Faculdade de Ciências
Departamento de Física
Licenciatura em Física
Física Ambiental
Sistema solar
-Litosfera
Discentes:
Francisco, José Nora
Mesa, Rodrigues António
Tivane, Angelino José
Docente: João Julião Cumbane
Maputo, aos 21 de Agosto 2024
Índice
1. Introdução..........................................................................................................................2
2. Origem do sistema solar.....................................................................................................3
2.1. Instante do Big Bang...................................................................................................4
2.2. Local do Big Bang.......................................................................................................5
2.3. O futuro.......................................................................................................................5
3. A formação do sistema Solar.............................................................................................7
4. Formação dos Planetas.......................................................................................................8
5. Litosfera...........................................................................................................................12
5.1. Formação...................................................................................................................13
5.2. Características............................................................................................................14
5.3. Composição...............................................................................................................14
5.4. Estrutura....................................................................................................................15
5.5. A litosfera é um “quebra-cabeças” dinâmico............................................................15
5.5.1. Forças externas ou forças exógenas...................................................................15
5.5.2. Forças internas ou forças endógenas..................................................................15
5.6. Placas Tectônicas.......................................................................................................16
5.7. Tipos de Litosfera......................................................................................................16
5.7.1. Litosfera continental...........................................................................................16
5.7.2. Litosfera oceânica..............................................................................................16
5.7.3. Litosfera térmica................................................................................................17
5.7.4. Litosfera sísmica................................................................................................17
5.7.5. Litosfera elástica................................................................................................17
6. Conclusão.........................................................................................................................18
7. Bibliografia......................................................................................................................19
Índice de Figuras
Figura 1. Origem do Big Bang...................................................................................................5
Figura 2. Expansão do Universo conhecido ao longo do tempo................................................8
Figura 3. Nebulosa. Formação do Sol........................................................................................9
Figura 4.Fases da Formação do Sol por meio da Nebulosa.....................................................10
Figura 5. Formação dos Planetas por meio dos Planetesimais.................................................11
Figura 6. Planeta se formando..................................................................................................11
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Figura 7. Formação da Lua depois da colisão com a Proto-terra.............................................12
Figura 8. Formação da Crosta depois da estabilização............................................................12
Figura 9.Elememntos da terra apos o Resfriamento e solidificação........................................13
Figura 10. Camadas da Terra...................................................................................................14
Figura 11. Estrutura da Crosta Terrestre..................................................................................15
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1. Introdução
O estudo do universo como um todo, preocupa cada vez mais a Cosmologia- área que se
preocupa com o estudo da origem do Universo, ainda temos muitos enigmas universais ainda
por se resolver, razão pela qual cientistas dia-pós-dia não se cansam de estudar sobre a
origem, e evolução do universo, e tem conseguido resultados muito satisfatórios nessa área,
pois hoje em dia a cosmologia, Astronomia/Astrofísica são disciplinas que conseguem
explicar diversos fenómenos sobre a Origem do Universo e a sua Expansão.
Com estudo do universo nasce a Teoria mais aceite pela comunidade cientifica, que é uma
das teorias mais abrangente quando se fala da Origem do universo, alegando que tudo surgiu
por meio de uma grande expansão (“explosão”, como muitos dizem) a partir de um ponto
muito pequeno, por quê não dizer microscópico, como um átomo. Um ponto que segundo
cientistas era muito, mas muito quente, alguns alegam que a temperatura era infinitamente
alta. Depois de bilhões de anos, esse ponto arrefeceu e foi havendo colisões ate a formação do
que nós chamamos hoje de Universo, depois formando o Sol que conhecemos hoje por meio
de Nebulosas, e o Sistema solar inteiro depois das colisões ocorridas e constante
arrefecimento.
Com a origem do Sol, depois veio a se formar a Terra por meio do planetesimal, que é o que
sobrou da matéria primordial da formação do Sol. A Terra esta que fruto da Teoria do Big
Bang, depois do arrefecimento, a Terra se fundiu e se tornou tao completa como ela é hoje,
havendo la a Atmosfera, Hidrosfera, Biosfera e a Litosfera, que é um dos nossos objectos de
estudo neste trabalho.
A Litosfera de uma maneira geral é a camada rochosa do nosso planeta, onde se assentam
continentes e tudo o que há na Terra, ela como os outros elementos da Terra é extremamente
importante na abrigação da vida, pois sem ela, não teríamos onde nos “fixar”.
A Litosfera tem cerca de 100 km de espessura, contendo la a Crosta, Manto e o Núcleo
terrestre.
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2. Origem do sistema solar
O objeto de estudo da Cosmologia é o Universo como um todo. Cosmologia não é a
somatória dos conhecimentos sobre os constituintes do Universo (estrelas, sistemas
planetários, galáxias, aglomerados de galáxias, superaglomerados, etc.) mas o estudo do
Universo em grande escala.
Como tudo na vida, as coisas nascem, crescem, envelhecem e morrem. Não poderia ser
diferente com o universo e com todos os seus sistemas e subsistemas: os conglomerados de
galáxias, as galáxias, as estrelas, os planetas, etc. Todos nasceram e todos morrerão.
A grande interrogação é: o que havia antes do universo nascer? A resposta é: outro universo.
O que haverá depois que esse universo se extinguir? Outro universo.
Na realidade, o primeiro ciclo que a ciência acredita que exista é exatamente esse: o ciclo
do(s) universo(s). Segundo as teorias mais aceitas atualmente o universo surgiu de uma
grande explosão de energia (Big Bang), há cerca de 13,5 bilhões de anos. Essa energia se
espalhou e se transformou em matéria que foi utilizada para compor os sistemas e
subsistemas do universo. No início a temperatura do universo era quase “infinita” e com o
passar dos bilhões de anos ela diminui, até o momento em que não haverá mais energia e o
universo se extinguirá, ou visto de outro modo, começará a se recompor em forma de energia,
nos próximos bilhões de anos, até o momento em que ocorrerá um novo Big Bang, e assim
sucessivamente...
Se nos recordarmos de nossas aulas básicas de química, é fácil associar esses eventos de
criação e destruição do universo com a “Lei de Lavoisier” (Na natureza nada se cria, nada se
perde, tudo se transforma). Com o(s) universo(s) não é diferente, apenas muda(m) de estado,
mas sempre é (são) universo(s).
Embutido nesse ciclo de bilhões de anos há outros ciclos no universo. Durante a existência de
um universo, muitas galáxias nascem e morrem, e junto com ela todas as suas componentes:
sistemas, estrelas, planetas, cometas, etc. Não foi e não será diferente com a nossa galáxia: a
Via Láctea suas componentes, entre elas o Sol e seus planetas, compondo o sistema solar,
com a inclusão, é lógico, da Terra. Ela também nasceu, cresceu, envelhece e morrerá.
Essa teoria do Big Bang é uma das mais aceites pela comunidade cientifica hoje em dia pois
explica muitos enigmas do Universo
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Figura 1. Origem do Big Bang
2.1. Instante do Big Bang
Uma consequência imediata de grande importância é que, passando de trás para diante o
filme da expansão do Universo, chegaremos a um instante inicial em que toda a matéria
esteve concentrada num único ponto. O nome Big Bang alude à explosão desse ponto na
origem do Universo. O inverso da constante de Hubble dá uma estimativa da idade do
Universo, ou seja, 1/H0 = 13 bilhões de anos. Essa estimativa vale para um Universo
idealmente vazio em que a expansão não fosse desacelerada. Os instantes verdadeiramente
iniciais do Universo são cada vez mais obscuros. Então o Universo tinha menos que 10-36 s.
Todo o Universo se resumia a uma partícula microscópica e o seu comportamento era
governado pelas leis da mecânica quântica. Os estudos são feitos com base na física de
partículas elementares e respectivas teorias de campo. Mas o início do Universo só poderá ser
explicado, talvez por uma teoria quântica da gravitação que ainda inexiste. Para alguns
autores, o espaço-tempo nesses instantes iniciais não seria contínuo, mas caracterizado por
flutuações quânticas. Então a noção usual de tempo talvez nem faça sentido. Um difícil
problema da Cosmologia é o das condições iniciais na medida em que a justificação e a
explicação delas não deve estar fora do Universo, mas dentro dele.
2.2. Local do Big Bang
À primeira vista podemos ter a impressão de que o Big Bang viola o Princípio Cosmológico,
pois parece sugerir um local privilegiado ou centro da explosão. Na verdade, no momento da
explosão, todo o Universo, por conseguinte, todo o espaço-tempo se resumia a um ponto.
Esse ponto não era um lugar privilegiado no Universo, mas o próprio Universo. Seria
diferente se a explosão ocorresse num espaço pré-existente, mas não é esse o caso.
2.3. O futuro
Atualmente o Universo está em expansão. Irá essa expansão continuar até quando? Esta é
uma questão fundamental que pode ser investigada à luz da teoria geral da relatividade.
Quando um projétil é lançado da superfície da Terra para o alto, a mecânica clássica prevê
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que esse projétil pode retornar e cair, ou escapar para sempre. Se a velocidade inicial de
lançamento superar a velocidade de escape, o projétil se afastará da Terra indefinidamente.
A Teoria Geral da Relatividade também prevê duas possibilidades: ou a expansão prosseguirá
indefinidamente ou parará algum dia para ceder lugar para a contração. No primeiro caso o
Universo seria ilimitado, no segundo, limitado. O futuro da expansão depende de a densidade
média de matéria no Universo ser maior ou menor que a densidade critica, aquela que separa
os dois regimes. A densidade critica hoje corresponde a 6 átomos de hidrogênio por m3. Mas
qual é a densidade média do Universo hoje? A resposta não é simples. Contabilizando a
matéria luminosa (não só visível, mas em todo o espectro eletromagnético) os astrônomos
chegam a apenas 1% da densidade critica. Fosse só essa matéria existente no Universo, a
expansão jamais pararia. Mas sabidamente existe também matéria escura. Embora a matéria
escura não seja percetível através da radiação, ela pode ser inferida através dos efeitos
gravitacionais que produz. O movimento orbital de estrelas da Via Láctea e de outras
galáxias, assim como galáxias em aglomerados de galáxias é muito veloz para que possa ser
explicado só pela matéria luminosa. Surpreendentemente a matéria escura é majoritária. Nas
galáxias e nos aglomerados de galáxias ela é 20 a 30 vezes a matéria luminosa e, por isso,
detém o controle dinâmico dessas estruturas. Contabilizando essa matéria escura dinâmica, a
densidade do Universo passa a ser 30% da densidade crítica. Mas os astrônomos conhecem
apenas a mateira escura dinâmica em aglomerados de galáxias mais próximos. Pode ser que a
contribuição dessa matéria seja crescente em escalas maiores. Pode ser que aqueles vazios na
estrutura vesicular de grande escala não sejam vazios, mas contenham substancial quantidade
de matéria escura.
Cálculos independentes relacionados com a produção de deutério e do hélio através da
nucleossíntese primordial, prevêm uma densidade de matéria ordinária (constituída de
protões, neutrões e eletrões) correspondente a, no máximo, 10% da densidade critica.
Claramente boa parte da matéria ordinária está incorporada na matéria escura. Mas, se a
matéria escura já é estimada em 30% da densidade critica, somos forçados a concluir que
pelo menos 2/3 da matéria escura não é ordinária, mas exótica. Esse é o nome dado a uma
matéria de natureza ainda desconhecida, que efetivamente pode ter desempenhado papel
decisivo na formação das galáxias, mas que dissimula a sua presença porque praticamente
não interage nem com a luz, nem com a matéria ordinária. Atualmente se acredita que 3% do
Universo são matéria ordinária (luminosa ou escura) e 27% matéria escura exótica. Os
restantes 70% seriam energia escura, necessária para explicar a aceleração da expansão do
Universo inferida da observação de que supernovas distantes (mais antigas) se encontram
mais afastadas do que se presumia.
Não se sabe ao certo a densidade média do Universo. Mas, apesar da incerteza, o seu valor
flutua sempre muito proximamente do valor critico. Isso pode ser significativo, pois
teoricamente se a densidade media divergisse do valor critico, a tendência durante a evolução
do Universo seria um crescimento exponencial dessa divergência que, todavia, não é
observada. Assim sendo, parece justificado considerar que a densidade do Universo seja
exatamente igual à densidade critica. Nesse caso a expansão continuará indefinidamente no
tempo.
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Com base em diferentes métodos (constante de Hubble e radiação cósmica de fundo), a idade
do Universo pôde ser calculada recentemente com maior precisão e atualmente é estimada é
13,7 bilhões de anos. (Canalle & Matsuura, 2007)
Figura 2. Expansão do Universo conhecido ao longo do tempo
3. A formação do sistema Solar
Há várias teorias sobre a formação do sistema solar. Todas são agrupadas em três categorias:
teorias evolucionárias, teorias das catástrofes e teoria da nebulosa (aceita atualmente).
As chamadas teorias evolucionárias têm suas raízes nas ideias de Rene Descartes (1644) que
afirmava que o sistema solar havia se formado a partir de um imenso redemoinho em um
fluido universal e os planetas eram produzidos por pequenos fluxos de redemoinhos (observe
a presença dos redemoinhos, semelhantes à estrutura atual da Via Láctea).
Kant e Laplace (1755) - incorporam novos elementos nessa teoria, que chamaram de Teoria
da Nébula, trocando o fluido universal por nuvens de gás girando em movimentos de rotação.
Essas nuvens em rotação se achatavam em forma de disco com anéis concêntricos que iriam
originar os planetas o que explicava porque todos os planetas têm movimento rotacional no
mesmo plano (plano do equador solar, ou plano da eclíptica solar). Mas havia algumas falhas
nessa teoria e alguns cálculos físicos desse modelo apontavam que o Sol deveria girar com
maior intensidade do que ele realmente gira. Assim, as teorias evolucionárias foram
abandonadas, pois não explicavam todos os movimentos dos planetas e estrelas observados
àquela época.
Com o fracasso das teorias evolucionárias começaram a surgir novas ideias, que
posteriormente foram rotuladas de teorias das catástrofes. A primeira hipótese lançada, dentro
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deste corpo teórico, foi a de Buffon (1745), que postulava que um imenso cometa havia
passado próximo ao Sol e perdido muita matéria que sofreria, posteriormente, processos de
acresção que formariam os planetas. Na sequência, Moulton e Chamberlin (1900) trocaram o
cometa por uma estrela, que despejara um filamento enorme de matéria que teria dado origem
aos planetesimais e depois, pela acresção de mais matéria originaria os planetas.
A contestação dessas ideias é a observação de que esses fenômenos são raríssimos e, além
disso, a temperatura da matéria desprendida seria tão elevada que difundiria o material
ejetado para o espaço, o que inibiria totalmente os processos de acresção.
A teoria de nebulosa solar (teoria aceita atualmente) propõe que o sistema solar se formou a
cerca de 4,6 bilhões de anos quando o material interestelar de um braço espiral da Via Láctea
se condensou e entrou em colapso e por influência da força de gravitação esse material se
concentrou num disco em movimento rotacional, A nebulosa se contraiu, aumentou a
temperatura e formou o Sol. Parte da matéria se deslocou do Sol e formou os planetas.
(Tommaselli)
Figura 3. Nebulosa. Formação do Sol
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Figura 4.Fases da Formação do Sol por meio da Nebulosa
4. Formação dos Planetas
No Sistema Solar, 99,8% da matéria primordial ficou concentrada no Sol. Os 0,2% restantes
ficaram girando ao redor do proto-Sol na forma de um disco de gás e poeira.
As idades dos meteoritos variam entre 4,53 e 4,58 bilhões de anos. Acredita-se que esta seja a
idade de formação do Sistema Solar.
A matéria nesta nuvem em forma de disco rapidamente convergiu para formar planetesimais.
Planetesimais- pequenos corpos sólidos que se fundem e se formam no inicio da criação de
um sistema planetário, como nosso Sistema Solar. Eles são considerados as sementes a partir
das quais os planetas se desenvolvem, através de um processo chamado acreção. (Alves,
2024)
Planetesimais continuaram a colidir e crescer, formando os planetas há ~4,5 bilhões de anos.
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Figura 5. Formação dos Planetas por meio dos Planetesimais
A proto-Terra deve ter sido formada quase inteiramente em estado fundido.
Ocorreu então a estratificação, sob ação da força da gravidade, gerando:
– Um núcleo pesado de ferro e níquel;
– Um manto primitivo composto por silicatos.
Figura 6. Planeta se formando
Logo após a diferenciação, acredita-se que um grande planetesimal colidiu com a proto-Terra
e “arrancou” material suficiente para formar a Lua.
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Figura 7. Formação da Lua depois da colisão com a Proto-terra
Durante os primeiros 600–700 milhões de anos, o choque contínuo de meteoritos e a
atividade vulcânica não permitiram a formação de uma crosta no planeta.
Há ~3.8 bilhões de anos o sistema se estabilizou e se formou uma crosta.
Figura 8. Formação da Crosta depois da estabilização
Inicialmente se formou um núcleo metálico circundado por um manto silicático;
Com o passar do tempo, parte do núcleo se solidificou;
Os elementos mais leves continuaram a migrar do manto para a superfície.
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Figura 9.Elememntos da terra apos o Resfriamento e solidificação
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5. Litosfera
A litosfera é a camada da Terra compreendida entre a atmosfera e a astenosfera (camada
viscosa superior ao manto). A palavra “litosfera” tem origem grega: lithos, significa “pedra”,
“rocha” e como a própria etimologia sugere, podemos defini-la como a camada constituída
pelas rochas da esfera terrestre que varia de espessura na sua crosta– formada tanto pela
crosta continental (terrestre) quanto pela crosta oceânica (que está submersa pelas águas dos
mares e oceanos). A Litosfera é dinâmica, ou seja, nunca esta estática. (Ribeiro, 2021)
É composta principalmente por rochas e minerais, que se estende desde a superfície até cerca
de 100 km de profundidade. É uma das três camadas principais do planeta, juntamente com a
atmosfera e a biosfera. A litosfera é responsável por abrigar a maior parte dos continentes e
oceanos, sendo essencial para a vida na Terra. Sua composição é formada por diferentes tipos
de rochas, como sedimentares, ígneas e metamórficas, que são constantemente modificadas
através de processos geológicos, como a tectônica de placas. A litosfera desempenha um
papel fundamental na regulação do clima, na formação de relevo e na manutenção da vida no
planeta. (Maestrovirtuale, 2019)
Figura 10. Camadas da Terra
Crosta Terrestre: A crosta terrestre é a camada mais externa e fina da Terra, que se estende
desde a superfície até cerca de 70 km de profundidade sob os continentes e cerca de 10 km
sob os oceanos. Ela é composta por rochas e minerais de diferentes tipos e possui
características, estruturas e composições variadas. A crosta terrestre é dividida em dois tipos
principais: a crosta continental, que é mais espessa e composta principalmente por granito e
basalto, e a crosta oceânica, mais fina e composta principalmente por basalto. A estrutura da
crosta terrestre é resultado de processos geológicos como a tectônica de placas, vulcanismo e
erosão, que contribuem para a formação e transformação das rochas que a compõem. A
composição da crosta terrestre é fundamental para a compreensão da geologia e dos
processos que moldam o nosso planeta.
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Figura 11. Estrutura da Crosta Terrestre
Manto: após o núcleo da Terra, encontramos o manto que se estende aproximadamente 2900
quilômetros abaixo da crosta terrestre, cobrindo o núcleo.
Diferentemente do núcleo, a composição química do manto favorece o magnésio em troca do
níquel e mantém igualmente altas concentrações de ferro. Algo mais de 45% de sua estrutura
molecular é composta de óxidos ferrosos e de magnésio.
Como no caso do núcleo, também é feita uma diferenciação com base no grau de rigidez
observado nessa camada em seu nível mais próximo do córtex. É assim que distingue entre
manto inferior e manto superior.
A principal característica que produz sua separação é a viscosidade de ambas as bandas. A
superior – ao lado da crosta – é um pouco mais rígida que a inferior, o que explica o
movimento lento das placas tectônicas.
Mesmo assim, a relativa plasticidade dessa camada (que atinge cerca de 630 quilômetros)
favorece o rearranjo das grandes massas da crosta terrestre.
O manto inferior é projetado para 2880 quilômetros de profundidade para encontrar o núcleo
externo. Estudos mostram que é uma área basicamente sólida com níveis muito baixos de
flexibilidade. (Maestrovirtuale, 2019)
Núcleo: O núcleo é a camada mais profunda da Terra. Pelo menos 80% do núcleo é
composto por ferro e níquel. É dividido em duas subcamadas, o núcleo inferior e o núcleo
exterior. Nesse local, a temperatura atinge até 6000 ºC. (Toda Materia, n.d.)
5.1. Formação
Se remontarmos ao início da formação da Terra – há aproximadamente 4,5 bilhões de anos –
saberemos que o nosso planeta foi durante milhões de anos uma esfera incandescente
formada por gases e rocha líquida. Com o decorrer do tempo geológico, a superfície do
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planeta – a litosfera – foi lentamente se resfriando e as rochas gradualmente foram adquirindo
a consistência mais firme que conhecemos hoje.
O processo de resfriamento da superfície e consolidação das rochas promoveu a liberação de
gases que viriam mais tarde a constituir a atmosfera – camada gasosa que envolve a Terra.
(Ribeiro, 2021)
5.2. Características
É a mais rígida de todas as camadas da Terra, pois consiste em sedimentos e restos de
rochas e minerais que se desintegram e conferem uma consistência inflexível.
É composto de muitos tipos de rochas, minerais, metais e pedras preciosas. Além
disso, possui propriedades que ajudam a gerar bem-estar e benefícios ao ser humano.
Na crosta terrestre existem florestas ricas em elementos como madeira, borracha,
resinas e lenha, produtos úteis para a vida humana.
É também composto de substâncias naturais e seres vivos, água e gases capazes de
criar o húmus da terra que, quando decomposto, o torna propício ao cultivo.
Em algumas partes da litosfera, a temperatura e a pressão registram valores muito
altos, nos quais as rochas podem até derreter.
A litosfera é a camada mais fria das camadas internas da Terra, mas à medida que
desce, fica cada vez mais quente.
Correntes convectivas ocorrem na litosfera, causando mudanças no relevo.
É isolado em placas com zonas de ação tectônica, sísmica ou vulcânica, dependendo
dos pontos de separação ou corte.
É o elemento propício onde são gerados os ecossistemas da flora e da fauna, fontes de
alimento para a vida.
5.3. Composição
A litosfera é composta por uma crosta que pode atingir de um metro a 100 quilômetros de
profundidade. Nesta camada, os elementos que o compõem são basicamente pedras ou rochas
basálticas de espessura forte e muito rígidas.
A chamada litosfera continental é composta basicamente de minerais fólicos, como granito
ou rochas ígneas, que formam quartzo e feldspato.
Esta camada de rochas densas é composta principalmente de ferro, silício, cálcio, potássio,
fósforo, titânio, magnésio e hidrogênio. Em menor quantidade são carbono, zircônio, enxofre,
cloro, bário, flúor, níquel e estrôncio.
Por seu lado, a crosta da litosfera oceânica é do tipo máfico; isto é, à base de silicato mineral
rico em ferro, piroxeno, magnésio e olivina. Essas rochas também são compostas de basalto e
gabro.
O silicato de ferro e magnésio predomina no manto superior e no inferior há uma mistura de
óxidos de magnésio, ferro e silício. As rochas são obtidas no estado sólido e no semi-fundido,
que são geradas por mudanças na temperatura que podem ocorrer em determinadas áreas.
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O núcleo da litosfera é a camada mais profunda e é basicamente composto de ferro e níquel.
Existe um núcleo superior e inferior; nestes últimos, as temperaturas atingem temperaturas
acima de 3000 ° C.
5.4. Estrutura
A estrutura da litosfera é composta de duas camadas: uma externa, também chamada de
crosta, e o manto superior. Por sua vez, compreendem 12 placas tectônicas com
características rígidas.
O manto superior permanece isolado em relação à crosta a uma profundidade aproximada de
mais de 2500 quilômetros, e o núcleo tem uma camada externa de mais de 2000 quilômetros.
A partir desta camada são formadas doze placas que são mostradas como seções da litosfera.
Eles se movem separadamente, inflexivelmente.
A característica mais proeminente da litosfera é sua atividade tectônica, que descreve a
interação entre grandes lajes de litosfera chamadas placas tectônicas.
A chamada hipótese das tectônicas de placas explica os elementos e a estrutura da superfície
da Terra, afirmando que essas placas sempre se movem para a próxima camada chamada
aterosfera.
O deslocamento das placas gera três tipos de limites tectônicos: o convergente, o divergente e
a transformação. Em cada um desses movimentos ocorrem geram mudanças geográficas;
essas variações não apenas modificam o relevo, mas também os ecossistemas em geral.
5.5. A litosfera é um “quebra-cabeças” dinâmico
A litosfera, ao contrário do que se possa imaginar, não é uma camada estática. Ao contrário,
os minerais, as rochas, os solos, o relevo e a própria camada estão em constante
transformação. Este dinamismo deve-se a um conjunto de forças que atuam sobre esta
camada. Estas forças podem ser classificadas em forças internas e externas.
5.5.1. Forças externas ou forças exógenas
São forças originadas na atmosfera, pela ação das águas superficiais e subterrâneas, pela
gravidade, além da ação humana. As chuvas, o vento, rios, mares, e o ser humano atuam no
modelado terrestre, modificando o relevo, formando solos e transformando a litosfera.
5.5.2. Forças internas ou forças endógenas
São forças oriundas das camadas mais profundas da Terra. São essencialmente
o vulcanismo e a atividade tectônica – ou tectonismo. A atividade tectônica é resultado da
interação das enormes placas que constituem a litosfera - as chamadas placas tectônicas. Elas
são como “um quebra-cabeças”, com “peças” de diferentes tamanhos que colidem, se afastam
e moldam a litosfera hoje e há milhões de anos. (Ribeiro, 2021)
5.6. Placas Tectônicas
A Terra é um organismo vivo e nos mostra isso diariamente. Quando liberam suas forças, os
seres humanos geralmente se encontram em um estado de vulnerabilidade, embora isso não
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impeça que cientistas de todo o mundo estudem seus processos e desenvolvam esquemas que
buscam sua compreensão. (Maestrovirtuale, 2019)
A crosta terrestre é uma faixa fina e descontínua, dividida em blocos rochosos chamados
de placas tectônicas. Na superfície dessas placas estão os continentes. Devido às correntes de
convecção, geradas pelo calor irradiado do interior do planeta, esses blocos se movimentam
lentamente.
As zonas de encontro entre as placas são os locais em que se produzem as cadeias
montanhosas, as falhas e os fenômenos dos terremotos, tsunamis e vulcões. As zonas de
subducção são os pontos onde uma placa mergulha para baixo da outra, são áreas onde
acontecem muitos sismos.
5.7. Tipos de Litosfera
Existem dois tipos de litosfera: a litosfera continental, localizada na parte mais externa e com
uma espessura aproximada entre 40 e 200 quilômetros; e a litosfera oceânica, localizada nas
bacias oceânicas com 50 a 100 km de espessura.
5.7.1. Litosfera continental
É constituído pela parte externa do manto terrestre e pela crosta continental. Tem
aproximadamente 120 quilômetros de espessura e consiste essencialmente em rochas
graníticas. Essa camada é composta pelos continentes e sistemas montanhosos.
5.7.2. Litosfera oceânica
É composto pelo manto externo da Terra e pela crosta oceânica. Sua espessura é mais fina
que a do continente: são aproximadamente 60 quilômetros.
É composto principalmente de basaltos, e no fundo são formadas cordilheiras de até 7
quilômetros de espessura.
Com o passar do tempo, a litosfera oceânica se torna cada vez mais densa devido ao
resfriamento da astenosfera, tornando-se o manto litosférico. Isso explica por que a litosfera
oceânica é mais jovem que a continental.
Também explica o fato de que, quando uma placa continental se junta à placa oceânica nas
chamadas zonas de subducção, a litosfera oceânica geralmente afunda sob a litosfera
continental.
Dependendo da espessura das diferentes camadas da litosfera, três outros tipos podem ser
distinguidos: a litosfera térmica, sísmica e elástica.
5.7.3. Litosfera térmica
A parte do manto que conduz o calor predomina na litosfera térmica.
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5.7.4. Litosfera sísmica
A litosfera sísmica é o local em que há uma redução na velocidade das ondas de movimento
da Terra.
5.7.5. Litosfera elástica
A litosfera elástica ou flexural é o espaço em que ocorre o movimento das placas tectônicas.
(Maestrovirtuale, 2019)
6. Conclusão
O estudo do universo é formidável, estudar essa área da física é com certeza bem interessante
pois fala muito sobre o nosso passado e futuro. Vimos que a Teoria do Big Bang que é uma
das Teorias mais aceite pelos cientistas, que fala da expansão do universo, ela nos fala do
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passado da formação e origem do universo ou do sistema solar, que é o nosso enfoque neste
trabalho, nos fala do que acontecera no futuro também, aumentando ainda mais a nossa
curiosidade sobre o Universo como um todo. Falando da Origem do Sistema solar e do nosso
planeta, como se constitui hoje em dia o nosso planeta é devido a essa teoria importante para
a explicação da origem do universo.
Um dos elementos dos 3 que constituem a nossa Terra é a Litosfera, o foco do nosso estudo,
Litosfera essa que é designada ou definida como a parte solida do nosso planeta, podendo se
encontrar nas rochas (litosfera continental) e nos Mares (litosfera Oceânica), constituída por
Manto, Crosta e Núcleo Terrestre.
7. Bibliografia
Alves, L. (30 de Abril de 2024). Portal Espacial. Obtido de google:
https://portalespacial.com.br/o-que-sao-planetesimais
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caracteristicas-composicao-estrutura-funcoes/
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