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Avaliação de Biologia e Geologia: Lyell e Madeira

O documento aborda a avaliação de conhecimentos em Biologia e Geologia do 10º ano, incluindo questões sobre a geologia das ilhas da Madeira e a formação de rochas. Discute as teorias de Charles Lyell em comparação com Leopold von Buch, além de explorar a migração de elementos de panelas de pedra sabão e a tectônica de placas no México. O mapeamento geológico da bacia de Volta Redonda é destacado como essencial para a prospeção mineral.

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Avaliação de Biologia e Geologia: Lyell e Madeira

O documento aborda a avaliação de conhecimentos em Biologia e Geologia do 10º ano, incluindo questões sobre a geologia das ilhas da Madeira e a formação de rochas. Discute as teorias de Charles Lyell em comparação com Leopold von Buch, além de explorar a migração de elementos de panelas de pedra sabão e a tectônica de placas no México. O mapeamento geológico da bacia de Volta Redonda é destacado como essencial para a prospeção mineral.

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10ºano

BIOLOGIA E GEOLOGIA

FICHA DE AVALIAÇÃO

Na resposta a cada uma das questões, selecione a única opção que permite obter uma afirmação correta.

GRUPO I

Charles Lyell fez uma viagem aos arquipélagos da Madeira e Canárias nos anos de 1853 e 1854. Esta
viagem tinha como propósito a reavaliação das observações geológicas das ilhas, publicadas por Leopold von Buch,
responsável pela formulação de uma teoria para a formação das ilhas que postulava que o levantamento das
camadas de lava acumuladas horizontalmente no fundo oceânico estaria na origem da formação das ilhas vulcânicas
e teria ocorrido de uma só vez. Lyell, crítico e insatisfeito com a teoria então vigente, viajou até aos locais para ele
próprio observar e documentar a geologia das ilhas.
Lyell, na sua correspondência escrita durante a estada na Madeira, faz referência à procura de afloramentos
sedimentares fluviais intercalados com eventos eruptivos, de modo a obter provas da formação gradual e subaérea
da ilha. Um dos pontos fundamentais foi a visita ao estrato de lenhite (carvão) que aflorava num dos afluentes da
Ribeira Grande de São Jorge. A inspeção detalhada do local levou à descoberta de um jazigo de folhas fósseis e à
recolha de uma coleção de fósseis. Lyell propõe que a lenhite e os fósseis de folhas possam ter sido formados num
lago.
Presentemente não se pode
aceder ao local que Lyell visitou, mas
existe uma segunda jazida no
promontório da povoação do Porto da
Cruz (fig. 1), com depósitos
sedimentares onde também ocorrem
fósseis de folhas. Geologicamente,
estes sedimentos correspondem a
arenitos com intercalações
conglomeráticas. Estes encontram-se
selados por um filão de mugearito
(corpo magmático, de forma tabular,
resultante do preenchimento de fraturas
existentes nas rochas), datado de 1,5
Ma, restringindo a idade deste depósito
sedimentar ao intervalo entre os 1,8 Ma e os 1,5 Ma.

Baseado em Góis-Marques, C. A., et al. (2012). Paleobotany of Madeira Island: Review of the 19th century macroflora collections of S. Jorge and
Porto da Cruz. Artigo científico apresentado na conferência FloraMac2012, Funchal. Disponível em
https://www.researchgate.net/publication/257397607
Figura 1. Afloramento de Porto da Cruz, Madeira.

1. Ao contrário de Buch, Lyell propõe, para a formação da ilha da Madeira, uma explicação
(A) uniformitarista, baseada num conjunto de acontecimentos que ocorreram ao longo do tempo geológico.
(B) neocatastrofista, ao afirmar que ocorreram eventos catastróficos, como as erupções vulcânicas.
(C) catastrofista, pois a ilha formou-se de uma só vez devido às erupções vulcânicas.
(D) gradualista, já que ocorreram acontecimentos lentos como a acumulação de lavas.

2. Os arenitos e conglomerados da camada do meio revelam que ocorreu


(A) chegada de sedimentos nas mesmas condições de velocidade do agente transportador.
(B) somente sedimentogénese, terminando na deposição dos sedimentos.
(C) diagénese de sedimentos de diferente granulometria.

1
(D) compactação e cimentação de sedimentos de grande tamanho.

3. Os arenitos e os conglomerados do promontório da povoação do Porto da Cruz são ___ e a lenhite é uma ___
(A) rochas sedimentares quimiogénicas … rocha metamórfica.
(B) rochas sedimentares detríticas móveis … rocha sedimentar quimiogénica.
(C) rochas sedimentares quimiogénicas … rocha sedimentas móvel.
(D) rochas sedimentares consolidadas … rocha sedimentar biogénica.

4. A litificação de areias em arenitos resulta de processos de


(A) aumento de volume, seguidos de compactação.
(B) redução de porosidade, seguidos de cimentação.
(C) transporte, seguidos de erosão.
(D) desidratação, seguidos de meteorização.

5. A camada de lavas basálticas deve ter uma idade


(A) absoluta de 1,8 Ma, aplicando o princípio da horizontalidade.
(B) de cerca de 1,5 Ma, já que também é devida a uma erupção, como a camada de mugearito.
(C) inferior a 1,8 Ma, pois é a camada de base.
(D) superior a 1,8 Ma, por aplicação do princípio da sobreposição.

6. A lava espalhada pelos vulcões no promontório da povoação do Porto da Cruz formou rochas ___ com cristais
de ___ dimensões, como por exemplo ___
(A) magmáticas extrusivas … pequenas … basalto.
(B) magmáticas intrusivas … grandes … granito.
(C) magmáticas intrusivas … pequenas … basalto.
(D) magmáticas extrusivas … grandes … granito.

7. Analise as afirmações que se seguem, relativas aos acontecimentos que ocorreram em Porto da Cruz.
Reconstitua a sequência temporal dos acontecimentos mencionados, colocando por ordem as letras que os
identificam.
A. Deposição de sedimentos.
B. Fossilização de folhas.
C. Intrusão magmática em fraturas de rochas.
D. Ocorrência de uma erupção vulcânica.
E. Erosão do filão de mugearito.

8. Explique como é que o afloramento de Porto da Cruz pode ser usado na defesa do raciocínio geológico
apresentado por Lyell e considerado fundamental pelos geólogos, contrariando outro mais baseado na
interpretação de livros sagrados.

2
GRUPO II

O esteatito (pedra sabão) é uma rocha metamórfica, constituída por diversos minerais como, por exemplo, talco e
dolomite, sendo abundante em Minas Gerais (Brasil). Uma das principais características é a sua capacidade térmica,
sendo amplamente usada no fabrico de fornos e lareiras, além de utensílios domésticos como panelas. A tradição na
aplicação culinária das panelas de pedra sabão ainda se mantém ativa. Cerca de 80% da população nativa de Ouro
Preto (Minas Gerais, Brasil) possui as referidas panelas, sendo estas usadas na preparação de alimentos por 63%
dos seus habitantes. A sabedoria popular indica que o seu uso auxilia no tratamento e prevenção da anemia
resultante da falta de ferro no organismo. Estudos demonstram que existem, durante a cocção (confeção) dos
alimentos, interações entre os alimentos e os utensílios de pedra sabão.
Segundo os utilizadores, a prevenção das indesejáveis rachaduras, que limitam o tempo de vida útil da panela, é feita
mediante o processo de “cura” do utensílio. Tal procedimento, que envolve sempre algum tipo de lípido (gordura) e
calor, precede o primeiro uso dos utensílios, isto é, quando a panela ainda é nova.
Num estudo efetuado para determinar a migração de elementos de interesse nutricional do esteatito para os
alimentos, um grupo de investigadores submeteu 4 lotes de panelas de pedra sabão a 20 ciclos de ebulição de 20
minutos em ácido acético a 3% e 5% de concentração. Os resultados obtidos encontram-se na tabela I.
Tabela I

Metais migrantes (mg/L)


Concentração do
Panelas Fe (ferro) Mn Ca Mg
ácido acético
(manganésio) (cálcio) (magnésio)

Lote 1 (não 185 25 1488 747


5%
curado)

Lote 2 (não 70 6 326 291


3%
curado)

Lote 3 (curado) 5% 60 8 485 294

Lote 4 (curado) 3% 22 2 151 73


Tabela I: Valores médios de migração (mg/L) de Fe, Mn, Ca e Mg a partir de panelas de pedra sabão curadas e não curadas, extraídos com
ácido acético (3 e 5%) mantido em ebulição por 20 min.

1. Neste trabalho podemos apontar como variável dependente…


(A) A concentração de ácido acético
(B) A cura das panelas
(C) O valor médio de migração dos metais
(D) O tempo de cocção

2. A variação de concentração do ácido acético é…


(A) Uma variável dependente pois é a consequência da variável independente
(B) Uma variável independente pois é um dos fatores manipulado pelos investigadores
(C) Uma variável independente pois é a consequência da variável dependente
(D) Uma variável dependente pois é um dos factores manipulado pelos investigadores

3. A ordem decrescente, em termos quantitativos, pela qual os elementos passam da panela de pedra sabão
para os alimentos é
(A) Ca, Mg, Fe, e Mn.
(B) Fe, Ca, Mg e Mn.
(C) Ca, Fe, Mg e Mn.
(D) Ca, Mg, Mn e Fe

4. Pelo processo de cura, a durabilidade das panelas ___, dado que a remoção de elementos provocada pela
cocção ___
(A) diminui ... aumenta.
3
(B) diminui ... diminui.
(C) aumenta ... diminui.
(D) aumenta ... aumenta.
5. Da análise dos resultados pode concluir-se que
(A) concentrações crescentes de ácido acético promovem uma menor remoção de elementos.
(B) a composição química da rocha não influencia a quantidade de elementos migrantes.
(C) o uso de panelas de pedra sabão na preparação dos alimentos pode promover um aumento na ingestão
de certos elementos.
(D) a migração dos elementos diminui com o aumento da temperatura.

6. Na formação do esteatito, houve fenómenos de:


(A) fusão da rocha que lhe deu origem.
(B) meteorização química da rocha que o originou.
(C) consolidação de material magmático.
(D) recristalização, de minerais preexistentes.

7. Explica o motivo pelo qual se deve privilegiar o uso de panelas sem cura quando o objetivo é a ingestão de
elementos de valor nutricional.

GRUPO III
A República Mexicana é formada por cinco placas tectónicas. Uma das placas é a Norte-americana, que abarca a
parte continental do México e alguns países do norte. Outra placa é a do Pacífico, que está a ser suprimida junto da
península da Baja Califórnia, pois o seu limite é justamente onde se está a formar o Golfo da Califórnia. Uma outra
placa é a Rivera, de
reduzida dimensão,
aproximadamente, do
tamanho da península de
Yucatán. A quarta placa é
a de Cocos que abrange
cerca de 3/4 da República
Mexicana. Finalmente, um
pouco mais a sul, ao
longo do Golfo de
Tehuantepec, encontra-se
a ponta ocidental da placa
do Caribe.
A placa de Cocos, a
que mais afeta a Cidade
do México, colide com a
placa Norte-americana,
começa a descer pela
crusta e penetra o manto,
dando origem ao Eixo
Vulcânico Mexicano. O
atrito associado à colisão
entre as duas placas faz
com que se gere muita
deformação, sendo esta
uma das principais
causas para a
sismicidade diária detetada na região.

4
Figura 2 – Enquadramento tectónico da República Mexicana.
Baseado em https://elheraldodeveracruz.com.mx/nacional/50010-que-es-la-placa-de-cocos-y-por-que-es-importante-para-mexico.html

5
1. A mobilidade das placas tectónicas enquadra-se num pensamento geológico de natureza ________, ________ os
terramotos que assolam a Cidade do México.
(A) catastrofista ... tal como
(B) catastrofista ... em contraste com
(C) uniformitarista ... tal como
(D) uniformitarista ... em contraste com

2. O limite tectónico existente entre as placas de Cocos e Norte-Americana implica, nesse local, a ________ da
primeira placa, levando a eventos vulcânicos ________ placa.
(A) construção ... nessa mesma
(B) destruição ... nessa mesma
(C) destruição ... na outra
(D) construção ... na outra

3. Ao longo da placa de Nazca, a idade das rochas dos fundos oceânicos


(A) aumenta de oeste para este.
(B) aumenta de este para oeste.
(C) é constante.
(D) diminui próximo da placa Sul-americana.

4. Entre a placa de Cocos e a placa do Pacífico podem existir ________ devido à expansão desigual que se verifica
para um e outro lado ________.
(A) fossas oceânicas … da fossa
(B) fossas oceânicas … do rifte
(C) falhas transformantes … da fossa
(D) falhas transformantes … do rifte

5. O termo tectónica deriva de uma palavra grega, τεκτονικός, que deu origem à palavra latina tectonicus,
significando “construção”.
Compara os limites destrutivos com os limites construtivos das placas litosféricas, tendo em conta a sua
atividade tectónica.

6
GRUPO IV

O mapeamento geológico é fundamental para a prospeção e pesquisa mineral. Foi realizado um estudo, do
qual ressaltaram resultados inéditos de cartografia e análises tectonossedimentares do Cenozoico da região da
bacia de Volta Redonda, inserida no segmento central do Rifte Continental do Sudeste do Brasil (RCSB). Na
direção NE-SW foram reconhecidos três depósitos paleogénicos, sendo o mais importante o graben(1) da Casa
de Pedra devido ao seu registo sedimentar e vulcânico. O preenchimento de tais depósitos é feito por
formações geológicas, como é o caso da Formação Pinheral, de origem fluvial. A atual configuração da região
da bacia de Volta Redonda resulta da geração de diversas estruturas, de que são exemplo as falhas
associadas à sua abertura e deformação neotectónica. Este segmento do RCSB é representado por uma série
de depósitos e de ocorrências paleogénicas descontínuas, significativamente compartimentadas pela ação da
deformação neotectónica e por depósitos quaternários vinculados, principalmente, ao último evento distensivo,
de idade holocénica. Na Figura 3 encontra-se representado o afloramento dos derrames basálticos da porção
oeste do graben da Casa de Pedra, sobrepostos pelos depósitos da Formação Pinheral.

Figura 3– Afloramento da bacia de Volta Redonda.

Baseado em André Pires Negrão et al., «Mapa geológico do cenozoico da região da bacia de Volta Redonda
(RJ, segmento central do Rifte Continental do Sudeste do Brasil): identificação de novos grabens e ocorrências descontínuas,
e caracterização de estágios tectonossedimentares», Brazilian Journal of Geology, 45(2): 273-291, Junho 2015.
(1)
graben ou fossa tectónica – depressão de origem tectónica.

1. A bacia da Volta Redonda apresenta um conjunto de formações geológicas do Cenozoico, ________ a que se
associam fósseis de ________.
(A) era ... amonites
(B) era ... hominídeos
(C) período ... amonites
(D) período ... hominídeos

7
2. A Formação do Pinheral é de origem ________ e encontra-se em ________ com a formação geológica que
a precede.
(A) magmática ... concordância
(B) sedimentar ... concordância
(C) sedimentar ... discordância
(D) magmática ... discordância

3. A datação radiométrica dos basaltos da formação Casa de Pedra revelou


(A) uma razão isótopo-pai/isótopo-filho maior nos basaltos mais antigos.
(B) que o período de semivida do isótopo-pai é menor nos basaltos mais recentes.
(C) que o período de semivida do isótopo-pai é maior nos basaltos mais recentes.
(D) uma razão isótopo-pai/isótopo-filho menor nos basaltos mais antigos.

4. De entre as seguintes afirmações relacionadas com os princípios estratigráficos, selecione as corretas.


I – A deposição de sedimentos é efetuada, usualmente, segundo a direção horizontal.
II – Há contemporaneidade entre um determinado estrato e o respetivo conteúdo fossilífero.
III – Segundo o princípio da sobreposição, a sedimentação terá ocorrido da base para o topo de uma
dada coluna estratigráfica.
IV – Estratos afastados geograficamente e com diferente conteúdo fóssil ter-se-ão formado ao mesmo
tempo.
V – Estratos, cuja posição original não foi alterada, possuem tanto mais idade quanto menos profundos
se encontrarem dispostos.

5. Identifique uma característica associada a um bom fóssil de idade.

6. Analise as afirmações que se seguem e ordene cronologicamente cada uma das letras de A a E
referentes a acontecimentos que ocorreram aquando da formação do afloramento da porção sudoeste do
graben da Casa de Pedra representados na Figura 3.
Escreva, na folha de respostas, apenas a sequência de letras.
A – Emersão e posterior erosão da rocha basáltica.
B – Formação da falha SW.
C – Imersão e formação de conglomerados.
D – Deposição dos sedimentos de idade quaternária.
E – Solidificação de magma.

7. Suponha que ao analisar-se um afloramento de uma outra porção da Casa de Pedra, localizado a 50 km
do presente na Figura 3, se encontravam os mesmos estratos, à exceção da camada de arenitos.
Apresente duas hipóteses explicativas para a ausência da referida camada de arenitos no afloramento
acima mencionado

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