Saúde mental e juventude: o papel da escola e da família
Introdução
O aumento dos casos de ansiedade, depressão e outros transtornos mentais entre jovens
tem se tornado uma preocupação crescente no Brasil. A Organização Mundial da Saúde já
classificou a saúde mental como um dos maiores desafios do século XXI, ressaltando a
necessidade de ações imediatas. Nesse contexto, a escola e a família desempenham papéis
fundamentais na prevenção, identificação e enfrentamento dessas questões.
Desenvolvimento
Um dos fatores que contribuem para a deterioração da saúde mental dos jovens é a pressão
social e acadêmica. A busca por sucesso profissional, somada à cobrança excessiva por
resultados escolares, gera altos níveis de estresse. Além disso, o impacto das redes sociais,
que muitas vezes reforçam padrões irreais de beleza e comportamento, intensifica
sentimentos de inadequação e baixa autoestima.
A família, nesse cenário, deve atuar como espaço de acolhimento. O diálogo aberto, a escuta
ativa e o apoio emocional são ferramentas essenciais para que o jovem se sinta seguro e
compreendido. No entanto, muitas famílias ainda reproduzem estigmas relacionados à
saúde mental, dificultando o acesso a cuidados especializados.
A escola também possui papel estratégico. Professores e gestores educacionais precisam ser
capacitados para identificar sinais de sofrimento psicológico e oferecer apoio inicial,
encaminhando os casos mais graves para acompanhamento profissional. Projetos
pedagógicos que promovam o bem-estar, a empatia e a solidariedade contribuem para a
construção de um ambiente mais saudável.
Outro aspecto fundamental é a ampliação das políticas públicas de saúde mental. O Sistema
Único de Saúde (SUS) já oferece serviços como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS),
mas eles ainda não são suficientes para atender à demanda crescente. É necessário ampliar
o investimento, reduzir filas de espera e descentralizar os atendimentos para que mais
jovens tenham acesso a acompanhamento psicológico e psiquiátrico.
Conclusão
Portanto, a saúde mental da juventude deve ser tratada como prioridade social. Escola e
família, quando articuladas a políticas públicas eficazes, podem desempenhar um papel
decisivo na construção de uma geração mais saudável, resiliente e preparada para enfrentar
os desafios contemporâneos. O cuidado com o bem-estar psicológico é, afinal, um dos
pilares para a formação integral do cidadão.