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Curso de Rigger: Planejamento e Projeto

O documento é um curso de Rigger que abrange a movimentação e içamento de cargas, incluindo a evolução dos equipamentos, normas administrativas e procedimentos técnicos. Ele detalha a classificação de cargas, o cálculo do peso, o centro de gravidade e os diferentes tipos de eslingas e guindastes. Além disso, inclui informações sobre planejamento de rigging e anexos com tabelas e cálculos relevantes.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Curso de Rigger: Planejamento e Projeto

O documento é um curso de Rigger que abrange a movimentação e içamento de cargas, incluindo a evolução dos equipamentos, normas administrativas e procedimentos técnicos. Ele detalha a classificação de cargas, o cálculo do peso, o centro de gravidade e os diferentes tipos de eslingas e guindastes. Além disso, inclui informações sobre planejamento de rigging e anexos com tabelas e cálculos relevantes.
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© SERTECH TREINAMENTOS
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Curso de Rigger

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9/2
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Planejamento e Projeto (40h)
ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO A MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS ..........................................................................................8


1.1. Evolução da movimentação e içamento de cargas ...................................................................................... 8
1.2. A evolução dos equipamentos de guindar ................................................................................................... 9
1.3. Classificação das operações ....................................................................................................................... 10
1.4. Planejamento de Rigging ............................................................................................................................ 11
2. PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS ..................................................................................................... 12
2.1. Normas Nacionais e Internacionais ............................................................................................................ 13

4
:4
2.1.1. Normas ABNT NBR (Nacionais) ........................................................................................................... 13

:20
18
2.1.2. Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho ..................................................................... 14

3
02
2.1.3. Normas ASME (Internacionais)........................................................................................................... 15

9/2
2.2. Termos técnicos mais comuns.................................................................................................................... 16

3/0
d0
2.2.1. Siglas da Qualidade e Segurança ........................................................................................................ 19
2.2.2. loa
Definições para cálculos ......................................................................................................................... 20
wn
Do

2.3. Responsabilidades ...................................................................................................................................... 21


6-

3. CARGA ................................................................................................................................................... 23
59
.16

3.1. Carga liquida ............................................................................................................................................... 23


2
02

3.2. Carga bruta ................................................................................................................................................. 24


la
ícu

3.3. Determinando o Peso da Carga .................................................................................................................. 25


tr
Ma

3.3.1. Calculo de volume .............................................................................................................................. 25


da

3.3.2. Peso específico de alguns materiais de construção ........................................................................... 26


or
d

4. CENTRO DE GRAVIDADE.......................................................................................................................... 28
rta
po

4.1. Locação do Centro de Gravidade ............................................................................................................... 29


iro
be

4.1.1. Cargas simétricas ................................................................................................................................ 29


Ri

4.1.2. Cargas assimétricas ............................................................................................................................ 29


to
en

4.1.3. Cálculos (Centro de Gravidade e Distribuição de Cargas) .................................................................. 30


scim

5. LINGADA ................................................................................................................................................ 32
Na
do

5.1. Eslingas ....................................................................................................................................................... 32


ge

5.2. Qual a eslinga correta para cada aplicação? .............................................................................................. 32


or
oJ

5.3. Cabos de aço............................................................................................................................................... 33


éli
eH

5.3.1. Laços de cabo de aço com olhais ou terminais .................................................................................. 34


od

5.3.2. Tipos de laços ..................................................................................................................................... 34


siv
clu

5.3.3. Olhais de laços .................................................................................................................................... 37


ex

5.3.4. Terminais para laços ........................................................................................................................... 38


so
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5.3.5. Classificação quanto as pernas e arames ........................................................................................... 39


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5.3.6. Classificação quanto a Alma: .............................................................................................................. 39
5.3.7. Resistência quanto ao arame ............................................................................................................. 40
5.3.8. Tipos construtivos (arranjo de pernas e arames) ............................................................................... 40
5.3.9. Medição de Diâmetro ......................................................................................................................... 41
5.3.10. Capacidade de carga (laço de cabo de aço) ....................................................................................... 42
5.3.11. Laços de Grampos .............................................................................................................................. 43
5.4. Cintas de fibras sintéticas ........................................................................................................................... 45
5.4.1. Materiais de Confecção ...................................................................................................................... 45

4
5.4.2. Análise de aplicabilidade .................................................................................................................... 46

:4
:20
5.4.3. Formatos de cintas ............................................................................................................................. 46

318
5.4.4. Código de cores de identificação e capacidade.................................................................................. 47

02
9/2
5.5. Lingas de Correntes .................................................................................................................................... 48

3/0
5.5.1. Identificação dos dispositivos de amarração de correntes ................................................................ 48

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loa
5.5.2. Capacidade máxima de trabalho ........................................................................................................ 49
wn
5.6. Manilhas ..................................................................................................................................................... 50
Do
6-

5.6.1. Tipos de Manilhas ............................................................................................................................... 51


59

5.6.2. Identificação da manilha .................................................................................................................... 52


.16
2

5.6.3. Capacidade de carga (manilhas) ......................................................................................................... 53


02
la

5.7. Dimensionamento das eslingas e acessórios ............................................................................................. 54


ícu
tr

5.7.1. Gráfico de tensões nas eslingas .......................................................................................................... 55


Ma
da

5.7.2. Carga de trabalho e fatores de segurança.......................................................................................... 56


or

6. DISPOSITIVOS / BALANCIM (SPREAD BAR) ............................................................................................... 58


d
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po

6.1. Tipos de balancim ....................................................................................................................................... 59


iro

6.2. Verificação de perfil.................................................................................................................................... 60


be
Ri

7. GUINDASTES MÓVEIS ............................................................................................................................. 63


to
en

7.1. Tipos de Guindastes ................................................................................................................................... 64


cim

7.1.1. Guindautos ou Caminhão “Munck” .................................................................................................... 65


s
Na

7.1.2. Guindastes industriais ........................................................................................................................ 66


do
ge

7.1.3. Guindastes telescópicos terreno acidentado (RT).............................................................................. 67


or
oJ

7.1.4. Guindastes telescópicos qualquer terreno (AT) ................................................................................ 68


éli

7.1.5. Guindastes treliçado sobre caminhão ................................................................................................ 69


eH
od

7.1.6. Guindastes treliçado sobre esteiras ................................................................................................... 70


siv

7.1.7. Guindastes treliçado com mastro e contrapeso giratório .................................................................. 71


clu
ex

8. GUINDASTES - COMPONENTES ................................................................................................................ 73


so

8.2. Guindastes Componentes - Transportador ..................................................................................................... 74


eu
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8.1. Guindastes componentes – Contrapeso ................................................................................................ 75


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8.1.1. Guindastes componentes – Contrapeso e a Estabilidade .................................................................. 75
8.1.2. Guindastes componentes – Contrapeso Standard ............................................................................. 76
8.1.3. Guindastes componentes – Contrapeso Adicional no guindaste ....................................................... 77
8.1.4. Guindastes componentes – Contrapeso adicional no guindaste ....................................................... 77
8.2. Guindastes componentes – Lança Treliçada e Telescópica........................................................................ 78
8.3. Guindastes componentes – Moitão e Bola-Peso ....................................................................................... 79
8.3.1. Guindastes componentes – Moitão ou Cardenal ............................................................................... 79
8.3.2. Guindastes componentes – Moitão - Tipos ........................................................................................ 79

4
8.3.3. Guindastes componentes – Bola – peso ............................................................................................ 80

:4
:20
8.3.4. Guindastes componentes – Jib e Extensão ........................................................................................ 80

318
9. GUINDASTES – TABELA DE CARGA ........................................................................................................... 83

02
9/2
9.1. Guinchos e cabos – Cabo principal ............................................................................................................. 84

3/0
9.2. Guinchos e cabos – Cabo auxiliar ............................................................................................................... 84

d0
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9.3. Guinchos e cabos – Vantagem mecânica aplicada ao guincho .................................................................. 84
wn
9.4. Tabela de Carga – Pesos do equipamento e contrapesos .......................................................................... 85
Do
6-

9.5. Tabela de Carga – Moitões e Bola-peso ..................................................................................................... 85


59

9.6. Tabela de Carga – Vento máximo permitido .......................................................................................... 86


2.16

9.7. Tabela de Carga – Características gerais .................................................................................................... 86


02
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9.8. Tabela de Carga – Dimensões do equipamento ........................................................................................ 87


trícu

9.9. Tabela de Carga – Gráfico operacional ...................................................................................................... 88


Ma
da

9.10. Tabela de Carga – Quadro de capacidades............................................................................................ 89


or

9.11. Tabela de Carga – Análise de risco estrutural ou perca de estabilidade ............................................... 90


d
rta
po

9.12. Tabela de Carga – Linha de Risco .......................................................................................................... 90


iro

9.13. Tabela de Carga – Capacidade de Carga ................................................................................................ 91


be
Ri

9.14. Tabela de Carga – Definição de raio e Lança ......................................................................................... 92


to
en

9.15. Tabela de Carga – quadrantes operacionais ..................................................................................... 93


cim

9.16. Quadrantes – importância durante o giro .............................................................................................. 94


s
Na

10. PLANO DE RIGGING ............................................................................................................................. 96


do
ge

10.1. Necessidade de um plano de rigging ...................................................................................................... 96


or
oJ

10.2. Visita técnica........................................................................................................................................... 96


éli

10.2.1. Análise da Carga ................................................................................................................................. 96


eH
od

10.2.2. Verificação de trajeto ......................................................................................................................... 96


siv

10.2.3. Verificação do local de instalação ...................................................................................................... 96


clu
ex

10.2.4. Levantamento de documentação....................................................................................................... 97


so

10.3. Formulário padrão .................................................................................................................................. 97


eu
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10.3.1. Informações sobre o Projeto .............................................................................................................. 98


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10.3.2. Descrição da carga. ............................................................................................................................. 98
10.3.3. Lingada / Amarras............................................................................................................................... 98
10.3.4. Dispositivos/Balancim. ....................................................................................................................... 98
10.3.5. Definição do equipamento ................................................................................................................. 99
10.3.6. Configuração do guindaste ............................................................................................................... 100
10.3.7. Cuidados na configuração do Guindaste .......................................................................................... 101
10.3.8. Ponto de articulação (Pé da Lança) .................................................................................................. 103
10.3.9. Comprimento da Lança mínima ....................................................................................................... 104

4
10.3.10. Verificação final de folgas............................................................................................................. 105

:4
:20
10.3.11. Definição de carga bruta (peso) ................................................................................................... 105

18
3
10.3.12. Resumo dos cálculos..................................................................................................................... 108

02
9/2
10.3.13. Esforço na sapata (cálculo) ........................................................................................................... 109

3/0
10.3.14. Distribuição de esforços no solo................................................................................................... 111

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11. ANEXOS ................................................................................................................................................. 114
wn
11.1. Conversão de Unidades............................................................................................................................... 114
Do
6-

11.2. Cálculo de Trigonometria e Pitágoras ......................................................................................................... 114


59

11.3. Tabela de Senos, Cossenos e Tangentes .............................................................................................. 115


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NÓS SOMOS A SERTECH TREINAMENTOS

A Sertech Treinamentos foi fundada em 2001, com sede em Curitiba-PR, inicialmente como uma
empresa de Engenharia de Field, com objetivo de prestar suporte no desenvolvimento de
empreendimentos em todo o território nacional.

Com o decorrer do tempo, a empresa identificou a grande carência de conhecimento técnico em


movimentação, içamento e transporte de cargas pesadas e, com isto, especializou-se em Engenharia de

4:4
Rigging, tendo como base três pilares: tecnologia, segurança e inovação.

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Presente em todo território nacional, a Sertech Treinamentos orgulha-se de estar presente nos maiores

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empreendimentos de construção e manutenção industrial, civil, energia, siderurgia e manufatura

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pesada, atuando através de treinamentos, consultorias e serviços de engenharia, acumulando mais de
30.000 toneladas movimentadas. loa
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Sempre no compromisso com a qualidade dos serviços prestados e a satisfação de nossos clientes, o
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crescimento no mercado nacional é fundamentado no know-how acumulado por nossos trabalhadores,


2
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que recebem constante atualização dos conhecimentos sobre rigging.


la
ícu
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A Sertech Treinamentos atua como referência em capacitação de mão-de-obra em movimentação,


Ma
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içamento e transporte de carga, sempre de acordo com as rigorosas orientações de entidades


or
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normativas nacionais e internacionais.


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iro

Atualmente já capacitamos mais de 20.000 profissionais, em 420 empresas, em todo o território


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nacional, além de países como Argentina, Chile, Angola, Portugal e Moçambique.


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Á movimentação de carga
INTRODUÇÃO
1. INTRODUÇÃO A MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS

Ao longo dos anos, a humanidade tem se utilizado de grandes obras para evidenciar o seu elevado nível
de desenvolvimento. Quanto maiores os desafios a serem vencidos, maior o mérito e a honraria que a
conclusão do trabalho merece e representa. Das igrejas e castelos da Idade Média às pirâmides astecas
e maias, passando pela muralha da China, cada sociedade desde tempos imemoriais tem marcado a sua
história pelos seus logros tecnológicos estampados em suas obras.

4:4
Realizações que representaram esforço extraordinário, trabalho de milhares de homens e mulheres,

:20
18
recursos consideráveis e, principalmente, o fato de serem reconhecidos como prova do que o ser

3
02
humano é capaz de lograr quando unido em prol de um objetivo, como na sua época o foram a

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3/0
construção do Canal de Panamá ou a Usina de Itaipu, por exemplo.

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Figura 1 - Exemplo de montagem de um obelisco na idade antiga.


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1.1. Evolução da movimentação e içamento de cargas


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Você já parou para pensar como foi possível a construção das Pirâmides do Egito? Como colocaram
cim

blocos de centenas de toneladas em lugares inacessíveis? Estudiosos afirmam que só foi possível graças
s
Na
do

à experiência acumulada no decorrer de anos, com muitos estudos e planejamento, pois nesta época o
ge

homem só dispunha de força humana e animal.


or
oJ
éli

Nesta época, o homem desenvolveu máquinas simples, como o sistema de roldanas e a alavanca, que
eH
od

utilizamos até hoje em nossas máquinas complexas. A maioria das construções deste período antigo
siv
clu

tinham função mais simbólica, tanto de ostentação de poder ou por motivos religiosos, e estes não
ex

tinham previsão de término, portanto, estas construções duravam dezenas (ou até centenas) de anos e
so
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muitos nem chegaram a ser concluídas.


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Durante a Revolução Industrial, o homem passou a dominar a manipulação dos metais e da energia,
assim como, a consumir um número cada vez maior de recursos naturais, energia, produtos
industrializados, dentre outros, o que gerou construções cada vez maiores e mais complexos, tais como
prédios, galpões industriais, refinarias de petróleo, barragens para a geração de energia, dentre outros.

Estas modernidades também impulsionaram prazos cada vez menores, o que gerou o desenvolvimento
de diversas máquinas ‘gigantescas’ para este fim. Escavadeira, caminhões e guindastes imensos,
escavando, movendo e içando maiores quantidades com maior velocidade, e para que estas operações

4:4
:20
ofereçam segurança e produtividades, tivemos que desenvolver procedimentos de trabalho e

18
planejamento.

3
02
9/2
3/0
1.2. A evolução dos equipamentos de guindar

d0
loa
Os primeiros guindastes foram inventados na Idade Antiga, pelos gregos, e eram movidos por homens
wn
Do

e/ou animais de carga. Esses guindastes eram usados para construção de muralhas e castelos e, com o
6-

tempo, passaram a usar engrenagens movidas por tração humana, permitindo a elevação de cargas
59
.16

mais pesadas.
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ícu

Na Alta Idade Média, guindastes portuários foram introduzidos para carregamentos, descarregamentos
tr
Ma

e construções de embarcações - alguns eram construídos sobre torres de pedra para estabilidade e
da

capacidade extras. Os primeiros guindastes eram feitos de madeira, mas com a Revolução Industrial,
or
d
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passaram a ser produzidos com ferro fundido e aço. Atualmente o guindaste é constituído normalmente
po
iro

por uma torre equipada com cabos e roldanas que é usada para levantar e baixar materiais.
be
Ri
to

Com o tempo, os guindastes passam a ter mais capacidade, com mais tecnologia e são destinados para
en
cim

áreas específicas. Atualmente, temos guindastes portuários, ferroviários, aéreos, móveis, fixos, dentre
s
Na

vários outros tipos. Ao Rigger Planejador, cabe a pesquisa e o conhecimento destes equipamentos.
do
ge
or

Na construção civil, os guindastes são estruturas temporárias fixadas ao chão ou montadas num veículo
oJ
éli

especialmente concebido, normalmente ao lado da edificação, usado para elevar cargas pesadas aos
eH

andares superiores. Os guindastes podem ser operados com cabine, aonde há um controlador ou
od
siv

operador, por uma pequena unidade de controle que pode comunicar via rádio, por infravermelhos ou
clu
ex

ligados por cabo.


so
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Hoje a indústria produz guindastes capazes de içar cargas de milhares de toneladas, mas que apesar do
tamanho e da imponência, são considerados equipamentos frágeis que podem causar acidentes, com
consequências imensuráveis.

Um simples erro durante a fase do planejamento, pode causar perca de estabilidade ou uma fadiga
estrutural, por isto, um bom profissional de movimentação de carga sempre deve ter o foco no
dimensionamento correto do equipamento, para que este execute as operações no menor tempo e com
um bom fator de segurança.

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1.3. Classificação das operações


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Toda operação de movimentação de carga deve levar em conta suas características, limites,
cim

equipamentos envolvidos, complexidade da operação, podendo ser classificada da seguinte forma:


s
Na
do


ge

Simples: Com o uso de apenas um guindaste e limitando a taxa de utilização do equipamento em


or
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85%* (padrão de mercado).


éli
eH

• Complexa: Com mais de um guindaste ou que ultrapasse a 85% da capacidade do equipamento.


od
siv
clu

Algumas empresas podem considerar outras categorias, tais como ‘crítica, rotineira, não-rotineira’,
ex
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dentre outras classificações.


eu
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1.4. Planejamento de Rigging

Nos dias de hoje é comum, em muitas empresas, a política de planejamento de rigging, que se inicia no
ato de ‘pensar em como vai se usar um guindaste’, depois que esta já está no canteiro de obras. Tal
planejamento, influencia diretamente os aspectos de segurança, produtividade, cronograma da obra,
assim como, o resultado financeiro de um projeto.

Algumas empresas já contam com departamentos de “planejamento ou de engenharia de rigging”, que


tem a responsabilidade de considerar aspectos de montagem, desde a fase de estudo de viabilidade do

4:4
:20
projeto, levando em considerações os seguintes aspectos:

18
3
02
• Equipamentos: verificar, com antecedência, a disponibilidade de todo equipamento envolvido,

9/2
3/0
assim como, as ferramentas e acessórios necessários para a execução da atividade.

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• Logística: equipamentos de transportes envolvidos na operação; trajeto a ser percorrido até o
wn
Do

local de instalação; verificação de obstáculos como pontes, viadutos, curvas fechadas, condições
6-
59

de acesso, estradas boas ou esburacas, dentre outras questões;


.16
2
02

• Interferência: interação com a obra, seja de manutenção, construção ou montagem; verificação


la
ícu

do espaço para montagem e operação do guindaste, considerando lança, mastro, esteiras,


tr
Ma

contrapesos, estabilizadores (sapatas), dentre outros; verificação da necessidade de alteração de


da
or

cronogramas (postergar construção de bases, canaletas, caixas ou algo que possa interferir com
d
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o local do guindaste ou carretas de transporte do equipamento);


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• Recursos Humanos: equipe envolvida, que irá executar as tarefas descritas no plano de rigging,
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seja o operador, sinaleiro, auxiliar, supervisor de rigging, técnicos e demais profissionais; verificar
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conhecimentos, habilidades e experiências, assim como, a formação destes profissionais; se


s
Na

possível, analisar os conhecimentos de cada envolvido com a interpretação dos desenhos


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técnicos, forma de sinalização, análise de tabela de carga, dentre outros saberes envolvidos com
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a atividade.
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Procedimentos Administrativos
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2. PROCEDIMENTOS ADMINISTRATIVOS
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Antes do início do planejamento, o Rigger deve seguir alguns procedimentos administrativos, conforme
cim

a empresa em que atua. Normalmente as empresas de locação de equipamentos, construtoras e


s
Na
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indústrias, dispõem de normas e procedimentos internos de segurança ou de operação, por isto, o


ge

Rigger deve estar sempre atento e atualizado.


or
oJ
éli
eH

O profissional responsável pela execução do plano de rigging, deve sempre consultar o departamento
od

de Segurança, a fim de estar informado sobre as Normas Técnicas, regulamentadoras, procedimentos


siv
clu

internos, assim como, as responsabilidades impostas ao Rigger Planejador.


ex
so
eu
éd
tila
os

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ap
ta
Es
2.1. Normas Nacionais e Internacionais

Quando tratamos de normalização de procedimentos para a movimentação de carga, no Brasil ainda


são poucas as normas específicas que regulamentam esta atividade. Atualmente, dispomos das NR 11,
NR 12 e NR 18, que regulamentam os procedimentos de segurança do trabalho envolvidos com
atividades de içamentos e movimentações de cargas.

Para a realização de suas atividades, o Rigger pode consultar tanto as normas regulamentadoras (NR),

4:4
como as normas técnicas, sejam elas nacionais, ou internacionais, utilizando as suas orientações. A

:20
18
seguir, uma relação das principais normas nacionais e internacionais aplicadas.

3
02
9/2
2.1.1. Normas ABNT NBR (Nacionais)

3/0
d0
o ABNT NBR 11900-1:2013 - Terminal para cabos de aço - parte 1: sapatilho;
loa
wn
o ABNT NBR 11900-3:2018 - Terminal para cabos de aço - parte 3: olhal com presilha;
Do
6-

o ABNT NBR 11900-4:2020 - Terminal para cabos de aço - parte 4: grampos leves e pesados;
59
.16

o ABNT NBR 11900-5:2015 - Terminal para cabos de aço - parte 5: soquete;


2
02
la

o ABNT NBR-ISO 3108:2017 - Cabos de aço para uso geral - determinação da carga de ruptura real;
ícu
tr
Ma

o ABNT NBR 10014:2008 - Moitão e cardenal para movimentação de carga em embarcações;


da
or

o ABNT NBR 13541-1:2017 - Linga de cabo de aço - parte 1: requisitos e métodos de ensaio;
d
rta
po

o ABNT NBR 13541-2:2017 - Linga de cabo de aço - parte 2: utilização e inspeção;


iro
be

o ABNT NBR ISO 4309:2009 - Equipamentos de movimentação de carga - cabos de aço - cuidados,
Ri

manutenção, instalação, inspeção e descarte;


to
en
cim

o ABNT NBR ISO 2408: 2019 - Cabos de aço para uso geral - requisitos mínimos;
s
Na

o ABNT NBR 11327:2016 - Requisitos de utilização de talhas de corrente com acionamento


do

motorizado;
ge
or
oJ

o ABNT NBR 15516-1:2015 - Corrente de elos curtos para elevação de cargas - lingas de correntes -
éli

parte 1: grau 8 – requisitos e métodos de ensaio;


eH
od

o ABNT NBR 15516-2:2013 - Corrente de elos curtos para elevação de cargas - lingas de correntes -
siv

parte 2: utilização, manutenção e inspeção;


clu
ex

o ABNT NBR ISO 1834:2005 - Corrente de elos curtos para elevação de cargas - condições gerais;
so
eu
éd
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o ABNT NBR ISO 3076:2012 - Corrente de elos curtos de aço de seção circular para elevação de cargas
- correntes de tolerância média para lingas de corrente - grau 8;

o NBR 15637-1:2017 - Cintas têxteis para elevação de cargas - Parte 1: Cintas planas, com fitas tecidas
com fios sintéticos de alta tenacidade formados por multifilamentos;

o NBR 15637-2:2017 - Cintas têxteis para elevação de cargas - Parte 2: Cintas tubulares, com cordões
de fios sintéticos de alta tenacidade formados por multifilamentos;

o NBR 15637-3:2017 - Cintas têxteis para elevação de carga - Parte 3: Cintas tubulares, com cordões
de fios sintéticos de ultra-alta tenacidade formados por multifilamentos

4:4
:20
o ABNT NBR 15883-1:2015 - Cintas têxteis para amarração de cargas - Parte 1: Cálculo de tensões;

18
o ABNT NBR 15883-2:2015 - Cintas têxteis para amarração de cargas - Parte 2: Cintas planas;

3
02
9/2
o NBR-13545:2012 - Movimentação de carga – manilhas;

3/0
d0
o NBR-8400:2019- Equipamentos de elevação e movimentação de carga - regras para projeto;
loa
wn
o NBR-14768:2015 - Guindaste articulado hidráulico - requisitos;
Do
6-

o ABNT NBR 10084:2020 - Cálculo de estruturas-suporte para equipamentos de elevação e


59
.16

movimentação de cargas - procedimento;


2
02

o NBR-10070:1987 – Ganchos - hastes forjadas para equipamentos de levantamento e movimentação


la
ícu

de cargas - dimensões e propriedades mecânicas;


tr
Ma

o NBR-11436-1988 - Sinalização manual para movimentação de carga;


da
or

o NBR-15466:2007 - Qualificação e certificação de operadores de ponte rolante, pórtico e semipórtico


d
rta

– requisitos.
po
iro
be
Ri
to

2.1.2. Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho


en
cim
s

NR 11 - TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO, ARMAZENAGEM E MANUSEIO DE MATERIAIS.


Na
do
ge

NR 12 – SEGURANÇA NO TRABALHO DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS


or
oJ
éli

NR 18 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO.


eH
od

NR 34 - CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO E REPARAÇÃO


siv
clu

NAVAL.
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2.1.3. Normas ASME (Internacionais)

ASME B30.1-2004 - JACKS

ASME B30.2-2005 - OVERHEAD AND GANTRY CRANES (TOP RUNNING BRIDGE, SINGLE OR MULTIPLE
GIRDER, TOP RUNNING TROLLEY HOIST)

ASME B30.3-2004 - CONSTRUCTION TOWER CRANES

ASME B30.4-2003 - PORTAL, TOWER, AND PEDESTAL CRANES

4:4
:20
ASME B30.5-2007- MOBILE AND LOCOMOTIVE CRANES

18
3
ASME B30.6-2003 - DERRICKS

02
9/2
3/0
ASME B30.7-2006 - BASE-MOUNTED DRUM HOISTS

d0
loa
ASME B30.8-2004 - FLOATING CRANES AND FLOATING DERRICKS wn
Do

ASME B30.9-2006 - SLINGS


6-
59

ASME B30.10-2005 - HOOKS


.16
2
02

ASME B30.11-2004 - MONORAILS AND UNDERHUNG CRANES


la
ícu
tr

ASME B30.13-2003 - STORAGE/RETRIEVAL (S/R) MACHINES AND ASSOCIATED EQUIPMENT


Ma
da

ASME B30.16-2007 - OVERHEAD HOISTS (UNDERHUNG)


or
d
rta

ASME B30.17-2006 - OVERHEAD AND GANTRY CRANES (TOP RUNNING BRIDGE, SINGLE GIRDER,
po
iro

UNDERHUNG HOIST)
be
Ri

ASME B30.19-2005 - CABLEWAYS


to
en
cim

ASME B30.20-2006 - BELOW-THE-HOOK LIFTING DEVICES


s
Na

ASME B30.21-2005 - MANUALLY LEVER OPERATED HOISTS


do
ge
or

ASME B30.22-2005 - ARTICULATING BOOM CRANES


oJ
éli
eH

ASME B30.23-2005 - PERSONNEL LIFTING SYSTEMS


od
siv

ASME B30.26-2004 - RIGGING HARDWARE


clu
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2.2. Termos técnicos mais comuns

Para um melhor entendimento deste treinamento, vamos definir alguns termos técnicos a serem
utilizados no decorrer de nossas atividades. Uma definição que deve ficar bem clara para todos é o
emprego correto dos termos Rigging e Rigger.

RIGGING: A palavra “rigging” e derivada do termo “rig” que é uma estrutura que serve para prospecção
e extração de petróleo ou gás na terra ou no mar (drilling rig).

4:4
:20
O termo “rigging” é usado para indicar uma atividade de içamento ou movimentação de cargas numa

18
obra industrial ou operação de carga e descarga em terra ou em barcos ou plataformas offshore.

3
02
9/2
3/0
RIGGER: O termo “rigger” é também derivado de “rig”, e usado como uma qualificação para

d0
profissionais experientes e qualificados em movimentação de carga. Este profissional qualificado pode
loa
wn
ser montador, um mestre de montagem, um engenheiro ou qualquer outro profissional da área de
Do
6-

montagem que tenha adquirido as qualificações necessárias para executar ou coordenar operações de
59

movimentação de carga.
.16
2
02
la

CARGA RUPTURA MINIMA ou CRM: É a carga mínima aplicada em testes de equipamentos para sua
ícu
tr

ruptura, obtido através de cálculos de engenharia e testes de laboratório.


Ma
da
or

FATOR DE SEGURANÇA (Safety factor): Este pode ser definido como uma margem de segurança para
d
rta

compensar eventuais fatores negativos, como um pequeno erro de cálculo, desgaste nos equipamentos
po
iro

devido ao uso, alguns pequenos movimentos bruscos que podem causar um aumento momentâneo na
be
Ri

carga.
to
en
cim

CARGA SEGURA DE TRABALHO ou SWL (Safety Working Limit): Esta é a carga máxima suportada pelo
s
Na

equipamento, sem que este ofereça riscos à segurança. O resultado é obtido através da divisão da CRM
do
ge

do equipamento, pelo FS, dependendo da aplicação dele.


or
oJ
éli

ACESSÓRIOS DE MOVIMENTAÇÃO: São componentes aplicados na confecção da lingada. São fabricados


eH
od

seguindo normas nacionais e internacionais, exemplo: manilhas, grampos, olhais de suspensão,


siv

esticadores e ganchos.
clu
ex
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ESLINGAS: São componentes que fazem a ligação entre a carga e o equipamento de guindar,
exemplo: laços de cabo de aço, laços de cinta sintética, correntes e cordas.

DISPOSITIVOS: São componentes fabricados conforme exigência do trabalho ou como ferramenta


de uso corriqueiro, exemplo: balancim, quadros, caixas.

CABO DE CARGA (“Hoist Rope”): Cabo principal de levantamento.

CABO ESTACIONÁRIO (“Pendant Line” - “Jib Stay Line”): Cabo auxiliar que mantém constante a

4:4
:20
distância entre os pontos de amarração dos componentes unidos por ele (tirante, estaiamento do

18
jibe).

3
02
9/2
3/0
CABO DO JIBE (“Whip Line” ou “Auxiliary Hoist Line”): Cabo auxiliar de levantamento.

d0
CABO DA LANÇA (“Boom Hoist Wire Rope”): Cabo de levantamento da lança. loa
wn
Do
6-

CAPACIDADE NOMINAL DA MÁQUINA: Capacidade máxima indicada pelo fabricante para uma
59
.16

determinada configuração, isto é, comprimento de lança e raio de carga definidos ou exigidos pela
2
02

norma de fabricação da máquina.


la
ícu
tr

CAPACIDADE DA MÁQUINA (“Rated Load”): Capacidade indicada na tabela de carga do fabricante


Ma
da

para uma determinada configuração, isto é, comprimento da lança e raio de carga definidos.
or
d
rta

CARGA (“Load”): Todo e qualquer corpo, objeto de movimentação.


po
iro
be

LINGADA: Conjunto de eslingas e acessórios. É o que acopla a carga no equipamento de guindar.


Ri
to
en

MOITÃO (“Block”): Conjunto de polias que formam um conjunto único móvel, utilizado para acoplar
cim
s
Na

o cabo de carga à lingada.


do
ge

MOITÃO PRINCIPAL (“Load Block-Lower” ou “Hoock Block”): Conjunto formado por moitão,
or
oJ

manilha ou gancho, este com ou sem destorcedor (“Swivel”), suspenso pelo cabo de carga.
éli
eH
od

MOITÃO SECUNDÁRIO (“Load Block-Upper”): Conjunto formado por moitão, manilha ou gancho,
siv
clu

este com ou sem destorcedor (“Swivel”), fixado na ponta da lança.


ex
so

PÉ DA LANÇA (“Inner” ou “Lowar Boom”): Parte da lança fixada à superestrutura da máquina.


eu
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PESO DA CARGA (Weight Load): Obtido através de pesagem da carga ou do desenho certificado de
fabricação da carga.

RAIO DE GIRO: Distância entre o centro de giro da máquina e o centro de massa da carga suspensa.

JIBE (“Jib”): Extensão fixada à ponta da lança com a finalidade de aumentar o raio de carga da
máquina.

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
loa
wn
Do
6-
59

OBSTÁCULO: Qualquer acidente topográfico, instalações elétricas e subterrâneas, construção ou


.16
2

unidade industrial que interfira com a movimentação de carga.


02
la
ícu

PATOLA ou SAPATA (“Outrigger”): Braços extensíveis ou fixos montados na máquina para aumentar
tr
Ma

a sua estabilidade e capacidade.


da
or
d
rta

PESO DE MOVIMENTAÇÃO: Peso total ou parcial máximo da carga acrescido do peso de todos os
po
iro

acessórios de levantamento (moitões, balanças, manilhas), suspenso na ponta da lança de uma


be
Ri

máquina durante uma operação de movimentação de carga.


to
en
cim

PLANO DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGA (Lift PLan): Um dos documentos integrantes do


s
Na

procedimento de movimentação de carga da executante, constituído de desenho(s), em escala, com


do

vistas de planta e elevação.


ge
or
oJ

PROCEDIMENTO DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGA DA EXECUTANTE: Documento emitido pela firma


éli
eH

executante que define os parâmetros e as condições de execução dos serviços de movimentação de


od
siv

carga.
clu
ex
so

SOBRE-CABINE: Quadrante que abrange a região compreendida entre as patolas dianteiras.


eu
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Es
SUPERESTRUTURA: Estrutura com parte rotativa onde são montados os mecanismos de
acionamento da máquina e/ou cabine de operação.

QUADRANTES: Regiões definidas pelas retas que passam pelo centro de giro e da máquina pelos
centros de apoio das sapatas das patolas estendidas.

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
loa
wn
Do

2.2.1. Siglas da Qualidade e Segurança


6-
59

Estas siglas normalmente são empregadas para identificação de documentos de uso da qualidade e
.16
2
02

segurança para a organização das atividades.


la
ícu

• OM - ORDEM DE MANUTENÇÃO: Documento emitido pelo cliente/usuário à manutenção,


tr
Ma

solicitando a execução de determinada tarefa.


da
or
d
rta

• ART – ANÁLISE DE RISCO DA TAREFA: Análise feita em parceria entre segurança e produção, para
po
iro

levantamento de possíveis riscos e medidas preventivas para eles.


be
Ri
to

• PPT – PERMISSÃO PARA TRABALHO: Documento onde fica registrado o período para execução da
en
cim

tarefa, este documento deve ser registrado pela operação para evitar possíveis erros.
s
Na
do

• AP – ATA DE PLANEJAMENTO: Estudo preliminar da necessidade de recursos humanos e


ge
or

materiais, além de estimativa de tempo para execução de determinadas tarefas.


oJ
éli
eH

• PO – PADRÃO OPERACIONAL: Documento de orientação ao executante sobre a forma correta


od

para execução da tarefa. Estes padrões englobam uma grande variedade de atividades, por este
siv
clu

motivo sempre consulte seu superior sobre a existência de um PO sobre a atividade a ser
ex
so

executada.
eu
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tila

19
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Es
2.2.2. Definições para cálculos

As siglas mostradas a seguir definem todas as siglas utilizas neste treinamento em cálculos.

CG Centro de Gravidade
Te Tensão na eslinga
He Altura da eslinga
Fx Força no eixo “x”
Fy Força no eixo “y”

4:4
:20
p Guincho ou ponto de Suspensão

18
Pt Peso total da Carga

3
02
9/2
Ro Raio de operação do equipamento

3/0
Rc Raio do contrapeso

d0
TU Taxa de utilização loa
wn
Do

Es Esforço no Solo / Sapata (kg/cm²)


6-

Pa Pressão admissível do solo (kg/cm²)


59
.16

As Área da sapata (cm²)


2
02

Ps Pressão exercida no solo (kg/cm²)


la
ícu
tr

PG Peso do Guindaste
Ma
da

SWL Carga Segura de Trabalho (Safety Work Limit)


or
d

WLL Carga Limite de Trabalho (Work Load Limit)


rta
po

CRM Carga de Ruptura Mínima


iro
be

d Distância horizontal entre ponto de suspensão e o C.G.


Ri
to

Dt Distância horizontal entre os pontos de suspensão / suporte


en
cim

Pe Peso especifico ou densidade aparente do material (kg/m³)


s
Na

L Largura
do
ge

C Comprimento
or
oJ

H Altura
éli
eH

A Área (m²)
od

V Volume (m³)
siv
clu

AWz Área máxima permitida de exposição ao vento


ex
so

AWr Área efetiva da carga exposta ao vento


eu
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2.3. Responsabilidades

Para que uma operação de içamento seja feita com segurança, todos os envolvidos devem ter
conhecimento de suas responsabilidades e obrigações na execução desta tarefa.

Conforme estudo elaborado pela OSHA (Occupational Safety and Health Administration), apenas 6% dos
acidentes de trabalho é provocado por falhas em máquinas e equipamentos, sendo os outros 94% de
responsabilidade humana, conforme ilustrado no gráfico abaixo.

4:4
:20
RESPONSABILIDADE E CAUSAS PRINCIPAIS DE ACIDENTES

18
3
RESPONSABILIDADE CAUSAS PARTICIPAÇÃO

02
9/2
PLANEJAMENTO E ORGANIZAÇÃO 12%

3/0
GESTÃO NORMAS E PROCEDIMENTOS 7% 46%

d0
SUPERVISÃO 27%
HOMEM
DESATENÇÃO loa 14%
wn
OPERAÇÃO NEGLIGENCIA 8% 48%
Do

IMPERICIA 26%
6-

EQUIPAMENTO FALHA MECÂNICA 6% 6%


59
.16

FONTE: OSHA
2
02
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ícu
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trícu
la
02
2.16
59
6-
Do
wn
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d0
3/0
9/2

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02
3 18
:20
:4 4
Definição e Cálculos
Cargas

22
3. CARGA

A carga pode ser definida como “todo e qualquer corpo que exerça força sobre o equipamento de
guindar”, ou seja, o objeto que será movimentado e/ou içado, assim como todos os acessórios utilizados
para amarração.

3.1. Carga liquida

A Carga liquida é a peça, tubo ou equipamento que está sendo movimentado, portanto, a obtenção do

4:4
valor da carga liquida é a primeira e mais importante etapa em qualquer processo de preparação.

:20
18
3
Esta informação (valor da carga líquida) pode ser obtida através da nota fiscal da carga, informações do

02
9/2
projeto, catálogo, especificação do fabricante e outros variados meios. Quando não temos estas

3/0
d0
informações disponíveis, é necessário calcular o peso da carga.
loa
wn
Do

No planejamento da movimentação de cargas é inadmissível que a carga seja estimada, ou seja, que na
6-

atividade os envolvidos não tenham a certeza de qual é o peso que o equipamento de guindar irá içar
59
.16

e/ou movimentar.
2
02
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3.2. Carga bruta

A carga bruta pode ser definida como a somatória da carga liquida e todo o conjunto de amarração
(lingada, dispositivos).

Ou seja, a carga bruta = carga líquida + manilhas + eslingas + dispositivos e tudo mais que estiver
agregado a carga.

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
loa
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Do
6-
59
.16
2
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3.3. Determinando o Peso da Carga

Para determinar o peso da carga, muitos profissionais costumam optar pelo método do “chute”, mas
para que possamos fazer nosso trabalho com segurança, devemos adotar métodos e cálculos. Uma das
formas é através do método do volume, multiplicado pelo peso especifico do material do objeto.

3.3.1. Calculo de volume

4:4
O volume do objeto é o espaço ocupado por este, no plano

:20
18
horizontal e vertical, utilizando três dimensões: comprimento

3
02
9/2
(C) x largura (L) x altura (H), e a medida é conhecida como

3/0
volume cúbico, ou seja, m³.

d0
loa
wn
Exemplo: Ao lado, temos um bloco com largura de 1m,
Do

comprimento de 4m e altura de 5m, resultando em 20m³ de


6-
59

volume. Fórmula: L x C x H.
.16
2
02
la
ícu
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3.3.2. Peso específico de alguns materiais de construção

Tabela 1 - NBR 6120/1980: Peso específico dos materiais de construção


Peso específico Peso específico
Materiais aparente aparente
(KN/m3) (kgf/m3)
1 Rochas Arenito 26,0 2600,00
Basalto 30,0 3000,00
Gneiss 30,0 3000,00
Granito 28,0 2800,00

4
Mármore e calcáreo 28,0

:4
2800,00

:20
2 Blocos artificiais Blocos de argamassa 22,0 2200,00

18
Cimento amianto 20,0 2000,00

3
02
Lajotas cerâmicas 18,0 1800,00

9/2
Tijolos furados 13,0

3/0
1300,00

d0
Tijolos maciços 18,0 1800,00
Tijolos sílico-calcáreos loa 20,0 2000,00
wn
3 Revestimentos e concretos Argamassa de cal, cimento e areia 19,0 1900,00
Do

Argamassa de cimento e areia 21,0 2100,00


6-
59

Argamassa de gesso 12,5 1250,00


.16

Concreto simples 24,0 2400,00


2
02

Concreto armado 25,0 2500,00


la

4 Madeiras
ícu

Pinho, cedro 5,0 500,00


tr

Louro, imbuia, pau óleo 6,5


Ma

650,00
Guajuvirá, guatambu, grápia 8,0
da

800,00
or

Angico, cabriuva, ipê róseo 10,0 1000,00


d
rta

5 Metais Aço 78,5 7850,00


po

Alumínio e ligas 28,0 2800,00


iro
be

Bronze 85,0 8500,00


Ri

Chumbo 114,0 11400,00


to
en

Cobre 89,0 8900,00


cim

Ferro fundido 72,5 7250,00


s
Na

Estanho 74,0 7400,00


do

Latão 85,0 8500,00


ge

Zinco 72,0
or

7200,00
oJ

6 Materiais diversos Alcatrão 12,0 1200,00


éli

Asfalto 13,0
eH

1300,00
Borracha 17,0
od

1700,00
siv

Papel 15,0 1500,00


clu

Plástico em folhas 21,0 2100,00


ex

Vidro plano 26,0


so

2600,00
eu
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Es
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éli
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or
ge
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scim
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Ri
be
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po
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trícu
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Do
wn
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d0
3/0
9/2

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02
3 18
:20
:4 4
Definição e Cálculos
Centro de Gravidade
4. CENTRO DE GRAVIDADE

O centro de gravidade de qualquer objeto é o ponto onde se supõe que seu peso esteja concentrado ou,
dito de outra forma, é o ponto de equilíbrio.

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
Equilíbrio pelo Centro de Gravidade loa
wn
Do

A locação correta do centro de gravidade de uma carga é fundamental para a definição correta da
6-
59

lingada, para isto, o Rigger deve sempre locar o ponto de suspensão alinhado verticalmente com o
.16
2

Centro de Gravidade. Quando houver mais de um ponto de suspensão, estes devem ser locados em
02
la

relação a ele. Uma amarração sem conhecimento do C.G. deixa a carga instável.
ícu
tr
Ma
da
or
d
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po
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cim
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4.1. Locação do Centro de Gravidade

A locação do centro de gravidade pode variar dependendo do tipo de carga, podendo ser simétrica ou
assimétrica. Independentemente do tipo de carga, a locação do CG deve ser informada pelo fabricante
da peça ou do equipamento e a função do Rigger é solicitar esta informação.

4.1.1. Cargas simétricas

Formada por objetos com dimensões simétricas, neste caso, o CG está locado no centro geométrico do
objeto.

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
loa
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Do
6-
59
.16
2
02

4.1.2. Cargas assimétricas


la
ícu
tr

Objetos com dimensões diferentes, nestes casos o CG vai estar próximo a maior concentração de massa.
Ma
da
or
d
rta
po
iro
be
Ri
to
en
scim
Na
do
ge
or
oJ

A locação do CG deve ser fornecida e marcada nas cargas pelo fabricante, mas em alguns casos,
éli
eH

especialmente em atividades de manutenção, cabe ao Rigger determinar a posição do centro de


od

gravidade. Isto pode ser feito pelo método do içamento monitorado, que se baseia no içamento da
siv
clu

carga em dois pontos.


ex
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4.1.3. Cálculos (Centro de Gravidade e Distribuição de Cargas)

A carga atuante depende da relação entre as cargas, nos pontos de pega, e a distância entre eles. Abaixo
temos fórmulas para encontrar a locação do centro de gravidade, assim como, a distribuição de peso
entre os pontos de pega.

4:4
:20
18
3
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9/2
3/0
d0
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Do
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:20
:4 4
Lingada – Definição
Eslingas e acessórios
5. LINGADA
Lingada é o nome dado ao conjunto de componentes utilizado para a amarração da carga composto de
eslingas, acessórios e dispositivos.

5.1. Eslingas

Eslinga pode ser considerado o componente mais importante numa amarração de carga, é difícil
imaginar um içamento ou outro tipo de movimentação de carga sem o uso de esligas.

4:4
:20
Hoje dispomos de diversos tipos de eslingas no mercado mas as mais comuns ainda são as Cordas, Cabo

18
3
de aço, Cintas sintéticas e Correntes.

02
9/2
3/0
d0
loa
wn
Do
6-
59
.16
2
02
la
ícu

5.2. Qual a eslinga correta para cada aplicação?


tr
Ma
da

Não se pode afirmar plenamente onde utilizar cada eslinga, mas alguns especialistas indicam o uso das
or
d

eslingas nas seguintes condições:


rta
po
iro

Cabos de Aço: utilizados na forma de laços com olhais ou terminais especiais para cargas com superfície
be
Ri

lisa, oleosa ou escorregadia, nunca utilize cabos de aço diretamente sobre peças pintas ou usinada pois
to
en

este tipo de eslinga pode danificá-las.


scim
Na

Correntes: utilizadas na forma de pré-lingadas com terminais indicadas para materiais em altas
do
ge

temperaturas e cargas que não tenham olhais tais como chapas ou perfis, com ganchos podem ser
or
oJ

acopladas aos olhais da carga.


éli
eH

Laços de Cintas Sintéticos: indicados para cargas com superfícies extremamente escorregadias,
od
siv

superfícies irregulares ou sensíveis, como por exemplo, cilindros de calandragem, feixes de tubos, eixos,
clu
ex

peças prontas e pintadas.


so
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Es
Cordas de Sisal e Sintéticas: não devem ser utilizadas para içamento de carga, e sim para amarrar partes
da carga com baixo peso, como corrimão, pisos, fechamentos, peças de aquecimento e refrigeração ou
outras peças passíveis de amassamento.

Combinação Cabo/Corrente: empregadas para o transporte de perfis e trefilados. Neste caso a corrente
deve ficar na área de desgaste onde possivelmente existam cantos vivos, e o cabo fica nas extremidades
exercendo função de suporte e facilitando a passagem da eslinga por baixo das cargas.

4:4
5.3. Cabos de aço

:20
18
3
02
9/2
O cabo de aço (wire rope) é uma das principais ferramentas usadas

3/0
d0
na movimentação de carga, portanto é fundamental seu
loa
conhecimento. Podemos considerar um cabo de aço como uma
wn
Do

máquina composta e uma quantidade exata de peças que se


6-
59

interligam e trabalham numa precisa relação entre elas.


.16
2
02

Terminologia:
la
ícu

Arame central- Arame localizado no centro da perna;


tr
Ma
da

Arame ou Fio- Elemento metálico que será torcido para formar as


or
d
rta

pernas;
po
iro
be

Perna ou Filaça- É o agrupamento de arames torcidos de um cabo.


Ri
to

Um cabo é feito com diversas pernas em redor de um núcleo ou


en
cim

alma;
s
Na
do

Alma- É o núcleo do cabo de aço, pode ser de fibras naturais,


ge

sintéticas ou de aço.
or
oJ
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5.3.1. Laços de cabo de aço com olhais ou terminais

Comumente o Rigger pode ser solicitado a emitir uma requisição de compra para laços de cabos de aço
e, quando isto for necessário, pode seguir a seguinte especificação:

4
:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
loa
5.3.2. Tipos de laços wn
Do

Os laços de cabos de aços são comercializados conforme seu diâmetro e tipo construtivo, que se define
6-

devido ao tipo de terminal.


59
.16
2
02
la
ícu
tr
Ma
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iro
be
Ri
to
en
cim

Laço tipo "L"


s
Na

Laço tipo “L2”


do
ge
or
oJ

Laço tipo “L12”


éli
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Laço tipo “L11”


od
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Laço tipo “L10” Laço tipo “L8”

4
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:20
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9/2
3/0
d0
Laço tipo “L3” Laço tipo “L4”
loa
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Do
6-
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ge

Laço tipo “L6”


Laço tipo “L5”
or
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.16

Laço tipo “L7”


2
02

Laço tipo “L9”


la
ícu
tr
Ma
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d
rta

Laço tipo “L13”


po
iro
be
Ri
to

Laço tipo “L14”


en
cim
s
Na
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Laço tipo “L15”


ge
or

Laço tipo “Sem fim”


oJ
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5.3.3. Olhais de laços

Um laço de cabo de cabo pode ser tão resistente quanto o cabo do qual ele é feito, e algumas variáveis
podem afetar a capacidade de carga dos laços e uma das principais são seus olhais e terminas.

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
loa
wn
Do
6-
59
.16
2
02

Observações:
la
ícu
tr

1) As cargas de trabalho dos Olhais Flamengo são baseadas em diâmetros de curvatura mínimos de 8 a
Ma
da

10 vezes o diâmetro do cabo. Se esse diâmetro for menor, deve-se aumentar o fator de segurança.
or
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5.3.4. Terminais para laços

Os terminais a seguir devem ser utilizados para melhorar a segurança e prolongar a vida útil cabos de
aço.

Sapatilhas protetoras tipo pesado

Especialmente dimensionadas para evitar a deformação e o


desgaste do cabo nos olhais do tipo “L”.

4:4
:20
18
Sapatilhas compactas

3
02
9/2
Normalmente utilizadas na fixação dos cabos de aço de

3/0
pontes rolantes ou guindastes.

d0
loa
wn
Do

Estribos protetores especiais


6-
59
.16

Fabricados com material de alta resistência. Evitam a


2

deformação e o desgaste do cabo nos olhais do tipo “L”.


02
la
ícu
tr
Ma
da

Soquetes abertos
or
d
rta

Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de


po

prova de 40% da carga de ruptura mínima efetiva do cabo


iro

de aço, que corresponde a duas vezes a carga de trabalho.


be
Ri
to
en

Soquetes fechados
scim
Na

Fabricados com aço carbono e submetidos a uma carga de


do

prova de 40% da carga de ruptura mínima efetiva do cabo


ge

de aço, que corresponde a duas vezes a carga de trabalho.


or
oJ
éli
eH
od
siv

ATENÇÃO: AS TABELAS E ORIENTAÇÕES DESTA APOSTILA NÃO SUBSTITUEM OS DADOS TÉCNICOS QUE
clu
ex

DEVEM SER FORNECIDOS PELOS FABRICANTES.


so
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Es
5.3.5. Classificação quanto as pernas e arames

Um cabo de aço pode ser classificado conforme a formação entre o número de pernas e o número de
arames, conforme a seguir.

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
O primeiro número (6) representa a quantidade de pernas de que é constituído. loa
wn
Do
6-

O segundo número (19) especifica a quantidade de arames que compõe cada perna.
59
.16
2

Exemplo: Um cabo 6 x 19, tem 6 pernas, contendo cada uma delas 19 fios.
02
la
ícu

5.3.6. Classificação quanto a Alma:


tr
Ma

A alma tem a função de preencher o espaço entre as pernas e pode ser de fibras naturais, sintéticas ou
da
or

de aço. Almas de fibra representam maior flexibilidade e menor preço, Almas de aço maior resistência a
d
rta
po

tração.
iro
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cim
s
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or
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5.3.7. Resistência quanto ao arame

A resistência teórica dos cabos se determina somando a resistência dos arames que o compõe e
excluindo as almas deles, quer sejam de aço ou de fibra. A carga de ruptura efetiva diminui, conforme
aumenta o número de arames.

Os arames de um cabo de aço são selecionados, seguindo rigorosos padrões, qualidade e normas
internacionais, podendo ser fabricados em algumas faixas de resistência, a saber:

4:4
:20
Resistência à Tração Denominação Americana

18
kgf/mm² correspondente

3
02
9/2
220 "Extra Extra Improved Plow Steel" (E.E.I.P.S)

3/0
200 "Extra Improved Plow Steel" (E.I.P.S)

d0
180 "Improved Plow Steel" (I.P.S)
160 loa
"Plow Steel" (P.S)
wn
Do
6-

5.3.8. Tipos construtivos (arranjo de pernas e arames)


59
.16

Além da classificação conforme o seu diâmetro e alma, os cabos também são classificados conformes
2
02

seu tipo construtivo. Os mais comuns são:


la
ícu
tr
Ma

WARRINGTON - Pernas do cabo construídas com duas bitolas


da

de arames, bastante flexível e menos resistente ao desgaste, pois os


or
d

arames mais finos encontram-se na periferia.


rta
po
iro

6 x 19 + AF – Warrington - 1 + 6 + (6+ 6)
be
Ri
to
en
cim

SEALE - Pernas do cabo construídas com três bitolas de arame,


s
Na

sendo o cabo menos flexível da série, porém mais resistente ao


do
ge

desgaste à abrasão.
or
oJ
éli

6 x 19 + AF – Seale - 1 + 9 + 9
eH
od
siv
clu
ex
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FILLER - Pernas do cabo construídas com vinte e cinco arames
(seis de enchimento) apresentando boa flexibilidade.

6 x 25 + AACI – Filler – (1+5)+(1 + 6 + 12)

COMUM - As pernas do cabo são construídas por um só tipo de

4
arame. É um termo intermediário entre a flexibilidade e resistência ao

:4
:20
desgaste, dos outros tipos acima.

18
3
02
9/2
6 x 19 + AF – Comum - 1 + 6 + 12

3/0
d0
loa
wn
Do
6-

5.3.9. Medição de Diâmetro


59
.16

Os cabos de aços são comercializados conforme seu diâmetro nominal, abaixo a forma correta de medir
2
02

o diâmetro.
la
ícu
tr
Ma
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d
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po
iro
be
Ri
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en
cim
s
Na
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clu

Medição do cabo de aço


ex
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scim
en
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dor
da
Ma
trícu
la
5.3.10. Capacidade de carga (laço de cabo de aço)

02
2.16
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Do
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3/0
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3 18
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:4 4

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5.3.11. Laços de Grampos

Conforme norma brasileira, os grampos U leves e pesados devem ser marcados em relevo no seu corpo
e conter pelo menos as seguintes informações conforme imagem a seguir:

a) Tamanho nominal (TN);

b) Símbolo ou marca do fabricante;

c) Identificação somente para grampo tipo U pesado “P”.

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
loa
wn
Do
6-
59
.16
2
02
la

A montagem de lanço com grampos tipo U pesados devem seguir todas as orientações da NBR-11900-4,
ícu
tr

inclusive sobre ensaios e testes. Laços de grampo tipo U (leve) não pode ser utilizado em içamentos.
Ma
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cim
s
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Restrições de utilização: a utilização de grampos tipo U pesado deve ser limitada a movimentações
od
siv

horizontais, cabos estáticos (estais) e para fixação da extremidade do cabo de aço em equipamentos de
clu

elevação de carga.
ex
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Es
O grampo tipo U pesado não pode ser utilizado para confecção de eslinga de cabo de aço.

Tabela para uso de grampos pesados


Tamanho nominal Comprimento do cabo Número de Espaçamento
Torque de aperto*
do grampo para confecção do olhal grampos entre grampos

pol. mm Nm kgfm mm mínimo mm


1/8" 3-4 6,1 0,62 85 2 19
3/16" 5 10,2 1,04 95 2 29

4
1/4" 6-7 20,3 2,07 120 2 38

:4
:20
5/16" 8 40,7 4,15 133 3 48

18
3/8" 9-10 61 6,22 165 3 57

3
02
7/16" 11-12 88 8,97 178 3 67

9/2
1/2" 13 88 8,97 292 3 76

3/0
5/8" 16 129 13,15 305 3 95

d0
3/4" 18-20 176 17,95 460 4 114
7/8" 22 305 31,10 480 4 loa 133
wn
Do

1" 24-25 305 31,10 660 5 152


6-

1.1/8" 28-30 305 31,10 860 6 171


59

1.1/4" 32-34 488 49,76 1.120 7 191


.16

1.3/8" 36 488 49,76 1.120 7 210


2
02

1.1/2" 38-40 488 49,76 1.370 8 229


la

1.5/8" 42-42 583 59,45 1.470 8 248


ícu
tr

1.3/4" 44-46 800 81,58 1.550 8 267


Ma

2" 48-52 1.017 103,71 1.800 8 305


da

2.1/4" 56-58 1.017 103,71 1.850 8 343


or
d

2.1/2" 62-65 1.017 103,71 2.130 9 381


rta
po

2.3/4" 68-72 1.017 103,71 2.540 10 419


iro

3" 75-78 1.627 165,91 2.690 10 457


be

3.1/2" 89-90 1.627 165,91 3.780 12 533


Ri
to

* Os valores de torque de aperto são baseados em roscas limpas, secas e livres de lubrificação.
en

NOTA Se for utilizado um numero maior de grampos do que o indicado na tabela, o comprimento da
cim

parte morta do cabo deve ser aumentado proporcionalmente.


s
Na
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ge
or
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5.4. Cintas de fibras sintéticas

As cintas de fibras sintéticas são muito úteis nos trabalhos de montagem, principalmente porque são
mais leves do que os laços de cabo de aço. Não “machucam” peças usinadas, componentes de
máquinas, como eixo usinados, não tem como produzir faíscas e, sobretudo, são bastante elásticas,
absorvendo com facilidade pequenos e indesejáveis movimentos bruscos.

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
loa
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Do
6-
59
.16

5.4.1. Materiais de Confecção


2
02

As cintas de fibras sintéticas são fabricadas com três tipos de material: Poliéster (PES), Poliamida ou
la
ícu

Náilon (PA) e Polipropileno (PP).


tr
Ma
da

Cintas de Poliéster (PES): devem ter uma etiqueta azul para que sejam reconhecidas. Elas têm uma boa
or
d
rta

resistência quanto à luz e calor e ácidos solventes, assim como uma boa elasticidade, o que faz com que
po

seja o tipo de cinta mais utilizada. Ela só não resiste à base e por isso não deve ser lavada com sabão.
iro
be
Ri

Cintas de poliamida ou Nailon (PA): devem ter uma etiqueta verde de identificação e são resistentes às
to
en
cim

bases. A desvantagem das cintas de poliamida está no fato de que elas absorvem muita água em
s
Na

ambientes úmidos, o que reduz sua capacidade. Esta acumulação de água pode também fazer com que
do

em dias muito frios ela possa se enrijecer (congelar) e ficar quebradiça. O Nylon é a mais forte das fibras
ge
or

sintéticas e apresenta uma alta capacidade de absorção de força, além de excepcional resistência a
oJ
éli

sucessivos carregamentos.
eH
od
siv

Cintas de Polipropileno (PP): devem ter uma etiqueta marrom de identificação. Este tipo de material
clu
ex

tem uma baixa capacidade de carga, levando em conta seu peso próprio, e são pouco flexíveis. Porém,
so

possuem uma boa resistência química e são utilizadas em casos especiais.


eu
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5.4.2. Análise de aplicabilidade

As cintas são aplicadas nos mais diversos usos, mas alguns fatores reduzem sua capacidade:

Características de Material
aplicabilidade Poliamida Poliéster Polipropileno

Absorção a choque Excelente Bom Muito bom

Resistência a abrasão Muito Bom Excelente Muito bom

4:4
:20
Resistência a fadiga Bom Excelente Excelente

18
3
02
Resistência a tração Excelente Excelente Muito bom

9/2
3/0
Flutuabilidade Negativa Negativa Positiva

d0
Resistência a raios UV Muito Bom loa
Muito bom Bom
wn
Do

Alongamento Médio Baixo Médio


6-
59

Resistência Química
.16
2
02

Ácidos Razoável Bom Excelente


la
ícu
tr

Alcalinos Muito bom Razoável Excelente


Ma
da

Solventes orgânicos Muito bom Bom Muito bom


or
d
rta
po
iro
be

5.4.3. Formatos de cintas


Ri
to
en
cim
s
Na
do
ge
or
oJ
éli
eH
od
siv
clu
ex
so
eu
éd
tila
os

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ap
ta
Es
5.4.4. Código de cores de identificação e capacidade

A NBR 15637, para cintas têxteis de elevação, estabelece uma cor para cada capacidade de carga da
cinta, mas independentemente da cor da cinta, sua capacidade deve ser verificada junto a sua etiqueta
de identificação.

Abaixo, temos uma tabela para cintas sintéticas plana e outra para cintas tubulares.

TABELA DE CARGA PARA CINTAS PLANAS - NBR 15637-1

4:4
Capacidade Segura de Carga Comprimento Comprimento
Largura

:20
Cor Vertical Forca Cesto Mínimo Olhal

18
t t t mm m mm

3
Violeta 1,0 0,8 2,0 30 0,45 250

02
9/2
Verde 2,0 1,6 4,0 60 0,75 320
Amarelo 3,0 2,4 6,0 90 1 470

3/0
Cinza 4,0 8,0 120 1,5 520

d0
LARGURA IGUAL OU
Vermelho 5,0 10,0 150 1,5 520
loa
MAIOR QUE 120MM
Marrom 6,0 NÃO DEVE SER 12,0 180 1,6 620
wn
Azul 8,0 UTILIZADO NA 16,0 240 2 620
Do

POSIÇÃO FORCA
Laranja 10,0 20,0 300 2,2 750
6-
59
.16

TABELA DE CARGA PARA CINTAS TUBULARES - NBR 15637-2


2
02

Capacidade Segura de Carga Comprimento Comprimento Largura Mínima de


la

Cor Vertical Forca Cesto Mínimo Olhal Contato


ícu

t t t m m mm
tr
Ma

Violeta 1,0 0,8 2,0 0,5 0,34 35


da

Verde 2,0 1,6 4,0 0,5 0,4 40


Amarelo 3,0 2,4 6,0 0,5 0,62 47
or
d

Cinza 4,0 3,2 8,0 1 0,8 50


rta

Vermelho 5,0 4,0 10,0 1 1 53


po

Marrom 6,0 4,8 12,0 1,5 1,15 60


iro
be

Azul 8,0 6,4 16,0 1,5 1,52 67


Ri

Laranja 10,0 8,0 20,0 1,5 1,94 75


to

Laranja 12,0 9,6 24,0 1,5 2,44 80


en

Laranja 15,0 12,0 30,0 0,3 3,38 96


cim

Laranja 20,0 16,0 40,0 0,4 5 104


s
Na

Laranja 25,0 20,0 50,0 0,4 6,4 112


do

Laranja 30,0 24,0 60,0 0,4 7,7 120


Laranja 40,0 32,0 80,0 0,4 10,8 136
ge
or

Laranja 50,0 40,0 100,0 0,5 15 160


oJ
éli
eH
od
siv
clu
ex
so
eu
éd
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ap
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Es
5.5. Lingas de Correntes

As correntes são fabricadas em diversas formas e qualidades, sendo primeiramente os elos dobrados e
depois soldados. Posteriormente é feito o tratamento térmico (correntes de grau) e ensaio de tração.

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
loa
wn
Do
6-

5.5.1. Identificação dos dispositivos de amarração de correntes


59
.16

As lingas de correntes devem possuir plaqueta de identificação metálica, permanente, e com no mínimo
2
02

as seguintes informações:
la
ícu
tr
Ma
da
or
d
rta
po
iro
be
Ri
to
en
scim
Na
do
ge
or
oJ
éli
eH
od
siv
clu
ex
so
eu
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ap
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Es
5.5.2. Capacidade máxima de trabalho

A produção de correntes para amarração necessita de aço, com pelo menos qualidade 8 (Grau 80).

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
loa
wn
Do
6-
59
.16
2
02
la
ícu
tr
Ma
da
or
d
rta
po
iro
be
Ri
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cim
s
Na
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ge
or
oJ
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eH
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Es
5.6. Manilhas

As manilhas, com certeza, são o principal acessório de ligação entre eslingas - eslingas, eslinga – olhal,
eslinga – gancho.

As manilhas do tipo curva ou âncora são as mais tradicionais e comuns, as manilhas do tipo reta ou “U”
são como elos de corrente e devem ser usadas como um elo sempre tracionadas em apenas uma
direção.

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
loa
wn
Do
6-
59
.16
2
02
la
ícu
tr
Ma
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or
d
rta
po
iro
be
Ri
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scim
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Es
5.6.1. Tipos de Manilhas

MANILHA CURVA
Tipo mais comum de uso em movimentação de carga,
COM PINO podendo agrupar diversos eslingas, fácil e rápido
acoplamento com um bom grau de segurança.
ROSQUEADO

MANILHA RETA

4
Mais utilizada como elo, somente podendo ser

:4
COM PINO

:20
tracionada em uma direção.

18
ROSQUEADO

3
02
9/2
3/0
MANILHA CURVA

d0
Idêntica ao tipo curva com pino rosqueado, mas com

loa
a vantagem de poder ser utilizado em locais com
COM PORCA E
wn
movimentos dinâmicos, oferecendo maior grau de
Do

CONTRA-PINO segurança devido ao sistema de trava.


6-
59
.16

MANILHA RETA
2

Idêntica ao tipo reto com pino rosqueado, mas com a


02

vantagem de poder ser utilizado em locais com


la

COM PORCA E
ícu

movimentos dinâmicos, oferecendo maior grau de


tr
Ma

CONTRA-PINO segurança devido ao sistema de trava.


da
or
d
rta
po

MANILHA PLANA
Indicada para uso com cintas sintéticas planas, pois
iro

COM PINO
be

seu formato evita danos a cinta.


ROSCADO
Ri
to
en
cim
s

MANILHA PLANA
Na

Indicada para uso com cintas sintéticas planas, pois


do

COM PORCA E seu formato evita danos a cinta.


ge
or

Com as vantagens do pino com porca e contra pino.


oJ

CONTRA-PINO
éli
eH
od
siv
clu
ex
so
eu
éd
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os

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ap
ta
Es
As manilhas, assim como os ganchos, não devem ser utilizadas com eslingas em ângulos na lateral maior
do que 90°, pois gera um esforço de torção no corpo da manilha, podendo ocasionar uma ruptura dele.

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
Alguns fabricantes já estão incluindo marcas estampadas na parte curva da manilha para indicar a

d0
loa
posição do ângulo máximo de 45° para cada lado da linha de centro. O uso incorreto, em alguns casos o
wn
Do

uso de forma errada da manilha compromete a capacidade da manilha.


6-
59

5.6.2. Identificação da manilha


.16
2
02

M Manilha de aço carbono


la
ícu

Grau
tr

T Manilha de aço-liga
Ma
da
or

Manilha Reta
d
rta

Forma
po

Manilha Curva
iro
be
Ri

W Pino rosqueado com olhal e colar


to
en

Tipo de Pino
cim

X Parafuso com cabeça e porca sextavada e contrapino.


s
Na
do

Fonte: ABNT NBR 13545:2012


ge
or
oJ
éli
eH
od
siv
clu
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Es
5.6.3. Capacidade de carga (manilhas)

Manilha curva com pino rosqueado


Referência dimensional Diâmetro do corpo Abertura Comprimento Diâmetro do Capacidade Segura Peso
(referência) entre olhais interno pino de Trabalho* estimado
d tol. +/-5% tol. +/- 5% D (tf) por peça
(pol) (mm) W L Máx. Min. M(4) T(8) (kg)
1/4" 6 11 22 8 7,7 0,3 0,5 0,05
5/16" 8 14 28 10 9,3 0,4 0,8 0,08
3/8" 9,5 17 34 13 12,4 0,6 1,2 0,13

4:4
1/2" 13 21 44 16 15,5 1,0 2,0 0,27

:20
5/8" 16 26 55 19,2 18,7 1,6 3,2 0,27

18
3/4" 19 33 69 23 21,9 2,5 5,0 1,2

3
02
7/8" 22 37 78 26 24,9 3,2 6,3 1,43

9/2
1" 25 42 87 29 27,9 4,0 8,0 2,15

3/0
1.1/8" 28 46 97 32 31 5,0 10,0 3,06

d0
1.1/4" 32 53 109 35 34,1 6,3 12,5 4,11
1.3/8" 35 59 123 loa 39 37,5 8,0 16,0 5,28
wn
1.1/2" 38 66 138 42 40,5 10,0 20,0 7,23
Do

1.3/4" 45 74 154 51 49,5 12,5 25,0 12,1


6-
59

2" 51 83 174 58 56,6 16,0 32,0 19,2


.16

2.1/2" 63 101 218 70 68 25,0 50,0 32,5


2
02
la
ícu

Manilha reta com pino rosqueado


tr
Ma

Referência dimensional Diâmetro do corpo Abertura Comprimento Diâmetro do Capacidade Segura Peso
da

(referência) entre olhais interno pino de Trabalho* estimado


or

d tol. +/-5% tol. +/- 5% D (tf) por peça


d
rta

(pol) (mm) W L Máx. Min. M(4) T(8) (kg)


po

1/4" 6 11 25 8 7,7 0,3 0,5 0,05


iro

5/16" 8 14 32 10 9,3 0,4 0,8 0,09


be

3/8" 9,5 17 39 13 12,4 0,6 1,2 0,14


Ri

1/2"
to

13 21 50 16 15,5 1,0 2,0 0,33


en

5/8" 16 26 63 19,2 18,7 1,6 3,2 0,62


cim

3/4" 19 33 78 23 21,9 2,5 5,0 1,07


s
Na

7/8" 22 37 89 26 24,9 3,2 6,3 1,64


do

1" 25 42 99 29 27,9 4,0 8,0 2,28


ge

1.1/8" 28 46 111 32 31 5,0 10,0 3,36


or
oJ

1.1/4" 32 53 124 35 34,1 6,3 12,5 4,31


éli

1.3/8" 35 59 140 39 37,5 8,0 16,0 6,14


eH

1.1/2" 38 66 157 42 40,5 10,0 20,0 7,8


od

1.3/4" 45 74 175 51 49,5 12,5 25,0 12,6


siv

2" 51 83 198 58 56,6 16,0 32,0 20,4


clu

2.1/2" 63 101 248 70 68 25,0 50,0 38,9


ex
so
eu
éd
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Es
5.7. Dimensionamento das eslingas e acessórios

O dimensionamento da eslinga ou dos acessórios significa se vamos utilizar, por exemplo, laço de cabo
ou manilha de Ø1/2”, Ø1”, Ø1.1/2” ou Ø2”. Para o correto dimensionamento da lingada o Supervisor de
Rigging necessita saber quais os esforços ou tensões atuantes (Te) e, para isto, inicialmente precisa
identificar a carga atuante nos pontos de içamento da carga (Pa ou Pb).

icas Eslingas assimétricas

:4 4
:20
Co
Co

m
mp

pri

18
Altura da eslinga (He)
me
rim

Eslingas simétricas Eslingas assimétricas

3
n to
en

02
)
to

da
(C

9/2
da

es
ga
Altura da eslinga (He)

lin
es

li n

/0

Co
ga
ling

Co

a b b
es

m
03
mp

(C

pri
da
a
Altura da eslinga (He)

Altura da eslinga (He)


me
e
rim
(C

)
ad
to

n to
e)

en

en

)
to

lo

da
rim

(C
da

wn

es
ga
mp

16 da eslinga (He)

l in
es

a li n

ga
ling
Co

a b b
Do

es

(C
da
a

e
(C

)
n to
6-
e)

e
rim
59

mp
2.Altura

a
Co

C.G. C.G.
(Da) Dist. "b" (Db)
02

stancia Total (DT)


la

C.G. Distancia "a" (Da) Dist. "b" (Db)


C.G.
ícu

Dist. "a" (Da) Dist. "b" (Db)


tr

Distancia Total (DT) Distancia Total (DT)


Ma

Distancia "a" (Da) Dist. "b" (Db)


da

Distancia Total (DT)


or

CÁLCULOS
d
rta

CÁLCULOS
primento da eslinga
po

Ce = Comprimento da eslinga
iro
be

D² + He² Ce = D² + He² He = Ce² - D²He = Ce² - D²


Ri
to
en

____² + _____²
Ce = _____² + He = _____² He
_____² - _____²
= _____² - _____²
s cim
Na

___ + ____ Ce = ____ + ____ He = ____ - ____


He = ____ - ____
do

Ce = ____
He = ____ He = ____
ge

___
or
oJ

Ce = ____ m He = ____ m
éli

___ m He = ____ m
eH

TeTe==Tensão
Tensão ou
ou força naeslinga
força na eslinga Te = Tensão ou força na eslinga
Observações
od

oo ou
ou força naeslinga
força na eslinga
= Ce ÷ He xTe
P = Tensão ou *Para
força
Observações os cálculos, onde se solicita o valor de ‘D’,
na eslinga
siv

Te deve se considerar o valor de ‘Da’ ou ‘Db’.


clu

*Para os cálculos, onde se solicita o valor de ‘D’,


÷ He x P Te = ____ ÷ ____
deve sexconsiderar
____ o valor*Para
ex

de os
‘Dacálculos,
’ ou ‘Dbonde
’. se solicita o valor de ‘P’,
so

deve se considerar o valor de ‘Pa’ ou ‘Pb’.


__ ÷ ____ x Te = ____ tf
eu

____ *Para os cálculos, onde se solicita o valor de ‘P’,


éd

deve se considerar o valor de ‘Pa’ ou ‘Pb’.


__ tf
tila
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ap
ta
Es
5.7.1. Gráfico de tensões nas eslingas

Quanto menor o ângulo de trabalho, maior a sobrecarga sofrida pela eslinga.

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
loa
wn
Do
6-
59
.16
2
02
la
ícu
tr
Ma
da
or
d
rta
po
iro
be
Ri
to
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cim
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ge
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oJ
éli
eH
od
siv
clu
ex
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ap
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Es
5.7.2. Carga de trabalho e fatores de segurança

Todo equipamento de movimentação de carga está exposto a diversos fatores, que exercem forças
sobre eles, por este motivo nenhum equipamento pode trabalhar no seu limite de carga.

Sempre deve ser dever ser considerado um fator ou índice de segurança que é a relação entre a Carga
de Ruptura Mínima (CRM) do cabo e a Carga Segura de Trabalho (SWL).

Carga de Ruptura Mínima (CRM): É igual a carga com que o cabo vai se romper, este valor é obtido

4:4
:20
através de cálculos e testes do fabricante.

18
3
02
Carga Segura de Trabalho(SWL): É igual a CRM dividida pelo FS conforme o tipo de trabalho ao qual o

9/2
3/0
equipamento será exposto.

d0
loa
Um fator de segurança adequado garante: Segurança da operação, evitando rupturas. Duração do cabo
wn
Do

e, consequentemente, economia.
6-
59
.16

A seguir os fatores de segurança mínimos para cabos de aço em diversas aplicações:


2
02
la
ícu
tr
Ma
da
or
d
rta
po
iro
be
Ri
to
en
cim
s
Na
do
ge

Exemplo de Cálculo
or
oJ
éli

Carga de Ruptura Mínima (CRM): 5000 kg


eH
od

Tipo de Serviço: Guinchos, Guindaste e Escavadeira (Fator de Segurança: 5)


siv
clu

CRM / FS = SWL ( 5000 / 5 = 1000 )


ex
so
eu

Carga Segura de Trabalho (SWL): 1000 kg


éd
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Es
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57
eu
so
ex
clu
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eH
éli
oJ
or
ge
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Na
06
scim
en
to
Ri
be
iro
po
rta
dor
da
Ma
trícu
la
02
2.16
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6-
Do
wn
loa
d0
3/0
9/2

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02
3 18
:20
:4 4
Definição e Cálculos
Balancim
6. DISPOSITIVOS / BALANCIM (SPREAD BAR)
Os balancins são usados para suportar grandes cargas ou de geometria complexa, possibilitando um
içamento seguro. Utilizados para dar estabilidade e segurança para a carga e eslingas, também são
muito utilizados para o içamento de peças leves, porém compridas (tubos e vasos), pois, o seu uso
possibilita prender a carga em dois ou mais pontos, evitando que ele se dobre com o peso próprio.

Apesar de ser um equipamento relativamente simples, o balancim deve ser projeto e construído com

4
muita qualidade. Estes equipamentos podem ser utilizados individualmente ou em conjunto com outro

:4
:20
balancim.

18
3
02
9/2
3/0
d0
loa
wn
Do
6-
59
.16
2
02
la
ícu
tr
Ma
da
or
d
rta
po
iro
be
Ri

O tipo “Espaçador” é utilizado para evitar esforços excessivos sobre a carga, ou possíveis
to
en

contatos entre a carga e as eslingas, por isto do nome espaçador.


cim
s
Na

O tipo “Estabilizador” é utilizado desequilíbrio da carga, no caso de problemas durante operação


do

do guindaste.
ge
or
oJ
éli
eH
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siv
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59
6.1.
eu
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eH
éli
oJ
or
ge
do
Na
Tipos de balancim

scim
en
to
Ri
be
iro
po
rta
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da
Ma
trícu
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2.16
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Do
wn
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3/0
9/2

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02
3 18
:20
:4 4
6.2. Verificação de perfil

Neste cálculo, será apresentado à verificação do perfil do balancim, pois o projeto do balancim deve ser
feito por um engenheiro devidamente registrado no CREA, para que este recolha a ART sobre o projeto.

Para nosso exemplo foi considerado:

• Carga de 10000kg;

4
• Distância entre olhais de 6,0 metros;

:4
:20
18
• Ângulo das eslingas de 60°.

3
02
9/2
3/0
d0
loa
wn
Do
6-
59
.16
2
02
la
ícu
tr
Ma
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or
d
rta
po
iro
be
Ri
to
en
scim
Na
do
ge
or
oJ
éli
eH
od

Obs. A sigla de indicação de momento de inércia pode mudar dependendo do tipo do perfil, para perfis
siv
clu

fechados (tubos) é indicado pela letra “J” e perfis abertos indicados pela letra “I”.
ex
so
eu
éd
tila
os

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ap
ta
Es
TUBO
D diâmetro externo real
t espessura de parede
d diâmetro interno real
W módulo de resistência da seção
Sch schedule
A área de seção do material
J momento de inércia da seção
Pm peso por metro linear

Dimensões [mm] A J W Pm
Descrição do perfil
D t d [cm2] [cm4] [cm3] [kg/m]
Tubo C/C - SAE-1020 Ø2" Sch. 40 60,33 3,91 52,51 6,9320 28 9,2 5,44

4
Tubo C/C - SAE-1020 Ø2" Sch. 80 60,33 5,54 49,25 9,5310 36 12,0 7,49

:4
Tubo C/C - SAE-1020 Ø3" Sch. 40 88,90 5,49 77,92 14,3800 126 28,3 11,29

:20
Tubo C/C - SAE-1020 Ø3" Sch. 80 88,90 7,62 73,66 19,4600 162 36,5 15,27

18
Tubo C/C - SAE-1020 Ø4" Sch. 40 114,30 6,02 102,26 20,4800 301 52,7 16,07

3
Tubo C/C - SAE-1020 Ø4" Sch. 80 114,30 8,56 97,18 28,4400 400 70,0 22,32

02
Tubo C/C - SAE-1020 Ø5" Sch. 40 141,30 6,55 128,20 27,7400 631 89,3 21,77

9/2
Tubo C/C - SAE-1020 Ø5" Sch. 80 141,30 9,53 122,24 39,4300 860 121,8 30,97

3/0
Tubo C/C - SAE-1020 Ø6" Sch. 40 168,28 7,11 154,06 36,0100 1171 139,2 28,26

d0
Tubo C/C - SAE-1020 Ø6" Sch. 80 168,28 10,97 146,34 54,2300 1685 200,3 42,56
Tubo C/C - SAE-1020 Ø8" Sch. 40
loa
219,08 8,18 202,72 54,1900 3017 275,5 42,54
Tubo C/C - SAE-1020 Ø8" Sch. 80 219,08 12,70 193,68 82,3400 4400 401,7 64,63
wn
Tubo C/C - SAE-1020 Ø10" Sch. 40 273,05 9,27 254,51 76,8300 6690 490,0 60,30
Do

Tubo C/C - SAE-1020 Ø10" Sch. 80 273,05 15,06 242,93 122,1000 10190 746,5 95,81
6-

Tubo C/C - SAE-1020 Ø12" Sch. 40 323,85 10,31 303,23 101,6000 12500 771,7 79,72
59

Tubo C/C - SAE-1020 Ø12" Sch. 80 323,85 17,45 288,95 168,0000 19780 1221,0 131,85
.16

Tubo C/C - SAE-1020 Ø14" Sch. 40 355,60 11,13 333,34 120,4000 17880 1005,0 94,55
Tubo C/C - SAE-1020 Ø14" Sch. 80 355,60 19,05 317,50 201,4000 28610 1609,0 158,10
2
02

Tubo C/C - SAE-1020 Ø18" Sch. 40 457,20 14,27 428,66 198,6000 48760 2133,0 155,87
la

Tubo C/C - SAE-1020 Ø18" Sch. 80 457,20 23,80 409,60 324,1000 76310 3338,0 254,37
ícu

Tubo C/C - SAE-1020 Ø24" Sch. 40 609,60 17,45 574,70 324,6000 142400 4672,0 254,81
tr

Tubo C/C - SAE-1020 Ø24" Sch. 80 609,60 30,94 547,72 562,4000 236100 7745,0 441,51
Ma

Tubo C/C - SAE-1020 Ø36" Sch. 40 914,40 19,05 876,30 535,8000 537200 11750,0 420,61
da

PERFIL "I" PADRÃO AMERICANO


or
d

h altura da alma
rta

tw espessura da alma
po

d largura da mesa
iro

tf espessura da mesa
be

W módulo de resistência da seção


Ri

A área de seção do material


to

I momento de inércia da seção


en

Pm peso por metro linear


cim

Dimensões [mm] A EIXO X-X EIXO Y-Y Pm


s

Perfil
Na

h bf tf tw d cm2 Ix[cm4] Wx[cm3] Ix[cm4] Wy[cm3] Kg/m


do

3"x9.7 76.2 61.2 6.6 6.38 63.0 12.3 112 29.6 21.3 6.95 9.7
3"x11.2 76.2 63.7 6.6 8.86 63.0 14.2 121 32.0 24.4 7.67 11.2
ge

4"x12.7 101.6 69.2 7.4 6.43 86.6 16.1 266 52.4 34.3 9.91 12.7
or
oJ

4"x14.1 101.6 71.0 7.4 8.28 86.8 18.0 283 55.6 37.6 10.6 14.1
4"x15.6 101.6 72.9 7.4 10.20 86.8 19.9 299 58.9 41.2 11.3 15.6
éli

5"x14.8 127.0 76.2 8.3 5.33 110.4 18.8 511 80.4 50.2 13.2 14.8
eH

5"x18.2 127.0 79.7 8.3 8.81 110.4 23.2 570 89.8 58.6 14.7 18.2
od

5"x22.0 127.0 83.4 8.3 12.50 110.4 28.0 634 99.8 69.1 16.6 22.0
siv

6"x18.5 152.4 84.6 9.1 5.84 134.2 23.6 919 120.6 75.7 17.9 18.5
clu

6"x22.0 152.4 87.5 9.1 8.71 134.2 28.0 1003 131.7 84.9 19.4 22.0
6"x25.7 152.4 90.6 9.1 11.80 134.2 32.7 1095 143.7 96.2 21.2 25.7
ex

8"x27.3 203.2 101.6 10.8 6.86 181.6 34.8 2400 236.0 155.1 30.5 27.3
so

8"x30.5 203.2 103.6 10.8 8.86 181.6 38.9 2540 250.0 165.9 32.0 30.5
eu

8"x34.3 203.2 105.9 10.8 11.20 181.6 43.7 2700 266.0 179.4 33.9 34.3
éd

8"x38.0 203.2 108.3 10.8 13.50 181.6 48.3 2860 282.0 194.0 35.8 38.0
tila

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do
Na
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scim
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be
iro
po
rta
dor
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Ma
trícu
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6-
Do
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d0
3/0
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02
3 18
:20
:4 4
Tipos
Guindastes

62
7. GUINDASTES MÓVEIS

Um guindaste (crane) é um equipamento utilizado para a elevação e/ou movimentação de cargas,


usando uma ou mais máquinas simples para criar vantagem mecânica e então movê-las além da
capacidade humana.

São comumente empregados no transporte industrial para carregamento e descarregamento de cargas


ou contâineres, organização de materiais pesados e, por exemplo, na construção civil, para deslocar

4:4
materiais com grande massa.

:20
18
3
02
Os primeiros guindastes foram inventados na Idade Antiga, pelos gregos, e eram movidos por homens

9/2
3/0
e/ou animais de carga (como os burros). Esses guindastes eram usados para construção de edifícios

d0
altos. Guindastes maiores foram desenvolvidos posteriormente, usando engrenagens movidas por
loa
wn
tração humana, permitindo a elevação de cargas mais pesadas.
Do
6-
59

Na Alta Idade Média, guindastes portuários foram introduzidos para carregamentos, descarregamentos
.16

e construções de embarcações - alguns eram construídos sobre torres de pedra para estabilidade e
2
02
la

capacidade extras. Os primeiros guindastes eram feitos de madeira, mas com a Revolução Industrial,
ícu
tr

passaram a ser produzidos com ferro fundido e aço.


Ma
da
or

Atualmente o guindaste é constituído normalmente por uma torre equipada com cabos e roldanas que
d
rta

é usada para levantar e baixar materiais, habitualmente nas indústrias da construção civil, fábricas,
po
iro

portos marítimos, parques eólicos, etc.


be
Ri
to
en

Na construção civil, os guindastes são habitualmente estruturas temporárias fixadas ao chão ou


cim

montadas num veículo especialmente concebido. Para esse equipamento, no Brasil, nomeamos de grua.
s
Na
do

Os guindastes podem ser controlados por um operador na cabine, ou ainda por uma pequena unidade
ge
or
oJ

de controle que pode comunicar via rádio, por infravermelhos ou ligados por cabo. Quando se utiliza um
éli

operador de cabine, os trabalhadores no chão podem comunicar com o operador via rádio ou sinais
eH
od

manuais, desde que visível. Uma equipe experiente pode posicionar cargas com grande precisão usando
siv
clu

apenas estes sinais.


ex
so
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7.1. Tipos de Guindastes

A evolução do guindaste móvel produziu muitos tipos e modelos para satisfazer a necessidade em geral,
como também às necessidades específicas de construção e operações industriais.

As características operacionais básicas de todos os guindastes móveis são as mesmas. Elas incluem:

✓ Comprimentos dos seguimentos ajustáveis da lança;

✓ Ângulos ajustáveis da lança;

4:4
:20
18
✓ Raios operacionais;

3
02
9/2
✓ Capacidade de carga;

3/0
d0
loa
✓ Estabilidade (contrapeso) e questões estruturais (limites operacionais). wn
Do

Dentro das diversas configurações possíveis dos guindastes, os tipos básicos e mais conhecidos são os
6-
59

seguintes:
.16
2
02

✓ Guindautos ou Caminhão Munck (Boom Trucks Cranes)


la
ícu
tr
Ma

✓ Guindastes industriais (Industrial Cranes)


da
or

✓ Guindastes de lança treliçada sobre caminhão ou esteira (Carrier-Mounted Lattice Boom Cranes)
d
rta
po
iro

✓ Guindastes de lança treliçada sobre esteira (Crawler-Mounted Lattice Boom Cranes)


be
Ri
to

✓ Guindastes de lança Telescópicos sobre caminhão (Carrier-Mounted Telescopic Boom Cranes)


en
cim

✓ Guindastes de Lança Telescópicos sobre esteira (Crawler-Mounted Telescopic Boom Cranes)


s
Na
do

✓ Guindastes de qualquer terreno (Rough Terrain Cranes)


ge
or
oJ
éli

✓ Guindastes de Torre móveis (Mobile Tower Cranes)


eH
od

✓ Guindastes de grande capacidade (Heavy Lift Mobile Cranes)


siv
clu
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7.1.1. Guindautos ou Caminhão “Munck”

Ao contrário dos outros guindastes móveis, estes guindastes são montados sobre caminhões comerciais,
ou seja, que não foram projetados exclusivamente para esta aplicação. A única alteração é o
fortalecimento dos chassis para aceitar o equipamento. Porém, é um tipo de guindaste móvel de
capacidade respeitável e comprimento de lança.

As configurações mais comuns deste equipamento, são as seguintes:

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
Seção da lança

d0
telescópica

loa
wn
Do
6-
59
.16

LANÇA TELESCÓPICA Base da lança


2
02

Acionamento por cilindro


la

hidráulico.
ícu

Secções da lança de
tr

ajuste hidráulico ou
Ma

manual.
da

Cilindro de elevação
or

Sistema de giro
d
rta

Suporte de giro
po
iro
be

Caminhão comercial
Ri
to
en

Estabilizadores Estabilizadores
cim

Traseiros Frontais
s
Na

LANÇA ARTICULAVEL
do

Equipado com lança Articulação da


ge

articulada, acionada por Lança


or

cilindro hidráulico e ainda


oJ

poder ser equipado com


éli

Sistema de Giro
eH

guincho para cabo de aço. Suporte de giro


od
siv
clu

Caminhão
ex

comercial
so

Estabilizadores
eu
éd
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7.1.2. Guindastes industriais

Estes guindastes são projetados para operação em áreas industriais, movendo-se sobre piso, em boas
condições, muito melhor do que os apresentados em locais de construção.

Seção da lança
telescópica

4
:4
:20
Base da lança

18
3
Giro parcial

02
ou 360°

9/2
Cilindros de Elevação

3/0
d0
loa
wn
Estabilizadores
Pneus
Do

IÇAR E CARREGAR
6-
59

Seção da lança
.16

telescópica
2
02
la

Seção da lança
ícu

telescópica
tr
Ma
da
or
d
rta
po
iro
be

Base da lança
Ri

Base da lança
to
en
cim
s

Giro parcial
Na

ou 360° Lança Fixa


do

Deck de
Deck de
ge

Carga
Carga
or
oJ
éli
eH
od

Pneus
siv

Estabilizador Pneus
clu

es
DECK DE CARGA – LANÇA DE ROTAÇÃO DECK DE CARGA – LANÇA FIXA
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7.1.3. Guindastes telescópicos terreno acidentado (RT)

Equipados com pneus enormes, este tipo de guindaste tem grande facilidade de movimentar-se por
terrenos acidentados, irregulares, com buracos, restos de construção e outros pequenos obstáculos.
Existem dois tipos destes guindastes, um sendo de Cabine Fixa e a outra Cabine Giratória.

4
:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
Extensão da Lança

d0
Guincho Principal
Cilindro de Elevação

loa
Guincho Auxiliar
Contra Peso
wn
Cabine de Operação
Do
6-
59

Estrutura dos estabilizadores


.16

Estabilizadores Viga dos Estabilizadores


2
02
la
ícu

CABINE FIXA CABINE GIRATÓRIA


tr
Ma
da

Na cabine fixa, somente a base da lança pode girar, ou seja, a cabine do operador permanece fixa. Uma
or
d

grande desvantagem deste tipo de guindaste é a dificuldade do operador em acompanhar a


rta
po

movimentação da carga com diversos pontos cegos.


iro
be
Ri

Na cabine giratória, a cabine gira conforme o giro da lança, com isto o operador pode acompanhar o
to
en

movimento da carga com isto tendo mais segurança da operação.


cim
s
Na

Os tipos menores são chamados de “Cherry Picker” e são usados para mover pequenas cargas, como
do
ge

colocação de máquinas automáticas de solda sobre os anéis dos tanques em construção. Além disso,
or
oJ

podem mover caçambas de concreto, “gaiolas” com pessoal de manutenção, entre outros serviços.
éli
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7.1.4. Guindastes telescópicos qualquer terreno (AT)

Este é o tipo mais comum devido a algumas vantagens com relação ao guindaste de lança treliçada, tal
como facilidade de transporte da lança e ainda podem trafegar por ruas e rodovias. Pode utilizar-se de
uma série de acessórios, tais como extensão de lança, Jib e Luffing Jib.

Assim como no guindaste treliçado sobre caminhão (ver a seguir), o chassis utilizado para este tipo de
guindaste são especiais e projetados exclusivamente para este uso.

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
loa
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Do
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.16
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7.1.5. Guindastes treliçado sobre caminhão

Este modelo é normalmente encontrado em guindastes mais antigos ou em guindastes modernos de


grande capacidade, os principais fabricantes são LORAIN e AMERICAN com guindastes entre 60 e 120t.

Tem facilidade de se locomover em estradas públicas, asfaltadas, até com parte da lança montada.
Dentro de áreas privadas ou industriais, tem condições de se locomover com a lança completamente
montada, desde que a topografia do terreno e as instalações industriais o permitam.

4
:4
:20
Este tipo de chassi não deve ser confundido com o chassi de caminhão comercial ordinário. Este é

18
projetado especialmente para o serviço de guindaste e as cargas que estes guindastes devem suportar.

3
02
9/2
3/0
d0
loa
wn
Polias da lança
Do

Cabo de Carga Auxiliar


6-

Ponta da Lança
59

Moitão Leve ou Bola Peso


.16

Alinhadores
2

Cabo de Carga Principal


02
la
ícu

Moitão Principal
tr
Ma

Cabo de Carga Auxiliar


da
or

Cabo de Carga Principal


d
rta
po
iro

Seções da Lança
be

Pendente da Lança
Ri
to
en

Balança
cim

Cavalete
s
Na

Guincho de Elevação da Lança


Contra Recuo da Lança
do

Base da Lança
ge

Contra Peso
or

Cabine de Operação Transportador


oJ

Caninhão
éli

Centro de Giro
eH
od
siv
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7.1.6. Guindastes treliçado sobre esteiras

Este tipo de guindaste é bastante versátil por dispensarem as patolas e podem, por este motivo, mover-
se com a carga suspensa. Existem tipos com esteiras mais largas e que podem ser utilizados com esteiras
mais afastadas, portanto, mais estáveis.

O guindaste em questão, também pode ser utilizado para outras finalidades, em serviços de dragagem,
por exemplo, tem esteiras mais estreitas. Algumas vezes estes guindastes são adaptados para serviço de

4
:4
montagem e é preciso muito cuidado.

:20
18
Com exceção do sistema de locomoção, estes guindastes são idênticos aos Guindastes Treliçado sobre

3
02
9/2
Caminhão.

3/0
d0
loa Polias da lança
wn
Cabo de Carga Auxiliar
Do
6-

Moitão Leve ou Bola Peso


59
.16

Pendente do Jib Ponta do Jib


2
02

Seções do Jib
la
ícu

Roldana do Mastro
tr

Mastro
Ma

Base do Jib
da

Polias da lança
or
d
rta

Pendente do Mastro
po
iro
be

Cabo de Carga Principal


Ri

Pendente da Lança
to
en

Moitão Principal
cim
s
Na

Polias equalizadoras
do

Guincho de Elevação da Lança


ge
or

Roldanas do Guincho
oJ
éli

Contra Recuo do Mastro


eH

Cavalete
od
siv

Cabo de Elevação da Lança


clu
ex

Contra Peso Centro de Giro


so

Motorização
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7.1.7. Guindastes treliçado com mastro e contrapeso giratório

Este tipo de guindaste é utilizado para quando se requer grande altura e capacidade de carga. Equipado
com um contrapeso auxiliar montado sobre pneus que podem girar junto com a máquina. Existem dois
tipos básicos:

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
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Do
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Sobre Esteiras – Facilitam a Movimentação de Carga.


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:4 4
Componentes
Guindastes

72
8. GUINDASTES - COMPONENTES

Um guindaste é comumente composto de diversos componentes. Os mais importantes são:

4:4
:20
18
3
02
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3/0
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Guindaste transportado em partes separadas, devido algumas restrições de acesso

4:4
8.2. Guindastes Componentes - Transportador

:20
18
3
O transportador é o sistema com o qual o guindaste se locomove, podendo ser sobre caminhão especial

02
9/2
ou esteiras.

3/0
d0
loa
wn
Do
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8.1. Guindastes componentes – Contrapeso

O contrapeso é uma carga adicional montada no guindaste, criando um momento de força resistente,
aumentando assim, a capacidade da máquina quanto à estabilidade (tombamento). A estabilidade do
guindaste depende da força que a carga exerce sobre a lança e a força que o guindaste possui para
neutralizar esta ação.

Quanto maior for o contrapeso e/ou a distância dele ao centro de giro do guindaste, maior será a

4:4
resistência ao tombamento.

:20
18
8.1.1. Guindastes componentes – Contrapeso e a Estabilidade

3
02
9/2
O guindaste neste caso pode ser comparado ao mesmo princípio do sistema de alavanca.

3/0
d0
loa
wn
Do
6-
59
.16
2
02
la
ícu
tr
Ma
da
or
d
rta
po
iro
be
Ri
to
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scim
Na
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ge
or
oJ
éli
eH
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siv
clu
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eu
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ta
Es
6,1 6,1 13,2 5,3 21,2 2,8

4
B B B B

:4
:20
18
3
02
Observando a imagem e estudando a sequência acima, podemos notar que o valor de “A” sempre tende

9/2
3/0
a aumentar, enquanto o valor de “B” tende a diminuir.

d0
loa
wn
8.1.2. Guindastes componentes – Contrapeso Standard
Do
6-

É o contrapeso fixo ao chassi giratório, ou seja, este não pode ser removido ou modificado com a
59
.16

intenção de melhorar a capacidade do guindaste, sendo que toda a tabela de carga do guindaste está
2
02

baseada neste contrapeso. Normalmente utilizado em guindautos e guindastes de pequena capacidade


la
ícu

de 5 a 80t, este não afeta a carga máxima permitida por eixo, permitindo a circulação em rodovias.
tr
Ma
da
d or
rta
po
iro
be
Ri
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s
Na
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ge
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oJ
éli
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Es
8.1.3. Guindastes componentes – Contrapeso Adicional no guindaste

Este tipo de contrapeso é adicionado ao guindaste durante sua configuração, visando melhorar sua
capacidade de carga. Este tipo de contrapeso deve ser dimensionado conforme a manobra, pois se
utilizarmos muito contrapeso sem necessidade, isto aumentará a carga do guindaste sobre o solo, além
de que quando alugamos um guindaste o transporte do contrapeso pode representar um alto custo. A
tabela de carga mostra quanto temos que utilizar de contrapeso para a capacidade esperada.

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
loa
wn
Do

CONTRAPESO AUXILIAR
NO GUINDASTE
6-
59
.16
2
02

8.1.4. Guindastes componentes – Contrapeso adicional no guindaste


la
trícu

Este tipo de contrapeso é mais utilizado em guindastes de grande capacidade acima de 300t, como
Ma
da

complemento do contrapeso adicional do guindaste. Normalmente podemos identificá-los, por estarem


or
d

pendurados em um mastro longe do guindaste, podendo ser metálicos, blocos de concreto ou caixa de
rta
po

areia como os dos American Sky-Horse. Estes podem ser montados sobre rodas para que facilitem seu
iro
be

giro, ou mesmo pendurado sem rodas.


Ri
to
en
cim
s
Na
do
ge

MASTRO
or
oJ
éli
eH
od

CONTRAPESO AUXILIAR
NO GUINDASTE
siv

CONTRAPESO AUXILIAR
clu

FORA GUINDASTE
ex
so
eu
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8.2. Guindastes componentes – Lança Treliçada e Telescópica

O tipo da lança do guindaste pode influenciar em sua capacidade de carga, pois dependendo do tipo de
lança, pode ser mais leve, mais rígida, sofrer esforços, dentre outras variáveis. Abaixo um gráfico
comparativo entre dois guindastes do mesmo fabricante com a mesma capacidade nominal.

4
:4
:20
318
02
9/2
3/0
d0
loa
wn
Do
6-
59
2 .16
02
la
ícu

COMPARATIVO ENTRE GUINDASTES COM LANÇA DE 50,6M DE COMPRIMENTO


tr
Ma

TELESCÓPICO TRELIÇADO
RAIO COMPARATIVO GUINDASTES 220t
da

LTM 1220 LR 1200


11 24,6 78,8
or
CAPACIDADE DE CARGA
d

12 24,1 75,1 120,0


rta

16 19,8 57,1 100,0


po

18 18,5 45,3 80,0


iro

20 17,4 40,6 60,0


be

24 15,2 30,6
40,0
Ri

26 14,4 28,1
30 12,7 22,4 20,0
to
en

32 12,1 20,9 0,0


11

12

16

18

20

24

26

30

32

34

36

42
RAIO
cim

34 11,4 19,5
36 10,4 17,1
s

RAIO DE OPERAÇÃO
Na

42 7,8 13,5
48 6,0 10,9
do

LTM 1220 LR 1200


50 5,5 8,8
ge
or
oJ

Dependendo do tipo de lança e dispositivo de locomoção, este ainda poderá apresentar vantagens e
éli
eH

desvantagens que deve ser analisada no momento de escolha do equipamento.


od
siv
clu
ex
so
eu
éd
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ap
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Es
8.3. Guindastes componentes – Moitão e Bola-Peso

Para fazermos a ligação entre o cabo do guindaste e a lingada da carga utilizamos o moitão ou a bola-
peso.

8.3.1. Guindastes componentes – Moitão ou Cardenal

Composto de um bloco de polias, normalmente utilizado para se obter a vantagem mecânica ao se


executar o içamento de grandes cargas. Um guindaste pode ser acompanhando de um jogo de moitões,
que estão especificados em seu manual ou tabela de carga. Não se deve utilizar moitões muito grandes

4:4
:20
para cargas, pois o peso do moitão pode prejudicar a capacidade do guindaste.

18
3
02
8.3.2. Guindastes componentes – Moitão - Tipos

9/2
3/0
d0
loa
wn
Do
6-
59
.16
2
02
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8.3.3. Guindastes componentes – Bola – peso

Utilizada para içamento com uma única perna de cabo e comumente na extensão ou no jib. Assim como
o moitão, o peso da bola-peso deve ser somado ao peso da carga.

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
loa
wn
Do
6-
59
.16
2
02

8.3.4. Guindastes componentes – Jib e Extensão


la
ícu
tr

Complemento acoplado na ponta da lança principal, com a finalidade de aumentar o raio de carga da
Ma
da

máquina e, devido ser uma peça normalmente em forma de uma treliça, não tem o mesmo peso da
or
d

lança. Abaixo temos três exemplos de içamento com a utilização de jib:


rta
po
iro
be
Ri
to
en
cim
s
Na
do
ge
or
oJ
éli
eH
od
siv
clu
ex
so
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ap
ta
Es
Na primeira situação temos o guindaste operando sem “JIB”, somente na
lança principal. Neste caso, existe a necessidade do uso de uma lança muito
maior, o que depende de uma logística com um maior número de carretas,
para o transporte da lança.

A capacidade de carga da lança principal, tende a ser maior do que na lança


auxiliar, devido a seu número de passadas de cabo.

4:4
:20
18
3
02
Na segunda situação, temos o guindaste operando com “JIB”, com isto

9/2
3/0
podemos observar o uso de uma lança principal menor, o que proporciona

d0
loa
uma economia no transporte, pois, normalmente o “JIB” é transportado
wn
junto da lança, nas mesmas carretas.
Do
6-
59

Ao utilizar a jib, devemos levar em consideração a perda de capacidade de


.16
2

carga, uma escolha a ser feita pelo Rigger.


02
la
ícu
tr
Ma
da
or
d
rta
po

Na terceira situação, temos o guindaste operando sem “JIB”, mas diferente


iro

da segunda situação. Perceba que o “JIB” está com um offset maior, o que
be
Ri

faz com que o guindaste opere em um raio menor, com isto tendo um
to
en
cim

ganho em estabilidade e capacidade de carga.


s
Na

Na sua opinião? Qual é a melhor configuração?


do
ge
or
oJ
éli
eH
od
siv
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ge
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09
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rta
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da
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2.16
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6-
Do
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3/0
9/2

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02
3 18
:20
:4 4
Interpretação
Tabelas de carga

82
9. GUINDASTES – TABELA DE CARGA
A tabela de carga do guindaste pode ser definida como um documento que reúne todas as informações
técnicas referentes ao equipamento, tais como, características de lança, cabos, contrapeso,
acionamento, transportador, capacidades, dentre outras informações que sejam relevantes ao operador
e o Rigger. Existe dois tipos de tabelas de carga:

Tabela técnica: Faz parte da documentação do equipamento, ou seja, sua “data book”, contém todas as

4
informações do equipamento, tal como plano de manutenção, lubrificação, inspeções, registros,

:4
:20
capacidades, acessórios, configuração do computador. Esta tabela só pode ser obtida quando fornecida

18
3
pelo fabricante, normalmente no ato da compra do equipamento.

02
9/2
3/0
Tabela comercial: Muito mais simples que a tabela técnica, mas ainda assim contendo muitas

d0
loa
informações sobre o equipamento. Normalmente, pode ser obtida em sites de fabricantes sem custo
wn
algum.
Do
6-
59

Contém as informações do guindaste, tais como capacidades, comprimento máximo e mínimo da lança,
.16
2

raio máximo e mínimo de operação, extensão e jib.


02
la
ícu
tr
Ma
da
or
d
rta
po
iro
be
Ri
to

Informações sobre o guincho principal e secundário, tais como capacidade de carga em uma passada de
en
cim

cabo, velocidade de operação, diâmetro do cabo, dentre outras informações referentes ao guincho.
s
Na
do
ge
or
oJ
éli
eH
od
siv
clu
ex
so
eu
éd
tila

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Es
9.1. Guinchos e cabos – Cabo principal

É o cabo de aço que trabalha no tambor principal do guindaste e geralmente é utilizado para o içamento
de cargas na lança principal.

9.2. Guinchos e cabos – Cabo auxiliar

É o cabo de aço que trabalha no tambor auxiliar do guindaste e geralmente tem diâmetro menor. É
utilizado para içamento de cargas na linha auxiliar, tais como, extensão e JIB, utilizando moitão mais
leve ou bola-peso.

4:4
:20
18
9.3. Guinchos e cabos – Vantagem mecânica aplicada ao guincho

3
02
9/2
Outro ponto importante para um Rigger é ter conhecimento sobre vantagem mecânica e saber como

3/0
aplicá-la e a forma de cálculo desta.

d0
loa
wn
Para exemplificar a aplicação da vantagem mecânica, temos como problema a necessidade de içarmos
Do

uma carga de 80 toneladas com um guindaste. Como já vimos nos capítulos anteriores o cabo de aço é a
6-
59

principal ferramenta para um içamento.


.16
2
02

Para se obter a vantagem mecânica, precisamos saber a forma correta da


la
ícu

aplicação das polias. Os dois tipos básicos de polias são:


tr
Ma
da

Polias Fixas: Server como ponto de ancoragem do sistema normalmente


or
d
rta

instalada em estruturas, lajes ou na ponta da lança do guindaste.


po
iro
be

Polias Móveis: Server como ponto de transmissão de força para o


Ri
to

sistema podendo se movimentar livremente fazendo com o que a carga


en
cim

possa ser arrastada ou içada, normalmente conhecemos estas polias como patesca, moitão ou cardenal.
s
Na
do

Na imagem a seguir, temos 3 exemplos:


ge
or
oJ

1- Operários com 1 linha : 100 / 1 = 100kg é força motora necessária para suspender o balde.
éli
eH

2- Guincho com 2 linhas : 100 / 2 = 50 kg


od
siv
clu

3- Guindaste com 6 linhas : 12000 / 6 = 2000kg


ex
so
eu
éd
tila
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Es
ANCORAGEM (LANÇA)
ANCORAGEM (VIGA) ANCORAGEM (VIGA)

POLIA FIXA

POLIA FIXA POLIA FIXA

2 LINHAS 6 LINHAS

100kg / 1 1 LINHA
FM = 100kg POLIA LIVRE
12000kg / 6 POLIA LIVRE
FM = 2000kg
100kg / 2
FM = 50kg 100kg
100kg

4
FR

:4
FR 12000kg

:20
FR
OPERÁRIO GUINCHO GUINDASTE

18
3
02
Variações do sistemas de polias - Vantagem mecânica

9/2
3/0
9.4. Tabela de Carga – Pesos do equipamento e contrapesos

d0
loa
Informações sobre o peso do equipamento e seus contrapesos, uteis no caso do cálculo de esforço nas
wn
Do

sapatas ou para passagem em pontes.


6-
59
.16
2
02
la
trícu
Ma

9.5. Tabela de Carga – Moitões e Bola-peso


da
or

Informações sobre moitões e bola-peso (ganchos) disponíveis para o equipamento, contendo


d
rta
po

informações como tipos, capacidades, número de polias, número de passadas de cabo e peso deles.
iro
be
Ri
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cim
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or
oJ
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9.6. Tabela de Carga – Vento máximo permitido

Informações referentes ao vento máximo permitido para a estrutura do equipamento, podendo variar
de acordo com o comprimento de lança que o equipamento estiver operando.

4:4
O efeito do vento pode causar sérios riscos a uma operação, especialmente quando utilizamos lanças

:20
18
longas e isto pode piorar dependendo do volume da carga.

3
02
9/2
Muitos fabricantes exigem uma redução da capacidade de carga dos equipamentos dependendo da

3/0
d0
velocidade do vento. Em alguns casos a operação deve ser interrompida e a lança deve estar muito bem
presa. loa
wn
Do
6-

9.7. Tabela de Carga – Características gerais


59
.16
2

Nesta seção estão todas as informações relevantes ao equipamento, tais como, dados do motor,
02
la

transportador, sistemas de acionamento, cabine, dentre outras.


ícu
tr
Ma
da
or
d
rta
po
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be
Ri
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scim
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ge
or
oJ
éli
eH
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9.8. Tabela de Carga – Dimensões do equipamento

O desenho abaixo informa as principais dimensões do equipamento, sendo utilizadas no momento da


elaboração do plano de içamento.

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
loa
wn
Do
6-
59
.16
2
02
la
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9.9. Tabela de Carga – Gráfico operacional

Com este gráfico, podemos analisar os limites operacionais do guindaste, com relação ao seu campo de
atuação, ou seja, verificar com qual lança pode içar uma carga sobre um determinado obstáculo.

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
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wn
Do
6-
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9.10. Tabela de Carga – Quadro de capacidades

Neste quadro, temos as informações sobre a capacidade do equipamento, conforme sua configuração.

Item 1 – Informações de configuração: Neste espaço de encontra informações sobre quantidade de


contrapeso, quadrantes operacionais, normas adotadas.

Item 2 – Lança: Comprimentos de lança disponíveis para esta configuração.

Item 3 – Raio: Raios operacionais do guindaste nesta configuração.

4:4
:20
18
Item 4 – Capacidade: Carga máxima permitida de trabalho para o equipamento nesta configuração.

3
02
9/2
3/0
d0
loa
wn
Do
6-
59
.16
2
02
la
ícu
tr
Ma
da
or
d
rta

Exemplo de interpretação do quadro de capacidades.


po
iro
be
Ri
to
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cim
s
Na
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ge
or
oJ
éli
eH
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9.11. Tabela de Carga – Análise de risco estrutural ou perca de estabilidade

Quando olhamos para um canteiro de obras, o que nos chama mais atenção são os guindastes,
equipamentos grandes, robustos e com muita tecnologia, mas apesar destas qualidades, um guindaste
ao contrário do que parece é muito mais frágil do que aparenta.

Os guindastes estão sempre sujeitos a perca de estabilidade ou um colapso estrutural.

4:4
:20
318
02
9/2
3/0
d0
loa
wn
Do
6-
59
.16
2
02
la
ícu
tr
Ma

9.12. Tabela de Carga – Linha de Risco


da

Esta é a linha que indica os dois


or
d
rta

principais fatores de colapso de um


po
iro

guindaste, que seria estrutural e


be
Ri

estabilidade
to
en
cim

Resumindo: Tudo que está acima da


s
Na

linha indica risco de colapso


do
ge

estrutural, ou seja, quebra, mas não


or
oJ

tomba e abaixo da linha indica risco de


éli
eH

perca de estabilidade, ou seja, tomba


od

sem quebrar.
siv
clu
ex
so
eu
éd

Nota: Em alguns casos esta divisão pode ser indicada por uma linha, por negrito ou um asterisco.
tila
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4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
9.13. Tabela de Carga – Capacidade de Carga

d0
loa
A capacidade de um guindaste depende de muitas variáveis que atuam sobre ele, algumas destas
wn
Do

variáveis são conhecidas e podem ser controladas conforme a configuração adotada, tais como,
6-
59

comprimento de lança, raio de giro, contrapesos, passadas de cabo entre outros fatores. Outras
.16

variáveis são instáveis e devem ser consideradas e monitoradas, tais como cargas dinâmicas, efeito de
2
02
la

vento, terreno.
ícu
tr
Ma

Quando compramos um guindaste, este é identificado pela sua Capacidade Nominal, que é a
da
or

capacidade expressa comercialmente pelo fabricante, a qual depende de condições especiais na


d
rta

operação, tais como: (a) menor comprimento da lança; (b) menor raio de operação; (c) operação no
po
iro

melhor quadrante conforme indicação do fabricante; (d) utilização de acessórios especiais para grandes
be
Ri

capacidades; (e) maior número de passadas de cabo.


to
en
cim

A Capacidade Bruta ou Capacidade de trabalho é a capacidade real máxima do guindaste, conforme sua
s
Na

configuração, determinada pelo seu fabricante e constantes nas tabelas de carga.


do
ge
or
oJ
éli
eH
od
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eu
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9.14. Tabela de Carga – Definição de raio e Lança

Raio operacional: Indicado normalmente na primeira coluna da tabela de carga. Este raio é a distância
entre o centro de giro do guindaste ao centro de gravidade da carga.

RAIO = Distância entre Centro de giro e Centro de Gravidade da Carga

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
loa
wn
Do
6-
59
.16
2
02
la
ícu

Comprimento da lança: Entende-se como o comprimento total, a distância do pino de articulação até a
tr
Ma

polia da ponta da lança.


da
or
d
rta
po
iro
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Ri
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cim
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9.15. Tabela de Carga – quadrantes operacionais

O giro de operação de um guindaste é dividido em quatro partes, que são seus quadrantes de Operação,
sendo eles: frontal, lateral
direita, traseiro e lateral
esquerdo. Esta divisão consiste
na coincidência de uma linha
formada entre o cento de apoio

4:4
:20
dos estabilizadores e o centro de

18
giro do guindaste.

3
02
9/2
3/0
Por terem as mesmas

d0
características, os quadrantes
loa
wn
laterais serão tratados somente
Do

como laterais.
6-
59
.16
2
02
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9.16. Quadrantes – importância durante o giro

Assim como todo corpo, o guindaste também possui centro de gravidade composto dos componentes
dos guindastes, como contrapeso, transportador, máquina, sapatas e tudo mais. A estabilidade do
guindaste depende de seu C.G, em relação aos seus estabilizadores, ou seja, suas sapatas, patolas e
esteiras. A seguir, imagens sobre o tipo de variação com relação ao quadrante de operação:

4:4
:20
18
3
02
9/2
3/0
d0
loa
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Do
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:4 4
PLANO DE RIGGING
10. PLANO DE RIGGING
Este documento tem a finalidade de reunir todas as informações em um documento que será
apresentado ao cliente, para a equipe de segurança e ao pessoal de campo, com as orientações para a
execução da operação.

É comum ver o relacionamento de um plano de rigging, ou plano de içamento como um ‘simples’


desenho, porém esse pensamento é equivocado, afinal, é um conjunto de documentos que fornecem

4
informação de qual a melhor forma de se executar uma operação de preparação da carga, do içamento

:4
:20
e de movimentação de uma carga.

18
3
02
10.1. Necessidade de um plano de rigging

9/2
3/0
Não existe lei ou norma que estabeleça a necessidade da elaboração de um Plano de Rigging para o caso

d0
loa
de içamentos com guindastes, sendo que diversas empresas possuem regras próprias em relação à
wn
Do

exigência deste documento. Algumas empresas julgam que o Plano de Rigging deve ser elaborado em
6-

relação ao peso da carga que está sendo içada.


59
.16
2
02

10.2. Visita técnica


la
ícu

Esta é uma das tarefas mais importantes a ser executada pelo Rigger, antes do início dos trabalhos de
tr
Ma

planejamento em toda manobra de movimentação de carga. Nesta visita, o Rigger tem oportunidade de
da

verificar os obstáculos que podem interferir numa manobra de movimentação e içamento de se carga.
or
d
rta
po

10.2.1. Análise da Carga


iro
be

Nesta primeira visita, o Rigger pode obter junto ao cliente, informações sobre a carga, tais como peso,
Ri
to

dimensões e o nível de fragilidade da carga.


en
cim
s
Na

10.2.2. Verificação de trajeto


do

Deve percorrer todo o trajeto da carga, observando ladeiras, ruas estreitas, pontilhões, pontes, curvas e
ge
or

calçamento. Em casos especiais, será solicitado a fazer trajetos maiores, envolvendo ruas e rodovias.
oJ
éli
eH

10.2.3. Verificação do local de instalação


od
siv

Para o caso de cargas que serão instaladas em locais especiais, o Rigger pode prever as dimensões
clu
ex

básicas dos equipamentos que serão utilizados, com isto podendo verificar o acesso de carreta, ponto
so
eu

de instalação do guindaste e possíveis interferências com prédios e outras instalações.


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10.2.4. Levantamento de documentação

O Rigger deve verificar com o cliente se existem desenhos ou outros documentos que possam prover
informação da carga ou do local de instalação.

10.3. Formulário padrão

Para que o Rigger possa emitir um plano de rigging, este deve apresentar as informações de forma clara
para que quem venha a interpretar o mesmo para entender. Para isto iremos utilizar um formulário
padrão que reúne as informações sobre a carga, amarração, balancim, equipamentos e esforços.

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10.3.1. Informações sobre o Projeto

Neste espaço, deve colocar informações sobre o projeto, tais como, cliente, local e data da operação.

10.3.2. Descrição da carga.

4
Descrever as informações da carga, tal como, nome, comprimento, largura, altura e peso total.

:4
:20
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10.3.3. Lingada / Amarras loa
wn
Do

Descrever as informações sobre as amarras utilizadas para a suspensão da carga, fornecendo os dados
6-
59

sobre as eslingas, acessórios, como descrição completa, quantidade, peso unitário e peso total. Estes
.16
2

pesos serão úteis na formação da carga estática.


02
la
ícu
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po
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Ri
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en
cim

10.3.4. Dispositivos/Balancim.
s
Na
do

Para operações onde serão empregados balancim, este deve ser descrito conforme projeto, desenho de
ge

referência, quantidade de dispositivos e respectivos pesos.


or
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10.3.5. Definição do equipamento

A seguir, um passo a passo de como definir o equipamento, tal como, comprimento da lança, raio de
operação e altura da lança

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Do
6-

1 – Guindaste: Quando utilizar mais de um guindaste listar qual deles.


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2
02

Exemplo: 01, 02, 03...


la
ícu

2- Marca / Modelo: Descrever marcar e modelo do guindaste empregado.


tr
Ma
da

Exemplos: Liebherr LTM 1150-6.1; Palfinger BR400; Grove RT 770E.


or
d
rta
po

3- Capacidade Nomimal: Descrever a capacidade nominal do equipamento, ou seja, sua capacidade


iro
be

comercial (não confundir com capacidade bruta).


Ri
to
en

Exemplo: 150,0t.
cim
s
Na

4- Quadrante operacional: Listar qual o quadrante inicial e final para execução da operação. Exemplo:
do
ge

Quadrante inicial = Lateral esquerdo / Quadrante final = Traseiro.


or
oJ
éli

Neste exemplo, podemos ver que o guindaste fez um giro de 90° saindo da lateral e descarregando na
eH

traseira.
od
siv
clu

5- Operação: Indica qual lança está sendo o suporte de carga.


ex
so
eu

Exemplo: Lança Principal


éd
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6- Esteiras: Para guindastes que utilizam transportadores de esteiras este indica qual sua situação.

Exemplo: Estendidas (aberta) ou recolhida (fechada).

7- Sapatas: Para guindastes que utilizam transportadores com estabilizadores hidráulicos este indica
qual sua situação de abertura podendo variar de fechada (50%), média (50%) ou totalmente abertas
(100%)

Exemplo: 100% (Totalmente abertas)

4:4
:20
18
8- Moitão - Descrição: Descreve o tipo deste podendo ser múltiplo, gancho ou bola-peso.

3
02
9/2
Exemplo: Gancho

3/0
d0
9- Moitão - Capacidade: Capacidade de carga do moitão para isto verifica o total da carga bruta no
loa
wn
momento somando carga liquida e amarração que são as cargas definidas até o momento
Do
6-
59

10- Moitão – Numero de polias: Esta informação é importante para que o operador possa diferenciar
.16
2

um equipamento do outro.
02
la
ícu

11- Moitão – Numero passadas: Esta informação é importante para que o operador possa planejar as
tr
Ma

passadas de cabo entre moitão e o guindaste.


da
or
d

12- Moitão – Peso: O peso do moitão é importante para a composição da carga estática.
rta
po
iro

10.3.6. Configuração do guindaste


be
Ri

Nesta etapa, o Rigger deve definir as características de configuração do guindaste, para que este possa
to
en
cim

executar a operação conforme planejado.


s
Na
do

1 – Lança Principal: Informação sobre o


ge

comprimento da lança principal do


or
oJ

equipamento.
éli
eH
od

2 – Raio de operação: Raio operacional


siv
clu

que equivale a distância vertical entre o


ex
so

centro de giro e o C.G. da carga.


eu
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3 – Contrapeso adicional: Peso total do contrapeso adicional utilizado para a operação, verificar está
carga junto a tabela de carga do equipamento.

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9/2
4 – Comprimento da JIB: Para situações onde os guindastes utilizar a JIB, indicar comprimento.

3/0
d0
5 – Offset da Jib: Indicar offset da JIB e a lança principal
loa
wn
Do

6 – Extensão de lança: Quando o equipamento estiver equipado com a extensão de lança, não confundir
6-
59

com comprimento da lança principal


.16
2
02

7 – Capacidade de carga: Indicar capacidade de carga bruta no momento, conforme configuração do


la
ícu

equipamento.
tr
Ma
da

10.3.7. Cuidados na configuração do Guindaste


or
d
rta

A locação do guindaste é muito importante, pois neste momento o Rigger vai definir a configuração em
po

que o equipamento irá operar.


iro
be
Ri

Uns dos pontos importantes neste momento é a folga de segurança entre o equipamento e o obstáculo,
to
en
cim

neste caso, o prédio propriamente dito. Esta folga não deve ser inferior a 80 centímetros, pois serve
s
Na

para evitar um possível esmagamento, batida em algum obstáculo, etc.


do
ge
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Agora com a carga em seu local definitivo, o Rigger vai definir o raio de operação do guindaste, para isto
deve-se levar em consideração a distância na horizontal da carga ao Centro de Giro do equipamento.

Considerar o recuo da carga, distância entre a borda do prédio ao centro de Gravidade da peça, folga de
segurança entre o raio de giro do contrapeso do guindaste e o prédio, assim como qualquer outra folga
para manter a segurança dos envolvidos.

Exemplo:

4:4
:20
COMPOSIÇÃO DA ELEVAÇÃO COMPOSIÇÃO DO RAIO

18
3
1.1 - Altura do Prédio 15,00 3.1 - Recuo da carga 4,00

02
9/2
3/0
1.2 - Folga de segurança 0,50 3.2 - Folga de Segurança 1,00

d0
1.3 - Altura da Carga 3,00 3.3 - Raio de Giro contrapeso 5,00
loa
wn
1.4 - Altura da lingada 3,00
Do
6-

1.5 - Folga do moitão 2,00


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Elevação da ponta da lança 23,50 Raio de operacional 10,00


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10.3.8. Ponto de articulação (Pé da Lança)

Agora com o raio e altura da lança definidos, vamos locar o ponto de articulação ou o pé da lança (item
“4”), ponto em que a lança articula para fazer o movimento de elevação. Alguns costumar chamar este
ponto de ‘pino da lança’.

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Este ponto difere sua locação, dependendo do tipo do guindaste. Para guindastes telescópicos, a sua
or
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locação está sempre atrás da mesa de giro, e guindaste treliçados sempre a frente da mesa de giro.
po
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be

Obs. Considerar frente como a frente do operador.


Ri
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10.3.9. Comprimento da Lança mínima

Agora com o Raio definido, ponto de articulação definido e a altura da Lança definida, traçar uma linha
ligando o ponto de articulação (5) a ponta da lança (2) conforme podemos observar a imagem que
temos a seguir o comprimento mínimo da lança.

Com base nesta informação consultar tabela de carga do guindaste para obter o comprimento de lança
dentro os disponíveis que melhor nos atenda.

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10.3.10. Verificação final de folgas

A finalização do desenho é uma etapa importante, em que o Rigger vai enriquecer seu projeto. Hoje
dispomos de softwares (CAD), que facilita muito o trabalho de desenvolvimento do projeto.

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10.3.11. Definição de carga bruta (peso)


iro
be

A carga, como vimos, é tudo que está abaixo da roldana da lança, mas quando operamos com
Ri
to

guindastes temos outras variáveis, além da carga real e a carga de acessórios que são as cargas extras.
en
cim
s

Quando operamos com guindastes,


Na
do

principalmente guindastes treliçados,


ge

por comodidade ou facilidade, o Rigger


or
oJ

opta por deixar alguns acessórios na


éli
eH

lança, tais como JIB, estropos, moitão,


od
siv

entre outros acessórios.


clu
ex
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1 – Peso carga liquida: Peso da carga a ser içada.

2 – Lingada / Amarração: Peso total da lingada.

3 – Dispositivos / Balancim: Peso total de dispositivos.

4 – Moitão / Bola Peso: Peso total do moitão e/ou da bola peso.

5 – Número de passadas: O guindaste pode operar com uma ou mais passadas de cabo, isso vai

4:4
depender do peso da carga que será içada e os componentes de amarração.

:20
18
3
Para definir o número de passadas depende de uma equação entre a carga bruta até o momento divida

02
9/2
pela capacidade de carga em uma passada de cabo.

3/0
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6 – Peso do cabo do guindaste: O peso do cabo do guindaste deve ser considerado, pois está exercendo
força no equipamento de guindar.

Podemos definir este peso (PC), baseado na equação entre a altura da ponta da lança até o solo (HG),
multiplicado pelo número de passadas (NP), multiplicado pelo peso por metro do cabo (PM).

A seguir, temos uma imagem que ilustra tais cálculos.

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en

Pc = Peso do cabo do guindaste.


cim
s

Hg = Distância vertical entre a ponta da lança até o solo.


Na
do

Np = Número de passadas de cabo entre moitão e ponta da lança


ge
or
oJ

Pm = Peso por metro do cabo, conforme tabela do guindaste e quadro acima.


éli
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7 – Carga extra: Pode ser definido como o acessório ou dispositivo que esteja montada a lança do
guindaste, somando mais carga ao guindaste, normalmente sem utilização.

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8 – Total da carga bruta: Agora, baseado nas


.16

informações de peso da carga líquida, lingada,


2
02
la

dispositivos, moitão, número de passadas, peso do


ícu
tr

cabo do guindaste, cargas extras.


Ma
da
or

Somando todos estes valores teremos o total da


d
rta

carga bruta.
po
iro
be
Ri
to
en

10.3.12. Resumo dos cálculos


cim
s
Na

Nesta etapa, o Rigger irá resumir todas as informações referentes ao plano de rigging.
do
ge

1 – Capacidade de carga do
or
oJ

guindaste: Indicar capacidade de


éli
eH

carga bruta do equipamento.


od
siv
clu

2 – Total da carga bruta: Total da


ex

carga suspensa pelo guindaste.


so
eu
éd
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Es
3 – Taxa de utilização: Percentual de utilização do equipamento que equivale a divisão do “TOTAL DA
CARGA BRUTA” pela “CAPACIDADE DE CARGA DO EQUIPAMENTO”. Evitar utilização acima de 85%.

4 – Esforço na sapata: Somando todos estes valores teremos o total da carga bruta.

4:4
Neste tópico, trataremos do local de montagem do guindaste, pois é um dos maiores riscos em uma

:20
18
operação com guindastes. Constantemente temos notícias de acidentes com este tipo de equipamento,

3
02
devido a pressão admissível do solo, seja por ser um solo arenoso, obstáculos no sub-solo (tubulações e

9/2
3/0
dutos enterrados), falta de compactação do solo, dentre outros, por isto, sempre indicar no plano de

d0
rigging a análise do solo.
loa
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Do
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PROXIMO
ROCHAS SOLTAS PISO ARRENOSO
A BURRACOS
OU RESTO DE CONTRUÇÃO OU LAMASENTO
da
or
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10.3.13. Esforço na sapata (cálculo)


po
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Es = Esforço ou Carga na sapata.

Cbr = Capacidade bruta de carga, sempre utilizar a capacidade especificada na tabela de carga do
guindaste.

4:4
:20
Ro = Raio de operação do guindaste, sempre utilizar o raio correspondente na tabela de carga.

18
3
02
Hr = Distância entre o centro de giro do equipamento ao centro do estabilizador ou sapata (Hipotenusa

9/2
3/0
resultante, ver cálculo abaixo).

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Ri

PG = Peso do guindaste, ver tabela de especificação do guindaste em alguns casos este peso esta com
to
en

contrapeso standard ou adicional mínimo que deve ser descontado.


cim
s
Na

CA = Contra peso adicional, somente considerar se este não estiver considerado no peso do guindaste.
do
ge

Ns = Número de sapatas, desconsiderar a quinta sapata.


or
oJ
éli
eH

Esta é a pressão que cada sapata estará exercendo sobre o solo, quando a lança girar sobre a mesa.
od
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Es
10.3.14. Distribuição de esforços no solo

Com base nos resultados obtidos de esforço nas


sapatas, o Rigger deve determinar a área dos calços
(Mats) a ser utilizado nas sapatas para uma
distribuição uniforme de cargas nos solos.

Pressão no solo e Área de calços das sapatas.

4:4
Dividir o Esforço na Sapata (Es) pela área das

:20
18
sapatas (AS).

3
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Pa = Pressão admissível do solo, ver abaixo tabela dos tipos de solo.


Ri
to
en

Solo-cimento, areia e cascalho, compactado 10kg/cm² ou 140psi


cim
s
Na

Areia + cascalho compactado 8 kg/cm² ou 110psi


do
ge

Areia + cascalho sem compactação, solto 4 kg/cm² ou 57psi


or
oJ

Areia fina + barro, argila, compactado 4 kg/cm² ou 57psi


éli
eH

Areia fina + barro, argila, sem compactação 2 kg/cm² ou 28psi


od
siv
clu

Terreno sedimentoso, porém, firme 2,3 kg/cm² ou 33psi


ex
so

Terreno argiloso, compacto ou bem firme 2,8 kg/cm² ou 40psi


eu
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5 – Velocidade máxima do vento: O cálculo de vento é definido conforme especificação do fabricante.
Utilizaremos para nossos exercícios, o cálculo dos guindastes telescópicos da LIEBHERR.

Operação de guindaste é permissível até a velocidade de vento declarada na tabela de carga, através de
um cálculo do comprimento da lança, capacidade de carga e área da carga.

O operador de guindaste tem que consultar o pessoal de SMS sobre as condições meteorológicas e a
velocidade de vento esperada antes de começar operações. Se a velocidade de vento for inaceitável,

4
:4
aconselha-se não prosseguir com a operação.

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A Escala de Beaufort quantifica a intensidade dos ventos, tendo em conta a sua velocidade e os efeitos
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resultantes das ventanias no mar e em terra. Foi desenhada pelo meteorologista anglo-irlandês Francis
iro

Beaufort no início do século XIX. Na década de 1830, a escala de Beaufort já era amplamente utilizada
be
Ri

pela Marinha Real Britânica.


to
en
cim

ESCALA DE BEAUFORT
s
Na

Grau Designação nós km/h m/s


do

0 Calmaria <1 <2 <1


ge

1 Bafagem 1a3 2a6 1a2


or

2 Aragem 4a6 7 a 11 2a3


oJ

3 Fraco 7 a 10 13 a 19 4a5
éli

4 Moderado 11 a 16 20 a 30 6a8
eH

5 Fresco 17 a 21 31 a 39 9 a 11
6 Muito Fresco 22 a 27 41 a 50 11 a 14
od

7 Forte 28 a 33 52 a 61 14 a 17
siv

8 Muito Forte 34 a 40 63 a 74 17 a 21
clu

9 Duro 41 a 47 76 a 87 21 a 24
ex

10 Muito Duro 48 a 55 89 a 102 25 a 28


so

11 Tempestade 56 a 63 104 a 117 29 a 32


eu

12 Furacão >64 >119 >33


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Es
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scim
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3 18
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:4 4
Cálculos
ANEXOS
11. ANEXOS

11.1. Conversão de Unidades

Devido ao fato de que o Brasil não é um país detentor de tecnologia de engenharia de guindastes, todo
profissional de movimentação de carga deve se familiarizar com as conversões de unidades métricas
para unidades imperiais, ou conversão de distância, “Metros para Pés” e “Pés para Metros”, assim
como, conversão de massa, “Libras para Quilogramas” e “Quilogramas para Libras”. Veja abaixo estas

4:4
conversões:

:20
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3
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11.2. Cálculo de Trigonometria e Pitágoras
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A engenharia de rigging está diretamente ligada à movimentação de carga, pois o profissional de


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movimentação de cargas está sempre dimensionando eslingas, alturas de lingadas, comprimentos de


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lanças e distâncias de raios, comprimentos e folgas de segurança.


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Abaixo, temos as fórmulas de Pitágoras e Trigonometria, aplicadas em movimentação de carga:


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11.3. Tabela de Senos, Cossenos e Tangentes

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