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nos Estados Unidos. o esporte adaptado foi idealizado pelo médico inglês neurologista e neurocirurgião Sir Ludwig Guttmann.10 2. na capital paulista. na Inglaterra. no Brasil. Uma das atividades da reabilitação era o esporte. no ano de 1944. cuja equipe foi formada pelo próprio Del Grande. foram fundados o Clube do Otimismo. Os primeiros registros do esporte adaptado para deficientes físicos mostram que. um grupo de soldados deficientes devido ao conflito se reuniu para praticar tiro. na década de 1950. Costa et all (2002). o desenvolvimento do esporte adaptado seguiu. por meio do basquete. a atividade física passou a ser reconhecida no auxílio à reabilitação e o desporto para deficientes tornou-se uma realidade. timidamente. basicamente. em 1918. Anos mais tarde. envolvendo uma série de modalidades desportivas. a primeira competição de basquete em cadeira de rodas reuniria as equipes do Rio e de São Paulo. Em 1959.1 Esporte Adaptado De acordo com Cidade e Freitas (2002). Del Grande buscou tratamento no Institute for Rehabilitation Kesle. buscou apoio de várias pessoas para iniciar. incorporaram outras modalidades. INTRODUÇÃO 2. o desporto para deficientes físicos surgiu com a necessidade de a sociedade reabilitar seus indivíduos traumatizados vertebromedulares pela 1ª e 2ª Guerra Mundial. o esporte adaptado começou a ser usado. arco e flecha. o treinamento de basquete. com o tempo. Itani (2004) comenta que há indícios que a prática de desportos por pessoas portadoras de deficiência existe desde a antiguidade. na capital fluminense. . Após ficar paraplégico. em fevereiro de 1958. Nesse mesmo ano. mas somente após a 1ª Guerra Mundial. o mesmo desenvolveu suas atividades profissionais no centro de lesados medulares e apresentou um programa de recuperação para seus pacientes. a fim de reabilitar pessoas com certo grau de incapacidade. e entre as modalidades oferecidas ele escolheu o basquete em cadeira de rodas. No Hospital de Stoke Mandeville. Ao retornar ao Brasil. em Nova Jérsei. o caminho traçado pelas clínicas de reabilitação com a iniciativa do carioca Robson Sampaio de Almeida e do paulistano Sérgio Serafim Del Grande. Segundo Bagnara (2010). em 1932. Assim. na Alemanha do pós-guerra. e o Clube dos Paraplégicos de São Paulo. iniciaram-se as práticas esportivas para pessoas com deficiência. formou-se uma associação de jogadores de golfe com lesões/amputações de um dos membros superiores. A partir daí.

dando prosseguimento ao Programa de Fomento Esportivo. que hoje são divididas da seguinte forma: ABDC – Associação Nacional de Desporto para Cegos.2 Bocha Adaptada “A modalidade desportiva bocha representa um dos esportes mais desafiadores e de significativo desenvolvimento em todo o mundo. por ser uma modalidade direcionada a pessoas que apresentam um quadro severo de disfunção motora. quando se fizeram . a ANDE foi sendo desagregada. inscritos para o atletismo nos Jogos Pan–americanos de Mar Del Plata. ABRADECAR – Associação Nacional de Desportos de Cadeira de Rodas. dessa maneira atendendo a necessidade da prática desportiva para esses indivíduos. da competição de bocha visando à aprendizagem para posterior implantação da modalidade. de improviso. que foi fundada em 18 de agosto de 1975. ABDA – Associação Brasileira de Desportos para Amputados. Eles obtiveram o 10 lugar em duas categorias. Atualmente existem modalidades específicas para portadores de deficiência física e estas foram desenvolvidas para atender uma determinada população. retornavam dos tratamentos realizados em hospitais americanos e. em Curitiba. principalmente. 2. o paradesporto foi organizado nacionalmente pela ANDE (Associação Nacional de Desporto para Excepcionais). A grande participação de pessoas deficientes no esporte. o jogo de bocha ficou conhecido a partir de 1995 quando dois atletas. brasileiros paraplégicos e tetraplégicos (respectivamente Robson Sampaio de Almeida e Sergio Serafim Del Grande). aproveitando suas experiências que foram adquiridas por meio dos mesmos criaram clubes com o objetivo de dar continuidade aos trabalhos que envolviam desportos lá desenvolvidos. No Brasil. tipos específicos de desporto para tipos específicos de deficiências. Segundo Freitas e Cidade (2000). assim foram criadas mais cinco Associações Nacionais compreendendo cada uma. Em junho de 1996.11 Itani (2004) afirma que por volta de 1958. propiciando uma verdadeira condição de inclusão e igualdade de participação com outros alunos sem deficiência. a ANDE lançou o Projeto Boccia para Portadores de Paralisia Cerebral Severa. surpreendentemente. como por exemplo.”(CAMPEÃO 2003). e compreendia todos os tipos de deficiências. aceitaram participar. CBDS – Confederação Brasileira de Desportos para Surdos. a bocha para pessoas com paralisia cerebral.

existem vários autores que defendem seu conteúdo pedagógico. 1999). o individualismo. Minas Gerais e São Paulo com uma entidade cada (Cunha et al. Quanto ao jogo. com duas entidades. Nele se constrói a auto-estima. a solidariedade. Rio de Janeiro. a repetição. o respeito ao outro como igual. . da mesma forma que inveja. Enfim. a cooperação.. a respeito do jogo enquanto valor pedagógico. Retondar (2000) diz que. “O jogo é um espaço de criação. o estigma. o jogo é um lugar de produção simbólica”.12 representar cinco Estados: Paraná. com cinco entidades e Mato Grosso do Sul. a trapaça. e não é diferente da bocha adaptada.

De acordo com Ratliffe (2000). . existente desde a infância e com caráter não progressivo cujas manifestações mudam de acordo com o amadurecimento do sistema nervoso. e Levitt (2001) a PC é o resultado de um mau desenvolvimento ou de uma lesão do cérebro. ou seja. equilíbrio e movimento desorganizado devido à rigidez ou fraqueza muscular. não progressivos e que são tipicamente diferenciados e classificados clinicamente de acordo com a parte comprometida do corpo (hemiplegia. espástica. A PC se caracteriza como um grande descontrole da postura e dos movimentos que aparece desde a lactância devido uma lesão secundária no sistema nervoso central e não resultado da degeneração do cérebro doente ou da reorganização progressiva ( RUSSMAM 1998 e MACEDO. Winnnick (2003) define paralisia cerebral como um grupo de sintômas. a paralisia cerebral pode estar ligada há um erro hereditário do desenvolvimento. prematuridade ou traumas durante o período perinatal provocam lesões no cérebro infantil. A PC desencadeia a falta de coordenação do cérebro. diplegia e quadriplegia). os acidentes que ocorrem com a mãe como o uso de drogas e seus abusos e doenças. Segundo Bax (2000). pode acontecer devido à suscetibilidade hereditária diante a outros fatores de risco. 2003). pode ocorrer por influência posteriores ao nascimento da criança durante os primeiros anos de vida onde o cérebro ainda está em desenvolvimento rápido. incapacidades permanentes. durante ou logo após o nascimento manifestando-se na perda ou comprometimento do controle sobre a musculatura voluntária. Sendo. PARALISIA CELEBRAL O termo paralisia cerebral (PC) designa uma interferência na maturação do sistema nervoso central que acarreta distúrbios motores. um problema não progressivo que pode ter origem antes. 85% dos casos de paralisia cerebral ocorrem durante a gestação ou no momento do parto e os 15% restantes. Segundo Shepherd (1996).13 3. A lesão que atinge o cérebro ainda imaturo interfere com o desenvolvimento motor normal da criança. atáxica e atetóide) (SCHOEN. Bobath (1989). resultantes de dano nas áreas do cérebro responsáveis pelo controle motor. mas seu quadro clínico não é um conjunto estático de sinais e sintomas. a lesão vai interferir na postura. 2000). problemas placentárias. associados com tônus postural anormal. sendo esse processo chamado de Delft adquirido. com as características clínicas do tônus muscular e com os movimentos involuntários (hipotônica.

784 Segundo Ratliffe (2000). devido os danos cerebrais no sistema nervoso central (SNC) no período de . durante a gestação ou no momento do parto. cerca de 24.14 Em 2000. É um dos casos mais freqüentes que ocorre devidos problemas neurológicos.735. Este número corresponde a 14.099 7.6 milhões de pessoas se declararam portadoras de alguma deficiência.644. incluindo deficiências físicas ou mentais. Qualquer alteração nesses períodos pode resultar em lesões do encéfalo. quando ocorrem cerca de 80% deste processo.416.937 1. Paralisia cerebral é uma seqüela do mau desenvolvimento no encéfalo. Devido à progressão casual. Veja na tabela abaixo os tipos de deficiência declarados no Censo: População residente por tipo de deficiência . prosseguindo até a vida adulta em outros casos. lesão que ocorre devidos vários fatores que agridem o sistema nervoso e prejudicam seu processo normal de maturação.Brasil – 2000 Tipo de deficiência Mental Física Visual Auditiva Motora População residente 2. a etiologia da paralisia cerebral pode ocorrer principalmente em dois períodos significantes para o desenvolvimento cerebral.939. pesquisa realizada pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo Cândido. a paralisia cerebral tem sido definida como perturbação de função.842 5. para compreender a PC. ´´Precisamos considerar que o desenvolvimento neurológico se inicia na concepção e o processo de mielinização do sistema nervoso central começa no período fetal e continua até a vida adulta.060 16. apesar de estar quase completo nos dois primeiros anos de vida. em um ritmo bastante lento`` (2004).844.5% da população total. As mais rápidas mudanças no grau de mielinização ocorrem nos primeiros 8 meses de vida e em algumas áreas. tal processo se estende até o final do segundo ano de idade. 1998). Apesar de não ter resultados concretos estima-se que a cada mil crianças nascidas vivas seis nascem com deficiência (SOUZA.

Estudos de genoma têm revelado o numero de doenças gênicas que cursam com o mesmo quadro da paralisia cerebral. perinatal e pos-natais `` (Lefévre e Diament. Outro fator importante que mesmo com grande aumento dos números de cesarianas. tais como as infecções uterinas no pré-natal. como a abertura prematura da membrana e a gravidez de gêmeos com uma única placenta. parto prolongado ou prematuro no período perinatal ou convulsões no pós-natal. a paralisia tem um conjunto de afecções encefálicas da primeira infância por causas diversas e tendo como substrato anatômico. as causas mais recentes de paralisia cerebral é devido a acidentes de parto. anomalias de progressão do encéfalo. Segundo Lorenzini (2000). na paralisia cerebral ocorre mudanças incluindo-se em um grupo não desenvolvido. apontam alguns fatores de risco para paralisia cerebral no período pré-natal. determinado por distúrbios (tônus e postura). Também enfatizam a síndrome da angústia respiratória como fator de risco no pós-natal. NERY. a paralisia cerebral ocorre devido à lesão no encéfalo imaturo. BRANDÃO. Machado et al (1987). após o parto (pós-natais). FACUNDES E ASSIS. o cérebro pode ser lesionado por múltiplas patologias de uma maneira irreversível durante o desenvolvimento fetal. Segundo Figueiredo (1983). entre outros. Segundo Hardy et al (2002). Para Cabral (1994). 1990). durante parto (natais). (1987). Sage (1997) nos diz que: ´´As causas da paralisia cerebral podem ser subdivididas em três subgrupos: pré-natal. Esta lesão ocorre antes do desenvolvimento funcional completo da motricidade e pode ocorrer em três períodos: na gestação (pré-natais). secundário a lesão do cérebro em progressão. . têm alguns fatores como possíveis causas da paralisia cerebral. Para Souza e Ferraretto (1998). não são suficientes para a diminuição dos casos de paralisia cerebral. (1983). mesmo sendo a PC um distúrbio não progressivo sua clínica pode mudar de acordo com a maturação cerebral onde os sintomas podem diminuir com o tempo sendo resultado de uma reorganização neurológica.15 progressão (MACHADO. (1992). Burguet et al (1999). A capacidade de se limitar o momento exato desta lesão é muito limitada. De acordo com Larguía et al (2000).

2000). porém elas são mais fáceis de ser evitadas ou minimizadas quando seguidas de uma assistência medica adequada (VOLPON. e entre essas influências podemos citar infecções como sífilis e rubéola que na gestante podem ter leves efeitos exercendo os efeitos mais sérios no feto. traumatismo craniano. 2000 e RATLIFFE. . 2000 e RATLIFFE. LOURENÇO MASIERO e PINTO.1997) já (LOURENÇO. As causas perinatais ocorrem com maior freqüência e quando desencadeiam o sofrimento fetal. MASIEIRO e PINTO. hemorragias durante gravidez causando risco de aborto (DIAMENT e LEFÉVRE. 2000). parada cardíaca e espancamento infantil (RATLIFFE. 2000). 2000) diz em que . 1997) as causas pos-natais ocorrem com menos freqüência e essas causas levam a anoxia no recém-nascido que sem apoio. Causas peri-natais são aquelas que circulam o nascimento de uma criança contribuindo para a paralisia cerebral (RATLIFFE. não conseguindo ficar independente nas atividades diárias e quase nunca chegam a deambular. 1990. Já segundo Castanho e Ribeiro (2002) salientam que a causa mais comum de paralisia cerebral peri-natal é a anoxia devido os partos prolongados.16 No período pré-natal as influências ambientais têm um papel marcante. A paralisia cerebral pós-natal possui várias causa como infecções como a meningite ou encefalite.entre as principais causas de paralisia perinatal estão os trabalhos de parto prolongados. prolapso de cordão umbilical e as anoxias. Entre outras causas podemos incluir lesões cerebrais hipoxemicas decorrentes de anemia da gestante. Segundo (Volpon.

saltar e pular. agarrar. ganhando controle crescente sobre sua musculatura em oposição à gravidade. As habilidades locomotoras como correr. o desenvolvimento refere-se as modificações que os humano sofrem ao longo de sua vida. Gallahue. controle motor e competência de movimento. arremessar. movimentos rudimentares (comportamentos determinados pela maturação) e os movimentos fundamentais que são as habilidades básicas do movimento: andar. base da postura e do movimento. exigindo do indivíduo adaptação continua relativa à capacidade de movimento.17 4. Ozmun (2005) fazem um breve comentário da historia do desenvolvimento motor colocando que as primeiras tentativas de estudo foram feitas a partir da perspectiva descrita por Arnold Gessel (1928) e Myrtle McGraw (1935) que dizem que o desenvolvimento é a função dos processos biológicos inatos que conseqüentemente resultam na aquisição de habilidade motora infantil. entendese que o desenvolvimento motor é uma mudança progressiva no comportamento do movimento ao longo da vida. que a criança educação e aprendizagem. para se compreender a origem das dificuldades motoras de uma criança com lesão cerebral deve-se estudar desenvolvimento motor normal quanto a evolução das reações posturais automáticas. Tecklin (2002) ao definir desenvolvimento motor diz que este é uma mudança no comportamento motor relacionado com a idade refletindo em mudanças da postura e do movimento. hereditariedade. sendo isto resultado de sua maturação. Nesta fase compreendida dos dois ao sete anos é quando a criança esta mais envolvida na exploração e experimentação da capacidade do movimento do corpo. DESENVOLVIMENTO MOTOR Segundo Bobath(1989). Gallahue. Segundo Winnick (2003) o desenvolvimento motor é dividido em fases: movimentos reflexos (involuntários). falou que o desenvolvimento é um processo contínuo onde ocorrem mudanças a todo tempo. Sendo assim. requerem do indivíduo equilíbrio e controle de força. Bobath (1989) explica que. controlando sua estabilidade e por fim estão desenvolvendo habilidade de fazer contato controlado e preciso com objetos com a da manipulação mais aprimorada. Ozmum (2005) complementam o pensamento de Winnick dizendo que nesta fase as crianças são capazes de explorar os potenciais motores do corpo por meio da locomoção. . Winnick (2003). correr. iniciadas na concepção e finalizadas na morte.

1 Desenvolvimento Motor em Paralisia Cerebral Segundo Bobath (1989) as crianças com paralisia cerebral (PC) atingem seus marcos e desenvolvimento mais tarde que as crianças que não apresentam comprometimento neuromotor. verificado no mau controle da cabeça. Podendo causar incapacidade de rolar. 2000). O mesmo ressalta que o desenvolvimento motor normal é caracterizado por dois conjuntos de processos relacionados entre si e dependentes um do outro. ainda que na PC a lesão interferá na seqüência do desenvolvimento resultando no retardo ou parada do desenvolvimento com mecanismo reflexo-postural insuficiente desenvolvido. Incluindo-se neste grupo as reações de equilíbrio e de tônus postural normal que permite a manutenção da posição contra gravidade e execução dos movimentos normais. ocorrem pequenas alterações ocasionando posturas e movimentos anormais com padrões bem definidos de coordenações incompatíveis com habilidade motora normal. emocionais. que inter-relacionados determinam quando e como cada criança amadurece. na falta de rotação no eixo do corpo e falta de equilíbrio. . Que é o desenvolvimento de um mecanismo reflexo postural normal não presente na criança. dificuldades do controle do seu próprio corpo. Quando ela nasce e conforme vai ocorrendo seu desenvolvimento maturacional. Geralis (2007) complementa Bobath (1989) ao explanar que o processo de desenvolvimento motor é diferente para cada criança porque está relacionado e depende da constituição genética individual sendo influenciado também pelos fatores culturais. Para Bobath (1989). sentar ou engatinhar (RATLIFFE. pode ter um efeito profundo no desenvolvimento motor. neurológicos e ambientais.18 adquire quando aprende a executar atividades específicas como: sentar e manter-se sentada. rolar. em casos mais graves em que a criança possui todo seu corpo afetado. 4. Os sinais da atividade postural anormal ou libertação dos reflexos tônicos surgirão cedo ou tarde dependendo da severidade do caso. Uma criança com retardo no desenvolvimento dos reflexos posturais como a falta de equilíbrio. físicos. ficar de Pé e andar. tornando esse mecanismo mais complexo e variado.

rolam de supino para prono principalmente para o lado menos afetado (RATLIFFE. com extensão do joelho e a criança cai para trás. quando tenta se sentar ereta há flexão quadril excessiva. anterior e posterior.19 Quanto mais a criança tenta se movimentar maiores serão os movimentos involuntários. 2000 e BOBATH. 1979). não dão a mão quando puxadas para sentar. . não estendem braços para agarrar um objeto à frente. Não conseguem utilizar braços para apoio lateral. não tendo como segurar com os braços e com as pernas. a criança não consegue sentar sem apoio.

hipotônica quando apresenta fraqueza muscular e grave déficit da função motora. a segunda tem a ver com a época de instalação. sendo que as habilidades funcionais vão estar diminuídas com a gravidade da doença (RATLIFFE. teste de espasticidade e teste de coordenação. que são a Médica. a terceira com o grau de comprometimento e por fim a quarta que compreende extensão e natureza da lesão cerebral. havendo necessidade de aplicar vários testes para conseguir classificar corretamente esse atleta. hiperreflexia. visando suas deficiências em geral como tetraplegia. Segundo Ratliffe (2000). SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DE PARALISIA CERABRAL A classificação avaliando os indivíduos com Paralisa cerebral (PC). aprimeria os membros afetados. para a paralisia cerebral os mais usados são: teste de equilíbrio. atetósica onde ocorre comprometimento do sistema extrapiramidal. os testes são muito importantes. a PC pode ser classificada de maneiras diferentes como: de acordo com o tipo. do padrão de comprometimento motor e pela a sua gravidade”. A gravidade da paralisia cerebral está sendo classificada de acordo com as capacidades funcionais da criança. nos atletas com paralisia cerebral. 2008). Dentre os vários testes. Para Shepherd (1996) a paralisia cerebral é classificada de acordo com os seguintes sinais clínicos: espástica é caracterizado por uma lesão no primeiro neurônio motor promovendo fraqueza muscular.20 5. 2007 APUD FREITAS. Segundo Winnick (2003). 2000). distonia e ataxia. com o objetivo de avaliar melhor a condição funcional do atleta. diplegia e quadriplegia é realizada em três estágios. a Funcional e a Técnica e. “a paralisia celebral foi classificada de acordo com a qualidade do tônus muscular e do movimento. atáxica comprometimento no cerebelo que são manifestações que é raro no PC. com presença de movimentos involuntários atetose. existem situações diversas. Cada classe tem características específicas e o atleta que nela se enquadra é chamado de perfil de classe. . pois eles ajudarão a encontrar a classe certa para cada indivíduo (INTERNATIONAL PARALYMPC COMMITTEE. hemiplegia. padrões motores anormais. porém.

que apos a contração muscular reflexa provocada pelo alongamento seja mantido. que diminuíssem significativamente o número das classes e. e pela diminuição da resistência muscular apos um certo grau de estiramento. ha uma diminuição brusca da resistência porque há uma distribuição desigual do território muscular afetado (CASALIS e GREVE. atetose. ALVES. apud FREITAS. um fator de nivelamento entre os aspectos da capacidade física e competitiva. mas com diversas deficiências procurando a prática esportiva. para classificar a paralisia cerebral além da distribuição topográfica deve-se observar os padrões de movimento que são identificados por espasticidade. que o sistema novo fosse executado a tempo para os jogos Paraolímpico de 1992. com isso. 2002). vem crescendo também o número de pessoas não só com paralisia cerebral. dando início à organização da classificação funcional. Depois de um período de discussões em relação da classificação funcional. Se a espasticidade for grave ela irá manter a criança fixada em algumas posturas que a impedem de ser funcional. hipotonicidade e atáxia. em Barcelona (INTERNATIONAL PARALYMPC COMMITTEE. o Comitê Paraolímpico Internacional (CPI). exigiu que cada um de seus comitês dos esportes desenvolvesse um sistema de classificação específico de cada esporte. 1990. que é diretamente proporcional à velocidade do estiramento. 1990 e EKMAN. ou seja. 2000). quanto mais rapidamente for o alongamento muscular maior será sua reação de oposição através do reflexo miotático. De acordo com Britton (2000) a espasticidade seria apenas um fenômeno de liberação ocasionado pela retirada das influências inibitórios descendentes da medula. 1996). A espasticidade é gerada através da alteração do mecanismo inibitório supra-espinhal do reflexo miotático que constitui a resposta reflexa da musculatura esquelética desencadeada pela estimulação de terminações neuromusculares sensíveis ao estiramento do músculo e suas manifestações clinicas se apresentam através de várias patologias e traumas que acometem o sistema nervoso central (CASALIS e GREVE. A espasticidade muscular é caracterizada pelo aumento da resistência do músculo ao estiramento. houve a necessidade de separação das deficiências distintas em classes diversas. mas o mesmo salienta que isto esta errado. incluindo reações associadas e padrão extensor ou flexor de .21 Para Phelps apud Umphred (1994). e que a remoção das influencias inibitórios descendentes é importantes. Com a melhoria da qualidade da reabilitação. mas a espasticidade também ocorre na presença de influências descendentes facilitatórias. 2008). colocando as deficiências semelhantes em um grupo determinado (STROHKEND. 2002 e AVAPE.

. 2000 e KODA. 2000). 1988). ataxia constitui de distúrbio cerebelar cujas reações são observadas na marcha do individuo atetóide e está freqüentemente associada à cirurgia de retirada de tumores localizados no cerebelo. as crianças têm um controle bom das cabeças e um comprometimento dos membros superiores de leve a moderado. todo o corpo é afetado. JAIN e FRANSCISCO. 2002). Atetose significa sem postura fixa. ou seja. que é agravado pelo cansaço e emoções. A lesão no corpo estriado causa movimentos involuntários lentos. onde há movimentações excessivas e a criança não consegue controlar os movimentos e os distônicos. putâmem. Franco et al. MASSON e DEHEN. 1993. que são responsáveis pelo inicio dos movimentos suaves e sincronizados e regulam os movimentos intencionais. Atetose apresenta-se com forma de movimentos com forma de movimentos excessivos das extremidades. a espacidade tem geralmente a distribuição mais ou menos simétrica e. 2000. este padrão de movimentação evidencia com movimentos involuntários e incessantes. controle e adequação dos movimentos. que apresentam mudança repentina do tônus em amplos graus. 1999). Segundo Gusmam (1999). MACHADO. Esse distúrbio dependendo da intensidade de comprometimento poderá possibilitar uma recuperação e prognóstico para marcha funcional. Schoen (2003) definiu diplegia quando os membros superiores apresentam melhor função (melhor coordenação motora) que os menbros inferiores que são mais afetados .22 movimento com esforço podendo também causar deformidades (LACERDA. mais exatamente no corpo estriado que é constituído pelo núcleo caudado. menor acometimento. e todos os grupos espásticos pertencem às crianças diplégicas. 2002 e DOUGLAS. (2006) ainda completa que a diplegia é um comprometimento dos membros superiores e inferiores (sendo estes mais acometidos) que ocasiona hipertonia dos adutores. De acordo com Umphred (1994). 2001. A atetose é causada por lesão nos núcleos da base. ocasionando postura de cruzamento dos membros inferiores e marcha em tesouro. diminuindo no repouso e desaparecendo durante o sono (CAMBIER. RATLIFE. Geralmente. Bobath (1989) explica que na Diplegia as pernas são mais afetadas do que os braços. os pacientes apresentam tônus flutuante pelo fato de haver um controle postural contra a gravidade descontinuo e instável (Gusmam. sinuosos e incapacidade de manter principalmente antebraço e mão em uma única posição (BRITTON. existem dois tipos de atetóides: os discinéticos.

A hemi-atetose é raramente encontrada e verdadeira (BOBATH 1989. DANILO MASIERO. A coordenação ocular e a fala são comprometidas e o controle da cabeça é deficiente. SHEPHERD 1996. 1990 e RATLIFFE. 2000). Gradativamente. o que torna o equilíbrio difícil. Dezembro – 1996). por outro lado à capacidade de manuseio de objetos com lado afetado é muito comprometido (FINNIE. mas é percebida pelos pais geralmente aos após seis meses. porém. SAAD. O controle da cabeça comprometido e a fala com a coordenação ocular são prejudicados. Bobath (1989) define quadriplegia como o corpo todo afetado. FERRARETTO 1998). Hemiplegia é apenas um lado do corpo comprometido. desta maneira. portanto a marcha é pouco afetada. A espasticidade atinge mais no membro superior que nas pernas. . mas. Diparesia é uma disfunção das quatro extremidades onde os membros inferiores são mais afetados. há grande predomínio dos distúrbios motores e do tônus nestes membros. EDUARDO A. Hemiparesia esta deveria ser notada desde os primeiros anos de vida. em alguns casos. Este tipo de paralisia mais comum nos prematuros (DIAMENT E LEFÉVRE. geralmente todas elas espásticas. algumas poucas podem desenvolver certa atetose distal posteriormente. devido a perda do equilíbrio muscular irá ocorrer mudanças nos meios de força do quadril imaturo. DIAMENT e LEFÉVRE. ocasionado comprometimento torsionais e angulares nas estruturas ósseas e cartilaginosas. resultando numa diferença considerável no comportamento dos dois lados do corpo da criança. Nas quadriplegias atetóides os membros inferiores estão menos afetados que o tronco e os membros superiores. CARLOS MILANI. 1990). Segundo Bobath (1989). o processo de reabilitação será fundamental para definir o desempenho desse atleta. Já. onde se percebe principalmente durante o reflexo de moro que se apresenta de modo assimétrico. (JOSÉ ANTONIO PINTO. a base de apoio do diplégico na posição ereta e no andar é pequena. na quadriplegia conforme Shoen (2003) são afetados os quatros membros do corpo. Nas quadriplegias espásticas. EIFFEL T. 2000. AKIRA ISHIDA. a presença de acetábulos mais rasos que o normal. DOBASHI. as pernas podem estar comprometidas no mesmo grau que os braços.23 Pinto et al (1996) fizeram uma avaliação tomográfica em quadris de pacientes diplégicos e confirmou a localização anterior de uma insuficiência acetabular e.

hemiplegia espásticas ou monoplegia. . são pessoas que apresentam um quadro minimamente afetado de diplegia espásticas.24 Jerônimo (2006) define a classe C8 como a menos afetada da paralisia cerebral. que são afetadas basicamente por atetose ou ataxia.

dos portadores de paralisia cerebral. de acordo com os autores estudados. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Identificar o desenvolvimento motor em pessoas com Paralisia Cerebral. sobre o aspecto da coordenação motora. Verificar as vantagens que a pratica da Bocha oferece para indivíduos com paralisia cerebral. Verificar fatores de risco que interferem no desenvolvimento motor. .25 OBJETIVO GERAL Verificar a coordenação motora em portadores de paralisia cerebral praticantes de bocha adaptado.

MÉTODO 6. Scientific Eletronic Library Online (SCIELO) Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Níveis Superior (CAPES) as palavras chave: Portadores de Necessidades Especiais. sobre o aspecto da coordenação motora. Jogos paraolimpicos e referencial bibliografico nos quais foi utilizados 45 artigos para análise dos dados. idéias e contribuições de autores sobre coordenação motora em portadores de paralisia cerebral praticantes de bocha adaptada. 6. realizou-se uma análise e discussão sobre os autores a fim de verificar as vantagem que a pratica da Bocha oferece para indivíduos com paralisia cerebral.1 Material Foi realizada uma pesquisa por meio dos sites: Google Acadêmico. . Inclusão. de acordo com os autores estudados.26 6. Após verificar os conceitos sobre o tema proposto. foi utilizado como referenciais teóricos os conceitos.2 Procedimentos Por meio de revisão bibliográfica.

com a intenção de oferecer ao leitor. entre outras funções. na discussão foi dada uma ênfase aos aspectos que influenciaram no processo de realização do trabalho. E como o principal objetivo desse trabalho. Nesta pesquisa. mas principalmente. isto é. a capacidade visual-motora. desenvolvendo e aumentando. Campeão (2003) e Campeão e Oliveira (2006). Finalmente. A prática de atividade física e esportes por pessoas com paralisia cerebral tem se mostrado mais do que uma opção de vida. indivíduos com grau de deficiência motora grave podem participar e desenvolver habilidades motoras (CAMPEÃO e OLIVEIRA 2006). desde que inseridas na mesma classe no grau da deficiência. sobretudo deve ser efetivamente gratificante para quem o pratica. A prática desportiva em crianças com paralisia cerebral é antes de tudo uma reformulação positiva da imagem do corpo. Richter et al. é de tornar público e poder dividir com profissionais da área de Educação Física e pessoas interessadas. concluíram que o esporte é um excelente meio de modificar as atitudes da sociedade em relação às pessoas com deficiência. estratégia na tentativa de colocar o maior número de bolas próximas da bola-alvo. maior embasamento para compreensão de todo o conteúdo desenvolvido. citando vários autores. a prática desportiva deve contribuir com todas as outras ações educativas para reabilitação. RESULTADOS E DISCUSSÕES. a bocha adaptada é uma atividade na qual. num quadro de objetivos gerais.. (1996). o processo de coordenação motora para pessoas com paralisia cerebral praticantes de bocha. A pratica do jogo de bocha necessita de um planejamento. Segundo Campeão (2003) que.27 7. concordam que a bocha adaptada pode ser praticada por indivíduos com deficiência visual e que possui um auto-grau de comprometimento motor. foi realizada uma revisão bibliográfica. Assim a aprendizagem de gestos técnicos deve ser acompanhada ou . o desporto. mostraram a importância do esporte para pessoas com paralisia cerebral e enfatizaram dois pontos de vista: físico e psicológico. a bocha adaptada foi criada inicialmente para atender as pessoas com paralisia cerebral com alto grau de comprometimento motor nos quatro membros e que se utilizava de cadeira de rodas. para o desenvolvimento máximo das capacidades que o indivíduo possui. Como objetivo específico. Já para Rodrigues (1983). utilizando-se cadeira de roda. Usando de informações vindas dos Jogos Paraolímpicos de Seul. um meio de conscientização do problema que envolve e é vivido por essas pessoas no seu dia a dia. Atualmente outras pessoas com deficiência também podem competir.

Segundo Gallahue e Ozmun (2002). espástica. “Dismotria” . porque tem uma importância do desenvolvimento psicológico dos portadores de PC. “Cerebral” . e “Ontogenética” . . Rodrigues (1983) Richter et al (1996) explicam que a pratica esportiva contribui para o desenvolvimento das capacidades físicas. Para Shepherd (1996) a paralisia cerebral é classificada de acordo com os seguintes sinais clínicos: espástica é caracterizado por uma lesão no primeiro neurônio motor promovendo fraqueza muscular.porque as alterações apresentadas são decorrentes da anormalização do desenvolvimento funcional da motricidade. é ao contrário. realizado pela interação entre as necessidades da tarefa. uma categoria de deficiências que inclui pacientes com um tipo de problema: distúrbios crônicos não progressivos do movimento ou da postura com início precoce. a biologia do indivíduo e as condições do ambiente. pois também. O estudo do desenvolvimento deve ser analisado a partir da perspectiva da totalidade da espécie humana. padrões motores anormais. seus sintomas característicos. nomeadamente (imagem corporal. no mínimo. atetósica ocorre comprometimento do sistema extrapiramidal. hiperreflexia. distonia e ataxia. devido à impropriedade da designação PC (que induz que seus portadores tenham perdido a capacidade de executar seus movimentos). alteração do cérebro e uma anormalidade no desenvolvimento. Brandão (1992) e Shepherd (1996) concordam quando se entende que a paralisia possui diferentes tipos de definições. gestos motores e a socialização.28 precedida por um trabalho centrado nas aptidões psicomotoras. o desenvolvimento motor é a contínua alteração no comportamento ao longo do ciclo da vida. com presença de movimentos involuntários atetose.para expressar que são alterações da motricidade e do tono. onde explica que PC é uma alteração da motricidade. hipotônica apresenta fraqueza muscular e grave déficit da função motora. atáxica comprometimento no cerebelo que são manifestações é raro no PC. Deve reconhecer. Já para Tecklin (2002) a paralisia não é uma doença sim uma anomalia das funções do aparelho locomotor. atáxia e hipotônica. que existe interação entre a composição biológica do indivíduo e suas circunstâncias ambientais peculiares. coordenação perceptivo-motora).para significar que estas alterações são conseqüentes às lesões do cérebro. organização do tempo e do espaço. Brandão (1992). atetósica. Segundo Tecklin (2002) a Paralisia Cerebral não é uma doença. propõe o enunciado do conceito de Dismotria Cerebral Ontogenética (DCO). é um meio de inclusão para os portadores de deficiência física com a sociedade. com sinais clínicos como.

O estudo do desenvolvimento motor promove uma perspectiva para o entendimento do movimento humano.C. não nos fatores citados acima. constituem o desenvolvimento cognitivo. fornece um modelo que expande o gradiente de tempo no qual o movimento é estudado. o estudo do desenvolvimento humano é extremamente complexo. como aprendizagem. Bobath (1989) diz que devido à paralisia cerebral ser uma lesão ou mau desenvolvimento do cérebro de caráter não progressivo desde a infância. afirma que o “desenvolvimento motor refere-se a um conjunto de mudanças no comportamento motor. 2006). raciocínio. . a deficiência motora se dá em padrões anormais de postura e movimentos associados com tônus postural normal. Um bom desenvolvimento motor repercute na vida futura da criança nos aspectos sociais. As mudanças no indivíduo. diretamente relacionado com a idade do indivíduo”. porém os movimentos são afetados devido à lesão dificultando seu movimento motor. já Gontijo (1998) discorda com o autor.R. OLIVEIRA K. memória. Já as mudanças na capacidade mental. e Papalia e Olds (2000) discorda dos dois autores citados acima dizendo que o desenvolvimento motor são mudanças na capacidade sensoriais e cognitivas. intelectuais e culturais.29 Em seu estudo. na capacidade sensorial e nas suas habilidades motoras são toda parte do desenvolvimento físico e podem influenciar outros aspectos do desenvolvimento. mais especificamente. Devido á existência da dificuldade motora ocasionado pela paralisia cerebral à criança se refugia do meio ao qual não domina deixando de realizar ou realizando com pouca freqüência as atividades motoras diárias (OLIVEIRA O. Para Papalia e Olds (2000). referindo-se que o desenvolvimento motor esta relacionado com a idade do indivíduo. pois está sujeito a muitas influências. Gontijo (1998).F. pensamento e linguagem. De acordo com Gallahue e Ozmun (2002) refere-se que o desenvolvimento motor é uma alteração biológica e ambiental que ocorre no decorrer da vida.. Segundo Oliveira (2006) e Bobath (1989) o desenvolvimento motor em PC se da desde a infância agravando suas habilidades motoras.F.C.

desencostar do encosto.30 8. tais como levantar um dos braços. ao mesmo tempo. flexionar os dedos dos pés. verificou-se que as dificuldades que as pessoas com paralisia cerebral encontram. (peri-natal) e. independente de suas limitações. resultam em uma melhora significativa do trabalhar a precisão e coordenação visual e motora. além do impacto da própria lesão cerebral. Após levantamento bibliográfico verificou-se que quanto a coordenação de portadores de paralisia cerebral (PC) praticantes de bocha adaptada. chutar com uma das pernas. é capaz de sofrer vários fatores de risco que interferem em seu desenvolvimento motor. por cima. um instrumento mediador com dupla função: é o esporte e a atividade espontânea que proporciona prazer e divertimento e. mas principalmente para o processo de desenvolvimento motor. elevar o corpo da cadeira. . após o parto (pós-natal). eles conseguem desenvolver a pratica esportiva. olhar para o lado. mesmo com o grau de comprometimento motor apresentado. CONCLUSÃO E SUGESTÃO A prática de atividades esportivas é efetivamente. como a má postura. permite a aquisição de habilidades motoras necessárias para o desenvolvimento completo da criança e até mesmo do adolescente e adulto com paralisia cerebral. a falta de equilíbrio e a falta de rotação do tronco. No que se trata nas vantagens oferecidas pela bocha aos praticantes. lateralmente). em acertar os alvos. flexionar e estender uma das mãos (punho). a deficiência motora se dá a padrões anormais de postura e movimentos associados com tônus postural normal que vem desde a sua infância. O desenvolvimento motor em indivíduos com paralisia cerebral. identificou-se que devido a lesão ou mau desenvolvimento do cérebro. levando a um comprometimento em suas habilidades funcionais. que é decorrente das causas na gestação (prénatais). levar o tronco em frente. abrir e fechar a mão (uma de cada vez) e depois simultaneamente. porém suas limitações ainda presente. durante o parto.variando as formas de lançar (rasteiro. flexionar e estender um dos pés (tornozelo). flexionar o joelho. Entre os fatores de risco que interferem no desenvolvimento destacam-se que a criança com paralisia cerebral. esticar os dedos de uma das mãos. não apenas no âmbito físico e biológico. fazer abdução dos braços. abrir e fechar os dedos. adquirindo condições necessárias para tornarem-se pessoas integradas à sociedade. favorecendo relações com o meio ambiente.

31 Sugerimos que os Educadores Físicos procurem se especializar na área dando continuidade deste trabalho como pesquisa de campo para avaliar essa melhora física e psicológica dos praticantes de Bocha Adaptada com Paralisia Cerebral. .

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