MANUAL DE ORIENTAÇÕES TÉCNICAS E SANITÁRIAS PARA USO DE RAIOSX EM ODONTOLOGIA - Parte 1 IINTRODUÇÃO

O uso de raio-x está intimamente ligado as práticas odontológicas e se constitui como o principal exame complementar para a conclusão de diagnósticos, representando um grande avanço na qualidade dos atendimentos odontológicos, mas requer, ao mesmo tempo, que as exposições radiológicas sejam efetuadas em condições otimizadas de proteção e segurança seja para os profissionais seja para os pacientes. As exposições radiológicas para fins de saúde constituem a principal fonte de exposição da população a fontes artificiais de radiação ionizante. A necessidade de padronizar, a nível nacional, os requisitos de proteção radiológica para o funcionamento dos estabelecimentos que operam com raios-x diagnósticos e a necessidade de detalhar os requisitos de proteção em radiologia diagnóstica levaram as autoridades sanitárias a normalizar oficialmente este tema. Desta forma, a inobservância dos requisitos técnicos e sanitários configuram-se em infração de natureza sanitária, sujeitando o infrator ao processo e penalidades previstas, sem prejuízo das responsabilidades civil e penal cabíveis. Dentro do princípio de desmonopolizar o conhecimento sobre a legislação sanitária e de contribuir para a melhoria das condições sanitárias dos serviços instalados no país, o Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária (Inbravisa) disponibiliza à classe odontológica o presente Manual de Orientações Técnicos e Sanitárias para uso de Raios-X em Odontologia, além das atividades de auditorias realizadas por sua equipe técnica. Seu conteúdo deve ser complementado através da leitura dos textos integrais das legislações de referência e que podem ser solicitados conforme procedimentos especificados no item XIII do presente. II - PRINCÍPIOS BÁSICOS DA LEGISLAÇÃO SANITÁRIA EM RADIOLOGIA Os princípios básicos que regem o uso da radiologia odontológica são: A) Justificação da prática e das exposições odontológicas individuais; B) Otimização da proteção radiológica; C) Limitação de doses individuais; D) Prevenção de acidentes. A - Princípio da Justificação Nenhuma tomada radiológica deve ser realizada ou autorizada a menos que produza suficiente benefício para a saúde do indivíduo exposto de modo a compensar os efeitos adversos que a radiação causa no organismo humano. Assim, quando for possível, deve ser indicada técnica diagnóstica alternativa que não envolva exposição a radiações ionizantes. O princípio da justificação pode ser dividido em dois níveis: A.1 - Justificação Genérica Todos os novos tipos de práticas que envolvam exposições radiológicas devem ser previamente justificadas antes de serem adotadas em geral. Os tipos existentes de práticas devem ser revistos sempre que se adquiram novos dados significativos acerca de sua eficácia ou de suas conseqüências. A.2 - Justificação da Exposição Individual Todas as exposições radiológicas devem ser justificadas individualmente, tendo em conta os objetivos específicos da exposição e as características do indivíduo envolvido. Dentro do princípio da justificação, toda exposição que não possa ser

deve-se considerar a seleção adequada do equipamento e acessórios e os procedimentos de trabalho.Princípio da Otimização da Proteção Radiológica O princípio de otimização estabelece que as instalações e as práticas devem ser planejadas. As exposições de pacientes devem ser otimizadas ao valor mínimo necessário para obtenção do objetivo radiológico (diagnóstico e terapêutico). d) exposição de seres humanos para fins de auditoria de convênios. norma técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). b) não se aplicam às exposições médicas.AMBIENTESA PARA INSTALAÇÃO DE APARELHOS DE RAIOS-X O equipamento de radiografia intra-oral deve ser instalado em ambiente (consultório ou sala) com dimensões suficientes para permitir à equipe manter-se à distância de. c) exames radiológicos para rastreamento em massa de grupos populacionais.Princípio da prevenção de Acidentes No projeto e na operação de equipamentos e de instalações. D . exceto quando as informações a serem obtidas possam ser úteis à saúde do indivíduo examinado. De acordo com a RDC 50/2002. compatível com os padrões aceitáveis de qualidade de imagem. A otimização da proteção deve ser aplicada em dois níveis. por possuir uma influência direta na qualidade e segurança da assistência aos pacientes. estabelecidos para exposição ocupacional e exposição do público decorrentes de práticas controladas. b) exames radiológicos para fins empregatícios ou periciais. 2 m do cabeçote e do paciente.justificada. Deve-se desenvolver os meios e implementar as ações necessárias para minimizar a contribuição de erros humanos que levem à ocorrência de exposições acidentais.Princípio da Limitação de Doses Individuais Os limites de doses individuais são valores de dose efetiva ou de dose equivalente. ou para melhorar o estado de saúde da população. c) não devem ser considerados como uma fronteira entre "seguro" e "perigoso". considerando a totalidade das exposições decorrentes de todas as práticas a que ele possa estar exposto. C . e) não são relevantes para as exposições potenciais. d) não devem ser utilizados como objetivo nos projetos de blindagem ou para avaliação de conformidade em levantamentos radiométricos. tais como treinamentos e realização periódicas de auditorias de qualidade. B . Os limites de dose: a) incidem sobre o indivíduo. implantadas e executadas de modo que a magnitude das doses individuais. e nos procedimentos de trabalho. Para tanto. deve-se dar ênfase à otimização da proteção nos procedimentos de trabalho. o número de pessoas expostas e a probabilidade de exposições acidentais sejam os mais baixos possíveis. deve-se minimizar a probabilidade de ocorrência de acidentes (exposições potenciais). III . que . nos projetos e construções de equipamentos e instalações. pelo menos. incluindo: a) exposição deliberada aos raios-x diagnósticos com o objetivo único de demonstração. cujas magnitudes não devem ser excedidas. no processo de otimização de exposições odontológicas. treinamento ou outros fins. No emprego das radiações em Odontologia.

Equipamentos com tensão de tubo superior a 70 kVp devem possuir uma filtração total permanente não inferior ao equivalente a 2. com pelo menos o equivalente a 0. no mínimo de 20 cm para tensão entre 60 e 70 kVp (inclusive) e. Filtração total: equipamentos com tensão de tubo inferior ou igual a 70 kVp devem possuir uma filtração total permanente não inferior ao equivalente a 1. entrada proibida a pessoas não autorizadas". salvo quando estritamente necessário". cabeçote. Em adição a esta exigência todo equipamento de raios-x para uso odontológico deve atender os seguintes requisitos: Tensão: deve ser maior ou igual a 50 kVp.5 mm de alumínio. O sistema de controle da duração da exposição deve ser do tipo eletrônico e não deve permitir exposição com duração superior a 5 s. limitada a uma taxa de kerma no ar máxima de 0.25 mGy/h a 1 m do ponto focal. Este localizador deve ser tal que a distância foco-pele seja de. este deve ser instalado em sala específica. o tamanho mínimo para um consultório odontológico é de 9 m². "não é permitida a permanência de acompanhantes na sala durante o exame radiológico. no mínimo. preferencialmente maior que 60 kVp. contendo o símbolo internacional da radiação ionizante acompanhado da inscrição: "raios-x. Quando se tratar de equipamento de radiografia extra-oral . entrada restrita" ou "raiosx. no mínimo. Colimação: todo equipamento de raios-x deve possuir um sistema de colimação para limitar o campo de raios-x ao mínimo necessário para cobrir a área em exame. sistema de colimação. "acompanhante. ou seja 1 mGy/h (um miligray por hora). Duração da exposição: a duração da exposição pode ser indicada em termos de tempo ou em número de pulsos.25 mm de chumbo. Distância foco-pele: equipamentos para radiografias intra-orais devem possuir um localizador de extremidade de saída aberta para posicionar o feixe e limitar a distância foco-pele. atendendo aos mesmos requisitos do radiodiagnóstico médico. Para cada equipamento de raios-x deve haver uma vestimenta plumbífera que garanta a proteção do tronco dos pacientes. Em radiografias extra-orais é obrigatório o uso de colimadores retangulares. Valores entre 4 e 5 cm são permitidas apenas quando houver um sistema de alinhamento e posicionamento do filme. os requisitos para radiação de fuga são os mesmos estabelecidos para radiodiagnóstico médico.5 mm de alumínio. Para outros equipamentos emissores de raios-x. As salas equipadas com aparelhos de raios-x devem dispor de: a) sinalização visível nas portas de acesso. IV – EQUIPAMENTOS Nenhum tipo ou modelo de equipamento de raios-x diagnósticos. quando operado em condições de ensaio de fuga. Deve haver . Nas radiografias intra-orais o diâmetro do campo não deve ser superior a 6 cm na extremidade de saída do localizador.especifica as áreas físicas para serviços de saúde. quando houver necessidade de contenção de paciente. exija e use corretamente vestimenta plumbífera para sua proteção durante exame radiológico". o cabeçote deve estar adequadamente blindado de modo a garantir um nível mínimo de radiação de fuga. componentes (tubo. Radiação de fuga: em radiografias intra-orais. incluindo tireóide e gônadas. b) quadro com as seguintes orientações de proteção radiológica. enquanto que para equipamentos para radiografias extra-orais não devem possuir tensão inferior a 60 kVp. 18 cm para tensão de tubo menor ou igual a 60 kVp. entre outros) e acessórios de proteção radiológica pode ser comercializado sem possuir registro do Ministério da Saúde. 24 cm para tensão maior que 70 kVp. em lugar visível: "paciente. O localizador e o diafragma/colimador devem ser construídos de modo que o feixe primário não interaja com a extremidade de saída do localizador. exija e use corretamente vestimenta plumbífera para sua proteção durante exame radiográfico".

um sistema para garantir que raios-x não sejam emitidos quando o indicador de tempo de exposição se encontrar na posição "zero" e o disparador for pressionado. Para radiografias intra-orais deve-se utilizar. b. A extremidade do localizador deve ser colocada o mais próximo possível da pele do paciente para garantir tamanho de campo mínimo. No caso de radiografias extra-orais. para cada equipamento de raios X.O sistema de suporte do cabeçote deve ser tal que o mesmo permaneça estável durante a V . O tempo de exposição deve ser o menor possível. VI EQUIPAMENTOS Proteção ao paciente E PROCEDIMENTOS DE PROTEÇÃO Uso de vestimenta de proteção individual de modo a proteger a tireóide o tronco e as gônadas dos pacientes durante as exposições. mantido sobre superfície horizontal ou em cabide apropriado. devem ser adotados os seguintes procedimentos: a. A cabine deve estar posicionada de modo que. É proibido o uso de sistema de acionamento de disparo com retardo. Isto inclui o uso de receptor de imagem mais sensível que possa fornecer o nível de contraste e detalhe necessários. O operador deve observar e ouvir o paciente durante as exposições. c. prendedores de filme e de "bite-wing" de modo a evitar que o paciente tenha que segurar o filme. após exame clínico e cuidadosa consideração das necessidades de saúde geral e dentária do paciente. deve-se utilizar uma combinação de filme e tela intensificadora com o mesmo critério. nenhum indivíduo possa entrar na sala sem o conhecimento do operador . durante as exposições. d. O visor deve ter. sejam julgados necessários. sobre superfície horizontal ou em suporte apropriado O consultório dentário deverá possuir. consistente com a obtenção de imagem de boa qualidade. um avental plumbífero com dimensões mínimas de 76 cm x 60 cm que deve ser usado de modo a proteger a tireóide e as gônadas dos pacientes durante as radiografias. pelo menos. a mesma atenuação calculada para a cabine. O avental deverá ser acondicionado de forma a preservar sua integridade. f. O botão disparador deve ser instalado em uma cabine de proteção ou disposto de tal forma que o operador que o maneje possa ficar a uma distância de. preferencialmente: a técnica do paralelismo com localizadores longos. e. Deve-se averiguar a existência de exames radiográficos anteriores que tornem desnecessário um novo exame. g.PROCEDIMENTOS DE TRABALHO A fim de reduzir a dose no paciente. A repetição de exames deve ser evitada por meio do uso da técnica correta de exposição e de um processamento confiável e consistente. Proteção do operador e equipe Equipamentos panorâmicos ou cefalométricos devem ser operados dentro de uma cabine ou biombo fixo de proteção com visor apropriado ou sistema de televisão. Os aventais plumbíferos devem ser acondicionados de forma a preservar sua integridade. pelo menos. Exames radiográficos somente devem ser realizados quando. h. dispositivos de alinhamento (posicionadores). Em radiografias extra-orais deve-se utilizar tamanho de campo menor ou igual ao tamanho do filme. 2 metros do tubo e do paciente durante a exposição.

5 mm equivalentes ao chumbo. 0. pelo menos. em estágio de treinamento profissional. -dose equivalente anual de 150 mSv para extremidades e 50 mSv para o cristalino. deve estar disponível no local um cronômetro. Se a carga de trabalho for superior a 30 mAmin por semana. desde que confeccionadas com material opaco. Caso seja necessária a presença de indivíduos para assistirem uma criança ou um paciente debilitado. Este tipo de artigo introduzido e amplamente utilizado no século passado não é aceito atualmente pelo fato de que a luz não é totalmente bloqueada . decorrentes de todas as práticas. VII – PROCESSAMENTO O serviço deve possuir instalações adequadas para revelação dos filmes. e as exposições normais de indivíduos do público decorrentes de todas as práticas devem ser restringidas de modo que a dose efetiva anual não exceda 1 mSv. É permitida a utilização de câmaras portáteis de revelação manual. não podendo exceder 50 mSv em nenhum ano. Para revelação manual.Para estudantes com idade entre 16 e 18 anos. Para mulheres grávidas devem ser observados os seguintes requisitos adicionais. O operador ou qualquer membro da equipe não deve colocar-se na direção do feixe primário.º 12/88 não sejam excedidos. -a dose equivalente anual não deve exceder 500 mSv para extremidades e 150 mSv para o cristalino. o operador deve manter-se a uma distância de. Nas práticas aqui descritas o controle deve ser realizado da seguinte forma: -a dose efetiva média anual não deve exceder 20 mSv em qualquer período de 5 anos consecutivos. 2 metros do tubo e do paciente durante as exposições. o operador deve manter-se atrás de uma barreira protetora com uma espessura de. elas devem fazer uso de avental plumbífero com. exceto em treinamentos. Menores de 18 anos não podem trabalhar com raios-x diagnósticos. Nenhum indivíduo deve realizar regularmente esta atividade. devem ser controladas de modo que os valores dos limites estabelecidos na Resolução-CNEN n. o equivalente a 0. a câmara escura deve ser construída de modo a prevenir a . as exposições devem ser controladas de modo que os seguintes valores não sejam excedidos: -dose efetiva anual de 6 mSv .Em exames intra-orais em consultórios. Quando aplicável . nem segurar o cabeçote ou o localizador durante as exposições. um termômetro e uma tabela de revelação para garantir o processamento nas condições especificadas pelo fabricante. Deve-se ter o cuidado para não utilização de câmaras de revelação construídas por acrílico transparente. É proibida a exposição ocupacional de menores de 16 anos.25 mm Pb e evitar localizar-se na direção do feixe primário. tornando pouco provável que a dose adicional no embrião ou feto exceda cerca de 1 mSv neste período. o que traz prejuízos a qualidade final da radiografia. pelo menos. Exposições ocupacionais As exposições ocupacionais normais de cada indivíduo. de modo a proteger o embrião ou feto: -a gravidez deve ser notificada ao titular do serviço tão logo seja constatada. -as condições de trabalho devem ser revistas para garantir que a dose na superfície do abdômen não exceda 2 mSv durante todo o período restante da gravidez. Nenhum elemento da equipe deve segurar o filme durante a exposição: somente o operador e o paciente podem permanecer na sala de exame durante as exposições. pelo menos.

janelas. -os filmes devem ser armazenados em local protegido do calor. -não devem ser utilizados filmes ou soluções de processamento com prazo de validade expirado. -as soluções devem ser regeneradas ou trocadas quando necessário. componentes e acessórios. umidade. mA e kVp máximas). visores. limites de deslocamento do tubo.LAUDO RADIOMÉTRICO E PLANO DE RADIOPROTEÇÃO O laudo radiométrico deve ser entendido como uma avaliação do aparelho em relação a área física onde está instalado . incluindo cortes relevantes apresentando o lay out das salas de raios-x e salas de controle. considerando uma previsão de operação de cada instalação por. a além disto : -deve ser afixada na parede da câmara uma tabela de tempo e temperatura de revelação. e que uma sala de raiosx não deve ser utilizada simultaneamente para mais que um exame radiológico. paredes. a relação dos exames a serem praticados. no mínimo. e a descrição técnica das blindagens (portas.formação de véu nos filmes. Aproximadamente. temperatura e tempo de revelação. e mobiliário relevante. com estimativa da carga de trabalho semanal máxima.W . etc.Somatório dos produtos da corrente pelo tempo (mAs) utilizados na semana. de acordo com as instruções do fabricante. Equipamento de radiodiagnóstico pacientes por dia W (mA min / sem) 100 kVp 125 kVp 150 kVp . -não deve ser realizada qualquer inspeção visual do filme durante os processamentos manuais. VIII . podem ser utilizados como orientação para a obtenção de valores realistas. No processamento do filme devem ser seguidas as recomendações do fabricante com respeito à concentração da solução. os seguintes valores típicos de carga de trabalho semanal. visando a proteção do público interno e circudante ao serviço. painel de controle. 5 anos. previstos para as instalações . teto. piso. -a câmara escura e as cubas de revelação devem ser mantidas limpas. radiação e vapores químicos. Os níveis de radiação produzidos devem atender aos limites máximos determinados pela legislação. espessura e densidade Complementando estas informações e para que seja obtida uma efetiva proteção contra a radiação deve-se observar que o acesso à sala onde exista aparelho de raios-x deve ser limitado durante os exames radiológicos. A Carga de trabalho (semanal) . modelo. posicionamento dos equipamentos.) incluindo material utilizado. -deve-se medir a temperatura do revelador antes da revelação. mesa de exame. É necessário portanto a realização de uma planta de arquitetura das instalações e áreas adjacentes. Esta planta de arquitetura deve também estabelecer as áreas do serviço indicando os fatores de uso e os fatores de ocupação das vizinhanças de cada instalação. Para relatórios de levantamento radiométrico e para planejamento de blindagem. O laudo radiométrico também contempla a relação dos equipamentos de raios-x diagnósticos (incluindo fabricante. o produto do número de radiografias semanais pelo mAs médio utilizado. deve ser equipada com lanterna de segurança apropriada ao tipo de filme e possuir um sistema de exaustão adequado.

3 kV. seletor de tempo de exposição taxa de kerma no ar doses na entrada na pele dos em radiografia intra-oral devem de 3.Unidade de radiografia odontológica intra-oral 24 4-30 . f.tubo máxima de operação. IX-PROGRAMA DE ODONTOLÓGICA GARANTIA DE QUALIDADE EM RADIOLOGIA O controle de qualidade.1 . com freqüência mínima de dois anos: a. pelo valor médio sobre áreas de medição de 100 cm2. Dose de entrada na pele do paciente. b. para quatro medidas. Tensão de pico.5 2. O limite para equipamentos odontológicos é de 0. Tamanho de campo. deve ser entendido como uma série de testes que aferem o aparelho e deve incluir o seguinte conjunto mínimo de testes de constância. Padrão de imagem radiográfica. para um dado tempo de exposição. deve garantir exposições reprodutíveis de modo que o desvio (diferença entre duas medidas de tempo de exposição) máximo seja menor ou igual a 10% do valor médio.Unidade de radiografia extra oral (panorâmica) 24 200 . e. O limite para equipamentos extra orais é de 1 mGy/h (um miligray por hora). h.A planilha de cálculo de blindagem deve ser assinada por um especialista em física de radiodiagnóstico. não deve ser inferior a 50 kVp. para os tempos comumente utilizados. com dimensão linear que não exceda 20 cm valor da camada redutora do feixe útil tensão medida no tubo não deve ser menor que o valor mostrado na Tabela II para tensão de semi. a taxa de kerma no ar deve ser reprodutível em 10%. de modo a demonstrar conformidade com os requisitos de filtração mínima. g.25 mGy/h (vinte e cinco centésimos de miligray por hora).5 mGy e para extra orais 5 mGy pacientes Tabela 2. para tensão de pico não excedendo 125 kV. ou certificação equivalente.2 1. Valores mínimos de camadas semi-redutoras em função da tensão de tubo máxima de operação kVp 51 60 70 71 CSR (mm AI) 1. O valor deve ser linear com o tempo de exposição. c. reconhecida pelo Ministério da Saúde. Linearidade da taxa de kerma no ar com o tempo de exposição. Camada semi-redutora. O desvio (diferença entre duas medidas) máximo não deve ultrapassar ± 20% do valor médio. Alternativamente. com uma tolerância de . previsto no programa de garantia de qualidade. fora do feixe primário. Reprodutibilidade do tempo de exposição ou reprodutibilidade da taxa de kerma no ar. Integridade das vestimentas de proteção individual Tabela 1 . Valores intermediários podem ser obtidos por interpolação.Padrões de desempenho permitidos PADRÕES DE DESEMPENHO PERMITIDO níveis de radiação de fuga definidos a 1 m do foco. d.3 1.

· apresentação do laudo radiométrico -apresentação do Programa de Garantia de Qualidade -termo de responsabilidade técnica.5 X – LICENCIAMENTO DOS APARELHOS DE RAIOS X JUNTO A VIGILÂNCIA SANITÁRIA LOCAL Nenhum aparelho de raios-x pode funcionar sem estar devidamente licenciado pela autoridade sanitária local. -relatório do programa de garantia de qualidade. assinado pelo supervisor de proteção radiológica em radiodiagnóstico (SPR) do serviço. inclusive dos históricos ocupacionais. conforme modelo próprio da autoridade sanitária: -termo de proteção radiológica. ou certificação equivalente.80 90 2. conforme modelos próprios da autoridade sanitária.br . Este prazo varia de um local para outro e deve ser verificado junto a autoridade sanitária de competência.com.BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA O autor recomenda que o leitor complemente as informações deste artigo com a leitura das seguintes normas sanitárias: 1) Resolução SS 625/94 2) Portaria Federal 453/983) Comunicado CVS 44/97Estas legislações podem ser solicitadas através do endereço eletrônico: inbravisa@inbravisa. assinado por um especialista em física de radiodiagnóstico. Para se licenciar são necessários a apresentação dos seguintes documentos: -requerimento.A desativação de um serviço de radiodiagnóstico deve ser notificada à autoridade sanitária local informando o destino e a guarda dos arquivos e assentamentos. instruídas dos documentos relevantes do processo de aprovação de projeto. XI . dois anos.DESATIVAÇÃO DE EQUIPAMENTO DE RAIOS-X Deve ser comunicada à autoridade sanitária. com solicitação de baixa de responsabilidade e notificação sobre o destino dado ao equipamento. conforme especificado na legislação. -documento de atualização do memorial descritivo de proteção radiológica. caso tenham ocorrido alterações não notificadas no período. conforme modelo próprio da autoridade sanitária local. XIII . XII .3 2. -memorial descritivo de proteção radiológica. reconhecida pelo Ministério da Saúde. A concessão e renovação de alvará de funcionamento do serviço está condicionada à aprovação dos documentos apresentados e à comprovação do cumprimento dos requisitos técnicos especificados mediante inspeção sanitária. assinado pelo responsável legal do estabelecimento e pelo SPR.VALIDADE E RENOVAÇÃO O alvará de funcionamento do serviço tem validade de. Quaisquer modificações a serem introduzidas nas dependências do serviço ou nos equipamentos de raios-x devem ser notificadas previamente à autoridade sanitária local para fins de aprovação. no máximo. assinado pelo responsável legal do estabelecimento. por escrito.A renovação do alvará de funcionamento do serviço deve ser solicitada pelo titular instruída de: -requerimento e termos de responsabilidade.

cirurgião-dentista e pós-graduado em Saúde Pública. Autor: Rui de Andrade Dammenhain . especialista em Vigilância Sanitária e diretor técnico do Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária (Inbravisa).br.Última parte. na próxima edição. E-mail: inbravisa@inbravisa. . bem como a legislação sanitária de referência.com. veja os termos e expressões utilizadas no manual.

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