RELEITURA:
A BELA E A FERA
Felipe Rafael Vargas
1B
Em uma metrópole vibrante onde os arranha-
céus encostavam com as nuvens, vivia Isabelle,
uma jovem fotógrafa com um grande sentido
para a beleza de lugares inesperados, vivia
numa metrópole onde os arranha-céus
rivalizavam com as nuvens. Fascinada pelas
histórias escondidas em cada esquina, Isabelle
vivia explorando becos e prédios abandonados
em busca de histórias para contar com sua
câmera.
Um dia, quando Isabelle procura cenários para
uma exposição, ela se depara com um prédio
em ruínas no meio de um parque esquecido da
cidade. O edifício estava coberto de vinhas,
mas ainda exalava uma aura de majestade. Ela
entrou curiosa.
Uma vez lá dentro, percebeu que o lugar não
estava vazio. Havia alguém: um homem
chamado Adrian que evitava o mundo por
causa de uma desfiguração facial. Ele usava
máscaras complexas, cada uma com o formato
de uma obra de arte, para esconder o que ele
acreditava ser sua “feiúra”. Adrian era um gênio
solitário da arquitetura e do design, mas sua
autopunição o manteve isolado do mundo
exterior.
Isabelle não se intimidou com sua
sensibilidade. Ele viu beleza na forma como
Adrian projetou a luz e o espaço dentro da vila,
transformando as ruínas em um palácio de
sonho. Curiosa para saber o motivo de sua
prisão, ela passou a visitá-lo regularmente,
trazendo-lhe café e histórias sobre a cidade.
Adrian, cauteloso no início, aos poucos abriu
espaço para Isabelle em sua vida. Ela o
fotografou com suas máscaras, capturando a
essência de um homem que era mais do que a
superfície. Através de suas lentes, Adrian
começou a se ver de uma forma que nunca
havia ousado antes.
Com o tempo, Isabelle descobriu a história por
trás do isolamento de Adrian. Ele foi vítima de
um acidente que deixou profundas cicatrizes
físicas e emocionais. Sua autoconsciência o
transformou em uma “besta” em sua mente,
embora sua genialidade e empatia
desmentissem isso.
Isabelle desafiou Adrian a se reconectar com o
mundo. Ele organizou uma exposição exibindo
suas máscaras e fotografias da vila. Embora
hesitante, ele aceitou. A noite de exposição foi
um sucesso. As pessoas ficaram fascinadas
pelas obras e viram nas máscaras e nas
fotografias a vulnerabilidade e a força daqueles
que transformaram a dor em arte.
Adrian percebeu que sua “feiúra” era apenas
uma história que ele contava a si mesmo. E
Isabelle, que nunca tentou transformar Adrian,
mas apenas revelar quem ele realmente era,
viu nele o parceiro criativo e emocional com
que sempre sonhou.
Juntos eles não só mudaram a vila, mas
também suas vidas e mostraram que a
verdadeira beleza está na coragem de serem
vistos como você é.