CENTRO DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO PERCEPÇÃO
ALUNO(A) _________________________________________________ SÉRIE: 1 º MÉDIO
PROFESSOR(a): Shislaine Leite DATA: _______________
DISCIPLINA: Literatura Brasileira
ATIVIDADE DE RECUPERAÇÃO DE LITERATURA
BRASILEIRA
Leia os fragmentos abaixo
“Amor é fogo que arde sem se ver, / É ferida que dói e não se sente; / É um contentamento descontente; / É dor que
desatina sem doer”.
(Camões, Luís Vaz)
“Terror de te amar num sítio frágil como o mundo.
Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa”.
(Andresen, Sophia M. B.)
1) Compare os textos acima, discutindo, as semelhanças e diferenças entre ambos, não esquecendo de apontar as
características clássicas encontradas neles.
Leia o poema lírico de Camões para responder à questão 2.
“Alma minha gentil, que te partiste
E se vires que pode merecer-te
Tão cedo desta vida descontente,
Alguma coisa a dor que ficou
Repousa lá no céu eternamente,
Da mágoa sem remédio de perder-te,
E viva eu cá na terra sempre triste.
Roga a Deus que teus anos encurtou,
Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Memória desta vida se consente,
Quão cedo de meus olhos te levou.
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.
2) Conforme a tradição mais aceita, o soneto tematiza a morte precoce de Dinamene, que Camões inscreve no
pensamento neoplatônico, instaurando a hipótese de contato entre as almas após a morte. Teça um comentário sobre
o poema acima elencando as características clássicas nele presentes.
3) Analise o soneto abaixo sob a ótica classicista.
Soneto 092
Mudam se os tempos, mudam se as vontades, O tempo cobre o chão de verde manto,
muda se o ser, muda se a confiança; que já coberto foi de neve fria, e, enfim,
todo o mundo é composto de mudança, converte em choro o doce canto.
tomando sempre novas qualidades.
E, afora este mudar se cada dia,
Continuamente vemos novidades, outra mudança faz de mor espanto,
diferentes em tudo da esperança; que não se muda já como soía.
do mal ficam as mágoas na lembrança, Luís de Camões
e do bem (se algum houve), as saudades.