A 'Emergência Climática' é uma Farsa
por Robert Williams
1 de Outubro de 2023
Original em inglês: The 'Climate Emergency' Is a Hoax
Tradução: Joseph Skilnik
Os modelos climáticos apresentam muitas deficiências e não têm condições, nem
remotamente plausíveis, para serem usados como instrumentos políticos. Eles...
ignoram o fato de que o enriquecimento da atmosfera com CO2 é benéfico... Não
há provas estatísticas de que o aquecimento global está intensificando furacões,
inundações, secas e catástrofes naturais do gênero, nem os tornando mais
frequentes. Trecho da declaração "não há Emergência Climática", assinada por
1.609 cientistas e especialistas. (Imagem: iStock)
Mais de 1.600 cientistas e especialistas, entre eles dois prêmios Nobel,
assinaram uma declaração dizendo que "não há nenhuma emergência climática".
Lamentavelmente, é pouco provável que a declaração receba alguma atenção da
grande mídia, mas é importante que as pessoas saibam: a histeria climática em
massa e a destruição da economia dos EUA em nome das mudanças climáticas
precisam parar.
"A ciência que trata do clima deveria ser menos politizada, ao mesmo tempo em
que as políticas climáticas deveriam ser mais científicas", afirma a declaração
assinada pelos 1.609 cientistas e especialistas, entre eles os prêmios Nobel, John
F. Clauser dos EUA e Ivar Giaever da Noruega/EUA.
Consta também da declaração:
"Os cientistas deveriam abordar abertamente as incertezas e os exageros em
suas previsões quanto ao aquecimento global, e os políticos deveriam cair na
real e ponderar imparcialmente os custos reais, bem como os benefícios
imaginados das suas medidas políticas..."
"O arquivo geológico revela que desde que a Terra é a Terra o clima tem variado
inexoravelmente, passando por fases naturais frias e quentes. A Pequena Idade
do Gelo terminou recentemente, em 1850. Portanto, não é nenhuma surpresa
que estejamos agora passando por um período de aquecimento."
"O aquecimento é muito mais lento do que o previsto..."
"A defasagem entre o mundo real e o modelo do mundo nos diz que estamos
longe de compreender as mudanças climáticas."
"A política que trata do clima se baseia em modelos inadequados
Os modelos climáticos apresentam muitas deficiências e não têm condições, nem
remotamente plausíveis, para serem usados como instrumentos políticos. Eles
não só exageram o efeito dos gases de efeito estufa, como também ignoram o
fato de que o enriquecimento da atmosfera com CO2 é benéfico..."
"O aquecimento global não aumentou os desastres naturais
Não há provas estatísticas de que o aquecimento global está intensificando
furacões, inundações, secas e catástrofes naturais do gênero, nem tornando-os
mais frequentes. No entanto, há ampla evidência de que as medidas de
desaceleração do CO2 são tão prejudiciais quanto dispendiosas."
"A política climática precisa respeitar as realidades científicas e econômicas
Não há nenhuma emergência climática. Portanto, não há motivo para pânico
nem para alarme. Nos opomos veementemente à nociva e fantasiosa proposta
política de meta de emissão líquida zero de CO2 para 2050. Optem pela
adaptação em vez da desaceleração, a adaptação funciona quaisquer que sejam
as causas."
Professor Steven Koonin, ex-subsecretário para a Ciência dos EUA do
Departamento de Energia na Administração Obama, hoje professor da
Universidade de Nova York e fellow da Hoover Institution, é autor do best-
seller Unsettled: What Climate Science Tells Us, What It Doesn't, and Why It
Matters de 2021. Nele, ele afirma que os relatórios científicos, são em grande
parte incompreensíveis (para os leigos) e complicados, o que dizem sobre
mudanças climáticas é totalmente distorcido quando o conteúdo é filtrado
através de uma longa linha de relatórios resumidos da investigação levada a
cabo pela mídia e pelos políticos.
"Há inúmeras oportunidades para errar, sem intenção prévia, bem como
propositalmente, à medida que a informação passa por um filtro atrás do outro e
ser embalado para diversos públicos... Não é só a população em geral que está
mal informada sobre o que a ciência diz em relação ao clima..."
Koonin enfatiza:
"Os comunicados à imprensa e os resumos do governo e da ONU não refletem
com exatidão os próprios relatórios... Conceituados especialistas em clima
(incluindo os próprios autores dos relatórios) ficam constrangidos com algumas
representações da ciência na mídia".
Em uma recente entrevista, Koonin observou que as reações dos seus colegas ao
seu livro foram que ele não deveria contar ao público ou aos políticos a verdade
sobre as mudanças climáticas.
"Eu fui ensinado a dizer toda a verdade (como cientista). E você deixa na mão
dos políticos fazerem os julgamentos de valor e os cálculos de custo-benefício e
assim por diante", ressaltou Koonin. Ele também apontou para a imoralidade de
pedir aos países em desenvolvimento que reduzam as emissões quando tantos
sequer têm acesso à enegia elétrica e a imoralidade de amedrontar as gerações
mais jovens: já em Janeiro de 2022, 84% dos adolescentes
americanos acreditavam, que se nada fosse feito em relação às mudanças
climáticas, "seria tarde demais para as gerações futuras, pois uma parte do
planeta se tornaria inóspito".
É claro que seria auspicioso pesquisar o que poderia ser feito para reduzir os
problemas produzidos pelo homem, tais como o "buraco na camada de ozônio",
que está terminando, mas a mudança climática não é nenhuma emergência
apocalíptica que precisa ser lidada sem levar em conta a devastação
para centenas de milhões de pessoas que já se encontram na extrema miséria.
A Administração Biden, no entanto, ao que tudo indica, não está preocupada com
a miséria generalizada e a fome em larga escala que será causada pela
indisponibilidade de energia barata e confiável nos países subdesenvolvidos ou
pela inflação causada pela disparada dos preços que estão quebrando uma
parcela dos americanos que "mal conseguem pagar uma refeição por dia".
Estes problemas são causados pelo homem, criados pela importação cara
(aproximadamente, e de novo a US$100 o barril de petróleo), muitas vezes mais
sujo, petróleo de adversários dos Estados Unidos, como Rússia e Venezuela, em
vez de extraí-lo de forma muito menos dispendiosa no próprio país. A
Administração Biden também parece não estar nem aí com o fato de que,
enquanto a China e a Índia continuarem queimando carvão, o Partido Comunista
Chinês está permitindo a construção de duas novas centrais eléctricas movidas a
carvão por semana, facilmente cancelando quaisquer benefícios que os EUA
possam estar proporcionando, e ao que consta excedendo "todas as nações
desenvolvidas juntas" nas emissões de carbono.
A Administração Biden também parece não estar preocupada com a matança
de animais selvagens, da vida marinha e da indústria da pesca, ao instalar
turbinas eólicas offshore ao longo da costa atlântica ou quanto à obrigatoriedade
da transição para veículos eléctricos que deixará praticamente toda a indústria
de manutenção automotiva sem trabalho (os VE não necessitam de manutenção
de rotina) ou o ponto das baterias de lítio não só explodirem como custarem
milhares de dólares para serem substituídas. A Administração quer até
que equipamentos militares, como tanques, também sejam elétricos, como se
houvesse estações de recarga no meio de desertos estrangeiros em caso de
conflito. Acima de tudo, de acordo com a NBC News, vulcões, que não ligam
muito para as ordens executivas, "fazem as emissões de CO2 parecerem café
pequeno."
A Administração Biden sequer se preocupa em agir de acordo com as suas
próprias conclusões sobre o clima: em março, a Casa Branca divulgou
um relatório sobre o impacto das mudanças climáticas na economia dos EUA. "as
constatações apequenam quaisquer alegações de uma crise climática em curso
ou de uma catástrofe iminente" ressaltou Koonin em julho.
"Os autores do relatório deveriam ser elogiados por emitirem de forma honesta
comunicados provavelmente constrangedores, mesmo que não tenham querido
aparecer. O resto da Administração Biden e os seus aliados ativistas climáticos
deveriam moderar a retórica apocalíptica e cancelar a crise climática na mesma
linha. Exagerar a magnitude, a urgência e a certeza da ameaça climática
encoraja políticas mal concebidas que podem ser mais desestabilizadoras e
dispendiosas do que qualquer mudança do clima em si."
Mas fatos não impedirão a Administração Biden de avançar com as suas políticas
radicais: "acho que ninguém mais pode negar o impacto da crise
climática", salientou Biden, ao tecer comentários sobre o furacão Idalia a
repórteres na Casa Branca em 30 de agosto. "Basta olhar em volta. Enchentes
históricas. Eu quero dizer, enchentes históricas. Secas mais intensas, calor
extremo e incêndios florestais significativos causaram danos significativos".
Não vem ao caso se muitas das mudanças climáticas foram aparentemente
causadas por tempestades solares, sobre as quais nada podemos fazer e que, ao
contrário das empresas comerciais, não oferecem subvenções ou que grandes
incêndios florestais são, ironicamente, exacerbados por "ambientalistas" por eles
se recusarem a deixar que se limpe o chamiço para que as criaturas não sejam
perturbadas por alguma outra razão que não seja um incêndio florestal.
Bjørn Lomborg, especialista em clima sugere que os trilhões de dólares
necessários para enfrentar as mudanças climáticas seriam melhor utilizados se:
"Não se trata de um argumento para não fazer nada, mas apenas para ser mais
inteligente. Para garantir que possamos fazer a transição dos combustíveis
fósseis, precisaríamos intensificar a pesquisa e o desenvolvimento para inovar e
reduzir o preço da energia verde. Deveríamos investir em todas as opções,
incluindo fusão, fissão, armazenamento, biocombustíveis e outras fontes."
"Somente quando a energia verde for mais barata do que os combustíveis fósseis
é que o mundo será capaz e estará disposto a fazer a transição. Caso contrário,
os preços atuais da energia serão apenas uma amostra do que está por vir."
Robert Williams é um pesquisador radicado nos Estados Unidos.