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As Santas Casas de Misericórdia e a assistência social em Portugal

INTRODUÇÃO

As respostas de assistência em Portugal foram, até a segunda metade do século XIX, de tipo sanitário, dirigidas a doentes e indigentes, através da Igreja Católica e de particulares, passando posteriormente por associações mutualistas e só no século XX caracterizando-se pela participação estatal, com a criação de um seguro social obrigatório e a organização do serviço público de saúde. Em conjunto com a saúde, é uma área subfinanciada e consumidora de recursos.1 A população carenciada em Portugal é heterogénea, abrangendo indivíduos dentro e fora do mercado de trabalho, crianças e idosos, pessoas em situações agudas e crónicas. Em contexto de crise económica, o agravamento da pobreza pela deterioração das condições de trabalho acentua a importância do voluntariado e de instituições cuja actuação vem muitas vezes complementar ou suprir a intervenção da Segurança Social. A intervenção social estatal em situações de carência poderá vir a aumentar, tendo em conta a criação do Plano de Emergência Social. Não obstante, este é recente e controverso em vários pontos, como no que se refere aos transportes, que têm vindo a sofrer sucessivos aumentos, estando prevista a adopção selectiva de passes sociais2. As estruturas sociais alternativas

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<http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/1468.pdf> (acesso em 24-02-2012)

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<http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2300137>, <http://www.portugal.gov.pt/pt/osministerios/ministerio-da-solidariedade-e-seguranca-social/documentos-oficiais/20110805-programa-emergenciasocial.aspx> (acesso em 24-02-2012) Exemplo de empresa com protocolo de consultadoria jurídica com a CNIS <http://www.advocaciaecidadania.org/index_files/Page1131.htm> (acesso em 24-02-2012); <http://app.cm-loures.pt/redesocial/dados_quantitativos_accao_social.pdf> (acesso em 24-02-2012)
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descrever o exemplo da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa. Os monarcas financiavam muitas destas obras. tendo em conta a escassez de recursos e de vagas em alguns serviços. aplicando medidas tendentes a incentivar a participação dos utentes na elaboração de um projecto pessoal de vida. têm vindo a manter serviços de apoio social. sua estrutura e âmbito de actuação. num contexto histórico conturbado4. A construção de edifícios religiosos e o financiamento das ordens eram muitas vezes assumidos por leigos abastados. Foram fundadas confrarias onde leigos e religiosos conviviam e prestavam contribuições. como as das ordens mendicantes. destaca-se o papel das Santas Casas de Misericórdia. Este processo de autonomização é. demarcando-se como parte da elite capaz de prestar assistência. Leonor em Lisboa. As obras de solidariedade social de então inseriam-se nas prescrições de conduta religiosa. tendo a primeira sido fundada em 1498 pela Rainha D. que assumiram importância crescente nas áreas da assistência social e educação a partir do século XIII. necessárias num ambiente de pobreza 4 <http://publico. caracterizar sumariamente os beneficiários destes serviços e referir algumas das dificuldades que se apresentam na abordagem dos graves problemas sociais actuais.pt/Local/provedor-da-misericordia-de-portimao-acusado-de-17-crimes-1533442> (acesso em 2402-2012) . para que estes possam readquirir a sua autonomia. Este trabalho tem como objectivo situar as Misericórdias no seu contexto histórico. existindo articulação com o Ministério da Solidariedade e Segurança Social. lento e a perspectiva de cessação dos apoios. no entanto.incluem organizações como a Confederação Nacional das Instituições Sociais (CNIS)3. Há pequenas organizações dispersas por todo o país. HISTÓRIA DAS SANTAS CASAS DE MISERICÓRDIA EM PORTUGAL As Santas Casas de Misericórdia têm mais de 500 anos de existência em Portugal. que. que representa as instituições particulares de solidariedade social (IPSS). Para o efeito deste trabalho. é um potencial gerador de tensões entre a instituição e um indivíduo que se encontra de outra forma desprotegido.

as Santas Casas restringem os serviços. creches. Foi substituída pela Santa Casa de Misericórdia e Hospital de São José. D. o Marquês de Pombal limita o prazo para pagamento de empréstimos a 12 anos. Nas últimas décadas do Século XIX. A SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE LISBOA (SCML) 5 < http://unl-pt. Manuel I. A Misericórdia de Lisboa acaba por ser extinta como tal em 1834 (ano da extinção das ordens religiosas masculinas.generalizada e dominado pela Igreja.academia. A União das Misericórdias Portuguesas (UMP) é constituída em 1977. A oferta de serviços foi ampliada em consequência do aumento na demanda e no ano 2000 as Misericórdias em actividade eram 384. sobrecarregadas com o empobrecimento da população. Leonor. nos anos 1920. abrangendo lares. após a vitória dos liberais na guerra civil contra os absolutistas). centros de dia. sendo as femininas permitidas até a morte das religiosas em actividade na altura. em 1974 existiam 351 Misericórdias em Portugal. a serem dirigidos por um provedor e um enfermeiro-mor de nomeação régia. oficinas profissionais e outras unidades5. serviços de transporte. Apesar das dificuldades financeiras. apoio domiciliário.edu/JoseLucio/Papers/309902/Historia_Breve_das_Misericordias_Portuguesas_14982000_ > (acesso em 24-02-2012) . freiras como as franciscanas hospitaleiras assumem o serviço de enfermagem em alguns hospitais. Em 1768. havia dificuldades em receber o pagamento de empréstimos concedidos a indivíduos da nobreza. empregando um maior número de pessoas. além de um excesso de encargos. irmão da Rainha D. Na segunda metade do século XVII. apoiou a Misericórdia de Lisboa e as confrarias passaram a ter protecção régia. A protecção régia cessa com o fim da monarquia e. Com o tempo estas instituições tornaram-se mais burocratizadas e assumiram novas funções como a gestão hospitalar. Tarefas como o acompanhamento dos condenados ao local de execução eram levadas a cabo por membros de instituições religiosas. entre outras medidas na tentativa de viabilizar a manutenção dos serviços. O Estado geria os Hospitais Centrais de Lisboa e Coimbra e parcialmente o Hospital Central do Porto.

A SCML estabelece parcerias com as Juntas de Freguesia. uma unidade central. Tomando como exemplo a SCML. Perfil dos utentes Com a redução dos rendimentos no trabalho e a fragilização dos vínculos laborais.3% concluíram o 1º Ciclo do Ensino Básico. há uma grande demanda por diferentes tipos de serviço.clix.pdf> (acesso em 24-02-2012) . a carga horária semanal de trabalho é muitas vezes reduzida. São apontados como principais problemas causadores de instabilidade o desemprego (29.pt/docs/economia/Leibasessegurancasocial. bem como subsídios para aquisição de ajudas técnicas. doença (27%).1. toxicodependentes. a insuficiência das prestações sociais (13. refugiados e requerentes de asilo. sendo necessário um enquadramento caso a caso para posterior encaminhamento. Segundo dados do Centro de Estudos Territoriais (CET. 30. havendo uma parcela significativa de inactivos que não procuram trabalho.2% dos utentes da SCML são analfabetos. 10. prestação concedida através do Subsistema de Solidariedade do Sistema de Protecção Social da Cidadania6.6% o 2º Ciclo do Ensino Básico e 14. cobrindo uma extensa área geográfica.8%).5% apenas sabem ler e escrever. são incluídas também prestações de serviços aos deficientes.publico. 6 <http://static.3% concluíram o Ensino Secundário. com instabilidade laboral ao longo do ano.2%) e rupturas familiares (12%). 11. 2009-2010). descentralizando o atendimento sempre que possível através dos Serviços e Estabelecimentos de Acção Directa e das próprias Juntas. Área de actuação As estruturas de apoio existentes são limitadas e contactam entre si. Desde 2004. 2. os serviços prestados passaram a abranger a protecção das crianças e jovens em perigo e a área do Rendimento Social de Inserção. revisto em 2003. A baixa escolaridade contribui negativamente. Por meio de um protocolo de cooperação com o Instituto de Solidariedade Social. 29.

comparticipa parcialmente o internamento em lares. 6% encontram-se em situação de doença ou incapacidade e 1% são estudantes. os idosos e reformados mantêm-se nos serviços por insuficiência das pensões. além do financiamento resultante da gestão de património próprio e de contribuições de particulares.7% dos utentes vivem sós. um grupo de população idosa reformada e outro grupo de activos sem estabilidade ou remuneração suficiente (20%)7.html> (acesso em 24-02-2012) 10 <http://www. em alguns casos. 33. num contexto familiar caracterizado pela reprodução geracional da pobreza. Uma parcela de doentes crónicos é constituída por mulheres com história de incapacidade para o trabalho. No que respeita à estrutura familiar.pt/Agenda/files/Pobreza_%20Recensao%20. Em termos de duração da assistência.pt/noticias/receitas-dos-jogos-da-santa-casa-vao-passar-para-o-estado_127170.sapo.Destes utentes. 7 <http://www. sendo que estas receitas poderão passar ao controlo do Estado8 9.pt/Sociedade/santa-casa-da-misericordia-de-lisboa-duplica-financiamento-para-ajuda-apopulacao-idosa-1208551> (acesso em 24-02-2012) 9 <http://economico. de uma forma geral. 30% são reformados. Em pequenas unidades como a de Mangualde. Os desempregados têm períodos médios ou curtos de assistência.mangualdeonline.publico. as fontes de receita são escassas10. dispõe das receitas dos jogos como Euromilhões e Totoloto. Cerca de 2/3 são mulheres. Os trabalhadores pobres têm perfis variados . 20% estão empregados. Financiamento O Estado.php?option=com_content&view=article&id=283:entrevista-com-oprovedor-da-sta-casa-da-misericordia-fernando-morais&catid=1:noticias-recentes&Itemid=50> (acesso em 24-022012) . A população é maioritariamente portuguesa e vive em habitação social.com. A SCML.1%). Verifica-se um grupo de desempregados em idade activa (57.cesss-ucp. famílias nucleares sem filhos (14. 3. além das contribuições de utentes e doações.pdf> (acesso em 24-02-2012) 8 <http://www. 42% estão desempregados. seguem-se famílias nucleares com filhos (23.3%).com/index.8%) e famílias monoparentais femininas (12.sobretudo desempregadas e reformadas.3%).

Departamento de Jogos (DJ). a população idosa. Fazem parte do DASS: Direcção de Acção Social (DIAS). que. são responsáveis pelo Serviço de Atendimento ou Acompanhamento Social. Departamento de Qualidade e Inovação (DQI). Organização A SCML abrange os seguintes departamentos: Departamento de Acção Social e Saúde (DASS). . Gabinete de Investigação e Monitorização (GIM). Gabinete de Apoio à Gestão (GAG).4. Direcção de Saúde de Proximidade (DISP). Departamento de Gestão Imobiliária e Património (DGIP). tendo como áreas de intervenção a infância e juventude. através da negociação de um plano de inserção social. Direcção de Acolhimento e Desenvolvimento de Infância e Juventude (DIADIJ). em conjunto com o Serviço de Emergência Social (SES). os deficientes e a família/ maternidade. Centro de Avaliação Geriátrica e de Recursos Gerontológicos (CAGRG). As DIASL integram os Estabelecimentos Sociais de Administração Directa. Departamento de Empreendedorismo e Economia Social (DEES). destinado a apoiar indivíduos em situação de exclusão. Serviço de Adopção (SA). Fazem parte do DIAS: As Direcções de Acção Social Local (DIASL).

Apoio ao Cidadão (AC). Banco de Ajudas Técnicas (BAT). a transferência faz-se após a atribuição de título de residência ou de estatuto de asilo. Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV). Direcção de Apoio à Inserção e Bem-Estar (DIAIBE). Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ). Centro Multicultural (CM). Podem beneficiar de Atendimento ou Acompanhamento Social no DIASL indivíduos em situação de vulnerabilidade económica. O Serviço de Emergência Social (SES) é voltado para o atendimento a nacionais e estrangeiros em situação de emergência. entre outros. As situações urgentes ocorridas fora do horário de funcionamento dos serviços são encaminhadas ao Centro de Alojamento Temporário Mãe de Água (CATMA). No caso de requerentes de asilo. crianças ou jovens em situação de risco ou em reintegração familiar. bem como requerimento de prestações sociais. Polícia e Tribunais como casos de ruptura com a rede familiar e social ou inexistência de habitação. podem ser feitas transferências. deficientes e toxicodependentes. após autorização de subsídio para pagamento do lar. Formação e Certificação (CEFC). Direcção de Emergência e Apoio à Inserção (DIEAI). Linha Nacional de Emergência Social. A transferência entre o SES e o DIASL é efectuada após estabilização da situação. . sem-abrigo (pessoas vivendo no espaço público ou abrigo temporário) e refugiados. que reencaminha o atendimento logo que possível pelo DIASL.Equipa de Apoio Técnico ao Tribunal de Lisboa (EATTL). São consideradas urgentes situações sinalizadas por entidades como a Protecção Civil. SES ou pelo técnico da freguesia. Se o utente vier a ser integrado em lar lucrativo. Centro de Educação.

assistentes sociais. reuniões para estudo de caso e contacto com outros serviços. Pode também ser solicitada avaliação por terapia ocupacional. educador social. A avaliação pode incluir visitas domiciliárias. definem e acompanham a implementação do plano de inserção. Persistindo a situação de risco. avaliando as necessidades individuais. que pode ser reformulado após reavaliação do caso por uma equipa interdisciplinar. A Equipa Interdisciplinar de Apoio ao Atendimento/ Acompanhamento Social é composta por psicólogos e educadores que estabelecem um diagnóstico. após recolha de dados no hospital. Equipas de Apoio a Famílias com Crianças e Jovens em Risco (EAFCJR) e a Equipa Interdisciplinar de Apoio a Indivíduos Isolados (EAII). A EAFCJR acompanha famílias com processo na CPCJ ou Tribunais. a EAFCJR sinaliza novamente à CPCJ. O assistente social é responsável por um pré-diagnóstico. psicólogo. educador de infância e ajudante familiar. da SCML. . quer em contexto individual e de intervenção familiar. Avaliação e encaminhamento dos casos Inicialmente é agendada uma entrevista com um assistente social por iniciativa do próprio. envolvendo equipas de âmbito específico. como as Equipas de Apoio a Idosos e/ou Dependentes (EAI). de entidades externas ou de elementos da comunidade. Uma equipa deve acompanhar cerca de 60 famílias e compõe-se de coordenador. Promove também as Acções de Desenvolvimento de Competências Pessoais. sendo necessário assegurar os meios materiais para a sua execução. Sociais e Familiares. Presta apoio ao Atendimento Social se houver necessidade de avaliação por psicologia ou terapia ocupacional e dá formação a cuidadores informais. a EAI dispõe de uma ficha de avaliação interdisciplinar. A EAI efectua o encaminhamento de idosos com alta hospitalar sinalizados pelos próprios hospitais. No caso de idosos integrados em lares lucrativos. quer em grupo. São considerados prioritários os casos em que tenha sido aplicada uma Medida de Promoção e Protecção em Meio Natural de Vida.5. com acompanhamento posterior do utente. Pode propor ou revalidar apoios económicos para comparticipação das mensalidades e contactar outras entidades se necessário para a prestação do serviço.

Tipos de apoio São destinados a pessoas sem abrigo equipamentos como residências para alojamento temporário. sem hábitos de trabalho ou necessitados de acompanhamento multidisciplinar. Podem ser atribuídos ainda a Credencial de Emergência e um Cartão de Saúde. Centros de Formação Profissional . Equipa do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social (DEES). sem-abrigo ou com instabilidade habitacional. 6. Equipa deApoio Técnico ao Tribunal de Lisboa (EATTL). Há a possibilidade de articulação com: Unidades de Saúde locais. Direcção de Acolhimento e Desenvolvimento de Infância e Juventude (DIADIJ). refeitório social e atelier ocupacional. Os doentes com SIDA podem obter apoio domiciliário. Em casos de toxicodependência e alcoolismo podem-se verificar as condições para apoio pecuniário destinado ao tratamento ambulatório ou em regime de internamento. Unidade de Cidadania e Promoção do Voluntariado. em Centro de Dia. que presta apoio ao Tribunal de Família e Menores de Lisboa. sem rede de apoio familiar. sendo a comparticipação adequada à capacidade financeira da família. .A EAII funciona com equipas semelhantes às da EAFCJR. Admite indivíduos isolados. O encaminhamento entre unidades requer avaliação pelo serviço de assistência social. que permitem acesso a benefícios de saúde. Direcção de Apoio à Inserção e Bem-Estar (DIAIBE). acolhimento residencial ou acolhimento temporário em apartamentos terapeuticamente assistidos. que integra lares de crianças e jovens.

Os clientes de SAD podem beneficiar de apoio social e de serviços de teleassistência 24 horas. O apoio a idosos pode ser domiciliário ou prestado em residência assistida. No caso dos jovens com filhos a cargo. Banco de Medicamentos para redistribuição de fármacos não utilizados.aspx?content_id=2322997> (acesso em 24-02-2012) . para garantir a satisfação das suas necessidades básicas.Prestações em espécie podem ser concedidas de forma complementar às prestações sociais da Segurança Social. Existem também creches familiares (amas que acolhem crianças até 3 anos) e jardins de infância (até a idade de ingresso no ensino básico). mas as vagas são insuficientes11. é acrescida ao subsídio uma percentagem por cada filho. 11 <http://www. Os lares destinam-se a idosos com maior grau de dependência ou risco. É possível a comparticipação de ajudas técnicas a pessoas com incapacidade temporária ou portadoras de deficiência. Existe uma casa de apoio para o acolhimento temporário de mulheres vitimas de violência doméstica. As medidas de promoção e protecção de crianças e jovens em risco/ medidas em meio natural de vida podem incluir apoio económico. através do Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio (SAPA).dn. ou ainda de forma eventual para suprir necessidades pontuais. A residência assistida é dirigida a idosos autónomos ou com pequenos défices. Também pode ser atribuída uma prestação aos requerentes de asilo. em casos devidamente fundamentados. CONCLUSÃO O actual Plano de Emergência Social contempla medidas como: Aumento do subsídio de desemprego para casais em que ambos estejam desempregados.pt/inicio/portugal/interior. O apoio económico para Autonomia de Vida é uma prestação pecuniária mensal paga directamente ao jovem. A creche é uma resposta social diurna para crianças até 3 anos. residência temporária ou lar.

Introdução de um mercado social de arrendamento com reduções de preços. o envelhecimento da população e o desinvestimento no passado recente levaram a um acúmulo de problemas sociais e a uma maior dificuldade em contorná-los. Instituições de postos de trabalho social para beneficiários de apoios sociais. Conceitos e Políticas Sociais em Portugal”. <http://ler.pt/inicio/portugal/interior.php?template=SHOWNEWS_V2&id=538449> (acesso em 24-02-2012) <http://www.). com maior participação quer do Estado. 333 pags .Francisco Branco. Reforço do programa de refeições sociais12.. Lisboa. e o eventual impacto da crise económica sobre as doações e sobre o próprio tecido social. BIBLIOGRAFIA RODRIGUES. entre outras. Início de um Programa Nacional de Microcrédito. Alexandra e GUERRA.Recensão por Alda Teixeira Gonçalves SARAIVA. 12 <http://www.eu/en/what-is-poverty/inequality-what-is-it> (acesso em 24-02-2012) . Ana Oliveira.pt/home. Portugal tem os mais altos níveis europeus de desigualdade social14. Espera-se que no decorrer desta década possa haver alguma recuperação nesta área.aspx?content_id=2301468> (acesso em 24-02-2012) 13 14 <http://www.letras. Introdução de tarifas sociais nos transportes. José Hermano. Marta Santos(2010). 2005. “A Pobreza e a Exclusão Social: Teorias. as futuras políticas de gestão do património imóvel. ed.Inês Amaro. O papel da Santa Casa ficará condicionado por variáveis como a continuação ou não dos direitos sobre as receitas provenientes de jogos. Sintra: Europa-América. Alguns mecanismos como a Linha de Emergência Social estão em funcionamento13. 23.dn. quer das demais instituições voltadas para uma melhoria na qualidade de vida dos cidadãos.up.Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.pdf> (acesso em 24-02-2012) CASTRO. “Os Caminhos da Pobreza. Factores como as políticas recessivas em curso. incluindo investimento em fundos imobiliários.eapn. Eduardo Vitor et al.pt/uploads/ficheiros/1468.jornaldenegocios. História concisa de Portugal. Perfis e Políticas Sociais na Cidade de Lisboa”. Isabel (Coord.

Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas Sem-Abrigo: <http://www.uc.pdf> (acesso em 24-02-2012) Guia do Atendimento Social – Santa Casa de Misericórdia de Lisboa – DASS/ Direcção de Acção Social. Paula Cristina Carvalho.scml.pt/media/social/2012/ESTRATEGIA%20NACIONAL%20doc%20final1. <https://estudogeral. “Lutar contra a Pobreza e a Exclusão Social .pt/noticias_visualizar.Dissertação de Mestrado na área científica Sociologia – Políticas Locais e Descentralização.Observatório de Luta contra a Pobreza da Cidade de Lisboa: <http://observatoriolisboa.%20Mestrado_Lutar%20contra%20a%20 pobreza%20e%20a%20exclus%C3%A3o%20social_Paula%20Cruz.pdf> (acesso em 24-02-2012) Plano de Acção 2012 .eapn.sib.pt/bitstream/10316/14715/1/Diss. 2010.php?ID=438> (acesso em 24-02-2012) . 2009 CRUZ. apresentada na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.