Sabe quando você espera a vida inteira por uma única coisa?

Quando você acha que essa coisa é capaz de mudar tudo para melhor? Tenho uma triste notícia para você, pode não ser para melhor.

Epilogo Meu nome é Cher Scartezzine, eu tenho 17 anos e sim, minha vida do nada deu um enorme pulo. Sempre acreditei em lendas, quando eu era menor, do tipo que minha avó, Mary, contava para mim e para James, meu irmão gêmeo, quando tínhamos por volta dos cinco anos, foi antes do acidente. Ela nos contava histórias de Licantropos, lindos seres superiores que durante as noites em que a Lua se tornava cheia se transformavam em lobos com uma fúria e um destemor selvagens; de Vampiros; ela sempre foi curiosa nessa parte, ela divergia de tudo que já se tinha lido segundo a lenda que ela nos contava os vampiros eram seres com uma beleza enorme e bondosos, ela jamais falou mal de nenhum ser do qual nos contou.

Enquanto James e eu brincávamos pelo grande quintal, da casa da vovó em Drancy, e mamãe arrumava a casa para grande festa que seria dada a noite, afinal era nosso aniversário de 7 anos, tivemos a ideia de ir brincar atrás de um velho carvalho que crescia desordenadamente no canto leste do gramado. James subiu por seus galhos irregulares e sua madeira podre, repleta de insetos e línquens avermelhados. Quando ele chegou em um galho muito alto ele me olhou com pânico e eu apenas gritei : - James desça já! Seu moleque melequento ou eu mesma vou chamar a mamãe e fazer questão de ver a bronca que você vai tomar!”. Ele me olhou assustado e então eu vi, dentro de seus olhos cinzas tinha algo que eu nunca tinha visto antes nele, existia naqueles pequenos e redondos olhos um medo e um pavor indescritíveis, mas não acho que era apenas pela altura ou o medo de não conseguir descer, e sim pelo barulho que começava a retumbar junto com o anoitecer. Então eu fiz o melhor que eu pude, eu corri, e corri até encontrar ofegando minha avó e começar a chorar eu comecei – Vovó...j..a...m..es...p...- mas fui incapaz de terminar; o anoitecer caiu ferozmente sobre Drancy envolvendo-a em escuridão ,com exceção da grande bola redonda e brilhante, chamada Lua Cheia, que pendia no céu noturno com aparente admiração. Ouve gritos e correria, mas não ouve tempo, não...isto realmente foi algo que foi tirado de nós.

Desde desse dia não ouve mais lendas sendo contadas, não ouve mais comemorações no meu aniversário e não ouve mais uma mãe. Naquela noite Eleonor Scartezzine, minha mãe, chorou em cima de uma camiseta pequena e vermelha com um desenho de carrinho corrida, ela não tinha um corpo para velar, não tinha mais o seu único e especial menino para lhe agarrar. Matthew Scartezzine, reagiu melhor que o esperado, ele apenas abraçou minha mãe incapaz de conceber o por que ou como tudo aquilo havia ocorrido, ele me abraçou também. Minha família nunca mais foi a mesma, eu nunca fui a mesma. A partir daquela noite nunca mais acreditei em Deus, céu ,inferno, Licantropos, vampiros, fadas ou qualquer ser que minha avó havia me contado em suas lendas. Eu sinto muito por ter sido tão tola, não sabia o que viria, apenas sabia que mesmo meu maior desejo sendo justo ele era perigoso, porque todos os desejos são.

1. Acordei atrasada logo no primeiro dia de aula do terceiro ano da escola.Droga! Levantei correndo ao ver que o despertador tinha quebrado, de novo, será que meus pais não poderiam comprar algo mais duradouro? Fiz uma zona em meus edredons vermelhos quando saltei da imensa cama dorsel em que dormia, desde de que James sumiu meus pais sentiram a necessidade de trabalhar cada vez mais segundo eles para me mimar, e segundo eu para me esquecer e não ter que lembrar de James, apesar da diferença entre nós sempre ter sido enorme. Portanto meu quarto era grande o suficiente para contar com uma cama dorsel, perto dela tinha um enorme sofá estilo canapê vermelho, na parede de frente a ela se encontrava minha TV de 32 polegadas com meu notebook na mesma parede so que mais a direita e a porta do meu banheiro a direita , assim como a porta de entrada do meu quarto só que na parede oposta. Me dirigi ao banheiro. Escovei meus dentes, penteei meu longo cabelo preto e joguei por sobre ombro, passando um pouco de base no meu rosto pálido e um pouco de lápis de olho verde na parte inferior de meus olhos,

destacando o verde esmeralda deles, afinal era o primeiro dia do último ano, merecia algo especial. Coloquei uma jeans justa, uma blusa branca justa lisa e simples e meus all star branco com bocas vermelhas. Puxei minha mala sobre os ombros, puxei minha jaqueta de couro sintético vermelha e corri pela escada principal até ser parada na porta pelo meu pai. - Oi, papai. Bom Dia!- Sorri, porque mesmo sabendo que eu estava atrasada e tudo mais, era sempre bom ver meu pai e eu aproveitava cada oportunidade, cada segundo. Ele me abraçou – Bom Dia, baby! – Ele sorriu e me deu um beijo na testa se afastando – Quer que eu te leve para escola, você ta atrasada, não? – Ele sorriu. Eu ri, meu pai sempre sabia a coisa certa a dizer e fazer.- Seria ótimo, obrigada.

Haven School era uma escola linda, para jovens ricos , ela era branca construída em bases medievais, portanto lembrava um castelo antigo, com suas torres imponentes e suas bandeiras hasteadas ao topo das torres, porém ela passava uma tranquilidade extrema sendo branca e tendo o interior aconchegante, com todas as paredes revestidas de uma tinta marfim e tons pasteis adoráveis, toda a mobília era da era medieval com toques de ouro e seda.

Assim que meu pai me deixou na entrada principal por volta das 7:30 da manhã me se apressou em lhe dar um suave beijo e correr escada acima atrás das novidades. Assim que cruzei as enormes portas identifiquei quase todos os rostos que se viraram para ver minha estranha entrada. Juntei toda minha dignidade, empinei o queixo e caminhei sorrindo até meu grupo de amigas. Jocely Mcflaiy era uma loira de mais de um e setenta de altura, com olhos azuis celestes mais e um corpo escultural, era a típica barbie de toda escola. Assim que ela me viu abriu um sorriso enorme e os braços e eu não resisti ,corri e abracei minha melhor amiga durante todo um minuto, assim que nos separamos começamos a conversar sobre as férias o último ano ,como todos que estavam na sala faziam. Houve um grito, e depois outro e logo toda a escola estava gritando. Metade da escola se encontrava em chamas ,então segui meus instintos, puxei Jo pela mão e saímos correndo, mas Jo tropeçou em seu salto 15 cm e caiu em cima de mim bem quando um pedaço de fogo caiu na minha frente...espere era uma pessoa, uma pessoa pegando fogo bem na minha frente. Eu comecei a gritar e a chorar olhei para trás para ver Jo desmaiada e logo ocorreu o mesmo comigo. Em vez de um clarão preto e sensação de como se estivesse sonhando eu vi um clarão branco e alguém gritava desesperadamente meu nome...sua voz era familiar mas não era como se eu pudesse lembrar naquele momento, eu só podia olhar aquela incrível luz branca, alguns

falam de ver isso perto da morte, mas eu não poderia estar morrendo, porque a luz começou a tomar forma e atrás dessa forma eu via a escuridão, logo eu obviamente estava sonhando...a forma parecia ter assas mas ela não parecia com vontade de me ajudar como as criaturas aladas teoricamente fariam.

Então quando a forma alada começou a demonstrar os seus traços eu acordei subitamente olhando ao redor, vi que estava em um quarto branco, com poucos objetos, um hospital talvez, tinha aparelhos ligados a mim e havia apenas um pequeno sofá onde estava sentando um homem de meia idade. -Moço. – Não resisti e chamei. - Bom Dia Srta.Scartezzine, como está se sentindo hoje?- Ele perguntou se levantando e se aproximando da cama. -Estou bem, eu acho. – Levei a mão a cabeça percebendo que havia linhas ali e que sentia dor. – O que aconteceu? Quem é você e onde está todo mundo? -Calma, são muitas perguntas não acha? Meu nome é detetive Quinn Russeal. Houve um incêndio criminoso na Haven Scholl e estou sendo obrigado a investigar todos os sobreviventes, mas creio que a senhorita não se lembra de nada, não é mesmo? Eu pisquei meio confusa, lembrei do fogo e da Jo e da indescritível figura alada, mas foi pouco, nada que realmente pudesse ajudar aquele

detetive. Foi então que reparei nele, ele tinha traços bonitos deveria ser bonito quando jovem, seu cabelo ainda contava com um pouco de cor preta assim como seus olhos. - Creio que não posso ajuda-lo detetive, sinto muito. Mas como estão todos? E a Jo, eu lembro que ela caiu em cima de mim pouco antes de eu desmaiar. Ele apenas sorriu e disse. – Depois falaremos disso, está bem? Agora você precisa descansar, logo seus pais estarão aqui e não há lugar em que você possa se recuperar mais rápido. Ele saiu e eu me deitei olhando o teto branco, senti a paz do lugar, foi quando entrou um homem, alto, esguio, extremamente branco e com cabelos bem pretos como os meus, vestindo um uniforme branco carregando uma pequena bandeja de prata com vários remédios, me sentei novamente. - Olá, fico feliz que esteja acordada. – Foi quando eu perdi toda a paz do local, aquela voz, foi a mesma que ouvi gritando meu nome enquanto eu estava prestes a desmaiar! -Você, você estava lá, como sabe meu nome? Onde definitivamente eu estou? – Eu comecei a tentar levantar mas fui impedida por uma agulha que me conectava a uma bolsa com soro e remédios. Ele se apressou em colocar a bandeja em uma mesa, na qual não tinha reparado, a beira da minha cama e me segurar pelos ombros.

- Calma, calma, você está em um ..... local onde vai ser bem tratada, e é provável que eu realmente estivesse lá, já que faço parte da equipe de resgastes daqui, certo? Meu nome é Henri e eu sou quem vai cuidar de você certo? Aqui tem alguns remédios para dor que você deve estar sentido de cabeça e para acelerar a cicatrização da suas mãos, certo? Eu apenas assenti com a cabeça, ao menos ele tinha me dado respostas que o detetive não fez questão em me dar. Eu apenas me toquei depois que ele havia falado das minhas mãos e foi quando as olhei, elas estavam enfaixadas e eu senti uma dor no meu estomago ao ver aquilo. -Henri, o que aconteceu com as minhas mãos? – Disse me inclinando para tomar a água que ele oferecia na minha boca, para engolir os comprimidos que ele já havia colocado nele. - Encontramos você desmaiada e suas mãos esticadas, elas foram atingidas por uma viga que caiu e pegaram fogo, conseguimos reconstituir o tecido mas você teve muita sorte. – Ele sorriu. – Eu volto mais tarde, está bem? Agora o horário de visitas vai começar e tenho certeza que seus pais vão estar loucos para ver como você está. Ele se retirou e eu fiquei pensando sobre minhas mãos, Jo , meus pais, minha avó, como será que eles teriam reagido a tudo isso? Por que todos que já falaram comigo até agora se recusavam a falar da minha melhor amiga?

Meus pensamentos foram abafados pelos som do meu pai dizendo olá já ao lado da minha cama de hospital, o sorri e perguntei da mamãe e da vovó, ele disse apenas que não poderiam vir e conversamos longamente sobre tudo e ao mesmo tempo não falamos nada, simplesmente conversamos de assuntos diversos e nada realmente serio. Falamos do horrível ensopado de carne da mamãe e de como a NBA estava horrível esse ano. Todos os assuntos banais foram extremamente bem vindos nesse momento tempestuoso. Sentir o cheiro e a proximidade do meu pai, foi algo inexplicável então antes que me desse conta já tinha dormido novamente.

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