ESTRUTURA ATÓMICA (Atomística)
Introdução
A atomística é o estudo do átomo. A palavra átomo vem do grego a-tomos e que se
divide em duas palavras que são:
A = não
Tomos = divisível
Átomo assim significa não divisível (indivisível)
A noção de atomística foi introduzida pelo Leucipo de Mileto em 420 A.C e Demócrito
(460 – 370 A.C) foi o primeiro a propor uma concepção da matéria, pensava que a
matéria era formada por pequenas partícula que ele chamava de a-tomos.
Aristóteles (384 - 322 A.C) rejeitou a teoria do Demócrito e pensava que a matéria era
formada por quatro elementos nomeadamente: a Agua, o ar, o fogo e a terra. Todas as
substâncias continham proporções variáveis destes quatro elementos. A grande reputação
de Aristóteles permitiu que a sua teoria pudesse ser aceite durante um longo tempo.
Depois de mil anos aproximadamente, Isaac Newton (físico Inglês: 1642- 1727) e
Robert Boyle (físico – químico Irlandês 1627-1691) publicaram um artigo que
confirmava a existência de átomos. Isto tinha renovado a teoria sobre os átomos.
O químico Inglês John Dalton (1766 – 1844) foi o primeiro à propor um modelo atómico
em 1803. Ele estipulou que a matéria era constituída de partículas indestrutíveis e
indivisíveis: átomos (nomeação inspirada aos antigos gregos que significa que não pode
se cortar) e propôs sete postulados:
A matéria é composta de pequenas partículas invisíveis e indivisíveis chamadas átomos;
Os átomos de um mesmo elemento químico têm massas e propriedades iguais;
Os átomos elementos químicos diferentes têm massa e propriedades diferentes;
Os átomos não podem ser criados nem destruídos ao longo de uma transformação física
ou química;
As substâncias compostas são formadas por átomos compostos;
Os átomos compostos são formados pela união de átomos de elementos diferentes em
proporções numéricas simples: 1:1; 1:2; 1:3; 2:3.
Uma reacção química consiste na união ou separação de átomo.
Pelos seus postulados, Dalton foi considerado como o pai da teoria atómica que foram
publicadas a fim de explicar certos fenómenos químicos sobre a natureza da matéria.
I. O ÁTOMO
1.1. Definição
Átomo é uma unidade básica de matéria que consiste de um núcleo central de carga
eléctrica positiva envolto por uma nuvem de electrões de carga negativa. O núcleo
atómico é composto por protões e neutrões (excepto no caso do hidrogénio-1, que é o
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único nuclídeo estável sem neutrões). Os átomos são classificados de acordo com o
número de protões no seu núcleo: o número de protões determina o elemento químico e o
número de neutrões determina o isótopo desse elemento.
1.2. Dimensão, Tamanho e forma
Os átomos são objectos minúsculos cujo diâmetro é de apenas algumas décimas de
manómetros e com pouca massa em relação ao seu volume.
Os átomos não possuem uma fronteira exterior definida, pelo que a sua dimensão é
normalmente descrita em termos de raio atómico. Esta medida corresponde à distância de
afastamento da nuvem de electrões em relação ao núcleo central. Porém, isto assume que
o átomo apresenta uma forma esférica, o que só se verifica no vácuo ou espaço livre. O
raio atómico pode ser derivado da distância entre dois núcleos quando dois átomos estão
unidos por uma ligação química.
As dimensões atómicas são milhares de vezes mais pequenas do que os comprimentos de
onda da luz (400 – 700 nm), pelo que não podem ser observados através de um
microscópio óptico. No entanto, é possível observar átomos individuais através de um
microscópio de corrente de tunelamento.
A descoberta de raio x permitiu o cálculo da distância entre átomos de um cristal e, se
imaginarmos que os átomos são como esfera em contacto num cristal, pode se calcular os
raios atómicos à partir da distância interatómica. Encontra-se somente o raio de um
átomo é de ordem de 0,02 Å à 0,05 Å ou até 1Å. (1Å =10-10m)
1.3. Componentes (Partículas subatómicas)
O átomo é constituído por várias partículas subatómicas: o electrão, o protão e o neutrão.
No entanto, um átomo de hidrogénio-1 não tem neutrões e um ião hidrogénio não tem
electrões.
O electrão é a partícula subatomica muito leve (de massa de negligenciada), com
apenas 9,11 x10-31 kg, tendo carga eléctrica negativa e uma dimensão de tal modo
reduzida que não é possível a sua medição com a tecnologia actual. Foi em 1897 que o
físico inglês Joseph John Thomson (1856 – 1940), efectuou as experiências sobre a
natureza eléctrica da matéria e descobriu que o átomo que pensava ser indivisível,
libertava partículas carregadas negativamente que o físico Irlandês John Stone Stoney
(1826 – 1911) atribuiu nome de electrões. Os electrões gravitam a volta do núcleo em
orbitas ou camadas electrónicas.
O Físico Americano Robert Andrews Millkan (1868 – 1953), em 1909 determinou a
carga exacta do electrão.
O protão tem carga positiva e massa 1 836 vezes maior do que a dos electrões, de
1,6726 x 10-27 kg. Em 1886, o físico Alemão E. Goldstein (1850 – 1930) descobriu os
raios canais que o Rutherford chamou de protões em 1919.
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O neutrão não possui carga eléctrica e tem massa 1 839 vezes superior à massa do
electrão, ou 1,6929 x 10-27 kg. A descoberta de neutrões em 1932 foi graças ao físico
inglês James Chadwick (1891 – 1974) também é que deu a precisão da estrutura do
núcleo, doze anos depois é que o Rutherford divulgou a existência do mesmo. O
Alemão Heisenberg (1901 – 1976) verificou em seguida que os neutrões faziam parte do
núcleo e propôs o termo de nucleidos para designar toda partícula que se encontra no
núcleo do átomo como o protão e o neutrão.
Neutrão e protão possuem dimensões comparáveis - na ordem de 2,5 x10-15 m - embora a
superfície destas partículas não tenha contornos precisos.
Nuvem de electrões
A nuvem de electrões é uma região no interior do poço de potencial, na qual cada electrão
forma um tipo de onda estacionária tridimensional - uma onda que não se move em
relação ao núcleo. Este comportamento é definido por uma orbital atómica, uma função
matemática que caracteriza a probabilidade de um electrão aparentar estar em
determinada localização quando a sua posição é medida. Só existe um número limitado
de orbitais em redor do núcleo, uma vez que outros possíveis padrões de onda
rapidamente decaem para formas mais estáveis. As orbitais podem ter um ou mais anéis
ou nós, e diferem entre si em termos de tamanho, forma e direcção.
Electrosfera
A electrosfera é o espaço a volta do núcleo do átomo onde se encontram os electrões.
Essa região não existiria considerando-se somente os efeitos da mecânica clássica, já que
os electrões migrariam para o núcleo devido a atracção do electrão com o protão. Ela
existe em consideração aos resultados da mecânica quântica. Diferente da mecânica
clássica, o electrão não se comporta como uma partícula e sim como um ente quântico,
respeitando a dualidade onda-partícula.
Essa dualidade implica que cada electrão possui um comprimento de onda de Broglie,
possuindo tal comprimento de onda há um carácter ondulatório que satisfaz a equação de
Schrödinger.
Núcleo
O núcleo atómico, de raio 105 vezes mais pequeno que o raio atómico e de volume 1015
vezes mais pequeno que o volume atómico, é a parte do átomo carregada positivamente e
tem quase toda massa do átomo. Ele é formado de protões e neutrões. Estas partículas
nucleares são chamadas de nucleidos.
O núcleo foi descoberto pelo Ernest Rutheford (físico Inglês: 1871 – 1937) em 1911. A.
Van Den Broeck emite a hipótese segundo a qual o lugar de cada elemento na tabela
periódica é igual a carga do núcleo. Esta hipótese foi confirmada em 1913 pelo Moseley
(fisico inglês e discípulo de Rutheford: 1887- 1915).
1.4. Características do átomo
As Características de principais partículas atómicas são:
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Partículas Símbolo Carga Carga Massa Massa
relativa relativa
Protão p+ Qp+= +1,602.10-19 C +1 1,6726 x 10-27 kg 1, 0081uma
Neutrão N Qn = 0 0 1,6929 x 10-27 kg 1,0089uma
Electrão e- Qe-= -1,602.10-19 C -1 9,109 x 10-31 kg 0,00055uma
1.5. Experiências sobre a constituição do átomo
O estudo da constituição do átomo tem três fases importantes que são
1. A descoberta da natureza eléctrica da matéria;
2. A descoberta segundo a qual o átomo é formado de um núcleo a volta do qual
giram os electrões;
3. A descoberta das leis mecânicas que relaciona os comportamentos de electrões
no átomo.
A experiência de Faraday (químico – físico Inglês: 1791 – 1867) sobre a electrólise tinha
conduzido na posta em evidência a natureza eléctrica da matéria. Ele mostrou que uma
mole de electrões era capaz de transportar uma quantidade de electricidade
aproximadamente de 96500C. Desta constante chegou - se mais tarde deduzir o valor da
carga elementar do electrão, conhecendo o valor da constante de Avogadro NA
Isto é : = 1,602. 10-19 C
II. OS MODELOS ATÓMICOS
2.1. MODELO ATÓMICO DE DALTON
John Dalton (1803-1807) professor na universidade inglesa New College (Manchester) e
criador da primeira teoria atómica moderna
Seu modelo surgiu a partir da quantificação das substâncias que reagiam entre si para
formar novas substâncias.
Conclusões de Dalton
Átomos de elementos diferentes possuem propriedades diferentes.
Átomos de um mesmo elemento possuem propriedades iguais e peso invariável.
Átomos de um determinado elemento não se convertem a outros átomos de outros
elementos por meio de reacções químicas.
Nas reacções químicas, os átomos permanecem inalterados.
Na formação dos compostos, os átomos entram em proporções numéricas fixas 1:1, 1:2,
1:3, 2:3, 2:5,...
O peso total de um composto é igual à soma dos pesos dos átomos dos elementos que o
constituem.
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O Átomo pode ser imaginado como uma minúscula esfera maciça, impenetrável,
indestrutível e indivisível.
Falhas do modelo de Dalton
Existência de isótopos
Átomos podem ser alterados nas reacções (ex: perda ou ganho de electrões)
Ausência dos electrões
Ausência dos orbitais e níveis de energia
Ausência do núcleo
2.2. O MODELO ATÓMICO DE THOMSON
Joseph John Thomson (1856 – 1940), físico britânico, descobriu os electrões em 1897 por
meio de experimentos envolvendo raios catódicos em tubos de crookes, ganhou o premio
Nobel de física de 1906 devido a seus experimentos a cerca da condução de electricidade
por gases.
Esses raios não podiam ser vistos, mas eram detectados pelo fato de fazerem certos
materiais apresentarem fluorescência.
Conclusões de Thomson
Na presença de um campo eléctrico ou magnético, os raios catódicos eram desviados, o
que sugeria que eles possuíam carga.
A natureza dos raios era a mesma, independente dos materiais do cátodo.
A razão carga/massa das partículas de raios catódicos era maior que a razão carga/massa
do ião H+ (menor átomo conhecido), sugerindo portanto, que o átomo era constituído por
partículas ainda menores (e de carga negativa!). Este conclusão fez com que a visão do
átomo de Dalton com o menor partícula de matéria fosse revista.
Este modelo foi nomeado pelo Thomson como modelo de Pudim de passas. Pudim é a
parte posetiva (protões) e as Passas são as cargas negativas incrustadas
“Pudim de carga positiva:
Nesse modelo, os átomos podem ser divididos em partículas de cargas negativas (mais
tarde reconhecidas como electrões) incrustados em uma ”massa positiva”.
Falhas do modelo de Thomson
Não explicava a estabilidade electrostática do átomo, uma vez que um número muito
grande de partículas negativas próximas umas das outras levaria a uma repulsão
electrostática elevada.
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Ausência do núcleo.
Ausência dos orbitais e níveis de energia.
Eléctrões sem energia quantizada
2.3. O MODELO ATÓMICO DE RUTHERFORD
Em 1911, realizando experiências de bombardeio de lâminas de ouro com partículas alfa
(partículas de carga positiva, liberadas por elementos radioactivos), Rutherford (físico
Inglês: 1871 – 1937) fez uma importante constatação: a grande maioria das partículas
atravessava directamente a lâmina, algumas sofriam pequenos desvios e outras, em
número muito pequeno (uma em cem mil), sofriam grandes desvios em sentido contrário.
A partir dessas observações, Rutherford chegou às seguintes conclusões:
No átomo existem espaços vazios; a maioria das partículas o atravessava sem
sofrer nenhum desvio.
No centro do átomo existe um núcleo muito pequeno e denso; algumas
partículas alfa colidiam com esse núcleo e voltavam, sem atravessar a lâmina.
O núcleo tem carga eléctrica positiva; as partículas alfa que passavam perto dele
eram repelidas e, por isso, sofriam desvio em sua trajectória.
Pelo modelo atómico de Rutherford, o átomo é constituído por
um núcleo central, dotado de cargas eléctricas positivas (protões),
envolvido por uma nuvem de cargas eléctricas negativas
(electrões). E os electrões giram em órbitas descritas em torno do
núcleo como os planetas à volta do sol.
Rutherford demonstrou, ainda, que praticamente toda a massa do átomo fica concentrada
na pequena região do núcleo.
Para o átomo de Hidrogénio onde um electrão gira em volta de um núcleo de carga
positiva (+) e Suponhamos que o electrão descreve uma órbita circular de raio seguindo
um movimento uniforme de velocidade a aceleração é normal e igual à e a força
cujo se deriva é
⃗ Essas órbitas são estáveis. As forças em presença são :
̅ Força centrífuga : F1
Força culombiana ou centrípeta : F2
F1 =
F2
F1=F2
(1)
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A energia total de electrão é igual à :
A Ep é dita força centrípeta ou coulombiana (electrostática).
A Ec é dita força centrífuga.
Teorema de VIRIEL
Energia total de electrão é igual a metade da sua energia potencial.
Falhas do modelo de Rutherford
A fórmula de energia será rejeitado pois se , a energia tende ao infinito
, cuja energia é infinidamente grande, o electrão tocaria o núcleo, seja a maneira
seja a matéria se destruiria.
Segundo as leis e teorema clássico de electromagnetismo, uma partícula
carregada se desloca num campo, a força atraído deveria emitir irradiações.
Deste efeito, uma perca de energia deveria se traduzir uma trajectória de cada vez mais
próximo do electrão.
Um corpo carregado faz voltas, acaba por cair quer dizer por perder a sua
energia.
O modelo proposto por Rutherford também não explicava a estabilidade do átomo uma
vez que, de acordo com a electrodinâmica clássica, partículas carregadas em movimento
emitem radiação e, portanto, o electrão deveria colapsar no núcleo.
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2.4. O MODELO ATÓMICO DE NIELS BOHR E A MECÂNICA QUÂNTICA
Niels Henrick David Bohr (1885-1962), Nobel de Física em 1922, físico dinamarquês
cujos trabalhos contribuíram decisivamente para a compreensão da estrutura atómica e
evolução da física quântica. A teoria de quanta foi formulada para explicar diversos
fenómenos, nota-se o efeito fotoeléctrico (arrancar electrões de um metal sob acção da
irradiação do comprimento da onda suficientemente curto).
Este modelo é um complemento do modelo de Ernest Ruthrford; Borh reprovou com
Rutherford, apoiando-se na teoria quântica da luz (emissão e absorção da energia) e pelos
trabalhos de Max Planck (1858-1947) físico americano de origem alemão e Albert
Einstein (1879-1955) físico alemão.
PLANCK: O NASCIMENTO DA TEORIA QUÂNTICA
Em 1900, Max Planck (Físico Alemão 1858 -1947), com objectivo de estabelecer uma
lei de radiação do corpo negro de acordo com a experiência, emitiu a hipótese
fundamental da teoria de quanta: À toda vibração atómica ou molecular de frequência
corresponde a uma energia que equivale a um numero inteiro h.
A Física Clássica significa várias limitações (fenómenos escala atómica)
também a energia é contínua e depende da frequência
A Radiação emitida por corpos aquecidos significa Discrepâncias entre
resultados experimentais e resultados teóricos
Segundo Planck a energia emitida ou absorvida por um corpo não pode ter um valor
qualquer múltiplo inteiro de uma quantidade fundamental
EINSTEIN (1905): A EXPLICAÇÃO DO EFEITO FOTOELÉTRICO
Utilizou a Teoria Quântica de Planck explica como os electrões são emitidos de uma
superfície metálica, quando sobre ela incide radiação electromagnética
Energia cinética dos electrões emitidos depende da divergência com a Física Clássica
Quantum de Energia ⇨ ΔE= nh (a energia emitida é descontínua ou quantizada)
A radiação electromagnética propaga-se na forma de ”pacotes” de energia (Fotões) que
quando têm energia adequada, rompem as forças de atracção entre o núcleo e o electrão
⇨ E= h
Em efeito,
E : energia em joule
h: constante de Planck ( h = 6,625. 10-34 J.s ou 39,8. 10-14 kJ/mol)
: Frequência em Hertz
C : celeridade em m/s ( 3. 108 m/s )
λ: comprimento de onda em metro.
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a) Átomo de Bohr
“No átomo, os electrões não emitem radiações ao permanecerem na mesma órbita,
portanto, não descrevem movimento em espiral em direcção ao núcleo (1913)”
Em 1913 Bohr propor o primeiro modelo atómico baseado na teoria quântica anunciando
os Postulados de Bohr (formulados com base no átomo de Hidrogénio)
1. O electrão gira ao redor do núcleo em órbitas circulares onde o momento
angular orbital é constante, os raios correspondem aos níveis de energia permitidos
2. Uma vez estando em uma órbita permitida a sua energia é constante (órbita
estacionária de energia)
3. O Electrão pode mudar de um estado estacionário a outro mediante a emissão ou
absorção de energia igual à diferença de energia entre estados ΔE=h
A transferência do electrão entre essas duas órbitas se efectua seja com emissão, seja
com absorção de energia
Temos então :
Nível superior
Emissão Absorção
Nível inferior
Quando o electrão salta do nível superior para nível inferior, há emissão de energia sob a
forma de radiantes electromagnéticos (luz).
As energias permitidas para o electrão no H são dadas pela equação: E = - RH (1/n2)
RH: 2,178719. 10-18 J (constante de Rydberg para o H)
n: número inteiro característico de cada órbita permitida: número Quântico Principal
varia de 1 à ∞
O modelo atómico de Niels Bohr foi um grande avanço para a comunidade científica,
provando que o átomo não era maciço. Segundo a Teoria Electromagnética, toda carga
eléctrica em movimento em torno de outra, perde energia em forma de ondas
electromagnéticas. E justamente por isso tal modelo gerou certo desconforto, pois os
electrões perderiam energia em forma de ondas electromagnéticas, confinando-se no
núcleo, tornando a matéria algo instável
Modelo do átomo de Bohr
Ondas estacionárias são ondas que possuem um padrão de vibração estacionário.
Formam-se a partir de uma superposição de duas ondas idênticas mas em sentidos
opostos, normalmente quando as ondas estão confinadas no espaço como ondas sonoras
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em um tubo fechado e ondas de uma corda com as extremidades fixas. Esse tipo de onda
é caracterizado por pontos fixos de valor zero, chamados de nodos, e pontos de máximo
também fixos, chamados de antinodos. São ondas resultantes da superposição de duas
ondas de mesma frequência, mesma amplitude, mesmo comprimento de onda, mesma
direcção e sentidos opostos.
Onda estacionária Ondas Estacionárias em Cordas
Ondas Opostas
Uma onda estacionária em uma linha de transmissão é uma onda na qual a distribuição
de corrente eléctrica, tensão eléctrica, ou campo eléctrico é formado pela superposição de
duas ondas de mesma frequência se propagando na direcção oposta. O efeito é uma série
de nodos (deslocamento zero) e antinodos (deslocamento máximo) em pontos fixos ao
longo da linha de transmissão. Esta onda estacionária pode ser formada quando uma onda
é transmitida a partir de uma extremidade da linha de transmissão e é reflectida na outra
extremidade por um casamento de impedâncias, ex., descontinuidade, como um circuito
aberto ou um curto-circuito.
Na prática, perdas na linha de transmissão e outros componentes significa uma reflexão
perfeita e uma onda estacionária pura nunca é gerada. O resultado é uma onda
estacionária parcial, que é uma superposição de uma onda estacionária e uma outra onda.
A forma de onda resultante é medida pela relação de ondas estacionárias (ROE).
b. Especto quantitativo do atomo de Bohr
Para que o átomo na sai na orbita sobre a qual gravita à volta do núcleo atómico, deve
cumprir duas condições seguintes:
1) Quantificação do momento cinética ou momento de quantidade de
movimento
Para definir as diversas orbitas, Bohr introduziu arbitrariamente a quantificação do
momento cinética orbital, sobre o único facto que isto deu bons resultados
(1)
m : massa do electrão em Kg
v: velocidade do electrão a volta do núcleo em m/s
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r: raio da orbita onde se encontra o electrão em metro
n: numero quântico principal
h: constante de Planck
2) Estacionaridade da orbita
O sistema de movimento do electrão a volta do núcleo é estável. Há para este facto a
aplicação do princípio fundamental da dinâmica.
Considerando o electrão do átomo de hidrogénio, situado numa orbita n dada e sendo
dada a energia do electrão é constante, é então evidente que este electrão seja submetido a
duas forças iguais, mas os sinais opostos.
Força de atracção F1
F1 = . (2)
Força de repulsão
F2 = m. ora
Assim
Como F1 = F2, então:
Elevando a relação (1) ao quadrado, temos
Raio do átomo conhecendo a orbita onde se encontra o electrão.
(4) = (5)
Então teremos
Substituindo todas as constantes para os seus respectivos valores, temos
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Para n =1( primeira orbita do H : estado fundamental ou camada K), temos :
Observação:
Conforme que o electrão sai no nível fundamental para cair sobre o nível n = 2 , 3
,4......, o raio do átomo quadrupla, é multiplicado por 9, por 16,.......
No caso de hidrogenoides ( He +
, Li 2+
, Be 3+
........) o raio se calcula pela seguinte
relação:
(z: numero de protões)
Energia do electrão numa dada orbita
A energia total dum electrão é a soma das energias cinética e potencial.
Energia cinética EC (é positiva na medida que o electrão gira no sentido directo)
Energia potencial EP ( é negativa na medida que o electrão se dirija em baixo)
A energia En do electrão num n nível dado é então dado pela seguinte relação
Substituindo r pela sua fórmula, temos
(10)
Substituindo todas as constantes para os seus respectivos valores, temos
J: Joule ; eV: electro-volt (1eV = 1, 6 .10-19 J)
Para n =1( primeira órbita do H : estado fundamental ou camada K), temos :
E1 = -2,179. 10-18 J ou E1 = -13, 6 eV
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Observação:
Conforme que o electrão sai no nível fundamental para cair sobre o nível n = 2 , 3
,4......, a energia do electrão diminui de um quarto, e dividido por 9, por 16,.......
No caso de hidrogenoidos ( He + , Li 2+, Be 3+........) a energia do electrão se calcula pela
seguinte relação:
Estudo do espectro de átomo de hidrogénio
A luz branca natural estudada aos espectrografo mostra que é composta de componentes à
vários comprimentos de ondas (λ) indo do raio gamma (γ) até aos ondas rádio ( OR).
Hoje sabemos também que o espectro completo das ondas electromagnéticas é muito
mais amplo do que o da luz visível, isto é, das ondas que podemos perceber por meio da
visão. O esquema seguinte procura dar uma ideia do espectro electromagnético completo:
Quanto mais pequeno é o comprimento de onda, maior é a energia
O olho humano só é sensível que aos radiações de comprimentos de onda compreendidos
entre 400 nm e 700 nm, domínio da luz visível.
b) Cálculo das órbitas por electrão de hidrogénio
Bohr tentou, pelas suas interpretações, de determinar o núcleo atómica de um electrão
quer dizer a distância entre o electrão no nível e o núcleo.
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Nas órbitas estacionárias, o electrão não mete reiomento, também o seu
momento cinético, para uma órbita definida será um múltiplo inteiro da quantidade .a
força que retém o electrão na sua órbita de raio será :
Tirando os dois membros ao quadrado, temos :
(2)
Onde : é o momento angular da quantidade do movimento cinético ( é
quantificada)
n : numero quântico principal ( )
: velocidade linear do
Por consequência, entre o infinito da trajectória que pode-se imaginar para o
electrão girar a volta do núcleo, um certo número somente pode ser ocupado electrão.
Supõe-se que o movimento do electrão à volta do núcleo é circular uniforme e o núcleo é
suposto fixo. A força centrípeta à qual o electrão é submetida ao longo desse movimento
vale :
onde : velocidade angular do .
: massa do
Ora (1) (ver modelo de Rutherford)
Como (1) = (2), tem-se :
com
Para o átomo de hidrogénio
com
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ou
Em geral, tem-se
Bohr geralmente tentou de calcular a energia do electrão.
Sabe-se que : , substituindo pela sua expressão e simplificando, teremos :
Para
21,81.1019
E eV
1,602.1019
Em geral, temos :
c) Espectro atómico de hidrogénio
O espectro é um conjunto de radiações electromagnéticas em que o comprimento de onda
da radiação é dado em função da intensidade da radiação emitida ou absorvida.
Há espectro contínuo quando todos os comprimentos de onda da radiação estão
representados no espectro.
Há espectro de riscas quando alguns comprimentos de onda da radiação estão apenas
representados no espectro.
O espectro de emissão do átomo de hidrogénio ocorre quando há decaimento do electrão
de uma órbita de maior energia para uma de menor energia com formação de um
quantum de energia ou um fotão na forma da luz.
O hidrogénio apresenta um espectro descontínuo e os seus átomos são estáveis.
Espectro atómico de hidrogénio é constituído de 5 series espectrais situados na
infravermelha, o visível e ultravioleta. Essas series espectrais levam os nomes dos
cientistas que os descobriram :
Serie de Lyman descoberta em 1914, situada na U.V
Serie de Balmer (1885), situada no visível
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Serie de Paschen (1808), situada na I.V próxima
Serie de Brackett (1922), situada na I.V médio (
Serie de Pfund (1924), situado na I.V longínquo
No momento de uma transição de um nível de energia E1para um nível de energia E2,
energia d a radiação posta é dada por:
Ora = RH (RH : constante de Rydberg)
(ciclo/s)
Fórmula de Balmer
Ora
Com RH (constante de Rydberg),
O segundo valor é exprimido em termo de número de onda seja em número de fremência
.
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Seja, ( )
O valor experimental de RH é 109677,6 cm-1.
d) Nível de energia dos átomos (Bohr)
O nível de energia de um átomo é trajectórias dos electrões à volta do núcleo. Esses
níveis de energia são igualmente chamados de camadas electrónicas.
Quantificação de energia de um átomo
A energia não pode ter qualquer valor. Pode ter somente alguns valores bem
determinados; diz-se que é quantificado. Cada um desses valores leva o no me do nível
de energia do átomo.
Representação dos níveis de energia
O nível de energia representa-se num diagrama energético por traços horizontais situados
no mais alto que a energia do nível correspondente é mais elevada.
Quando o átomo está no seu estado energético mais baixo, diz-se que está no seu estado
fundamental. Os outros estados portam o nome de estados excitados. Estado
fundamental corresponde à estabilidade do átomo em quanto que os estados excitados são
instáveis.
Energia de um fotão
O fotão é um grão de luz, a mais pequena quantidade de energia luminoso susceptível de
ser libertado, é também chamada quantum. Esse feixe pode ser considerado no vazio
como uma onda cujo comprimento da onda é dado por :
Com : celeridade ( ).
: comprimento da onda
: frequência (em hertz ou ciclo/s).
A energia de um fotão é emitida pelo Max Planck é dada por :
Com : energia em
: constante de Planck ( .
O comprimento da onda pode pertencer à vários domínios de .
Radiação Comprimento da onda Frequência Energia de um fotão
Infravermelha 1012 à 1014 Hz 0,02 eV à 2 eV
Visível ~ 1014 Hz 2 eV
Ultravioleta 1014 à 1017 Hz 2 eV à 100 eV
Autor: António Raúl Bernardo “QUIMIQUINHO” Estudante de ENSINO DE QUÍMICA Página 17
e) Energia de ionização dos electões
A energia de ionização do átomo de hidrogénio ocorre quando há excitação do electrão
de estado fundamental (n=1) para o nível mais afastado do núcleo (n = ∞), o electrão
deixa de estar sob a influência do núcleo, e o átomo é ionizado. Energia de ionização
(EI) é a Energia mínima necessária para remover um electrão de valência de um átomo
isolado no estado gasoso.
H(g) → H+(g) + e-
∆E = RH ( ) = 2,179 10-18 J
Para uma mole ∆E = 2,179 10-18 x 6,022 1023 = 1312 KJ/mol
H+(g) n=∞, E∞= 0 KJ/mol
∆E= + 1312 KJ/ mol
H(g) n=1, E= -1312 KJ/mol
O espectrómetro foto electrónico (ultravioleta e raio-X) mede a energia de ionização. A
energia cinética dos electrões é depois medida e a diferença entre esta e a energia da
radiação incidente será igual à energia do nível energético do electrão.
Er= Ei + Ec ⇨ Ec = Er- Ei
Como Er=h =hC/λ
Ec = h - Ei ↔ Ec = hC/λ - Ei
A energia de fotão será transferida para um electrão quando colidisse com a superfície do
metal
Se a energia da radiação é maior que a energia de ionização (Er> Ei) não há o
efeito foto eléctrico
Se a energia da radiação é igual a energia de ionização (Er= Ei) ocorre o efeito
foto eléctrico
Se a energia da radiação é menor que a energia de ionização (Er< Ei) não se
verifica o efeito foto eléctrico mais há ionização do átomo
f) Falhas de Bohr
Não explica os espectros de emissão de átomos contendo mais do um electrão;
Não explica o apraressimento de novas riscas no espectro de emissão de
hidrogénio quando se aplica um campo magnética;
Explica só a estrutura do átomo de hidrogénio mas os resultados são
globalizados.
Autor: António Raúl Bernardo “QUIMIQUINHO” Estudante de ENSINO DE QUÍMICA Página 18
O ÁTOMO EM MECÂNICA QUÂNTICA
1. Insuficiência da teoria clássica
A teoria clássica da física distingue a matéria na radiação. A matéria é feita
de corpúsculos localizados, perfeitamente submetido à lei da mecânica quântica racional
de Newton. A radiação apresenta um comportamento ondulatório (interferência,
difracção), seguindo as leis de electromagnetismo de MAXWELL. Toda vez, alguns
feitos experimentais relativo aos fenómenos à escala atómica impondo uma versão
desses dados. Entre esses feitos, pode-se citar :
O efeito fotoeléctrico (1905) : a luz apresenta-se sub forma de grão de luz (fotões) que
são casos de arrancar os electrões na superfície metálica.
A difracção dos electrões (1927) : um feixe eléctrico tem um n comportamento
ondulatório. É capaz de produzir as interferência quando travessa um meio cristalino.
Autor: António Raúl Bernardo “QUIMIQUINHO” Estudante de ENSINO DE QUÍMICA Página 19