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Esterilização e Desinfecção de Artigos
Esterilização e Desinfecção
de Artigos

Dra Sandra Regina Caiado

Referencias:
Referencias:
Referencias:  APECIH – Esterilização de Artigos em Unidades de Saúde – 2ª Edição revisada e

APECIH Esterilização de Artigos em Unidades de Saúde 2ª Edição revisada e ampliada 2003

SOBECC Praticas Recomendadas Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e Centro de Material Esterilizado 3ª Edição revisada e atualizada 2005.

Rutala, W. A. Disinfection, Sterilization and Antisepsis in Health Care. APIC, Washington, 1998.

Ministério da Saúde, Manual Processamento de Artigos e

Superfícies em Estabelecimentos de Saúde 2ª Edição, Brasília

1994.

Ministério da Saúde, Orientações Gerais para Central de Esterilização Brasília 2001.

Legislação:
Legislação:

RDC nº 307 de 14/11/02 ANVISA Dispõe sobre regulamento técnico, planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde.

RDC nº 50 de 21/02/02 ANVISA Dispõe sobre regulamento técnico, planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos

físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde.

RDC nº 306 de 07/12/04 ANVISA Gerenciamento de Resíduos de serviços de saúde.

Portaria nº 482 de 16/04/99 Dispõe sobre uso e instalação de ETO.

RDC nº 30 de 15/02/06 registro, rotulagem e re- processamento de produtos médicos, e dá outras providências.

Portaria nº 15 de 23/08/88 Dispõe de regulamento para registro de produtos saneantes domissanitarios e afins, com ação antimicrobiana.

  • Resolução SS nº 374 de 15/12/95 Dispõe sobre procedimentos em CME.

  • Resolução SS nº 392 de 29/06/94 - Dispõe sobre

procedimentos em CME.

  • Lei nº 6514 de 22/12/77 Dispõe sobre segurança no trabalho.

Portaria nº 3214 de 08/06/78 - Dispõe sobre segurança no trabalho.

  • Portaria nº 2616 de 12/05/98 Dispõe sobre Diretrizes e Normas para prevenção e controle das infecções hospitalares.

  • RDC nº 48 de 02/06/00 Roteiro de Inspeção do PCIH ANVISA

Roteiro de Inspeção INAISS - ANVISA

ESTRUTURA FÍSICA
ESTRUTURA FÍSICA

Central de Esterilização: quem não trabalha na CME, não

ESTRUTURA FÍSICA • Central de Esterilização : quem não trabalha na CME, não imagina quão complexo

imagina quão complexo sejam suas atividades. Sua essência consiste em promover materiais livres de contaminação para serem utilizados nos diversos procedimentos em pacientes

internados no Hospital ou atendidos nas Unidades de Saúde.

Neste serviço os materiais são lavados, preparados, acondicionados, esterilizados e distribuídos para todas as unidades.

A informatização da CME agiliza os controles diários, desde a etiqueta até a informação de todos os materiais processados, necessitando de profissionais habilitados.

O ponto de destaque nesse Serviço, é o trabalho em equipe atuando com qualidade em todas as etapas do trabalho.

Fluxo

Área suja:  Área limpa: 
Área suja:
Área limpa:

Recepção de artigos =>limpeza => lavagem =>separação.

Área de preparo: análise e separação dos instrumentais,

montagem de caixas, pacotes, materiais especiais, etc

...

;

Recepção de roupa limpa, separação e dobradura;

Área de esterilização: método de esterilização,

montagem da carga, acompanhamento do processo e desempenho do equipamento;

Área de armazenamento: identificação dos artigos, data

de preparo e validade;

Distribuição: definir horários.

Artigos: Compreendem instrumentos de naturezas diversas utilizados na assistência médico hospitalar, compreendendo

materiais ou instrumentais cirúrgicos, utensílios de refeição,

acessórios de equipamentos, materiais de assistência respiratória e outros

Definição de Artigos:
Definição de Artigos:
Artigos: Compreendem instrumentos de naturezas diversas utilizados na assistência médico hospitalar, compreendendo materiais ou instrumentais cirúrgicos,

Artigos críticos são aqueles que penetram através da pele e mucosas, atingindo os tecidos sub-epiteliais, sistema vascular, bem como todos os que estejam diretamente conectados com este sistema. Ex:equipo de soro, bisturi,agulhas, pinças de biopsia....

Artigos: Compreendem instrumentos de naturezas diversas utilizados na assistência médico hospitalar, compreendendo materiais ou instrumentais cirúrgicos,

Artigos semi - críticos são todos aqueles que entram em contato com a pele não íntegra ou com mucosas íntegras. Ex: especulo vaginal e otoscopio, alicate (pode ser critico), termômetro.....

Artigos: Compreendem instrumentos de naturezas diversas utilizados na assistência médico hospitalar, compreendendo materiais ou instrumentais cirúrgicos,

Artigos não críticos - são todos aqueles que entram em contato com a pele íntegra do paciente Ex: escovas,lixas, estetoscópio, termômetro, ......

Manual MS 1994

Limpeza: é o primeiro passo para o processamento de artigos, e

esta intimamente ligada a qualidade final do processo, o principal fator que reduz até 4 log de organismos contaminantes. Quanto mais limpo estiver o artigo, menores as chances de falhas na

esterilização. A limpeza pode ser desenvolvida através de métodos

manuais ou mecânicos. Equipamentos para limpeza:

-Lavadora ultra-sônica -Lavadora esterilizadora -Lavadora desinfectadora

-Limpeza manual: é o procedimento realizado manualmente, onde

a sujidade é removida por meio da ação física com auxilio de detergente, água e artefatos como esponja e escova.

(Manual do MS/94, SS-374/95, Manual de Instituto de Beleza,Acupuntura, etc estabelecimentos afins, 1994)

Uso de EPIs : -
Uso de EPIs :
-

é imprescindível o uso correto dos EPIs para o desenvolvimento das técnicas de limpeza e desinfecção. São eles: aventais impermeáveis, luvas anti-derrapantes de cano longo, óculos de

proteção, máscaras.

Limpadores enzimáticos : são compostos basicamente por enzimas, surfactantes e solubilizantes. A combinação balanceada desses elementos

Limpadores enzimáticos : são compostos basicamente por

enzimas, surfactantes e solubilizantes. A combinação balanceada desses elementos faz com produto possa remover a matéria orgânica do material em curto período de tempo.

Limpadores enzimáticos : são compostos basicamente por enzimas, surfactantes e solubilizantes. A combinação balanceada desses elementos

Soluções enzimáticas apresentam excelente ação de limpeza, mas não possuem atividade bactericida e bacteriostática. Enzimas são substâncias produzidas por células vivas e que

Limpadores enzimáticos : são compostos basicamente por enzimas, surfactantes e solubilizantes. A combinação balanceada desses elementos

governam as reações químicas do processo. Uma vez produzidas pelas células, uma enzima pode ser isolada e irá

manter suas propriedades catalíticas, se determinadas

condições forem mantidas na sua fabricação. As enzimas são classificadas em três maiores grupos funcionais dependendo do tipo de substrato que irão afetar: proteases, lípases e amilases que atuam em substratos protéicos, gorduras e

carboidratos, os quais tendem a solubilizar-se e desprender

dos artigos. Atualmente recomenda-se a limpeza de artigos de configuração complexa para garantir a limpeza.

Está limpo?

“Todo artigo odonto-médico-hospitalar contaminado deve ser limpo precedendo ou não a desinfecção ou esterilização”
“Todo artigo odonto-médico-hospitalar contaminado deve
ser limpo precedendo ou não a desinfecção ou
esterilização”
Detergente enzimático + Artefatos
Detergente
enzimático
+
Artefatos
Está limpo? “Todo artigo odonto-médico-hospitalar contaminado deve ser limpo precedendo ou não a desinfecção ou esterilização”

EPI

Está limpo? “Todo artigo odonto-médico-hospitalar contaminado deve ser limpo precedendo ou não a desinfecção ou esterilização”
O que precisa?
O que precisa?
O que precisa?  Pia exclusiva com cuba funda (preferencialmente).  Bancada para apoio, deve ser

Pia exclusiva com cuba funda (preferencialmente). Bancada para apoio, deve ser lavável. Cuba plástica para colocar a solução de limpeza(água e sabão ou solução enzimática). Escovas e/ou esponjas para a limpeza dos artigos. Falso tecido descartável ou tecido(deve ser lavado após o uso, e ser exclusivo) para enxugar os artigos. A limpeza e secagem do artigo é obrigatória antes da desinfecção ou esterilização. Após o procedimento os utensílios devem ser limpos (cuba, escovas, etc), pode fazer a desinfecção com Hipoclorito de sódio 0,5 1%. Definir qual procedimento o artigo vai se submetido:

desinfecção ou esterilização. (Resol SS374/95 manual MS /94)
desinfecção ou esterilização.
(Resol SS374/95 manual MS /94)
Desinfecção:
Desinfecção:

É um processo que destrói microrganismos, patogênicos ou não, dos artigos, com exceção de esporos bacterianos, por meios físicos ou químicos.

Níveis de desinfecção:
Níveis de desinfecção:
Desinfecção: É um processo que destrói microrganismos, patogênicos ou não, dos artigos, com exceção de esporos

Alto nível: destrói todos os microrganismos com exceção a alto

número de esporos => Glutaraldeído 2% - 20 30 minutos. Indicação: área hospitalar preferencialmente. Médio nível: elimina bactérias vegetativas, a maioria dos vírus, fungos e micobactérias =>Hipoclorito de sódio 1% - 30 minutos.

Desinfecção: É um processo que destrói microrganismos, patogênicos ou não, dos artigos, com exceção de esporos

Indicação: para UBS, creche, asilos,casa de repouso. Baixo nível: elimina a maioria das bactérias, algumas vírus e fungos, mas não elimina micobactérias =>Hipoclorito de sódio

Desinfecção: É um processo que destrói microrganismos, patogênicos ou não, dos artigos, com exceção de esporos

0,025%

Indicação:nutrição.

ORDEM DECRESCENTE DE RESISTÊNCIA A GERMICIDAS QUÍMICOS

Mais resistentes
Mais resistentes
PRIONS ESPOROS BACTERIANOS
PRIONS
ESPOROS BACTERIANOS

Alto nível

(aldeídos e

ácido peracético)

MICOBACTERIA
MICOBACTERIA

Nível intermediário

(álcool,

ORDEM DECRESCENTE DE RESISTÊNCIA A GERMICIDAS QUÍMICOS Mais resistentes PRIONS ESPOROS BACTERIANOS Alto nível (aldeídos e

hipoclorito de sódio a 1%,

VÍRUS NÃO LIPÍDICOS OU PEQUENOS VÍRUS FUNGOS
VÍRUS NÃO LIPÍDICOS OU PEQUENOS
VÍRUS
FUNGOS

cloro orgânico, fenol sintético, monopersulfato de potássio e associações)

Baixo nível

BACTERIAS VEGETATIVAS
BACTERIAS VEGETATIVAS

(quaternário

de amônio e hipoclorito

VÍRUS LIPÍDICOS OU VÍRUS DE TAMANHO MÉDIO Menos resistentes
VÍRUS LIPÍDICOS OU VÍRUS DE TAMANHO
MÉDIO
Menos resistentes

de sódio 0,2%)

VANTAGENS
VANTAGENS
• • monitoração monitoração da da [ [ ] ] e e ph ph • •
• • monitoração monitoração da da [ [ ] ] e e ph ph
• • rápido: rápido: 20 20 - - 30 30 min min
• • compatibilidade compatibilidade com com
uma grande gama de
materiais
• • custo custo aceitával aceitával
uma grande gama de
materiais
DESVANTAGENS • • processo processo manual manual • • enxágüe enxágüe difícil difícil • • toxicidade
DESVANTAGENS
• • processo processo manual manual
• • enxágüe enxágüe difícil difícil
• • toxicidade toxicidade (inalação) (inalação)
• • fixa fixa sujidade sujidade residual residual
• • odor odor pungente pungente

PERACÉTICO AA 0,2%

PERACÉTICO

0,2%

VANTAGENS
VANTAGENS
• • rápido: rápido: 10 10 minutos minutos • • monitoração monitoração da da [ [
• • rápido: rápido: 10 10 minutos minutos
• • monitoração monitoração da da [ [ ] ]
• • enxágüe enxágüe fácil fácil
• • baixa baixa toxicidade toxicidade
• • remove remove sujidade sujidade
residual
residual
DESVANTAGENS • • processo processo manual manual • • incompatível incompatível com com aço aço bronze,
DESVANTAGENS
• • processo processo manual manual
• • incompatível incompatível com com aço aço
bronze, latão e ferro
bronze, latão e ferro
galvanizado
galvanizado
• • custo custo ? ?
• • odor odor avinagrado avinagrado

DESINFECÇÃO DE NÍVEL INTERMEDIÁRIO

 Álcool: etílico ou isoopropílico 70% peso/volume 30’’ de aplicação e evaporação natural  Cloro inorgânico:
Álcool: etílico ou isoopropílico 70% peso/volume
30’’ de aplicação e evaporação natural
Cloro inorgânico: hipoclorito de sódio 1%
( 10.000 ppm 30’ )
orgânico (pó - 10’)
ASSOCIAÇÕES: Ex. quaternário de amônio +
X
formaldeído + etanol

Germikil

DESINFECÇÃO DE BAIXO NÍVEL
DESINFECÇÃO DE BAIXO NÍVEL
 QUATERNÁRIO DE AMÔNIO  HIPOCLORITO DE SÓDIO: 0,2% por 30’
QUATERNÁRIO DE AMÔNIO
HIPOCLORITO DE SÓDIO: 0,2% por 30’

Indicação: quando a garantia da baixa toxicidade é prioritária

O que precisa?
O que precisa?

Pia exclusiva com cuba funda (preferencialmente). Torneira com filtro. Bancada para apoio, deve ser lavável.

Cuba/balde plástico com cor escura e tampa para colocar a solução -> anotação da data da ativação, identificação do nome da solução.

Cuba/balde plástica para o enxágüe.

Falso tecido descartável ou tecido(deve ser lavado após o uso, e ser exclusivo) para enxugar os artigos.

Embalagens.

EPI adequado para o profissional(gorro,óculos de proteção, avental impermeável,máscara específica, luvas de cano longo)

Espaço físico adequado => exclusivo, ventilado, (Resol SS-374/95)

EMBALAGEM:

Permitir o transporte e o armazenamento do artigo odonto-médico-hospitalar e mantê-lo estéril até o seu uso. Fala-se hoje em embalagens 1ºárias, 2ºárias e 3ºárias.

Saída do Ar

EMBALAGEM: Permitir o transporte e o armazenamento do artigo odonto-médico-hospitalar e mantê-lo estéril até o seu

Produto

Entrada do Agente esterilizante

Microrganismos

Embalagem

EMBALAGEM: Permitir o transporte e o armazenamento do artigo odonto-médico-hospitalar e mantê-lo estéril até o seu
Registro na ANVISA • memória • não delaminar • abertura asséptica • visibilidade do conteúdo •

Registro na ANVISA

Registro na ANVISA • memória • não delaminar • abertura asséptica • visibilidade do conteúdo •
Registro na ANVISA • memória • não delaminar • abertura asséptica • visibilidade do conteúdo •

memória

não delaminar abertura asséptica

Registro na ANVISA • memória • não delaminar • abertura asséptica • visibilidade do conteúdo •

visibilidade do conteúdo indicador químico selagem segura indicação para abertura lote de fabricação

repelência tamanhos variados

tecido de algodão

contêineres rígidos (válvula e filtro)

papel grau cirúrgico

Penetrância Dificuldades variadas
Penetrância
Dificuldades variadas
• tecido de algodão • contêineres rígidos (válvula e filtro) • papel grau cirúrgico Penetrância Dificuldades
•filmes
•filmes

Tyvek

manta de SMS

papel crepado

Validação a cada inserção ou troca de embalagem

Qualificação de desempenho: a cada nova

configuração introduzida

Papel manilha Papel toalha Papel Kraft
Papel manilha
Papel toalha
Papel Kraft
Papel manilha Papel toalha Papel Kraft Tecido de algodão

Tecido de algodão

Papel manilha Papel toalha Papel Kraft Tecido de algodão

Fatores que afetam a eficácia da

esterilização
esterilização

A atividade dos agentes esterilizantes depende de inúmeros

fatores, alguns inerentes às qualidades intrínsecas do organismos e outros dependentes das qualidades físico- químicas do agente ou fatores externos do ambiente.

  • - Número e localização de microrganismos

  • - Resistência inata dos microrganismos

  • - Concentração e potência do agente germicida

  • - Fatores físicos e químicos

  • - Matéria orgânica

  • - Duração da exposição

Tipos de invólucros para esterilização em estufa
Tipos de invólucros para esterilização em estufa

Caixa metálica preferencialmente de alumínio.

Embalagem individual com material específico.

MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO
MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO
FÍSICOS J ( + Industrial) (hospitalar) CALOR ÚMIDO SECO (AUTOCLAVE) (ESTUFA)
FÍSICOS
J
( + Industrial)
(hospitalar)
CALOR
ÚMIDO
SECO
(AUTOCLAVE)
(ESTUFA)
MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO FÍSICOS J ( + Industrial) (hospitalar) CALOR ÚMIDO SECO (AUTOCLAVE) (ESTUFA) Imbatível para

Imbatível para

RADIAÇÃO IONIZANTE
RADIAÇÃO
IONIZANTE
MÉTODOS DE ESTERILIZAÇÃO FÍSICOS J ( + Industrial) (hospitalar) CALOR ÚMIDO SECO (AUTOCLAVE) (ESTUFA) Imbatível para

artigos termorresistentes!

Tipos de Esterilização
Tipos de Esterilização
  • Esterilização pelo Calor é realizada em autoclaves e estufas.

    • - Vapor saturado sob pressão: - autoclaves gravitacionais - autoclave a alto vácuo Ciclo: drenagem do ar; admissão de vapor; exaustão do vapor; secagem da carga. - esterilização ultra rápida “ flash sterelization ”.

      • - Estufa : calor seco

Vapor Saturado sob Pressão

Nas autoclaves,

os microorganismos são destruídos

pela ação combinada do calor, da

pressão e da umidade,

que

promovem a termocoagulação

e a desnaturação das proteínas da estrutura genética celular.

Calor Seco
Calor Seco

O processo de esterilização ocorre com o aquecimento dos artigos por irradiação do calor das paredes laterais e da base da estufa, com conseqüente destruição dos microorganismos por um processo de oxidação das suas células, após a desidratação do núcleo.

Os métodos de esterilização pelo calor

seco em relação ao tempo de exposição

e temperatura não são uniformes, demonstrando uma diversidade de padrão, devendo ser validado cada equipamento.

Os métodos de esterilização pelo calor seco em relação ao tempo de exposição e temperatura não
m. vegetativos 125 – 190 ºC / 2h ESTUFA m. esporulados 205ºC / 2h T ºC
m.
vegetativos
125 – 190 ºC / 2h
ESTUFA
m.
esporulados
205ºC / 2h
T
ºC
RECOMENDAÇÕES :
ABANDONAR !
(restringir para pós, óleos)
NÃO UTILIZAR O
1
2
CENTRO
CARGA UNIFORME E DE
PEQUENA QUANTIDADE
VALIDAR O PROCESSO
COM A CARGA MAIS
PESADA
PONTO
3
4
FRIO
NÃO ABRIR A ESTUFA
DURANTE O CICLO
5
USAR RECIPIENTES DE
ALUMÍNIO
6
CARREGAR A ESTUFA
ANTES DE LIGAR O
EQUIPAMENTO
PREPARAR AS CAIXAS
COM POUCAS PEÇAS

Indicador Biológico

É o único meio de assegurar que o conjunto de todas as condições de

esterilização está adequada, porque os microrganismos são diretamente testados quanto ao seu crescimento ou não após a aplicação do processo.

(São preparações padronizadas de microrganismos, numa concentração do inóculo em torno de 10 6 , comprovadamente resistentes e específicos para um particular processo de esterilização para demonstrar a efetividade do processo).

Indicador Biológico É o único meio de assegurar que o conjunto de todas as condições de

Indicador de 1º geração: Tiras de papel impregnadas de esporos leitura em laboratório.

Indicador Biológico É o único meio de assegurar que o conjunto de todas as condições de

Indicador de 2º geração: (Attest) incubado à 56ºC, por 48 horas.

Indicador de 3º geração: a diferença para o de 2º geração está na metodologia para detectar o crescimento bacteriano. Deve ser incubado por

um período de 1 a 3 horas a 56º C e em seguida ser exposto a luz ultravioleta.

A ausência de fluorescência indica que as condições de esterilização foram atingidas.

Indicador Biológico É o único meio de assegurar que o conjunto de todas as condições de
Indicador Biológico É o único meio de assegurar que o conjunto de todas as condições de

A freqüência mínima indicada de uso de IB é semanal. Existe recomendação de uso de indicadores em todas as cargas que

contenham próteses e que estas não sejam utilizadas até o resultado final.

Indicador Biológico É o único meio de assegurar que o conjunto de todas as condições de

Teste de esterilidade: são realizados diretamente no material processado com o objetivo de verificar a eficiência da esterilização

Freqüência
Freqüência

Autoclave: AORN:

diária (1, próximo ao dreno)

semanal (9)

DIN: 1/250 ciclos Estufa: diária ou semanal

SEMPRE após manutenção, suspeita de mal funcionamento ou na esterilização de material de implante

INDICADORES QUÍMICOS
INDICADORES QUÍMICOS
Classe 1: Tiras impregnadas com tinta termo-química que muda de coloração quando exposto a temperatura. Classe
Classe 1: Tiras impregnadas com tinta termo-química que muda de coloração
quando exposto a temperatura.
Classe 2: teste de BOWIE & DICK - testa a eficácia do sistema de vácuo da
autoclave pré-vácuo. Uso diário no 1º ciclo, sem carga, a 134°C
por 3,5 a 4 min sem secagem.
Classe 3: controla um único parâmetro: a temperatura pré-estabelecida.
Classe 4: indicador multiparamétrico: controla a temperatura
necessários para o processo.
e
o
tempo
Classe 5: integrador: controla temperatura, tempo e qualidade do vapor. Classe 6: intervalo de confiança maior
Classe 5: integrador: controla temperatura, tempo e qualidade do vapor.
Classe 6: intervalo de confiança maior que classe 5.

Cuidados com os Artigos Esterilizados

Condições de estocagem do artigos esterilizados

Quanto ao ambiente: deve ser limpo; arejado e seco; deve ser restrito

à equipe do setor.

Quanto ao artigo: após o processo de esterilização, não colocá-lo em superfície fria (pedra ou aço inoxidável ), utilizar cestos ou recipientes vazados até que esfriem;

invólucro (tecido de algodão cru, tecido não tecido, papel grau cirúrgico, papel crepado, papel com filme, tyvec ou caixas metálicas perfuradas) deve permanecer íntegro e ser pouco manuseado para evitar que os pacotes rasguem ou solte o lacre;

ser estocado em armários fechados com prateleiras;

prateleiras identificadas de modo a facilitar a retirada do material;

material deve ser estocado de acordo com a data de vencimento da esterilização para facilitar a distribuição e não ficar material vencido no estoque;

estocar separadamente dos não estéreis para reduzir o nível de contaminantes externos.

Tempo de validade de esterilização de artigos •
Tempo de validade de esterilização de
artigos

A validade de esterilização vincula-se ao risco de recontaminação, tipo e configuração do material de embalagem, número de vezes que é manipulado antes do uso.

Estocagem em prateleira aberta ou fechada, condições ambientais na

área de estocagem (limpeza, temperatura e umidade).

Atualmente é um contra-senso estabelecer prazos genéricos por que os fatores contaminantes do ambiente variam entre um serviço e outro.

Devido às diferenças tanto em tipos de invólucros quanto em características de estocagem é impossível recomendar tempos de estocagem para itens estéreis que possam ser aplicados universalmente

(AORN)

ARMAZENAGEM
ARMAZENAGEM

“Todo material processado deve possuir local adequado para

ARMAZENAGEM “Todo material processado deve possuir local adequado para armazenagem de forma que não haja risco

armazenagem de forma que não haja risco de recontaminação e

que facilite a distribuição.”

“O prazo de validade de esterilização está diretamente

relacionado à qualidade da embalagem e condições de

armazenagem.”

O local adjacente à área de esterilização, distantes de fonte de água, janelas abertas, portas, tubulações expostas e drenos Trânsito limitado de pessoas, manipulação mínima e cuidadosa

Validação das embalagens-Vida de prateleira depende dos eventos relacionados
Validação das embalagens-Vida de prateleira
depende dos eventos relacionados

Houve algum evento que agrediu a embalagem? Caiu no

chão?

Foi “apalpado”?

Foi aberto e fechado novamente?

Foi carregado debaixo dos braços?

Foi colocado elásticos, barbante?

Foi “amassado” colocando pesos ou

  • guardados em gavetas apertadas?

Indefinido tempo de esterilização …… Amém

..

JEVITT,D-1943 (data do jornal) 1977 estéril

Aspectos a serem observados:
Aspectos a serem observados:


Manual de rotina e procedimentos;

Padronização dos processos adotados, limpeza,desinfecção e esterilização;

Registro diário do processamento de artigos;

Programa de manutenção preventiva dos equipamentos;

Manual de funcionamento do equipamento;

Utilização de indicadores adequados ao processo empregado;

Barreira fixa até o teto da área suja e limpa.(Consultórios e Clinicas);

Bancada adequadas para o preparo do material;

Local de guarda dos material esterilizado (limpo e fechado);

Fluxo racional de operacionalização, sem cruzamento de artigo

contaminado e artigo limpo.

Aspectos a serem observados:
Aspectos a serem observados:


Baldes plásticos para desinfecção, enxágüe.

Recipientes com as soluções ativadas rotulados.

Pias específicas para o material e lavagens das mãos com sabão

liquido e papel toalha.

Local separado para o material de limpeza.

Pisos, paredes laváveis.

Equipamentos (autoclave e estufa)em perfeitas condições de

funcionamento (registro de manutenção e testes químicos e biológicos) (para artigos não pode autoclave vertical).

Cronograma de limpeza dos equipamentos (água e sabão)

Verificar a existência dos EPIs.

“Existem dois jeitos de viver: acomodar-se ou ousar. Quando lutamos por idéias nas quais acreditamos nasce
“Existem dois jeitos de viver: acomodar-se
ou ousar. Quando lutamos por idéias nas
quais acreditamos nasce daí um sentimento
de dignidade de ser alguém que faz a
diferença”.
Obrigada Dra Sandra Regina Caiado
Obrigada
Dra Sandra Regina Caiado