CONCEITOS INICIAIS DE INVESTIMENTOS
Investir significa aplicar recursos disponíveis, normalmente dinheiro, com o
objetivo de obter um retorno futuro, seja por meio de ganhos financeiros, aumento de
patrimônio ou geração de renda. Para entender investimentos, é importante começar pelo
conceito de rentabilidade, que representa o quanto o capital aplicado pode render em um
determinado período. Ela pode ser medida em valores absolutos ou em porcentagem e
deve sempre ser analisada junto ao risco, que é a possibilidade de o resultado ser diferente
do esperado, podendo incluir perdas.
Outro conceito fundamental é o prazo do investimento. Ele pode ser de curto,
médio ou longo prazo, e essa escolha influencia tanto o potencial de retorno quanto o
risco envolvido. Geralmente, investimentos de longo prazo tendem a oferecer retornos
maiores, mas exigem mais paciência e tolerância a variações no valor investido.
O perfil do investidor também é essencial. Ele indica a tolerância ao risco e ajuda
a definir os tipos de investimentos mais adequados. Os perfis mais comuns são o
conservador, que prioriza segurança; o moderado, que busca equilíbrio entre segurança e
rentabilidade; e o arrojado, que aceita correr mais riscos em troca de maiores ganhos.
Os investimentos se dividem em duas grandes categorias: renda fixa e renda
variável. Na renda fixa, como CDBs, Tesouro Direto e debêntures, o investidor já
conhece ou consegue prever a forma de cálculo dos rendimentos, havendo menor
incerteza. Já na renda variável, como ações, fundos imobiliários e criptomoedas, o retorno
depende das condições de mercado, podendo ser maior ou menor do que o esperado.
Outro aspecto importante é a liquidez, ou seja, a facilidade e o tempo necessários
para transformar o investimento novamente em dinheiro. Investimentos com alta liquidez
podem ser resgatados rapidamente, enquanto outros exigem prazos maiores ou têm regras
específicas para resgate.
Além disso, é fundamental considerar a diversificação, que consiste em aplicar o
capital em diferentes tipos de investimentos para reduzir riscos. Essa prática impede que
perdas em um setor prejudiquem de forma significativa todo o patrimônio.
Por fim, antes de investir, é necessário compreender conceitos como inflação, que corrói
o poder de compra do dinheiro, e juros compostos, que representam o efeito de “juros
sobre juros” e potencializam os ganhos ao longo do tempo. Entender esses fundamentos
permite que o investidor tome decisões mais seguras e conscientes, alinhadas aos seus
objetivos e possibilidades.