.
A nomenclatura científica dos répteis e anfíbios seguirá Uetz (2017) e Frost (2020),
respectivamente. Nomes vernaculares e comuns serão extraídos de observações empíricas ou
guias de campo (e.g. Izecksohn & Carvalho-e-Silva, 2001; Marques et al., 2001).
Com relação aos mamíferos, a nomenclatura e o ordenamento taxonômico seguirão Paglia et al.
(2012). Para todas as espécies amostradas será verificada sua presença em listas oficiais de
espécies ameaçadas, tendo como base a lista internacional (IUCN, 2023) a lista nacional (MMA,
2022) e a lista estadual (SEMA, 2017). Além disso, para compor a lista de espécies cinegéticas,
serão consultados os Apêndices CITES (2022). Para a composição, comparação e descrição da
lista qualitativa de espécies considerarão apenas os táxons identificados a nível específico.
Para todos os grupos, será avaliado o grau de ameaça das espécies em nível estadual, nacional e
global. A nível global será consultada a listagem de espécies ameaçadas da International Union for
Conservation of Nature and Natural Resources (IUCN, 2023). Para a listagem de espécies
ameaçadas em âmbito nacional será consultada a listagem elaborada pelo Ministério do Meio
Ambiente (MMA, 2022) e a lista estadual, elaborada pela Portaria SEMA n° 37 de 15 de agosto de
2017, (SEMA, 2017).
Esforço mínimo
Grupo Metodologia Observação
proposto/campanha
Armadilhas tipo gaiola 600 armadilhas 120 armadilhas/noite, sendo 5 noites por campanha
Mastofauna
Busca Ativa 10 horas 2 horas em cada área amostral
Terrestre
Armadilha fotográfica 1200 horas 10 câmeras x 24 horas x 5 dias por campanha
Anfíbios Buscas Ativas noturnas 20 horas 4 horas por área amostral por campanha
Répteis Buscas Ativas diurnas 20 horas 4 horas por área amostral por campanha
[Link].7 Metas
• Realizar, no mínimo, quatro campanhas para cada grupo faunístico, por ano, durante a
instalação do empreendimento e duas, por ano, durante a operação;
• Número de espécies registradas por grupo, tipo de registro, método e categoria de ameaça;
O Programa de Monitoramento de Fauna possui interface com os seguintes programas desse PBA:
Em relação aos materiais, serão necessários itens para captura, marcação de indivíduos,
Equipamentos de Proteção Individual, dentre outros. A seguir, o Quadro 50 apresenta a lista de
materiais necessários à execução do presente Subprograma.
Ao final da obra, deve ser elaborado o Relatório de Cumprimento dos Programas Ambientais –
RCPA, contemplando informações cumulativas de todo o período de implantação do
empreendimento, para subsidiar o pedido de Licença de Operação – LO.
[Link].12 Cronograma
Operação (meses)
Atividades
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
Início da fase de Operação
Renovação de autorização de manejo
Emissão da renovação da AMF pelo
INEMA
Campanhas de Monitoramento da Fauna
Relatórios Semestrais Internos
Relatório Final para o INEMA
BARRIOS, L. & RODRÍGUEZ, A. 2004. Behavioural and environmental correlates of soaring bird
mortality at on-shore wind turbines. Journal of Applied Ecology, 41:72-81.
COLWELL, R. K. 2013. EstimateS: Statistical estimation of species richness and shared species
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HELTSHE, J. F. & FORRESTER, N. E. 1983. Estimating species richness using the jackknife
procedure. Biometrics, 39: 1-11.
O termo monitoramento se define como uma atividade de controle que pode ser aplicada em uma
variedade de ações. O monitoramento consiste na coleta e interpretação de dados que permitem
avaliar tendências, indicando necessidades de ajustes no andamento de determinados projetos.
Soule (1987, in Tommasi, 1993) aponta que o monitoramento pressupõe questões básicas como a
possibilidade de distinguir entre as mudanças naturais e as mudanças devido ao estresse induzidas
pelas ações antrópicas; onde se identificam pelos menos três elos:
[Link].2 Objetivos
• Elaborar lista de espécies registradas de cada grupo faunístico monitorado, atentando para
novos registros de ocorrência para a região e indicando o tipo de registro, o grau de ameaça
e de endemismo das espécies;
• Utilizar métodos adequados para o registro do maior número de espécies de cada grupo
faunístico monitorado residentes na área de interesse;
• Identificar impactos negativos não previstos sobre a fauna e propor as devidas medidas
mitigadoras, especialmente para espécies ameaçadas de extinção, raras ou endêmicas;
São listados na sequência os principais documentos legais que devem ser observados, no âmbito
do monitoramento da fauna. Todavia, a equipe executora deste Subprograma deverá atentar-se e
verificar constantemente a existência de atualizações ou outros documentos legais aplicáveis ao
tema que não tenham sido aqui elencados.
[Link].5 Público-Alvo
O público-alvo deste Subprograma será composto pelos órgãos públicos envolvidos no processo
de licenciamento ambiental: INEMA, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
(MMA/ICMBio); a (s) empresa (s) envolvida (s) nas atividades de supressão da vegetação e
movimentações de terra na área do empreendimento, o empreendedor e a comunidade local.
[Link].6 Metodologia
Durante a realização da primeira campanha de cada grupo, serão definidos os pontos a serem
monitoradas ao longo do estudo. Essas áreas previamente definidas em escritório por meio da
análise de imagens de satélite e layout do empreendimento, serão validadas em campo. Para tanto,
serão considerados critérios básicos como: estar localizada no entorno imediato do
empreendimento, apresentar formações vegetais nativas, ocorrência de corpos d’água, etc.
Para área controle será considerada aquela com fragmento florestal mais conservado no qual não
ocorrerão ações de soltura da fauna afugentada. Em campo ocorrerá o refinamento dessas áreas,
onde os locais de armadilhamento deverão ser definidos por cada especialista visando o maior
sucesso amostral para cada grupo faunístico estudado. A fim de permitir comparações robustas dos
impactos do empreendimento sobre a fauna será necessária a coleta de dados nas seguintes áreas:
O Desenho apresentado a seguir ilustra as áreas sugeridas para o estabelecimento dos pontos de
amostragem ao longo do monitoramento da fauna.
Após a obtenção da AMF, o monitoramento da fauna alada deverá ser realizado por meio de uma
campanha pré-instalação, campanhas trimestrais com duração de sete dias cada na fase de
instalação e semestral na fase de operação, durante dois anos.
[Link].6.3.1 Avifauna
Para essas atividades poderão ser aplicados dois métodos de amostragem distintos: a) pontos de
escuta; e b) lista de mackinnon.
O levantamento por ponto fixo baseia-se nas observações feitas em pontos pré-estabelecidos, onde
um profissional, especialista em ornitologia, permanece por 10 minutos anotando todas as aves
registradas, e suas quantidades, por observação direta ou identificação da vocalização. Este
método fomenta um índice de abundância por ponto, ou Índice Pontual de Abundância - IPA
(VIELLIARD et al., 2010).
Para este método deverão ser realizados pontos de escuta ao longo da área do Empreendimento,
por pelo menos 10 minutos. Devem ser considerados todos os indivíduos das espécies vistos ou
escutados num raio de 100 m.
Para auxiliar na identificação de algumas espécies presentes nas áreas de amostragem, cujo canto
não pode ser identificado in loco, deve-se utilizar, de forma complementar, a técnica de bioacústica
através do uso de microfone unidirecional.
Lista de Mackinnon
As listas de MacKinnon são um método composto por censos quantitativos que controlam o
tamanho das amostras, permitindo comparações mais confiáveis entre diferentes locais ou de um
mesmo local em diferentes épocas, uma vez que a unidade amostral é o número de listas. Assim,
quanto maior o número de listas maior será a quantidade de amostras, independentemente do
tempo de amostragem (RIBON, 2010). Propõe-se a aplicação de listas de 10 espécies, assim como
sugerido por Ribon (2010). Cada lista de 10 espécies contém diferentes espécies de aves
registradas, sem repetições de espécies e indivíduos já contados anteriormente. Nesse sentido,
cada lista só pode conter espécies diferentes entre si e indivíduos que ainda não foram contados
em listas anteriores. Nota-se que, independentemente de quantos indivíduos de cada espécie se
veja ou se ouça, somente a informação sobre a presença ou ausência da espécie em cada lista é
que será usada nas análises seguintes. Após o preenchimento das 10 espécies na primeira lista
inicia-se uma nova lista com mais 10 espécies e, assim, sucessivamente. Dito isto, definido o
número de amostras para posterior análise, os registros sobressalentes serão tratados como
registros eventuais, de forma a incrementar qualitativamente o inventário de aves da área estudada.
As técnicas empregadas para o monitoramento dos morcegos serão a procura de abrigos, redes de
neblina e detectores acústicos, visando avaliar a atividade e presença de morcegos e o risco
potencial.
É importante realizar a procura de abrigos de morcegos para determinar se a área prevista para ser
suprimida é usada como abrigo. A procura por abrigos deverá ser feita durante o dia nos locais onde
serão abertas as vias de acesso, assim como nos locais onde serão instaladas as placas
fotovoltaicas. Considerando que existem espécies de hábitos solitários que podem utilizar como
abrigo a folhagem das árvores e arbustos ou fendas em rochas; bem como espécies de morcegos
que vivem em grandes colônias e podem usar cavernas ou morar abaixo de blocos grandes de
pedras. Este procedimento é importante para garantir o resgate dos espécimes, bem como o
monitoramento daquelas colônias não impactadas diretamente.
Se algum abrigo for encontrado, deverá ser realizada uma avaliação detalhada considerando o
tamanho da colônia e a composição de espécies. Se a colônia de morcegos for relativamente
pequena (geralmente <1.000. Kunz et al., 2009), censos visuais com ajuda de fotografias e lanternas
deverão ser feitos. Se as colônias forem maiores exigirá a captura de morcegos com redes de
neblina colocadas na saída desses abrigos para determinar a composição de espécies e conseguir
fazer uma estimativa da abundância. Nos abrigos também é necessária a amostragem repetida
para avaliar mudanças sazonais na abundância e composição das colônias, tendo em consideração
a possibilidade de se encontrarem colônias de maternidade em épocas específicas do ano.
Os esforços de procura por abrigo devem ser realizados principalmente antes e durante a instalação
do Empreendimento, e podem ocorrer de forma direcionada ou oportunista, indica-se que essa
atividade seja realizada no âmbito desse subprograma a partir do esforço amostral a ele dedicado.
Assim como a interface com os demais programas e subprogramas, tendo em vista que qualquer
abrigo identificado no âmbito das demais atividades seja comunicado ao responsável por esse
subprograma. Fica salientado que se deve cobrir toda a área de influência do Empreendimento,
especialmente os locais que sofrerão intervenção direta. Depois de identificados estes locais,
esforços através de outros métodos (redes de neblina e monitoramento acústico) poderão ser
empregados nos mesmos. Assim como no caso das amostragens com redes de neblina, é
obrigatória a coleta de um ou mais indivíduos-testemunho de cada espécie, a serem tombados em
uma coleção científica pública (os números de tombo devem constar no relatório).
As redes de neblina são os dispositivos mais utilizados para a captura de morcegos voando. O
conhecimento obtido a partir de morcegos capturados fornece informações valiosas de idade, sexo,
condição reprodutiva, massa corporal, condição corporal e inclusive, hábitos alimentares (com base
em coletas fecais). As capturas podem ser usadas para calcular a abundância relativa de morcegos
e a riqueza de espécies.
Devem ser realizadas capturas com redes de neblina (ver Kunz et al. 2009) em áreas potenciais
para atividade de morcegos (e.g. trilhas, clareiras, bordas de floresta, pomares, áreas úmidas e
margens de rios, córregos, lagos, açudes, paredões rochosos, áreas urbanas ou concentrações de
construções humanas), contemplando-se os diferentes tipos de habitat do complexo solar.
As amostragens devem ser realizadas em uma campanha pré-instalação, trimestral durante todo o
período de instalação e semestral por dois anos da operação. Em cada noite, devem ser utilizadas
pelo menos 10 redes de neblina (cada uma com área mínima de 25 m2), abertas por no mínimo seis
horas a partir do horário do pôr do sol. As amostragens devem ser realizadas preferencialmente
durante as fases escuras da lua, uma vez que pelo menos algumas espécies de morcegos
apresentam fobia lunar (Esbérard, 2007). As capturas devem ocorrer em noites não chuvosas, em
função da redução da atividade de morcegos durante a chuva (Voigt et al. 2011). O esforço amostral
deve ser calculado e apresentado de acordo com Straube & Bianconi (2002), i.e. multiplicando-se
a área de cada rede (altura × comprimento) pelo número de horas de exposição por noite, e pelo
número de redes e o número de noites de amostragem.
Os critérios de identificação das espécies (e.g. material de consulta, chaves dicotômicas), bem
como o responsável pela identificação, devem ser claramente apresentados. Para cada espécie
capturada, obrigatoriamente um ou mais indivíduos-testemunho (conforme licença emitida pelo
órgão ambiental responsável) devem ser coletados e tombados em uma coleção científica pública.
Os respectivos números de depósito devem ser apresentados.
Após a captura, os morcegos serão identificados em campo com bases em guias e chaves de
identificação (Reis et al., 2013), fotografados, terão o antebraço mensurado com um paquímetro e
a massa registrada com o auxílio de um dinamômetro. Na sequência os animais serão soltos no
local em que foram capturados. Para cada animal coletado deverão ser anotados o sexo e o estágio
de desenvolvimento, considerando dois estágios: juvenil e adulto. Os juvenis serão reconhecidos
com base no grau de ossificação das metáfises, que são mais espessadas. No caso de indivíduos
adultos, para os machos será anotado a posição dos testículos (com escroto evidente ou não). Para
as fêmeas serão anotados os dados sobre a atividade reprodutiva: aparentemente não grávidas,
grávidas, lactantes (mamilos endurecidos, sem pelos ao redor e/ou com secreção de leite) ou pós
lactantes (mamilos sem pelos ao redor e sem secreção de leite).
O esforço de captura deverá ser dado em m² x hora e deverá ser determinado, segundo Straube &
Bianconi (2002), através da equação:
Ec = ar x nh x nd x nr,
Na qual:
• Ec = esforço de captura;
• nr = número de redes.
Sc = nc/ec x 100,
Na qual:
• Sc = sucesso de captura;
Monitoramento Acústico
O monitoramento acústico é o método mais prático para o monitoramento de morcegos (Kunz et al.,
2007). Este método permite, através de detectores de ultrassom, gravar chamadas de
ecolocalização emitidas pelos morcegos que podem ser usadas para identificar as espécies ou
grupos de espécies e a sua atividade relativa num determinado local. Além disso, o método acústico
é um bom complemento ao método de captura com redes de neblina, já que este tipo de
monitoramento não interfere com o comportamento de voo nem com as trajetórias normais dos
morcegos.
A atividade de morcegos será avaliada pela determinação da presença de indivíduos, nos níveis de
atividade e pelos eventos potenciais temporais de alta atividade (por exemplo, populações mais
elevadas de presas ou insetos na época chuvosa). Idealmente, o monitoramento acústico deve ser
realizado no local onde as instalações solares serão colocadas, apesar das limitações práticas que
impedem a cobertura de todos os locais.
Serão realizadas gravações das vocalizações de morcegos com detectores de ultrassons (ver
Parsons & Szewczak 2009), em todos os tipos de habitats relevantes para morcegos na área de
influência do empreendimento. O monitoramento acústico deve ser realizado em uma campanha
pré-instalação, trimestral durante o período de instalação e semestral por dois anos da operação.
Será realizado o monitoramento acústico passivo: serão selecionados pontos fixos, representativos
dos tipos de habitat que se deseja amostrar, os detectores de morcegos serão instalados para que
permaneçam gravando ao longo da noite. Este método apresenta as vantagens de ser mais
econômico em termos de logística e permitir amostragens de maior duração – em contraste com
técnicas de monitoramento ativo nas quais o consultor percorre transectos na área de estudo. Em
cada noite, devem ser utilizados no mínimo dois detectores de morcegos operando
simultaneamente, durante pelo menos 12 horas a partir do horário do pôr do sol, de forma a amostrar
dois pontos diferentes por noite. As vocalizações serão gravadas no modo full spectrum (gravação
direta sem transformação dos ultrassons), que gera gravações de alta resolução e, portanto, facilita
a identificação taxonômica das chamadas de ecolocalização. As chamadas serão identificadas até
o menor nível taxonômico possível (espécie, gênero ou família) com a utilização de programas de
análise de som e bibliografia de referência (e.g. Jung et al. 2007; Jung et al. 2014; López-Baucells
et al. 2016; Macías et al. 2006; Williams, Guillén & Perfecto 2011). Não é recomendado que a
identificação das espécies seja feita unicamente por classificação automática dos sinais com o uso
de softwares (e.g. Kaleidoscope Pro, SonoChiro), uma vez que as taxas de acerto na identificação
de espécies da fauna brasileira de morcegos são muito baixas (8‒25%) (Hintze et al. 2016). A
supervisão e validação das classificações por pessoal qualificado são obrigatórias.
Serão obtidos, para a área como um todo e para cada tipo de habitat, índices de atividade de
morcegos, i.e. número de passagens por unidade de tempo (e.g. bat passes/min). Para ser
considerada uma passagem, a chamada deve apresentar pelo menos três pulsos consecutivos de
ecolocalização. As chamadas com fases terminais correspondentes a tentativas de alimentação
(feeding buzzes) serão registradas para a obtenção de índices de atividade de forrageio (estes
índices também serão apresentados para a área do complexo como um todo e cada tipo de habitat
individualmente).
Para todas as ações e abordagens propostas, deve-se a todo instante procurar e reforçar a parceria
e o apoio da comunidade local, tendo em vista que só assim podem ser atingidos resultados mais
consistentes para a conservação de espécies ameaçadas (Santos, 2003).
Espécies migratórias também terão atenção especial, cabendo para essas, se necessário a adoção
de ações específicas de monitoramento e/ou manejo e proteção.
[Link].6.4 Marcação
Para o grupo da Avifauna não será aplicada metodologia de marcação, uma vez que para esse
grupo não está prevista técnica de captura e recaptura. O monitoramento será feito a partir da
avaliação da riqueza e abundância das espécies ao longo das campanhas e das áreas amostradas.
Para o grupo da mastofauna voadora, prevê-se a captura, marcação e recaptura para os morcegos.
A captura será feita por métodos passivos, com o uso de redes de neblina, conforme descrito nos
procedimentos metodológicos. A marcação dos morcegos será feita com o uso de anilhas ou brincos
metálicos numerados específicos para esse grupo.
[Link].6.5.1 Riqueza
A riqueza das comunidades amostradas será evidenciada e avaliada por meio de:
As curvas de acumulação de espécies são procedimentos utilizados para avaliar o quanto uma
amostragem se aproxima de registrar a riqueza total de determinado local. Quando a curva atinge
uma assíntota, isto é, se estabiliza, significa que aproximadamente toda a riqueza do local foi
amostrada e que o aumento do esforço de coleta não implica em aumento no número de espécies
registradas (Santos, 2004; Gotelli & Colwell, 2001).
O estimador Jackknife de 1ª ordem (Heltshe & Forrester, 1983) estima a riqueza total somando a
riqueza observada em uma amostra a um parâmetro calculado levando em consideração o número
de espécies raras e o número de unidades amostrais (Santos, 2004). Já o estimador Jackknife de
2ª ordem utiliza tanto o número de espécies observado em apenas uma amostra, como em duas
amostras (duplicatas). As estimativas de riqueza são geradas em programas estatísticos
específicos e a escolha pelo Jackknife1 ou Jackknife2 considera aquele estimador que obteve
menor desvio padrão e que representa melhor a amostra.
[Link].6.5.2 Abundância
Além da riqueza da área, a determinação da abundância relativa das espécies é importante para
avaliações futuras de declínio populacional (Straube et al., 2010). A abundância relativa das
espécies de aves será calculada pelo Índice Pontual de Abundância (IPA), que é estimado pela
divisão do total de contatos obtidos para determinada espécie pelo número total de unidades
amostrais realizadas na área:
IPA = Ni/Ua;
Onde:
[Link].6.5.3 Diversidade
Para análise da diversidade das comunidades monitoradas será utilizado o índice de Shannon-
Wienner (H’), que correlaciona a riqueza da área com a frequência de ocorrência, através da
seguinte fórmula:
H’ = - ∑ ni/N * ln(ni/N),
Onde:
• H’ = índice de diversidade;
[Link].6.5.4 Similaridade
Para avaliação da Similaridade, com base na abundância (número de registros) de cada população,
será utilizado o Índice de Similaridade de Bray-Curtis. Este índice fornece um valor que varia de 0
a 1, onde valores mais próximos de 1 indicam maior similaridade entre os elementos comparados,
que neste caso são as áreas de amostragem. Para tanto, será utilizado o software PAST (Hammer
et al., 2001) para elaboração dos gráficos (dendrogramas) e obtenção dos valores associados aos
índices de similaridade. As análises de similaridade serão apresentadas considerando os resultados
gerais e os resultados obtidos nos ambientes florestais.
Para as análises de similaridade será utilizado também o Índice de Jaccard para verificar a
similaridade em relação à composição da avifauna entre as áreas de amostragem, considerando os
dados das campanhas consolidadas. O cálculo levará em consideração o número de espécies em
cada um dos grupos de dados e aquelas em comum (Magurran, 1988).
As espécies serão classificadas nas seguintes categorias de acordo com o seu status da Caatinga:
(R) Residente, espécie que se reproduz comprovadamente ou potencialmente na região; (MN)
Migrante do Norte, espécie que é migrante de longa distância da América do Norte; (MS) Migrante
do Sul, espécie que é migrante de longa distância do centro-sul da América do Sul; (INT)
Introduzida, espécie que foi trazida deliberadamente ou acidentalmente para a região pelo homem;
(DE) Status Desconhecido, espécie cujo conhecimento sobre a história natural na região é limitado
e não permite a sua classificação em qualquer das categorias acima; (EXT) Extinta, espécie que
era residente na região e que hoje é considerada como extinta na natureza.
As aves, também, serão classificadas quanto à sua dependência de floresta em três categorias:
Uso do habitat: 1 = Independentes, espécies associadas apenas a vegetações abertas; 2 = Semi-
dependentes, espécies que ocorrem nos mosaicos formados pelo contato entre florestas e
formações vegetais abertas e semi-abertas e; 3 = Dependentes, espécies que só ocorrem em
ambientes florestais. A classificação das espécies nas categorias de dependência de floresta foi
realizada tendo como base as informações contidas na literatura (Ridgely & Tudor, 1994; Silva
1995a, b, c; Stotz et al., 1996; Sick, 1997) e em Leal, Tabarelli e Silva (2003).
As espécies também serão classificadas quanto à sua sensitividade aos distúrbios causados pelas
atividades humanas. Três categorias foram reconhecidas: (A) Sensitividade Alta, (M) Sensitividade
Média e (B) Sensitividade Baixa. Essa classificação foi baseada, com algumas poucas exceções,
em Stotz et al. (1996).
Com relação aos mamíferos, a nomenclatura e o ordenamento taxonômico seguiram Paglia et al.
(2012). Para todas as espécies amostradas será verificada sua presença em listas oficiais de
espécies ameaçadas, tendo como base a lista internacional (IUCN, 2022) a lista nacional (MMA,
2022) e a lista estadual (SEMA, 2017). Além disso, para compor a lista de espécies cinegéticas,
foram consultados os Apêndices CITES (2022). Para a composição, comparação e descrição da
lista qualitativa de espécies foram considerados apenas os táxons identificados a nível específico.
Para todos os grupos, será avaliado o grau de ameaça das espécies em nível estadual, nacional e
global. A nível global foi consultada a listagem de espécies ameaçadas da International Union for
Conservation of Nature and Natural Resources (IUCN, 2022).
[Link].7 Metas
• Realizar, no mínimo, quatro campanhas para cada grupo faunístico, por ano, durante a
instalação do empreendimento e duas, por ano, durante a operação;
• Número de espécies registradas por grupo, tipo de registro, método e categoria de ameaça;
Em relação aos materiais, serão necessários itens para captura, marcação de indivíduos,
Equipamentos de Proteção Individual, dentre outros. A seguir, o apresenta a lista de materiais
necessários à execução do presente subprograma.
Ao final da obra, deve ser elaborado o Relatório de Cumprimento dos Programas Ambientais –
RCPA, contemplando informações cumulativas de todo o período de implantação do
empreendimento, para subsidiar o pedido de Licença de Operação – LO.
[Link].12 Cronograma
Operação (meses)
Atividades
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
Início da fase de Operação
Renovação de autorização de manejo
Emissão da renovação da AMF pelo
INEMA
Campanhas de Monitoramento da Fauna
Relatórios Semestrais Internos
Relatório Final para o INEMA
ARNOLD, T.W. & ZINK, R.M. 2011 Collision mortality has no discernible effect on population trends
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Os impactos negativos das rodovias sobre a fauna nativa manifestam-se desde a fase de
construção até sua operação, com efeitos diretos e indiretos nas populações, tais como: perda de
hábitat, efeito de barreira, dispersão de espécies exóticas, intensificação da presença humana e
mortalidade por atropelamento (ASCENSÃO e MIRA, 2006). Para Trombulak e Frissell (2000), os
principais impactos ecológicos causados por estradas são: a mortalidade de espécies animais
devido às colisões com veículos, modificação do comportamento animal, alteração do ambiente
físico, alteração do ambiente químico, dispersão de espécies exóticas e aumento do uso do hábitat
por pessoas. Goosem (1997) também indica que os principais impactos causados por estradas em
áreas naturais são a destruição ou alteração de hábitats, com consequente redução nos tamanhos
das populações; distúrbios, efeito de borda e introdução de espécies exóticas; incremento na
mortalidade da fauna devido ao tráfego de veículos; e fragmentação e isolamento de hábitats e
populações.
Após a abertura de estradas, acessos internos e outros empreendimentos lineares, a fauna passa
a interagir diretamente com o novo ambiente formado, seja como rota de deslocamento na
paisagem, ou para procura de alimento, abrigo e outros recursos existentes nestes ambientes e
áreas adjacentes (PRADA, 2004). O uso destes ambientes pela fauna provoca as ocorrências de
atropelamento com consequente mortalidade dos espécimes afetados. Contudo, os fatores que
podem afetar a taxa de mortalidade da fauna em rodovias e estradas são múltiplos e normalmente
estão relacionados ao tráfego de veículos, paisagem do local, capacidade e velocidade de travessia
do animal, intensidade de uso e densidade de indivíduos das diferentes espécies que ocorrem na
região (FORMAN et al., 2003; SCOSS et al., 2004). O tipo de locomoção, a ecologia e o
comportamento dos animais determinam sua vulnerabilidade aos atropelamentos (LAURANCE et
al., 2009). De qualquer forma, a perda de espécimes por atropelamento representa um impacto
direto sobre a fauna, podendo ser um fator demográfico importante, em especial para espécies que
apresentam baixas taxas reprodutivas e pequenas populações locais (LOPES et al., 2010; ROSA e
BAGER, 2013; BAGER et al., 2016; BRAZ e FRANÇA, 2016).
Para as obras de implantação do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01) será necessária a
abertura e/ou manutenção de acessos que permitirão a locomoção segura de equipamentos, o
transporte de pessoas e materiais e consequentemente, a execução das obras de engenharia
previstas. Ocorre também, a ampliação do fluxo de veículos, incluídos veículos pesados, tanto nas
vias internas como nas vias externas de acesso as obras.
Assim sendo, a abertura de acessos e o incremento significativo de veículos transitando pela área,
associado aos impactos diretos das obras sobre a fauna que propiciam a movimentação destes
animais pelas vias, ou através delas (perda de habitat em função da supressão vegetal, por
exemplo, ocasionam colisões com estes animais com mortandade e perda de indivíduos da fauna.
Neste sentido, faz-se necessário o monitoramento das vias para avaliar e quantificar os animais que
a utilizam e que são alvos de atropelamentos. Da mesma forma, o monitoramento permitirá detectar
pontos mais sensíveis a colisões e, assim, viabilizar possíveis medidas de mitigação.
[Link].2 Objetivos
São listados na sequência os principais documentos legais que devem ser observados, no âmbito
do monitoramento da fauna. Todavia, a equipe executora deste Subprograma deverá atentar-se e
verificar constantemente a existência de atualizações ou outros documentos legais aplicáveis ao
tema que não tenham sido aqui elencados.
[Link].5 Público-alvo
O público-alvo deste Subprograma será composto pelos órgãos públicos envolvidos no processo
de licenciamento ambiental: INEMA, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
(MMA/ICMBio); a (s) empresa (s) envolvida (s) nas atividades de supressão da vegetação e
movimentações de terra na área do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01), o empreendedor e
a comunidade local.
[Link].6 Metodologia
As estradas de acesso interno e externo do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01) deverão ser
percorridas através do uso de veículo, a uma velocidade inferior a 40 km/hora. O veículo contará
sempre, com um biólogo e um auxiliar.
As inspeções serão iniciadas ao nascer do sol, visando otimizar a qualidade da amostragem através
da possibilidade de registro de animais que geralmente são subamostrados, como os anfíbios e
aves, em função de seu menor tamanho e altas taxas de remoção, refletindo diretamente em menor
número de visualizações (LAURANCE et al., 2009; TEIXEIRA et al., 2013; BAGER e ROSA, 2011).
O horário de início das inspeções das rotas varia em função das diferentes estações do ano e
condições climáticas. As vias de acesso serão percorridas durante as campanhas de monitoramento
dos Subprogramas de Monitoramento da Fauna terrestre e fauna alada em periodicidade trimestral
e diariamente, durante as ações de acompanhamento da fauna devido à supressão da vegetação
as equipes de resgate farão também os registros de fauna atropelada, quando ocorrerem.
Nome popular
Coordenada
Número
Espécie
Destino
Coletor
Família
Estado
Ordem
Classe
Local
Data
Será realizada tabulação dos dados contendo o total de registros de animais atropelados e
visualizados durante as amostragens de campo. Para fins das análises do Subprograma de
Monitoramento e Mitigação de Atropelamentos serão considerados “registros de atropelamento
válidos” aqueles registros obtidos durante as amostragens de campo que representam indivíduos
atropelados na área de influência, seja nos acessos ao empreendimento. Os registros
correspondentes a registros visuais (avistamentos), a visualizações ou atropelamentos identificados
fora desses acessos ou cuja localização não foi indicada (sem coordenada) não serão considerados
nas análises da fauna atropelada.
O número total de indivíduos registrados por espécie é utilizado como medida da magnitude do
impacto direto das vias monitoradas sobre a fauna na área de abrangência do Subprograma.
Ajustes de modelo de distribuição da abundância são utilizados, conforme Magurran (2004). A
relação entre o número de indivíduos registrados e a riqueza de espécies afetadas é testada por
meio de um ajuste de modelo de correlação linear (ZAR, 1999), com auxílio de ferramentas, como
o Statistica 7.1 (STATSOFT, 2005). São permitidas adequações nas modelagens estatísticas em
função da atualização ou desenvolvimento de softwares.
Como medida para avaliar a precisão do monitoramento será produzida a curva de acumulação de
espécies em função do número de indivíduos mortos por atropelamento. A partir de uma matriz
composta por indivíduos registrados por espécie são geradas as estimativas de riqueza com auxílio
de programas adequados para tal como o EstimateS 9.1.0 (COLWELL, 2013), como indicado na
fórmula abaixo:
Onde:
• m – Número de amostras.
Para padronizar as comparações entre grupos e corrigir o efeito da quilometragem total percorrida
por dia e mês é calculada a taxa de atropelamento (N/km/dia), considerando o número de registros
(N), a extensão total percorrida da área de abrangência (km) e o número efetivo de dias de
amostragem (dia). A taxa de atropelamento deve ser obtida para cada grupo avaliado (Amphibia,
Reptilia, Aves e Mammalia), por mês e comparativamente entre animais silvestres e domésticos.
Da mesma forma, deve calcular a taxa diária de atropelamento (N/dia) e a frequência de
atropelamento (1/(N/dia)), que indica a cada quanto tempo (em dias) observa-se um evento de
atropelamento de fauna na área de influência.
Para calcular a taxa de atropelamento é dividido o número total de animais encontrados pelo esforço
empregado durante o monitoramento. Este último é resultado da multiplicação do número de
quilômetros percorridos pelo número de dias de monitoramento (MAIA & BAGER, 2013), conforme
a seguinte equação:
Onde:
Para tanto, é utilizado um raio inicial de 50 metros, com incremento de raio de 100 metros e 1.000
aleatorizações, com limite de confiança de 95%. Definido que existe agregação significativa de
atropelamentos de fauna na escala de raio de 100m será então realizada a análise de hotspots
bidimensional, que indica a localização. Estas análises são realizadas considerando o total de
registros de atropelamento de fauna (dados totais) e o mesmo procedimento é adotado para avaliar
separadamente as agregações para animais silvestres (nativo + exótico), animais domésticos e
separadamente para cada grupo da fauna: Amphibia, Reptilia, Aves e Mammalia.
Todas as análises de agregações são realizadas com auxílio do software Siriema que requer a
utilização de um traçado único, sem desvios da rota principal, que é obtido a partir dos dados do
arquivo vetorial das estradas da área de abrangência em ambiente de SIG. Tanto na análise da
existência de trechos das estradas da área de abrangência com uma maior mortalidade por
atropelamentos ou agregações significativas (estatística K de Ripley), quanto nas de hotspots,
sugere-se o uso da análise 2D. Esta opção se deve ao fato da análise 2D considerar as agregações
respeitando as feições das estradas e, portanto, a distância mais precisa entre eventos de
atropelamento de fauna, conforme proposto por Coelho et al. (2008).
[Link].7 Metas
• Instalação de placas e/ou redutores de velocidade em 100% das áreas identificadas como
hotspots de atropelamentos;
Em relação aos materiais, serão necessários itens para manejo, acondicionamento e Equipamentos
de Proteção Individual, dentre outros. A seguir, o Quadro 60 apresenta a lista de materiais
necessários à execução do presente Subprograma.
Ao longo da etapa de supressão da vegetação serão emitidos relatórios internos mensais pela
equipe de resgate contendo os dados de atropelamentos registrados. Durante toda a fase de
implantação do empreendimento, a equipe de monitoramento deverá elaborar ainda, relatórios
trimestrais internos de acompanhamento do subprograma.
Ao final da obra, deve ser elaborado o Relatório de Cumprimento dos Programas Ambientais –
RCPA, contemplando informações cumulativas de todo o período de implantação do
empreendimento, para subsidiar o pedido de Licença de Operação – LO.
[Link].12 Cronograma
ASCENSÃO, F.; MIRA, A. Impactes das Vias Rodoviárias na Fauna Silvestre. Universidade de
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BAGER, A.; LUCAS, P. S.; BOURSCHEIT, A.; KUCZACH, A.; MAIA, B. Os caminhos da
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ZAR, J. H. Biostatistical analysis. 4ªed. New Jersey, Prentice-Hall, Inc., 663p +212App. 199.
Este item apresenta o Programa de Comunicação Social (PCS) proposto para o Complexo Santa
Eugênia Solar (Fase 01), contendo os objetivos, as linhas metodológicas e as estratégias de ação
que nortearão sua execução junto ao público-alvo, em consonância com as diretrizes da Lei n°
12.056/2011, que instituiu a Política de Educação Ambiental do Estado da Bahia (BAHIA, 2011).
Destaca-se que o licenciamento do Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01) ocorre no contexto
de mudanças socioambientais decorrentes da implantação de distintos projetos de energia
renovável no sertão baiano. Essa nova dinâmica reforça a importância de se estabelecerem
relações de confiança sólidas e recíprocas entre o empreendedor e a população residente nas áreas
de influência do projeto, a partir de processos sistematizados de comunicação que promovam o
acesso contínuo às informações referentes ao empreendimento e, ao mesmo tempo, possibilitem à
empresa conhecer as necessidades e expectativas dos moradores locais.
Neste sentido, as ações do PCS deverão criar as condições para que sejam discutidas, esclarecidas
e registradas as dúvidas e inquietações a respeito dos impactos sociais e ambientais do
empreendimento, por meio da transparência, responsabilidade social e do relacionamento
harmônico junto aos diversos segmentos do público-alvo.
valores explicitados em seu negócio, além de contribuir para que o conjunto de ações do PBA seja
devidamente ajustado à realidade local, potencializando o engajamento da população local em
todas as fases do projeto.
[Link] Objetivos
O objetivo geral deste programa é estabelecer um canal de diálogo com todos os atores sociais
presentes na região do empreendimento, visando à construção de relações duradouras de
confiança que potencializem os impactos positivos e minimizem os impactos negativos sobre os
territórios afetados. Ou seja, objetiva-se a comunicação eficaz entre o empreendedor, os
representantes do poder público, os trabalhadores da obra e a população residente no entorno,
baseada no diálogo transparente e contínuo entre as partes, por meio dos diversos canais e
instrumentos de comunicação desenvolvidos para a divulgação de informações precisas e
tratamento dos possíveis conflitos que venham a surgir a partir dessa relação. Objetiva-se, também,
a construção de canais participativos para que a população local possa não apenas receber as
informações, mas, também, auxiliar no processo de sua construção, potencializando os efeitos das
ações realizadas.
• Esclarecer a população sobre cada etapa do projeto, com informações antecipadas e amplas
sobre os impactos ambientais, bem como sobre as ações do empreendedor perante as
alterações na rotina local e eventuais transtornos durante as obras, mobilizando, sempre
que possível, a participação social na tomada de decisões;
• Divulgar de forma integrada as ações desenvolvidas por meio dos demais programas
vinculados ao licenciamento ambiental;
[Link] Público-Alvo
• Público Externo - População residente nas localidades e propriedades rurais da ADA e AID;
imprensa local e regional; representantes do poder público, de entidades da sociedade civil
e stakeholders presentes na AII; outros órgãos e entidades públicos ou privados com
interesse nas ações ligadas ao empreendimento.
[Link] Metodologia
Neste sentido, a comunicação social será pensada e executada como um processo estruturado pela
articulação dos vários programas elaborados para a implantação do empreendimento de forma
integrada e eficaz, e não como eventos, ações ou atividades fragmentadas. Assim, o PCS exercerá
um papel importante na interface entre os programas, dando suporte ao planejamento e
monitoramento das respectivas ações. Ademais, o PCS contemplará a determinação expressa na
condicionante VI da Portaria INEMA nº 22.577/2021, reproduzida a seguir:
• Princípios do Equador (EP, 2020), com destaque ao Princípio 5 (Engajamento das Partes
Interessadas) e ao Princípio 6 (Mecanismos de Reclamação). Especificamente, os Princípios
do Equador orientarão a proposição das estratégias de engajamento da população das áreas
de influência do empreendimento.
• Norma ISO 14.063:2020 (ISO, 2020), que define os princípios, objetivos e estratégias de
engajamento nos processos de comunicação ambiental entre as organizações e as partes
interessadas nos respectivos projetos.
Desta forma, o Programa de Comunicação Social será desenvolvido a partir da obtenção da Licença
de Instalação (LI) pleiteada, compreendendo ações definidas antes, durante e após a implantação
do empreendimento, a fim de atender, prontamente, as demandas advindas desse processo.
[Link].2 Pré-Implantação
O Plano de Trabalho deverá conter os meios para a integração e suporte executivo que o PCS dará
aos demais Programas Ambientais, tendo em vista o contato contínuo com a população das áreas
de influência. Além disso, ele deverá estruturar os processos de resposta a denúncias e
reclamações coletados na ouvidoria. Por fim, o Plano deverá delinear os diferentes caminhos de
comunicação a serem utilizados para cada público-alvo, entendendo as necessidades específicas
de cada população.
A Norma SA 8000, que discorre sobre a Responsabilidade Social das Organizações, define “partes
interessadas” como grupos ou indivíduos preocupados com ou afetados com a performance social
ou desempenho da empresa. Dessa forma, muitos autores assumiram que stakeholder e parte
interessada possuem o mesmo significado.
As partes interessadas são, portanto, as pessoas, grupos e/ou organizações que podem estar
mobilizadas, serem ativamente envolvidas no empreendimento, ou ainda, serem aqueles cujos
interesses ou expectativas poderão ser afetados, positiva ou negativamente, com o resultado da
execução ou do término das ações desenvolvidas pelo negócio e seus empreendimentos.
De acordo com Richter (2021) a parte mais importante do mapeamento de partes interessadas é
ter em mãos os dados que, após analisados e trabalhados, possam se transformar em
conhecimento capaz de orientar a melhor forma de abordagem, linguagem e de como conduzir o
relacionamento entre empreendedor e partes interessadas, de maneira a evitar conflitos, e no caso
de conflitos já instaurados, a melhor forma de lidar com eles.
Estes atores e suas organizações podem ter interesses e com isto exercer influências, positivas ou
negativas, sobre os objetivos e resultados definidos pelo empreendimento e seus projetos em seus
diversos momentos de maturação.
Os interesses podem ser exercidos de forma latente ou declarada, desde as fases mais preliminares
de desenho do empreendimento, nos estudos de viabilidade, nas estratégias comerciais,
ambientais, até as fases de obtenção e renovação das licenças, do período de implantação até a
fase de operação.
Assim, em função dos entendimentos com as instituições consultadas serão definidas e detalhadas
as atividades a serem desenvolvidas em cada área, os investimentos e recursos necessários e o
período de aplicação das medidas, que poderão ser executados por meio de acordos, convênios
ou outras formas.
Deve ser verificada a existência de projetos e programas, de natureza pública ou privada, previstos
ou em desenvolvimento na região ou no município afetado, integrando e complementando suas
ações e atividades de forma que se possa assegurar a abrangência, efetiva aplicação e
continuidade.
É importante destacar que esta rede de stakeholders deverá ser atualizada constantemente à
medida que avancem as campanhas deste Programa, observando as alterações na dinâmica social
e respectivas relações com o empreendimento. Eventualmente, as mudanças constatadas poderão
orientar atividades e provocar redimensionamento das ações.
No Plano de trabalho do PCS serão definidos os meios de comunicação utilizados para o contínuo
diálogo com os públicos-alvo, levando em consideração os principais veículos comunicacionais
utilizados pela população no município da AII (emissoras de rádio local, serviços de carro de som,
internet, telefonia fixa e móvel). Para a escolha dos meios de comunicação devem também ser
consideradas as características da população local (prevalência de analfabetismo, hábitos de
comunicação, acesso à internet, hábitos de leitura).
Concomitante ao início das obras de implantação do empreendimento, deverá ser realizada uma
pesquisa de opinião para avaliar a percepção dos moradores acerca da instalação do
empreendimento, focando em questões relacionadas ao meio ambiente, sustentabilidade,
funcionamento do empreendimento e os impactos ambientais associados. Essa pesquisa servirá de
parâmetro para o estabelecimento das atividades do PCS e para a análise das futuras atividades
de monitoramento e avaliação.
[Link].3 Implantação
De forma a alcançar os objetivos propostos, será divulgado um canal de comunicação direta com a
população para registro de dúvidas sugestões, críticas, reclamações e elogios. A Ouvidoria se
constituirá por meio de um Centro de Atendimento responsável pelo acolhimento presencial de
demandas relacionadas ao empreendimento. A Ouvidoria contará também com endereço eletrônico
de mensagens (e-mail) e telefone de contato de modo a ampliar o alcance dos canais de
comunicação ao maior número possível de pessoas, reduzindo entraves e restrições de acesso à
informação. Vale destacar que outros meios de comunicação social podem ser desenvolvidos e
implantados a partir da participação social, desde que não gerem ônus para a população e se
adequem à realidade local e aos objetivos do PCS.
Deverão ser realizadas atividades voltadas para o cumprimento dos objetivos e metas do PCS, o
que também atende ao código de conduta do empreendedor. As formas de comunicação/diálogo
inerentes aos processos do empreendimento seguiram três linhas de ação, a saber:
Abaixo, apresenta-se alguns temas que podem ser trabalhados nas ações de comunicação social,
no Quadro 62. Vale destacar que mais ações deverão ser detalhadas no Plano de Trabalho do
Programa de Comunicação Social.
Ressalta-se a importância de realizar, nos primeiros encontros, uma apresentação didática sobre o
empreendimento e os benefícios e riscos que ele traz para o meio ambiente, as comunidades do
entorno e para a sociedade como um todo.
Temas Propostos
Apresentação do empreendimento, Impactos Ambientais Associados, Medidas Mitigadoras e Potencializadoras
Segurança nas Obras de Implantação
Códigos, Políticas e Procedimentos Internos
Divulgação de Vagas Abertas pelo empreendimento e empresas terceirizadas
Campanha de combate à exploração sexual infantil com divulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA
Campanha de orientação e prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)
Campanha de Prevenção ao Uso de Drogas
Campanha de combate à violência doméstica: idoso, mulher e outros grupos vulneráveis
Caatinga - fauna e flora (com ênfase nas espécies ameaçadas)
Campanha de combate à Exploração e Violência Sexual
Aumento da pressão da caça
Queimadas
Campanhas de Igualdade de Gênero
Conforme dito anteriormente, as ações do PCS, todavia, não se limitam aos temas descritos acima,
em face da necessária flexibilidade para a incorporação de sugestões e críticas por meio da
participação social, além da abertura à readaptação da metodologia proposta requerida devido às
características e especificidades dos distintos públicos-alvo do Programa. Nas atividades do PCS,
sempre que pertinente ou solicitado pelos participantes, serão disponibilizadas informações sobre
o andamento das obras de construção do empreendimento, bem como sobre os impactos e suas
respectivas medidas de mitigação, aproveitando-se também a ocasião para responder aos
questionamentos do público.
As ações do Programa deverão ser previamente agendadas junto aos coordenadores quando se
tratar do público interno, e junto às lideranças comunitárias ou outros agentes sociais quando
envolver o público externo. As atividades poderão ser agendadas/divulgadas por meio de cartas-
convite, faixas informativas, circulação de ofícios e de e-mails; redes sociais; aplicativos de
mensagens, carros de som; veiculação em rádios difusoras e demais meios de comunicação
disponíveis no município, como também aqueles comumente utilizados entre as empresas
envolvidas nas obras de construção do empreendimento.
Quando for possível, deve-se priorizar, sempre que possível, a comunicação presencial com as
partes interessadas do empreendimento. Por meio do diálogo com os diversos stakeholders, os
profissionais responsáveis pelo PCS podem estabelecer vínculos e parcerias que possibilitem às
comunidades se envolverem conscientemente no empreendimento e, à empresa, mapear e se
posicionar com agilidade sobre temas críticos levantados pela sociedade.
Além disso, os canais de comunicação também deverão ser utilizados para divulgar respostas
transparentes em caso de circulação de informações mal-intencionadas que visem descontruir a
imagem do empreendimento.
Cabe ressaltar que os canais de comunicação devem priorizar os meios de divulgação que são
comumente utilizados pela população. Por exemplo: se houver um grande volume de público jovem,
utilizar as mídias sociais mais utilizadas por esse público, se houver uma alta prevalência de
analfabetismo a mensagem deve ser transmitida prioritariamente por áudio ou vídeo. Dessa
maneira, os canais de comunicação devem assegurar que, de fato, o público-alvo está recebendo
as informações passadas de maneira adequada.
A partir da análise das características de cada stakeholder, dos temas relevantes suscitados pelo
projeto e das ações que serão executados, recomenda-se a implantação ou manutenção dos
seguintes canais de comunicação, como mostrados no Quadro 63.
Canais Ações
De acordo com a demanda e contemplando os temas mapeados: Energia renovável; Informações sobre o
Informativo
empreendedor; Características técnicas do empreendimento; Campanhas pontuais; Programas
Eletrônico/ Impressos
socioambientais e outros temas que forem mapeados durante o diálogo com as comunidades.
De acordo com a demanda, transmitir informações mais precisas, registrar, responder e encaminhar
Ouvidoria críticas e queixas relativas ao empreendimento; disponibilizar um canal de comunicação como um número
de celular para troca de mensagens, e-mail e por contato direto
Relacionamento com
De acordo com a demanda contemplando os temas mapeados.
a Imprensa
Ao final de toda atividade com o público externo, deverá ser realizada pesquisa de opinião com os
participantes. Essa pesquisa captará a avaliação dos participantes sobre a ação desenvolvida, tais
como índice de satisfação, compreensão do tema e resultados esperados. Para o público interno,
será realizada uma pesquisa de opinião semestral abordando as ações desenvolvidas nos últimos
meses.
[Link].4 Operação
[Link] Metas
• Divulgar para a população, já na fase inicial das obras, os meios de comunicação social do
Programa que permitirão a interface e a comunicação entre a empresa e a comunidade;
• Divulgar materiais informativos a respeito (i) das etapas do projeto, dos impactos ambientais,
das medidas de prevenção e mitigação; (ii) dos códigos, políticas e procedimentos
relevantes para a segurança e o bem-estar da população e dos trabalhadores bem como (iii)
de todas as ações definidas no Plano de Trabalho do Programa de Comunicação Social.
• Número de dúvidas, sugestões, reclamações e/ou conflitos dos canais de Ouvidoria: (i)
recebidos, (ii) tratados e (iii) classificados como resolvidos, sobretudo aqueles ligados a
alterações da rotina e transtornos associados a obra;
• Números referentes à divulgação das ações previstas no Plano de Trabalho para o Programa
de Comunicação Social: quantidade de informativos/folders e outros materiais informativos
distribuídos às comunidades, instituições e demais seguimentos do público-alvo
acompanhados de registros audiovisuais comprobatórios.
O PCS apresenta interface permanente com todos os programas previstos neste documento,
levando em consideração a necessidade da disseminação de informações sobre as diversas
atividades que serão executadas no âmbito do empreendimento, requerendo, portanto, o pleno
alinhamento do cronograma do presente programa com os demais.
Para a realização deste PCS, sugere-se a formação de equipe responsável pelo atendimento social.
Recomenda-se que o corpo técnico possua profissional com conhecimento em design gráfico para
a elaboração materiais audiovisuais.
• Materiais informativos;
• Máquina fotográfica;
• Telefone celular;
Para o órgão ambiental será elaborado um Relatório Final Consolidado, com todas as atividades
realizadas no âmbito deste Programa, quando do requerimento do pedido da LO.
[Link] Cronograma
O Cronograma preliminar das atividades propostas inicialmente para o PCS é apesentado a seguir,
no Quadro 64. Destaca-se a possibilidade de alterações futuras para adequações metodológicas
pertinentes ao Programa
Mapeamento de stakeholders
Definição do meio de comunicação e mapeamento da
infraestrutura local
Funcionamento do canal de ouvidoria
Realização de ações e campanhas com o público externo
Realização de ações e campanhas com o público interno
Reuniões de Acompanhamento
Aplicação de instrumentos de monitoramento e avaliação
Envio de Relatório Final
BAHIA. Lei Estadual nº 12.056 de 07 de janeiro de 2011. Institui a Política de Educação Ambiental
do Estado da Bahia. Disponível em <
[Link]
[Link] >. Acesso em 20 de janeiro de 2022.
O Programa de Educação Ambiental nasce com uma proposta dialética, na qual o sujeito, a partir
do conhecimento compartilhado, cria mecanismos para a conservação/recuperação da biosfera e
da promoção da qualidade de vida da coletividade, o que corrobora com o conceito de educação
ambiental proferido na Conferência Intergovernamental de Tbilisi (1977), o qual diz que
No Brasil, a Lei Federal nº 9.795 de 1999, define a Educação Ambiental como: “os processos por
meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades,
atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do
povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade”. A responsabilidade por assegurar
aos brasileiros o direito à Educação Ambiental, não é apenas do Poder Público, e a Lei Nº 9.795/99
faz referência ao papel das instituições educativas, órgãos que compõem o Sistema Nacional de
Meio Ambiente, meios de comunicação de massa, empresas, entidades de classe, instituições
públicas e privadas da sociedade como um todo.
Neste sentido, o Programa de Educação Ambiental procura a promoção de um diálogo efetivo que
encoraja os cidadãos, não apenas a conhecer o empreendimento, seus benefícios e impactos, mas
também a promover um comportamento ambientalmente correto, despertando o cuidado com a
prática de atividades que possam causar impacto ambiental. A partir de tais procedimentos, a
educação ambiental contribuirá com a gestão ambiental, tornando-se um importante componente
no contexto das medidas mitigadoras e compensatórias. Trata-se de um processo pedagógico
participativo para difundir uma consciência crítica sobre a problemática ambiental, estendendo à
sociedade a capacidade de perceber a evolução das questões ambientais pertinentes ao cotidiano
da população, especificamente, no contexto do licenciamento ambiental de grandes projetos.
[Link] Objetivos
• Orientar o público interno, representado pelos trabalhadores a serem alocados nas obras do
empreendimento, para que adotem procedimentos social e ambientalmente adequados na
execução dos serviços e nas relações com as comunidades locais;
• Lei Federal nº 9.795, de 27 de abril de 1999: Dispõe sobre a educação ambiental, institui a
Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências;
• Lei 12.056/2011, que institui a Política Estadual de Educação Ambiental do estado da Bahia
e o Programa de Educação Ambiental - PEA-BA;
• Lei Federal n° 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre Estatuto da Criança
e Adolescente;
[Link] Público-Alvo
• Público Externo: população residente nas comunidades da AID; propriedades rurais das AID
do empreendimento; representantes do Poder Público e demais representantes da
sociedade civil com atuação na área ambiental.
[Link] Metodologia
As ações propostas para o PEA se pautam, sobretudo, nas diretrizes metodológicas e conceituais
estabelecidas pelas Resoluções CEPRAM 4610/2018 e 4671/2019 e no conteúdo do Documento
Técnico Orientador para o Desenvolvimento da Condicionante de Educação Ambiental na
Regulação Ambiental (BAHIA, 2018).
Sendo assim, as ações propostas neste PEA foram elaboradas considerando tais componentes,
sendo realizadas adaptações complementares, de acordo com: as especificidades socioculturais
locais e dos públicos-alvo; as características da atividade licenciada; as condições de execução do
Programa e sua integração com os demais Programas do PBA. Pontua-se, ainda, que o PEA
apresentado inclui em seu conteúdo o Subprograma de Educação Sexual e Prevenção às Drogas,
atendendo aos conteúdos complementares exigidos nas condicionantes do empreendimento.
Durante a realização das atividades do PEA, será utilizada linguagem acessível aos diferentes
públicos-alvo, premissa a ser adotada também na elaboração das cartilhas e materiais de
divulgação e comunicação. Atividades coletivas participativas serão realizadas em datas
previamente determinadas, com divulgação antecipada em locais públicos e canais virtuais de
grande alcance, garantindo, dessa forma, as condições para a plena participação social. A
divulgação das atividades contará com o apoio do Programa de Comunicação Social.
A equipe executora deverá validar, junto aos responsáveis de cada empresa contratada para a
execução das obras, o planejamento, instrumentos e estratégias metodológicas a serem adotadas,
tais como: conteúdo temático, materiais gráficos a serem produzidos e distribuídos, cronograma das
ações, dentre outros.
O material visual, por meio de sinalização educativa, deverá ser exposto em lugares estratégicos
(canteiro de obras, refeitórios e frentes de serviços), a fim de gerar uma consciência ambiental e
terão informações pertinentes à proteção do meio ambiente como um todo.
Materiais de divulgação, tais como folders impressos, deverão ser produzidos com os temas
propostos, com informações sobre preservação ambiental, cuidados necessários para a segurança
e saúde, orientações sobre a correta utilização dos recursos naturais disponíveis na região,
apresentação de cuidados necessários, restrições legais e penalidades quanto ao manejo, caça,
apreensão, comercialização e transporte de espécies vegetais e animais silvestres, dentre outros.
As ações educativas, pautada nas palestras, deverão ser tratadas no âmbito do Diálogo Semanal
de Segurança (DSS), com vistas a sensibilizar o público-alvo interno sobre assuntos ligados ao
meio ambiente e sustentabilidade, e sua relação com as atividades cotidianas das obras.
Trimestralmente, será realizada uma Campanha de Educação Ambiental junto aos trabalhadores
da obra onde serão tratados temas de relevância ambiental destacados no Estudo de Médio
Impacto (EMI) ou realidades vivenciadas nas etapas de pré-implantação e implantação do
empreendimento. O Quadro 65 descreve os temas propostos preliminarmente.
Vale destacar que, além destas atividades acima descritas, deve-se considerar o rol de ações
previstas junto aos trabalhadores da obra previstas nos Programas de Comunicação Social e
Educação em Saúde.
A integração de funcionários também deverá fazer parte das ações educativas internas, e deve
contemplar orientações sobre as diretrizes socioambientais do empreendimento, sobre
comportamentos responsáveis e sustentáveis a serem seguidos, de acordo com o Código de
Conduta do Trabalhador, além dos impactos ambientais, medidas mitigadoras e compensatórias
associados ao projeto. A integração deverá ocorrer sempre que houver contratação de novos
colaboradores pelo empreendedor.
• Qualidade de Vida: incluindo temas como saneamento ambiental, com ênfase para a
adequada coleta e disposição de resíduos sólidos (lixo doméstico) e efluentes líquido, a
importância da conservação dos recursos hídricos e formas de conservação.
deste patrimônio, a importância de sua conservação, o valor que este patrimônio tem para a
história e o potencial turístico associado.
Módulo Tema
Módulo I Introdução a Educação Ambiental
Módulo II Educação Ambiental e Espaços não formais
Módulo III Sustentabilidade
Módulo IV Oficinas ecológicas e sustentáveis
Módulo V Planejamento e elaboração de projetos
Quando for possível, desenvolver atividades lúdicas (por exemplo dança, teatro, oficinas de
fantoche, gincana, literatura de cordel, contação de estória, jogos) estas deverão proporcionar
momento de diversão, utilizando ferramentas importantes de educação que potencializem os
processos de socialização e descoberta do mundo, além de ajudar a memorizar fatos. Essas
atividades serão estruturadas em técnicas pedagógicas como da Árvore dos Sonhos, Medos e
Compromissos ou de Leitura de Paisagem, visando ao registro e análise de dados qualitativos
referentes aos temas trabalhados.
O mapeamento de experiências deverá ter início a partir da elaboração do Plano de Trabalho até a
conclusão das oficinas do DSP definidas no planejamento final. Assim, o levantamento será
realizado por meio de contatos institucionais, visitas comunitárias, pesquisas em banco de registros
e sítios eletrônicos, devendo-se coletar informações suficientes sobre todas as novas experiências
identificadas para sua caracterização básica. A partir deste mapeamento, será definida uma
experiência socioambiental a ser apoiada anualmente na área de influência do empreendimento,
priorizando-se aquelas atuantes nas comunidades da AID. Vale destacar que, a partir do
mapeamento de experiências socioambientais, o empreendedor poderá propor a execução de
algumas atividades do Programa de Educação Ambiental de forma articulada com
empreendimentos similares localizados nas áreas de influência do empreendimento.
• Cartilhas educativas impressas - esses materiais serão bases de apoio para as ações a
serem desenvolvidas. Poderão reunir informações educativas, informações locais e
regionais e outros temas socioambientais definidos como prioritários por este Programa, de
acordo com os temas abordados; além de jogos, como “palavras-cruzadas”, jogos da
memória, por exemplo, para fixação do conhecimento abordado.
• Apostila - esse material será base de apoio para curso de formação a serem desenvolvidas
com os multiplicadores locais, quando couber.
Com efeito, a construção dessa “nova racionalidade” se articula imprescindivelmente aos princípios,
objetivos e práticas de educação ambiental, conforme amplamente reconhecido em políticas e
programas federais e estaduais, a exemplo do Programa Nacional de Educação Ambiental –
ProNEA (BRASIL, 2019) e da Política Estadual de Educação Ambiental da Bahia (BAHIA, 2011), as
quais explicitam a relevância da transversalidade entre educação, meio ambiente e saúde no
contexto do licenciamento ambiental.
O Subprograma tem como objetivo geral promover e assegurar melhores condições de saúde à
população residente nas comunidades do entorno do empreendimento, bem como disseminar
informações e conhecimentos acerca de aspectos relacionados à saúde em geral e à prevenção de
doenças sexualmente transmissíveis e ao uso de drogas lícitas e ilícitas. As ações do Subprograma
são apresentadas a seguir.
Nesse sentido, as informações sobre a situação das localidades abarcadas pelas ações do
Programa podem ser obtidas através da realização de reuniões organizadas em parceria com
associações comunitárias e órgão/estabelecimentos de saúde e educação do município da AII
(secretarias, unidades de saúde, escolas, centros de assistência social etc.). Entrevistas realizadas
com os agentes de saúde que atendem as comunidades também poderão ser aplicadas.
O conteúdo temático das oficinas propostas deve ser adaptado ao perfil dos respectivos grupos ou
públicos, considerando as faixas etárias, o nível de escolaridade, os aspectos culturais locais
envolvendo distinções de gênero e as particularidades socioeconômicas das localidades e
comunidades abarcadas. Esses parâmetros determinarão a construção dos roteiros executivos que
orientarão a abordagem didática dos temas e questões referentes aos componentes da sexualidade
humana, indicados abaixo.
Nesse sentido, as oficinas deverão se pautar em três blocos de conteúdos (BRASIL, 1997):
• Corpo e Sexualidade: noções, imagens, conceitos e valores a respeito do corpo como matriz
da sexualidade humana;
• Relações de Gênero e Orientação Sexual: equidade entre sexos; reflexão sobre padrões de
comportamento e estereótipos ligados ao gênero; diversidade sexual, preconceito e
violência de gênero;
Posto isso, o conteúdo das oficinas do subprograma de Prevenção às Drogas deve considerar os
três níveis preventivos, porém, dando prioridade à prevenção primária a fim de se evitar o possível
aumento dos índices de uso/abuso de substâncias lícitas e ilícitas frente à alteração das condições
de saúde e potencialização de situações ou comportamentos de risco associados à chegada do
empreendimento no território.
Destaca-se que as oficinas terão como público-alvo prioritário a população jovem residente nas
localidades do entorno do empreendimento, à medida que os indivíduos dessa faixa etária são
considerados mais vulneráveis e propensos a aderirem a comportamentos de risco, incluindo
aqueles relativos ao acesso e consumo de drogas (LIMA, 2013). Contudo, faz-se fundamental o
envolvimento de pais ou parentes responsáveis nas atividades, tanto para o consentimento da
participação de jovens menores de idade, quanto para a própria construção de relações de
confiança familiar e aprendizagem mútua sobre os danos à saúde e efeitos do abuso de drogas
lícitas ou ilícitas sobre o ambiente familiar, independentemente de idade e sexo.
• Níveis de prevenção;
• Redes de apoio;
Parâmetros Operacionais e
Aspectos mínimos ou sugeridos
Metodológicos
- Informação e participação da população afetada;
- Estratégias de mobilização;
- Espaço físico e infraestrutura adequados;
Condições Básicas para realização das - Registro documental e audiovisual das oficinas;
oficinas - Envolvimento de entidades locais;
- Acesso aos materiais e conteúdos trabalhados;
- Envio de convites ao público-alvo;
- Ampla divulgação da oficina.
- Diagnóstico rápido participativo;
- Pesquisa-ação participante;
Metodologias Participativas
- Mapa mental/Mapa falado;
- Chuva/Nuvem de ideias;
Por fim, ressalta-se que existe uma infinidade de documentos técnicos, materiais gráficos, roteiros,
ferramentas, instrumentos e outros conteúdos temáticos elaborados por instituições públicas e
privadas nacionais e internacionais que podem servir como referência importante na definição de
propostas metodológicas e recursos pedagógicos úteis ao desenvolvimento executivo das oficinas.
Assim, recomenda-se que seja feito um levantamento e consulta à produção técnica e acadêmica
com vistas à avaliação de procedimentos e metodologias potencialmente aplicáveis às oficinas.
[Link] Metas
A equipe executiva do Programa de Educação Ambiental deverá ser composta por um (a)
Coordenador(a) com formação específica nas áreas de Ciências Sociais, Ciências Ambientais,
Pedagogia ou outras áreas afins, e um (a) analista/técnico de meio ambiente ou outras áreas afins.
Sugere-se a contratação de especialistas em educação ambiental e temas relacionados, se
pertinente.
• Telefone celular.
• Data show.
• Notebook.
Além desses, devem ser considerados os recursos nas condições básicas de execução e realização
das condicionantes de Educação Ambiental
Para o órgão ambiental será elaborado um Relatório Final Consolidado, com todas as atividades
realizadas no âmbito deste Programa, quando do requerimento do pedido da LO.
[Link] Cronograma
MESES
Atividades/Ações Previstas
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
Público Interno
Articulação Prévia e Planejamento
Elaboração de Materiais Gráficos
Diálogos Semanais de Segurança
Campanhas Trimestrais de Educação Ambiental
Treinamento e Integração
Educação Ambiental – Público Externo
DSP e Plano de Trabalho
Oficinas Socioambientais (DSP; Capacitação etc.)
Produção de Material Educativo
Apoio a Experiências Socioambientais
Apoio a Processos Formativos
Ações em Educação em Saúde
Campanhas de Educação em Saúde
Oficinas de Educação Sexual
Oficinas de Prevenção às Drogas
Envio de Relatório Final
BAHIA. Lei Estadual nº 12.056 de 07 de janeiro de 2011. Institui a Política de Educação Ambiental
do Estado da Bahia. Disponível em <
[Link]
[Link] >. Acesso em 20 de janeiro de 2022.
BAHIA. Lei Estadual nº 12.056 de 07 de janeiro de 2011. Institui a Política de Educação Ambiental
do Estado da Bahia. Disponível em <
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BERTONI, Luci Mara; ADORNI, Dulcinéia da Silva. A prevenção às drogas como garantia do direito
à vida e à saúde: uma interface com a educação. Cadernos CEDES [online]. 2010, v. 30, n. 81.
Disponível em: <[Link] Acesso: 8 maio 2022.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Educação Ambiental por um Brasil Sustentável: ProNEA.
Marcos Legais e Normativos [recurso eletrônico]. Ministério do Meio Ambiente – MMA, Ministério da
Educação - MEC.- Brasília, DF: MMA, 2018.
BRASIL. Lei Federal nº 9.795, de 27 de abril de 1999: Dispõe sobre a educação ambiental, institui
a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Disponível em <
[Link] >. Acesso em 20 de janeiro de 2022.
LEFEBVRE, Henri. A produção do espaço. Trad. Doralice Barros Pereira e Sérgio Martins (do
original: La production de l’espace. 4e éd. Paris: ÉditionsAnthropos, 2000.
LIMA, Eloisa Helena. Educação em Saúde e Uso de Drogas: Um Estudo Acerca da Representação
das Drogas para Jovens em Cumprimento de Medidas Educativas. Tese (Doutorado) – Tese para
obtenção do título de Doutora em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da
Saúde do Centro de Pesquisas René Rachou. Área de concentração: Saúde Coletiva. Belo
Horizonte, 2013.
MAIA, Ana Cláudia Bortolozzi. Sexualidade e educação sexual. Unesp; NEaD; Redefor II. 2014.
Disponível em: <[Link] Acesso em: 08/05/2022.
RAMOS, E. 2001. Educação ambiental: origens e perspectivas. Educar n18. Curitiba. Editora
[Link], L. et al. Repercussões na saúde das famílias que vivenciaram mudanças ambientais
provocadas pela construção de usina hidrelétrica. Ambiente & Sociedade, São Paulo, v. 21, p. 1-
14, jun. 2018.
TOLEDO, Luciano Medeiros de; ANGELO, Jussara Rafael; SABROZA, Paulo Chagastelles (org.).
Grandes empreendimentos e impactos sobre a saúde: análise e monitoramento das condições de
vida e de processos endêmico-epidêmicos. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2018. 86 p., il. (Série Fiocruz
Documentos Institucionais. Coleção saúde, ambiente e sustentabilidade, v.5).
O Programa de Capacitação e Integração da Mão de Obra Local tem por finalidade promover a
capacitação técnica da população residente nas áreas de influência do Complexo Santa Eugênia
Solar (Fase 01) para a atuação em frentes de serviço do empreendimento. Além de contribuir direta
e indiretamente para a geração de emprego e renda e para o aquecimento da economia local, as
ações do Programa também podem mitigar uma potencial sobrecarga na infraestrutura social da
AID, ocasionada pelo afluxo de mão de obra externa e otimizar impactos positivos para o período
pós obra.
[Link] Objetivos
O presente Programa tem como objetivo geral promover a mobilização, contratação e capacitação
técnica da mão de obra empregada nas funções e atividades necessárias à implantação e operação
do empreendimento, priorizando a integração de trabalhadoras e trabalhadores residentes na AID.
• Assegurar a ética nos processos seletivos, tanto para os cursos de qualificação profissional
como para o preenchimento das vagas de emprego, garantindo a participação equânime dos
interessados;
• Decreto nº 9.579, de 22 de novembro de 2018, que consolida atos normativos editados pelo
Poder Executivo federal que dispõem sobre a temática do lactente, da criança e do
adolescente e do aprendiz, e sobre o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do
Adolescente, o Fundo Nacional para a Criança e ao Adolescente e os programas federais
da criança e do adolescente, e dá outras providências;
• Lei nº 10.097, de 19 de dezembro de 2000, que altera dispositivos da Consolidação das Leis
do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943;
• Lei Federal n° 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre Estatuto da Criança
e Adolescente.
O Programa deverá ser executado pelo empreendedor ou pela empreiteira responsável pela
execução das obras, que será responsável pelo estabelecimento de parcerias junto a instituições
de mobilização e capacitação de mão de obra, sob supervisão da equipe de gerência ambiental e
do meio socioeconômico.
[Link] Público-Alvo
O Programa de Capacitação e Integração da Mão de Obra Local tem como público-alvo prioritário
a população economicamente ativa da AID, compreendendo trabalhadores e trabalhadoras das
comunidades diretamente afetadas nos municípios de Uibaí e Ibipeba. Considerando a provável
absorção de trabalhadores residentes em outros municípios da região, o Programa também
contempla ações destinadas à integração de mão de obra externa às áreas de influência do
empreendimento.
O Programa também poderá contemplar ações voltadas a jovens maiores de 14 anos e menores
de 24 anos, e pessoas portadoras de deficiência com mais de 14 anos, os quais são classificados
legalmente como “aprendizes” desde que tenham firmado contrato de aprendizagem profissional,
ou que sejam egressos de curso de aprendizagem profissional concluído (BRASIL, 1943; BRASIL,
2022; BAHIA, 2021).
[Link] Metodologia
Para maximizar o aproveitamento da mão de obra local, o Programa se orienta por diretrizes gerais
e específicas relacionadas ao tema do trabalho, cabendo às empresas envolvidas nas atividades
de implantação do empreendimento a responsabilidade pelas parcerias a serem firmadas com
instituições públicas e/ou privadas voltadas para esse fim. Essas diretrizes abrangem estratégias
operacionais para: divulgação dos postos de trabalho a serem criados; cadastramento de
trabalhadores adultos e jovens aprendizes; proposição de cursos e atividades de formação,
capacitação, nivelamento e aprendizagem. Cabe destacar que alguns dos postos e oportunidades
de trabalho oferecidos exigem o atendimento mínimo a requisitos legais e técnicos, de acordo com
as habilidades das funções requeridas para as obras de implantação.
Visando ordenar o processo de mobilização para o alcance dos objetivos propostos no programa,
propõe-se que sua operacionalização seja calcada nas etapas básicas a seguir apresentadas, com
atividades sequenciais próprias e bem definidas.
• Levantamento das instituições de ensino com potencial para a formação de parcerias no que
concerne à administração de cursos profissionalizantes, devendo-se priorizar aquelas
reconhecidas nacionalmente;
Vale destacar que os treinamentos e capacitações devem atender aos objetivos dos demais
Programas Ambientais que se tenham interface com este Programa.
Vale apontar alguns critérios de contratação de mão de obra local a serem observados, quais sejam:
[Link] Metas
• Quantitativo de pessoas capacitadas por meio dos cursos ofertados pelo empreendimento;
• Número de currículos registrados/recebidos nos canais virtuais e nos pontos de coleta física.
O Programa deverá ser coordenado por profissional da área de Recursos Humanos ou com
formação superior em áreas correlatas, tais como psicologia, administração, entre outras. Os
recursos necessários para a comunicação com os trabalhadores, seja nas fases de recrutamento,
treinamento ou desmobilização, deverão ser desenvolvidos com a colaboração da equipe
responsável pelo Programa de Comunicação Social.
Para o órgão ambiental será elaborado um Relatório Final Consolidado, com todas as atividades
realizadas no âmbito deste Programa, quando do requerimento do pedido da LO.
[Link] Cronograma
MESES
Atividades/Ações Previstas
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
Elaboração do Plano de Trabalho
Levantamentos preliminares e validação de vagas ofertadas
Ações de Divulgação de vagas
Cursos de Capacitação
Contratação da Mão de Obra
Ações voltadas ao Jovem Aprendiz
Relatórios mensais
Relatório final
AGÊNCIA CBIC. Medida Provisória e Decreto alteram regras no âmbito da aprendizagem. Notícias.
Câmara Brasileira da Indústria da Construção. Fevereiro de 2022. Disponível em:
<[Link]
Acesso em 23/06/2022.
BAHIA. Lei nº 14.395, de 16 de dezembro de 2021. Reestrutura o Projeto Primeiro Emprego - PPE,
instituído pela Lei nº 13.459, de 10 de dezembro de 2015, e dá outras providências. Publicada no
DOE – BA em 17 dez. de 2021. Salvador/Bahia. 2021.
BRASIL. Decreto Lei Federal nº 5.452 de 01 de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis de
Trabalho. Disponível em < [Link]
[Link] >. Acesso em 20 de janeiro de 2022.
BRASIL. Decreto-Lei Federal n° 7.602, de 1º de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do
Trabalho. Disponível em: [Link]
2014/2011/decreto/[Link]. Acesso em: 21 de janeiro de 2022.
Mas, para além dos cálculos de custo e de planos de investimentos em infraestrutura viária, o
controle dos impactos gerados pela alteração da dinâmica do tráfego no contexto objetivo de
implantação de empreendimentos e atividades modificadoras do meio ambiente deve se orientar
pelo princípio da prevenção e da hierarquia de mitigação (MOUETTE; FERNANDES, 1996;
DUARTE et al., 2017).
[Link] Objetivos
Todas as ações e medidas a serem executadas por meio deste programa deverão seguir as
diretrizes técnicas dos órgãos responsáveis pela infraestrutura viária, tais como DNIT, DER e
DETRAN.
O Programa deverá ser executado pela empreiteira responsável pelas obras de implantação do
empreendimento, que deverá proceder com as estratégias para a instalação da sinalização, sendo
fiscalizada pelo empreendedor.
[Link] Público-Alvo
[Link] Metodologia
Princípios Descrição
Legalidade Atendimento ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e à legislação complementar
Permitir a fácil percepção do que realmente é importante, com quantidade de sinalização compatível
Suficiência
com a necessidade
Seguir um padrão legalmente estabelecido, e situações iguais devem ser sinalizadas com os mesmos
Padronização
critérios
Clareza Transmitir mensagens objetivas e de fácil compreensão
Precisão e Confiabilidade Ser precisa e confiável é corresponder à situação existente; ter credibilidade
Visibilidade e
Ser vista à distância necessária; ser lida em tempo hábil para a tomada de decisão
Legibilidade
Manutenção e
Estar permanentemente limpa, conservada, fixada e visível
Conservação
• Adequação de acessos e entroncamentos que servirão como rota para os veículos que
realizarão o transporte de máquinas, equipamentos e pessoas para os canteiros de obras
previstos;
Ressalta-se que a operacionalização das ações deverá abranger atividades voltadas à segurança
e ao alerta à população potencialmente afetada direta e/ou indiretamente pelo empreendimento,
com atenção especial às comunidades da AID mais suscetíveis aos riscos, bem como o público
usuário das vias de acesso locais.
A seguir, são apresentadas diretrizes gerais da sinalização a serem adotadas (CONTRAN, 2007):
o “Utilize os sanitários”.
Ressalta-se que os modelos das placas apresentados em Anexo neste Programa são exemplos de
indicação de sinalização, sendo que para sua efetivação de instalação, deverão ser seguidas as
orientações do DNIT e do DETRAN, além daquelas presentes no Manual Brasileiro de Sinalização
de Trânsito elaborado pela Câmara Temática de Engenharia de Tráfego, de Sinalização e da Via
que abrange todas as sinalizações, dispositivos auxiliares e sinalização de obras determinadas pelo
ANEXO II do Código de Trânsito Brasileiro – CTB.
Deste modo, este Programa se baseará nas ações abaixo, que visam ao atendimento dos seus
objetivos.
Além disso, ao projeto devem ser anexados outros documentos corporativos do solicitante, tais
como:
• Solicitação prévia de autorização aos órgãos de trânsito com circunscrição sobre a via,
conforme estabelece o Artigo 95º do Capítulo VIII do Código Brasileiro de Trânsito (Lei Nº
9.503 de 1997): “Art. 95. Nenhuma obra ou evento que possa perturbar ou interromper a
livre circulação de veículos e pedestres, ou colocar em risco sua segurança, será iniciada
sem permissão prévia do órgão ou entidade de trânsito com circunscrição sobre a via”. A
referida solicitação será acompanhada de descrição técnica, por meio da apresentação do
projeto de implantação e operação. Em geral, os procedimentos de gestão temporária de
tráfego requerem apoio técnico do próprio órgão gestor por meio de operadores de tráfego
e viaturas de apoio com sinalização especial (sirene e giroflex);
Esses procedimentos são especificados a partir de instruções com medidas temporárias que
alterem as condições operacionais da circulação de tráfego em qualquer uma das vias do entorno
do empreendimento, em decorrência de demandas pontuais geradas pela obra. Todos os
procedimentos serão precedidos a partir da coordenação entre o empreendedor, contratadas,
construtoras e os órgãos de gestão de tráfego e sistemas viários envolvidos.
Deverão ser aplicados procedimentos de canalização temporária de tráfego sempre que houver
intensificação da frequência de chegada ou de saída de veículos de carga nas entradas da obra. O
objetivo é separar, por meio de uma faixa de rolamento exclusiva, o tráfego de veículos pesados
com destino ou saída da área das obras, do fluxo geral de veículos, o qual será direcionado para a
outra faixa de tráfego.
Comboios de veículos serão implantados nos casos em que houver grande frequência de entrada
e/ou saída de veículos na área das obras. Com a prática de comboios, a interferência da saída de
veículos com o tráfego geral da pista ocorrerá de uma forma organizada, reduzindo assim o risco
de acidentes.
Tais operações serão implantadas nos casos de tráfego de veículos de carga com excesso de peso
lateral ou vertical, ou de veículo executando transporte de cargas perigosas na rodovia. Nesses
casos há necessidade de se realizar uma coordenação entre o gerenciamento da obra e o
fornecedor dos serviços de transporte, sobretudo na hipótese de fluxos direcionados a partir da
fábrica até a área de implantação do empreendimento.
for o caso. Essa base de dados será obtida a partir de fonte secundária (DETRAN/DER/Prefeituras),
por meio de consulta aos órgãos responsáveis pela gestão de tráfego da área. É imperativa a
obtenção das estatísticas de acidentes anteriores à implantação do empreendimento, para
configurar um parâmetro de referência. A análise dos índices de acidentes e dos Níveis de Serviço
de Tráfego, conjuntamente, deverá definir as condicionantes para tomadas de decisão do
empreendedor, associadas à infraestrutura viária e de segurança de tráfego.
[Link] Metas
• Número de placas instaladas nos trechos e acessos internos e externos ao projeto, por tipo;
Este programa deverá ter uma relação direta com os seguintes programas do meio socioeconômico:
Além desses, destaca-se a interface junto a Programas do Meio Biótico e Físico, como o Programa
de Monitoramento da Fauna, o Programa Controle de Emissões Atmosféricas e Material Particulado
e o Programa de Controle Ambiental da Obra, dentre outros.
Para o órgão ambiental será elaborado um Relatório Final Consolidado, com todas as atividades
realizadas no âmbito deste Programa, quando do requerimento do pedido da LO.
[Link] Cronograma
MESES
Atividades
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
Elaboração do Projeto de Gestão Temporária de Tráfego
Apresentação do Projeto aos órgãos responsáveis pelas
estradas e rodovias
Confecção das placas de sinalização
Monitoramento da conservação das placas, vias e
sinalizações.
Relatório Final
ANDRADE, CARLA FREITAS DE; ROCHA, Paulo Alexandre Costa; BLUHM, B. B. Wind Farm
Construction Critical Activities Optimization: Cost Reduction Through Logistics, Planning,
Maintenance, Paving and Concrete Modelling. In: Brazil Wind Power, São Paulo-SP, 2019.
Código de Trânsito Brasileiro – CTB – Lei Nº 9.503 de 23 de setembro de 1997. Artigo 101, Capítulo
VIII do Código Nacional de Trânsito que trata da autorização especial para trânsito de veículo ou
combinação de veículos utilizados no transporte de carga indivisível.
Código de Trânsito Brasileiro – CTB – Lei Nº 9.503 de 23 de setembro de 1997. Parágrafo 2º, Artigo
95º, Capítulo VIII do Código Nacional de Trânsito que determina a obrigação de sinalizar é do
responsável pela execução ou manutenção da obra ou evento.
Código de Trânsito Brasileiro – CTB – Lei Nº 9.503 de 23 de setembro de 1997. Parágrafo 2º, Artigo
95o, Capítulo VIII do Código Nacional de Trânsito que determina a obrigação de sinalizar é do
responsável pela execução ou manutenção da obra ou evento.
DUARTE, Carla Grigoletto; DIBO, Ana Paula Alves; SANCHEZ, Luis Enrique. O Que Diz a Pesquisa
Acadêmica sobre Avaliação de Impacto e Licenciamento Ambiental no Brasil? Ambient. soc., São
Paulo, v. 20, n. 1, p. 261-292, Mar. 2017. Disponível em:
[Link]
. Acesso em 21 de junho de 2022.
GAYLORD, Brian. Desafios Logísticos para o Mercado Eólico Brasileiro. [Paper] Brasil Windpower
Conference & Exhibition 2015. Disponível em:
LIMA, Marilia Gouveia Ferreira. Análise de impactos de Polos Geradores de Viagens sob a ótica da
Segurança Viária. 2012. 91 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Transportes) - Centro de
Tecnologia, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2012.
Estacionamento
Proibido virar à Direita Proibido Retornar Proibido Estacionar
Regulamentado
R-6c R-7 R-8a R-9
Proibido Trânsito de Veículos Proibido Trânsito de Veículos Proibido Trânsito de Proibido Trânsito de Máquinas
Automotores de Tração Animal Bicicletas Agrícolas
A – 16 A – 17 A - 18 A - 19
Estreitamento de Pista à
Ponte Estreita Ponte Móvel Obras
Direita
A – 25 A - 26ª A - 26b A - 27
Mão Dupla Adiante Sentido Único Sentido Duplo Área com Desmoronamento
A – 28 A – 29 A - 30 A - 31
Passagem de Nível em Barreira Passagem de Nível com Barreira Cruz de Sto. André Início de Pista Dupla
A - 42b A - 43 A - 44 A - 45
O Programa de Parceria com os Órgãos Públicos e Apoio aos Municípios será responsável por
identificar possíveis impactos e necessidades de melhoria, com foco nas comunidades da AID e
nos núcleos urbanos da AII provedores de serviços para a AID, com base no impacto efetivo do
empreendimento sobre a prestação de serviços públicos por parte do empreendedor em parceria
com os órgãos públicos.
[Link] Objetivos
O objetivo deste Programa é, sempre que aplicável, promover parcerias com Órgãos do Poder
Público, visando à integração de Programas Ambientais associados ao empreendimento às
iniciativas do Poder Público, buscando mitigar impactos em condições locais, a exemplo de saúde
e estrutura viária da Área de Influência Direta do Empreendimento e dos núcleos urbanos das Áreas
de Influência Indireta do empreendimento. Além disso, o Programa também visa identificar e
minimizar os impactos sobre o patrimônio histórico, cultural e natural da AID. Entre os objetivos
específicos do Programa estão:
[Link] Público-Alvo
[Link] Metodologia
A metodologia deste programa deverá ser desenvolvida por empresa técnica especializada.
Análises e entendimentos entre o Complexo Santa Eugênia Solar (Fase 01) e Prefeituras, órgãos
oficiais e outras instituições, poderão ser realizadas visando definir a melhor forma de adaptar os
equipamentos e serviços públicos à demanda prevista, como também estabelecer parcerias para
sua adequação às novas necessidades, quando necessário, nas áreas de saneamento básico,
saúde, segurança pública, assistência social e infraestrutura viária.
Deve ser verificada a existência de projetos e programas, de natureza pública ou privada, previstos
ou em desenvolvimento na região ou nos municípios afetados, integrando e complementando suas
ações e atividades de forma que se possa assegurar a abrangência, efetiva aplicação e
continuidade. Vale destacar que este mesmo esforço de integração deverá ser feito a partir das
ações previstas nos outros programas do empreendimento.
[Link] Metas
• Rever oportunamente as estratégias ora propostas por este Programa de Parceria com os
órgãos Públicos e Apoio aos Municípios, com base no monitoramento dos impactos do afluxo
populacional realizado pelo Programa de Monitoramento Socioeconômico;
Para o órgão ambiental será elaborado um Relatório Final Consolidado, com todas as atividades
realizadas no âmbito deste Programa, quando do requerimento do pedido da LO.
[Link] Cronograma
No decorrer desse programa, as ações foram estruturadas, também, tendo em mente a importância
da agenda 2030 e a promoção dos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU. Essa
convergência resulta em ganhos tanto para a população quanto para o poder público que necessita
se comprometer com os ODS.
Assim, em sinergia com um programa de investimento social não compulsório a ser desenvolvido
pela empresa, apresenta-se este Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável Local, cujo
intuito é de promover e proporcionar impactos positivos e de caráter compensatório, em atividades
produtivas.
[Link] Objetivos
O Programa deverá ser executado pelo empreendedor e por consultorias e instituições de ensino
especializadas, contratadas por ele.
[Link] Público-Alvo
[Link] Metodologia
Em uma primeira etapa, será realizado um diagnóstico para a estruturação do programa e validação
das ações propostas. Esse diagnóstico terá por intuito compreender as estruturas produtivas locais
de produção rural e vocações produtivas locais na AID, identificando não só atividades como
também grupos e associações:
Uma vez realizado o diagnóstico, deverá ser elaborado um plano de trabalho para a realização das
atividades em sinergia com o plano de investimento social privado.
[Link] Metas
• Realização de, pelo menos, duas capacitações voltadas aos produtores locais;
Este Programa será executado em interface com os seguintes Programas do Meio Socioeconômico:
Para o órgão ambiental será elaborado um Relatório Final Consolidado, com todas as atividades
realizadas no âmbito deste Programa, quando do requerimento do pedido da LO.
[Link] Cronograma
Meses
Atividades
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
Diagnóstico Produtivo
Elaboração do Plano de Ação
Realização de Capacitações para os Produtores Locais
Realização de Capacitações para a população das
comunidades da AID
Realização de Capacitação para o público feminino
Serviço de consultoria a associações e cooperativas
Relatório de Atividades
Relatório Final
4. ANEXOS
Nº Anexo
01 Planta de Localização
02 Planta Planialtimétrica
03 Mapa do Arranjo Geral
04 Mapa da Divisão Interna do Empreendimento
05 Mapa das Áreas de Influência
06 Mapa de Restrições Ambientais
07 Mapa e Planilha de Imóveis Afetados
08 Mapa das Áreas de Soltura e Amostragem de Fauna
09 Cronograma de Execução da Obra
10 Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs)
ANEXO 1
Planta de Localização
8.747.500
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Escala Gráfica:
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an
de
km
ira
Título
Legenda
GO Elaboração Escala
(CREA-MG / 201.143-D)
Ibipeba Ibititá
1:35.000
Marcos Antonio De Rodrigues
MG Fonte - Cursos d´água, Rodovia, Limite Municipal (IBGE, 2019; 2020;)
Canarana - Uso e Ocupação do Solo (ESA, 2021);
Barra do Mendes - Unidades de Conservação (ICMBio, 2020; INEMA, 2020).
Ipupiara
Plano Básico Ambiental – PBA
Complexo Santa Eugênia Solar
ANEXO 2
Planta Planialtimétrica
do a cho
:
U i baí
Ri
ibaí
U
Riac h o
do
Ui
í
ba
do
c
ho
R
ia
eio
oM
d
oh
ac
Ri
8.740.000
8.740.000
Toca
da
ra
P ed
o
Riac h
8.737.500
8.737.500
To
ca
da
a
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ia c h o
P
a
Toc
Riacho da
a
choeir
Riacho d a Ca
ca
Riacho da To
8.735.000
8.735.000
Riac
h o do Velame
8.732.500
8.732.500
8.730.000
8.730.000
B and eira
do
ho
ac
Ri
Escala Gráfica:
0 0,5 1 2
BA-225 km
! 150.000 152.500 155.000 157.500 160.000
Título
Legenda
Planta Planialtimétrica
Rodovia
Curso d´água
Curva de nível intermediária
Localização da Área em Estudo Projeto
Curva de nível mestra
Complexo Santa Eugênia Solar
Área Diretamente Afetada (ADA) Localização no Estado Localização no Município
Limite de imóvel
PB Central
Itaguaçu da Bahia São Gabriel
PE
Data da Execução Local
PI
MA
ANEXO 3
Mapa do Arranjo Geral
±
Legenda
Limite Municipal
Estruturas da ADA
Acessos Internos
Armazenamento
Bacia de sedimentação
8.738.000
8.738.000
Bota-fora
Canteiro de obras
Edifício de O&M
Faixa de RMT
Inversores
Placas Fotovoltaicas
World Hillshade
Placas Fotovoltaicas
8.736.000
8.736.000
Bacia de
sedimentação
Uibaí
Localização no Estado
Acesso MA
PE
PI
AL
TO SE
BA
8.734.000
8.734.000
Ibipeba
Uibaí
GO
DF
MG
GO
ES
Ibipeba
Localização no Município
Uibaí
Gentio
Lapão
do Ouro
Ibipeba Ibititá
8.732.000
8.732.000
Canarana
Barra do Mendes
Título
Área de Armazenamento
Arranjo Geral
Projeto
Complexo Santa Eugênia Solar
Canteiro de Obras Edifício O&M
8.730.000
8.730.000
Data da Execução Local
Ibipeba/Uibaí
Novembro/2023
Elaboração Escala
Marcos Antônio De A. Rodrigues 1:18.000
(CREA-MG / 201143/D)
Escala Gráfica:
Fonte
0 0,5 1 2
Km - Limite municipal e rodovia (IBGE, 2019, 2020);
ANEXO 4
Mapa da Divisão Interna do Empreendimento
± Limite Municipal
Sol de Sol de
Brotas Brotas
3 S/A 5 S/A
8.735.000
8.735.000
Localização da Área em Estudo
Localização no Estado
PB
PE
MA PI
AL
SE
TO
IBIPEBA
BA
UIBAÍ
GO
DF
MG
ES
Localização no Município
Uibaí
Lapão
Gentio
do Ouro
Ibipeba Ibititá
Canarana
Sol de Barra do Mendes
Brotas
6 S/A
Título
Divisão Interna
Sol de Projeto
Brotas
7 S/A Complexo Santa Eugênia Solar
8.730.000
Elaboração Escala
Diego Gontijo Lacerda
1:15.000
(CREA-MG / 186.330/D)
Escala Gráfica:
Fonte
0 0,5 1 2 - Limite municipal e rodovia (IBGE, 2019, 2020);
Km
155.000 160.000
Plano Básico Ambiental – PBA
Complexo Santa Eugênia Solar
ANEXO 5
Mapa das Áreas de Influência
±
Legenda
de
e Gran
ont
Riac a Faz
a F 5 ! Localidade
od - 22
Riach BA
d
ho
Acesso
Bo n
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u e ix
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o o do Curso D´água
Riacho d s Bois n h £o iach
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Área Diretamente Afetada (ADA)
8.745.000
8.745.000
Área de Influência Direta (AID)
PR
E
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EN Í
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RA
o Lagoinha
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Me
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Br e e l ho
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do
8.740.000
8.740.000
Jo
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BA
-4
38
Olhos-d'Água
Riacho das Bicas
!
a Toca
Localização da Área em Estudo
ad
Localização no Estado
Ri
Poços
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Riacho d oca
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Pe
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Ria c
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to
TO
Vereda do
B
Campo Belo ra A
! ei -4
o da Cac h o 34 BA
Riach
e GO
oc
D
a
gu
8.735.000
8.735.000
ch oÁ
MG
Ria
IBIPEBA
B
A
UIBAÍ
-2
25
Localização no Município
Riacho do Velame Itaguaçu Central São Gabriel
da Bahia
Presidente
Velame Dutra Irecê
!
Uibaí
Ri
ac Gentio
ho do Ouro Lapão
do
an
B
Ibititá
dei Ibipeba
ra
Canarana
Barra do
Ipupiara Mendes Barro Alto
8.730.000
8.730.000
Título
Bonito
!
Iguitu Áreas de Influência dos Meios Físico e Biótico
!
Angico
!
Projeto
Complexo Santa Eugênia Solar
IBI BAÍ
Á
A1
TIT
Datum: SIRGAS 2000 594 × 841 mm
UI
Elaboração Escala
8.725.000
8.725.000
Marcos Antônio De A Rodrigues
(CREA-MG / 201143/D) 1:40.000
Escala Gráfica:
0 1 2 4 Olho-d'Água
Fonte
Km ! - Limite municipal e rodovia (IBGE, 2019, 2020);
- Hidrografia (INEMA, 2019).
145.000 150.000 155.000 160.000 165.000
Plano Básico Ambiental – PBA
Complexo Santa Eugênia Solar
ANEXO 6
Mapa de Restrições Ambientais
25
R iac h o
BA-2
:
e
Bo
r an d
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qu
on
aF
e i rÃ
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R iach
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R ia
Uibaí
aí
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P
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ch
Ria
8.745.000
8.745.000
R ia
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Ria c
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B
A
-4
3 4
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Riacho do M
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B
Á
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Ve
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U ib a í
Boca-D'água
!
(
Ri
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do
B
R ia c
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8.740.000
8.740.000
B i cas T o ca
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ch o Pe
Ri
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Ri
Olhos-d'Água
!
(
ca
To
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R i ac
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ca Ri a c h
Poços
Uibaí !
(
Ri
ac
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da
To
ca
a
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R iac h o d a C
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oc
aD
gu
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R ia c
8.735.000
8.735.000
Ibipeba
V
ho do e lam e
R iac
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(
R i ac
ho
do
Ba
nd
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e
BA
-2
2
8.730.000
8.730.000
5
Iguitu
!
(
Serra Grande
!
(
8.725.000
8.725.000
Escala Gráfica:
Olho-d'Água
!
( 0 1 2 4
km
Legenda
!
( Localidade Propriedades
P
! Sede Municipal Direito Minerário
Mapa de Restrições Ambientais
(
! Cabeceira de Drenagem (Nascente Potencial) Entorno de Cavidade - CECAV - 250m
#
* Ponto de Erosão Limite Municipal
Comunidade Remanescente de Quilombola Área de Preservação Permanente - APP
Curso d'água (30m)
[
¿ Sítios arqueológicos - IPHAN Localização da Área em Estudo
Projeto
A
! Cavidades - CECAV Nascentes Potenciais (50m)
Localização no Estado Localização no Município Unidade Fotovoltáica Santa Eugênia
A
! Cavidades Identificadas em Campo de Outros Projetos Declividade (>45°)
Central São Gabriel
!
( Edificações Uso e Cobertura do Solo MA PI PE Itaguaçu da Bahia
ANEXO 7
Mapa e Planilha de Imóveis Afetados
±
Legenda
! Localidade
Acesso
Curso D´água
Reserva Legal
U ibaí
oc e
Área Diretamente Afetada (ADA)
o
d D
ho
a
Limite de Imóvel
gu
a
Ri
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Á
M e Limite Municipal
o
do
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Ria
ho
!
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Ri
ho Boca-D'água
Ri
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Ri
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o
Bo
n i to
8.740.000
8.740.000
BA
- 43
4
s
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Olhos-d'Água
!
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!
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Riacho r a
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Riach
Localização da Área em Estudo
Localização no Estado
Fazenda PE
Cachoeira MA
PI
AL
TO SE
da C achoeira
Riach o
BA
GO
8.735.000
8.735.000
DF
MG
GO
ES
Localização no Município
Jussara
Itaguaçu São Gabriel
Central
da Bahia
João
Dourado
Irecê
Uibaí
Gentio
do Ouro América
Lapão Dourada
Velame
! Ibititá
Ibipeba
Canarana
ia
R
ch
od
oB
an
de
ira Título
Imóveis Afetados
BA-2
25
Projeto
Complexo Santa Eugênea Solar
8.730.000
8.730.000
Data da Execução Local
Ibipeba e Uibaí/BA
Novembro/2023
Elaboração Escala
Marcos Antônio De A. Rodrigues 1:25.000
Iguitu
Escala Gráfica: ! (CREA-MG / 201143/D)
ANEXO 8
Mapa das Áreas de Soltura e Amostragem de Fauna
±
Legenda
Acesso
Curso D´água
Reserva Legal
o
d aT
ed r a
Ria cho P
2
Riacho da Cachoeira
R iacho da Toca
3
8.735.000
8.735.000
Localização da Área em Estudo
Localização no Estado
PI PE
TO
IBIPEBA
BA
UIBAÍ
GO
Riacho MG
do Velame
4 Localização no Município
Uibaí
Gentio
do Ouro Lapão
Ibititá
Ibipeba
Canarana
Barra do
Ipupiara Mendes Barro Alto
Título
Projeto
Complexo Santa Eugênia Solar
8.730.000
Elaboração Escala
Marcos Antônio De A Rodrigues
(CREA-MG / 201143/D) 1:15.000
Escala Gráfica:
Fonte
0 0,5 1 2
Km - Limite municipal e rodovia (IBGE, 2019, 2020);
- Hidrografia (INEMA, 2019).
155.000 160.000
148.000 152.000 156.000 160.000
±
Legenda
Ri a cho
Ria icas
B
das Acesso
Riacho
do M
Curso D´água
do Uibaí
eio
Reserva Legal
Limite Municipal
ca
To
o da Toca
Riach
a
d
ra
P ed
Riach o
8.736.000
8.736.000
d a Cachoeira
Riacho
Localização no Estado
PI PE
TO
BA
IBIPEBA
UIBAÍ
GO
MG
Localização no Município
Uibaí
Ibititá
Ibipeba
8.732.000
8.732.000
Canarana
Barra do
Ipupiara Mendes Barro Alto
Ri
ac
ho
do
Ba
ndei
ra
Título
Projeto
Complexo Santa Eugênia Solar
Elaboração Escala
-2
ANEXO 9
Cronograma de Execução da Obra
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ANEXO 10
Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs)
2. Dados do Contrato
Contratante: Maron Ambiental LTDA CPF/CNPJ: 35.030.383/0001-25
AVENIDA TANCREDO NEVES Nº: 274
Complemento: Centro Empresarial Iguatemi, Bloco B, Sala 431 Bairro: CAMINHO DAS ÁRVORES
Cidade: SALVADOR UF: BA CEP: 41820020
3. Dados da Obra/Serviço
SEM DEFINIçãO Zona Rural dos Municípios de Uibaí, Ibipeba e Fazenda Nova - BA Nº: S/N
Complemento: Bairro: Zona Rural
Cidade: UIBAÍ UF: BA CEP: 44950000
Data de Início: 01/01/2023 Previsão de término: 31/12/2023 Coordenadas Geográficas: 0, 0
Finalidade: Ambiental Código: Não Especificado
Proprietário: Parque Eólico Ventos de São Vitorino XII CPF/CNPJ: 00.622.416/0001-41
4. Atividade Técnica
10 - Coordenação Quantidade Unidade
42 - Estudo de viabilidade ambiental > CARTOGRAFIA > SISTEMAS, MÉTODOS, PROCESSOS E 1,00 un
TECNOLOGIA DA CARTOGRAFIA, DA CARTOGRAFIA DIGITAL MATEMÁTICA E DA
CARTOGRAFIA DIGITAL TEMÁTICA > #TOS_35.1.1 - DE SISTEMAS, MÉTODOS, PROCESSOS E
TECNOLOGIA DA CARTOGRAFIA, DA CARTOGRAFIA DIGITAL MATEMÁTICA E DA
CARTOGRAFIA DIGITAL TEMÁTICA
14 - Elaboração Quantidade Unidade
42 - Estudo de viabilidade ambiental > CARTOGRAFIA > SISTEMAS, MÉTODOS, PROCESSOS E 1,00 un
TECNOLOGIA DA CARTOGRAFIA, DA CARTOGRAFIA DIGITAL MATEMÁTICA E DA
CARTOGRAFIA DIGITAL TEMÁTICA > #TOS_35.1.1 - DE SISTEMAS, MÉTODOS, PROCESSOS E
TECNOLOGIA DA CARTOGRAFIA, DA CARTOGRAFIA DIGITAL MATEMÁTICA E DA
Após a conclusão das atividades técnicas o profissional deve proceder a baixa desta ART
CARTOGRAFIA DIGITAL TEMÁTICA
5. Observações
Coord./elaboração dos produtos de geoprocessamento para os estudos ambientais de LP e LI do CF Santa Eugênia
6. Declarações
7. Entidade de Classe
NENHUMA DAS ENTIDADES
8. Assinaturas
Declaro serem verdadeiras as informações acima MARCOS ANTONIO DE ALMEIDA RODRIGUES - CPF: 120.938.196-60
Salvador
________________, 14
________ março
de ___________________ 2023
de ________
Local data Maron Ambiental LTDA - CNPJ: 35.030.383/0001-25
9. Informações
* A ART é válida somente quando quitada, mediante apresentação do comprovante do pagamento ou conferência no site do Crea.
10. Valor
Valor da ART: R$ 96,62 Registrada em: 14/03/2023 Valor pago: R$ 96,62 Nosso Número: 55548600
A autenticidade desta ART pode ser verificada em: [Link] com a chave: 8dx80
Impresso em: 15/03/2023 às [Link] por: , ip: [Link]
[Link] creaba@[Link]
CREA-BA
Conselho Regional de Engenharia
Tel: (71) 3453-8990 Fax: (71) 3453-8989 e Agronomia da Bahia
Página 1/2
2. Dados do Contrato
Contratante: MARON Ambiental Ltda. CPF/CNPJ: 35.030.383/0001-25
AVENIDA AVENIDA TANCREDO NEVES 274 Nº: 274
Complemento: Bloco B, Sala 434 Bairro: CAMINHO DAS ÁRVORES
Cidade: SALVADOR UF: BA CEP: 41820907
3. Dados da Obra/Serviço
SEM DEFINIçãO Zona Rural dos Municípios de Uibaí, Ibipeba e Fazenda Nova - BA Nº: S/N
Complemento: Bairro: Zona Rural
Cidade: UIBAÍ UF: BA CEP: 44950000
Data de Início: 01/01/2023 Previsão de término: 31/12/2024 Coordenadas Geográficas: 0, 0
Finalidade: Ambiental Código: Não Especificado
Proprietário: Statkraft Energias Renováveis S.A. CPF/CNPJ: 00.622.416/0001-41
4. Atividade Técnica
10 - Coordenação Quantidade Unidade
25 - Coordenação > MEIO AMBIENTE > DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > DE 1,00 un
DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > #TOS_7.2.1.1 - CARACTERIZAÇÃO DO
MEIO FÍSICO
25 - Coordenação > MEIO AMBIENTE > DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > DE 1,00 un
DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > #TOS_7.2.1.2 - CARACTERIZAÇÃO DO
MEIO BIÓTICO
25 - Coordenação > MEIO AMBIENTE > DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > DE 1,00 un
DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > #TOS_7.2.1.4 - CARACTERIZAÇÃO DO
MEIO ANTRÓPICO
25 - Coordenação > MEIO AMBIENTE > DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > DE 1,00 un
DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > #TOS_7.2.1.6 - DIAGNÓSTICO AMBIENTAL
25 - Coordenação > MEIO AMBIENTE > DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > DE 1,00 un
DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > #TOS_7.2.1.7 - PROGNÓSTICO AMBIENTAL
25 - Coordenação > MEIO AMBIENTE > DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > DE 1,00 un
DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > #TOS_7.2.1.9 - IDENTIFICAÇÃO E
POTENCIALIZAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS
25 - Coordenação > MEIO AMBIENTE > GESTÃO AMBIENTAL > #TOS_7.6.1 - DE RISCOS AO 1,00 un
MEIO AMBIENTE
25 - Coordenação > MEIO AMBIENTE > GESTÃO AMBIENTAL > #TOS_7.6.2 - DE VIABILIDADE 1,00 un
AMBIENTAL
25 - Coordenação > MEIO AMBIENTE > GESTÃO AMBIENTAL > #TOS_7.6.6 - DE ESTUDOS 1,00 un
AMBIENTAIS
25 - Coordenação > MEIO AMBIENTE > GESTÃO AMBIENTAL > #TOS_7.6.7 - DE IMPACTO 1,00 un
AMBIENTAL
25 - Coordenação > MEIO AMBIENTE > GESTÃO AMBIENTAL > #TOS_7.6.8 - DE EDUCAÇÃO 1,00 un
AMBIENTAL
25 - Coordenação > MEIO AMBIENTE > GESTÃO AMBIENTAL > #TOS_7.6.10 - DE 1,00 un
PLANEJAMENTO AMBIENTAL
25 - Coordenação > SANEAMENTO AMBIENTAL > SISTEMA DE ESGOTO/RESÍDUOS > DE 1,00 un
SISTEMA DE ESGOTO/RESÍDUOS SÓLIDOS > #TOS_6.2.4.6 - PLANO DE GERENCIAMENTO DE
RESÍDUOS
14 - Elaboração Quantidade Unidade
42 - Estudo de viabilidade ambiental > MEIO AMBIENTE > DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO 1,00 un
AMBIENTAL > DE DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > #TOS_7.2.1.1 -
CARACTERIZAÇÃO DO MEIO FÍSICO
42 - Estudo de viabilidade ambiental > MEIO AMBIENTE > DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO 1,00 un
AMBIENTAL > DE DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > #TOS_7.2.1.2 -
CARACTERIZAÇÃO DO MEIO BIÓTICO
A autenticidade desta ART pode ser verificada em: [Link] com a chave: zadyW
Impresso em: 15/03/2023 às [Link] por: , ip: [Link]
[Link] creaba@[Link]
CREA-BA
Conselho Regional de Engenharia
Tel: (71) 3453-8990 Fax: (71) 3453-8989 e Agronomia da Bahia
Página 2/2
42 - Estudo de viabilidade ambiental > MEIO AMBIENTE > DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO 1,00 un
AMBIENTAL > DE DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > #TOS_7.2.1.4 -
CARACTERIZAÇÃO DO MEIO ANTRÓPICO
42 - Estudo de viabilidade ambiental > MEIO AMBIENTE > DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO 1,00 un
AMBIENTAL > DE DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > #TOS_7.2.1.6 -
DIAGNÓSTICO AMBIENTAL
42 - Estudo de viabilidade ambiental > MEIO AMBIENTE > DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO 1,00 un
AMBIENTAL > DE DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > #TOS_7.2.1.7 -
PROGNÓSTICO AMBIENTAL
42 - Estudo de viabilidade ambiental > MEIO AMBIENTE > DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO 1,00 un
AMBIENTAL > DE DIAGNÓSTICO E CARACTERIZAÇÃO AMBIENTAL > #TOS_7.2.1.9 -
IDENTIFICAÇÃO E POTENCIALIZAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS
42 - Estudo de viabilidade ambiental > MEIO AMBIENTE > GESTÃO AMBIENTAL > #TOS_7.6.1 - DE 1,00 un
RISCOS AO MEIO AMBIENTE
42 - Estudo de viabilidade ambiental > MEIO AMBIENTE > GESTÃO AMBIENTAL > #TOS_7.6.2 - DE 1,00 un
VIABILIDADE AMBIENTAL
42 - Estudo de viabilidade ambiental > MEIO AMBIENTE > GESTÃO AMBIENTAL > #TOS_7.6.6 - DE 1,00 un
ESTUDOS AMBIENTAIS
42 - Estudo de viabilidade ambiental > MEIO AMBIENTE > GESTÃO AMBIENTAL > #TOS_7.6.7 - DE 1,00 un
IMPACTO AMBIENTAL
42 - Estudo de viabilidade ambiental > MEIO AMBIENTE > GESTÃO AMBIENTAL > #TOS_7.6.8 - DE 1,00 un
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
42 - Estudo de viabilidade ambiental > MEIO AMBIENTE > GESTÃO AMBIENTAL > #TOS_7.6.10 - 1,00 un
DE PLANEJAMENTO AMBIENTAL
42 - Estudo de viabilidade ambiental > SANEAMENTO AMBIENTAL > SISTEMA DE 1,00 un
ESGOTO/RESÍDUOS > DE SISTEMA DE ESGOTO/RESÍDUOS SÓLIDOS > #TOS_6.2.4.6 - PLANO
DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS
Após a conclusão das atividades técnicas o profissional deve proceder a baixa desta ART
5. Observações
Coordenação e elaboração dos estudos para o licenciamento ambiental (LP e LI) do Complexo Santa Eugênia Solar.
6. Declarações
7. Entidade de Classe
NENHUMA DAS ENTIDADES
8. Assinaturas
Declaro serem verdadeiras as informações acima RODRIGO MORAES BELEM - CPF: 012.331.506-93
Salvador
________________, 14
________ março
de ___________________ 2023
de ________
Local data MARON Ambiental Ltda. - CNPJ: 35.030.383/0001-25
9. Informações
* A ART é válida somente quando quitada, mediante apresentação do comprovante do pagamento ou conferência no site do Crea.
10. Valor
Valor da ART: R$ 96,62 Registrada em: 14/03/2023 Valor pago: R$ 96,62 Nosso Número: 55546571
A autenticidade desta ART pode ser verificada em: [Link] com a chave: zadyW
Impresso em: 15/03/2023 às [Link] por: , ip: [Link]
[Link] creaba@[Link]
CREA-BA
Conselho Regional de Engenharia
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