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MAPLE PARA CÁLCULO EM UMA

VARIÁVEL
2 4 6 8 10
0.2
0.2
0.4
0.6
Mauricio A. Vilches - Maria Hermínia de P. Leite
Departamento de Análise - IME
UERJ
2
Todos os direitos reservados
Proibida a reprodução parcial ou total
3
PREFÁCIO
Esse livro surgiu da necessidade de modernização do ensino de Cálculo Diferen-
cial e Integral, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ. O texto,
elaborado para a disciplina introdutória, Cálculo I, foi concebido para servir de
guia a todos que buscam uma renovação da prática docente, de modo a con-
ciliar aspectos do ensino tradicional com a utilização de recursos computacio-
nais. A intenção que norteou essa iniciativa foi, não somente ilustrar melhor
os conceitos teóricos, através da utilização dos recursos gráficos e da elaboração
de cálculos algébricos mais complexos que são possibilitados pelos programas
computacionais matemáticos, mas, principalmente, promover uma mudança de
metodologia.
O objetivo principal do livro é transformar o conceito tradicional, onde o pro-
fessor, em geral, é o único participante ativo da atividade de ensino, sendo os
alunos meros receptores, numa parceria, onde tanto mestre como alunos pos-
sam interagir, todos participando ativamente do desenvolvimento da aula.
Acreditamos que a utilização desse livro irá auxiliar o professor no seu papel
de orientador, instigador e moderador do processo de aprendizagem, bem como
possibilitará que os alunos se tornem verdadeiros colaboradores na elaboração
da aula, através de uma melhor compreensão dos conceitos abordados, de uma
busca mais divertida das soluções de muitos dos problemas propostos e da cria-
ção, por eles próprios, de novas tarefas ou exercícios.
Outro aspecto que consideramos de grande importância é desmistificar a idéia
de que "o computador é capaz de tudo", idéia essa, que parece se firmar, cada
vez mais, num mundo que presencia o ritmo acelerado em que se desenvolve a
Tecnologia de Informação e Comunicação. As limitações dos algoritmos empre-
gados em certas versões dos programas computacionais ocasionam deficiências
nas resoluções de alguns problemas matemáticos. São os chamados conflitos
computacionais. Assim, desejamos também que o aluno desenvolva um senso
crítico em relação ao uso da "máquina"e percebam que não se pode abster "do
pensar"e que "o cérebro é ainda a melhor máquina". Por isso, a seção 1.23
4
do Capítulo 1 é dedicada a problemas matemáticos, que não são resolvidos de
maneira satisfatória pela versão do MAPLE que utilizamos.
No Curso de Matemática da UERJ, a disciplina de Cálculo I, com aulas ex-
positivas tradicionais, é complementada com uma disciplina de Laboratório de
Cálculo I. Para as aulas de laboratório, utilizamos o programa MAPLE. A expe-
riência dos autores em ministrar, simultaneamente, por mais de dois anos, essas
duas disciplinas, a teórica e de laboratório, possibilitou a elaboração desse texto,
que apresenta, em todos os seus capítulos, os comandos básicos do MAPLE,
versão 9.5, relacionando-os com os conceitos que são abordados na disciplina
teórica. Muitos poderiam observar que esses comandos são obtidos através da
"Ajuda"do programa. No entanto, lembramos que o aluno está tendo o seu
primeiro contato com o Cálculo Diferencial e Integral e muitos deles não têm o
conhecimento, nem da terminologia empregada no Cálculo, nem dos programas
computacionais que podem ser utilizados nessa área. Assim, sentem dificul-
dades em manipular tais programas, a começar pela própria busca de tópicos.
Portanto, o fato do livro explicitar os comandos mais básicos do MAPLE poupa
um tempo precioso do aluno, que poderá melhor empregá-lo para se dedicar á
resolução de problemas e desenvolvimento de projetos que viabilizem a aprendi-
zagem dos conceitos matemáticos.
O conteúdo do livro é o mesmo de um curso tradicional de Cálculo, mas o seu
enfoque foi o da utilização do computador como ferramenta para a resolução de
exercícios e de chamar a atenção para a ocorrência de eventuais conflitos com-
putacionais. Tem a vantagem de ser auto-explicativo, o que permite ao aluno
determinar o seu próprio ritmo de estudo, além de contribuir para o seu desem-
penho individual. Como muitas das sintaxes dos programas computacionais
utilizados em Matemática são parecidas, nossa experiência mostra que, após
esse primeiro contato com a disciplina Laboratório de Cálculo I, onde se fez a
opção de usar o MAPLE, o aluno adquire habilidade para lidar com esse tipo de
ferramenta computacional e consegue facilmente manipular outros programas
semelhantes.
Não podemos deixar de externar nossos mais sinceros agradecimentos ao pro-
fessor Mário Olivero Marques da Silva, do Instituto de Matématica da Uni-
versidade Federal Fluminense, UFF, que foi um dos idealizadores de um projeto
pioneiro, realizado na UFF, no final da década de 1990, que utilizou o Maple
5
V como uma ferramenta didática para auxiliar a compreensão do conteúdo pro-
gramático da disciplina de Cálculo I. Um dos produtos gerados por esse projeto
foi o material didático que pode ser encontrado nas referências e do qual nos
utilizamos, como ponto de partida, para as nossas primeiras experiências leci-
onando a disciplina de Laboratório de Cálculo I, na UERJ. Assim, muitas das
idéias contidas nesse livro sofreram influência dessa iniciativa pioneira.
Os autores
Rio de Janeiro - Brasil
6
Conteúdo
1 COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE 9
1.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
1.2 Início . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
1.3 Operações e Números Pré-Definidos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
1.4 Funções Pré-Definidas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
1.5 Cálculos Aproximados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
1.6 Manipulações Algébricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
1.7 Equações, Inequações e Sistemas de Equações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
1.8 Nomeação de Objetos e Substituições . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
1.9 Livrarias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
1.9.1 Livraria - RealDomain . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 26
1.10 Conjuntos e Sequências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
1.11 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
2 FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL 33
2.1 Tabelas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
2.2 Conversão de Expressões em Funções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
2.3 Funções Definidas por Partes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
2.4 Composta de Funções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
2.5 Função Inversa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
2.6 Gráficos de Funções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
2.7 Gráficos de Outros Tipos de Funções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
2.7.1 Gráficos de Funções Definidas por Partes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
2.7.2 Gráficos de Funções Definidas por Tabelas . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
2.8 Livraria do Plot . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53
2.9 Gráficos de Regiões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59
2.10 Animações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61
2.11 Traçado de Curvas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
2.12 Deficiências do MAPLE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
2.13 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68
3 LIMITES E CONTINUIDADE 73
3.1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 73
3.2 Limites . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
3.3 Cálculo de Limites . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
7
8 CONTEÚDO
3.4 Definição de Limite . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84
3.5 Assíntotas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 87
3.6 Continuidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 93
3.7 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 99
4 DERIVADA 105
4.1 Retas Secantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 105
4.2 Reta Tangente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 108
4.3 Funções Deriváveis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 114
4.4 Sintaxes que envolvem a Derivada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115
4.4.1 O Operador Diferencial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120
4.5 Regra da Cadeia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 122
4.6 Derivaçãos Implícita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 123
4.7 Aproximação Linear . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 126
4.8 Aproximação de Ordem Superior . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130
4.9 Polinômio de Taylor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 130
4.10 Erros de Aproximação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 135
4.11 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 140
Bibliografia Básica 145
Capítulo 1
COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE
1.1 Introdução
O MAPLE é um tipo de software, pertecente a uma classe chamada de computação simbólica
ou algébrica, dirigido para a resolução de diversos problemas emMatemática e outras Ciências
afins.
Uma das principais características do MAPLE é permitir manipulações numéricas e simbólicas,
além de gerar gráficos em dimensão 2 e 3. As manipulações simbólicas são operações do tipo
- expressar uma variável em função de outra, substituição, simplificação, fatoração, reagrupa-
mentos dos termos de uma expressão, etc. A capacidade simbólica do software, permite obter
soluções exatas em diversos tipos de problemas.
O MAPLE consiste de três partes principais, a saber: o núcleo (kernel), que é a parte central do
software, escrita emlinguagemC, onde são realizadas as operações; as livrarias (packages), que
são umconjunto de funções pré-definidas e que são acionadas por uma sintaxe própria, quando
necessário; e finalmente, a interface do usuário, chamada folha de trabalho (worksheet), onde
se realizam as operações de entrada e saída. O MAPLE tem, essencialmente, dois tipos de
comandos: os que utilizam o núcleo e os comando da interface do usuário.
O MAPLE é uma ferramenta poderosa que serve não somente para testar os conhecimentos
de Cálculo I, como também abrange muitas áreas da Matemática. Nestas notas nos concentra-
remos, essencialmente, na parte básica do software, direcionado exclusivamente ao Cálculo de
funções de uma variável real. As sintaxes apresentadas nestas notas correspondem às versões
do MAPLE 5 em diante.
Recomendamos que, ao ler os capítulos, já esteja instalado o MAPLE para reproduzir os exem-
plos e os exercícios.
Finalmente, observamos que é recomendável a utilização de recursos computacionais, no
apoio ao ensino do Cálculo, é recomendável, mas isso não exclui, de forma alguma, a abor-
dagem do aprendizado teórico em sala de aula, o qual sempre se mostrou indispensável.
A utilização do MAPLE no Cálculo é um ótimo laboratório para testar e esclarecer muitos
conceitos estudados em sala de aula. Veja o último parágrafo deste capítulo.
9
10 CAPÍTULO 1. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE
1.2 Início
Após o início do software, a digitação das expressões serão feita ao lado do prompt :
>
Isto é, quando aparecer o prompt, implica em que o MAPLE está pronto para receber os co-
mandos.
A sintaxe de todo comando do MAPLE deve terminar em ponto e vírgula:
>expressão;
Ou dois pontos:
>expressão:
Utilizamos ";” (ponto e vírgula) quando desejamos que o resultado seja mostrado imediata-
mente na tela. Utilizamos ":” (dois pontos) quando desejamos que o MAPLE execute o co-
mando e o resultado seja guardado na memória, sem mostrá-lo na tela. A execução da sintaxe
do comando após ";” ou ":” é finalizada pressionando a tecla enter.
Em geral, é conveniente, ao início de cada exercício, utilizar o comando:
>restart;
Este comando apaga da memória os comandos utilizados anteriormente, porém, não apaga o
que já foi digitado no worksheet.
É possível guardar os dados digitados, enviando-os para um arquivo de extensão *.mws, o
qual poderá ser lido pelo MAPLE em outra ocasião.
1.3 Operações e Números Pré-Definidos
Alguns dos comandos básicos para diversas operações pré-definidas do MAPLE são:
Adição: +
Subtração: -
Multiplicação: *
Divisão: /
Potenciação: ˆ
Fatorial de um número natural: !
Maior e menor que: > e <
Maior ou igual e menor ou igual que: >= e <=
Diferente de: <>
1.3. OPERAÇÕES E NÚMEROS PRÉ-DEFINIDOS 11
Máximo divisor comum: igcd(a,b,c,...)
Mínimo múltiplo comum: ilcm(a,b,c,...)
Menor inteiro maior ou igual a x: ceil(x)
Parte inteira de x: trunc(x)
Parte fracionária de x: frac(x)
O MAPLE tem os seguintes números pré-definidos:
O número π é definido por: Pi
O número e é definido por: exp(1)
A unidade imaginária é definida por: I
Notamos que o Maple utiliza para os decimais ".” ponto. Por exemplo:
3
7
é denotado na forma
decimal 0.428571.
Exemplo 1.1.
1. Para calcular 3 ×7
1/9
+ 11
3
−1. Devemos digitar:
> 3*7 ˆ(1/9) +11 ˆ 3 -1;
3
9

7 + 1330
2. Para calcular
5 π −1
3
. Devemos digitar:
> (5*Pi-1)/3;
5 π −1
3
Devemos ter cuidado nos parênteses utilizados na construção de uma expressão. No exem-
plo anterior, o resultado será diferente se digitarmos:
> 5*Pi-1/3;
5 π −
1
3
Logo, o resultado será diferente.
3. Determine o máximo divisor comum de 6 e 26 e mínimo múltiplo comum de 5 e 24.
Escrevemos:
12 CAPÍTULO 1. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE
> igcd(6,26);
2
Analogamente, escrevemos:
> ilcm(5,24);
120
4. Determine o menor inteiro maior ou igual a 5.3 e a parte inteira de 223.34.
Escrevemos:
> ceil(5.3);
6
Analogamente, escrevemos:
> trunc(223.34);
223
1.4 Funções Pré-Definidas
O MAPLE tem algumas funções elementares e transcendentes pré-definidas, por exemplo:
Valor absoluto de x, ( |x|): abs(x)
Sinal de x, ( sgn(x)): csgn(x)
O maior inteiro que é menor ou igual a x, ( [[x]]): floor(x)
Raiz quadrada de x, (

x): sqrt(x)
Raiz n-ésima de x, (
n

x): root(x,n )
Exponencial de x, ( e
x
): exp(x)
Logaritmo natural de x, (ln(x)): ln(x)
Logaritmo na base 10 de x, (log(x)): log(x)
Logaritmo na base b de x, (log
b
(x)): log[b](x)
Funções Trigonométricas:
sin(x), cos(x), tan(x), cot(x), sec(x), csc(x)
1.4. FUNÇÕES PRÉ-DEFINIDAS 13
.
Onde x, é em radianos.
Funções Trigonométricas Inversas:
arcsin(x), arccos(x), arctan(x), arccot(x), arcsec(x), arcsc(x)
Funções Trigonométricas Hiperbólicas:
sinh(x), cosh(x), tanh(x), coth(x), sech(x), csch(x)
Funções Trigonométricas Hiperbólicas Inversas:
arcsinh(x), arccosh(x), arctanh(x), arccoth(x), arcsech(x), arcsch(x)
Exemplo 1.2.
1. Determine o valor de tg(
4 π
3
). Devemos digitar:
> tan(4*Pi/3);

3
2. Determine o valor de 4 sen(
π
3
) −sec
2
(
π
4
). Devemos digitar:
> 4*sin(Pi/3)-sec(Pi/4) ˆ 2;
2

3 −2
3. Determine o valor de arcsen(1) −arctan(1) +sech(4). Devemos digitar:
> arcsin(1)-arctan(1)+sech(4);
π
2
+sech(2)
4. Determine o valor de log
5
(3) +ln(5) +log(
1
2
). Devemos digitar:
> log[5](3)+ln(5)+log(1/2);
ln(3)
ln(5)
+ln(5) −ln(2)
Pode explicar este resultado?
5. Determine o valor de [[π +
70

12929 + e
5
]]. Devemos digitar:
> floor(Pi+root(12929, 70)+exp(5));
152
14 CAPÍTULO 1. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE
1.5 Cálculos Aproximados
Para efetuar cálculos aproximados no MAPLE, utilizaremos o comando:
> evalf(expressão, digitos );
Ou, alternativamente:
> evalf[digitos ] (expressão);
O comando evalf expressa o valor aproximado na forma de número decimal com um total de
10 digítos, se não é indicado o números de digitos. Podemos alterar o número de digítos da
resposta, como mostram os exemplos a seguir:
Exemplo 1.3.
1. Determine o valor aproximado de π. Devemos digitar:
> evalf(Pi);
3.141592654
Se desejamos mais digítos na aproximação, por exemplo 100, escrevemos:
> evalf[100](Pi);
3.141592653589793238462643383279502884197169399375105820974944592307816406286
208998628034825342117068
2. Determine o valor aproximado de 4
3

5 +
17
3
+e
5

456 −[[ln(453)]]. Devemos digitar:
> evalf(4 ˆ 3*sqrt(5)+17/3 +exp(1)*root(456, 5)-floor(ln(453)));
152.0238611
Para obter o resultado com 30 digítos:
>evalf(4ˆ3*sqrt(5)+17/3 +exp(1)*root(456, 5)-floor(ln(453)),30);
152.023861144905348681717678473
3. Determine o valor aproximado de 4 sen(
π
3
) −sec
2
(
π
4
). Devemos digitar:
> evalf(4*sin(Pi/3)-sec(Pi/4) ˆ 2) ;
1.464101616
1.6. MANIPULAÇÕES ALGÉBRICAS 15
4. Determine o valor aproximado de log
5
(3) +ln(5) +log(
1
2
). Devemos digitar:
> evalf(log[5](3)+ln(5)+log(1/2));
1.598896926
1.6 Manipulações Algébricas
Como foi comentado no início do capítulo, o MAPLE aceita também expressões algébricas.
Os seguintes comandos são utilizados para manipulações de expressões numéricas e/ou algé-
bricas:
Desenvolver uma expressão: expand( )
Fatore uma expressão: factor( )
Simplifique uma expressão: simplify( )
Decompor um número em fatores primos: ifactor( )
Estes comandos possuem algumas opções adicionais. Por exemplo:
> expand(expressão, opção);
Os argumentos desta sintaxe são: trig, exp, ln , power ou radical. Outras opções podem ser
consultadas, utilizando >?sintaxe.
Exemplo 1.4.
1. Desenvolver (x
2
+ 4)
4
. Devemos escrever:
> expand((x ˆ 2 +4)ˆ4);
x
8
+ 16 x
6
+ 96 x
4
+ 256 x
2
+ 256
2. Desenvolver sen(2 x). Devemos escrever:
> expand(sin(2*x));
sen(2 x)
Agora, se digitamos:
> expand(sin(2*x),trig);
2 sin(x) cos(x)
3. Desenvolver cosh(x +y). Devemos escrever:
> expand(cosh(x+y),exp);
16 CAPÍTULO 1. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE
cosh(x) cosh (y) + sinh(x) sinh(y)
Procure outras formas de utilizar este comando, digitando >?sintaxe.
4. Desenvolver sen(ω (x −x
0
) +α). Se escrevemos:
>expand(sin(omega*(x-x0)+alpha));
sin(ω x) cos(ω x
0
) cos(α) + sin(ω x) sin(ω x
0
) sin(α) −cos(ω x) sin(ω x
0
) cos(α)+
cos(ω x) cos(ω x
0
) sin(α)
Agora, se escrevemos:
>expand(sin(omega*(x-x0 )+alpha),x-x0 );
sin(ω (x −x
0
)) cos(α) + cos(ω (x −x
0
)) sin(α)
5. Fatore x
6
−4096. Devemos escrever:
> factor(x ˆ 6 -4096);
(x −4) (x + 4) (x
2
+ 4 x + 16) (x
2
−4 x + 16)
6. Simplifique
x
6
−4096
x
4
−16
. Devemos escrever:
> simplify((x ˆ 6 -4096))/(xˆ4 -16);
x
4
+ 16 x
2
+ 256
7. Simplifique cosh
2
(x) −senh(x)
2
. Devemos escrever:
> simplify(cosh(x) ˆ 2 -sinh(x) ˆ 2);
1
Explique este resultado.
8. Desenvolver sen(x +y). Devemos escrever:
> expand(sin(x+y));
sin(x) cos(y) +cos(x) sin(y)
9. Decompor em fatores primos 3628800. Devemos escrever:
> ifactor(3628800);
1.6. MANIPULAÇÕES ALGÉBRICAS 17
((2))
8
((3))
4
((5))
2
(7)
Em geral, o MAPLE não assume, a priori, o domínio das variáveis, numa expressão. Vejamos
o exemplo a seguir.
Exemplo 1.5.
1. Digite a seguinte expressão:
> sin(4*Pi*n);
sin(4 π n)
O MAPLE não lançou o resultado igual a zero. Isto é devido ao fato de que o MAPLE supõe
que n é uma variável independente e não necessariamente um número inteiro.
Utilizamos a seguinte sintaxe, para definir o domínio de uma variável:
> assume(variável, opção);
O tipo pode ser inteiro (integer), real (real) ou por exemplo:
> assume(variável>0);
No exemplo anterior:
> assume(n,integer);
> sin(4*Pi*n);
0
> cos(Pi*n);
(−1)
n
2. Simplifique
_
x
2
y
2
, se x e y são números positivos.
> simplify(sqrt(x ˆ 2 y ˆ 2), assume=nonneg);
xy
Também podemos utilizar:
> assume(variável1 >0, variável2 >0,....):
Quando se tratar de funções que envolvem logarítmos. Por exemplo:
3. Desenvolver ln
_
y
x
_
. Devemos digitar:
18 CAPÍTULO 1. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE
>assume(x>0,y>0):
> expand(ln(x/y);
ln(x) −ln(y)
4. Simplifique ln(e
x
). Digitamos:
>assume(x, real):
> simplify(ln(exp(x)));
x
Outro comando de manipulação algébrica é o combine que produz o efeito inverso do co-
mando expand, o qual combina diversas expressões para conseguir uma mais reduzida. Ao
utilizar este comando, é nescesário indicar, como argumento, que tipo de elementos se deseja
combinar. A sintaxe é:
> combine(expressão, opção);
Ou, equivalentemente:
> combine[opção] (expressão);
As opções desta sintaxe são: trig, exp, ln , power ou radical.
Exemplo 1.6.
1. Digite:
> combine(2*sin(x)*cos(x),trig);
sin(2 x)
2. Digite:
> combine(exp(x)*exp(y),exp);
e
xy
3. Digite:
> combine(x ˆ y /x ˆ 2 ,power);
x
y−2
4. Digite:
>combine[radical](sqrt(27)*sqrt(10)*sqrt(31)+sqrt(10)*sqrt(x ˆ 2 +1);
3

930 +
_
10 x
2
+ 10
1.7. EQUAÇÕES, INEQUAÇÕES E SISTEMAS DE EQUAÇÕES 19
1.7 Equações, Inequações e Sistemas de Equações
Para resolver equações, inequações, sistemas lineares, utilizamos o comando solve.
Para equações em uma variável:
> solve(equação, variável);
Para equações ou sistemas de equações de mais de uma variável, a sintaxe do comando deve
incluir as variáveis que desejamos determinar. Quando desejamos resolver um sistema a sin-
taxe é:
> solve({equação1,equação2,.....}, {variável1,variável2,......});
Este comando também é utilizado quando, numa equação com mais de uma variável, deseja-
mos expressar uma delas em função das outras.
Para determinar as soluções inteiras de uma equação, utilizamos a seguinte sintaxe:
>isolve(equação);
Quando se deseja obter o resultado aproximado de uma equação ou sistema utilizamos a sin-
taxe:
> fsolve(equação,variável, opções);
ou
> fsolve({equação1 ,equação2,....},{variável1, variável2, ....}, opções);
Aopção mais utilizada, nesta sintaxe, é o intervalo onde se deseja achar a soluação aproximada.
Exemplo 1.7.
1. Determine a solução de x
3
−7 x
2
+ 4 x + 12 = 0. Devemos escrever:
>solve((x ˆ 3 -7*x ˆ 2 +4*x +12,{x});
{x = −1}, {x = 2}, {x = 6}
2. Determine a solução de x
2
−3 xy + 2 y
2
= 0 em função de y. Devemos escrever:
>solve((x ˆ 2 -3*x*y+2*y ˆ 2 =0,{y});
{y = x}, {y =
x
2
}
3. Determine a solução do sistema:
20 CAPÍTULO 1. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE
_
5 x −3 y = 1
−2 x + 8 y = 9.
Digite:
>solve(({5*x-3*y=1,-2*x+8*y=9},{x,y});
{x =
35
34
}, {y =
47
34
}
Podemos aproximar as soluções:
>solve(({5*x-3*y=1,-2*x+8*y=9},{x,y}):
>evalf(%)
{x = 1.029411765}, {y = 1.382352941}
Utilizamos o comando % para chamar a expressão imediatamente anterior sem repetir a
digitação. Este comando é muito útil quando se manipula expressões muito complicadas
e/ou extensas. Analogamente, o comando % % representa o penúltimo resultado.
4. Determine a solução de |x +|x + 2|
2
−1| > 9. Devemos digitar:
>solve(abs(x+abs(x+2)ˆ 2 -1)>9,x);
RealRange (Open (1) , ∞) , RealRange (−∞, Open (−6))
Isto é, (−∞, −6) ∪ (1, +∞).
5. Determine a solução de x
¸
¸
x
3
−3 x
2
−9 x + 27
¸
¸
< 0. Devemos digitar:
>solve(x *abs(xˆ3 -3*x ˆ2+9*x+27) <0,x);
RealRange(Open(0), Open(3)), RealRange(Open(3), infinity), RealRange(Open(-3), Open(0)),
RealRange(-infinity, Open(-3))
Isto é, (−∞, −3) ∪ (−3, 0) ∪ (0, 3) ∪ (3, +∞).
6. Determine a solução de x
2
−36 x + 100 = 0, no intervalo [−20, 20]. Devemos digitar:
>fsolve(x ˆ 2 -36*x+100=0,{x},x=-20..20);
{3.0033370453}
7. Determine as soluções inteiras de: x
4
+
5 x
3
6

7 x
2
3
+
x
6
+
1
3
= 0. Devemos digitar:
>isolve(xˆ 4+(5/6)*xˆ3-(7/3)*xˆ2+(1/6)*x+1/3);
1.7. EQUAÇÕES, INEQUAÇÕES E SISTEMAS DE EQUAÇÕES 21
{x = −2}, {x = 1}
Note que:
>solve(xˆ 4+(5/6)*x ˆ 3-(7/3)*xˆ2+(1/6)*x+1/3,{x});
{x = −2}, {x = 1}, {x =
1
2
}, {x = −
1
3
}
8. Determine a solução do sistema:
_
sen(x +y) −e
x
y = 0
x −y = 1;
se (x, y) ∈ [−2, 2] ×[−2, 2].
Digitemos:
>fsolve({sin(x+y)-exp(x) * y=0,x-y=1},{x,y},{x=-2..2,y=-2..2});
{x = 1.278443473, y = −0.2784434726}
O Maple ocasionalmente, lança soluções em função da expressão RootOf. Vejamos o seguinte
exemplo:
Exemplo 1.8.
Digitemos:
> solve(x ˆ 5 - 2*x + 3 = 0,x);
{x = RootOf(_Z
5
− 2_Z + 3; index = 1)},
{x = RootOf(_Z
5
−2_Z + 3; index = 2)},
{x = RootOf(_Z
5
−2_Z + 3; index = 3)},
{x = RootOf(_Z
5
−2_Z + 3; index = 4)},
{x = RootOf(_Z
5
−2_Z + 3; index = 5)}
RootOf(expressão) é a forma genérica das raízes do polinômio. Isto indica que x é uma raiz
do polinômio z
5
− 2 z + 3, onde index é o número e a ordem da solução Para obter soluções
explícitas, complexas, utilizamos a sintaxe:
> evalf(%);
{x = .9585321812+.4984277790*I}, {x = -.2467292569+1.320816347*I}, {x = -1.423605849},
{x = -.2467292569-1.320816347*I}, {x = .9585321812-.4984277790*I}
Estas são as 5 raizes da equação. As soluções da equação, onde aparece o símbolo I, são as
soluções que não são reais.
22 CAPÍTULO 1. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE
Para obter todas as soluções de uma equação equação, especialmente, as trigonometricas, uti-
lizamos a seguinte sintaxe:
>solve(equação,variável,AllSolutions);
Exemplo 1.9.
1. Determine a solução de sen(x) = 0.
>solve(sin(x)=0,x);
0
Digitamos:
>solve(sin(x)=0,{x},AllSolutions);
{x = π _Z5˜}
Isto equivale a:
x = k π, k ∈ Z
2. Determine a solução de cos(x) +

3
2
= 0.
>solve(cos(x)+sqrt(3)/2=0,x);
5
6
π
Digitamos:
>solve(cos(x)+sqrt(3)/2=0,{x},AllSolutions);
{x =
5
6
π −
5
3
π__B2˜ + 2 π_Z2˜}
Isto equivale a:
x =
5 π
6
+ 2 k π, x = −
5 π
3
+ 2 k π, m, k ∈ Z
3. Determine a solução de cos(4 x) + sen(2 x) = 0.
>solve(cos(4*x)+sin(2*x)=0,x,AllSolutions);
1
4
π +π _Z1˜, −
1
12
π +π _Z2˜, −
5
12
π +π _Z3˜
Interprete o resultado.
1.8. NOMEAÇÃO DE OBJETOS E SUBSTITUIÇÕES 23
1.8 Nomeação de Objetos e Substituições
Quando necessitamos utilizar seguidamente uma expressão e/ou valor numérico, podemos
nomeá-los, evitando assim digitá-los repetidamente.
A sintaxe para isto é:
:= (dois pontos e igual)
Para substituir os valores numa expressão já definida, utilizamos a seguinte sintaxe:
> subs(objeto a substituir, expressão);
Exemplo 1.10.
1. Se digitamos:
> eq1:=x+y-3=0;
eq1 := x +y −3 = 0
Podemos chamar a expressão anterior, fazendo:
> eq1;
x +y −3 = 0
Ou, resolvê-la:
> solve(eq1,{x});
{x = −y + 3}
2. Num sistema de equações, podemos nomeá-las como:
> eq1:=3 *x-5*y+z=1 :
> eq2:=x+3*y-z=5:
> eq3:=-x-y+z=1:
Escrevemos:
> solve({eq1,eq2,eq3 },{x,y,z});}
{x = 3, y = 3, z = 7}
3. Escreva a seguinte sequência de comandos:
24 CAPÍTULO 1. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE
> eq1:=a*x ˆ 2 +b * x+c;
a x
2
+b x +c
> sol:=solve(eq1=0,x);
{x =
1
2
−b +

b
2
−4 a c
a
} {x =
1
2
−b −

b
2
−4 a c
a
}
> sol[1];
{x =
1
2
−b +

b
2
−4 a c
a
}
Interprete a sequência de comando e faça > sol[2];.
4. Substitua no exemplo anterior os valores a = 1, b = 5 e c = 3. Devemos digitar:
> subs(a=1,b=5,c=3,eq1);
x
2
+ 5 x + 3
5. Determine a solução de:
x
5
−x
4
e −
23 x
4
8
+
23 e x
3
8

179 x
3
8
+
179 e x
2
8
+
85 x
2
4

85 e x
4
+ 3 x −3 e = 0;
Devemos digitar:
>eq:=x ˆ 5-x ˆ 4*exp(1)-(23/8)*x ˆ 4+(23/8)*x ˆ 3*exp(1)-(179/8)*x ˆ 3+
+(179/8)*x ˆ 2*exp(1)+(85/4)*x ˆ 2-(85/4)*x*exp(1)+3*x-3*exp(1) = 0):
>sol:=solve(eq,{x});
{x = 1}, {x = −
1
8
}, {x = 6}, {x = −4}, {x = e}
>sol[1],sol[4]
{x = 1}, {x = −4}
6. Determine a solução do sistema:
_
¸
_
¸
_
x
2
+y
2
+z
2
= 1
x −y + 2 z = −1
xy +y z +xz = 0
.
Devemos digitar:
>eq1:=x ˆ 2 +y ˆ 2 +z ˆ 2 =1:
>eq2:=x-y+2 *z=-1:
1.8. NOMEAÇÃO DE OBJETOS E SUBSTITUIÇÕES 25
>eq3:=x*y+y*z+z*x=-1:
>solve({eq1,eq2,eq3},{x,y,z});
{x = −
3
2
∗ RootOf(7 * _Z ˆ 2-3) +
1
2
, y =
1
2
∗ RootOf(7 * _Z ˆ 2 -3) +
3
2
, z = RootOf(7* _ Z ˆ 2- 3)},
{x = −
3
2

3
2
∗ RootOf(7* _ Z ˆ 2 +8 * _ Z-3), y = −
1
2
+
1
2
∗ RootOf(7* _Z ˆ 2+8*_Z-3),
z = RootOf(7*_ Z ˆ 2+8*_Z-3)}
evalf(%);
{x = −.4819805066, y = 1.827326836, z = .6546536711},
{x = −1.946306256, y = −.3512312478, z = .2975375043}
Para verificar que os resultados obtidos pelo MAPLE são, realmente, soluções de uma equação
e/ou um sistema de equações, utilizamos a seguinte sintaxe:
>eq:=equação:
>sol:=solve(eq,variável);
>subs(variável=sol[i],eq);
Exemplo 1.11.
1. Determine as soluções de x
4
+x
3
−7 x
2
−x + 6 = 0. Devemos digitar:
>xˆ 4+xˆ 3-7*xˆ 2-x+6 = 0:
>sol:=solve(eq,x);
sol := 2, −1, 1, −3
subs(x=sol[1],eq);
0 = 0
subs(x=sol[3],eq);
0 = 0
26 CAPÍTULO 1. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE
1.9 Livrarias
Uma das características do MAPLE são suas livrarias (packages). As livrarias são pacotes de co-
mados especiais, utilizados para resolver tipos especificos de problemas. Por exemplo, o MA-
PLE possui livrarias especificas, para Gráficos, Geometria, Álgebra Linear, Álgebra Vetorial,
etc. O MAPLE possui em torno de 2000 comandos; somente os mais importantes são carrega-
dos automaticamente na memória. No ato de executar o programa os outros comandos ficam
nas livrarias. As livrarias são agrupadas por temas e podem ser carregadas, individualmente,
ou uma função só. Para usuários avançados é possível criar suas próprias livrarias.
A sintaxe para ativar uma livraria na memória, é:
> with(livraria):
A sintaxe para ver o conteúdo das livrarias é:
> with(livraria);
No decorrer do texto, apresentaremos as livrarias mais utilizadas emCálculo emuma Variável.
1.9.1 Livraria - RealDomain
Em geral, o MAPLE trabalha com os números complexos. A livraria RealDomain faz com que
o MAPLE trabalhe somente com os números reais.
Primeiramente, vejamos o conteúdo da livraria:
>with(RealDomain);
[Im,Re, ˆ,arccos,arccosh,arccot,arccoth,arccsc,arccsch,arcsec,arcsech,arcsin,arcsinh,arctan,
arctanh,cos,cosh,cot, coth,csc,csch,eval,exp,expand,limit,ln ,log,sec,sech,signum,simplify,
sin,sinh, solve,sqrt,surd,tan,tanh]
Isto nos indica que quando digitamos a sintaxe:
>with(RealDomain):
Todos os comandos da livraria, de acima, assumirão que os cálculos serão efetuado emR.
Exemplo 1.12.
Nos exemplos abaixo os comandos são dados, primeiramente, semusar a livraria RealDomain.
Veremos que obtemos respostas não reais (complexas).
1. Simplifique

x
4
:
>simplify(sqrt(x ˆ 4));
csgn(x
2
)x
2
1.9. LIVRARIAS 27
onde, csgn (x) é o sinal de x.
2. Simplifique (−4913)
1/3
:
>simplify(root(-4913,3));
17
2
+
17
2
I

3
3. Resolva x
3
−y = 1 para x.
>solve(x ˆ 3 -y=1,x);
(y + 1)
1/3
, −
1
2
(y + 1)
1/3
+
1
2
I

3 (y + 1)
1/3
, −
1
2
(y + 1)
1/3

1
2
I

3 (y + 1)
1/3
Se utilizamos a livraria:
>with(RealDomain):
>simplify(sqrt(x ˆ 4));
x
2
>simplify(root(-4913,3));
−17
>solve(x ˆ 3 -y=1,x);
(y + 1)
1/3
Pode explicar estes resultados?
3. Se, digitamos:
>solve(xˆ5 -3*x+25=0,{x});
{x = RootOf(_ Z ˆ 5-3*_ Z+25, index = 1)}, {x = RootOf(_ Z ˆ 5-3*_ Z+25, index = 2)},
{x = RootOf(_ Z ˆ 5-3*_ Z+25, index = 3)}, {x = RootOf(_ Z ˆ 5-3*_ Z+25, index = 4)},
{x = RootOf(_ Z ˆ 5-3*_ Z+25, index = 5)}
Se, digitamos:
>with(RealDomaine):
>solve(xˆ5 -3*x+25=0,{x});
{x = RootOf (_Z
5
−3 _Z + 25, −1.986834074)t}
evalf(%);
{x = −1.986834073}
28 CAPÍTULO 1. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE
1.10 Conjuntos e Sequências
Para definir conjuntos se utiliza a seguinte sintaxe:
> {a, b, c,....};
{a, b, c, . . .}
A sintaxe das operações de conjuntos são as seguintes:
União: union
Interseção: intersect
Diferença: minus
Subconjunto: subset
A sintaxe para gerar sequências de objetos é:
>seq(r(i),i=a..b);
O comando gera uma sequência, aplicando a cada i a fórmula r(i). Se i ∈ X, onde X é um
conjunto, utlizamos a sintaxe:
>seq(r(i),i in X);
Como veremos nas próximas seções, esta sintaxe será associada a outras situções um pouco
diferentes de aquelas que geraram seqûencias numéricas.
Exemplo 1.13.
1. Sejam A = {a, b c, d} e B = {a, c, e, f, g}. Determine A∪ B, A∩ B e A−B.
Escrevemos:
> A:={a, b, c, d};
A := {a, b c, d}
> B:={a, c, e, f, g};
B := {a, c, e, f, g}
Então:
>X:= A union B;
X := {a, b, c, d, e, f, g}
>Y:= A intersect B;
1.10. CONJUNTOS E SEQUÊNCIAS 29
Y := {a, c}
>Z:= A minus B;
Z := {b, d}
Observe que:
>X subset Y;
false
e
>Y subset X;
true
Interprete estes últimos resultados.
2. Gere os 10 primeiros termos da sequência r(i) =
1
i
2
, i ∈ N.
>seq(1/iˆ 2,i=1..20);
1,
1
4
,
1
9
,
1
16
1
25
1
36
,
1
49
1
64
1
81
1
100
3. Gere os termos da sequência:
r(i) =
2 i
i
2
+ 1
,
se i ∈ X, onde X = {−20, −10, −1, 0, 20, 300}.
>X:= {-20,-10,-1,0,20,300}:
>seq(2*1/(iˆ 2 +1),i in X);

40
401
, −
20
101
, −1, 0,
40
401
,
600
90001
30 CAPÍTULO 1. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE
1.11 Exercícios
1. Determine os valores de x tais que:
(a)

x
2
= x
(b)
_
(x −1)
2
= x −1
(c)

x
2
−2 x + 1 = 1 −x
(d)

x
4
= x
2
(e) |x + 1| = |x −1|
(f) |x −1|
2
= |2 x −1|
(g) |x| = |x + 7|
(h) |x −1|
2
= |2 x + 1|
2. Verifique se é verdadeiro ou falso, dando um exemplo no caso de a resposta ser falso:
(a) Para todo x, y e z: |x +y +z| = |x| +|y| +|z| e
(b) Para todo x e y: |x −y| ≤ |x| −|y|.
3. Determine as constantes A, B e C tais que:
(a)
2 x + 1
1 −x
2
=
A
1 +x
+
B
1 −x
.
(b)
1
(x + 2)(2x + 1)
=
A
x + 2
+
B
2x + 1
.
(c)
1
(x + 2)(x
2
−1)
=
A
x + 2
+
B
x + 1
+
C
x −11
.
4. Determine o quociente e o resto das divisões:
(a) 3 x
4
−5 x
2
+ 6 x + 1 ÷ x
2
−3 x + 4.
(b) 5 x
5
−4 x
3
−2 x + 1 ÷ x + 1.
(c) x
11
−1 ÷ x + 1.
(d) x
5
+ 12 x
4
+ 3 x
2
−16 ÷ x
2
+ 3 x −4.
(e) x
3
−3 x
2
+ 2 x + 1 ÷ x
2
−x + 1.
5. Determine as constantes a e b de modo que o polinômio P(x) seja divisível por Q(x),
onde:
(a) P(x) = x
4
−3 x
3
+a x +b, Q(x) = x
2
−2 x + 4.
(b) P(x) = 6 x
4
−7 x
3
+a x
2
+ 3 x + 2, Q(x) = x
2
−x +b.
(c) P(x) = 8 x
3
−10 x
2
+a x +b, Q(x) = 2 x
3
−3 x + 2.
(d) P(x) = 3 x
3
+a x
2
−7 x +b, Q(x) = x
2
−5 x + 1.
6. Ache a solução das seguintes desigualdades e represente no eixo coordenado o conjunto
solução:
1.11. EXERCÍCIOS 31
(a) x
4
−x
2
< 0
(b) x
2
−2 ≥ x
(c) x
2
+x > 2
(d) (x −5)
4
(x + 10) ≤ 0
(e) |x + 2| < 1
(f) |x −5| < |x + 1|
(g) 4 x
2
+ 10 x −6 < 0
(h) |x −1|
2
< |2 x + 1|
(i)
3 x −5
2 x + 4
> 1
(j) |x
2
−1||x + 1| > 0
(k) 2 x
2
−2 ≤ x
2
−x
(l) |x −1| +|x −2| > |10 x −1|
(m) x
2
−7 x + 8 > (x −6)
2
(n) |x
2
−x −1| < 2
(o)
|x
2
−5 x + 4|
|x
2
−4|
< 1
(p) |x −1| +|x + 2| ≥
|x −2|
2
(q) |x + 1| +|x + 2| > |10 x −1|
(r) |x
2
−1| < |x −1|
7. Determine o conjunto-solução de:
(a)
_
3 x −2 < x
6 x −4 > 3 −x
(b)
_
x + 3 ≤ 5
x + 3 ≤ 2 x
(c)
_
_
_
5 x + 1 ≤
3x
2
+ 5
2 (x + 3) ≥ x
(d)
_
5 x −3 < 6 + 2 x
3 −2 x > 4
(e)
_
3 x −15 < x −5
2 −x ≥ 6
(f)
_
x + 3 > 0
x
2
+x −2 < 0
8. Esboce as regiões determinadas por:
(a) x −2y −3 > 0
(b) 2x +y > 5
(c) 2x −3y ≤ −1
(d) 3x −2y ≤ 13
(e)
x +y
x −2y + 3
< 0
(f) x
2
+y
2
−2 x −2 y + 1 ≥ 0
9. Esboce as regiões da solução de:
(a)
_
2 x −y < 3
x +y < 3
(b)
_
x +y < 2
2 y −2 x > 4
(c)
_
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_
x +y < 120
3 y −x ≤ 0
x ≤ 100
y ≤ 100
(d)
_
¸
_
¸
_
x +y > 2
−2 x +y ≤ 1
−x + 2 y ≥ −3
32 CAPÍTULO 1. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE
10. Obter o valor simplificado de:
(a) sen
_
θ +
π
2
_
(b) cos
_
θ +
3 π
2
_
(c) sec(θ + 6 π)
(d) sen(θ + 360 π)
(e) cos(θ + 480 π)
(f) sen
_
θ −
3 π
2
_
cos
_
θ +
π
2
_
11. Resolva as inequações:
(a) sen(x) +cos(x) ≥

2
2
(b) |tg(x)| ≥

3
(c) sen
2
(x) ≥ 1
(d) sen
2
(x) ≥
1
2
se x ∈ [0, π]
Capítulo 2
FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
A sintaxe para definir funções de uma variável é a seguinte:
> f:=x-> expressão;
Exemplo 2.1.
1. Se f(x) = x
2
sen(x) + 3 cos(x), calcule f(
π
2
) e f(π). Escrevemos:
>f:=x->x ˆ 2*sin(x)+3*cos(x);
f := x −→ x
2
sin(x) + 3 cos(x)
Logo:
>f(Pi/2);
π
2
4
e
>f(Pi);
−3
2. Se f(x) = e
3x
−2 ln(5 x) +log
4
(x), calcule o valor aproximado de f(
1
2
) e f(2). Escrevemos:
>f:=x->exp(3*x)-2*ln(5*x)+log[4](x);
f := x −→ e
3x
−2 ln(5 x) +log
4
(x)
Logo:
33
34 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
>evalf(f(1/2));
5.367983431
e
>evalf(f(2));
402.5424991
3. Defina a função racional f(x) =
x
2
+ 3 x −1
x
3
−x
2
+x + 3
, calcule f(1) e fatore f(a) −f(a
−1
).
Escrevemos:
> f:=x->(x ˆ 2 +3*x-1)/(x ˆ 3 -x ˆ 2 +x+3);
f := x →
x
2
+ 3 x −1
x
3
−x
2
+x + 3
>f(1);
3
4
>factor(f(a)-f(1/a));

(a
2
−8 a + 1)(a
2
−a + 1)
(3 a
2
−2 a + 1)(a
2
−2 a + 3)
O MAPLE não simplifica uma expressão automaticamente, somente quando reconhece fato-
res comuns.
2.1 Tabelas
Para fazer no Maple uma tabela de uma função, utilizamos a sintaxe abaixo, onde as entradas
são os pontos do domínio e as saidas são os pontos da imagem:
>array( [seq( [i, f(i)], i = a..b) ] );
onde i ∈ Z. Caso desejamos que os valores de saida sejam aproximados, utilizamos a seguinte
sintaxe:
>array( [seq( [i, evalf(f(i))], i = a..b) ] );
Estas sintaxes produzem una sequência de valores verticais.
2.1. TABELAS 35
Exemplo 2.2.
1. Seja:
> f:=x->(x ˆ 2 +3*x-1)/(x ˆ 3 +x ˆ 2 +x+3);
f := x →
x
2
+ 3 x −1
x
3
+x
2
+x + 3
>array( [seq( [i, (f(i))], i = -5..5) ] );
_
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_
−5 −
3
34
−4 −
3
49
−3
1
18
−2 1
−1 −
3
2
0 −
1
3
1
1
2
2
9
17
3
17
42
4
9
29
5
39
158
_
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_
2. Seja:
>g:=x->exp(3*x)-2*ln(5*x)+log[4](x);
g := x −→ e
3x
−2 ln(5 x) +log
4
(x)
>array( [seq( [i, evalf(g(i))], i = 1..10) ] );
36 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
_
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_
1 16.86666110
2 399.3236233
3 8098.460309
4 162749.7999
5 3269012.095
6 65659963.63
7 1318815728.0
8 26489122120.0
9 532048240600.0
10 10686474580000.0
_
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_
3. Estude a função f(x) = xsen
_
1
x
2
_
, perto do zero:
>f:=x->x*sin(1/xˆ 2);
f := x → xsin(x
−2
)
>X := {-1,-0.1,-0.001, -0.0001,-0.00001,0.00,1,0.1,0.001, 0.0001,0.00001}:
>array([seq([i, evalf(f(i), 4)], i in X)]) ;
_
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_
−1 −0.8415
1 0.8415
−0.1 0.05064
−0.01 0.003056
−0.001 0.0003500
−0.0001 −0.00009316
−0.00001 0.000004875
0.0 Float(undefined)
0.00001 −0.000004875
0.0001 0.00009316
0.001 −0.0003500
0.01 −0.003056
0.1 −0.05064
_
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_
Note que digitamo zero como 0.00; por que?
2.2. CONVERSÃO DE EXPRESSÕES EM FUNÇÕES 37
4. Seja h(x) = e
x
+ ln(x
2
+ 1) cos(π x); faça uma tabela com os valores aproximados de:
h(−20), h(−10), h(−1), h(20), h(30), h(
1
2
) e h(,
4

19).
>h:=x->exp(x)+ln(x ˆ 2+1)*cos(Pi*x):
>X:={-20, -10, -1, 20, 30, 1/2, root(19, 4)}:
>array([seq([i, evalf(f(i))], in (i, X))]);
_
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_
−20 5.993961429
−10 4.615165917
−1 −0.3252677394
20 485165201.4
30 10686474580000.0
1/2 1.648721271
4

19 9.682431939
_
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¸
¸
_
2.2 Conversão de Expressões em Funções
Para converter uma expressão em função, utilizamos a sintaxe:
> unapply(expressão, variável);
Exemplo 2.3.
1. Suponha que temos a expressão:
> p:= x ˆ 3+x ˆ 2-5*x+1-x ˆ 2*y-y;
p := x
3
+x
2
−5 x + 1 −x
2
y −y
> h:=solve(p=0,y);
x
3
+x
2
−5 x + 1
x
2
+ 1
Se desejamos, por exemplo, avaliar a expressão anterior para x = 0, isso não será possível
antes de converter a expressão em função, utilizando o comando unapply
g := unapply(h, x);
x →
x
3
+x
2
−5 x + 1
x
2
+ 1
Agora podemos calcular, por exemplo:
38 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
>g(0),g(-1),g(1);
1, 3, −1
2. Suponha que temos a expressão:
> p:= b ˆ 2 * x ˆ 2 *sin(b*x)+2*b*x*cos(b*x);
p := b
2
x
2
sin(b x) + 2 b xcos(b x)
f := unapply(p, x);
x → b
2
x
2
sin(b x) + 2 b xcos(b x)
Agora podemos calcular, por exemplo:
>f(0),f(Pi/b);
10, −2 π
2.3 Funções Definidas por Partes
É comum, nas aplicações, definir funções por partes. A sintaxe para definir funções por partes
é:
>piecewise(x<a1,f1(x),x<a2,f2(x),....);
No caso de funções definidas por partes, em intervalos limitados, utilizamos a opção:
and
Por exemplo, se a ≤ x < b, escrevemos:
a <=x and x<b;
Exemplo 2.4.
1. Escreva a função f(x) =
_
−1 se x ≤ 1
1 se 1 < x
.
Digitamos:
>piecewise(x<=1,-1,1<x,1);
_
−1 x ≤ 1
1 1 < x
2. Escreva a função f(x) =
_
¸
_
¸
_
x se x ≤ 1
x + 2 se 1 < x ≤ 4
x se 4 < x
.
2.4. COMPOSTA DE FUNÇÕES 39
Digitamos:
>piecewise(x<=1,x,1<x and x<=4,x + 2,3<x,x);
_
¸
_
¸
_
x x ≤ 1
x + 2 1 < x and x ≤ 4
x 4 < x
3. Escreva a função f(x) =
_
¸
¸
¸
¸
_
¸
¸
¸
¸
_
x se x ≤ 1
x
2
se 1 < x < 3

x se 3 < x < 6
x se 6 ≤ x
.
Digitamos:
>piecewise(x<=1,x,1<x and x<3,x ˆ 2,3<x and x<6,sqrt(x),x>=6,x);
_
¸
¸
¸
¸
_
¸
¸
¸
¸
_
x x ≤ 1
x
2
1 < x and x < 3

x 3 < x and x < 6
x 6 ≤ x
2.4 Composta de Funções
Dadas f e g funções tais que Dom(g) ⊂ Im(f), podemos definir a composta:
g ◦ f
A sintaxe para obter a composta é feita com o operador @ (arroba). Logo, a composta de g e f
é:
>g @ f;
Para fazer a composta de f consigo mesma n vezes, utilizamos a sintaxe:
>f @@ n;
Exemplo 2.5.
1. Dadas f(x) = ln(x) + 1 e g(x) = e
x
− 1; determine f ◦ g, g ◦ f e f ◦ f ◦ f ◦ f. Calcule
(f ◦ f ◦ f ◦ f)(1).
Digitamos a seguinte sequência de comandos:
>f:=ln(x)+1:
40 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
>g:=exp(x)-1):
>h1:=f @g:
>h2:=g @f:
>h3:=f@@4:
Agora podemos calcular
>h1(x);
ln(e
x
−1) + 1
>h2(x);
e
ln(x)+1
−1
>simplify(%);
xe −1
>h3(x);
ln(ln(ln(ln(x) + 1) + 1) + 1) + 1
>h3(1);
1
2. Dadas f(x) = 5 x + 4 e g(x) =

x
2
+ 1; determine f ◦ g, g ◦ f, f ◦ f ◦ f e f ◦ f ◦ g ◦ g ◦ g.
Digitamos a seguinte sequência de comandos:
>f:=5*x+4:
>g:=sqrt(x ˆ 2 +1):
>h1:=f @g:
>h2:=g @f:
>h3:=f@@3:
>h4:=(f @@2)@(g@@3):
Agora podemos calcular
>h1(x);
5
_
x
2
+ 1 + 4
>h2(x);
_
25 x
2
+ 40 x + 17
2.5. FUNÇÃO INVERSA 41
>h3(x);
125 x + 124
>h4(x);
25
_
x
2
+ 3 + 24
3. Se f(x) = x −3, calcule f@10. Digitamos a seguinte sequência de comandos:
>f:=x-3:
>h:=f@@10:
>h(x);
x −30
2.5 Função Inversa
A função inversa de f é definida por >f @@ (-1); mas o MAPLE somente calcula f
−1
para as
funções pré-definidas.
Uma forma de determinar a inversa de uma função é:
>f:=x->expressão;
>solve(y=expressão,x);
>g:=unapply( % ,y);
Logo, g é a função inversa de f. Se for necessário, utilize:
>with(RealDomain):
Veja os exemplos.
Exemplo 2.6.
1. Determine a função inversa de f(x) = x
3
.
>with(RealDomain):
>f:=x->x ˆ 3;
f := x → x
3
>solve(y=f(x),x);
y
1/3
42 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
>g:=unapply(% ,y);
g := y → y
1/3
simplify((g @ f)(x));
x
simplify((f @ g)(y));
y
2. Determine a função inversa de f(x) =
a x +b
c x +d
.
>f:=x->(a*x+b)/(c*x+d);
f := x →
a x +b
c x +d
>solve(y=f(x),x);

−y d +b
−yc +a
>g:=unapply(% ,y);
g := y → −
−yd +b
−yc +a
simplify((g @ f)(x));
x
simplify((f @ g)(y));
y
3. Determine a função inversa de f(x) = a x
2
+b x +c.
>f:=x->a*xˆ 2+b*x+c;
f := x → a x
2
+b x +c
>sol:=solve(f(x)=y,x);
1
2
−b +
_
b
2
−4 ac + 4 ay
a
, −
1
2
b +
_
b
2
−4 ac + 4 ay
a
>g1:=unapply(sol[1],y);
2.6. GRÁFICOS DE FUNÇÕES 43
g1 := y →
1
2
−b +
_
b
2
−4 ac + 4 ay
a
>assume(2*a*x+b>0):
Por que?
>simplify((f@g1)(y));
y
>simplify((g1@f)(x));
x
>restart;
>g2:=unapply(sol[2],y);
g2 := y → −
1
2
b +
_
b
2
−4 ac + 4 ay
a
>assume(2*a*x+b<0):
Por que?
>simplify((f@g2)(y));
y
>simplify((g2@f)(x));
x
2.6 Gráficos de Funções
A sintaxe básica para o esboço do gráfico de uma função y = f(x) onde x ∈ [a, b] é:
> plot(f(x),x=a..b, opções);
A seguir apresentamos algumas destas opções:
Para indicar a variação da ordenada, ser for necessário, para uma melhor visualização do grá-
fico, utilizamos: y=c..d
Para ver uma porção determinada do gráfico, utilizamos: view=[a. .b,c. .d]
44 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
Para melhorar a resolução gráfica, onde n ≥ 50 é o número de pontos que vai gerar o gráfico,
utilizamos: numpoints=n
Para usar a mesma escala em ambos os eixos, utilizamos: scaling=constrained
Para mudar a cor de um gráfico, utilizamos: color=c
c é a cor desejada. Alguns cores são: aquamarine, black, blue, coral, cyan, brown, gold, green,
grey, khaki, magenta, maroon, navy, orange, pink, plum, red, sienna, tan, turquoise, violet,
wheat, white, yellow.
Para mudar a espessura de um gráfico, utilizamos: thickness=n, n = 0, 1, 2, 3.
Para esboçar gráficos em intervalos que incluem pontos onde as funções não sejam definidas,
evitando que sejam desenhadas linhas verticais nesses pontos, utilizamos: discont=true
Para esboçar os gráficos em diferentes estilos, utilizamos: style
Por exemplo, gráficos pontilhados: style=point
Para indicar o tipo de eixos, utilizamos: axes
Tipos de eixos : boxed, frame, none e normal.
Para incluir legendas no gráfico, utilizamos: legend
Quando se usa a opção style=point, onde s é o tipo de símbolo: cross, solidcircle, utilizamos:
symbol=s
Exemplo 2.7.
1. Esboçe o gráfico de f(x) = x
2
sen(x) +sen(10 x) para x ∈ [−3, 3]. Escrevemos:
>f:=x->x ˆ 2*sin(x)+sin(10*x);
f := x −→ x
2
sin(x) +sin(10 x)
Logo:
>plot(f(x), x = -3 .. 3, color = blue, thickness = 3, numpoints = 100);
2.6. GRÁFICOS DE FUNÇÕES 45
Figura 2.1: .
2. Esboçe o gráfico de g(x) = e
x/2
cos(4 π x) para x ∈ [−4, 4]. Escrevemos:
>g:=x->exp(x/2)*cos(4*Pi*x);
g := x −→ e
x/2
cos(4 π x)
Logo:
>plot(g(x),x=-4..4, thickness = 3, numpoints = 100, axes = boxed);
Figura 2.2: .
3. Esboce o gráfico de h(x) =
cos(π x)
x
4
+x
2
+ 1
, x ∈ [−4, 4]. Digitemos:
>h:=x->cos(Pi*x)/(x ˆ 4 +x ˆ 2 +1):
h := x →
cos(π x)
x
4
+x
2
+ 1
46 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
>plot(h(x) ,x=-4..4,color=blue,numpoint=100,thickness=3);
Figura 2.3: .
4. Esboce o gráfico de tg(x). Digitemos:
>plot(tan(x),x=-2*Pi..2*Pi);
Figura 2.4: .
O MAPLE, traçou o gráfico de tg(x) em uma vizinhança de x = ±π/2, onde a função atinge
valores muito grandes. Note que não foi especificado a variação do eixo das ordenadas.
Para contornar este problema, especificamos a variação do eixo dos y:
>plot(tan(x), x = -2*Pi .. 2*Pi, y = -10 .. 10, thickness = 2);
2.6. GRÁFICOS DE FUNÇÕES 47
Figura 2.5: .
Para não incluir as retas verticais, no gráfico, usamos a opção:
discont=true
>plot(tan(x), x = -2*Pi .. 2*Pi, y = -10 .. 10, color = blue, thickness = 3, discont = true);
Figura 2.6: .
4. Esboce o gráfico de f(x) =
x
3
cos(x)
x
2
+ 1
, utilizando pontos.
>p3:=(xˆ 3 *cos(x))/(xˆ 2 +1):
>plot(p3, x = -10 .. 10, discont = true, color = magenta, style = point, symbol = solidcircle,
symbolsize = 10));
48 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
Figura 2.7:
5. Esboce o gráfico de f(x) = x
2
sen
_
1
x
_
+x
2
cos
_
1
x
_
, em uma vizinhança de zero.
>p4:=xˆ 2 *sin(1/x)+xˆ 2*cos(1/x):
>plot(p3, x = -.3 .. .3, y = -0.2e-1 .. 0.5e-1, discont = true, color = blue, numpoints = 100,
thickness = 2);
Figura 2.8:
Amelhor forma de aprender a utilizar todas as opções é digitar o seguinte comando para entrar
no help do MAPLE e experimentar cada uma delas:
>?plot;
Outra forma de esboçar gráficos de funções, é utilizar a sintaxe:
> smartplot(função);
2.7. GRÁFICOS DE OUTROS TIPOS DE FUNÇÕES 49
O MAPLE esboça o gráfico da função num intervalo que, visualmente, é ótimo.
Exemplo 2.8.
1. Esboce o gráfico de sen(x) +cos(x) +sen(2 x) cos(2 x). Digitamos:
> smartplot(sin(x)+cos(x)+sin(2*x)*cos(2*x));
Figura 2.9: .
2.7 Gráficos de Outros Tipos de Funções
2.7.1 Gráficos de Funções Definidas por Partes
Sabemos que para definir funções por partes, utilizamos a sintaxe:
>piecewise(x<a1,f1(x),x<a2,f2(x),....);
Para esboçar o gráfico, utilizamos o comando plot, seguido de uma opção do plot:
>p1:=piecewise(x<a1,f1(x),x<a2,f2(x),....):
>plot(p1,x=a..b,discont=true);
Como sabemos, no caso de não incluir o comando discont=true, o gráfico apresentará linhas
verticais ao passar por cada estágio da definição da função.
Exemplo 2.9.
1. Esboce o gráfico da função f(x) =
_
¸
_
¸
_
x se x ≤ 1
x
2
se 1 < x < 3

x se 3 ≤ x
.
>p1 :=piecewise(x<=1,x,1<x and x<3,x ˆ 2,3<=x,sqrt(x)):
>plot(p1, x = -3 .. 8, y = -4 .. 5, discont = true, thickness = 3, numpoints = 100);
50 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
Figura 2.10: .
Como exercício, digite:
>plot(p1,x=-2..5);
2. Esboce o gráfico da função f(x) =
_
¸
_
¸
_
x(x
2
−1) se −1 ≤ x ≤ 1
x, sen(π x) se 1 < x < 4

x −3 se 4 ≤ x
.
>p2:=piecewise(-1 <= x and x <= 1 , x*(x ˆ 2-1), 1 < x and x < 4,
x*sin(Pi*x), x >= 4, sqrt(x-3)):
>plot(p2, x = -1 .. 8, discont = true, thickness = 3, numpoints = 100);
Figura 2.11: .
3. Esboce o gráfico de f(x) = x
2
[[x]], onde [[x]] é o maior inteiro que é menor ou igual a x.
>p3:=x ˆ 2 *floor(x):
>plot(p3, x = -4 .. 4, discont = true, thickness = 3);
2.7. GRÁFICOS DE OUTROS TIPOS DE FUNÇÕES 51
Figura 2.12: .
2.7.2 Gráficos de Funções Definidas por Tabelas
É comumdefinir algumas funções utilzando-se de dados, isto é por tabelas. Os dados da tabela
são digitados com a seguinte sintaxe:
>plot([dados],style=points,opções);
A seguir apresentamos alguns exemplos.
Exemplo 2.10.
1. Suponha que numperíodo de 10 dias, é controlada a febre, emgraus Celsius, de umpaciente
com malária, obtendo:
Dia 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
C 38 39 41 41.5 42 41.4 41 39 38 36
Podemos armazenar os dados como pares ordenados:
>dat1:=[[1,38],[2,39],[3,41],[4,41.5],[5,42],[6,41.4],[7,41],[8,39],[9,38],[10,36]]:
dat := [[1, 38], [2, 39], [3, 41], [4, 41.5], [5, 42], [6, 41.4], [7, 41], [8, 39], [9, 38], [10, 36]]
Agora, façamos:
>plot(dat1, style = point, thickness = 10, symbolsize = 15, color = blue);
52 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
Figura 2.13: .
Vejamos o que acontece se digitamos:
>plot(dat1);
Figura 2.14: .
2. A tabela mostra o tempo T, em segundos e a velocidade V , em km/h, de um carro:
T 0 1.8 2.6 3.4 5.1 6.5 7.2 8.5 9.6 10
V 0 25 33 50 60.2 80 90 100 110 125
Podemos armazenar os dados como pares ordenados:
>dat2:=[[0,0],[1.8,25],[2.6,33],[3.4,50],[5.1,60.2],[6.5,80],[7.2,90],[8.5,100],
[9.6,110],[10,125]];
dat2 :=[[0, 0], [1.8, 25], [2.6, 33], [3.4, 50], [5.1, 60.2], [6.5, 80], [7.2, 90], [8.5, 100],
[9.6, 110], [10, 125]]
Agora, façamos:
>plot(dat2,style = point, thickness = 10, symbol = solidcircle,symbolsize = 15,
color = magenta);
2.8. LIVRARIA DO PLOT 53
Figura 2.15: .
3. Se f(n) =
e
2n
n!
, n = 1, . . . 20, podemos armazenar os dados como pares ordenados:
>dat3 := [seq([i, evalf(f(i))], i = 0 .. 20)]:
plot(dat3,style = point, thickness = 10, symbol = cross, symbolsize = 20, color = magenta);
Figura 2.16: .
2.8 Livraria do Plot
O comando plot tem uma livraria no MAPLE, para fazer gráficos mais elaborados ou os gráfi-
cos de várias funções, no mesmo referencial. Para ativar a livraria do plot, utilizamos a sintaxe:
>with(plots):
Para saber o conteúdo desta livraria, digitamos:
>with(plots):
[ animate, animate3d, animatecurve , arrow, changecoords, complexplot, complexplot3d, conformal,
conformal3d, contourplot , contourplot3d, coordplot, coordplot3d, cylinderplot, densityplot, display ,
54 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
display3d, fieldplot, fieldplot3d, gradplot, gradplot3d, implicitplot, implicitplot3d, inequal, listcont-
plot, listcontplot3d, listdensityplot, listplot, listplot3d, loglogplot, logplot, matrixplot, odeplot, pareto,
pointplot, pointplot3d, , polarplot , polygonplot, polygonplot3d, polyhedra_supported, polyhedraplot,
replot, rootlocus, semilogplot, setoptions, setoptions3d, spacecurve, sparsematrixplot, sphereplot, surf-
data, textplot, textplot3d, tubeplot]
Todas estas sintaxes podem ser utilizadas para diferentes tipos de gráficos. Inicialmente, utili-
zaremos os comando display, animate e implicitplot.
Para esboçar os gráficos de várias funções, no mesmo referencial, utilizamos:
>with(plots):
>g1:=plot(f1(x),x=a1..b1,opções):
>g2:=plot(f2(x),x=a2..b2,opções):
>g3:=plot(f3(x),x=a3..b3,opções):
.
.
.
>gn:=plot(fn(x),x=an..bn,opções):
Finalmente:
>display(g1,g2,g3,. . . , gn);
Notamos, novamente, que uma vez digitado o comado with(plots):, ele fica rodando na me-
mória e não é necessário voltar a digitá-lo para fazer outros exemplos.
Uma alternativa para esboçar gráficos no mesmo referencial é utilizar:
>plot({f1(x),f2(x),....,fn(x)},x=a..b,y=c..s, color=[cor1,cor2,....,corn], opções);
Exemplo 2.11.
1. Se f(x) = x
3
−7 x+6, esboce os gráficos de f(x), f(x−1)3 e f(x+1), no mesmo referencial.
Digitamos:
f:=x->xˆ 3-7*x+6:
g:= x-> f(x-1):
h:= x-> f(x+1):
>plot({f(x),g(x),h(x) },x=-4..4,color=[red,aquamarine, gold],thickness=3,
view=[-4..4,-10..20]);
2.8. LIVRARIA DO PLOT 55
Figura 2.17: .
2. Esboce os gráficos de f(x) =
2 x −4
x + 3
e sua inversa, no mesmo referencial.
>f:=x->(2*x-4)/(x+3);
f := x →
2 x −4
x + 3
>solve(y=f(x),x);

3 y + 4
y −2
subs(y=x,%);

3 x + 4
x −2
>g:=unapply(% ,x);
g := x → −
3 x + 4
x −2
>plot({f(x),g(x)},x=-15..15, discont=true, color=[blue,red], thickness=[3,3]);
56 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
Figura 2.18: .
3. Esboce os gráficos de f(x) = log
1/4
(x) e sua inversa, no mesmo referencial.
>with(RealDomain):
>f:=x->log[1/4] (x);
f := x → −
1
2
ln(x)
ln(2)
>solve(y=f(x),x);
4
−y
subs(y=x,%);
4
−x
>g:=unapply(% ,x);
g := x → 4
−x
>plot({f(x),g(x)},x = 0 .. 1.6, y = -0.5 .. 3, discont = true, thickness = [3, 3],
color = [blue, red]);
2.8. LIVRARIA DO PLOT 57
Figura 2.19: .
4. Determine os pontos de interseção das curvas y = 1−x
2
e y = 3 x(1−x
2
). Esboce o resultado
obtido.
>p1 := 1-x ˆ 2:
p2 := 3*x*(1-xˆ 2):
> sol := fsolve(p1=p2, x);
sol := −1., .3333333333, 1.
>pontos := [[sol[1], subs(x = sol[1], p1)], [sol[2], subs(x = sol[2], p1)], [sol[3], subs(x = sol[3], p1)]];
pontos := [[−1., 0.], [.3333333333, .8888888889], [1., 0.]]
>with(plots):
>g1:=plot(p1,x=-1..1,color=red,thickness=2):
>g2:=plot(p2, x = -1 .. 1, color = green, thickness = 2):
>g3 := plot(pontos, thickness = 3, style = point, color = black, symbol = solidcircle,
symbolsize = 15):
>display(g1,g2,g3);
58 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
Figura 2.20: .
5. Este exemplo é para mostrar como podem ser incluidos textos nos gráficos:
>p1:=(1/2) ˆ x:
>p2:= 5 ˆ x:
>p3:=(1/3) ˆx:
>plot([exp(x), p1,p2,p3], x = -1 .. 1, color = [blue, red, black, green],thickness = [2, 2, 2, 2],
title = "Funcoes Exponenciais", legend = [exp(x), p1, p2,p3], view = [-1 .. 1, 0 .. 3])
Figura 2.21:
No caso, em que não desejamos carregar a livraria, podemos utilizar a seguinte sintaxe sem
digitar with(plots):
2.9. GRÁFICOS DE REGIÕES 59
>plots[sintaxe da livraria](função, x=a..b,opções);
Exemplo 2.12.
1. Esboçe o gráfico de x
x
, em escala logarítmica. Digitamos:
> plots[logplot](x ˆ x ,x=1..10);
2 4 6 8 10
5
10
15
20
Figura 2.22:
2.9 Gráficos de Regiões
As novas versões do MAPLE tema seguinte sintaxe para obter a solução gráfica de umsistema
linear de inequações:
>inequal(eq1,eq2,..., variação dos x,variação dos y, opções);
As opções são:
Para esboçar a região que satisfaz o problema: optionsfeasible
Para esboçar a região que não satisfaz pelo menos uma das equações do sistema:
optionsexcluded
Para esboçar as limitações da região que não satisfaz o sistema optionsopen
Para esboçar as limitações da região que é solução o sistema: optionsclosed
Exemplo 2.13.
1. Considere o sistema:
_
x +y > 0
x −y > 1
>eq1:=x+y>0:
>eq2:=x-y>1:
60 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
>inequal(eq1, eq2, x = -1 .. 3, y = -3 .. 2, optionsfeasible =(color = green),
optionsopen = (color = blue, thickness = 2), optionsexcluded = (color = yellow));
Figura 2.23:
2 Considere o sistema:
_
¸
_
¸
_
y > 2 −x
y < 2 x + 1
2 y ≥ x −3
>eq1:=y>2-x:
>eq2:=y<2*x+1:
>eq3:=2*y>=x-3:
>inequal(eq1, eq2,eq3, x = -4 .. 7, y = -4 .. 7, optionsfeasible =(color = green),
optionsopen = (color = blue, thickness = 2), optionsexcluded = (color = yellow),
optionsclosed = (color = red, thickness = 3));
Figura 2.24:
2.10. ANIMAÇÕES 61
2.10 Animações
A sintaxe para fazer animações é simples. Precisamos digitar, primeiramente, with(plots): caso
isso ainda não tenha sido feito:
>with(plots):
>animate(função, intervalo,parametro de animação,opções);
Ou
>plots[animate](função, intervalo, parametro de animação, opções);
Quando aparece o desenho, levamos a seta do mouse sobre este e pressionamos o mouse uma
vez. Uma barra horizontal aparecerá no alto da tela. O botão com um triângulo iniciará a
animação:
A opção frames=n especifica o número, n, de gráficos da animação.
Exemplo 2.14.
1 Digite:
>with(plots):
>animate(sin(x*t),x=0..2*Pi,t=1..2,frames=100);
Figura 2.25: Desenhos de 4 frames.
2. Digite:
>plots[animate]((x+t) ˆ 2, x=-10..10,t=1..10,frames=100,color=blue);
62 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
Figura 2.26: Desenhos de 4 frames.
3. Digite:
>animate( 3*exp(-0.2*t-xˆ 2)*sin(Pi*(x+t)),x=-5..5,t=0..20, view=[-3..3,-3..3],frames=70,
thickness=3,color=blue,numpoints=200);
Figura 2.27:
Figura 2.28: Desenhos de 3 frames.
2.11 Traçado de Curvas
Considere a equação F(x, y) = 0, nas variáveis x e y. Para esbocar o lugar geométrico da
equação, utilizamos a seguinte sintaxe:
2.11. TRAÇADO DE CURVAS 63
>with(plots):
>implicitplot(F(x,y)=0,variação do x,variação do y, opções);
Ou
>plots[implicitplot](F(x,y)=0,variação do x,variação do y,opções);
Para traçar várias curvas no mesmo referencial utilizamos a sintaxe:
>implicitplot([F(x,y)=0,G(x,y)=0,.....],variação do x,variação do y, opções);
As opções são as mesmas da sintaxe plot.
Exemplo 2.15.
1. Esboce o gráfico de x
2
+y
2
= 4 e x
2
−y
2
= 1, no mesmo referencial. Digitamos:
>implicitplot([x ˆ 2 +y ˆ 2 =4, x ˆ 2 -y ˆ 2 =1], x = -2 .. 2, y = -2 .. 2,color = [magenta, blue],
thickness = [3, 3], tickmarks = [[-2, -1, 0, 1, 2], [-2, -1, 0, 1, 2]], view = [-2.2 .. 2.2, -2.2 .. 2.2]);
Figura 2.29:
2. Esboce o gráfico das seguintes retas x = −0.5, x = 0.5, x = −1, x = 1, y = −1 e y = 1, no
mesmo referencial. Digitamos:
>implicitplot([x = -1, x = -0.5, x = 0.5, x = 1, y = -1, y = 1], x = -2 .. 2, y = -2 .. 2,
color = [blue, green, black, red, magenta, coral], thickness = [3, 3, 3, 3,3,3]);
64 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
Figura 2.30:
3. Esboce o gráfico de x
2
− y
2
= i e y
2
− x
2
= i, onde i ∈ {1, . . . , 5}, no mesmo referencial.
Digitamos:
>curv1 := seq(xˆ2-yˆ 2 = i, i = 1 .. 5):
>curv2 := seq(-xˆ2+yˆ 2 = i, i = 1 .. 5):
>implicitplot([curv1,curv2], x = -5 .. 5, y = -5 .. 5, color = blue, color = [blue, red, green, black,
magenta], thickness = [2, 2, 2, 2, 2], view = [-5 .. 5, -4 .. 4]);
Figura 2.31:
2.12 Deficiências do MAPLE
O MAPLE apresenta deficiências ao resolver alguns problemas, podendo, inclusive, não con-
seguir resolvê-los; isto se deve, essencialmente, às limitações dos algoritmos utilizados pelo
2.12. DEFICIÊNCIAS DO MAPLE 65
software. Muitos destes algoritmos não foram programados para reproduzir manipulações
algébricas, que são possíveis quando resolvemos o problema à mão.
Portanto, é recomendável que se verifiquem todos os resultados obtidos no MAPLE.
A seguir, apresentaremos alguns exemplos destas deficiências.
Exemplo 2.16.
1. Consideremos a função:
f(x) =
x
2
−1
x −1
.
Note que Dom(f) = R −{1}. Se fizermos:
>f:=x->(x ˆ2 -1)/(x-1) :
>simplify(f(x)):
>g:=unapply(%,x);
g := x → x + 1
Ora, a função g(x) = x + 1 tem domínio R, portanto as funções f e g, são diferentes; f(1) não
existe e g(1) = 2.
O seguinte exemplo se aplica as versões do MAPLE, que não possuem a opção AllSolution;
por exemplo, nas versões anteriores a 9.5, inclusive.
2. Resolva a equação cos(x) = 0. Se fizermos:
>solve(cos(x)=0,{x});
{x =
1
2
π}
Mas, sabemos que esta equação possui infinitas soluções.
Algumas vezes é indicado o comando fsolve, que permite especificar o intervalo onde se deseja
achar a solução.
Se fizermos:
>fsolve(cos(x)=0,{x},Pi..2*Pi);
{4.712388980}
Note que a solução da equação no intervalo [π, 2 π] é
3 π
2
. Utilize o comando evalf para compa-
rar os resultados.
3. Resolva a equação:
66 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
e
cos(x)
= ln(2 +sen(x)).
Se digitamos:
>fsolve(exp(cos(x))=ln(2+sin(x)),{x});
O MAPLE não apresenta uma solução razoável. Note que esta equação tem solução; para isto,
basta fazer os gráficos das funções exp(cos(x)) e ln(2 +sen(x)).
>with(plots):
>p1:=plot(exp((cos(x)),x=0..Pi,color=black):
>p2:=plot(ln((2+sin(x)),x=0..Pi,color=red):
>display(p1,p2);
0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0
1.0
1.5
2.0
2.5
Figura 2.32: .
4. Resolva o sistema:
_
x
3
−9 x
2
+y
2
x + 24 x −7 y
2
−16 = 0
3 x
2
−18 x +y
2
+ 24 = 0.
Façamos:
>p1:=x ˆ 3 -9*x ˆ 2 +yˆ2 *x+24*x -7 y ˆ 2 -16=0:
>p2:=3*xˆ2 -18*x +y ˆ 2 +24=0:
>solve({p1,p2 },{x, y});
Obtemos {x = 4, y = 0} e:
{y = RootOf(Z
2
−33 + 15 ∗ RootOf(_Z
2
+ 11 ∗ _Z + 19)), x = RootOf(_Z
2
+ 11 ∗ _Z + 19)};
Fazendo:
2.12. DEFICIÊNCIAS DO MAPLE 67
> evalf(RootOf(Z
2
−33 + 15 ∗ RootOf(_Z
2
+ 11 ∗ _Z + 19)));
−0.9008493159
> evalfRootOf(_Z
2
+ 11 ∗ _Z + 19));
2.145898034
Agora, a forma mais econômica de resolver o sistema é pondo em evidência y
2
na segunda
equação e substituindo na primeira:
>p3:=-2*xˆ3 +30*xˆ2 -126*x+152=0:
>solve(p3,{x});
Obtemos {x = 4}, {x =
11 + 3

5
2
} e {x =
11 −3

5
2
}, de onde podemos obter os valores de y:
>solve(subs(x=4,p2),y);
Fica como exercício, obter os valores de y.
68 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
2.13 Exercícios
1. Verifique que a distância do ponto (x
0
, y
0
) à reta ax +by +c = 0 é
|ax
0
+by
0
+c|

a
2
+b
2
.
2. Determine a distância entre as retas 4x + 3y + 12 = 0 e 4x + 3y −38 = 0.
3. Ache a equação da reta que passa pelos pontos:
(a) P
1
= (3, 1); P
2
= (5, 2)
(b) P
1
= (1, 3); P
2
= (2, 5)
(c) P
1
= (−5, 3); P
2
= (0, 4)
(d) P
1
= (1, −1); P
2
= (−1, 1)
(e) P
1
= (2, 3); P
2
= (4, 7)
(f) P
1
= (1, 1); P
2
= (−1, −1)
4. Obtenha a equação da reta paralela à reta 2 x + 3 y + 1 = 0 e que passa pelo ponto
P = (5, −2).
5. Ache a equação da reta perpendicular à reta 2 x + 5 y − 1 = 0 e que passa pelo ponto
P = (1, 1).
6. Verifique que as retas 2 x + 3 y = 1 e 6 x −4 y −1 = 0 são perpendiculares.
7. Determine a natureza das curvas representadas pelas seguintes equações:
(a) 3y
2
−2x −12y + 12 = 0
(b) 16x
2
−9y
2
= −144
(c) x
2
+y
2
−2x −8 = 0
(d) 2x
2
+ 4x + 3y −4 = 0
(e) 9x
2
+ 4y
2
−18x −16y −11 = 0
(f) 9x
2
−16y
2
−36x −32y −124 = 0
(g) 9x
2
+ 16y
2
= 25
(h) x
2
+y
2
+ 16x + 16y + 64 = 0.
(i) 5x
2
+ 25x + 10y
2
−5 = 0
(j) x
2
+ 8 x +−y
2
+ 3 y = 0.
(k) x
2
+y
2
−4 x −4 y = 0
(l) x
2
+y
2
−18 x −14 y + 130 = 0.
(m) x
2
+y
2
+ 8 x + 10 y + 40 = 0
(n) 4 x
2
+ 4 y
2
+ 12 x −32 y = −37.
8. Defina as funções f(x) = |x| +|x + 4| e g(x) = |x| + 2 |x + 4|.
(a) Determine os domínios.
(b) Esboce os gráficos de f e g no mesmo referencial.
9. Defina f(x) = |x| −2 x.
2.13. EXERCÍCIOS 69
(a) Esboce o gráfico de f.
(b) Calcule f(1), f(1), f(−0.9) e f
_

2
3
_
.
(c) Verifique que f(|a|) = −|a|.
10. Defina a função f(x) =
x −1
2 x + 7
.
(a) Determine os domínios.
(b) Esboce o gráfico de f.
(c) Calcule f
_
1
x
_
e
_
f(x)
_
−1
.
(d) Esboce os gráficos, no mesmo referencial, das funções obtidas no ítem anterior.
11. Esboçando os gráficos, no mesmo referencial, verifique se as seguintes funções são cons-
tantes; explique:
(a) f(x) =
1
x
+
x −1
x
.
(b) f(x) =
x
|x|

|x|
x
.
12. Determine f +g, f −g, f · g e f/g e esboce os respectivos gráficos, se:
(a) f(x) = 2 x, g(x) = x
2
+ 2
(b) f(x) = 3x −2, g(x) = |x + 2|
(c) f(x) =

x + 1, g(x) = x
2
−1
(d) f(x) =

x + 1, g(x) =

x + 3
(e) f(x) = x
4
, g(x) = (
1
x
)
4
(f) f(x) =
1
x
, g(x) = x
2
(g) f(x) = x
3
+x
2
, g(x) = (
1
x
2
)
4
(h) f(x) =
1
x
2
, g(x) = x
2
13. Verifique que Im(f) ⊂ Dom(g) e determine g ◦ f se:
(a) f(x) = x + 2, g(x) = 3 x + 1
(b) f(x) = x
2
+ 2, g(x) =

x
(c) f(x) = x
2
+ 3, g(x) =
x + 1
x −2
(d) f(x) = 2x −3, g(x) = −x
2
+ 3x + 1
(e) f(x) = x + 1, g(x) =
2
x −2
70 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
(f) f(x) =
x
x + 1
, g(x) =
x + 1
x −1
14. Se f(x) =
x + 1
r
x −1. Determine Dom(f) e calcule:
(a) (f ◦ f ◦ f ◦ f)(x
2
+ 1)
(b) (f ◦ f ◦ f)((x + 1)
2
)
(c) (f ◦ f)
_
1
1 −x
_
(d) (f ◦ f)
_
1
x
_
(e) Esboce os respectivos gráficos.
15. Esboce o gráfico das seguintes funções logarítmicas:
(a) y = ln(−x), x < 0
(b) y = ln(|x|)
(c) y =
ln(x)
x
(d) y = xln(x)
(e) y = |ln(x)|
(f) y = ln(x
2
)
16. O pH (potencial hidrogênico) é uma escala logarítmica que varia de 0 a 14, e nos indica
quão ácida ou alcalina é uma substância. Valores abaixo de 7,0 são ácidos e acima são
alcalinos. O valor 7 é neutro e corresponde ao pH da água destilada. O pH é modelado
por:
pH = −log
10
[H
+
],
onde [H
+
] é a concentação de íons de hidrogênio mol/litro.
(a) Complete a seguinte tabela:
Substância [H
+
] pH
Leite 1.5848 ×10
−7
L. de Magnesia 10
−10
Suco de laranja 3.162 ×10
−5
Limão 0.501 ×10
−2
Vinagre 12.58 ×10
−4
Tomate 6.30 ×10
−8
(b) Esboce o gráfico da tabela.
2.13. EXERCÍCIOS 71
17. Esboce o gráfico da função definida pela seguinte tabela:
x 0 1 2 3 4 5 6 10
f(x) 0 5 3 5 6 8 3.2 9
18. Utilize a sintaxe animate, para analisar o papel dos parâmetros da equação de segundo
grau a x
2
+b x +c = 0.
19. Utilize a sintaxe animate, para analisar o papel dos parâmetros da função f(x) = e
ax+b
,
se:
(a) a > 0 e b > 0
(b) a > 0 e b < 0
(c) a < 0 e b > 0
(d) a < 0 e b < 0
(e) a > 0 e b = 0
(f) a < 0 e b = 0
72 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL
Capítulo 3
LIMITES E CONTINUIDADE
3.1 Introdução
A seguir, apresentaremos como listar os valores de uma função, no formato de tabela, em uma
vizinhança de um ponto que não necessariamente pertence ao do domínio da função. Não nos
aprofundaremos muito no significado destas sintaxes:
copiar: print
para: for
se: if
então: then
se não: else
de: from
a: to
faça: do
A sintaxe print(expressão); permite exibir a expressão digitada. A sintaxe for se utiliza para
indicar a variação de um contador da seguinte forma - for contador from início to final do. Em
geral, a sintaxe é utilizada para realizar tarefas repetitivas, uma certa quantidade de vezes.
Asintaxe if é para executar uma instrução, ou umgrupo de instruções, se e, somente se, verifica
certa condição. Se alémdisso, desejamos que as intruções sejamexecutadas, ainda que algumas
outras intruções não se verifiquem, se utiliza a sintaxe else.
As sintaxes fi e od são para fechar as intruções. Note que fi é if ao contrário e od é do ao
contrário.
Sugerimos que a seguinte tabela seja copiada, para realizar os exercícios. A sintaxe para obter
estas tabelas é a seguinte:
Para estudar uma função em uma vizinhança de 0, escrevemos
> print([‘x‘.‘ ‘.‘f(x)‘]);
for i from -10 to 10 do
if i <> 0 then print(array([seq([evalf(1/(100*k),6),evalf(f(1/(100*k)),5)],k=i)]))
else print(‘indefinido em x=0‘)
73
74 CAPÍTULO 3. LIMITES E CONTINUIDADE
fi ;
od;
Para estudar uma função para valores de |x| arbitrariamente grandes; isto é em ±∞, escreve-
mos:
> print([‘x‘.‘ ‘.‘f(x)‘]);
for i from -10 to 10 do
if i <> 0 then print(array([seq([evalf(100*k,6),evalf(f(100*k),5)],k=i)]))
else print(‘x->+infinito‘)
fi ;
od;
Exemplo 3.1.
1. Seja f(x) =
1
x
. Estudemos f em uma vizinhança de 0:
>f:=x->1/x:
>print([‘x‘.‘ ‘.‘f(x)‘]);
for i from -10 to 10 do
if i <> 0 then print((array([seq([evalf(1/(100*k)),evalf(f(1/100*k),5)],k=i)]))
else print(‘indefinida em x=0‘)
fi ;
od;
[x. f(x)]
[-0.001000000 -1000.]
[-0.001111111 -900.]
[-0.001250000 -800.]
[-0.001428571 -700.]
[-0.001666667 -600.]
[-0.002000000 -500.]
[-0.002500000 -400.]
[-0.003333333 -300.]
[-0.005000000 -200.]
[-0.01000000 -100.]
indefinida em x=0
[0.01000000 100.]
[0.005000000 200.]
[0.003333333 300.]
3.1. INTRODUÇÃO 75
[0.002500000 400.]
[0.002000000 500.]
[0.001666667 600.]
[0.001428571 700.]
[0.001250000 800.]
[0.001111111 900.]
[0.001000000 1000.]
A tabela nos indica que os comportamentos da função à esquerda e à direita de x = 0, são
diferentes.
2. Analogamente, estudemos f em uma vizinhança de ±∞:
>f:=x->1/x:
>print([‘x‘.‘ ‘.‘f(x)‘]);
for i from -10 to 10 do
if i <> 0 then print(array([seq([evalf(100*k),evalf(f(100*k),5)],k=i)]))
else print(‘x->+infinito‘);
fi ;
od;
[x. f(x)]
[-1000 -0.0010000.]
[-900 -0.001111111.]
[-800 -0.001250000.]
[-700 -0.001428571.]
[-600 -0.001666667.]
[-500 -0.002000000.]
[-400 -0.002500000.]
[-300 -0.003333333.]
[-200 -0.005000000.]
[-100 -0.01000000.]
x->+infinito
[100 0.01000000.]
[200 0.005000000.]
[300 0.003333333.]
76 CAPÍTULO 3. LIMITES E CONTINUIDADE
[400 0.002500000.]
[500 0.002000000.]
[600 0.001666667.]
[700 0.001428571.]
[800 0.001250000.]
[900 0.001111111.]
[1000 0.001000000.]
A tabela nos indica que o comportamento da função em±∞, tende a zero.
3.2 Limites
Inicialmente desenvolveremos a idéia intuitiva de limite, estudando o comportamento de uma
função y = f(x) nas proximidades de um ponto que não pertence, necessariamente, ao seu
domínio.
Exemplo 3.2.
1. Seja
f(x) =
sen(x)
x
É claro que Dom(f) = R−{0}. Estudaremos a função nos valores de x que ficam próximos de
0, mas sem atingir 0. Vamos construir uma tabela de valores de x aproximando-se de 0, pela
esquerda (x < 0) e pela direita (x > 0) e os correspondentes valores de f(x).
Digitemos:
>f:=x->sin(x)/x,
f := x −→
sen(x)
x
>print([‘x‘.‘ ‘.‘f(x)‘]);
for i from -10 to 10 do
if i <> 0 then print(array([seq([evalf(1/(100*k)),evalf(f(1/(100*k)),5)],k=i)]))
else print(‘indefinido em x=0‘)
fi ;
od;
[x. f(x)]
[-0.001000000 0.9999998333.]
[-0.001111111 0.9999997938.]
3.2. LIMITES 77
[-0.001250000 0.9999997392.]
[-0.001428571 0.9999996601.]
[-0.001666667 0.9999995370.]
[-0.002000000 0.9999993335.]
[-0.002500000 0.9999989584.]
[-0.003333333 0.9999981480.]
[-0.005000000 0.9999958334.]
[-0.01000000 0.9999833334.]
indefinida em x=0
[0.01000000 0.9999833334.]
[0.005000000 0.9999958334.]
[0.003333333 0.9999981480.]
[0.002500000 0.9999989584.]
[0.002000000 0.9999993335.]
[0.001666667 0.9999995370.]
[0.001428571 0.9999996601.]
[0.001250000 80.9999997392.]
[0.001111111 0.9999997938.]
[0.001000000 0.9999998333.]
Observando o resultado da tabela, podemos verificar que: “à medida que x vai se aproximando
de 0, os valores de f(x) vão aproximando-se de 1”. A noção de proximidade pode ficar mais
precisa utilizando valor absoluto. De fato, a distância entre dois pontos quaisquer x, y ∈ R é
|y − x|. Assim a frase escrita entre aspas, pode ser expressa por: se |x| aproxima-se de zero,
então |f(x) − 1| também se aproxima de zero; em outras palavras: para que |f(x) − 1| seja
pequeno é necessário que |x| também seja pequeno. Logo:
lim
x→0
sen(x)
x
= 1.
78 CAPÍTULO 3. LIMITES E CONTINUIDADE
Figura 3.1: .
2. Seja
f(x) = (1 +x)
1/x
.
É claro que Dom(f) = R−{0}. Estudaremos a função nos valores de x que ficam próximos de
0, mas sem atingir 0. Vamos construir uma tabela de valores de x aproximando-se de 0, pela
esquerda (x < 0) e pela direita (x > 0) e os correspondentes valores de f(x).
Digitemos:
>f:=x->(1+x) ˆ (1 / x),
f := x −→ (1 +x)
1/x
>print([‘x‘.‘ ‘.‘f(x)‘]);
for i from -10 to 10 do
if i <> 0 then print(array([seq([evalf(1/(100*k)),evalf(f(1/(100*k)),5)],k=i)]))
else print(‘indefinida em x=0‘)
fi ;
od;
[x. f(x)]
[-0.001000000 2.719642216.]
[-0.001111111 2.719793525.]
[-0.001250000 2.719982704.]
[-0.001428571 2.720226004.]
[-0.001666667 2.720550530.]
[-0.002000000 2.721005103.]
[-0.002500000 2.721687486.]
[-0.003333333 2.722826185.]
3.3. CÁLCULO DE LIMITES 79
[-0.005000000 2.725108829.]
[-0.01000000 2.731999026.]
indefinida em x=0
[0.01000000 2.704813829.]
[0.005000000 2.711517123.]
[0.003333333 2.713765158.]
[0.002500000 2.714891744.]
[0.002000000 2.715568521.]
[0.001666667 2.716020049.]
[0.001428571 2.716342738.]
[0.001250000 2.716584847.]
[0.001111111 2.716773208.]
[0.001000000 2.716923932.]
Observando o resultado da tabela, podemos verificar que: “à medida que x vai se aproximando
de 0, os valores de f(x) vão aproximando-se de e”. Logo, para que |f(x) − e| seja pequeno é
necessário que |x| também seja pequeno. Logo:
lim
x→0
(1 +x)
1/x
= e.
Figura 3.2: .
3.3 Cálculo de Limites
A sintaxe para o cálculo do limite:
lim
x→a
f(x)
é:
80 CAPÍTULO 3. LIMITES E CONTINUIDADE
> limit(função, variável=a, direção);
a pode ser um ponto
-infinity se a = −∞
infinity se a = +∞.
A direção é opcional e pode ser:
left se for um um limite lateral pela esquerda
right se for um um limite lateral pela direita.
Uma forma alternativa para calcular limites é utilizar a seguinte sintaxe:
> Limit(função, variável=a, direção);
>evalf(%);
Observamos que o comando onde aparece limit, com letra minúscula, calcula o limite e o co-
mando Limit, om letra maiúscula, somente exibe a expressão matemática do limite, por isso
acima precisamos utilizar o comando evalf(%);.
Juntando ambas as sintaxes, podemos reescrever os limites em forma mais didática:
> Limit(função, variável=a, direção)=limit(função, variável=a, direção);
Veja os exemplos
Exemplo 3.3.
1. Determine lim
x→0
7

x
2
+ 1 −
7

x
2
−1
4

x
2
+ 1 −
4

x
2
−1
.
>p1:=(root(x ˆ 2+1,7)-root(1-x ˆ 2 ,7))/(root(x ˆ 2+1,4)-root(1-x ˆ 2 ,4)):
> Limit(p1,x=0)=limit(p1,x=0);
lim
x→0
7

x
2
+ 1 −
7

1 −x
2
4

x
2
+ 1 −
4

1 −x
2
=
4
7
2. Determine lim
x→π/2
tg(x).
> Limit(tanx(x),x=Pi/2)=limit(tan(x),x=Pi/2);
lim
x→π/2
tan(x) = undefined
Se incluimos as opções:
> Limit(tanx(x),x=Pi/2,right)=limit(tan(x),x=Pi/2,right);
3.3. CÁLCULO DE LIMITES 81
lim
x→π
+
/2
tan(x) = −∞
> Limit(tanx(x),x=Pi/2,leftt)=limit(tan(x),x=Pi/2,left);
lim
x→π

/2
tan(x) = ∞
3. Determine lim
x→0
sen
_
1
x
_
.
>Limit(sin(1/x),x=0)=limit(sin(1/x), x=0)
lim
x→0

sin
_
1
x
_
= −1 . . . 1
Pode explicar este resultado?
4. Determine lim
x→0

x
4
+x
2
x
.
> p2:=sqrt(x ˆ 4 +x ˆ 2) /x:
>Limit(p2,x=0)=limit(p2, x=0)
lim
x→0

x
4
+x
2
x
= undefined
>Limit(p2,x=0,left)= limit(p2, x=0, left)
lim
x→0


x
4
+x
2
x
= −1
> Limit(p2,x=0,right)=limit(p2, x=0, right)
lim
x→0
+

x
4
+x
2
x
= 1
Pode explicar este resultado.
Figura 3.3: .
82 CAPÍTULO 3. LIMITES E CONTINUIDADE
5. Determine lim
x→0
cos(αx) −cos(β x)
x
2
.
>p3:=(cos(alpha*x)-cos(beta*x))/x ˆ2:
> Limit(p3,x=0)=limit(p3,x=0);
lim
x→0
cos (αx) −cos (β x)
x
2
= −
1
2
α
2
+
1
2
β
2
6. Determine lim
x→0
tg(2 x)
x
.
>Limit(tan(2*x)/x,x=0)=limit(tan(2*x)/x, x=0)
lim
x→0
tan(2 x)
x
= 2
7. Determine lim
x→+∞
_
x + 3
x + 5
_
x
.
>p4:=((x+3)/(x+5)) ˆ x:
> Limit(p4,x=infinity)=limit(p4,x=infinity);
lim
x→∞
_
x + 3
x + 5
_
x
= e
−2
8. Determine lim
x→0
_
6
x
−1
x
_
.
>p5:=(6 ˆ x-1)/x:
> Limit(p5,x=0)=limit(p5,x=0);
lim
x→0
6
x
−1
x
= ln(2) + ln(3)
Figura 3.4: .
3.3. CÁLCULO DE LIMITES 83
9. Determine lim
x→b
x
2
−b
2

x −

b
.
>p6:=(x ˆ2-b ˆ 2)/(sqrt(x)-sqrt(b):
> Limit(p6,x=b)=limit(p6,x=b);
lim
x→b
x
2
−b
2

x −

b
= 4 b
3/2
10. Se f(x) =
_
¸
_
¸
_
xcos(π x) se x < −1
sen(π x) se −1 ≤ x < 1

x se x > 1
, calcule lim
x→±1
f(x).
>p7:= piecewise(x < 1, x*cos(x), and -1 <= x, x <= 1, sin(x)/x, x > 1, sqrt(x)):
> Limit(p7,x=-1,right)=limit(p7,x=-1,right);
lim
x→−1
+
_
_
¸
_
¸
_
xcos(π x) x < 1
sin(π x) −1 ≤ xand x ≤ 1

x 1 < x
_
= 1
> Limit(p7,x=-1,right)=limit(p7,x=-1,right);
lim
x→−1
+
_
_
¸
_
¸
_
xcos(π x) x < 1
sin(π x) −1 ≤ xand x ≤ 1

x 1 < x
_
= 0
> Limit(p7,x=1,right)=limit(p7,x=1,right);
lim
x→1
+
_
_
¸
_
¸
_
xcost(π x) x < 1
sin(π x) −1 ≤ xand x ≤ 1

x 1 < x
_
= 1
> Limit(p7,x=1,left)=limit(p7,x=1,left);
lim
x→1

_
_
¸
_
¸
_
xcos (π x) x < 1
sin(π x) −1 ≤ xand x ≤ 1

x 1 < x
_
= 0
84 CAPÍTULO 3. LIMITES E CONTINUIDADE
Figura 3.5: .
11. Se f(x) = x
2
sen
_
1
x
_
; determine
lim
h→0
f(x +h) −f(x)
h
.
>f:=x->x ˆ2 *sin(1/x):
p8:=(f(x+h)-f(x))/h:
>factor(limit(p8,h=0));
2 sin
_
1
x
_
x −cos
_
1
x
_
3.4 Definição de Limite
Seja :
f : A ⊂ R −→R,
definida em A, exceto possívelmente, em a. Sabemos que:
lim
x→a
f(x) = L
se, e somente se:
Para todo ε > 0, existe δ > 0 tal que se x ∈ (a−δ, a+δ) ∩
_
A−{a}
_
, então f(x) ∈ (L−ε, L+ε).
Observe que o limite de uma função y = f(x) num ponto a, depende apenas dos valores que f
assume nas proximidades de a, ou seja, num pequeno intervalo aberto de centro a.
Uma das principais dificultades, dos alunos, de entender a definição de limite é sua carac-
terística dinâmica. Para facilitar a compreensão da definição, apresentaremos alguns exem-
plos, onde é utilizanda a sintaxe animate.
3.4. DEFINIÇÃO DE LIMITE 85
Exemplo 3.4.
1. É claro que lim
x→2
x
2
= 4. Então para todo número real positivo ε existe outro número real
positivo δ, que depende de ε, tal que se 0 < |x −2| < δ, então |f(x) −4| < ε.
Esbocemos a situação para ε = 0.8 e δ ≤ 0.18, digitando a seguinte sequência de comandos:
with(plots):
> H:=plots[implicitplot]({x=2,y=4},x=0..2,y=-1..4,color=blue):
> G:=plots[implicitplot]({x=1.82,x=2.18},x=0..4,y=-1..7,color=red):
> L:=plot(x ˆ 2,x=0..4,color=black,thickness=2):
>M:=plot({4.8,3.2},x=0..4,y=-1..7,color=red):
>display(H,G,L,M);
Figura 3.6: .
2. Visualizemos lim
x→1
2 x = 2.
Esbocemos a situação, digitando a seguinte sequência de comandos:
>with(plots):
>M := plot(2*x, x = 0 .. 2, numpoints = 300, scaling = constrained, color = black):
>M1 := plot(2, x = 0 .. 1, numpoints = 200, scaling = constrained, color = blue):
>M2 := plots[implicitplot](x = 1, x = 0 .. 1, y = 0 .. 2, numpoints = 200,
scaling = constrained, color = blue):
>A1 := animate(2+(1-(1/10)*t), x = 0 .. 2, t = 0 .. 8, frames = 50, scaling = constrained, color = red):
>A2 := animate(1+(1/10)*t, x = 0 .. 2, t = 0 .. 8, frames = 50, scaling = constrained, color = red):
>B1 := animate([1+(1-(1/10)*t)*(1/3), x, x = 0 .. 3.5], t = 0 .. 8, frames = 50,
scaling = constrained, color = green):
>B2 := animate([x, 2+2*((1-(1/10)*t)*(1/3)), x = 0 .. 2], t = 0 .. 8, frames = 50,
scaling = constrained, color =green):
86 CAPÍTULO 3. LIMITES E CONTINUIDADE
>B3 := animate([1-(1-(1/10)*t)*(1/3), x, x = 0 .. 3.5], t = 0 .. 8, frames = 50,
scaling = constrained, color = green):
>B4 := animate([x, 2-2*((1-(1/10)*t)*(1/3)), x = 0 .. 2], t = 0 .. 8, frames = 50,
scaling = constrained, color = green):
>display(M, M1, M2, A1, A2, B1, B2, B3, B4);
Notemos que as retas limitantes em vermelho indicam a escolha do ε e as retas limitantes
horizontais, em verde, indicam a regão de segurança para o correspondente δ representado
pelas retas limitantes verticais, em verde.
Nos desenhos, diferentes estágios da animação:
Figura 3.7:
Figura 3.8:
Agora estamos em condições de esclarecer o primeiro exemplo, do parágrafo sobre as deficiên-
cias do MAPLE, no capítulo anterior.
Consideremos a função:
f(x) =
x
2
−1
x −1
3.5. ASSÍNTOTAS 87
>f:=x->(x ˆ2 -1)/(x-1) :
>f(1);
Error, (in f) numeric exception: division by zero
>g:= unapply(simplify(f(x)), x);
g := x → x + 1
>g(1);
2
Quando usamos o comado simplify, o MAPLE cancela, seguindo o mesmo procedimento que
utiliza para determinar a solução de:
lim
x→1
x
2
+ 1
x −1
= lim
x→1
x + 1 = 2
Isto é, ao simplificar, o MAPLE não considera mais a função f, e sim, a função g.
3.5 Assíntotas
A reta y = b é uma assíntota horizontal ao gráfico da função y = f(x), se pelo menos uma das
seguintes afirmações é verdadeira:
lim
x→+∞
f(x) = b ou lim
x→−∞
f(x) = b.
A reta x = a é uma assíntota vertical ao gráfico da função y = f(x), se pelo menos uma das
seguintes afirmações é verdadeira:
lim
x→a
+
f(x) = ±∞ ou lim
x→a

f(x) = ±∞.
Observamos que, mesmo se Dom(f) = R, a função pode ter assíntotas verticais. Por exemplo:
f(x) =
_
_
_
1
x
se x = 0
2 se x = 0
No caso, de Dom(f) = R e a função ser contínua, então f não possui assíntotas verticais.
Para descobrir, experimentalmente, se uma função possui assíntotas horizontais e/ou verticais,
utilizamos a sintaxe:
>plot(f, x = -infinity .. infinity);
88 CAPÍTULO 3. LIMITES E CONTINUIDADE
Figura 3.9: Gráfico de
x+1
x+3
quando x −→ ±∞.
Exemplo 3.5.
1. Esboce o gráfico de y =
x
x −1
.
Dom(f) = R −{1} e a curva passa por (0, 0). De fato:
>f:=x->x/(x -1):
>solve(f(x)=0,x);
0
>plot(f(x), x = -infinity .. infinity)
Figura 3.10: Gráfico de f quando x −→ ±∞.
Do desenho, podemos concluir que o gráfico da função possui uma assíntota horizontal e uma
vertical. De fato:
>lim(f(x),x=infinity,left);
3.5. ASSÍNTOTAS 89
1
>lim(f(x),x=infinity,rigth);
1
Logo, y = 1 é uma assíntota horizontal. Por outro lado, determinamos as assíntotas verticais:
>lim(f(x),x=1,left);
−∞
>lim(f(x),x=1,rigth);

Logo, x = 1 é uma assínota vertical. Esboço do gráfico:
>with(plots):
>p:= x/(x-1):
>a1:= plot(p, x = -3 .. 3, discont = true, thickness = 3, color = blue):
>a2:= plot(1, x = -3 .. 3, style = point, symbol = cross, color = green):
>a3:= implicitplot([x = 1], x = -4 .. 4, y = -4 .. 4, style = point):
>display(a1,a2,a3,view=[-3..3,-4..4]);
Figura 3.11: gráfico de f.
2. Esboce o gráfico de y =
x
2
x
2
−1
.
Dom(f) = R −{−1, 1} e a curva passa por (0, 0). De fato:
90 CAPÍTULO 3. LIMITES E CONTINUIDADE
>f:=x->x ˆ 2/(x ˆ 2 -1):
>solve(f(x)=0,x);
0
>plot(f(x), x = -infinity .. infinity)
Figura 3.12: gráfico de f quando x −→ ±∞.
Do desenho, podemos concluir que o gráfico da função possui uma assíntota horizontal e duas
verticais. De fato:
>lim(f(x),x=infinity,left);
1
>lim(f(x),x=infinity,rigth);
1
Logo, y = 1 é uma assíntota horizontal. Por outro lado, determinamos as assíntota verticais:
>lim(f(x),x=1,left);
−∞
>lim(f(x),x=1,rigth);

>lim(f(x),x=-1,left);

3.5. ASSÍNTOTAS 91
>lim(f(x),x=-1,rigth);
−∞
Logo, x = ±1 são assíntotas verticais. Esboço do gráfico:
>with(plots):
>p:= xˆ 2/(x ˆ 2 -1):
>a1:= plot(p, x = -3 .. 3, discont = true, thickness = 3, color = blue):
>a2:= plot(1, x = -3 .. 3, style = point, symbol = cross, color = green):
>a3:= implicitplot([x = -1,x=1], x = -4 .. 4, y = -4 .. 4, style = point):
>display(a1,a2,a3,view=[-3..3,-4..4]);
Figura 3.13: gráfico de f.
3. Esboce o gráfico de y =
x
4
+ 1
x
5
−x
.
>f:=x->(x ˆ 4 +1)/(x ˆ 5 -x):
>plot(f(x), x = -infinity .. infinity)
92 CAPÍTULO 3. LIMITES E CONTINUIDADE
Figura 3.14: Gráfico de f quando x −→ ±∞.
Do desenho, podemos concluir que o gráfico da função possui uma assíntota horizontal e três
verticais. De fato:
>lim(f(x),x=infinity,left);
0
>lim(f(x),x=infinity,rigth);
0
Logo, y = 0 é uma assíntota horizontal. Por outro lado, determinamos as assíntota verticais:
>lim(f(x),x=1,left);
−∞
>lim(f(x),x=1,rigth);

>lim(f(x),x=-1,left);
−∞
>lim(f(x),x=-1,rigth);
−∞
>lim(f(x),x=0,left);
3.6. CONTINUIDADE 93

>lim(f(x),x=0,rigth);
−∞
Logo, x = −1, x = 1 e x = 0 são assíntotas verticais. Esboço do gráfico:
>with(plots):
>p:= (xˆ 4 +1)/(xˆ 5 -x):
>a1:= plot(p, x = -3 .. 3, discont = true, thickness = 3, color = blue):
>a2:= implicitplot([x=-1,x = 1], x = -4 .. 4, y = -4 .. 4, style = point):
>display(a1,a2,view=[-3..3,-4..4]);
Figura 3.15: gráfico de f.
3.6 Continuidade
A seguinte sintaxe é utilizada para saber se uma função é contínua ou não:
>iscont(função, x=a..b);
A resposta será true onde for contínua e false onde for descontínua, relativa ao intervalo (a, b).
Para o intervalo [a, b], utilizamos:
>iscont(função, x=a..b,closed);
Para determinar os pontos de descontinuidade de uma função, utilizamos:
94 CAPÍTULO 3. LIMITES E CONTINUIDADE
>discont(função, x);
Vamos a prestar atenção à diferença de terminologia empregada nas Ciências Aplicadas, como
Engenharia e Física, e daquela usada em Matemática.
Considere uma função racional f(x) =
g(x)
h(x)
, onde g e h são contínuas e a ∈ R tal que h(a) = 0,
se existe δ > 0 tal que se (a −δ, a +δ) ∩
_
A−{a}
_
= ∅, então faz sentido perguntar se f admite
uma extensão contínua que esteja definida no ponto a; isto é, se existe F tal que F(x) = f(x)
para todo x ∈ Dom(f) = A e F(a) exista e seja contínua nesse ponto. Isso foi o que MAPLE
executou no exemplo, onde substituiu:
f(x) =
x
2
−1
x −1
por F(x) = x + 1.
É claro que na prática, se existe a extensão contínua, iremos sempre substituir a função original
por sua extensão contínua.
Porém, nas Ciências Aplicadas, a terminologia empregada é outra. É comum usarem a palavra
descontinuidade para os pontos que anulam o denominador da função e perguntarem se f
tem descontinuidade removível em a. No exemplo a seguir, empregaremos a terminologia
das Ciências Aplicadas. Achar “os pontos onde f é descontínua” é equivalente a determinar o
domínio da função racional f e achar os pontos que anulam o seu denominador.
O comando discont( ), exclui de R os pontos que anulam no denominador de f e, futuramente,
iremos perguntar se f admite uma extensão contínua a esses pontos.
Exemplo 3.6.
1. Determine os pontos onde f(x) =
x
2
−5
x
4
+ 2 x
3
−17 x
2
−18 x + 72
é descontínua.
q:=(x ˆ 2-5)/(x ˆ 4+2*x ˆ 3-17*x ˆ 2-18*x+72):
>discont(q,x);
{−4, −3, 2, 3}
2. Verifique se a função :
f(x) =
_
x
2
se x ≤ 2
x
2
+ 2 se x > 2
é contínua.
> k:=piecewise(x<=2,x ˆ 2,x>2,x ˆ 2 +2);
k :=
_
x
2
x ≤ 2
x
2
+ 2 x > 2
3.6. CONTINUIDADE 95
>discont(k,x);
{2}
>iscont(k,x=0..3);
false
>iscont(k,x=2.1..infinity);
true
>iscont(k,x=-infinity..1.9);
true
De fato, calculemos diretamente:
> limit(k,x=2,left);
4
> limit(k,x=2,right);
6
Logo, os limites laterais não são iguais; portanto, a função é descontínua em x
0
= 2. Para ver o
gráfico:
>plot(k, x = -4 .. 4, thickness = 3, color = blue, discont = true);
Figura 3.16: Exemplo 1.
2. Determine a constante c, tal que:
f(x) =
_
_
_
x
2
sen(
1
x
) se x = 0
c se x = 0
96 CAPÍTULO 3. LIMITES E CONTINUIDADE
seja contínua.
> k1:=piecewise(x<>0,x ˆ 2 *sin(1/x),c);
k1 :=
_
_
_
x
2
sen(
1
x
) se x = 0
c otherwise
> limit(k1,x=0,left);
0
> limit(k1,x=0,right);
0
Logo, definimos c = 0 e:
k1 :=
_
_
_
x
2
sen(
1
x
) se x = 0
0 otherwise
>iscont(k1,x=-infinity..infinity);
true
Para ver o gráfico:
>plot(k1, x = -0.2 .. 0.2, thickness = 3, color = blue);
Figura 3.17: Exemplo 2.
3. Seja
f(x) =
_
_
_
1
(x −1)
2
se x = 1
4 se x = 1.
Verifique se f é contínua em 1.
3.6. CONTINUIDADE 97
> k2:=piecewise(x=1,4,1/(x-1)ˆ2);
k2 :=
_
_
_
4 x = 1
1
(x −1)
2
otherwise
> limit(k2,x=1,left);

> limit(k2,x=1,right);

Por outro lado, f(1) = 4; logo, a função não é contínua em 1.
>plot(k2, x = -1 .. 2.5, color = blue, thickness = 3, discont = true, view = [-1 .. 2.5, 0 .. 10]);
Figura 3.18: Exemplo 3.
4. Seja
f(x) =
_
¸
_
¸
_
2 se x ≤ −1
Ax +B se −1 < x < 3
−2 se x ≥ 3.
Determine A e B tais que f seja uma função contínua emR.
Os pontos problemáticos do domínio de f são x = −1 e x = 3. Utilizando a definição, f é
contínua se:
_
_
_
lim
x→−1

f(x) = lim
x→−1
+
f(x) = f(−1)
lim
x→3

f(x) = lim
x→3
+
f(x) = f(3),
Digitamos:
> z1:=piecewise(x<=-1,2, -1<x and x<3,A*x+B,x>=3,-2);
98 CAPÍTULO 3. LIMITES E CONTINUIDADE
z1 :=
_
¸
_
¸
_
2 x ≤ −1
Ax +B −1 < x and x < 3
−2 x ≥ 3.
> eq1:=limit(z1,x=-1,left)=limit(z1,x=-1,right);
eq1 := −A+B = 2
> eq2:=limit(z1,x=3,left)=limit(z1,x=3,right);
eq1 := 3 A +B = −2
> solve({eq1,eq2},A, B);
{A = −1} {B = 1}
Logo, temos:
z1 :=
_
¸
_
¸
_
2 x ≤ −1
1 −x −1 < x and x < 3
−2 x ≥ 3.
Figura 3.19: Exemplo 3.
3.7. EXERCÍCIOS 99
3.7 Exercícios
1. Calcule os seguintes limites usando tabelas:
(a) lim
x→1
x
3
−2 x
2
+ 5 x −4
x −1
(b) lim
x→0
_
x
2

2
x
1000
_
(c) lim
x→0
tg(4 x)
x
(d) lim
x→1
(x + 2)
2
x
(e) lim
x→0
3
x
−1
x
2
+x + 2
(f) lim
x→1
(x
2
−1)
x −1
2. Calcule os seguintes limites:
(a) lim
x→1
4x
5
+ 9x + 7
3x
6
+x
3
+ 1
(b) lim
x→2
x
3
+ 3x
2
−9x −2
x
3
−x −6
(c) lim
x→3
x
2
−9
x
2
−3x
(d) lim
x→1
2x
2
−3x + 1
x −1
(e) lim
x→0
x
2
−a
2
x
2
+ 2 a x +a
2
(f) lim
x→0
x
6
+ 2
10x
7
−2
(g) lim
x→2
2 −x
2 −

2x
(h) lim
h→0
(t +h)
2
−t
2
h
(i) lim
x→1
x
4
−1
3x
2
−4x + 1
(j) lim
x→2
8 −x
3
x
2
−2x
(k) lim
x→−1
x + 1

6x
2
+ 3 + 3x
(l) lim
x→0

9 + 5x + 4x
2
−3
x
(m) lim
x→0

x + 4 −2
x
(n) lim
x→7
2 −

x −3
x
2
−49
(o) lim
x→1
x
4
+x
3
−x −1
x
2
−1
3. Verifique se os seguintes limites existem:
(a) lim
x→1
x
3
−1
|x −1|
(b) lim
x→3
|x −3|
(c) lim
x→1
x
2
−3x + 2
x −1
(d) lim
x→5
x
3
−6 x
2
+ 6 x −5
x
2
−5 x
(e) lim
x→−4
x
2
+ 3x −4
x
3
+ 4 x
2
−3 x −12
(f) lim
x→8
x −8
3

x −2
(g) lim
x→0
(cos(x) −[[sen(x)]])
(h) lim
x→0
(sen(x) −[[cos(x)]])
(i) lim
x→0
+
x
a
¸
¸
b
x
¸
¸
(j) lim
x→0
+
[[
x
a
]]
4. Calcule os seguintes limites no infinito:
100 CAPÍTULO 3. LIMITES E CONTINUIDADE
(a) lim
x→+∞
2x
3
+ 5x + 1
x
4
+ 5x
3
+ 3
(b) lim
x→+∞
3x
4
−2

x
8
+ 3x + 4
(c) lim
x→−∞
x
2
−2x + 3
3x
2
+x + 1
(d) lim
x→+∞
x
x
2
+ 3x + 1
(e) lim
x→+∞

x
2
+ 1
3x + 2
(f) lim
x→−∞

x
2
+ 1
3x + 2
(g) lim
x→+∞

x +
3

x
x
2
+ 3
(h) lim
x→+∞
(x −
_
x
2
+ 1)
(i) lim
x→−∞
3
_
x
x
2
+ 3
(j) lim
x→+∞
3

x
3
+ 2x −1

x
2
+x + 1
5. Calcule os seguintes limites infinitos:
(a) lim
x→−∞
5x
3
−6x + 1
6x
2
+x + 1
(b) lim
x→+∞
m

x
(c) lim
x→3
+
5
3 −x
(d) lim
x→0
+
2x + 1
x
(e) lim
x→1
+
2x + 3
x
2
−1
(f) lim
x→1

2x + 3
x
2
−1
(g) lim
x→3
+
x
2
−3x
x
2
−6x + 9
(h) lim
x→2
+
x
2
−4
x
2
−4x + 4
(i) lim
x→0
+
sen(x)
x
3
−x
2
(j) lim
x→0
+
ln(x)
x
(k) lim
x→0
ln(|x|)
6. Se f(x) = 3 x −5 e g(x) =
x
2

2
3
, calcule:
(a) lim
x→1
(f +g)(x)
(b) lim
x→1
(g −f)(x)
(c) lim
x→1
(g f)(x)
(d) lim
x→1
_
f
g
_
(x)
(e) lim
x→1
_
g
f
_
(x)
(f) lim
x→1
(f f)(x)
(g) lim
x→2
(f ◦ g)(x)
(h) lim
x→2
(g ◦ f)(x)
(i) lim
x→−
3
2
(f ◦ g ◦ f)(x)
(j) lim
x→2
ln(|f(x)|)
(k) lim
x→
4
3
cos
_
g(x)
f(x)
_
(l) lim
x→0
xsen
_
1
g(x)
_
7. Calcule os seguintes limites:
3.7. EXERCÍCIOS 101
(a) lim
x→π
sen(x)
x −π
(b) lim
x→+∞
xsen(
1
x
)
(c) lim
x→0
x −tg(x)
x +tg(x)
(d) lim
x→+∞
(1 +
2
x
)
x+1
(e) lim
x→0
_
1 +
1
2x
_
x
(f) lim
x→0
(1 + 2x)
1
x
(g) lim
x→0
e
2x
−1
x
(h) lim
x→0
e
x
2
−1
x
(i) lim
x→0
5
x
−1
x
(j) lim
x→0
3
x
−1
x
2
(k) lim
x→0
e
ax
−e
bx
sen(ax) −sen(bx)
, a, b = 0
(l) lim
x→0
xcos
2
(x)
(m) lim
x→0
tg
2
(x)
x
2
sec(x)
(n) lim
x→+∞
(1 −
4
x
)
x+4
(o) lim
x→−∞
(1 −
1
x
)
x
8. Calcule lim
x→a
f(x) −f(a)
x −a
e lim
t→0
f(t +a) −f(a)
t
, se:
(a) f(x) = x
2
, a = 2
(b) f(x) = x
2
+ 1, a = 2
(c) f(x) = 3 x
2
−x, a = 0
(d) f(x) = |x|
2
, a = 2
(e) f(x) =

x, a = 1
(f) f(x) = x(1 −x), a = 1
(g) f(x) = cos(x), a = π
(h) f(x) = (x −3)
2
, a = 1
(i) f(x) = ln(x), a = 1
(j) f(x) = e
2x
, a = 0
9. Durante uma epidemia de dengue, o número de pessoas que adoeceram, num certo
bairro, após t dias é dado por:
L(t) =
100000
1 + 19900 e
−0.8t
(a) Determine a quantidade máxima de indivíduos atingidos pela doença.
(b) Esboce o gráfico de L.
10. Esboce o gráfico das seguintes funções:
(a) y =
1
(x −1) (x
3
+ 1)
(b) y =
x
(x −1) (x
3
+ 1)
(c) y =
1
(x −3) (x + 2) (x
2
+ 1)
(d) y =
x
2
(x −3) (x + 2) (x
2
−1)
102 CAPÍTULO 3. LIMITES E CONTINUIDADE
11. Verifique se as seguintes funções são contínuas:
(g) f(x) =
_
2 x se x ≤ 1
1 se x > 1
(h) f(x) =
_
_
_
x
2
−4
x −2
se x = 2
4 se x = 2
Esboce os gráficos correspondentes.
12. Seja f(x) = x
3
+x. Verifique que:
(a) |f(x) −f(2)| ≤ 20 |x −2| se 0 ≤ x ≤ 3 (b) f é contínua em 2.
13. Determine o valor de L para que as seguintes funções sejam contínuas nos pontos dados:
(a) f(x) =
_
_
_
x
2
−x
x
se x = 0
L se x = 0
, no ponto x = 0.
(b) f(x) =
_
_
_
x
2
−9
x −3
se x = 3
L se x = 3
, no ponto x = 3.
(c) f(x) =
_
x + 2L se x ≥ −1
L
2
se x < −1
, no ponto x = −1.
(d) f(x) =
_
4 3
x
se x < 0
2 L +x se x ≥ 0
, no ponto x = 0.
14. Verifique se as seguintes funções são contínuas.
(a) f(x) =
_
_
_
sen(x)
x
x = 0
0 x = 0
(b) f(x) =
_
¸
¸
¸
_
¸
¸
¸
_
|x
2
−5x + 6|
x
2
−5x + 6
x = 2, 3
1 x = 2
9 x = 3
(c) f(x) =
_
_
_
1 −x
1 −x
3
x = 1
1 x = 1
(d) f(x) =
_
¸
¸
¸
_
¸
¸
¸
_
1 −x
2
x < −1
ln(2 −x
2
) −1 ≤ x ≤ 1
_
x −1
x + 1
x > 1
15. Seja f(x) = 1 − xsen
_
1
x
_
, x = 0. Como escolher o valor de f(0), para que a função f
possa ser definida em x = 0 e seja contínua no ponto?
3.7. EXERCÍCIOS 103
16. Sendo f(x) = arctg
_
1
x −2
_
, x = 2, é possível escolher o valor de f(2) tal que a função f
possa ser definida em x = 2 e seja contínua no ponto?
17. A função sinal de x é definida por:
sgn(x) =
_
¸
_
¸
_
1 se x > 0
0 se x = 0
−1 se x < 0.
Verifique se f(x) = xsgn(x) e g(x) = x
2
sgn(x) são funções contínuas.
18. Verifique que a equação x = tg(x) tem uma infinidade de raízes reais.
19. Uma esfera oca de raio R está carregada com uma unidade de eletricidade estática. A
intensidade de um campo elétrico E(x) num ponto P localizado a x unidades do centro
da esfera é determinada pela função:
E(x) =
_
¸
¸
_
¸
¸
_
0 se 0 < x < R
1
3x
2
se x = R
x
−2
se x > R.
Verifique se a função E = E(x) é contínua. Esboce o gráfico de E.
20. A função de Heaviside é utilizada no estudo de circuitos elétricos para representar o
surgimento de corrente elétrica ou de voltagem, quando uma chave é instantaneamente
ligada e, é definida por:
H(t) =
_
0 se t < 0
1 se t ≥ 0
(a) Discuta a contínuidade de f(t) = H(t
2
+ 1) e de g(t) = H(sen(π t)). Esboce os respec-
tivos gráficos em [−5, 5].
(b) A função R(t) = c t H(t) (c > 0) é chamada rampa e representa o crescimento gradual
na voltagem ou corrente num circuito elétrico. Discuta a continuidade de R e esboce seu
gráfico para c = 1, 2, 3.
(c) Verifique que u
c
(t) = H(t −c).
(d) Se h(t) =
_
f(t) se 0 ≤ t < c
g(t) se t ≥ c
, verifique que h(t) = (1 −u
c
(t)) f(t) +u
c
(t) g(t).
104 CAPÍTULO 3. LIMITES E CONTINUIDADE
Capítulo 4
DERIVADA
Seja:
f : A −→R
uma função definida num domínio A e x
0
∈ A. Suponha que para todo intervalo aberto I que
contenha x
0
, se tenha: I ∩ (A−{x
0
}) = ∅.
4.1 Retas Secantes
Da Geometria Analítica elementar sabemos que o coeficiente angular da reta, que passa pelos
pontos P = (x
0
, f(x
0
)) e q = (x, f(x)) é:
m
sec
=
f(x) −f(x
0
)
x −x
0
Fazendo a mudança h = x −x
0
, temos:
m
sec
=
f(x
0
+h) −f(x
0
)
h
.
A reta secante ao gráfico de f, que passa por (x
0
, f(x
0
)) e (x
0
+h, f(x
0
+h)) é definida por:
y = m
sec
(x −x
0
−h) +f(x
0
+h)
Observamos que h será usado como parâmetro. Veja os exemplos a seguir:
Exemplo 4.1.
1. Determine as retas secante a f(x) = x
2
−3 x −4, no ponto (0,-4).
>with(plots):
>f:=x->x ˆ 2-3*x-4:
>x0:=0:
105
106 CAPÍTULO 4. DERIVADA
>p0:=[x0,f(x0)]:
>p1:=[x0+h,f(x0+h)]:
>h1:=[seq(5/i,i=1..50)]:
>m:=(f(x0+h)-f(x0))/h:
>s:=x->m*(x-x0-h)+f(x0+h):
>T:=seq(plot(f(x),s(x),x=-2..6,color=[blue,coral],thickness=[3,2],view=[-2..6,-10..10]),h=h1):
>display(T,insequence=true,frames=70);
Esta sequência de comandos, gera uma animação das secantes.
Figura 4.1: Dois frames do exemplo 1.
Observe que, se modificamos:
>h1:=[seq(5/i,i=1..50)]:
por:
>h2:=[seq(-5/i,i=1..50)]:
e
>T:=seq(plot(f(x),s(x),x=-6..6,color=[blue,coral],thickness=[3,2],view=[-6..6,-15..40]),h=h2):
>display(T,insequence=true,frames=70);
Esta sequência de comandos, gera uma animação das secantes, no sentido contrário.
4.1. RETAS SECANTES 107
Figura 4.2: Dois frames do exemplo 1.
2. Determine as retas secante a f(x) = sen(x), no ponto (
π
2
, 1).
>with(plots):
>f:=x->sin(x):
>x0:=Pi/2:
>p0:=[x0,f(x0)]:
>p1:=[x0+h,f(x0+h)]:
>h1:=[seq(3/i,i=1..50)]:
>m:=(f(x0+h)-f(x0))/h:
>s:=x->m*(x-x0-h)+f(x0+h):
>T:=seq(plot(f(x),s(x),x=-.5..4,y=-1..1.5,color=[blue,red],thickness=[3,2]),h=h1):
>display(T,insequence=true,frames=70);
Esta sequência de comandos, gera uma animação das secantes.
108 CAPÍTULO 4. DERIVADA
Figura 4.3: Dois frames do exemplo 1.
4.2 Reta Tangente
Com as hipóteses iniciais; considere P = (x
0
, f(x
0
)) e Q
i
= (x
i
, f(x
i
)) (i = 1, 2, 3......) pontos
no gráfico de f, P = Q
i
; seja r
1
a reta secante que passa por P e Q
1
; seu coeficiente angular é:
m
1
=
f(x
1
) −f(x
0
)
x
1
−x
0
.
Fixemos o ponto P e façamos o ponto Q
1
se mover sobre o gráfico de f em direção a P, até um
novo ponto Q
2
= (x
2
, f(x
2
)) tal que Q
2
= P. Seja r
2
a reta secante que passa por P e Q
2
; seu
coeficiente angular é:
m
2
=
f(x
2
) −f(x
0
)
x
2
−x
0
.
Suponha que os pontos Q
i
(i = 1, 2, 3......) vão se aproximando sucessivamente do ponto P
(mas sem atingir P), ao longo do gráfico de f; repetindo o processo obtemos r
1
, r
2
, r
3
, ..., retas
secantes de coeficientes angulares m
1
, m
2
, m
3
, ..., respectivamente.
Vamos supor que, a medida que os pontos Q
i
vão se aproximando cada vez mais do ponto P,
os m
i
respectivos tendam a um valor limite constante, que denotaremos por m
x
0
.
Definição 4.1. A reta passando pelo ponto P e tendo coeficiente angular m
x
0
, é chamada reta tangente
ao gráfico de f no ponto (x
0
, f(x
0
)).
Se
m
x
0
= lim
x→x
0
f(x) −f(x
0
)
x −x
0
existe. Como x
0
é um ponto arbitrário, podemos calcular o coeficiente angular da reta tangente
ao gráfico de f para qualquer ponto (x, f(x)):
4.2. RETA TANGENTE 109
m
x
= lim
t→0
f(x +t) −f(x)
t
Assim, m
x
só depende x.
Definição 4.2. Se f for contínua em x
0
, então, a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto
(x
0
, f(x
0
)) é:
y −f(x
0
) = m
x
0
(x −x
0
)
se o limite dado na definição anterior, existe.
Podemos gerar as retas tangentes ao gráfico de uma função, apenas modificando:
>m:=(f(x0+h)-f(x0))/h:
no traçado das retas secantes, por:
>m:=limit((f(x0+h)-f(x0))/h,h=0):
Ou, utilizamos a seguinte sintaxe:
>with(student):
>showtangent(função, x=ponto,opções);
Exemplo 4.2.
1. Seja f(x) = x
2
−3 x −4 e esbocemos as retas tangentes, nos pontos x = 0, −1, 1, −3, 3.
>with(student):
>with(plots):
>f:=x ˆ 2-3*x-4:
>a1:=showtangent(f,x=0,thickness=2):
>a2:=showtangent(f,x=-1,thickness=2):
>a3:=showtangent(f,x=1,thickness=2):
>a4:=showtangent(f,x=-3,thickness=2):
>a5:=showtangent(f,x=3,thickness=2):
>display(a1,a2,a3,a4,a5);
110 CAPÍTULO 4. DERIVADA
Figura 4.4: Exemplo 1.
Para gerar uma sequência de retas tangentes, podemos utilizar:
>retan:=seq(showtangent(f1, x = i), i = -8 .. 8):
>display(lista, title = ‘ Retas Tangentes a f(x)‘)
Figura 4.5: Exemplo 1.
2. Seja h(x) = x(x
2
−1), façamos uma animação das retas tangentes à h = h(x).
>with(plots):
>h:=x*(x ˆ 2-1):
>g1:=limit((f(x+h)-f(x))/h, h = 0):
4.2. RETA TANGENTE 111
>g2 := subs(x = t, g1):
>g := unapply(g2, t);
g := t → 3 t
2
−1
>ta :=f(t)+g(t)*(x-t);
ta := t → t
_
t
2
−1
_
+
_
3 t
2
−1
_
(x −t)
>animate(plot, [f(x), ta(t), x = -1.3 .. 1.3, color = [blue, red], thickness = [3, 2]], t = -1 .. 1,
frames = 50, view = [-1.3 .. 1.3, -.5 .. 1]);
Figura 4.6: Dois frames do exemplo 2.
Da definição, segue que a equação da reta normal ao gráfico de f no ponto (x
0
, f(x
0
)) é:
y −f(x
0
) = −
1
m
x
0
_
x −x
0
_
, se m
x
0
= 0
Exemplo 4.3.
1. Considere h(x) = x(x
2
−1), façamos uma animação das retas normais à h = h(x).
>with(plots):
>h:=x*(x ˆ 2-1):
>g1:=limit((f(x+h)-f(x))/h, h = 0):
>g2 := subs(x = t, g1):
>g := unapply(g2, t);
g := t → 3 t
2
−1
112 CAPÍTULO 4. DERIVADA
>no:=f(t)-(1/g(t))*(x-t);
no := t → t
_
t
2
−1
_

x −t
3 t
2
−1
>animate(plot, [f(x), no(t), x = -1.3 .. 1.3, color = [blue, red], thickness = [3, 2]], t = -1 .. 1,
frames = 50,view = [-1.3 .. 1.3, -.5 .. 1]);
Figura 4.7: Dois frames do exemplo 2.
O MAPLE 13, possui uma livraria que calcula, automaticamente, a reta tangente ao gráfico de
uma função, num ponto dado. A sintaxe é:
>with(Student[Calculus1]):
>Tangent(expressão,x=ponto);
Exemplo 4.4.
1. Determine a reta tangente à f(x) = arctg(x
3
+x −1), nos pontos x
0
= −1, x = 0 e x
0
= 1.
>with(Student[Calculus1]):
>p:=arctan(xˆ3+x-1):
>Tangent(p, x = -1);
2
5
x +arctan(3) +
2
5
>Tangent(p, x = 0);
1
2
x −
1
4
π
>Tangent(p, x = 1);
4.2. RETA TANGENTE 113
2 x +
1
4
π −2
Verifique as respostas!
Figura 4.8: Exemplo 1.
2. Determine a reta tangente á f(x) =
x
6
−3 x
5
+x
3
+x −1
x
4
+ 1
, nos pontos x
0
= −1, x
0
= 0 e
x
0
= 1.
>with(Student[Calculus1]):
>p:=(xˆ6-3*xˆ5+xˆ3+x-1)/(xˆ4+1):
>q:=seq(Tangent(p, x = i),i=-1..1);

15
2
x −7, x −1, −
3
2
x + 1
Verifique as respostas! Para esboçar os gráficos, façamos:
>with(plots):
>s:={q}:
>a1 := plot(p, x = -2 .. 2, color = blue, thickness = 3):
>a2 := plot(s, x = -2 .. 2, thickness = [2, 2, 2]):
>display(a2, a1, view = [-2 .. 2, -4 .. 5]);
114 CAPÍTULO 4. DERIVADA
Figura 4.9: Exemplo 2.
4.3 Funções Deriváveis
Definição 4.3. Seja f : A −→R uma função definida num domínio A e x
0
∈ A. Suponhamos que para
todo intervalo aberto I que contenha x
0
, se tenha: I ∩(A−{x
0
}) = ∅. f é derivável ou diferenciável
no ponto x
0
quando existe o seguinte limite:
f

(x
0
) = lim
x→x
0
f(x) −f(x
0
)
x −x
0
Fazendo a mudança t = x −x
0
, temos:
f

(x
0
) = lim
t→0
f(x
0
+t) −f(x
0
)
t
.
f

(x
0
) é chamada a derivada de f no ponto x
0
. Como x
0
é um ponto arbitrário, podemos
calcular a derivada de f para qualquer ponto x ∈ Dom(f);
f

(x) = lim
t→0
f(x +t) −f(x)
t
Assim f

é função de x e f

(x
0
) ∈ R.
Definição 4.4. Uma função f é derivável (ou diferenciável) em A ⊂ R, se é derivável ou diferenciável
em cada ponto x ∈ A.
Outras notações para a derivada de y = y(x) são:
dy
dx
ou D(f).
4.4. SINTAXES QUE ENVOLVEM A DERIVADA 115
4.4 Sintaxes que envolvem a Derivada
A sintaxe da derivada de uma função ou uma espressão, é:
>diff(função,variável);
Como no caso dos limites, podemos reescrever as derivadas, em forma mais didática, utili-
zando a sintaxe:
>Diff(função,variável)=diff(função,variável);
O MAPLE, possui todas as regras de derivação, por exemplo:
A regra do produto:
>Diff(f(x)*g(x),x)=diff(f(x)*g(x),x);
d
dx
(f (x) g (x)) =
_
d
dx
f (x)
_
g (x) +f (x)
_
d
dx
g (x)
_
A regra do quociente:
>Diff(f(x)/g(x),x)=diff(f(x)/g(x),x);
d
dx
_
f (x)
g (x)
_
=
_
d
dx
f (x)
_
g (x) −f (x)
d
dx
g (x)
(g (x))
2
Para derivadas sucessivas, utilizamos:
>diff(função,variável$n);
onde n é a ordem da derivada.
Exemplo 4.5.
1. Determine as 7 primeiras derivadas de f(x) = ln(x); digitamos:
>seq(diff(ln(x), x$n),n=1..7);
1
x
, −
1
x
2
,
2
x
3
, −
6
x
4
,
24
x
5
, −
120
x
6
,
720
x
7
De forma alternativa, podemos digitar:
>diff(ln(x),x), diff(ln(x),x$2), ...., diff(ln(x),x$7);
2. Calcule a n-ésima derivada de f(x) = e
2x
; digitamos:
>Diff(exp(2*x),x$n)=diff(exp(2*x),x$n);
116 CAPÍTULO 4. DERIVADA
d
n
dx
n
e
2 x
= 2
n
e
2 x
3. Calcule a n-ésima derivada de f(x) = sen(x); digitamos:
>Diff(sin(x),x$n)=diff(sin(x),x$n);
d
n
dx
n
sin(x) = sin(x +
1
2
nπ)
Pode explicar o resultado?
4. Estude a diferenciabilidade de:
f(x) =
_
_
_
x
1 +e
1/x
se x = 0
0 se x = 0
A função é contínua emR e diferenciavél se x = 0; logo, o único ponto problemático é x = 0.
>plot(f, x = -1 .. 1, view = [-1 .. 1, -0.4 ..0.4], axes = box, thickness = 3, color = blue,discont=true);
Figura 4.10: Gr afico de f.
>f1:=x->x/(1+exp(1/x)):
>p:=f1(h)/h;
p :=
1
1 +e
1/h
>Limit(p,h->0,left);
1
>Limit(p,h->0,right);
4.4. SINTAXES QUE ENVOLVEM A DERIVADA 117
0
Logo, a função f não é derivavél em x = 0. A função f deve ter uma quina na origem.
5. Estude a diferenciabilidade de: h(x) = arctg
_
x + 1
x −1
_
.
Note que a função não é contínua em x = 1, logo, não é derivável em x = 1. Por outro lado:
>h:=x->arctan((x+1)/(x-1)):
>p:=simplify(diff(h(x),x));
p := −
1
1 +x
2
>Limit(p,x=1,left)=limit(p,x=1,left);
lim
x→1


1
1 +x
2
= −
1
2
>Limit(p,x=1,right)=limit(p,x=1,right);
lim
x→1
+

1
1 +x
2
= −
1
2
Pode explicar o resultado?
>plot(p, x = -2 .. 3, discont = true, thickness = 3, color = blue);
Figura 4.11: Exemplo 5.
6. Esboce a reta tangente e a reta normal a f(x) = x
3
−5 x + 1, no ponto x
0
= 1; digitamos:
>with(plots):
>f:=x->x ˆ 3 -5*x+1:
118 CAPÍTULO 4. DERIVADA
>p:=diff(f(x),x):
>h:=unnaply(p,x);
h := x → 3 x
2
−5
>ta:=f(1)+h(1)*(x-1);
ta := −1 −2 x
>no:=f(1)-(1/h(1)) *(x-1);
no := −
7
2
+
1
2
x
>a1:= plot(no(x), ta(x), x = -8 .. 8, y = -8 .. 8, color = [coral, red], thickness = [2, 2]):
>a2 := plot(f(x), x = -3 .. 3, color = blue, thickness = 3):
>display(a1,a2);
Figura 4.12: Exemplo 6.
7. (Serpentina de Newton). Seja f(x) =
8 x
x
2
+ 1
:
(a) Determine os pontos do gráfico onde o coeficiente angular é igual a 3.
(b) Determine as equações das retas tangente e normal nos pontos de (a).
(a) Digitamos:
>f:=x->8*x/(x ˆ 2 +1):
>simplify(diff(f(x),x)):
4.4. SINTAXES QUE ENVOLVEM A DERIVADA 119
>m:=unapply( ,x);
m := x → −8
x
2
−1
(x
2
+ 1)
2
>with(RealDomain):
>solve(m(x)=3,{x});
{x = −
1
3

3}, {x =
1
3

3}
>x0=-sqrt(3)/3,x1:=sqrt(3)/3:
>ta:=z->f(z)+m(z)*(x-2):
>no:=z->f(z)-(1/m(z))*(x-2):
>ta0:=ta(x0);
ta0 := −
_
(3) + 3 x
>ta1:=ta(x1);
ta1 := 3 x +

3
>no0:=no(x0);
no0 := −
19
9

3 −1/3 x
>no1:=no(x1);
no1 :=
19
9

3 −1/3 x
120 CAPÍTULO 4. DERIVADA
Figura 4.13: Exemplo 7.
4.4.1 O Operador Diferencial
O operador diferencial D calcula a derivada de operadores e não de funções. Não confundir
com diff, que calcula a derivada de funções. O argumento e o resultado de D são operadores.
A sintaxe é:
D(expressão,variável);
A derivada de ordem n, tem a seguinte sintaxe:
>D@@n;
Exemplo 4.6.
1. Note a diferenças:
>D(g @f);
(D(g) ◦ f) D(f)
>diff(g @f);
Error, invalid input: diff expects 2 or more arguments, but received 1
>diff((g @f)(x),x);
D(g) (f (x))
d
dx
f (x)
4.4. SINTAXES QUE ENVOLVEM A DERIVADA 121
2. Digite
>D(f)(x);
D(f) (x)
>convert( , diff);
d
dx
f (x)
agora, se digitamos:
>D(f)(0);
D(f) (0)
>convert( , diff);
d
dt1
f(t1)
¸
¸
¸
¸
t1=0
3. Digite
>D(arctan);
z →
1
1 +z
2
Pode explicar?
4. Digite:
>Id:=x->x:
>H:=Id+D-D@@2+6*D@@3-D@@4;
Id +D −D
(2)
+ 6 D
(3)
−D
(4)
H deve ser aplicado em funções, por exemplo:
>f:=x->sin(3*x):
>H(f)(x);
−71 sin(3 x) −159 cos(3 x)
Agora H(f) é uma função e pode ser calculada em algum valor:
>H(f)(Pi);
122 CAPÍTULO 4. DERIVADA
159
Considere:
>g:=x->xˆ2*cosh(x):
>H(g)(x);
−x
2
cosh(x) + 38 x cosh(x) + 7 x
2
sinh(x) −14 cosh(x) −12 x sinh(x) + 36 sinh(x)
>H(g)(0);
−14
No exemplo 3, podemos calcular:
>D(arctan)(Pi);
1
1 +π
2
4.5 Regra da Cadeia
Sejam f e g funções, tais que g ◦ f esteja bem definida. Se f é derivável em x e g é derivável em
f(x), então g ◦ f é derivável em x e:
(g ◦ f)

(x) = g

(f(x)) · f

(x)
Outra maneira de escrever o último parágrafo é: se y = g(x) e x = f(t), nas hipóteses do
teorema, temos que:
dy
dt
=
dy
dx
dx
dt
O MAPLE já tem a regra da cadeia:
>Diff((g @f)(x),x)=diff((g @ f)(x),x);
d
dx
g (f (x)) = D(g) (f (x)) D(f) (x)
Exemplo 4.7.
1. Calcule a derivada de f(x) = ln(cos(α(x))); digitamos:
>p:= ln(cos(alpha(x))):
>Diff(p, x)=diff(p, x);
4.6. DERIVAÇÃOS IMPLÍCITA 123
d
dx
ln (cos (α(x))) = −
sin(α(x))
d
dx
α(x)
cos (α(x))
2. Calcule a derivada de f(x) = arctg(α(x))); digitamos:
>p:= arctan(alpha(x)):
>Diff(p, x)=diff(p, x);
d
dx
arctan (α(x)) =
d
dx
α(x)
1 + (α(x))
2
3.Calcule y

se y = x
4
−2 x
3
+ 2 e x = x(t) = t sen(t).
>f:=x->xˆ4 -2*x ˆ 3+2:
>x:=t->t*sin(t):
>h:=f(x(t)):
>simplify(diff(h,x)
2 (sin (t))
2
t
2
_
−2 (cos (t))
2
t + 2 sin (t) cos (t) t
2
−3 t cos (t) + 2 t −3 sin(t)
_
4.6 Derivaçãos Implícita
Seja F(x, y) = 0 uma equação nas variáveis x e y.
Definição 4.5. A função y = f(x) é definida implicitamente pela equação F(x, y) = 0, quando
F(x, f(x)) = 0.
Em outras palavras, quando y = f(x) satisfaz à equação F(x, y) = 0.
Se F(x, y) = 0, define implicitamente, uma função derivável y = f(x), a sintaxe para calcular a
derivada da função definida implicitamente é:
>implicitdiff(expressão, y, x);
onde y é a variável dependente e x a variável independente. Em geral:
>implicitdiff({f1,...,fm}, {y1,...,yn}, x1,...,xk) ;
Observemos que nada garante que uma função definida implicitamente seja contínua, deri-
vável, etc. Na verdade, nem sempre uma equação F(x, y) = 0 define implicitamente alguma
função. Por exemplo, considere a seguinte equação:
x
3
y
6
+x
3
tg(xy
2
) +ln(x +y) +sen(x) = 0.
124 CAPÍTULO 4. DERIVADA
Exemplo 4.8.
Calcule a derivada das funções definidas implícitamente, se y = f(x) é uma função derivável:
1. x
3
−3 x
2
y
4
+y
3
= 6 x + 1; digitamos
>F:=x ˆ 3 - 3*x ˆ 2 *y ˆ 4 +y ˆ 3 =6*x+1:
> implicitdiff(F, y, x);
2 −x
2
+ 2 xy
4
y
2
(1 −4 x
2
y)
2. x
2
+xy +xsen(y) = y sen(x); digitamos
>F:=x ˆ 2+x*y +x*sin(y)=y*sin(x):
> implicitdiff(F, y, x);

−2 x −y −sin (y) +y cos (x)
−x −xcos (y) + sin (x)
O processo de derivar implicitamente pode ser usado somente se a função determinada pela
forma implícita é derivável. Mas, para os exemplos e exercícios, sempre consideraremos esta
exigência satisfeita.
Exemplo 4.9.
1. (Folium de Descartes). Ache a equação da reta tangente à função definida implicitamente
por:
x
3
+y
3
= 6 xy,
no ponto (3, 3).
>F:=x ˆ 3 +y ˆ 3 =6*x*y:
> implicitdiff(F, y, x);
−x
2
+ 2 y
y
2
−2 x
>m := subs(x = 3, y = 3, );
m := −1
>ta:=3+m*(x-3);
ta := 6 −x
>with(plots):
4.6. DERIVAÇÃOS IMPLÍCITA 125
>a1:=implicitplot(F=0,x=-5..7,y=-6..6,thickness=3,color=blue,gridrefine=3):
Pesquise a opção gridfine.
>a2 := plot(ta(x), x = -4 .. 7, thickness = 2):
>display(a1,a2);
Figura 4.14: Folium de Descartes.
2. (Lemniscata de Bernoulli). Ache a equação da reta tangente à função definida implicita-
mente por:
2 (x
2
+y
2
)
2
= 25 (x
2
−y
2
),
no ponto (3, 1).
>F:=2*(x ˆ 2 +y ˆ 2)ˆ 2 =25*(x ˆ 2-y ˆ 2):
> implicitdiff(F, y, x);

x
_
4 x
2
+ 4 y
2
−25
_
y (4 x
2
+ 4 y
2
+ 25)
>m := subs(x = 3, y = 1, );
m := −
9
13
>ta:=1+m*(x-3);
ta :=
40
13

9
13
x
>with(plots):
>a1:=implicitplot(F, x = -4 .. 4, y = -2 .. 4, thickness = 3, color = blue, gridrefine = 3):
126 CAPÍTULO 4. DERIVADA
>a2 :plot(ta(x), x = -4 .. 6, y = -2 .. 4, thickness = 2):
>display(a1,a2);
Figura 4.15: Lemniscata de Bernoulli.
4.7 Aproximação Linear
É intuitivo pensar que uma função derivável restrita a um pequeno intervalo contido em seu
domínio "comporta-se"como uma função polinomial do primeiro grau.
Por exemplo, consideremos y = f(x) = x
2
. Estudando f num pequeno intervalo contendo
x = 1, por exemplo I = [0.99, 1.01], obtemos:
x f(x)
0.99 0.9801
0.999 0.998001
1 1
1.001 1.0002001
1.01 1.0201
A reta tangente ao gráfico de f no ponto x = 1 é dada por y = 2 x − 1; seu coeficiente angular
é 2. Determinemos os coeficientes angulares das retas passando pelos pontos (0.999, f(0.999)),
(1, f(1)) e (1.001, f(1.001)), (1, f(1)), respectivamente:
m
1
=
f(1) −f(0.999)
1 −0.999
= 1.9990
m
2
=
f(1.001) −f(1)
1.001 −1
= 2.0010.
m
1
e m
2
são valores bastante próximos de 2. Observe que se |x − 1| → 0 (x perto de 1), então
f(x) = x
2
fica próxima de y = 2 x −1. De fato:
4.7. APROXIMAÇÃO LINEAR 127
lim
x→1
|f(x) −y| = lim
x→1
|x
2
−2 x + 1| = 0.
Isto nos leva a estabelecer a seguinte definição:
Definição 4.6. Seja y = f(x) uma função derivável em x
0
. A aproximação linear de f em torno de x
0
é denotada por l(x) e definida por:
l(x) = f(x
0
) +f

(x
0
) (x −x
0
)
se x ∈ (x
0
−ε, x
0
+ε), ε > 0 pequeno.
A função l(x) também é chamada linearização de f ao redor ou em torno do ponto x
0
.
A proximidade de f(x) e l(x) nos permitirá fazer algumas aplicações.
A notação para f(x) próxima a l(x) é f(x) ≃ l(x). O erro da aproximação é E(x) = f(x) −l(x)
e satisfaz à seguinte condição:
lim
x→x
0
¸
¸
E(x)
x −x
0
¸
¸
= lim
x→x
0
¸
¸
f(x) −f(x
0
)
x −x
0
−f

(x
0
)
¸
¸
= 0.
A sintaxe, para determinar a linearização de uma função, é a mesma que para achar a reta
tangente. De fato, a linearização de f(x) ao redor do pointo x
0
é:
>f:=x->expressão:
>p:=diff(f(x),x):
>h:=unnaply(p,x):
>l:=x->f(x0 )+h(x0 )*(x-x0 );
Exemplo 4.10.
1. Se f(x) =
1
(1 + 2 x)
4
representa a temperatura num arame, calcule aproximadamente a
temperatura f(0.01).
Vamos determinar l(x) = f(0) +f

(0) x:
>x0=0:
>f:=x->1/(1+2*x)ˆ4:
>p:=diff(f(x),x):
>h:=unapply(p,x):
>l:=x->f(x0)+h(x0)*(x-x0);
128 CAPÍTULO 4. DERIVADA
l := x → 1 −8 x
>l(0.01);
0.92
Note que:
1
(1 + 2 x)
4
≃ l(x) = 1 −8 x,
no intervalo (−ε, ε), tal que ε > 0 (pequeno). Como 0.01 ∈ (−ε, ε), temos:
f(0.01) ≃ l(0.01) = 0.92 graus
Figura 4.16: Aproximação linear de f do exemplo 1.
2. Se f(t) = e
0.3x
representa o crescimento de uma população de bactérias, calcule a população
de bactérias para x = 20.012.
Vamos determinar l(x) = f(20) +f

(20) (x −20); então:
>x0=20:
>f:=x->exp(3*x):
>p:=diff(f(x),x):
>h:=unapply(p,x):
>l:=x->f(x0)+h(x0)*(x-x0);
l := x → 403.42 + 121.02 (x −20)
4.7. APROXIMAÇÃO LINEAR 129
>l(20.012);
404.87
Figura 4.17: Aproximação linear de f do exemplo 2.
3. Calcule, aproximadamente (1.001)
7
−2
3
_
(1.001)
4
+ 3.
Considere a função f(x) = x
7
−2
3

x
4
+ 3 e x = 1.001. Então, para x
0
= 1, temos:
>x0=1:
>f:=x->xˆ 7-2*root(xˆ4,3):
>p:=diff(f(x),x):
>h:=unapply(p,x):
>l:=x->f(x0)+h(x0)*(x-x0);
l := x →
1
3
(13 x −7)
>l(1.001);
2.00433
130 CAPÍTULO 4. DERIVADA
Figura 4.18: Aproximação linear de f do exemplo 3.
4.8 Aproximação de Ordem Superior
De forma análoga à aproximação linear podemos definir, em uma vizinhança do ponto x
0
,
uma aproximação quadrática, aproximação cúbica, etc. É possível verificar que o erro destas
aproximações é cada vez menor ao redor de um pequeno intervalo em torno de x
0
.
Definição 4.7. Seja f ∈ C
4
. A aproximação quadrática e a aproximação cúbica de f em torno de x
0
são
denotadas e definidas por:
q(x) = f(x
0
) +f

(x
0
) (x −x
0
) +
f
′′
(x
0
)
2
(x −x
0
)
2
c(x) = f(x
0
) +f

(x
0
) (x −x
0
) +
f
′′
(x
0
)
2
(x −x
0
)
2
+
f
(3)
(x
0
)
3!
(x −x
0
)
3
.
se x ∈ (x
0
−ε, x
0
+ε), ε > 0 pequeno.
As aproximações linear, quadrática e a cúbica são casos especiais do chamado polinômio de
Taylor.
4.9 Polinômio de Taylor
Seja f uma função n vezes derivável no ponto x
0
.
Definição 4.8. O polinômio de Taylor de ordem n, (n = 0, 1, 2, ....), no ponto x
0
é denotado por P
n
(x)
e definido por:
P
n
(x) =
n

k=0
f
(k)
(x
0
)
k!
(x −x
0
)
k
= f(x
0
) +f

(x
0
) (x −x
0
) +
f
′′
(x
0
)
2
(x −x
0
)
2
+......... +
f
(n)
(x
0
)
n!
(x −x
0
)
n
4.9. POLINÔMIO DE TAYLOR 131
onde f
(0)
= f.
Opolinômio de Taylor é aplicado para aproximar uma função emuma vizinhança de umponto
x
0
, conforme foi feito na definição 4.7 acima. A aproximação gera um resto, cuja expressão
contém derivadas da função de ordens superiores àquelas usadas para formar o polinômio de
Taylor. Assim, para aproximar uma função por seu polinômio de Taylor de ordem n, em uma
vizinhança de x
0
, devemos, pelo menos, exigir que as derivadas da função, até ordem n, sejam
contínuas e que a derivada de ordem n + 1 exista, numa vizinhança de x
0
. Por isso, na sintaxe,
abaixo, para achar o polinômio de Taylor de ordem n, inclui n + 1.
A sintaxe para determinar o polinômio de Taylor ao redor de x
0
, de ordem n, é:
>taylor(função,x=x0,n+1);
Exemplo 4.11.
1. Determine o polinômio de Taylor de ordem 10, no ponto x
0
= 0, de f(x) = sen(x).
>taylor(sin(x),x=0,11);
x −
1
6
x
3
+
1
120
x
5

1
5040
x
7
+
1
362880
x
9
+O
_
x
11
_
A expressão O(x
11
) envole derivadas da func cão f de ordem maior ou igual a 11 e que repre-
senta o erro cometido na aproximação polinomial fa função.
2. Determine o polinômio de Taylor de ordem 6, nos pontos x
0
= 0 e x = −1, de f(x) = e
x
.
>taylor(exp(x),x=0,7);
1 +x +
1
2
x
2
+
1
6
x
3
+
1
24
x
4
+
1
120
x
5
+
1
720
x
6
+O
_
x
7
_
>taylor(exp(x),x=-1,7);
e
−1
+ e
−1
(x + 1) +
1
2
e
−1
(x + 1)
2
+
1
6
e
−1
(x + 1)
3
+ 1
1
24
e
−1
(x + 1)
4
+
1
120
e
−1
(x + 1)
5
+
+
1
720
e
−1
(x + 1)
6
+O
_
(x + 1)
7
_
A sintaxe para obter as aproximações é:
>s:=taylor(função,x=x0,n+1):
>p:=simplify(convert(s,polynom));
>aprox:=unapply(p,x);
No MAPLE 13, podemos utilizar a seguinte sintaxe:
132 CAPÍTULO 4. DERIVADA
>with(Student[Calculus1]):
>p:=TaylorApproximation(função, x = ponto, order = a ordem de aproximação);
>aprox:=unapply(p,x);
Exemplo 4.12.
1. Determine a aproximação de ordem 4 de f(x) =
x
1 +x
2
, ao redor de x
0
= 0.
>f:=x/(1+xˆ2):
>s:=taylor(f,x=0,5);
s := x −x
3
+O
_
x
5
_
p:=simplify(convert(s,polynom));
p := x −x
3
>aprox:=unapply(p,x);
aprox := x → x −x
3
Figura 4.19: Gráfico de f(x) (azul) e da aproximação (vermelho).
2. A proporção de lâmpadas de sódio que falham após x horas de uso é dada por:
P(x) = 1 −
10000
(x + 100)
2
.
Determine a proporção de lâmpadas que falham após 99 horas de uso.
4.9. POLINÔMIO DE TAYLOR 133
Faremos diversas aproximações:
>with(Student[Calculus1]):
>f:=1-10000/(x+100)ˆ 2 :
>p1:=TaylorApproximation(f,x=100,order=1);
p1 :=
1
2
+
1
400
x
>p2:=TaylorApproximation(f,x=100,order=2);
p2 :=
5
16
+
1
160
x −
3
160000
x
2
>p3:=TaylorApproximation(f,x=100,order=3);
p3 :=
3
16
+
1
100
x −
9
160000
x
2
+
1
8000000
x
3
>l:=unapply(p1,x);
l := x →
1
2
+
1
400
x
>q:=unapply(p2,x);
q := x →
5
16
+
1
160
x −
3
160000
x
2
>c:=unapply(p3,x);
c := x →
3
16
+
1
100
x −
9
160000
x
2
+
1
8000000
x
3
Logo:
>evalf(l(99));
0.7475
>evalf(q(99));
0.74748125
>evalf(c(99));
0.747481250
134 CAPÍTULO 4. DERIVADA
Figura 4.20: Aproximação linear e quadrática, respectivamente.
Figura 4.21: Aproximação cúbica.
3. Calcule, aproximadamente (1.1)
2
×

10 −1.1
2
, utilizando uma aproximação de ordem 5.
Considere a função f(x) = x
2

10 −x
2
e x = 1.1. Então, para x
0
= 1, temos:
>g:=xˆ 2 *sqrt(10-xˆ 2):
>p:=TaylorApproximation(g,x=1,order=5);
p := −
125
4374
+
295
2187
x +
2125
729
x
2
+
466
2187
x
3

1025
4374
x
4

1525
39366
x
5
>apro:=unapply(p,x);
apro := x → −
125
4374
+
295
2187
x +
2125
729
x
2
+
466
2187
x
3

1025
4374
x
4

1525
39366
x
5
>apro(1.1);
4.10. ERROS DE APROXIMAÇÃO 135
3.587400047
Figura 4.22: Gráfico de f(x) (azul) e da aproximação (vermelho).
4.10 Erros de Aproximação
É possível provar que, se f ∈ C
n+1
([a, b]) e x
0
∈ (a, b), então:
f(x) = P
n
(x) +R
n
(x), ∀x ∈ [a, b]
onde:
R
n
(x) =
(x −x
0
)
n+1
(n + 1)!
f
(n+1)
(ν), ν ∈ (x
1
, x
2
)
onde x
1
= min{x
0
, x} e x
2
= max{x
0
, x}. Se |f
(n+1)
(x)| ≤ M para todo x ∈ [a, b], temos que:
E(x) ≤
|x −x
0
|
n+1
M
(n + 1)!
E(x) = |f(x) −P
n
(x)| é o erro da aproximação. A função R
n
= R
n
(x) é dita resto de Lagrange;
no MAPLE é denotado, por O((x − x
0
))
n
. Note que para n = 0 temos o Teorema do Valor
Médio.
Exemplo 4.13.
1. Determine o erro cometido ao calcular ln(1.00013), utilizando aproximação de ordem 4.
>g:=ln(x):
>p:=TaylorApproximation(g,x=1,order=4);
p := 4 x −
25
12
−3 x
2
+
4
3
x
3

1
4
x
4
136 CAPÍTULO 4. DERIVADA
>q:=diff(p,x$5);
q :=
24
x
5
Note que q ≤ 24 se x ≥ 1, logo:
>R4:=24*abs(x-1)ˆ5 /5!;
R4 :=
1
5
|x −1|
5
>simplify(subs(x = 1.00013, R4));
7.425860000 ×10
−21
Figura 4.23: Gráficos de f(x) (varmelho) e apro(x) (azul).
2. Determine o erro cometido ao calcular

e, utilizando aproximação de ordem 8.
>g:=exp(x):
>p:=TaylorApproximation(g,x=0,order=8);
p := 1 +x + 1/2 x
2
+ 1/6 x
3
+ 1/24 x
4
+
1
120
x
5
+
1
720
x
6
+
1
5040
x
7
+
1
40320
x
8
>q:=diff(p,x$9);
q := e
x
Note que, se 0 < x < 1, então e
x
< e < 3, logo:
>R8:=3*xˆ9 /9!;
R8 :=
1
120960
x
9
4.10. ERROS DE APROXIMAÇÃO 137
>simplify(subs(x = 0.5, R8));
1.614686673 ×10
−8
Figura 4.24: Gráficos de f(x) (varmelho) e apro(x) (azul).
3. Determine o erro cometido ao calcular cos(1.570791), utilizando aproximação de ordem 5.
>evalf(Pi/2);
1.570796327
>g:=cos(x):
>p:=TaylorApproximation(g,x=Pi/2,order=5);
p := −x +
1
2
π + 1/6 x
3
−1/4 x
2
π + 1/8 xπ
2
−1/48 π
3

1
120
x
5
+ 1/48 x
4
π −
1
48
x
3
π
2
+
+
1
96
x
2
π
3

1
384

4
+
1
3840
π
5
>q:=diff(p,x$6);
q := −cos(x)
Note que, se |cos(x)| ≤ 1,
>R5:=abs(x-Pi/2)ˆ 6 /6!;
R5 :=
1
720
|x −
1
2
π|
6
>simplify(subs(x =1.570791, R5));
3.173684014 ×10
−35
138 CAPÍTULO 4. DERIVADA
Figura 4.25: Gráficos de f(x) (varmelho) e apro(x) (azul).
4. Usando o polinômio de Taylor, em x
0
= 0, aproxime
3

e, com um erro inferior a 10
−5
.
Pelo visto no exemplo 2.
>Rn:=n->3ˆ(-n)/(n+1)!;
Rn := x →
3
−n
(n + 1)!
>convert(Rn( 1) < 10ˆ(-5), ’truefalse’);
false
>convert(Rn( 3) < 10ˆ(-5), ’truefalse’);
false
>convert(Rn( 5) < 10ˆ(-5), ’truefalse’);
true
>p:=TaylorApproximation(exp(x),x=0,order=5);
p := 1 +x +
1
2
x
2
+
1
6
x
3
+
1
24
x
4
+
1
120
x
5
evalf(subs(x = 1/3, p))
1.395610425
4.10. ERROS DE APROXIMAÇÃO 139
Figura 4.26: Gráficos de f(x) (varmelho) e da aproximação (azul).
140 CAPÍTULO 4. DERIVADA
4.11 Exercícios
1. Determine a equação da reta tangente ao gráfico das seguintes funções, no ponto de abs-
cissa dada:
(a) y = ln(x
2
), x = 1
(b) y = tg(x + 1), x = −1
(c) y = sen((x + 1) π), x = 0
(d) y =
3

e
x
, x = 0
(e) y =
x
x
3
+ 1
, x = 1
(f) y =
1

x
2
+ 1
, x = 1
(g) y =
x
5
−1
x
4
+ 1
, x = −1
(h) y =
1
x
2
(x
4
+ 1)
, x = 1
2. Determine as equações das retas tangentes à curva y = x
2
, nos pontos de abscissa x = ±3.
3. Determine o ponto onde a curva y = x
3
tem tangente paralela à reta tangente à mesma
curva no ponto de abscissa x = 4. Determine a equação da reta tangente nesse ponto.
4. Determine as equações das retas tangentes e das retas normais às curvas, nos pontos de
abscissas dadas:
(a) y = tg(−x
2
+ 1), x = 1
(b) y = e

1
x
, x = −1
(c) y = cos(
x
2
), x = 0
(d) y = arccos(2 x), x = 0
(e) y =
x
5
+ 1
x
4
+ 1
, x = 1
(f) y = sen(e
x
), x = ln(π)
(g) y = ln(x
2
+ 1), x = 1
(h) y = (4 x
3
+ 3 x + 1) ln(x), x = 1
5. Sabendo que as curvas y = 4 x
2
e y = −x
−1
tem retas tangentes paralelas com abscissa
comum, determine-as.
6. Determine f

(x) se:
(a) f(x) = (x
2
+x + 1) (x
3
+x) (x + 1)
2
(b) f(x) = (x
5
+x
3
+ 1)
3
(c) f(x) =
_
x + 2
3 x + 1
_
(x
2
+ 2)
(d) f(x) =
_
x
3
+ 1
x
2
−3
_
(x
4
−2 x
3
+ 1)
7. Calcule as derivadas das funções:
(a) y = 5
x−1
(b) y = (10
x
+ 10
−x
)
2
(c) y = log
5
(x
2
)
(d) y = xlog
4
(x) −x
(e) y = ln(
x
x + 1
)
(f) y = ln(cosh(x))
(g) y = ln(10
x
)
4.11. EXERCÍCIOS 141
(h) y = ln(log
10
(x))
(i) y = sen(e
x
)
(j) y = e
x
sen(ln((x)))
(k) y =

x
3
+ 2
(l) y =
_
x + 4
x + 7
_
6
(m) y = x
x−1
(n) y = 3
ln(x)
(o) y =
e
x
(x
3
−1)

2x + 1
(p) y = (x
2
)
x
(q) y = x
x
2
(r) y = x
1
x
(s) y =
_
sen(x)
_
x
(t) y = x
e
x
(u) y =
_
cos(x)
_
sen(x)
(v) y =
_
ln(x)
_
ln(x)
(w) y =
_
1 −tg
2
(x)
(x) y =
_
2 −cos
2
(x)
(y) y =
1
cos(2 x)
(z) y = arcsen
_
x
3
_
8. Supondo que a equação dada define implicitamente y = f(x), calcule
dy
dx
. :
(a) x
3
+y
3
= 5
(b) x
3
+x
2
y +y
2
= 0
(c)

x +

y = 10
(d) y
3
=
x −y
x +y
(e) 3 cos
2
(x +y) = 7
(f) tg(y) = xy
(g) e
y
= x +y
(h) ln(y
2
+x) = y
3
−x
2
(i) (x +y)
2
= (x −y)
2
(j) (x
2
−y
2
)
2
= y
2
+x
2
(k) sen(xy) = xcos(y)
(l) ln(y −x) = ln(y +x)
(m) e
−2x−y
= 5 +ln(x)
(n) ln(y x) = e
xy
(o) ln
_
y
x
_
= e
x
y
(p) cos(y x
2
) = sen(y x
2
)
(q) xy
2
+ 3 tg(y) = xy
(r) xarctg(y) +y arctg(x) = 1
9. Supondo que a equação dada define implicitamente x = g(y), calcule
dx
dy
. :
(a) x
3
+y
3
= 5
(b) x
3
+x
2
y +y
2
= 0
(c)

x +

y = 10
(d) y
3
=
x −y
x +y
(e) 3 cos
2
(x +y) = 7
(f) tg(y) = xy
(g) e
y
= x +y
(h) ln(y
2
+x) = y
3
−x
2
(i) (x +y)
2
= (x −y)
2
(j) (x
2
−y
2
)
2
= y
2
+x
2
(k) sen(xy) = xcos(y)
(l) ln(y −x) = ln(y +x)
(m) e
−2x−y
= 5 +ln(x)
(n) ln(y x) = e
xy
(o) ln
_
y
x
_
= e
x
y
(p) cos(y x
2
) = sen(y x
2
)
(q) xy
2
+ 3 tg(y) = xy
(r) xarctg(y) +y arctg(x) = 1
142 CAPÍTULO 4. DERIVADA
10. Determine os pontos da curva x
2
+ 2 xy + 3 y
2
= 3 nos quais as retas tangentes nesses
pontos sejam perpendiculares à reta x +y = 1.
11. Determine a segunda e terceira derivada de:
(a) y =
6

x
(b) y = x
−5
(c) y = sen(x
2
)
(d) y = tg
2
(x)
(e) y = sen
2
(x) +cos(x)
(f) y =
x
2 (x + 1)
(g) y =
_
1 +
1
x
_
2
(h) y =
x

x
2
−1
(i) y =
e
x
x
(j) y = cos(sen(x))
(k) y = ln(ln(x))
(l) y = arctg(sen(x))
(m) y = sec(

x)
(n) y = arcsec(x
2
)
(o) y = arccotgh(x
3
+ 1)
12. Calcule as derivadas sucessivas, até a ordem n dada:
(a) y = 3 x
4
−2 x, n = 5
(b) y =

3 −x
2
, n = 10
(c) y =
1
x −1
, n = 14
(d) y = e
2x+1
, n = 12
(e) y = ln(2 x), n = 14
(f) y = −2 cos
_
x
2
_
, n = 15
(g) y = sen(a x), n
(h) y = ln
_
1
x
_
, n = 10
(i) y = xe
x
, n
(j) y = xcosech(ln(x)), n = 10
(k) y = xarctgh(x) −ln(

1 −x
2
), n = 4
(l) y = cosh
9
(x), n = 6
(m) y = arcsenh(e
x
), n = 4
(n) y = ln(sech(x)), n = 5
(o) y = senh(cosh(x)), n = 38
(p) y = x
_
sen(ln(x)) −cos(ln(x))
_
,
n = 10
(q) y = ln
_
1 +sen(x)
1 −sen(x)
_
, n = 5
13. Seja y = a e
x
+b e
−x
+c x +x
5
, verifique que:
x
3
y
(3)
+ 5 x
2
y
′′
+ (2 x −x
3
) y

−(2 +x
2
) y = 40 x
3
−4 x
5
.
14. Calcule y
′′
(x) se:
(a) x
4
+y
4
= 16
(b) x
2
+ 6 xy +y
2
= 8
(c) x
2
y
2
= (y + 1)
2
(y −y
2
)
(d) y
2
= x
3
(2 −x)
(e) sen(y) +sen(x) +sen(xy) = x
(f) cos(y) −sen(x) = x
15. Determine a aproximação, linear, quadrática e cúbica, no ponto x
0
= 0, das seguintes
funções:
4.11. EXERCÍCIOS 143
(a)
x
x
2
+ 1
(b) x
2
cos(x)
(c) arctg(x
2
+ 1)
(d)

x + 3
(e) e
−2x
(f)
3

x + 1
(g)
x
x
2
+ 1
(h) ln(x
3
+ 5 x + 5)
(i) (4 x
3
+ 3 x −1)
7
16. Esboce, no mesmo referencial, as aproximações obtidas no ítem anterior.
17. Calcule, utilizando aproximação de ordem 10, o valor de:
(a)
3

0.12668
(b)
10

102340.462380
(c) sen(61
0
)
(d) (1.0022546)
7
+sen(1.0024589 ×π)
(e)
3
_
(8.014567)
4

1
3

8.0194623
(f) 2
2.0025783
18. Use o polinômio de Taylor de ordem 3 da função f(x) = sen(x) em x
0
=
π
6
para achar o
valor aproximado de sen(31
o
). Avalie o erro e esboce a função e a aproximação no mesmo
referencial.
19. Use o polinômio de Taylor de ordem 5 da função f(x) = sen(x) em x
0
= 0 para achar o
valor aproximado de sen(2
o
). Avalie o erro e esboce a função e a aproximação no mesmo
referencial.
20. Use o polinômio de Taylor de ordem 4 da função f(x) = cos(x) em x
0
= 0 para achar o
valor aproximado de cos(2
o
). Avalie o erro e esboce a função e a aproximação no mesmo
referencial.
21. Use o polinômio de Taylor de ordem 5 da função f(x) = ln(x + 1) em x
0
= 0 para achar
o valor aproximado de ln(1.56783). Avalie o erro e esboce a função e a aproximação no
mesmo referencial.
22. Usando o polinômio de Taylor, em x
0
= 0, determine uma aproximação de sen
_
π
11
_
, com
erro inferior a 3 ×10
−4
.
23. Usando o polinômio de Taylor, emx
0
=
π
4
, determine uma aproximação de cos(46
o
), com
erro inferior a 10
−5
.
24. Calcule o valor aproximado do volume de um cubo, se o comprimento de cada aresta
varia de 10 cm para 10.1 cm.
144 CAPÍTULO 4. DERIVADA
25. Mostre que a função logística:
L = L(t) =
A
1 +C Ae
−rt
satisfaz à equação
dL
dt
= C L
_
1 −
L
A
_
Se L = L(t) representa o crescimento populacional, quando a população se estabiliza?
26. A redução de oxigênio na água de uma lagoa, devido ao despejo de esgoto, só volta a
níveis normais t dias após o despejo do esgoto. Sabendo que a quantidade de oxigênio
que permanece, após t dias é dada por:
P(t) = 500
t
2
+ 10 t + 100
t
3
+ 20 t
2
+ 200
,
medido em%do nível normal de oxigênio, determine a velocidade comque a quantidade
de oxigênio está sendo reduzida, após 1, 10, 20 e 50 dias após o despejo.
27. A frequência da vibração da corda de um violino é dada por
f =
1
2 L
¸
T
ρ
,
onde L é o comprimento da corda, T é a tensão sobre a corda e ρ é densidade linear de
massa da corda. Determine a taxa de varição de f em relação a L (com T e ρ constantes);
a taxa de varição de f em relação a T (com L e ρ constantes); a taxa de varição de f em
relação a ρ (com L e T constantes) e interprete os resultados.
Bibliografia
[M-M] Maria Hermínia de Paula Leite - Mário Olivero Marques: Introdução ao MAPLE V,
visando o ensino de Cálculo Diferencial e Integral I - funções reais de uma variável real, Texto
Didático: Projeto PROIN/CAPES - Instituto de Matemática, Universidade Federal
Fluminense, 1999.
[VC] Mauricio A. Vilches - Maria Luiza Corrêa: Cálculo: Volume I, edição online em
www.ime.uerj.br/∼calculo, 2007.
Bibliografia Suplementar
Angela R. Santos - Waldecir Bianchini: Aprendendo Cálculo com o Maple - Cálculo de uma variável,
Ed. Rio de Janeiro: LTC, 2002.
145

2

Todos os direitos reservados Proibida a reprodução parcial ou total

3

PREFÁCIO

Esse livro surgiu da necessidade de modernização do ensino de Cálculo Diferencial e Integral, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ. O texto, elaborado para a disciplina introdutória, Cálculo I, foi concebido para servir de guia a todos que buscam uma renovação da prática docente, de modo a conciliar aspectos do ensino tradicional com a utilização de recursos computacionais. A intenção que norteou essa iniciativa foi, não somente ilustrar melhor os conceitos teóricos, através da utilização dos recursos gráficos e da elaboração de cálculos algébricos mais complexos que são possibilitados pelos programas computacionais matemáticos, mas, principalmente, promover uma mudança de metodologia. O objetivo principal do livro é transformar o conceito tradicional, onde o professor, em geral, é o único participante ativo da atividade de ensino, sendo os alunos meros receptores, numa parceria, onde tanto mestre como alunos possam interagir, todos participando ativamente do desenvolvimento da aula. Acreditamos que a utilização desse livro irá auxiliar o professor no seu papel de orientador, instigador e moderador do processo de aprendizagem, bem como possibilitará que os alunos se tornem verdadeiros colaboradores na elaboração da aula, através de uma melhor compreensão dos conceitos abordados, de uma busca mais divertida das soluções de muitos dos problemas propostos e da criação, por eles próprios, de novas tarefas ou exercícios. Outro aspecto que consideramos de grande importância é desmistificar a idéia de que "o computador é capaz de tudo", idéia essa, que parece se firmar, cada vez mais, num mundo que presencia o ritmo acelerado em que se desenvolve a Tecnologia de Informação e Comunicação. As limitações dos algoritmos empregados em certas versões dos programas computacionais ocasionam deficiências nas resoluções de alguns problemas matemáticos. São os chamados conflitos computacionais. Assim, desejamos também que o aluno desenvolva um senso crítico em relação ao uso da "máquina"e percebam que não se pode abster "do pensar"e que "o cérebro é ainda a melhor máquina". Por isso, a seção 1.23

os comandos básicos do MAPLE.5. é complementada com uma disciplina de Laboratório de Cálculo I. mas o seu enfoque foi o da utilização do computador como ferramenta para a resolução de exercícios e de chamar a atenção para a ocorrência de eventuais conflitos computacionais. essas duas disciplinas. versão 9. onde se fez a opção de usar o MAPLE. Portanto. a disciplina de Cálculo I. sentem dificuldades em manipular tais programas. que apresenta. Muitos poderiam observar que esses comandos são obtidos através da "Ajuda"do programa. Tem a vantagem de ser auto-explicativo. relacionando-os com os conceitos que são abordados na disciplina teórica. a teórica e de laboratório. no final da década de 1990. UFF. com aulas expositivas tradicionais. Como muitas das sintaxes dos programas computacionais utilizados em Matemática são parecidas. nem dos programas computacionais que podem ser utilizados nessa área. No entanto. utilizamos o programa MAPLE. o aluno adquire habilidade para lidar com esse tipo de ferramenta computacional e consegue facilmente manipular outros programas semelhantes. O conteúdo do livro é o mesmo de um curso tradicional de Cálculo. a começar pela própria busca de tópicos. nem da terminologia empregada no Cálculo. em todos os seus capítulos. possibilitou a elaboração desse texto. após esse primeiro contato com a disciplina Laboratório de Cálculo I. que poderá melhor empregá-lo para se dedicar á resolução de problemas e desenvolvimento de projetos que viabilizem a aprendizagem dos conceitos matemáticos. Não podemos deixar de externar nossos mais sinceros agradecimentos ao professor Mário Olivero Marques da Silva.4 do Capítulo 1 é dedicada a problemas matemáticos. por mais de dois anos. além de contribuir para o seu desempenho individual. lembramos que o aluno está tendo o seu primeiro contato com o Cálculo Diferencial e Integral e muitos deles não têm o conhecimento. Assim. No Curso de Matemática da UERJ. do Instituto de Matématica da Universidade Federal Fluminense. que foi um dos idealizadores de um projeto pioneiro. realizado na UFF. A experiência dos autores em ministrar. que utilizou o Maple . que não são resolvidos de maneira satisfatória pela versão do MAPLE que utilizamos. o que permite ao aluno determinar o seu próprio ritmo de estudo. simultaneamente. Para as aulas de laboratório. nossa experiência mostra que. o fato do livro explicitar os comandos mais básicos do MAPLE poupa um tempo precioso do aluno.

na UERJ.5 V como uma ferramenta didática para auxiliar a compreensão do conteúdo programático da disciplina de Cálculo I.Brasil . para as nossas primeiras experiências lecionando a disciplina de Laboratório de Cálculo I. muitas das idéias contidas nesse livro sofreram influência dessa iniciativa pioneira. Assim. como ponto de partida. Um dos produtos gerados por esse projeto foi o material didático que pode ser encontrado nas referências e do qual nos utilizamos. Os autores Rio de Janeiro .

6 .

.10 Animações . . . . . . . . . .7. . . . . . . . . . . .9 Livrarias . . 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1. . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . Inequações e Sistemas de Equações 1. 9 9 10 10 12 14 15 19 23 26 26 28 30 33 34 37 38 39 41 43 49 49 51 53 59 61 62 64 68 73 73 76 79 . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .7 Equações. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .4 Composta de Funções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . .1 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Conteúdo 1 COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE 1. 2 FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . .12 Deficiências do MAPLE . .2 Conversão de Expressões em Funções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5 Função Inversa . . . . . . . .6 Gráficos de Funções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .9 Gráficos de Regiões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3 Cálculo de Limites . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . .11 Traçado de Curvas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . 3 LIMITES E CONTINUIDADE 3. . . . . . . . . . .1 Livraria . . . . . 3. . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .10 Conjuntos e Sequências .9. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . . . .2 Gráficos de Funções Definidas por Tabelas 2. . . .13 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3 Operações e Números Pré-Definidos . .1 Introdução . . . . . . 1. . 2. . . . . . . . . . 2. . . . . . . . . . . . 2.7. . 1. . . . .8 Livraria do Plot . . . . . . . . . . . . . . . 1. . . . . . . . . . . . .1 Tabelas . . . . . . . . . 1. . . . . . . . . . . . . .4 Funções Pré-Definidas . . . . . . . . . . . . . .5 Cálculos Aproximados . . . . . . . . . 7 . . . . . . . .2 Início . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3. . . . 2. . . . . .6 Manipulações Algébricas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .1 Gráficos de Funções Definidas por Partes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2 Limites . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .3 Funções Definidas por Partes . . . . . .7 Gráficos de Outros Tipos de Funções . . 1. . .RealDomain . . . . . . . . .8 Nomeação de Objetos e Substituições . . . . . . . . . . . 2. . .

. . .2 Reta Tangente . . . .4 Sintaxes que envolvem a Derivada 4. . . . . . . . . 4. . . . .4. . . . . . . . Bibliografia Básica . . . . 4.5 Regra da Cadeia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. .1 O Operador Diferencial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. . . . . . . . .11 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CONTEÚDO . . . . . . . . . 4. . . . . . . . 84 87 93 99 105 105 108 114 115 120 122 123 126 130 130 135 140 145 4 DERIVADA 4. . . . . . .6 Derivaçãos Implícita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .6 3. . . . . . . 4. . . . . . . 4. 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Continuidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5 3. . . . . . . . . . . . .7 Definição de Limite Assíntotas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .10 Erros de Aproximação . . . . . . . . . . .7 Aproximação Linear . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .8 3. . . . .9 Polinômio de Taylor . . . . . . . . . . . .4 3. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .1 Retas Secantes . . . . . . . . . . . .3 Funções Deriváveis . . .8 Aproximação de Ordem Superior . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

a saber: o núcleo (kernel). já esteja instalado o MAPLE para reproduzir os exemplos e os exercícios. chamada folha de trabalho (worksheet). quando necessário. como também abrange muitas áreas da Matemática. dois tipos de comandos: os que utilizam o núcleo e os comando da interface do usuário. essencialmente. que é a parte central do software. permite obter soluções exatas em diversos tipos de problemas. A capacidade simbólica do software. de forma alguma. Nestas notas nos concentraremos. onde são realizadas as operações.Capítulo 1 COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE 1. As manipulações simbólicas são operações do tipo . O MAPLE tem. Veja o último parágrafo deste capítulo. a abordagem do aprendizado teórico em sala de aula.1 Introdução O MAPLE é um tipo de software. simplificação. além de gerar gráficos em dimensão 2 e 3. a interface do usuário.expressar uma variável em função de outra. dirigido para a resolução de diversos problemas em Matemática e outras Ciências afins. pertecente a uma classe chamada de computação simbólica ou algébrica. essencialmente. reagrupamentos dos termos de uma expressão. O MAPLE consiste de três partes principais. As sintaxes apresentadas nestas notas correspondem às versões do MAPLE 5 em diante. observamos que é recomendável a utilização de recursos computacionais. Finalmente. O MAPLE é uma ferramenta poderosa que serve não somente para testar os conhecimentos de Cálculo I. ao ler os capítulos. o qual sempre se mostrou indispensável. Recomendamos que. mas isso não exclui. no apoio ao ensino do Cálculo. etc. fatoração. é recomendável. que são um conjunto de funções pré-definidas e que são acionadas por uma sintaxe própria. escrita em linguagem C. 9 . na parte básica do software. substituição. A utilização do MAPLE no Cálculo é um ótimo laboratório para testar e esclarecer muitos conceitos estudados em sala de aula. Uma das principais características do MAPLE é permitir manipulações numéricas e simbólicas. e finalmente. as livrarias (packages). direcionado exclusivamente ao Cálculo de funções de uma variável real. onde se realizam as operações de entrada e saída.

não apaga o que já foi digitado no worksheet. Utilizamos ":” (dois pontos) quando desejamos que o MAPLE execute o comando e o resultado seja guardado na memória. quando aparecer o prompt. A sintaxe de todo comando do MAPLE deve terminar em ponto e vírgula: >expressão. ao início de cada exercício.2 Início Após o início do software. a digitação das expressões serão feita ao lado do prompt : > Isto é.3 Operações e Números Pré-Definidos Alguns dos comandos básicos para diversas operações pré-definidas do MAPLE são: Adição: + Subtração: Multiplicação: * Divisão: / Potenciação: ˆ Fatorial de um número natural: ! Maior e menor que: > e < Maior ou igual e menor ou igual que: >= e <= Diferente de: <> . A execução da sintaxe do comando após ". Este comando apaga da memória os comandos utilizados anteriormente.” ou ":” é finalizada pressionando a tecla enter. Ou dois pontos: >expressão: Utilizamos ". o qual poderá ser lido pelo MAPLE em outra ocasião. implica em que o MAPLE está pronto para receber os comandos.10 CAPÍTULO 1. porém. enviando-os para um arquivo de extensão *. sem mostrá-lo na tela. É possível guardar os dados digitados. 1. é conveniente. Em geral.mws. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE 1. utilizar o comando: >restart.” (ponto e vírgula) quando desejamos que o resultado seja mostrado imediatamente na tela.

b. o resultado será diferente. OPERAÇÕES E NÚMEROS PRÉ-DEFINIDOS Máximo divisor comum: igcd(a. 5π − 1 3 5π − 1 .” ponto..1. Devemos digitar: > 3*7 ˆ(1/9) +11 ˆ 3 -1. Escrevemos: 1 3 ..3.1. 5π − Logo.) Mínimo múltiplo comum: ilcm(a.428571. Exemplo 1. Para calcular > (5*Pi-1)/3. No exemplo anterior...c. o resultado será diferente se digitarmos: > 5*Pi-1/3..c. 3.) Menor inteiro maior ou igual a x: ceil(x) Parte inteira de x: trunc(x) Parte fracionária de x: frac(x) O MAPLE tem os seguintes números pré-definidos: O número π é definido por: Pi O número e é definido por: exp(1) A unidade imaginária é definida por: I Notamos que o Maple utiliza para os decimais ". Devemos digitar: 3 √ 9 7 + 1330 11 3 é denotado na forma 7 Devemos ter cuidado nos parênteses utilizados na construção de uma expressão. Determine o máximo divisor comum de 6 e 26 e mínimo múltiplo comum de 5 e 24. Para calcular 3 × 71/9 + 113 − 1.b. 3 2. Por exemplo: decimal 0.. 1.

(log(x)): log(x) Logaritmo na base b de x. 6 Analogamente. Escrevemos: > ceil(5. sec(x).3 e a parte inteira de 223. ( x): sqrt(x) √ Raiz n-ésima de x. tan(x).26). ( ex ): exp(x) Logaritmo natural de x. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE 2 Analogamente.4 Funções Pré-Definidas O MAPLE tem algumas funções elementares e transcendentes pré-definidas.24).3). CAPÍTULO 1. csc(x) . por exemplo: Valor absoluto de x. 120 4. ( n x): root(x. (logb (x)): log[b](x) Funções Trigonométricas: sin(x). ( sgn(x)): csgn(x) O maior inteiro que é menor ou igual a x. Determine o menor inteiro maior ou igual a 5. cos(x).34).34.12 > igcd(6. escrevemos: > trunc(223. (ln(x)): ln(x) Logaritmo na base 10 de x. cot(x). escrevemos: > ilcm(5.n ) Exponencial de x. ( [[x]]): floor(x) √ Raiz quadrada de x. ( |x|): abs(x) Sinal de x. 223 1.

Onde x. arctan(x). Devemos digitar: 3 √ 3 13 π π 2. sech(x). arctanh(x). cosh(x). tanh(x). coth(x). Determine o valor de 4 sen( ) − sec2 ( ).1. Determine o valor de arcsen(1) − arctan(1) + sech(4). Determine o valor de tg( > tan(4*Pi/3). arccos(x).2. arccot(x). 152 . arcsech(x). csch(x) Funções Trigonométricas Hiperbólicas Inversas: arcsinh(x). Devemos digitar: 3 4 > 4*sin(Pi/3)-sec(Pi/4) ˆ 2. arcsec(x). Devemos digitar: > floor(Pi+root(12929. arcsc(x) Funções Trigonométricas Hiperbólicas: sinh(x). Determine o valor de [[π + 70 √ 12929 + e5 ]]. arccosh(x). arccoth(x). √ 2 3−2 3. ln(3) + ln(5) − ln(2) ln(5) Pode explicar este resultado? 5. 4π ). arcsch(x) Exemplo 1. 70)+exp(5)). é em radianos. 1. FUNÇÕES PRÉ-DEFINIDAS . Determine o valor de log5 (3) + ln(5) + log( ).4. Devemos digitar: > arcsin(1)-arctan(1)+sech(4). π + sech(2) 2 1 4. Funções Trigonométricas Inversas: arcsin(x). Devemos digitar: 2 > log[5](3)+ln(5)+log(1/2).

Ou. se não é indicado o números de digitos. 5)-floor(ln(453)).464101616 . escrevemos: > evalf[100](Pi). utilizaremos o comando: > evalf(expressão. 1. 152. como mostram os exemplos a seguir: Exemplo 1. por exemplo 100. Devemos digitar: 3 > evalf(4 ˆ 3*sqrt(5)+17/3 +exp(1)*root(456. alternativamente: > evalf[digitos ] (expressão). Devemos digitar: 3 4 > evalf(4*sin(Pi/3)-sec(Pi/4) ˆ 2) . 152. 3. Determine o valor aproximado de π. O comando evalf expressa o valor aproximado na forma de número decimal com um total de 10 digítos.14 CAPÍTULO 1. 5)-floor(ln(453))).023861144905348681717678473 π π 3.141592653589793238462643383279502884197169399375105820974944592307816406286 208998628034825342117068 2. Podemos alterar o número de digítos da resposta.0238611 Para obter o resultado com 30 digítos: >evalf(4ˆ3*sqrt(5)+17/3 +exp(1)*root(456. 1.30). Determine o valor aproximado de 4 sen( ) − sec2 ( ).5 Cálculos Aproximados Para efetuar cálculos aproximados no MAPLE. 3. Determine o valor aproximado de 43 √ 5+ √ 17 + e 5 456 − [[ln(453)]].3. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE 1. Devemos digitar: > evalf(Pi). digitos ).141592654 Se desejamos mais digítos na aproximação.

o MAPLE aceita também expressões algébricas. x8 + 16 x6 + 96 x4 + 256 x2 + 256 2. 1. power ou radical. sen(2 x) Agora. Outras opções podem ser consultadas. Determine o valor aproximado de log5 (3) + ln(5) + log( ). exp.4. MANIPULAÇÕES ALGÉBRICAS 1 4. Devemos escrever: > expand((x ˆ 2 +4)ˆ4).6. Por exemplo: > expand(expressão.trig). Devemos escrever: > expand(sin(2*x)).exp). Os seguintes comandos são utilizados para manipulações de expressões numéricas e/ou algébricas: Desenvolver uma expressão: expand( ) Fatore uma expressão: factor( ) Simplifique uma expressão: simplify( ) Decompor um número em fatores primos: ifactor( ) Estes comandos possuem algumas opções adicionais. Desenvolver (x2 + 4)4 .1. Desenvolver sen(2 x).6 Manipulações Algébricas Como foi comentado no início do capítulo.598896926 15 1. Os argumentos desta sintaxe são: trig. 1. ln . opção). 2 sin(x) cos(x) 3. utilizando >?sintaxe. Devemos digitar: 2 > evalf(log[5](3)+ln(5)+log(1/2)). . Desenvolver cosh(x + y). Devemos escrever: > expand(cosh(x+y). se digitamos: > expand(sin(2*x). Exemplo 1.

Desenvolver sen(x + y).16 CAPÍTULO 1. Devemos escrever: > factor(x ˆ 6 -4096). (x − 4) (x + 4) (x2 + 4 x + 16) (x2 − 4 x + 16) 6. Devemos escrever: > ifactor(3628800). sin(ω x) cos(ω x0 ) cos(α) + sin(ω x) sin(ω x0 ) sin(α) − cos(ω x) sin(ω x0 ) cos(α)+ cos(ω x) cos(ω x0 ) sin(α) Agora. Devemos escrever: x4 − 16 > simplify((x ˆ 6 -4096))/(xˆ4 -16). Simplifique x6 − 4096 .x-x0 ). Decompor em fatores primos 3628800. Se escrevemos: >expand(sin(omega*(x-x0)+alpha)). sin(x) cos(y) + cos(x) sin(y) 9. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE cosh(x) cosh (y) + sinh(x) sinh(y) Procure outras formas de utilizar este comando. Devemos escrever: > simplify(cosh(x) ˆ 2 -sinh(x) ˆ 2). sin(ω (x − x0 )) cos(α) + cos(ω (x − x0 )) sin(α) 5. 4. 1 Explique este resultado. Simplifique cosh2 (x) − senh(x)2 . Fatore x6 − 4096. 8. Desenvolver sen(ω (x − x0 ) + α). se escrevemos: >expand(sin(omega*(x-x0 )+alpha). x4 + 16 x2 + 256 7. Devemos escrever: > expand(sin(x+y)). digitando >?sintaxe. .

MANIPULAÇÕES ALGÉBRICAS 17 ((2))8 ((3))4 ((5))2 (7) Em geral. se x e y são números positivos..6. Exemplo 1. > sin(4*Pi*n).. Isto é devido ao fato de que o MAPLE supõe que n é uma variável independente e não necessariamente um número inteiro. o domínio das variáveis. variável2 >0. O tipo pode ser inteiro (integer).. o MAPLE não assume. assume=nonneg).1. real (real) ou por exemplo: > assume(variável>0). Vejamos o exemplo a seguir. Digite a seguinte expressão: > sin(4*Pi*n). No exemplo anterior: > assume(n. > simplify(sqrt(x ˆ 2 y ˆ 2). xy Também podemos utilizar: > assume(variável1 >0. numa expressão.5. Simplifique x2 y 2 . sin(4 π n) O MAPLE não lançou o resultado igual a zero. (−1)n 2. para definir o domínio de uma variável: > assume(variável.): Quando se tratar de funções que envolvem logarítmos. Devemos digitar: x . 1. Utilizamos a seguinte sintaxe. Desenvolver ln y . 0 > cos(Pi*n). opção).. Por exemplo: 3. a priori.integer).

Exemplo 1. √ 3 930 + 10 x2 + 10 . Ao utilizar este comando. exy 3. Digitamos: >assume(x. Ou. xy−2 4. CAPÍTULO 1. Digite: > combine(exp(x)*exp(y). x Outro comando de manipulação algébrica é o combine que produz o efeito inverso do comando expand. A sintaxe é: > combine(expressão. é nescesário indicar. equivalentemente: > combine[opção] (expressão).exp). 1. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE ln(x) − ln(y) 4. real): > simplify(ln(exp(x))). Digite: >combine[radical](sqrt(27)*sqrt(10)*sqrt(31)+sqrt(10)*sqrt(x ˆ 2 +1).power). Digite: > combine(2*sin(x)*cos(x). power ou radical.y>0): > expand(ln(x/y). opção).6. que tipo de elementos se deseja combinar. o qual combina diversas expressões para conseguir uma mais reduzida. As opções desta sintaxe são: trig.18 >assume(x>0. como argumento. sin(2 x) 2.trig). exp. Simplifique ln(ex ). ln . Digite: > combine(x ˆ y /x ˆ 2 .

. EQUAÇÕES... {x = 6} 2. opções).equação2.}. Devemos escrever: >solve((x ˆ 2 -3*x*y+2*y ˆ 2 =0. variável). Inequações e Sistemas de Equações Para resolver equações...7 Equações.. Para equações em uma variável: > solve(equação. Para equações ou sistemas de equações de mais de uma variável.{y}). . Devemos escrever: >solve((x ˆ 3 -7*x ˆ 2 +4*x +12. {x = −1}.variável.variável2. {y = x}... Determine a solução do sistema: {y = x } 2 .equação2. nesta sintaxe. numa equação com mais de uma variável. ou > fsolve({equação1 . inequações.7. Determine a solução de x3 − 7 x2 + 4 x + 12 = 0.. Para determinar as soluções inteiras de uma equação. utilizamos o comando solve. opções).. Quando desejamos resolver um sistema a sintaxe é: > solve({equação1.}. utilizamos a seguinte sintaxe: >isolve(equação). Determine a solução de x2 − 3 x y + 2 y 2 = 0 em função de y.{x}).}. 3... 1..{variável1.}).7. A opção mais utilizada.. variável2... INEQUAÇÕES E SISTEMAS DE EQUAÇÕES 19 1. Exemplo 1. desejamos expressar uma delas em função das outras. é o intervalo onde se deseja achar a soluação aproximada. {x = 2}. sistemas lineares. {variável1. Quando se deseja obter o resultado aproximado de uma equação ou sistema utilizamos a sintaxe: > fsolve(equação. Este comando também é utilizado quando.. a sintaxe do comando deve incluir as variáveis que desejamos determinar..1.

{x.y}). RealRange (Open (1) . {y = 1. {x = Podemos aproximar as soluções: >solve(({5*x-3*y=1. RealRange (−∞. −6) ∪ (1. Devemos digitar: 6 3 6 3 >isolve(xˆ 4+(5/6)*xˆ3-(7/3)*xˆ2+(1/6)*x+1/3).-2*x+8*y=9}. Determine as soluções inteiras de: x4 + 5 x 3 7 x2 x 1 − + + = 0. 34 {y = 47 } 34 {x = 1. 6. Devemos digitar: >solve(x *abs(xˆ3 -3*x ˆ2+9*x+27) <0. Determine a solução de |x + |x + 2|2 − 1| > 9. RealRange(-infinity. RealRange(Open(-3). 5x − 3y = 1 −2 x + 8 y = 9..x).20 CAPÍTULO 1. 0) ∪ (0.-2*x+8*y=9}. 5. Open(3)). 20]. +∞).{x. . Determine a solução de x x3 − 3 x2 − 9 x + 27 < 0. +∞). Open(0)). (−∞. Devemos digitar: >solve(abs(x+abs(x+2)ˆ 2 -1)>9. −3) ∪ (−3.20). o comando % % representa o penúltimo resultado.x). Analogamente. RealRange(Open(0). no intervalo [−20.x=-20.382352941} Utilizamos o comando % para chamar a expressão imediatamente anterior sem repetir a digitação.029411765}. {3. 3) ∪ (3. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE Digite: >solve(({5*x-3*y=1. (−∞. infinity).0033370453} 7. ∞) . Devemos digitar: >fsolve(x ˆ 2 -36*x+100=0.y}): >evalf(%) 35 }. Open(-3)) Isto é. Open (−6)) Isto é. Este comando é muito útil quando se manipula expressões muito complicadas e/ou extensas.{x}. Determine a solução de x2 − 36 x + 100 = 0. 4. RealRange(Open(3).

320816347*I}.{x=-2. Digitemos: > solve(x ˆ 5 . index = 5)} RootOf(expressão) é a forma genérica das raízes do polinômio.1. As soluções da equação. {x = − } 2 3 8.2467292569+1.423605849}.7. index = 1)}.320816347*I}. {x = 1.2}).y=-2. Determine a solução do sistema: sen(x + y) − ex y = 0 x − y = 1. {x = }.2*x + 3 = 0. onde index é o número e a ordem da solução Para obter soluções explícitas. utilizamos a sintaxe: > evalf(%).x). EQUAÇÕES.{x.2467292569-1. y = −0. Digitemos: >fsolve({sin(x+y)-exp(x) * y=0. {x = 1}. 1 1 {x = −2}. index = 4)}. {x = RootOf (_Z 5 − 2_Z + 3.9585321812+. INEQUAÇÕES E SISTEMAS DE EQUAÇÕES 21 Note que: {x = −2}.y}. {x = RootOf (_Z 5 − 2_Z + 3. complexas. onde aparece o símbolo I.9585321812-.4984277790*I}. y) ∈ [−2.4984277790*I} Estas são as 5 raizes da equação.278443473.2784434726} O Maple ocasionalmente. {x = RootOf (_Z 5 − 2_Z + 3. Vejamos o seguinte exemplo: Exemplo 1. index = 2)}.. se (x. {x = -.. {x = RootOf (_Z 5 − 2_Z + 3.8. lança soluções em função da expressão RootOf. Isto indica que x é uma raiz do polinômio z 5 − 2 z + 3. {x = .x-y=1}. {x = RootOf (_Z 5 − 2_Z + 3.{x}).2. 2]. {x = 1} >solve(xˆ 4+(5/6)*x ˆ 3-(7/3)*xˆ2+(1/6)*x+1/3. {x = . {x = -. são as soluções que não são reais. 2] × [−2. index = 3)}. {x = -1. .

√ 3 2.AllSolutions).AllSolutions). especialmente. 1.22 CAPÍTULO 1. 12 − 5 π + π _Z3 ˜ 12 .x. Exemplo 1. 4 Interprete o resultado. 2 >solve(cos(x)+sqrt(3)/2=0.variável. 6 x=− 5π + 2 k π. {x = Isto equivale a: x= 5π + 2 k π. k ∈ Z 5 5 π − π__B2 ˜ + 2 π_Z2 ˜} 6 3 k∈Z 3. 0 Digitamos: >solve(sin(x)=0.x). {x = π _Z5 ˜} Isto equivale a: x = k π. Determine a solução de sen(x) = 0. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE Para obter todas as soluções de uma equação equação. utilizamos a seguinte sintaxe: >solve(equação.x). as trigonometricas. 3 m. 5 π 6 Digitamos: >solve(cos(x)+sqrt(3)/2=0. 1 π + π _Z1 ˜.AllSolutions). >solve(sin(x)=0. Determine a solução de cos(4 x) + sen(2 x) = 0. − 1 π + π _Z2 ˜. >solve(cos(4*x)+sin(2*x)=0.{x}.{x}.9. Determine a solução de cos(x) + = 0.AllSolutions).

Ou. Se digitamos: > eq1:=x+y-3=0. x+y−3=0 2.1. y = 3.z}). resolvê-la: > solve(eq1. Escreva a seguinte sequência de comandos: {x = −y + 3} .y. podemos nomeá-los. A sintaxe para isto é: := (dois pontos e igual) Para substituir os valores numa expressão já definida. eq1 := x + y − 3 = 0 Podemos chamar a expressão anterior. Exemplo 1.eq2.10. z = 7} 3. NOMEAÇÃO DE OBJETOS E SUBSTITUIÇÕES 23 1. utilizamos a seguinte sintaxe: > subs(objeto a substituir.eq3 }. podemos nomeá-las como: > eq1:=3 *x-5*y+z=1 : > eq2:=x+3*y-z=5: > eq3:=-x-y+z=1: Escrevemos: > solve({eq1.8. fazendo: > eq1.8 Nomeação de Objetos e Substituições Quando necessitamos utilizar seguidamente uma expressão e/ou valor numérico. evitando assim digitá-los repetidamente.} {x = 3.{x. Num sistema de equações. expressão). 1.{x}).

Substitua no exemplo anterior os valores a = 1.sol[4] {x = 1}. 1 −b + {x = 2 > sol[1]. x2 + 5 x + 3 5. Determine a solução de: x5 − x4 e − Devemos digitar: >eq:=x ˆ 5-x ˆ 4*exp(1)-(23/8)*x ˆ 4+(23/8)*x ˆ 3*exp(1)-(179/8)*x ˆ 3+ +(179/8)*x ˆ 2*exp(1)+(85/4)*x ˆ 2-(85/4)*x*exp(1)+3*x-3*exp(1) = 0): >sol:=solve(eq. 4.{x}). CAPÍTULO 1. 8 8 8 8 4 4 6. Devemos digitar: > subs(a=1. 1 {x = 1}.x).b=5.24 > eq1:=a*x ˆ 2 +b * x+c. b = 5 e c = 3. Determine a solução do sistema: Devemos digitar: >eq1:=x ˆ 2 +y ˆ 2 +z ˆ 2 =1: >eq2:=x-y+2 *z=-1: ..c=3. xy + yz +xz = 0 23 x4 23 e x3 179 x3 179 e x2 85 x2 85 e x + − + + − + 3 x − 3 e = 0. {x = − }. {x = −4}. {x = e} 8 >sol[1]. {x = 6}. {x = −4}      x2 + y 2 + z 2 = 1 x − y + 2 z = −1 . COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE a x2 + b x + c > sol:=solve(eq1=0. 1 −b + {x = 2 √ b2 − 4 a c } a √ b2 − 4 a c 1 −b − } {x = a 2 √ b2 − 4 a c } a Interprete a sequência de comando e faça > sol[2].eq1).

1. y = − + ∗ RootOf(7* _Z ˆ 2+8*_Z-3). y = −.2975375043} Para verificar que os resultados obtidos pelo MAPLE são.x).4819805066. 1.8. Determine as soluções de x4 + x3 − 7 x2 − x + 6 = 0.y. −1. NOMEAÇÃO DE OBJETOS E SUBSTITUIÇÕES >eq3:=x*y+y*z+z*x=-1: >solve({eq1. y = ∗ RootOf(7 * _Z ˆ 2 -3) + . Exemplo 1.11. sol := 2. 0=0 subs(x=sol[3]. 25 1 1 3 3 {x = − ∗ RootOf(7 * _Z ˆ 2-3) + .eq3}.3512312478. utilizamos a seguinte sintaxe: >eq:=equação: >sol:=solve(eq. z = . Devemos digitar: >xˆ 4+xˆ 3-7*xˆ 2-x+6 = 0: >sol:=solve(eq. 0=0 .eq). {x = −1. 1.variável).6546536711}. soluções de uma equação e/ou um sistema de equações.eq). −3 subs(x=sol[1]. y = 1.{x.827326836. realmente. >subs(variável=sol[i]. {x = −. 2 2 2 2 z = RootOf(7*_ Z ˆ 2+8*_Z-3)} evalf(%).946306256.eq).eq2.z}). z = RootOf(7* _ Z ˆ 2. 2 2 2 2 3 3 1 1 {x = − − ∗ RootOf(7* _ Z ˆ 2 +8 * _ Z-3). z = .3)}.

etc. o MAPLE possui livrarias especificas.arcsinh. csgn(x2 )x2 .cos.arccot.cosh.arccsch.arccoth. solve.sec. [Im. é: > with(livraria): A sintaxe para ver o conteúdo das livrarias é: > with(livraria). Álgebra Linear.arctan. √ 1.csc. coth. Exemplo 1.sech.expand. As livrarias são pacotes de comados especiais.exp. Álgebra Vetorial.arcsech. No ato de executar o programa os outros comandos ficam nas livrarias. arctanh. 1. sem usar a livraria RealDomain.9. No decorrer do texto. ou uma função só.12. Simplifique x4 : >simplify(sqrt(x ˆ 4)).RealDomain Em geral. apresentaremos as livrarias mais utilizadas em Cálculo em uma Variável.arcsec.Re. A livraria RealDomain faz com que o MAPLE trabalhe somente com os números reais.arccos. As livrarias são agrupadas por temas e podem ser carregadas. O MAPLE possui em torno de 2000 comandos.26 CAPÍTULO 1. Geometria. Veremos que obtemos respostas não reais (complexas).tan.9 Livrarias Uma das características do MAPLE são suas livrarias (packages).csch. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE 1.log.1 Livraria .arccsc.eval. o MAPLE trabalha com os números complexos.sqrt.cot.tanh] Isto nos indica que quando digitamos a sintaxe: >with(RealDomain): Todos os comandos da livraria.surd.ln . somente os mais importantes são carregados automaticamente na memória.limit. ˆ. Primeiramente.arccosh. Nos exemplos abaixo os comandos são dados. para Gráficos. sin. utilizados para resolver tipos especificos de problemas. vejamos o conteúdo da livraria: >with(RealDomain).simplify. Por exemplo. de acima. Para usuários avançados é possível criar suas próprias livrarias. A sintaxe para ativar uma livraria na memória. individualmente.signum.sinh.arcsin. assumirão que os cálculos serão efetuado em R. primeiramente.

x).{x}). {x = RootOf(_ Z ˆ 5-3*_ Z+25.3)).1. index = 2)}. Se. csgn (x) é o sinal de x.x). {x = RootOf (_Z 5 − 3 _Z + 25. index = 5)} Se. digitamos: >solve(xˆ5 -3*x+25=0. >solve(x ˆ 3 -y=1.{x}). {x = RootOf(_ Z ˆ 5-3*_ Z+25. {x = RootOf(_ Z ˆ 5-3*_ Z+25. evalf(%). index = 1)}. − (y + 1)1/3 + I 3 (y + 1)1/3 . {x = RootOf(_ Z ˆ 5-3*_ Z+25. LIVRARIAS onde.986834073} 27 >solve(x ˆ 3 -y=1. Simplifique (−4913)1/3 : >simplify(root(-4913. . {x = RootOf(_ Z ˆ 5-3*_ Z+25. Resolva x3 − y = 1 para x. 2. − (y + 1)1/3 − I 3 (y + 1)1/3 2 2 2 2 Se utilizamos a livraria: >with(RealDomain): >simplify(sqrt(x ˆ 4)). x2 >simplify(root(-4913. index = 4)}. 17 17 √ + I 3 2 2 3. index = 3)}.9. 1 1 1 √ 1 √ (y + 1)1/3 . −1. digitamos: >with(RealDomaine): >solve(xˆ5 -3*x+25=0.986834074)t} {x = −1.3)). −17 (y + 1)1/3 Pode explicar estes resultados? 3.

b c. e.28 CAPÍTULO 1. esta sintaxe será associada a outras situções um pouco diferentes de aquelas que geraram seqûencias numéricas. aplicando a cada i a fórmula r(i).} A sintaxe das operações de conjuntos são as seguintes: União: union Interseção: intersect Diferença: minus Subconjunto: subset A sintaxe para gerar sequências de objetos é: >seq(r(i).. A := {a. c.. {a. Se i ∈ X..13. > A:={a. f. . c. f. X := {a. b. d. d}.. 1.. Determine A ∪ B. Exemplo 1. A ∩ B e A − B. onde X é um conjunto. d} Escrevemos: > B:={a. Como veremos nas próximas seções. c. e. g}. Então: >X:= A union B. . g}. .}. b. c. b. Sejam A = {a. O comando gera uma sequência. e.10 Conjuntos e Sequências Para definir conjuntos se utiliza a seguinte sintaxe: > {a. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE 1. c. f. c.b).i=a. e. d} e B = {a. b c. b. c. utlizamos a sintaxe: >seq(r(i). g} >Y:= A intersect B. f.i in X). g} . B := {a.

0. 300}. −1. i ∈ N. true Interprete estes últimos resultados. 20.20. −10. onde X = {−20.1. +1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 . i2 .300}: >seq(2*1/(iˆ 2 +1). 401 101 401 90001 i2 2i .-10. Z := {b.− . Gere os termos da sequência: r(i) = se i ∈ X. 3. 2. . 0. CONJUNTOS E SEQUÊNCIAS 29 >Z:= A minus B. d} f alse e >Y subset X.i in X). 1.i=1. 4 9 16 25 36 49 64 81 100 1 ..20). − 20 40 600 40 . 0. c} Observe que: >X subset Y. Y := {a. >X:= {-20. Gere os 10 primeiros termos da sequência r(i) = >seq(1/iˆ 2.10. −1.-1. . .

(b) 5 x5 − 4 x3 − 2 x + 1 ÷ x + 1. Q(x) = 2 x3 − 3 x + 2. y e z: |x + y + z| = |x| + |y| + |z| e (b) Para todo x e y: |x − y| ≤ |x| − |y|. Determine as constantes a e b de modo que o polinômio P (x) seja divisível por Q(x). Q(x) = x2 − 2 x + 4. Determine o quociente e o resto das divisões: (a) 3 x4 − 5 x2 + 6 x + 1 ÷ x2 − 3 x + 4. 2 − 1) (x + 2)(x x + 2 x + 1 x − 11 4.11 Exercícios 1. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE 1. (c) P (x) = 8 x3 − 10 x2 + a x + b. 6. Q(x) = x2 − 5 x + 1. (x + 2)(2x + 1) x + 2 2x + 1 1 A B C = + + . dando um exemplo no caso de a resposta ser falso: (a) Para todo x. B e C tais que: (a) (b) (c) 2x + 1 A B = + . Determine os valores de x tais que: (a) (b) (c) (d) √ √ x2 = x x2 − 2 x + 1 = 1 − x x4 = x2 (x − 1)2 =x−1 (e) |x + 1| = |x − 1| (g) |x| = |x + 7| (f) |x − 1|2 = |2 x − 1| √ (h) |x − 1|2 = |2 x + 1| 2. 2 1−x 1+x 1−x 1 A B = + . Verifique se é verdadeiro ou falso. Q(x) = x2 − x + b. 3. (b) P (x) = 6 x4 − 7 x3 + a x2 + 3 x + 2. (d) P (x) = 3 x3 + a x2 − 7 x + b. onde: (a) P (x) = x4 − 3 x3 + a x + b. Ache a solução das seguintes desigualdades e represente no eixo coordenado o conjunto solução: . (d) x5 + 12 x4 + 3 x2 − 16 ÷ x2 + 3 x − 4. (c) x11 − 1 ÷ x + 1. (e) x3 − 3 x2 + 2 x + 1 ÷ x2 − x + 1. Determine as constantes A.30 CAPÍTULO 1. 5.

Determine o conjunto-solução de: (a) (b) 3x − 2 < x 6x − 4 > 3 − x (d) (e) (f) 5x − 3 < 6 + 2x 3 − 2x > 4 3 x − 15 < x − 5 2−x≥6 x+3>0 x2 + x − 2 < 0 x+3≤5 x + 3 ≤ 2x  5 x + 1 ≤ 3x + 5 (c) 2 2 (x + 3) ≥ x 8.11. Esboce as regiões da solução de: (a) 2x − y < 3 x+y <3  x + y < 120    3 y − x ≤ 0 (c) x ≤ 100    y ≤ 100  x + y > 2  (d) −2 x + y ≤ 1   −x + 2 y ≥ −3 (d) 3x − 2y ≤ 13 x+y (e) <0 x − 2y + 3 (f) x2 + y 2 − 2 x − 2 y + 1 ≥ 0 (b) x+y <2 2y − 2x > 4 . EXERCÍCIOS (a) x4 − x2 < 0 (c) x2 +x>2 5)4 (x (k) 2 x2 − 2 ≤ x2 − x 31 (b) x2 − 2 ≥ x (d) (x − (e) |x + 2| < 1 + 10) ≤ 0 (m) x2 − 7 x + 8 > (x − 6)2 (n) |x2 − x − 1| < 2 (o) |x2 − 5 x + 4| <1 |x2 − 4| (l) |x − 1| + |x − 2| > |10 x − 1| (h) |x − 1|2 < |2 x + 1| 3x − 5 (i) >1 2x + 4 (j) |x2 − 1||x + 1| > 0 (g) 4 x2 + 10 x − 6 < 0 (f) |x − 5| < |x + 1| (p) |x − 1| + |x + 2| ≥ (r) |x2 − 1| < |x − 1| |x − 2| 2 (q) |x + 1| + |x + 2| > |10 x − 1| 7. Esboce as regiões determinadas por: (a) x − 2y − 3 > 0 (b) 2x + y > 5 (c) 2x − 3y ≤ −1 9.1.

Resolva as inequações: 2 (a) sen(x) + cos(x) ≥ 2 √ (b) |tg(x)| ≥ 3 √ (c) sen2 (x) ≥ 1 (d) sen2 (x) ≥ 1 se x ∈ [0. π] 2 .32 10. Obter o valor simplificado de: π 2 3π (b) cos θ + 2 (c) sec(θ + 6 π) (a) sen θ + CAPÍTULO 1. COMANDOS BÁSICOS DO MAPLE (d) sen(θ + 360 π) (e) cos(θ + 480 π) (f) sen θ − π 3π cos θ + 2 2 11.

Escrevemos: 2 >f:=x->x ˆ 2*sin(x)+3*cos(x). −3 1 2. Se f (x) = x2 sen(x) + 3 cos(x). Se f (x) = e3x − 2 ln(5 x) + log4 (x). Exemplo 2.Capítulo 2 FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL A sintaxe para definir funções de uma variável é a seguinte: > f:=x-> expressão. π 1. calcule f ( ) e f (π). f := x −→ e3x − 2 ln(5 x) + log4 (x) Logo: 33 . f := x −→ x2 sin(x) + 3 cos(x) Logo: >f(Pi/2). Escrevemos: 2 >f:=x->exp(3*x)-2*ln(5*x)+log[4](x). π2 4 e >f(Pi). calcule o valor aproximado de f ( ) e f (2).1.

utilizamos a seguinte sintaxe: >array( [seq( [i. x3 − x2 + x + 3 > f:=x->(x ˆ 2 +3*x-1)/(x ˆ 3 -x ˆ 2 +x+3). 402. utilizamos a sintaxe abaixo.5424991 3..b) ] ). onde i ∈ Z.b) ] ). . evalf(f(i))].. onde as entradas são os pontos do domínio e as saidas são os pontos da imagem: >array( [seq( [i. 2. i = a. f(i)]. − (a2 − 8 a + 1)(a2 − a + 1) (3 a2 − 2 a + 1)(a2 − 2 a + 3) x3 x2 + 3 x − 1 − x2 + x + 3 O MAPLE não simplifica uma expressão automaticamente.34 >evalf(f(1/2)). Estas sintaxes produzem una sequência de valores verticais. Defina a função racional f (x) = Escrevemos: x2 + 3 x − 1 . somente quando reconhece fatores comuns.367983431 e >evalf(f(2)). CAPÍTULO 2.1 Tabelas Para fazer no Maple uma tabela de uma função. i = a. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL 5. 3 4 >factor(f(a)-f(1/a)). Caso desejamos que os valores de saida sejam aproximados. f := x → >f(1). calcule f (1) e fatore f (a) − f (a−1 ).

Seja: >g:=x->exp(3*x)-2*ln(5*x)+log[4](x). i = 1.2. i = -5. TABELAS Exemplo 2.. 1. .                                         x2 + 3 x − 1 x3 + x2 + x + 3 35 g := x −→ e3x − 2 ln(5 x) + log4 (x) >array( [seq( [i.5) ] ). Seja: > f:=x->(x ˆ 2 +3*x-1)/(x ˆ 3 +x ˆ 2 +x+3). (f(i))]. evalf(g(i))].2. 3  34  3   −4 −  49   1  −3  18   1  −2    −1 − 3  2   1  −  0  3   1  1  2   9  2  17   17  3  42   9   4  29  39 5 158  −5 − 2.1.10) ] ). f := x → >array( [seq( [i..

63 1318815728.003056      −0.1  0. i in X)]) .0 1 .460309 162749.86666110 399.01  0.000004875      0.05064      −0.0.0.0001  0.001  −0.0001.0 Float(undefined)       0.01 −0.0003500       0.003056   0.0003500      −0.0001.0.00001}: >array([seq([i. 4)].000004875       0.00009316      0.00001  0.0 532048240600. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 16. -0.-0. evalf(f(i). Estude a função f (x) = x sen >f:=x->x*sin(1/xˆ 2).0.001.1.-0.095 65659963. perto do zero: x2 f := x → x sin(x−2 ) >X := {-1.00.00. por que? .0001 −0.-0.8415     1 0.00001 −0.0                          10 10686474580000.001  0.7999 3269012.   −1 −0.00009316       −0.36 CAPÍTULO 2.3236233 8098. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL                          3.1 −0.1.0 26489122120.00001. 0.8415      −0.001.1.05064 Note que digitamo zero como 0.

in (i. X))]). 4 19). Exemplo 2. h(20). por exemplo.0        1/2 1. -1. h(−1). x→ Agora podemos calcular. avaliar a expressão anterior para x = 0.3. 4)}: >array([seq([i. 2 >h:=x->exp(x)+ln(x ˆ 2+1)*cos(Pi*x): >X:={-20.4      30 10686474580000. -10.   −20 5. p := x3 + x2 − 5 x + 1 − x2 y − y x3 + x2 − 5 x + 1 x2 + 1 Se desejamos. utilizando o comando unapply g := unapply(h. variável). faça uma tabela com os valores aproximados de: √ 1 h(−20). isso não será possível antes de converter a expressão em função. . root(19.2 Conversão de Expressões em Funções Para converter uma expressão em função.682431939 37 2.y). por exemplo: x3 + x2 − 5 x + 1 x2 + 1 > h:=solve(p=0. 1/2. evalf(f(i))]. h(−10).2. h(30). Seja h(x) = ex + ln(x2 + 1) cos(π x).3252677394        20 485165201. Suponha que temos a expressão: > p:= x ˆ 3+x ˆ 2-5*x+1-x ˆ 2*y-y. h( ) e h(.993961429     −10 4. utilizamos a sintaxe: > unapply(expressão.2. CONVERSÃO DE EXPRESSÕES EM FUNÇÕES 4. x). 20. 30. 1.615165917      −1 −0.648721271   √ 4 19 9.

x → b2 x2 sin(b x) + 2 b x cos(b x) Agora podemos calcular. . x). 1. definir funções por partes..1<x.f(Pi/b).)..g(-1).x<a2.. Exemplo 2.38 >g(0). . escrevemos: a <=x and x<b. No caso de funções definidas por partes.g(1). FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL 2.1).. Escreva a função f (x) = x + 2 se 1 < x ≤ 4   x se 4 < x −1 se x ≤ 1 1 se 1 < x . Suponha que temos a expressão: > p:= b ˆ 2 * x ˆ 2 *sin(b*x)+2*b*x*cos(b*x). nas aplicações.-1.f1(x).4. em intervalos limitados. 3. 1. −1 x ≤ 1 1 1<x  x se x ≤ 1  2. A sintaxe para definir funções por partes é: >piecewise(x<a1. −2 π 2. −1 p := b2 x2 sin(b x) + 2 b x cos(b x) f := unapply(p.3 Funções Definidas por Partes É comum. 10. CAPÍTULO 2. utilizamos a opção: and Por exemplo.f2(x). por exemplo: >f(0). Escreva a função f (x) = Digitamos: >piecewise(x<=1. se a ≤ x < b.

1<x and x<3. Dadas f (x) = ln(x) + 1 e g(x) = ex − 1.x).x).x ˆ 2.1<x and x<=4. Calcule (f ◦ f ◦ f ◦ f )(1).  x  x+2   x x≤1 1 < x and x ≤ 4 4<x 39 Digitamos:  x se x ≤ 1    2 x se 1 < x < 3 3. Logo. COMPOSTA DE FUNÇÕES Digitamos: >piecewise(x<=1.2. podemos definir a composta: g◦f A sintaxe para obter a composta é feita com o operador @ (arroba). >piecewise(x<=1.x. utilizamos a sintaxe: >f @@ n. a composta de g e f é: >g @ f. determine f ◦ g. g ◦ f e f ◦ f ◦ f ◦ f .x + 2.  x x≤1    2 x 1 < x and x < 3 √  x 3 < x and x < 6    x 6≤x 2.3<x and x<6. Exemplo 2. Para fazer a composta de f consigo mesma n vezes.x.3<x.x>=6. Digitamos a seguinte sequência de comandos: >f:=ln(x)+1: . 1.4. Escreva a função f (x) = √  x se 3 < x < 6    x se 6 ≤ x .5.4 Composta de Funções Dadas f e g funções tais que Dom(g) ⊂ Im(f ).sqrt(x).

CAPÍTULO 2. determine f ◦ g. f ◦ f ◦ f e f ◦ f ◦ g ◦ g ◦ g. ln(ex − 1) + 1 eln(x)+1 − 1 >simplify(%). g ◦ f . 1 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL >h2(x). xe − 1 ln(ln(ln(ln(x) + 1) + 1) + 1) + 1 >h3(1). x2 + 1 + 4 25 x2 + 40 x + 17 . Dadas f (x) = 5 x + 4 e g(x) = √ x2 + 1. >h3(x). 5 >h2(x).40 >g:=exp(x)-1): >h1:=f @g: >h2:=g @f: >h3:=f@@4: Agora podemos calcular >h1(x). Digitamos a seguinte sequência de comandos: >f:=5*x+4: >g:=sqrt(x ˆ 2 +1): >h1:=f @g: >h2:=g @f: >h3:=f@@3: >h4:=(f @@2)@(g@@3): Agora podemos calcular >h1(x).

2.5. FUNÇÃO INVERSA
>h3(x); 125 x + 124 >h4(x); 25 x2 + 3 + 24

41

3. Se f (x) = x − 3, calcule f @10. Digitamos a seguinte sequência de comandos: >f:=x-3: >h:=f@@10: >h(x); x − 30

2.5 Função Inversa
A função inversa de f é definida por >f @@ (-1); mas o MAPLE somente calcula f −1 para as funções pré-definidas. Uma forma de determinar a inversa de uma função é: >f:=x->expressão; >solve(y=expressão,x); >g:=unapply( % ,y); Logo, g é a função inversa de f . Se for necessário, utilize: >with(RealDomain): Veja os exemplos. Exemplo 2.6. 1. Determine a função inversa de f (x) = x3 . >with(RealDomain): >f:=x->x ˆ 3; f := x → x3 y 1/3

>solve(y=f(x),x);

42 >g:=unapply(% ,y);

CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL

g := y → y 1/3 simplify((g @ f)(x)); x simplify((f @ g)(y)); y 2. Determine a função inversa de f (x) = >f:=x->(a*x+b)/(c*x+d); f := x → >solve(y=f(x),x); − >g:=unapply(% ,y); −y d + b −yc + a −yd + b −yc + a ax +b cx + d ax + b . cx + d

g := y → − simplify((g @ f)(x)); x simplify((f @ g)(y)); y

3. Determine a função inversa de f (x) = a x2 + b x + c. >f:=x->a*xˆ 2+b*x+c; f := x → a x2 + b x + c >sol:=solve(f(x)=y,x); 1 −b + 2 >g1:=unapply(sol[1],y); b2 − 4 ac + 4 ay 1 b+ ,− a 2 b2 − 4 ac + 4 ay a

2.6. GRÁFICOS DE FUNÇÕES

43

g1 := y → >assume(2*a*x+b>0): Por que? >simplify((f@g1)(y));

1 −b + 2

b2 − 4 ac + 4 ay a

y >simplify((g1@f)(x)); x >restart; >g2:=unapply(sol[2],y); g2 := y → − >assume(2*a*x+b<0): Por que? >simplify((f@g2)(y)); y >simplify((g2@f)(x)); x 1 b+ 2 b2 − 4 ac + 4 ay a

2.6 Gráficos de Funções
A sintaxe básica para o esboço do gráfico de uma função y = f (x) onde x ∈ [a, b] é: > plot(f(x),x=a..b, opções); A seguir apresentamos algumas destas opções: Para indicar a variação da ordenada, ser for necessário, para uma melhor visualização do gráfico, utilizamos: y=c..d Para ver uma porção determinada do gráfico, utilizamos: view=[a. .b,c. .d]

blue. violet. wheat. none e normal. navy.44 CAPÍTULO 2. utilizamos: symbol=s Exemplo 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL Para melhorar a resolução gráfica. Para mudar a espessura de um gráfico. grey. 3]. Alguns cores são: aquamarine. turquoise. gold. 2. khaki. magenta. black. plum. thickness = 3. orange. utilizamos: axes Tipos de eixos : boxed. maroon. pink. Para esboçar gráficos em intervalos que incluem pontos onde as funções não sejam definidas. evitando que sejam desenhadas linhas verticais nesses pontos. Para incluir legendas no gráfico. 1. brown. Escrevemos: >f:=x->x ˆ 2*sin(x)+sin(10*x). red. onde n ≥ 50 é o número de pontos que vai gerar o gráfico. utilizamos: discont=true Para esboçar os gráficos em diferentes estilos. numpoints = 100). yellow. color = blue. utilizamos: scaling=constrained Para mudar a cor de um gráfico. white. frame. utilizamos: numpoints=n Para usar a mesma escala em ambos os eixos.7. cyan. utilizamos: color=c c é a cor desejada. 1. x = -3 . utilizamos: thickness=n. Esboçe o gráfico de f (x) = x2 sen(x) + sen(10 x) para x ∈ [−3. utilizamos: legend Quando se usa a opção style=point. 3. solidcircle. gráficos pontilhados: style=point Para indicar o tipo de eixos. green. sienna. utilizamos: style Por exemplo. .. f := x −→ x2 sin(x) + sin(10 x) Logo: >plot(f(x). onde s é o tipo de símbolo: cross. coral. tan. n = 0. 3.

. 4]. Esboçe o gráfico de g(x) = ex/2 cos(4 π x) para x ∈ [−4.x=-4.6. 4]. 3. Figura 2. axes = boxed). Esboce o gráfico de h(x) = x4 cos(π x) .1: . Escrevemos: >g:=x->exp(x/2)*cos(4*Pi*x). g := x −→ ex/2 cos(4 π x) Logo: >plot(g(x). thickness = 3.2: .2.4. Digitemos: + x2 + 1 >h:=x->cos(Pi*x)/(x ˆ 4 +x ˆ 2 +1): h := x → x4 cos(π x) + x2 + 1 . numpoints = 100. x ∈ [−4. GRÁFICOS DE FUNÇÕES 45 Figura 2. 2.

thickness = 2). Digitemos: >plot(tan(x). y = -10 .4. 2*Pi.x=-4. 10. especificamos a variação do eixo dos y: >plot(tan(x).. O MAPLE. Para contornar este problema.3: . Figura 2.numpoint=100.2*Pi).thickness=3). traçou o gráfico de tg(x) em uma vizinhança de x = ±π/2.4: . Esboce o gráfico de tg(x). x = -2*Pi .46 CAPÍTULO 2. Note que não foi especificado a variação do eixo das ordenadas. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL >plot(h(x) ....x=-2*Pi. Figura 2. onde a função atinge valores muito grandes. 4.color=blue. .

2. x = -2*Pi . usamos a opção: discont=true >plot(tan(x). x3 cos(x) . style = point. x = -10 .. discont = true). 10.5: .6. color = magenta.. symbol = solidcircle. symbolsize = 10)). 2*Pi. utilizando pontos. color = blue. 10. . discont = true.. Para não incluir as retas verticais. GRÁFICOS DE FUNÇÕES 47 Figura 2. y = -10 . no gráfico.6: . Esboce o gráfico de f (x) = >p3:=(xˆ 3 *cos(x))/(xˆ 2 +1): >plot(p3. thickness = 3. Figura 2. x2 + 1 4.

0. thickness = 2).3.7: 5. em uma vizinhança de zero.5e-1.2e-1 . Esboce o gráfico de f (x) = x2 sen >p4:=xˆ 2 *sin(1/x)+xˆ 2*cos(1/x): >plot(p3. color = blue. .3 . y = -0.48 CAPÍTULO 2. 1 1 + x2 cos . x = -.8: A melhor forma de aprender a utilizar todas as opções é digitar o seguinte comando para entrar no help do MAPLE e experimentar cada uma delas: >?plot. Outra forma de esboçar gráficos de funções. discont = true. numpoints = 100. x x Figura 2. é utilizar a sintaxe: > smartplot(função). FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL Figura 2. ...

7. y = -4 ..7. Exemplo 2.): >plot(p1.f1(x). . 8.. >plot(p1.. seguido de uma opção do plot: >p1:=piecewise(x<a1. Esboce o gráfico da função f (x) = x2 se 1 < x < 3 √  x se 3 ≤ x >p1 :=piecewise(x<=1.7 Gráficos de Outros Tipos de Funções 2.f2(x). 1.1<x and x<3..2.8.3<=x.. Exemplo 2.. x = -3 . Para esboçar o gráfico. 2. thickness = 3... é ótimo.  x se x ≤ 1  1. utilizamos o comando plot.9. Esboce o gráfico de sen(x) + cos(x) + sen(2 x) cos(2 x).x ˆ 2.x..x<a2. no caso de não incluir o comando discont=true. Como sabemos.f2(x).x=a. Digitamos: > smartplot(sin(x)+cos(x)+sin(2*x)*cos(2*x)).1 Gráficos de Funções Definidas por Partes Sabemos que para definir funções por partes. visualmente. discont = true. numpoints = 100).b. GRÁFICOS DE OUTROS TIPOS DE FUNÇÕES O MAPLE esboça o gráfico da função num intervalo que. 49 Figura 2.9: .sqrt(x)): .f1(x).x<a2... utilizamos a sintaxe: >piecewise(x<a1. o gráfico apresentará linhas verticais ao passar por cada estágio da definição da função.discont=true).). 5.

8. sen(π x) se 1 < x < 4 √  x − 3 se 4 ≤ x . x*sin(Pi*x). sqrt(x-3)): >plot(p2. discont = true. Esboce o gráfico de f (x) = x2 [[x]]. x = -1 . x = -4 . 3. 1 < x and x < 4. >p2:=piecewise(-1 <= x and x <= 1 . FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL Figura 2. Esboce o gráfico da função f (x) = x. >p3:=x ˆ 2 *floor(x): >plot(p3. x*(x ˆ 2-1).50 CAPÍTULO 2.. thickness = 3). Figura 2. Como exercício. thickness = 3. x >= 4. . 4.11: . digite: >plot(p1. discont = true.  x (x2 − 1) se − 1 ≤ x ≤ 1  2. onde [[x]] é o maior inteiro que é menor ou igual a x..5).10: .. numpoints = 100).x=-2.

41]. Os dados da tabela são digitados com a seguinte sintaxe: >plot([dados].[3. 36]] Agora. 1.10.[6.41]. [7.[4.2 Gráficos de Funções Definidas por Tabelas É comum definir algumas funções utilzando-se de dados.5]. façamos: >plot(dat1. 41]. 42]. [2.38]. . A seguir apresentamos alguns exemplos.4].38]. GRÁFICOS DE OUTROS TIPOS DE FUNÇÕES 51 Figura 2.[5.39].[2. 41. [10. Suponha que num período de 10 dias. 41.39].4]. 38].opções). isto é por tabelas. é controlada a febre. 39]. style = point.[10. 41]. de um paciente com malária. [9. [3. obtendo: Dia C 1 38 2 39 3 41 4 41.7. 2. color = blue).42].5].36]]: dat := [[1. [8. [4.4 7 41 8 39 9 38 10 36 Podemos armazenar os dados como pares ordenados: >dat1:=[[1. [5. symbolsize = 15.7.41.41. em graus Celsius.[8.5 5 42 6 41.[7. [6.12: .style=points.[9. 38]. 39].2. Exemplo 2. thickness = 10.

60.5. 90]. em segundos e a velocidade V . [9.110].2]. [3. 50]. [10.90].style = point. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL Figura 2.2.5 80 7.14: .2]. Vejamos o que acontece se digitamos: >plot(dat1).6 110 10 125 Podemos armazenar os dados como pares ordenados: >dat2:=[[0.1 60.5 100 9.[7.25].8. [7. A tabela mostra o tempo T . 25].[2.5.[5.2. 60. 110].2 90 8.2 6. em km/h.80]. [6.symbolsize = 15.[10.5.8.100].50]. 125]] Agora. 33].33]. color = magenta).1.4.13: . 0].52 CAPÍTULO 2. façamos: >plot(dat2. symbol = solidcircle. [5. thickness = 10.6.125]].6.[1.6.[6.0]. Figura 2. 2. 80].8 25 2.[8.6 33 3. de um carro: T V 0 0 1.[3. dat2 :=[[0.4. [9. [2.1.4 50 5.5.6. [1. . [8. 100].

. display . coordplot3d.2. 20. color = magenta). utilizamos a sintaxe: >with(plots): Para saber o conteúdo desta livraria. symbol = cross. thickness = 10. n = 1. animate3d. contourplot . LIVRARIA DO PLOT 53 Figura 2.16: . coordplot.15: .. symbolsize = 20. . podemos armazenar os dados como pares ordenados: n! >dat3 := [seq([i. . Se f (n) = e2n . conformal3d. animatecurve . complexplot. para fazer gráficos mais elaborados ou os gráficos de várias funções. conformal.style = point. cylinderplot. arrow.8 Livraria do Plot O comando plot tem uma livraria no MAPLE. Figura 2. i = 0 . Para ativar a livraria do plot. changecoords. contourplot3d. 2. .8. 20)]: plot(dat3. complexplot3d. digitamos: >with(plots): [ animate. densityplot. 3. evalf(f(i))]. no mesmo referencial.

. semilogplot.. Se f (x) = x3 − 7 x + 6..11. rootlocus.. Para esboçar os gráficos de várias funções.. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL display3d. . tubeplot] Todas estas sintaxes podem ser utilizadas para diferentes tipos de gráficos. odeplot.4. gold]. Notamos. Digitamos: f:=x->xˆ 3-7*x+6: g:= x-> f(x-1): h:= x-> f(x+1): >plot({f(x). . implicitplot3d.. .x=a. ele fica rodando na memória e não é necessário voltar a digitá-lo para fazer outros exemplos.54 CAPÍTULO 2. 1.. f (x − 1)3 e f (x + 1). no mesmo referencial.b3.x=-4.color=[red. matrixplot. sphereplot. fieldplot.opções): . setoptions3d. view=[-4. listcontplot3d. textplot3d. novamente. opções). . esboce os gráficos de f (x). no mesmo referencial.s. color=[cor1. .opções): >g3:=plot(f3(x).. polyhedraplot. spacecurve.b1..b2.opções): Finalmente: >display(g1.y=c. utilizaremos os comando display.. logplot.x=a1. listcontplot. pareto. loglogplot. replot...x=an.. fieldplot3d.. gn). listplot.bn. Exemplo 2. pointplot. textplot. gradplot3d..cor2. inequal. que uma vez digitado o comado with(plots):.g3. gradplot. listdensityplot. implicitplot. polarplot .corn].. sparsematrixplot. surfdata.opções): >g2:=plot(f2(x). polyhedra_supported. >gn:=plot(fn(x).-10.. animate e implicitplot.b. .aquamarine. setoptions..x=a3. Uma alternativa para esboçar gráficos no mesmo referencial é utilizar: >plot({f1(x).20]). polygonplot.x=a2. Inicialmente. utilizamos: >with(plots): >g1:=plot(f1(x).. .fn(x)}.4.f2(x). polygonplot3d.g2.g(x)..thickness=3. listplot3d.h(x) }. pointplot3d.

thickness=[3.17: .red].3]). − subs(y=x. LIVRARIA DO PLOT 55 Figura 2.x=-15. no mesmo referencial.g(x)}. Esboce os gráficos de f (x) = >f:=x->(2*x-4)/(x+3).8. 3x + 4 x−2 g := x → − 3x + 4 x−2 >plot({f(x). 2x − 4 e sua inversa.x).%). 2x − 4 x+3 f := x → >solve(y=f(x).15. 3y + 4 y−2 − >g:=unapply(% . discont=true.. color=[blue. .2.x). x+3 2.

. .6.x). 1. 4−x >g:=unapply(% . color = [blue.x). 3. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL Figura 2.. discont = true. no mesmo referencial. 3. y = -0. 3]. red]). 4−y subs(y=x. 1 ln(x) 2 ln(2) f := x → − >solve(y=f(x). >with(RealDomain): >f:=x->log[1/4] (x).18: . g := x → 4−x >plot({f(x).5 .x = 0 .g(x)}. thickness = [3.56 CAPÍTULO 2.%). Esboce os gráficos de f (x) = log1/4 (x) e sua inversa.

symbolsize = 15): >display(g1. . Determine os pontos de interseção das curvas y = 1−x2 e y = 3 x (1−x2 ). 1.]] >with(plots): >g1:=plot(p1. color = green. thickness = 3. 4. symbol = solidcircle. [sol[2].g3). color = black.3333333333.. p1)]. x). [sol[3]. 0..thickness=2): >g2:=plot(p2. p1)].8888888889]..1. 0.].color=red.3333333333. . >pontos := [[sol[1].g2. p1)]]. subs(x = sol[3]. style = point. [. LIVRARIA DO PLOT 57 Figura 2. pontos := [[−1. 1.19: .x=-1. sol := −1. Esboce o resultado obtido. >p1 := 1-x ˆ 2: p2 := 3*x*(1-xˆ 2): > sol := fsolve(p1=p2.2.. subs(x = sol[2]. subs(x = sol[1]. thickness = 2): >g3 := plot(pontos. [1.8. .. x = -1 .

FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL Figura 2.thickness = [2. black. view = [-1 . p1.. p1. podemos utilizar a seguinte sintaxe sem digitar with(plots): . Este exemplo é para mostrar como podem ser incluidos textos nos gráficos: >p1:=(1/2) ˆ x: >p2:= 5 ˆ x: >p3:=(1/3) ˆx: >plot([exp(x)..20: . green]. 0 . p2. em que não desejamos carregar a livraria. 1. 5. x = -1 .p3]. 3]) Figura 2. 2.21: No caso. 2. legend = [exp(x).p2. 1.p3]. title = "Funcoes Exponenciais". 2].. red.58 CAPÍTULO 2. color = [blue.

20 59 15 10 5 2 4 6 8 10 Figura 2. Considere o sistema: x+y >0 x−y >1 >eq1:=x+y>0: >eq2:=x-y>1: .x=1.b..9 Gráficos de Regiões As novas versões do MAPLE tem a seguinte sintaxe para obter a solução gráfica de um sistema linear de inequações: >inequal(eq1.2.12.10).eq2.. GRÁFICOS DE REGIÕES >plots[sintaxe da livraria](função.9.. Esboçe o gráfico de xx . variação dos x. Digitamos: > plots[logplot](x ˆ x . x=a. 1.opções). As opções são: Para esboçar a região que satisfaz o problema: optionsfeasible Para esboçar a região que não satisfaz pelo menos uma das equações do sistema: optionsexcluded Para esboçar as limitações da região que não satisfaz o sistema optionsopen Para esboçar as limitações da região que é solução o sistema: optionsclosed Exemplo 2.. 1. Exemplo 2..22: 2.variação dos y. em escala logarítmica.13.. opções).

thickness = 2). optionsexcluded = (color = yellow)).eq3... thickness = 2).60 CAPÍTULO 2. optionsopen = (color = blue. x = -1 .23: 2 Considere o sistema:  y > 2 − x  y < 2x + 1   2y ≥ x − 3 >eq1:=y>2-x: >eq2:=y<2*x+1: >eq3:=2*y>=x-3: >inequal(eq1. optionsfeasible =(color = green).. optionsexcluded = (color = yellow).. 7. y = -4 .24: . optionsclosed = (color = red. Figura 2. 7. eq2. 3. thickness = 3)). eq2. x = -4 . y = -3 . FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL >inequal(eq1. optionsopen = (color = blue. 2. Figura 2. optionsfeasible =(color = green).

Uma barra horizontal aparecerá no alto da tela.parametro de animação. .2*Pi.color=blue).10. Quando aparece o desenho.10. levamos a seta do mouse sobre este e pressionamos o mouse uma vez..frames=100. O botão com um triângulo iniciará a animação: A opção frames=n especifica o número. ANIMAÇÕES 61 2. Precisamos digitar.x=0.2.25: Desenhos de 4 frames. de gráficos da animação. n..10 Animações A sintaxe para fazer animações é simples. with(plots): caso isso ainda não tenha sido feito: >with(plots): >animate(função.2. 2.opções). Ou >plots[animate](função. parametro de animação... intervalo. Exemplo 2. Digite: >plots[animate]((x+t) ˆ 2. x=-10. opções). primeiramente.t=1. Figura 2. intervalo.frames=100).10.14.t=1. 1 Digite: >with(plots): >animate(sin(x*t).

3].5. Para esbocar o lugar geométrico da equação.26: Desenhos de 4 frames. utilizamos a seguinte sintaxe: . thickness=3. Digite: >animate( 3*exp(-0.28: Desenhos de 3 frames.t=0. nas variáveis x e y.color=blue.62 CAPÍTULO 2.11 Traçado de Curvas Considere a equação F (x. Figura 2. view=[-3.x=-5.3.-3.20.2*t-xˆ 2)*sin(Pi*(x+t)).. 3.frames=70. 2... y) = 0.numpoints=200). FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL Figura 2..27: Figura 2.

. x = 0.variação do x.color = [magenta. 3. 2.variação do y. 3]. opções).. Exemplo 2..2 . no mesmo referencial. x = -0. x ˆ 2 -y ˆ 2 =1].2.. Para traçar várias curvas no mesmo referencial utilizamos a sintaxe: >implicitplot([F(x. y = 1]. Esboce o gráfico de x2 + y 2 = 4 e x2 − y 2 = 1. 2..2]). 2. [-2. 2. coral]. x = −1. Esboce o gráfico das seguintes retas x = −0.. x = -2 .variação do x. 0.]. y = -1.. 1. .variação do y. -2. -1. blue]. red. Ou >plots[implicitplot](F(x. 3.5.5. color = [blue. 2. y = -2 . 1. 3. 2]. no mesmo referencial. tickmarks = [[-2.opções).3]).y)=0.29: 2.. thickness = [3. 2]]. x = 0. -1.. green.2 .5. black. y = -2 . opções). Digitamos: >implicitplot([x ˆ 2 +y ˆ 2 =4. As opções são as mesmas da sintaxe plot. view = [-2.y)=0.15. x = 1. Digitamos: >implicitplot([x = -1. TRAÇADO DE CURVAS 63 >with(plots): >implicitplot(F(x.5. magenta. y = −1 e y = 1. x = -2 . x = 1. 1.2.G(x.y)=0.variação do y..11. Figura 2. thickness = [3. 0.variação do x. 2.y)=0..3.

. 2. 5): >curv2 := seq(-xˆ2+yˆ 2 = i. color = blue. 2. .. i = 1 . 5}. às limitações dos algoritmos utilizados pelo . color = [blue. 4]). .curv2].. 2. onde i ∈ {1. x = -5 . red.30: 3. green. 5): >implicitplot([curv1.12 Deficiências do MAPLE O MAPLE apresenta deficiências ao resolver alguns problemas. 5. 5. Figura 2. no mesmo referencial.. 2].31: 2.64 CAPÍTULO 2. Esboce o gráfico de x2 − y 2 = i e y 2 − x2 = i. não conseguir resolvê-los.. . y = -5 . podendo. 5. black. thickness = [2. isto se deve. i = 1 . . -4 . view = [-5 . Digitamos: >curv1 := seq(xˆ2-yˆ 2 = i. essencialmente. magenta]. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL Figura 2. inclusive..

apresentaremos alguns exemplos destas deficiências. que não possuem a opção AllSolution. Resolva a equação: . DEFICIÊNCIAS DO MAPLE 65 software. Utilize o comando evalf para compa2 rar os resultados.{x}).2*Pi).16. {4. 2. Consideremos a função: f (x) = Note que Dom(f ) = R − {1}. O seguinte exemplo se aplica as versões do MAPLE. 3. {x = Algumas vezes é indicado o comando fsolve. 1 π} 2 Mas. x−1 3π Note que a solução da equação no intervalo [π. g := x → x + 1 Ora.12. portanto as funções f e g. Muitos destes algoritmos não foram programados para reproduzir manipulações algébricas. nas versões anteriores a 9. sabemos que esta equação possui infinitas soluções. A seguir.. que permite especificar o intervalo onde se deseja achar a solução. Resolva a equação cos(x) = 0. a função g(x) = x + 1 tem domínio R. Se fizermos: >f:=x->(x ˆ2 -1)/(x-1) : >simplify(f(x)): >g:=unapply(%.Pi.712388980} x2 − 1 . Se fizermos: >solve(cos(x)=0. f (1) não existe e g(1) = 2. que são possíveis quando resolvemos o problema à mão. por exemplo. é recomendável que se verifiquem todos os resultados obtidos no MAPLE.2.5. inclusive.x). Portanto.{x}. 2 π] é . 1. Exemplo 2. são diferentes. Se fizermos: >fsolve(cos(x)=0.

4.color=black): >p2:=plot(ln((2+sin(x)).p2 }.x=0.0 2. para isto.5 1.p2). >p1:=x ˆ 3 -9*x ˆ 2 +yˆ2 *x+24*x -7 y ˆ 2 -16=0: >p2:=3*xˆ2 -18*x +y ˆ 2 +24=0: >solve({p1. Resolva o sistema: Façamos: x3 − 9 x2 + y 2 x + 24 x − 7 y 2 − 16 = 0 3 x2 − 18 x + y 2 + 24 = 0.{x. Note que esta equação tem solução. Se digitamos: >fsolve(exp(cos(x))=ln(2+sin(x)). 2.5 2.Pi. O MAPLE não apresenta uma solução razoável.{x}). >with(plots): >p1:=plot(exp((cos(x)).. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL ecos(x) = ln(2 + sen(x)). Obtemos {x = 4. y = 0} e: {y = RootOf (Z 2 − 33 + 15 ∗ RootOf (_Z 2 + 11 ∗ _Z + 19)).32: .color=red): >display(p1. x = RootOf (_Z 2 + 11 ∗ _Z + 19)}.0 1.66 CAPÍTULO 2..5 1. Fazendo: . basta fazer os gráficos das funções exp(cos(x)) e ln(2 + sen(x)).0 1.0 0.5 2.5 3.x=0.0 Figura 2. y}).Pi.

de onde podemos obter os valores de y: 2 2 >solve(subs(x=4.12.y). . a forma mais econômica de resolver o sistema é pondo em evidência y 2 na segunda equação e substituindo na primeira: >p3:=-2*xˆ3 +30*xˆ2 -126*x+152=0: >solve(p3. 2.145898034 67 Agora. −0.2. obter os valores de y. Fica como exercício. DEFICIÊNCIAS DO MAPLE > evalf (RootOf (Z 2 − 33 + 15 ∗ RootOf (_Z 2 + 11 ∗ _Z + 19))). {x = } e {x = }.{x}). √ √ 11 + 3 5 11 − 3 5 Obtemos {x = 4}.p2).9008493159 > evalf RootOf (_Z 2 + 11 ∗ _Z + 19)).

3). . 9. 8. y0 ) à reta ax + by + c = 0 é |ax0 + by0 + c| √ . P2 = (5. 3). Determine a distância entre as retas 4x + 3y + 12 = 0 e 4x + 3y − 38 = 0. (a) Determine os domínios. (b) 16x2 − 9y 2 = −144 (d) 2x2 + 4x + 3y − 4 = 0 (e) 9x2 + 4y 2 − 18x − 16y − 11 = 0 (g) 9x2 + 16y 2 = 25 (f) 9x2 − 16y 2 − 36x − 32y − 124 = 0 (m) x2 + y 2 + 8 x + 10 y + 40 = 0 (l) x2 + y 2 − 18 x − 14 y + 130 = 0. Verifique que as retas 2 x + 3 y = 1 e 6 x − 4 y − 1 = 0 são perpendiculares.13 Exercícios 1. (b) Esboce os gráficos de f e g no mesmo referencial. a2 + b2 2. 1). (i) 5x2 + 25x + 10y 2 − 5 = 0 (k) x2 + y 2 − 4 x − 4 y = 0 (j) x2 + 8 x + −y 2 + 3 y = 0. Defina f (x) = |x| − 2 x. Obtenha a equação da reta paralela à reta 2 x + 3 y + 1 = 0 e que passa pelo ponto P = (5. 3. P2 = (−1. 5) P2 = (0. Verifique que a distância do ponto (x0 .68 CAPÍTULO 2. −1) 4. (b) P1 = (1. Ache a equação da reta perpendicular à reta 2 x + 5 y − 1 = 0 e que passa pelo ponto P = (1. −2). Determine a natureza das curvas representadas pelas seguintes equações: (a) 3y 2 − 2x − 12y + 12 = 0 (c) x2 + y 2 − 2x − 8 = 0 (h) x2 + y 2 + 16x + 16y + 64 = 0. (c) P1 = (−5. (n) 4 x2 + 4 y 2 + 12 x − 32 y = −37. 1) P2 = (4. Ache a equação da reta que passa pelos pontos: (a) P1 = (3. (e) P1 = (2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL 2. (f) P1 = (1. Defina as funções f (x) = |x| + |x + 4| e g(x) = |x| + 2 |x + 4|. 1). −1). 4) (d) P1 = (1. 6. 3). 7) P2 = (−1. 2) P2 = (2. 5. 7. 1).

g(x) = ( )4 x 1 (f) f (x) = . 11. 1 −1 e f (x) . g(x) = x x 13. (a) Determine os domínios. verifique se as seguintes funções são constantes. 2x + 7 10. g(x) = x2 + 2 (b) f (x) = 3x − 2. f (1). g(x) = x−2 . Verifique que Im(f ) ⊂ Dom(g) e determine g ◦ f se: (a) f (x) = x + 2. g(x) = ( 2 )4 x 1 2 (h) f (x) = 2 .9) e f − (c) Verifique que f (|a|) = −|a|. f · g e f /g e esboce os respectivos gráficos. g(x) = x + 3 1 (e) f (x) = x4 . g(x) = x x+1 (c) f (x) = x2 + 3.13. Esboçando os gráficos. g(x) = 3 x + 1 √ (b) f (x) = x2 + 2. Defina a função f (x) = 2 3 69 . (c) Calcule f x (d) Esboce os gráficos. (b) f (x) = |x| x (a) f (x) = 12. x x |x| x − . EXERCÍCIOS (a) Esboce o gráfico de f . g(x) = x−2 (d) f (x) = 2x − 3. g(x) = −x2 + 3x + 1 2 (e) f (x) = x + 1. g(x) = x2 − 1 √ √ (d) f (x) = x + 1. (b) Calcule f (1). g(x) = x2 x 1 (g) f (x) = x3 + x2 . (b) Esboce o gráfico de f . no mesmo referencial. explique: 1 x−1 + . f (−0. se: (a) f (x) = 2 x. no mesmo referencial. x−1 . Determine f + g. f − g. g(x) = |x + 2| √ (c) f (x) = x + 1. das funções obtidas no ítem anterior.2.

[H + ] 1. x < 0 (b) y = ln(|x|) ln(x) x (d) y = x ln(x) (c) y = (e) y = |ln(x)| (f) y = ln(x2 ) 16. Determine Dom(f ) e calcule: r (b) (f ◦ f ◦ f )((x + 1)2 ) 1 (c) (f ◦ f ) 1−x 1 (d) (f ◦ f ) x (e) Esboce os respectivos gráficos.30 × 10−8 pH (a) (f ◦ f ◦ f ◦ f )(x2 + 1) .70 (f) f (x) = 14.58 × 10−4 6.162 × 10−5 0. O valor 7 é neutro e corresponde ao pH da água destilada. de Magnesia Suco de laranja Limão Vinagre Tomate (b) Esboce o gráfico da tabela.0 são ácidos e acima são alcalinos. O pH é modelado por: pH = −log10 [H + ].5848 × 10−7 10−10 3.501 × 10−2 12. (a) Complete a seguinte tabela: Substância Leite L. Valores abaixo de 7. O pH (potencial hidrogênico) é uma escala logarítmica que varia de 0 a 14. 15. Esboce o gráfico das seguintes funções logarítmicas: (a) y = ln(−x). e nos indica quão ácida ou alcalina é uma substância. onde [H + ] é a concentação de íons de hidrogênio mol/litro. g(x) = x+1 x−1 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL x+1 x − 1. Se f (x) = x+1 x .

2 10 9 71 18.2. se: (a) a > 0 e b > 0 (b) a > 0 e b < 0 (c) a < 0 e b > 0 (d) a < 0 e b < 0 (e) a > 0 e b = 0 (f) a < 0 e b = 0 . para analisar o papel dos parâmetros da função f (x) = eax+b . Esboce o gráfico da função definida pela seguinte tabela: x f (x) 0 0 1 5 2 3 3 5 4 6 5 8 6 3.13. 19. Utilize a sintaxe animate. Utilize a sintaxe animate. para analisar o papel dos parâmetros da equação de segundo grau a x2 + b x + c = 0. EXERCÍCIOS 17.

72 CAPÍTULO 2. FUNÇÕES DE UMA VARIÁVEL .

Sugerimos que a seguinte tabela seja copiada. desejamos que as intruções sejam executadas.‘f(x)‘]). verifica certa condição.evalf(f(1/(100*k)). A sintaxe if é para executar uma instrução. ainda que algumas outras intruções não se verifiquem.k=i)])) else print(‘indefinido em x=0‘) 73 . Não nos aprofundaremos muito no significado destas sintaxes: copiar: print para: for se: if então: then se não: else de: from a: to faça: do A sintaxe print(expressão). escrevemos > print([‘x‘. se e. apresentaremos como listar os valores de uma função. somente se. ou um grupo de instruções. permite exibir a expressão digitada. A sintaxe for se utiliza para indicar a variação de um contador da seguinte forma .1 Introdução A seguir.for contador from início to final do. A sintaxe para obter estas tabelas é a seguinte: Para estudar uma função em uma vizinhança de 0.‘ ‘. para realizar os exercícios. uma certa quantidade de vezes. no formato de tabela. Se além disso.5)]. a sintaxe é utilizada para realizar tarefas repetitivas. Em geral. Note que fi é if ao contrário e od é do ao contrário.Capítulo 3 LIMITES E CONTINUIDADE 3. em uma vizinhança de um ponto que não necessariamente pertence ao do domínio da função. se utiliza a sintaxe else. for i from -10 to 10 do if i <> 0 then print(array([seq([evalf(1/(100*k).6). As sintaxes fi e od são para fechar as intruções.

] -600. Estudemos f em uma vizinhança de 0: x indefinida em x=0 .01000000 [0. for i from -10 to 10 do if i <> 0 then print((array([seq([evalf(1/(100*k)).74 fi. Seja f (x) = >f:=x->1/x: >print([‘x‘.002000000 [-0. 1. LIMITES E CONTINUIDADE Para estudar uma função para valores de |x| arbitrariamente grandes.‘ ‘.] 100.001250000 [-0.] -400.005000000 [-0.] -500. [x.003333333 [-0.] -100. f(x)] [-0.5)]. od.001666667 [-0.] 300.evalf(f(100*k).‘ ‘.‘f(x)‘]).] 200.005000000 [0.k=i)])) else print(‘indefinida em x=0‘) fi.003333333 -900. od.001111111 [-0. escrevemos: > print([‘x‘. od.] -200.] -800.evalf(f(1/100*k).] 1 .5)].002500000 [-0.] -300.001000000 -1000. isto é em ±∞.] -700.6).01000000 [0.‘f(x)‘]). CAPÍTULO 3. Exemplo 3.1. for i from -10 to 10 do if i <> 0 then print(array([seq([evalf(100*k.001428571 [-0.k=i)])) else print(‘x->+infinito‘) fi.] [-0.

] 1000.003333333.002000000 [0. são diferentes.k=i)])) else print(‘x->+infinito‘). [x.] 700.] 900.001111111.‘ ‘.001250000 [0.] 0. od.evalf(f(100*k).] 600.] -0.005000000.005000000.001666667 [0. INTRODUÇÃO [0.001111111 [0.] x->+infinito .1. 2.0010000.01000000.] -0.] -0. for i from -10 to 10 do if i <> 0 then print(array([seq([evalf(100*k).003333333.‘f(x)‘]).] -0.] [-900 [-800 [-700 [-600 [-500 [-400 [-300 [-200 [-100 [100 [200 [300 -0. f(x)] [-1000 -0.001000000 400.] 500.001428571.002000000.3.] -0. estudemos f em uma vizinhança de ±∞: >f:=x->1/x: >print([‘x‘.002500000.] 75 A tabela nos indica que os comportamentos da função à esquerda e à direita de x = 0.002500000 [0. fi.] 0.] -0.] 0.5)]. Analogamente.] -0.] 800.] -0.001250000.001428571 [0.001666667.01000000.

ao seu domínio.001428571.2 Limites Inicialmente desenvolveremos a idéia intuitiva de limite. [-0.5)]. for i from -10 to 10 do if i <> 0 then print(array([seq([evalf(1/(100*k)). [x.002000000.k=i)])) else print(‘indefinido em x=0‘) fi.] 0.] 0. Seja f (x) = sen(x) x É claro que Dom(f ) = R − {0}. 1.‘ ‘.] 0. mas sem atingir 0.001666667.evalf(f(1/(100*k)). pela esquerda (x < 0) e pela direita (x > 0) e os correspondentes valores de f (x). Vamos construir uma tabela de valores de x aproximando-se de 0. f := x −→ sen(x) x >print([‘x‘.002500000.] A tabela nos indica que o comportamento da função em ±∞. Estudaremos a função nos valores de x que ficam próximos de 0.001111111. tende a zero. LIMITES E CONTINUIDADE 0.] 0.] 0.001000000. necessariamente.76 [400 [500 [600 [700 [800 [900 [1000 CAPÍTULO 3.2. Digitemos: >f:=x->sin(x)/x. Exemplo 3. 3. estudando o comportamento de uma função y = f (x) nas proximidades de um ponto que não pertence. od.‘f(x)‘]).] 0.001111111 f(x)] 0.9999998333.] .9999997938.001000000 [-0.001250000.] 0.

001250000 [0.] 0.] 0.9999995370.9999958334. LIMITES [-0. x→0 x lim .] 0. os valores de f (x) vão aproximando-se de 1”.001428571 [0. a distância entre dois pontos quaisquer x.9999989584.001666667 [0.002500000 [-0.01000000 [0.] 0.9999993335. pode ser expressa por: se |x| aproxima-se de zero.01000000 0.] 80. y ∈ R é |y − x|.9999993335.] 0. podemos verificar que: “à medida que x vai se aproximando de 0.] 0.002000000 [0.9999997392. De fato.] 0.001666667 [-0.001111111 [0.001000000 0.9999995370.9999833334.002000000 [-0. então |f (x) − 1| também se aproxima de zero.003333333 [-0.2.] 0. Assim a frase escrita entre aspas.9999996601.9999833334.9999981480.9999997938.3.] 0.001250000 [-0.005000000 [0.] 0.] 77 indefinida em x=0 [0.] 0. A noção de proximidade pode ficar mais precisa utilizando valor absoluto. em outras palavras: para que |f (x) − 1| seja pequeno é necessário que |x| também seja pequeno.] 0.9999958334.] 0.9999981480.002500000 [0.9999989584.005000000 [-0.] Observando o resultado da tabela.003333333 [0.001428571 [-0.9999997392.] 0.9999996601.9999998333. Logo: sen(x) = 1.] 0.

LIMITES E CONTINUIDADE Figura 3.719982704.] 2.001250000 [-0.1: .evalf(f(1/(100*k)).720550530.] 2.5)].‘f(x)‘]).001428571 [-0. f := x −→ (1 + x)1/x >print([‘x‘. Seja f (x) = (1 + x)1/x .] 2.002000000 [-0. for i from -10 to 10 do if i <> 0 then print(array([seq([evalf(1/(100*k)). [-0.721005103. 2. Digitemos: >f:=x->(1+x) ˆ (1 / x). pela esquerda (x < 0) e pela direita (x > 0) e os correspondentes valores de f (x).719642216. Vamos construir uma tabela de valores de x aproximando-se de 0.] .] 2.001666667 [-0. É claro que Dom(f ) = R − {0}.002500000 [-0.] 2. mas sem atingir 0.001111111 [-0.721687486.‘ ‘.78 CAPÍTULO 3.] 2.] 2.719793525.003333333 f(x)] 2.720226004.k=i)])) else print(‘indefinida em x=0‘) fi. od. [x.722826185. Estudaremos a função nos valores de x que ficam próximos de 0.001000000 [-0.

716342738. Figura 3.] 2.711517123.001250000 [0.001111111 [0.] 2.] 2. os valores de f (x) vão aproximando-se de e”.01000000 [0.3 Cálculo de Limites A sintaxe para o cálculo do limite: x→a lim f (x) é: .] 2.] 2.716020049.715568521. CÁLCULO DE LIMITES [-0.2: .] 2.] 2.716584847. para que |f (x) − e| seja pequeno é necessário que |x| também seja pequeno. podemos verificar que: “à medida que x vai se aproximando de 0.3.714891744.] 2.002000000 [0.] 2.001000000 2.003333333 [0.725108829.713765158. Logo: x→0 lim (1 + x)1/x = e.] 2. Logo.716923932.731999026.704813829. 3.] 79 indefinida em x=0 Observando o resultado da tabela.001428571 [0.3.01000000 [0.716773208.] 2.005000000 [0.001666667 [0.002500000 [0.005000000 [-0.

Veja os exemplos Exemplo 3. LIMITES E CONTINUIDADE > limit(função.. -infinity se a = −∞ A direção é opcional e pode ser: left se for um um limite lateral pela esquerda right se for um um limite lateral pela direita. calcula o limite e o comando Limit.7))/(root(x ˆ 2+1. Uma forma alternativa para calcular limites é utilizar a seguinte sintaxe: > Limit(função.right)=limit(tan(x). Determine lim tg(x). variável=a. .7)-root(1-x ˆ 2 .x=Pi/2. x→π/2 > Limit(tanx(x). direção). podemos reescrever os limites em forma mais didática: > Limit(função. variável=a. direção)=limit(função.3. Determine lim √ .x=0)=limit(p1. somente exibe a expressão matemática do limite.4)-root(1-x ˆ 2 . √ √ 7 x2 + 1 − 7 1 − x2 4 √ = lim √ x→0 4 x2 + 1 − 4 1 − x2 7 2. x→π/2 lim tan(x) = undefined Se incluimos as opções: > Limit(tanx(x). Observamos que o comando onde aparece limit. com letra minúscula. variável=a.x=0). variável=a. x→0 4 x2 + 1 − 4 x2 − 1 >p1:=(root(x ˆ 2+1.x=Pi/2)=limit(tan(x).x=Pi/2.4)): > Limit(p1. por isso acima precisamos utilizar o comando evalf(%). direção). Juntando ambas as sintaxes.right). om letra maiúscula. >evalf(%). a pode ser um ponto infinity se a = +∞. direção).80 CAPÍTULO 3.x=Pi/2). √ √ 7 x2 + 1 − 7 x2 − 1 √ 1.

1 x x→0− Pode explicar este resultado? √ x4 + x2 . 4. . Figura 3. x=0. Determine lim sen x→0 1 .3. . .x=0)=limit(p2. x >Limit(sin(1/x). x=0) lim sin 1 = −1 .x=Pi/2.left). CÁLCULO DE LIMITES 81 x→π + /2 lim tan(x) = −∞ > Limit(tanx(x). x=0. x=0) lim √ x4 + x2 = undefined x √ x→0 >Limit(p2. right) √ x4 + x2 =1 lim x x→0+ Pode explicar este resultado.x=Pi/2. left) lim x4 + x 2 = −1 x x→0− > Limit(p2.left)= limit(p2. Determine lim x→0 x > p2:=sqrt(x ˆ 4 +x ˆ 2) /x: >Limit(p2.leftt)=limit(tan(x).3.x=0)=limit(sin(1/x).right)=limit(p2.3: .x=0. x→π − /2 lim tan(x) = ∞ 3.x=0.

x > Limit(p5.x=0). Determine lim >p5:=(6 ˆ x-1)/x: x→0 6x − 1 .x=0). x→0 x2 CAPÍTULO 3.4: . >p4:=((x+3)/(x+5)) ˆ x: > Limit(p4. LIMITES E CONTINUIDADE >p3:=(cos(alpha*x)-cos(beta*x))/x ˆ2: > Limit(p3. Determine lim x→+∞ x+3 x+5 x .82 5.x=0)=limit(p3. 6x − 1 = ln(2) + ln(3) x→0 x lim Figura 3. .x=0)=limit(p5. x=0) lim tan(2 x) =2 x x→0 7.x=infinity). lim x+3 x+5 x x→∞ = e−2 8. Determine lim cos(α x) − cos(β x) . cos (α x) − cos (β x) 1 1 = − α2 + β 2 2 x→0 x 2 2 lim 6. x >Limit(tan(2*x)/x.x=infinity)=limit(p4. Determine lim x→0 tg(2 x) .x=0)=limit(tan(2*x)/x.

right).left).x=b). sqrt(x)): > Limit(p7.right)=limit(p7.x=1.  x cost(π x) x < 1  sin(π x) −1 ≤ x and x ≤ 1 √  x 1<x  x cos (π x)  sin(π x) √  x =1 x→1− lim x<1 −1 ≤ x and x ≤ 1 1<x =0 . Se f (x) = sen(π x) √  x se x < −1 se − 1 ≤ x < 1 .left)=limit(p7.  x cos(π x) x < 1  sin(π x) −1 ≤ x and x ≤ 1 √  x 1<x =0 x→1+ lim > Limit(p7. x <= 1. x > 1.right).  x cos(π x)  sin(π x) √  x x<1 −1 ≤ x and x ≤ 1 1<x x→−1+ lim =1 > Limit(p7.3. sin(x)/x.3. x*cos(x). CÁLCULO DE LIMITES x2 − b2 √ .x=-1.right)=limit(p7.right).x=1.x=-1.x=b)=limit(p6.x=1. x→±1 se x > 1 83 >p7:= piecewise(x < 1. x→−1+ lim > Limit(p7.right)=limit(p7. calcule lim f (x). x2 − b2 √ = 4 b3/2 lim √ x→b x− b  x cos(π x)  10.x=1.x=-1. and -1 <= x. Determine lim √ x→b x− b >p6:=(x ˆ2-b ˆ 2)/(sqrt(x)-sqrt(b): > Limit(p6. 9.x=-1.

5: .4 Definição de Limite Seja : f : A ⊂ R −→ R. LIMITES E CONTINUIDADE Figura 3. determine x f (x + h) − f (x) . em a. Uma das principais dificultades. . L + ε). e somente se: Para todo ε > 0. a + δ) ∩ A − {a} .84 CAPÍTULO 3. h→0 h lim >f:=x->x ˆ2 *sin(1/x): p8:=(f(x+h)-f(x))/h: >factor(limit(p8. existe δ > 0 tal que se x ∈ (a − δ. 11. ou seja. 2 sin 1 1 x − cos x x 3. Para facilitar a compreensão da definição. Se f (x) = x2 sen 1 . Observe que o limite de uma função y = f (x) num ponto a. num pequeno intervalo aberto de centro a. onde é utilizanda a sintaxe animate. apresentaremos alguns exemplos. de entender a definição de limite é sua característica dinâmica. dos alunos. definida em A. então f (x) ∈ (L − ε. Sabemos que: x→a lim f (x) = L se. depende apenas dos valores que f assume nas proximidades de a. exceto possívelmente.h=0)).

8. scaling = constrained.6: . x = 0 . scaling = constrained. 2]. color = red): >A2 := animate(1+(1/10)*t.. color = black): >M1 := plot(2.7. color = blue): >A1 := animate(2+(1-(1/10)*t).3. 8.4.x=0..x=0..color=black.color=red): >display(H.5]. scaling = constrained. 8. t = 0 .L. x = 0 . É claro que lim x2 = 4.82.4. scaling = constrained. frames = 50.2}.x=0. scaling = constrained. scaling = constrained. 2.4. 1.18}. numpoints = 200.y=-1. digitando a seguinte sequência de comandos: Figura 3. x. color = blue): >M2 := plots[implicitplot](x = 1..x=0. x = 0 . frames = 50.. t = 0 . x = 0 ... color = red): >B1 := animate([1+(1-(1/10)*t)*(1/3).M). frames = 50. x→1 Esbocemos a situação.. Então para todo número real positivo ε existe outro número real positivo δ.x=2. t = 0 . então |f (x) − 4| < ε. frames = 50..7. DEFINIÇÃO DE LIMITE Exemplo 3. 2. x = 0 .2. 3. digitando a seguinte sequência de comandos: >with(plots): >M := plot(2*x. tal que se 0 < |x − 2| < δ. 2. y = 0 . 85 1. 8. 2+2*((1-(1/10)*t)*(1/3))...3.8 e δ ≤ 0.y=-1. t = 0 ..4. color =green): .8.color=blue): > G:=plots[implicitplot]({x=1.. scaling = constrained... que depende de ε.color=red): > L:=plot(x ˆ 2. color = green): >B2 := animate([x.4..thickness=2): >M:=plot({4. x = 0 . 2..y=4}. Visualizemos lim 2 x = 2..4.18. 2. 1. x = 0 . numpoints = 300. x→2 Esbocemos a situação para ε = 0.. with(plots): > H:=plots[implicitplot]({x=2.y=-1.G. numpoints = 200.

do parágrafo sobre as deficiências do MAPLE.. A2. x = 0 .86 CAPÍTULO 3. 8. frames = 50. scaling = constrained. 2-2*((1-(1/10)*t)*(1/3)). Nos desenhos. color = green): >B4 := animate([x. LIMITES E CONTINUIDADE >B3 := animate([1-(1-(1/10)*t)*(1/3).. scaling = constrained.8: Agora estamos em condições de esclarecer o primeiro exemplo. M1. t = 0 . no capítulo anterior. color = green): >display(M. Consideremos a função: f (x) = x2 − 1 x−1 . em verde. A1. em verde. diferentes estágios da animação: Figura 3. indicam a regão de segurança para o correspondente δ representado pelas retas limitantes verticais.7: Figura 3.. Notemos que as retas limitantes em vermelho indicam a escolha do ε e as retas limitantes horizontais. B1. M2. 2]. B4).. 8. B2. frames = 50. t = 0 .5]. x. 3. x = 0 . B3.

Para descobrir. mesmo se Dom(f ) = R. . experimentalmente. A reta x = a é uma assíntota vertical ao gráfico da função y = f (x). a função g. infinity).3. se uma função possui assíntotas horizontais e/ou verticais. de Dom(f ) = R e a função ser contínua. a função pode ter assíntotas verticais. g := x → x + 1 >g(1). se pelo menos uma das seguintes afirmações é verdadeira: x→+∞ lim f (x) = b ou x→−∞ lim f (x) = b. ao simplificar. o MAPLE não considera mais a função f . (in f) numeric exception: division by zero >g:= unapply(simplify(f(x)). o MAPLE cancela. então f não possui assíntotas verticais. 3. se pelo menos uma das seguintes afirmações é verdadeira: x→a+ lim f (x) = ±∞ ou x→a− lim f (x) = ±∞. e sim. Error. x = -infinity .5 Assíntotas A reta y = b é uma assíntota horizontal ao gráfico da função y = f (x). x). ASSÍNTOTAS >f:=x->(x ˆ2 -1)/(x-1) : >f(1).. utilizamos a sintaxe: >plot(f. Por exemplo:  1 se x = 0 f (x) = x 2 se x = 0 No caso.5. seguindo o mesmo procedimento que utiliza para determinar a solução de: x2 + 1 = lim x + 1 = 2 x→1 x→1 x − 1 lim Isto é. 2 87 Quando usamos o comado simplify. Observamos que.

podemos concluir que o gráfico da função possui uma assíntota horizontal e uma vertical. infinity) Figura 3.9: Gráfico de x+1 x+3 quando x −→ ±∞.. x = -infinity .88 CAPÍTULO 3. De fato: >lim(f(x). 0). Do desenho. LIMITES E CONTINUIDADE Figura 3.x).10: Gráfico de f quando x −→ ±∞.5.left). Esboce o gráfico de y = x .x=infinity. x−1 Dom(f ) = R − {1} e a curva passa por (0. De fato: >f:=x->x/(x -1): >solve(f(x)=0. 1. Exemplo 3. 0 >plot(f(x). .

. Por outro lado.11: gráfico de f .a2.left). 1} e a curva passa por (0. Figura 3.. De fato: . ASSÍNTOTAS 89 1 >lim(f(x). 3. color = blue): >a2:= plot(1.5. y = 1 é uma assíntota horizontal. 4. 1 Logo. thickness = 3.x=1. color = green): >a3:= implicitplot([x = 1].. ∞ Logo. x2 − 1 Dom(f ) = R − {−1. symbol = cross. x = 1 é uma assínota vertical.. 0). 3.3. style = point): >display(a1. determinamos as assíntotas verticais: >lim(f(x). x = -3 .rigth). Esboço do gráfico: >with(plots): >p:= x/(x-1): >a1:= plot(p. −∞ >lim(f(x).3. discont = true..x=1. 4.x=infinity. Esboce o gráfico de y = x2 . style = point.a3.-4..rigth).4]).view=[-3. y = -4 . x = -3 . 2. x = -4 .

Por outro lado.left). podemos concluir que o gráfico da função possui uma assíntota horizontal e duas verticais. ∞ . 0 >plot(f(x).left).rigth)..x=infinity. 1 Logo. 1 >lim(f(x).left). De fato: >lim(f(x).x).x=1. −∞ >lim(f(x). y = 1 é uma assíntota horizontal.x=infinity. x = -infinity .90 >f:=x->x ˆ 2/(x ˆ 2 -1): >solve(f(x)=0. Do desenho.x=-1.12: gráfico de f quando x −→ ±∞. LIMITES E CONTINUIDADE Figura 3. infinity) CAPÍTULO 3. ∞ >lim(f(x). determinamos as assíntota verticais: >lim(f(x).x=1.rigth).

3. x = -4 . thickness = 3. style = point. infinity) x4 + 1 . x5 − x . 3. 91 Figura 3. x = -3 .rigth). 3.a2.4]). symbol = cross. x = -infinity . y = -4 . 4.. −∞ Logo. x = ±1 são assíntotas verticais. 4.. Esboço do gráfico: >with(plots): >p:= xˆ 2/(x ˆ 2 -1): >a1:= plot(p..x=-1. color = green): >a3:= implicitplot([x = -1.5. style = point): >display(a1. 3.a3... x = -3 .3.. color = blue): >a2:= plot(1. discont = true.. Esboce o gráfico de y = >f:=x->(x ˆ 4 +1)/(x ˆ 5 -x): >plot(f(x).x=1].view=[-3.13: gráfico de f . ASSÍNTOTAS >lim(f(x).-4.

determinamos as assíntota verticais: >lim(f(x).92 CAPÍTULO 3. De fato: >lim(f(x).rigth).x=-1. −∞ >lim(f(x).left).x=1.x=0.left).x=1. LIMITES E CONTINUIDADE Figura 3.rigth).x=infinity. . Por outro lado.x=infinity. podemos concluir que o gráfico da função possui uma assíntota horizontal e três verticais.left). −∞ >lim(f(x).x=-1. y = 0 é uma assíntota horizontal.14: Gráfico de f quando x −→ ±∞.left). 0 >lim(f(x). ∞ >lim(f(x). Do desenho.rigth). 0 Logo. −∞ >lim(f(x).

x = 1].4]).x=0.3.rigth). x=a.view=[-3.. Para o intervalo [a.. 3. 3. 4.. x = -4 .. x = -3 . Esboço do gráfico: >with(plots): >p:= (xˆ 4 +1)/(xˆ 5 -x): >a1:= plot(p.15: gráfico de f .6 Continuidade A seguinte sintaxe é utilizada para saber se uma função é contínua ou não: >iscont(função. Para determinar os pontos de descontinuidade de uma função.closed).. color = blue): >a2:= implicitplot([x=-1. utilizamos: . −∞ Logo..6. utilizamos: >iscont(função. Figura 3. 4. CONTINUIDADE 93 ∞ >lim(f(x).b. x = −1. b]. relativa ao intervalo (a. b). x=a.. thickness = 3. discont = true. x = 1 e x = 0 são assíntotas verticais. A resposta será true onde for contínua e false onde for descontínua.b).3. y = -4 .-4.a2. style = point): >display(a1.

k := x2 x ≤ 2 x2 + 2 x > 2 x2 se x ≤ 2 x2 + 2 se x > 2 .x ˆ 2 +2). Achar “os pontos onde f é descontínua” é equivalente a determinar o domínio da função racional f e achar os pontos que anulam o seu denominador. LIMITES E CONTINUIDADE >discont(função. O comando discont( ). No exemplo a seguir. g(x) . então faz sentido perguntar se f admite uma extensão contínua que esteja definida no ponto a.6. se existe F tal que F (x) = f (x) para todo x ∈ Dom(f ) = A e F (a) exista e seja contínua nesse ponto. futuramente. a + δ) ∩ A − {a} = ∅. empregaremos a terminologia das Ciências Aplicadas. a terminologia empregada é outra. como Engenharia e Física. Vamos a prestar atenção à diferença de terminologia empregada nas Ciências Aplicadas. nas Ciências Aplicadas. 2. Porém. É comum usarem a palavra descontinuidade para os pontos que anulam o denominador da função e perguntarem se f tem descontinuidade removível em a. Exemplo 3.x>2. iremos sempre substituir a função original por sua extensão contínua. h(x) se existe δ > 0 tal que se (a − δ. onde g e h são contínuas e a ∈ R tal que h(a) = 0. 1. se existe a extensão contínua.x). Determine os pontos onde f (x) = x2 − 5 é descontínua. 3} 2. Isso foi o que MAPLE executou no exemplo. {−4. > k:=piecewise(x<=2.94 CAPÍTULO 3. onde substituiu: Considere uma função racional f (x) = f (x) = x2 − 1 x−1 por F (x) = x + 1. iremos perguntar se f admite uma extensão contínua a esses pontos. e daquela usada em Matemática. isto é. exclui de R os pontos que anulam no denominador de f e. Verifique se a função : f (x) = é contínua. −3. x4 + 2 x3 − 17 x2 − 18 x + 72 q:=(x ˆ 2-5)/(x ˆ 4+2*x ˆ 3-17*x ˆ 2-18*x+72): >discont(q. x). É claro que na prática.x ˆ 2.

true >iscont(k. color = blue.1. portanto.x=2..x=0. calculemos diretamente: > limit(k.x=2. {2} 95 >iscont(k. true De fato. tal que:   x2 sen( 1 ) se x = 0 f (x) = x  c se x = 0 .16: Exemplo 1. Para ver o gráfico: >plot(k.. os limites laterais não são iguais. CONTINUIDADE >discont(k.9). discont = true). thickness = 3.3). x = -4 .3.infinity).right).x=-infinity. 2. false >iscont(k. 4 > limit(k..6. Determine a constante c. 6 Logo.left)..x=2.1. a função é descontínua em x0 = 2. Figura 3. 4.x).

x ˆ 2 *sin(1/x).. 0 > limit(k1. . CAPÍTULO 3.    1 x2 sen( ) se x = 0 x 0 otherwise true Para ver o gráfico: >plot(k1.96 seja contínua. 3.left). 1 (x − 1)2 f (x) =  4   se x = 1 se x = 1. thickness = 3.right).2 .infinity).   x2 sen( 1 ) se x = 0 k1 := x  c otherwise > limit(k1.2. x = -0. Figura 3. color = blue). LIMITES E CONTINUIDADE > k1:=piecewise(x<>0. definimos c = 0 e: k1 := >iscont(k1. Seja Verifique se f é contínua em 1.c).x=0.17: Exemplo 2. 0 Logo.x=-infinity. 0..x=0.

color = blue. >plot(k2.  4 x=1 otherwise 97 k2 := > limit(k2. -1<x and x<3. Figura 3. 10]). 1  (x − 1)2 ∞ > limit(k2.. a função não é contínua em 1. f é contínua se:   lim f (x) = lim f (x) = f (−1) x→−1− x→3− x→−1+ Digitamos:  lim f (x) = lim f (x) = f (3).. Seja  2  f (x) = A x + B   −2 se x ≤ −1 se − 1 < x < 3 se x ≥ 3. x→3+ > z1:=piecewise(x<=-1.right). 2.A*x+B.3.x=1. logo.6. 0 ..18: Exemplo 3.4. Utilizando a definição.2.1/(x-1)ˆ2). Os pontos problemáticos do domínio de f são x = −1 e x = 3. view = [-1 . x = -1 . discont = true.5.x=1. . Determine A e B tais que f seja uma função contínua em R. 4.-2).x>=3. f (1) = 4. 2. thickness = 3.5.left). ∞ Por outro lado. CONTINUIDADE > k2:=piecewise(x=1.

and x < 3 Figura 3. LIMITES E CONTINUIDADE > eq1:=limit(z1.eq2}.98 CAPÍTULO 3.x=-1. eq1 := 3 A + B = −2 Logo.x=-1. B).A.left)=limit(z1.right).left)=limit(z1.x=3.x=3. temos: {A = −1}  2  z1 := 1 − x   −2 {B = 1} x ≤ −1 −1 < x x ≥ 3. . eq1 := −A + B = 2 > solve({eq1.19: Exemplo 3. and x < 3 > eq2:=limit(z1.right).  2  z1 := A x + B   −2 x ≤ −1 −1 < x x ≥ 3.

7. EXERCÍCIOS 99 3.7 Exercícios x3 − 2 x2 + 5 x − 4 x→1 x−1 2x (b) lim x2 − x→0 1000 tg(4 x) (c) lim x→0 x (a) lim (x + 2)2 x→1 x 3x − 1 (e) lim 2 x→0 x + x + 2 (x2 − 1) (f) lim x→1 x − 1 1. Calcule os seguintes limites usando tabelas: (d) lim 2. Calcule os seguintes limites no infinito: (g) lim (cos(x) − [[sen(x)]]) x→0 x−8 (f) lim √ x→8 3 x − 2 (h) lim (sen(x) − [[cos(x)]]) x→0 (i) lim x b a x x (j) lim [[ ]] x→0+ a x→0+ . Calcule os seguintes limites: (a) lim (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) 4x5 + 9x + 7 x→1 3x6 + x3 + 1 x3 + 3x2 − 9x − 2 lim x→2 x3 − x − 6 2−9 x lim 2 x→3 x − 3x 2x2 − 3x + 1 lim x→1 x−1 x2 − a2 lim x→0 x2 + 2 a x + a2 x6 + 2 lim x→0 10x7 − 2 2−x √ lim x→2 2 − 2x (t + h)2 − t2 lim h→0 h (i) lim (j) lim (k) (l) (m) (n) x4 − 1 x→1 3x2 − 4x + 1 8 − x3 x→2 x2 − 2x x+1 lim √ 2 + 3 + 3x x→−1 6x √ 9 + 5x + 4x2 − 3 lim x→0 x √ x+4−2 lim x→0 x √ 2− x−3 lim x→7 x2 − 49 x4 + x3 − x − 1 x→1 x2 − 1 (o) lim 3. Verifique se os seguintes limites existem: x3 − 1 x→1 |x − 1| (b) lim |x − 3| (a) lim x→3 x2 − 3x + 2 (c) lim x→1 x−1 3 − 6 x2 + 6 x − 5 x (d) lim x→5 x2 − 5 x x2 + 3x − 4 (e) lim 3 x→−4 x + 4 x2 − 3 x − 12 4.3.

Calcule os seguintes limites infinitos: 5x3 − 6x + 1 x→−∞ 6x2 + x + 1 √ (b) lim m x (a) lim x→+∞ x→3+ (g) lim (h) lim (i) lim (j) lim x→0 x→3+ x2 − 3x x2 − 6x + 9 x2 x2 − 4 − 4x + 4 5 3−x 2x + 1 (d) lim x x→0+ 2x + 3 (e) lim 2 x→1+ x − 1 2x + 3 (f) lim 2 x→1− x − 1 (c) lim 6. Se f (x) = 3 x − 5 e g(x) = (a) lim (f + g)(x) x→1 x→2+ x→0+ x→0+ ln(x) x sen(x) x3 − x2 (k) lim ln(|x|) x 2 − . Calcule os seguintes limites: (l) lim x sen x→0 . LIMITES E CONTINUIDADE x2 + 1 x→−∞ 3x + 2 √ √ x+ 3x (g) lim x→+∞ x2 + 3 (f) lim (h) (i) x→+∞ √ lim (x − lim 3 x2 + 1) √ 3 x3 + 2x − 1 (j) lim √ x→+∞ x2 + x + 1 x→−∞ x x2 + 3 5.100 (a) (b) (c) (d) (e) 2x3 + 5x + 1 lim 4 x→+∞ x + 5x3 + 3 3x4 − 2 lim √ x→+∞ x8 + 3x + 4 x2 − 2x + 3 lim x→−∞ 3x2 + x + 1 x lim 2 x→+∞ x + 3x + 1 √ x2 + 1 lim x→+∞ 3x + 2 CAPÍTULO 3. calcule: 2 3 (h) lim (g ◦ f )(x) x→2 (b) lim (g − f )(x) x→1 (c) lim (g f )(x) x→1 x→1 (i) 3 x→− 2 lim (f ◦ g ◦ f )(x) (d) lim f (x) g g (x) (e) lim x→1 f (f) lim (f f )(x) x→1 x→2 (j) lim ln(|f (x)|) x→2 (k) lim cos 4 x→ 3 g(x) f (x) 1 g(x) (g) lim (f ◦ g)(x) 7.

10. a = 2 √ (e) f (x) = x. a = 1 (h) f (x) = (x − 3)2 . Durante uma epidemia de dengue.3. o número de pessoas que adoeceram.7. Esboce o gráfico das seguintes funções: (a) y = (b) y = 1 (x − 1) (x3 + 1) x (x − 1) (x3 + 1) (c) y = (d) y = 1 (x − 3) (x + 2) (x2 + 1) x2 (x − 3) (x + 2) (x2 − 1) . a = 2 − x. Calcule lim (a) f (x) = x2 . a = 1 9. se: x→a t→0 x−a t + 1. a = 1 (d) f (x) = |x|2 . a. a = 2 (b) f (x) = (c) f (x) = x2 3 x2 f (x) − f (a) f (t + a) − f (a) e lim . a = 1 (j) f (x) = e2x . EXERCÍCIOS (a) lim (b) (c) (d) (e) (f) sen(x) x→π x − π (i) lim 5x − 1 x→0 x 3x − 1 (j) lim x→0 x2 eax − ebx . a = π (i) f (x) = ln(x). (b) Esboce o gráfico de L.8t (a) Determine a quantidade máxima de indivíduos atingidos pela doença. após t dias é dado por: L(t) = 100000 1 + 19900 e−0. b = 0 x→0 sen(ax) − sen(bx) 101 1 lim x sen( ) x→+∞ x x − tg(x) lim x→0 x + tg(x) 2 lim (1 + )x+1 x→+∞ x 1 x lim 1 + x→0 2x 1 lim (1 + 2x) x x→0 (k) lim (l) lim x cos2 (x) x→0 (m) lim (n) tg2 (x) x→0 x2 sec(x) x→+∞ e2x − 1 x→0 x x2 − 1 e (h) lim x→0 x (g) lim 4 x+4 ) x 1 (o) lim (1 − )x x→−∞ x lim (1 − 8. num certo bairro. a = 0 (f) f (x) = x (1 − x). a = 0 (g) f (x) = cos(x).

Seja f (x) = 1 − x sen 1 . 13. se x < −1 se x < 0 . no ponto x = 0. Verifique que: (a) |f (x) − f (2)| ≤ 20 |x − 2| se 0 ≤ x ≤ 3 (b) f é contínua em 2. para que a função f x possa ser definida em x = 0 e seja contínua no ponto?   1 − x2 x < −1    2 ) −1 ≤ x ≤ 1 f (x) = ln(2 − x  x−1    x>1 x+1 . Verifique se as seguintes funções são contínuas. Verifique se as seguintes funções são contínuas: (g) f (x) = 2x 1 se x ≤ 1 se x > 1 se x = 2 se x = 2  2 x − 4 (h) f (x) = x − 2  4 Esboce os gráficos correspondentes. 12. Como escolher o valor de f (0). no ponto x = 0.   sen(x) x=0 (a) f (x) = (c) x 0 x=0 (b)   |x2 − 5x + 6|   2  x − 5x + 6 f (x) = 1    9 x = 2. se x ≥ 0 (d) f (x) = 14. no ponto x = 3. (a) f (x) = x L se x = 0 (b)  2 x − 9 f (x) = x − 3  L f (x) = se x = 3 se x = 3 . Determine o valor de L para que as seguintes funções sejam contínuas nos pontos dados:  2 x − x se x = 0 . no ponto x = −1.102 CAPÍTULO 3. x = 0. LIMITES E CONTINUIDADE 11. Seja f (x) = x3 + x. 3 x=2 x=3 (d)   1−x f (x) = 1 − x3 1 x=1 x=1 15. (c) x + 2L L2 4 3x 2L + x se x ≥ −1 .

A intensidade de um campo elétrico E(x) num ponto P localizado a x unidades do centro da esfera é determinada pela função: se 0 < x < R 1 E(x) = se x = R  3x2  −2  x se x > R. 18. é possível escolher o valor de f (2) tal que a função f x−2 possa ser definida em x = 2 e seja contínua no ponto? 17. 5]. Esboce os respectivos gráficos em [−5. A função sinal de x é definida por:   1 se  sgn(x) = 0 se   −1 se x>0 x=0 x < 0. Uma esfera oca de raio R está carregada com uma unidade de eletricidade estática. Sendo f (x) = arctg 103 1 . quando uma chave é instantaneamente ligada e. x = 2. A função de Heaviside é utilizada no estudo de circuitos elétricos para representar o surgimento de corrente elétrica ou de voltagem. verifique que h(t) = (1 − uc (t)) f (t) + uc (t) g(t). Verifique que a equação x = tg(x) tem uma infinidade de raízes reais. (d) Se h(t) = f (t) se 0 ≤ t < c g(t) se t ≥ c . EXERCÍCIOS 16. 2. . (c) Verifique que uc (t) = H(t − c). Verifique se f (x) = x sgn(x) e g(x) = x2 sgn(x) são funções contínuas. 3.  0   Verifique se a função E = E(x) é contínua. (b) A função R(t) = c t H(t) (c > 0) é chamada rampa e representa o crescimento gradual na voltagem ou corrente num circuito elétrico. 20. 19. Esboce o gráfico de E.3.7. Discuta a continuidade de R e esboce seu gráfico para c = 1. é definida por: 0 1 se t < 0 se t ≥ 0 H(t) = (a) Discuta a contínuidade de f (t) = H(t2 + 1) e de g(t) = H(sen(π t)).

LIMITES E CONTINUIDADE .104 CAPÍTULO 3.

que passa por (x0 . Veja os exemplos a seguir: Exemplo 4. h A reta secante ao gráfico de f . f (x0 + h)) é definida por: msec = y = msec (x − x0 − h) + f (x0 + h) Observamos que h será usado como parâmetro.1 Retas Secantes Da Geometria Analítica elementar sabemos que o coeficiente angular da reta. Determine as retas secante a f (x) = x2 − 3 x − 4. >with(plots): >f:=x->x ˆ 2-3*x-4: >x0:=0: 105 f (x) − f (x0 ) x − x0 . f (x0 )) e (x0 + h. f (x0 )) e q = (x.1. no ponto (0. f (x)) é: msec = Fazendo a mudança h = x − x0 . se tenha: I ∩ (A − {x0 }) = ∅. que passa pelos pontos P = (x0 . Suponha que para todo intervalo aberto I que contenha x0 . 4.-4). 1. temos: f (x0 + h) − f (x0 ) .Capítulo 4 DERIVADA Seja: f : A −→ R uma função definida num domínio A e x0 ∈ A.

Esta sequência de comandos.i=1.f(x0+h)]: >h1:=[seq(5/i.6.x=-6. .insequence=true. Observe que..coral]. no sentido contrário..s(x).view=[-6.s(x).50)]: por: >h2:=[seq(-5/i.50)]: e >T:=seq(plot(f(x).frames=70).-15.i=1.coral].. se modificamos: >h1:=[seq(5/i.f(x0)]: >p1:=[x0+h.i=1. Figura 4.color=[blue.thickness=[3.h=h1): >display(T.40]). DERIVADA >T:=seq(plot(f(x)..6. gera uma animação das secantes..color=[blue...2].x=-2.6.thickness=[3.frames=70). Esta sequência de comandos.h=h2): >display(T.1: Dois frames do exemplo 1.106 >p0:=[x0.10]).-10.insequence=true. gera uma animação das secantes..50)]: >m:=(f(x0+h)-f(x0))/h: >s:=x->m*(x-x0-h)+f(x0+h): CAPÍTULO 4.6..view=[-2.2].

Esta sequência de comandos.h=h1): >display(T.f(x0+h)]: >h1:=[seq(3/i..i=1.x=-.color=[blue.4.2: Dois frames do exemplo 1.2]).insequence=true. .f(x0)]: >p1:=[x0+h.frames=70).5. RETAS SECANTES 107 Figura 4...thickness=[3. 1).5.1.4. 2 >with(plots): >f:=x->sin(x): >x0:=Pi/2: >p0:=[x0. no ponto ( .y=-1. π 2.50)]: >m:=(f(x0+h)-f(x0))/h: >s:=x->m*(x-x0-h)+f(x0+h): >T:=seq(plot(f(x).red]. Determine as retas secante a f (x) = sen(x). gera uma animação das secantes.s(x).1.

3.. Definição 4. é chamada reta tangente ao gráfico de f no ponto (x0 . seu coeficiente angular é: m2 = f (x2 ) − f (x0 ) . Se mx0 = lim f (x) − f (x0 ) x − x0 x→x0 existe. f (x0 )). f (x0 )) e Qi = (xi . f (xi )) (i = 1.. 2. f (x2 )) tal que Q2 = P .2 Reta Tangente Com as hipóteses iniciais. Seja r2 a reta secante que passa por P e Q2 .. repetindo o processo obtemos r1 .. x1 − x0 Fixemos o ponto P e façamos o ponto Q1 se mover sobre o gráfico de f em direção a P .1.) pontos no gráfico de f . seja r1 a reta secante que passa por P e Q1 ... DERIVADA Figura 4. a medida que os pontos Qi vão se aproximando cada vez mais do ponto P .108 CAPÍTULO 4. r2 . seu coeficiente angular é: m1 = f (x1 ) − f (x0 ) .. 3. que denotaremos por mx0 . r3 . x2 − x0 Suponha que os pontos Qi (i = 1.. . m3 .. m2 . até um novo ponto Q2 = (x2 . P = Qi . 2.. respectivamente. f (x)): .3: Dois frames do exemplo 1. considere P = (x0 . A reta passando pelo ponto P e tendo coeficiente angular mx0 .. retas secantes de coeficientes angulares m1 .. Vamos supor que. Como x0 é um ponto arbitrário... ao longo do gráfico de f .) vão se aproximando sucessivamente do ponto P (mas sem atingir P ).. .. podemos calcular o coeficiente angular da reta tangente ao gráfico de f para qualquer ponto (x. os mi respectivos tendam a um valor limite constante. 4.

x=1.a2. RETA TANGENTE 109 mx = lim Assim.2. então. utilizamos a seguinte sintaxe: >with(student): >showtangent(função. Exemplo 4. por: >m:=limit((f(x0+h)-f(x0))/h. mx só depende x.x=3.a4.a3. −1.2. 1. . 3.2. nos pontos x = 0.x=0.thickness=2): >a5:=showtangent(f.thickness=2): >a3:=showtangent(f. Seja f (x) = x2 − 3 x − 4 e esbocemos as retas tangentes. −3. existe.h=0): Ou.a5). >with(student): >with(plots): >f:=x ˆ 2-3*x-4: >a1:=showtangent(f. 1. a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto (x0 . Podemos gerar as retas tangentes ao gráfico de uma função. Se f for contínua em x0 .thickness=2): >display(a1. t→0 f (x + t) − f (x) t Definição 4. apenas modificando: >m:=(f(x0+h)-f(x0))/h: no traçado das retas secantes.x=-1. f (x0 )) é: y − f (x0 ) = mx0 (x − x0 ) se o limite dado na definição anterior.opções).4. x=ponto.x=-3.thickness=2): >a2:=showtangent(f.thickness=2): >a4:=showtangent(f.

110

CAPÍTULO 4. DERIVADA

Figura 4.4: Exemplo 1. Para gerar uma sequência de retas tangentes, podemos utilizar: >retan:=seq(showtangent(f1, x = i), i = -8 .. 8): >display(lista, title = ‘ Retas Tangentes a f(x)‘)

Figura 4.5: Exemplo 1. 2. Seja h(x) = x (x2 − 1), façamos uma animação das retas tangentes à h = h(x). >with(plots): >h:=x*(x ˆ 2-1): >g1:=limit((f(x+h)-f(x))/h, h = 0):

4.2. RETA TANGENTE
>g2 := subs(x = t, g1): >g := unapply(g2, t); g := t → 3 t2 − 1 ta := t → t t2 − 1 + 3 t2 − 1 (x − t)

111

>ta :=f(t)+g(t)*(x-t);

>animate(plot, [f(x), ta(t), x = -1.3 .. 1.3, color = [blue, red], thickness = [3, 2]], t = -1 .. 1, frames = 50, view = [-1.3 .. 1.3, -.5 .. 1]);

Figura 4.6: Dois frames do exemplo 2. Da definição, segue que a equação da reta normal ao gráfico de f no ponto (x0 , f (x0 )) é: y − f (x0 ) = − Exemplo 4.3. 1. Considere h(x) = x (x2 − 1), façamos uma animação das retas normais à h = h(x). >with(plots): >h:=x*(x ˆ 2-1): >g1:=limit((f(x+h)-f(x))/h, h = 0): >g2 := subs(x = t, g1): >g := unapply(g2, t); g := t → 3 t2 − 1 1 x − x0 , mx 0 se mx 0 = 0

112 >no:=f(t)-(1/g(t))*(x-t); no := t → t t2 − 1 − x−t 3 t2 − 1

CAPÍTULO 4. DERIVADA

>animate(plot, [f(x), no(t), x = -1.3 .. 1.3, color = [blue, red], thickness = [3, 2]], t = -1 .. 1, frames = 50,view = [-1.3 .. 1.3, -.5 .. 1]);

Figura 4.7: Dois frames do exemplo 2. O MAPLE 13, possui uma livraria que calcula, automaticamente, a reta tangente ao gráfico de uma função, num ponto dado. A sintaxe é: >with(Student[Calculus1]): >Tangent(expressão,x=ponto); Exemplo 4.4. 1. Determine a reta tangente à f (x) = arctg(x3 + x − 1), nos pontos x0 = −1, x = 0 e x0 = 1. >with(Student[Calculus1]): >p:=arctan(xˆ3+x-1): >Tangent(p, x = -1); 2 2 x + arctan(3) + 5 5 >Tangent(p, x = 0); 1 1 x− π 2 4 >Tangent(p, x = 1);

x0 = 0 e x4 + 1 Verifique as respostas! Para esboçar os gráficos. 2. 2]): >display(a2.i=-1. x = -2 . x = i). − x + 1 2 2 x6 − 3 x5 + x3 + x − 1 . a1. 2. façamos: >with(plots): >s:={q}: >a1 := plot(p. thickness = [2. .. color = blue. >with(Student[Calculus1]): >p:=(xˆ6-3*xˆ5+xˆ3+x-1)/(xˆ4+1): >q:=seq(Tangent(p. -4 .. Determine a reta tangente á f (x) = x0 = 1.. 2. 2. 5]). x − 1. x = -2 .4. RETA TANGENTE 113 2x + Verifique as respostas! 1 π−2 4 Figura 4.8: Exemplo 1.. − 15 3 x − 7. nos pontos x0 = −1.. thickness = 3): >a2 := plot(s.1). 2. view = [-2 .2.

dx f (x + t) − f (x) t→0 t . f é derivável ou diferenciável no ponto x0 quando existe o seguinte limite: f ′ (x0 ) = lim f (x) − f (x0 ) x − x0 x→x0 Fazendo a mudança t = x − x0 . podemos calcular a derivada de f para qualquer ponto x ∈ Dom(f ). DERIVADA Figura 4.9: Exemplo 2. t f ′ (x0 ) é chamada a derivada de f no ponto x0 . f ′ (x) = lim Assim f ′ é função de x e f ′ (x0 ) ∈ R. Outras notações para a derivada de y = y(x) são: dy ou D(f ).3. Definição 4. temos: f ′ (x0 ) = lim t→0 f (x0 + t) − f (x0 ) . se tenha: I ∩(A−{x0 }) = ∅. Uma função f é derivável (ou diferenciável) em A ⊂ R. Suponhamos que para todo intervalo aberto I que contenha x0 . Seja f : A −→ R uma função definida num domínio A e x0 ∈ A.3 Funções Deriváveis Definição 4.114 CAPÍTULO 4.4. se é derivável ou diferenciável em cada ponto x ∈ A. Como x0 é um ponto arbitrário. 4.

. 5. diff(ln(x). .x)=diff(f(x)*g(x). .x)=diff(f(x)/g(x).5.x). d dx f (x) g (x) = d dx f d (x) g (x) − f (x) dx g (x) d f (x) g (x) + f (x) dx d g (x) dx (g (x))2 Para derivadas sucessivas.x). − 6 .variável).x$n)=diff(exp(2*x). onde n é a ordem da derivada. 7 x x x x x x x De forma alternativa. podemos digitar: >diff(ln(x).4 Sintaxes que envolvem a Derivada A sintaxe da derivada de uma função ou uma espressão. 3. possui todas as regras de derivação. SINTAXES QUE ENVOLVEM A DERIVADA 115 4. digitamos: >Diff(exp(2*x).. Como no caso dos limites. por exemplo: A regra do produto: >Diff(f(x)*g(x).x$7). Exemplo 4. Determine as 7 primeiras derivadas de f (x) = ln(x).variável).x$n). podemos reescrever as derivadas. digitamos: >seq(diff(ln(x).. − 2. é: >diff(função. utilizando a sintaxe: >Diff(função. O MAPLE. 1. 2. diff(ln(x).4.variável)=diff(função.x$2).4.7).. 1 2 6 24 120 720 1 .. x$n). − 4.variável$n).x). utilizamos: >diff(função. d (f (x) g (x)) = dx A regra do quociente: >Diff(f(x)/g(x). em forma mais didática. Calcule a n-ésima derivada de f (x) = e2x .n=1.

left).. x = -1 .h->0. 1 >Limit(p.x$n).116 dn 2 x e = 2n e2 x dxn 3. thickness = 3. 1.x$n)=diff(sin(x).10: Gr afico de f .4 .4]. -0. DERIVADA A função é contínua em R e diferenciavél se x = 0. p := >Limit(p. logo. >plot(f. Figura 4. Calcule a n-ésima derivada de f (x) = sen(x). 1 1 + e1/h . color = blue. 1.. view = [-1 . o único ponto problemático é x = 0.h->0.0. Estude a diferenciabilidade de: x f (x) = 1 + e1/x 0   se x = 0 se x = 0 CAPÍTULO 4. >f1:=x->x/(1+exp(1/x)): >p:=f1(h)/h. axes = box. dn 1 sin(x) = sin(x + nπ) dxn 2 Pode explicar o resultado? 4. digitamos: >Diff(sin(x)..right).discont=true).

x = -2 . não é derivável em x = 1.x=1. x+1 . lim − 1 1 =− 2 1+x 2 1 1 + x2 x→1− >Limit(p. thickness = 3. digitamos: >with(plots): >f:=x->x ˆ 3 -5*x+1: . discont = true..11: Exemplo 5. no ponto x0 = 1. p := − >Limit(p.4. logo.right). Figura 4. color = blue).x=1. A função f deve ter uma quina na origem. x−1 Note que a função não é contínua em x = 1. 6.x)).left)=limit(p. Por outro lado: 5.right)=limit(p. lim − 1 1 =− 2 1+x 2 x→1+ Pode explicar o resultado? >plot(p. SINTAXES QUE ENVOLVEM A DERIVADA 117 0 Logo.4.x=1. Estude a diferenciabilidade de: h(x) = arctg >h:=x->arctan((x+1)/(x-1)): >p:=simplify(diff(h(x).left). 3. a função f não é derivavél em x = 0. Esboce a reta tangente e a reta normal a f (x) = x3 − 5 x + 1.x=1.

x = -3 . y = -8 ..12: Exemplo 6. x = -8 .x). color = [coral. 8. h := x → 3 x2 − 5 >ta:=f(1)+h(1)*(x-1). thickness = 3): >display(a1. (a) Digitamos: >f:=x->8*x/(x ˆ 2 +1): >simplify(diff(f(x). Seja f (x) = x2 (b) Determine as equações das retas tangente e normal nos pontos de (a).x)): . thickness = [2. CAPÍTULO 4. Figura 4. color = blue. ta(x)..a2). ta := −1 − 2 x >no:=f(1)-(1/h(1)) *(x-1). 3. DERIVADA 7 1 no := − + x 2 2 >a1:= plot(no(x). (Serpentina de Newton).118 >p:=diff(f(x)..x): >h:=unnaply(p. 2]): >a2 := plot(f(x). red]. 7. 8. 8x : +1 (a) Determine os pontos do gráfico onde o coeficiente angular é igual a 3.

x). √ ta1 := 3 x + >no0:=no(x0). SINTAXES QUE ENVOLVEM A DERIVADA >m:=unapply( . ta0 := − (3) + 3 x >ta1:=ta(x1). x2 − 1 119 m := x → −8 >with(RealDomain): (x2 + 1)2 >solve(m(x)=3.4. 1√ 1√ 3}. 19 √ 3 − 1/3 x 9 no1 := 19 √ 3 − 1/3 x 9 .x1:=sqrt(3)/3: >ta:=z->f(z)+m(z)*(x-2): >no:=z->f(z)-(1/m(z))*(x-2): >ta0:=ta(x0). 3 no0 := − >no1:=no(x1).4.{x}). {x = 3} 3 3 {x = − >x0=-sqrt(3)/3.

A derivada de ordem n. 1.120 CAPÍTULO 4.13: Exemplo 7. .6. but received 1 >diff((g @f)(x). que calcula a derivada de funções. D (g) (f (x)) d f (x) dx >diff(g @f). Não confundir com diff. Note a diferenças: >D(g @f).x).4. (D (g) ◦ f ) D (f ) Error. invalid input: diff expects 2 or more arguments.1 O Operador Diferencial O operador diferencial D calcula a derivada de operadores e não de funções.variável). A sintaxe é: D(expressão. DERIVADA Figura 4. 4. tem a seguinte sintaxe: >D@@n. Exemplo 4. O argumento e o resultado de D são operadores.

D (f ) (x) >convert( . 1 1 + z2 121 t1=0 . por exemplo: >f:=x->sin(3*x): >H(f)(x). d f (t1) dt1 3. Digite >D(arctan).4. SINTAXES QUE ENVOLVEM A DERIVADA 2. se digitamos: >D(f)(0). Digite: >Id:=x->x: >H:=Id+D-D@@2+6*D@@3-D@@4. z→ Pode explicar? 4. Digite >D(f)(x). Id + D − D (2) + 6 D (3) − D (4) H deve ser aplicado em funções. D (f ) (0) >convert( . diff). d f (x) dx agora. diff). −71 sin(3 x) − 159 cos(3 x) Agora H(f ) é uma função e pode ser calculada em algum valor: >H(f)(Pi).4.

tais que g ◦ f esteja bem definida. x)=diff(p. digitamos: >p:= ln(cos(alpha(x))): >Diff(p.7.122 CAPÍTULO 4.x)=diff((g @ f)(x). temos que: dy dy dx = dt dx dt O MAPLE já tem a regra da cadeia: >Diff((g @f)(x). então g ◦ f é derivável em x e: (g ◦ f )′ (x) = g′ (f (x)) · f ′ (x) Outra maneira de escrever o último parágrafo é: se y = g(x) e x = f (t). . nas hipóteses do teorema. x). podemos calcular: >D(arctan)(Pi). Se f é derivável em x e g é derivável em f (x). 1. DERIVADA 159 Considere: >g:=x->xˆ2*cosh(x): >H(g)(x). d g (f (x)) = D (g) (f (x)) D (f ) (x) dx Exemplo 4. −x2 cosh(x) + 38 x cosh(x) + 7 x2 sinh(x) − 14 cosh(x) − 12 x sinh(x) + 36 sinh(x) >H(g)(0). Calcule a derivada de f (x) = ln(cos(α(x))). 1 1 + π2 4.x). −14 No exemplo 3.5 Regra da Cadeia Sejam f e g funções.

quando y = f (x) satisfaz à equação F (x. etc. A função y = f (x) é definida implicitamente pela equação F (x. Na verdade.6.x) 2 (sin (t))2 t2 −2 (cos (t))2 t + 2 sin (t) cos (t) t2 − 3 t cos (t) + 2 t − 3 sin (t) 4..4. Em geral: >implicitdiff({f1.6 Derivaçãos Implícita Seja F (x.. d α (x) d arctan (α (x)) = dx dx 1 + (α (x))2 3. y) = 0.xk) . Observemos que nada garante que uma função definida implicitamente seja contínua. quando F (x. Definição 4. y) = 0. >f:=x->xˆ4 -2*x ˆ 3+2: >x:=t->t*sin(t): >h:=f(x(t)): >simplify(diff(h.Calcule y ′ se y = x4 − 2 x3 + 2 e x = x(t) = t sen(t)... considere a seguinte equação: x3 y 6 + x3 tg(x y 2 ) + ln(x + y) + sen(x) = 0... y) = 0. ..yn}. uma função derivável y = f (x). DERIVAÇÃOS IMPLÍCITA 123 d sin (α (x)) dx α (x) d ln (cos (α (x))) = − dx cos (α (x)) 2. Calcule a derivada de f (x) = arctg(α(x)))..5.. f (x)) = 0..fm}. Por exemplo. x).. Em outras palavras. derivável. x)=diff(p. digitamos: >p:= arctan(alpha(x)): >Diff(p. {y1. nem sempre uma equação F (x. onde y é a variável dependente e x a variável independente. Se F (x. y) = 0 uma equação nas variáveis x e y. y) = 0 define implicitamente alguma função.. a sintaxe para calcular a derivada da função definida implicitamente é: >implicitdiff(expressão. y. x). define implicitamente. x1.

CAPÍTULO 4. (Folium de Descartes). DERIVADA Calcule a derivada das funções definidas implícitamente. digitamos >F:=x ˆ 3 .9. Mas. sempre consideraremos esta exigência satisfeita. x). y. >ta:=3+m*(x-3). para os exemplos e exercícios. se y = f (x) é uma função derivável: 1. digitamos >F:=x ˆ 2+x*y +x*sin(y)=y*sin(x): > implicitdiff(F. no ponto (3. 3). x2 + x y + x sen(y) = y sen(x). y = 3. Ache a equação da reta tangente à função definida implicitamente por: x3 + y 3 = 6 x y.124 Exemplo 4. ). 2 − x2 + 2 x y 4 y 2 (1 − 4 x2 y) 2. − −2 x − y − sin (y) + y cos (x) −x − x cos (y) + sin (x) O processo de derivar implicitamente pode ser usado somente se a função determinada pela forma implícita é derivável. x).8. y. >F:=x ˆ 3 +y ˆ 3 =6*x*y: > implicitdiff(F. x3 − 3 x2 y 4 + y 3 = 6 x + 1. >with(plots): ta := 6 − x . 1. y.3*x ˆ 2 *y ˆ 4 +y ˆ 3 =6*x+1: > implicitdiff(F. x). −x2 + 2 y y2 − 2 x m := −1 >m := subs(x = 3. Exemplo 4.

color = blue. y = -2 . no ponto (3. 1). 4. thickness = 3. >F:=2*(x ˆ 2 +y ˆ 2)ˆ 2 =25*(x ˆ 2-y ˆ 2): > implicitdiff(F. >a2 := plot(ta(x).. 2. gridrefine = 3): 9 40 − x 13 13 9 13 x 4 x2 + 4 y 2 − 25 y (4 x2 + 4 y 2 + 25) . ta := >with(plots): >a1:=implicitplot(F. 4..4.x=-5. (Lemniscata de Bernoulli). y.color=blue. m := − >ta:=1+m*(x-3).14: Folium de Descartes.. 125 Figura 4.thickness=3. y = 1.a2). thickness = 2): >display(a1. − >m := subs(x = 3.7.6. x = -4 . x).gridrefine=3): Pesquise a opção gridfine. Ache a equação da reta tangente à função definida implicitamente por: 2 (x2 + y 2 )2 = 25 (x2 − y 2 ).6..y=-6. 7. ).. x = -4 . DERIVAÇÃOS IMPLÍCITA >a1:=implicitplot(F=0.

9990 1 − 0. obtemos: x 0.01 f (x) 0. Determinemos os coeficientes angulares das retas passando pelos pontos (0.999) = 1... De fato: .999 f (1. Por exemplo.001)). f (1)) e (1.001. f (0. CAPÍTULO 4.9801 0.998001 1 1.0201 A reta tangente ao gráfico de f no ponto x = 1 é dada por y = 2 x − 1. Estudando f num pequeno intervalo contendo x = 1. Observe que se |x − 1| → 0 (x perto de 1).001 1. y = -2 .999 1 1. DERIVADA Figura 4.a2). consideremos y = f (x) = x2 .001) − f (1) = 2. 4. então f (x) = x2 fica próxima de y = 2 x − 1. seu coeficiente angular é 2.999. (1.7 Aproximação Linear É intuitivo pensar que uma função derivável restrita a um pequeno intervalo contido em seu domínio "comporta-se"como uma função polinomial do primeiro grau. 6.999)). 1. 4.0002001 1. (1.126 >a2 :plot(ta(x). 1.15: Lemniscata de Bernoulli.001 − 1 m2 = m1 e m2 são valores bastante próximos de 2.01]. por exemplo I = [0. f (1)).99 0.99. respectivamente: m1 = f (1) − f (0. f (1.0010. x = -4 . thickness = 2): >display(a1.

4.7. APROXIMAÇÃO LINEAR

127

x→1

lim |f (x) − y| = lim |x2 − 2 x + 1| = 0.
x→1

Isto nos leva a estabelecer a seguinte definição: Definição 4.6. Seja y = f (x) uma função derivável em x0 . A aproximação linear de f em torno de x0 é denotada por l(x) e definida por: l(x) = f (x0 ) + f ′ (x0 ) (x − x0 ) se x ∈ (x0 − ε, x0 + ε), ε > 0 pequeno. A função l(x) também é chamada linearização de f ao redor ou em torno do ponto x0 . A proximidade de f (x) e l(x) nos permitirá fazer algumas aplicações. A notação para f (x) próxima a l(x) é f (x) ≃ l(x). O erro da aproximação é E(x) = f (x) − l(x) e satisfaz à seguinte condição: lim f (x) − f (x0 ) E(x) = lim − f ′ (x0 ) = 0. x→x0 x − x0 x − x0

x→x0

A sintaxe, para determinar a linearização de uma função, é a mesma que para achar a reta tangente. De fato, a linearização de f (x) ao redor do pointo x0 é: >f:=x->expressão: >p:=diff(f(x),x): >h:=unnaply(p,x): >l:=x->f(x0 )+h(x0 )*(x-x0 ); Exemplo 4.10. 1. Se f (x) = 1 representa a temperatura num arame, calcule aproximadamente a (1 + 2 x)4 temperatura f (0.01). Vamos determinar l(x) = f (0) + f ′ (0) x: >x0=0: >f:=x->1/(1+2*x)ˆ4: >p:=diff(f(x),x): >h:=unapply(p,x): >l:=x->f(x0)+h(x0)*(x-x0);

128

CAPÍTULO 4. DERIVADA

l := x → 1 − 8 x >l(0.01); 0.92 Note que: 1 ≃ l(x) = 1 − 8 x, (1 + 2 x)4 no intervalo (−ε, ε), tal que ε > 0 (pequeno). Como 0.01 ∈ (−ε, ε), temos: f (0.01) ≃ l(0.01) = 0.92 graus

Figura 4.16: Aproximação linear de f do exemplo 1. 2. Se f (t) = e0.3x representa o crescimento de uma população de bactérias, calcule a população de bactérias para x = 20.012. Vamos determinar l(x) = f (20) + f ′ (20) (x − 20); então: >x0=20: >f:=x->exp(3*x): >p:=diff(f(x),x): >h:=unapply(p,x): >l:=x->f(x0)+h(x0)*(x-x0); l := x → 403.42 + 121.02 (x − 20)

4.7. APROXIMAÇÃO LINEAR
>l(20.012); 404.87

129

Figura 4.17: Aproximação linear de f do exemplo 2. 3. Calcule, aproximadamente (1.001)7 − 2 Considere a função f (x) = x7 − 2 >x0=1: >f:=x->xˆ 7-2*root(xˆ4,3): >p:=diff(f(x),x): >h:=unapply(p,x): >l:=x->f(x0)+h(x0)*(x-x0); l := x → >l(1.001); 2.00433 1 (13 x − 7) 3 √ 3
3

(1.001)4 + 3.

x4 + 3 e x = 1.001. Então, para x0 = 1, temos:

. etc... . Seja f ∈ C 4 . É possível verificar que o erro destas aproximações é cada vez menor ao redor de um pequeno intervalo em torno de x0 .130 CAPÍTULO 4. 1.7. A aproximação quadrática e a aproximação cúbica de f em torno de x0 são denotadas e definidas por: f ′′ (x0 ) (x − x0 )2 2 f (3) (x0 ) f ′′ (x0 ) (x − x0 )2 + (x − x0 )3 .8 Aproximação de Ordem Superior De forma análoga à aproximação linear podemos definir... uma aproximação quadrática.18: Aproximação linear de f do exemplo 3. quadrática e a cúbica são casos especiais do chamado polinômio de Taylor. (n = 0. 2.. 4.8.. O polinômio de Taylor de ordem n. ε > 0 pequeno. x0 + ε).9 Polinômio de Taylor Seja f uma função n vezes derivável no ponto x0 . 4.. q(x) = f (x0 ) + f ′ (x0 ) (x − x0 ) + As aproximações linear.. DERIVADA Figura 4. + (x − x0 )n 2 n! = f (x0 ) + f ′ (x0 ) (x − x0 ) + . no ponto x0 é denotado por Pn (x) e definido por: n Pn (x) = k=0 f (k) (x0 ) (x − x0 )k k! f (n) (x0 ) f ′′ (x0 ) (x − x0 )2 + ... Definição 4. Definição 4.). c(x) = f (x0 ) + f ′ (x0 ) (x − x0 ) + 2 3! se x ∈ (x0 − ε. aproximação cúbica. em uma vizinhança do ponto x0 .

Exemplo 4. pelo menos.x=0. em uma vizinhança de x0 . de ordem n. 2. sejam contínuas e que a derivada de ordem n + 1 exista. 1 5 1 7 1 1 x − x + x9 + O x11 x − x3 + 6 120 5040 362880 A expressão O(x11 ) envole derivadas da func cão f de ordem maior ou igual a 11 e que representa o erro cometido na aproximação polinomial fa função. Determine o polinômio de Taylor de ordem 6. para aproximar uma função por seu polinômio de Taylor de ordem n. >taylor(exp(x). Determine o polinômio de Taylor de ordem 10. devemos. no ponto x0 = 0. numa vizinhança de x0 . de f (x) = sen(x). >aprox:=unapply(p. até ordem n. 1. nos pontos x0 = 0 e x = −1. 1 1 1 −1 1 e (x + 1)5 + e−1 + e−1 (x + 1) + e−1 (x + 1)2 + e−1 (x + 1)3 + 1 e−1 (x + 1)4 + 2 6 24 120 1 −1 + e (x + 1)6 + O (x + 1)7 720 A sintaxe para obter as aproximações é: >s:=taylor(função.x=x0.polynom)). 1 1 1 5 1 6 1 x + x + O x7 1 + x + x2 + x3 + x4 + 2 6 24 120 720 >taylor(exp(x). Assim.x=-1.7). cuja expressão contém derivadas da função de ordens superiores àquelas usadas para formar o polinômio de Taylor. >taylor(sin(x). POLINÔMIO DE TAYLOR onde f (0) = f .11).7).x).7 acima.x=x0.11.x=0. para achar o polinômio de Taylor de ordem n.9. podemos utilizar a seguinte sintaxe: .4. 131 O polinômio de Taylor é aplicado para aproximar uma função em uma vizinhança de um ponto x0 . conforme foi feito na definição 4. A aproximação gera um resto.n+1): >p:=simplify(convert(s. na sintaxe. inclui n + 1.n+1). de f (x) = ex . abaixo. Por isso. exigir que as derivadas da função. No MAPLE 13. A sintaxe para determinar o polinômio de Taylor ao redor de x0 . é: >taylor(função.

Determine a aproximação de ordem 4 de f (x) = >f:=x/(1+xˆ2): >s:=taylor(f. 2.19: Gráfico de f (x) (azul) e da aproximação (vermelho). aprox := x → x − x3 x .x=0. s := x − x3 + O x5 p:=simplify(convert(s. p := x − x3 >aprox:=unapply(p. order = a ordem de aproximação). Exemplo 4. ao redor de x0 = 0. A proporção de lâmpadas de sódio que falham após x horas de uso é dada por: P (x) = 1 − 10000 . (x + 100)2 Determine a proporção de lâmpadas que falham após 99 horas de uso. x = ponto. . DERIVADA >with(Student[Calculus1]): >p:=TaylorApproximation(função.132 CAPÍTULO 4.12.x). >aprox:=unapply(p.polynom)). 1. 1 + x2 Figura 4.5).x).

74748125 >evalf(c(99)). p1 := 1 1 + x 2 400 133 >p2:=TaylorApproximation(f. q := x → >c:=unapply(p3.x=100.order=3). 0. 0.x). c := x → Logo: >evalf(l(99)).order=1). 0.x=100.x).x).x=100. l := x → >q:=unapply(p2. POLINÔMIO DE TAYLOR Faremos diversas aproximações: >with(Student[Calculus1]): >f:=1-10000/(x+100)ˆ 2 : >p1:=TaylorApproximation(f.4.747481250 3 1 9 1 + x− x2 + x3 16 100 160000 8000000 1 3 5 + x− x2 16 160 160000 1 1 + x 2 400 3 1 9 1 + x− x2 + x3 16 100 160000 8000000 .7475 >evalf(q(99)). p3 := >l:=unapply(p1. p2 := 1 3 5 + x− x2 16 160 160000 >p3:=TaylorApproximation(f.9.order=2).

20: Aproximação linear e quadrática. utilizando uma aproximação de ordem 5. respectivamente. p := − >apro:=unapply(p.x).order=5).1)2 × 10 − 1. aproximadamente (1. √ Considere a função f (x) = x2 10 − x2 e x = 1. Figura 4. temos: >g:=xˆ 2 *sqrt(10-xˆ 2): >p:=TaylorApproximation(g.134 CAPÍTULO 4. apro := x → − >apro(1. Então. √ 3. 125 295 2125 2 466 3 1025 4 1525 5 + x+ x + x − x − x 4374 2187 729 2187 4374 39366 295 2125 2 466 3 1025 4 1525 5 125 + x+ x + x − x − x 4374 2187 729 2187 4374 39366 .21: Aproximação cúbica.1).1. DERIVADA Figura 4.x=1. para x0 = 1. Calcule.12 .

no MAPLE é denotado. x} e x2 = max{x0 . então: f (x) = Pn (x) + Rn (x).10 Erros de Aproximação É possível provar que. Exemplo 4. 4.00013). utilizando aproximação de ordem 4. b]. >g:=ln(x): >p:=TaylorApproximation(g. x2 ) onde x1 = min{x0 .x=1. se f ∈ C n+1 ([a.4. (n + 1)! ν ∈ (x1 . Note que para n = 0 temos o Teorema do Valor Médio. A função Rn = Rn (x) é dita resto de Lagrange.13. b] (x − x0 )n+1 (n+1) f (ν). p := 4 x − 4 1 25 − 3 x2 + x3 − x4 12 3 4 . por O((x − x0 ))n . b]) e x0 ∈ (a.10.order=4). Se |f (n+1) (x)| ≤ M para todo x ∈ [a. temos que: E(x) ≤ |x − x0 |n+1 M (n + 1)! E(x) = |f (x) − Pn (x)| é o erro da aproximação. 1.587400047 Figura 4. ERROS DE APROXIMAÇÃO 135 3. onde: Rn (x) = ∀x ∈ [a.22: Gráfico de f (x) (azul) e da aproximação (vermelho). x}. Determine o erro cometido ao calcular ln(1. b).

então ex < e < 3. R4 := >simplify(subs(x = 1. 2. q := ex Note que. logo: >R4:=24*abs(x-1)ˆ5 /5!. se 0 < x < 1. Determine o erro cometido ao calcular >g:=exp(x): >p:=TaylorApproximation(g.order=8). R4)). logo: >R8:=3*xˆ9 /9!. DERIVADA Figura 4. q := Note que q ≤ 24 se x ≥ 1. . p := 1 + x + 1/2 x2 + 1/6 x3 + 1/24 x4 + >q:=diff(p.23: Gráficos de f (x) (varmelho) e apro(x) (azul). R8 := 1 x9 120960 1 5 1 6 1 1 x + x + x7 + x8 120 720 5040 40320 √ e. utilizando aproximação de ordem 8.x=0.00013. 7.136 >q:=diff(p.x$5).425860000 × 10−21 1 |x − 1|5 5 24 x5 CAPÍTULO 4.x$9).

x=Pi/2. >evalf(Pi/2). Determine o erro cometido ao calcular cos(1. >R5:=abs(x-Pi/2)ˆ 6 /6!.x$6). R5 := >simplify(subs(x =1. ERROS DE APROXIMAÇÃO >simplify(subs(x = 0. 3. 1. 1. 3. se |cos(x)| ≤ 1.10.570791.4. 1 1 5 1 3 2 π + 1/6 x3 − 1/4 x2 π + 1/8 xπ 2 − 1/48 π 3 − x + 1/48 x4 π − x π + 2 120 48 1 1 1 + x2 π 3 − xπ 4 + π5 96 384 3840 p := −x + >q:=diff(p.570791). R8)).5.570796327 >g:=cos(x): >p:=TaylorApproximation(g.614686673 × 10−8 137 Figura 4.order=5). R5)).24: Gráficos de f (x) (varmelho) e apro(x) (azul). q := −cos(x) Note que.173684014 × 10−35 1 1 |x − π|6 720 2 . utilizando aproximação de ordem 5.

’truefalse’). em x0 = 0. p := 1 + x + evalf(subs(x = 1/3. false >convert(Rn( 5) < 10ˆ(-5).order=5). ’truefalse’). false >convert(Rn( 3) < 10ˆ(-5).x=0. true >p:=TaylorApproximation(exp(x). com um erro inferior a 10−5 . . aproxime Pelo visto no exemplo 2.138 CAPÍTULO 4. >Rn:=n->3ˆ(-n)/(n+1)!. 4. ’truefalse’). Rn := x → >convert(Rn( 1) < 10ˆ(-5). Usando o polinômio de Taylor. DERIVADA Figura 4.395610425 1 2 1 3 1 4 1 5 x + x + x + x 2 6 24 120 3−n (n + 1)! √ 3 e.25: Gráficos de f (x) (varmelho) e apro(x) (azul). p)) 1.

10.4. .26: Gráficos de f (x) (varmelho) e da aproximação (azul). ERROS DE APROXIMAÇÃO 139 Figura 4.

x = 0 √ = 3 ex . nos pontos de abscissas dadas: (a) y = tg(−x2 + 1). Sabendo que as curvas y = 4 x2 e y = −x−1 tem retas tangentes paralelas com abscissa comum. Determine o ponto onde a curva y = x3 tem tangente paralela à reta tangente à mesma curva no ponto de abscissa x = 4. no ponto de abscissa dada: (a) (b) (c) (d) = ln(x2 ).140 CAPÍTULO 4. Determine as equações das retas tangentes à curva y = x2 . x = 1 = tg(x + 1). x = 0 x5 + 1 . x = −1 x (c) y = cos( ). Calcule as derivadas das funções: (a) y = 5x−1 (b) y = (10x + 10−x )2 (c) y = log5 (x2 ) (d) y = x log4 (x) − x (e) y = ln( x ) x+1 (f) y = ln(cosh(x)) (g) y = ln(10x ) . x = 0 2 (d) y = arccos(2 x). 4. x=1 x (x + 1) x2 (f) y = √ 1 2. DERIVADA 4.11 Exercícios 1. Determine a equação da reta tangente ao gráfico das seguintes funções. Determine a equação da reta tangente nesse ponto. x = 0 x (e) y = 3 . 1 x=1 (e) y = (b) y = e− x . x=1 +1 x5 − 1 . (h) y = 5. x = −1 = sen((x + 1) π). determine-as. x=1 x +1 y y y y . x = −1 (g) y = 4 x +1 1 (h) y = 2 4 . Determine f ′ (x) se: (a) f (x) = (x2 + x + 1) (x3 + x) (x + 1)2 (b) f (x) = (x5 + x3 + 1)3 x+2 (x2 + 2) 3x + 1 x3 + 1 (d) f (x) = 2 (x4 − 2 x3 + 1) x −3 (c) f (x) = 7. (g) y = ln(x2 + 1). 3. 6. x = ln(π) x=1 x=1 (4 x3 + 3 x + 1) ln(x). Determine as equações das retas tangentes e das retas normais às curvas. x=1 x4 + 1 (f) y = sen(ex ). nos pontos de abscissa x = ±3.

Supondo que a equação dada define implicitamente y = f (x).: dy 9.11.: dx (z) y = arcsen 8. EXERCÍCIOS (h) y = ln(log10 (x)) (i) y = sen(ex ) (j) y = ex sen(ln((x))) √ (k) y = x3 + 2 x+4 6 (l) y = x+7 (m) y = xx−1 (n) y = 3ln(x) ex (x3 − 1) (o) y = √ 2x + 1 2 )x (p) y = (x (q) y = xx 2 141 (r) y = x x (s) y = sen(x) (t) y = xe x 1 x (u) y = cos(x) (v) y = ln(x) (w) y = (x) y = (y) y = sen(x) ln(x) 1 − tg2 (x) 1 cos(2 x) 2 − cos2 (x) x 3 dy . calcule (a) x3 + y 3 = 5 (b) x3 + x2 y + y 2 = 0 √ √ (c) x + y = 10 x−y (d) y 3 = x+y 2 (x + y) = 7 (e) 3 cos (f) tg(y) = x y (g) ey = x + y (h) ln(y 2 + x) = y 3 − x2 (i) (x + y)2 = (x − y)2 (j) (x2 − y 2 )2 = y 2 + x2 (k) sen(x y) = x cos(y) (m) e−2x−y = 5 + ln(x) (l) ln(y − x) = ln(y + x) (n) ln(y x) = exy x y = ey (o) ln x (p) cos(y x2 ) = sen(y x2 ) (q) x y 2 + 3 tg(y) = x y (r) x arctg(y) + y arctg(x) = 1 . Supondo que a equação dada define implicitamente x = g(y). calcule (a) x3 + y 3 = 5 (b) x3 + x2 y + y 2 = 0 √ √ (c) x + y = 10 x−y (d) y 3 = x+y 2 (x + y) = 7 (e) 3 cos (f) tg(y) = x y (g) ey = x + y (h) ln(y 2 + x) = y 3 − x2 (i) (x + y)2 = (x − y)2 (j) (x2 − y 2 )2 = y 2 + x2 (k) sen(x y) = x cos(y) (m) e−2x−y = 5 + ln(x) (l) ln(y − x) = ln(y + x) (n) ln(y x) = exy x y = ey (o) ln x (p) cos(y x2 ) = sen(y x2 ) (q) x y 2 + 3 tg(y) = x y (r) x arctg(y) + y arctg(x) = 1 dx .4.

Calcule y ′′ (x) se: (a) x4 + y 4 = 16 (b) x2 + 6 x y + y 2 = 8 (c) x2 y 2 = (y + 1)2 (y − y2) (d) y 2 = x3 (2 − x) (e) sen(y) + sen(x) + sen(x y) = x (f) cos(y) − sen(x) = x 15. 11.n=5 (q) y = ln 1 − sen(x) 13. DERIVADA 10. no ponto x0 = 0. n = 10 √ (k) y = x arctgh(x) − ln( 1 − x2 ). n = 5 (o) y = senh(cosh(x)). Determine os pontos da curva x2 + 2 x y + 3 y 2 = 3 nos quais as retas tangentes nesses pontos sejam perpendiculares à reta x + y = 1. Determine a segunda e terceira derivada de: √ (a) y = 6 x (b) y = x−5 (c) y = sen(x2 ) (d) y = tg2 (x) (e) y = sen2 (x) + cos(x) x (f) y = 2 (x + 1) 1 2 (g) y = 1 + x x (h) y = √ x2 − 1 (i) y = ex x (j) y = cos(sen(x)) (k) y = ln(ln(x)) (l) y = arctg(sen(x)) √ (m) y = sec( x) (n) y = arcsec(x2 ) (o) y = arccotgh(x3 + 1) 12. n = 4 (n) y = ln(sech(x)). Calcule as derivadas sucessivas. Determine a aproximação. n = 10 (h) y = ln x (i) y = x ex . quadrática e cúbica. Seja y = a ex + b e−x + c x + x5 . n = 15 2 (g) y = sen(a x). n = 10 1 + sen(x) . n 1 . n = 38 (p) y = x sen(ln(x)) − cos(ln(x)) . verifique que: x3 y (3) + 5 x2 y ′′ + (2 x − x3 ) y ′ − (2 + x2 ) y = 40 x3 − 4 x5 . das seguintes funções: . n = 6 (m) y = arcsenh(ex ). n = 5 √ (b) y = 3 − x2 .142 CAPÍTULO 4. linear. n = 12 (e) y = ln(2 x). n (j) y = x cosech(ln(x)). n = 14 (c) y = x−1 (d) y = e2x+1 . 14. até a ordem n dada: (a) y = 3 x4 − 2 x. n = 4 (l) y = cosh9 (x). n = 14 x (f) y = −2 cos . n = 10 1 .

Calcule. utilizando aproximação de ordem 10. Calcule o valor aproximado do volume de um cubo. no mesmo referencial. Use o polinômio de Taylor de ordem 3 da função f (x) = sen(x) em x0 = π para achar o 6 o ). Usando o polinômio de Taylor. em x0 = 0. 21. π . Use o polinômio de Taylor de ordem 5 da função f (x) = sen(x) em x0 = 0 para achar o valor aproximado de sen(2o ). determine uma aproximação de cos(46o ). Usando o polinômio de Taylor. o valor de: √ (a) 3 0.462380 (c) sen(610 ) (d) (1. Use o polinômio de Taylor de ordem 4 da função f (x) = cos(x) em x0 = 0 para achar o valor aproximado de cos(2o ). as aproximações obtidas no ítem anterior. determine uma aproximação de sen erro inferior a 3 × 10−4 . Avalie o erro e esboce a função e a aproximação no mesmo referencial.0022546)7 + sen(1.0025783 18.014567)4 − √ 3 1 8. 19. EXERCÍCIOS (a) (b) (c) (d) (e) x +1 x2 cos(x) arctg(x2 + 1) √ x+3 −2x e x2 x+1 x (g) 2 x +1 (h) ln(x3 + 5 x + 5) (i) (4 x3 + 3 x − 1)7 (f) √ 3 143 16. Avalie o erro e esboce a função e a aproximação no mesmo referencial. Avalie o erro e esboce a função e a aproximação no mesmo referencial.12668 √ (b) 10 102340. . com 4 24.0024589 × π) (e) 3 (8.0194623 (f) 22. Use o polinômio de Taylor de ordem 5 da função f (x) = ln(x + 1) em x0 = 0 para achar o valor aproximado de ln(1.4. Esboce. 22. com 11 π . em x0 = erro inferior a 10−5 .11. 20. 23. se o comprimento de cada aresta varia de 10 cm para 10. 17.1 cm.56783). Avalie o erro e esboce a função e a aproximação no mesmo valor aproximado de sen(31 referencial.

após t dias é dada por: P (t) = 500 t2 + 10 t + 100 . devido ao despejo de esgoto. só volta a níveis normais t dias após o despejo do esgoto. . Sabendo que a quantidade de oxigênio que permanece. t3 + 20 t2 + 200 medido em % do nível normal de oxigênio.144 25. ρ f= onde L é o comprimento da corda. Mostre que a função logística: L = L(t) = satisfaz à equação L dL =CL 1− dt A A 1 + C A e−rt CAPÍTULO 4. DERIVADA Se L = L(t) representa o crescimento populacional. T é a tensão sobre a corda e ρ é densidade linear de massa da corda. A frequência da vibração da corda de um violino é dada por 1 2L T . A redução de oxigênio na água de uma lagoa. 20 e 50 dias após o despejo. determine a velocidade com que a quantidade de oxigênio está sendo reduzida. 27. a taxa de varição de f em relação a T (com L e ρ constantes). após 1. quando a população se estabiliza? 26. a taxa de varição de f em relação a ρ (com L e T constantes) e interprete os resultados. 10. Determine a taxa de varição de f em relação a L (com T e ρ constantes).

145 .Instituto de Matemática. Vilches . Santos .br/∼calculo. edição online em www. 2007. Texto Didático: Projeto PROIN/CAPES . Ed.Cálculo de uma variável. Rio de Janeiro: LTC.Bibliografia [M-M] Maria Hermínia de Paula Leite .uerj. 2002.Mário Olivero Marques: Introdução ao MAPLE V. Universidade Federal Fluminense. visando o ensino de Cálculo Diferencial e Integral I .ime.funções reais de uma variável real.Waldecir Bianchini: Aprendendo Cálculo com o Maple . Mauricio A. 1999. [VC] Bibliografia Suplementar Angela R.Maria Luiza Corrêa: Cálculo: Volume I.