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Trauma Elétrico em Preguiça Selvagem

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Trauma elétrico em preguiça de vida livre: relato de caso Electric trauma in a


wild sloth: a case report CIÊNCIAS VETERINÁRIAS

Article · December 2012

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8 authors, including:

Marcelo Rodrigues Ana Maria Quessada


Universidade Federal do Piauí Universidade Paranaense (UNIPAR)
44 PUBLICATIONS 89 CITATIONS 141 PUBLICATIONS 234 CITATIONS

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Cláudia Magalhães Charlys Rhands Coelho de Moura


Universidade NOVA de Lisboa Universidade Federal do Piauí
10 PUBLICATIONS 21 CITATIONS 6 PUBLICATIONS 23 CITATIONS

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CASO CLÍNICO R E V I S TA P O R T U G U E S A
DE
CIÊNCIAS VETERINÁRIAS

Trauma elétrico em preguiça de vida livre: relato de caso

Electric trauma in a wild sloth: a case report

Dayanne Anunciação S. D. Lima1*, Wagner C. Lima1, Marcelo C. Rodrigues2,


Ana Maria Quessada2, Karynne M. M. dos Santos3, Charlys Rhands C. de Moura1,
Cláudia S. Magalhães1, João M. de Sousa2
1
Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal, Universidade Federal do Piauí – UFPI
2
Hospital Veterinário da Universidade Federal do Piauí – UFPI
3
Graduação em Medicina Veterinária, Universidade Federal do Piauí – UFPI

Resumo: As preguiças do género Bradypus são largamente ventricular fibrillation was an expected event. The absence of
encontradas em grande parte da região Nordeste do Brasil. O ventricular fibrillation may be related to the resistance that sloth
crescimento da população humana tem levado à destruição das has to heart changes with the possibility of spontaneous rever-
áreas de ocorrência natural dessas espécies que cada vez mais sion. Thus, an emergency approach in cases of electrical trauma
são encontradas em zonas urbanas e sujeitas a acidentes is mandatory, especially when dealing with wild animals. No
diversos. Um exemplar de Bradypus variegatus foi encami- less important are the nutritional management and monitoring
nhado para um Hospital Veterinário apresentando inapetência, through laboratory tests.
otorragia bilateral, desidratação moderada e queimaduras
localizadas nos membros torácicos e pélvicos decorrentes de Keywords: wild animals, Bradypus variegatus, burn, shock
choque elétrico em fios de alta tensão. Após avaliação clínica,
laboratorial e eletrocardiográfica, foi instituído tratamento
ambulatorial e cirúrgico. Não houve melhora do quadro
clínico e o mesmo evoluiu para o óbito. Alterações nutricionais, Introdução
imunológicas e microbiológicas justificam a gravidade do
quadro clínico e a progressão para o óbito. O eletrocardiograma As preguiças são mamíferos da família Bradypo-
estava normal, apesar de a fibrilhação ventricular ser um evento didae composta por dois géneros, Choloepus e
esperado nestes casos. A ausência de fibrilhação ventricular
pode estar relacionada à capacidade de reversão espontânea a Bradypus, diferenciados entre si pelo número de
alterações cardíacas que a preguiça possui. Dessa forma, a abor- dedos. O género Bradypus é largamente encontrado
dagem de emergência em casos de trauma elétrico é obrigatória, em grande parte da região Nordeste do Brasil (Silva et
principalmente tratando-se de animais silvestres. Não menos al., 2005). São animais de porte médio, apresentam
importantes são o manejo nutricional e o acompanhamento por coloração geral cinza tracejada de branco ou castanho-
meio de exames laboratoriais.
-ferrugem, podendo ter manchas claras ou negras.
Palavras-chave: animal silvestre, Bradypus variegatus, Possuem membros compridos, corpo curto, cauda
queimadura, choque curta e grossa, adaptados para o seu modo de vida.
Com comportamento solitário, noturno e diurno,
Summary: Sloths of the genus Bradypus are largely found in apreciam ficar nas copas das árvores expostas ao sol
much of northeastern Brazil. The human population growth has
led to the destruction of areas of natural occurrence of these matinal e têm hábito alimentar composto basicamente
species, and these animals are more often found injured in urban por folhas de diversas espécies arbóreas. O crescimen-
areas, mainly by electric shocks. A specimen of Bradypus to da população humana tem levado à destruição das
variegatus was transported to a veterinary practice with a áreas de ocorrência natural dessas espécies que cada
history of trauma after contact with electrical power lines. It vez mais são encontrados em zonas urbanizadas
presented low level of consciousness, somnolence, bilateral
otorrhea, burns and moderate dehydration. After clinical, labo- necessitando de cuidados veterinários imediatos (Silva
ratory and electrocardiographic tests, ambulatorial and surgical et al., 2005).
treatments were initiated. There was no clinical improvement, Dentre as várias afecções que podem acometer ani-
and the animal died. Nutritional, immunological and microbio- mais silvestres em áreas urbanas, os choques elétricos
logical alterations justified the severity of the clinical progres- estão em destaque, inclusive em preguiças já que,
sion and death. The electrocardiogram was normal, although
pelos seus hábitos arborícolas, estes animais podem
alcançar postes de alta tensão e serem vítimas de
descargas elétricas (Petrucci et al., 2009; Araújo et al.,
*Correspondência: dayannevet@yahoo.com.br
Universidade Federal do Piauí, Centro de ciências Agrárias, 2010; Fonseca et al., 2011). As preguiças apresentam
Campus Socopo, CEP 64049-550, Teresina, PI movimentos muito lentos, baixa taxa metabólica e

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sistema cardiovascular com algumas peculiaridades biótico (enrofloxacina 10 mg/kg/24-24h, via intramus-
(Silva et al., 2005). Objetivou-se relatar detalhada- cular - IM), analgésico (tramadol 2 mg/kg/8-8h/IM) e
mente um caso de trauma elétrico em preguiça de vida anti inflamatório (dexametasona 1 mg/kg/24-24h/IM).
livre. A cada 12 horas, o animal foi submetido à limpeza e
curativo das feridas com uso de solução salina (NaCl
História pregressa, diagnóstico e 0,9%) e nitrofurazona. O animal permaneceu 10 dias
tratamento internado sob alimentação e ingestão de água forçada
(aspersão em folhas frescas de imbaúba previamente
Um exemplar de B. variegatus, fêmea, sem idade lavadas). Não havendo melhora satisfatória do quadro
definida, foi atendido no Hospital Veterinário da clínico, o animal foi encaminhado para o centro cirúr-
Universidade Federal do Piauí (HVU), com história de gico para debridamento das feridas (Figura 3). A
trauma elétrico após contato com fios de alta tensão. indução anestésica consistiu da associação de quetami-
À inspeção, o animal apresentava ulceração cutânea na (2,5 mg/kg) e xilazina (0,3 mg/kg) administrada na
nas regiões palmar e plantar e na face lateral esquerda mesma seringa por via IM, seguida da manutenção
do dorso (Figura 1), baixo nível de consciência e com isoflurano diluído em 100% de oxigénio oferecido
sonolência, com pouco ou nenhum movimento quando por meio de máscara facial em circuito semi-aberto.
estimulado, otorragia bilateral, condição corporal Após a cirurgia o quadro clínico deteriorou-se e
magra e desidratação moderada. O animal foi encami- dentro de 48 horas, ocorreu o óbito do animal. Foi
nhado para o internamento no HVU e, após a realiza- solicitado o exame post-mortem.
ção dos exames clínico e eletrocardiográfico, ficou
sob observação quanto à evolução do quadro clínico.
Os parâmetros eletrocardiográficos (Pms, PmV, Resultados e discussão
PRms, QRSms, RmV, QTms e RRms) foram registra-
dos em derivação DII e amplitude 2N com velocidade A manutenção de um Bradypus em cativeiro é um
de 25 mm/s (Figura 2); a frequência cardíaca (FC) foi desafio, dado este género ser muito vulnerável ao
calculada através do intervalo RR; a frequência respi- "stress" adaptativo com consequente baixa imunológica
ratória (ƒ) obtida pela contagem dos movimentos da e, na maioria das vezes, com alteração respiratória de
parede torácica em um minuto e a temperatura retal difícil resolução (Miranda e Costa, 2006). Além disso,
(TR) pela inserção de termómetro clínico digital na as queimaduras estão intimamente relacionadas a
ampola retal durante 1 minuto. Amostra de sangue foi alterações agudas nos sistemas nutricional, imuno-
coletada para análise hematológica. lógico e microbiológico que podem interferir na
Durante o internamento, foi administrado fluido recuperação do paciente. Ocorre ativação de mecanis-
endovenoso (Ringer com lactato 10 mL/kg/hora), anti- mos inflamatórios, imunidade celular e alterações de

Figura 1 - Exemplar de Bradypus variegatus, fêmea, sem idade definida, apresentando ulceração cutânea decorrente de queimaduras
causadas por trauma elétrico após contato com fios de alta tensão.

Figura 2 - Traçado eletrocardiográfico de um exemplar de Bradypus variegatus, fêmea, sem idade definida, registado em derivação DII e
amplitude 2N com velocidade de 25 mm/s, após trauma elétrico por contacto com fios de alta tensão.

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mediadores do sistema imunitário (Barbosa et al., túbulos renais e induz efeitos tóxicos diretos. Para
2009). Tais elementos podem justificar a gravidade reduzir este evento adverso recomenda-se a adminis-
do quadro clínico do animal sem resposta ao trata- tração imediata de soluções alcalinas (Bradford e
mento instituído e progressão para o óbito. Regan, 1985), como foi feito neste animal. A ausência
A frequência cardíaca da preguiça está sob o controle de fibrilhação ventricular nesta preguiça pode estar
do sistema nervoso autónomo e é menor do que o relacionada à resistência característica que a espécie
registado em outros mamíferos do mesmo tamanho, possui comprovada em um estudo comparativo com o
tais como cães e coelhos (Silva et al., 2005). Nesse gato doméstico devido sua semelhança de porte
caso em questão, a frequência cardíaca de 79 bpm e a (Oliveira et al., 1980). Foi observado que além da
respiratória de 10 mpm observadas durante o exame resistência, uma vez que a fibrilhação era induzida, a
clínico no dia do atendimento estavam normais para a recuperação era mais rápida do que no gato com 40%
espécie (60-110 bpm e 10-80 mpm, respectivamente) das preguiças apresentando reversão espontânea do
(Gilmore et al., 2000; Duarte et al., 2004; West et al., quadro. Em outro estudo comparativo das característi-
2007; Hanley et al., 2008). A termorregulação é vital cas mecânicas de enfarte em preguiça, gato e rato, não
e, baseada nas alterações climáticas do ambiente, só a contratilidade, mas também o processo de relaxa-
garante uma grande faixa de variação (24-33 ºC) mento foram retardados na preguiça em relação às
(Gilmore et al., 2000; Miranda e Costa, 2006; Hanley outras espécies (Gilmore et al., 2000).
et al., 2008) como observado neste estudo em que a O laudo necroscópico foi conclusivo para sepsis a
temperatura retal do animal manteve-se entre 33 e qual pode ser explicada pela ruptura da barreira de
34 ºC. Na análise laboratorial, a hematologia confir- proteção constituída pela pele provocando infecção,
mou a condição de desidratação observada durante o fator determinante de mortalidade (Ramakrishnan et
exame clínico da preguiça (hematócrito > 40%) al., 2006) como aqui observado. Pode ser feito o iso-
(Gilmore et al., 2000). lamento de microrganismos no local da infecção,
Não foram diagnosticadas alterações eletrocardio- ainda que, em lesões de queimaduras, seja predomi-
gráficas, sendo o ritmo sinusal normal prevalente. Os nante a microbiota normal da pele como, por exemplo,
dados obtidos (Tabela 1) foram semelhantes aos os géneros Staphylococcus e Streptococcus (Diniz et
encontrados em outros estudos (Silva et al., 2005). No al., 1995). Ressalta-se que o estado nutricional inade-
eletrocardiograma de vertebrados o conjunto de quado intensifica as complicações e as taxas de mor-
ondas é semelhante entre as espécies, independente- bidade e mortalidade, geralmente elevadas em
mente de a condução elétrica ventricular ser mediada pacientes queimados (Farrell et al., 2008).
pelas fibras de Purkinje (mamíferos e aves) ou por
músculos apropriados (animais poiquilotérmicos)
(Prosser e Brown Jr., 1975 citado por Silva et al., Tabela 1 - Variáveis eletrocardiográficas obtidas em Bradypus
2005). Extensos estudos em animais indicam que a variegatus durante exame clínico após trauma elétrico de alta
tensão.
fibrilhação ventricular é a principal causa de morte em
casos de choque elétrico e resulta da elevação dos Parâmetro Duração (ms) Amplitude (mV)
níveis de catecolaminas e ativação do sistema nervoso Onda P 0,04 (*0,05±0,02) 0,08 (*0,05±0,07)
simpático aumentando o trabalho cardíaco (Bradford e Intervalo PR 0,11 (*0,13±0,02) --------
Regan, 1985). Podem estar associadas a queimaduras Segmento PR 0,07 (*0,07±0,02) --------
profundas e paragem respiratória proveniente de par- Complexo QRS 0,06 (*0,07±0,02) --------
alisia bulbar resultante de incontroláveis contrações Intervalo QT 0,34 (*0,38±0,04) --------
tetânicas dos músculos respiratórios. Devido à Onda R 0,03 0,05
queimadura grave da musculatura ocorre maior Onda T -------- 0,03 (*0,08±0,15)
libertação de mioglobina a qual se deposita nos * Valores de referência para a espécie segundo Silva et al. (2005).

Figura 3 - Debridamento da ulceração tecidual decorrente de queimaduras causadas por trauma elétrico após contato com fios de alta ten-
são, em um exemplar de Bradypus variegatus, fêmea, sem idade definida.

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Conclusão Fonsêca FS, Miranda TKS, Duque PR, Santos JM, Alves
TC, Ferreira AC, Sá FB, Valença YM (2011). Relato dos
Dessa forma, a abordagem de emergência em casos casos de acidentes por choque elétrico com sagui do
nordeste (Callithrix jacchus) no centro de triagem de
de trauma elétrico é estritamente necessária para
animais silvestres do Ibama-PE. In: 35° Congresso da
conseguir a ideal resolução do quadro clínico dos
Sociedade de Zoológicos do Brasil. Gramado, Rio Grande
animais acometidos por esse agravo, principalmente do Sul. Disponível em: <http://www.propague.net/
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