Conteúdos Q3
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REACÇÕES QUÍMICAS.
EQUILÍBRIO QUÍMICO HOMOGÉNEO.
1. Reacções Químicas
1.1 Aspectos qualitativos de uma reacção química
Numa transformação ou reacção química há sempre formação de novas substâncias
que se denominam produtos de reacção. De uma forma simples pode ser representada do
seguinte modo:
Para além destas características os produtos de uma reacção podem ainda ser
detectados ao provocar comportamentos diferentes em outras substâncias (indicadores).
Uma reacção química pode ser provocada pela acção de vários factores:
- acção do calor
- acção da luz
- acção mecânica
- acção da corrente eléctrica
- junção de substâncias
Sabe-se que as unidades estruturais da matéria são átomos, moléculas ou iões. Como
é que é o comportamento destas unidades estruturais ao longo de uma reacção química?
Durante uma reacção química ocorre sempre uma ruptura de ligações químicas entre
os átomos, nos reagentes e formação de novas ligações, dando origem aos produtos da
reacção. Por outras palavras existe uma reorganização dos átomos. Exemplo:
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Estados físicos
Leitura da equação química: o metano, no estado gasoso, reage com o oxigénio, no estado
gasoso, originando dióxido de carbono e água, no estado gasoso.
1 molécula de dióxido de
1 molécula de metano 2 moléculas de oxigénio 2 moléculas de água
carbono
1 mole de dióxido de
1 mole de metano 2 moles de oxigénio 2 moles de água
carbono
44,01 g de dióxido de
16,05 g de metano 64,00 g de oxigénio 36,04g de água
carbono
22,4 dm3 de dióxido de
22,4 dm3 de metano 44,8 dm3 de oxigénio 44,8 dm3 de água
carbono
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A massa molar pode ser calculada a partir das massas atómicas relativas dos átomos
que constituem uma substância.
SAIS
+
Os sais são compostos iónicos formados por catiões (à excepção do H ) e por aniões
- 2- 2-
(à excepção do ião hidróxido HO e do ião óxido O /O2 ).
A fórmula química do sais simples (formados por um só tipo de anião e um só tipo de
catião) obtém-se combinando os catiões e os aniões de forma a obter uma entidade
globalmente neutra, figurando o catião em primeiro lugar.
Na seguinte tabela apresentam-se os catiões e aniões mais comuns:
Catiões Aniões
Alumínio (Al3+) Brometo (Br-)
Amónio (NH4+) Carbonato (CO32-)
Bário (Ba2+) Cianeto (CN-)
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ÓXIDOS
Os óxidos são compostos formados por oxigénio e um outro elemento. Podem ser
iónicos ou moleculares.
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2-
Os óxidos iónicos são formados por aniões óxidos (O ) e catiões metálicos, nas
proporções estequiométricas devidas.
As regras da sua nomenclatura são idênticas às dos sais. O nome é formado pelo
termo óxido seguido pelo nome do catião metálico presente.
Exemplos: Al2O3 – Óxido de alumínio
Certos metais podem formar mais que um catião, para designar esses catiões usam-se
2+ 3+
números romanos. O ferro, por exemplo, pode formar dois catiões: Fe e Fe . Nesta situação,
quando se lê os nomes dos compostos que resultam da combinação destes catiões, tem que
se indicar os números romanos correspondentes dos catiões.
2+ 2-
Exemplo: os iões Fe e O dão origem ao composto FeO que se designa óxido de
3+ 2-
ferro (II) os iõesFe e O dão origem ao composto Fe2O3 que se designa
óxido de ferro (III)
Os óxidos onde está presente o ião O22 são casos especiais: tratam-se dos peróxidos.
Exemplos: CaO2 – Peróxido de cálcio
Na2O2 – Peróxido de sódio
ÁCIDOS
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+
Os ácidos são substâncias formadas por iões hidrogénio (H ) e aniões não metálicos.
Os nomes são iniciados pela palavra ácido associado ao nome do anião:
- quando o nome do anião termina em “eto”, o nome do ácido termina em “ ídrico”;
HIDRÓXIDOS
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energia envolvida nessas colisões que é utilizada na ruptura das ligações existentes e no
estabelecimento de novas ligações. Mas nem todas as colisões permitem a ruptura/formação
de ligações, assim dá-se o nome de colisões eficazes às que vão permitir a existência de uma
reacção química.
A evolução de uma reacção química depende do número de colisões eficazes entre as
partículas dos reagentes. Quanto maior for o número de colisões eficazes, mais rapidamente
evoluirá a reacção. A eficácia das colisões depende de três parâmetros fundamentais:
- do número de partículas de reagente e, portanto, do número total de colisões;
- da energia envolvida nas colisões;
- da orientação das partículas intervenientes nessas colisões.
Existem assim alguns factores que favorecem a existência de uma reacção química.
Temperatura do sistema
Para a generalidade das reacções, quanto maior for a temperatura, maior será a
velocidade da reacção. À medida que a temperatura de um sistema reaccional aumenta,
aumenta a sua energia cinética interna (energia cinética das partículas que compõem o
sistema), como consequência, aumenta a energia das colisões que se tornam, por isso, mais
eficazes, assim a velocidade da reacção aumenta.
A baixa temperatura, as reacções que estão na base da degradação dos alimentos são
muito mais lentas, é por isso que se utiliza o frigorífico.
Pressão
Em geral, quanto maior for a pressão do sistema reaccional, maior será a velocidade
da reacção. Ao aumentar a pressão a que se dá a reacção, o espaço entre as partículas
diminui, aumentando a probabilidade de existência de colisões.
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Luz
A luz é um factor cinético cuja influência se explica pela adição de energia ao sistema
reaccional. Essa energia é usada para quebrar ligações químicas existentes, criando-se deste
modo condições para a ocorrência de outras, levando à formação de produtos da reacção.
Catalisadores
Catalisadores são substâncias que modificam a velocidade de uma reacção sem que
sejam consumidos no processo.
Inibidores
Catalisadores cuja actuação se traduz pela diminuição da velocidade de uma reacção.
Por exemplo, o azoto nos sacos de batatas fritas servem para retardar a oxidação dos
óleos utilizados.
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Uma das formas de reduzir a concentração de substâncias nocivas que saem pelo
tubo de escape é incorporar um catalisador no escape do automóvel. O catalisador vai fazer
com que a velocidade das reacções que transformam os gases nocivos em CO2 e H2O e azoto
(N2) aumente.
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3. Começar por acertar o átomo que pareça ser o de mais simples acerto.
4. Refazer a contagem de cada espécie de átomos tanto nos reagentes como nos
produtos.
2. O hidrogénio não está em igual número nos dois lados da equação, por isso, é necessário
acertar o número de hidrogénios.
3. 2 Na (s) + 2 H2O (l) 2 NaOH (aq) + H2 (g)
4.
Reagentes Produtos
Na 2 Na 2
H 4 H 4
O 2 O 2
Reagente limitante
Nas reacções químicas, raramente as quantidades relativas de reagentes obedecem
às proporções estequiométricas. Nestas condições há sempre um dos reagentes que se
esgota primeiro, a esse reagente dá-se o nome de reagente limitante.
O reagente limitante é aquele que condiciona a quantidade possível (teórica) que se
pode obter do(s) produto(s) e por isso é o que existe em menor quantidade relativa.
Se um dos reagentes é o limitante, então o(s) outro(s) será(ão) o(s) reagente(s) em
excesso, uma vez que está(ão) presentes na mistura reaccional em quantidades superiores às
exigidas pela estequiometria da reacção química.
A reacção termina quando o reagente limitante se esgota.
No final da reacção sobra sempre uma parte do(s) reagente(s) que se encontram em
excesso.
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Para gases:
n( real) m(real) V (real)
x100 ou x100 ou x100
n(teórico) m(teórico) V (teórico)
Uma reacção diz-se completa, se pelo menos um dos reagentes se transforma quase
integralmente nos produtos de reacção, ou seja, se o seu rendimento se aproxima muito de
100% (ou 1). E diz-se incompleta se nenhum deles se esgota, sendo neste caso o rendimento
inferior a 100% (ou 1).
O aumento da rapidez de uma reacção só implica a diminuição do intervalo de tempo
necessário para se obter a mesma quantidade de produto; não há assim aumento na
quantidade obtida e, consequentemente, aumento do rendimento.
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Exercício resolvido:
A combustão completa do metano dá origem a dióxido de carbono e água, segundo a equação
química:
CH4 (g) + 2 O2 (g) CO2 (g) + 2 H2O (g)
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Analisando uma situação simples em que um sistema troca energia sob a forma de
calor com as suas vizinhanças. A reacção diz-se exotérmica, se o sistema cede energia às
vizinhanças, aquecendo-as. É o que acontece quando uma reacção exotérmica ocorre num
copo de vidro ou vaso metálico: as paredes do recipiente e o ar em volta aquecem. Pelo
contrário, se a reacção for endotérmica, o sistema recebe energia das vizinhanças, que
arrefecem.
Conclusão, se o sistema não for isolado, há aquecimento ou arrefecimento das
vizinhanças e a temperatura do sistema, após a transferência de energia, permanece
inalterada.
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Nas reacções endotérmicas, pelo contrário, a energia que é requerida para quebrar
as ligações dos reagentes é maior do que a energia libertada na formação dos produtos. Neste
caso, a variação de entalpia é positiva ( H>0).
Ex: Dissolução de alguns sais em água
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Como já foi referido anteriormente, uma reacção química diz-se completa, quando
leva ao esgotamento de pelo menos um dos reagentes. Mas nem todas as reacções são
completas. Quando nenhum dos reagentes se esgota, a reacção diz-se incompleta, ficando
uma mistura de todos os reagentes e de todos os produtos da reacção.
Uma reacção é reversível se há formação de produtos de reacção a partir da
diminuição da concentração dos reagentes, sem que estes se esgotem e, simultaneamente, os
produtos de reacção reagem entre si originando os reagentes.
Uma reacção reversível é representada por uma dupla seta, com sentidos opostos (
), visto que ocorrem simultaneamente duas reacções:
- A reacção directa, em que os reagentes originam os produtos de reacção. Os
reagentes desta reacção, por convenção, representam-se à esquerda da seta.
- A reacção inversa, em que os produtos da reacção directa reagem entre si para
regenerar os reagentes que lhe deram origem. Por convenção, os reagentes desta reacção
representam-se à direita da seta.
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Em 1:
- as concentrações dos reagentes
diminuem
- as concentrações dos produtos
aumentam;
- o sistema não atingiu um estado de
equilíbrio.
Em 2:
- as concentrações dos reagentes e dos produtos permanecem constantes;
- o sistema atingiu um estado de equilíbrio.
Em 1:
- a velocidade de consumo dos reagentes
(reacção directa) é superior à
velocidade de regeneração dos
reagentes (reacção inversa);
- o sistema não atingiu um estado de
equilíbrio.
Em 2:
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[C ]ceq [ D]eq
d
Kc a
[ A]eq [ B]beq
em que [A]eq, [B]eq [C]eq [D]eq são as concentrações quando se atinge o estado de equilíbrio e
os expoentes a, b, c e d são os respectivos coeficientes estequiométricos.
-3
As concentrações dos reagentes e dos produtos são expressas em mol.dm . No
entanto, a constante de equilíbrio é adimensional (não tem unidades).
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[C ]c [ D ]d
o quociente da reacção directa, Q, é dado pela expressão: Q
[ A]a [ B ]b
em que [A], [B], [C] e [D] são as concentrações dos intervenientes gasosos e/ou aquosos em
situação de não equilíbrio e a, b, c e d são os coeficientes estequiométricos.
Um sistema químico que não se encontra em equilíbrio vai evoluir de modo a atingir
um estado de equilíbrio - para isso poderá ocorrer predominantemente no sentido directo ou
no sentido inverso.
Comparando valores de Q com valores conhecidos de K c, a uma dada
temperatura, podemos prever o sentido da progressão da reacção relativamente a um
estado de equilíbrio.
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Como Kc se K ´c 1 Kc 1
K ´c
Quando um sistema reaccional atinge um estado de equilíbrio, este pode ser alterado
através da variação da:
- Temperatura;
- Concentração;
- Pressão.
Estes factores, ao perturbarem o equilíbrio, influenciam o sentido global de progressão
da reacção para um novo estado de equilíbrio.
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A variação de temperatura afecta os sistemas em equilíbrio, uma vez que altera o valor
da constante de equilíbrio (esta só depende da temperatura).
A influência da temperatura no valor de Kc é diferente conforme a reacção é
endoenergética ou exoenergética.
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2 mol 2 mol
Nesta reacção não há variação do número de moles de gases (é igual nos dois
membros), a variação da pressão (ou de volume) não altera a posição de equilíbrio.
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igual modo, a velocidade da reacção directa e da reacção inversa, sem que afectem o estado
de equilíbrio e sem que sejam consumidos.
A presença de um catalisador não influencia as quantidades produzidas, só permitindo
um aumento da eficiência, em relação ao tempo de produção, uma vez que permite que o
estado de equilíbrio seja mais rapidamente estabelecido.
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