Você está na página 1de 2
7 de junho de 2012 Você sabe dizer o que é trabalho escravo? Primeiras sessões

7 de junho de 2012

Você sabe dizer o que é trabalho escravo?

Primeiras sessões da OIT geram polêmica ao tentar definir escravidão

Marcelle Siqueira

ao tentar definir escravidão Marcelle Siqueira EUA não concorda com opinião de Cuba contra o

EUA não concorda com opinião de Cuba contra o capitalismo.

UNSC stops meeting to discuss chemical accident

Countries gathered to deliberate about arms control

Marcelle Siqueira

A serious accident occurred at the Russian Federation. According to the russian representative, the incident was biologic and

chemical, but he doesn’t know what happened exactly. For him,

its results for the country and the

world are still unknown. The diplomats were worried because

the accident seems really serious.

At the end, the session finished in

a tense mood and without a

conclusion concerning what had happened earlier.

Velhas Diferenças ressurgem

Antigas divergências dominam as discussões do Ecosoc

Renata Roberto

Após o término dos

discursos iniciais, as inscrições na lista de oradores foram constantes

e quase que transbordaram o

quadro onde estavam escritas. Com os polêmicos delegados islâmicos e o representante indiano acatando posições consideradas controversas para os demais, o andamento do comitê pareceu se prender à essas questões. Algumas das frases que chocaram a casa foram

No início da reunião da Organização Internacional do Trabalho, todos os países se posicionaram contra o trabalho escravo. Pela atual definição, criada em 2005, escravidão seria quando uma pessoa é forçada a trabalhar contra a vontade. Apesar disso, de acordo com metade dos representantes presentes, essa definição deveria ser modificada. Também foram postos durante a discussão alguns motivos para ocorrer essa forma de trabalho: Cuba, por exemplo, referiuse ao sistema capitalista de maneira pejorativa, alegando que a escravidão seria culpa do capitalismo. No meio das discussões houve muitas críticas aos EUA. O representante de Uganda falou, inclusive, que o país americano seria o maior causador de escravidão no mundo.

pronunciadas pelos delegados do Qatar, Paquistão e da Índia, que foram claros quanto ao posicionamento fortemente homofóbico de seus países, se apoiando no Corão para justificar suas alegações de que os homossexuais deveriam ser punidos, ignorando completamente os Direitos Humanos. O delegado da Índia, em seu discurso inicial disse que o homossexualismo era uma doença proveniente do ocidente, porém a representante dos Estados Unidos relembrou brilhantemente que tal afirmação era sem fundamento, que a Organização Mundial da Saúde declarou que homossexualidade não era mais considerada uma doença 22 anos. Ela defendeu também que os direitos humanos estavam sendo violados desenfreadamente com as punições por pena de morte e agressões nesses países intolerantes. Porém, a nobre delegada foi retrucada pelo mesmo representante indiano, que em um argumento que lhe rendeu diversas menções posteriormente, disse que se não estivesse em um ambiente diplomático, estaria rolando no chão de tanto rir. Como era de se esperar, a participação da Santa Sé foi conservadora e junto a outras argumentações, defendeu a

família,

homossexualismo era o mal do mundo, o mal da família.

O fundamentalismo religioso

reunião acabou

presente na

o

e

disse

que

tirando o enfoque real da discussão da sessão. Mesmo com

o protesto de alguns delegados

para que o debate da homofobia

fosse realizado de modo objetivo,

os constantes pronunciamentos de embasamento religioso

atrapalharam a

fluidez

da

discussão.

A crise europeia vem de fora?

Imigrantes: seriam eles os vilões?

Nathália Abreu

Na primeira reunião do Comitê Europeu foi discutido o papel do crescente movimento migratório observado na Europa atrelado a atual crise na União Europeia. Fator que em grande parte do tempo foi tido como um

dos fatores responsáveis pelo atual momento de crise vivido pelo continente. Alguns representantes, como a chanceler da Alemanha e o presidente da França, defenderam

o fortalecimento da identidade cultural e da economia em

detrimento do aumento do fluxo imigratório, que esses imigrantes enviariam parte de sua renda a seus países de origem.

Isso ocasionaria a fuga de capital

para outras nações, piorando assim a situação econômica dos

primeiros. Já a Bulgária se posicionou favorável aos imigrantes em seu território, defendendo que entre fluxo migratório e estímulo à

os mecanismos utilizados pelos EUA para defender seu posicionamento dentro do CDH, tendo em vista tantos ataques críticos, o representante do EUA

economia não antagonismos, que para aquecer a economia de

afirmou que “A defesa dos Direitos Humanos pelos EUA é histórica, e

um

país é necessário mãodeobra

estamos neste comitê não para

e,

em sua formação, todos os

garantir interesses individuais, mas

países possuem vários povos. Como medida de resolução

sim para assegurar o império da democracia nos países do Oriente

a

Dinamarca propôs inserção

Médio”.

cultural como maneira de integrar

os imigrantes.

Após um debate polêmico entre os presentes, os presidentes da França, Alemanha, Bulgária, Bélgica e Comissão Europeia encabeçaram a fixação de uma agenda para discussão que dentre

os tópicos inclui: a questão da

migração intra e extra bloco e a questão da xenofobia.

Direitos Humanos para quem?

Em ciranda de acusações Primavera Árabe é deixada de lado.

Nathália Abreu

Os ânimos se exacerbaram

no Comitê dos Direitos Humanos,

onde estava sendo debatido os Direitos Civis e Políticos no Oriente Médio em decorrência da difusão da Primavera Árabe. Inicialmente, o debate contou com críticas de países como: Síria, Irã e Cuba aos Estados Unidos por eventos anteriores que não estavam em questão na reunião. Essa manobra política de desvio de atenção do assunto principal ressalta a falta de compromisso desses países com a causa dos Direitos Humanos e a despreocupação com sua população e com o bem estar da mesma. França foi um dos primeiros países a sair em defesa a causa americana, lembrando que o tema em questão era a defesa dos direitos humanos no Oriente Médio, não cabendo ao comitê discutir temas anteriores. Quando perguntado pelo The Washington Post, sobre quais

toda

discordância, foi elaborado um primeiro documento provisório, onde o tópico mais problemático foi o que tratava da intervenção militar.

Apesar

de

O Post em 1942: Tarde de Progresso na III Conferência

Renata Roberto

Com alguns projetos e questões relevantes postos em discussão entre os excelentíssimos representantes dos países americanos, o comitê parece ter se direcionado bem neste primeiro dia de reuniões. O representante dos Estados Unidos, o senhor subsecretário Sumner Welles, durante a reunião desta tarde, lembrou que os esforços de guerra enfraqueceram os seus aliados que entraram em conflito na Europa. Afirmou que, mesmo se os sete países fossem vitoriosos, com certeza não teriam como reerguer o mundo e que a única alternativa seria pedir o auxílio da América para essa missão. Ele relembra ainda o posicionamento do Presidente Roosevelt de que os demais países americanos que mantivessem relações comerciais com os inimigos europeus seriam considerados colaboradores, mesmo que indiretos, da morte de americanos na guerra. Neste mesmo cenário, a maior parte dos países sul americanos reforçaram seus discursos de que deveriam se manter afastados desta guerra, e se focar em fortalecer uma aliança comercial na própria América. Isso

incluiria a rica nação dos Estados Unidos, a fim de consolidar um projeto de bloco econômico. O objetivo seria emergir a América do Sul como potência mundial em alguns anos, sendo o orador dessa proposta o Chanceler brasileiro, Oswaldo Aranha. As propostas e comentários do subsecretário norteamericano para expor seu apoio a essa resolução e a possíveis soluções, que poderiam ocorrer em conjunto com os demais Estados reunidos, explicitaram a generosidade da nação americana, demonstrando disposição em colaborar no máximo que fosse possível.

O Post em 1968: URSS invade Tchecoslováquia

Marcelle Siqueira

No dia 25 de agosto de 1968,

o Conselho de Segurança

Histórico debateu sobre a retirada das tropas da Tchecoslováquia. Os EUA, pensando no bem mundial, defenderam que a URSS

retirasse as tropas, pois, o pacto

de

Varsóvia deveria ser pacífico.

De

acordo com o representante

americano os soviéticos vêm retirando a soberania de um

país, algo que seria inadmissível

no contexto contemporâneo. A

União Soviética contra argumentou que a invasão é

para o bem da Tchecoslováquia.

A pergunta que surge é:

como uma invasão pode ser para

o bem? A URSS se mostra

impossível, somente debatendo e não mostrando ações para a

retirada. Além disso, se contradizem, pois não são nem

se quer socialistas, mas sim

Stalinistas. Para acalmar a situação o governo vigente da República Tchecoslovaca pede que a população não reaja de forma violenta, para evitar mortes desnecessárias.