Você está na página 1de 38

Pois é.

U purtuguêis é muinto fáciu di aprender, purqui é uma


língua qui a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala. Num é cumu
inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a genti discobri cumu é
qui si iscrevi algumas palavras. Im purtuguêis não. É só
prestátenção. U alemão pur exemplu. Qué coisa mais doida?
Num bate nada cum nada. Até nu espanhol qui é parecidu, si
iscrevi muinto diferenti. Qui bom qui a minha língua é u
purtuguêis. Quem soubé falá sabi iscrevê.
Fundamentos da Comunicação
1. Língua oral e língua escrita

 Língua - sistema de signos (código) convencionais e


arbitrários;

 A fala é um ato intencional, em nível individual, de


vontade e de inteligência.
 A Linguagem por sua vez, é o meio que se utiliza para
exprimir ideias, desejos, sentimentos.

Exercício oriundo da faculdade, inerente ao homem, que


lhe possibilita a comunicação.

 A comunicação estabelece-se mediante o uso da


linguagem, verbal (uso de palavras) ou não verbal
(sinais, imagens, expressão corporal, mímica).
REGISTROS OU NÍVEIS DE LÍNGUA (GEM)

 Tanto a língua oral como a escrita apresentam níveis


ou registros.
 A língua oferece uma multiplicidade de possibilidades de
usos que são atualizados conforme as exigências do
momento da comunicação.
 Por que isso acontece?

ambiente
época

região geográfica status


 http://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx
E TUDO MUDOU...

E tudo mudou… O rouge virou blush


O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone
 A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
"Problemas de moça" viraram TPM
Confeti virou MM
A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.

 Ping-Pong virou Babaloo


O à-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por e-mail
O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do "não" não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico
 A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz… … De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.
Luis Fernando Veríssimo
Texto II (escrito)
“Digo a vocês que ela estava lá, diante dos meus olhos. Perfeita. Olhei-a
imaginando um jeito de dizer o quanto era importante para mim, dizer o que
pensava dela quando estava a sós comigo mesmo. Pensei ser a hora certa para
conversar. Mas me faltou coragem. Fugi”.
O executivo pede à secretária: "Vamos schedular um
brainstorm para estimular o team building em nossa cultura
organizacional e, aproveitando o know-how de nosso CEO,
agregar valor ao business plan"
Pronominais
Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do professor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro

Oswald de Andrade
RUI BARBOSA E O LADRÃO DE GALINHAS

Certa vez, um ladrão foi roubar galinhas


justamente na casa do escritor Rui Barbosa.
O ladrão pulou o muro, e cercou as galinhas.
Naquele alvoroço, Rui Barbosa acordou de seu
profundo sono, e se dirigiu até o galinheiro.
Lá chegando, viu o ladrão já com uma de suas
galinhas, e disse:
"-Não é pelo bico-de-bípede, nem pelo valor
intrínseco do galináceo; mas por ousares transpor
os umbrais de minha residência. Se for por mera
ignorância, perdoo-te. Mas se for para abusar de
minha alma prosopopeia, juro-te pelos tacões
metabólicos de meus calçados, que dar-te-ei tamanha
bordoada, que transformarei sua massa encefálica,
em cinzas cadavéricas."
O ladrão todo sem graça se virou e disse:
"-Cumé seu Rui, posso levar a galinha ou não???"

Piadas:http://www.piadas.com.br/
Variações linguísticas
 A Língua Portuguesa, como qualquer outra, configura-se como
um conjunto de variantes, isto é, não é um todo uniforme.
Língua falada: culta
Língua escrita: padrão

Falada
pelas Niveladas
pessoas de pela escola
instrução

Obedece à
gramática É mais
da língua- restrita.
padrão
Língua coloquial
 É espontânea;
 Usada para satisfazer as necessidades vitais do falante;
 Sem muita preocupação com as normas linguísticas;
 Língua cotidiana;
 Comete pequenos – mas perdoáveis – deslizes
gramaticais.

Ex.: Cadê o livro que te emprestei? Me devolve em seguida,


sim?
Língua vulgar ou inculta

Exemplo:

Própria das Natural, Nóis ouvimo falá do


pessoas sem colorida, pograma da televisão.
instrução expressiva

Infringe
Livre de totalmente
convenções as
sociais convenções
gramaticais.
Língua regional

Tem um
Está circunscrita Caracterizando-
patrimônio
a regiões se pelo acento
vocabular
geográficas linguístico
próprio
Língua grupal: técnica e gíria

Técnica
 Desloca-se para a escrita;
 Existem tantas quantas forem as ciências e as profissões;
 Só é compreendida, quando sua aprendizagem se faz junto
com a profissão.

Gíria
 Existem tantas quantos forem os grupos fechados.
Linguagem profissional e burocrática
 Padrão de linguagem que, geralmente, se aproxima do
nível culto da linguagem.
 Determinados profissionais fazem uso da variante popular.
 Ausência de criatividade
 Repleta de formalidade
 Uso de jargão
No entanto..... Temos que adequar nossa
linguagem
 Usar a linguagem adequada a cada situação é uma das
qualidades do bom usuário do idioma;
 Não se pode afirmar que exista um padrão de linguagem
superior em termos absolutos: a situação de comunicação
é que determina a forma de linguagem mais ou menos
eficiente.