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Última Expedição: A Jornada de Mark

Mark é o único tripulante de uma nave exploradora em uma missão solitária para descobrir se a humanidade tem um futuro além da Via Láctea, após a Terra enfrentar uma crise iminente com o colapso do Sol. Durante a viagem, ele enfrenta desafios como a aproximação de uma estrela gigante, exigindo manobras críticas para evitar a destruição da nave. A jornada é marcada por um silêncio profundo e a pressão de carregar a esperança da humanidade em suas mãos.

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Última Expedição: A Jornada de Mark

Mark é o único tripulante de uma nave exploradora em uma missão solitária para descobrir se a humanidade tem um futuro além da Via Láctea, após a Terra enfrentar uma crise iminente com o colapso do Sol. Durante a viagem, ele enfrenta desafios como a aproximação de uma estrela gigante, exigindo manobras críticas para evitar a destruição da nave. A jornada é marcada por um silêncio profundo e a pressão de carregar a esperança da humanidade em suas mãos.

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A ÚLTIMA EXPEDIÇÃO

Trecho 1

O visor da cabine projetava o infinito. Estrelas distantes piscavam como ecos de


uma era que já não pertencia à humanidade. Mark ajustou os controles, verificando
os sistemas da nave exploradora. Tudo operava dentro dos parâmetros esperados.
Ainda assim, o silêncio do espaço parecia mais pesado do que nunca.

— Computador, status da missão.

A voz artificial respondeu com a frieza habitual:

— Trajetória estável. Energia em 94%. Comunicação com a Terra: inativa.

Mark assentiu para si mesmo. Sabia que as mensagens demorariam dias, talvez
semanas, para alcançar a Terra, e mais tempo ainda para uma resposta. Mas não havia
o que relatar ainda. O destino era incerto, o tempo, uma variável cruel.

Ele olhou para o painel de navegação. Dentro de algumas horas, passaria próximo a
uma estrela de tamanho colossal. Um pequeno erro na rota e a nave seria puxada para
sua órbita, condenada a se despedaçar antes de alcançar qualquer descoberta.

— Você já pensou no que existe além da galáxia, Computador?

A IA demorou um instante antes de responder.

— Minha função não é pensar, Mark. É calcular.

— Então calcule a probabilidade de encontrarmos um destino melhor do que a Terra.

Dessa vez, o silêncio foi mais longo. Quando a resposta veio, Mark percebeu que não
queria ouvi-la.

— Probabilidade incerta. Dados insuficientes.

Mark suspirou. No fundo, já sabia. O universo não oferecia garantias. Apenas


promessas vazias e escuridão infinita.

Trecho 2

A última expedição da humanidade não começou com aplausos ou discursos grandiosos.


Não havia multidões comemorando, nem despedidas emocionadas transmitidas ao redor
do mundo. Apenas silêncio.

Mark estava sozinho na pequena nave exploradora, flutuando no vazio do espaço,


enquanto a Terra ficava para trás, reduzida a um ponto azul insignificante. Ele não
era um herói. Não era o líder de um novo mundo. Apenas um homem com uma tarefa
impossível: descobrir se a humanidade tinha um futuro além da Via Láctea.

O painel piscava com leituras constantes. O computador de bordo, a única companhia


que teria pelos próximos anos, monitorava cada variável da nave com precisão
implacável.

— Computador, relatar.

Trecho 3 - A Missão
Mark estava sentado na sala de conferências da Estação de Comando, rodeado por
telas e luzes que refletiam a urgência do momento. Não havia aplausos, apenas o som
contido de uma voz grave e resoluta, anunciando o inescapável destino da
humanidade:

— O Sol está à beira do colapso. Em virtude dessa crise sem precedentes, você foi
escolhido, Mark, para liderar a expedição que poderá ser nossa última esperança.

As palavras pairaram no ar, pesadas e definitivas. Mark sentiu o peso da


responsabilidade se instalar em seus ombros. Cada frase parecia gravar em sua mente
a magnitude da tarefa: reunir um par de cada espécie de vida e partir em uma
jornada solitária, rumo ao desconhecido além da Via Láctea.

Sem cerimônias ou votos grandiosos, a decisão foi tomada. Ele encarava a tela que
mostrava a rota traçada, os parâmetros da nave exploradora e o destino incerto.
Aquela mensagem, tão breve quanto impactante, transformava o silêncio da sala em um
eco de destino inevitável.

— Missão aceita — respondeu ele, com a voz firme, mas carregada de uma inquietude
silenciosa.

E assim, naquele instante, a trajetória de Mark foi selada. O homem comum se


tornava o mensageiro da esperança, encarando o imenso vazio do cosmos com um misto
de medo, determinação e a convicção de que o futuro da humanidade dependia de cada
decisão tomada naquele dia.

Trecho 4 - A Travessia

O primeiro grande obstáculo surgiu antes do esperado. No segundo mês de viagem, a


nave se aproximava de uma estrela gigantesca, uma anã branca colapsada, irradiando
uma força gravitacional impressionante.

— Computador, ajuste a trajetória para evitar a órbita da estrela — ordenou Mark,


mantendo os olhos fixos nos painéis de controle.

A IA respondeu instantaneamente:

— Ajustando vetor de fuga. Advertência: força gravitacional excede os cálculos


iniciais. Precisamos de uma manobra mais agressiva.

Mark segurou firme os controles. A nave tremeu com a tensão da correção de curso,
motores rugindo contra a atração da estrela. Por um instante, ele sentiu o peso da
gravidade puxando o casco, como se mãos invisíveis tentassem arrastá-lo para a
destruição.

— Se falharmos aqui, nem sequer vamos descobrir o que há além da Via Láctea... —
murmurou.

Os motores responderam ao seu comando final. A nave inclinou-se, rompendo a força


gravitacional no último instante. O painel piscou verde. Mark soltou um suspiro
longo.

— Computador, relatar status.

— Trajetória corrigida. Sistemas estabilizados. Energia em 71%.

Ele olhou pela escotilha. A estrela agora estava para trás, uma lembrança do perigo
constante daquela jornada.
— Isso foi só o começo — disse para si mesmo, enquanto sua mente já antecipava os
próximos desafios no caminho.

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