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Análise Matemática I

Séries de Taylor e de Maclaurin

Joana Peres

MIEQ – 2009/2010

Aproximação de funções por meio de polinómios

Aproximação linear da função y = f ( x ) na visinhança do ponto x = a:

numa visinhança de P, o gráfico da função y=f(x) é praticamente coincidente com o gráfico da recta tangente nesse ponto

f

p

(

x

)

1

(

x

)

p

1

= f

(

(

x

a

)

)

+ f ( a

Derivando vem :

+ f a

p

1

x

( )

0

(

=

)

)(

x a

)
)

Donde se conclui que em x = a :

p

p

1

1

a

( )

a

(

)

= f

(

a

)

= f a

(

)

Aproximação de funções por meio de polinómios

Aproximação quadrática da função y = f ( x ) na vizinhança do ponto x = 0 :

f (x) c

0

+ c x + c

1

2

2

x

Temos que determinar os coeficientes do polinómio:

p

2

(x) = c

tal que

f

(0)

= p

2

Como

0

+ c x + c

1

2

2

x

(0),

f ′ = p

(0)

2

(0),

f ′′ = p′′

(0)

2

p

2

(x) = c

0

+ c x + c

1

2

2

x

p

2

(0) = c

0

p(x) = c

2

1

+ 2c

2

p′′(x) = 2c

2

2

x p(0) = c

2

1

p′′(0) = 2c

2

2

Então

f

(

x

)

f

(0)

+

f

(0)

x +

f ′′ (0)

2

2

x

(0)

c 0 c 1 c 2
c
0
c
1
c
2

= f (0)

= f (0) f ′′ (0)

=

2

Aproximação de funções por meio de polinómios

Exemplo Determinar a aproximação linear e quadrática da função e x na vizinhança do ponto x = 0 .

e e x
e
e x

x 1+ x

e

e x ≈1+ 2 x x ≈ + 1 x + 2 x e
e
x ≈1+
2
x
x ≈ +
1
x
+
2
x
e

x

Como esperado a aproximação quadrática é mais precisa do que a aproximação linear na vizinhança do ponto x = 0 .

Polinómios de Taylor

Problema: Dada uma função f qualquer derivável n vezes no ponto x = a, encontrar
Problema:
Dada uma função f qualquer derivável n vezes no ponto x = a, encontrar o polinómio
p n (x) de grau n com a seguinte propriedade: o valor do polinómio e o valor de todas
as suas derivadas até à ordem n ser igual ao valor da função e correspondentes
derivadas até à ordem n em a .

Queremos o polinómio:

p (x)

n

=

c

0

+

c (x

1

a)

tal que:

f (a)

=

p (a),

n

f (a)

=

+

c

2

(x

a)

2

p (a), f ′′ (a)

n

+

c (x

3

3

− + +

a)

c

n

(x

=

p ′′ (a)

n

, ,

f

(

n

)

(

a

) =

p

a)

(

n

n

)

n

(

a

)

Como

p (x)

n

=

p

c

0

+

c (x

1

a)

(

n

x

)

=

c

1

+

2

c

p ′′ ( x )

n

=

2

p

′′′ (

n

c

x

2

)

então:

c

0

= f

(

a

),

c

1

+

(

+

=

2

c

2

(x

x

3.2.

3.2.

3

a

)

c

c

3

3

3

− + +

c

n

3

+

(

x

+

c

3

(

x

a

)

+

+

a

n n

(

)

2

+

nc

n

1)

2)

c

c

n

n

(

x

(

(

x

x

a

),

p

(

n

n

c

2

)

(x) =

=

1)(n

3

=

2)

a)

2 +

c (x

a)

(x

a

a)

)

n

a

a

)

)

n 2

n 3

(1)c

n

n p

a

1

p

p

p

n (

′′

(

′′′ (

a

a

a

)

)

)

n

n

=

=

=

=

c

0

c

1

=

=

f

(

2

3.2

c

2

=

c

3

f

=

p

(

n

n

c

n =

)

(

a

f

(

)

n

=

)

(

n c

!

a

)

n

n !

=

n (

)

f

(

+

n n

(

+

1)(

n

n(n

f

′′′ ( a )

3!

f

′′ ( a )

2!

, c

= f (

,,

a

)

)

a

(

f

′′

a

′′′

f

(

)

(

n

a

)

)

(

a

)

Polinómios de Taylor e de Maclaurin

Definição do polinómio de Taylor de grau n da função f ( x ) centrado no ponto x = a:

( n ) f ′′ ( ) a f ( a ) 2 n p
(
n
)
f
′′ ( )
a
f
(
a
)
2
n
p
(
x
)
=
f
(
a
)
+
f
(
a
)(
x
a
)
+
(
x
a
)
+
+
(
x
a
)
n
2!
n !

que é a melhor aproximação polinomial de grau n à função f ( x ) na vizinhança do ponto x = a.

Representação do polinómio de Taylor de grau n da função f (x) centrado no ponto x = a duma forma mais compacta:

( r ) ( a ) r p ( x ) = ∑ n f
(
r
)
(
a
)
r
p
(
x
) =
∑ n f
(
x
a
)
n
r
!
r
= 0
r p ( x ) = ∑ n f ( x − a ) n r

Utilizada só quando conhecemos a fórmula geral de f (r) (a)

Ao polinómio de Taylor de grau n da função f (x) centrado em x = 0 chamamos polinómio de Maclaurin:

( n ) n ( r ) f ′′ (0) f (0) f (0) 2
(
n
)
n
(
r
)
f ′′ (0)
f
(0)
f
(0)
2
n
r
p
(
x
)
=
f
(0)
+
f
(0)
x +
x
+ +
x
=
x
n
2!
n !
r
!
r
= 0

Polinómios de Taylor e de Maclaurin

Atendendo à forma como o polinómio de Taylor p n ( x ) foi construído, é de esperar que se verifiquem os dois factos seguintes:

na vizinhança do ponto x = a, a aproximação será tanto melhor quanto maior

for o grau n de p n ( x )

para cada valor fixo do grau n, a aproximação vai piorando à medida que nos afastamos de x = a

Polinómios de Taylor e de Maclaurin

Como devemos proceder para determinar o polinómio de Taylor de uma função:

def

[

f (

r

)

(x)

()

r

]

A derivada de ordem r da função f (x):

em que o índice (r) em expoente representa a ordem da derivada, e em que, por convenção, a derivada de ordem zero é a própria função f (x): f (0) (x) f (x).

+ 1

f (x) , ∀∈Ζ

r

0

+

Para algumas funções elementares relativamente simples:

1. obter uma fórmula geral para a derivada de ordem r, por inspecção das primeiras três ou quatro derivadas de f (x);

2. fazer uma conjectura, com base nestas derivadas, acerca da fórmula que representa a derivada de ordem r de f (x) isto é f (r) (x) = P(r) em que P( r ) representa a fórmula conjecturada;

3. validar a fórmula conjecturada pelo método de indução matemática;

4. uma vez obtida a fórmula geral para f (r) (x), basta substituir x por a para se obter a fórmula geral para f (r) (a), e depois dividir por r! para se obter a fórmula geral para os coeficientes c r =f (r) (a)/r! do polinómio de Taylor centrado no ponto a

,

,

,

Método de indução matemática:

(1) a conjectura ( ) i f ( x ) = P (1) ⎫ ⎪
(1)
a conjectura
( )
i
f
(
x
)
= P
(1)
(
r
)
(
r +
1)
(
ii
)
f
(
x
)
=
P r
(
)
f
(
x
)
=
P r
(
+
1) ⎪
f (r) (x) = P( r ) é
verdadeira

Polinómios de Taylor de algumas funções importantes

Polinómios de Taylor de

f (x) = sen x

centrados no ponto x = 0

n n r 1 1 ( − 1) ( − 1) 3 5 2 n
n
n
r
1
1
( − 1)
( − 1)
3
5
2
n +
1
2
r
+
1
p
(
x
)
= x −
x
+
x
+
x
=
x
2
n
+ 1
3!
5!
(2
n
+ 1)!
(2
r
+ 1)!
r
= 0
x = ∑ x 2 n + 1 3! 5! (2 n + 1)! (2 r

Polinómios de Taylor de algumas funções importantes

Polinómios de Taylor de f (x) = cos x centrados no ponto x = 0

n n r 1 1 ( − 1) ( − 1) 2 4 2 n
n
n
r
1
1
( − 1)
( − 1)
2
4
2
n
2 r
p
(
x
)
= 1 −
x
+
x
+
x
=
x
2 n
2!
4!
(2
n
)!
(2
r
)!
r
= 0
x − + x = ∑ x 2 n 2! 4! (2 n )! (2 r

Polinómios de Taylor de algumas funções importantes

Polinómios de Taylor de

f (x) = e

x centrados no ponto x = 0

n 1 1 1 2 n r p ( x ) = 1 + x
n
1
1
1
2
n
r
p
(
x
)
= 1 +
x
+
x
+
+
x
=
x
n
2!
n !
r
!
r
= 0
x ) = 1 + x + x + + x = ∑ x n 2!

Polinómios de Taylor de algumas funções importantes

Polinómios de Taylor de

f (x) = ln x

centrados no ponto x = 1

n + 1 n r + 1 1 ( − 1) ( − 1) 2
n +
1
n
r
+
1
1
(
− 1)
( − 1)
2
3
n
r
p
(
x
)
=
(
x
− −
1)
1 (
2
x
1)
+
(
x
1)
+
(
x
− 1) =
(
x
− 1)
n
3
n
r
r
= 1

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Joana Peres / Análise Matemática I
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12

Polinómios de Taylor de algumas funções importantes

Polinómios de Taylor de f (x) = ln(1+ x)

centrados no ponto x = 0

n + 1 n r + 1 1 2 1 ( − 1) ( −
n +
1
n
r
+
1
1 2
1
( − 1)
( − 1)
3
n
r
p
(
x
)
= x −
x
+
x
+
x =
x
n
2 3
n
r
r
= 1

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13

Estimativa do resto de um polinómio de Taylor

Queremos calcular:

Estimativa do erro cometido ao substituirmos a função f ( x ) por qualquer um dos seus polinómios de Taylor

Temos que definir:

o resto do polinómio de Taylor de grau n da função f ( x ) centrado no ponto x = a.

n ( r ) def f ( a ) r Definição R ( x )
n
(
r
)
def
f
(
a
)
r
Definição
R
(
x
)
f
(
x
)
p
(
x
)
=
f
(
x
)
( −
x
a
)
n
n
r
!
r = 0

R n ( x ) pode por vezes ser estimado recorrendo ao seguinte teorema:

Teorema (Teorema de Taylor) Se f ( x ) for derivável (n+1) vezes no intervalo
Teorema (Teorema de Taylor)
Se f ( x ) for derivável (n+1) vezes no intervalo [a, x] , em que x > a, então
existe um número c ∈ ] a, x[ tal que:
(
n
+
1)
f
(
c
)
n
+ 1
R
(
x =
)
(
x − a
)
n
(
n +
1)!
(Se x < a, basta trocar [a, x] por [x, a] e ]a, x[ por ]x, a[ no enunciado acima
escrito)

Estimativa do resto de um polinómio de Taylor

Se conseguirmos majorar o valor absoluto do resto, isto é, descobrir um número positivo M tal que para todos os valores de x num certo intervalo:

R

n (

x

)

M

vamos poder obter uma estimativa do valor de R n ( x ).

Fórmula de Taylor “de grau n” com resto no ponto x = a n (
Fórmula de Taylor “de grau n” com resto no ponto x = a
n
(
r
)
(
n
+
1
)
f
(
a
)
f
(
c
)
r
n
+
1
f (x) =
p
(x) +
R (x)
=
(
x
a
)
+
(
x
a
)
n
n
r
!
(
n
+
1)!
r
=
0
(
n
)
(
n
+
1)
f
′′
(
a
)
f
(
a
)
f
(
c
)
2
n
n
+ 1
=
f
(
a
)
+
f
(
a
)(
x
a
)
+
(
x
a
)
+
+
(
x
a
)
+
(
x
a
)
2!
n !
(
n
+
1)!
em que c é um número “compreendido entre a e x, isto é, c ∈ ]a, x[
se a < x, ou c ∈ ]x, a[ se x < a.

Estimativa do resto de um polinómio de Taylor

Se fizermos x – a = h x = a + h podemos reescrever a fórmula de Taylor “de grau n” com resto no ponto x = a de uma forma alternativa:

( n ) ( n + 1) f ′′ ( a ) f ( a
(
n
)
(
n
+
1)
f ′′ ( a )
f
(
a
)
f
(
c
)
2
n
n
+ 1
f
(
a
+
h
)
=
f
(
a
)
+
f
(
a h
)
+
h
+ +
h
+
h
2!
n !
(
n +
1)!
(
n
)
f ′′ ( a )
f
(
a
)
2
n
n
+ 1
=
f
(
a
)
+
f
(
a h
)
+
h
+ +
h
+ O(
h
)
2!
n !
em
q
ue a nota ão O ( h
ç
n+1
) , q
ue se lê “da ordem de h
n+1
”, pretende salientar o

facto de o resto do polinómio de Taylor de grau n ser proporcional a h n+1 .

O resultado expresso no teorema de Taylor pode ser utilizado na prática para:

1. obter uma estimativa do erro cometido com a aproximação p n ( x ) para um valor fixo do grau n do polinómio;

2. calcular o menor valor do grau n que deve ser utilizado para um valor fixo do erro máximo que pode ser cometido.

Estimativa do resto de um polinómio de Taylor

Exemplo 1

Calcular 1/e utilizando o polinómio de Taylor de grau 3 para a função f(x) = e x centrado no ponto x = 0 . Em seguida, obter uma estimativa do erro cometido com esta aproximação.

Exemplo 2

Calcular e com erro inferior a 0.001, utilizando para o efeito um polinómio de Taylor de grau apropriado para a função f(x) = e x centrado no ponto x = 0.

Série de Taylor (ou de Mclaurin)

Se a função f ( x ) for infinitamente derivável no ponto x = a podemos em teoria considerar o polinómio de Taylor “de grau infinito” da função f ( x ) centrado no ponto x = a. A este polinómio “de grau infinito” chamamos série de Taylor da função f ( x ) centrado no ponto x = a (ou “em torno do ponto x = a ”):

Definição ∞ ( r ) def n ( r ) f ( a ) f
Definição
(
r
)
def
n
(
r
)
f
(
a
)
f
(
a
)
r
r
(
x
a
)
lim
p
(
x
)
=
lim
(
x
− )
a
n
r
!
n
→∞
n
→∞
r
!
r =
0
r
= 0

No caso de a = 0 designa-se a série de Taylor pelo nome alternativo de série de Maclaurin da função f ( x ) .

Série de Taylor (ou de Mclaurin)

A série de Taylor da função f (x) centrada no ponto x = a só será igual à própria função f (x) para intervalos bem definidos da variável x onde R n ( x ) 0:

Teorema Se f ( x ) for infinitamente derivável no ponto x = a, e
Teorema Se f ( x ) for infinitamente derivável no ponto x = a, e se
então:
lim
(
)
= 0
n
→∞ R x
n
(
r
)
f
(
a
)
r
f
(
x =
)
(
x
a
)
r
!
r
= 0

Se esta condição for satisfeita dizemos que:

a série de Taylor da função f (x) centrada no ponto x = a converge para a função f (x) ou então que a função f (x) pode ser representada pela sua série de Taylor centrada no ponto x = a .

O conjunto de valores reais de x para os quais este resultado é válido designa-se por:

intervalo de convergência da série de Taylor de f ( x ) centrada no ponto x = a .

fora deste intervalo de convergência, a função f (x) nunca deverá ser representada pela sua série de Taylor centrada no ponto x = a mesmo se a função e a sua série de Taylor estiverem ambas definidas!

Determinação do intervalo de convergência utilizando o teorema de Taylor

Utilizando o teorema de Taylor, é possível (embora trabalhoso!) calcular-se o intervalo de convergência da série de Maclaurin de cada uma das quatro funções cujos polinómios de Taylor centrados em x = 0 foram obtidos atrás:

sen x

cos x

=

r = 0

( 1)

r

(2

r +

1)!

x

=

r = 0

(

1)

r

(2

r

)!

x

2 r

2 r + 1

= −

x

= 1

1

2!

x

e

x

=

r = 0

ln(1

+ x

)

1

r

!

r

x

=

r = 1

= 1 + +

x

(

1)

r

+ 1

r

x

1

2!

x

r

=

2

x

+

1 3

x

3!

2

+

1

4!

+

x

1

5!

4

x

5

,

,

∀∈ IR

x

∀∈

x

IR

,

∀∈ IR

x

1

2

2

x

+

1

3

3

x

]

− ∀∈−

,

x

1,1]

Para calcular logaritmos quando x > 1 usamos a conhecida propriedade dos logaritmos:

ln(1

)

+ ≡−

x

ln

1

1 + x

Como calcular ln(3)?

Cálculo da soma exacta de séries numéricas convergentes

Atribuindo valores numéricos a x dentro do intervalo de convergência da série de Taylor ou de Maclaurin de uma função f (x), esta série transforma-se numa série de números reais

que é necessariamente convergente para o valor que a função f (x) assume nesse ponto. útil para calcular a soma exacta de muitas séries numéricas que sabemos serem convergentes não sabendo para que valor convergem.

r

= 0

1

r

!

1

2!

x = 1

r

= 0

1

r

!

1

1

3!

1

4!

e

x

r

x

= +

1

2

x

x

+

+ ∀∈

,

x

IR

1

+ +

1

=

=

+

+

1

3!

1

4!

1

+

=

1

5!

1

+

6!

1

2

+ −

3

+

e

1

7!

1

4

r

 

2!

(

1)

r

(2

r +

1)!

r

= 0

(

1)

1

(2

r

)!

=

r

= 0

( 1)

r

1

3!

3

x

x

1

2

2

x

+

2

1

+

5!

1 4

x

4!

1

+

x

3

5

x

3

x = 1

2

x

r +

1

∀∈

,

x

IR

sen x

(2

r +

1)!

= −

x

1

= −

(

1)

r

1

2!

x = 1

1

2!

=

)

r

= 0

=

r = 1

2 r

r

= 0

x = 1

cos x

(2

r

)!

x

(

1)

r

+ 1

r

1

= −

− ∀∈

,

x

IR

= −

+

(

1)

r

+ 1

ln(1

r

x

− ∀∈− 1,1]

,

x

]

r = 1

+ x

=

x

1

= −

r

+ =

sen 1

=

cos 1

+

=

ln 2

Obtenção de novas séries de Taylor ou de Maclaurin por substituição a partir de séries conhecidas Como as séries que deduzimos são identicamente iguais às correspondentes funções para todos os valores de x dentro do intervalo de convergência, é possível obter novas séries por substituição, desde que a série assim obtida seja ainda uma série de Taylor (ou de Maclaurin). O intervalo de convergência da nova série poderá ser deduzido entrando em linha de conta com a substituição efectuada e com o intervalo de convergência da série original.

( 1)

r

sen 2 x

=

r = 0

(2

2

2

x )

r +

1

2

r +

1

(2

r +

1)!

( 1)

r

sen 2 x

=

r = 0

2

x

(2

r +

1)!

=

r +

1

(2

x

)

= 2

x

1

3!

2

(2 x

3

3

x

3!

)

3

+

+

1

5!

2

5

5!

x

(2

x

)

5

,

(2

5

− ∀∈

,

x

IR

x

)

x

e

ln(1

=

r = 0

1

r

!

(

x

)

r

= +− +

x

1

(

)

1

2!

(

x

)

2

e

+

x

2

x

ln(1

( 1)

r

r

(

!

1)

r

x

r + 1

r

=

)

r

= 0

= 1 − +

x

=

r = 1

(2

x

)

r

=

1 2

2!

x

(2

x

)

+

2

x

)

=

r = 1

(

1)

r + 1

2

r

r

r

x

=

2

x

1

(

x

)

3

+

1

3!

1

2

,

∀− ∈ ⇒

x

IR

(

)

3!

3

x

,

(2

x

)

2

2

x

2

+

∀∈

x

IR

1

3

x

(2

3

x

)

3

,

+

8

3

1

− <

2

x

1

,

1

<

x

 

2

2

IR

1

≤ ⇒

Série geométrica de razão x

1 A série de Maclaurin da função f ( x ) = 1 − x
1
A série de Maclaurin da função
f
(
x
)
= 1 − x
é por definição a série seguinte:
r
2
3
x
= +
1
x
+
x
+ +
x

r = 0

ou seja:

1

=

1 x

r = 0

r

x

= +

1

x

+

2

x

+

x

3

+

,

série geométrica de razão x

r x = + 1 x + 2 x + x 3 + , série geométrica

só converge quando

1

e converge para 1x

]

∀∈−

x

1,1[

x

< 1

Por exemplo:

1

=

1 + x

r = 0

(

1)

r

x

r

= − + − + ∀∈− 1,1[

1

x

2

x

x

3

,

x

]

1) r x r = − + − + ∀∈− 1,1 [ 1 x 2 x

série geométrica alternada