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Centro Regional de Braga

Faculdade de Ciências Sociais

Mestrado em Ensino de Informática

Sociologia e Ética em Educação

A Crise na Educação e a Infidelidade à Constituição

31 Março de 2012

e a Infidelidade à Constituição 31 Março de 2012 Docente: Professor Doutor José Carlos Miranda Discente:

Docente: Professor Doutor José Carlos Miranda Discente: Joaquim Frias Nº 234211074

Sociologia e Ética em Educação

O artigo de opinião do autor Mário Pinto defende que não se deve confundir a escola

pública e o serviço público de educação, pois este pode ser exercido, segundo este, tanto

pelas instituições públicas como privadas.

Refere também que os sucessivos governos não têm cumprido na sua plenitude a

constituição no que concerne à Lei de Bases do Sistema Educativo (LBSE) e as leis

estatutárias do ensino privado referente à descriminação da escola privada, no qual os

seus intervenientes têm o direito de escolher a escola e um ensino com direito à

igualdade de oportunidades de acesso e êxito escolar.

O estado não pode, por isso, programar a educação e cultura segundo quaisquer

directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas. Portanto, o estado

pode criar escolas mas não pode programar nem dirigir o seu projecto educativo e a sua

actividade educativa.

O estado não deve ser por isso educador, pois esse é o papel dos pais, sendo o dever de

Estado cooperar com os pais na sua educação. Sendo assim, a acção do estado

relativamente

à educação

deve apenas

ser financeira e organizativa de recursos

materiais, sendo-lhe vedada qualquer opção educativa e devendo respeitar e apoiar o

dever e direito de liberdade educativa dos pais.

Função e estrutura do sistema educativo nacional

Em conclusão

Não existe nenhuma base legal ou constitucional que permita a discriminação da escola

privada, para se poder defender um monopólio de Estado no serviço público escolar.

Há monopolização estatal do serviço público escolar quando se reserva exclusivamente

para as escolas estatais o financiamento público em ordem à satisfação dos direitos

Sociologia e Ética em Educação

constitucionais

fundamentais

de

acesso

ao

ensino

com

direito

de

igualdade

de

oportunidades.

Deve, por isso, o estado financiar o ensino quer nas escolas estatais quer nas escolas

privadas. Se tanto as escolas estatais com as escolas privadas podem fornecer serviço

público de ensino e fornecer os direitos sociais, não há razão política para negar o

direito de escolha, porque até fica economicamente menos dispendioso a escolha pelo

ensino privado.

Logo devemos concluir que o papel educativo deve ser desempenhado pelos pais, sendo

o dever do estado, a cooperação com os pais na educação.

Notas

Joaquim Vitorino Carvalho Ferreira Frias

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Pinto, M. (2011). A Crise na Educação e a infidelidade à Constituição. Nova Cidadania.