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um grupo de soldados deficientes devido ao conflito se reuniu para praticar tiro. Del Grande buscou tratamento no Institute for Rehabilitation Kesle. o esporte adaptado foi idealizado pelo médico inglês neurologista e neurocirurgião Sir Ludwig Guttmann. o caminho traçado pelas clínicas de reabilitação com a iniciativa do carioca Robson Sampaio de Almeida e do paulistano Sérgio Serafim Del Grande. iniciaram-se as práticas esportivas para pessoas com deficiência.10 2. Após ficar paraplégico. incorporaram outras modalidades. arco e flecha. Anos mais tarde. A partir daí. o desporto para deficientes físicos surgiu com a necessidade de a sociedade reabilitar seus indivíduos traumatizados vertebromedulares pela 1ª e 2ª Guerra Mundial. na década de 1950. na Inglaterra. Nesse mesmo ano. no Brasil. buscou apoio de várias pessoas para iniciar. timidamente. a atividade física passou a ser reconhecida no auxílio à reabilitação e o desporto para deficientes tornou-se uma realidade. em Nova Jérsei. No Hospital de Stoke Mandeville. e o Clube dos Paraplégicos de São Paulo. por meio do basquete. Segundo Bagnara (2010).1 Esporte Adaptado De acordo com Cidade e Freitas (2002). Ao retornar ao Brasil. na Alemanha do pós-guerra. Itani (2004) comenta que há indícios que a prática de desportos por pessoas portadoras de deficiência existe desde a antiguidade. INTRODUÇÃO 2. envolvendo uma série de modalidades desportivas. na capital fluminense. mas somente após a 1ª Guerra Mundial. em 1918. Costa et all (2002). o esporte adaptado começou a ser usado. e entre as modalidades oferecidas ele escolheu o basquete em cadeira de rodas. . o mesmo desenvolveu suas atividades profissionais no centro de lesados medulares e apresentou um programa de recuperação para seus pacientes. o treinamento de basquete. cuja equipe foi formada pelo próprio Del Grande. em 1932. em fevereiro de 1958. o desenvolvimento do esporte adaptado seguiu. Assim. com o tempo. a fim de reabilitar pessoas com certo grau de incapacidade. nos Estados Unidos. a primeira competição de basquete em cadeira de rodas reuniria as equipes do Rio e de São Paulo. Uma das atividades da reabilitação era o esporte. Em 1959. basicamente. foram fundados o Clube do Otimismo. Os primeiros registros do esporte adaptado para deficientes físicos mostram que. formou-se uma associação de jogadores de golfe com lesões/amputações de um dos membros superiores. no ano de 1944. na capital paulista.

como por exemplo. Eles obtiveram o 10 lugar em duas categorias. ABDA – Associação Brasileira de Desportos para Amputados. da competição de bocha visando à aprendizagem para posterior implantação da modalidade. 2. Segundo Freitas e Cidade (2000). aproveitando suas experiências que foram adquiridas por meio dos mesmos criaram clubes com o objetivo de dar continuidade aos trabalhos que envolviam desportos lá desenvolvidos. inscritos para o atletismo nos Jogos Pan–americanos de Mar Del Plata. retornavam dos tratamentos realizados em hospitais americanos e. propiciando uma verdadeira condição de inclusão e igualdade de participação com outros alunos sem deficiência.11 Itani (2004) afirma que por volta de 1958. a ANDE foi sendo desagregada. de improviso. dessa maneira atendendo a necessidade da prática desportiva para esses indivíduos. Em junho de 1996. quando se fizeram . ABRADECAR – Associação Nacional de Desportos de Cadeira de Rodas. a ANDE lançou o Projeto Boccia para Portadores de Paralisia Cerebral Severa. em Curitiba. e compreendia todos os tipos de deficiências. a bocha para pessoas com paralisia cerebral. surpreendentemente. Atualmente existem modalidades específicas para portadores de deficiência física e estas foram desenvolvidas para atender uma determinada população. No Brasil. assim foram criadas mais cinco Associações Nacionais compreendendo cada uma. aceitaram participar. A grande participação de pessoas deficientes no esporte. que hoje são divididas da seguinte forma: ABDC – Associação Nacional de Desporto para Cegos. CBDS – Confederação Brasileira de Desportos para Surdos. principalmente. o jogo de bocha ficou conhecido a partir de 1995 quando dois atletas. que foi fundada em 18 de agosto de 1975. o paradesporto foi organizado nacionalmente pela ANDE (Associação Nacional de Desporto para Excepcionais).”(CAMPEÃO 2003). brasileiros paraplégicos e tetraplégicos (respectivamente Robson Sampaio de Almeida e Sergio Serafim Del Grande).2 Bocha Adaptada “A modalidade desportiva bocha representa um dos esportes mais desafiadores e de significativo desenvolvimento em todo o mundo. por ser uma modalidade direcionada a pessoas que apresentam um quadro severo de disfunção motora. dando prosseguimento ao Programa de Fomento Esportivo. tipos específicos de desporto para tipos específicos de deficiências.

Rio de Janeiro. o respeito ao outro como igual. o jogo é um lugar de produção simbólica”. Nele se constrói a auto-estima. Quanto ao jogo. a solidariedade. a repetição. a respeito do jogo enquanto valor pedagógico. da mesma forma que inveja. a cooperação. a trapaça. Enfim. existem vários autores que defendem seu conteúdo pedagógico.. “O jogo é um espaço de criação. Retondar (2000) diz que.12 representar cinco Estados: Paraná. com cinco entidades e Mato Grosso do Sul. Minas Gerais e São Paulo com uma entidade cada (Cunha et al. o individualismo. e não é diferente da bocha adaptada. o estigma. . com duas entidades. 1999).

pode ocorrer por influência posteriores ao nascimento da criança durante os primeiros anos de vida onde o cérebro ainda está em desenvolvimento rápido. De acordo com Ratliffe (2000). não progressivos e que são tipicamente diferenciados e classificados clinicamente de acordo com a parte comprometida do corpo (hemiplegia. A lesão que atinge o cérebro ainda imaturo interfere com o desenvolvimento motor normal da criança. . com as características clínicas do tônus muscular e com os movimentos involuntários (hipotônica. a lesão vai interferir na postura. Sendo. e Levitt (2001) a PC é o resultado de um mau desenvolvimento ou de uma lesão do cérebro. prematuridade ou traumas durante o período perinatal provocam lesões no cérebro infantil. A PC se caracteriza como um grande descontrole da postura e dos movimentos que aparece desde a lactância devido uma lesão secundária no sistema nervoso central e não resultado da degeneração do cérebro doente ou da reorganização progressiva ( RUSSMAM 1998 e MACEDO. atáxica e atetóide) (SCHOEN. equilíbrio e movimento desorganizado devido à rigidez ou fraqueza muscular. 85% dos casos de paralisia cerebral ocorrem durante a gestação ou no momento do parto e os 15% restantes. problemas placentárias. Segundo Bax (2000). PARALISIA CELEBRAL O termo paralisia cerebral (PC) designa uma interferência na maturação do sistema nervoso central que acarreta distúrbios motores. 2000). espástica. pode acontecer devido à suscetibilidade hereditária diante a outros fatores de risco. diplegia e quadriplegia). existente desde a infância e com caráter não progressivo cujas manifestações mudam de acordo com o amadurecimento do sistema nervoso. Segundo Shepherd (1996). Winnnick (2003) define paralisia cerebral como um grupo de sintômas. associados com tônus postural anormal. um problema não progressivo que pode ter origem antes. a paralisia cerebral pode estar ligada há um erro hereditário do desenvolvimento. sendo esse processo chamado de Delft adquirido. mas seu quadro clínico não é um conjunto estático de sinais e sintomas. 2003). os acidentes que ocorrem com a mãe como o uso de drogas e seus abusos e doenças. ou seja. Bobath (1989). A PC desencadeia a falta de coordenação do cérebro. durante ou logo após o nascimento manifestando-se na perda ou comprometimento do controle sobre a musculatura voluntária. resultantes de dano nas áreas do cérebro responsáveis pelo controle motor.13 3. incapacidades permanentes.

5% da população total. quando ocorrem cerca de 80% deste processo.Brasil – 2000 Tipo de deficiência Mental Física Visual Auditiva Motora População residente 2. a paralisia cerebral tem sido definida como perturbação de função.842 5.937 1. prosseguindo até a vida adulta em outros casos. É um dos casos mais freqüentes que ocorre devidos problemas neurológicos.735.784 Segundo Ratliffe (2000).060 16. pesquisa realizada pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE). As mais rápidas mudanças no grau de mielinização ocorrem nos primeiros 8 meses de vida e em algumas áreas. Segundo Cândido. Devido à progressão casual. para compreender a PC. Veja na tabela abaixo os tipos de deficiência declarados no Censo: População residente por tipo de deficiência . Paralisia cerebral é uma seqüela do mau desenvolvimento no encéfalo. ´´Precisamos considerar que o desenvolvimento neurológico se inicia na concepção e o processo de mielinização do sistema nervoso central começa no período fetal e continua até a vida adulta. 1998). apesar de estar quase completo nos dois primeiros anos de vida. Qualquer alteração nesses períodos pode resultar em lesões do encéfalo.416. Apesar de não ter resultados concretos estima-se que a cada mil crianças nascidas vivas seis nascem com deficiência (SOUZA. cerca de 24.939. Este número corresponde a 14. lesão que ocorre devidos vários fatores que agridem o sistema nervoso e prejudicam seu processo normal de maturação. devido os danos cerebrais no sistema nervoso central (SNC) no período de . em um ritmo bastante lento`` (2004).644.099 7. durante a gestação ou no momento do parto.14 Em 2000.844. incluindo deficiências físicas ou mentais. tal processo se estende até o final do segundo ano de idade.6 milhões de pessoas se declararam portadoras de alguma deficiência. a etiologia da paralisia cerebral pode ocorrer principalmente em dois períodos significantes para o desenvolvimento cerebral.

entre outros. secundário a lesão do cérebro em progressão. não são suficientes para a diminuição dos casos de paralisia cerebral. Para Cabral (1994). (1987). Segundo Hardy et al (2002). Também enfatizam a síndrome da angústia respiratória como fator de risco no pós-natal. após o parto (pós-natais). Para Souza e Ferraretto (1998). tais como as infecções uterinas no pré-natal. Burguet et al (1999). BRANDÃO. a paralisia tem um conjunto de afecções encefálicas da primeira infância por causas diversas e tendo como substrato anatômico. (1992). (1983). anomalias de progressão do encéfalo. Outro fator importante que mesmo com grande aumento dos números de cesarianas. Machado et al (1987). a paralisia cerebral ocorre devido à lesão no encéfalo imaturo. Segundo Figueiredo (1983). determinado por distúrbios (tônus e postura). têm alguns fatores como possíveis causas da paralisia cerebral. Esta lesão ocorre antes do desenvolvimento funcional completo da motricidade e pode ocorrer em três períodos: na gestação (pré-natais). como a abertura prematura da membrana e a gravidez de gêmeos com uma única placenta. Sage (1997) nos diz que: ´´As causas da paralisia cerebral podem ser subdivididas em três subgrupos: pré-natal. apontam alguns fatores de risco para paralisia cerebral no período pré-natal. durante parto (natais). NERY. Estudos de genoma têm revelado o numero de doenças gênicas que cursam com o mesmo quadro da paralisia cerebral. De acordo com Larguía et al (2000).15 progressão (MACHADO. 1990). as causas mais recentes de paralisia cerebral é devido a acidentes de parto. mesmo sendo a PC um distúrbio não progressivo sua clínica pode mudar de acordo com a maturação cerebral onde os sintomas podem diminuir com o tempo sendo resultado de uma reorganização neurológica. FACUNDES E ASSIS. . parto prolongado ou prematuro no período perinatal ou convulsões no pós-natal. Segundo Lorenzini (2000). o cérebro pode ser lesionado por múltiplas patologias de uma maneira irreversível durante o desenvolvimento fetal. na paralisia cerebral ocorre mudanças incluindo-se em um grupo não desenvolvido. perinatal e pos-natais `` (Lefévre e Diament. A capacidade de se limitar o momento exato desta lesão é muito limitada.

2000 e RATLIFFE. Segundo (Volpon. prolapso de cordão umbilical e as anoxias. 2000) diz em que . LOURENÇO MASIERO e PINTO.1997) já (LOURENÇO. e entre essas influências podemos citar infecções como sífilis e rubéola que na gestante podem ter leves efeitos exercendo os efeitos mais sérios no feto. MASIEIRO e PINTO. 1990. traumatismo craniano. não conseguindo ficar independente nas atividades diárias e quase nunca chegam a deambular. As causas perinatais ocorrem com maior freqüência e quando desencadeiam o sofrimento fetal. porém elas são mais fáceis de ser evitadas ou minimizadas quando seguidas de uma assistência medica adequada (VOLPON.entre as principais causas de paralisia perinatal estão os trabalhos de parto prolongados. 2000 e RATLIFFE. . A paralisia cerebral pós-natal possui várias causa como infecções como a meningite ou encefalite. 2000). Entre outras causas podemos incluir lesões cerebrais hipoxemicas decorrentes de anemia da gestante. 2000). hemorragias durante gravidez causando risco de aborto (DIAMENT e LEFÉVRE. parada cardíaca e espancamento infantil (RATLIFFE. Já segundo Castanho e Ribeiro (2002) salientam que a causa mais comum de paralisia cerebral peri-natal é a anoxia devido os partos prolongados. 1997) as causas pos-natais ocorrem com menos freqüência e essas causas levam a anoxia no recém-nascido que sem apoio. Causas peri-natais são aquelas que circulam o nascimento de uma criança contribuindo para a paralisia cerebral (RATLIFFE.16 No período pré-natal as influências ambientais têm um papel marcante. 2000).

DESENVOLVIMENTO MOTOR Segundo Bobath(1989). correr. o desenvolvimento refere-se as modificações que os humano sofrem ao longo de sua vida. para se compreender a origem das dificuldades motoras de uma criança com lesão cerebral deve-se estudar desenvolvimento motor normal quanto a evolução das reações posturais automáticas. Ozmum (2005) complementam o pensamento de Winnick dizendo que nesta fase as crianças são capazes de explorar os potenciais motores do corpo por meio da locomoção. exigindo do indivíduo adaptação continua relativa à capacidade de movimento. Nesta fase compreendida dos dois ao sete anos é quando a criança esta mais envolvida na exploração e experimentação da capacidade do movimento do corpo. sendo isto resultado de sua maturação. Winnick (2003). Segundo Winnick (2003) o desenvolvimento motor é dividido em fases: movimentos reflexos (involuntários). hereditariedade. controlando sua estabilidade e por fim estão desenvolvendo habilidade de fazer contato controlado e preciso com objetos com a da manipulação mais aprimorada. As habilidades locomotoras como correr.17 4. saltar e pular. que a criança educação e aprendizagem. Sendo assim. . falou que o desenvolvimento é um processo contínuo onde ocorrem mudanças a todo tempo. Gallahue. movimentos rudimentares (comportamentos determinados pela maturação) e os movimentos fundamentais que são as habilidades básicas do movimento: andar. ganhando controle crescente sobre sua musculatura em oposição à gravidade. controle motor e competência de movimento. iniciadas na concepção e finalizadas na morte. Bobath (1989) explica que. Gallahue. Tecklin (2002) ao definir desenvolvimento motor diz que este é uma mudança no comportamento motor relacionado com a idade refletindo em mudanças da postura e do movimento. arremessar. entendese que o desenvolvimento motor é uma mudança progressiva no comportamento do movimento ao longo da vida. requerem do indivíduo equilíbrio e controle de força. Ozmun (2005) fazem um breve comentário da historia do desenvolvimento motor colocando que as primeiras tentativas de estudo foram feitas a partir da perspectiva descrita por Arnold Gessel (1928) e Myrtle McGraw (1935) que dizem que o desenvolvimento é a função dos processos biológicos inatos que conseqüentemente resultam na aquisição de habilidade motora infantil. base da postura e do movimento. agarrar.

neurológicos e ambientais. Podendo causar incapacidade de rolar. dificuldades do controle do seu próprio corpo. Para Bobath (1989). tornando esse mecanismo mais complexo e variado. Uma criança com retardo no desenvolvimento dos reflexos posturais como a falta de equilíbrio.18 adquire quando aprende a executar atividades específicas como: sentar e manter-se sentada. rolar. ficar de Pé e andar. . na falta de rotação no eixo do corpo e falta de equilíbrio. que inter-relacionados determinam quando e como cada criança amadurece. ainda que na PC a lesão interferá na seqüência do desenvolvimento resultando no retardo ou parada do desenvolvimento com mecanismo reflexo-postural insuficiente desenvolvido.1 Desenvolvimento Motor em Paralisia Cerebral Segundo Bobath (1989) as crianças com paralisia cerebral (PC) atingem seus marcos e desenvolvimento mais tarde que as crianças que não apresentam comprometimento neuromotor. Quando ela nasce e conforme vai ocorrendo seu desenvolvimento maturacional. emocionais. 2000). verificado no mau controle da cabeça. Geralis (2007) complementa Bobath (1989) ao explanar que o processo de desenvolvimento motor é diferente para cada criança porque está relacionado e depende da constituição genética individual sendo influenciado também pelos fatores culturais. ocorrem pequenas alterações ocasionando posturas e movimentos anormais com padrões bem definidos de coordenações incompatíveis com habilidade motora normal. em casos mais graves em que a criança possui todo seu corpo afetado. Que é o desenvolvimento de um mecanismo reflexo postural normal não presente na criança. O mesmo ressalta que o desenvolvimento motor normal é caracterizado por dois conjuntos de processos relacionados entre si e dependentes um do outro. 4. Incluindo-se neste grupo as reações de equilíbrio e de tônus postural normal que permite a manutenção da posição contra gravidade e execução dos movimentos normais. Os sinais da atividade postural anormal ou libertação dos reflexos tônicos surgirão cedo ou tarde dependendo da severidade do caso. sentar ou engatinhar (RATLIFFE. pode ter um efeito profundo no desenvolvimento motor. físicos.

Não conseguem utilizar braços para apoio lateral. anterior e posterior. . não dão a mão quando puxadas para sentar. quando tenta se sentar ereta há flexão quadril excessiva. 1979).19 Quanto mais a criança tenta se movimentar maiores serão os movimentos involuntários. 2000 e BOBATH. a criança não consegue sentar sem apoio. com extensão do joelho e a criança cai para trás. não tendo como segurar com os braços e com as pernas. não estendem braços para agarrar um objeto à frente. rolam de supino para prono principalmente para o lado menos afetado (RATLIFFE.

hiperreflexia. Dentre os vários testes. 2008). com presença de movimentos involuntários atetose. a PC pode ser classificada de maneiras diferentes como: de acordo com o tipo. A gravidade da paralisia cerebral está sendo classificada de acordo com as capacidades funcionais da criança. Segundo Ratliffe (2000). atetósica onde ocorre comprometimento do sistema extrapiramidal. SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DE PARALISIA CERABRAL A classificação avaliando os indivíduos com Paralisa cerebral (PC). Para Shepherd (1996) a paralisia cerebral é classificada de acordo com os seguintes sinais clínicos: espástica é caracterizado por uma lesão no primeiro neurônio motor promovendo fraqueza muscular. nos atletas com paralisia cerebral. pois eles ajudarão a encontrar a classe certa para cada indivíduo (INTERNATIONAL PARALYMPC COMMITTEE. existem situações diversas. hipotônica quando apresenta fraqueza muscular e grave déficit da função motora. do padrão de comprometimento motor e pela a sua gravidade”. sendo que as habilidades funcionais vão estar diminuídas com a gravidade da doença (RATLIFFE. os testes são muito importantes. havendo necessidade de aplicar vários testes para conseguir classificar corretamente esse atleta. 2000). a segunda tem a ver com a época de instalação. . com o objetivo de avaliar melhor a condição funcional do atleta. Cada classe tem características específicas e o atleta que nela se enquadra é chamado de perfil de classe. diplegia e quadriplegia é realizada em três estágios. padrões motores anormais. distonia e ataxia. hemiplegia. atáxica comprometimento no cerebelo que são manifestações que é raro no PC. 2007 APUD FREITAS. “a paralisia celebral foi classificada de acordo com a qualidade do tônus muscular e do movimento. visando suas deficiências em geral como tetraplegia. a Funcional e a Técnica e. porém.20 5. Segundo Winnick (2003). aprimeria os membros afetados. teste de espasticidade e teste de coordenação. a terceira com o grau de comprometimento e por fim a quarta que compreende extensão e natureza da lesão cerebral. que são a Médica. para a paralisia cerebral os mais usados são: teste de equilíbrio.

com isso. A espasticidade é gerada através da alteração do mecanismo inibitório supra-espinhal do reflexo miotático que constitui a resposta reflexa da musculatura esquelética desencadeada pela estimulação de terminações neuromusculares sensíveis ao estiramento do músculo e suas manifestações clinicas se apresentam através de várias patologias e traumas que acometem o sistema nervoso central (CASALIS e GREVE. o Comitê Paraolímpico Internacional (CPI). um fator de nivelamento entre os aspectos da capacidade física e competitiva. 2002). mas com diversas deficiências procurando a prática esportiva. ou seja. ha uma diminuição brusca da resistência porque há uma distribuição desigual do território muscular afetado (CASALIS e GREVE. 1990 e EKMAN. 2000). houve a necessidade de separação das deficiências distintas em classes diversas. incluindo reações associadas e padrão extensor ou flexor de . 2002 e AVAPE. que apos a contração muscular reflexa provocada pelo alongamento seja mantido. 1990. De acordo com Britton (2000) a espasticidade seria apenas um fenômeno de liberação ocasionado pela retirada das influências inibitórios descendentes da medula. que é diretamente proporcional à velocidade do estiramento. 2008). mas o mesmo salienta que isto esta errado. Com a melhoria da qualidade da reabilitação. Depois de um período de discussões em relação da classificação funcional. em Barcelona (INTERNATIONAL PARALYMPC COMMITTEE. colocando as deficiências semelhantes em um grupo determinado (STROHKEND. e pela diminuição da resistência muscular apos um certo grau de estiramento. 1996). e que a remoção das influencias inibitórios descendentes é importantes. hipotonicidade e atáxia. que o sistema novo fosse executado a tempo para os jogos Paraolímpico de 1992. ALVES. mas a espasticidade também ocorre na presença de influências descendentes facilitatórias. dando início à organização da classificação funcional. Se a espasticidade for grave ela irá manter a criança fixada em algumas posturas que a impedem de ser funcional. A espasticidade muscular é caracterizada pelo aumento da resistência do músculo ao estiramento. para classificar a paralisia cerebral além da distribuição topográfica deve-se observar os padrões de movimento que são identificados por espasticidade. apud FREITAS. atetose.21 Para Phelps apud Umphred (1994). quanto mais rapidamente for o alongamento muscular maior será sua reação de oposição através do reflexo miotático. exigiu que cada um de seus comitês dos esportes desenvolvesse um sistema de classificação específico de cada esporte. vem crescendo também o número de pessoas não só com paralisia cerebral. que diminuíssem significativamente o número das classes e.

Atetose significa sem postura fixa. A lesão no corpo estriado causa movimentos involuntários lentos. 1993. Esse distúrbio dependendo da intensidade de comprometimento poderá possibilitar uma recuperação e prognóstico para marcha funcional. mais exatamente no corpo estriado que é constituído pelo núcleo caudado. A atetose é causada por lesão nos núcleos da base. 2000 e KODA. (2006) ainda completa que a diplegia é um comprometimento dos membros superiores e inferiores (sendo estes mais acometidos) que ocasiona hipertonia dos adutores. 2002 e DOUGLAS. Schoen (2003) definiu diplegia quando os membros superiores apresentam melhor função (melhor coordenação motora) que os menbros inferiores que são mais afetados . 2000). diminuindo no repouso e desaparecendo durante o sono (CAMBIER. Atetose apresenta-se com forma de movimentos com forma de movimentos excessivos das extremidades. ataxia constitui de distúrbio cerebelar cujas reações são observadas na marcha do individuo atetóide e está freqüentemente associada à cirurgia de retirada de tumores localizados no cerebelo. MASSON e DEHEN. os pacientes apresentam tônus flutuante pelo fato de haver um controle postural contra a gravidade descontinuo e instável (Gusmam. que são responsáveis pelo inicio dos movimentos suaves e sincronizados e regulam os movimentos intencionais. as crianças têm um controle bom das cabeças e um comprometimento dos membros superiores de leve a moderado. 1999). e todos os grupos espásticos pertencem às crianças diplégicas. RATLIFE. controle e adequação dos movimentos. a espacidade tem geralmente a distribuição mais ou menos simétrica e. que apresentam mudança repentina do tônus em amplos graus. 1988). existem dois tipos de atetóides: os discinéticos. menor acometimento. sinuosos e incapacidade de manter principalmente antebraço e mão em uma única posição (BRITTON. JAIN e FRANSCISCO. 2000. De acordo com Umphred (1994). ocasionando postura de cruzamento dos membros inferiores e marcha em tesouro. 2001. putâmem. este padrão de movimentação evidencia com movimentos involuntários e incessantes.22 movimento com esforço podendo também causar deformidades (LACERDA. MACHADO. Bobath (1989) explica que na Diplegia as pernas são mais afetadas do que os braços. todo o corpo é afetado. 2002). que é agravado pelo cansaço e emoções. Geralmente. Segundo Gusmam (1999). . onde há movimentações excessivas e a criança não consegue controlar os movimentos e os distônicos. Franco et al. ou seja.

resultando numa diferença considerável no comportamento dos dois lados do corpo da criança. na quadriplegia conforme Shoen (2003) são afetados os quatros membros do corpo. A coordenação ocular e a fala são comprometidas e o controle da cabeça é deficiente. 1990). há grande predomínio dos distúrbios motores e do tônus nestes membros. A hemi-atetose é raramente encontrada e verdadeira (BOBATH 1989. a presença de acetábulos mais rasos que o normal. DOBASHI. geralmente todas elas espásticas. EIFFEL T. porém. onde se percebe principalmente durante o reflexo de moro que se apresenta de modo assimétrico. 2000. Hemiparesia esta deveria ser notada desde os primeiros anos de vida. Nas quadriplegias espásticas. Diparesia é uma disfunção das quatro extremidades onde os membros inferiores são mais afetados. por outro lado à capacidade de manuseio de objetos com lado afetado é muito comprometido (FINNIE. a base de apoio do diplégico na posição ereta e no andar é pequena. Dezembro – 1996). Já.23 Pinto et al (1996) fizeram uma avaliação tomográfica em quadris de pacientes diplégicos e confirmou a localização anterior de uma insuficiência acetabular e. (JOSÉ ANTONIO PINTO. em alguns casos. DANILO MASIERO. AKIRA ISHIDA. o processo de reabilitação será fundamental para definir o desempenho desse atleta. mas é percebida pelos pais geralmente aos após seis meses. A espasticidade atinge mais no membro superior que nas pernas. mas. CARLOS MILANI. ocasionado comprometimento torsionais e angulares nas estruturas ósseas e cartilaginosas. Este tipo de paralisia mais comum nos prematuros (DIAMENT E LEFÉVRE. Bobath (1989) define quadriplegia como o corpo todo afetado. DIAMENT e LEFÉVRE. as pernas podem estar comprometidas no mesmo grau que os braços. algumas poucas podem desenvolver certa atetose distal posteriormente. portanto a marcha é pouco afetada. desta maneira. SHEPHERD 1996. Gradativamente. Nas quadriplegias atetóides os membros inferiores estão menos afetados que o tronco e os membros superiores. SAAD. O controle da cabeça comprometido e a fala com a coordenação ocular são prejudicados. 2000). 1990 e RATLIFFE. Segundo Bobath (1989). Hemiplegia é apenas um lado do corpo comprometido. EDUARDO A. . o que torna o equilíbrio difícil. FERRARETTO 1998). devido a perda do equilíbrio muscular irá ocorrer mudanças nos meios de força do quadril imaturo.

que são afetadas basicamente por atetose ou ataxia.24 Jerônimo (2006) define a classe C8 como a menos afetada da paralisia cerebral. são pessoas que apresentam um quadro minimamente afetado de diplegia espásticas. . hemiplegia espásticas ou monoplegia.

Verificar as vantagens que a pratica da Bocha oferece para indivíduos com paralisia cerebral. Verificar fatores de risco que interferem no desenvolvimento motor. de acordo com os autores estudados. . dos portadores de paralisia cerebral. sobre o aspecto da coordenação motora.25 OBJETIVO GERAL Verificar a coordenação motora em portadores de paralisia cerebral praticantes de bocha adaptado. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Identificar o desenvolvimento motor em pessoas com Paralisia Cerebral.

de acordo com os autores estudados.2 Procedimentos Por meio de revisão bibliográfica. sobre o aspecto da coordenação motora. MÉTODO 6.1 Material Foi realizada uma pesquisa por meio dos sites: Google Acadêmico. Jogos paraolimpicos e referencial bibliografico nos quais foi utilizados 45 artigos para análise dos dados. foi utilizado como referenciais teóricos os conceitos. Scientific Eletronic Library Online (SCIELO) Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Níveis Superior (CAPES) as palavras chave: Portadores de Necessidades Especiais. . idéias e contribuições de autores sobre coordenação motora em portadores de paralisia cerebral praticantes de bocha adaptada. Após verificar os conceitos sobre o tema proposto. Inclusão. realizou-se uma análise e discussão sobre os autores a fim de verificar as vantagem que a pratica da Bocha oferece para indivíduos com paralisia cerebral.26 6. 6.

a bocha adaptada é uma atividade na qual. concordam que a bocha adaptada pode ser praticada por indivíduos com deficiência visual e que possui um auto-grau de comprometimento motor. desenvolvendo e aumentando. Atualmente outras pessoas com deficiência também podem competir.27 7. indivíduos com grau de deficiência motora grave podem participar e desenvolver habilidades motoras (CAMPEÃO e OLIVEIRA 2006). concluíram que o esporte é um excelente meio de modificar as atitudes da sociedade em relação às pessoas com deficiência. a bocha adaptada foi criada inicialmente para atender as pessoas com paralisia cerebral com alto grau de comprometimento motor nos quatro membros e que se utilizava de cadeira de rodas. Usando de informações vindas dos Jogos Paraolímpicos de Seul. estratégia na tentativa de colocar o maior número de bolas próximas da bola-alvo. citando vários autores. num quadro de objetivos gerais. Finalmente. Segundo Campeão (2003) que. Richter et al. entre outras funções. Campeão (2003) e Campeão e Oliveira (2006). mas principalmente. um meio de conscientização do problema que envolve e é vivido por essas pessoas no seu dia a dia. maior embasamento para compreensão de todo o conteúdo desenvolvido. utilizando-se cadeira de roda. Assim a aprendizagem de gestos técnicos deve ser acompanhada ou . na discussão foi dada uma ênfase aos aspectos que influenciaram no processo de realização do trabalho. foi realizada uma revisão bibliográfica. RESULTADOS E DISCUSSÕES. a prática desportiva deve contribuir com todas as outras ações educativas para reabilitação. Como objetivo específico. mostraram a importância do esporte para pessoas com paralisia cerebral e enfatizaram dois pontos de vista: físico e psicológico. o processo de coordenação motora para pessoas com paralisia cerebral praticantes de bocha. Nesta pesquisa.. A pratica do jogo de bocha necessita de um planejamento. o desporto. desde que inseridas na mesma classe no grau da deficiência. isto é. para o desenvolvimento máximo das capacidades que o indivíduo possui. é de tornar público e poder dividir com profissionais da área de Educação Física e pessoas interessadas. com a intenção de oferecer ao leitor. a capacidade visual-motora. A prática de atividade física e esportes por pessoas com paralisia cerebral tem se mostrado mais do que uma opção de vida. (1996). E como o principal objetivo desse trabalho. sobretudo deve ser efetivamente gratificante para quem o pratica. Já para Rodrigues (1983). A prática desportiva em crianças com paralisia cerebral é antes de tudo uma reformulação positiva da imagem do corpo.

uma categoria de deficiências que inclui pacientes com um tipo de problema: distúrbios crônicos não progressivos do movimento ou da postura com início precoce. nomeadamente (imagem corporal. porque tem uma importância do desenvolvimento psicológico dos portadores de PC. O estudo do desenvolvimento deve ser analisado a partir da perspectiva da totalidade da espécie humana. Brandão (1992) e Shepherd (1996) concordam quando se entende que a paralisia possui diferentes tipos de definições. que existe interação entre a composição biológica do indivíduo e suas circunstâncias ambientais peculiares. alteração do cérebro e uma anormalidade no desenvolvimento. gestos motores e a socialização. “Cerebral” .28 precedida por um trabalho centrado nas aptidões psicomotoras. o desenvolvimento motor é a contínua alteração no comportamento ao longo do ciclo da vida.para significar que estas alterações são conseqüentes às lesões do cérebro. Para Shepherd (1996) a paralisia cerebral é classificada de acordo com os seguintes sinais clínicos: espástica é caracterizado por uma lesão no primeiro neurônio motor promovendo fraqueza muscular. Segundo Gallahue e Ozmun (2002). espástica. “Dismotria” . coordenação perceptivo-motora). Deve reconhecer. atetósica ocorre comprometimento do sistema extrapiramidal. atáxia e hipotônica. no mínimo. com sinais clínicos como. padrões motores anormais. atáxica comprometimento no cerebelo que são manifestações é raro no PC. atetósica. realizado pela interação entre as necessidades da tarefa. hiperreflexia. Já para Tecklin (2002) a paralisia não é uma doença sim uma anomalia das funções do aparelho locomotor. Segundo Tecklin (2002) a Paralisia Cerebral não é uma doença. é ao contrário. Brandão (1992). hipotônica apresenta fraqueza muscular e grave déficit da função motora. distonia e ataxia. Rodrigues (1983) Richter et al (1996) explicam que a pratica esportiva contribui para o desenvolvimento das capacidades físicas. com presença de movimentos involuntários atetose. é um meio de inclusão para os portadores de deficiência física com a sociedade. organização do tempo e do espaço. devido à impropriedade da designação PC (que induz que seus portadores tenham perdido a capacidade de executar seus movimentos).para expressar que são alterações da motricidade e do tono. a biologia do indivíduo e as condições do ambiente. . e “Ontogenética” . pois também. seus sintomas característicos.porque as alterações apresentadas são decorrentes da anormalização do desenvolvimento funcional da motricidade. propõe o enunciado do conceito de Dismotria Cerebral Ontogenética (DCO). onde explica que PC é uma alteração da motricidade.

mais especificamente. Bobath (1989) diz que devido à paralisia cerebral ser uma lesão ou mau desenvolvimento do cérebro de caráter não progressivo desde a infância.29 Em seu estudo. Um bom desenvolvimento motor repercute na vida futura da criança nos aspectos sociais. referindo-se que o desenvolvimento motor esta relacionado com a idade do indivíduo. OLIVEIRA K. fornece um modelo que expande o gradiente de tempo no qual o movimento é estudado. pensamento e linguagem. a deficiência motora se dá em padrões anormais de postura e movimentos associados com tônus postural normal. não nos fatores citados acima. De acordo com Gallahue e Ozmun (2002) refere-se que o desenvolvimento motor é uma alteração biológica e ambiental que ocorre no decorrer da vida. Gontijo (1998).F. raciocínio. constituem o desenvolvimento cognitivo. O estudo do desenvolvimento motor promove uma perspectiva para o entendimento do movimento humano. como aprendizagem. Para Papalia e Olds (2000).F.C.C. intelectuais e culturais. memória. Segundo Oliveira (2006) e Bobath (1989) o desenvolvimento motor em PC se da desde a infância agravando suas habilidades motoras. pois está sujeito a muitas influências. afirma que o “desenvolvimento motor refere-se a um conjunto de mudanças no comportamento motor. 2006). porém os movimentos são afetados devido à lesão dificultando seu movimento motor. na capacidade sensorial e nas suas habilidades motoras são toda parte do desenvolvimento físico e podem influenciar outros aspectos do desenvolvimento. já Gontijo (1998) discorda com o autor. Já as mudanças na capacidade mental. As mudanças no indivíduo. diretamente relacionado com a idade do indivíduo”. e Papalia e Olds (2000) discorda dos dois autores citados acima dizendo que o desenvolvimento motor são mudanças na capacidade sensoriais e cognitivas. ..R. Devido á existência da dificuldade motora ocasionado pela paralisia cerebral à criança se refugia do meio ao qual não domina deixando de realizar ou realizando com pouca freqüência as atividades motoras diárias (OLIVEIRA O. o estudo do desenvolvimento humano é extremamente complexo.

O desenvolvimento motor em indivíduos com paralisia cerebral. mas principalmente para o processo de desenvolvimento motor. em acertar os alvos. (peri-natal) e. olhar para o lado. tais como levantar um dos braços. flexionar e estender uma das mãos (punho). adquirindo condições necessárias para tornarem-se pessoas integradas à sociedade. a deficiência motora se dá a padrões anormais de postura e movimentos associados com tônus postural normal que vem desde a sua infância. verificou-se que as dificuldades que as pessoas com paralisia cerebral encontram. abrir e fechar os dedos. não apenas no âmbito físico e biológico. durante o parto. flexionar o joelho. No que se trata nas vantagens oferecidas pela bocha aos praticantes. independente de suas limitações. ao mesmo tempo. permite a aquisição de habilidades motoras necessárias para o desenvolvimento completo da criança e até mesmo do adolescente e adulto com paralisia cerebral. abrir e fechar a mão (uma de cada vez) e depois simultaneamente. chutar com uma das pernas.30 8. Após levantamento bibliográfico verificou-se que quanto a coordenação de portadores de paralisia cerebral (PC) praticantes de bocha adaptada. elevar o corpo da cadeira. favorecendo relações com o meio ambiente. além do impacto da própria lesão cerebral. lateralmente). por cima. como a má postura. é capaz de sofrer vários fatores de risco que interferem em seu desenvolvimento motor. Entre os fatores de risco que interferem no desenvolvimento destacam-se que a criança com paralisia cerebral. . porém suas limitações ainda presente. esticar os dedos de uma das mãos. eles conseguem desenvolver a pratica esportiva. desencostar do encosto. flexionar os dedos dos pés. fazer abdução dos braços. CONCLUSÃO E SUGESTÃO A prática de atividades esportivas é efetivamente. levando a um comprometimento em suas habilidades funcionais. levar o tronco em frente. mesmo com o grau de comprometimento motor apresentado.variando as formas de lançar (rasteiro. que é decorrente das causas na gestação (prénatais). a falta de equilíbrio e a falta de rotação do tronco. resultam em uma melhora significativa do trabalhar a precisão e coordenação visual e motora. flexionar e estender um dos pés (tornozelo). após o parto (pós-natal). um instrumento mediador com dupla função: é o esporte e a atividade espontânea que proporciona prazer e divertimento e. identificou-se que devido a lesão ou mau desenvolvimento do cérebro.

31 Sugerimos que os Educadores Físicos procurem se especializar na área dando continuidade deste trabalho como pesquisa de campo para avaliar essa melhora física e psicológica dos praticantes de Bocha Adaptada com Paralisia Cerebral. .

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